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  • Alexi Lalas: um rockstar no palco do futebol

    Aquele com uma memória melhor certamente se lembrará de um dos jogares que mais cativaram a torcida na Copa de 94. Cabelos longos ruivos com um cavanhaque chamativo. Não só pela aparência, Alexi Lalas foi um dos grandes jogadores a surgir na terra do Tio Sam. Classudo de impor medo no ataque adversário e que curte uma boa guitarra. Ainda que estivesse longe de ser um grande zagueiro (e de chamar atenção mais pelo visual que pelo futebol), Lalas tem sua uma significativa importância para o futebol norte americano. Se notabilizou, primeiro, pela boa dupla que formou com Marcelo Balboa, na copa em sua casa. O destaque aconteceu naquela oitava de final contra o Brasil de Romário e um jogo duro e de forte marcação dos americanos. Naquela época, o esporte nos EUA passava ainda por uma profissionalização, longe de ter o relativo holofote que tem hoje e também distante da projeção que ganhou à época do Cosmos de Pelé, Beckenbauer e Carlos Alberto Torres. Por isso, era difícil imaginar que a seleção local, com muitos jogadores que atuavam naquele cenário, pudessem fazer frente à seleção tri-campeã mundial. Mas fizeram, ainda que o resultado tenha sido negativo. Para Lalas, um modesto zagueiro, filho de uma poeta norte americana e de um professor grego, era ainda mais improvável que se notabilizasse além da aparência. Mas Alexi conseguiu virar uma referência – para não usar o termo lenda que muitos usam – quando se tornou o primeiro norte-americano a jogar na tradicional liga italiana, com o terno do Pandova. Injustiça, talvez, seria não contar que Lalas também estivera na surpreendente campanha dos Americanos em Havana, no Panamericano de 91, quando puderam ganhar o ouro. Mas vale lembrar também que naquela edição Brasil – defensor do título – Argentina, Uruguai e outras das principais seleções sul-americanas não participaram do torneio, restando apenas os modestos times da América Central (Cuba, Haiti, Nicarágua e Honduras), os três norte americanos e o Suriname. Lalas jogaria na Itália entre 94 e 96, regressando aos Estados Unidos para disputar a Major Soccer League pelo New England Revolution. Depois de aposentado, em 2003, tentou seguir também a carreira no rock lançando dois álbuns com sua banda Gypsies e mais um em carreira solo. Recentemente, esteve no Brasil para acompanhar a copa do mundo de 2014 como comentarista da ESPN. Por que Alexi Lalas jogava de terno? Forte, alto e a cara nem sempre simpática que mostrou aqui no Brasil durante a copa de 2014. Alexi Lalas tinha a estirpe de um zagueiro que sabia se impor, mesmo que só fisicamente. Apesar de não ser um dos mais belos zagueiros da história, tem seu nome gravado no Hall da Fama do futebol norte americano. Nada pouco significativo para um país que surge cada mais forte no cenário futebolístico. 👤 Panayotis Alexander Lalas 👶 1 de junho de 1970 🏠 Estadunidense 👕 Rutgers EUA, Pandova ITA, New England Revolution USA, Metro Stars EUA, Kansas City EUA, Los Angeles Galaxy EUA e Seleção Estadunidense. 🏆 US Open Cup: 01, MSL Cup: 02 (Los Angeles Galaxy). Ouro nos jogos panamericanos de 91 (Seleção Norte-americana). 👑 Jogador de Futebol do ano pela MLS: 95 Classômetro: 👔👔👔👔 (4,2)

  • Alex Dias: o terror pantaneiro

    Mais de 20 ternos na carreira, parceiro indefectível de Aloísio Chulapa, amigo próximo do cantor Leonardo, teve sua primeira lesão no futebol aos 33 anos, dois brasileiros no currículo, o primeiro gol marcado no estádio Engenhão: Hoje é aniversário do terror pantaneiro, Alex Dias. O atual atacante de Juventude, hoje completando 44 anos, tem a carreira cheia de histórias e gols icônicos. Brilhou no Remo , do Pará após chamar atenção de um amigo no time de sua cidade natal (Rio Brilhante, MS). Em duas temporadas no time paraense, foi convidado para jogar em Portugal, no Boavista, onde ficou menos de um ano. Voltou ao Brasil para jogar no Goiás, jogando por lá quatro anos. Depois, em 1999, fora jogar na França e teve passagens pelo Saint-Etienne e PSG. Essa época foi marcada pela sua parceria com Aloísio Chulapa, o “pai do Danone” nos dois times franceses. Voltou pro Brasil em 2003 e fez parte do elenco do Cruzeiro , campeão brasileiro naquele ano. Mas só estourou por aqui em 2004, atuando pelo seu ex-time Goiás. Foi vice artilheiro do campeonato nacional daquele ano. Daí, despertou interesse em diversos grandes clubes do Brasil e foi parar no Vasco, pra jogar ao lado do baixinho Romário . Foi em 2005 que Alex teve sua primeira lesão (somente com 33 anos!). Por isso, não levou a artilharia daquele ano, mas cativou a torcida vascaína. Teve uma rápida passagem pelo São Paulo, seu time de coração, mas viveu de altos e baixos e foi pouco aproveitado no time – contudo, ainda foi campeão nacional vestindo o terno do tricolor em 2006. No São Paulo, reencontrou seu indefectível parceiro Chulapa. Sua passagem pelo Fluminense foi de um início alegre, sendo um dos artilheiros da equipe na conquista da copa do Brasil de 2007. Marcou o primeiro gol do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, num jogo contra o Botafogo. Mas foi caindo seu prestígio com o técnico Renato Gaúcho. Deixou o tricolor e voltou ao Goiás, com status de craque e com grande respaldo do técnico Caio Júnior e um certo carinho da torcida. Depois de sua terceira passagem pelo Goiás, o “atacante pantaneiro” tentou retomar a sua carreira, mas voltou a rodar o Brasil com passagens em times pequenos até anunciar sua aposentadoria em 2012. Porém, em 2015, aos 43 anos, foi anunciado pelo Juventude do Rio Grande Sul onde hoje joga a série C do campeonato nacional. No período de aposentadoria do futebol, jogou futevôlei, discipulado pelo baixinho. Chegou a ser bicampeão nacional na modalidade. Por que Alex Dias jogava de terno? Alex Dias sempre teve faro de gol e chamou a atenção do Brasil quando foi vice artilheiro do Brasileirão em 2004 e em 2005 formou uma dupla de muitos gols com Romário, no Vasco (ao todo, os dois tiveram 41 gols no ano). Nunca se firmou numa equipe, mas seja qual fosse o terno que vestisse, a equipe adversária temia o “Pantaneiro”. 👤 Alex Dias de Almeida 👶 26 de maio de 1972 🏠 Brasileiro 👕 ARBA-MG, Águia Negra-MS, Comercial-MS, Remo, Boavista POR, Goiás, Saint-Etienne FRA, Paris Saint-Germain FRA, Cruzeiro, Vasco da Gama, São Paulo, Fluminense, Brasiliense, CRAC-GO, Mixto-MT, Vila Nova, Pelotas-RS, América-RJ, Aparecidense-GO e Juventude. 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro: 2003 (Cruzeiro) e 2006 (São Paulo), Copa do Brasil: 2007 (Fluminense). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔 (4,6)

  • Alex: o meio-campo é o lugar dos craques

    Alexsandro de Souza, mais conhecido como Alex Cabeção ou Alex10, fazendo jus à careca brilhante e, claro, ao número que estampou seu terno por todas as equipes onde jogou. Mas, se a cabeça chamava atenção, a habilidade com os pés era ainda mais óbvia, fazendo dele o titular absoluto da camisa dez em seus quase vinte anos de carreira no tapete da realeza verde. Embora revelado pelo Coritiba em 1995, foi no Palmeiras e no Cruzeiro que o meia Alex conquistou os principais títulos de seu reinado: Mercosul, Copa do Brasil e Libertadores 98/99, pelo alviverde, e o Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro 2003, pela Raposa. No entanto, dentre suas conquistas individuais, os prêmios pelo Coxa-Branca – seu time do coração – também têm lugar pra lá de cativo na estante do craque, com destaque para o troféu de melhor meia do campeonato paranaense de 1997, que ele fez questão de “restaurar” em 2013, quando voltou às origens para se despedir dos gramados e reeditar a conquista. Reconhecido como dono dos passes certeiros nos três clubes brasileiros onde jogou – consagrando-se como o jogador com o maior número de assistências do Brasileirão de 96, 98 e 2003 – Alex10 também esbanjava classe nas cobranças de falta com a potente canhota que quase sempre tinha endereço certo. E, se talvez injustiçado na nossa seleção canarinho, com a amarelinha do Fenerbahçe a história foi diferente: tornou-se ídolo incontestável e chegou até a receber oferta de contrato vitalício. Hoje com as chuteiras devidamente penduradas, Alex veste o terno de comentarista da ESPN, levanta a bandeira do movimento Bom Senso F.C. e, vez ou outra, dribla os craques do humor no canal Desimpedidos. Por que Alex jogava de terno? Seja no alviverde curitibano, no verdão paulista, no azul celeste, no amarelo do Fener, ou com todas essas cores juntas pela nossa Seleção, uma coisa é certa: Alex foi o titular absoluto da camisa dez. Portanto, haja talento, haja classe e haja terno. 🚹 Alexandro de Souza 👶 14 de setembro de 1977 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Coritiba, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Parma ITA, Fenerbahçe TUR, Seleção Brasileira 🏆 Copa Mercosul 98, Copa do Brasil 98 e Copa Libertadores da América 99 (Palmeiras); Tríplice Coroa 2003: Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro (Cruzeiro); Campeonato Turco 04/05, 06/07 e 10/11, Supercopa da Turquia 07 e 09 e Copa da Turquia 12 (Fenerbahçe); Copa América 99 e 04 (Seleção Brasileira) 👑 Terceiro maior artilheiro do mundo (IFFHS 99); Bola de Prata de melhor meia do Campeonato Brasileiro 03 (Revista Placar); Bola de Ouro de melhor jogador do Campeonato Brasileiro 03 (Revista Placar); Jogador Revelação da Seleção Brasileira 97 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,4) #Flamengo #Coritiba #Palmeiras #Cruzeiro #Fenerbahçe #Brasil #SeleçãoBrasileira #Meia

  • "Capricha garotinho, capricha, rolou pra Cafu, pra Raí, pro gol... eeeee queeee gooooolaaaaaaço

    Raí foi ídolo do São Paulo e PSG. Fez parte da seleção brasileira campeã mundial em 1994. A comparação com seu irmão mais velho é inevitável, mas nada muda o fato que ele ajudou a mudar a história do clube paulista. Com ele um time brasileiro foi capaz de parar esquadrões como Barcelona, Real Madrid e Milan. Para a grande maioria dos amantes do futebol só foi mais um dos diversos bons jogadores que nosso país. Mas para a torcida tricolor Raí foi o terror do Morumbi. Contratado junto ao Botafogo de Ribeirão Preto em 87, Raí demorou muito para engrenar na equipe do São Paulo. Com o início pouco empolgante as críticas não demoraram a surgir. Boa parte dos críticos usavam o argumento dele ser lento e pouco participativo em campo, além da comparação com Sócrates. Esses primeiros anos fez com que fosse cogitado sua saída para o Flamengo. Mas não foi isso que aconteceu. Em 89 foi campeão já como títular no campeonato paulista, e vice do Brasileiro. Mas mesmo assim não se destacava da maneira que a torcida esperava, o que mudaria com a chegada de Telê Santana em 1990. Com Telê veio a organização tática da equipe e a ascensão de Raí. O São Paulo chegou a final do brasileiro daquele ano contra o Corinthians e entrou em campo como favorito absoluto, perdeu. A fama de pé frio do chefe aumentava e a cobrança em cima do camisa 10 também. No ano seguinte uma nova oportunidade, agora sim se confirmando o título nacional, diante do Bragantino de Vanderlei Luxemburgo. Em 92 a Libertadores passava longe, mas muito longe do que é hoje em termos de glamour. A diretoria apostava em um projeto de internacionalização da marca mas Telê era contra. Para ele o clube deveria poupar jogadores e ir com força total nos campeonatos nacionais. Com a força do elenco o São Paulo durante a competição foi crescendo e chegou na final contra o Newell's Old Boys. Na primeira partida foi 1 a 0 pro Newell's fora, na segunda 1 a 0 pro São Paulo em casa com gol de Raí, o jogo seria levado aos penais o que resultaria na consagração da equipe. A partir desse momento só foi ascensão, Mundial diante o Barcelona com gol de falta de Raí de falta, depois veio o bi libertadores. Dando o fim a primeira passagem dele no São Paulo foi a Europa. No Paris Saint-Germain se consagrou no grande time patrocinado pelo Canal Plus. Campeão francês, bi campeão da copa da França, campeão da liga francesa e da Recopa Europeia. Nesse meio tempo ainda jogaria a Copa do Mundo de 1994, onde em má fase na carreira perdeu posição para Mazinho. Mas com o passar dos jogos entrava regularmente, chegando a anotar um gol contra a Rússia. Em sua volta para o São Paulo chegou para o jogo final do paulista de 1998. A equipe vinha em uma grande campanha e com ótimos nomes no elenco. Tomou a vaga de Aristizábal e vestiu a camisa 23 (23 devido a mania da época de usar o número do Jordan) anotou um gol no inicio da partida, foi um retorno triunfal para o craque. No ano seguinte sofreu uma grave lesão e ficou de fora dos campos nove meses. Voltou e foi novamente campeão paulista em 2000. Mas sem condições físicas devido a grave lesão do ano anterior acabou por encerrar sua carreira. Por que jogava de terno? Com o passar do tempo se tornou um jogador rápido, cadenciador, chute forte, cabeceador e principalmente organizador de jogadas. Jogava muito em prol do companheiro do que dele mesmo. Não foi gênio, mas foi importante para todos os elencos que teve a oportunidade de participar. 👤 Raí Souza Vieira de Oliveira 👶 15 de maio de 1965 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo - SP, Ponte Preta, São Paulo, PSG, São Paulo e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 91, Copa Libertadores da América 92 e 93, Mundial Interclubes 92 (São Paulo), Campeonato Francês 94, Copa da França 95 e 98, Copa da Liga Francesa 95 (PSG), Copa do Mundo 94 (Seleção Brasileira) 👑 Meio-campista da "equipe ideal" do Brasil (O Estado de S. Paulo) 92, Melhor jogador do Mundial Interclubes 92, Melhor jogador brasileiro (O Estado de S. Paulo) 92, Melhor jogador da América do Sul (El País) 92, Equipe da Europa (European Sports Media) 95-96, 5º Maior jogador do mundo 92 (RSSF), 3º Maior artilheiro do mundo 93 (IFFHS), 10º Maior jogador do mundo 93 (FIFA) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (8) #SãoPaulo #PSG #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #MeioCampo

  • "O melhor companheiro que tive foi Oliver Bierhoff; era perfeito" (Amoroso)

    Quando escrevemos sobre Amoroso aqui no Joga de Terno, o título era "Amoroso faz esquecer Bierhoff". Hoje, como vamos contar a história do alemão, nada mais justo que colocar essa declaração do próprio Amoroso no título. Oliver Bierhoff é filho de um magnata do setor de energia da Alemanha e, como um dos herdeiros, poderia ter seguido os passos do pai. Se tivesse feito isso, a Seleção da Alemanha teria perdido um dos seus principais goleadores. Começou a carreira em 1986 pelo desconhecido Bayer Uerdingen. Permaneceu no anonimato do futebol europeu durante todo o tempo que jogou na Alemanha (passou depois por Hamburgo e Borussia Mönchengladbach). Ele só conseguiu se destacar na carreira, de fato, quando saiu da Alemanha para assinar contrato com a Udinese , em 95. Com um bom início no clube italiano, tudo indicava que ele seria um dos grandes nomes do futebol alemão no ataque. E isso parecia ficar ainda mais claro quando foi convocado para Eurocopa 96. Atuando como reserva, entrou durante a final, marcou 2 gols e garantiu o título em cima da República Tcheca. Ao voltar para a Udinese descobriu que teria um brasileiro como companheiro de ataque. A dupla Bierhoof-Amoroso brilhou durante o tempo que atuou junta e que rendeu a declaração que dá o título a esse texto. No programa Resenha ESPN, Amoroso destacou a velocidade e o cabeceio do alemão (ele tem 1,91m de altura). Em grande fase, partiu para seu primeiro contrato com um clube clube europeu - e o único. Chegou ao Milan em 98 e começou bem. Conquistou seu único título por equipes da carreira, o Campeonato Italiano de 99 e foi o artilheiro da equipe daquele ano com 22 gols. A chegada de um jovem ucraniano de sobrenome Shevchenko, que anos mais tarde brilharia no Milan, tirou espaço de Bierhoff na equipe. Voltou então a sair dos holofotes do futebol ao jogar no modesto Monaco e encerrar a carreira no Chievo, em 2003. Por que jogava de terno? Bierhoof era oportunista e um exímio cabeceador. Se você procurar por vídeos dele no Youtube, verá que a maioria dos gols em destaque é mesmo de cabeça, como destacou Amoroso. Aliás, quando comparamos o alemão com seus companheiros de ataque, Amoroso na Udinese e Shevchenko no Milan, ele era tecnicamente inferior. Curiosamente, o que lhe faltou de prestígio pelos clubes lhe sobrou na seleção de seu país. Fez 70 jogos e 37 gols. Seu último jogo vestindo a camisa da Seleção Alemã foi contra o Brasil na final do Mundial de 2002. Do campo, viu Ronaldo marcar duas vezes e conquistar o pentacampeonato. 👤 Oliver Bierhoff 👶 1 de maio de 1968 🏠 Alemão 👕 Bayer 05 Uerdingen (ALE), Hamburgo (ALE), Borussia Mönchengladbach (ALE), SV Austria Salzburg, Ascoli (ITA), Udinese (ITA), Milan (ITA), Monaco, Chievo Verona (ITA) 🏆 Eurocopa 96 (Seleção Alemã) e Campeonato 99 Italiano (Milan 👑 Artilheiro da Serie B Italiana 93 (20 gols); Artilheiro do Campeonato Italiano 98 (27 gols); Jogador Alemão do Ano: 98 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,4) 📷 Getty #Atacante #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #Milan #SeleçãoAlemã #Udinese

  • Paulo Silas: o menudo do Morumbi

    Em meados dos anos 1980, o grupo portorriquenho Menudos ganhou fama em todo o mundo, especialmente no Brasil. E por aqui, outro grupo de jovens começou a demonstrar talento, mas nos campos de futebol. O São Paulo daquela época tinha Careca, Müller, Sidney e Silas, jogadores que acabaram herdando o apelido de Menudos do Morumbi. E esse último o personagem de hoje do Joga de Terno. Paulo Silas do Prado Pereira é um dos poucos que teve a honra de jogar uma Copa do Mundo com a camisa 10 da Seleção Brasileira. E a carreira dele começou na base do São Paulo. A primeira chance com o terno titular do Tricolor veio com o técnico Cilinho em 1984. Aos poucos, ele foi ganhando ainda mais confiança e começou a ganhar a atenção do país. Em 1985, foi campeão mundial sub-20 com a Seleção Brasileira e recebeu o prêmio de melhor jogador da competição. No ano seguinte, foi um dos principais nomes do Tricolor no título brasileiro e acabou convocado pela primeira vez para o time principal do Brasil, sendo inclusive relacionado para a Copa do Mundo. Ficou no Brasil até 1989, quando foi negociado com o Sporting de Portugal. Chegou na Copa de 1990 com o status de camisa 10 da Seleção, mas não conseguiu se firmar como titular. Depois do Mundial, Silas passou Central Español, do Uruguai, onde fez três gols em dois jogos, mas logo trocou a América pela Europa novamente, transferindo-se para o Cesena e, na sequência, para a Sampdoria. De volta ao Brasil, foi campeão da Copa do Brasil de 1992 pelo Internacional e Carioca pelo Vasco em 94. Apesar do sucesso com a camisa do São Paulo, podemos considerar que o melhor desempenho dele como jogador foi na Argentina. Entre 95 e 97 ele vestiu o terno do San Lorenzo e lá conquistou o Torneio Clausura de 95. É considerado um dos principais camisas 10 da história do clube, com 24 gols em 95 jogos. Em 97, voltou para o Tricolor do Morumbi, mas não conseguiu repetir o mesmo desempenho e foi negociado com o Kyoto Sanga, do Japão. Encerrou a carreira em 2004, na Inter de Limeira. Por que Paulo Silas jogava de terno? Silas era um meia clássico, aqueles camisas 10 que os mais saudosistas adoram lembrar. Cadenciava o jogo e costumava deixar os companheiros na cara do gol. Foi fundamental no São Paulo campeão brasileiro de 1986 e até hoje é lembrado pelo torcedor tricolor. E não é qualquer um que chega com status de camisa 10 em uma Copa do Mundo, especialmente com a Seleção Brasileira. Mas infelizmente nem ele, e nem a Seleção, foram bem em 1990, na Itália. Silas ainda conseguiu ser ídolo na Argentina, coisa rara para um brasileiro. No San Lorenzo, recebeu o apelido de “El Negro” e ajudou o clube a conquistar um título nacional, quebrando um tabu de mais de 20 anos. 👤 Paulo Silas do Prado Pereira 👶 27 de agosto de 1965 (52 anos) 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Sporting, Central Español, Cesena, Sampdoria, Internacional, Vasco, Kashiwa Reysol, San Lorenzo, Kyoto Sanga, Atlético-PR, Rio Branco-SP, Ituano, América-MG, Portuguesa, Inter de Limeira e Seleção Brasileira 🏆 Copa América 89 e Copa do Mundo Sub-20 85 (Seleção Brasileira); Campeonato Brasileiro 86 e Campeonato Paulista 85 e 87 (São Paulo); Campeonato Argentino 95 (San Lorenzo); Copa do Brasil 92 e Campeonato Gaúcho 92 (Internacional); Campeonato Carioca 94 (Vasco); e Campeonato Paranaense 00 (Atlético-PR) 👑 Melhor jogador da Copa do Mundo sub-20 85 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) 📷 Diário Olé #SãoPaulo #CopadoMundo1990 #Meia #SeleçãoBrasileira

  • Abedi Pelé: A maior estrela negra

    O JdT traz ninguém mais ninguém menos que o Pelé Africano. A história do sucesso do futebol africano no velho continente passa por Abedi Pelé que, assim como George Weah e Roger Milla, configura-se um dos maiores nomes da África no futebol do século XX. Abedi Ayew teve seu nome associado a Pelé logo cedo, por sua habilidade já na adolescência e depois na fase adulta. O meia atacante já se destacava nos torneios intercolegiais por sua velocidade e inteligência nas jogadas e marcou sua história não só em seu país, como o melhor jogador de Gana de todos os tempos, mas também no futebol europeu. Depois de uma atuação de destaque aos 18 anos pela seleção principal de Gana, contribuindo para a quarta conquista do título continental, Abedi migrou para diversos clubes e, em 1986, aos 22 anos, chegava para cravar se nome no futebol francês. Seu primeiro clube foi o Chamois Niortais, sendo destaque na campanha que colocou o time na primeira divisão e marcando 14 gols em 34 partidas. Logo, estreava pelo Olympique de Marselha, mas o início não foi só de vitórias. O jogador sofreu preconceito e boicotes de muitos atletas ao chegar na equipe e migrou então para o Lille. Após duas brilhantes temporadas, com direito a uma excelente atuação contra seu ex-clube, o camisa 10 voltava ao Olympique para dessa vez ter seu valor reconhecido por jogadores e torcida. Vestindo o terno azul e branco, conquistou títulos marcantes e foi peça essencial para o primeiro e até hoje único troféu da Liga dos Campeões de um time francês, em 1993. Tricampeão do prêmio de Melhor Jogador Africano do Mundo, seu sucesso foi também importante para abrir as portas do futebol europeu para outros africanos na segunda metade dos anos 90. Com os Estrelas Negras, como são conhecidos os jogadores da seleção ganesa, Abedi Pelé também foi responsável por momentos de glória, mesmo não chegando a uma Copa do Mundo. Foi o principal jogador na campanha emocionante que levou Gana ao 2º lugar da Copa das Nações Africanas em 92 (Abedi sempre lamentou o fato de ter ficado fora da final) e ainda o responsável por levar a equipe a conquista da Copa da África Ocidental. Aposentou-se em um time árabe, após registrar passagens ainda por Lyon e Torino, mas seguiu no meio futebolístico como embaixador do futebol de Gana e fundador de um clube no país. Por que Abedi Pelé jogava de terno? Como um verdadeiro meia-atacante, Abedi Pelé consagrou-se pela velocidade e mobilidade em campo, além dos característicos improvisos e oportunismos em jogadas. Camisa 10 que leva a torcida e ainda abre o espaço para os jogadores africanos traçarem seus caminhos no futebol europeu? Aqui tem! 👤 Abedi Ayew 👶 5 de novembro de 1964 🏠 Ganês 👕 Real Tamale United, Al Saad, FC Zurique, Dragões d l'Ouémé, Niort, FC Mulhouse, Lille FRA, Olympique de Marselha FRA, Lyon FRA, Torino ITA, Munique 1860 ALE, Al Ain. 🏆 Copa do Príncipe Catar 83 (Al-Saad), Campeonato Francês 90/91 e 91/92; Liga dos Campeões 92/93 (Olympique); Copa das Seleções Africanas 82, Copa da África Ocidental 82-84 (Seleção) 👑 Futebolista Africano do Ano (France Football) 91-93, FIFA 100, Honor Golden Player Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6,5) 📷 Alain Gadoffre / Icon Sport #Meiaatacante #SeleçãoGanesa

  • Nakata e o amor pelo futebol

    Quem se lembra de assistir desenho animado “Super Campeões”? Uma série japonesa sobre futebol que fez sucesso no começo dos anos 2000 no Brasil. Pois bem, nosso classudo de hoje parece ter saído deste desenho. Chute forte, velocidade e técnica apurada. Estas características fizeram de Nakata um dos maiores jogadores da história do futebol no Japão. Apesar da curta carreira desfilando nos tapetes verdes - aposentou-se aos 29 anos -, o japonês ajudou na popularização do esporte bretão em seu país, além de ter sido ídolo em clubes da Itália, como no Peruggia e Parma. Um bom jogador, boa gente e com uma história curiosa. Nakata foi o principal atleta da Seleção Japonesa em três Copas do Mundo, disputou duas Olimpíadas e mais três Copas das Confederações. Foi o primeiro japonês a fazer certo sucesso na Europa e até conquistou o Campeonato Italiano pela Roma. Por três vezes indicado à Bola de Ouro e outras quatro para o prêmio da FIFA. Grandes feitos, já que saiu de um país com pouca tradição no futebol. Mesmo com o destaque e o sucesso, Nakata cansou-se cedo do futebol. Depois da derrota para o Brasil por 4 a 1, na fase de grupos da Copa do Mundo 06, o classudo nipônico anunciou a sua aposentadoria. Pegou todos de surpresa e limitou-se a explicar dizendo que já estava com esta ideia há alguns meses. E não falou mais sobre o assunto por 8 anos. Para curtir a aposentadoria, resolveu viajar pelo mundo. Conheceu lugares pobres da América do Sul e do Oriente Médio. Onde chegava, não se negava a jogar futebol com os fãs. Em entrevista ao L’Equipe em 2008, comentou sobre suas viagens e afirmou querer conhecer mais o mundo além dos hotéis luxuosos. “Eu sou um cara simples e não quero que me vejam como um jogador de futebol. Quando me reconhecem, explico que apenas sou um cidadão em busca de novos horizontes. Mas continuo jogando em qualquer lugar pelo qual eu passe. Sinto a mesma paixão de quando tinha dez anos. Para mim, é tão agradável jogar descalço na rua quanto em um estádio. E, depois, jogar uma pelada é a melhor maneira de se fazer amigos, descobrir o mundo real. O futebol é um esporte incrível, praticado e amado em todos os lugares que eu visitei”, complementou à época. De certa forma, esta declaração também ajuda a entender os motivos da aposentadoria precoce do classudo. Nakata aposentou-se quando começou a perceber que o futebol estava virando apenas um grande negócio. A paixão que tinha pelo esporte já não era mais importante do que as cifras e contratos publicitários. Estava se sentindo triste e por isso resolveu parar tão cedo a carreira profissional. Em campo, Nakata honrou e muito o terno azul do Japão e foi crucial para alavancar o esporte no país. Fora de campo, quis ajudar a humanidade de alguma maneira com sua paixão pelo futebol. É ou não é um sujeito muito gente boa? Por que Nakata jogava de terno? Nakata teve carreira curta profissionalmente no futebol, mas obteve sucesso. No Japão é ídolo incontestável. Isto porque fazia funcionar o meio-campo, tratava bem a pelota e tinha um bom poder de fogo para chutá-la ao gol. Um apaixonado pelo futebol. Mesmo depois de pendurar as chuteiras, usou o que sabia fazer de melhor para contribuir de alguma maneira, passeando pelo mundo. Como ele mesmo disse certa feita: “Esta volta ao mundo serve para eu descobrir qual o meu papel e como, na minha pequenez, posso ser útil ao mundo”. 👤 Hidetoshi Nakata 👶 22 de janeiro de 1977 (39 anos) 🏠 Japonês 👕 Bellmare Hiratsuka JAP, Perugia ITA, Roma ITA, Parma ITA, Bologna ITA, Fiorentina ITA, Bolton ING e Seleção Japonesa. 🏆 Campeonato Italiano 01/02, Copa Italia 01/02. 👑 (sem títulos individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #Roma #Parma #SeleçãoJaponesa #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #Meia #Fiorentina

  • Coutinho: "-Como era a tabelinha com Pelé?-Tabelinha, uai. Um tocava pro outro"

    É com essa naturalidade, que um dos maiores gênios do futebol nacional respondia sobre a troca de passes com o seu maior parceiro, Pelé. É claro que falamos de Coutinho, que recusa o apelido de craque. Se reconhece, apenas, como um jogador que sabia se posicionar. Característica, aliás, que não lhe dá orgulho: “Eu tenho orgulho de ter jogado no Santos ”. Apenas isso ele reconhece. Coutinho estreou no Santos bem novo, 14 anos. Ele servia de peça de reposição para a vaga de Pagão, craque que sofria de lesões à época. O jogador, centroavante nato, logo se firmou e pode fazer uma das maiores parcerias da história do Futebol. Coutinho e Pelé marcaram época num Santos fabuloso e que encantou o mundo. A tabelinha referida no título, era a principal jogada dos dois jogadores. O rei do futebol assume que, dentro da área, ninguém superou Coutinho, que evita sempre a alcunha de craque: “Futebol é conjunto e eu não jogava sozinho. Não tem essa de craque!”, confessou em uma entrevista ao UOL esporte, na mesma oportunidade em que “descreveu” a tabelinha com Pelé. A carreira, que iniciou e terminou precoce, é marcada não só pela parceria com Pelé. Tampouco, fica à sombra do rei. Coutinho marcou 350 gols em 457 jogos pelo Santos. Marca que lhe rende a terceira posição em números de gols, atrás de Pelé e Pepe. Pela Seleção, Coutinho estreou com 16 anos e seria titular fácil naquele time que seria bi-campeão mundial. Contudo, sofreu uma lesão e esquentou banco durante todo o torneio. Ficou marcado mesmo num Brasil e Argentina: em 59, Pelé e Coutinho botaram os Argentinos na roda com suas imortais tabelas. Os Hermanos, sem qualquer poder de reação, começaram a apelar e partir pra cima com jogadas mais violentas, com o aval do técnico Guillermo Stábile. Depois de muita falta, Coutinho teve que ser substituído para poupá-lo. Sua carreira, marcante e de alto nível, sempre teve um inimigo: a balança. Sempre teve sobrepeso, um problema para ele e o preparador físico do Santos, Alcino Pelegrini. Por não conseguir fazer o gênio perder peso, foi demitido da equipe. Por conta disso, Coutinho deixou de atuar aos 30 anos. Por que Coutinho jogava de terno? Craque, apesar de recusar o título. Coutinho foi um dos maiores camisas 9 da história do Futebol. Era veloz, técnico e de posicionamento impecável. Tanto, que ele próprio reconhece como principal característica. Numa mesa de boteco, sempre haverá aquele que soltará: “sem Coutinho, Pelé não seria ninguém”. Como esse tipo de afirmação nunca será uma certeza, serve apenas para reverenciar um dos grandes gênios da pequena área. 👤 Antônio Wilson Honório 👶 11 de junho de 1943 🏠 Brasil 👕 Santos, Vitória, Portuguesa, Club Atlas, Bangu, Saad-SP e Seleção Brasileira. 🏆 (principais): Campeonato Brasileiro: 61, 62, 63, 64 e 65; Taça Libertadores da América: 62 e 63, Taça Intercontinental: 62 e 63 (Santos); Copa do Mundo FIFA: 62 👑 Artilheiro da Taça Libertadores da América: 62 e do Campeonato Brasileiro de 62 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,8) #Santos #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1962 #Atacante

  • Rivellino: o Homem Elástico

    Ele foi a inspiração de Maradona e driblou até Beckenbauer. É ídolo incontestável, seja em São Paulo ou no Rio. O JdT de hoje abre espaço para um dos maiores jogadores de todos os tempos, o “Reizinho do Parque”, Roberto Rivellino. Rivellino começou jogando no futebol de salão, onde aprendeu os dribles curtos e rápidos que mais tarde fariam história nos gramados. Foi revelado pelo Corinthians e já nas categorias de base encantava com tamanha habilidade. Canhoto e com um chute potente, uma de suas características mais marcantes, o craque prodígio chegou a equipe titular alvinegra em 1965. Praticando um futebol vistoso, ele começou a popularizar o drible do elástico, que ficaria tão famoso ao longo dos anos. No Corinthians , o classudo permaneceu por dez anos. No Parque São Jorge, Rivellino viveu muitos momentos felizes, porém, depois da derrota para o Palmeiras na final do Campeonato Paulista de 1974, o craque, que foi acusado por grande parte da Fiel de ter se acovardado, deixou o time alvinegro e seguiu para o Fluminense . A contratação de Rivellino foi o início da era da Máquina Tricolor. Ao lado de Félix, Marco Antonio, Caju, Manfrini e Carlos Alberto Torres, o meia conquistou títulos importantes. A equipe jogava um futebol arte, com toque refinado e até hoje é considerada umas das melhores que o futebol brasileiro já viu. Com a amarelinha o classudo tornou-se inesquecível. Na Copa do Mundo de 1970 brilhou intensamente junto com Jairzinho, Tostão, Gérson e Pelé. Era a seleção mais fabulosa do Planeta conquistando o seu terceiro título mundial. No México, Riva ganhou da torcida o apelido de “patada atômica”, pela força e precisão de seus chutes. Foi o auge do craque, que ainda disputou mais duas Copas do Mundo. Em 1978, o meia transferiu-se para o Al-Hilal da Arábia Saudita. Por lá ganhou alguns títulos, inclusive o sonhado campeonato nacional por um clube, feito que não conseguiu atuando no Brasil. Lá pendurou as chuteiras, em 1981, aos 35 anos. Por que Rivellino jogava de terno? Rivellino entrou para a história como um dos jogadores mais talentosos do futebol mundial, capaz de fazer mágica com sua perna canhota. Com dribles fantásticos e chutes poderosos cravou seu nome na melhor Seleção Brasileira de todos os tempos. Goleador, artista, Rivellino é um craque imortal. 👤 Roberto Rivellino 👶 1º de janeiro de 1946 🏠 Brasileiro 👕 Corinthians, Fluminense, Al-Hilal SAU e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa do Mundo 1970, Campeonato Saudita 1978 (Al-Hilal), Campeonato Carioca 1975 e 1976 (Fluminense) 👑 Bola de Prata 1971, All-Star Team da Copa do Mundo de 1970 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,8) #Corinthians #Fluminense #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1970 #CopadoMundo1974 #CopadoMundo1978

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