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  • A classe e elegância de Mauro Silva

    No início dos anos 1990, um time alvinegro do interior de São Paulo encantou o Brasil. O Bragantino foi campeão paulista em 90 e vice-campeão brasileiro no ano seguinte. Se o clube não conseguiu manter a boa fase nos anos seguintes, pelo menos conseguiu revelar grandes nomes do futebol brasileiro, como o “pofexô” Vanderlei Luxemburgo e o classudo e discreto volante Mauro Si lva. E é este o escolhido de hoje do JDT. Mauro Silva vestiu o terno de apenas três clubes durante os 19 anos de carreira. Ao contrário do qu e muitos pensam, seu primeiro clube foi o Guarani, onde em 1989 foi vice-campeão paulista. No ano seguinte, que ele ficou conhecido nacionalmente ao chegar no Clube Atlético Bragantino. Em 1991, ele levou o prêmio Bola de Ouro da Placar, como melhor jogador do Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, foi Bola de Prata. Es se desempenho chamou a atenção dos espanhóis e, em 1992, apresentou-se no La Coruña. E sobram motivos para confirmar porque ele virou ídolo por lá. Em 13 temporadas, somou 471 jogos, sendo o segundo jogador que mais vestiu a cami sa do Dépor, atrás apenas de Fran, que foi contemporâneo de Mauro Silva. Foi neste período que o La Coruña viveu os melhores anos, conquistando o único título espanhol da história, na temporada 1999/00. Em uma eleição feita durante as comemorações de 110 anos do clube, em novembro de 2016, Maurão foi escolhido o maior jogador da história. Ele, inclusive, já virou nome de rua na cidade espanhola. A história c om a Seleção Brasileira co meçou quando ainda defendia o Bragantino. Em 1991, foi titular no vice-campeonato da Copa América. Mas foi em 1994 que se consagrou para os brasileiros. Foi titular durante as sete partidas da Copa do Mundo e um dos grandes responsáveis pelo forte sistema defensivo no tetracampeonato mundial. No total, tem 58 jogos com a amarelinha. Por que Mauro Silva jogava de terno? Discreto, eficiente e muito disciplinado, Mauro Silva foi referência dentro e fora de campo. Ele se acostumou a jogar rodeado de jogadores muito mais técnicos e habilidosos. Consciente disso, compensava com muita dedicação, disciplina tática e conseguia desempenhar, de forma muito eficiente, o papel dentro de campo. A idolatria que conquistou no La Coruña se deu também pela fidelidade que demonstrou, recusando propostas de clubes maiores. Quando teve uma lesão detectada no tornozelo, que acabou encerrando sua carreira em 2005, teve uma proposta do presidente do Depor para renovar por mais quatro anos, mas recusou por entender que não poderia ter o mesmo desempenho. 👤 Mauro da Silva Gomes 👶 12 de fevereiro de 1968 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Bragantino, La Coruña ESP e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Espanhol 00 e Copa da Espanha 95 e 02 (La Coruña), Campeonato Paulista 90 (Bragantino), Copa do Mundo 94 e Copa América 97 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Ouro Placar 91, Bola de Prata Placar 92 e 9º melhor jogador do Mundo pela Fifa 94. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,2) 📷 Getty Images

  • Di Natale: "Il Tóto de Údine"

    O classudo de hoje é um dos maiores goleadores da Itália nos últimos tempos, Antonio Di Natale. Di Natale nasceu em Nápoles apesar de ter iniciado sua carreira no futebol no norte da Itália, sendo aceito para as categorias jovens do Empoli. Em meados de 1996 chegou aos profissionais, porém foi emprestado 3 vezes para o Iperzola, Varese e Viareggio, respectivamente. Demorou a se firmar no Empoli, porém na temporada 99-00 conseguiu se destacar apesar da modesta campanha no campeonato, onde o Empoli terminou em nono lugar na Série B do Campeonato Italiano. Na temporada 01-02 ajudou sua equipe a conquistar o acesso à 1ª divisão italiana, terminando em quarto lugar no campeonato. Destaque do time, Di Natale terminou o campeonato como artilheiro da equipe, marcando 16 gols dos 60 que o clube marcou. Na temporada seguinte seguiu como artilheiro da equipe, porém desta vez o Empoli quase acabou rebaixado, ainda assim marcou 13 gols. Na temporada 03-04 seu time fez uma péssima campanha e acabou sendo rebaixado, porém Totò permaneceu na Série A, quando a Udinese o contratou para a temporada seguinte, dando início a uma bela história. Em sua primeira temporada na Udinese, ajudou o clube a conquistar o quarto lugar no Campeonato Italiano e uma vaga na Liga dos Campeões, competição que o clube de Udine não disputava há tempos, sendo essa temporada 04-05 uma das mais positivas em sua passagem. Essa temporada individual de Di Natale só foi superada pela 09-10 quando o jogador fez 29 gols na Série A, contribuindo com 54% dos gols da Udinese nesse campeonato. Além disso, venceu o prêmio de Futebolista Italiano do Ano e ainda ficou em segundo lugar junto de Didier Drogba na disputa da Chuteira de Ouro da UEFA, perdendo apenas para Lionel Messi que então havia marcado 34 gols. Não menos importante, na temporada seguinte Di Natale continuou como um dos maiores goleadores da Série A com 28 gols em 36 jogos, média de 0,78 gols por jogo, a melhor da Itália e terceira melhor da Europa. Ao decorrer das seguintes temporadas a média de gols foi diminuindo e o jogador começou a cogitar sua aposentadoria, o que acabou sendo anunciado que ao fim da temporada 13-14 deixaria o futebol, porém considerou a sua decisão e pendurou as chuteiras ao fim da temporada seguinte, colocando um ponto final nos seus 10 anos de Udinese levando seus 227 gols na mala, deixando saudade no coração dos torcedores friulani. Por que Di Natale jogava de terno? Marcar tantos gols e jogar por mais de uma década num mesmo clube, ainda mais este sendo de menor expressão na Itália é pra poucos. Totò Di Natale deixou sua marca na Udinese, não só pelos gols mas também pela dedicação e entrega que mostrou durante sua passagem pelos friulani. Goleador nato e jogador de poucos clubes, mais um italiano para a nossa galeria de classudos. 👤 Antonio Di Natale 👶 13 de outubro de 1977 🏠 Italiano 👕 Empoli ITA, Iperzola ITA, Varese ITA, Viareggio ITA, Udinese ITA e Seleção italiana 🏆 Sem títulos de destaque por equipe. 👑 Oscar del Calcio 2012, Artilheiro do Campeonato Italiano 09/10, 10/11. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,0)

  • Renato Gaúcho: Renight

    Semana passada nós discutimos com os classudos que nos seguem na nossa pagina do Instagram (@jogadeterno) quem foi melhor: Romário ou Ronaldo. Hoje a pergunta é: quem foi mais boleiro nos anos 90, Romário ou Renato Gaúcho ? Ambos curtiam as praias e noites cariocas, futevôlei, fugiam de treinamento, sempre eram vistos com mulheres diferentes, brigas em campo, polêmicas fora dele e gols. Gols demais. O nome completo do classudo de hoje é Renato Portaluppi, nome que ele tem usado atualmente já que praticamente todo jogador que vira técnico ganha nome e sobrenome. Mas como aqui só vamos falar da carreira dele como jogador, será apenas Renato Gaúcho mesmo, nome que o consagrou em uma época que era muito comum a alcunha do jogador ser ligada ao estado dele (Juninho Pernambucano, Júnior Baiano, Marcelinho Paraíba, etc), e como é evidente, ele começou a carreira no Rio Grande do Sul, com o terno do Grêmio, ainda em 82. No ano seguinte o atacante já era campeão da Libertadores e da Copa Intercontinental, com direito aos dois gols da vitória na final contra o Hamburgo, da Alemanha. Aí o cara deslanchou, foi convocado pra Copa do Mundo de 86 mas cortado por indisciplina por Telê Santana. E esse foi só um dos casos polêmicos envolvendo o jogador. Como ele fazia gol pra caramba conseguia se manter em alto nível em equipes de ponta. Foi para o Flamengo em 87 e ajudou o time a ser campeão do Módulo Verde do Campeonato Brasileiro. E recebeu a Bola de Ouro da Placar como melhor jogador da competição. Depois, trocou as praias cariocas - das quais sempre foi frequentador assíduo - pelo clima europeu da Itália, na Roma, sua única passagem por um clube fora do Brasil. De lá, voltou pro Flamengo, foi pra Copa em 90 até parar no Botafogo. Você se lembra dele lá? Os botafoguenses que se lembram talvez queiram esquecer. Fez um péssimo início no Brasileiro de 91 e foi emprestado ao Grêmio. Quando voltou, no ano seguinte, o Glorioso estava em ótima fase no Brasileiro de 92. Na final, o confronto contra o antigo clube, o Flamengo, que venceu o primeiro jogo por 3x0. No dia seguinte à derrota, os jornais e TVs mostravam Renato em um churrasco comemorativo na casa de Gaúcho, antigo companheiro dos tempos de rubro-negro. Pegou mal demais e o afastamento foi imediato. Da praia para as montanhas de Minas, vestiu também os ternos de Cruzeiro e Atlético-MG. Aí bateu aquela saudade da maresia, sol escaldante, mulheres de biquini e tudo aquilo que ele sempre curtiu. E foi defender o Fluminense. Mais uma vez se via enfrentando o Flamengo, na final do Campeonato Carioca de 95. Só que dessa vez a história foi diferente. De um lado Romário, o melhor jogador do mundo naquele ano, do outro Renato Gaúcho. O jogo estava 2x2 e o título estava indo para a Gávea. Aílton recebeu a bola, avançou, cortou o zagueiro Jorge Luiz para um lado, cortou para o outro e mandou pra área. Ali, parado, Renato fez apenas um pequeno movimento com o tronco, o suficiente para a bola bater na sua barriga e morrer na rede. E estava então eternizada a barriga de Renato Gaúcho. Gol que oficialmente não existe, já que na súmula o juiz anotou o gol para Aílton. No ano seguinte, viu o Fluminense ir muito mal no Campeonato Brasileiro. Era um dos líderes da equipe e prometeu que se ele fosse rebaixado andaria pelado na rua. Bem, de fato o Fluminense não jogou a série B em 97 depois que o rebaixamento foi anulado devido ao "caso Ivens Mendes" de manipulação de resultados, o suficiente para ele não cumprir a promessa. Para completar as histórias curiosas envolvendo Renato Gaúcho, ele foi encerrar a carreira no Bangu, já em 99. A ideia do time era ser campeão carioca em anos múltiplos de 33, como havia sido em 33 e 66. O atacante, já em fim de carreira, era o grande nome e esperança de gols. O resultado? Penúltimo lugar e o fim da superstição do Bangu e da carreira do jogador. Por que Renato Gaúcho jogava de terno? Versátil, mulherengo, bom finalizador, provocador, técnica pra jogar e pra pular o muro da concentração. Sabia prender a bola quando precisava e quando não precisava também. Conhecia o caminho do gol e o caminho da praia. E, claro, artilheiro. Poderia ser Romário, mas é Renato Gaúcho. Você pode achar um absurdo ele ser comparado ao Baixinho com uma nota tão diferente no nosso Classômetro. Mas o futebol dos anos 90 nos trouxe grandes nomes que além de jogarem muita bola também eram folclóricos. Romário era um deles. Renato Gaúcho também. Porque o futebol também é história. E essa cara tem muitas pra contar. 👤 Renato Portaluppi 👶 9 de setembro de 1962 (54 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio, Flamengo, Roma (ITA), Botafogo, Fluminense, Cruzeiro, Atlético-MG, Bangu e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Libertadores da América 83 e Copa Intercontinetal 83 (Grêmio); Módulo Verde da Copa União 87 e Copa do Brasil 90 (Flamengo); Copa América 89 (Seleção Brasileira). 👑 Artilheiro da Copa Europeia/Sulamericana 83, 7º Melhor jogador do Mundo pela revista World Soccer 84, Bola de Prata pela revista Placar 84, 87,90, 92 e 95 e Bola de Ouro 87. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,2)

  • Xabi Alonso: "Por toda a vida, foi um sonho para nós. Todos os grandes jogadores levantaram essa taça

    Que sonho é este que eleva o status de um jogador para o de atletas de nível tão alto com Zizou, Pelé e Maradona? A Copa do Mundo é um título para poucos, e o jogador de hoje é campeão mundial e mais um pouco. Xabier Alonso Olano, ou simplesmente Xabi Alonso defende as cores do Bayern de Munique atualmente. Ele tem origem basca e começou sua trajetória no futebol pela Real Sociedad, porém logo foi emprestado ao SD Eibar sem sequer atuar pelos profissionais. Retornou ao fim da temporada 2000-01, para agora sim tornar-se protagonista em seu clube. Atuou como titular durante três temporadas, sendo eleito uma das grandes revelações da La Liga na temporada 2002-03 onde a Real Sociedad por pouco não conquistou o título espanhol, ficando apenas 2 pontos atrás do Real Madrid. Na temporada 2004-05 o Liverpool o contratou a pedido do técnico Rafa Benítez e logo de cara foi eleito a melhor contratação do ano ao lado de seu conterrâneo Luis Garcia. Eram companheiros de clube e seleção, ao lado de seu novo companheiro Pepe Reina. Xabi se destacou no Liverpool e tornou-se peça fundamental na conquista da Liga dos Campeões UEFA já na sua primeira temporada na terra da Rainha. Ao decorrer desta temporada ainda foi campeão da Supercopa da UEFA e vice-campeão do Mundial de Clubes da FIFA, em partida memorável para a torcida são-paulina, perdendo a final do campeonato para o São Paulo por 1x0. Pelo Liverpool ainda conquistou a Copa da Inglaterra e a Supercopa. Em 4 de agosto de 2009, Alonso foi anunciado pelo Real Madrid como novo reforço para a temporada 2009-10. Em sua passagem pelo Real sempre teve destaque no meio-campo, e por lá permaneceu por cinco temporadas, participando das conquistas de vários títulos como o Campeonato Espanhol, na temporada 2011-12, a Liga dos Campeões na temporada 2013-14 e também as Copas do Rei de 2011 e 2014. Porém no dia 28 de agosto de 2014 em uma rápida negociação o volante de 32 anos foi anunciado pelo Bayern de Munique, com contrato válido por 2 anos. Em dezembro de 2015 ampliou seu vínculo com o clube até 2017. Sua estréia com a Seleção Espanhola foi em 30 de abril de 2003, num amistoso com o Equador onde a Fúria venceu por 4x0. Alonso ajudou a seleção e chegar às fases finais da Euro 2004 e da Copa do Mundo de 2006, marcando o primeiro gol da Espanha na copa, abrindo a goleada por 4-0 na estreia no torneio, contra a Ucrânia, em junho de 2006 . Em 29 de junho de 2008, Alonso foi, junto a sua equipe, campeão da Euro 2008. Jogou como capitão na terceira partida da fase de grupos, contra a Grécia, sendo eleito o melhor jogador da partida. Participou das eliminatórias do torneio, como reserva na maioria das partidas. Seu ápice na Seleção Espanhola foram os títulos da Eurocopa de 2008 e 2012 além da Copa do Mundo de 2010 disputada na África do Sul. Em 2014 anunciou sua aposentadoria da Seleção após a Copa, colocando um ponto final na vitoriosa passagem pela seleção de seu país. Por que Xabi Alonso jogava de terno? Xabi Alonso foi um volante de extrema qualidade técnica nos principais fundamentos para um jogador da sua função, tem como principal arma os passes e arremates de média a longa distância. O raciocínio e o reflexo o tornam diferenciado, fazendo com que a falta de velocidade seja compensada nestes quesitos. Xabi é daqueles que devem dizer que quem corre é a bola, seu futebol de classe o faz ingressar na galeria dos jogadores que jogam de terno. 👤 Xabier Alonso Olano 👶 25 de novembro de 1981 🏠 Espanhol 👕 Real Sociedad (ESP), Eibar (ESP), Liverpool (ING), Real Madrid (ESP), Bayern de Munique (ALE) e Seleção Espanhola 🏆 Liga dos Campeões da UEFA 04/05, Copa da Inglaterra 05/06 (Liverpool); Campeonato Espanhol 11/12, Copa do Rei 10/11, 13/14, Liga dos Campeões da UEFA 13/14 (Real Madrid); Campeonato Alemão 14/15, 15/16, e 17/17, Copa da Alemanha 15/16 (Bayern de Munique); Eurocopa 08 e 12, Copa do Mundo 2010 (Seleção Espanhola). 👑 Equipe da Eurocopa 2012 e Time do Ano da UEFA 2012. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,4)* *nota reavaliada #RealMadrid #Liverpool #BayernMunique #SeleçãoEspanhola #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Volante

  • Didi: o senhor futebol

    O esporte mais popular do planeta comete suas injustiças, mesmo que involuntariamente. Muitos jogadores, embora sejam ícones para os apaixonados por futebol, mereciam o triplo do reconhecimento que possuem. Certamente, um deles é Didi (Valdir Pereira), apelidado de “Mr. Football” durante a Copa do Mundo de 1958. Valdir iniciou sua carreira profissional em 1946, no Americano Futebol Clube, de Campos dos Goytacazes (RJ), com 16 anos. Mas nada foi fácil. Em 1944, Didi sofreu uma infecção na perna esquerda e quase teve que amputá-la, mas os deuses do futebol não permitiriam esse desperdício de talento. Depois do Americano, Didi teve passagens rápidas por Lençoense e Madureira, antes de chegar ao Fluminense, em 1949, quando começou a demonstrar sua elegância em campo, que o rendeu o apelido de “Príncipe Etíope”, criado por Nelson Rodrigues, ilustre torcedor do tricolor carioca. No Fluminense, Didi logo assumiu um papel de destaque e fez parte do lendário time que contava com Castillo, Pinheiro, Telê Santana e Carlyle. Sua carreira começava a deslanchar. Em 1950, deixou de ser uma promessa para fazer história: Didi marcou o primeiro gol da história do Maracanã, jogando pela seleção carioca. O mundo começava a conhecê-lo, tanto é que, em 1952, o jogador foi um dos destaques do time tricolor no importante título da Copa Rio, uma espécie de Mundial organizado pela antiga CBD e pelo próprio clube das Laranjeiras, que completava 50 anos de existência. No mesmo ano, foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, onde rapidamente se firmou, jogando a Copa do Mundo de 1954, quando o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela poderosa Hungria liderada por Puskas. Seguiu no Fluminense até 1956, não conseguindo mais títulos, mas entrando para a história com 91 gols em 298 jogos e com a criação da eternizada cobrança de falta no estilo “folha seca”, técnica que consistia em bater na bola com o lado externo do pé, fazendo-a girar sobre si mesma e modificar sua trajetória. Depois, apenas via-se a bola caindo lentamente no fundo do gol. Em 1956, Didi foi jogar no Botafogo de Garrincha, Nilton Santos e Quarentinha. Tornou-se ídolo dos alvinegros rapidamente e continuava a mostrar sua classe, técnica e maestria com lançamentos precisos para Garrincha, que quase sempre terminavam em gols. A dupla se eternizaria na história do clube de General Severiano. Em 1958, veio o ápice. Com 29 anos, Didi jogou sua segunda Copa do Mundo na Suécia e se eternizaria na história do futebol mundial. Titular absoluto do esquadrão brasileiro que contava com Djalma Santos, Zagallo, Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Zito, Dida e Vavá, Didi encantou o mundo com sua elegância e maestria. Revolucionou o que conhecemos por ‘meio-campo’ e se tornou o cérebro do time, dando início ao que chamamos hoje de ‘jogo bonito’. O Brasil, após uma campanha memorável, conseguiu seu primeiro título mundial e Didi foi eleito o melhor jogador da competição (mesmo ao lado de Pelé, Garrincha e tantos outros craques), quando ganhou seu eterno apelido de “Mr. Football”. Em 1959, foi para o Real Madrid jogar ao lado de Puskas e Di Stefano (que terá um texto aqui na página muito em breve). Porém, o brasileiro não conseguiu apresentar o futebol que o consagrou. Várias histórias dão conta que Didi teria sofrido um boicote de Di Stefano, o líder da equipe. Em 1987, Didi disse em entrevista à Revista Placar que não foi bem no Real Madrid porque os europeus gostavam de jogadores que davam carrinhos e ele só saía de campo com o terno limpo. “Pra quê isso tudo, se eu chegava na frente e deixava os atacantes na cara do gol? Eles ficavam danados”, disse o craque. Em 1960, Didi voltou ao Botafogo, que se tornou o clube que o ‘Príncipe Etíope’ mais vestiu a camisa: 313 jogos, 114 gols, 3 títulos cariocas e 1 Rio-SP. Tornou-se uma lenda. Em 1962, mais estava por vir. O Brasil defendia o título da Copa do Mundo com mais uma legião de craques. Pelé, o maior deles, lesionou-se ainda na primeira partida e abriu a brecha para Didi e Garrincha desfilarem seu futebol entrosado do Botafogo e ganharem ainda mais destaque. A seleção brasileira conquistaria seu segundo título mundial, num torneio que ficou conhecido como “A Copa de Garrincha”. Depois do bicampeonato mundial, Didi, já com 33 anos, passou a trocar de clube constantemente, passando por Sporting Cristal (PER), Veracruz (MEX) e São Paulo, onde encerrou sua carreira em 1966. Mas Valdir não pararia por aí. Tornou-se técnico e fez a seleção peruana voltar a disputar uma Copa do Mundo em 1970, após 40 anos. Mas o Brasil estaria no meio do caminho do ‘folha seca’ e o Peru seria eliminado pela seleção canarinho nas quartas de final por 4x2. Didi também foi um dos técnicos do Fluminense na época em que o clube ficou conhecido como “A Máquina Tricolor”, em 1975 e 1976. Passou por inúmeros clubes, fez história em alguns, mas não conseguiu muitos títulos, mantendo sua carreira de treinador até 1990. No dia 12 de Maio de 2001, Didi faleceu no Rio de Janeiro após várias complicações provocadas por câncer. E, ainda assim, fica algo interessante: Valdir Pereira faleceu no Hospital Universitário Pedro Ernesto, que fica a poucos metros do Maracanã. Por que Didi jogava de terno? Didi é uma das maiores referências futebolísticas para os termos classe, elegância e maestria. Foi bicampeão mundial com a seleção brasileira, criou um estilo único de bater falta e era dono dos meio-campos por onde passou. Para muitos, só fica atrás de Pelé e Garrincha quando falamos de craques brasileiros. Didi, afinal, é o “Senhor Futebol”. 🚹 Valdir Pereira 👶 08 de Outubro de 1928, faleceu em 12 de Maio de 2001 (72 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Americano, Lençoense, Madureira, Fluminense, Botafogo, Real Madrid (ESP), Sporting Cristal (PER), São Paulo, Veracruz e Seleção Brasileira 🏆 Copa Rio 52 (Fluminense); Taça dos Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões da UEFA) 59/60, Troféu Ramón de Carranza 59 (Real Madrid); Copa do Mundo 58, Copa do Mundo 62 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Ouro da Copa do Mundo FIFA 58; All-Star Team - Craque do time das estrelas da Copa do Mundo FIFA 58; All-Star Team - Craque do time das estrelas da Copa do Mundo FIFA 62; 7º Maior jogador Brasileiro do século XX pela IFFHS 99; 19º Maior jogador do Mundo no século XX pela IFFHS 99; 100 Craques do Século - World Soccer 99; 25º Maior Jogador do século XX pelo Grande Júri FIFA 2000 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9) #Fluminense #RealMadrid #CopadoMundo1962 #SeleçãoBrasileira #Botafogo #Meia #Brasil

  • Valdo: Disciplina e maestria

    Dia 19 de dezembro de 2004. O Botafogo entra em campo lutando contra o rebaixamento. E consegue. Empata por 1 a 1 com Atlético-PR em Curitiba e segue na elite do futebol brasileiro. Mas para um jogador, a carreira de atleta se encerra neste dia. Valdo, meia conhecido por sua disciplina tática e com experiência acumulada de grandes clubes e duas Copas do Mundo, se despediu dos gramados aos 40 anos. Valdo Cândido Filho nasceu em 1964 em Siderópolis (SC). Começou nas categorias de base do Figueirense, mas se tornou jogador profissional no Grêmio. Foi no Tricolor gaúcho que assinou o primeiro contrato, em 1984. Chegou a atuar na ponta-esquerda, mas se destacou mesmo como meia de criação. O bom desempenho de Valdo no Grêmio chamou a atenção do técnico da Seleção Brasileira , Telê Santana. Com 22 anos, ele foi convocado para a Copa do Mundo de 86, sendo reserva. Dois anos depois, ele deixou o país para vestir o terno do Benfica. E além do bicampeonato português, Valdo brilhou na Liga dos Campeões 89-90, quando o time português ficou com o segundo lugar. Em 89, foi um dos principais nomes no título brasileiro da Copa América. No ano seguinte, foi o responsável por organizar o meio-campo no então inovador esquema 3-5-2 na Copa do Mundo da Itália. Em 91, Valdo partiu para a França defender o PSG e por lá conquistou o Campeonato Francês duas vezes. Voltou ao Benfica em 95 e, dois anos depois, desembarcou no Nagoya Grampus. Então, ele viveu um dos momentos mais difíceis da vida. Em 97, a filha dele, Tathielle, então com 13 anos, faleceu após sofrer um acidente de carro no Brasil. Em entrevista ao UOL, Valdo disse que o futebol o ajudou a superar esse momento de tristeza. “Eu não quis ficar muito tempo sem jogar bola, pois jogando eu estava em outro mundo”, afirmou. Aos 34 anos, Valdo voltou ao Brasil e viveu uma grande fase no Cruzeiro . Passou ainda por Santos, Atlético-MG, Juventude e São Caetano antes de encerrar a carreira no Botafogo, em 2004. Depois de pendurar as chuteiras, tentou a carreira de treinador, mas hoje está no Congo, onde é uma espécie de caça talentos para fomentar o futebol local. Por que Valdo jogava de terno? Valdo era um jogador extremamente disciplinado e que todo treinador adorava, por cumprir a parte tática e técnica com maestria. Além disso, cuidava-se muito, tanto que, aos 34 anos, ainda jogava em alto nível e viveu um do melhores momentos da carreira com a camisa do Cruzeiro. Toda essa disciplina fez ele conseguir cumprir o seu papel até os 40 anos, quando se aposentou. 👤 Valdo Cândido de Oliveira Filho 👶 12 de janeiro de 1964 (54 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio, Benfica (POR), PSG (FRA), Nagoya Grampus (JAP), Cruzeiro, Santos, Atlético-MG, Juventude, São Caetano, Botafogo e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Gaúcho 85, 86, 87 e 88 (Grêmio); Campeonato Português 88/89 e 90/91 e Taça de Portugal 95/96 (Benfica); Campeonato Francês 93/94 e Copa da França 92/93 e 94/95 (PSG); Recopa Sul-Americana 99, Campeonato Mineiro 98 e Copa Centro-Oeste 99 (Cruzeiro); Copa América 89 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Prata 88 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,9) 📷 Bob Thomas/Getty Images

  • Léo: O guerreiro da Vila Belmiro

    O Joga de Terno de hoje é um jogador que fez história com a camisa do Santos. O lateral Léo, que se destacou ao lado dos meninos da vila como Diego, Robinho, Elano, no título brasileiro em 2002. O lateral é o 10° jogador que mais atuou com o terno santista, com 455 jogos. Léo conquistou tudo que podia com a camisa do Santos. Em sua primeira passagem, foi bicampeão Brasileiro. O maior papa títulos da história do Santos na era pós Pelé, o lateral saiu do Peixe em 2005 rumo ao Benfica. Por lá, conquistou a torcida por sua raça e agilidade, e foi um dos destaques da campanha da Champions Legue 2006/07, quando o time chegou às quartas de final da competição. Em 2009, Léo retornou ao Santos e, com o terno do Peixe, jogou ao lado de mais uma grande geração que tinha Neymar, Robinho e Ganso como protagonistas. Em 2010, o Santos conquistou a Copa do Brasil com direito a várias goleadas, aquele futebol que fazia até o torcedor rival parar para assistir o Santos. Além da dinastia de títulos do Peixe no estadual, Léo que bateu na trave em 2003, se consagrou com o título da Libertadores da América em 2011, comandado por Muricy Ramalho. Logo após essa conquista, Léo, que era um jogador polêmico, soltou “vamos ver se o Barcelona é tudo isso…” O resto o torcedor se lembra bem... Jogador provocador, que inclusive falou também da invasão da torcida do Corinthians ao Aeroporto de Guarulhos, em 2012, às vésperas do mundial de clubes. Léo é a cara do Santos diante de tantos ídolos do clube da Vila Belmiro. Em 2014, o lateral de aposentou após não chegar a um acordo para renovar com o Peixe. Por que Léo jogava de terno? Léo era um jogador baixinho, de muita raça, vontade e agilidade. Jogador decisivo, em 2002 fez gols importantes pelo Brasileirão, principalmente, diante de rivais paulistas: São Paulo e Corinthians, nas quartas e na final do Campeonato Nacional. Era aquele cara que todo torcedor quer ter no seu time. O jogador que entrega a vida dentro das 4 linhas, briga e se dedica ao clube. 👤 Leonardo Lourenço Bastos 👶 6 de Julho de 1975 👕 Americano, União São João de Araras, Palmeiras, Santos, Benfica (POR) e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 02, 04, Copa do Brasil 10, Libertadores da América 11, Recopa Sul-americana 12, Campeonato Paulista 10, 11 e 12 (Santos) e Copa das confederações 05 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Pra 01, 03, 04, Melhor lateral-esquerdo da Liga Sagres 05/06, 06/07, 07/08, melhor lateral-esquerdo do Campeonato Paulista 10,11 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7) 📸 Ale Vianna/Getty Images #Santos #neymar

  • Fabrício Coloccini: O zagueiro dos caracóis mais famosos da Argentina

    O classudo de hoje é um zagueiro que estava na final da Copa América em 2004, quando Adriano fez o gol de empate contra a Argentina, e o Brasil levou o título diante do rival, nos pênaltis. Fabricio Coloccini era o camisa 22 da seleção e formava a linha defensiva ao lado de Heinze e Ayala. O jovem zagueiro chamava atenção com a sua vasta cabeleira. Revelado pelo Argentino Juniors, o zagueiro logo foi para o Boca Juniors. Na equipe Xeneize jogou pouco, mas mesmo assim conquistou seu primeiro título, o Campeonato Argentino de 1998 (Apertura). Na sequência foi defender o Milan, mas o clube italiano o emprestou para vários clubes: San Lorenzo, Alavés, Atlético de Madrid, Villarreal. Na sua terra natal, o zagueiro conquistou outra vez Campeonato Argentino (Clausura), pelo San Lorenzo. O jovem jogador fez parte da geração de ouro da base dos hermanos, que contava com grandes nomes do futebol mundial: Tevez, Mascherano, D’ Alessandro, Saviola, Lucho Gonzalez, entre outros. Ainda pela seleção de base, conquistou o título Mundial sub-20 em 2001 e também um ouro Olímpico, em Atenas, 2004. No mesmo ano, voltou à equipe de Milão, mas não teve oportunidades e, acertou com o Deportivo La Coruña. Pela equipe atuou por 4 anos até se transferir para o Newcastle, onde se tornou capitão e uma das referências do clube. Pelo time inglês fez história. Ajudou a equipe a voltar à elite do Campeonato Inglês na temporada 09/10. Foram 275 jogos e 7 gols com a camisa do Newcastle. Em 2016, após 8 anos, o jogador voltou ao San Lorenzo e este ano, inclusive, atuou na partida diante do Palmeiras. O clube argentino levou a melhor, vitória 1x0, pela Libertadores. Por que Coloccini jogava de terno? Fabrício Coloccini é um jogador que tem a tradicional raça argentina, jogador muito físico, joga duro, muito bom em jogadas aéreas e coberturas. Por ser um jogador veloz, possuir uma habilidade diferenciada para um zagueiro e bons lançamentos ele pode jogar também na lateral direita, sendo considerado um coringa por seus técnicos. 👤 Fabricio Coloccini 👶 22 de janeiro de 1982 🏠 Argentino 👕 Argentino Jrs (ARG), Boca Jrs (ARG), Milan (ITA), San Lorenzo (ARG), Alavés (ESP), Atlético de Madrid (ESP), Villarreal (ESP), Deportivo La Coruña (ESP), Newcastle (ING) e Seleção Argentina 🏆 (principais) Campeonato Argentino 98 (Boca Jrs), Campeonato Argentino 01 (San Lorenzo), Championship 09/10 (Newcastle), Copa do Mundo Sub-20 e Ouro nas Olimpíadas de Atenas 04 (Seleção Argentina) Classômetro: 👔👔👔👔 👔 (5.5) 📸 Serena Taylor/Getty Images

  • Cabanãs: Grandeza é não deixar se vencer por nada

    A festa já estava toda preparada. Era uma quarta-feira do dia 7 de maio de 2008. Mais de 50 mil flamenguistas coloriram o Maracanã de vermelho e preto para se despedir do então técnico Joel Santana, que aceitara comandar a seleção da África do Sul mirando a preparação pra Copa do Mundo de 2010 - A África do Sul era o país-sede e já tinha a vaga assegurada. "Papai" Joel havia deixado o Flamengo em uma situação confortável na Libertadores daquele ano, depois de voltar do México com uma vitória por 4x2 sobre o América nas ida das oitavas. Nem mesmo o mais pessimista dos torcedores poderia, no entanto, prever o que aconteceria no tapete verde do Maior do Mundo. Após o apito final, o Flamengo dava adeus à Libertadores da América. Esse dia histórico do Maracanã ficou marcado na memória do torcedor flamenguista - e também dos rivais - graças, sobretudo, a um homem. Salvador Cabañas Ortega. Apesar de ter ficado marcado no Brasil por conta desse jogo, o jogador de cabelo comprido e barriga um pouco avantajada, o "gordinho" Cabañas, como passou a ser chamado aqui, já era um jogador de destaque no Paraguai. Lá, jogou por 12 de Octobre, onde começou a carreira, e no Guarani. Também usou os ternos do Audax, do Chile, e Jaguares, do México, antes de chegar ao América, em 2006. Em 2008, depois se consagrar no Maracanã, ainda ajudaria sua equipe a eliminar outro brasileiro da disputa, o Santos, mas sucumbiu na semifinal diante da LDU, que seria a campeã do torneio. Foi o artilheiro da competição, ao lado de Marcelo Moreno, com 8 gols. Era constantemente convocado para a Seleção, já havia disputado a Copa do Mundo de 2006 e a Copa América de 2007. E era dado como nome certo para disputar também a Copa do Mundo de 2010, mas uma tragédia antecipou o fim do melhor momento da carreira do atacante. O dia 25 de janeiro de 2010 também marcaria sua carreira. Após uma suposta tentativa de assalto em uma casa noturna, Cabañas tomou um tiro na cabeça que o colocou entre a vida e a morte. E sobreviveu. O que poderia ter sido um desfecho trágico da carreira de um jogador se tornou um exemplo de superação. 1 ano e meio depois, retornou aos gramados em um jogo festivo entre América e Paraguai feito justamente para ele. Jogou por 20 minutos, um tempo em cada time, recebeu a braçadeira de capitão e uma placa com a frase que dá titulo a este texto. Mas Cabañas não era mais o mesmo. Ainda que estivesse mais magro e conseguisse jogar normalmente mesmo com a bala alojada na cabeça - os médicos acharam melhor não retirar a bala para evitar sequelas maiores - não chegou nem perto de ser o carrasco que o Brasil presenciou em 2008. Voltou a jogar no time que o revelou, o 12 de Octobre, e até mesmo no Tanabi, modesto time do interior paulista. Foi contratado para 3 jogos, mas atuou em apenas um e ainda perdeu um pênalti. "Não tenho mais condições de jogar futebol. Estou deixando os campos por não conseguir mais acompanhar o ritmo dos outros jogadores" disse o agora ex-jogador, em 2014. Por que Cabañas jogava de terno? Impressionou o futebol ao marcar duas vezes na vitória sobre o Flamengo em pleno Maracanã lotado e também o mundo todo ao vencer a luta pela vida. Na cabeça ainda estão as memórias daquele dia e a bala que quase o matou. Hoje, cobra na justiça parte do patrimônio adquirido como jogador que segundo ele, foi tomado pelo ex-empresário e ex-esposa. E ainda quer voltar à equipe do Paraguai, agora como técnico. Muitos duvidaram que ele seria capaz de fazer o que fez no Maracanã. E muitos duvidaram que ele conseguiria voltar a jogador futebol. Por que não acreditar nele agora? 👤 Salvador Cabañas Ortega 👶 5 de agosto de 1980 (36 anos) 🏠 Paraguaio 👕 12 de Octobre (PAR), Guarani (PAR), Audax (CHI), Jaguares (MEX), América (MEX), General Caballero (PAR), Tanabi-SP e Seleção Paraguaia. 🏆 (principais) InterLiga e Copa El Mexicano 08 (América) 👑 (principais) Artilheiro da Libertadores 07 (10 gols) e 08 (8 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,4)

  • Roger Flores é flagrado saindo do departamento médico

    Ao procurar as informações do personagem de hoje, você encontra notícias sobre a participação dele como jurado do Dança dos Famosos, como ex-namorado da atriz Déborah Secco e até naqueles sites de fofoca. De futebol mesmo, pouca coisa. Roger Flores ainda é assunto na mídia não apenas por ser ex-jogador mas também por ser comentarista da SporTV desde 2012. Só que essa regularidade na atual profissão foi algo que ele nunca conseguiu ter nos gramados. O agora Roger Flores começou apenas como Roger e a primeira vez que ele foi notícia foi vestindo o terno do Fluminense , onde iniciou a carreira, em 96. Enfrentando a pior fase de sua história, o tricolor chegou a disputar a série C em 99. Roger acompanhou todo esse processo e ajudou o Fluminense a ser campeão da terceira divisão. Em 2000, com o retorno à série A pela Copa João Havelange, Roger continuou se destacando no clube, chegando a ser um dos líderes da equipe. O Benfica se interessou e contratou o meia, mas não conseguiu se firmar. Voltou ao Fluminense por 2 vezes, por empréstimo, antes de ser negociado ao Corinthians , em 2005. Ali, Roger conquistou o único grande título da carreira, o Campeonato Brasileiro de 2005, beneficiado pelo fortíssimo elenco montado para aquele ano que chegou a contar com Carlitos Tevez, Mascherano e Nilmar. Depois, passou por diversos clubes sem se fixar em nenhum deles, prejudicado pelas diversas lesões na carreira. E não apenas por isso, na curta passagem dele pelo Flamengo, em 2007, o então técnico Joel Santana barrou o jogador pela má forma física. Essa "fama" também perseguiu o jogador em outros clubes. Para muitos torcedores e até alguns jogadores, Roger era conhecido como "chinelinho", aquele que não gosta de treinar . Encerrou a carreira em 2012, depois de duas temporadas no Cruzeiro e as frequentes visitas ao departamento médico. Por que Roger Flores jogava de terno? Dizer que ele, na verdade, jogava de chinelo, pode ser bem ofensivo para o jogador, já que nenhum atleta gosta de ser chamado de "chinelinho". Terno mesmo ele usa como comentarista da SporTV, onde tem relativo sucesso, mas em campo Roger poderia ter sido muito mais do que foi, não à toa ele jogou em vários dos principais clubes do país. Seu início no Fluminense demonstrava um enorme potencial com o domínio de bola, passes precisos e muitos gols. Mas as lesões e falta de treinos não permitiram que Roger pudesse ter uma nota maior que a determinada pela nossa equipe no Classômetro. 👤 Roger Flores 👶 17 de agosto de 1978 (37 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Fluminense, Benfica (POR), Corinthians, Flamengo, Grêmio, Qatar S.C (QAT), Al-Sailiya (QAT), Cruzeiro e Seleção Brasileira. 🏆 (Títulos principais) Campeonato Brasileiro - Série C: 99 (Fluminense), Taça de Portugal: 03/04 (Benfica), Campeonato Brasileiro: 05 (Corinthians) 👑 Bola de Prata (Placar): 01, Melhor Meia-esquerda do Campeonato Brasileiro 01 (Prêmio Revista Placar), Melhor Meia-esquerda do Campeonato Brasileiro de 2005 (Prêmio Craque do Brasileirão) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,7)

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