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- Rodrigo Fabri: Herói na Lusa, desconhecido em Madrid e artilheiro tricolor
Não são raros os casos dos classudos que falamos, aqui na página, que tiveram carreiras que podem ser consideradas verdadeiras montanhas russas. O de hoje é um deles. Rodrigo Fabri é lembrado por uma época de uma Portuguesa gigante, mas por passagens discretas na Europa, e redenção no Grêmio. Rodrigo ficou conhecido naquela portuguesa vice-campeã do paulista 95 e, mais tarde, vice-campeã nacional em 96. Foi seu auge, conquistando a bola de prata da revista placar e a oportunidade de jogar pela seleção nacional. A ascensão de Rodrigo despertou interesse dos europeus, após mais um bom ano pela Lusa, em 97. Entre Lázio, La Coruña e Real Madrid, ganhou a preferência os madrilenhos. Mas, não foi em 98 que Rodrigo embarcou na cidade espanhola. O time preferiu emprestá-lo ao Flamengo. Mesmo ao lado de Romário, o time não era tão bom e com o baixinho por lá, perdeu o destaque que tinha na Portuguesa. A fase não era boa pro rubro-negro. Respingou, claro, em Rodrigo que, campeão da Copa das Confederações em 97, na reserva, era cotado pra ir à Copa no ano seguinte. Mas perdeu prestígio e não foi convocado por Zagallo . Finalmente, em 99, o meia campista apareceu em Madrid. Mas voltou ao Brasil, dessa vez, para jogar no Santos. Sem qualquer lembrança significativa na Vila, retornou à capital espanhola para, dessa vez, ser emprestado para o Real Valladolid. Lá sim, o jogador brasileiro conseguiu boa sequência e foi consagrado como jogador revelação de La Liga. Mas não o suficiente para o outro Real, o mais poderoso, querê-lo de volta. Foi jogar em Portugal, no Sporting e desapareceu. Até retornar ao Brasil, pelo Grêmio. Em 01 sofreu com lesões e condicionamento físico. Quando conseguiu se firmar na equipe, em 2002, perdeu pênalti decisivo na Libertadores, sacramentando a eliminação dos tricolores diante o Olimpia, em plena semifinal no estádio Olímpico, em Porto Alegre. Entretanto, deu a volta por cima no Brasileirão de 02: já adotado o sobrenome Fabri, Rodrigo fez uma ótima sequência, conquistou a torcida e em três jogos diferentes teve oportunidade de fazer hat-trick, o que o possibilitou a ser um dos artilheiros do campeonato daquele ano. A boa fase novamente o levou à Espanha: O Real Madrid, ainda detentor de seus direitos, o transferiu para o Atlético de Madrid, logo após a disputa de Libertadores de 2003. Nova decadência e na temporada seguinte voltou ao Brasil, trocando de atléticos. Dessa vez, o mineiro, que estava em péssima fase: quase caiu em 2004 e no ano seguinte, com salários atrasados, alguns jogadores fizeram greve, Liderados por Fabri. O Galo cairia para a B e Rodrigo Fabri saiu pelas portas do fundo. Restando um fio de esperança para retornar ao bom futebol, foi contratado pelo São Paulo, que em 06 seria campeão, mas sem qualquer participação significativa de Fabri. Passou a sumir dos treinos e foi dispensado. Dai passou por pequenos times do interior paulistas, Figueirense e se aposentar, em 09, pelo Santo André, rebaixado a B. Por que Rodrigo Fabri jogava de terno? Em seu auge, Rodrigo Fabri destoava no Brasil. Fosse pela Portuguesa ou fosse pelo Grêmio. Além de bom armador, era matador, conquistando a artilharia de do Brasileiro de 02 junto a Luis Fabiano. Mas não foi muito. Desprezado pelo Real Madrid, foram poucas as vezes que Fabri pode apresentar seu bom futebol... 👤 Rodrigo Fabri 👶 15 de janeiro de 1976 🏠 Brasileiro 👕 Portuguesa, Real Madrid, Flamengo, Santos, Real Valladolid, Sporting, Grêmio, Atlético de Madrid, Atlético Mineiro, São Paulo, Paulista, Figueirense, Santo André e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Catarinense: 08 (Figueirense); Campeonato Brasileiro: 06 (São Paulo) e Copa das Confederações: 97 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Prata da Revista Placar: 96, 97 e 02 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5)
- Felipe Melo: o Pitbull
Foto: Marcello Zambrana/AGIF Se Felipe Melo jogou no seu clube provavelmente você gosta dele pela bravura, lealdade, liderança e disposição em campo. Caso contrário, talvez você o odeie por ser polêmico, debochado, violento, falastrão. O fato é que é praticamente impossível se manter indiferente ao classudo de hoje. Com 12 clubes no currículo – além da Seleção Brasileira – o volante começou sua trajetória no futebol vestindo o terno do Flamengo, onde já conquistaria os dois primeiros de uma longa prateleira de troféus: Campeonato Carioca e Copa dos Campeões em 2001. O que pouca gente se lembra é que, antes de carimbar o passaporte pela primeira vez, ele ainda passou pelo Cruzeiro , fazendo parte do elenco campeão brasileiro em 2003, e pelo Grêmio, mas ambos sem muito destaque, o que justifica a pouca lembrança. Quando chegou no Velho Mundo, Felipe Melo foi jogar na Espanha, mas longe dos holofotes dos grandes clubes. Começou pelo Mallorca, depois Racing, Almeria, se mudou para a Itália para jogar pela Fiorentina até, enfim, chamar atenção da Juventus e, em 2009, assinar seu primeiro contrato com um gigante da Europa. Suas atuações na Vecchia Signora não convenceram e viveu anos turbulentos em Turim em meio a conflitos de vestiários, xingamentos da torcida e alguns cartões vermelhos. Em contrapartida, era nome fácil nas convocações da Seleção Brasileira. Seu comportamento muitas vezes agressivo em campo também foi visto durante a Copa do Mundo de 2010, em um episódio que marcaria sua carreira. Nas quartas-de-final, contra a Holanda, apesar de ter dado uma bela assistência para o gol de Robinho, falhou no primeiro gol e ainda foi expulso após pisar de forma desnecessária em Robben . Sobrou pra ele a personificação do fracasso daquela Copa, (injustamente, diga-se) mas que ele já afirmou em entrevistas posteriores não se importar. Sem espaço (e ambiente) na Juventus , assinou no ano seguinte com o Galatasaray onde, pela primeira vez na carreira, conseguiu completar mais de 100 jogos pelo mesmo clube. Não apenas teve regularidade e boas atuações, mas virou ídolo da torcida, ganhou o apelido de "Pitbull" e acumulou mais algumas polêmicas no currículo Depois de quatro temporadas, foi para a Internazionale, mas essa nova tentativa de se dar bem na Itália durou pouco mais de um ano. O retorno ao Brasil Foto: Matilde Capodonico/Estadão Conteúdo O ano era 2017 e Felipe Melo voltava ao seu país de origem para vestir o verde e branco do Palmeiras. Logo na entrevista de apresentação, prometeu “dar porrada e tapa na cara de uruguaio” se fosse preciso. E ele cumpriu. O soco que ele deu em um jogador do Peñarol pela Libertadores de 2017 durante uma briga pós-jogo virou até quadro exposto na casa dele. A torcida do Palmeiras adorava Felipe Melo e os rivais o odiavam. Enquanto isso, ele acumulava títulos. Já com 38 anos de idade, faltava a “última dança”. 20 anos depois de começar a carreira no Flamengo, ele retornaria ao Rio de Janeiro, dessa vez para realizar o sonho do pai e jogar no Fluminense . No Tricolor das Laranjeiras, a torcida tricolor pode enfim entender pq ele era tão adorado pelos palmeirenses. Toda sua entrega em campo mostrando garra e gana de vencer (às vezes até demais), se mantiveram no novo clube, mas com uma diferença. Sob o comando de Fernando Diniz, Felipe Melo seria testado como zagueiro, e nessa nova posição se tornaria titular do elenco campeão da Libertadores de 2023 e da Recopa de 2024. Encerrou a carreira no fim daquele ano. A prateleira lotada de troféus, entre elas as das três Libertadores. Também colecionou desafetos, momentos para sempre lembrar, outros para esquecer e uma carreira de se orgulhar. O apelido “Pitbull”, aliás, ele diz já não querer mais porque, segundo ele “hoje em dia qualquer um é chamado assim”. Por que Felipe Melo jogava de Terno? Volante forte, marcador implacável e bom cabeceador, Felipe Melo poderia ser mais lembrado pelo futebol jogado, mas nunca se importou em ter a fama de "bad boy" que o carregou por quase toda a carreira. Soube muito bem como parar (e irritar) os adversários, seja pelos desarmes ou pelas provocações sempre comuns. 👤 Felipe Melo de Carvalho 👶 26 de junho de 1986 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Cruzeiro, Grêmio, Mallorca ESP, Racing Santander ESP, Almeria ESP, Fiorentina ITA, Juventus ITA, Galatasaray TUR, Internazionale ITA, Palmeiras, Fluminense e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa dos Campeões 01 (Flamengo; Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro 03 (Cruzeiro); Campeonato Turco 11/12, 12/13 e 14/15, Copa da Turquia 13/14 e 14/15 (Galatasaray); Campeonato Brasileiro 18, Copa do Brasil 20 e Copa Libertadores da América 20 e 21 (Palmeiras); Copa LIbertadores da América 23 (Fluminense); Copa das Confederações 09 (Seleção Brasileira) 👑 Seleção do Campeonato Italiano 08/09; Melhor meio-campista do Campeonato Italiano 08/09, Seleção do Campeonato Turco 11/12, 12/13 e 13/14; 3º melhor jogador brasileiro de 2014 pelo Sambafoot Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (6,7)
- Robben: Corta pra esquerda e faz de canhota
Um arranque que mais parece um voo pela ponta direita, perto da grande área, uma puxada pra perna esquerda, ajeita o corpo e acerta o canto da meta adversária. É assim que Arjen Robben costuma fazer seus gols. Com uma jogada que todo mundo sabe que vai acontecer, mas poucos conseguem interceptar. Jogada que, com certeza, deixará saudades nos holandeses que não o verão mais com o terno da Laranja Mecânica. Isto porque, na semana passada após a desclassificação da Holanda nas Eliminatórias para Copa do Mundo, nosso classudo de hoje anunciou a aposentadoria da Seleção. Robben sai da Seleção Holandesa após 14 anos prestando serviços ao futebol do seu país. Pela ponta-direita, ele é o principal jogador da geração que chegou à final da Copa do Mundo de 10, perdendo o título para Espanha. Quatro anos depois, chegavam ao terceiro lugar da Copa do Mundo de 14, derrotando o flagelado Brasil por 3 a 0. Os primeiros passos da carreira brilhante de Arjen Robben foram no Gronijen da Holanda, com apenas 16 anos. Sempre participando das convocações das seleções de base, logo foi transferido ao PSV, onde teria mais holofotes para o futebol europeu. Durante sua passagem, com apenas 20 anos descobriu um tumor nos testículos. O primeiro desafio superado pelo atleta que demonstrava uma raça e gana para jogar futebol, reabilitou-se para continuar voando pela ponta-direita. Além de amar jogar futebol, o jovem promissor chamou atenção ao Chelsea de José Mourinho que apostou no futebol do ponta-direita na temporada 04/05. Participou da geração mais vitoriosa dos Blues, até ser transferido para o Real Madrid, um dos mais poderosos times do mundo. Entretanto, Robben convivia com as lesões e a sua passagem pelo Real não foi como ele esperava. Talvez pela grande expectativa com o atleta, a frustração foi proporcional. Mas nosso classudo deu a volta por cima quando se transferiu para o Bayern de Munique e tornou-se o principal jogador do time bávaro, conquistando a Champions League. Aos 33 anos, Robben tem dado mostras de que está perto de pendurar as chuteiras. A regularidade não é a mesma do começo da carreira, mas o voo pela direita e o corte para a esquerda, ainda assombram goleiros e zagueiros pelos tapetes verdes do mundo. Por que Robben jogava de terno? Robben igualou na última temporada Johan Cruyff como o jogador holandês com mais conquistas nacionais em seu currículo. Além disso, foi um dos principais líderes da Seleção Holandesa que fez boas campanhas nas competições internacionais que disputou. Ídolo máximo no país, é um atleta que merece um terno e tapete vermelho (ou laranja) para desfilar o seu futebol. 👤 Arjen Robben 👶 23 de janeiro de 1984 🏠 Holandês 👕 Groninjen (HOL), PSV, Chelsea, Real Madrid, Bayern de Munique e Seleção Holandesa. 🏆 Campeonato Holandês 02/03 (PSV); Copa da Liga Inglesa 05 e 07, Copa da Inglaterra 07, Campeonato Inglês 04/05 e 05/06 (Chelsea); Campeonato Espanhol 07/08 (Real Madrid); Copa da Alemanha 09/10, 12/13, 13/14, 15/16; Campeonato Alemão 09/10, 12/13, 13/14, 14/15, 15/16 e 16/17, Liga dos Campões 12/13 e Mundial Interclubes 13 (Bayern de Munique) 👑 Melhor jogador do futebol alemão 10, Atleta do ano da Holanda 14, Seleção da Copa do Mundo FIFA 14, FIFPro World XI 14 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (7,9) #Pontadireita #RealMadrid #Chelsea #BayernMunique #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #SeleçãoHolandesa
- Fluminense 2023: quando os deuses do futebol pagaram a dívida
Em pé: André, Nino, Fábio, Ganso, Felipe Melo; agachados: Samuel Xavier, Marcelo, Árias, Cano, John Kennedy, Keno. Foto: André Durão Quem escreve esse texto é o mesmo que, em 2018, relembrou os 10 anos do vice do Fluminense na LIbertadores de 2008 . Agora, enfim, volto a este site para contar mais uma história do tricolor em busca da Glória Eterna. Desta vez com final feliz. Depois de ter sido campeão do Campeonato Carioca, eliminado na pré-Libertadores e de um surpreendente 3ª lugar no Brasileirão do ano anterior, o time comandado por Fernando Diniz começava a temporada de 2023 mantendo as peças principais do elenco como Fábio, Felipe Melo, André, Árias e Cano e se reforçava com a chegada de Keno e Marcelo. Veio então mais um título estadual - mais uma vez contra o Flamengo - e dessa vez com direito a uma goleada por 4x1, depois de perder o jogo da ida por 2x0. Os reforços, sobretudo Marcelo, aumentavam a expectativa para o restante da temporada. Era hora de encarar mais uma Libertadores da América. Na primeira fase, a classificação em primeiro do grupo se tornou um mero detalhe depois de uma histórica goleada por 5x1 em cima do River Plate. No primeiro confronto do mata-mata, uma classificação sem sustos em cima do Argentinos Jrs., depois de 1x1 e 2x0 no Maracanã, com show do lateral Samuel Xavier, que fez gol nas duas partidas. Nas quartas, contra o Olímpia, mais tranquilo ainda: 2x0 no Paraguai e 3x1 no Maracanã. 15 anos depois, o Fluminense voltava a uma semifinal de Libertadores. O adversário seria o Internacional e a decisão no Beira-Rio. De volta à semifinal 15 anos depois Um disputado 2x2 diante de 67 mil torcedores no Maracanã deixava tudo em aberto. No jogo da volta, logo aos 10' Fábio falha na saída de um escanteio e o Internacional abre o placar com Mercado. Apesar de dominar o jogo, o Internacional pecava na finalização enquanto o Fluminense só se defendia e ia para o intervalo comemorando estar perdendo somente de 1x0. Sem ter escolha, o Tricolor das Laranjeiras voltava para a etapa final se lançando ao ataque. Com os espaços cedidos, o Internacional aproveitava dos contra-ataques mas Enner Valencia, de forma inexplicável, perdeu três chances claríssimas de ampliar, lances que dificilmente a torcida do Inter conseguirá esquecer. Mesmo sem conseguir empatar o jogo, era como se algo de sobrenatural mostrasse que aquela noite seria do Fluminense. Talvez um trabalho do Sobrenatural de Almeida, como dia Nelson Rodrigues. Aos 36', em uma rápida troca de passes, John Kennedy abre espaço pela esquerda, Cano toca e JK dá um toquinho por baixo, na saída de Rochet, e empata a partida. A torcida do Fluminense se animava e pensava que com Fábio no gol a chance de passar nos pênaltis seria enorme. Só que esse pensamento durou pouco. Sete minutos, pra ser exato. Em outra rápida armação de jogada, Cano tocou de primeira para Yony Gonzalez, que tocou de primeira para JK, que tocou de primeira para Cano, que fez o que sabia fazer de melhor: tocou de primeira para o fundo do gol. Todo dia é 4 de novembro 4 de novembro de 2023. O destino quis que a final fosse justamente no Maracanã. "Chegou a hora, vamos ganhar a Libertadores", era o que cantavam quase 70 mil torcedores no estádio e mais 10 mil na Cinelândia, uma conhecida região do centro do Rio, onde havia um telão especialmente montado para essa final (e eu estava lá). O primeiro tempo começou com poucas chances de ambos os lados, até que, aos 36', Cano recebe uma bola de Keno e bate direto para o gol. Agora era o Fluminense que ia para o intervalo à frente do placar e diante da sua torcida. E era ele que continuava controlando o jogo. Só que, aos 27', Advíncula bate de fora da área e empata. O fantasma de 2008 voltava a assombrar. O medo de mais um vice, porém, não fez a torcida parar de cantar nem quando Diogo Barbosa chutou cruzado pra fora aos 48'. Será que o destino ia pregar uma peça? Será que a torcida tricolor teria que lidar com mais um trauma dentro do Maracanã? Não. Não dessa vez. Aos 8' do primeiro tempo da prorrogação. John Kennedy recebeu de Keno uma bola perfeita na entrada da área, encheu o pé e estufou a rede. Guga ainda teve mais uma chance, que bateu na trave, mostrando que aquele dia tinha mesmo que ser da dupla JK e Cano. Wilmar Roldan apita pela última vez e "o Fluminense... conquista a América!", como dito pelo narrador Luis Roberto de Múcio. Era o fim de um pesadelo, era o sonho que se tornara realidade, era a América, enfim, vestida de verde, branco e grená. Os deuses do futebol pagaram a dívida que tinham com o Fluminense 2023 por terem tirado dele aquele título de 2008. Mais do que isso, ainda fizeram com que a LDU fosse o adversário da Recopa, deixando também esse fantasma no passado. 🏆 Campeonato Carioca e Libertadores da América 👕 Time base: Fábio, Samuel Xavier, Nino, Felipe Melo, Marcelo; André, Alexsander, Ganso; Árias, Keno e Cano 👤 Principais classudos: Fábio, John Kennedy e Cano 📺 Jogo Marcante: Internacional 1x2 Fluminense, jogo de volta da semifinal ⚽ Gol marcante: John Kennedy, aos 9' minutos da prorrogação, na final
- Bigode: Condenado ao sofrimento eterno
Ao mesmo tempo em que o futebol cria ídolos eternos, ele pode destruir carreiras em questão de minutos. Grandes atletas foram relegados à categoria de párias da sociedade por erros simples em momentos importantes. Um desses jogadores que foi condenado ao sofrimento perpétuo foi Bigode. Zagueiro titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1950, o jogador foi, junto com Barbosa, um dos “culpados” pelo segundo gol do Uruguai no Maracanã. Após a partida, boas atuações por um dos maiores clubes do país não foram o bastante para que Bigode fosse perdoado. Para alguns, o passado nem sempre passa. Nascido em Belo Horizonte em 1922, João Ferreira, o Bigode, foi reconhecido na década de 1940 como um dos bons jogadores da posição. Era valente, forte e tinha muita velocidade, o que compensava sua falta de estatura. Além disso, sabia sair bem com a bola nos pés, o que chamava atenção do público na época. Iniciou sua carreira jogando em equipes amadoras de Minas Gerais. Em 1938, Bigode foi defender o Sete de Setembro, tradicional clube da capital. Nessa época, João era conhecido por “Bigodinho”. Anos mais tarde ganhou o apelido por qual ficou conhecido. Em 1940, Bigode foi comprado pelo Atlético Mineiro. Foi no Galo que o atleta assinou seu primeiro contrato profissional. No clube alvinegro também chegaram as primeiras conquistas, com o bicampeonato estadual em 1941 e 1942. Durante o período em que ficou no Atlético, Bigode criou um estilo peculiar: sempre usava um gorrinho durante as partidas. Feito de lã, o adereço carregava as cores do clube. Após três boas temporadas no Galo, Bigode chamou a atenção do Fluminense. Em 1943, o zagueiro acertou a transferência para o clube carioca. Nas Laranjeiras, Bigode conquistou o primeiro título apenas em 1946, com a conquista do campeonato carioca. Boas atuações no tricolor fizeram com que Bigode chegasse à Seleção Carioca e, posteriormente, a Seleção Brasileira. Com o terno canarinho, o zagueiro teve uma passagem curta e marcante. Foram apenas 10 jogos e nenhum gol marcado. Apesar disso, venceu o campeonato Sul-Americano de 1949, a Taça Oswaldo Cruz e a Copa Rio Branco, já em 1950. Em 1949, Bigode não renovou o contrato com o tricolor das Laranjeiras e foi para o Flamengo. Na Gávea bigode disputou apenas duas temporadas e não conquistou títulos. Faltavam poucos meses para a Copa do Mundo, a primeira depois de 12 anos. Bigode tinha 28 anos. Estava em um dos clubes com maior torcida do país e vinha de uma boa sequencia de títulos estaduais e pela seleção. Realmente, a Copa de 1950 foi um divisor de águas para a carreira de Bigode, mas não como ele gostaria. Convocado pelo técnico Flávio Costa, Bigode disputou lugar com Noronha e Nilton Santos. Na Copa do Mundo, o zagueiro só não esteve em campo no empate contra a Suíça por 2×2 no Pacaembu. Antes de entrar em campo contra o Uruguai, Bigode foi instruído pelo treinador a não cometer entradas mais duras ou revidar as provocações do adversário. Tudo ficou mais tranquilo após o gol de Friaça, no início da segunda etapa. Mas, como o avançar do relógio, os uruguaios passaram a usar cada vez mais as jogadas pela direita, manobras que passavam pelo o ponteiro Ghiggia na linha de fundo. Em uma dessas investidas, Ghiggia colocou o atacante Schiaffino livre para empatar o jogo aos 21 minutos. No segundo gol a jogada foi idêntica. Ghiggia venceu Bigode na corrida e dessa vez não procurou ninguém, ou não teve tempo para fazer. Então disparou o chute relativamente fraco contra o goleiro Barbosa. Com o gol, a Celeste conquistou o segundo título mundial contra o Brasil, no Maracanã lotado com 200 mil pessoas. Nesse momento, o caos foi declarado nas carreiras de Barbosa e Bigode. Calúnias, ofensas racistas e ameaças de morte tornaram o “Jogador mais Popular do Rio de Janeiro” (prêmio conquistado por Bigode quando ainda jogava pelo Fluminense) no homem mais odiado do país. Após a Copa, Bigode voltou ao Fluminense em 1952. Na segunda passagem pelas Laranjeiras, venceu a Copa Rio do mesmo ano e jogou mais quatro temporadas. Em 1956, decidiu abandonar os gramados, não suportando mais a pressão dos torcedores. Bigode passou o restante da vida com explicações sobre o lance contra o Uruguai. Em certo momento, optou pelo completo anonimato. Faleceu em julho de 2003. Por que Bigode jogava de terno? Bigode tinha certo talento, isso é inegável. Era um zagueiro diferente. Baixo, veloz e forte. Chamava a atenção por unir características opostas dentro de um mesmo estilo de jogo. Porém, a carreira de Bigode provavelmente não seria lembrada se não fosse o episódio do Maracanã. Assim como vários outros grandes jogadores do país, poderia ser marcado apenas pela regularidade dentro dos gramados e algumas boas temporadas. O fato é: Bigode virou sim personagem no esporte, mas não do jeito que gostaria. 👤 João Ferreira 👶 4 de abril de 1922, faleceu em 31 de julho de 2003, aos 81 anos 🏠 Brasileiro 👕 Sete de Setembro, Atlético Mineiro, Fluminense, Flamengo e Seleção Brasileira. 🏆 (Principais) Campeonato Mineiro 41 e 42 (Atlético Mineiro), Campeonato Carioca 46 e Copa Rio 52 (Fluminense), Campeonato Sul-Americano 49 (Brasil) 👑 (Principais) Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6,7). 📷 Revista Vida de Crack
- Fernando Botelho: a história do primeiro
Alguns jogadores têm sua classe revelada devido a fatores históricos. Não que a classe técnica, as jogadas bonitas sejam menos importante. Acontece que esses classudos históricos assumem a reverência de serem precursores no futebol, na posição e/ou no clube. É o caso do personagem de hoje, Fernando Botelho, o Fernandinho, que carrega em nome o fato de ser o primeiro goleiro profissional do Flamengo. Fernandinho, falecido em julho de 18, era sócio do clube do Flamengo desde seus 9 anos. E era já nessa idade que acompanhava as práticas esportivas na cidade do Rio de Janeiro. E foi no clube na qual era sócio que pode praticar o Futebol. Nas categorias de base, Fernando era meia. Arriscava-se no gol nos treinos, mas seu melhor aproveitamento mesmo era na linha. Era ali que ele exibia belos chutes e passes para os artilheiros mirins da época. Porém, num determinado jogo, o goleiro Elídio Suer se machucou e ninguém melhor para substitui-lo do que Fernandinho. O time da garotada flamenguista perdia um bom meia, mas ganharia um ótimo goleiro e um dos responsáveis pelo título de base em 27. Fernando não sairia mais da posição. O agora goleiro foi sendo promovido durante os anos até estrear na equipe principal em 31. Nesse mesmo ano, ele ainda atuava nos juniores e passou por mais uma categoria de base antes de efetivamente estrear na equipe principal, um caso inédito e raro de um jogador que atuaria em 3 categorias diferentes dentro de um mesmo clube em um mesmo ano. Porém, naquela época o futebol ainda era um esporte majoritariamente amador. E Fernandinho se dividia entre o hoje time da Gávea e o Medicina e Cirurgia. O time universitário participava ativamente do Campeonato Acadêmico e o goleiro atuava paralelamente. Em 33, ano marco para o Flamengo e sua profissionalização, Fernando era quem ostentava a camisa de arqueiro, tornando-se, portanto, o primeiro goleiro profissional da equipe. Nesse mesmo ano, excursionou com o clube para as primeiras partidas fora do Brasil na história do Fla. Já em 34, Fernandinho se lesionou no joelho, ficando impossibilitado de participar ativamente dos jogos do time. Mas foi novamente campeão pelo Medicina e Cirurgia, sendo bicampeão do Campeonato Acadêmico. Em 35 fundou o Olympico, clube amador que reunia craques do Brasil que excursionava pelo país em amistosos contra times de outros estados. Por que Fernando Botelho jogava de terno? Fernando Botelho viveu reverenciado pelo Flamengo (em todos os âmbitos) graças à sua referência histórica por ser o primeiro goleiro profissional do clube. Mas, é preciso lembrar que a posição não caiu do céu - apesar de haver sim uma casualidade em sua ida definitiva para a posição. Fernando foi, desde as bases, conquistando a posição com boas atuações. Não é à toa o carinho do Flamengo (clube e torcida) pelo ex-goleiro. 👤 Fernando Ferreira Botelho 👶 2 de março de 1913 - Falecido em 28 de julho de 2018 (105 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Medicina e Cirurgia e Olympico-RJ. 🏆 Sem títulos de destaque como profissional. 👑 Sem prêmios durante sua carreira como jogador 📷 Foto retirada em historiasdofutebol.com.br / sem registro de autoria. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5)
- Adhemar: ídolo no São Caetano
Durante muitos anos o São Caetano era apenas um pouco conhecido time do ABC paulista. Mas no começo dos anos 2000 a equipe surpreendeu o Brasil, derrubando gigantes do futebol e chegando a finais da Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro da época) e da Taça Libertadores. Um personagem é muito importante nessa trajetória inesquecível, o atacante Adhemar. O especialista em marcar gols foi um dos nomes que brilharam no Azulão daquela época e que hoje recordamos no JdT. Começou a carreira no Estrela de Porto Feliz, em 1991, mas ganhou notoriedade nacional no São Caetano, em 1996. Lá conquistou os títulos da terceira e segunda divisão paulista e foi vice-campeão da Copa João Havelange de 2000, em uma final cheia de polêmicas com o Vasco, em São Januário. No mesmo torneio, o atacante classudo marcou um dos seus gols mais lembrados. O tento foi anotado contra o Fluminense, pelas oitavas de final. O comandante do ataque marcou um belo gol de falta, em um chute forte e certeiro, sua maior característica. O gol deu a vitória por 1x0 e classificou a equipe paulista em pleno Maracanã. Após bem sucedida passagem pelo São Caetano, Adhemar foi contratado pelo Stuttgart da Alemanha. Apesar de ter ficado por pouco tempo na equipe, apenas a temporada de 2001/2002, o atacante classudo fez sucesso na Bundesliga e ainda ostenta o recorde de ser o primeiro estrangeiro a estrear na liga alemã com três gols. Adhemar jogou ainda na Coreia do Sul e no Japão. Em 2006, aos 34 anos, o atacante voltou a vestir a camisa do Azulão, onde encerrou a carreira no mesmo ano. A precisão e força dos chutes quase levaram Adhemar à NFL, Liga de Futebol Americano. O jogador chegou a realizar testes para atuar como kicker da equipe do Tampa Bay Buccaneers. Essa história aconteceu em 2006, mas o projeto acabou não se concretizando principalmente por questões burocráticas. Em 2016 Adhemar voltou ao São Caetano, mas dessa vez para realizar o sonho antigo de jogar futebol americano. Ele foi anunciado como o kicker do São Caetano Blue Birds, time criado pelo clube paulista em parceria com a Associação Desportiva Cougars, onde atuou até o ano passado. Por que Adhemar jogava de terno? No comando do ataque do São Caetano, o classudo fez história e se tornou o maior artilheiro da equipe, com 68 gols. Dono da camisa 18, Adhemar foi carrasco de grandes clubes brasileiros, com seus chutes fortes e indefensáveis. O atacante é, sem dúvidas, um dos maiores ídolos do São Caetano e um dos símbolos da época em que o time surpreendeu o futebol Sul-Americano. 👤 Adhemar Ferreira de Camargo Neto 👶 27 de abril de 1972 🏠 Brasileiro 👕 São Caetano, Stuttgart (Alemanha), Seongnan lhwa Chumnans (Coréia do Sul) e Yokohama Marinos (Japão). 🏆 (principais): Campeonato Paulista Série A3 98 e Campeonato Paulista Série A2 00 (São Caetano) 👑 Artilheiro da Copa João Havelange 00 (22 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,4) 📷 Getty
- Jairzinho: O furacão de 70
Valente, forte e veloz, o classudo de hoje não tinha os dribles desconcertantes de Garrincha, mas também virou ídolo no Botafogo , com suas arrancadas e impressionante faro de gol. Honrou a camisa 7 alvinegra e perpetuou a sua magia, assim como fez com o terno da Seleção Brasileira. Quem desfila no tapete verde do JdT deste sábado é o único jogador a marcar gols em todas as partidas de uma Copa do Mundo. Prazer, Jairzinho! A ligação do cr aque com o Botafogo com eçou no final da década de 1950, quando a família de Jairzinho mudou-se para os arredores de General Severiano, território alvinegro. No início dos anos 1960, o garoto, já muito talentoso, iniciou os testes no Botafogo e logo já era destaque das categorias de base da equipe. Em 1965, recém chegado ao profissional, Jairzinho recebeu uma missão complicada: herdar a camisa 7 de Garrincha. Substituir o mestre era impossível, mas Jairzinho conseguiu honrar o manto alvinegro. Abusando da técnica, habilidade e força física, o craque prodígio logo conquistou a torcida e virou titular absoluto. Daí pra frente, o classudo tornou-se um dos maiores atacantes do país, terror das defesas adversárias. Com Jairzinho em campo, o Glorioso conquistou o Torneio Rio-SP de 1966 e a Taça Brasil de 1968, além de campeonatos cariocas. Brilhando intensamente, o craque era também presença constante nas convocações da Seleção Brasileira . Jairzinho disputou três Copas, em 1966, 1970 e 1974, com 16 partidas somando as três edições. Em 1966, com a camisa 17, assim como todo o esquadrão brasileiro, o atacante brilhou pouco e a Seleção acabou eliminada na primeira fase do Mundial na Inglaterra. Ainda em 1966, Jairzinho sofreu uma grave lesão, que ameaçou a sua carreira. Ele foi o primeiro atleta a se submeter a um enxerto ósseo no Brasil. Após longa recuperação, retornando aos gramados apenas no segundo semestre do ano seguinte, Jairzinho voltou absolutamente fenomenal, pronto para ir ao México na Copa do Mundo de 1970 e cravar o seu nome na história. Naquele Mundial, o time comandado por Zagallo tinha Pelé, Jairzinho, Rivellino, Tostão e Gérson. Nenhum problema para o treinador, que soube encaixar todos os craques juntos, cada um com sua função. Jairzinho foi para a ponta-esquerda, h erdando também na Seleção, a camisa 7 do genial Garrincha. E honrou o manto. O classudo marcou gols em todas as partidas daquela Copa, sete no total, sendo uma das principais peças da Seleção na conquista do tricampeonato. Já no pontapé inicial do Brasil no torneio, contra a Tchecoslováquia, Jairzinho anotou dois gols. E seguiu derrubando defensores. Marcou também contra Inglaterra, Romênia, Peru, Uruguai e contra a poderosa Itália, na grande final. Com atuações memoráveis, Jairzinho entrou de vez para o rol dos maiores craques do futebol mundial, recebendo um apelido consagrador: o furacão da Copa. Em 1974, depois de 13 anos no Botafogo, o craque transferiu-se para o Olympique de Marselha. Mas no clube francês Jairzinho não conseguiu repetir as boas atuações e logo decidiu voltar ao Brasil. Começava então uma nova era vitoriosa na carreira do atacante, dessa vez vestindo azul e branco. Jairzinho assinou com o Cruzeiro aos 31 anos. Chegou para integrar uma equipe que já contava com grandes estrelas como Palhinha, Nelinho, Joãozinho, Piazza e Raul e que buscava conquistar a América pela primeira vez. Assim fizeram, com uma campanha espetacular e emocionante. O furacão estava a favor do Cruzeiro. Jairzinho atuou em 12 jogos, com 11 gols, vice-artilheiro da equipe na competição. Depois de 1976, Jairzinho jogou em equipes de menor expressão no Brasil e na América do Sul, até retornar ao Botafogo em 1982 e encerrar a carreira aos 37 anos. Depois de pendurar as chuteiras, Jairzinho dedicou-se, principalmente, ao trabalho nas divisões de base do São Cristóvão, no Rio de Janeiro, onde foi o responsável por descobrir e ajudar a lapidar um dos grandes nomes do nosso futebol, o craque Ronaldo Fenômeno . Jairzinho ainda trabalha no futebol, com uma escolinha para crianças e jovens. Por que Jairzinho jogava de terno? Arrasador, marcante, forte. Faltavam forças para os zagueiros conseguirem parar tamanha energia, ímpeto e explosão. Jairzinho desfilou nos tapetes verdes pelo mundo esbanjando talento, habilidade e faro de gol. Em 413 partidas pelo Botafogo, marcou 186 gols. Pela Seleção Brasileira foram 42 gols em 102 jogos. Foi um furacão que passou pelo México e cravou o seu nome na história do futebol mundial. Até hoje, o primeiro e único atleta a marcar gols em todos os jogos de uma Copa do Mundo. 👤 Jair Ventura Filho 👶 25 de dezembro de 1944 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo, Olympique de Marselha FRA, Cruzeiro, Portuguesa, Noroeste, Fast Club, Jorge Wilstermann BOL, 9 de Outubro EQU e Seleção Brasileira 🏆 (Principais): Taça Brasil 68, Campeonato Carioca 67 e 68 (Botafogo), Copa Libertadores 76 (Cruzeiro), Campeonato Venezuelano 77 (Portuguesa), Campeonato Boliviano 79 e 80 (Jorge Wilstermann) e Copa do Mundo 70 (Seleção Brasileira). 👑 All-Star Team da Copa do Mundo de 1970; Melhor jogador do Campeonato Carioca 67 e 68; 27º Melhor Jogador do Século XX pela Revista World Soccer. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,7) 📷 Getty #Botafogo #Cruzeiro #SeleçãoBrasileira #Brasil #Pontadireita #CopadoMundo1974 #CopadoMundo1966 #CopadoMundo1970
- "E o Fábio Baiano vai atrás do Pedrinho"
23 de Abril de 2000. Um Maracanã com quase 60 mil pessoas assiste perplexo um verdadeiro passeio do Vasco sobre o Flamengo na final da Taça Guanabara. O time rubro-negro até sai na frente com um gol de Leandro Machado, mas Felipe e Romário , com três gols e atuação de gala, comandaram a virada vascaína. Mas seria Pedrinho que roubaria a cena. Aos 23 minutos do segundo tempo ele marcaria o quinto e último gol da goleada história e... sairia pedindo silêncio para a torcida adversária. Não satisfeito, Pedrinho recebe uma bola na lateral e ensaia embaixadinhas em frente ao zagueiro Juan, provocando a ira dos adversários. Juan tenta atingi-lo com uma voadora bem nos joelhos. Joelhos esses que impediram Pedrinho de ser mais do que foi. Em 1995, vindo do futsal do clube da Colina, Pedrinho foi promovido ao elenco principal juntamente com Felipe, seu grande amigo desde as categorias de base do clube. Começou a se destacar já em 1997, ajudando o Vasco a alcançar o tri campeonato Brasileiro formando um ótimo meio campo com Juninho Pernambucano e Ramon, capazes de fornecer inúmeras jogadas à dupla de ataque: Evair e Edmundo. Em 1998 talvez tenha vivido o grande momento da sua carreira ao participar da campanha vitoriosa do clube na Copa Libertadores. Nas quartas-de-final foi decisivo ao marcar dois gols frente ao Grêmio. Os bons jogos e o título trouxeram para Pedrinho a primeira convocação para a seleção Brasileira. Porém, 1998 não seria perfeito: em um jogo contra o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro sofreu uma forte entrada de Jean Elias, rompendo o ligamento cruzado anterior do joelho direito. Depois de sete meses de recuperação, voltou e não demorou a sentir o mesmo problema. Ficaria mais 11 meses fora do gramado. Fez parte também do título da Copa Mercosul de 2000 e da campanha que levou o Vasco às quartas da Libertadores de 2001. Ao se transferir para o Palmeiras ainda em 2001, onde estava tendo um ótimo Campeonato Brasileiro, Pedrinho se lesionou seriamente pela terceira vez em novembro, curiosamente contra o Vasco da Gama, seu antigo clube. Novamente o ligamento cruzado anterior, desta vez no joelho esquerdo. Ficou parado por oito meses. Em outubro de 2002, a CBF divulgou que ele havia sido flagrado no antidoping em partida do mês anterior, com a substância antidepressiva bupropiona. Porém, a entidade admitiu que o jogador consumia a medicação com a sua anuência. Já como titular em 2004, com gols decisivos e boas atuações, ajudou o alviverde a garantir vaga na Libertadores, um ano depois de disputar a segunda divisão. Depois de sua passagem pelo Palmeiras, Pedrinho rodou por clubes estrangeiros e por Fluminense e Santos, sem muito destaque em ambos e sempre perseguido pelas lesões. O que sempre despertou a pergunta aos apaixonados por futebol: Pedrinho poderia ser mais do que foi? Por que Pedrinho jogava de terno? Pedrinho fez parte de um dos maiores times da história do Vasco da Gama. Juntamente com seu amigo Felipe, conquistaram títulos inéditos e encheram os olhos da torcida vascaína. No linguajar futebolístico, Pedrinho era "liso", mas também tinha muita objetividade em direção ao gol e na criação de jogadas. 👤 Pedro Paulo de Oliveira 👶 29 de Junho de 1977 🏠 Brasileiro 👕 Vasco da Gama, Palmeiras, Al-Ittihad, Fluminense, Santos, Al Ain, Figueirense, Olaria e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Brasileiro 97 e 00, Copa Libertadores da América 98, Campeonato Carioca 98, Torneio Rio-São Paulo 99, Copa Mercosul 00 (Vasco da Gama); Campeonato Brasileiro série B 03 (Palmeiras); Campeonato Paulista 07 (Santos) 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6)
- "Obrigado Quaresma, obrigado por este golo espetacular
Se o leitor conseguir assistir a esse gol com certeza arrancará algo parecido com o que o narrador daquela partida disse ao ver este gol. A trivela de Ricardo Quaresma contra a Bélgica percorreu o mundo, não só pela beleza do gol, mas também pela maneira executada, poucos toques na bola, um corte e um zagueiro pra trás, um tapa na bola e caixa. Ricardo Quaresma é um futebolista português famoso por suas firulas e trivelas, é da mesma geração de Cristiano Ronaldo e Nani e tido como um dos principais jogadores que Portugal revelou nos últimos anos. Iniciou sua carreira nas “camadas jovens” do Sporting, clube onde jogou com CR7 quando ambos eram apenas promessas recém chegados ao profissional, porém Quaresma se transferiu para o Barcelona após duas temporadas nos Leões. Estreou num amistoso contra o Milan, jogo onde Ronaldinho Gaúcho também faria sua estreia, sendo estes dois os marcadores do Barça no jogo. Sua passagem pelo clube catalão não durou muito, Quaresma acabou tendo problemas de relacionamento com Frank Rijkaard e foi negociado com o Porto, numa transferência que envolveu a vinda de Deco para o Barça. No seu retorno a Portugal viveu seus melhores momentos, mesmo sendo no clube rival do qual o revelou. Lá conquistou todos o campeonatos e copas nacionais, sendo o principal jogador do Porto nas 4 temporadas em que atuou pelos Dragões. Em agosto de 2008, a Internazionale anunciou a compra de Quaresma junto ao Porto , e apesar de fazer parte do elenco campeão da Serie A e da Liga dos Campeões da UEFA, não obteve o mesmo sucesso nos tempos de Porto e logo foi dispensado da Inter e foi contratado por empréstimo pelo Chelsea. Sem oportunidades, voltou à Itália apenas para acertar os detalhes da sua transferência para o Besiktas da Turquia, onde até ensaiou um retorno a sua melhor forma, porém os velhos problemas com treinador o fizeram ter o contrato rescindido 6 meses antes do término. Após a rescisão acertou com o Al Ahli, mas devido a uma grave lesão acabou atuando em apenas 10 jogos. Em janeiro de 2014 acertou a saída do clube e anunciou seu retorno ao Porto. Em seu regresso ao seu clube de coração, segundo o próprio jogador, voltou a ter destaque individual na equipe, trazendo ao presente os seus velhos lances de habilidade e os gols inacreditáveis que outrora o consagrou, porém mais uma vez os problemas internos de vestiário o fizeram ser dispensado, só que desta vez do clube onde mais obteve destaque. Atualmente, o “Cigano” defende as cores do Besiktas. Por que Quaresma joga de terno? Quaresma é um legítimo ponta-de-lança, ou extremo, como dizem em Portugal. Sua habilidade é inegável, tem como marca registrada as trivelas e os cruzamentos de letra. A fama de badboy o prejudicou durante sua carreira, porém é inquestionável que Quaresma é um dos melhores jogadores portugueses dos últimos anos. 👤 Ricardo Andrade Quaresma Bernardo 👶 26 de setembro de 1983 🏠 Português 👕 Sporting POR, Barcelona ESP, Porto POR, Internazionale ITA, Chelsea ING, Besiktas TUR, Al Ahli EAU e Seleção Portuguesa 🏆Campeonato Português 01/02, Taça de Portugal 02 (Sporting); Mundial de Clubes 04, Taça de Portugal 06, Campeonato Português 05/06, 06/07, 07/08 (Porto); Liga dos Campeões da UEFA 09-10, Campeonato Italiano 09/10 (Internazionale); Campeonato Turco 15/16 (Besiktas); Eurocopa 16 (Seleção Portuguesa). 👑 Futebolista Português do Ano: 05 e 06 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,6)









