Resultados de busca
758 resultados encontrados com uma busca vazia
- Ali, de joelhos no gramado do Beira-Rio
...que Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão, teve a certeza de que havia escolhido o time certo em sua volta ao Brasil. O dia? 10 de Julho de 2004. O jogo? Simplesmente o Gre-Nal número 390. O minuto? Exatamente 33 do segundo tempo. Ali, com uma cabeçada certeira que acabou selando a vitória colorada, Fernandão começava a se declarar para o grande amor de sua vida: o Internacional de Porto Alegre. Hoje o ídolo colorado (e também esmeraldino) completaria 38 anos de idade e o JdT não poderia deixar essa data passar em branco. Fernandão iniciou sua carreira no Goiás atuando como meia, sendo integrado ao elenco principal com apenas dezesseis anos. Entre 1995 e 2001, conquistou cinco campeonatos estaduais, duas Copas Centro-Oeste e um Brasileiro da Série B, cravando seu nome na história do clube goiano. Com tamanho destaque, acabou se transferindo para a Europa para defender as cores do Olympique de Marseille. Foram três anos de França no currículo e uma mudança que carregaria para o restante da carreira: agora era atacante de referência. Em 2004 decide voltar ao Brasil e graças ao grande esforço do então presidente do Internacional, Fernando Carvalho, fecha com o clube gaúcho para vestir o terno vermelho. Pelo Colorado foram 190 jogos e 77 gols. E também as duas maiores conquistas de sua carreira: a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes de 2006. Fernandão é considerado um dos maiores ídolos do clube, tanto pelo futebol apresentado quanto pelo amor a camisa colorada. Em 2008, transfere-se para o Al-Gharrafa do Qatar. Sem antes prometer voltar ao Internacional seja como dirigente, treinador, jogador ou simplesmente torcedor. Depois de um ano e meio, volta ao Brasil para ser grande destaque do Goiás, clube que o revelou, no campeonato Brasileiro de 2009. Em 2010 é contratado pelo São Paulo. Seu primeiro gol pelo clube paulista foi, ironicamente, marcado contra o Internacional no Estádio Beira-Rio. Em 2011, rescinde o contrato e cumpre a sua promessa: volta ao Internacional, agora como dirigente. Por que jogava de terno? Fernandão foi classudo por opção. Seu porte físico poderia lhe render uma carreira de centroavante trombador e fazedor de gols. Mas ele optou por um outro tipo de futebol: primava pela elegância, pelos passes curtos e decisivos e também pelos gols de cabeça (sua principal marca). É ídolo da metade vermelha do Rio Grande do Sul e seu amor pelo colorado de Porto Alegre jamais será esquecido. 🚹 Fernando Lúcio da Costa 👶 18 de março de 1978 🏠 Brasileiro 👕 Goiás, Olympique de Marseille, Tolouse, Internacional, Al-Gharrafa e São Paulo. 🏆 Campeonato Brasileiro Série B 99 (Goiás); Copa Libertadores da América 06, Copa do Mundo de Clubes 06 e Recopa Sul-Americana 07 (Internacional); Qatar Stars League 09 e Copa do Qatar 09 (Al-Gharrafa). 👑 Bola de Prata 06, Seleção do Campeonato Brasileiro 06 e Melhor jogador do Brasil pela RSSSF 06 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Internacional #Goiás #Brasil
- Túlio não perdoa: mata!
Irreverente, polêmico, andarilho, falastrão, folclórico mas, sobretudo, artilheiro. Túlio é daqueles personagens certos em qualquer papo de futebol que trate de craques com personalidade, ainda mais quando falamos de números de gols: 1000! Ah, então você não acha ele craque? Nem mesmo acha que ele marcou 1000? Pronto, entramos na polêmica, entramos no folclore. Esse é Túlio Maravilha! O goiano Túlio Humberto Pereira Costa começou sua vasta (mas vasta mesmo!) carreira em 1987 no Goiás e se firmou no time comandado por Luiz Felipe Scolari em 88. Durante sua permanência no time esmeraldino (entre 87 e 1992) ajudou a conquistar o tri campeonato estadual. Por lá, também começou sua fama de artilheiro: em 89 do campeonato Brasileiro e em 91 do goiano, sendo considerado um dos mais novos artilheiros da competição nacional até então. Ai não parou mais: foram “por baixo” 14 artilharias em torneios que participava, desde aqueles amistosos até internacionais. Aliás, Túlio é o único jogador a conquistar a artilharia em três divisões diferentes no brasileirão. Junto a Dadá Maravilha (essa alcunha não pode ser usado por qualquer um, não acham?) e a Romário detêm o recorde de mais vezes artilheiro da série A do brasileirão: 3 vezes (89, 94 e 95). É o quinto maior artilheiro do brasileirão em todos os tempos até então. Bom, se formos falar de todos os feitos de Túlio por conta de seus números de gols iríamos longe... Depois de explodir no Goiás, em 1992 foi jogar na Suíça, onde conquistou o campeonato nacional de lá pelo Sion. Virou craque também por lá, tendo convites inclusive para jogar na seleção do país. Voltava ao Brasil, por conta de falta de adaptação em sua vida pessoal, em 1994 pra vestir a camisa 13 do Botafogo. Logo de cara marcou 3 contra o América e virou o Maravilha! Foi artilheiro daquele ano no Brasileirão e sua maior façanha estaria pra vir. Irreverente, agora vestindo o terno 7 Túlio, junto com Gonçalves, Sergio Manoel e principalmente Donizete, comandou o Botafogo para a conquista do título nacional de 1995! Mais uma vez artilheiro, sozinho, com 23 gols! Suas declarações, suas façanhas, suas histórias e a mítica da supersticiosa torcida do Botafogo com a camisa 7 elevaram Túlio a ídolo em General Severiano. Sobretudo por declarações contra os rivais. Em 95 era explícita e declarada a disputa entre ele, Romário, Valdir e Renato Gaúcho pelo título “Rei do Rio”. O baixinho, sempre marrento, pelo rubro-negro tinha mais moral (afinal foi o craque da copa anterior, campeão mundial...), mas Túlio levava a artilharia e a “resenha” pra cima do amigo. Graças a seu bom futebol foi a seleção brasileira. Poucos devem se lembrar de Túlio por lá, mas ele não passou em branco vestindo a canarinho. E do melhor jeito Túlio Maravilha: marcou, pra cima da Argentina, um “gol de mão”, em plena quarta de final da Copa América. Ele dava show! A partir do final da década de 90 seu futebol entrou em declínio, com passagens discretas no Corinthians, Fluminense e Cruzeiro. A partir daí foi uma peregrinação pelo país: foram mais de 20 times. E muitos gols. Quase tanto quando Pelé e Romário. Nas contas do folclórico jogador foram 1000. O milésimo, assim como os outros dois jogadores que chegaram ao feito, foi de pênalti, mas no modesto Araxá de Minas. Túlio tem história, muitas. Provou muitos ternos e teve (tem!) muita idolatria. Túlio foi o ídolo máximo de uma geração de Botafoguenses que cresceu vendo suas façanhas na TV. Crianças que em 95 gritavam, quase roucas com seu pai que TÚLIO NÃO PERDOA, MATA! Por que joga de terno? Artilheiro, matador: Túlio não perdoava, marcava, matava! Oportuno na frente, malandro. É inquestionável sua precisão nas finalizações. Muito por conta disso, comandou o título de 95 pelo Botafogo, apesar das contundentes polêmicas. Na frente, meu amigo, não tinha o que polemizar: passa pro Túlio, deixa com ele! 🚹 Túlio Humberto Pereira Costa 👶 2 de junho de 1969 (46 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Goiás, Sion (SUI), Botafogo, Corinthians, Vitória, Fluminense, Cruzeiro, Vila Nova, São Caetano, Vila Nova, Santa Cruz, Újpest (HUN), Brasiliense, Atlético Goianiense, Tupy, Jorge Wilstermann (BOL), Anapolina, Volta Redonda, Juventude, Al-Shabab(EAU), Volta Redonda, Fast, Canedense, Vila Nova, Itumbiara, Goiânia, Botafogo-DF, Potyguar, Barras, Canedense, Bonsucesso, CSE, Tanabi, Vilavelhense, Araxá. 🏆 Campeonato Suíço 92 (Sion), Campeonato Brasileiro 95 (Botafogo); Copa da Hungria 02 (Újpest), Campeonato Brasileiro Série C 02 (Brasiliense). 👑 Bola de Prata da Revista Placar 89, 91, 94 e 95; Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro: 91, 94 e 95; Melhor atacante do Campeonato Brasileiro 95; Melhor atacante do Brasil 94 e 95; Chuteira de Ouro do Brasil 94, 95 e 1996; Jogador Brasileiro do Ano 95; Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) #Botafogo #Brasil #SeleçãoBrasileira #Atacante
- Quem teria sido Dener?
Assim como foi a carreira efêmera de Dener Augusto de Sousa no tapete verde do nosso futebol, o artigo de hoje sobre a carreira de Dener será curto. E para explicarmos quem foi (ou quem poderia ter sido) Dener vamos dividir esse artigo em duas partes: -Quem foi Dener? De família pobre, criado na Vila Mariana em São Paulo, Dener era mais um entre tantos querendo mudar de vida jogando bola. Órfão de pai desde os oito anos, dividia o tempo entre o estudo, ajudar a mãe e os treinos no time de futsal do bairro para ganhar uns trocados. Foi aceito na peneira da Portuguesa e logo promovido ao time principal, alternando entre o time dos profissionais e a da garotada da base. Em 91 ganhou seu primeiro título, a Copa São Paulo de Futebol Junior, e eleito o melhor jogador do campeonato. Dener, era ágil, habilidoso, driblava com muita facilidade e era difícil pará-lo até que chegasse ao gol. Com 20 anos já estreava na Seleção Brasileira, onde fez dois jogos sob o comando de Paulo Roberto Falcão e se saiu muito bem. Em 1993, Dener foi emprestado por três meses ao Grêmio, clube no qual conquistou o seu primeiro e único título numa equipe profissional, o de campeão gaúcho de 93. No fim do empréstimo, o jogador retornou à Portuguesa para disputar o Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, 94, o jogador foi novamente emprestado, agora para um clube carioca, o Vasco da Gama, onde teve belas atuações. Seus dribles desconcertantes e constantes chamavam atenção, o futebol se rendia às habilidades de Dener. O Stuttgart decidiu levá-lo para a Alemanha. Contrato assinado. Mas a chance de jogar na Europa e trazer conforto à família como sempre quis nunca saiu do papel. Em um acidente de carro, Dener morreu enforcado no cinto de segurança no dia 19 de abril de 1994. E aí o mundo do futebol, em luto pela perda do jovem e promissor jogador se perguntava: -Quem teria sido Dener? "O Dener, pela sequência, iria pra atingir esse patamar de Neymar. Estava faltando aquele título mundial pro Brasil. Nós acreditávamos muito na convocação para 94. Acho que o Dener tinha até um pouco mais de esperteza (do que Neymar), malandragem e jogo além do potencial técnico." (Luizinho, ex-companheiro pelo Vasco) "O Dener era do nível de Ronaldinho, Neymar. Tinha um futuro extraordinário pela frente. Acho que ele não sabia a força que tinha. Se ele se preocupasse só em jogar, seria um dos melhores do mundo. Infelizmente ele era desligado, faltava ao treino. Na concentração às vezes faltava, mas quando estava ligado ele arrebentava. O Dener era assim: havia uma perspectiva de arrebentar, ser o maior, aí sumia de novo. Se ele se se dedicasse mais, poderia ser diferente" (Pepe, ex-treinador pela Portuguesa) "Se ele ficasse em São Paulo e não tivesse se envolvido em problemas com a Portuguesa, acho que seria um destaque nacional durante muito tempo, com chance de ir para o exterior. Mas infelizmente as companhias dele, amigos e situações criadas por ele na Portuguesa o prejudicaram e atrapalharam a prosperar. Se nós falarmos só do futebol, ele era do primeiro escalão. Era diferenciado, com velocidade. Ele tinha capacidade de drible do Neymar e do Robinho do Santos, com mais velocidade. Ele era um pouco menor, os dribles e fintas dele eram mais facilitados. Um dos maiores talentos que treinei, sempre jovenzinho." (Leão, ex-treinador pela Portuguesa) "Já joguei com Ronaldinho, Kaká, Raí, peguei muitos jogadores de talento, mas ele é acima da média mesmo. Quem se aproxima dele hoje é o Ronaldinho Gaúcho, que aliava força e coragem. Éramos companheiros de quarto e parceiro no truco. Ele era mais do que o Neymar, tinha algo mais do que o Neymar. Acho que era parecido com o Ronaldinho Gaúcho no auge, no Barcelona. Ele era muito ativo no campo. Ele tinha problemas de horários, estourava, mas em campo ele jogava muito" (Capitão, ex-companheiro na Portuguesa) Por que jogava de terno? Dener era aquele jogador que valia a pena pagar pelo ingresso. Não tinha medo de cara feia e não se amedrontava à frente do zagueiro, partia pra cima. Baixinho, veloz e muito técnico, nunca abria mão de tentar um drible e fazer valer a pena a expressão "futebol arte". Quem poderia ter sido Dener se não tivesse morrido tragicamente nós nunca saberemos, mas nós do JdT não estaríamos escrevendo sobre ele se não tivesse colaborado com o nosso futebol e deixado sua marca na história. Mesmo que por tão pouco tempo. 🚹 Dener Augusto de Sousa 👶 2 de abril de 1971, faleceu em 19 de abril de 1994 (23 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Portuguesa, Grêmio, Vasco 🏆 Campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 91 (Portuguesa); Campeonato Gaúcho 93 (Grêmio) 👑 Melhor jogador da Copa São Paulo de Futebol Júnior 91 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,6) #Portuguesa #Grêmio #Vasco #Brasil #Atacante #SeleçãoBrasileira
- O estrategista
Talvez você não se recorde de imediato qual a pessoa que atendia pelo nome de Mário Travaglini, porém o futebol brasileiro é o que é hoje, em parte, pelo que esse cara fez fora das quatro linhas. Em pé à frente do banco de reservas. Travaglini não foi um jogador com uma carreira memorável, porém era um zagueiro respeitado que atuou por Ypiranga-SP, Palmeiras, Ponte Preta e Nacional-SP. Porém, após sua saída precoce dos gramados ele entraria de vez para a história do futebol, e foi como treinador. Em 1963 dirigiu as categorias de base do Palmeiras, clube que o consagraria como treinador da histórica academia palmeirense. Como se não bastasse Travaglini comandou a Máquina Tricolor (Fluminense de 1975-76) e graças a seus estilo paternalista permitiu que se instalasse a Democracia Corintiana em 1981. Politizado, foi presidente do sindicato dos treinadores de São Paulo. Por que jogava de terno? Foi de terno que se consagrou, literalmente, porém como estrategista, comandante e líder. Em uma época que o treinador não era tão valorizado revolucionou e tem em seu currículo equipes invejáveis - cada qual a sua maneira - como a Acadêmia do Palmeiras, a Máquina Tricolor do Fluminense e a Democracia Corintiana. 🚹 Mario Travaglini 👶 30 de abril de 1932. Faleceu em 20 de fevereiro de 2014, aos 81 anos 🏠 Brasileiro 👕 Clube Atlético Ypiranga, Palmeiras, Nacional e Ponte Preta. 🏆 (Títulos de destaque apenas como jogador) Campeonato Brasileiro 67 (Palmeiras), Campeonato Brasileiro 74 (Vasco da Gama) 👑 Não há prêmios individuais de destaque Classômetro 👔👔👔 (3) #Palmeiras #Vasco #Brasil
- Yayá, ô Yayá, os modinhas não sabem o que eu sei
A carreira de Yayá começou no modesto ASEC Mimosas, clube do seu país, que também já revelou outros nomes para o cenário mundial, como: Kalou, Zokora, Eboué, Gervinho além de Kolo Touré um dos irmãos de Yayá. Ficou dos 13 aos 18 anos no clube marfinense. Quando se transferiu para o Beveren da Bélgica, ainda com idade para as categorias de base, Touré jogou por três temporadas no time principal. Até que despertou o interesse do time ucraniano Metalurh Donetsk, clube pelo qual disputou duas temporadas. Uma rápida passagem de uma temporada pelo Olympiakos e no ano de 2006, após se destacar na Copa do Mundo, assinou com o Mônaco da França e a partir dai sua carreira ganharia novos rumos. Pelo time francês Yayá foi um dos principais responsáveis pelo não rebaixamento naquele ano. E em 2007, por 10 milhões de euros, aos 24 anos, ele chegava ao Barcelona, que no mesmo ano investiu no consagrado, e também classudo, Thierry Henry. O marfinense brilhava com terno do Barça até a chegada do Pep Guardiola, que começou a dar mais oportunidades a Busquets. Na final da Champions League de 2009, jogou como zagueiro, e no final de 2010, o Barcelona anunciou que ele seria negociado. Em 2 de julho, Touré assinou um contrato de 5 anos com o Manchester City. Passou a vestir o terno de número 42, o inverso do número 24 que ele usava no Barcelona, já que Patrick Vieira usava o 24. Roberto Mancini viu em Yaya um potencial ofensivo e passou usa-lo como armador também. Touré continuou seu bom desempenho e foi responsável pelo gol do título contra o Stoke City pela final da Copa da Inglaterra, no Wembley em 2011, terminando o jejum de títulos do City que já durava 35 anos. O melhor estava por vir: vamos ao dia 13 de maio de 2012, que nunca mais será esquecido pelo lado azul de Manchester. Em uma partida histórica, decidida com um gol de Sergio Agüero aos 49 minutos do segundo tempo, o City venceu o Queens Park Rangers por 3 a 2, de virada, e conquistou o Campeonato Inglês pela primeira vez desde 1968. O jogo foi apenas um reflexo do ocorreu em outras partidas daquela temporada, sempre com viradas ao final das partidas. Quis o destino que mais uma vez Pep entrasse em sua vida. Em julho deste ano o treinador assumirá os citizens, e ainda não é certo que o marfinense será aproveitado. Pela seleção Yaya destacou-se sempre. Um dos principais nomes marfinenses da história. Em 2014 enquanto disputava a Copa do Mundo, foi surpreendido com a morte do seu irmão mais novo, Ibrahim Touré, vitima de câncer. Yaya e Kolo optaram por ficar no Brasil e disputar a última partida da fase de grupos contra a Grécia, que valia a classificação. Por que joga de terno? Yaya consegue unir força, técnica e velocidade. Quando volante tem boa saída de bola, posicionamento, precisão nos desarmes e é um elemento “surpresa”. Na armação sempre deixa os companheiros em boas condições e finaliza bem. 🚹 Gnégnéri Yaya Touré 👶 13 de maio de 1983 (32 anos) 🏠 Marfinense 👕 ASEC Mimosas; Beveren; Metalurh Donetsk; Olympiakos Monaco; Barcelona; Manchester City e Seleção Marfinense 🏆 Campeonato Grego 06 (Olympiakos); Campeonato Espanhol 09, 10; Liga dos Campeões 09; Mundial de Clubes 09 (Barcelona); Campeonato Inglês 12, 14 (Manchester City); Copa das Nações Africanas 15 (Seleção) 👑 Futebolista Africano do Ano 11, 12, 13, 14; Equipe do Ano pela PFA 12, 14; Equipe do ano do jornal L'Équipe 13; Futebolista Africano do Ano pela BBC 13 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,7) #SeleçãoMarfinense #Olympiakos #Barcelona #ManchesterCity
- "Meu coração é um escudo de cinco pontas, vermelho, preto e branco"
Critique o quanto quiser, mas nenhum jogador de seu time, seja ele qual for, se dedicou tanto tempo quanto Rogério Ceni ao São Paulo Futebol Clube. Se você é torcedor São Paulino e tem entre 0 e 25 anos, com certeza não se lembra do clube do Morumbi sem Rogério Ceni. Rogério Mücke Ceni, nascido em Pato Branco no interior do Paraná, mas desde jovem morador de Sinop no Mato Grosso. É o maior ídolo da torcida Tricolor sem sombra de dúvidas. O m1to, foi campeão mato-grossense em 90 pelo time homônimo de sua cidade, e depois foi direto ao São Paulo, através de uma peneira para integrar as divisões de base do clube. Ao lado de uma geração vitoriosa, o goleiro foi chamando atenção do mestre Telê. Um marco importante na carreira de Rogério é o falecimento de Alexandre, segundo goleiro do São Paulo no início dos anos 90. Alexandre era cotado como uns dos melhores goleiros jovens do Brasil, tinha total capacidade para ocupar a vaga de Zetti em sua ausência, mas infelizmente a vida é cheias de surpresas. Ceni, ocuparia sua vaga na suplência de Zetti após o falecimento do garoto Alexandre em um acidente de carro Personalidade forte, Rogério sempre foi contestado por suas entrevistas, já que no início de carreira polemizava em querer jogar. Foi com sua personalidade forte e a saída do já veterano Zetti que Rogério vestiu a camisa 1 do time da fé. A princípio, muito criticado pela torcida, já que era um goleiro com muita elasticidade e pouca experiência, sofrendo com falhas juvenis causadas muitas vezes por falta de experiência e afobação. Ceni foi ganhando espaço com o passar do tempo. Começou a cobrar faltas e fazer gols. Virou um amuleto para o clube e se garantiu como titular. Em 2000 fez um dos maiores gols de sua carreira, na final contra o Santos do Paulistão. Já capitão da equipe ao lado de Raí, Rogério liderava o clube nos tempos de “vacas magras” ou “pós Telê” com a conquista de dois paulistas. Cada ano que passava evoluía dentro de campo, tanto dentro do gol, quanto em suas já tradicionais cobranças de faltas e pênaltis. No ano de 2004, sofre com uma das suas maiores decepções de sua carreira, com a derrota para o Once Caldas na semifinal da Taça Libertadores. Rogério e Luís Fabiano sofrem com a ira da torcida, carente de títulos importantes, fato que culminou na saída do centroavante. Em 2005 tudo muda na vida de Ceni. Com um time cascudo, formado nos últimos três anos, o São Paulo foi campeão do Paulista e realizou maior sonho de goleiro com a camisa do Tricolor, ganhar a Taça Libertadores da América. Além disso, no mesmo ano, Rogério foi o artilheiro do time na competição sul-americana. No segundo semestre o goleiro tricolor faz um de seus maiores jogos da carreira, contra o Liverpool. Com uma lesão no menisco adquirida dois dias antes da partida nos treinamentos, Rogério fez o jogo inteiro contra os “Reds” com dificuldade de apoiar o pé esquerdo. O mesmo pé que apoiaria seu corpo para fazer uma das maiores defesas da história do futebol, em um chute no ângulo de Gerrard e ajudando o clube do Morumbi a erguer o seu terceiro Mundial Interclubes. Já incontestável no gol e com uma máquina de ganhar títulos, o São Paulo ainda ganharia três títulos nacionais seguidos, feito inédito para qualquer clube brasileiro. O veterano, tinha alcançado seu auge, sendo o maior ídolo do clube, mais vencedor e, ainda tinha sede para continuar tentando vencer. Em 2011, Ceni fez seu centésimo gol sobre o arquirrival Corinthians. Mas, devido a uma administração política contestável do clube, sofreu com a falta de elenco de qualidade para campeonato, tendo um último respiro de glórias com a revelação do jovem Lucas e o título da Copa Sul-americana em 2012. Os restantes das temporadas em que jogou foi um reflexo do ambiente conturbado politicamente do clube. Mas, que de maneira alguma apagou ou apagará o amor da torcida pelo que representava a equipe tricolor. Rogério acabou se aposentando no final de 2015, dez anos depois do seu memorável jogo em Yokohama. Com dois livros, alguns filmes e diversos relatos, Rogério não conseguiu em sua essência relatar tudo que viveu no Tricolor do Morumbi e ainda é muito cedo para isso. É justo muitas críticas em cima do jogador, mas, muitas vezes o torcedor são paulino se viu nele. E é essa a idolatria do tricolor pelo goleiro, os títulos, defesas e gols ajudaram o São Paulo a ser o que é. Mas, seu amor pela camisa que sempre vestiu, além de sua garra em entrar em todo jogo como se fosse o último, fez do Rogério a lenda que é hoje. Lenda essa que ainda é pequena, comparada com o que vai ser daqui a algumas décadas. Por que jogava de terno? Rogério Ceni jogou de terno por ter se preparado para isso. Quando chegou ao São Paulo não sabia cobrar tiro de meta - obrigação para seu ofício de goleiro. Durante toda sua carreira chegou uma hora antes dos treinos para evoluir tecnicamente tanto com os pés, quanto com as mãos. Foi muito bom em cobranças de faltas, sendo considerado um dos melhores de sua época. Além disso, fez 132 gols com a camisa do São Paulo, 1238 jogos dentro de campo e mais de 978 vezes capitão de um clube. 🚹 Rogério Mücke Ceni 👶 22 de janeiro de 1973 (43 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Sinop, São Paulo e Seleção Brasileira 🏆 Mundial de Clubes: 93, 05; Copa Libertadores da América: 93, 05; Copa Sul-America: 12, Copa Conmebol: 94; Campeonato Brasileiro: 06, 07, 08; Copa dos Campeões Mundiais: 95, 96; (São Paulo) Copa das Confederações: 97, Copa do Mundo de Seleções: 2002 (Seleção Brasileira) 👑 Melhor Goleiro do Mundo - (RSSSF - Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation): 2005, Melhor Goleiro da América do Sul (IFFHS): 05, 06, 07 e 08, Goleiro Ideal da América do Sul (El País, Uruguai): 05 e 06, Bola de Ouro do Mundial de Clubes da FIFA: 2005, Melhor Jogador da Copa Libertadores da América: 05, Melhor Goleiro da Copa Libertadores da América: 05, Melhor Goleiro da Copa Sul-Americana: 2014, Bola de Ouro (Placar): 08, Melhor jogador do Campeonato Brasileiro: 06 e 07, Rei da Bola do Brasileirão: 07, Craque da Torcida: 07 e 14, Bola de Prata (Placar): 00, 03, 04, 06, 07 e 08, Melhor Goleiro do Campeonato Brasileiro: 06 e 07, Melhor Goleiro do Brasil: 02, 03, 05 e 06 - RSSSF, Seleção Ideal do Brasil: 02, 03, 05 e 06 - RSSSF, 3º Maior Goleiro Brasileiro do Século XX - IFFHS, 10º Maior Jogador Brasileiro do Século XX - IFFHS, 13º Melhor goleiro do mundo - IFFHS da década: (01 - 09). Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Goleiro #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006
- "Ele passa a bola a quarenta metros"
E ele é um gigante e ele é foda. Assim canta a fanática torcida do Liverpool para Steven George Gerrard, um dos maiores ídolos da história do clube inglês. Gerrard chegou aos Reds em 1987, quando tinha apenas sete anos. Estreou em 1998, com 18. Em 2002, com 22 anos, assumiu a braçadeira de capitão da equipe, posto que só largaria quando saiu do clube, no ano passado. Foram 27 anos de dedicação ao Liverpool. Steven Gerrard é um jogador mundialmente conhecido por sua determinação, técnica inconfundível, lançamentos precisos e um poderoso chute de média e longa distância. Muitos o consideram um meia completo, por ter ótimas capacidades ofensivas e defensivas. Seu envolvimento com o time inglês sempre foi muito mais que uma relação de mero profissionalismo. Um exemplo disso é que Gerrard, antes de todos os jogos em Anfield, visitava o Memorial do ‘Desastre de Hillsborough’, no qual 96 torcedores do Liverpool morreram pisoteados e 766 ficaram feridos. O Liverpool era o seu maior combustível para jogar futebol. Gerrard sempre foi a esperança dos torcedores ingleses para o Liverpool voltar aos tempos de glórias das décadas de 70 e 80. E, de fato, Steven foi o protagonista de muitas conquistas. A principal delas foi a Champions League 04/05, conquistada nos pênaltis após um empate por 3x3 com o Milan, considerada uma das partidas mais eletrizantes da história do futebol mundial. O primeiro tempo virou com o placar de 3x0 para o clube italiano. No segundo tempo, Gerrard estava endiabrado e, na gíria do futebol, só faltou fazer chover. Marcou o primeiro da equipe inglesa e, com sangue nos olhos, pedia para que a torcida dos Reds incendiasse ainda mais o jogo. O Liverpool alcançou o empate, venceu nos pênaltis e Gerrard seria o encarregado de levantar a taça mais importante de sua carreira. No mesmo ano, na final do Mundial Interclubes contra o São Paulo, Gerrard ficaria marcado para nós brasileiros e, principalmente, para os são paulinos, por uma falta magistralmente cobrada em que Rogério Ceni, de forma ainda mais magistral, fez uma das maiores defesas que o mundo já viu. Mesmo sendo um jogador vitorioso e uma lenda para o Liverpool, Steven Gerrard convive com a decepção de nunca ter vencido uma Premier League. A que passou mais perto foi a da temporada 13/14, na qual o capitão passou a maior decepção de sua carreira. Na 36ª rodada contra o Chelsea em Anfield, o jogo que seria o mais decisivo na disputa do título, Gerrard escorregou e deu um presente para o atacante Demba Ba abrir o placar para o Chelsea. O Liverpool perdeu o jogo por 2x0 e viu ruir a sua luta pelo título inglês. O capitão da equipe já disse em entrevistas que “remói o lance todos os dias”. Em Maio de 2015, fez sua última partida pelo Liverpool e se transferiu para o Los Angeles Galaxy para jogar a promissora MLS. Pelo clube inglês, foram 710 jogos e 186 gols marcados. Por que joga de terno? Steven Gerrard é um dos melhores meio-campistas da história contemporânea do futebol e é considerado por muitos o melhor inglês de sua geração. Dono de uma das pernas direitas mais potentes do esporte, Gerrard é uma lenda em Liverpool e uma referência praticamente perfeita para os saudosistas do futebol que ainda se importam muito com amor à camisa. 🚹 Steven George Gerrard 👶 30 de Maio de 1980 (35 anos) 🏠 Inglês 👕 Liverpool, Los Angeles Galaxy 🏆 Copa da UEFA 00/01; Supercopa Europeia 01, 05; Copa da Inglaterra 00/01, 05/06; Copa da Liga Inglesa 00/01, 03/04, 11/12; Supercopa da Inglaterra 01, 06; Liga dos Campeões da UEFA 04/05 (Liverpool) 👑 Jogador inglês do ano 07, 12; Jogador do ano 05 (UEFA); FIFA World XXI 07, 08, 09; Jogador mundial popular 06 (IFFHS) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,7) #Liverpool #SeleçãoInglesa
- Mestre Ziza
Talvez o grande ídolo de grandes ídolos do futebol nacional. Zizinho é considerado o “primeiro meia” do Brasil. Vice-campeão mundial da copa de 1950 foi considerado o melhor jogador do certame. Não à toa, é um dos maiores ídolos da história do Flamengo. Com um início de carreira cheio de desconfiança por conta de sua silhueta franzina, ganhou sua primeira chance no clube da Gávea aos 18 anos (em 1939), quando, Flávio Costa, então técnico do time, o sacou para entrar no lugar do craque Leônidas da Silva, machucado. O garoto entrou, marcou. Deu baile e no dia seguinte foi integrado ao time principal. Em 1942 já era titular quando conquistou sua primeira grande vitória: foi chamado para seleção brasileira, a disputar o então campeonato sul-americano. Saiu sem o título, mas voltava ao time carioca com uma importante experiência internacional. Com seu futebol ainda mais apurado, conquistou o título estadual daquele ano. A fama de “primeiro meia” surgiu em 1943 quando Zizinho começou a jogar mais recuado. Virou um grande armador e seu futebol só aumentou. Mais uma vez, foi fundamental para mais um título estadual. Em 44, conquistou o histórico tricampeonato do rubro-negro. A conquista ficou marcada porque o time era mais enfraquecido do que os dos anos anteriores e o Vasco vinha de uma grande campanha, conquistando a alcunha de “Expresso da Vitória” Se sua fama e idolatria estavam se consolidando no time da Gávea, na seleção brasileira ela teve uma brusca turbulência. Ele foi um dos jogadores envolvidos na “sanguinolenta” batalha de Nuñez, uma briga generalizada entre argentinos e brasileiros. Dentre polêmicas envolvendo esse episódio e algumas contusões, Zizinho ficaria três anos longe do escrete canarinho, voltando às vésperas da então copa no Brasil: no campeonato Sul Americano de 1949, disputado em solo brasileiro, Zizinho voou, marcou cinco gols no torneio e ajudou a levantar a taça, seu primeiro título internacional. A conquista só alimentou a certeza de um novo triunfo no ano seguinte, na Copa. Mas, quis o destino que Ghiggia fizesse aquele gol no Maracanã. Paralelamente, Zizinho já não vivia um bom momento no time que o projetou e onde estava há mais de 10 anos, ainda mais por uma “aposta” entre os presidentes de Bangu e do Rubro Negro deixou a Gávea e foi pra o time de Bangu. Chateado, Zizinho vestiu a camisa Alvirrubro e na primeira oportunidade ajudou a aplicar uma goleada de 6x0 contra seu ex-time. Detalhe, desfilando em campo. Convocado para a copa, atuou somente no terceiro jogo e fez uma partida mágica contra a Iuguslávia. O Brasil mudou o jeito de jogar naquela copa e depois que Zizinho entrou no time titular, aplicou duas goleada, uma na Espanha (6x1) e uma na Suécia (7x1 – pois é, naqueles tempos isso quem fazia era a gente...). A derrota para o Uruguai trouxe um pesado gosto amargo a todos do selecionado, mas, de certa forma, trouxe a Zizinho a glória de ser o melhor jogador daquela Copa. O consagrou ao mundo todo. Mesmo sendo convocado algumas outras vezes para a seleção, Zizinho (como a maioria dos jogadores daquela copa) começou a sair de cena. Não foi a Copa de 1954 tampouco na de 1958, já veterano com quase 37 anos. Em 1957 foi jogar no São Paulo, onde voltaria a conquistar um título, o paulista daquele ano. Já em quase final de carreira, num emblemático jogo entre São Paulo e Santos, Zizinho, pelo tricolor, enfrentava um moleque de 17 anos que se dizia seu fã. O São Paulo goleou por 6x2 e acontecia ali uma troca fabulosa: saia a majestade de Mestre Ziza e entrava em cena o maior de todos os tempos, o moleque fã de 17 anos. Pelé. Se aposentou oficialmente em 1962, jogando e treinando no Chile, palco do bi-campeonato mundial da seleção brasileira. Porque jogava de terno? Era dono de um futebol vistoso, aguerrido e bonito. Foi considerado o primeiro meia armador da história da seleção brasileira. Foi o maior ídolo na Gávea antes de Zico. Para Pelé, foi ele quem o inspirou, seu Mestre. 🚹 Thomaz Soares da Silva. 👶 14 de Setembro de 1921. 🏠 Brasileiro. 👕 Flamengo, Bangu, São Paulo e Audax Italiano. 🏆 Campeonato Carioca de 42, 43 e 44 (Flamengo), Paulista de 1957 (São Paulo), Campeonato Sul-Americano de 1949 (Seleção Brasileira) 👑 Melhor Jogador da Copa do Mundo da FIFA: 1950, Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1950 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Flamengo #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1950
- Jogue como uma mulher
Dez, nota D-E-Z! E o desfile aqui nada tem a ver com a passarela do samba. Mas, sim, com a maestria e o porte de rainha que fazem a alagoana Marta Viera da Silva desfilar como ninguém pelo tapete verde – ou vermelho, nas várias ocasiões em que seu nome esteve presente nas premiações de gala do futebol mundial. Eleita por cinco vezes consecutivas como a melhor jogadora de futebol do mundo, atualmente ela já supera até mesmo Pelé em número de gols marcados pela Seleção. E é por isso que hoje, especialmente hoje, precisamos falar sobre Marta. Marta Vieira da Silva não ostenta um sobrenome imponente, não cresceu nos grandes centros urbanos e muito menos nasceu em berço de ouro, embora fique muito bem de chuteiras douradas. Orgulha-se por ter driblado todos os adversários de sua carreira – com inimigos que vão muito além dos abismos fixados entre o futebol masculino e o feminino – levantando a bandeira a favor da igualdade e contra o preconceito que tornou sua caminhada ainda mais difícil por ser mulher, nordestina e pobre. Filha de pais divorciados e acompanhando de perto a exaustiva jornada da mãe para colocar comida em casa, Marta encontrava refúgio no futebol, nas partidas que disputava com os primos num campinho de terra improvisado na vizinhança. A notória habilidade com a bola nos pés chamou atenção do Centro Sportivo Alagoano, seu time de juventude. Tanto que, aos dezesseis anos, Marta já estava enturmada no Vasco da Gama, ao lado de meninas que já atuavam pela Seleção Brasileira. Mas foi pelo Umeå IK, da Suécia, que ela colecionou títulos e tirou da gaveta o traje de gala, estourando de vez na Europa e América afora. Aos dezenove anos, foi também a atleta mais jovem a faturar a Bola de Ouro – recorde entre homens e mulheres – sem sequer imaginar que ainda ganharia o prêmio de melhor do mundo pelas quatro temporadas seguintes. A artilharia é um capítulo à parte na passarela da canhotinha Marta. Dona da bola em praticamente todos os times por onde passou, ela alcançou mais um feito inédito ao fim do ano passado: no amistoso contra a equipe de Trinidad e Tobago, vencido por nada menos que 11 x 0, Marta ultrapassou Pelé em número de gols marcados pela Seleção Brasileira. No currículo canarinho, constam ainda o tricampeonato pelo torneio internacional de futebol feminino, os dois Pan Americanos, os até então inéditos pés femininos na Calçada da Fama do Maracanã e a esperança verde-amarela de um também inédito Ouro Olímpico neste 2016. Aos 30 anos de idade, Marta da Silva contradiz as tradicionais manchetes de revista feminina especializada em estereotipar vida de artista que chega aos trinta “casada, com três filhos, barriga chapada e um papel de protagonista na nova novela das oito”. Não que uma delas esteja certa e a outra errada. Também não que queiramos comparar Marta e Neymar, por exemplo. O que queremos aqui é que todos e todas sejam enxergadas e valorizadas quaisquer que sejam suas qualidades, dentro ou fora de campo. Neymar é craque, sem dúvidas. Mas Marta já passou para a categoria das heroínas. Por que joga de terno? Aqui muito bem substituído pelo vestido longo e o salto alto, o traje de gala veste ninguém menos que a maior jogadora de futebol de todos os tempos, recorde absoluto de Bolas de Ouro consecutivas entre homens e mulheres. A maior artilheira da Seleção Brasileira e da história das Copas do Mundo de Futebol Feminino joga de salto não só por sua classe e elegância no gramado, mas porque, através de seu trabalho, chama atenção do mundo contra quem ainda insiste em achar esquisito uma mulher que joga futebol, vai ao estádio sozinha e assina seus próprios golaços. 🚹 Marta Vieira da Silva 👶 19 de fevereiro de 1986 (30 anos) 🏠 Brasileira 👕 Vasco da Gama, Santa Cruz-MG, Umeå IK, Los Angeles Sol, Santos, FC Gold Pride, Western New York Flash, Tyresö FF, FC Rosengård e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro Sub-19 01 (Vasco da Gama); Liga dos Campeões da UEFA 03/04, Campeonato Sueco 05-08 e Copa da Suécia 07 (Umeå IK); Libertadores e Copa do Brasil 09 (Santos); Liga dos EUA 10 (FC Gold Pride) e 11 (Western New York Flash); Prata nas Olimpíadas 04 e 08, Ouro nos Jogos Pan-Americanos 03 e 07, Campeonato Sul-Americano 03 e 10 e Torneio Internacional SP 09, 11 e 12 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Ouro da FIFA 06-10; Bola e Chuteira de Ouro da Copa do Mundo 07; Bola de Ouro da Copa do Mundo Sub-20 04; Maior artilheira da história da Seleção Brasileira; Maior artilheira da história das Copas do Mundo de Futebol Feminino Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (10) #FutebolFeminino #Brasil #Vasco #Santos #SeleçãoBrasileira
- Robinho ou Robson?
O ano era 2002. O Santos vivia um jejum de 37 anos desde o último título nacional, a Taça Brasil de 65, conquistada por aquele time quase imbatível comandado por Pelé. E no Campeonato Brasileiro daquele ano, o último na era do mata-mata, poucos apostariam que dessa vez seria diferente . A diretoria, sem dinheiro para investir em grandes nomes, resolveu apostar na base. Alex. E o time, até então desacreditado, conseguiu ficar com a última vaga para a fase eliminatória (8º). Elano. Passou por São Paulo, Santos, Grêmio. Diego. Chegou à grande final contra o Corinthians. ROBINHO. 1,2,3,4,5,6,7, 8 pedaladas à frente da área em cima de Rogério, lateral corinthiano que jamais vai esquecer daquele lance. Pênalti. Gol. Santos Campeão Brasileiro de 2002. Foi preciso dedicar todo este parágrafo para falar da conquista santista antes de contarmos quem é Robson de Souza, Robinho, o Rei das Pedaladas. Aquele foi um ano que viria a consagrar uma geração de novos jogadores vindo da base do Peixe. E o Robinho o maior deles. O Santos não só saiu da fila de títulos brasileiros como chegou à final da Libertadores de 2003 e conquistou novamente o Brasileirão em 2004. "Novo Pelé", diziam. "Quero ser o melhor do mundo", dizia. 2005 e a oportunidade que todo jovem jogador deseja, vestir a camisa de um dos maiores clubes do mundo, o Real Madrid. A expectativa de dar mais pedaladas, entortar adversários com sua agilidade e técnica não foram correspondidas. Começou a sentir o sabor amargo de começar a partida no banco de reservas, o que para ele era novidade desde que havia despontado no Santos. Forçou sua saída e acabou indo parar no Manchester City. Mais um fracasso. Enquanto isso, aqui no Brasil, a torcida santista sentia a falta dele. O Santos já não era mais o mesmo, já que, assim como Robinho, Elano, Diego e outros nomes que se destacaram naquela campanha de 2002 também estavam jogando na Europa. Em 2010 Robinho volta à Vila Belmiro, por empréstimo, com grande euforia. Tempo o suficiente para ser campeão da Copa do Brasil em 2010. Robinho precisava do Santos para recuperar a confiança. O Santos precisava de Robinho para conquistar títulos, mesmo com ótimos jogadores surgindo na base, como Paulo Henrique Ganso e Neymar. Mas o empréstimo acabou e ele voltou ao City, sendo logo negociado com o Milan. E aí o roteiro se repete: um bom começo no time titular, queda de produção, insatisfação no banco de reservas, Santos. Já estamos em 2014 e na terceira passagem de Robinho pelo time da Vila. E mais uma proposta milionária surge para, mais uma vez, fazer Robinho carimbar o passaporte. Europa? Não? Futebol de alto nível? Muito menos. Dinheiro? Talvez. O Guangzhou Evergrande oferece a ele algo em torno de R$ 3,4 milhões por mês. "Tenho de pensar na minha família", disse o jogador que ganhava R$ 800 mil. Chegamos, enfim, a 2016 e surgia, novamente, a expectativa de ver Robinho desfilar no tapete verde do Brasil. Santos? Não. Alvinegro? Atlético-MG. Dinheiro? Talvez. Robinho agora é Robson. Robson não quis mais vestir o terno daquele que o projetou para o mundo, para a Seleção Brasileira. Para os santistas uma traição, para os atleticanos, Robinho. Quem sabe? Por que joga de terno? Robinho, ou Robson é um dos maiores nomes brasileiros que surgiram no século XXI no Brasil, seu currículo é recheado de títulos, seja com o terno do Santos, da Seleção Brasileira ou com os que vestiu na Europa. Não chegou a ser o melhor do mundo como desejava, mas é dotado de técnica apurada em vários fundamentos, do passe à finalização, não à toa ainda hoje, aos 32 anos, possui mercado no Brasil e na Europa, pra onde pode voltar no futuro. E o Santos? Quem sabe. 🚹 Robson de Souza 👶 25 de janeiro de 1984 (32 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santos, Real Madrid, Manchester City, Milan, Guangzhou Evergrande, Atlético-MG e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro 02 e 04, Copa do Brasil 10 (Santos); Campeonato Espanhol 06/07 e 07/08 (Real Madrid); Campeonato Italiano 10/11 (Milan); Super Liga Chinesa 15 (Guangzhou Evergrande); Copa das Confederações 05 e 09 e Copa América 07 (Seleção Brasileira) 👑 Melhor ponta-esquerda da Europa 07; Melhor jogador e Chuteira de Ouro da Copa América 07; Bola de Prata 02, 03 e 04; Bola de Ouro 04; Melhor jogador jovem do Mundo (World Soccer) 07; Classômetro 👔👔👔👔👔👔 (7,2) #Santos #RealMadrid #AtléticoMG #SeleçãoBrasileira #Brasil









