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- Seu nome Mazinho, seu sobrenome: polivalente
Em primeiro lugar devemos concordar que Iomar não é um nome muito atraente para jogador de futebol, e ainda bem que a alcunha “Mazinho” foi criada. Revelado nas categorias de base do Santa Cruz, Mazinho atuava como meia direita, porém após sua transferência para o Vasco da Gama assumiu a lateral esquerda, isso mesmo, lateral esquerda. Mesmo deslocado para a ala não teve dificuldades por ser ambidestro, calmo e classudo. Além de veloz e com passes e cruzamentos apurados, logo ganhou status de intocável no time que tinha também Romário, Dunga, Roberto Dinamite, Bebeto e Bismarck. Com o time da Colina foi bicampeão carioca (1987 e 88) e brasileiro de 1989 chegando a ser convocado algumas vezes para a seleção brasileira. Teve uma passagem pelo futebol italiano de 1990 a 92 defendendo Lecce e a poderosa Fiorentina, mas voltou ao Brasil graças ao dinheiro da Parmalat - empresa de origem italiana que investia (dinheiro de origem duvidosa) no clube de Palestra Itália. Foi com o Palmeiras que voltou à Seleção em 1994 depois de uma marcante goleada sobre o Boca Juniors pela Libertadores, onde Mazinho teve uma partida irretocável. E justamente o ano de 1994 marcaria sua vida, e essa história todo mundo já conhece. Reencontrando Bebeto e Romário companheiros de início de carreira, e depois de atuações apagadas de Raí, Mazinho ganhou espaço e ao lado de Zinho ocupou de maneira muito eficiente o meio campo da amarelinha. E se esse meio campo não era brilhante do ponto de vista da plasticidade, o pragmatismo trouxe o tetra canarinho. Depois da Copa foi jogar no futebol espanhol e voltou ao Brasil já no início dos anos 2000 para encerar sua carreira no Vitória. Após pendurar as chuteiras, tentou a sorte como treinador do modesto Aris Salônica da Grécia, não obteve sucesso e parou por aí. Porém a linhagem de Iomar continua seus passos no futebol, Rafinha e Tiago Alcántara hoje no Barcelona e Bayern de Munique respectivamente provam que o raio cai, não só duas, mas três vezes no mesmo lugar. Por que jogava de terno? A bola não queimava em seu pé. Eficiente no desarme, era o oposto do lateral cachorro capado (que não cruza nunca), além de ocupar muito bem os espaços do meio campo. Inteligente com a boa e sem, investiu em dois filhos que garantiram para ele uma aposentadoria tranquila. 🚹 Iomar do Nascimento 👶 08 de abril de 1966 (50 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santa Cruz, Vasco, Lecce, Fiorentina, Palmeiras, Valência, Celta de Vigo, Elche, Alavés, Vitória-BA, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro de 89 (Vasco); Campeonato Brasileiro 93 (Palmeiras); Copa América 89 e Copa do Mundo 94 (Seleção Brasileira) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Vasco #Palmeiras #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1994
- "Ele é tão bom que poderia abrir uma lata de feijão com o pé esquerdo"
A frase acima foi dita pelo ex-jogador e ex-técnico do Tottenham, Steve Perryman, que uma vez disse isso sobre Shunsuke Nakamura, meia armador. Zico também fez questão de elogiar o japonês falando que Naka foi o melhor jogador que ele já treinou. Gordon Strachan que trabalhou com Naka no Celtic definiu o craque como Gênio, mesma definição dada pela FIFA em uma capa de revista de 2005. Em 1997 aos 18 anos de idade Nakamura começava a desfilar sua classe nos tapetes japoneses, vestindo o terno do Yokogama Marinos, a equipe dos seus sonhos, rapidamente se adaptou ao clube e tornou-se titular usando a camisa 25. Dois anos depois receberia o terno 10, mesmo muito jovem já era um dos pilares da equipe, e a maior promessa do futebol japonês. Em 2005, o atleta após passagem de três anos pelo Reggina-ITA decidiu que era a hora de mudar de equipe. Naka decidiu pelo Celtic da Escócia. O número voltaria a ser o 25 que usou no início da carreira. Logo em sua chegada além de dizer que ele era Gênio o técnico Gordon disse: “Ele está um nível acima dos outros, a torcida deu a ele vários apelidos, como: The Man From Japan, Genius, The Magician e vários outros..." Sua passagem no Celtic foi histórica, tendo como um dos principais momentos o jogo em casa da Liga dos Campeões 06/07 contra o Manchester United onde ele marcou o único gol da partida em cobrança de falta (foto), gol que classificou a equipe para as oitavas de final da competição. Desempenho que mais uma vez fez com que o jogador tivesse oportunidade para ir para equipes de maior expressão, mas o japonês optou por ficar. Após rápida passagem pelo Espanyol, o jogador voltou para seu clube de origem em 2010, e lá está até hoje desfilando sua técnica. Por que joga de terno? Naka tem uma incrível visão de jogo, estilo classudo, habilidoso, bom passe, um dos melhores cobradores de falta da sua época. Tem facilidade pra bater tanto faltas fortes quanto colocadas. Resumindo como a FIFA fez: um GÊNIO. 🚹 Shunsuke Nakamura 👶 24 de Junho de 1978 (37 anos) 🏠 Japonês 👕 Yokohama Marinos, Reggina, Celtic, Espanyol, Seleção Japonesa 🏆 J-League1° Turno 00 e Copa do Imperador 13 (Yokohama Marinos); Campeonato Escocês 05/06, 06/07 e 07/08 (Celtic); Copa da Ásia 00 e 04 e Copa das 4 Nações 07 (Seleção Japonesa) 👑 Melhor jogador da J-League 00 e 13; Jogador Japonês do Ano 00; Melhor jogador da Copa da Ásia 04; Bola de Bronze da Copa das Confederações 03; Melhor jogador do Campeonato Escocês 06/07; Seleção de todos os tempos da J-League Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Celtic #SeleçãoJaponesa
- Da Libéria para o mundo
De um país quase sem nenhuma tradição no esporte das quatro linhas, surgiu um gênio. O nome dele? George Tawlon Manneh Oppong Hitsnow Ousman Weah. Um nome com tamanho diretamente proporcional ao seu futebol. George Weah é mais um dos africanos que viveu a triste realidade da miséria e da precariedade. Seu passatempo era a bola. Deu os primeiros passos perambulando por vários times do país até se transferir para o clube camaronês Tonnerre de Yaoundé, onde conquistou dois campeonatos nacionais. Em 1988, um dos maiores descobridores de talentos da história do futebol – Arsène Wenger – levou a jóia africana para o Monaco. Já com 22 anos, Weah tornou-se rapidamente uma peça chave para o time francês, com muita força física, arrancadas inacreditáveis e finalizações que não davam chance aos goleiros adversários. Do Monaco, foi para o PSG e começou a encantar o mundo com seu futebol, conquistando títulos importantes e fazendo gols decisivos. Na temporada 94/95, foi o artilheiro da Liga dos Campeões da Europa e chamou a atenção do Milan, que sofria com a ausência de um grande atacante desde a aposentadoria do mito Van Basten. No final de 1995, já no clube italiano, Weah deixou de ser apenas um grande jogador para se tornar um ícone e entrar para a história. Ganhou de uma só vez a Bola de Ouro da revista France Football, o prêmio de Melhor Jogador Africano do Ano e o principal: a bola de ouro da FIFA. No Milan, simplesmente fez os Rossoneros esquecerem Van Basten. Muitos gols, títulos e grandes jogadas. George chegou a receber vários convites para se naturalizar, principalmente da França, mas sempre recusou. Weah não seria capaz de abandonar seu verdadeiro país: a Libéria. Seu amor à sua pátria o fez, inclusive, pagar a despesa de toda a delegação liberiana para a disputa da Copa das Nações Africanas de 1996. Ficou no Milan até 2000 e depois ainda teve passagens por Chelsea, Manchester City, Olympique de Marselha e Al-Jazira, onde encerrou sua carreira em 2003. Depois da aposentadoria, Weah passou a se dedicar inteiramente ao seu país com investimentos em esportes, saúde e muitos projetos sociais. Por que jogava de terno? George Weah é o único jogador africano eleito o melhor do mundo. Era um monstro que utilizava força, velocidade, precisão e técnica para fazer suas grandes jogadas e encantar a todos. É considerado por 99 entre 100 apaixonados por futebol o melhor jogador africano do século XX. 🚹 George Tawlon Manneh Oppong Hitsnow Ousman Weah 👶 01 de outubro de 1966 (49 anos) 🏠 Liberiano 👕 Young Survivors Clareton (LIB), Bongrange Company (LIB), Mighty Barrolle (LIB), Invincible Eleven (LIB), Tonnerre Yaoundé (CAM), Monaco (FRA), PSG (FRA), Milan (ITA), Chelsea (ING), Manchester City (ING), Olympique Marseille (FRA), Al-Jazira (EAU) e Seleção Liberiana 🏆 (principais) Copa da França 1991 (Monaco); Campeonato Francês 93/94, Copa da França 93 e 95 e Copa da Liga da França 95 (PSG); Campeonato Italiano 95/96 e 98/99 (Milan); Copa da Inglaterra 99/00 (Chelsea) 👑 Melhor jogador do Mundo da FIFA (95); Bola de Ouro da revista France Football (95); Jogador Africano do Ano 89, 94 e 95 (France Football e CAF); FIFA 100 (2004); Jogador Africano do século XX; Artilheiro da Liga dos Campeões da Europa 94/95 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,2) #PSG #Milan #Chelsea #SeleçãoLiberiana
- O anjo loiro
Talvez hoje, os fãs mais modernos não se recordem desse nome, mas sobre os pés de Sávio repousavam as esperanças dos torcedores brasileiros, sobretudo dos flamenguistas, para guiar a geração pós 94. Não é pra menos. Surgido na Desportiva Ferroviária no Espírito Santo, Sávio foi para a Gávea em 1988, ainda aos 14 anos. Com o tempo, foi ganhando ainda mais habilidade e com dribles desconcertantes, vestindo o terno do Flamengo num corpo franzino, não demorou para receber o apelido de “Novo Zico” (talvez o primeiro de uma geração a ganhar esse título). Sávio alcançou o auge de sua carreira no Flamengo em 95 quando formou, junto com Romário e Edmundo, o “melhor ataque do Mundo”. Mesmo que, esse auge e esse trio, fosse o derradeiro ato em sua passagem pelo clube carioca. Ainda que a mídia e a torcida idolatrassem esse ataque, não foram poucos os problemas vividos por eles, sobretudo por Sávio, o menos badalado dos três. Foram algumas brigas por causa de ego. Por exemplo, Sávio cedeu a camisa 11 à estrela maior do elenco, o que o deixou contrariado. Romário, por sua vez, não estava contente em dividir a atenção no elenco com Sávio. Para o jogador capixaba, foram dois anos de convivência com a maior estrela do futebol nacional para ser esquecidos. Em 1997 “perdeu” a disputa com Romário no Flamengo e foi transferido para o Real Madrid, onde talvez tenha ganhado suas maiores conquistas, mesmo não fazendo parte dos times titulares nesses títulos: Sávio, sempre franzino, frequentemente se via em contusão, o que não lhe rendia uma boa sequência no time merengue. Ainda assim, Sávio foi, até sua passagem, o segundo brasileiro que mais vestiu a camisa do time de Madrid, perdendo apenas para Roberto Carlos – futuramente ainda seria superado por Marcelo. Em 2002 foi emprestado ao Bordeaux, da França. Depois de cinco temporadas pertencendo ao Real Madrid, foi vendido para o Real Zaragoza, onde recuperou sua forma física e encheu a torcida de esperança quando liderou o time nas conquistas da Copa do Rei e da Supercopa em 2004, o que lhe rendeu o apelido de “Galáctico de Zaragoza”. Sua despedida do time em 2006 foi histórica, com a torcida o ovacionando. Foi imortalizado no time com a sua entrada para o Hall de ídolos do clube. “Iniciou o fim” de sua carreira logo depois, voltando para o time de coração, o Flamengo. Mas numa passagem pífia: 10 jogos e nenhum gol. Voltou à Espanha no ano seguinte, mas se viu forçado a voltar para a terra natal. Por motivos familiares esteve em Vila Velha, no Espírito Santo e por lá voltou a jogar no seu primeiro time de base, o Desportiva. Resolvido suas questões, voltou à Europa, para jogar no Chipre, num time chamado Anorthosis, que disputaria a Champions de 2008-2009. Fez boas partidas, mas claro, sem muito destaque internacional. Encerrou sua carreira em 2011, depois de uma breve passagem pelo Avaí. Por que jogava de terno? Bom, na década de 90 eram poucos os que poderiam ser comparados a Zico. Atacante rápido, driblador, que jogava o fino do futebol. Despertou uma certa idolatria numa das maiores torcidas do país não à toa. Formou um trio invejável no Flamengo com Romário e Edmundo, mesmo que a parceria tenha se mostrado fracassada anos depois. Sávio foi um dos protagonistas do futebol nacional na década de 90 e sabemos, isso significava muito! 🚹 Sávio Bortolini Pimentel 👶 9 de janeiro de 1974 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Real Madrid, Bordeaux, Real Zaragoza, Real Sociedad, Levante, Desportiva Ferroviária, Anorthosis Famagusta-Chipre, Avaí, Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro 92 (Flamengo); Champions League 97/98, 99/00, 01/02 e Supercopa Europeia 02 (Real Madrid); Copa del Rey 03/04 (Real Zaragoza); Torneio pré-olímpico 96 e Medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta 96 (Seleção Brasileira) 👑 Artilheiro da Copa do Brasil 95 (Flamengo) e da Copa del Rey 99 (Real Madrid) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #RealMadrid #SeleçãoBrasileira #Brasil
- "Ei, você aí! Avisa pro Romário que o artilheiro é o Valdir!"
Valdir Bigode foi um grande goleador e ídolo das torcidas de Vasco e Atlético-MG. Iniciou sua formação no futebol pelo Campo Grande do Rio de Janeiro e se transferiu para as divisões de base do Vasco da Gama logo em seguida. Bigode se destacou por onde passou pela sua capacidade de ser um jogador com faro de gol apurado aliado a sua velocidade. Com boa técnica, chegou a fazer 75 gols e foi tri campeão carioca em sua primeira passagem pelo clube da colina. Logo em seguida, passou por São Paulo e Benfica até seu desembarque no galo mineiro, ajudando o alvinegro a ser campeão da Copa Conmebol em 97. Sairia do clube mineiro e voltaria depois de um ano. Entre esse meio tempo teve insucessos por Botafogo e Santos com duas passagens bem medianas pelos dois clubes. Voltou ao Vasco em 2002, sendo campeão e artilheiro do Campeonato Carioca novamente em 2003, repetindo o feito de dez anos antes no carioca. Pendurou a chuteira em 2006. Mas não sem antes fazer história nos Emirados Árabes Unidos, onde jogou 61 partidas pelo Al-Nars e marcou 60 gols.Hoje é auxiliar técnico no seu clube de coração, o grande Vasco da Gama. Por que jogava de terno? Não foi um centroavante de primeira linha nos anos noventa. Mas a sua função ele executava muito bem. Chutava com a direita, mas se precisasse arrematava com a esquerda. Saía da área pra ajudar os companheiros e tinha um corte seco que fazia qualquer zagueiro ir ao chão. Fora suas tabelas e toques de primeira. 🚹 Valdir de Morais Filho 👶 15 de março de 1972 (44 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Campo Grande, Vasco da Gama, São Paulo, Benfica, Atlético-MG, Botafogo, Santos, Al-Nars, Dubai Club 🏆 (principais) Copa São Paulo de Futebol Júnior (Vasco da Gama) 92; Copa Conmebol 97 (Atlético-MG) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6)* *Nota reavaliada #Vasco #AtléticoMG #Brasil
- Dino Zoff: portiere à italiana
Foi na desacreditada Squadra Azzurra 82 que o capitão Dino Zoff fez a proeza de conquistar uma Copa do Mundo aos 40 anos de idade, tornando-se o jogador mais velho a ganhar o Mundial e consagrando-se também como o segundo goleiro a erguer a taça, atrás apenas de outro guarda-metas italiano: Giampiero Combi, da Copa de 34. Mas o lugar cativo de Zoff nas cadeiras de alta classe do JdT pouco tem a ver com os “assentos reservados aos mais velhos”: Dino Zoff é presença vip na nossa linha de fundo especialmente por sua habilidade técnica imensurável, honrando a defesa como ponto forte das seleções italianas e jogando a pá de cal no futebol-arte canarinho, naquela bola em cima da linha no último minuto das quartas de final de 82. Porém, para assumir o posto de capitão italiano e sagrar-se como o quarto jogador que mais defendeu a Azzurra, atrás apenas de Buffon, Maldini e Cannavaro, a caminhada no tapete verde foi longa: aos dezenove anos, Zoff estreava pela Udinesse; em 63 foi transferido para o Mantova, onde ficou por quatro temporadas, e depois para o Napoli, em mais cinco temporadas – todas elas sem qualquer título de expressão. Em 68, ele estava no elenco que conquistou a Copa da UEFA, embora só tenha estreado oficialmente pela Seleção em 70, tomando a titularidade de Enrico Albertosi em 72. Nesse mesmo ano e já aos trinta, Zoffi foi contratado pela Juventus, onde logo de cara atingiu a incrível marca de 903 minutos sem tomar gol e onde conquistou praticamente todos os títulos de sua carreira. O “minuto de glória” veio na Copa de 82. Classificando-se no saldo de gols depois de uma primeira fase amarga, a Itália pegaria a favoritíssima Seleção Brasileira de Leandro, Júnior, Cerezo, Falcão, Zico, Sócrates, Éder... naquele que fora o último expoente do futebol arte de todos os tempos. A Espanha, palco do espetáculo, foi em peso assistir ao que a princípio seria um jogo de ataque contra defesa, já certa de que o Brasil daria show outra vez, com o futebol envolvente e as goleadas irretocáveis das últimas partidas. Mas ali a postos no Estadi de Sarrià, a história foi bem diferente: seria sim ataque contra defesa. Mas não era qualquer defesa. O esquadrão do Telê Santana enfrentaria pela primeira vez uma seleção que marcava homem a homem, com uma aplicação tática perfeita, sem deixar qualquer espaço para os brasileiros fazerem arte. Apenas Paolo Rossi não tinha a função de marcar. A não ser que fossem gols. E assim ele fez: o bambino de ouro assinou os três tentos da partida que terminou em 3 x 2, ainda com tempo para o minuto de glória de Dino Zoff, que operou um verdadeiro milagre na cabeçada do zagueiro Oscar pela última bola do jogo, encerrando de vez a passagem da Seleção favorita naquela Copa. A partir dali só deu Itália Campeã de 82 que, para renascer, precisou matar o futebol-arte brasileiro. Anos depois, o Estádio Sarriá também morreria, apagando as lembranças daquela partida história e dando lugar a um condomínio residencial. Em 83, um ano após o Mundial, o capitão do tri encerrou a carreira na Juve, vestindo o terno de treinador de goleiros da equipe para conquistar, mesmo que dos bastidores, mais uma Copa da UEFA e da Itália pela temporada 89-90 da Velha Senhora. Em 2014, Dino Zoff ainda lançou a autobiografia “Dura solo un attimo, la gloria” (“Dura só um instante, a glória”). No livro, escrito em parceria com o jornalista Marco Mensurati, Zoff relembra o fatídico mundial e o famoso minuto de glória, admitindo em compaixão: “o Brasil era melhor”. Tanto que, depois do Desastre de Sarriá, a Squadra Azzurra nunca mais venceu a Seleção Brasileira. Por que jogava de terno? Porque esbanjou classe para erguer a taça da Copa do Mundo já aos 40 anos de idade. Ou porque fez a defesa que tirou o favorito Brasil da Copa de 82. Ou por ser o guardião das metas à melhor moda italiana, assumindo o recorde de maior invencibilidade em jogos pela Seleção: 1143 minutos sem tomar gol, dentre 20 de setembro de 1972 e 15 de junho de 1974. Ou simplesmente porque, como ele mesmo diz, nasceu pra ser goleiro. 🚹 Dino Zoff 👶 28 de fevereiro de 1942 (74 anos) 🏠 Italiano 👕 Udinesse, Mantova, Napoli, Juventus, Seleção Italiana 🏆 (principais) Campeonato Italiano 72/73, 74/75, 76/77, 77/78, 80/81 e 81/82; Copa da UEFA 76/77 e Copa da Itália 78/79 e 82/83 (Juventus); Eurocopa 68 e Copa do Mundo 82 (Seleção Italiana) 👑 Melhor jogador da Itália no Jubileu dos 50 anos da UEFA; Melhor goleiro italiano do século XX (IFFHS 99); Luva de Ouro 82 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) #Juventus #SeleçãoItaliana #CopadoMundo1982
- Joga de óculos
"Por que o Davids joga de óculos?" Você com certeza já fez essa pergunta ao ver Edgar Davids entrando em campo com um óculos estiloso e cabelo rastafari. O estilo dele em campo talvez tenha chamado mais atenção do que o futebol em si, mas foi um dos grandes jogadores do Ajax e Juventus nos anos 90 e início dos anos 2000 e por isso é dele o perfil de hoje do Joga de Terno. Com 17 anos ele estreava no Ajax, em 1991, onde surgiriam também jogadores como Van der Sar, Rijkaard, Frank de Boer, Seedorf, Ronald de Boer, e Overmars. Pela equipe holandesa formaria um dos melhores times da década culminando na conquista da UEFA Champions League de 94/95 e o tricampeonato holandês de 93/94, 94/95 e 95/96, além de outros títulos. Sabia sair jogando com velocidade e chutava bem com a perna esquerda, além de marcar como ninguém, não deixava espaço para os adversários. Isso lhe rendeu o apelido de Pitbull e um contrato com o Milan, onde não teve muitas oportunidades e foi logo negociado com a rival Juventus, em 97. Em Turim ele recuperou o prestígio como jogador e conquistou os campeonatos italianos de 97/98, 01/02 e 02/03. Foram mais de 200 jogos com o terno da "Vecchia Signora". A partir daí, Davids teve uma passagem rápida pelo Barcelona, a convite de Frank Rijkaard. Se juntou a outros seis holandeses (incluindo Rijkaard, treinador do time) numa equipe que foi a base do elenco campeão europeu em 2006. Davids até foi bem no Camp Nou com o mesmo papel dos tempos de Juventus. Mas não ficou muito tempo e se transferiu para a Internazionale, sendo um dos poucos jogadores a conseguir jogar nos 3 maiores times da Itália. Depois passou pelo Tottenham até retornar ao Ajax, em 2007, já sem a mesma vitalidade da primeira passagem, devido à idade avançada. E como é normal em jogadores veteranos, foi para times de menor expressão até encerrar a longeva carreira no Barnet, que joga na League Two, referente à quarta divisão inglesa, aos 40 anos. Pela seleção da Holanda também teve certo destaque. Apesar de não ter conquistado nenhum título, conseguiu levar a Laranja Mecânica à semifinal da Copa de 98 atuando muito bem, sendo eliminado pelo Brasil nos pênaltis. Por que jogava de terno? Davids conquistou tudo na Europa e atuou por alguns dos maiores clubes do mundo. Não era um grande craque, mas tê-lo em campo era sinônimo de velocidade, garra e bons dribles. Participou de comerciais lendários da Nike e Pepsi e, graças a ele, os óculos se tornaram um item para você pode editar seus jogadores no saudoso Winning Eleven. E se até hoje você não sabe por que afinal Davids usava aqueles óculos, o JdT explica: em 1999 ele foi diagnosticado com glaucoma, uma doença que causa a perda progressiva da visão, por isso usava aqueles óculos estilosos feitos para aguentar os impactos sofridos em campo. 🚹 Edgar Steven Davids 👶 13 de março de 1973 (43 anos) 🏠 Surinameso 👕 Ajax, Milan, Juventus, Barcelona, Internazionale, Tottenham Hotspur, Crystal Palace, Barnet e Seleção Holandesa 🏆 (principais) Copa da UEFA 91/92, Copa da Holanda 92/93 e 06/07, Campeonato Holandês 93/94, 94/95 e 95/96 e Mundial 95 (Ajax); Campeonato Italiano 97/98, 01/02 e 02/03 (Juventus); Copa da Itália 04/05 (Internazionale) 👑 All-Star Team da Euro 00, All-Star Team da Copa do Mundo de 98, FIFA 100, um dos 100 maiores jogadores de todos os tempos (World Soccer) Classômetro: : 👔👔👔👔👔👔👔 (7,1) #Ajax #Juventus #SeleçãoHolandesa
- No Totti, no party
Ao falarmos de Roma, não serão poucos os que terão em suas cabeças a imagem de Francesco Totti, e com justiça. O jogador é o que mais atuou pela Roma, com 750 partidas no currículo. Antes de discorrermos sobre a classe (que não é pouca) do capitão romanista, é bom que se entenda que a relação de Totti com o terno Giallorossi não é algo que se construiu apenas enquanto profissional do time. Totti, antes de adentrar às bases da Roma, recusou proposta do maior rival, Lazio. Para uma criança que ainda não era ninguém no esporte, isso conta muito. E, claramente, tudo isso foi recompensado, afinal Totti se tornou o maior artilheiro da Roma com 300 gols marcados, além de ter alcançado a histórica marca de ser o jogador mais velho a marcar um tento na Liga dos Campeões. Totti estreou pelo profissional aos 16 anos no dia 28 de março de 93, no final da temporada, em uma vitória sobre o Brescia. Após isso, foi alternando entre ser relacionado vezes sim, vezes não entre os profissionais. Foi o técnico Carlo Mazzone que o tornou regular na equipe principal na temporada de 93/94. Nessa jornada, a Roma iniciou uma luta contra o rebaixamento, e um Totti, com apenas 17 anos e muita personalidade, entrou na fogueira e correspondeu, ajudando o time a escapar do descenso naquele campeonato. Em 97 explodiria como jogador, fazendo a transição de promessa para realidade. Com a chegada de Zdenek Zeman ao comando da Roma, o jovem de 21 anos recebeu a faixa de capitão do time. Também foi Zeman o responsável pela mudança de posição de Totti, que ao jogar mais adiantado, deslanchou. Na temporada de 00/01, já com Fábio Capello ao comando, Totti formaria uma dobradinha histórica com Batistuta, em um elenco que também contava com Cafu, Emerson e o argentino Samuel. Essa forte equipe conquistou o primeiro e único Scudetto da carreira de Francesco. “Il capitano” estava presente na esquadra azurra, campeã do mundo em 2006, após viver um drama. Em fevereiro daquele ano, lesionou-se e quase ficou de fora. Recuperado a tempo e com a lendária camisa 10, honrou o número e terminou a competição com quatro assistências e um gol, sendo inserido pela FIFA no elenco dos melhores do torneio. Totti, verdade seja dita, conquistou pelo Roma apenas um título de verdadeira expressão, mas isso não diminui a classe do rapaz. Em 2004, após uma sequência de 4 temporadas brilhantes do camisa 10, o assédio dos gigantes veio, e junto veio o que talvez foi o maior ato de amor do italiano pela Roma. Com proposta milionária do Real Madrid em mãos, Totti se sentiu tentado a entrar para os galácticos, mas no final: “meu coração pediu para que eu ficasse”. One team player. Por que joga de terno? Habilidoso com as duas pernas, Totti possui uma variada lista de recursos. Passe refinado, chutes fortes ou colocados, batedor de faltas e detentor de lançamentos precisos. Junto com todas essas qualidades técnicas, o italiano ainda era dotado (hoje ao fim de carreira não mais) de uma força física assustadora. E com todas essas qualidades, talvez a sua marca seja os gols de cavadinha, que se repetiram constantemente ao longo de sua classuda carreira. Um dos atestados de classe da lenda italiana se deu quando a torcida madridista o reverenciou e o aplaudiu de pé no Bernabeu, quando a Roma enfrentou o Real Madrid pela Liga dos Campeões 15/16. Francesco Totti é, de fato, o último gladiador romano. 🚹 Francesco Totti. 👶 27 de Setembro de 1976 (39 anos). 🏠 Italiano. 👕 Roma (ITA) e Seleção Italiana 🏆 Campeonato Italiano 00/01; Copa da Itália: 06/07, 07/08; Copa do mundo 06 (Seleção Italiana). 👑 All-Star Team da Copa do Mundo FIFA de 06 Chuteira de Ouro de 07; Eleito melhor jogador italiano de 00, 01, 03, 04 e 07 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,9) #Roma #SeleçãoItaliana #CopadoMundo2006
- Bola pro mato que o jogo é de campeonato!
Júnior Baiano não pensava duas vezes antes de dar uma botinada. Na época foi muito criticado por ser agressivo, mas hoje sentimos saudades de ver jogadores como ele em campo. Nos clubes foi grande vencedor e se tornou zagueiro artilheiro, na seleção jogou a Copa do Mundo de 98, até então nossa maior vergonha em mundiais. Tudo começou no Clube de Regatas Flamengo, lugar onde Raimundo Ferreira Ramos Júnior, mais conhecido como Júnior Baiano iniciou sua carreira nos tapetes verdes. Em 1989, o zagueirão de 1,95m, ganhou destaque na equipe rubro negra devido à quantidade de gols que fazia, tanto de cabeça quanto em bolas paradas. Mas ao mesmo tempo se envolvia em polêmicas ficando conhecido como bad boy dentro e fora das quatro linhas. Um pouco mais maduro foi emprestado ao São Paulo vindo a ser titular na equipe de Telê Santana. Pouco tempo depois foi negociado para o futebol europeu. Seu destino era o Werder Bremen. Sua volta ao Brasil foi em 1996, ano em que vestiu pela segunda vez o terno rubro negro. Em 97, devido sua grande fase no clube ao lado do já consagrado Romário, foi convocado por Zagallo para disputar a Copa das Confederações aonde foi campeão. Na Copa do Mundo de 98, logo na primeira fase fez um pênalti na derrota de 2x1 contra a Noruega. Pênalti que ficou marcado em seu currículo como um fiasco pela imprensa brasileira. (Mal sabia o que estava por vir dezesseis anos depois) Mesmo assim a equipe brasileira chegou a final da Copa, perdendo para a França por 3x0 em pleno Stade de France. Voltou a São Paulo no mesmo ano, vestiu a camisa do Palmeiras na conquista do maior título de sua carreira, a Libertadores de 99, sendo o artilheiro da competição. Com a saída da Parmalat da equipe palestrina, voltou ao Rio para jogar no Vasco, onde foi vice-campeão do mundo em 2000. Venceu alguns títulos importantes com a cruz de malta no peito, sendo um deles a Copa João Havelange. O Vasco foi o último clube que teve destaque. Depois passou a perambular pelo futebol. Foi para a China, voltou ao Internacional e iniciou seu fim de carreira em clubes brasileiros menores, dando fim a carreira no Miami F.C, no ano de 2009. Por que jogava de terno? Um verdadeiro lenhador dos gramados. O estilo de jogo do Junior Baiano é raro hoje no futebol brasileiro, fazendo até algumas pessoas sentir saudades. Era bom cabeceador e fazia bem o feijão com arroz na zaga. O nosso querido Vera Verão fez a diferença por onde passou. 🚹 Raimundo Ferreira Ramos Júnior 👶 14 de março de 1970 (46 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, São Paulo, Werder Bremen, Flamengo, Palmeiras, Vasco, Shangai Shenhua, Internacional, Flamengo, América-RJ, Brasiliense, Volta Redonda, Macapá, Miami F.C 🏆 (principais) Copa São Paulo de Futebol Junior: 90, Copa do Brasil: 90, Campeonato Brasileiro: 92 (Flamengo), Copa Mercosul: 98, Copa Libertadores da América: 99 (Palmeiras), Copa Mercosul: 2000, Copa João Havelange: 2000 (Vasco) e Copa das Confederações 97 (Seleção Brasileira) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔(4,1) #Flamengo #Palmeiras #Vasco #Brasil #SeleçãoBrasileira
- O Rei dos Cárpatos
Representar seleções da periferia europeia é uma tarefa difícil e ingrata. Muitos jogadores acabam sendo deixados de lado nas narrativas que contam as histórias das Copas por não defenderem seleções do primeiro escalão mundial. Um deles, com certeza, é Gheorghe Hagi, o maior e melhor jogador da história da Romênia. Hagi iniciou sua carreira no modesto Farul Constanta em 1982; depois transferiu-se para o outro modesto Sportul Studentesc, onde começou a fazer sucesso com sua habilidosíssima perna esquerda, que rapidamente o levou para a seleção. Em 1987, foi jogar no Steua Bucareste, clube romeno que acabava de faturar o título da Liga dos Campeões da Europa com uma vitória sobre o Barcelona na final. No Steua, Hagi começou a se consolidar como um dos melhores jogadores do mundo, ganhando vários títulos com grandiosas atuações. Gheorghe levou o clube romeno para mais uma final da Liga dos Campeões na temporada 88/89, mas sucumbiu em um impiedoso 4x0 do poderoso Milan de Marco Van Basten e Ruud Gullit. Hagi jogou sua primeira Copa do Mundo em 1990 e liderava o meio-campo talentoso da Romênia, uma promissora seleção. Em um jogo contra a Argentina ainda na primeira fase, Hagi se destacou por fortes disputas de bolas com Maradona e fez um belíssimo jogo. Sua habilidade era tanta que o rendeu o apelido de “Maradona dos Cárpatos”, uma referência ao craque argentino e à região onde a Romênia fica situada. Após a Copa, Hagi foi jogar no Real Madrid, mas sofreu muitas lesões e não teve uma grande sequência. Além disso, o clube espanhol estava em declínio e assistia o Dream Team do Barcelona de Cruyff dominar o futebol espanhol e europeu. Foi jogar no italiano Brescia, onde jogou até a Copa de 1994, que ficaria marcada para sua carreira. Aos 29 anos, Hagi era um líder nato e era destaque total da seleção romena para a Copa. A Romênia havia feito uma grande campanha nas eliminatórias europeias e não foi para os Estados Unidos ser coadjuvante. Após uma belíssima primeira fase com impecáveis atuações de Hagi, a seleção europeia tinha a Argentina de Simeone, Ortega, Redondo e Batistuta pela frente. E Hagi brilhou: 3x2 nos sul-americanos, com um gol e uma primorosa assistência. Hagi, naquele momento, não deixava dúvidas: era um jogador fora de série. Nas quartas de final, a decepção: derrota nos pênaltis para a Suécia. Há quem diga que o motivo é a Romênia não ter usado seu tradicional terno amarelo naquela partida. De qualquer forma, Hagi se consolidava como um dos maiores do mundo e fez parte do “All-Star Team da Copa.” Depois, foi jogar no Barcelona de Cruyff, mas também não obteve tanto sucesso. Cruyff cobrava muito que Hagi tivesse mais disciplina defensiva e marcasse. E Hagi não se adaptou. Em 96, foi jogar no Galatasaray, clube turco que começava a construir uma hegemonia no país. Na Turquia, Hagi tornou-se líder rapidamente e faturou nada menos que dez títulos. Dois deles foram as histórias conquistas da Copa da UEFA 99/00 em cima do Arsenal e da Supercopa Europeia com uma heróica vitória sobre o todo poderoso Real Madrid. O romeno permaneceu na Turquia até 2001, quando encerrou sua carreira sob os gritos de “I love you, Hagi” da torcida do Galatasaray. Por que jogava de terno? Hagi fazia o possível e o impossível com sua perna esquerda e é sempre lembrado em listas dos maiores jogadores do século XX. Destacava-se pelo seu enorme espírito de liderança e pela beleza de seu futebol. O romeno sempre desfilou elegância nos ternos que vestiu. 🚹 Gheorghe Hagi 👶 05 de fevereiro de 1965 (51 anos) 🏠 Romeno 👕 Farul Constanta (ROM), Sportul Studentesc (ROM), Steua Bucareste (ROM), Real Madrid (ESP), Brescia (ITA), Barcelona (ESPN), Galatasaray (TUR) e Seleção Romena 🏆 (principais) Campeonato Romeno 86/87, 87/88 e 88/89; Copa da Romênia 86/87, 88/89 (Steaua Bucareste); Campeonato turco 96/97, 97/98, 98/99, 99/00; Copa da Turquia 98/99, 99/00; Copa da UEFA 99/00 (Galatasaray) 👑 All-Star Team da Copa do Mundo de 1994; 25º melhor jogador do século XX (World Soccer); 46º melhor jogador da história das Copas (Placar); FIFA 100 04; Artilheiro dos Campeonatos Romenos de 85 e 86; Artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA 87/88 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,8) #SteuaBucareste #Galatasaray #SeleçãoRomena #CopadoMundo1994 #Meia









