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- A bomba de Vespasiano
Em busca de nomes que desfilaram de terno pelos gramados brasileiros, uma rápida olhada na esquadra brasileira da copa de 82 resolve a equação. Hoje o JdT homenageia Éder Aleixo, “O Canhão”, um dos grandes destaques de uma geração que deixa saudades. Éder foi revelado pelo Coelho. Aos 16 anos já era titular e começava a se destacar nos gramados mineiros. As atuações incisivas do ponta esquerda chamaram a atenção do mestre Telê Santana que na época comandava o Grêmio, e pediu a contratação do, então, garoto. Com a camisa do tricolor gaúcho se consolidou entre os profissionais, fazendo parte do time responsável por desbancar, regionalmente, a hegemonia instaurada pelo Internacional de Falcão. Atleticano descarado, em 79 se transferiu para o alvinegro mineiro, por lá atingiu seu auge e alçou voos surpreendentes. Em uma geração que possuía nomes como Reinaldo, Cerezo, Luizinho e João leite, Éder conseguiu ser um dos protagonistas, e logo conquistou a torcida alvinegra com os seus potentes petardos de canhota. Chegou a ser colocado acima de Reinaldo e Cerezo pela massa. Telê, aquele que bancou a contratação do jovem mineiro na época do grêmio, tornou o mesmo uma peça importante de uma geração imponente da seleção brasileira. A bomba de Vespasiano é o jogador com maior número de convocações dentre os componentes da equipe de 82. Na fatídica copa da Espanha, apesar do fracasso contra a Itália, o Canhão teve destaque. Será sempre lembrado pelo seu belíssimo gol contra a União Soviética, gol este que o rendeu novo apelido: Exocet, um míssil que fora utilizado nas Guerras Malvinas. “Exocet” possuía um defeito de tamanho comparável ao de sua habilidade. Era temperamental. Isso o marcou durante a carreira tanto quanto a potência de sua perna esquerda, acumulou expulsões e polêmicas, dentro e fora de campo. No ano de 86 em um jogo contra o Peru, o mineiro perdeu a cabeça e agrediu o lateral peruano Castro, foi cortado da esquadra que disputaria a copa no mesmo ano no México, esse fato culminou também no desencorajamento de muitos clubes europeus de adquirir o jogador. Éder rodou por vários clubes após sua saída do galo em 85, com relativo sucesso em alguns e fracassos em outros. Sua terceira passagem pelo atlético mineiro se deu após O Canhão ficar parado cerca de 2 anos devido a uma descrença quase que total de que Éder conseguiria manter a cabeça fria. Encerrou a carreira em 97 no modesto Montes Claros. Por que jogava de terno? Versátil, o ponta esquerda chegou a atuar de lateral esquerdo em algumas ocasiões. Era também um especialista em bolas paradas, durante sua carreira acumulou gols de falta, pênalti e até mesmo de escanteio. Sua potente perna esquerda gerava tremeliques nos goleiros. É até hoje considerado um dos maiores pontas esquerda da história do futebol. 👤 Éder Aleixo de Assis 👶 25 de maio de 1957 (58 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América Mineiro, Grêmio, Atlético Mineiro, Inter de Limeira, Palmeiras, Santos, Sport, Botafogo, Atletico Paranaense, Cerro Porteño (PAR), Malatyaspor (TUR), Fenerbahçe (TUR), União São João, Conquista, Cruzeiro, Gama e Guará, Montes Claros, Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Copa do Brasil 1993 (Cruzeiro) 👑 Bola de Prata do Campeonato brasileiro de 1983 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,6) #AtléticoMG #Cruzeiro #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1982
- Marinho Chagas: O boêmio diabo louro
O ano era 1967, época em que ter cabelo grande, abusar de colares e pulseiras, trocar o terno pela bermuda floral e estacionar o carango no calçadão de Copacabana ao som do Bob Marley para realçar o bronzeado era sinônimo máximo de status e total pinta de playboy. E assim foi Francisco das Chagas Marinho, a “Bruxa” Marinho Chagas, lateral esquerdo destro mais potente – e incoerente – de todos os tempos. Sua função em campo era marcar, mas ele não queria nem saber, pois sabia mesmo era “marcar” gols. Por vezes foi até apelidado de “Avenida Marinho Chagas” devido aos buracos que deixava na defesa enquanto corria feito louco pela ponta no melhor estilo artilheiro e com destino pra lá de (in)certo, já que nem sempre a bola terminava nas redes, embora ele tenha anotado incríveis 39 gols um uma única temporada pelo Fluminense, algo raríssimo para a posição. Nascido no Rio Grande do Norte, Marinho começou a carreira no pequeno Riachuelo, despontando em seguida pelos tradicionais ABC e Náutico. Trocou as dunas de Natal pela brisa leve do Rio de Janeiro, soprando o que seria o ponto-auge da profissão boleira: o destaque pelo Botafogo na temporada mais longa de sua carreira, entre 72 e 76, que lhe garantiria um terno cativo na Seleção Arte de 74. Inclusive foi dele o erro que tirou do Brasil o terceiro lugar contra a Polônia, em mais uma de suas inúmeras irresponsabilidades táticas. Ainda assim, ele foi o único jogador daquele elenco canarinho a figurar dentre os relacionados à Seleção da Copa, como melhor lateral esquerdo do Mundial. Do Botafogo, Marinho acertou com o rival Fluminense para fazer parte da Máquina Tricolor de 77. Não ganhou muita coisa, mas também não passaria em branco: tratou logo de inventar uma nova cobrança de pênalti. Exímio cobrador, o “jogador show” patenteou a paradinha giratória, onde dava um giro 360 antes de bater na bola, estufando as redes no mais puro gingado e levando à loucura o presidente Francisco Horta que, a essas alturas, já se arrependera de ter feito de tudo para trazer Marinho ao Flu. Antes de seguir viagem para o New York Cosmos, de Pelé e companhia nos Estados Unidos, o diabo louro ainda acompanhou o tricolor das Laranjeiras numa festa no Castelo de Mônaco e tentou se engraçar com ninguém menos que a princesa Grace Kelly: “Cheguei nela dançando, com uma taça de champanhe na mão. Encostei, esperando que ela pulasse fora, mas ela riu. Aí eu tremi na base. Era demais pra mim. Não tinha cacife pra fazer sexo com uma princesa, jamais”. De volta ao Brasil entre 81 e 86, Marinho desfilaria sua classe e malemolência também na ala esquerda do tricolor paulista, Bangu, Fortaleza e América de Natal, retornando às origens potiguares mesmo que só por um ano, já que em 87 partiria novamente para os EUA e depois para a Alemanha, em passagens menos honrosas. Após dependurar o terno pela equipe alemã BC Harlekin Augsburg, tentou seguir carreira de treinador no natalense Alecrim Futebol Clube e depois como comentarista esportivo da Band Natal mas, infelizmente, já havia sido driblado pelo alcoolismo. Marinho Chagas morreu vítima de uma hemorragia hepática em 1º de junho de 2014, um dia depois de participar do Globo Esporte paraibano e doze dias antes de a seleção brasileira estrear no Mundial em casa. Ele havia prometido parar de beber para estar vivo e poder ver a Seleção jogar a Copa no Brasil. No entanto, ficou devendo. Foi velado com a camisa amarelinha no Estádio Frasqueirão, do ABC Futebol Clube, seu time de juventude e coração. Por que jogava de terno? Por sua incoerência, irreverência e exuberância. Destacou-se não só pelo chute forte e preciso, mas por ser um dos últimos românticos do futebol-arte brasileiro, ainda mais considerando sua posição em campo. De ídolo do Botafogo e melhor ala-esquerda do mundo a amigo de Bob Marley e paquerador da Grace Kelly, só não conseguiu vencer um único adversário em toda a sua trajetória de classe e boemia: o álcool. 👤 Francisco das Chagas Marinho 👶 8 de dezembro de 1952, faleceu em 1º de junho de 2014 (62 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Riachuelo AC, ABC, Náutico, Botafogo, Fluminense, New York Cosmos, Fort Lauderdale Strikers, São Paulo, Bangu, Fortaleza, América de Natal, Los Angeles Heat, BC Harlekin Augsburg, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Potiguar 70 (ABC); Torneio Bicentenário dos Estados Unidos 76 (Seleção Brasileira); Troféu Teresa Herrera 77 (Fluminense); Campeonato Paulista 81 (São Paulo) 👑 Melhor lateral-esquerdo da Copa de 74; 2º Maior Jogador Sul-Americano do Ano 74 (El País); Bola de Prata (Placar) 72, 73 e 81 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,66) #Fluminense #Botafogo #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil
- O Rei da Nigéria
Jay-Jay Okocha começou no mundo do futebol como a maioria dos craques africanos, jogando na rua. Logo aos 16 anos estava no elenco principal da equipe Enugu Rangers disputando o campeonato nacional de seu país. Ainda jovem em meados do ano de 1990, Okocha foi a Alemanha visitar seu amigo nigeriano Binebi Numa, que jogava no Borussia Neunkirche, clube modesto da extinta Alemanha Ocidental. Em certa oportunidade, visitando as instalações do clube e assistindo a um jogo treino de seu amigo, teve a oportunidade de vestir o colete e mostrar o que sabia. Impressionados, a diretoria do clube alemão lhe propôs um contrato. Em clubes Okocha foi um andarilho do futebol. Na equipe do Borussia ficou pouco tempo, foi para o FC Saarbucken da Bundesliga 2 e logo em seguida saltou na carreira rumo ao Frankfurt. Lá fez sucesso ao lado de Antonhy Yeboah e de Maurizio Gaudino. Em 95 com o descenso dos 'Águias', muda de país, seu destino era a Turquia. No Fernerbahçe fez 30 gols em 63 jogos, conquistando em duas temporadas dois títulos. Em Paris veio a fama mundial, Okocha deu show jogando no PSG. No Parc des Princes e ao lado do nosso Rei do Danone, Aloísio Chulapa, ajudou com 5 tentos na conquista da Copa Intertoto da UEFA em 2001. O já experiente Okocha partia para Inglaterra fazer sucesso no Bolton, na primeira temporada sofreu com lesões, mas na segunda ajudou o time mediano inglês a chegar ao vice campeonato da Carling Cup e a oitava colocação na Premier League. No final de sua carreira passou pelo Qatar SC e voltou a Inglaterra para jogar no Hull City, fazendo seu papel de reserva de luxo sofreu com lesões e se aposentou no final da temporada de 2007/2008. Seu maior sucesso dentro de campo foi na seleção nigeriana. Sem ter passado pela base da seleção, foi direto a equipe principal para ser titular absoluto. Campeão da Copa Africana de Nações em 94 foi a Copa do Mundo daquele mesmo ano que despertou olhares. Comandando sua equipe chegou as oitavas sucumbindo em um jogo dramático contra a poderosa Itália de Baggio. Mas seu maior feito seria dois anos depois. Nas Olimpíadas de Atlanta a Nigéria levou a medalha de Ouro no futebol batendo Brasil na semi-final e Argentina na final. Na Copa da França fez uma ótima primeira fase mas caiu diante a Dinamarca. Em 2000 foi vice-campeão do campeonato africano de seleções. Daí em diante veio o declínio com a eliminação precoce na primeira fase da Copa Japão/Coréia e disputou mais duas Copa Africana de Nações sem resultados expressivos. Por que jogava de terno? Jogava bem com as duas pernas, era driblador, rápido, bom passador e mestre na arte de cadenciar jogo. Okocha já fez Oliver Kahn lamber o tapete no considerado 'gol do ano' de 93. Levou seu país ao destaque no mundo do futebol através de uma geração aonde ele próprio encabeçava a lista. Um mito para a Nigéria e o futebol africano. 🚹 Augustine Azuka Okocha 👶 14 de agosto de 1973 (42 anos) 🏠 Nigeriano 👕 Enugu Rangers, Borussia Neunkirchen, Eintracht Frankfurt, Fenerbahçe, PSG, Bolton Wanderers, Qatar SC e Hull City 🏆 Copa da França 98 (PSG), Copa das Nações Africanas 94 e Jogos Olímpicos 96 (Seleção Nigeriana) 👑 Melhor Jogador Africano 96, 97 e 98 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,3) #PSG #SeleçãoNigeriana
- David and Goliath
Jamie Vardy nasceu em Sheffield no Reino Unido. No início de sua carreira dividia seu tempo entre atuar pelo Stocksbridge Works e exercer trabalhos manuais em uma fábrica que processava carbono para fins medicinais. Sua sorte começou a virar quando se destacou pelo Halifax Town marcando 29 gols em 41 jogos. Em 2011, adquirido pelo Fleetwood, passou a viver apenas de futebol, se destacou e um ano depois chegou ao modesto Leicester City. A confiança em seu trabalho era tamanha que ao ser contratado pelo Leicester exigiu em seu contrato uma cláusula de bônus caso chegasse à seleção inglesa, dito e feito, no dia 7 de junho de 2015 ele estreou pelo English Team. Em cinco anos ele saiu de uma liga amadora e chegou à seleção mesmo com seus 29 anos, uma idade improvável para uma estreia na seleção nacional. A arrancada de Vardy se confunde com a do seu próprio time. Em uma liga milionária, é quase impensável que uma equipe que luta para não cair, no ano seguinte sagre-se campeã. E é exatamente isso que está prestes a acontecer. Na temporada 14-15 os blues de Leicester conseguiram permanecer na Premier League graças a um emocionante empate contra o Sunderland na última rodada após amargar a lanterna por cinco meses. Hoje são os virtuais campeões da Liga Inglesa. Uma mística história acompanha essa arrancada. Foi justamente na inauguração das novas instalações do túmulo do Rei Ricardo III, que teve seus restos mortais achados recentemente - e até então cidadão mais famoso da pacata cidade-, que o time começou a vencer. No início da competição era tido como forte candidato ao rebaixamento e agora conta as horas para comemorar o título inglês. Por que joga de terno? Pela sua raça, bravura e entrega. Vardy não brinca de futebol. As arrancadas para o contra ataque e a precisão nas finalizações fazem dele um postulante a artilharia da Premier League, protagonizando talvez uma das mais inacreditáveis histórias do futebol na atualidade. 🚹 Jamie Vardy 👶 11 de janeiro de 1987 (29 anos) 🏠 Inglês 👕 Stocksbridge Park Steels, Halifax Town, Fleetwood Town, Leicester City. 🏆 Premier League 16 (Leicester) 👑 Equipe do Ano da Premier League. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Leicester
- O rei de Pernambuco
O titulo hoje foi dado pelo próprio homenageado o José Carlos da Silva, para os íntimos Carlinhos Bala. Rei porque jogou boa parte de sua carreira pelos 3 grandes clubes de Pernambuco: Santa Cruz, Náutico e Sport. Nacionalmente o jogador ficou conhecido em 2005, quando foi um dos protagonistas na campanha do Santa Cruz no acesso à Série A do Brasileiro e no título do Campeonato Pernambucano. Foi vendido ao Cruzeiro em 2006, mas não conseguiu se firmar na equipe celeste, e depois de um ano voltou para Pernambuco, desta vez para o Sport. Chegou e teve logo que ir se desculpando com a torcida, pois certa vez enquanto ainda jogava pelo Santa Cruz em uma partida contra o Sport ele fez gestos obscenos para a torcida do Leão. Apesar de toda polêmica, torcida e jogador tiveram um final feliz, o título da Copa do Brasil de 2008, o principal do jogador. Nem só de gols e velocidade vivia Carlinhos Bala, o jogador também foi um grande filósofo e nos deixou grandes ensinamentos. O melhor deles talvez seja: “A mão que aplaude é a mesma que vaia” (BALA, Carlinhos). Por que joga de terno? Jogador polêmico, muito veloz e carismático, Carlinhos Bala está naquela lista de jogadores que todo mundo conhece, apesar de não ser um dos grandes nomes do cenário nacional. 🚹 José Carlos da Silva 👶 17 de setembro de 1979 (36 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santa Cruz, Náutico, Beira-Mar, Cruzeiro, Sport, Atlético Goianiense, Fortaleza, CRB, Centro Limoeirense, Fast Clube, Nacional-AM, América-PE, Potiguar de Mossoró 🏆 (principais) Campeonato Pernambucano 05 e 12 (Santa Cruz); Campeonato Pernambucano 07 e 08, Copa do Brasil 08 (Sport) 👑 Não possui títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔 (3,8) #SantaCruz #Náutico #Sport #Brasil #Atacante
- Era pra ser bailarina, mas não deu
Em 2001, a FIFA decidiu que era hora de ter uma categoria que contemplasse os destaques do futebol feminino: nada mais que justo que a eleita para melhor jogadora fosse a norte-americana Mariel Margaret Hamm Garciaparra, mais conhecida como Mia Hamm. Nascida em 1972 no estado de Alabama (EUA) com nome de uma bailarina, a atleta preferiu outro esporte e hoje o JdT pode ostentar sua figurinha com orgulho. Já foi chamada de Pelé do Futebol Feminino, mas também poderia ser Garrincha, pois nasceu com os pés tortos, tendo que corrigi-los na infância. Por lá, apelidaram-na de Mia Jordan ou Tiger Mia, comparando seu sucesso com os daqueles também lendários Michael Jordan e Tiger Woods. Mas o fato é que a atacante decidiu trilhar o próprio caminho colocando não só o seu nome, como o do Futebol Feminino em evidência mundial, tanto que até hoje a liga americana que ela ajudou a fundar utiliza sua silhueta como símbolo da modalidade. Foi ícone dos anos 90 inspirando uma geração e não era para menos, sua carreira é cravejada de grandes números e conquistas: tornou-se a jogadora mais jovem a atuar pela seleção americana aos 15 anos; recebeu o prêmio feminino de melhor jogadora FIFA em 2001 e 2002; sendo também a primeira mulher a ter seu nome no Hall da Fama do Futebol Mundial em 2013. E, quando aposentou sua camisa 9 em 2004, era a maior artilheira de seleções da história, na versão masculina ou feminina, com 158 gols marcados até ser superada pela compatriota Abby Wambach em 2013. Soma-se isso, entre outros títulos, a duas Copas do Mundo de Futebol Feminino, uma medalha de prata em 2000 e duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos em 1996 e 2004. Nesta ocasião, as seleções dos Estados Unidos e do Brasil se enfrentaram na final e Mia Hamm elogiou muito uma alagoana de 18 anos chamada Marta, dizendo que teria muito futuro no esporte pois era “uma das melhores que viu jogar”. Pode colocar adivinhação no currículo também! Por que jogava de terno? Hamm poderia jogar de terno, chuteira, sapato de salto, terninho, vestido, do que quisesse! Afinal, seu talento e confiança fizeram dela uma exímia dribladora, goleadora e cabeceadora, fora as assistências. Agressiva e determinante paras as finalizações das jogadas, qualquer defesa acabava se rendendo a sua agilidade. 👤 Mariel Margaret Hamm Garciaparra 👶 17 de março de 1972 (44 anos) 🏠 Estadunidense 👕 North Carolina Tar Heels, Washington Freedom e Seleção Estadunidense 🏆 Copa do Mundo Futebol Feminino 91 e 99, Copa Algarve 00, Copa do Ouro 00 e 02, Ouro Jogos Pan-americanos 99, Ouro Jogos Olímpicos Atlanta 1996, Prata Jogos Olímpicos Sidney 00, Ouro Jogos Olímpicos Atenas 2004. (Seleção Estadunidense) 👑 Melhor jogadora FIFA 01 e 02 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9,8) #SeleçãoEstadunidense
- "Está de volta o Guilherme matador"
Autêntico. Essa palavra pode ser definida para descrever o jogador homenageado hoje pela JdT. Conhecido por nunca pipocar dentro ou fora de campo, Guilherme de Cássio Alves era impiedoso na pequena área e sabia disso, afinal, batia no peito e falava “EU SOU FODA”. E realmente o era. Lançado pelo Marília em 92, Guilherme chamou atenção de ninguém menos que Telê Santana, que naquela época comandava o São Paulo. O artilheiro se transferiu para o clube paulista no início de 93, fazendo parte da esquadra campeã da Libertadores e do Mundial daquele ano. Em 95 se transferiu para o futebol espanhol para atuar pelo Rayo Vallecano e retornou ao Brasil em 97 para jogar pelo Grêmio. Também teve passagem pelo Vasco. O atacante marcava gols por onde passava, mas o seu auge só viria em 99. Chegou ao Galo com a missão de recuperar a confiança da torcida em um atacante. Há muito a massa não via um centroavante com faro de gol e identificado com as arquibancadas. Guilherme cumpriu sua missão usando o terno alvinegro, formando com Marques, uma dupla de encher os olhos dos atleticanos, o entrosamento dos dois era notável. Não à toa, foi artilheiro da edição do brasileirão daquele ano com 28 gols em 27 partidas, média de mais de um gol por jogo. 3 desses 28 gols foram no primeiro jogo da final contra o Corinthians, que se sagraria campeão. Em 2002 deixou o alvinegro mineiro para defender o alvinegro paulista que o havia derrotado em 99. No Corinthians voltou a mostrar o faro para gols, porém se envolveu em acidente automobilístico que resultou em duas mortes, o atacante nunca mais foi o mesmo. Em 2003 retornou para o galo, mas sem Marques, não reviveu seu grande futebol de anos passados. Após passagens apagadas por Cruzeiro e Botafogo, encerrou precocemente a carreira em 2005 devido a problemas cardíacos e a uma série de lesões. Por que jogava de terno? Guilherme foi apelidado pelo companheiro Marques de atacante migué. Ficava parado atrás do zagueiro esperando a bola, uma brincadeira que mostra que uma das grandes virtudes dele era o posicionamento. Guilherme estava sempre no lugar certo na hora certa. E marcava de cabeça, de perna, de peito, o que quer que a situação pedisse. Artilheiro nato. 👤 Guilherme de Cássio Alves 👶 5 de agosto de 1974 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Marília, São Paulo, Rayo Vallecano (ESP), Grêmio, Vasco da Gama, Atlético Mineiro, Corinthians, Al-Ittihad (ARA), Cruzeiro, Botafogo, Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Copa Libertadores 93, Mundial Interclubes 93, Copa Conmebol 94 (São Paulo) 👑 Artilheiro do Campeonato Brasileiro de 99 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) #SãoPaulo #AtléticoMG #Brasil #SeleçãoBrasileira #Atacante
- "O bicho é certo!"
Hoje é dia do goleiro e vocês classudos que nos acompanham sabem o porquê? Porque... “O BICHO É CERTO!” Manga é o aniversariante de hoje! E como manda a cartilha, mesmo num esquadrão com Nilton Santos, Amarildo, Quarentinha, Didi, Zagallo e Garrincha, um bom time há de se começar por um bom goleiro. E entre estes nomes sagrados para qualquer botafoguense, há de se ter um goleiro como Manga! Hoje, o JdT homenageia os 79 anos de um monstro sagrado dos tapetes verdes do Brasil, seja vestindo o terno Colorado, seja o Alvinegro Carioca. Manga começou de forma surpreendente no Sport, no juniores do time pernambucano: sem sofrer nenhum gol na conquista do estadual da categoria em 54. Logo, postulou a posição de titular da equipe principal, sagrando-se o número 1 do time alguns anos depois. Foi na década de 60 que Haílton Corrêa de Arruda viveu seus primeiros anos de auge. Formou o time duas vezes bicampeão carioca (o de 61 e 62 e o de 67 e 68), cuja principais peças foram os jogadores citados acima e até hoje celebrada por botafoguenses Brasil a fora. Não só por atuações seguras, com pontes sensacionais e um posicionamento primoroso, Manga ficou marcado na lembrança dos torcedores por sua tenacidade em provocar o adversário que ele mais adorava enfrentar: antes de encarar o Flamengo, o goleiro declarava que “O leite das crianças está garantido”, justamente por ser o rubro-negro o time que ele enfrentou durante as campanhas dos títulos de 61 e 62 sem levar gol (neste último ano, na final, inclusive). Por isso, sempre dizia que contra o Flamengo “O bicho é certo” (Bicho, no jargão boleiro, é a premiação dada para os jogadores em caso de vitória). Se Manga brilhou na Estrela Solitária de várias estrelas, não pode-se dizer o mesmo da seleção canarinho. Por suas incontestáveis atuações no Rio, Manga foi convocado para a copa de 66 na Inglaterra, onde conheceu um cidadão português de brio e de exímia qualidade: Eusébio. Naquela copa, o Brasil perderia para a estreante seleção Portuguesa do Pantera Negra, justamente quando Manga assumia a camisa titular do veterano Gilmar, machucado. Daí começava sua decadência no Glorioso. Algum tempo depois da copa, começou a ser duramente criticado pelo jornalista botafoguense (de grande influência em General Severiano) João Saldanha. Revoltado, Manga marcou um encontro nada amistoso com o inimigo. Certo que levaria uma sova, João foi armado e quando viu o goleiro disparou tiros em direção ao chão perto de Manga. O goleiro saiu correndo e viu o clima pesar pra ele no time. Isso, depois do título da Taça Brasil de 68 (hoje, considerada campeonato brasileiro). Foi então jogar no Uruguai, vestindo o terno do Nacional e conseguiu se tornar ídolo por lá também, ganhando Libertadores e mundial de clubes. Ficou até metade da década de 70 para, depois, formar novamente um esquadrão nacional: dessa vez, junto a Falcão, o Internacional de 75 e 76. Foi neste primeiro ano que Manga se imortalizou no Beira-rio: num jogo contra um Cruzeiro cheio de estrelas, o goleiro pegou uma bola que pra ele mesmo foi a mais bonita de sua vida: Nelinho cobrou uma falta quase frontal, num efeito de por inveja a muitos Roberto Carlos que estariam por vir. Manga, sempre bem posicionado, acompanhou a trajetória até o último segundo e se esticou todo para espalmá-la a meia altura. Neste jogo, Manga seria campeão brasileiro e repetiria a façanha um ano depois. Saiu do time desentendido dois anos depois. Em 77, Manga foi jogar no Mato Grosso do Sul e em seguida no Coritiba. Depois, teve a audácia de ir para o Grêmio e desafiar seu antigo time e arquirrival do tricolor dizendo que “o Inter iria pagar caro e não faria mais gols no tricolor”: conquistou o título estadual de 79. Se despediu do futebol nos anos 80, no Equador, onde se exila até hoje. Por que jogava de terno? O texto acima fala por si e responde a pergunta. Manga é ídolo de Pernambuco ao Rio Grande do Sul - mesmo ídolo no Inter, é imensamente respeitado no Grêmio - do Equador ao Uruguai e Sagrado como Nilton Santos, Garrincha e Didi no Botafogo. Manga viveu tão intensamente sua vida de goleiro-ídolo que suas mãos carregam as marcas de sua coragem e de seu arrojo: não há um dedo que não seja torto em ambas as mãos. 👤 Haílton Corrêa de Arruda 👶 26 de abril de 1937 (79 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Sport, Botafogo, Nacional (URU), Internacional, Operário-MS, Coritiba, Grêmio, Barcelona de Guayaquil (EQU) e Seleção Brasileira 🏆 Bi-Campeonato Carioca: 61 e 62, 67 e 68; Taça Brasil: 68 (Botafogo), Tetra-Campeonato Uruguaio: 69, 70, 71 e 72; Copa Libertadores da América: 1971; Mundial Interclubes: 1971 (Nacional-URU); Bi-Campeonato Brasileiro: 75 e 76 (Internacional); Campeonato Equatoriano: 1981 (Barcelona de Guayaquil-EQU). 👑 Bola de Prata: 76, 78. Eleito para o time dos sonhos do Botafogo e Internacional pela revista Placar. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) #Botafogo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Nacional #Internacional
- Jardel: pérolas e gols
Se você acompanha a nossa página há algum tempo já deve ter percebido que o Joga de Terno é fã do futebol dos anos 90. Afinal de contas, foi nessa época que boa parte da nossa equipe foi introduzida ao esporte. E, nessa época, o que não faltava no futebol brasileiro era centroavante matador. Hoje falaremos de um dos mais folclóricos. Mario Jardel de Almeida Ribeiro começou a carreira profissional no Vasco da Gama, onde conquistou dois títulos cariocas, chamou a atenção do Grêmio e foi emprestado. No clube sulista Jardel caiu nas graças da torcida fazendo dupla de ataque com Paulo Nunes, outro grande nome do Grêmio e dos anos 90 e que também merece um texto aqui no JdT. Juntos trouxeram a Libertadores em 95. O "Super Marinho" era um excelente cabeceador. Com os pés não era tão técnico mas sabia aproveitar as oportunidades para balançar a rede. Foram tantos gols em tão pouco tempo que depois do empréstimo eles criaram a campanha "Fica Jardel". E ele só ficou com a ajuda de investidores, já que o Grêmio não conseguiu juntar o R$ 1,2 milhão necessário para comprar o atleta, valor considerado alto na época. Já fora de campo ele também se destacava, sobretudo pelas frases hilárias atribuídas a ele: "Quando o jogo está a mil a minha naftalina sobe" "O interessante é que aqui no Japão só tem carro importado" "Clássico é clássico e vice e versa" Ele nunca admitiu essas frases, mas foi o suficiente para a revista Placar criar uma coluna chamada "Piadas do Jardel" com piadas enviadas por leitores. Em 96 foi vendido ao Porto. Na Europa Jardel brilhou. Foi artilheiro não só em Portugal como também da Europa o que lhe rendeu diversos prêmios individuais graças aos inúmeros gols. Apesar de ter sido sondado por grandes clubes europeus, Jardel se tornou um cigano do futebol. Em 2003 foi vendido ao Bolton, da Inglaterra e a partir daí para diversos clubes do Brasil e do mundo, sempre esperando que ele fosse o artilheiro da época do Porto. Encerrou a carreira em 2011, depois de vestir o terno de 20 times. Após pendurar as chuteiras trocou de terno e hoje é deputado estadual pelo Rio Grande do Sul. Por que jogava de terno? Muitos artilheiros quando vão para a Europa não se adaptam ao novo estilo de jogo e caem no ostracismo. Mas não Jardel. Ser duas vezes artilheiro da Liga dos Campeões é coisa pra poucos. Não chegou a fazer uma carreira de sucesso em grandes clubes do velho continente mas por aqui é ídolo do Grêmio. Por sua contribuição com gols e frases que marcaram o futebol a gente confirma que Jardel joga de terno! 👤 Mario Jardel de Almeida Ribeiro 👶 18 de setembro de 1973 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Vasco, Grêmio, Porto, Galatasaray, Sporting, Bolton, Ancona, Newell's Old Boys, Alavés, Goiás, Beira-Mar, Anorthosis, United Jets, Criciúma, Ferroviário, América (CE), Flamengo (PI), Cherno More, Rio Negro (AM), Al-Taawon e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Libertadores da América 95 (Grêmio); Taça de Portugal 97/98 e 99/00, Campeonato Português 96/97, 97/98 e 98/99 (Porto); Copa da Turquia 00 (Galatasaray); Taça de Portugal 01/02 e Campeonato Português 01/02 (Sporting); Campeonato Argentino 04 (Newell's Old Boys); Copa de Chipre 07 (Anorthosis) 👑 Maior goleador do mundo 99 e 02 (IFFHS); Chuteira de Ouro 99 e 02, Chuteira de Prata 97 e Chuteira de Bronze 00 (UEFA); Bola de Ouro de Portugal 96/97 e 97/98; Melhor jogador do Campeonato Português 96/97, 98/99 e 01/02. Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔 (7,4) #Grêmio #Porto #SeleçãoBrasileira #Brasil
- O bom e velho Vamp
O jogador mais folclórico dos últimos tempos é com certeza Marcos André Batista do Santos. Baiano de Nazaré das Farinhas, nunca escondeu suas origens - há pouco tempo bancou do próprio bolso a reforma do cinema de sua cidade natal - e com seu jeito sempre extrovertido jogou muita bola dentro de campo e fez a festa de companheiros fora dele. Revelado pelo Vitória em 1993, Vampeta atuou quatro temporadas pelo clube baiano antes de sua transferência para o futebol holandês, não se adaptou ao PSV e no ano seguinte voltou ao Brasil para jogar pelo Fluminense. Nova passagem pelo PSV, mas o jogador de fato nunca conseguiu render no Velho Continente, gelado para ele só se for a cerveja e dessa ele não abre mão. No ano de 1998 retornou ao Brasil e foi jogando pelo Corinthians, com aquele supertime Vampeta viveu o auge da sua carreira. Bicampeão brasileiro, campeão paulista e primeiro campeão do questionado mundial de clubes da FIFA. Em 2000 mais uma tentativa no futebol europeu, agora vestindo o terno da Inter de Milão, mais uma frustração. Retorno ao Brasil um ano depois e desembarque dessa vez na gávea. Escuta essa, para ficar com Vampeta, o Mengão cedeu o atacante Reinaldo para o PSG e a revelação e futuro imperador Adriano para a Inter. A má fase continuou no Rio e em 2002 a segunda passagem por Parque São Jorge, acostumado ao ambiente do clube Vampeta reencontrou as boas atuações e, surpreendentemente, foi convocado para a Copa do Mundo por Felipão. Apesar de entrar em campo apenas contra a Turquia foi um dos que mais comemorou o título, com direito a pagode e birita a viagem toda, chegou tão bêbado a Brasília que deu cambalhotas na rampa do Planalto e perdeu sua medalha de campeão do mundo. Depois do penta, Vampeta voltou ao Corinthians, porém após brigas com a comissão técnica foi parar no clube que o revelou. Depois de um ano no Vitória girou por alguns clubes, sem grande destaque. Voltou ao Corinthians em 2007 para tentar salvar o time da queda para a série B. Com o velho Vamp fora de forma, uma dupla de zaga formada por Betão, Zelão e Marinho e com Finazzi no comando de ataque o resultado era óbvio: rebaixamento. Encerrou sua carreira de jogador pelo Juventus da Mooca em 2008. Entretanto o improvável aconteceu, Vampeta continua no mundo do futebol, agora como cartola. Virou presidente do Grêmio Osasco e conduz o time com considerável sucesso - O clube está há alguns anos na elite do futebol paulista. Também é empresário e sócio de uma emissora de TV. Por que jogava de terno? Para começar o apelido do cara vem de uma fusão de Vampiro com Capeta. Se não bastasse, ele sempre foi adepto do bom e velho danone, na verdade ele manda o que vier para dentro. Mesmo bebendo mais que um Opala velho conseguiu ser campeão do mundo pela seleção e pelo Corinthians. Hoje é empresário, um belo contador de casos e querido por onde passa. 🚹 Marcos André Batista Santos 👶 30 de março de 1974 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Vitória, PSV Eindhoven (Holanda), Fluminense, Corinthians, Inter de Milão, Flamengo, Al-Kuwait, Brasiliense, Goiás, Juventus (SP) e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Holandês 97 (PSV); Campeonato mundial de clubes da FIFA 2000, Campeonato Brasileiro 98 e 99, Copa do Brasil 2002, Torneiro Rio-São Paulo 02 (Corinthians) Copa América 1999 e Copa do Mundo 2002 (Seleção Brasileira) 👑 Seleção troféu Bola de Prata 98 e 99 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) Danômetro 🍺🍺🍺🍺🍺🍺🍺🍺🍺🍺(10) #Corinthians #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo2002









