top of page

Resultados de busca

Search this site

758 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Terno de Linha #5 - Seleção Chilena 2015-17: a geração que conquista o continente mas não conhece o

    Oitavas de final da copa de 2014. Os donos da casa sofrem pra vencer, nos pênaltis, seus companheiros de continente. Brasil e Chile fizeram um jogo duro que por pouco não teve um placar - e um classificado - diferente: o chute de Pinilla no travessão aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, poderia ter tirado o pais anfitrião e ter dado mais um momento de glória aos chilenos. Momentos de glória que vieram, nos dois anos seguintes. Após a eliminação no mundial de 14, o Chile receberia a Copa América, em 2015. Jogando em casa, era a oportunidade perfeita da seleção anfitriã mostrar valor do time comandado por Sampaolli. E o bom futebol, mostrado desde antes da eliminação pro Brasil na Copa, surtiu efeito: comandada por Vidal e Vargas, com boas atuações do goleiro Bravo, o elenco cheio de outros bons nomes chegou à final contra a poderosa Argentina de Messi. Um 0x0 no tempo normal, aflorou a emoção de ambos os times naquela final no Estádio Nacional. De um lado, o time da casa que busca seu primeiro título em sua história. Do outro, uma potência mundial, com o maior jogador do mundo vestindo a 10, querendo quebrar um incrível jejum de 23 anos sem título. Deu Chile! O título da Copa América de 2015 já gabaritava aquele time a aparecer na história do pais. Festa regada a muito vinho e mais uma competição uma ano depois, nos EUA, pra defender o título: a Copa América Centenário. Sim, a edição posterior àquela do Chile viria apenas um ano depois (e não os quatro habituais), para se comemorar os 100 anos da primeira edição do torneio continental. E pela primeira vez fora da América do Sul e com um campeão inédito, essa edição prometia forte emoção: Argentina sedenta de títulos, Brasil em busca de recuperação após péssimos resultados na Copa do Mundo em casa e na Copa América. Colômbia também vinha forte e ainda poderia ter surpresas vindo de países convidados. Mas o Chile de Sampaolli definitivamente se fez valer como o melhor futebol sulamericano: Brasil em crise sairia ainda na primeira fase. O Chile passaria em segundo no grupo que tinha ainda Argentina, Panamá e Bolívia. A única derrota viria justamente contra os hermanos, Contudo, mesmo não tendo a melhor das campanhas, o Chile "passeou" contra o México nas quartas, num sonoro 7x0. Depois, contra Colômbia um seguro 2x0. Na final, a velha conhecida Argentina de Messi. No que poderia ser a redenção do camisa 10 argentino, deu Chile novamente, sagrando-se Bicampeão do torneio e consagrando de vez a geração mais vitoriosa do país. Dois títulos, boa fase nas eliminatórias e toda a esperança do mundo num futuro que prometia para o selecionado chileno. em 2017, mais uma final, dessa vez na Copa das Confederações na Rússia (a primeira final intercontinental do país), contra a campeã mundial Alemã. Mas o título de 1x0 para os alemães não tirou a esperança chilena de um grande mundial em 18. A campanha nas eliminatórias foi caindo, e a seleção duas vezes campeã da América, dependia da última rodada, contra o Brasil, para carimbar a passagem a Rússia. A campanha, que vinha irregular de 2016 para 2017 contava com uma derrota em casa contra o Paraguai, por exemplo. Além disso, para não se classificar, o Chile dependeria de outros resultados, como uma vitória da Argentina, mau das pernas e que Peru ou Colômbia não pontuassem no jogo entre eles. Ainda, tinha o saldo de gols que aliviava em prol dos Chilenos. Mas, o Brasil, já classificado para o mundial de 2018, aplicou um bom 3x0, Argentina ganhou, e Colômbia e Peru empataram, fazendo que, no saldo, o Chile fosse eliminado. A promissora geração chilena ruiu, ficando definitivamente na história, pelo sucesso e fracasso de uma geração de talento. 🏆 Campeão Copa América 2015 e Copa América Centenário 2016 👕 Time base: Claudio Bravo, Isla, Medel, Gonzalo Jara, Beausejour, Marcelo Diaz, Aránguiz, Vidal, Jorge Valdívia, Eduardo Vargas e Alexis Sanchez. Técnico: Jorge Sampaolli e Juan Antonio Pizzi 👤 Os principais classudos: Claudio Bravo, Eduardo Vargas e Aléxis Sanchez. 📺 Jogos decisivos: Chile 0 (4) x (1) 0 Argentina - Final da Copa América de 2015 e Chile 0 (4) x (2) 0 Argentina - Final da Copa América Centenário de 2016. ⚽ Isla, aos 35' do 2º tempo da vitória de 1x0 contra o Uruguai pelas quartas-de-final da Copa América de 2015 #SeleçãoChilena

  • O punk sueco

    Quem tem classe, tem classe e Fredrick Ljungberg, ou Freddie, chega com ela ao JdT hoje. E, se falarmos que chega desfilando pelo tapete verde, não é nenhuma mentira, porque além de ter feito parte do esquadrão imortal do Arsenal, o meio-campista ainda arrumou um tempo para ser modelo de grife. O sueco construiu sua carreira no Arsenal, atuando em 328 partidas durante quase dez anos no clube. Quando chegou em 1998, muito pouco se sabia sobre ele no Reino Unido, mas seu desempenho no jogo de eliminatórias para a Europa foi decisivo para leva-lo a vestir o terno dos Gunners e depois compor uma das, se não a melhor, equipe da história do clube. A temporada 2001/02 foi um ponto alto de sua trajetória, quando Ljungberg marcou 17 gols em todas as competições, sendo muitos deles decisivos. O Arsenal levava a Premier League, a Copa e a Supercopa da Inglaterra, preparando o campo para aquela equipe que ficou conhecida como Invencíveis; e o meia era nomeado o melhor sueco do ano, superando Ibrahimovic na premiação. Freddie levantou sua segunda taça da Premiere League ao lado de Anelka, Bergkamp, Thierry Henry, Campbell, Kolo, Touré, Ashley Cole, Lauren, Lehmann, Vieira, Gilberto Silva e Robert Pirès, cravando seu nome como parte do time que entrou para a história do campeonato, da Inglaterra e do futebol. Pela Suécia, seu futebol rápido e imponente já tinha lugar desde as equipes de base até se tornar capitão em 2006, registrando 14 gols em 75 jogos em dez anos. Depois de deixar o Arsenal em 2007, teve curtas passagens em vários clubes na Inglaterra, Escócia, Estados Unidos, Japão e Índia, sem o brilho tamanho que encontrou naquele time. Hoje é assistente técnico no Wolfsburg, depois de ter passado uma temporada treinando as categorias de base do Arsenal. Por que jogava de terno? Ljungberg entrava em campo com fome de jogo, e buscava sempre explorar ao máximo suas capacidades de força, agilidade e velocidade no meio campo, não à toa levava o apelido de punk sueco. Coloque ainda uma carreira paralela como modelo nessa lista, aí sim, é muita elegância. 👤 Karl Fredrik Ljungberg 👶 16 de abril de 1977 (40 anos) 🏠 Sueco 👕 Halmstads BK, Arsenal, West Ham United; Seatle Sounders, Chicago Fire SC, Celtic, Shimizu S-Pulse, Mumbay Cit e Seleção Sueca. 🏆 Campeonato Sueco 97, Copa da Suécia 95 (Halmstads); Premier League 01/02 e 03/04, Copa da Inglaterra 02, 03 e 05 (Arsenal); Us Open Cup 09 (Seattle) e Copa da Escócia (Celtic). 👑 Jogador Sueco do Ano 02 Classômetro: 👔👔👔👔 👔👔👔 (7,4) #Arsenal #Meia #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #SeleçãoSueca

  • Dai algum o que é de Gum

    O juiz apita e ali, do banco de reservas, ele vê todo o jogo acontecer. Ninguém grita seu nomes nas arquibancadas, não é o mais procurado pela imprensa. Ele poderia ser apenas mais um jogador reserva mas não é, nem para o time nem para a história do Fluminense. Estamos falando de um bicampeão brasileiro, vice-campeão da Sulamericana e um dos jogadores com mais jogos com a camisa tricolor mas que hoje não goza do mesmo prestígio de quando da sua chegada às Laranjeiras. Hoje nós vamos contar uma história de mais de 8 anos com o mesmo terno. Desde seu auge à decadência e um quase anonimato. Hoje é dia de Gum! Em agosto de 2009 o Fluminense anunciava a chegada do zagueiro Welington Pereira Rodrigues, mais conhecido apenas como Gum, uma aposta tricolor depois de um período de destaque na Ponte Preta. O momento não poderia ser pior para o clube. Em um péssimo momento no Campeonato Brasileiro, tudo que eles mais precisavam era de um zagueiro que evitasse tomar gols. E... não foi isso que aconteceu. O começo do jogador no clube não foi dos melhores e o que já estava ruim se tornava ainda pior e o Fluminense via o fantasma do rebaixamento cada vez mais assustador. Mas com a chegada de Cuca o clube começou uma arrancada poucas vezes vistas no futebol. Venceu 10 jogos seguidos até o fim da competição, inclusive com gols decisivos daquele que deveria apenas evitá-los. Gum também foi decisivo para o Fluminense na campanha da Sulamericana de 2009, tanto na defesa, quanto no ataque. Seja na bola área ou na hora de partir pra cima dos jogadores do Cerro Porteño em um briga após o jogo que deu a vaga na final para o Flu. Gum, afinal, se mostrava um jogador lutador. Em mais de uma maneira... Agora o ano é 2010 e as atuações melhoravam. O time também. Formando zaga com Leandro Euzébio, outro jogador bastante contestado, foram campeões brasileiros já naquele ano, repetindo o feito em 2012, com direito a ser a zaga menos vazada naquele ano. Em 2013 a montanha-russa do Fluminense trouxe novas emoções ao torcedor. O atual campeão brasileiro novamente brigava para não cair. E se o time perde é porque tomou gols, e se tomou gols naturalmente a zaga será contestada. Agora a dupla Gum & Leandro Euzébio já não era vista com os mesmos olhos. A torcida queria novas contratações, o fim de ambos com a camisa tricolor. O rebaixamento não se confirmou naquele ano, nem o fim da história de Gum com o Fluminense. Leandro Euzébio se foi. Ele ficou. E permanece até hoje. Por que joga de terno? Atualmente se recuperando de uma lesão no pé que rendeu duas cirurgias e o impede de atuar desde fevereiro deste ano, Gum vive uma relação de amor e ódio com a torcida nesses mais de 350 jogos. É a mesma relação vivida com o clube. Se ele vai bem, Gum serve, se está mal, Gum é horrível. Se está no time titular "precisamos de zagueiro". Se está na reserva "volta Gum". Em seu auge, um zagueiro com boa noção de desarme e excelente no jogo aéreo. Hoje um pedaço da história do Fluminense sentado ali no banco de reservas personificada como zagueiro. Gum. Guerreiro. 👤 Welington Pereira Rodrigues 👶 4 de janeiro de 1986 (31 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Marília, Internacional, Ponte Preta e Fluminense 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 10 e 12 e Primeira Liga 16 (Fluminense) 👑 Não há títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,3) #Fluminense #Brasil #Zagueiro

  • Referência e liderança

    Talvez um dos nomes mais importantes para o que se concebe como “volante moderno”. Provavelmente o técnico mais revolucionário das últimas décadas. E certamente um exemplo de referência e liderança em campo. Estamos falando de Pep Guardiola, mas hoje o texto de dedica apenas a sua carreira como jogador. Guardiola foi um volante literalmente classudo que iniciou sua carreira aos 13 anos no Barcelona, em 1984. Ficou na base do clube até 1990, quando estreou no profissional, com 19 anos. Tornou-se titular na temporada 90/91, quando o clube catalão, sob o comando de um tal de Johan Cruyff, venceu o Campeonato Espanhol. Ali, começava a se formar o famoso “Dream Team”, talvez o time que tenha inspirado os valores de Guardiola para o futebol. A geração vencedora que vai até 96 sob o comando de Cruyff tinha um toque de bola envolvente, passes rápidos, exímios atacantes e espírito vencedor. Estrelas como Zubizarreta, Ferrer, Koeman, Stoichkov, Laudrup e Romário passaram por ali. Guardiola, então, com o terno azul e grená, já se destacava por seus precisos passes, visão de jogo e muita qualidade para bater na bola. Além disso, seu grande carisma e personalidade foram muito importantes para que se tornasse o líder conhecido na Espanha como “diretor de orquestra”, uma espécie de proteção do treinador em campo. Ainda na temporada 91/92, Pep copou primeira Liga dos Campeões da história do Barcelona, título mais importante de sua carreira. Com 21 anos, ‘El Filósofo’ já estava na história do clube da Catalunha. Além do título europeu, Guardiola levantou 4 canecos seguidos do Campeonato Espanhol, de 1990 até 1994. A geração de Cruyff, então, colocava de vez seu nome na história. E Guardiola, como prêmio, foi convocado pela primeira vez para a seleção principal espanhola. Ainda em 92, Pep também participou da campanha vitoriosa da Espanha nas Olímpiadas de Barcelona. Obviamente a história de qualquer grande jogador também se faz de perdas. E Pep amargou o vice-campeonato da Liga dos Campeões em 94, ao sofrer uma goleada histórica de 4x0 para o então poderosíssimo Milan. Ali, marcava-se, de certa forma, o declínio da geração conhecida como Dream Team. Mas Guardiola já era um ídolo. Com a aposentadoria de José Mari Barkero, Guardiola assumiu a faixa de capitão e se consolidou de vez como líder e referência. Nas temporadas 97/98 e 98/99, dividiu as atenções com Figo, Rivaldo e Kluivert. Ficou no Barcelona até 2001 e, depois de algumas lesões o atrapalharem, foi tentar a sorte no futebol italiano, onde passou por Brescia e Roma. Em 2003, foi ajudar o futebol do Catar a se desenvolver, jogando no Al-Ahli. E encerrou sua carreira, em 2006, atuando no clube mexicano Dorados de Sinaloa. Por que jogava de terno? Pep Guardiola foi símbolo de uma das gerações mais vitoriosas do Barça e encantou o mundo com sua qualidade de passe e visão de jogo. Pra completar, é uma referência de capitão e liderança da história contemporânea do futebol, o que certamente o ajudou a se tornar um dos melhores técnicos do mundo. 👤 Josep Guardiola i Sala 👶18 de Janeiro de 1971 (46 anos) 🏠 Espanhol 👕 Barcelona, Brescia, Roma, Al-Ahli, Dorados de Sinaloa e Seleção Espanhola 🏆 (títulos principais) Campeonato Espanhol 90/91, 91/92, 92/93, 93/94, 97/98 e 98/99; Copa do Rei 97 e 98; Liga dos Campeões da UEFA 91/92 (Barcelona); Medalha de Ouro dos Jogos Olímipicos de Barcelona de 1992 (Seleção Espanhola) 👑 Melhor Jogador Jovem da Europa 1992 (Troféu Bravo), Melhor Jogador Espanhol 1992, Melhor jogador estranheiro da Liga do Catar 2004 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,1) #CopadoMundo1994 #SeleçãoEspanhola #Volante #Barcelona

  • O técnico com mais tempo de casa no Brasil

    O título não é exagerado e, sempre que possível, precisa E DEVE ser exaltado. No cenário futebolístico brasileiro, que os clubes vivem altos e baixos durante a temporada, um treinador que completa um ano à frente de uma equipe já deve ter o seu devido reconhecimento. Mas o que dizer de SEIS? Você não leu errado, são SEIS ANOS, SEIS MESES E CINCO DIAS que Cláudio Tencati está no comando do Londrina Esporte Clube, campeão da Copa da Primeira Liga na última quarta-feira, dia 4. Considerado um técnico novo, com 43 anos, Tencati teve passagens por clubes menores do interior do Paraná antes de chegar ao Londrina. Quando foi contratado, em abril de 2011, o Tubarão estava na segunda divisão do Campeonato Paranaense e fora das quatro divisões nacionais. No primeiro ano como técnico da equipe paranaense, o treinador venceu a série B e, de quebra, levou o Londrina de volta para a primeira divisão estadual. Em 2013 o técnico comandou a equipe que foi campeã paranaense do interior (título conquistado em outras três oportunidades: 15, 16 e 17). Feito que classificou o clube para a Série D do Brasileiro do ano seguinte. Em 2014 Tencati viveu um ano de extremos, começando questionado com a equipe na zona de rebaixamento do estadual e terminando com o título paranaense, após 22 anos, e o acesso para a Série C do Brasileiro de 2015 (campeonato que a equipe foi vice-campeã e garantiu o acesso à segunda divisão nacional). Mas o maior título da curta carreira ainda estava por vir. Em uma competição recheada de grandes times do cenário nacional, mas com pouco prestígio entre os participantes, Tencati e o Londrina se destacaram por levar a sério o campeonato, que resultou em uma campanha invicta de seis jogos, com quatro vitórias e dois empates. Por que joga de terno? Formado em Educação Física, Claudio Tencati iniciou a carreira como preparador físico e hoje faz parte da nova safra de treinadores brasileiros. Apesar de ser o técnico mais longevo do Brasil a relação com a torcida nem sempre é um mar de rosas, sendo o técnico, por muitas vezes, questionado principalmente por suas escolhas nas escalações do Tubarão. A curta carreira dá mostras de ser promissora. 👤 Cláudio Tencati 👶 5 de dezembro de 1973 (43 anos) 🏠 Cianorte (PR) 👕 Cianorte, Paranavaí, Iraty e Londrina. 🏆 Primeira Liga (17) e Campeonato Paranaense (14). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,5) #Técnico #Brasil

  • Um polivalente arretado

    Polivalente é aquele jogador que atua em mais de uma posição dentro da cancha. Corre o risco de ser lateral, volante ou meia-atacante e não ser bom em nenhuma delas, certo? Bom, este não é o caso de Souza, nosso classudo de hoje. Famoso pela técnica para bater na bola, agilidade para fugir dos adversários e, claro, pela boa resenha e carisma de boleiro, atuou por grandes clubes no Brasil e tem a sala de troféus cheias. O São Paulo foi o primeiro clube em que Souza destacou-se no Brasil. Foram 6 temporadas no tricolor paulista, onde jogou de lateral, volante e meia-atacante. Foi uma passagem com 133 jogos e marcou 47 gols, além de vários títulos importantes na história do clube. Era tão xodó de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo naquela época, que certa vez ganhou do cartola um cavalo manga larga pelas boas atuações com o terno tricolor. Souza conta que o saudoso dirigente do São Paulo, pagava o "bicho" pelas vitórias com dinheiro vivo. E o nosso classudo, sabendo quando tinha muita chance de vencer o jogo, levava junto com a chuteira uma bolsa para guardar o dinheiro e comemorar a vitória. Quanto "bicho" Souza levou do São Paulo, heim? Após conquistar uma Libertadores, Mundial e Brasileiro pelo São Paulo, Souza foi vendido ao PSG em 08. A passagem foi curta já que no mesmo ano voltou para o Brasil por empréstimo para atuar no Grêmio. Agora no tricolor gaúcho, fez parte do grupo que chegou à final da Libertadores e derrotado pelo Boca Jrs. Ainda passou pelo Fluminense e Cruzeiro, antes de rodar com a sua experiência por times menores do Brasil. Até a metade desse ano, atuou pelo Brasiliense já com 38 anos. Souza é, sem dúvida, daqueles boleiros das antigas que quer sempre desfilar nos tapetes verdes. Por que jogava de terno? Souza fez sua carreira atuando com o terno 6, 8 ou 10. Em todas as posições contribuía com criatividade e equilíbrio nas equipes que atuou. Um coringa para os técnicos, com currículo vitorioso e um líder dentro do vestiário. Soube usar a polivalência a seu favor e por isso, pode-se dizer que atuou de terno. 👤 Willamis de Souza Silva 👶 4 de fevereiro de 1979 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 CSA, Botafogo, Libertad (PAR), Guarani, Portuguesa, São Paulo, PSG, Grêmio, Fluminense, Cruzeiro, Ceará, Passo Fundo, Caxias e Brasiliense. 🏆 Campeonato Brasileiro 06 e 07, Libertadores 05 e Mundial Interclubes 05 (São Paulo). 👑 Bola de Prata 06. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #SãoPaulo #Volante #Brasil

  • Irreverente e histórico

    A copa do Mundo de 1994 é cheia de histórias memoráveis. Uma delas, com certeza, é a campanha da Suécia na competição. Depois de chegar a uma final inédita em 1958, jogando em casa, a seleção passou décadas sem brilhar. O jogo virou justamente no mundial dos Estados Unidos, quando a equipe terminou em terceiro lugar. Mas é impossível falar dessa geração sem lembrar do goleiro Thomas Ravelli. Uns o consideravam fanfarrão, outros gostavam da forma cômica e até irresponsável do jogador debaixo das redes. O fato é que Ravelli tem seu nome gravado na história do futebol mundial e hoje é o perfilado do JdT. Nascido na pequena cidade de Vastervik, Ravelli iniciou sua trajetória no futebol defendendo o Östers. Estreou em 1979 e no ano seguinte já era campeão nacional. Dez anos depois, transferiu-se para o IFK Gotemburgo, onde se tornou ídolo e símbolo de uma equipe que dominou as competições por anos. O goleiro sagrou-se hexacampeão nacional entre os anos 1990 e 1996. Na seleção o classudo também atingiu marcas históricas: foram 143 partidas como o número 1 da Suécia. Ravelli apareceu para o mundo já veterano, disputando seu primeiro mundial só aos 30 anos. Se na Itália, em 1990, os nórdicos decepcionaram, na Copa do Mundo seguinte eles fizeram história. Nos gramados norte-americanos a Suécia surpreendeu. Ravelli fechou o gol e claro, fez gracinhas, dançou e pulou. Destaque para a sua atuação nas quartas-de-final, quando o goleirão classudo defendeu duas cobranças de pênaltis dos romenos, garantindo a Suécia na semifinal, após empate em 2x2 no tempo normal e na prorrogação. A semifinal foi justamente contra o Brasil de Bebeto e Romário. O Brasil criou muitas chances, mas a bola insistia em não entrar, com Ravelli fazendo uma grande partida. O goleiro fazia questão de dançar em frente as câmeras a cada oportunidade perdida dos brasileiros. Mas já nos últimos minutos Romário fez Ravelli parar de sorrir. O baixinho subiu entre os defensores suecos e marcou de cabeça o gol da classificação. Na disputa pelo terceiro lugar, a Suécia atropelou a Bulgária por 4x0. Por que jogava de terno? O príncipe dos palhaços, como era conhecido por suas maluquices em campo, fazia questão de brincar com a seriedade e com a tensão envolvida nos jogos, até nos mais difíceis e importantes. Com 1,88m, Ravelli foi realmente um paredão por onde passou. Defendeu com classe os ternos que vestiu e tornou-se lenda no futebol sueco. Era rápido, elástico e fazia do gramado um palco para os seus shows. 👤 Thomas Ravelli 👶 13 de agosto de 1959 (58 anos) 🏠 Sueco 👕 Östers e IFK Gotemburgo (SUE), Tampa Bay Mutiny (EUA) e Seleção Sueca 🏆 Liga Sueca 80 e 81 (Östers), Liga Sueca 90, 91, 93, 94, 95 e 96 ( IFK Gotemburgo) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6.8) #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1994 #SeleçãoSueca #Goleiro

  • O Sr. Arsenal

    O perfilado de hoje é simplesmente um dos maiores jogadores da história do Arsenal. Tony Adams dedicou toda a sua carreira aos Gunners e é uma lenda para a equipe do Norte de Londres. Além do time vermelho, o zagueiro defendeu o terno da seleção inglesa por 13 anos. Mas foram as 22 temporadas no Highbury que o tornaram um mito e renderam uma estátua em sua homenagem ao lado de Thierry Henry e Dennis Bergkamp em frente ao Emirates Stadium. A trajetória de Adams teve seu pontapé inicial no começo dos anos 1980. Após três anos na base do Arsenal, debutou pela equipe em 1983, com apenas 17 anos. Três temporadas depois, o promissor zagueiro já era titular e conquistava sua primeira copa da liga inglesa. Daí em diante, foi só afirmação. Aos 21 anos, o defensor já se tornara capitão do time. E muitos mais títulos estavam por vir. Até 1991, vieram dois troféus do campeonato inglês, o último deles com apenas uma derrota. Nos dois anos seguintes, mais uma FA Cup e outra copa da liga. Sem contar as várias premiações individuais. Entretanto, nem tudo foram rosas. Um problema com o alcoolismo, iniciado em meados da década de 80, atrapalhou sua carreira. Desde brigas em casas noturnas a acidentes de trânsito, culminando em prisão, tudo retratado em sua autobiografia. Mas Adams conseguiu se sobressair. E um fator preponderante foi a chegada de Arsene Wenger ao comando técnico do Arsenal em 1996. O treinador francês reformou a dieta dos jogadores, acolheu seu capitão e ali foi forjada uma importante parceria. O resultado foi bom: rendeu dois “doubles” (campeonato + FA Cup) à equipe em 98 e 2002. E que equipe. Lembrar de Henry, Bergkamp e cia certamente é algo que acontece com frequência na cabeça dos torcedores Gunners. Mas em agosto de 2002, antes do início de uma nova temporada, Tony Adams anunciou sua aposentadoria, para tristeza da torcida. Era o fim da trajetória do Sr. Arsenal pelos Gunners, o capitão de maior sucesso e o segundo jogador com mais partidas pelo clube. Mas seu legado fica, irretocável. Em 2008, foi “eleito” o terceiro maior jogador da história da equipe em uma votação. E sua estátua ao lado das de Bergkamp, Henry e o lendário treinador Herbert Chapman comprova a importância do zagueiro, que dedicou toda sua carreira ao clube. Pela seleção inglesa, foram três Euros e uma Copa do Mundo. Uma trajetória de respeito e também importante, embora sem o protagonismo do Arsenal. Ainda assim, foi capitão em diversas oportunidades e um destacado defensor no English Team. Foram 66 partidas durante um longo intervalo, que fez dele o único jogador a representar a Inglaterra em torneios em três diferentes décadas (80, 90 e 2000). Por que jogava de terno? Defensor alto, forte e, principalmente, inteligente, Adams era o comandante ideal para a linha de zaga do Arsenal. No alto de seus 1,91 metros, ele se impunha fisicamente e regia seus companheiros, sendo também muito técnico. Era disciplinado e um líder nato, permanecendo capitão da equipe por 14 anos, até sua aposentadoria. Adams é uma verdadeira bandeira do Arsenal e representa o poderio do time no fim do século passado. Excelente zagueiro e líder multicampeão pelos Gunners. 👤 Tony Alexander Adams 👶 10 de outubro de 1966 (50 anos) 🏠 Inglês 👕 Arsenal (ING) e seleção inglesa. 🏆 Copa da Liga Inglesa 87 e 93; Campeonato Inglês 88/89, 90/91, 97/98 e 01/02; Copa da Inglaterra 93, 98 e 02 (Arsenal). 👑 Jogador jovem do ano no campeonato inglês 87; Seleção do ano do campeonato inglês 87, 94, 96 e 97; Time do Século do campeonato inglês (1907–2007); Hall da fama do futebol inglês 04. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8,0) #Arsenal #SeleçãoInglesa #CopadoMundo1998 #Zagueiro

  • Fábio Aurélio

    4 times na carreira e todos gigantes, Fábio Aurélio é daqueles jogadores que tem a carreira feita na Europa e é pouco lembrado aqui no Brasil. Revelado pelo São Paulo, estreou pelo time principal com apenas 17 anos. Nas três temporadas atuando no Morumbi foi importante nos títulos estaduais de 1998 e 2000. As atuações de Fábio Aurélio chamaram a atenção do futebol europeu, mais especificamente do Valencia da Espanha. Logo na primeira temporada em solo europeu chegou à final da Liga dos Campeões, porém não jogou a final contra o poderoso Bayern de Munique. E na temporada seguinte ajudou o Valencia a conquistar o título espanhol, encerrando um jejum de mais de 30 anos sem títulos de Los Che. A temporada 03/04 seria a consolidação para Fábio, mas foi a partir daí que sua carreira passou a ser atrapalhada por lesões. Uma fratura na perna o deixou fora de praticamente toda a temporada. Seu treinador no Valencia era Rafa Benítez, que fora contratado em junho de 2004 pelo Liverpool. O técnico indicou a contratação de Fábio Aurélio que então rumou à terra de Rainha. Seu primeiro jogo oficial lhe rendeu o título da Supercopa da Inglaterra, mas a temporadas seguintes não foram como Fábio esperava. As lesões o atormentavam e o Liverpool não podia contar com o jogador por uma temporada completa. Os diretores dos Reds ofereceram uma renovação de contrato com o salário em produtividade por jogos disputados na temporada, o que foi prontamente recusado por Fábio. O jogador acabou dispensado em maio de 2010. Em 2012 foi contratado pelo Grêmio, porém rompeu os ligamentos do joelho direito em um coletivo, e só foi estrear pelo clube gaúcho no Campeonato Gaúcho de 2013. Aposentou-se ao fim daquele ano ao término do seu contrato. Por que jogava de terno? Fábio Aurélio era um lateral de qualidade técnica, não a toa permaneceu por um bom período atuando na Europa. Porém as lesões o atrapalharam por um bom tempo na sua vida de jogador profissional, fato que o impediu de alçar voos maiores na carreira. 👤 Fábio Aurélio Rodrigues 👶 24 de setembro de 1979 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Valencia-ESP, Liverpool-ING, Grêmio. 🏆 Campeonato Espanhol 01/02 e 03/04, Copa da UEFA 03/04 (Valencia); Supercopa da Inglaterra 06 (Liverpool). 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,0) #Liverpool #Lateralesquerdo #Brasil

  • O paredão celeste

    Se a torcida do Cruzeiro está comemorando o pentacampeonato da Copa do Brasil, muito se deve ao Fábio. Não só pelo pênalti defendido na cobrança de Diego, podemos falar da defesa no pênalti do Luan, Grêmio, na semifinal, ou nas inúmeras defesas que ele fez em outros jogos. Fábio é um dos goleiros mais regulares nos últimos anos atuando no futebol brasileiro. Ontem ele brilhou mais uma vez com o terno celeste, terno este que ele já vestiu por mais de 700 vezes. O título da Copa do Brasil conquistado este ano tem um gosto especial para ele. No ano passado ele sofreu uma grave lesão no meio da temporada, e só voltou a atuar no inicio do brasileiro desse ano. Muitos diziam que ele não voltaria a ser titular ou que ele iria aposentar, pois o seu substituto direto, Rafael, entrou muito bem na equipe. Mas assim que ficou disponível Mano Menezes bancou a sua volta, com ritmo de jogo se tornou peça fundamental do time e foi decisivo na conquista. Decisivo nas últimas três conquistas do clube, os dois Brasileiros e a Copa do Brasil, Fábio é ídolo e vem se firmando como um dos melhores goleiros que já vestiram o terno azul. Por que joga de terno? Uma das principais características do Fábio é a saída de gol no mano a mano, abafa o atacante como ninguém. O reflexo apurado é um dos seus pontos fortes também. 👤 Fábio Deivson Lopes Maciel 👶 30 de setembro de 1980 (36 anos) 🏠 Brasileiro 👕 União Bandeirante, Atlético Paranaense, Vasco da Gama, Cruzeiro e Seleção Brasileira 🏆 Copa Mercosul 00, Campeonato Brasileiro 00 (Vasco da Gama); Campeonato Brasileiro 13 e 14, Copa do Brasil 00 e 17 (Cruzeiro), Copa América 04 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Prata da Revista Placar de Melhor Goleiro do Campeonato Brasileiro 10 e 13, Prêmio Craque do Brasileirão (Seleção do Campeonato) 10 e 13 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (7,8) #Cruzeiro #SeleçãoBrasileira #Goleiro

bottom of page