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Di Stéfano: a flecha loira

  • Foto do escritor: Rafael Camara
    Rafael Camara
  • 26 de fev. de 2016
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de dez. de 2025


Di Stéfano

O nosso classudo de hoje é uma lenda argentina. Mas esqueça Messi e Maradona - ao menos por enquanto. Vamos falar de Alfredo Estéfano Di Stéfano Laulhé. A ''Flecha Loira'' não conquistou 8 Bolas de Ouro ou liderou a Argentina em um título da Copa do Mundo, mas Alfredo entortava os zagueiros com a facilidade de Lionel e percorria o campo inteiro com a velocidade de Diego. Antes de ser eternizado como um dos maiores da história, é preciso lembrar que ele não queria ser jogador. Queria ser aviador, mas o incentivo do pai o fez começar vitoriosa carreira no tapete verde do River Plate. Mesmo com a habilidade em marcar gols e sua incrível velocidade já evidentes como ponta-esquerda, não teve espaço no time e foi emprestado ao Huracán, onde recebeu o apelido que o marcara por suas características já notadas no River. Na volta ao time que o revelou, já sem alguns craques, foi integrado ao elenco principal e conquistou de vez a torcida dos "Millonários", como é conhecido o time da capital argentina. Mas uma greve no futebol argentino em 1948 paralisou o campeonato e fez vários jogarem irem para o exterior. Di Stéfano optou por um outro Millonários, da Colômbia. E aí os gols se tornaram cada vez mais recorrentes. Como se não bastasse, aprimorou sua capacidade em dar passes, marcar e chutar com as duas pernas, se tornando cada vez mais completo. Seu esforço foi recompensado. Em uma excursão pela Europa, o Millonários venceu o Real Madrid por 4x2 com dois gols dele. E se você conhece um pouco da história de Di Stéfano sabe que é impossível falar do Real Madrid sem falar do craque argentino e vice-versa. Começam então os anos que o marcariam para sempre como um dos maiores da história. O Real Madrid o contrata em 1953 e ele deixa o Millonários como o maior artilheiro da história do clube com 267 gols em 292 partidas. No time madrilenho pode, enfim, realizar o sonho de aviador e alçar voos mais altos e levar o Real Madrid ao topo. O time, que até então não era nem a maior força de Madrid, se tornara uma pedra no sapato dos times espanhóis, sobretudo o Barcelona, começando ali a rivalidade que segue até hoje. Com o terno do Real Madrid, Di Stéfano foi nada menos que 5 vezes artilheiro da La Liga e ajudou o time a ser campeão 5 VEZES CONSECUTIVAS da Copa dos Campeões da Europa (atual Liga dos Campeões). Nas duas últimas conquistas, atuou ao lado de Ferenc Puskás, outro mito do futebol, de quem era amigo pessoal. Já sentindo o peso da idade e insatisfeito com o banco de reservas, deixou o time após 11 temporadas já com o status de maior jogador que havia passado por lá e permanece até hoje. Terminou a carreira no Español, em 66, com mais de 800 gols marcados na carreira. Ainda foi treinador de diversos clubes sem muito sucesso e presidente honorário do Real Madrid de 2000 a 2014, ano em que faleceu, aos 88 anos. Agora sim, você já pode voltar a falar de Messi e Maradona como grandes nomes do futebol argentino, mas jamais se esqueça de Di Stefano, que nunca teve a mesma mídia. Nunca disputou uma Copa do Mundo, aliás, foi a Copa do Mundo que nunca recebeu Di Stéfano e, mesmo assim, foi o maior jogador da era pré-Pelé, para alguns foi até o maior de todos, como disse Joaquín Peiró, que jogou pelo Atlético de Madrid "para mim, o número 1 é Di Stéfano. Aqueles que o viram, viram. Aqueles que não o viram, perderam".

Por que Di Stéfano jogava de terno?

"Se Pelé foi o violinista principal, Di Stéfano foi a orquestra inteira". (Helenio Herrera, ex-técnico do Barcelona). 🚹 Alfredo Estéfano Di Stéfano Laulhé 👶 4 de julho de 1926. Faleceu em 7 de julho de 2014, aos 88 anos 🏠 argentino/colombiano/espanhol 👕 River Plate ARG, Huracán, Millonarios, Real Madrid ESP e Espanyol ESP. 🏆 Campeonato Argentino 45 e 47 (River Plate); Campeonato Colombiano 49, 51 e 52; Copa da Colômbia 53 e Pequena Taça do Mundo 53 (Millonarios); Mundial Interclubes 60, Liga dos Campeões da UEFA 55/56, 56/57, 57/58, 58/59 e 59/60, Pequena Taça do Mundo 56, Campeonato Espanhol 54, 55, 57, 58, 61, 62, 63 e 64 e Copa do Rei 62 (Real Madrid). 👑 Bola de Ouro da Revista France Football 57 e 59; Jogador espanhol do ano 57, 59, 60 e 64; 2º Maior Jogador do Século XX pelo Grande Júri FIFA 00; FIFA 100 04. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9)


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