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- O fio de esperança: mestre Telê
Das grandes unanimidades do futebol brasileiro, uma talvez seja sobre esse classudo que vestiu ternos, mas se consagrou com a jaqueta à beira do campo. De um ponta que voltava pra marcar para um mito imortal de treinador. Hoje o Brasil lembra dos dez anos da perda do Mestre Telê. Falar do mineiro Telê Santana da Silva não é mexer com o imaginário só de atleticanos de Minas, de são paulinos ou tricolores cariocas, mas com toda a nação brasileira. Mas há quem pense que o técnico viveu sempre de bons momentos: para chegar ao céu, passou por muitos infernos. Depois de uma carreira de algum destaque no Fluminense, Telê saiu das quatro linhas e, do banco, comandou o time juniores do tricolor carioca, ainda na década de 60. Logo, passou para o time profissional e ganhou o título estadual em 1969, garantindo um time que jogava bonito e inteligente, semeando o que seria o time campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, ironicamente, contra o time que começou a comandar no começo desse ano, o Galo Mineiro. A redenção, foi no ano seguinte, no recém criado Campeonato Brasileiro. Telê foi o grande cérebro do time campeão do então primeiro certame nacional com esse nome. Telê ainda passaria, fazendo história, claro, no Rio Grande do Sul onde comandou o Grêmio, e também em São Paulo - numa passagem esquecível no tricolor e no Palmeiras – até chagar a Seleção brasileira. Montou um esquadrão para a copa de 1982, até hoje lembrada como um dos melhores times já feito para o escrete canarinho (há quem considere o time melhor do que o de 70). A história nos lembra da dramática partida contra a Itália e da precoce eliminação nas quartas de final daquela copa, mas o estilo de jogo, ficou marcado no futebol mundial. O Mestre deixaria a seleção depois daquela copa, voltando em 1985 para jogar a Copa no ano seguinte, quando, mais uma vez, o Brasil seria eliminado nas quartas, desta vez pela França de Platini. Telê nunca mais assumiria a Seleção, mas seus anos de glória começariam a partir dali: depois de passagens por Flamengo e novamente Galo e Palmeiras, voltou para o São Paulo em 1990 para se tornar ídolo: montou um esquadrão que dominaria a América em 1992 e 1993, antes, ganhando o campeonato brasileiro de 91. Não só bi-campeão da libertadores nesses anos, Telê mostrou ao mundo o poderio de seu time conquistando também os mundiais nos dois anos. Conquistando títulos e mais títulos pelo São Paulo, começou a sofrer com problemas de saúde em 1995, se afastando de vez da profissão em 1996. Voltou a Minas para viver com família, originaria da cidade de Itabirito, próxima a capital Belo Horizonte. Dez anos depois, sofreu uma grave infecção abdominal, sendo internado às pressas num hospital belorizontino. Deixou o mundo dos viventes, mas é imortal na memória de todos os torcedores do futebol brasileiro. Por que jogava de terno? Apesar de uma carreira de jogador regular, Telê é consagrado como técnico: montou esquadrões que são lembrados até hoje por milhares de torcedores, como o Galo de 71, a seleção de 82 e o São Paulo de 92 e 93. Foram mais de 30 anos de carreira sempre montando times fortes, inteligentes e de jogo bonito. Com a seleção de 82 viveu o ápice do futebol arte, mesmo que, depois, precisasse rever seus conceitos e formar times que valorizassem o resultado somente, deixando de lado o espetáculo. Ainda assim, comandou o mundo com um quase imbatível São Paulo no começo dos anos 90. Jogou e comandou de terno. Até hoje, a torcida são-paulina grita seu nome em jogos importantes: “olê olê olê Telê, Telê”. 🚹 Telê Santana da Silva 👶 26 de julho de 1931, faleceu em 21 de abril de 2006 (74 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Como jogador: Fluminense, Guarani, Madureira e Vasco. Como treinador: Fluminense, Atlético Mineiro, São Paulo-BRA, Botafogo, Grêmio, Palmeiras, Seleção Brasileira, Al-Ahly-ARS e Flamengo. 🏆 (principais como treinador) Campeonato Brasileiro: 71 (Atlético Mineiro) e 91, Copa Libertadores da América: 92 e 93, Mundial Interclubes: 92 e 93 (São Paulo) 👑 Melhor treinador do Mundo (Jornal El Pais): 92, 93; Treinador Sulamericano do ano: 92 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9,25) #SãoPaulo #AtléticoMG #CopadoMundo1982 #SeleçãoBrasileira #Brasil
- O mago galês
De quando em vez o futebol nos premia com lendas que honram apenas um terno em toda a sua carreira, esse é o caso de Ryan Giggs pelo Manchester United. A pedido de leitores da página, hoje o JdT falará sobre esse canhoto classudo quebrador de recordes, afinal são mais de 1000 partidas pelo time inglês, sendo também o jogador com mais aparições na Premier League e na Uefa Champions League. Giggs se profissionalizou no dia em que completou 17 anos, em 29 de novembro de 1990, mas só começou sua consolidação entre os cachorros grandes na temporada de 91/92, na qual o Manchester United conquistou o vice campeonato do inglês, mostrando indícios do início da era de ouro comandada por Ferguson, com o Galês como um dos destaques. Essa geração que também contava com David Beckham e Gary Neville e mais tarde Paul Scholes, conquistou cinco premier leagues na década. Com grande atuação, Ryan Giggs e seus confrades também presentearam o futebol com uma das finais mais épicas da Copa dos Campeões, na temporada 98/99. O time inglês perdia para o poderoso Bayern de Munique até os 46 do segundo tempo, quando em jogada iniciada por Giggs, o empate veio, e aos 48 Solskjaer garantiu a vitória, premiando uma geração estupenda, com o título de maior importância da Europa. “Giggsy”, um dos vários apelidos dele, é o jogador com mais títulos conquistados na história do futebol mundial, 34. Porém, todos esses foram conquistados pelo Manchester United. O galês está no triste hall de craques que nunca disputaram uma copa do mundo, também não chegou a disputar sequer uma Eurocopa, uma fatalidade para o futebol que Giggs tenha nascido em um país sem tradição para o esporte, ironicamente, britânico. Por que jogava de terno? Com uma canhota e uma classe que poucos possuem e possuirão, Giggs soube comandar o meio campo do United até em idade já avançada. Ele possuía uma visão de jogo que mesclada a velocidade, o tornaram um monstro na cancha. Passes e lançamentos precisos renderam a ele o posto de jogador com maior número de assistências na Premier League. Giggs é uma das lendas de países alternativos da história do futebol. 🚹 Ryan Joseph Giggs 👶 29 de novembro de 1973 (42 anos) 🏠 Galês 👕 Manchester United e Seleção Galesa 🏆 (principais) Premier League 93, 94, 96, 97, 99, 00, 01, 03, 07, 08, 09, 11, 13; UEFA Champions League 99, 08; Mundial de Clubes da FIFA 08 (Manchester United) 👑 Time do Ano do Futebol Inglês 93, 98, 01, 02, 07, 09; Eleito para a equipe da década da UEFA Champions League (92 a 02); Eleito para a equipe da década da Premier League (temporadas 93 a 03) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (7,8) #ManchesterUnited #SeleçãoGalesa
- Álvaro Recoba: El chino matador
Apelidado de “El Chino” devido aos olhos puxados, Álvaro Recoba nada tem a ver com o futebol do oriente. Muito pelo contrário: é um dos maiores representantes da pelota uruguaia e também ídolo da Inter de Milão, chegando inclusive a ser pego duas vezes com falso passaporte italiano. Curiosidades e trambiques à parte, o menino Recoba nasceu em bairro humilde da periferia de Montevidéu e aos dezesseis anos passou no teste para jogar no Danubio. Aprovado de imediato, ele fez jus à responsa e marcou 32 gols em 31 partidas pelo clube uruguaio entre 92 e 93. Com essa média classuda, não foi difícil chamar atenção de um dos principais clubes do país: o Nacional. Vestindo o terno do Rey de Copas e com a juventude à flor da pele, o canhoto Recoba também não poupou fôlego para repetir a média artilheira de pelo menos um tento por partida: estufou as redes 30 vezes em 27 jogos, com direito a gol olímpico, gol de trás do meio-campo e gol de placa à la Maradona. Sem falar nas exponenciais cobranças de falta. Por isso aos dezenove anos já estava na Seleção Uruguaia, naquele elenco campeão da Copa América de 95, que venceu o Brasil em uma emocionante final nos pênaltis. Em 1997, veio o ponto máximo – Recoba chegou à Internazionale para dividir os holofotes da première com outro estreante da mais alta classe: Ronaldo Fenômeno. Como já era de se esperar, comeu banco naquela partida contra o Brescia. Mas o que ninguém imaginava é que, faltando quinze minutos para acabar o jogo, ele entraria em campo e, em seus dois primeiros chutes de perigo, marcaria os golaços da virada da Inter – um em cada ângulo do goleiro adversário – ofuscando a estreia do Fenômeno e reacendendo o canto da torcida no estádio Giuseppe Meazza. Foram dez anos pra lá de produtivos na Internazionale, dentre 1997 e 2008. Nesse meio tempo – e numa equipe que já tinha na linha de frente não só Ronaldo, mas também Zamorano, Baggio e Vieri – Recoba foi emprestado ao Venezia e tornou-se peça fundamental para livrar a equipe do rebaixamento naquele ano, retornando à Inter logo depois. A extensa temporada no clube de Milão talvez careça até de mais reconhecimento. Acontece que, devido a um período de constantes lesões e birras do técnico, o jogador ficou várias vezes de fora de partidas decisivas, quando companheiros e torcida contavam com ele. Em 2007, Recoba faria no Torino a única temporada discreta de sua carreira, marcando apenas três gols em 24 partidas. E passaria ainda pelo Panionios, da Grécia, onde obviamente ostentou o terno de craque absoluto. “El Chino” retornou às origens nos anos derradeiros de sua carreira, jogando novamente pelo Danubio (2009-2011) e Nacional (2011-2015). Recentemente, dependurou de vez as chuteiras, mas não sem antes marcar aquela pelada de despedida com os amigos Riquelme, Valderrama, Verón, Zanetti, Zamorano e vários outros classudos do tapete verde. Por que jogava de terno? Nos quatro anos em que jogou no Uruguai, Recoba sempre teve média superior a um gol por partida. Na alta temporada pela Inter, chegou a ser o jogador mais bem pago do mundo, com um salário anual de pouco mais de 7,5 milhões de dólares. Extremamente técnico, dominava a bola com categoria ímpar e se adaptava a várias posições em campo. 🚹 Álvaro Alexander Recoba Rivero 👶 17 de março de 1976 (40 anos) 🏠 Uruguaio 👕 Danubio, Nacional, Internazionale, Veneza, Torino, Panionios, Seleção Uruguaia 🏆 Copa da UEFA 97/98, Copa da Itália 04/05 e 05/06, Campeonato Italiano 05/06 e 06/07 (Internazionale); Campeonato Uruguaio 11/12 e 14/15 (Nacional) 👑 Melhor jogador do Campeonato Uruguaio 11/12; Melhor volante de criação do Campeonato Uruguaio 11/12 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,9) #Internazionale #Nacional #SeleçãoUruguaia
- Ivan "Bam Bam" Zamorano
Ao longo dos mais de 70 artigos que já escrevemos aqui no Joga de Terno nós provamos que não é preciso ser um craque para ser lembrado. Não é preciso ser habilidoso para fazer história. Não é preciso ser o maior do mundo para jogar de terno. Iván Zamorano é a prova disso. Não foi um dos mais classudos, mas é um dos maiores da história do futebol chileno. Iván Luis Zamorano Zamora começou a carreira nas divisões de base do Cobresal, ocupa apenas a 12ª colocação do campeonato chileno e não passou da primeira fase da Libertadores da América. De lá ele foi emprestado para o Trasandino e retornou ao Cobreloa para ser o artilheiro da segunda divisão de 85. Em 88 se transferiu para o modesto FC St. Gallen da Suíça e lá conseguiu ser o artilheiro da temporada 89/90. Jogar em um campeonato de pouca expressão não era um problema para Zamorano. Era acostumado a enfrentar adversidades. A falta de habilidade ele compensava com gols. A falta de técnica ele compensava com muita garra e vontade de vencer. E venceu. Mesmo em um campeonato de pouca expressão conseguiu chamar a atenção do Sevilla, da Espanha, para, aí sim, ver sua carreira deslanchar e ser reconhecido como um grande atacante do futebol mundial. Já que, em 92, ele se transfere para o Real Madrid e prova que sua entrega em campo não havia sido em vão. No clube merengue conquista os primeiros títulos europeus. Em 96 foi se aventurar no futebol da Itália, vestindo o terno da Inter de Milão, onde fez dupla de ataque com Ronaldo "Fenômeno". Zamorano, como todo bom centroavante, gostava de usar a 9, mas não dava para competir com a genialidade do brasileiro, que gostava de usar a camisa de mesmo número, assim ele entrava em campo com a camisa 1+8. Outra dupla de ataque de sucesso ele protagonizou pela seleção chilena. Ao lado de Salas, outro ídolo chileno, a dupla "Za-Sa" fez história ao levar o país às oitavas-de-final da Copa de 98 e ser eliminado pelo Brasil de Ronaldo. Também trouxe a inédita medalha de bronze nos jogos Olímpicos de 2000. É o segundo maior artilheiro da história da seleção chilena com 34 gols. Perde apenas para, justamente, Marcelo Salas, com 37 gols. A partir daí Ivan "Bam Bam", como era chamado carinhosamente pela torcida chilena, começou o processo natural de encerramento da carreira. Jogou ainda pelo América-MEX até pendurar as chuteiras em 2003, pelo Colo-Colo, do Chile, realizando o desejo do pai. Por que jogava de terno? Fazia o que dele se esperava: gols. Sem muita técnica para ser um dos melhores do competitivo futebol dos anos 90, onde sobravam atacantes de qualidade, ainda assim Ivan Zamorano fez história na Europa, palco dos grandes craques. No Chile então nem se fala. Um dos maiores. 👤 Iván Luis Zamorano Zamora 👶18 de janeiro de 1967 (49 anos) 🏠 Chileno 👕 Cobresal(CHI), Trasandino(CHI), St. Gallen(SUI), Sevilla, Real Madrid, Internazionale, América(MEX), Colo-Colo(CHI) e Seleção Chilena 🏆Copa Chile 87 (Cobresal); Copa do Rei 93 e Campeonato Espanhol 95 (Real Madrid); Copa da UEFA 98 (Internazionale); Campeonato Mexicano 02 (América); Medalha de Bronze dos Jogos Olímpicos 00 (Seleção Chilena) 👑 Melhor jogador estrangeiro do campeonato suíço 89/90, melhor jogador estrangeiro do campeonato espanhol 94/95, FIFA 100 Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #RealMadrid #Internazionale #SeleçãoChilena
- Der Kaiser
Você pode até achar estranha essa afirmação e não o culpamos por isso, mas em meados de 1959 o Bayern Munique era um clube pequeno na Alemanha. No currículo possuía apenas um Campeonato Alemão. Hoje, possui vinte e cinco. E isso muito se deve a uma pessoa: Franz Anton Beckenbauer. Então com 14 anos de idade, ingressou nos juvenis do clube junto com um grande amigo de infância: Sepp Maier. Jogavam tênis juntos e graças ao pensamento de Beckenbauer de que jogar futebol era "mais fácil" começaram a escrever ali uma grande história com o clube bávaro e a seleção nacional. Quando ambos ascenderam ao time principal, já em 1965, o grande rival Munique 1860 vivia um melhor momento vindo de mais um título da Copa da Alemanha. O Bayern? Bom, o Bayern acabara de subir para a primeira divisão. No primeiro ano de profissional, o Kaiser viu o outro time da cidade vencer a Bundesliga, mas começou seu reinado no Bayern com o título na Copa da Alemanha. Fato que garantiria a convocação para a Copa do Mundo da Inglaterra de 1966 juntamente com Maier. Com o vice campeonato na bagagem, decidiram que aquele filme não se repetiria muitas vezes no clube alemão e conquistaram a Recopa Européia em 1967, o primeiro título internacional do Bayern. O habilidoso meia de futebol vigoroso e passes precisos agora recebia a alcunha de "brasileiro da Alemanha". Na temporada de 68/69 o primeiro título alemão do Bayern desde 1932 ascendeu a faísca que era necessária para o sucesso: a Era de Ouro começava ali. Depois disso foram dois tri campeonatos geniais comandados pelo não menos genial Beckenbauer: os campeonatos nacionais de 71/72, 72/73 e 73/74 e também as Copas dos Campeões da UEFA de 73/74, 74/75 e 75/76, sucedendo um igual tricampeonato do Ajax de Johan Cruyff. Coincidentemente, a Era de Ouro do Bayern se repetiu na seleção alemã que contava com 7 jogadores do clube entre os titulares. Com maestria, Beckenbauer levantou os títulos da Eurocopa de 1972 e da Copa do Mundo de 1974. Sem antes marcar história na história das Copas ainda em 1970 quando, com o ombro machucado, se recusou a sair de campo e jogou toda a prorrogação na derrota para a Itália na semifinal com o braço direito imóvel. Rara demonstração de amor pelo esporte e por seu país. Aos 33 anos de idade e sendo líder do Bayern desde os 22, Beckenbauer decidiu aceitar a proposta do New York Cosmos em 1977, que nos mesmo período contratou outra duas estrelas: o brasileiro Carlos Alberto Torres e o italiano Chinaglia. Deixou o Bayern como um dos grandes responsáveis por mudar o destino do clube, que se tornaria o maior da Alemanha, a ponto de deixar a rivalidade com o Munique 1860 de lado para despertar outras mundo afora. Ironicamente, era justamente pelo rival Munique 1960 que o Kaiser torcia e sonhava em jogar antes do início de sua carreira. Ao lado de Pelé nos Cosmos, Beckenbauer brilhou. Superou o próprio Rei do Futebol na eleição do melhor jogador nos Estados Unidos em seu primeiro ano de clube. Sua ida para os Estados Unidos, entretanto, foi o fim de sua carreira na seleção Alemã, não sendo convocado para a Copa de 1978. Após três temporadas e três títulos, decidiu voltar para casa visando a busca de um espaço na seleção para a Copa de 1982. Escolheu o Hamburgo, rival momentâneo do já poderoso Bayern: foram campeões em 1979 contra o time de Munique, com a ordem se invertendo no ano seguinte. Em sua primeira temporada, foi vice-campeão. O Bayern agora somava nove títulos e se tornava o maior vencedor do campeonato. Na sua segunda, o Hamburgo levaria a melhor. Entretanto, falhou e não foi convocado para o mundial da Espanha, o que provocou sua volta ao Cosmos e o fim de sua carreira em 1983. Para completar o pacote que o tornaria uma lenda no futebol, levou a Seleção Alemã ao tri campeonato mundial em 1990, agora como técnico. Por que jogava de terno? Beckenbauer foi um meia estupendo. E como se não fosse suficiente, ainda tornou-se depois um dos melhores zagueiros que já pisaram no tapete verde. Era técnico e jogava um futebol vistoso, porém competitivo e aguerrido. É um dos responsáveis por tornar o Bayern Munique em um dos maiores clubes de futebol do mundo. O Kaiser jamais será esquecido pelos alemães e pelos apaixonados pelo bom futebol. 🚹 Franz Anton Beckenbauer 👶 11 de setembro de 1945 (70 anos) 🏠 Alemão 👕 Bayern Munique, New York Cosmos e Hamburgo e Seleção Alemã 🏆 (principais) Mundial Interclubes 76, Copa dos Campeões da UEFA 73/74, 74/75 e 75/76, Campeonato Alemão 68/69, 71/72, 72/73 e 73/74, Copa da Alemanha 65/66, 66/67, 68/69 e 70/71 (Bayern); Campeonato Estadunidense 76/77, 77/78 e 79/80 (New York Cosmos); Campeonato Alemão 81/82 (Hamburgo); Eurocopa 72 e Copa do Mundo FIFA 74 (Seleção Alemã) 👑 Bola de Ouro da Revista France Football: 72 e 76; Seleção da Copa do Mundo: 66, 70 e 74; Seleção da Eurocopa: 72 e 76; Melhor jogador do Ano na Alemanha: 66, 68, 74 e 76; FIFA 100 e Seleção de Futebol do Século XX Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔(9,8) #BayernMunique #NewYorkCosmos #CopadoMundo1974 #SeleçãoAlemã
- O artilheiro dos gols bonitos
Ricardo Lucas Figueiredo Monte Raso ou simplesmente Dodô. Foi um mestre em fazer gols com um toque de classe. Ótimo arrematador, sofisticou o seu ofício fazendo o difícil virar fácil. Formado nas divisões de base de Nacional-SP e Fluminense foi ao São Paulo se consagrar como jogador de futebol, entre 95 e 99, época de poucos títulos para a equipe do Morumbi. Alternou entre ótimos momentos e alguns abaixo da média. Dodô era um jogador rápido, tanto em velocidade quanto no pensamento. Isso o ajudava a obter marcas como cinco gols em um jogo contra o Cruzeiro no Mineirão. Momento histórico para sua carreira. Um andarilho do futebol, passou por diversos clubes de São Paulo, Rio de Janeiro e Ásia. Se viu pego no antidoping e deu a volta por cima. No Botafogo, clube que tem grande identificação, não deixou de fazer belos gols e ainda conquistou alguns títulos regionais. Dodô nunca foi carta marcada na seleção, devido ao alto nível dos concorrentes nos anos 90. Seu declínio se deu a partir de sua segunda passagem pelo fogão. No Fluminense concorreu titularidade com Leandro Amaral e Washington. Sofreu uma lesão na face e na volta foi titular. Mas nunca conquistou o coração da torcida, já que havia explicitado sua insatisfação com equipe ao não comemorar um gol contra o Boca Juniors. Logo após sua saída do clube recebeu o resultado do antidoping com dois anos de punição fora dos gramados. Pós punição passou por Vasco, Portuguesa e alguns times de menor expressão no cenário nacional até o fim de sua carreira. Por que jogava de terno? No início de carreira era rápido, usava e abusava de tabelinhas com seus companheiros de ataque. Já com a sua maturidade finalizava como nunca, dribles curtos e finalizações inesperadas. Se você não conhece o Dodô procure vídeos dele, vale a pena. 🚹 Ricardo Lucas Figueredo Monte Raso 👶 2 de maio de 1974 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Nacional-SP, Fluminense, São Paulo, Paraná, Santos, Palmeiras, Ulsan Hyundai, Oita Trinita, Goiás, Al Ain, Botafogo, Fluminense, Vasco da Gama, Portuguesa, Americana, Grêmio Osasco, Barra da Tijuca e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Paranaense: 96 (Paraná), Campeonato Paulista: 98 (São Paulo), Campeonato Carioca: 2006 (Botafogo) 👑 Não possui títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,9) #SãoPaulo #Botafogo #SeleçãoBrasileira #Brasil
- El Ratón
Hoje, nós do JdT homenageamos o aniversariante do dia: Roberto Ayala, zagueiro que marcou época no escrete argentino como capitão e, sobretudo, um zagueiro raçudo! Ayala foi formado na equipe Ferro Carril Oeste, onde ficou até 1994. Neste ano, foi contratado pelo River Plate e conquistou o Apertura, a primeira divisão dos Hermanos, seu primeiro grande título de expressão. Depois teve uma passagem significativa pelo futebol europeu, onde conquistou os principais campeonatos nacionais do velho continente, como o espanhol, a liga italiana e uma copa UEFA. El Ratón é, ainda hoje, o terceiro jogador que mais vestiu o terno albiceleste, perdendo apenas para Zanetti e Mascherano (e certamente será ultrapassado por Messi). Como capitão, não houve ninguém que mais ostentou a braçadeira pelos argentinos. Contudo, sua história na seleção argentina é de altos e baixos: tem duas medalhas olímpicas (prata e ouro), mas é sempre lembrado pela falha no gol de Bergkamp que eliminou os Hermanos na copa da França em 1998 e pelo gol contra em 2007 na final da Copa América contra o Brasil. Também ficou de fora da copa de 2002, por contusão. Se aposentou em 2011, após passagem pelo Racing. Foram 18 anos de uma carreira reconhecida pela raça, com 8 títulos por onde passou e 115 jogos pela seleção da Argentina. Por que jogava de terno? Ayala é um dos ídolos do Valência e símbolo de uma defesa argentina sempre reconhecida pela raça e determinação. Foi o homem de confiança dos técnicos argentinos em sua geração, liderando não só a seleção principal, como também uma das melhores safras olímpicas de seu país. 🚹 Roberto Fabián Ayala 👶 14 de abril de 1973 (43 anos) 🏠 Argentino 👕 Ferro Carril Oeste, River Plate, Napoli, Milan, Valencia, Villarreal, Real Zaragoza, Racing e Seleção Argentina 🏆 (principais) Campeonato Argentino: 194 (River Plate), Campeonato Italiano 98/99 (Milan), Campeonato Espanhol 01/02, 03/04, Copa UEFA: 03/04, (Valencia). Medalha de Prata nas Olimpíadas de 96 e de Ouro em 04 (Seleção Argentina). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,8) #Milan #Valência #SeleçãoArgentina
- Washington, o Coração Valente
O que você faria se alguém te dissesse que não deveria mais fazer aquilo que mais gosta na vida devido a problemas de saúde? Muitos aceitariam o conselho. Mas com Washington foi diferente. Ele não só não desistiu de jogar como entrou para a história do futebol brasileiro ao se tornar o jogador a fazer o maior número de gols em uma única edição do Campeonato Brasileiro. E a saúde vai bem. Washington Stecanela Cerqueira nasceu em Brasília, onde jogou nas categorias de base do clube com mesmo nome. Mas a carreira profissional mesmo começou bem longe dali. Foi em 1993, aos 18 anos, no Caxias, do Rio Grande do Sul, que Washington se profissionalizou. E chegou fazendo o que nunca foi dificuldade para ele em toda a carreira: gols. Não importava como, bola para o Washington era bola na rede. Foi vice-artilheiro da série C em 95. Também no clube gaúcho que ele descobriu o primeiro problema de saúde, a diabetes, diagnosticada em 96. Alheio a isso mas com o acompanhamento de nutricionista, endocrinologista e alguns medicamentos, Washington continuou balançando as redes. Tanto é que, no ano seguinte, teve a oportunidade de vestir o terno do primeiro time grande, o Internacional. Não teve muitas oportunidades e decidiu voltar pro Caxias. Depois de indas e vindas desembarcou em Campinas para jogar pela Ponte Preta e, enfim, chamar a atenção da imprensa nacional. Os dezesseis gols marcados no Campeonato Brasileiro de 2000 (Copa João Havelange) e as artilharias conquistadas nos anos seguintes lhe renderam, em 2001, a primeira convocação à Seleção Brasileira comandada à época por Leão. Com o passaporte em mãos foi contratado pelo Fenerbahçe, da Turquia. Para muitos, um caminho natural de todo jogador que se destaca. Para Washington, um novo obstáculo. Após sentir dores no peito depois um jogo pelo time turco, descobriu uma lesão na artéria esquerda e teve que passar por uma angioplastia e cateterismo. Ao saber dos problemas do atacante o clube turco parou de pagar os salários do jogador. Ele não teve outra opção a não ser voltar ao Brasil. Mas que time contrataria um jogador com problemas cardíacos? O presidente do Atlético Paranaense à epoca, Mário Celso Petraglia, assumiu o risco: repatriou o jogador em 2003 e bancou o tratamento. Sábia decisão. No Furacão, Washington ganharia a alcunha de Coração Valente, batendo no peito sempre a cada gol para lembrar que o coração batia forte e feliz por voltar aos gramados. E um ano após quase encerrar a carreira marcaria 34 gols no Campeonato Brasileiro, feito jamais igualado até hoje. Depois disso Washington ainda jogaria pelo Japão e voltaria ao Brasil para, dessa vez, vestir o terno do Fluminense e provar de uma vez por todas que o coração aguentava o tranco. Marcou de cabeça o gol decisivo das quartas de final da Libertadores de 2008, aos 48 minutos do segundo tempo, contra o São Paulo, em um jogo inesquecível. Depois foi contratado para jogar justamente no São Paulo, e voltou para encerrar a carreira no tricolor do Rio, em 2011. Por que jogava de terno? Mais do que superar os adversários com garra, domínio de bola e bom posicionamento, Washington Coração Valente superou a si mesmo. Era artilheiro mas não habilidoso, mas driblou a diabetes e os problemas no coração para se consagrar e, graças a isso, deu alegrias a alguns clubes brasileiros. E tristeza para os diversos adversários que sofreram com seus gols. 🚹 Washington Stecanela Cerqueira 👶 1 de abril de 1975 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Caxias, Internacional, Paraná, Ponte Preta, Fenerbahçe (TUR), Atlético-PR, Tokyo Verdy (JAP), Urawa Red Diamonds (JAP), Fluminense, São Paulo, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Japonês 06 e Liga dos Campeões da AFC 07 (Urawa Red Diamonds); Campeonato Brasileiro 10 (Fluminense) 👑 Bola de Prata 04 (como melhor atacante e artilheiro) e 08 (como artilheiro); Chuteira de Ouro da Revista Placar 04; Troféu Mesa Redonda - Melhor Jogador do Brasileirão 04; Jogador do ano pela RSSSF 04; Seleção do Campeonato Japonês 06; Prêmio Craque do Brasileirão - Troféu Rei do Gol 08 #AtléticoPR #Fluminense #SeleçãoBrasileira #Brasil
- Craque é craque, né pai?
Dizem que craque só é craque quando faz a diferença em um momento crítico. E, desde agosto de 2015, a torcida cruz-maltina tem mais um motivo para assinar embaixo dessa afirmação. O nome do santo? Anderson Luiz de Carvalho, o Nenê. Revelado em 1999 pelo Paulista, o meia teve uma passagem no Palmeiras antes de compor o elenco do time santista que chegou ao vice campeonato brasileiro em 2003. Da final da Libertadores, aterrissou na Europa, sendo destaque por onde passou. Foi no clube basco Allavés que o jogador tornou-se ídolo, ajudando a equipe na ascensão à primeira divisão do campeonato espanhol. Do adiós ao bonsoir, Nenê chegou à França carimbando sua canhota pelo Mônaco, sendo o principal destaque da equipe na temporada de 2007 e o segundo com maior número de assistências, superando-se na temporada de 2009/10 quando disputou a artilharia durante todo o campeonato e levou seu time à final da Copa da França. O brilho não seria diferente no Paris Saint-Germain. O meia foi artilheiro do campeonato Francês de 2011/12 ao lado de Oliver Giroud, com 21 gols, e ainda levou o título da competição na temporada seguinte. Uma saída envolvida por especulações levou o jogador para as terras árabes, onde, apesar de ótima atuação, um caso de agressão generalizada (que terminou com a expulsão e suspensão do meia por nove partidas) acabou marcando sua passagem por lá. Dois anos e meio depois, Nenê chegou ao Vasco da Gama com a difícil missão de resgatar o time de mais um rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A graça não foi alcançada, mas o milagreiro caiu nos braços da torcida. Toca no camisa 10 que ele resolve! Por que joga de terno? Sem dúvida, é um dos jogadores mais regulares que atuam no Brasil no momento. Chama a responsabilidade, arma jogadas, dá aula de assistência e é um perigo de frente para o gol. Classudo com precisão! 🚹 Anderson Luiz de Carvalho 👶 19 de julho de 1981 (35 anos) 🏠 Brasileiro/Espanhol 👕 Paulista, Bahia, Sporting, Corinthians, Palmeiras, Santos, Mallorca, Allavés, Celta de Vigo, Monaco, Espanyol, Paris Saint-Germain, Al-Gharafa, West Ham, Vasco da Gama 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro Série C 01 (Paulista); Campeonato Francês 13 (PSG) 👑 Troféu jogador estrangeiro do Campeonato Francês 11; Melhor jogador do Campeonato Francês 11; Artilheiro do Campeonato Francês 12 (21 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) #Vasco #PSG #Brasil
- Ruy, o Cabeção
Sim, hoje o texto é sobre o Ruy Cabeção. Apesar de não ter sido o melhor lateral por onde passou, ele é bastante lembrado pela figuraça que era dentro e fora dos gramados. E por ser o seu aniversário merece a homenagem do JdT. O Cabeção começou a carreira no América-MG, onde se destacou na conquista da Copa Sul-Minas e do Campeonato Mineiro, respectivamente em 2000 e 2001, o que fez com que o Cruzeiro se interessasse pelo jogador. O Cruzeiro contratou o jogador em 2002. Pode não ter feito muitas partidas lá, quinze partidas no total, mas em uma delas em especial o torcedor do Cruzeiro deve se lembrar bem. Por dois motivos: o primeiro deles é que nessa partida o clube tinha a oportunidade de ser bicampeão da Copa Sul-Minas. A outra era a despedida do ídolo Sorín. E coube ao Ruy fazer a jogada, baita jogada digasse de passagi, do gol do título marcado pelo Sorín. A partir daí começou sua carreira de andarilho pelo Brasil passando por outros clubes de expressão como Botafogo, Fluminense e Grêmio. Em 2012 o jogador resolveu divulgar que estava sem clube em seu Twitter e pedir uma oportunidade em algum clube. O Alecrim deu uma oportunidade ao atleta em 2013. Em 2015 o ex-lateral postou em seu perfil nas redes sociais uma mensagem de despedida dos gramados, na qual alegou que o futebol está lhe fazendo mal e que pretende se dedicar mais à família. Por que jogava de terno? Dentre os classudos estava longe de estar entre os maiores. Mas por onde passou colecionou alguns gols, assistências e boas atuações. 🚹 Ruy Bueno Neto 👶 11 de abril de 1978 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América-MG, Cruzeiro, Guarani, Botafogo, Figueirense, Náutico, Grêmio, Fluminense, Boavista, Brasiliense, Ipatinga, Alecrim-RN, Mixto, Operário-MT 🏆 Copa Sul-Minas 00 e Campeonato Mineiro 01 (América-MG); Copa Sul-Minas 02 (Cruzeiro); Campeonato Carioca 06 (Botafogo) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔 (2) #Cruzeiro #Botafogo #Brasil









