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  • Índio: Sangue Colorado

    Certamente a identificação por um clube e a conquista de títulos importantes são critérios para se dizer consagrado vestindo determinado terno. Por isso mesmo, Marcos Antônio de Lima, o “Índio”, pode se dizer que é pelo Internacional . Ao longo de quase dez anos vestindo a camisa colorada, Índio chegou ao Internacional de Porto Alegre numa fase em que passava por jejum de títulos pesados. O zagueiro chegou ao time gaúcho em 2005, por indicação do então técnico Muricy Ramalho. Antes disso, Índio penou. Do interior de São Paulo, era cortador de cana em sua cidade natal, Maracaí. Aos 19 anos, foi convidado a fazer um teste no Novorizontino. Teste feito e aprovado, jogou a série C de 95 pelo time paulista. A partir daí, o zagueiro zanzou por times tanto de São Paulo quanto outros times de menor porte do Brasil, como Figueirense e América Mineiro. O fato de não ter se firmado em nenhum, passou pela lesão séria no tornozelo, quando jogava pelo Bragantino. Afastado por seis meses do tapete verde, Índio pensou seriamente em deixar a ainda nova carreira de jogador. Mas não deixou. Recuperado, continuou a vestir ternos e mais ternos no Brasil. Depois de uma passagem de 14 jogos pelo Meca de Minas, o zagueiro desembarcou no Juventude. Não ia muito bem e foi emprestado para o Palmeiras. Longe de ser um jogador de destaque, retornou ao Juventude. Em baixa, o moral do jogador deve ter dado uma guinada quando Muricy indicou sua contratação apontando ser “um potencial reforço”. Agora sim, deu certo: Índio conseguiu se identificar com a torcida, mostrou raça e ergueu taças: a de 05 foi a do Gauchão e em 06 duas das mais importantes: A Libertadores e o Mundial de clubes. Na segunda, Índio protagonizou passagens marcantes: na final, fraturou o nariz, mas continuou na partida e deu início ao lance que culminaria no gol de Adriano Gabiru, na vitória por um a zero contra o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, Messi, Ett’o e Deco. Ao longo de sua carreira pelo Inter, Índio se firmaria na zaga, conquistaria outros títulos e ultrapassaria uma marca significativa: a de mais gols para um jogador da posição. Passou a lenda Elías Figueroa, para muitos, o maior zagueiro da história dos gaúchos. Por que Índio jogava de terno? Índio foi um multicampeão pelo Internacional. E fazer parte de um plantel vitorioso como a do Inter foi preciso classe. Zagueiro de vigor físico era presença certa na área adversária em cruzamentos. Deu certo, já que marcou 33 vezes com o terno colorado, o deixando líder isolado como zagueiro-artilheiro por lá. 👤 Marcos Antônio de Lima 👶 14 de fevereiro de 1975 🏠 Brasil 👕 Novorizontino, Bragantino, Santo André, Figueirense, Botafogo-SP, América-MG, Juventude, Palmeiras e Internacional. 🏆 Títulos principais: Copa Sul Americana: 08; Copa Libertadores da América: 06 e 10; Mundial de Clubes: 06 (Internacional) 👑 Bola de Prata do Campeonato Brasileiro de 2006. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5)

  • Zambrotta: O versátil defensor

    Apesar de computadores, videogames, celulares, entre outros eletrônicos, já existirem, o início dos anos 2000 foi marcado pelo aumento tecnologia no Brasil e no mundo. As crianças começaram a deixar de lado as brincadeiras de rua e os tradicionais “golzinhos de praia” pelos controles da playstation e a realidade virtual do Winning Eleven. Tudo isso pode não querer dizer nada, mas eu tenho certeza que Gianluca Zambrotta fez parte do seu time da master liga por muitos anos. Nascido na cidade de Como, importante centro industrial que fica próximo a cidade de Milão, na Itália, foi lá que Zambrotta fez seus primeiros cruzamentos para o que viria a ser uma carreira de sucesso. Aos dezessete anos, em 1994, apareceu na equipe profissional do time da cidade, onde atuou por 3 temporadas, revezando seu talento pelas laterais e vez ou outra, pelo meio. Pela equipe do Como, Zambrotta disputou as séries B e C da Itália e acabou chamando a atenção do Bari, que tinha acabado de conseguir o acesso para Série A. Chegou ao Bari no ano de 1997. Sua versatilidade e qualidade técnica o ajudaram a conseguir grandes feitos pela equipe. O fato de poder jogar em mais de uma posição, fez com que as oportunidades fossem aparecendo e Zambrotta começou a se destacar pelo campeonato italiano, como quando marcou seu primeiro gol no San Siro e contribuiu para a vitória de 3 a 2 do Bari em cima da Internazionale. Em 99, foi convocado por Dino Zoff, técnico da seleção principal da Itália, para um amistoso contra a Noruega, o jogo acabou em 0 a 0, porém, Zambrotta tornava-se naquele momento o primeiro jogador do Bari a jogar pelo time nacional em 50 anos. O sucesso era inevitável, assim como a venda. Na metade da temporada de 99, Carlo Ancelotti pediu o jovem lateral na Vecchia Signora. Com o Terno da Juventus viveu sua melhor fase, atuando como lateral direito, chegou ao vice-campeonato em sua primeira temporada, e na seguinte, a Juventus acabou campeã. Na campanha do título de 02/03 a versatilidade de Zambrotta foi mais uma vez um diferencial importante para conquista da equipe. Após sofrer uma lesão na Copa de 2002 quando a Itália enfrentava a Coréia do Sul, Gianluca acabou ficando de fora dos primeiros jogos da Juventus no campeonato italiano e para suprir sua falta, o clube acabou contratando Mauro Camoranesi para o seu lugar que por sua ótima fase se tornou o titular da meia direita, quando recuperado da lesão, Zambrotta foi improvisado no lado esquerdo e acabou formando um dos melhores elencos da época, também ao lado de nomes como Thuram, Davids , entre outros. Zambrotta na Juventus ainda chegou na final da Liga dos Campeões, perdendo nos pênaltis para o Milan na temporada 02/03 e conquistou duas supercopas da Itália em 02 e 03. Em 2006 o lateral deixou a equipe depois da queda para a segunda divisão pelo calciopoli, escândalo do futebol italiano. Zambrotta e Thuram seguiram juntos para o Barcelona , pelo clube Catalão, teve uma passagem discreta, sem muitos títulos, ganhando apenas uma Supercopa da Espanha. Em 2008 voltou à Itália para vestir o terno do Milan. Na equipe Rossoneri, participou de um rodízio nas laterais com Antonini e Abate e acabaram por conquistar um campeonato italiano e uma Supercopa da Itália. Em 2012 o Milan decidiu não renovar o contrato de alguns de seus veteranos e Zambrotta acabou sendo um deles e acabou por deixar o clube. Com a saída do Milan , Zambrotta acabou iniciando estudos para tornar-se técnico, já que a aposentadoria parecia próxima. Em julho 2013 recebeu uma proposta para jogar pelo Chiasso da Suíça com abertura para integrar a comissão técnica, cargo que acabou vindo em novembro, com a demissão de Ryszart Komornicki. O lateral que pegou o clube em último lugar e acabou atuando como jogador e técnico da equipe, conseguiu evitar o rebaixamento. Resolveu pendurar as chuteira na temporada seguinte e seguiu como técnico do Chiasso até abril de 2015. Pela Seleção Italiana, Zambrotta atuou em três Eurocopas, um Jogos Olímpicos, três Copas do Mundo e uma Copa das Confederações. Na Eurocopa de 2000 Zambrotta acabou sendo expulso na derrota da Itália para a França na final da competição, O lateral acabou se redimindo na Euro de 2004 em que foi considerado o melhor lateral direito do torneio e na Copa de 2006 que além de ter sido novamente o melhor lateral direito, conquistou o tetracampeonato para a Itália. Por que Zambrotta jogava de terno? Considerado um dos melhores laterais Italianos, Zambrotta se destacou por sua ótima função tática, capacidade técnica, inteligência, versatilidade e raça. Por ser um jogador ambidestro podia atuar pelos dois lados do campo, dando muitas vezes, ótimas opções para seus treinadores. Apesar de ter sido um sólido e bom defensor, Zambrotta também é lembrado por sua qualidade ofensiva, em que estava sempre cobrindo os espaços e aparecendo para ajudar na construção de jogadas. 👤 Gianluca Zambrotta 👶 19 de fevereiro de 1977 🏠 Italiano 👕 Como ITA, Bari ITA, Juventus ITA, Barcelona ESP, Milan ITA, Chiasso SUI e Seleção Italiana. 🏆 (Principais) Campeonato Italiano 01/02 e 02/03 (Juventus); Campeonato Italiano 10/11 (Milan); Copa do Mundo 06 (Seleção Italiana). 👑 Melhor lateral-direito da Eurocopa 04, Equipe do ano da UEFA 06, FIFPro 06, Melhor lateral-direito da Copa do Mundo FIFA 06. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) 📷 Getty Images

  • Samuel: Il Muro

    O título deste texto está italiano, se traduzido para o português entendemos "O Muro". Esta foi a alcunha que Samuel, o zagueiro argentino, recebeu enquanto desfilava nos tapetes verdes da Itália. Um vitorioso em todos os times que passou, esbanjava vigor físico, raça e até uma certa qualidade técnica na arte de defender a área. Destacou-se também na Seleção Argentina, que hoje em dia sofre para organizar o setor defensivo. A trajetória de Samuel no futebol começou no Newells Old Boys. Naquela época, figurava como uma grande promessa no futebol argentino. Por isso, fez parte do elenco da Seleção Argentina sub-20 campeã mundial da categoria em 97. Suas atuações o levaram para o poderoso Boca Juniors de Carlos Bianchi. Mesmo jovem era titular absoluto do time campeão da LIbertadores de 00. Aos 22 anos o zagueiro já tinha conquistado a América. Agora o caminho seria de conquistar a Europa. Chegou à Roma na temporada 01 e era o líbero da forte defesa do time italiano, composta ainda por Aldair, Antônio Carlos e Zebina. Logo em sua primeira temporada, conquistou o Campeonato Italiano. A esta altura, Samuel era um zagueiro de destaque internacional. Embora tenha feito parte da Seleção Argentina que passou vexame na Copa do Mundo de 02, nosso classudo continuava com atuações memoráveis pela Roma. Por elas, chegou ao Real Madrid e se tornou um galático. Mas em terras espanholas não conseguiu o mesmo destaque e ficou por apenas um anos. O melhor estava por vir e Samuel rumou de volta à Itália para atuar pela Internazionale. Foi com o terno "neoazurri" que o defensor argentino viveu os melhores anos da carreira. Como líder da defesa de José Mourinho, conquistou a Tríplice Coroa sendo campeão da Copa da Itália, do Campeonato Italiano e da Liga dos Campeões. Essas conquistas o colocam na história do futebol italiano como um dos maiores zagueiros que por lá atuaram. Por que Samuel jogava de terno? Samuel encantou o mundo do futebol não por dribles, lances plásticos e golaços. Era o zagueiro clássico, que protegia a sua área como uma mãe que cuida do filho. Sua liderança inerente era um dos fatores que levavam os times que atuou se consagrarem campeões. 👤 Walter Adrián Samuel 👶 23 de março de 1978 🏠 Argentino 👕 Newells Old Boys ARG, Boca Juniors ARG, Roma ITA, Real Madrid ESP, Internazionale ITA, Basel e Seleção Argentina 🏆 Campeonato Argentino 98 e 99, Copa Libertadores 00 (Boca Juniors); Campeonato Italiano 00/01 (Roma); Campeonato Italiano 05/06, 06/07, 07/08, 08/09, 09/10 e Copa da Itália 05/06 e Liga dos Campeões 09/10 (Internazionale); Campeonato Suíço 14/15 e 15/16 (Basel). 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro 👔👔👔👔👔👔 (7,5) 📷 Reuters

  • Luisão: O capitão encarnado

    Com só 3 clubes na carreira, 20 títulos em apenas um deles e ídolo de uma torcida apaixonada. O classudo de hoje é o zagueiro Luisão Ânderson Luís da Silva é natural do Amparo, interior de São Paulo. Iniciou sua carreira no saudoso Juventus da Mooca. Mas foi no Cruzeiro onde apareceu no cenário nacional. Pela Raposa conquistou o Campeonato Brasileiro de 2003 e as Copas do Brasil de 2000 e 2003. Se firmou como um dos principais defensores do país e não demorou muito para que um grande da Europa reconhecesse o seu talento. Na janela de transferências do verão de 2003 transferiu-se para o Benfica , dando início a uma gloriosa história que rende capítulos até hoje. Em 03/04 formou uma das principais duplas dos Encarnados ao lado de Ricardo Rocha, não o nosso Xerife, e sim um zagueiro português, que já afirmou que era possível jogar de olhos fechados ao lado de Luisão, tamanho era o entrosamento entre eles. Uma curiosidade sobre Luisão é que ele tem dois irmãos que também são jogadores, e ambos são zagueiros. O mais conhecido é Alex Silva, o pirulito, famoso pela passagem e títulos pelo São Paulo, e Andrei Silva, de passagem pelo Santo André. Luisão e Alex chegaram ser convocados para Seleção para Eliminatórias da Copa em 2008. Luisão completou 500 jogos com a camisa do Benfica e está na lista dos jogadores que mais vestiram o terno dos Encarnados. Além disso, é o jogador que mais vezes entrou em campo como capitão, superando Mário Coluna. Chegou aos 20 títulos conquistados no Benfica, tornando-se o maior campeão da história do clube português. Por que Luisão jogava de terno? Luisão é um zagueiro como manda o script, firme por baixo e muito forte pelo alto. Com seus 37 anos aparenta ter muita lenha para queimar. Com a carreira recheada de títulos, é um dos maiores ídolos da história do Benfica e hoje entra para a galeria de classudos do Joga de Terno. 👤 Ânderson Luís da Silva 👶 13 de fevereiro de 1980 🏠 Brasileiro 👕 Juventus-SP, Cruzeiro, Benfica POR. 🏆 Copa do Brasil 00 e 03, Campeonato Brasileiro 03 (Cruzeiro); Campeonato Português 04/05, 09/10, 13/14, 14/15, 15/16, 16/17 (Benfica); Copa América 04, Copa das Confederações 05 e 09 (Seleção Brasileira). 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,0)

  • Koeman: o maior artilheiro entre os defensores

    O perfilado de hoje do JdT é um dos jogadores de defesa mais técnicos já vistos pelo futebol. O holandês Ronald Koeman desfilou elegância e classe com os ternos vestidos ao longo de sua vitoriosa carreira. Com passagens destacadas por grandes clubes como Ajax, PSV e Barcelona, além da seleção, o líbero colecionou títulos e se tornou o defensor com mais gols na história do esporte: balançou a rede 239 vezes em 17 anos de atividade. Sua trajetória de gols e troféus começou num modesto clube da Holanda: o Groningen. Foi lá que, em 1980, Koeman deu o pontapé inicial da sua carreira. Estreou com 17 anos e 183 dias, tornando-se o terceiro jogador mais jovem da história do time. A idade era mero detalhe levando em conta o desempenho da então promessa: em três temporadas, fez 33 gols em 90 jogos, chegando à seleção holandesa e ao gigante Ajax . Koeman ficou em Amsterdam por dois anos, e, apesar do bom desempenho individual, não foi capaz de impedir que o PSV conquistasse o campeonato nacional naquelas temporadas. Nem mesmo a chegada de Johan Cruyff tirou os títulos dos rivais. Para completar o desgosto da torcida do Ajax, Koeman se transferiu justamente para o PSV em 1986 e ali deu início a uma parceria de sucesso com outro mítico treinador holandês: Guus Hiddink. Juntos, eles mantiveram a superioridade doméstica do time de Eindhoven com mais três campeonatos nas temporadas seguintes e deram ao PSV um título inédito que o solidificou como um gigante do futebol holandês: a Copa Européia de 1988, batendo o Benfica na final. Nesta mesma temporada, o PSV também ganhou a Copa da Holanda, completando assim a conquista da tríplice coroa. Mas aquele ano prometia ainda mais para Ronald Koeman... Na Eurocopa disputada na Alemanha Ocidental, o defensor experimentou na seleção holandesa outra parceria vencedora com mais um técnico monstruoso: Rinus Michels. E desta vez, a Laranja Mecânica não deixou o troféu escapar. Após bater os anfitriões nas semis com direito a gol de Koeman, a Holanda venceu a União Soviética por 2 a 0 na grande final e conquistou aquele que é seu único grande título até hoje. De quebra, Koeman foi para a seleção do torneio, junto de seu parceiro defensivo Frank Rijkaard. Depois daquele ano perfeito, Koeman saiu do PSV no auge em 1989. Além dos canecos, o defensor fez gols e mais gols durante a sua passagem pela equipe: só pelo campeonato holandês, foram 51 tentos em 98 jogos. A temporada 1987-88 foi especialmente produtiva, rendendo 21 gols para Koeman na liga, o seu recorde durante a carreira. Também faturou o prêmio de melhor jogador holandês em 1987 e 88. De Eindhoven, ele partiu para Barcelona para reencontrar Johan Cruyff no “Dream Team” grená do começo dos anos 90. Ao lado de craques como Romário , Stoichkov, Michael Laudrup e Guardiola, Koeman conquistou quatro campeonatos espanhóis consecutivos entre 1991 e 94 e a primeira Copa Européia do Barça em 1992. Inclusive, foi dele o gol do título na final contra a Sampdoria no Wembley. Na temporada 1993-94, chegariam a final do torneio novamente, mas seriam batidos pelo Milan. Pelo menos, Koeman foi um dos artilheiros daquela edição, com 8 gols. No Barcelona, o líbero artilheiro se tornou ídolo e fez sua fama como um dos grandes batedores de falta e pênaltis do futebol mundial. Até hoje, detém o recorde de mais penalidades convertidas consecutivamente no campeonato espanhol, totalizando 25. Após mais de 200 partidas e 90 gols marcados pelos catalões, Koeman deixou o clube um ano depois de se aposentar da Laranja Mecânica. Voltou ao seu país em 1995 para encerrar a carreira pelo Feyenoord, tornando-se um dos poucos jogadores a defender os três maiores times holandeses. Em Rotterdam, Koeman capitaneou o Feyenoord por mais duas temporadas, mas não levantou taças com a equipe. Pendurou as chuteiras em 1997 e em 2000 iniciou sua carreira de técnico no Vitesse, após ter sido auxiliar na Holanda e no Barcelona. Como treinador, Koeman também tem feito sucesso, com títulos e destaque em passagens por clubes como Ajax, PSV e Southampton. Atualmente, comanda o Everton. Por que Koeman jogava de terno? Dotado de extrema habilidade para um jogador de defesa, Ronald Koeman era capaz de exercer com maestria as funções de zagueiro, volante, e, em especial, líbero. Além de ser um defensor completo, Koeman tinha ótimo passe e visão de jogo. Ao longo da sua carreira, o holandês ficou famoso pela precisão extrema na cobrança de faltas e pênaltis, ganhando o apelido de “rei das bolas paradas”. Também era competente na bola aérea e bom finalizador de longa distância. Igualmente magistral em impedir e fazer gols. 👤 Ronald Bristo Koeman 👶 21 de março de 1963 🏠 Holandês 👕 Groningen HOL, Ajax HOL, PSV HOL, Barcelona ESP, Feyenoord HOL, Seleção Holandesa 🏆 Copa da Holanda 1985-86 (Ajax), Campeonato 1986/87, 1987/88 e 1988/89 (PSV), Copa Européia 1987/88 (PSV), Copa da Holanda 1987/88 e 1988/89 (PSV), Eurocopa 88 (Holanda) Copa do Rei 1989/90 (Barcelona), Campeonato 1990/91, 1991/92, 1992/93 e 1993/94 (Barcelona), Copa Européia 1991/92 (Barcelona); Como técnico: Copa da Holanda 2001/02 (Ajax), Campeonato 2001/02 e 2002/03 (Ajax), Campeonato 2006/07 (PSV), Copa do Rei 2007/08 (Valencia) 👑 Jogador Holandês do Ano 1987 e 1988, Seleção da Euro 1988, Artilheiro da Copa Européia de 1993-94 (Barcelona), Melhor Técnico do Campeonato Holandês 2011/12 (Feyenoord) Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔👔 👔 (8,5) #Ajax #PSV #Barcelona #Feyenoord #SeleçãoHolandesa #Zagueiro #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1994

  • Honda: "Quando eu crescer eu não quero ser - eu vou ser - o melhor jogador do mundo"

    Certa vez um garoto escreveu essa frase em uma redação de sua escola no Japão, apesar de não ter chegado ao patamar de melhor do mundo, o garoto acertou outras coisas da sua redação. Sobre o menino, era ninguém menos do que Keisuke Honda. Quando criança Honda tinha o sonho de se tornar um grande jogador a nível mundial, mas ele tinha em mente que para isso ele havia de treinar muito. Seguiu os passos de seus familiares ligados ao esporte e não desistiu do seu sonho. Em sua redação ele dizia que tinha o sonho de jogar a Série A na Europa, e no ano de 2014 tornou-se realidade, Honda chegava ao Milan para vestir o terno de número 10 da equipe. Antes de chegar a Itália o japonês brilhou no CSKA Moscou, VVV-Venio, e Nagoya Grampus. Além de claro ser um dos destaques da sua seleção. Pela seleção nipônica os seus melhores momentos foram na Copa do Mundo de 2010, onde ele foi importante na classificação do Japão para as oitavas de final, sendo inclusive citado por alguns como um dos melhores jogadores da fase de grupos. E no ano seguinte na Copa da Ásia, onde foi eleito o melhor jogador da competição vencida pela sua equipe. Por que Honda jogava de terno? Canhoto, habilidoso e que bate bem na bola. Essas são as principais características que fizeram de Keisuke Honda um bom jogador a nível mundial, e um dos maiores ídolos da Ásia. 👤 Keisuke Honda 👶 13 de junho de 1986 🏠 Japonês 👕 Nagoya Grampus, VVV-Venlo, CSKA RUS, Milan ITA, Seleção Japonesa 🏆 Copa da Rússia 11 e Campeonato Russo 13 (CSKA Moscou); Copa da Ásia 11 e Copa Kirin 07, 09 e 11 (Seleção Japonesa); 👑 Jogador japonês do Ano em 2010 e Melhor jogador Copa da Ásia de 2011 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,5)

  • Cris: de Belo Horizonte a Lyon, símbolo de glórias

    Os torcedores do Cruzeiro e do Olympique Lyonnais guardam em comum boas recordações de um zagueiro. Seguro nas jogadas e com ótima cobertura, o classudo conquistou títulos importantes, fez parte de uma campanha inesquecível no Brasil e ainda cravou o seu nome no futebol francês. Quem desfila no tapete verde do JdT nessa segunda-feira é Cristiano Marques Gomes, que você provavelmente conhece como o zagueirão Cris. Revelado pelo Corinthians , foi na equipe paulista que Cris iniciou sua trajetória profissional em 1995. Quatro anos depois, esteve envolvido em uma troca que até hoje rende assunto nas resenhas por aí. Cruzeiro e Corinthians trocaram zagueiros: João Carlos foi para a equipe alvinegra e Cris chegou em Belo Horizonte para vestir o terno azul e branco. Na Toca da Raposa conviveu ao lado de craques e formou uma dupla defensiva memorável com Edu Dracena. Defendeu o Cruzeiro durante cinco anos e em 2003 integrou o esquadrão azul que conquistou a Tríplice Coroa. Cris foi fundamental no Campeonato Brasileiro, ocupando o lugar de Luisão, que deixou a equipe cruzeirense no meio da temporada para jogar no Benfica. O zagueiro foi um dos líderes do time azul, com muita confiança em campo e no vestiário. As boas atuações do classudo em Minas Gerais chamaram a atenção da Europa. Foi emprestado ao alemão Bayer Leverkusen, onde teve uma rápida passagem. Em 2004, transferiu-se para o Lyon, da França, onde se tornaria ídolo. O zagueiro defendeu as cores da equipe francesa até 2012 e participou de várias campanhas campeãs no Campeonato Francês ao longo desse tempo. Cris é um dos símbolos de uma era muito vitoriosa do Lyon, que contava ainda com Juninho Pernambucano, Edmílson e Benzema. A boa fase na França ainda deu a Cris a oportunidade de vestir o terno da Seleção Brasileira: o zagueiro conquistou a Copa América de 2004 e disputou o mundial de 2006, na Alemanha. Da França, Cris foi para o Galatarasay, da Turquia, em 2012. Depois de um ano, o zagueiro retornou ao futebol brasileiro. Indicado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, assinou com o Grêmio. Cris não permaneceu muito tempo em Porto Alegre e foi negociado com o Vasco no mesmo ano. O retorno ao Brasil não foi tão bom e o zagueiro pendurou as chuteiras em 2013. Por que Cris jogava de terno? Apelidado de “policial” na França, Cris era rápido e certeiro nos desarmes, dominando a defesa. O capitão jogava com raça e intimidava seus adversários. O classudo é, até hoje, uma das figuras mais importantes da história do Lyon, sendo um dos símbolos das grandes vitórias da equipe na década passada. Tanto no Brasil como na Europa, o classudo foi um dos melhores em sua posição. 👤 Cristiano Marques Gomes 👶 03 de junho de 1977 🏠 Brasileiro 👕 Corinthians, Cruzeiro, Bayer Leverkusen ALE, Lyon FRA, Galatarasay TUR, Grêmio, Vasco da Gama, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 98 (Corinthians); Copa do Brasil 00 e 03, Campeonato Brasileiro 03 (Cruzeiro); Campeonato Francês 05, 06, 07 e 08, Copa da França 08 e 12 (Olympique Lyonnais); Copa América 04 (Seleção Brasileira) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,1)

  • Burruchaga: se a sua estrela não brilha não venha apagar a minha

    Existem jogadores predestinados. Eles estão no lugar certo, na hora certa, pra fazer a coisa certa. Em 1986, a Argentina foi do céu ao inferno no Mundial. De desacreditada a uma seleção que, comandada por Don Diego, chegou ao título de maneira heroica (e polêmica). Entre gols de mão e jogos armados, a história conta que Maradona carregou a Albiceleste nas costas. O que não está errado. Mas haviam outros bons jogadores naquela seleção. Dois anos antes, em 1984, o Independiente chegava a mais uma decisão de Libertadores. Contra um Grêmio atual campeão da competição. Nos dois cenários um meia, com característica muito próxima do que é chamado hoje de meia moderno, que pisa na área, chegava e decidia. Jorge Burruchaga tinha estrela. Em 86, recebeu um passe açucarado de Maradona para dar o título da Copa do Mundo para a Argentina, aos 38 do segundo tempo. Em 84, no jogo de ida, no Estádio Olímpico, também recebeu um passe em profundidade para balançar as redes e fazer o único gol do último título da competição para o Rey de Copas. Nascido na periferia, infância difícil como de grande parte dos grandes craques do Terceiro Mundo. Chegou a ajudar a pintar torres de iluminação do Monumental para tirar uns trocados e ajudar a família. Foi dispensado da base do River Plate aos 13 anos. Pensou em desistir. Um olheiro do Arsenal de Sarandí quis o pequeno Jorge que dois anos depois seria contratado pelo Independiente. Foram 235 jogos com o terno Rojo, 72 gols marcados e uma passagem para a França. Ficou sete anos e 140 jogos nos Canários até sua ida ao Valenciennes, onde jogou apenas um temporada, suficiente para se envolver em uma polêmica. O Olympique de Marseille foi acusado de subornar jogadores, para vencer o Valenciennes com facilidade e se poupar para a decisão da Liga dos Campeões daquele ano. Burruchaga disse que foi procurado, mas que não aceitou o valor de 250 mil francos. Por que Burruchaga jogava de terno? Ter técnica e raça podem fazer um grande jogador, mas a estrela o transforma em uma lenda. Apenas os jogadores que tem estrela ficam para história e Burruchaga foi um deles que será lembrado para sempre como o heroi da Argentina em 1986. 👤 Jorge Luis Burruchaga 👶 9 de outubro de 1952 🏠 Argentino 👕 Arsenal de Sarandí, Independiente, Nantes, Valenciennes e Seleção Argentina 🏆 Copa Libertadores 1984, Copa Intercontinental 1984, Recopa Sul-Americana 1985 (Independiente) e Copa do Mundo 1986 (Seleção Argentina). Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,9)

  • Um becão de luvas

    Se um dia existisse uma seleção composta apenas por jogadores-problema do futebol nacional, certamente Fábio Costa iria defender a meta de tal plantel, pois apesar dos momentos bonitos da carreira do ex-arqueiro santista, suas condutas extracampo foram prejudiciais a um desenvolvimento maior como atleta. Porém, nada que o faça desmerecer o título de Classudo. Fábio Costa é o segundo goleiro que mais vestiu o terno do Peixe na história, apenas atrás do lendário Manga, mas antes de ser um ídolo (com seus "poréns") no Santos , o mesmo foi revelado no Vitória. Quatro anos atuando na sua terra natal foram suficientes para conquistar a projeção nacional que todo garoto almeja após estrear no profissional. Rumo a Santos. Ainda garoto e na sua segunda temporada pelo time de Pelé, Fábio Costa já era campeão brasileiro fazendo parte do time que tinha como estrelas Diego e Robinho! Mesmo com seu jeito difícil de lidar, a relação entre torcida e atleta sempre foi de harmonia, até o guarda-redes se transferir para o Timão. Dentro de um elenco milionário e polêmico, o Classudo de hoje demorou a ter sequência de jogos no time do então treinador Passarela. Mas está lá na história! Mais uma vez campeão brasileiro e com sua marca deixada no Corinthians , e também nas pernas de Tinga. Um ano após a conquista da liga nacional pelo Coringão, Fábio retornou ao Santos e é neste momento onde sua imagem começa a se deteriorar com atitudes violentas contra companheiros de equipe e torcida, e que tiveram reflexo dentro de campo! Empréstimos, afastamentos, lesões e o banco foram o sepultamento do goleiro no clube. Ainda com passagens por Atlético Mineiro e São Caetano, o hoje empresário de jogadores tinha um temperamento explosivo, mas a entrega sempre foi nítida. A quem diga que era um zagueiro na posição errada, as divididas pelo chão com os atacantes eram um espetáculo à parte, às vezes um sinônimo de penalidade máxima, porém ninguém o intimidava e, por isso, se tornou um detentor do amor e ódio das torcidas dos clubes em que jogou. Por que jogava de terno? Fábio Costa não foi um goleiro exuberante, mas tinha eficácia nas suas atuações, que fizeram vestir o terno alvinegro santista por 350 oportunidades divididas em duas passagens. Com o pavio curto, mas muito guerreiro dentro de campo. Um jogador aguerrido que anda em falta nos dias de hoje, principalmente na sua posição. 👤 Fábio Costa 👶 27 de Novembro de 1977 🏠 Brasileiro 👕 Vitória; Santos; Corinthians; Atlético-MG e São Caetano. 🏆 (Principais) Copa do Nordeste 97 e 99 (Vitória); Campeonato Brasileiro 02 (Santos); Campeonato Brasileiro 05 (Corinthians). 👑 Seleção do Campeonato Brasileiro 05. Classometro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) 📷 Valeska Silva / Globoesporte.com #Santos #Corinthians #AtléticoMG #Vitória

  • Paco Gento: Señor UEFA

    Qual o jogador com mais títulos da Copa dos Campeões? Se você respondeu Cristiano Ronaldo ou Di Stéfano , você quase acertou pois o classudo de hoje também jogou pelo Real Madrid, não só o maior campeão da UEFA como também o maior campeão espanhol, são essas as façanhas do classudo deste artigo: Francisco “Paco” Gento. Paco Gento iniciou a carreira profissional aos 19 anos em 1952 pelo Racing Santander, em apenas uma temporada já despertou o interesse do Real Madrid, que impulsionado pela propaganda do General Franco formou o primeiro time de galácticos em 1953 com a chegada de Di Stéfano. Com o terno merengue Gento disputou 18 temporadas em alto nível, se não era o principal jogador do elenco, com certeza era peça chave tanto do clube como da seleção espanhola. Até o ano de 2013 Gento era o futebolista espanhol com mais títulos na carreira, superado por Xavi, quando o mesmo conquistou seu 25° título. Talvez algum jogador um dia o alcance em número de títulos na copa dos campeões, finalista em oito edições, Paco conseguiu conquistar seis títulos, mas é praticamente impossível que algum outro atleta consiga ser campeão nacional por doze vezes. Em 1962 nosso classudo junto a Puskas liderou a seleção espanhola na Copa do Mundo, apesar de ser considerado um dos elencos mais fortes da Espanha, não conseguiram passar da primeira fase pois estavam no grupo da “morte” junto de Brasil, México e Tchecoslováquia. Na partida contra a seleção canarinha Gento deu muito trabalho a Djalma Santos, era difícil para o lateral brasileiro parar o espanhol na velocidade. Apesar de termos vencido a partida por 2 a 1 o resultado poderia ser outro se o árbitro da partida não tivesse se equivocado ao assinalar uma falta fora da área quando Nilton Santos na verdade tinha cometido penalti. Inclusive na sequência Puskas marcou um gol de bicicleta, mas o árbitro anulou por jogo perigoso. Nosso classudo encerrou a carreira em 1971 com 24 títulos, duas participações em Copas do Mundo e o status de maior jogador espanhol do Século XX, após o falecimento de Di Stéfano foi eleito presidente de honra do Real Madrid. Por que Paco Gento jogava de terno? Paco Gento foi um dos melhores pontas da história, era extremamente veloz e ousado, adorava dar passes de letra e também de calcanhar, cobrava escanteio, tinha grande visão de jogo e controle de bola. Há um vídeo no YouTube de todas as vezes que Gento tocou na bola durante a partida contra o Brasil em 62, neste vídeo é possível ver que ele infernizou a vida de Djalma Santos, inclusive driblou nomes como Didi e Garrin cha . 👤 Francisco Gento López 👶 21 de Outubro de 1933 🏠 Espanhol 👕 Racing Santander, Real Madrid ESP e Seleção Espanhola 🏆 (Principais) Campeonato Espanhol: 53/54, 54/55, 1956/57, 57/58, 60/61, 61/62, 62/63, 63/64, 64/65, 66/67, 67/68, 68/69, Copa dos Campeões: 55/56, 56/57, 57/58, 58/59, 59/60, 65/66 (Real Madrid) Eurocopa 64 (Seleção Espanhola) 👑 (Principais) Golden Foot Legends Award : 2004, World Soccer : Os 100 maiores jogadores de todos os tempos (81°) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) 📷 Diario As

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