Rivellino: o Homem Elástico
- Nathália Fiuza
- 4 de abr. de 2017
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de dez. de 2025

Ele foi a inspiração de Maradona e driblou até Beckenbauer. É ídolo incontestável, seja em São Paulo ou no Rio. O JdT de hoje abre espaço para um dos maiores jogadores de todos os tempos, o “Reizinho do Parque”, Roberto Rivellino.
Rivellino começou jogando no futebol de salão, onde aprendeu os dribles curtos e rápidos que mais tarde fariam história nos gramados. Foi revelado pelo Corinthians e já nas categorias de base encantava com tamanha habilidade. Canhoto e com um chute potente, uma de suas características mais marcantes, o craque prodígio chegou a equipe titular alvinegra em 1965. Praticando um futebol vistoso, ele começou a popularizar o drible do elástico, que ficaria tão famoso ao longo dos anos.
No Corinthians, o classudo permaneceu por dez anos. No Parque São Jorge, Rivellino viveu muitos momentos felizes, porém, depois da derrota para o Palmeiras na final do Campeonato Paulista de 1974, o craque, que foi acusado por grande parte da Fiel de ter se acovardado, deixou o time alvinegro e seguiu para o Fluminense.
A contratação de Rivellino foi o início da era da Máquina Tricolor. Ao lado de Félix, Marco Antonio, Caju, Manfrini e Carlos Alberto Torres, o meia conquistou títulos importantes. A equipe jogava um futebol arte, com toque refinado e até hoje é considerada umas das melhores que o futebol brasileiro já viu.
Com a amarelinha o classudo tornou-se inesquecível. Na Copa do Mundo de 1970 brilhou intensamente junto com Jairzinho, Tostão, Gérson e Pelé. Era a seleção mais fabulosa do Planeta conquistando o seu terceiro título mundial. No México, Riva ganhou da torcida o apelido de “patada atômica”, pela força e precisão de seus chutes. Foi o auge do craque, que ainda disputou mais duas Copas do Mundo. Em 1978, o meia transferiu-se para o Al-Hilal da Arábia Saudita. Por lá ganhou alguns títulos, inclusive o sonhado campeonato nacional por um clube, feito que não conseguiu atuando no Brasil. Lá pendurou as chuteiras, em 1981, aos 35 anos.
Por que Rivellino jogava de terno?
Rivellino entrou para a história como um dos jogadores mais talentosos do futebol mundial, capaz de fazer mágica com sua perna canhota. Com dribles fantásticos e chutes poderosos cravou seu nome na melhor Seleção Brasileira de todos os tempos. Goleador, artista, Rivellino é um craque imortal.
👤 Roberto Rivellino
👶 1º de janeiro de 1946
🏠 Brasileiro
👕 Corinthians, Fluminense, Al-Hilal SAU e Seleção Brasileira
🏆 (principais) Copa do Mundo 1970, Campeonato Saudita 1978 (Al-Hilal), Campeonato Carioca 1975 e 1976 (Fluminense)
👑 Bola de Prata 1971, All-Star Team da Copa do Mundo de 1970
Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,8)













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