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- Dwight Yorke: Um brilho raro na periferia do futebol
Em cada nome que diariamente o JdT relembra para nossos seguidores, se esconde a dificuldade em escrever sobre o classudo, por mais conhecido que seja sua carreira. Mais difícil ainda, é classifica-lo, avaliar em nota uma carreira que oscila para cada leitor que a página tem. A dificuldade, claro, é um enorme desafio para nossos autores, encarado da maneira tão prazerosa, a ponto de sempre buscar nomes que tornem esse desafio ainda maior. Hoje, é um momento como esse: falar do futebol de Dwight Yorke é perpassar sobre o nada explícito futebol de Trinidad e Tobago. Yorke surgiu no futebol não profissional de seu país, formado por pequenas ilhas ao noroeste da Venezuela, já no mar do Caribe. Por lá, o futebol se profissionalizou apenas em 1996, quando Yorke já brilhava no Aston Villa. A TT Pro League surgiu em 1999, depois de três anos da profissionalização do futebol de Trinidad e Tobago, país filiado a CONCACAF. Antes de 96, os principais torneios das ilhas foram a Port of Spain Football League, que durou entre 1908 a 1973 e a National League, que substituiu o primeiro a partir de 74. Nesse cenário, em 89, Yorke é descoberto pelo treinador inglês Graham Taylor, que o levou a jogar, ainda naquele ano, no Villains. Foram dez temporadas com atuações de destaque, até que em 98 o Trinatário-tobagense experimentaria o auge de sua carreira, no tradicional e forte Manchester United, também inglês. Foi em 99 que Yorke formou uma dupla temida em toda Europa, ao lado de Andy Cole. A boa fase rendeu ao jogador o apelido de “The King”, algo seriamente relevante em se tratar da torcida dos Red Devils. Mas não era pra pouco, Dwigth foi um dos artilheiros da Champions League de 98/99, conquistada pelo Manchester, que também conquistara a Premiere League daquele ano e ainda conquistaria o Mundial Interclubes em 99. Na verdade, Dwigth Yorke era o goleador de um time que tinha, além dele e de Cole, nomes como Davd Backham, Keane, Schimeichel, Giggs e Eric Cantona. Um feito improvável para alguém com formação em Trinidad e Tobago. Yorke começou a perder espaço quando Van Nistelrooy chegou a equipe. Coincidentemente, foi na mesma época em que sua vida noturna chamava a atenção do técnico Alex Fergunson. O jogador ficou conhecido como All Nigth Dwigth, no bom português, Dwigth a noite toda. Era muito pro exigente Sir Fergunson, que convenceu a equipe de vende-lo. Foi parar no modesto Blackburn Rovers, em 02, mas os problemas não pararam: foi acusado de indisciplina e falta de entrega nos treinos. Novamente dispensado, pararia no distante Sidney, da Austrália. Da Oceania, Yorke pode presenciar o auge do futebol de seu país: após uma surpreendente vitória contra o México, em 2005, os Soca Warriors – como é conhecida a seleção de Trinidad e Tobago – terminaram em 4º lugar nas Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo FIFA de 2006, dando-lhes o direito de disputar com o Bahein a vaga para participar da competição na Alemanha. A vaga veio depois de um empate em 1x1 em casa e uma vitória fora (0x1). Trinidad e Tobago seria a sexta equipe naquela competição a estrear em Copas do Mundo. E a menos populosa a participar de uma. Aos 34 anos, Yorke esteve naquele time, que sequer marcaria no torneio, mas empataria com a Suécia e terminaria com a 27ª posição. Yorke passou em branco como todo o time, mas fora muito elogiado pela sua disposição e disciplina na marcação. O time caribenho não voltou a disputar Copas do Mundo e Yorke se aposentou em 2009. Por que Dwight Yorke jogava de terno? Dwight Yorke atuava no ataque e como volante num dos maiores times que o Manchester United já teve, conquistando a tríplice coroa pelo time inglês. Num esquadrão repleto de craques, se destacou mesmo não tendo a formação de base que seus companheiros tiveram, mostrando que o futebol vive é dos grandes craques que pequenos países podem oferecer. 👤 Dwight Eversley Yorke 👶 4 de novembro de 1971 🏠 Trinidad e Tobago 👕 Aston Villa ING, Mancherster United ING, Blackburn Rovers ING, Birmingham City INF, Sydney FC, Sunderland ING, Tobago United e Seleção de Trinidad e Tobago. 🏆 Premiere League: 98/99, 99/00, 00/01; UEFA Champions League: 99/00; Mundial de Clubes FIFA: 99. 👑 Além da artilharia da Premiere League de 98/99, não possui outras premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #AstonVilla #ManchesterUnited #Blackburn #SeleçãodeTrinidadeTobago #Atacante #Volante
- Ricardinho: o Mosquitinho Azul
Ele marcou história com o terno azul celeste, teve passagem pelo Japão também, e encerrou sua carreira após uma curta passagem pelo Corinthians. Hoje nossa homenagem vai para Ricardo Alexandre dos Santos, vulgo Ricardinho. Ricardinho começou sua carreira no Cruzeiro, e lá entre os anos de 1994 e 2002 conquistou 15 titulos, o recordista de títulos do clube. Foram mais de 400 partidas pelo clube celeste. Ídolo daquela geração, e um dos grandes ídolos da historia do clube. O apelido de Mosquitinho se popularizou pela voz de Alberto Rodrigues, narrador da rádio Itatiaia, que soube que o pai dele tinha apelido de Mosquito em sua cidade. E como ele era baixinho e veloz, ele então virou o Mosquitinho azul. Ricardinho teve uma passagem de cinco anos pelo futebol japonês, e seu futebol também conquistou os torcedores do Kashiwa Reysol, onde jogou por mais tempo lá. E depois disso voltou ao Cruzeiro, e se aposentou após alguns jogos vestindo a camisa do Corinthians. Por que Ricardinho jogava de terno? Ricardinho ganhou quase tudo com a camisa do Cruzeiro. Sua raça em campo fez com que logo caísse nas graças do torcedor. Era um volante marcador, rápido, e que chegava com qualidade com arremates fortes. 👤 Ricardo Alexandre dos Santos 👶 24 de junho de 1976 (40 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, Kashiwa Reysol JAP, Kashima Antlers JAP, Corinthians, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa Libertadores da América 97, Copa do Brasil 96 e 00, Copa Sul Minas 01 e 02. (Cruzeiro) 👑 Bola de Prata 96 e 00 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #KashiwaReysol #KashimaAntlers #SeleçãoBrasileira #Brasil #Volante
- O polivalente, carismático e completo maestro Júnior
É só ligar a TV na hora do futebol que ele está lá, sorridente e pontual como quem faz das cabines de imprensa um quiosque na areia, comentando os jogos dos times do Rio com a mesma competência outrora arraigada em suas duas pernas dentro de campo. E é ele, o craque ambidestro Leovegildo Lins da Gama Júnior – mundialmente conhecido como Maestro Júnior – quem hoje rege a área da JdT, num tom pra lá de afinado e em total harmonia com a torcida do Flamengo, já que Júnior é o jogador que mais vestiu o terno do Fla em toda a história do clube, contabilizando 865 desfiles de gala no tapete da realeza rubro-negra. Da capital paraibana para as areias do futebol de praia carioca, Júnior foi descoberto por treinadores das categorias de base do Flamengo aos dezenove anos e logo topou fazer o teste no gramado, sem qualquer pretensão de se tornar o “campeão de tudo” pelo time da Gávea na década de 74 a 84, com uma segunda passagem igualmente campeã entre 89 e 93 (e pra lá dos 35 anos!), após um meio tempo de idolatria na Itália. É que essa facilidade de jogar com imensa precisão nas duas pernas, aliada à sua apurada visão de jogo, pensamento ágil e expertise em bolas paradas, de cara fizeram dele ídolo não só do meio de campo e das (duas!) laterais mas, também, das entrelinhas, fosse tentando a carreira de técnico, assumindo o posto de comentarista titular ou, ainda, resgatando e estrelando o futebol de areia no Brasil. Enquanto jogador, Libertadores e Mundial de 81 – além dos quatro Brasileiros e Copa do Brasil – destacam-se na lista de mais de 30 títulos do “Vovó-Garoto” pelo Flamengo. Já pela Seleção Brasileira é quase um pecado admitir que Júnior não teve lá grandes conquistas, embora merecesse como ninguém aquela Copa de 82. Com a amarelinha, restou-lhe a glória de emprestar a voz para o jingle “Voa Canarinho”, sucesso absoluto de público com mais de 800 mil cópias vendidas. E embora seu canto tenha ecoado mais pelo rubro-negro carioca do que com a amarelinha da Seleção, o cargo de maestro continua sendo dele. Qualquer que seja a orquestra, Júnior voa e mostra ao povo que é um rei. Por que jogava de terno? Júnior foi parar na lateral-esquerda por improviso, sem saber que se tornaria um dos maiores craques de todos os tempos na posição. E se a perna esquerda dava passes certeiros, realizava cruzamentos perfeitos, cobrava faltas impecáveis e ainda finalizava brilhantemente pro gol, a direita também. Fosse grama ou areia. 👤 Leovegildo Lins da Gama Júnior 👶 29 de junho de 1954 (62 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Torino ITA, Pescara ITA, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Mundial de Clubes 81, Copa Libertadores da América 81, Campeonato Brasileiro 80, 82, 83 e 92 e Copa do Brasil 90 (Flamengo) 👑 Prêmio FIFA 100 2004; All-Star Team da Copa 82; Bola de Prata (Placar) 80, 83, 84, 91 e 92; Bola de Ouro (Placar) 92; Craque do Brasileirão 92; Melhor Jogador do Campeonato Italiano 85; 100 Jogadores do Século (World Soccer) 99 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8) #Flamengo #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1982 #Lateral #MeioCampo
- A ascensão e queda de Serginho
Relembrar esse personagem e o dia 27 de outubro de 2004 é custoso, mas necessário. Há 12 anos, cairia morto em campo o zagueiro do São Caetano. O jogador era um dos pilares da equipe que tinha uma ascensão surpreendente naquele início de década. O jogo, contra o São Paulo, pela 38ª rodada do Brasileirão, foi interrompido aos 15 minutos do segundo tempo, em 0x0. O episódio veio a ser revelador sobre as devidas preocupações com o atleta profissional no Brasil. O capixaba Paulo Sérgio era daqueles jogadores que habitavam pequenos clubes em busca de espaço para brilhar alguma hora em um grande clube brasileiro. Assim como todo o elenco do São Caetano – e o próprio clube – viu sua sorte mudar graças ao tumultuado, polêmico e controverso campeonato brasileiro de 2000. A surpreendente campanha, renderia ao São Caetano o vice campeonato e a chance de disputar a primeira divisão em 2001, ano que também seria vice-campeão. No ano seguinte, o maior do trunfo do Azulão: o vice da Libertadores. Contar a história do São Caetano é contar a história do zagueiro, que de repente se viu como uma das principais peças daquela equipe que surpreendia o Brasil. Mas tudo mudou naquele 27 de outubro. A morte de Serginho, por parada cardiorrespiratória em pleno jogo, iniciou a derrocada do time do ABC Paulista. Ainda em campo, alguns jogadores revelavam que Serginho tinha sido diagnosticado com problemas cardíacos e que assumira a responsabilidade de seguir a carreira, mesmo que a chance de acontecer algum problema fosse de 1%. Foi só o início de uma polêmica que rendeu para o time a perda de 24 pontos no campeonato, fazendo-o sair da briga pela Libertadores para brigar pelo não rebaixamento. Se o time pagou “em campo” pela responsabilidade da morte do atleta, no Brasil as coisas precisariam mudar para que outras fatalidades não acontecessem. Além do rigor mais firme nos clubes das avaliações médicas e o estado de saúde do atleta, em cada estádio, a partida só pode começar se houver ambulâncias prontamente equipadas para atender pessoas em situações graves e um médico à disposição no local. A FIFA criou um protocolo que recomenda exames básicos para o clube realizar no atleta. A própria família de Serginho vê esse tipo de mudança como consolo. O caso Serginho não foi o primeiro e, infelizmente, nem o último. No início de 2004 o húngaro Miklos Feher, do Benfica, morreu aos 24 anos após cair em campo contra o Vitória de Guimarães. Foi diagnosticado uma arritmia cardíaca. O caso de Marc Vivien Foe, de Camarões, foi ainda mais emblemático, já que sua morte aconteceu em meio a partida entre a seleção de seu país e a da Colômbia, pela Copa das Confederações da FIFA. O mais recente talvez tenha sido a morte de Ekeng, também camaronês, por conta de uma parada cardíaca, na Romênia. O São Caetano, depois daquele 27 de outubro, jamais foi o mesmo: a partida foi remarcada (com muitos protestos dos jogadores) alguns dias depois e os 30 minutos restantes de partida renderam o placar de 4x2 para o São Paulo. O clube e o seu médico foram declarados culpados pela morte do jogador. A pena foi a retirada dos pontos que a equipe conquistou com o zagueiro em campo: 24. Por fim, a equipe terminaria aquele campeonato em 18º, com 53 pontos, a 3 da zona de rebaixamento. A equipe, que até aqeula fatalidade lutou por libertadores, jamais foi a mesma: em 2005 por pouco não foi rebaixada, fato que foi culminado em 2006. A partir dai, jamais o Azulão voltaria a elite do Brasil. Hoje, amarga na Série D do brasileirão e na A2 paulista. Por que Serginho jogava de terno? Serginho atuava como zagueiro e volante. Era muito seguro e firme, características que foram sempre presentes durante sua carreira no São Caetano. Nem sempre titular durante as campanhas surpreendentes do Azulão, mas peça fundamental no único título de expressão da equipe: o paulista de 2004. O que seria dele e do São Caetano sem a fatalidade é um daqueles grandes questionamentos que o futebol ficará sem resposta. 👤 Paulo Sérgio Oliveira da Silva 👶 19 de outubro de 1974, falecido em 27 de outubro de 2004 🏠 Brasileiro 👕 Patrocinense-MG, Social-MG, Democrata-MG, Mogi Mirim, Ipatinga, Araçatuba e São Caetano. 🏆 Campeonato Paulista: 2004 (São Caetano) 👑 Sem títulos individuais Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) #SãoCaetano #Brasil #Zagueiro #Volante
- Oscar, o "Belo"
Em 1954 a Europa sediava sua primeira Copa do Mundo no pós-guerra, e a FIFA, sediada na Suíça, comemorava seu 50º aniversário. No dia 20 de junho o mundo acompanhava (apenas uma força de expressão) extasiado a fantástica seleção húngara golear a poderosa Alemanha Ocidental por 8x3, revelando ao mundo jogadores como Gyula Grosics, Nándor Hidegkuti, Jósef Bozsik, Zoltán Czibor, Ferenc Puskas e Sándor Kocsis, este último autor de 4 gols na partida e que terminaria a competição com incríveis 11 gols em apenas 5 jogos. Neste mesmo dia, na pequena cidade de Monte Sião (Minas Gerais), nascia Oscar, filho de pai taxista e mãe costureira. Poucos dias depois de completar 28 anos, a vida o colocaria diante de outro atacante matador, Paolo Rossi, que com 3 gols decretou a queda da aclamada seleção brasileira, no que passou a ser conhecido como “a tragédia de Sarriá”. Esta história poderia ter outro final, se o veterano goleiro Dino Zoff não tivesse feito, nos instantes finais, uma espetacular defesa depois de uma cabeçada certeira de Oscar. Oscar começou sua carreira amadora na Associação Atlética Monte-Sionense, inicialmente como goleiro, depois como zagueiro central, e passou pelo time de Águas de Lindóia. Aos dezesseis anos foi levado para a Ponte Preta, mas sua estreia no time profissional, em um jogo contra o Santos, só ocorreu em 72. Destaque da equipe, foi convocado para para a Seleção Brasileira juvenil, campeã sul-americana em 74. Dois anos depois de sua estreia, Oscar participou de um jogo histórico, também contra o Santos, quando enfrentou novamente o Santos no jogo de despedida do Rei Pelé na Vila Belmiro. Tornou-se, assim, o “último marcador de Pelé no campeonato paulista. Destaque na “Macaca”, Oscar formou com Polozzi uma das melhores zagas da história do time, sendo o xerife do vice-campeonato de 77 e, pela primeira vez, foi convocado para a seleção brasileira. Titular em todos os jogos ao lado de Amaral, do rival campineiro Guarani, Oscar, chamado de “Belo” pelos companheiros, consolidou sua fama de excelente zagueiro e passou a despertar o interesse de vários clubes, como já havia acontecido com o Palmeiras, Cruzeiro e Corinthians. Em 79, já formado em Fisioterapia pela PUC de Campinas, Oscar transfere-se para o New York Cosmos, ajudando a Ponte a aliviar seus problemas financeiros. Não se deslumbrou com a megalópole Nova York, não se tornou frequentador assíduo dos melhores restaurantes e casas noturnas e, depois de apenas sete meses, retornou ao Brasil, agora para envergar o terno do São Paulo F. C. Considerado “um dos jogadores mais bem pagos do futebol brasileiro” à época, Oscar fez sua estreia no tricolor, já como capitão, ajudando a aplicar uma goleada por 4 x 0, em jogo amistoso contra o Palmeiras, placar que se repetiria no jogo seguinte contra o Corinthians, pelo campeonato paulista. Os títulos foram obtidos de imediato, com dois paulistas (81 e 82), formando uma zaga considerada intransponível com o uruguaio Dario Pereyra. Vice-campeão brasileiro em 81, Oscar foi novamente convocado para a seleção brasileira e disputou a Copa do Mundo no ano seguinte, titular em todas as partidas, tendo marcado um dos gols na vitória contra a Escócia, na primeira fase do torneio. De volta ao São Paulo, só conseguiu novos títulos no campeonato paulista de 85 e no campeonato brasileiro de 86, quando participou de sua terceira Copa do Mundo, desta vez na reserva de Júlio César. No ano seguinte, depois de desentendimentos com o técnico Cilinho, o zagueiro rescindiu seu contrato e, aos 32 anos, transferiu-se para o Nissan Motors (Japão), time pelo qual foi bicampeão nacional em 88 e 89. Encerrou a carreira de jogador em 90, tendo sido treinador de várias equipes no Brasil, Japão e Arábia Saudita. Atualmente é agente Fifa autorizado e possui um centro de treinamentos em Lindóia (SP). Por que Oscar jogava de terno? Clássico e excelente nas bolas aéreas, tanto na defesa quanto no ataque, Oscar era um zagueiro que anulava os ataques adversários com jogadas de categoria, mas também não se furtava a dar chutões em caso de necessidade. Destacou-se por sua impressionante capacidade de roubar bolas ao adversário sem cometer faltas e, nas jogadas aéreas de ataque era mortal, tendo feito 13 gols pelo São Paulo e dois pela Seleção Brasileira 👤 José Oscar Bernardi 👶 20 de junho de 1954 🏠 Brasileiro 👕 Ponte Preta, New York Cosmos EUA, São Paulo, Nissan Motors JAP, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonatos Paulista 80, 81, 85 e 87 e Campeonato Brasileiro 86 (São Paulo); Campeonato Japonês em 88 e 89 (Nissan Motors) 👑 Bola de Prata da Revista Placar (77) Classômetro:👔👔👔👔👔👔👔 (7,0) #PontePreta #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1986 #Zagueiro
- Adílio: o camisa 8 rubro-negro
O JdT de hoje volta aos anos 70 para relembrar a vitoriosa carreira de um ídolo da torcida flamenguista. Ao lado de Andrade e Zico, formou uma trinca clássica no meio-campo, tornando-se um colecionador de títulos. Adílio, exímio camisa 8, desfilou no tapete verde sempre com classe, raça e comprometimento à camisa que vestia. Foi descoberto jogando bola com os amigos na comunidade da Cruzada de São Sebastião. Adílio, que já costumava pular os muros do CT de treinamento para acompanhar o Flamengo, foi integrado as categorias de base do clube depois de passar pela Usina de talentos. Cria da casa, despontou com o terno rubro-negro em 77 e aos vinte e um anos já era titular absoluto. Com muito vigor físico e boa movimentação, ajudava a dar velocidade à saída de bola e ainda aparecia como uma peça extra no ataque. Já nos anos 80, ao lado do refinado volante e do craque da camisa 10, o classudo participou das conquistas da Taça Libertadores, do Campeonato Brasileiro e do Mundial de Clubes. Habilidoso e criativo, a estrela de Adílio brilhou também em momentos decisivos. O craque balançou as redes em sete finais - os mais importantes contra o Liverpool, em Tóquio e contra o Santos, no campeonato nacional de 83. Ao todo foram 617 jogos defendendo as cores do Flamengo, sendo o terceiro jogador que mais atuou pelo clube (ficando atrás apenas de Júnior e Zico). Além disso figura o Top 12 de artilheiros. Um ídolo que merece reverências. Perdeu espaço na Gávea ao final dos anos 80, transferindo-se para o Coritiba, onde teve uma discreta passagem. Jogou ainda no futebol equatoriano e na volta ao Brasil atuou por times menores do Rio de Janeiro até pendurar as chuteiras. Trabalhou como técnico das categorias de base do Flamengo. Com a Seleção Brasileira não teve muitas oportunidades, vestindo a amarelinha apenas em dois amistosos. Por que Adílio jogava de terno? Com excelente visão de jogo, Adílio tratava muito bem a bola com belos passes e chutes certeiros. O estilo clássico e habilidoso do craque é lembrado por muitos com saudade. Cravou seu nome na história do Flamengo por seu talento e dedicação ao clube, sendo decisivo nos momentos de glória. 👤 Adílio de Oliveira Gonçalves 👶 15 de maio de 1956 (61 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Coritiba, Barcelona EQU, Alianza Lima PER, América de Três Rios, Friburguense, Barreira e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Taça Libertadores 81, Mundial de Clubes 81, Campeonato Brasileiro 80, 82 e 83, Campeonato Carioca 78, 79, 81 e 86 (Flamengo) 👑 Bola de Prata da Revista Placar 77 e 78 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #Flamengo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia
- Tarciso: o Flecha Negra
Veloz e certeiro, características óbvias para alguém que carrega esse apelido. José Tarciso de Souza marcou época no imortal Grêmio campeão mundial em 83. Vestindo o terno tricolor gaúcho, foram 13 anos sendo uma das referências do time porto-alegrense, o transformando até hoje no jogador que mais vezes ostentou a vestimenta do time. O flecha negra, nascido em Minas Gerais, começou sua carreira no América do Rio , como um centro-avante nato. Mas, em 73, quando foi para o Rio Grande do Sul, sua velocidade o fizeram ser deslocado para a direita, como um verdadeiro ponta. Mesmo não estando na posição natural, Tarcíso não deixou de marcar seus gols. Na longa carreira no time gaúcho, foram 226 ao todo, o transformando no segundo artilheiro da história do Grêmio. Na vitoriosa campanha gaúcha da Libertadores de 83 e mundial do mesmo ano, o Flecha Negra foi deslocado para a esquerda. É que do outro lado, surgia uma promessa chamada Renato Portaluppi. Ainda assim, o artilheiro continuou desmonstrando a frequente habilidade e velocidade. Obviamente, seus desfiles pelo tapete verde do então Olímpico lhe renderam algumas convocações para a Seleção Nacional: foram 8 jogos e apenas um gol. Depois de sua longa passagem pelo Grêmio, Tarciso ainda jogaria no Cerro, Coritiba e nos modestos Goiânia e São José. Depois de sua aposentadoria, em 90, abriu uma escola de futebol e, hoje, é vereador em Porto Alegre. Por que Tarciso jogava de terno? Goleador, o Flecha Negra tinha como principal característica a velocidade, o que o vez ser deslocado para os lados da área e, ainda sim, não deixar de ser importante naquele time do Grêmio da década de 80. Hoje, é o classudo que mais vestiu o terno tricolor. 👤 José Tarciso de Souza 👶 15 de setembro de 1951 (65 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América-RJ, Grêmio, Goiás, Cerro Porteño, Coritiba, Goiânia, São Jose-RS e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Gaúcho: 77, 79, 80, 85 e 86; Campeonato Brasileiro: 81; Taça Libertadores da América: 83; Copa Intercontinental: 83 (Grêmio). Campeonato Goiano: 86 (Goiás) e Campeonato Paraguaio: 87 (Cerro Porteño). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5)
- Catanha: o voo da gaivota
Famoso pelo seus gols e a forma inconfundível de celebrá-los, o voo da gaivota acompanhou por muitos anos a carreira de Henrique Guedes da Silva, mais conhecido como Catanha, um ritual que nunca podia faltar em suas comemorações. Suas condições de goleador implacável ainda quando atuará no Brasil, vestindo a camisa do CSA entre os anos de 1993 e 1995, logo ganharam fama em terras espanholas, onde se destacou vestindo as camisas de Celta de Vigo e Málaga, com quem conquistou a Copa Intertoto da UEFA, em 2000. A consagração do atacante na Espanha veio quando ele foi convidado para se naturalizar e vestir a camisa da Fúria no mesmo ano. Formado nas categorias de base do Fluminense, Catanha iniciou sua carreira profissional no São Cristóvão (1991 a 1994), e após jogar 2 temporadas pelo União São João, foi contratado pelo CSA de Alagoas, como artilheiro, tendo marcado 31 gols no Campeonato Alagoano de 1994. Ainda jogou pelo Paysandu em 1995, até assinar com o Belenenses de Portugal. Em 1997/1998, iniciou uma trajetória de 8 anos pelo futebol espanhol, jogando por Salamanca, Leganés (empréstimo), Málaga e, principalmente, Celta de Vigo. Em 2004, jogou pelo Krylya Sovetov da Rússia, e após uma segunda passagem pelo Belenenses em 2005, voltou ao Brasil no mesmo ano para jogar no Marília e no Atlético Mineiro. Regressaria à Espanha em janeiro de 2006, contratado pelo Linares. Voltou novamente ao Brasil em 2010 para defender o Corinthians Alagoano no campeonato local e na Copa do Brasil. Em seguida, voltou ao CSA onde atuou no Campeonato do Nordeste e na segunda divisão local. Encerrou a carreira pela primeira vez em 2012, quando jogava pelo Sport Atalaia, onde chegou como principal atração do time. Após 4 anos parado, quando chegou a candidatar-se à presidência do CSA (posteriormente abandonou a candidatura), o atacante confirmou sua volta aos gramados pelo Sete de Setembro, com o objetivo de evitar o rebaixamento da equipe à Segunda Divisão alagoana. Ainda em 2016, voltou a jogar na Espanha, assinando com o Dos Hermanas, da Tercera División onde joga ao lado de seu filho, Pedro Guedes, e também trabalha como auxiliar-técnico. Antes, exerceu a função de jogador e treinador do Zénit de Torremolinos, time da Segunda Divisão da Andaluzia (uma das divisões regionais do futebol espanhol). O desempenho de Catanha pelo Málaga - e, posteriormente, pelo Celta de Vigo - credenciaram-no a naturalizar-se espanhol em 2000, estreando pela Seleção em outubro, contra Israel, em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa de 2002. Ele ainda disputaria 2 partidas no mesmo ano. Em sua curta passagem pela Fúria, Catanha tornou-se o terceiro negro (e o segundo brasileiro) a atuar pela Seleção. Por que Catanha jogava de terno? Tendo alcançado voos imagináveis, Catanha conquistou seu espaço no Jdt por sua categoria e poder de finalização no arremate final, artilheiro por onde passou, o voo da gaivota marcou e encantou muitas torcidas. 👤 Henrique Guedes da Silva 👶 6 de Março de 1972 (45 anos) 🏠 Brasileiro/Espanhol 👕 São Cristóvão, União São João, CSA, Paysandu, Marília, Atlético Mineiro, Corinthians-AL, CSA, Sport Atalaia, Sete de Setembro-AL, Belenenses-POR, Salamanca, Leganés-ESP, Málaga, Celta de Vigo, Krylya Sovetov-RUS, Linares-ESP, Unión Estepona, Zénit de Torremolinos, Dos Hermanas e Seleção Espanhola 🏆 Campeonato Alagoano: 94 (CSA), Campeonato Mineiro: 95 (Atlético-MG), 2ª Divisão Espanhola: 99 e Copa Intertoto da UEFA: 2000 (Málaga) 👑 Sem prêmios individuais importantes Classômetro: 👔👔👔👔 (4,0) #AtléticoMG #SeleçãoEspanhola #Brasil #Atacante
- Falha de Cobertura: Compromisso com a verdade!
Humor, entretenimento, jornalismo e esporte. Hoje em dia isso é cada vez mais presente no dia a dia do brasileiro. Mas poucos sabem fazer com qualidade, sem piadas clichês ou apelativas. Um dos poucos que conseguem é o Falha de Cobertura. E você PRECISA conhecer esse programa! O Falha de Cobertura é um programa do pessoal da TV Quase, que também produz “O último programa do Mundo”, “Décimo Andar”, “Choque de Cultura” e "Irmão do Jorel". Com humor que muito lembra “Hermes e Renato”, essa galera saiu do falecido “Rock Gol de Mesa” da também falecida MTV. Mas vamos ao Falha (mas recomendamos MUITO que vocês assistam aos outros programas): é uma mesa redonda comandada pelo Craque Daniel (Daniel Furlan) e comentada por Cerginho da Pereira Nunes (Caito Mainier). A dupla, toda segunda (normalmente) lança um programa novo em seu canal do Youtube: ou falando da rodada passada, de um assunto em alta ou dos piores times de determinados clubes (os caras desenterram uns “classudos” por lá que só vendo!). Craque Daniel é claramente uma paródia aos boleiros cada vez mais presentes nas mesas redondas desse Brasil varonil. Em sua “biografia” está que ele quase foi com a seleção de Lazaroni para a copa de 90, se não fosse uma lesão na coxa esquerda adquirida quando fora correr para pegar um ônibus. Seus comentários é o que norteia o programa (que é dele e ele gosta de deixar isso claro!), sempre potencializando o ponto fraco de cada jogador/time com um olhar aguçado de quem “enxerga” craques de 8 anos de idade e, com o “Projeto Passaporte Ucrânia”, manda as promessas para o Leste Europeu. Já Cerginho do Falha de Cobertura é o grande ponto forte do Falha, apesar de claramente (e propositalmente) ser o coadjuvante. Cerginho é uma figura inocente e iletrada, que se deixa levar por Craque Daniel. Apesar disso, seus comentários, pertinentes a detalhes que certamente “a grande mídia” não vê, dão o ar graça. Apesar de não ter estudo, o personagem possui um diploma em “Escultura em Sabonete” e hoje busca o reconhecimento de comentarista fazendo um curso de jornalismo a distância. A dupla leva o programa sempre de forma muito descontraída, sem piadinhas forçadas e mostrando que os personagens não estão ali para isso (apesar de fazê-las seriamente). Ora ou outra há participações especiais, como Rafinha Bastos (Falha de Cobertura 23, que tem um ótimo vídeo só de bastidores!), João Canalha (Falha 30 e 31). Alguns episódios são num modelo retrô, simulando uma determinada época para falar de um assunto em voga daquele período. Há ainda o “Prêmio Lucas Mugni” ao final do Brasileirão, dado aos piores jogadores do Campeonato Brasileiro. Vale a pena assistir a Falha de Cobertura? Vale e vale muito! O Falha de Cobertura é um programa que foge do estereótipo tanto do humor esportivo quanto do jornalismo. A começar pelo cenário, que ao fundo tem um CGI tosco com fotos de baixa resolução do assunto abordado, uma mesa (sim redonda) com uma toalha que a sua tia poderia ter doado e em cima dela uma jarra de água e dois copos de vidro (o do Daniel sempre cheio, com o craque bebendo sempre. Já o do Cerginho é quase sempre vazio, para racionar e economizar). Enfim, cenário, roupa, tudo é pensando para parecer tosco mesmo. E é muito bom. Para não só falar bem, o único mal é esperar uma semana para um episódio e ter um programa de 3 minutos (“Falha de cobertura 120 – A Liderança escondida do Atlético/GO”). Mas geralmente são maiores, alguns chegando a 40min. Não tem uma regra. Se você nunca assistiu, pode começar com qualquer episódio, todos estão no youtube. Mas se quiser começar bem, assista a “FALHA DE COBERTURA 32: Brasil 1x7 Alemanha (Copa 2014)”. Ela foi feita exatamente após aquele fatídico jogo e é MUITO BOM. PS.: o programa não é recomendado a fãs de David Luiz. 🎥 Falha de Cobertura 👤🎥 Daniel Forlan e Caito Mainier (TV Quase..) 📅 2014 - 💻 Youtube Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬 (9,5)
- Gary McAllister: se não puder ser o melhor faça o melhor que puder
A lei natural da vida de um jogador de futebol diz que o seu auge técnico chega ali próximo dos 25 anos. E quanto melhor e mais técnico, melhores contratos em melhores times. A partir dos 30, porém, o corpo já começa a dar sinais de desgaste, não aguenta mais o ritmo de treinos. Aos 35 isso já fica bem evidente. O banco de reservas se torna mais frequente. Sem poder jogar tanto e render o mesmo que jogadores mais jovens, a tendência agora é assinar contratos mais modestos com times idem. Não foi o que aconteceu ao classudo de hoje. Estamos falando de Gary McAllister . Poucos são os leitores que vão se lembrar quem foi Gary McAllister. Há motivos para isso. Boa parte de sua carreira ele passou na segunda divisão da Inglaterra. O escocês começou em 81 como atacante nas categorias de base do Motherwell, time que leva o nome de sua cidade natal, mas o desenvolvimento das habilidades no domínio da bola e no passe fez com que ele recuasse um pouco no campo para jogar no meio, sem que perdesse sua veia goleadora. Assinou com o Leicester em 85 e não conquistou títulos de relevância, mas se destacou individualmente na segunda divisão inglesa, sendo eleito por 2 temporadas como parte do time ideal da competição. Pelo Leeds United, agora na primeira divisão, ajudou o time a conquistar a campeonato inglês na temporada 91/92 mas viu o time ser rebaixado no ano seguinte. Permaneceu no clube até 96 para então vestir o terno do modesto Coventry City. Na virada do milênio, a idade chegava, a habilidade com a bola já não era a mesma e a curva descendente em sua carreira já era evidente. Eis que então, aos 35 anos, Gary McAllister foi parar no Liverpool. Nenhum torcedor dos Reds duvidava que ele tivesse habilidade para vestir aquele terno vermelho, mas estranharam ver um jogador ser contratado já em fim de carreira. O fato é que, apesar do pouco tempo em que permaneceu no Anfield, Gary conquistou a simpatia dos fãs e dos jogadores mais jovens, que viam nele uma fonte de inspiração e incentivo. Se dentro de campo não participava muito - era reserva de ninguém menos que Steven Gerrard - fora dele contribuía com sua experiência de veterano e, assim, junto ao restante do elenco, aumentou sua galera de troféus e o número de times por onde deixou saudade. Por que Gary McAllister jogava de terno? Por Leeds e Leicester, Gary McAllister realizou mais de 200 jogos em cada e se tornou ídolo da torcida. Se consagrou como um meio de campo goleador com habilidades no passe e na bola parada. Aos 35 anos assinou com o Liverpool e, apesar de ter pouco jogado, mostrou ser um bom líder e referência aos mais jovens. 👤 Gary McAllister 👶 25 de dezembro de 1964 (52 anos) 🏠 Escocês 👕 Motherwell, Leicester ING, Leeds United ING, Coventry City, Liverpool ING e Seleção Escocesa 🏆 (Títulos principais) Campeonato Escocês 84/85 (Motherwell); Campeonato Inglês 91/92 (Leeds); Copa da Liga Inglesa 01 e Copa da Inglaterra 01 Copa da UEFA 01 (Liverpool) 👑 Time do ano da 2ª Divisão Inglesa 88/89, Time do ano do Campeonato Inglês 91/92 e 93/94, Hall da Fama do futebol escocês 2016 Classômetro 👔👔👔👔👔👔 (6,2)









