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Referência e liderança

  • Lucas Oliveira
  • 10 de out. de 2017
  • 3 min de leitura

Talvez um dos nomes mais importantes para o que se concebe como “volante moderno”. Provavelmente o técnico mais revolucionário das últimas décadas. E certamente um exemplo de referência e liderança em campo. Estamos falando de Pep Guardiola, mas hoje o texto de dedica apenas a sua carreira como jogador. Guardiola foi um volante literalmente classudo que iniciou sua carreira aos 13 anos no Barcelona, em 1984. Ficou na base do clube até 1990, quando estreou no profissional, com 19 anos. Tornou-se titular na temporada 90/91, quando o clube catalão, sob o comando de um tal de Johan Cruyff, venceu o Campeonato Espanhol. Ali, começava a se formar o famoso “Dream Team”, talvez o time que tenha inspirado os valores de Guardiola para o futebol. A geração vencedora que vai até 96 sob o comando de Cruyff tinha um toque de bola envolvente, passes rápidos, exímios atacantes e espírito vencedor. Estrelas como Zubizarreta, Ferrer, Koeman, Stoichkov, Laudrup e Romário passaram por ali. Guardiola, então, com o terno azul e grená, já se destacava por seus precisos passes, visão de jogo e muita qualidade para bater na bola. Além disso, seu grande carisma e personalidade foram muito importantes para que se tornasse o líder conhecido na Espanha como “diretor de orquestra”, uma espécie de proteção do treinador em campo. Ainda na temporada 91/92, Pep copou primeira Liga dos Campeões da história do Barcelona, título mais importante de sua carreira. Com 21 anos, ‘El Filósofo’ já estava na história do clube da Catalunha. Além do título europeu, Guardiola levantou 4 canecos seguidos do Campeonato Espanhol, de 1990 até 1994. A geração de Cruyff, então, colocava de vez seu nome na história. E Guardiola, como prêmio, foi convocado pela primeira vez para a seleção principal espanhola. Ainda em 92, Pep também participou da campanha vitoriosa da Espanha nas Olímpiadas de Barcelona. Obviamente a história de qualquer grande jogador também se faz de perdas. E Pep amargou o vice-campeonato da Liga dos Campeões em 94, ao sofrer uma goleada histórica de 4x0 para o então poderosíssimo Milan. Ali, marcava-se, de certa forma, o declínio da geração conhecida como Dream Team. Mas Guardiola já era um ídolo. Com a aposentadoria de José Mari Barkero, Guardiola assumiu a faixa de capitão e se consolidou de vez como líder e referência. Nas temporadas 97/98 e 98/99, dividiu as atenções com Figo, Rivaldo e Kluivert. Ficou no Barcelona até 2001 e, depois de algumas lesões o atrapalharem, foi tentar a sorte no futebol italiano, onde passou por Brescia e Roma. Em 2003, foi ajudar o futebol do Catar a se desenvolver, jogando no Al-Ahli. E encerrou sua carreira, em 2006, atuando no clube mexicano Dorados de Sinaloa. Por que jogava de terno? Pep Guardiola foi símbolo de uma das gerações mais vitoriosas do Barça e encantou o mundo com sua qualidade de passe e visão de jogo. Pra completar, é uma referência de capitão e liderança da história contemporânea do futebol, o que certamente o ajudou a se tornar um dos melhores técnicos do mundo.

👤 Josep Guardiola i Sala 👶18 de Janeiro de 1971 (46 anos) 🏠 Espanhol 👕 Barcelona, Brescia, Roma, Al-Ahli, Dorados de Sinaloa e Seleção Espanhola 🏆 (títulos principais) Campeonato Espanhol 90/91, 91/92, 92/93, 93/94, 97/98 e 98/99; Copa do Rei 97 e 98; Liga dos Campeões da UEFA 91/92 (Barcelona); Medalha de Ouro dos Jogos Olímipicos de Barcelona de 1992 (Seleção Espanhola) 👑 Melhor Jogador Jovem da Europa 1992 (Troféu Bravo), Melhor Jogador Espanhol 1992, Melhor jogador estranheiro da Liga do Catar 2004 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,1)

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