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  • El Ratón

    Hoje, nós do JdT homenageamos o aniversariante do dia: Roberto Ayala, zagueiro que marcou época no escrete argentino como capitão e, sobretudo, um zagueiro raçudo! Ayala foi formado na equipe Ferro Carril Oeste, onde ficou até 1994. Neste ano, foi contratado pelo River Plate e conquistou o Apertura, a primeira divisão dos Hermanos, seu primeiro grande título de expressão. Depois teve uma passagem significativa pelo futebol europeu, onde conquistou os principais campeonatos nacionais do velho continente, como o espanhol, a liga italiana e uma copa UEFA. El Ratón é, ainda hoje, o terceiro jogador que mais vestiu o terno albiceleste, perdendo apenas para Zanetti e Mascherano (e certamente será ultrapassado por Messi). Como capitão, não houve ninguém que mais ostentou a braçadeira pelos argentinos. Contudo, sua história na seleção argentina é de altos e baixos: tem duas medalhas olímpicas (prata e ouro), mas é sempre lembrado pela falha no gol de Bergkamp que eliminou os Hermanos na copa da França em 1998 e pelo gol contra em 2007 na final da Copa América contra o Brasil. Também ficou de fora da copa de 2002, por contusão. Se aposentou em 2011, após passagem pelo Racing. Foram 18 anos de uma carreira reconhecida pela raça, com 8 títulos por onde passou e 115 jogos pela seleção da Argentina. Por que jogava de terno? Ayala é um dos ídolos do Valência e símbolo de uma defesa argentina sempre reconhecida pela raça e determinação. Foi o homem de confiança dos técnicos argentinos em sua geração, liderando não só a seleção principal, como também uma das melhores safras olímpicas de seu país. 🚹 Roberto Fabián Ayala 👶 14 de abril de 1973 (43 anos) 🏠 Argentino 👕 Ferro Carril Oeste, River Plate, Napoli, Milan, Valencia, Villarreal, Real Zaragoza, Racing e Seleção Argentina 🏆 (principais) Campeonato Argentino: 194 (River Plate), Campeonato Italiano 98/99 (Milan), Campeonato Espanhol 01/02, 03/04, Copa UEFA: 03/04, (Valencia). Medalha de Prata nas Olimpíadas de 96 e de Ouro em 04 (Seleção Argentina). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,8) #Milan #Valência #SeleçãoArgentina

  • Washington, o Coração Valente

    O que você faria se alguém te dissesse que não deveria mais fazer aquilo que mais gosta na vida devido a problemas de saúde? Muitos aceitariam o conselho. Mas com Washington foi diferente. Ele não só não desistiu de jogar como entrou para a história do futebol brasileiro ao se tornar o jogador a fazer o maior número de gols em uma única edição do Campeonato Brasileiro. E a saúde vai bem. Washington Stecanela Cerqueira nasceu em Brasília, onde jogou nas categorias de base do clube com mesmo nome. Mas a carreira profissional mesmo começou bem longe dali. Foi em 1993, aos 18 anos, no Caxias, do Rio Grande do Sul, que Washington se profissionalizou. E chegou fazendo o que nunca foi dificuldade para ele em toda a carreira: gols. Não importava como, bola para o Washington era bola na rede. Foi vice-artilheiro da série C em 95. Também no clube gaúcho que ele descobriu o primeiro problema de saúde, a diabetes, diagnosticada em 96. Alheio a isso mas com o acompanhamento de nutricionista, endocrinologista e alguns medicamentos, Washington continuou balançando as redes. Tanto é que, no ano seguinte, teve a oportunidade de vestir o terno do primeiro time grande, o Internacional. Não teve muitas oportunidades e decidiu voltar pro Caxias. Depois de indas e vindas desembarcou em Campinas para jogar pela Ponte Preta e, enfim, chamar a atenção da imprensa nacional. Os dezesseis gols marcados no Campeonato Brasileiro de 2000 (Copa João Havelange) e as artilharias conquistadas nos anos seguintes lhe renderam, em 2001, a primeira convocação à Seleção Brasileira comandada à época por Leão. Com o passaporte em mãos foi contratado pelo Fenerbahçe, da Turquia. Para muitos, um caminho natural de todo jogador que se destaca. Para Washington, um novo obstáculo. Após sentir dores no peito depois um jogo pelo time turco, descobriu uma lesão na artéria esquerda e teve que passar por uma angioplastia e cateterismo. Ao saber dos problemas do atacante o clube turco parou de pagar os salários do jogador. Ele não teve outra opção a não ser voltar ao Brasil. Mas que time contrataria um jogador com problemas cardíacos? O presidente do Atlético Paranaense à epoca, Mário Celso Petraglia, assumiu o risco: repatriou o jogador em 2003 e bancou o tratamento. Sábia decisão. No Furacão, Washington ganharia a alcunha de Coração Valente, batendo no peito sempre a cada gol para lembrar que o coração batia forte e feliz por voltar aos gramados. E um ano após quase encerrar a carreira marcaria 34 gols no Campeonato Brasileiro, feito jamais igualado até hoje. Depois disso Washington ainda jogaria pelo Japão e voltaria ao Brasil para, dessa vez, vestir o terno do Fluminense e provar de uma vez por todas que o coração aguentava o tranco. Marcou de cabeça o gol decisivo das quartas de final da Libertadores de 2008, aos 48 minutos do segundo tempo, contra o São Paulo, em um jogo inesquecível. Depois foi contratado para jogar justamente no São Paulo, e voltou para encerrar a carreira no tricolor do Rio, em 2011. Por que jogava de terno? Mais do que superar os adversários com garra, domínio de bola e bom posicionamento, Washington Coração Valente superou a si mesmo. Era artilheiro mas não habilidoso, mas driblou a diabetes e os problemas no coração para se consagrar e, graças a isso, deu alegrias a alguns clubes brasileiros. E tristeza para os diversos adversários que sofreram com seus gols. 🚹 Washington Stecanela Cerqueira 👶 1 de abril de 1975 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Caxias, Internacional, Paraná, Ponte Preta, Fenerbahçe (TUR), Atlético-PR, Tokyo Verdy (JAP), Urawa Red Diamonds (JAP), Fluminense, São Paulo, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Japonês 06 e Liga dos Campeões da AFC 07 (Urawa Red Diamonds); Campeonato Brasileiro 10 (Fluminense) 👑 Bola de Prata 04 (como melhor atacante e artilheiro) e 08 (como artilheiro); Chuteira de Ouro da Revista Placar 04; Troféu Mesa Redonda - Melhor Jogador do Brasileirão 04; Jogador do ano pela RSSSF 04; Seleção do Campeonato Japonês 06; Prêmio Craque do Brasileirão - Troféu Rei do Gol 08 #AtléticoPR #Fluminense #SeleçãoBrasileira #Brasil

  • Craque é craque, né pai?

    Dizem que craque só é craque quando faz a diferença em um momento crítico. E, desde agosto de 2015, a torcida cruz-maltina tem mais um motivo para assinar embaixo dessa afirmação. O nome do santo? Anderson Luiz de Carvalho, o Nenê. Revelado em 1999 pelo Paulista, o meia teve uma passagem no Palmeiras antes de compor o elenco do time santista que chegou ao vice campeonato brasileiro em 2003. Da final da Libertadores, aterrissou na Europa, sendo destaque por onde passou. Foi no clube basco Allavés que o jogador tornou-se ídolo, ajudando a equipe na ascensão à primeira divisão do campeonato espanhol. Do adiós ao bonsoir, Nenê chegou à França carimbando sua canhota pelo Mônaco, sendo o principal destaque da equipe na temporada de 2007 e o segundo com maior número de assistências, superando-se na temporada de 2009/10 quando disputou a artilharia durante todo o campeonato e levou seu time à final da Copa da França. O brilho não seria diferente no Paris Saint-Germain. O meia foi artilheiro do campeonato Francês de 2011/12 ao lado de Oliver Giroud, com 21 gols, e ainda levou o título da competição na temporada seguinte. Uma saída envolvida por especulações levou o jogador para as terras árabes, onde, apesar de ótima atuação, um caso de agressão generalizada (que terminou com a expulsão e suspensão do meia por nove partidas) acabou marcando sua passagem por lá. Dois anos e meio depois, Nenê chegou ao Vasco da Gama com a difícil missão de resgatar o time de mais um rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A graça não foi alcançada, mas o milagreiro caiu nos braços da torcida. Toca no camisa 10 que ele resolve! Por que joga de terno? Sem dúvida, é um dos jogadores mais regulares que atuam no Brasil no momento. Chama a responsabilidade, arma jogadas, dá aula de assistência e é um perigo de frente para o gol. Classudo com precisão! 🚹 Anderson Luiz de Carvalho 👶 19 de julho de 1981 (35 anos) 🏠 Brasileiro/Espanhol 👕 Paulista, Bahia, Sporting, Corinthians, Palmeiras, Santos, Mallorca, Allavés, Celta de Vigo, Monaco, Espanyol, Paris Saint-Germain, Al-Gharafa, West Ham, Vasco da Gama 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro Série C 01 (Paulista); Campeonato Francês 13 (PSG) 👑 Troféu jogador estrangeiro do Campeonato Francês 11; Melhor jogador do Campeonato Francês 11; Artilheiro do Campeonato Francês 12 (21 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) #Vasco #PSG #Brasil

  • Ruy, o Cabeção

    Sim, hoje o texto é sobre o Ruy Cabeção. Apesar de não ter sido o melhor lateral por onde passou, ele é bastante lembrado pela figuraça que era dentro e fora dos gramados. E por ser o seu aniversário merece a homenagem do JdT. O Cabeção começou a carreira no América-MG, onde se destacou na conquista da Copa Sul-Minas e do Campeonato Mineiro, respectivamente em 2000 e 2001, o que fez com que o Cruzeiro se interessasse pelo jogador. O Cruzeiro contratou o jogador em 2002. Pode não ter feito muitas partidas lá, quinze partidas no total, mas em uma delas em especial o torcedor do Cruzeiro deve se lembrar bem. Por dois motivos: o primeiro deles é que nessa partida o clube tinha a oportunidade de ser bicampeão da Copa Sul-Minas. A outra era a despedida do ídolo Sorín. E coube ao Ruy fazer a jogada, baita jogada digasse de passagi, do gol do título marcado pelo Sorín. A partir daí começou sua carreira de andarilho pelo Brasil passando por outros clubes de expressão como Botafogo, Fluminense e Grêmio. Em 2012 o jogador resolveu divulgar que estava sem clube em seu Twitter e pedir uma oportunidade em algum clube. O Alecrim deu uma oportunidade ao atleta em 2013. Em 2015 o ex-lateral postou em seu perfil nas redes sociais uma mensagem de despedida dos gramados, na qual alegou que o futebol está lhe fazendo mal e que pretende se dedicar mais à família. Por que jogava de terno? Dentre os classudos estava longe de estar entre os maiores. Mas por onde passou colecionou alguns gols, assistências e boas atuações. 🚹 Ruy Bueno Neto 👶 11 de abril de 1978 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América-MG, Cruzeiro, Guarani, Botafogo, Figueirense, Náutico, Grêmio, Fluminense, Boavista, Brasiliense, Ipatinga, Alecrim-RN, Mixto, Operário-MT 🏆 Copa Sul-Minas 00 e Campeonato Mineiro 01 (América-MG); Copa Sul-Minas 02 (Cruzeiro); Campeonato Carioca 06 (Botafogo) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔 (2) #Cruzeiro #Botafogo #Brasil

  • Seu nome Mazinho, seu sobrenome: polivalente

    Em primeiro lugar devemos concordar que Iomar não é um nome muito atraente para jogador de futebol, e ainda bem que a alcunha “Mazinho” foi criada. Revelado nas categorias de base do Santa Cruz, Mazinho atuava como meia direita, porém após sua transferência para o Vasco da Gama assumiu a lateral esquerda, isso mesmo, lateral esquerda. Mesmo deslocado para a ala não teve dificuldades por ser ambidestro, calmo e classudo. Além de veloz e com passes e cruzamentos apurados, logo ganhou status de intocável no time que tinha também Romário, Dunga, Roberto Dinamite, Bebeto e Bismarck. Com o time da Colina foi bicampeão carioca (1987 e 88) e brasileiro de 1989 chegando a ser convocado algumas vezes para a seleção brasileira. Teve uma passagem pelo futebol italiano de 1990 a 92 defendendo Lecce e a poderosa Fiorentina, mas voltou ao Brasil graças ao dinheiro da Parmalat - empresa de origem italiana que investia (dinheiro de origem duvidosa) no clube de Palestra Itália. Foi com o Palmeiras que voltou à Seleção em 1994 depois de uma marcante goleada sobre o Boca Juniors pela Libertadores, onde Mazinho teve uma partida irretocável. E justamente o ano de 1994 marcaria sua vida, e essa história todo mundo já conhece. Reencontrando Bebeto e Romário companheiros de início de carreira, e depois de atuações apagadas de Raí, Mazinho ganhou espaço e ao lado de Zinho ocupou de maneira muito eficiente o meio campo da amarelinha. E se esse meio campo não era brilhante do ponto de vista da plasticidade, o pragmatismo trouxe o tetra canarinho. Depois da Copa foi jogar no futebol espanhol e voltou ao Brasil já no início dos anos 2000 para encerar sua carreira no Vitória. Após pendurar as chuteiras, tentou a sorte como treinador do modesto Aris Salônica da Grécia, não obteve sucesso e parou por aí. Porém a linhagem de Iomar continua seus passos no futebol, Rafinha e Tiago Alcántara hoje no Barcelona e Bayern de Munique respectivamente provam que o raio cai, não só duas, mas três vezes no mesmo lugar. Por que jogava de terno? A bola não queimava em seu pé. Eficiente no desarme, era o oposto do lateral cachorro capado (que não cruza nunca), além de ocupar muito bem os espaços do meio campo. Inteligente com a boa e sem, investiu em dois filhos que garantiram para ele uma aposentadoria tranquila. 🚹 Iomar do Nascimento 👶 08 de abril de 1966 (50 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santa Cruz, Vasco, Lecce, Fiorentina, Palmeiras, Valência, Celta de Vigo, Elche, Alavés, Vitória-BA, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro de 89 (Vasco); Campeonato Brasileiro 93 (Palmeiras); Copa América 89 e Copa do Mundo 94 (Seleção Brasileira) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Vasco #Palmeiras #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1994

  • "Ele é tão bom que poderia abrir uma lata de feijão com o pé esquerdo"

    A frase acima foi dita pelo ex-jogador e ex-técnico do Tottenham, Steve Perryman, que uma vez disse isso sobre Shunsuke Nakamura, meia armador. Zico também fez questão de elogiar o japonês falando que Naka foi o melhor jogador que ele já treinou. Gordon Strachan que trabalhou com Naka no Celtic definiu o craque como Gênio, mesma definição dada pela FIFA em uma capa de revista de 2005. Em 1997 aos 18 anos de idade Nakamura começava a desfilar sua classe nos tapetes japoneses, vestindo o terno do Yokogama Marinos, a equipe dos seus sonhos, rapidamente se adaptou ao clube e tornou-se titular usando a camisa 25. Dois anos depois receberia o terno 10, mesmo muito jovem já era um dos pilares da equipe, e a maior promessa do futebol japonês. Em 2005, o atleta após passagem de três anos pelo Reggina-ITA decidiu que era a hora de mudar de equipe. Naka decidiu pelo Celtic da Escócia. O número voltaria a ser o 25 que usou no início da carreira. Logo em sua chegada além de dizer que ele era Gênio o técnico Gordon disse: “Ele está um nível acima dos outros, a torcida deu a ele vários apelidos, como: The Man From Japan, Genius, The Magician e vários outros..." Sua passagem no Celtic foi histórica, tendo como um dos principais momentos o jogo em casa da Liga dos Campeões 06/07 contra o Manchester United onde ele marcou o único gol da partida em cobrança de falta (foto), gol que classificou a equipe para as oitavas de final da competição. Desempenho que mais uma vez fez com que o jogador tivesse oportunidade para ir para equipes de maior expressão, mas o japonês optou por ficar. Após rápida passagem pelo Espanyol, o jogador voltou para seu clube de origem em 2010, e lá está até hoje desfilando sua técnica. Por que joga de terno? Naka tem uma incrível visão de jogo, estilo classudo, habilidoso, bom passe, um dos melhores cobradores de falta da sua época. Tem facilidade pra bater tanto faltas fortes quanto colocadas. Resumindo como a FIFA fez: um GÊNIO. 🚹 Shunsuke Nakamura 👶 24 de Junho de 1978 (37 anos) 🏠 Japonês 👕 Yokohama Marinos, Reggina, Celtic, Espanyol, Seleção Japonesa 🏆 J-League1° Turno 00 e Copa do Imperador 13 (Yokohama Marinos); Campeonato Escocês 05/06, 06/07 e 07/08 (Celtic); Copa da Ásia 00 e 04 e Copa das 4 Nações 07 (Seleção Japonesa) 👑 Melhor jogador da J-League 00 e 13; Jogador Japonês do Ano 00; Melhor jogador da Copa da Ásia 04; Bola de Bronze da Copa das Confederações 03; Melhor jogador do Campeonato Escocês 06/07; Seleção de todos os tempos da J-League Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Celtic #SeleçãoJaponesa

  • Da Libéria para o mundo

    De um país quase sem nenhuma tradição no esporte das quatro linhas, surgiu um gênio. O nome dele? George Tawlon Manneh Oppong Hitsnow Ousman Weah. Um nome com tamanho diretamente proporcional ao seu futebol. George Weah é mais um dos africanos que viveu a triste realidade da miséria e da precariedade. Seu passatempo era a bola. Deu os primeiros passos perambulando por vários times do país até se transferir para o clube camaronês Tonnerre de Yaoundé, onde conquistou dois campeonatos nacionais. Em 1988, um dos maiores descobridores de talentos da história do futebol – Arsène Wenger – levou a jóia africana para o Monaco. Já com 22 anos, Weah tornou-se rapidamente uma peça chave para o time francês, com muita força física, arrancadas inacreditáveis e finalizações que não davam chance aos goleiros adversários. Do Monaco, foi para o PSG e começou a encantar o mundo com seu futebol, conquistando títulos importantes e fazendo gols decisivos. Na temporada 94/95, foi o artilheiro da Liga dos Campeões da Europa e chamou a atenção do Milan, que sofria com a ausência de um grande atacante desde a aposentadoria do mito Van Basten. No final de 1995, já no clube italiano, Weah deixou de ser apenas um grande jogador para se tornar um ícone e entrar para a história. Ganhou de uma só vez a Bola de Ouro da revista France Football, o prêmio de Melhor Jogador Africano do Ano e o principal: a bola de ouro da FIFA. No Milan, simplesmente fez os Rossoneros esquecerem Van Basten. Muitos gols, títulos e grandes jogadas. George chegou a receber vários convites para se naturalizar, principalmente da França, mas sempre recusou. Weah não seria capaz de abandonar seu verdadeiro país: a Libéria. Seu amor à sua pátria o fez, inclusive, pagar a despesa de toda a delegação liberiana para a disputa da Copa das Nações Africanas de 1996. Ficou no Milan até 2000 e depois ainda teve passagens por Chelsea, Manchester City, Olympique de Marselha e Al-Jazira, onde encerrou sua carreira em 2003. Depois da aposentadoria, Weah passou a se dedicar inteiramente ao seu país com investimentos em esportes, saúde e muitos projetos sociais. Por que jogava de terno? George Weah é o único jogador africano eleito o melhor do mundo. Era um monstro que utilizava força, velocidade, precisão e técnica para fazer suas grandes jogadas e encantar a todos. É considerado por 99 entre 100 apaixonados por futebol o melhor jogador africano do século XX. 🚹 George Tawlon Manneh Oppong Hitsnow Ousman Weah 👶 01 de outubro de 1966 (49 anos) 🏠 Liberiano 👕 Young Survivors Clareton (LIB), Bongrange Company (LIB), Mighty Barrolle (LIB), Invincible Eleven (LIB), Tonnerre Yaoundé (CAM), Monaco (FRA), PSG (FRA), Milan (ITA), Chelsea (ING), Manchester City (ING), Olympique Marseille (FRA), Al-Jazira (EAU) e Seleção Liberiana 🏆 (principais) Copa da França 1991 (Monaco); Campeonato Francês 93/94, Copa da França 93 e 95 e Copa da Liga da França 95 (PSG); Campeonato Italiano 95/96 e 98/99 (Milan); Copa da Inglaterra 99/00 (Chelsea) 👑 Melhor jogador do Mundo da FIFA (95); Bola de Ouro da revista France Football (95); Jogador Africano do Ano 89, 94 e 95 (France Football e CAF); FIFA 100 (2004); Jogador Africano do século XX; Artilheiro da Liga dos Campeões da Europa 94/95 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,2) #PSG #Milan #Chelsea #SeleçãoLiberiana

  • O anjo loiro

    Talvez hoje, os fãs mais modernos não se recordem desse nome, mas sobre os pés de Sávio repousavam as esperanças dos torcedores brasileiros, sobretudo dos flamenguistas, para guiar a geração pós 94. Não é pra menos. Surgido na Desportiva Ferroviária no Espírito Santo, Sávio foi para a Gávea em 1988, ainda aos 14 anos. Com o tempo, foi ganhando ainda mais habilidade e com dribles desconcertantes, vestindo o terno do Flamengo num corpo franzino, não demorou para receber o apelido de “Novo Zico” (talvez o primeiro de uma geração a ganhar esse título). Sávio alcançou o auge de sua carreira no Flamengo em 95 quando formou, junto com Romário e Edmundo, o “melhor ataque do Mundo”. Mesmo que, esse auge e esse trio, fosse o derradeiro ato em sua passagem pelo clube carioca. Ainda que a mídia e a torcida idolatrassem esse ataque, não foram poucos os problemas vividos por eles, sobretudo por Sávio, o menos badalado dos três. Foram algumas brigas por causa de ego. Por exemplo, Sávio cedeu a camisa 11 à estrela maior do elenco, o que o deixou contrariado. Romário, por sua vez, não estava contente em dividir a atenção no elenco com Sávio. Para o jogador capixaba, foram dois anos de convivência com a maior estrela do futebol nacional para ser esquecidos. Em 1997 “perdeu” a disputa com Romário no Flamengo e foi transferido para o Real Madrid, onde talvez tenha ganhado suas maiores conquistas, mesmo não fazendo parte dos times titulares nesses títulos: Sávio, sempre franzino, frequentemente se via em contusão, o que não lhe rendia uma boa sequência no time merengue. Ainda assim, Sávio foi, até sua passagem, o segundo brasileiro que mais vestiu a camisa do time de Madrid, perdendo apenas para Roberto Carlos – futuramente ainda seria superado por Marcelo. Em 2002 foi emprestado ao Bordeaux, da França. Depois de cinco temporadas pertencendo ao Real Madrid, foi vendido para o Real Zaragoza, onde recuperou sua forma física e encheu a torcida de esperança quando liderou o time nas conquistas da Copa do Rei e da Supercopa em 2004, o que lhe rendeu o apelido de “Galáctico de Zaragoza”. Sua despedida do time em 2006 foi histórica, com a torcida o ovacionando. Foi imortalizado no time com a sua entrada para o Hall de ídolos do clube. “Iniciou o fim” de sua carreira logo depois, voltando para o time de coração, o Flamengo. Mas numa passagem pífia: 10 jogos e nenhum gol. Voltou à Espanha no ano seguinte, mas se viu forçado a voltar para a terra natal. Por motivos familiares esteve em Vila Velha, no Espírito Santo e por lá voltou a jogar no seu primeiro time de base, o Desportiva. Resolvido suas questões, voltou à Europa, para jogar no Chipre, num time chamado Anorthosis, que disputaria a Champions de 2008-2009. Fez boas partidas, mas claro, sem muito destaque internacional. Encerrou sua carreira em 2011, depois de uma breve passagem pelo Avaí. Por que jogava de terno? Bom, na década de 90 eram poucos os que poderiam ser comparados a Zico. Atacante rápido, driblador, que jogava o fino do futebol. Despertou uma certa idolatria numa das maiores torcidas do país não à toa. Formou um trio invejável no Flamengo com Romário e Edmundo, mesmo que a parceria tenha se mostrado fracassada anos depois. Sávio foi um dos protagonistas do futebol nacional na década de 90 e sabemos, isso significava muito! 🚹 Sávio Bortolini Pimentel 👶 9 de janeiro de 1974 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Real Madrid, Bordeaux, Real Zaragoza, Real Sociedad, Levante, Desportiva Ferroviária, Anorthosis Famagusta-Chipre, Avaí, Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro 92 (Flamengo); Champions League 97/98, 99/00, 01/02 e Supercopa Europeia 02 (Real Madrid); Copa del Rey 03/04 (Real Zaragoza); Torneio pré-olímpico 96 e Medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta 96 (Seleção Brasileira) 👑 Artilheiro da Copa do Brasil 95 (Flamengo) e da Copa del Rey 99 (Real Madrid) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #RealMadrid #SeleçãoBrasileira #Brasil

  • "Ei, você aí! Avisa pro Romário que o artilheiro é o Valdir!"

    Valdir Bigode foi um grande goleador e ídolo das torcidas de Vasco e Atlético-MG. Iniciou sua formação no futebol pelo Campo Grande do Rio de Janeiro e se transferiu para as divisões de base do Vasco da Gama logo em seguida. Bigode se destacou por onde passou pela sua capacidade de ser um jogador com faro de gol apurado aliado a sua velocidade. Com boa técnica, chegou a fazer 75 gols e foi tri campeão carioca em sua primeira passagem pelo clube da colina. Logo em seguida, passou por São Paulo e Benfica até seu desembarque no galo mineiro, ajudando o alvinegro a ser campeão da Copa Conmebol em 97. Sairia do clube mineiro e voltaria depois de um ano. Entre esse meio tempo teve insucessos por Botafogo e Santos com duas passagens bem medianas pelos dois clubes. Voltou ao Vasco em 2002, sendo campeão e artilheiro do Campeonato Carioca novamente em 2003, repetindo o feito de dez anos antes no carioca. Pendurou a chuteira em 2006. Mas não sem antes fazer história nos Emirados Árabes Unidos, onde jogou 61 partidas pelo Al-Nars e marcou 60 gols.Hoje é auxiliar técnico no seu clube de coração, o grande Vasco da Gama. Por que jogava de terno? Não foi um centroavante de primeira linha nos anos noventa. Mas a sua função ele executava muito bem. Chutava com a direita, mas se precisasse arrematava com a esquerda. Saía da área pra ajudar os companheiros e tinha um corte seco que fazia qualquer zagueiro ir ao chão. Fora suas tabelas e toques de primeira. 🚹 Valdir de Morais Filho 👶 15 de março de 1972 (44 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Campo Grande, Vasco da Gama, São Paulo, Benfica, Atlético-MG, Botafogo, Santos, Al-Nars, Dubai Club 🏆 (principais) Copa São Paulo de Futebol Júnior (Vasco da Gama) 92; Copa Conmebol 97 (Atlético-MG) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6)* *Nota reavaliada #Vasco #AtléticoMG #Brasil

  • Dino Zoff: portiere à italiana

    Foi na desacreditada Squadra Azzurra 82 que o capitão Dino Zoff fez a proeza de conquistar uma Copa do Mundo aos 40 anos de idade, tornando-se o jogador mais velho a ganhar o Mundial e consagrando-se também como o segundo goleiro a erguer a taça, atrás apenas de outro guarda-metas italiano: Giampiero Combi, da Copa de 34. Mas o lugar cativo de Zoff nas cadeiras de alta classe do JdT pouco tem a ver com os “assentos reservados aos mais velhos”: Dino Zoff é presença vip na nossa linha de fundo especialmente por sua habilidade técnica imensurável, honrando a defesa como ponto forte das seleções italianas e jogando a pá de cal no futebol-arte canarinho, naquela bola em cima da linha no último minuto das quartas de final de 82. Porém, para assumir o posto de capitão italiano e sagrar-se como o quarto jogador que mais defendeu a Azzurra, atrás apenas de Buffon, Maldini e Cannavaro, a caminhada no tapete verde foi longa: aos dezenove anos, Zoff estreava pela Udinesse; em 63 foi transferido para o Mantova, onde ficou por quatro temporadas, e depois para o Napoli, em mais cinco temporadas – todas elas sem qualquer título de expressão. Em 68, ele estava no elenco que conquistou a Copa da UEFA, embora só tenha estreado oficialmente pela Seleção em 70, tomando a titularidade de Enrico Albertosi em 72. Nesse mesmo ano e já aos trinta, Zoffi foi contratado pela Juventus, onde logo de cara atingiu a incrível marca de 903 minutos sem tomar gol e onde conquistou praticamente todos os títulos de sua carreira. O “minuto de glória” veio na Copa de 82. Classificando-se no saldo de gols depois de uma primeira fase amarga, a Itália pegaria a favoritíssima Seleção Brasileira de Leandro, Júnior, Cerezo, Falcão, Zico, Sócrates, Éder... naquele que fora o último expoente do futebol arte de todos os tempos. A Espanha, palco do espetáculo, foi em peso assistir ao que a princípio seria um jogo de ataque contra defesa, já certa de que o Brasil daria show outra vez, com o futebol envolvente e as goleadas irretocáveis das últimas partidas. Mas ali a postos no Estadi de Sarrià, a história foi bem diferente: seria sim ataque contra defesa. Mas não era qualquer defesa. O esquadrão do Telê Santana enfrentaria pela primeira vez uma seleção que marcava homem a homem, com uma aplicação tática perfeita, sem deixar qualquer espaço para os brasileiros fazerem arte. Apenas Paolo Rossi não tinha a função de marcar. A não ser que fossem gols. E assim ele fez: o bambino de ouro assinou os três tentos da partida que terminou em 3 x 2, ainda com tempo para o minuto de glória de Dino Zoff, que operou um verdadeiro milagre na cabeçada do zagueiro Oscar pela última bola do jogo, encerrando de vez a passagem da Seleção favorita naquela Copa. A partir dali só deu Itália Campeã de 82 que, para renascer, precisou matar o futebol-arte brasileiro. Anos depois, o Estádio Sarriá também morreria, apagando as lembranças daquela partida história e dando lugar a um condomínio residencial. Em 83, um ano após o Mundial, o capitão do tri encerrou a carreira na Juve, vestindo o terno de treinador de goleiros da equipe para conquistar, mesmo que dos bastidores, mais uma Copa da UEFA e da Itália pela temporada 89-90 da Velha Senhora. Em 2014, Dino Zoff ainda lançou a autobiografia “Dura solo un attimo, la gloria” (“Dura só um instante, a glória”). No livro, escrito em parceria com o jornalista Marco Mensurati, Zoff relembra o fatídico mundial e o famoso minuto de glória, admitindo em compaixão: “o Brasil era melhor”. Tanto que, depois do Desastre de Sarriá, a Squadra Azzurra nunca mais venceu a Seleção Brasileira. Por que jogava de terno? Porque esbanjou classe para erguer a taça da Copa do Mundo já aos 40 anos de idade. Ou porque fez a defesa que tirou o favorito Brasil da Copa de 82. Ou por ser o guardião das metas à melhor moda italiana, assumindo o recorde de maior invencibilidade em jogos pela Seleção: 1143 minutos sem tomar gol, dentre 20 de setembro de 1972 e 15 de junho de 1974. Ou simplesmente porque, como ele mesmo diz, nasceu pra ser goleiro. 🚹 Dino Zoff 👶 28 de fevereiro de 1942 (74 anos) 🏠 Italiano 👕 Udinesse, Mantova, Napoli, Juventus, Seleção Italiana 🏆 (principais) Campeonato Italiano 72/73, 74/75, 76/77, 77/78, 80/81 e 81/82; Copa da UEFA 76/77 e Copa da Itália 78/79 e 82/83 (Juventus); Eurocopa 68 e Copa do Mundo 82 (Seleção Italiana) 👑 Melhor jogador da Itália no Jubileu dos 50 anos da UEFA; Melhor goleiro italiano do século XX (IFFHS 99); Luva de Ouro 82 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) #Juventus #SeleçãoItaliana #CopadoMundo1982

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