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  • Mestre Ziza

    Talvez o grande ídolo de grandes ídolos do futebol nacional. Zizinho é considerado o “primeiro meia” do Brasil. Vice-campeão mundial da copa de 1950 foi considerado o melhor jogador do certame. Não à toa, é um dos maiores ídolos da história do Flamengo. Com um início de carreira cheio de desconfiança por conta de sua silhueta franzina, ganhou sua primeira chance no clube da Gávea aos 18 anos (em 1939), quando, Flávio Costa, então técnico do time, o sacou para entrar no lugar do craque Leônidas da Silva, machucado. O garoto entrou, marcou. Deu baile e no dia seguinte foi integrado ao time principal. Em 1942 já era titular quando conquistou sua primeira grande vitória: foi chamado para seleção brasileira, a disputar o então campeonato sul-americano. Saiu sem o título, mas voltava ao time carioca com uma importante experiência internacional. Com seu futebol ainda mais apurado, conquistou o título estadual daquele ano. A fama de “primeiro meia” surgiu em 1943 quando Zizinho começou a jogar mais recuado. Virou um grande armador e seu futebol só aumentou. Mais uma vez, foi fundamental para mais um título estadual. Em 44, conquistou o histórico tricampeonato do rubro-negro. A conquista ficou marcada porque o time era mais enfraquecido do que os dos anos anteriores e o Vasco vinha de uma grande campanha, conquistando a alcunha de “Expresso da Vitória” Se sua fama e idolatria estavam se consolidando no time da Gávea, na seleção brasileira ela teve uma brusca turbulência. Ele foi um dos jogadores envolvidos na “sanguinolenta” batalha de Nuñez, uma briga generalizada entre argentinos e brasileiros. Dentre polêmicas envolvendo esse episódio e algumas contusões, Zizinho ficaria três anos longe do escrete canarinho, voltando às vésperas da então copa no Brasil: no campeonato Sul Americano de 1949, disputado em solo brasileiro, Zizinho voou, marcou cinco gols no torneio e ajudou a levantar a taça, seu primeiro título internacional. A conquista só alimentou a certeza de um novo triunfo no ano seguinte, na Copa. Mas, quis o destino que Ghiggia fizesse aquele gol no Maracanã. Paralelamente, Zizinho já não vivia um bom momento no time que o projetou e onde estava há mais de 10 anos, ainda mais por uma “aposta” entre os presidentes de Bangu e do Rubro Negro deixou a Gávea e foi pra o time de Bangu. Chateado, Zizinho vestiu a camisa Alvirrubro e na primeira oportunidade ajudou a aplicar uma goleada de 6x0 contra seu ex-time. Detalhe, desfilando em campo. Convocado para a copa, atuou somente no terceiro jogo e fez uma partida mágica contra a Iuguslávia. O Brasil mudou o jeito de jogar naquela copa e depois que Zizinho entrou no time titular, aplicou duas goleada, uma na Espanha (6x1) e uma na Suécia (7x1 – pois é, naqueles tempos isso quem fazia era a gente...). A derrota para o Uruguai trouxe um pesado gosto amargo a todos do selecionado, mas, de certa forma, trouxe a Zizinho a glória de ser o melhor jogador daquela Copa. O consagrou ao mundo todo. Mesmo sendo convocado algumas outras vezes para a seleção, Zizinho (como a maioria dos jogadores daquela copa) começou a sair de cena. Não foi a Copa de 1954 tampouco na de 1958, já veterano com quase 37 anos. Em 1957 foi jogar no São Paulo, onde voltaria a conquistar um título, o paulista daquele ano. Já em quase final de carreira, num emblemático jogo entre São Paulo e Santos, Zizinho, pelo tricolor, enfrentava um moleque de 17 anos que se dizia seu fã. O São Paulo goleou por 6x2 e acontecia ali uma troca fabulosa: saia a majestade de Mestre Ziza e entrava em cena o maior de todos os tempos, o moleque fã de 17 anos. Pelé. Se aposentou oficialmente em 1962, jogando e treinando no Chile, palco do bi-campeonato mundial da seleção brasileira. Porque jogava de terno? Era dono de um futebol vistoso, aguerrido e bonito. Foi considerado o primeiro meia armador da história da seleção brasileira. Foi o maior ídolo na Gávea antes de Zico. Para Pelé, foi ele quem o inspirou, seu Mestre. 🚹 Thomaz Soares da Silva. 👶 14 de Setembro de 1921. 🏠 Brasileiro. 👕 Flamengo, Bangu, São Paulo e Audax Italiano. 🏆 Campeonato Carioca de 42, 43 e 44 (Flamengo), Paulista de 1957 (São Paulo), Campeonato Sul-Americano de 1949 (Seleção Brasileira) 👑 Melhor Jogador da Copa do Mundo da FIFA: 1950, Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1950 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Flamengo #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1950

  • Jogue como uma mulher

    Dez, nota D-E-Z! E o desfile aqui nada tem a ver com a passarela do samba. Mas, sim, com a maestria e o porte de rainha que fazem a alagoana Marta Viera da Silva desfilar como ninguém pelo tapete verde – ou vermelho, nas várias ocasiões em que seu nome esteve presente nas premiações de gala do futebol mundial. Eleita por cinco vezes consecutivas como a melhor jogadora de futebol do mundo, atualmente ela já supera até mesmo Pelé em número de gols marcados pela Seleção. E é por isso que hoje, especialmente hoje, precisamos falar sobre Marta. Marta Vieira da Silva não ostenta um sobrenome imponente, não cresceu nos grandes centros urbanos e muito menos nasceu em berço de ouro, embora fique muito bem de chuteiras douradas. Orgulha-se por ter driblado todos os adversários de sua carreira – com inimigos que vão muito além dos abismos fixados entre o futebol masculino e o feminino – levantando a bandeira a favor da igualdade e contra o preconceito que tornou sua caminhada ainda mais difícil por ser mulher, nordestina e pobre. Filha de pais divorciados e acompanhando de perto a exaustiva jornada da mãe para colocar comida em casa, Marta encontrava refúgio no futebol, nas partidas que disputava com os primos num campinho de terra improvisado na vizinhança. A notória habilidade com a bola nos pés chamou atenção do Centro Sportivo Alagoano, seu time de juventude. Tanto que, aos dezesseis anos, Marta já estava enturmada no Vasco da Gama, ao lado de meninas que já atuavam pela Seleção Brasileira. Mas foi pelo Umeå IK, da Suécia, que ela colecionou títulos e tirou da gaveta o traje de gala, estourando de vez na Europa e América afora. Aos dezenove anos, foi também a atleta mais jovem a faturar a Bola de Ouro – recorde entre homens e mulheres – sem sequer imaginar que ainda ganharia o prêmio de melhor do mundo pelas quatro temporadas seguintes. A artilharia é um capítulo à parte na passarela da canhotinha Marta. Dona da bola em praticamente todos os times por onde passou, ela alcançou mais um feito inédito ao fim do ano passado: no amistoso contra a equipe de Trinidad e Tobago, vencido por nada menos que 11 x 0, Marta ultrapassou Pelé em número de gols marcados pela Seleção Brasileira. No currículo canarinho, constam ainda o tricampeonato pelo torneio internacional de futebol feminino, os dois Pan Americanos, os até então inéditos pés femininos na Calçada da Fama do Maracanã e a esperança verde-amarela de um também inédito Ouro Olímpico neste 2016. Aos 30 anos de idade, Marta da Silva contradiz as tradicionais manchetes de revista feminina especializada em estereotipar vida de artista que chega aos trinta “casada, com três filhos, barriga chapada e um papel de protagonista na nova novela das oito”. Não que uma delas esteja certa e a outra errada. Também não que queiramos comparar Marta e Neymar, por exemplo. O que queremos aqui é que todos e todas sejam enxergadas e valorizadas quaisquer que sejam suas qualidades, dentro ou fora de campo. Neymar é craque, sem dúvidas. Mas Marta já passou para a categoria das heroínas. Por que joga de terno? Aqui muito bem substituído pelo vestido longo e o salto alto, o traje de gala veste ninguém menos que a maior jogadora de futebol de todos os tempos, recorde absoluto de Bolas de Ouro consecutivas entre homens e mulheres. A maior artilheira da Seleção Brasileira e da história das Copas do Mundo de Futebol Feminino joga de salto não só por sua classe e elegância no gramado, mas porque, através de seu trabalho, chama atenção do mundo contra quem ainda insiste em achar esquisito uma mulher que joga futebol, vai ao estádio sozinha e assina seus próprios golaços. 🚹 Marta Vieira da Silva 👶 19 de fevereiro de 1986 (30 anos) 🏠 Brasileira 👕 Vasco da Gama, Santa Cruz-MG, Umeå IK, Los Angeles Sol, Santos, FC Gold Pride, Western New York Flash, Tyresö FF, FC Rosengård e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro Sub-19 01 (Vasco da Gama); Liga dos Campeões da UEFA 03/04, Campeonato Sueco 05-08 e Copa da Suécia 07 (Umeå IK); Libertadores e Copa do Brasil 09 (Santos); Liga dos EUA 10 (FC Gold Pride) e 11 (Western New York Flash); Prata nas Olimpíadas 04 e 08, Ouro nos Jogos Pan-Americanos 03 e 07, Campeonato Sul-Americano 03 e 10 e Torneio Internacional SP 09, 11 e 12 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Ouro da FIFA 06-10; Bola e Chuteira de Ouro da Copa do Mundo 07; Bola de Ouro da Copa do Mundo Sub-20 04; Maior artilheira da história da Seleção Brasileira; Maior artilheira da história das Copas do Mundo de Futebol Feminino Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (10) #FutebolFeminino #Brasil #Vasco #Santos #SeleçãoBrasileira

  • Robinho ou Robson?

    O ano era 2002. O Santos vivia um jejum de 37 anos desde o último título nacional, a Taça Brasil de 65, conquistada por aquele time quase imbatível comandado por Pelé. E no Campeonato Brasileiro daquele ano, o último na era do mata-mata, poucos apostariam que dessa vez seria diferente . A diretoria, sem dinheiro para investir em grandes nomes, resolveu apostar na base. Alex. E o time, até então desacreditado, conseguiu ficar com a última vaga para a fase eliminatória (8º). Elano. Passou por São Paulo, Santos, Grêmio. Diego. Chegou à grande final contra o Corinthians. ROBINHO. 1,2,3,4,5,6,7, 8 pedaladas à frente da área em cima de Rogério, lateral corinthiano que jamais vai esquecer daquele lance. Pênalti. Gol. Santos Campeão Brasileiro de 2002. Foi preciso dedicar todo este parágrafo para falar da conquista santista antes de contarmos quem é Robson de Souza, Robinho, o Rei das Pedaladas. Aquele foi um ano que viria a consagrar uma geração de novos jogadores vindo da base do Peixe. E o Robinho o maior deles. O Santos não só saiu da fila de títulos brasileiros como chegou à final da Libertadores de 2003 e conquistou novamente o Brasileirão em 2004. "Novo Pelé", diziam. "Quero ser o melhor do mundo", dizia. 2005 e a oportunidade que todo jovem jogador deseja, vestir a camisa de um dos maiores clubes do mundo, o Real Madrid. A expectativa de dar mais pedaladas, entortar adversários com sua agilidade e técnica não foram correspondidas. Começou a sentir o sabor amargo de começar a partida no banco de reservas, o que para ele era novidade desde que havia despontado no Santos. Forçou sua saída e acabou indo parar no Manchester City. Mais um fracasso. Enquanto isso, aqui no Brasil, a torcida santista sentia a falta dele. O Santos já não era mais o mesmo, já que, assim como Robinho, Elano, Diego e outros nomes que se destacaram naquela campanha de 2002 também estavam jogando na Europa. Em 2010 Robinho volta à Vila Belmiro, por empréstimo, com grande euforia. Tempo o suficiente para ser campeão da Copa do Brasil em 2010. Robinho precisava do Santos para recuperar a confiança. O Santos precisava de Robinho para conquistar títulos, mesmo com ótimos jogadores surgindo na base, como Paulo Henrique Ganso e Neymar. Mas o empréstimo acabou e ele voltou ao City, sendo logo negociado com o Milan. E aí o roteiro se repete: um bom começo no time titular, queda de produção, insatisfação no banco de reservas, Santos. Já estamos em 2014 e na terceira passagem de Robinho pelo time da Vila. E mais uma proposta milionária surge para, mais uma vez, fazer Robinho carimbar o passaporte. Europa? Não? Futebol de alto nível? Muito menos. Dinheiro? Talvez. O Guangzhou Evergrande oferece a ele algo em torno de R$ 3,4 milhões por mês. "Tenho de pensar na minha família", disse o jogador que ganhava R$ 800 mil. Chegamos, enfim, a 2016 e surgia, novamente, a expectativa de ver Robinho desfilar no tapete verde do Brasil. Santos? Não. Alvinegro? Atlético-MG. Dinheiro? Talvez. Robinho agora é Robson. Robson não quis mais vestir o terno daquele que o projetou para o mundo, para a Seleção Brasileira. Para os santistas uma traição, para os atleticanos, Robinho. Quem sabe? Por que joga de terno? Robinho, ou Robson é um dos maiores nomes brasileiros que surgiram no século XXI no Brasil, seu currículo é recheado de títulos, seja com o terno do Santos, da Seleção Brasileira ou com os que vestiu na Europa. Não chegou a ser o melhor do mundo como desejava, mas é dotado de técnica apurada em vários fundamentos, do passe à finalização, não à toa ainda hoje, aos 32 anos, possui mercado no Brasil e na Europa, pra onde pode voltar no futuro. E o Santos? Quem sabe. 🚹 Robson de Souza 👶 25 de janeiro de 1984 (32 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santos, Real Madrid, Manchester City, Milan, Guangzhou Evergrande, Atlético-MG e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro 02 e 04, Copa do Brasil 10 (Santos); Campeonato Espanhol 06/07 e 07/08 (Real Madrid); Campeonato Italiano 10/11 (Milan); Super Liga Chinesa 15 (Guangzhou Evergrande); Copa das Confederações 05 e 09 e Copa América 07 (Seleção Brasileira) 👑 Melhor ponta-esquerda da Europa 07; Melhor jogador e Chuteira de Ouro da Copa América 07; Bola de Prata 02, 03 e 04; Bola de Ouro 04; Melhor jogador jovem do Mundo (World Soccer) 07; Classômetro 👔👔👔👔👔👔 (7,2) #Santos #RealMadrid #AtléticoMG #SeleçãoBrasileira #Brasil

  • Il Capitano

    O dia 27 de agosto de 1995 deveria ser feriado em Milão. Ao menos para metade da cidade. Naquele domingo a Internazionale enfrentava o Vicenza pela primeira rodada do Campeonato Italiano e um certo argentino, com então 22 anos de idade, realizava sua estréia com o terno dos Nerazzuri, determinado a gravar seu nome na história do clube. Porém, antes de chegar na Itália, Javier Adelmar Zanetti foi rejeitado pelo Independiente ainda nas divisões de base, o que o levou ao modesto Talleres antes de se mudar para um clube da Primeira Divisão Argentina: o Banfield. Pelo time argentino foram 66 jogos e 4 gols em três temporadas. Seu excelente desempenho lhe rendeu sua primeira convocação para a seleção nacional em 1994 e interesse dos gigantes River Plate e Boca Juniors. Mas Zanetti só mudaria de clube em 1995. E pela última vez na carreira. Na Itália foram dezenove temporadas, incríveis 858 jogos, 41 gols e nada menos do que dezesseis títulos. Mas seu legado foi muito mais do que apenas números: sua eterna consistência em campo lhe rendeu a faixa de capitão após a aposentadoria do lendário defensor Giuseppe Bergomi. Na 700° partida de Zanetti, a Inter venceu o Bayern por 2 a 0 e rendeu o título mais importante para a carreira do argentino: a Liga dos Campeões da UEFA de 09/10. Em abril de 2014, anunciou sua aposentadoria para fazer parte da diretoria do clube. Para os torcedores da Inter, Zanetti é um dos maiores jogadores que já usaram as cores do clube. Pela seleção Argentina, jogou as Copas de 1998 e 2002, sendo preterido nas de 2006 e 2010, fato que causou indignação em seu país. Foram 145 jogos e 5 gols com a camisa dos hermanos. Por que jogava de terno? Zanetti, embora não tenha tamanho reconhecimento, foi um dos melhores laterais de sua geração. Sua consistência e elegância em campo eram invejáveis. Assim como sua liderança. É um dos maiores ídolos de um dos maiores clubes italianos. 🚹 Javier Adelmar Zanetti 👶 10 de agosto de 1973 (42 anos) 🏠 Argentino 👕 Talleres, Banfield, Internazionale e Seleção Italiana 🏆 Campeonato Italiano: 05/06, 06/07, 07/08, 08/09 e 09/10, Copa da Itália 04/05, 05/06, 09/10 e 10/11, Copa da UEFA 97/98, Liga dos Campeões da UEFA 09/10 e Mundial Interclubes 10 (Internazionale) 👑 Seleção Argentina de Todos os Tempos (AFA) Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #Internazionale

  • Do Galo ao mundo

    Toninho começou sua carreira nos gramados nas categorias de base do Atlético-MG, sendo emprestado posteriormente para o Nacional de Manaus em 1974. No ano seguinte, volta ao Galo para se consagrar como um grande jogador, substituindo Wanderley Paiva, até então titular absoluto do clube mineiro. Um dos maiores ídolos do Atlético, Toninho Cerezo atuava como volante, e se destacou em uma década com a camisa alvinegra como um classudo, de passe refinado e completamente cerebral. Na seleção Cerezo foi convocado para a Copa de 78, mas teve uma atuação apagada, sendo substituído em alguns jogos por marcadores como Batista e Chicão. Já em 82, o craque mineiro seria marcado por uma falha em um recuo de bola, no fatídico jogo contra a Itália no Estadi de Sarrià. Marcado pela imprensa brasileira, principalmente a carioca, Cerezo foi massacrado publicamente pós derrota. Mas na mesma Copa formou um meio de campo lendário, lembrado até hoje como um dos melhores da história do futebol ao lado de Falcão, Sócrates e Zico (Falcão e Zico contém suas análises no Joga de Terno) No ano de 1983, se transferiu para a Roma da Itália, fazendo a maior transação do futebol brasileiro até então. Foi campeão da Copa da Itália ao lado de Falcão. Já na Sampdoria teve ainda mais sorte para levantar canecos, tendo como maior destaque a Recopa Européia, a conquista do inédito Campeonato Italiano para o clube genovês e o tri da Copa da Itália. No retorno ao Brasil assinou com o São Paulo. Toninho que foi lançado no Atlético por Telê Santana, reencontrava o mestre na capital paulista. No Tricolor, Cerezo já com a idade avançada se destacou por sua experiência. Logo no início de sua passagem ajudou na conquista do Mundial sobre o Barcelona e no ano seguinte fazendo a vez de Raí, recém-transferido para o PSG da França, Cerezo ditou o ritmo do Clube da Fé no bi campeonato mundial sobre o Milan. Sendo considerado o melhor em campo e levando pra casa a chave do Toyota. De volta a Minas Gerais o já consagrado ídolo atleticano assina com o Cruzeiro, causando atrito com a torcida alvinegra. Mas para alegria da massa, encerraria sua carreira em 97 no seu clube formador. Por que jogava de terno? Ídolo por quase todos os times que passou, “o patrão da bola” jogava fácil, um clássico meio campo dos anos 70 e 80. Não a toa teve destaque no São Paulo na primeira metade dos 90 aonde já com dificuldades físicas se sobressaiu em cima do poderoso Milan. Além de toda facilidade com a bola no pé, Cerezo se destacou por seu respeito aos companheiros e adversários. 🚹 Antônio Carlos Cerezo 👶 21 de abril de 1955 (60 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Atlético-MG, Nacional-AM, Roma, Sampdoria, São Paulo, Cruzeiro, Lousano Paulista, Atlético-MG, América-MG, Atlético-MG 🏆 (principais como jogador) Copa da Itália 84, 86 (Roma) Copa da Itália 88, 89 e Campeonato Italiano 91 (Sampdoria); Copa Libertadores da América 93; Mundial de Clubes 92,93 (São Paulo) 👑 Bola de Ouro (Placar) 77, 80; Bola de Prata (Placar) 76, 77, 80 ; Melhor Jogador do Mundial de Clubes 93. Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #AtléticoMG #Sampdoria #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1982 #Brasil

  • O Pantera Negra

    Muito antes de Portugal sonhar em ter um Cristiano Ronaldo dominando o mundo do futebol junto com Messi, a terrinha já tinha sua veneração por um classudo: Eusébio. O Pantera Negra fez a alegria de um povo em geral, mas sobretudo dos torcedores do Benfica, vestido o terno do time. Porém, ele foi alvo de uma disputa entre os dois maiores times da capital lusitana. Ainda na juventude, em sua cidade natal em Moçambique: não aceito na filial do Benfica na então colônia portuguesa, Eusébio foi tentar a sorte no Sporting. Aceito por lá, seria transferido para Portugal para o time do Sporting principal, quando o Benfica o buscou no aeroporto, aliciando seu pai para o time da camisa vermelha. Polêmicas à parte, Eusébio ajudou o time do Benfica e fez sua fama como grande expoente do futebol internacional na final liga dos campeões contra o Real Madrid de Di Stéfano e Puskás. Numa final, que para muitos é mais sensacional da história da competição. O time português, de uma virada impressionante, aplicou um 5x3 no time espanhol. Os dois últimos gols, foram justamente do jovem Moçambicano. O Benfica ganhava seu bicampeonato europeu e via uma grande estrela nascendo. Na seleção portuguesa, Eusébio foi unanimidade durante boa parte da década de 60. Eusébio foi um dos grandes protagonistas da copa de 66, na Inglaterra. Portugal tinha a má fama de saco de pancadas (que começou a ser mudada em 1958, quanto ajudou a eliminar a poderosa Itália nas Eliminatórias). Em 1966 teve a sua primeira aparição nas fases de grupos e ficou notoriamente conhecida como uma das maiores gerações lusitanas. E não fez por menos. Eusébio, artilheiro daquela copa, ajudou os portugueses a alcançar um incrível terceiro lugar e, ainda por cima, eliminar a então atual bi campeã Seleção Brasileira (com Pelé, inclusive). Perdeu justamente para os donos da casa, Inglaterra, no dito “jogo de lágrimas” num dos episódios mais contestados da história das copas (assunto, porém, para outra hora). Eusébio, portanto, marcou época justamente num período de ouro, não só da equipe nacional, mas como no time do Benfica, onde é considerado um Deus. O Pantera Negra, com sua morte, causou grande comoção nacional no dia 05 de Janeiro de 2014. Porque jogava de terno? Eusébio, em 1966, quebrou a hegemonia mundial que Pelé detinha até então. Foi caracterizado com um grande finalizador, Jogador rápido, que conduzia a bola com grande facilidade pelos gramados onde passou, com uma finta apurada e um remate forte e certeiro, difícil para os goleiros que o enfrentaram. 🚹 Eusébio da Silva Ferreira 👶 25 de janeiro de 1942 🏠 Português/Moçambicano 👕 Sporting Lourenço Marques e Benfica (POR), Rhode Island Oceaneers e Boston Minutemen (EUA), Monterrey (MEX), Beira-Mar (POR) Toronto Metros-Croatia (CAN), Las Vegas Quicksilver, New Jersey Americans e Buffalo Stallions (EUA), União de Tomar (POR) 🏆 Campeonato Português: 60/61, 62/63, 63/64, 64/65, 66/67, 67/68, 68/69, 70/71, 71/72, 72/73 , 74/1975. Taça de Portugal: 61/62, 63/64, 68/69, 69/70, 71/72. Taça dos Clubes Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões): 61/62 (Benfica) 👑 Bola de Ouro: 65. Bota de Ouro: 68, 73. Bota de Prata: 64, 65, 66, 67, 68, 70, 73. Bota de Ouro do Campeonato do Mundo: 66. Bola de Bronze do Campeonato do Mundo de 66. All-Star Team do Campeonato do Mundo de 66 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (9)* *Nota reavaliada #Benfica #SeleçãoPortuguesa

  • 63 anos do Galinho de Quintino

    O futebol tem uma grandiosa dívida com Celso Garcia, antigo radialista da Rádio Tupi. Foi ele que, em 1967, assistiu um jogo de futsal do Ríver Futebol Clube e observou um menino magricelo fazer 10 gols em único jogo. Ninguém menos que Arthur Antunes Coimbra, ou Zico, um dos maiores jogadores da história. Zico faz aniversário neste dia 03 de Março e foi para o Flamengo ainda com 14 anos de idade; só estreou com 18, em 1971, numa partida contra o Vasco em que o time rubro-negro venceu por 2x1, com gol do mito Fio Maravilha e a primeira de inúmeras assistências geniais do craque. Em 1974, assumiu a futuramente eternizada camisa 10 da Gávea e se firmou no time titular, depois de passar por uma intensa preparação física para superar seu corpo franzino, que juntamente à sua origem no bairro de Quintino, o rendeu o consagrado apelido de ‘Galinho de Quintino’. No primeiro ano como titular, já desfilava seu talento em campo e logo foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro, mesmo com uma campanha apenas razoável do time-rubro negro. Até 1978, Zico viu a Máquina tricolor dominar o Rio de Janeiro e Roberto Dinamite brilhar pelo Vasco. Mesmo assim, apresentava um futebol tão qualificado que foi jogar sua primeira Copa do Mundo, na Argentina. A partir daí, não deu mais brechas para ninguém e fez com que o Flamengo dominasse o futebol carioca e brasileiro por quase 10 anos. Em 79, o Galinho foi o craque das conquistas do tricampeonato carioca e do importante troféu Ramón de Carranza, quando o Flamengo venceu o Barcelona de Neeskens por 2x1 com um gol seu, o 245º na carreira, que já o fazia superar Dida como maior artilheiro da história do clube da Gávea. Nesse ano, o Galinho marcou incríveis 81 gols em 70 jogos. A “era Zico” estava só começando. Em 1980, Zico liderou o Flamengo em seu primeiro título Brasileiro com 21 gols e uma partida memorável na final contra o Atlético-MG de Reinaldo. Na primeira participação do clube rubro-negro na Libertadores, mais uma artilharia e título, após dois gols e uma cobrança de falta inesquecível no terceiro jogo da final contra o Cobreloa. Em Dezembro de 1981, o Galinho se consagraria para sempre. O Flamengo colocou o campeão europeu Liverpool na roda de samba e fez 3x0 ainda no primeiro tempo, com duas assistências majestosas do Galinho, que fez o time rubro-negro atingir o topo do mundo. Durante a partida, o ex-goleiro do clube inglês, Bruce Grobeelar, pedia para o zagueiro e capitão Phil Thompson: “Joga o Zico para longe, Thompson; joga o Zico para longe, em nome de Deus!”. No ano seguinte, Zico liderou o Flamengo para mais um título brasileiro, mas esse ano, infelizmente, seria marcado pela maior injustiça da história do futebol: a decepção da Copa do Mundo de 82. Zico era a referência técnica da fantástica geração de Falcão, Sócrates, Toninho Cerezo, Éder, Júnior, Leandro e Luizinho. Mas Paolo Rossi acabaria por enterrar todas as esperanças brasileiras. Mesmo assim, Zico estava na seleção do Mundial. Em 83, mais um título brasileiro. Em apenas 4 anos, Zico comandou o Flamengo em 3 títulos brasileiros, 1 Libertadores e 1 Mundial, rendendo-o os calorosos gritos rubro-negros de “EI! EI! EI! O Zico é o nosso rei!”. A partida da final do Brasileiro de 83 – Flamengo 3 x 0 Santos – marcava a despedida do Galinho, que estava de malas prontas para a Itália. Zico foi para a Udinese com status de rei e logo brilhou na equipe, fazendo 19 gols no Campeonato Italiano, somente 1 a menos que o francês Michel Platini, que havia jogado seis jogos a mais. E no ataque, é sempre bom lembrar. Após a diretoria da Udinese não cumprir o acordo de montar um time competitivo, Zico voltou ao Flamengo em 1985, com algumas desconfianças físicas. Apesar do pouco tempo na Itália, o jogador marcou história no clube de Udine, que pode ser resumida pelo jornalista Luigi Maffei: “Para nós, Zico tem o mesmo significado de um motor Ferrari colocado dentro de um Fusca. Sentimos-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo.” A volta ao Flamengo marcaria o pior momento da carreira do craque: em um jogo contra o Bangu, Zico sofreu uma entrada absurdamente violenta de Márcio Nunes. Tão violenta que o rendeu torções nos dois joelhos, no perônio esquerdo e nos dois tornozelos. Fora a pior consequência: as três cirurgias no joelho esquerdo. Mas o Galinho focou: seu objetivo era jogar a Copa do Mundo de 86, sua última chance de conquistar um título com o Brasil. Uma partida memorável contra o Fluminense marcou o retorno do craque: 3 gols na estreia de Sócrates e uma vitória por 4x1. Ali, ele já mudava seu estilo de jogo por conta da contusão: a cadência substituía as arrancadas; saíam os dribles rumo ao gol, entravam os toques de primeira e os lançamentos de curta e longa distância ainda mais aprimorados. Assim, Zico confirmou sua ida ao México para jogar a Copa, ainda que com dúvidas físicas, que o fizeram ficar no banco. Nas quartas de final, em partida contra a França, Zico entrou no segundo tempo quando o jogo estava empatado por 1x1 e, em seu primeiro toque na bola, deu um lançamento genial para Branco que, na cara do goleiro, sofreu o pênalti. Telê Santana pediu para o Galinho bater. Zico cobrou mal e tornou-se uma espécie de ‘azarado’ para a seleção, mesmo sendo o terceiro maior artilheiro da história da canarinho, só ficando atrás de Pelé e Ronaldo. Sim, Zico fez mais gols pela seleção que Romário: 66 gols em 88 jogos. Números esplendorosos para um jogador de meio-campo. Em 1987, Zico liderou o Flamengo ao seu polêmico quarto título brasileiro, que seria o último título do Galinho com a camisa rubro-negra. Decidiu abandonar o futebol em 1989, após goleada por 5x0 sobre o Fluminense, com direito a mais um gol de falta. Já em 1991, Zico resolveu voltar a jogar futebol para um desafio: popularizar o esporte no Japão. E a missão foi mais que cumprida: o Galinho foi o responsável pela profissionalização do futebol no país, com a criação da J-League. Tornou-se o maior ídolo do Kashima Antlers e de todos os japoneses. O sucesso foi tanto que, mais tarde, em 2002, assumiu a seleção japonesa, ficando lá por quatro anos e fazendo novamente muito sucesso no país. Em terras asiáticas, é conhecido simplesmente como “Deus do futebol". Por que jogava de terno? Zico pode ser considerado o melhor batedor de faltas de todos os tempos, é o maior artilheiro da história do templo sagrado do futebol – o Maracanã – com 333 gols, é o meio-campista com mais gols na história do futebol (826 gols em 1180 jogos) e o recordista de conquistas das bolas de ouro e de prata da Revista Placar, além de ser uma das últimas referências para o chamado “amor à camisa”. No Brasil, só jogou pelo Flamengo. Credenciais não faltam para o Galinho de Quintino vestir ternos e mais ternos. 🚹 Arthur Antunes Coimbra 👶 03 de Março de 1953 (63 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Udinese, Kashima Antlers 🏆 Troféu Ramón de Carranza 79, 80; Campeonato Brasileiro 80, 82, 83, 87; Copa Libertadores da América 81; Mundial de clubes 81 (Flamengo) 👑 Bola de Ouro (Placar) 74, 92; Bola de Prata (Placar) 74, 75, 77, 82, 87; Craque do Campeonato Brasileiro 80, 82 e 83; Melhor jogador do mundo (World Soccer) 83; All-Star Team da Copa do Mundo de 82; 14º maior jogador do século XX (IFFHS) 99; 3º maior jogador brasileiro do século XX (IFFHS) 99; 8º maior jogador do Mundo do século XX (FIFA) 00; 9º maior artilheiro de todos os tempos (IFFHS); Chuteira de bronze da Copa do Mundo de 82 (FIFA); Chuteira de ouro mundial 79; Artilheiro da Libertadores 81, dos Brasileiros de 80 e 82 e do Campeonato Japonês 92 Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9) #Flamengo #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1982 #Brasil

  • Vamos falar sobre Fred!

    Você pode não gostar dele, afinal ele nunca foi unanimidade na Seleção Brasileira, no Cruzeiro e nem no Fluminense, que defende desde 2009. Mas em tempos de escassez de camisa 9, ele é, sem dúvidas, um dos melhores na posição no futebol brasileiro atual. Frederico Chaves Guedes começou a carreira no América-MG, em 2003 e neste mesmo ano entrou para a história marcando um gol com apenas 3,17 segundos que até 2009 foi o gol mais rápido da história e como eles mesmo disse, esse gol impediu que as portas se fechassem para ele. Acompanhando sua habilidade um outro time da capital mineira, o Cruzeiro resolveu contratar o jovem atacante em 2004. Onde seguiu marcando gols e o seu nome. Em 2005 fez 15 gols na Copa do Brasil, um recorde para uma única edição do torneio. O sucesso foi enorme, Fred conquistava o carinho da torcida e olhar atento da Europa. Decidiu ir jogar na França, vestindo o terno do Lyon, onde conseguiu conquistar 3 títulos do campeonato francês ao lado de Juninho Pernambucano. Mas alternava entre o time titular e o banco de reservas enquanto nas categorias de base surgia Karim Benzema. Sem muito sucesso na França decidiu voltar ao Brasil. Quando todos pensavam que ele voltaria ao time que o consagrou, o Cruzeiro, o Fluminense surpreendeu e anunciou a contratação do atacante. A primeira temporada de Fred com o manto tricolor não foi nada fácil, com o time brigando para não cair, o desempenho dele em campo, e os vários gols marcados, sobretudo nos últimos jogos do campeonato, salvaram o Fluminense de um rebaixamento praticamente certo. Em 2010 a situação foi outra: campeão brasileiro. Feito que se repetiu em 2012. Hoje Fred segue atuando pelo Fluminense e já o 3º jogador com mais gols marcados na história. Na Seleção Brasileira jogou a Copa de 2006, onde marcou um gol no primeiro jogo que participou, participou do elenco campão da Copa América em 2007 e na Copa das Confederações de 2013, onde foi artilheiro. Mas aí, veio a Copa de 2014 e.... bem, você sabe o que aconteceu... Por que joga de terno? Fred, aos 32 anos, ainda sabe onde a bola vai estar e a se antecipar na jogada, é um exímio finalizador, seja pelo ar ou pelo chão. Está no mesmo clube há 7 anos e isso pro JDT é importante. Você pode não gostar dele, mas não dá pra negar que o futebol estaria melhor se existissem mais camisa 9 como Fred. 🚹 Frederico Chaves Guedes 👶 3 de outubro de 1983 (32 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América-MG, Cruzeiro, Lyon, Fluminense. 🏆 Campeonato Francês: 05/06, 06/07 e 07/08 Copa da França 07/08 (Lyon); Campeonato Brasileiro 10/12 (Fluminense); Copa América 07, Copa das Confederações 13 (Seleção Brasileira) 👑 Chuteira de Ouro 05; Bola de Prata 11; Bola de Prata e Craque do Brasileirão 12; Chuteira de Prata da Copa das Confederações 13; Chuteira de Ouro 14 Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #AméricaMG #Lyon #Fluminense #AtléticoMG #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #SeleçãoBrasileira #Brasil

  • Marcelo "inoxidável" Paraíba

    Marcelinho Paraíba com seu cabelo oxigenado e sua canhotinha potente é um cara com um longo currículo. Até hoje já passou por 19 clubes e atualmente desfila toda sua beleza pelo Oeste de Itápolis na série A do Paulista. Já vestiu o terno amarelinho na melhor fase da sua carreira (2001) enquanto atuava pelo Hertha. De Campina Grande na Paraíba para o mundo, também recebeu o apelido de Marcelinho Paraúcho na época em que brilhou, assim como seu exótico cabelo, pelo Grêmio. Segundo consta, em 2011 tentou forçar um beijo em uma moça, o problema é que a mesma era irmã do delegado, resultado? Teve que responder a um processo por tentativa de abuso sexual, desacato à autoridade e resistência à prisão. O verdadeiro bote errado! Porém, foi feito um acordo e ele saiu inocentado das acusações. Porque joga de terno? Terno coisa nenhuma, Marcelinho é cabra macho e não tem essas frescurage não, prefere uma regatinha e um chinelo de dedo. Está na nossa seleção já que não larga o osso. Tem 40 e, segundo ele, muita lenha para queimar. E claro, por fazer a alegria dos fabricantes de água oxigenada. 🚹 Marcelo dos Santos 👶 17 de maio de 1975 (40 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Campinense, Paraguaçuense, Santos, Rio Branco, São Paulo, Olympique de Marseille, Grêmio, Hertha Berlin, Trabzonspor, Wolfsburg, Flamengo, Coritiba, Sport, Grêmio Barueri, Boa Esporte, Fortaleza, Inter de Lages, Joinville, Oeste e Seleção Brasileira 🏆 Taça da liga alemã 2001 e 2002 (Hertha Berlim BSC), Copa do Brasil 2001 (Grêmio) 👑 Bola de Prata 2009 - Meio Campo. Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) Danonômetro 🍺🍺🍺🍺🍺🍺🍺🍺 (8) #Sport #Grêmio #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil

  • "Quem não amou a elegância sutil de Bobô"

    Franzino, magro e de uma genialidade tão grande que o transformou na principal peça de um surpreendente Bahia campeão nacional de 1988. Não se discute ídolo maior na terra de todos os santos quando falamos de futebol: Bobô! Antes de viver sua gloria no Bahia, foi jogador do Catuense. Viveu um período de tensão por conta de uma lesão no joelho. De família humilde do interior baiano, Bobô pensou em abandonar a iniciante carreira de jogador para investir em outra coisa, mas Aymoré Moreira, treinador campeão mundial de 1962, insistiu para que o garoto continuasse como jogador. Bobô o escutou e não deve ter se arrependido. Com uma boa campanha em 1984 pelo time do interior, Bobô despertou interesse de times europeus, como o Benfica e alguns da Suíça. Indiferente a essas propostas, Bobô quase fechou com o Fluminense, mas, reza a lenda, que o supervisor do time carioca não queria pagar 1 milhão (valor bem considerável na época) por alguém chamado Bobô. O garoto foi mesmo para a capital no que foi considerada a maior transferência entre times nordestinos até então. Já no primeiro estadual pelo Bahia, Bobô ajudou na conquista do título e no campeonato nacional, ajudou no incrível 5º lugar que o tricolor baiano alcançaria em 1986, no que seria a melhor campanha do time na história do campeonato nacional criado em 1971 (vale o friso, já que o Bahia fora campeão da taça Brasil de 1959). Em 1987, com um grande apelo da torcida - já era considerado ídolo -, Bobô volta a sofrer com o joelho e fica sete meses parado. Voltou num jogo contra o São Paulo, no campeonato nacional, no final marcando gol. Com muita humildade, sempre honrando o terno do Bahia, fez história em 1988. Capitão do time de Evaristo de Macedo, era o Maestro do time dentro de campo e uma referência para o elenco fora das quatro linhas. O time virou a grande surpresa do campeonato brasileiro depois de vitórias contra Corinthians, Palmeiras, Internacional, Cruzeiro, Santos e São Paulo. Chegou a final e surpreendeu o Brasil com uma vitória, no Beira-Rio, contra o poderoso Internacional, do goleiro Taffarel. 2x1, com dois gols do craque. No último embate com a Fonte Nova ao delírio com mais de 80mil pessoas, o Bahia segurou o 0x0 e sagrou-se campeão! Bobô se tornaria lenda depois disso! Em 1989 foi pro São Paulo, ajudou na conquista do Paulistão daquele ano e foi destaque no vice-campeonato do time. Depois, jogara, por empréstimo, no Rubro-negro carioca, onde fora campeão da copa do Brasil de 90. Da Gávea, Bobô fora pro Fluminense e formou um ataque quase mortal com Ézio. Passaria ainda por times como Inter e Corinthians até encerrar sua carreira em 1997 pelo Bahia. Porque jogava de terno? Foi o líder de um Bahia que surpreendeu o Brasil no final da década de 80. Além disso, era um exímio meia e marcava gols “mais do que a posição o pedia” em suas próprias palavras. É ídolo numa das torcidas mais apaixonadas do nordeste e bem lembrado em torcidas como Fluminense e Corinthians. *Título tirado da letra de Reconvexo, de Caetano Veloso. 👤 Raimundo Nonato Tavares da Silva 👶 28 de novembro de 1962 (53 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Catuense-BA, Bahia, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Corinthians, Internacional 🏆 Campeonato Brasileiro 88 (Bahia), Copa do Brasil 90 (Flamengo) 👑 Bola de Prata 88 e 89 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7) #Bahia #Flamengo #Brasil #Meia

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