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- "O melhor companheiro que tive foi Oliver Bierhoff; era perfeito" (Amoroso)
Quando escrevemos sobre Amoroso aqui no Joga de Terno, o título era "Amoroso faz esquecer Bierhoff". Hoje, como vamos contar a história do alemão, nada mais justo que colocar essa declaração do próprio Amoroso no título. Oliver Bierhoff é filho de um magnata do setor de energia da Alemanha e, como um dos herdeiros, poderia ter seguido os passos do pai. Se tivesse feito isso, a Seleção da Alemanha teria perdido um dos seus principais goleadores. Começou a carreira em 1986 pelo desconhecido Bayer Uerdingen. Permaneceu no anonimato do futebol europeu durante todo o tempo que jogou na Alemanha (passou depois por Hamburgo e Borussia Mönchengladbach). Ele só conseguiu se destacar na carreira, de fato, quando saiu da Alemanha para assinar contrato com a Udinese , em 95. Com um bom início no clube italiano, tudo indicava que ele seria um dos grandes nomes do futebol alemão no ataque. E isso parecia ficar ainda mais claro quando foi convocado para Eurocopa 96. Atuando como reserva, entrou durante a final, marcou 2 gols e garantiu o título em cima da República Tcheca. Ao voltar para a Udinese descobriu que teria um brasileiro como companheiro de ataque. A dupla Bierhoof-Amoroso brilhou durante o tempo que atuou junta e que rendeu a declaração que dá o título a esse texto. No programa Resenha ESPN, Amoroso destacou a velocidade e o cabeceio do alemão (ele tem 1,91m de altura). Em grande fase, partiu para seu primeiro contrato com um clube clube europeu - e o único. Chegou ao Milan em 98 e começou bem. Conquistou seu único título por equipes da carreira, o Campeonato Italiano de 99 e foi o artilheiro da equipe daquele ano com 22 gols. A chegada de um jovem ucraniano de sobrenome Shevchenko, que anos mais tarde brilharia no Milan, tirou espaço de Bierhoff na equipe. Voltou então a sair dos holofotes do futebol ao jogar no modesto Monaco e encerrar a carreira no Chievo, em 2003. Por que jogava de terno? Bierhoof era oportunista e um exímio cabeceador. Se você procurar por vídeos dele no Youtube, verá que a maioria dos gols em destaque é mesmo de cabeça, como destacou Amoroso. Aliás, quando comparamos o alemão com seus companheiros de ataque, Amoroso na Udinese e Shevchenko no Milan, ele era tecnicamente inferior. Curiosamente, o que lhe faltou de prestígio pelos clubes lhe sobrou na seleção de seu país. Fez 70 jogos e 37 gols. Seu último jogo vestindo a camisa da Seleção Alemã foi contra o Brasil na final do Mundial de 2002. Do campo, viu Ronaldo marcar duas vezes e conquistar o pentacampeonato. 👤 Oliver Bierhoff 👶 1 de maio de 1968 🏠 Alemão 👕 Bayer 05 Uerdingen (ALE), Hamburgo (ALE), Borussia Mönchengladbach (ALE), SV Austria Salzburg, Ascoli (ITA), Udinese (ITA), Milan (ITA), Monaco, Chievo Verona (ITA) 🏆 Eurocopa 96 (Seleção Alemã) e Campeonato 99 Italiano (Milan 👑 Artilheiro da Serie B Italiana 93 (20 gols); Artilheiro do Campeonato Italiano 98 (27 gols); Jogador Alemão do Ano: 98 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,4) 📷 Getty #Atacante #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #Milan #SeleçãoAlemã #Udinese
- Paulo Silas: o menudo do Morumbi
Em meados dos anos 1980, o grupo portorriquenho Menudos ganhou fama em todo o mundo, especialmente no Brasil. E por aqui, outro grupo de jovens começou a demonstrar talento, mas nos campos de futebol. O São Paulo daquela época tinha Careca, Müller, Sidney e Silas, jogadores que acabaram herdando o apelido de Menudos do Morumbi. E esse último o personagem de hoje do Joga de Terno. Paulo Silas do Prado Pereira é um dos poucos que teve a honra de jogar uma Copa do Mundo com a camisa 10 da Seleção Brasileira. E a carreira dele começou na base do São Paulo. A primeira chance com o terno titular do Tricolor veio com o técnico Cilinho em 1984. Aos poucos, ele foi ganhando ainda mais confiança e começou a ganhar a atenção do país. Em 1985, foi campeão mundial sub-20 com a Seleção Brasileira e recebeu o prêmio de melhor jogador da competição. No ano seguinte, foi um dos principais nomes do Tricolor no título brasileiro e acabou convocado pela primeira vez para o time principal do Brasil, sendo inclusive relacionado para a Copa do Mundo. Ficou no Brasil até 1989, quando foi negociado com o Sporting de Portugal. Chegou na Copa de 1990 com o status de camisa 10 da Seleção, mas não conseguiu se firmar como titular. Depois do Mundial, Silas passou Central Español, do Uruguai, onde fez três gols em dois jogos, mas logo trocou a América pela Europa novamente, transferindo-se para o Cesena e, na sequência, para a Sampdoria. De volta ao Brasil, foi campeão da Copa do Brasil de 1992 pelo Internacional e Carioca pelo Vasco em 94. Apesar do sucesso com a camisa do São Paulo, podemos considerar que o melhor desempenho dele como jogador foi na Argentina. Entre 95 e 97 ele vestiu o terno do San Lorenzo e lá conquistou o Torneio Clausura de 95. É considerado um dos principais camisas 10 da história do clube, com 24 gols em 95 jogos. Em 97, voltou para o Tricolor do Morumbi, mas não conseguiu repetir o mesmo desempenho e foi negociado com o Kyoto Sanga, do Japão. Encerrou a carreira em 2004, na Inter de Limeira. Por que Paulo Silas jogava de terno? Silas era um meia clássico, aqueles camisas 10 que os mais saudosistas adoram lembrar. Cadenciava o jogo e costumava deixar os companheiros na cara do gol. Foi fundamental no São Paulo campeão brasileiro de 1986 e até hoje é lembrado pelo torcedor tricolor. E não é qualquer um que chega com status de camisa 10 em uma Copa do Mundo, especialmente com a Seleção Brasileira. Mas infelizmente nem ele, e nem a Seleção, foram bem em 1990, na Itália. Silas ainda conseguiu ser ídolo na Argentina, coisa rara para um brasileiro. No San Lorenzo, recebeu o apelido de “El Negro” e ajudou o clube a conquistar um título nacional, quebrando um tabu de mais de 20 anos. 👤 Paulo Silas do Prado Pereira 👶 27 de agosto de 1965 (52 anos) 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Sporting, Central Español, Cesena, Sampdoria, Internacional, Vasco, Kashiwa Reysol, San Lorenzo, Kyoto Sanga, Atlético-PR, Rio Branco-SP, Ituano, América-MG, Portuguesa, Inter de Limeira e Seleção Brasileira 🏆 Copa América 89 e Copa do Mundo Sub-20 85 (Seleção Brasileira); Campeonato Brasileiro 86 e Campeonato Paulista 85 e 87 (São Paulo); Campeonato Argentino 95 (San Lorenzo); Copa do Brasil 92 e Campeonato Gaúcho 92 (Internacional); Campeonato Carioca 94 (Vasco); e Campeonato Paranaense 00 (Atlético-PR) 👑 Melhor jogador da Copa do Mundo sub-20 85 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) 📷 Diário Olé #SãoPaulo #CopadoMundo1990 #Meia #SeleçãoBrasileira
- Abedi Pelé: A maior estrela negra
O JdT traz ninguém mais ninguém menos que o Pelé Africano. A história do sucesso do futebol africano no velho continente passa por Abedi Pelé que, assim como George Weah e Roger Milla, configura-se um dos maiores nomes da África no futebol do século XX. Abedi Ayew teve seu nome associado a Pelé logo cedo, por sua habilidade já na adolescência e depois na fase adulta. O meia atacante já se destacava nos torneios intercolegiais por sua velocidade e inteligência nas jogadas e marcou sua história não só em seu país, como o melhor jogador de Gana de todos os tempos, mas também no futebol europeu. Depois de uma atuação de destaque aos 18 anos pela seleção principal de Gana, contribuindo para a quarta conquista do título continental, Abedi migrou para diversos clubes e, em 1986, aos 22 anos, chegava para cravar se nome no futebol francês. Seu primeiro clube foi o Chamois Niortais, sendo destaque na campanha que colocou o time na primeira divisão e marcando 14 gols em 34 partidas. Logo, estreava pelo Olympique de Marselha, mas o início não foi só de vitórias. O jogador sofreu preconceito e boicotes de muitos atletas ao chegar na equipe e migrou então para o Lille. Após duas brilhantes temporadas, com direito a uma excelente atuação contra seu ex-clube, o camisa 10 voltava ao Olympique para dessa vez ter seu valor reconhecido por jogadores e torcida. Vestindo o terno azul e branco, conquistou títulos marcantes e foi peça essencial para o primeiro e até hoje único troféu da Liga dos Campeões de um time francês, em 1993. Tricampeão do prêmio de Melhor Jogador Africano do Mundo, seu sucesso foi também importante para abrir as portas do futebol europeu para outros africanos na segunda metade dos anos 90. Com os Estrelas Negras, como são conhecidos os jogadores da seleção ganesa, Abedi Pelé também foi responsável por momentos de glória, mesmo não chegando a uma Copa do Mundo. Foi o principal jogador na campanha emocionante que levou Gana ao 2º lugar da Copa das Nações Africanas em 92 (Abedi sempre lamentou o fato de ter ficado fora da final) e ainda o responsável por levar a equipe a conquista da Copa da África Ocidental. Aposentou-se em um time árabe, após registrar passagens ainda por Lyon e Torino, mas seguiu no meio futebolístico como embaixador do futebol de Gana e fundador de um clube no país. Por que Abedi Pelé jogava de terno? Como um verdadeiro meia-atacante, Abedi Pelé consagrou-se pela velocidade e mobilidade em campo, além dos característicos improvisos e oportunismos em jogadas. Camisa 10 que leva a torcida e ainda abre o espaço para os jogadores africanos traçarem seus caminhos no futebol europeu? Aqui tem! 👤 Abedi Ayew 👶 5 de novembro de 1964 🏠 Ganês 👕 Real Tamale United, Al Saad, FC Zurique, Dragões d l'Ouémé, Niort, FC Mulhouse, Lille FRA, Olympique de Marselha FRA, Lyon FRA, Torino ITA, Munique 1860 ALE, Al Ain. 🏆 Copa do Príncipe Catar 83 (Al-Saad), Campeonato Francês 90/91 e 91/92; Liga dos Campeões 92/93 (Olympique); Copa das Seleções Africanas 82, Copa da África Ocidental 82-84 (Seleção) 👑 Futebolista Africano do Ano (France Football) 91-93, FIFA 100, Honor Golden Player Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6,5) 📷 Alain Gadoffre / Icon Sport #Meiaatacante #SeleçãoGanesa
- Nakata e o amor pelo futebol
Quem se lembra de assistir desenho animado “Super Campeões”? Uma série japonesa sobre futebol que fez sucesso no começo dos anos 2000 no Brasil. Pois bem, nosso classudo de hoje parece ter saído deste desenho. Chute forte, velocidade e técnica apurada. Estas características fizeram de Nakata um dos maiores jogadores da história do futebol no Japão. Apesar da curta carreira desfilando nos tapetes verdes - aposentou-se aos 29 anos -, o japonês ajudou na popularização do esporte bretão em seu país, além de ter sido ídolo em clubes da Itália, como no Peruggia e Parma. Um bom jogador, boa gente e com uma história curiosa. Nakata foi o principal atleta da Seleção Japonesa em três Copas do Mundo, disputou duas Olimpíadas e mais três Copas das Confederações. Foi o primeiro japonês a fazer certo sucesso na Europa e até conquistou o Campeonato Italiano pela Roma. Por três vezes indicado à Bola de Ouro e outras quatro para o prêmio da FIFA. Grandes feitos, já que saiu de um país com pouca tradição no futebol. Mesmo com o destaque e o sucesso, Nakata cansou-se cedo do futebol. Depois da derrota para o Brasil por 4 a 1, na fase de grupos da Copa do Mundo 06, o classudo nipônico anunciou a sua aposentadoria. Pegou todos de surpresa e limitou-se a explicar dizendo que já estava com esta ideia há alguns meses. E não falou mais sobre o assunto por 8 anos. Para curtir a aposentadoria, resolveu viajar pelo mundo. Conheceu lugares pobres da América do Sul e do Oriente Médio. Onde chegava, não se negava a jogar futebol com os fãs. Em entrevista ao L’Equipe em 2008, comentou sobre suas viagens e afirmou querer conhecer mais o mundo além dos hotéis luxuosos. “Eu sou um cara simples e não quero que me vejam como um jogador de futebol. Quando me reconhecem, explico que apenas sou um cidadão em busca de novos horizontes. Mas continuo jogando em qualquer lugar pelo qual eu passe. Sinto a mesma paixão de quando tinha dez anos. Para mim, é tão agradável jogar descalço na rua quanto em um estádio. E, depois, jogar uma pelada é a melhor maneira de se fazer amigos, descobrir o mundo real. O futebol é um esporte incrível, praticado e amado em todos os lugares que eu visitei”, complementou à época. De certa forma, esta declaração também ajuda a entender os motivos da aposentadoria precoce do classudo. Nakata aposentou-se quando começou a perceber que o futebol estava virando apenas um grande negócio. A paixão que tinha pelo esporte já não era mais importante do que as cifras e contratos publicitários. Estava se sentindo triste e por isso resolveu parar tão cedo a carreira profissional. Em campo, Nakata honrou e muito o terno azul do Japão e foi crucial para alavancar o esporte no país. Fora de campo, quis ajudar a humanidade de alguma maneira com sua paixão pelo futebol. É ou não é um sujeito muito gente boa? Por que Nakata jogava de terno? Nakata teve carreira curta profissionalmente no futebol, mas obteve sucesso. No Japão é ídolo incontestável. Isto porque fazia funcionar o meio-campo, tratava bem a pelota e tinha um bom poder de fogo para chutá-la ao gol. Um apaixonado pelo futebol. Mesmo depois de pendurar as chuteiras, usou o que sabia fazer de melhor para contribuir de alguma maneira, passeando pelo mundo. Como ele mesmo disse certa feita: “Esta volta ao mundo serve para eu descobrir qual o meu papel e como, na minha pequenez, posso ser útil ao mundo”. 👤 Hidetoshi Nakata 👶 22 de janeiro de 1977 (39 anos) 🏠 Japonês 👕 Bellmare Hiratsuka JAP, Perugia ITA, Roma ITA, Parma ITA, Bologna ITA, Fiorentina ITA, Bolton ING e Seleção Japonesa. 🏆 Campeonato Italiano 01/02, Copa Italia 01/02. 👑 (sem títulos individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #Roma #Parma #SeleçãoJaponesa #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #Meia #Fiorentina
- Coutinho: "-Como era a tabelinha com Pelé?-Tabelinha, uai. Um tocava pro outro"
É com essa naturalidade, que um dos maiores gênios do futebol nacional respondia sobre a troca de passes com o seu maior parceiro, Pelé. É claro que falamos de Coutinho, que recusa o apelido de craque. Se reconhece, apenas, como um jogador que sabia se posicionar. Característica, aliás, que não lhe dá orgulho: “Eu tenho orgulho de ter jogado no Santos ”. Apenas isso ele reconhece. Coutinho estreou no Santos bem novo, 14 anos. Ele servia de peça de reposição para a vaga de Pagão, craque que sofria de lesões à época. O jogador, centroavante nato, logo se firmou e pode fazer uma das maiores parcerias da história do Futebol. Coutinho e Pelé marcaram época num Santos fabuloso e que encantou o mundo. A tabelinha referida no título, era a principal jogada dos dois jogadores. O rei do futebol assume que, dentro da área, ninguém superou Coutinho, que evita sempre a alcunha de craque: “Futebol é conjunto e eu não jogava sozinho. Não tem essa de craque!”, confessou em uma entrevista ao UOL esporte, na mesma oportunidade em que “descreveu” a tabelinha com Pelé. A carreira, que iniciou e terminou precoce, é marcada não só pela parceria com Pelé. Tampouco, fica à sombra do rei. Coutinho marcou 350 gols em 457 jogos pelo Santos. Marca que lhe rende a terceira posição em números de gols, atrás de Pelé e Pepe. Pela Seleção, Coutinho estreou com 16 anos e seria titular fácil naquele time que seria bi-campeão mundial. Contudo, sofreu uma lesão e esquentou banco durante todo o torneio. Ficou marcado mesmo num Brasil e Argentina: em 59, Pelé e Coutinho botaram os Argentinos na roda com suas imortais tabelas. Os Hermanos, sem qualquer poder de reação, começaram a apelar e partir pra cima com jogadas mais violentas, com o aval do técnico Guillermo Stábile. Depois de muita falta, Coutinho teve que ser substituído para poupá-lo. Sua carreira, marcante e de alto nível, sempre teve um inimigo: a balança. Sempre teve sobrepeso, um problema para ele e o preparador físico do Santos, Alcino Pelegrini. Por não conseguir fazer o gênio perder peso, foi demitido da equipe. Por conta disso, Coutinho deixou de atuar aos 30 anos. Por que Coutinho jogava de terno? Craque, apesar de recusar o título. Coutinho foi um dos maiores camisas 9 da história do Futebol. Era veloz, técnico e de posicionamento impecável. Tanto, que ele próprio reconhece como principal característica. Numa mesa de boteco, sempre haverá aquele que soltará: “sem Coutinho, Pelé não seria ninguém”. Como esse tipo de afirmação nunca será uma certeza, serve apenas para reverenciar um dos grandes gênios da pequena área. 👤 Antônio Wilson Honório 👶 11 de junho de 1943 🏠 Brasil 👕 Santos, Vitória, Portuguesa, Club Atlas, Bangu, Saad-SP e Seleção Brasileira. 🏆 (principais): Campeonato Brasileiro: 61, 62, 63, 64 e 65; Taça Libertadores da América: 62 e 63, Taça Intercontinental: 62 e 63 (Santos); Copa do Mundo FIFA: 62 👑 Artilheiro da Taça Libertadores da América: 62 e do Campeonato Brasileiro de 62 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,8) #Santos #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1962 #Atacante
- Rivellino: o Homem Elástico
Ele foi a inspiração de Maradona e driblou até Beckenbauer. É ídolo incontestável, seja em São Paulo ou no Rio. O JdT de hoje abre espaço para um dos maiores jogadores de todos os tempos, o “Reizinho do Parque”, Roberto Rivellino. Rivellino começou jogando no futebol de salão, onde aprendeu os dribles curtos e rápidos que mais tarde fariam história nos gramados. Foi revelado pelo Corinthians e já nas categorias de base encantava com tamanha habilidade. Canhoto e com um chute potente, uma de suas características mais marcantes, o craque prodígio chegou a equipe titular alvinegra em 1965. Praticando um futebol vistoso, ele começou a popularizar o drible do elástico, que ficaria tão famoso ao longo dos anos. No Corinthians , o classudo permaneceu por dez anos. No Parque São Jorge, Rivellino viveu muitos momentos felizes, porém, depois da derrota para o Palmeiras na final do Campeonato Paulista de 1974, o craque, que foi acusado por grande parte da Fiel de ter se acovardado, deixou o time alvinegro e seguiu para o Fluminense . A contratação de Rivellino foi o início da era da Máquina Tricolor. Ao lado de Félix, Marco Antonio, Caju, Manfrini e Carlos Alberto Torres, o meia conquistou títulos importantes. A equipe jogava um futebol arte, com toque refinado e até hoje é considerada umas das melhores que o futebol brasileiro já viu. Com a amarelinha o classudo tornou-se inesquecível. Na Copa do Mundo de 1970 brilhou intensamente junto com Jairzinho, Tostão, Gérson e Pelé. Era a seleção mais fabulosa do Planeta conquistando o seu terceiro título mundial. No México, Riva ganhou da torcida o apelido de “patada atômica”, pela força e precisão de seus chutes. Foi o auge do craque, que ainda disputou mais duas Copas do Mundo. Em 1978, o meia transferiu-se para o Al-Hilal da Arábia Saudita. Por lá ganhou alguns títulos, inclusive o sonhado campeonato nacional por um clube, feito que não conseguiu atuando no Brasil. Lá pendurou as chuteiras, em 1981, aos 35 anos. Por que Rivellino jogava de terno? Rivellino entrou para a história como um dos jogadores mais talentosos do futebol mundial, capaz de fazer mágica com sua perna canhota. Com dribles fantásticos e chutes poderosos cravou seu nome na melhor Seleção Brasileira de todos os tempos. Goleador, artista, Rivellino é um craque imortal. 👤 Roberto Rivellino 👶 1º de janeiro de 1946 🏠 Brasileiro 👕 Corinthians, Fluminense, Al-Hilal SAU e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa do Mundo 1970, Campeonato Saudita 1978 (Al-Hilal), Campeonato Carioca 1975 e 1976 (Fluminense) 👑 Bola de Prata 1971, All-Star Team da Copa do Mundo de 1970 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,8) #Corinthians #Fluminense #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1970 #CopadoMundo1974 #CopadoMundo1978
- Dwight Yorke: Um brilho raro na periferia do futebol
Em cada nome que diariamente o JdT relembra para nossos seguidores, se esconde a dificuldade em escrever sobre o classudo, por mais conhecido que seja sua carreira. Mais difícil ainda, é classifica-lo, avaliar em nota uma carreira que oscila para cada leitor que a página tem. A dificuldade, claro, é um enorme desafio para nossos autores, encarado da maneira tão prazerosa, a ponto de sempre buscar nomes que tornem esse desafio ainda maior. Hoje, é um momento como esse: falar do futebol de Dwight Yorke é perpassar sobre o nada explícito futebol de Trinidad e Tobago. Yorke surgiu no futebol não profissional de seu país, formado por pequenas ilhas ao noroeste da Venezuela, já no mar do Caribe. Por lá, o futebol se profissionalizou apenas em 1996, quando Yorke já brilhava no Aston Villa. A TT Pro League surgiu em 1999, depois de três anos da profissionalização do futebol de Trinidad e Tobago, país filiado a CONCACAF. Antes de 96, os principais torneios das ilhas foram a Port of Spain Football League, que durou entre 1908 a 1973 e a National League, que substituiu o primeiro a partir de 74. Nesse cenário, em 89, Yorke é descoberto pelo treinador inglês Graham Taylor, que o levou a jogar, ainda naquele ano, no Villains. Foram dez temporadas com atuações de destaque, até que em 98 o Trinatário-tobagense experimentaria o auge de sua carreira, no tradicional e forte Manchester United, também inglês. Foi em 99 que Yorke formou uma dupla temida em toda Europa, ao lado de Andy Cole. A boa fase rendeu ao jogador o apelido de “The King”, algo seriamente relevante em se tratar da torcida dos Red Devils. Mas não era pra pouco, Dwigth foi um dos artilheiros da Champions League de 98/99, conquistada pelo Manchester, que também conquistara a Premiere League daquele ano e ainda conquistaria o Mundial Interclubes em 99. Na verdade, Dwigth Yorke era o goleador de um time que tinha, além dele e de Cole, nomes como Davd Backham, Keane, Schimeichel, Giggs e Eric Cantona. Um feito improvável para alguém com formação em Trinidad e Tobago. Yorke começou a perder espaço quando Van Nistelrooy chegou a equipe. Coincidentemente, foi na mesma época em que sua vida noturna chamava a atenção do técnico Alex Fergunson. O jogador ficou conhecido como All Nigth Dwigth, no bom português, Dwigth a noite toda. Era muito pro exigente Sir Fergunson, que convenceu a equipe de vende-lo. Foi parar no modesto Blackburn Rovers, em 02, mas os problemas não pararam: foi acusado de indisciplina e falta de entrega nos treinos. Novamente dispensado, pararia no distante Sidney, da Austrália. Da Oceania, Yorke pode presenciar o auge do futebol de seu país: após uma surpreendente vitória contra o México, em 2005, os Soca Warriors – como é conhecida a seleção de Trinidad e Tobago – terminaram em 4º lugar nas Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo FIFA de 2006, dando-lhes o direito de disputar com o Bahein a vaga para participar da competição na Alemanha. A vaga veio depois de um empate em 1x1 em casa e uma vitória fora (0x1). Trinidad e Tobago seria a sexta equipe naquela competição a estrear em Copas do Mundo. E a menos populosa a participar de uma. Aos 34 anos, Yorke esteve naquele time, que sequer marcaria no torneio, mas empataria com a Suécia e terminaria com a 27ª posição. Yorke passou em branco como todo o time, mas fora muito elogiado pela sua disposição e disciplina na marcação. O time caribenho não voltou a disputar Copas do Mundo e Yorke se aposentou em 2009. Por que Dwight Yorke jogava de terno? Dwight Yorke atuava no ataque e como volante num dos maiores times que o Manchester United já teve, conquistando a tríplice coroa pelo time inglês. Num esquadrão repleto de craques, se destacou mesmo não tendo a formação de base que seus companheiros tiveram, mostrando que o futebol vive é dos grandes craques que pequenos países podem oferecer. 👤 Dwight Eversley Yorke 👶 4 de novembro de 1971 🏠 Trinidad e Tobago 👕 Aston Villa ING, Mancherster United ING, Blackburn Rovers ING, Birmingham City INF, Sydney FC, Sunderland ING, Tobago United e Seleção de Trinidad e Tobago. 🏆 Premiere League: 98/99, 99/00, 00/01; UEFA Champions League: 99/00; Mundial de Clubes FIFA: 99. 👑 Além da artilharia da Premiere League de 98/99, não possui outras premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #AstonVilla #ManchesterUnited #Blackburn #SeleçãodeTrinidadeTobago #Atacante #Volante
- Ricardinho: o Mosquitinho Azul
Ele marcou história com o terno azul celeste, teve passagem pelo Japão também, e encerrou sua carreira após uma curta passagem pelo Corinthians. Hoje nossa homenagem vai para Ricardo Alexandre dos Santos, vulgo Ricardinho. Ricardinho começou sua carreira no Cruzeiro, e lá entre os anos de 1994 e 2002 conquistou 15 titulos, o recordista de títulos do clube. Foram mais de 400 partidas pelo clube celeste. Ídolo daquela geração, e um dos grandes ídolos da historia do clube. O apelido de Mosquitinho se popularizou pela voz de Alberto Rodrigues, narrador da rádio Itatiaia, que soube que o pai dele tinha apelido de Mosquito em sua cidade. E como ele era baixinho e veloz, ele então virou o Mosquitinho azul. Ricardinho teve uma passagem de cinco anos pelo futebol japonês, e seu futebol também conquistou os torcedores do Kashiwa Reysol, onde jogou por mais tempo lá. E depois disso voltou ao Cruzeiro, e se aposentou após alguns jogos vestindo a camisa do Corinthians. Por que Ricardinho jogava de terno? Ricardinho ganhou quase tudo com a camisa do Cruzeiro. Sua raça em campo fez com que logo caísse nas graças do torcedor. Era um volante marcador, rápido, e que chegava com qualidade com arremates fortes. 👤 Ricardo Alexandre dos Santos 👶 24 de junho de 1976 (40 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, Kashiwa Reysol JAP, Kashima Antlers JAP, Corinthians, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa Libertadores da América 97, Copa do Brasil 96 e 00, Copa Sul Minas 01 e 02. (Cruzeiro) 👑 Bola de Prata 96 e 00 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #KashiwaReysol #KashimaAntlers #SeleçãoBrasileira #Brasil #Volante
- O polivalente, carismático e completo maestro Júnior
É só ligar a TV na hora do futebol que ele está lá, sorridente e pontual como quem faz das cabines de imprensa um quiosque na areia, comentando os jogos dos times do Rio com a mesma competência outrora arraigada em suas duas pernas dentro de campo. E é ele, o craque ambidestro Leovegildo Lins da Gama Júnior – mundialmente conhecido como Maestro Júnior – quem hoje rege a área da JdT, num tom pra lá de afinado e em total harmonia com a torcida do Flamengo, já que Júnior é o jogador que mais vestiu o terno do Fla em toda a história do clube, contabilizando 865 desfiles de gala no tapete da realeza rubro-negra. Da capital paraibana para as areias do futebol de praia carioca, Júnior foi descoberto por treinadores das categorias de base do Flamengo aos dezenove anos e logo topou fazer o teste no gramado, sem qualquer pretensão de se tornar o “campeão de tudo” pelo time da Gávea na década de 74 a 84, com uma segunda passagem igualmente campeã entre 89 e 93 (e pra lá dos 35 anos!), após um meio tempo de idolatria na Itália. É que essa facilidade de jogar com imensa precisão nas duas pernas, aliada à sua apurada visão de jogo, pensamento ágil e expertise em bolas paradas, de cara fizeram dele ídolo não só do meio de campo e das (duas!) laterais mas, também, das entrelinhas, fosse tentando a carreira de técnico, assumindo o posto de comentarista titular ou, ainda, resgatando e estrelando o futebol de areia no Brasil. Enquanto jogador, Libertadores e Mundial de 81 – além dos quatro Brasileiros e Copa do Brasil – destacam-se na lista de mais de 30 títulos do “Vovó-Garoto” pelo Flamengo. Já pela Seleção Brasileira é quase um pecado admitir que Júnior não teve lá grandes conquistas, embora merecesse como ninguém aquela Copa de 82. Com a amarelinha, restou-lhe a glória de emprestar a voz para o jingle “Voa Canarinho”, sucesso absoluto de público com mais de 800 mil cópias vendidas. E embora seu canto tenha ecoado mais pelo rubro-negro carioca do que com a amarelinha da Seleção, o cargo de maestro continua sendo dele. Qualquer que seja a orquestra, Júnior voa e mostra ao povo que é um rei. Por que jogava de terno? Júnior foi parar na lateral-esquerda por improviso, sem saber que se tornaria um dos maiores craques de todos os tempos na posição. E se a perna esquerda dava passes certeiros, realizava cruzamentos perfeitos, cobrava faltas impecáveis e ainda finalizava brilhantemente pro gol, a direita também. Fosse grama ou areia. 👤 Leovegildo Lins da Gama Júnior 👶 29 de junho de 1954 (62 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Torino ITA, Pescara ITA, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Mundial de Clubes 81, Copa Libertadores da América 81, Campeonato Brasileiro 80, 82, 83 e 92 e Copa do Brasil 90 (Flamengo) 👑 Prêmio FIFA 100 2004; All-Star Team da Copa 82; Bola de Prata (Placar) 80, 83, 84, 91 e 92; Bola de Ouro (Placar) 92; Craque do Brasileirão 92; Melhor Jogador do Campeonato Italiano 85; 100 Jogadores do Século (World Soccer) 99 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8) #Flamengo #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1982 #Lateral #MeioCampo
- A ascensão e queda de Serginho
Relembrar esse personagem e o dia 27 de outubro de 2004 é custoso, mas necessário. Há 12 anos, cairia morto em campo o zagueiro do São Caetano. O jogador era um dos pilares da equipe que tinha uma ascensão surpreendente naquele início de década. O jogo, contra o São Paulo, pela 38ª rodada do Brasileirão, foi interrompido aos 15 minutos do segundo tempo, em 0x0. O episódio veio a ser revelador sobre as devidas preocupações com o atleta profissional no Brasil. O capixaba Paulo Sérgio era daqueles jogadores que habitavam pequenos clubes em busca de espaço para brilhar alguma hora em um grande clube brasileiro. Assim como todo o elenco do São Caetano – e o próprio clube – viu sua sorte mudar graças ao tumultuado, polêmico e controverso campeonato brasileiro de 2000. A surpreendente campanha, renderia ao São Caetano o vice campeonato e a chance de disputar a primeira divisão em 2001, ano que também seria vice-campeão. No ano seguinte, o maior do trunfo do Azulão: o vice da Libertadores. Contar a história do São Caetano é contar a história do zagueiro, que de repente se viu como uma das principais peças daquela equipe que surpreendia o Brasil. Mas tudo mudou naquele 27 de outubro. A morte de Serginho, por parada cardiorrespiratória em pleno jogo, iniciou a derrocada do time do ABC Paulista. Ainda em campo, alguns jogadores revelavam que Serginho tinha sido diagnosticado com problemas cardíacos e que assumira a responsabilidade de seguir a carreira, mesmo que a chance de acontecer algum problema fosse de 1%. Foi só o início de uma polêmica que rendeu para o time a perda de 24 pontos no campeonato, fazendo-o sair da briga pela Libertadores para brigar pelo não rebaixamento. Se o time pagou “em campo” pela responsabilidade da morte do atleta, no Brasil as coisas precisariam mudar para que outras fatalidades não acontecessem. Além do rigor mais firme nos clubes das avaliações médicas e o estado de saúde do atleta, em cada estádio, a partida só pode começar se houver ambulâncias prontamente equipadas para atender pessoas em situações graves e um médico à disposição no local. A FIFA criou um protocolo que recomenda exames básicos para o clube realizar no atleta. A própria família de Serginho vê esse tipo de mudança como consolo. O caso Serginho não foi o primeiro e, infelizmente, nem o último. No início de 2004 o húngaro Miklos Feher, do Benfica, morreu aos 24 anos após cair em campo contra o Vitória de Guimarães. Foi diagnosticado uma arritmia cardíaca. O caso de Marc Vivien Foe, de Camarões, foi ainda mais emblemático, já que sua morte aconteceu em meio a partida entre a seleção de seu país e a da Colômbia, pela Copa das Confederações da FIFA. O mais recente talvez tenha sido a morte de Ekeng, também camaronês, por conta de uma parada cardíaca, na Romênia. O São Caetano, depois daquele 27 de outubro, jamais foi o mesmo: a partida foi remarcada (com muitos protestos dos jogadores) alguns dias depois e os 30 minutos restantes de partida renderam o placar de 4x2 para o São Paulo. O clube e o seu médico foram declarados culpados pela morte do jogador. A pena foi a retirada dos pontos que a equipe conquistou com o zagueiro em campo: 24. Por fim, a equipe terminaria aquele campeonato em 18º, com 53 pontos, a 3 da zona de rebaixamento. A equipe, que até aqeula fatalidade lutou por libertadores, jamais foi a mesma: em 2005 por pouco não foi rebaixada, fato que foi culminado em 2006. A partir dai, jamais o Azulão voltaria a elite do Brasil. Hoje, amarga na Série D do brasileirão e na A2 paulista. Por que Serginho jogava de terno? Serginho atuava como zagueiro e volante. Era muito seguro e firme, características que foram sempre presentes durante sua carreira no São Caetano. Nem sempre titular durante as campanhas surpreendentes do Azulão, mas peça fundamental no único título de expressão da equipe: o paulista de 2004. O que seria dele e do São Caetano sem a fatalidade é um daqueles grandes questionamentos que o futebol ficará sem resposta. 👤 Paulo Sérgio Oliveira da Silva 👶 19 de outubro de 1974, falecido em 27 de outubro de 2004 🏠 Brasileiro 👕 Patrocinense-MG, Social-MG, Democrata-MG, Mogi Mirim, Ipatinga, Araçatuba e São Caetano. 🏆 Campeonato Paulista: 2004 (São Caetano) 👑 Sem títulos individuais Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) #SãoCaetano #Brasil #Zagueiro #Volante









