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- "Tu, em campo, parecias tantos, e no entando, que encanto! Eras um só...
...NILTON SANTOS” Não que o JdT precisasse esperar o dia 16 de maio pra homenagear a Enciclopédia do Futebol, por conta de seus 91 anos. Não também que estamos a altura para falar com propriedade - poética como Armando Nogueira nos versos acima, ou jornalística, como tantos outros farão no dia de hoje – desse ícone supremo do futebol. Nos cabe escrever como fãs. Fãs do futebol, fãs de Nilton Santos – mantendo essa relação da mesma maneira intrínseca e simbiótica, como foi a vida do jogador com o esporte. A reverência se justifica pela história, do jogador e do esporte (estas, sempre unidas aqui). Se na filosofia a palavra mito tem como significado aquela narrativa que, de forma simbólica e/ou imagética, procura explicar a origem das coisas, muito por meio de ações ou a própria personalidade das personagens envolvidas na história, podemos dizer que Nilton é um. O que dizer do jogo da seleção brasileira, na copa de 58 contra a Áustria, num lance que surpreendeu torcida, adversário e o próprio time canarinho, quando o lateral saía da defesa (algo impensável para alguém da posição naqueles tempos), adentrava no ataque, tabelava e fazia o gol? Vicente Feola, técnico da seleção, foi do desespero à gloria em instantes com o lance. Justifica aqui a origem de uma nova maneira de atacar: com quem defendia. Reflitam: era algo impraticável e inimaginável na época. Nascia um mito, de fato. Não existem ternos, no plural, na carreira de Nilton. Só um em toda sua história, o do Botafogo (claro não contado o da Seleção). Ainda hoje a camisa 6 do alvinegro ostenta acima de seu brasão uma assinatura do lateral, nem a 7 - mística para qualquer Botafoguense - ou outra qualquer tem de outro jogador. A idolatria dos botafoguenses por Nilton só é comparada a de Garrincha, aliás, era só pra Nilton Santos que o anjo das pernas tortas abaixava a cabeça. O estádio Engenhão deixou de ser “Estádio Olímpico João Havelange” para ser simplesmente “Estádio Nilton Santos” para os Botafoguenses. Homenagem mais que justa àquele que mais vezes vestiu o terno alvinegro. Em julho de 2007, o governo do Rio de Janeiro determinou o dia 16 de Maio como dia do Botafogo Futebol e Regatas. A idolatria é muita e sabemos o quão ela é justificável. Nilton foi daqueles incontestáveis na história do futebol: pra muitos o maior em sua posição. Seu falecimento, em 2013, deixou órfãos não só botafoguenses como também qualquer fã de futebol. Por que jogava de terno? "Era um amistoso na cidade do México: Botafogo x River Plate. Garrincha estava estraçalhando o beque Vairo. Nestor Rossi, o maestro da seleção argentina, chamou o lateral do River e aconselhou: ‘- Quer melhorar teu futebol? Então faz o seguinte: aquele ali é o Nílton Santos, beque esquerdo como você. Vai lá perto, disfarça e passa a mão na perna dele. Só isso. Passa a mão que naqueles pés está o futebol de todos os beques do mundo.’ Pés que jamais deram um bico na bola; reflexos que jamais foram traídos pelos efeitos de uma bola; atleta de equilíbrio assombroso, que jamais caiu no campo, a não ser derrubado. Nílton Santos, craque extraordinário que encarnou a prefiguração de toda a evolução tática do futebol moderno. Craque que viveu no campo duas faces de uma equipe, porque sendo zagueiro sempre teve alma e audácia de atacante. Nasceu com o talento de fazer gols e acabou glorificado pela arte de evitá-los." (Armando Nogueira) 👤 Nilton dos Santos 👶 16 de maio de 1925 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo e Seleção Brasileira 🏆Campeonato Carioca: 48, 57, 61 e 62 (Botafogo); Copa do Mundo: 58 e 62 (Seleção Brasileira) 👑 Eleito para a seleção do Século XX da América do Sul, Eleito o Lateral-Esquerdo da seleção do século XX de todos os tempos: 1998, Presente na seleção do século XX da Revista Placar: 1981, Presente na seleção do século XX da Italian FA: 1988. FIFA 100: 2004 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9,5) #Botafogo #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1958 #CopadoMundo1962 #Lateral
- O improvável Klose
O personagem de hoje não é um craque. Pelos clubes por onde passou não chega nem a ser considerado um ídolo. Neste domingo (14) Miroslav Klose, aos 37 anos, vai fazer sua partida de despedida com o terno da Lazio. Isso pode passar despercebido para muitos. Mas acontece que estamos falando "apenas" do maior artilheiro em Copas do Mundo da história! Miroslav Josef Klose é polonês naturalizado alemão. E foi na Alemanha onde dedicou quase toda sua carreira. Quando largou os estudos para se dedicar ao futebol, poucos imaginavam do que ele seria capaz. Estreou profissionalmente no modesto Hamburgo em 98 e fez poucas partidas. Depois partiu para o não menos modesto Kaiserslautern e os gols começaram a surgir. Às vésperas da Copa de 2002 o então técnico da seleção alemã Rudi Völler achou que seria uma boa ideia levar o polonês naturalizado. A convocação não foi tão bem recebida, mas à época a Alemanha carecia de bons atacantes. Os 5 gols marcados por ele na Copa (todos de cabeça) provaram que Völler estava certo. Mas o título não veio, perdendo na final para o Brasil. Quatro anos depois, já na Copa da Alemanha, Klose foi mais uma vez convocado e mais uma vez anotou 5 gols no torneio disputado em casa. Foi o artilheiro da competição e mais uma vez o título não veio. Já com 10 gols anotados em 2 Copas do Mundo a carreira começou a deslanchar. Do Kaiserslautern para o Werder Bremen e depois para o gigante Bayern de Munique. Mas em nenhum desses times Klose foi unanimidade. O negócio dele parecia ser mesmo a seleção alemã. Na Copa de 2010 o cenário não mudou muito: 4 gols e novamente um terceiro lugar. Parecia improvável que ele seria convocado para a Copa de 2014 aqui no Brasil, pois já estaria com 36 anos. Mas já era improvável que o jogador que nunca foi craque tivesse marcado 14 gols em Copas do Mundo até aquele momento. Por isso Klose veio ao Brasil fazer história. O 15º foi marcado no primeiro lance dele no segundo jogo da primeira fase contra Gana. Ele empatara com Ronaldo. Só faltava 1. E ele veio de forma inesquecível. De todos aqueles 7 gols marcados contra o Brasil na semifinal, um foi dele. E, dessa vez, além da artilharia Klose ainda viria a ser enfim, campeão do torneio. Por que joga de terno? Até 2001 Miroslav Klose era apenas mais um desconhecido do futebol. Na verdade, se não fosse pelo fato de ser tão decisivo em Copas talvez ele estaria se despedindo da Lazio da mesma forma. Um exímio cabeceador que também sabe jogar com os pés, mas nem tanto assim. Por mais que pareça incrível ele ter superado craques como Ronaldo, o polonês não chega nem aos pés do que foi o Fenômeno. Nossa nota do classômetro levou mais em conta os feitos da carreira do que propriamente a classe com que jogava. Mas no futebol, muitas vezes só a classe não basta, é preciso competência, dedicação e sorte também. Isso Klose tem de sobra. 👤 Miroslav Josef Klose 👶 9 de junho de 1978 (37 anos) 🏠 Polonês/ alemão 👕 Hamburgo, Kaiserslautern, Werder Bremen, Bayern de Munique, Lazio e Seleção Alemã 🏆 (principais) Copa da Liga Alemã 05/06 (Werder Bremen); Copa da Liga Alemã 06/07, Campeonato Alemão 07/08, 09/10, Copa da Alemanha 07/08, 09/10 (Bayern de Munique); Copa da Itália 12/13; Copa do Mundo FIFA 14 (Seleção Alemã) 👑 Seleção da Copa do Mundo 02 e 06, Jogador Alemão do Ano 06, artilheiro do campeonato alemão 05/06 e artilheiro da Copa do Mundo 06 (5 gols). Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #BayernMunique #SeleçãoAlemã #CopadoMundo2014 #Lazio
- Quem é esse cara?
Não podemos fazer diferente pra falar do técnico classudo de hoje, campeão do estadual paranaense. Devemos começar pelo começo, quando um mero desconhecido de 99,9% da torcida brasileira desembarcava de Portugal para comandar o Botafogo, em 95. “Vitória de Guimarães, Nacional da Ilha de Madeira e Marítimo. O currículo do novo técnico do Botafogo é piada de português?”*. O trocadilho digno de piada de português (mesmo), foi feito por Arthur Dapieve em sua coluna no O Globo. Botafoguense, ainda tentava entender o que o time queria com aquele técnico. O espanto não era pra menos, pois o currículo de Paulo Autuori era mesmo esses times. Se a conquista do Botafogo naquele ano foi surpreendente, tudo começou ai. Um cara puramente acadêmico, estudioso de formação. E que ninguém conhecia. Novo, não era um ex-jogador e foi procurar adquirir experiência nos menores do futebol de Portugal. Voltou pro Brasil e de cara foi campeão nacional. O espanto foi geral no final de 95, bem como sua decisão de novamente voltar a Portugal no final daquela temporada. Comandou em 96 o Benfica, mas por lá não encantou ninguém, decidiu voltar à terra natal pra fazer ainda mais que em 95. Pegou o Cruzeiro e pôs pra ganhar a libertadores de 97. Autuori parecia ter aptidão pra surpreender, porque depois da conquista dos mineiros, voltou ao Rio de Janeiro, agora no Flamengo e passou a mudar de time com frequência e sem destaques, até meados dos anos 2000. Se Autuori passou de desconhecido pra campeão nacional e de campeão nacional a campeão da libertadores pra depois passar um tempo sumido (chegando inclusive a treinar a seleção peruana), em 2005 ele comandaria o São Paulo pra superar novamente a desconfiança de que já não era um técnico de alto nível: com o tricolor paulista, conquistou novamente a libertadores e o mundial daquele ano. Esse cara é o rei da superação da desconfiança! O final dos anos 2000 mais uma vez foi de inércia para o técnico, que voltou a treinar diversos clubes, entre brasileiros e times do Catar. Voltou ao Brasil novamente pelo Rio de Janeiro, em 2013 em seu time de coração, o Vasco. Saiu insatisfeito no mesmo ano, voltou ao São Paulo, passou pelo Galo Mineiro, foi ao Japão e agora quebra um jejum de sete anos do Atlético Paranaense sem ganhar um estadual. Será que Autuori ainda nos surpreenderá? O tempo dirá, porque a história nos deixa essa dúvida. Por que joga de terno? O aspecto de Autuori já deixa um certo ar de classe. Os principais times que ele dirigiu, e onde conquistou suas maiores vitórias, tinham na classe uma de suas principais características. Seja o surpreendente Botafogo de 95 ou parte do papão de títulos São Paulo da década de 2000. Autuori montou times organizados e de raça. Certamente lhe cabe a gravata de classudo 👔 👤 Paulo Autuori de Mello 👶 25 de agosto de 1956 (59 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Portuguesa–RJ, América-RJ, São Bento, Marília, Bonsucesso, Nacional-POR, Vitória de Guimarães-POR, Marítimo-POR, Botafogo, Benfica-POR, Cruzeiro, Flamengo, Internacional, Santos, Alianza Lima-PER, Kashima Antlers-JAP, Al-Rayyan-CAT, Grêmio, Al-Rayyan-CAT, Vasco da Gama,São Paulo, Atlético Mineiro, Cerezo Osaka-JAP, Atlético Paranaense, Seleção Olímpica do Catar, Seleção Peruana 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro: 95 (Botafogo); Campeonato Peruano: 01 (Alianza Lima) e 02 (Sporting Cristal), Copa Libertadores da América: 97 (Cruzeiro) e 05 (São Paulo); Mundial de Clubes: 05 (São Paulo). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) *A citação feita no texto da coluna de Arthur Dapieve no O Globo foi retirada do Livro “O Botafogo de 95” de Thales Machado, 2015. #AtléticoPR #SãoPaulo #Botafogo #Brasil
- Jorginho, me empresta a 2
Caiu pela direita, partiu pro meio e depois do gol ainda se tornou comandante. Jorge de Amorim Campos, o Jorginho, é quem chega com toda a postura para jogar de terno hoje. Postura de quem já foi campeão até do outro lado do mundo. Em 84, com 19 anos, chegou da base o América para o Flamengo com uma missão: substituir Leandro na lateral direita, já que o craque optarapor jogar na zaga depois de ter complicações por artrose. Assumiu a responsabilidade com muita técnica e velocidade durante cinco anos, ajudando a equipe rubro negra na conquista do estadual de 1986, inclusive. Depois disso, foi fazer seu nome na Europa onde atuou como meia pelo Bayern Leverkusen e de novo na lateral pelo Bayern de Munique. E chegou ali colocando seu nome na história do futebol alemão: foi campeão ao lado de Lotar Matthäus pelo time bávaro na temporada de 93/94, com gols que poderiam ser facilmente emoldurados como verdadeiras pinturas. Alguns meses depois, Jorginho conseguiria fazer com que o ano de 1994 conceituasse ainda mais a sua carreira. Peça fundamental no esquema montado por Parreira, o lateral pode comemorar junto com Taffarel, Dunga, Bebeto, Romário e os outros o tetra campeonato que a seleção brasileira conquistava na Copa do Mundo nos Estados Unidos; uma pena que não jogou toda a partida da decisão contra a Itália, quando teve que dar lugar a um jovem Cafu. Antes disso, atuou pela seleção olímpica, garantindo medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de 83, prata nos Jogos Olímpicos de Seul em 88 e ainda a Copa América de 89 já pela seleção principal. Após sua bem sucedida passagem pela Alemanha, Jorginho carimbou o passaporte em direção à terra do sol nascente. Atuou pelo Kashima Antlers, o mesmo clube que Zico defendeu após deixar o futebol brasileiro, e lá também levantou taças: foi bicampeão japonês em 96 e 98, além de eleito melhor jogador do campeonato na primeira temporada em que conquistou o título. Em 99, era hora de voltar para o Brasil e para mais vitórias. No ano de 2000, depois de passar pelo São Paulo, Jorginho foi parte de um time que dificilmente torcedores vascaínos esquecem. Ao lado de nomes como Hélton, Odvan, Juninho Paulista, Juninho Pernambucano, Euller e Romário, conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul (aquela da final eternizada pela virada cruzmaltina sobre o Palmeiras com placar de 4x3). O jogador ainda encerrou sua carreira com um campeonato carioca no ano de 2002, já pelo Fluminense. Anos depois, iniciou sua trajetória como treinador, tendo conquistado seu primeiro título no último domingo, dia 9 de maio, à frente do Vasco da Gama no Campeonato Carioca de 2016. Por que jogava de terno? Jorginho teve uma equação certa para entrar para o JdT: velocidade, muita técnica, além de passes precisos e belos gols. Junte-se a isso sua visão de jogo e experiência. Tem ou não tem bagagem para ser comandante? 👤 Jorge de Amorim Campos 👶 17 de agosto de 1964 (51 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América-RJ, Flamengo,Bayern Leverkusen, Bayern München, Kashima Antlers, São Paulo, Vasco da Gama, Fluminense, Seleção Brasileira 🏆 Copa União 87 (Flamengo), Copa da Alemanha 92/93 (Bayern Leverkusen); Campeonato Alemão 93/94, Copa da UEFA 95/96 (Bayern de Munique); Campeonato Japonês 96 e 98, Copa da Liga Japonesa 97, Copa do Imperador 97 (Kashima Antlers); Campeonato Brasileiro 00, Copa Mercosul 00 (Vasco); Copa América 89, Copa do Mundo 94 (Seleção Brasileira). 👑 FIFA Fair Play Award 91, Melhor Lateral Direito do Mundo FIFA 94, Seleção da Copa do Mundo FIFA 94, Melhor Jogador Campeonato Japonês 96, Melhor jogador do Japão 96, Melhor Jogador da Copa do Japão 96, Seleção da Copa do Japão 96. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (7,5) #BayernMunique #Vasco #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1994 #BayerLeverkusen
- O rei do acesso
Givanildo Oliveira é uma lenda no que se trata títulos estaduais e acessos no Brasileiro. Tem em seu currículo mais de 20 clubes, no qual se destacou principalmente no Paysandu, América-MG e Santa Cruz. Além destes, esteve em grande número de clubes no nordeste, norte, sudeste e centro-oeste um legítimo andarilho do futebol brasileiro. Como jogador, foi um volante rápido, de boapassada e com grande movimentação dentro de campo. Iniciou sua carreira no Santa Cruz onde foi pentacampeão pernambucano. Em 77 estava em campo no histórico campeonato paulista pelo Corinthians. Teve passagem por Fluminense e pendurou sua chuteira no Sport. Além de tudo teve 13 convocações da seleção brasileira. Seu jeito simples e sua responsabilidade com as equipes sempre o acompanhou durante sua carreira, sendo isso um dos maiores motivos de simpatia das torcidas por onde passou. Além claro dos 25 títulos no currículo de treinador e seis acessos para série A do brasileirão. No Santa Cruz teve uma invencibilidade de 45 jogos no Arruda. Em 97 conquistou a série B com o América-MG. No Pará pelo Paysandu foi campeão da Copa dos Campeões em 2002, título que deu passaporte para a memóravel campanha de 2003 na Taça Libertadores da América. Hoje treinador do América-MG, foi campeão estadual e conseguiu o acesso para a série A de 2016. Fazendo história pelo 'mequinha' e recolocando o clube no cenário nacional além de regional, batendo de frente com os rivais Atlético e Cruzeiro. Por que joga de terno? Joga de terno devido sua classe na beira de campo, seus times tem a característica de ter grupos unidos para o objetivo comum. Rei dos acessos e dos estaduais merece um lugar no Joga de Terno. 👤 Givanildo José de Oliveira 👶 8 de agosto de 1948 (67 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Jogador: Santa Cruz, Corinthians, Fluminense, Sport. Técnico: Sport, Confiança, Central, ABC, CRB, Paysandu, Santa Cruz, CSA, Sport, Bragantino, Ponte Preta, Remo, Sport, Guarani, Bahia, América Mineiro, Santa Cruz, Paysandu, Náutico, Remo, Paysandu, Fortaleza, Paysandu, Remo, Santa Cruz, Atlético Paranaense, Sport, Santa Cruz, Vitória, Brasiliense, Vila Nova, Mogi Mirim, América Mineiro, Sport, Santa Cruz, Ponte Preta, Remo, América Mineiro, Paysandu, ABC, Paysandu, Treze e América Mineiro 🏆 (principais) Como técnico: Copa do Nordeste: 94 (Sport), Campeonato Brasileiro - Série B: 97 e Série C 06 (América - MG), Campeonato Brasileiro - Série B: 01, Copa dos Campeões: 02, Copa Norte: 02 (Paysandu) #AméricaMG #Sport #Paysandu
- El Bulldog
Aquela camisa preta com um gigantesco cachorro estampado na sua frente está eternizada não só por ser mais um icônico terno da década de 90 (marcada por times com camisas tão ou mais emblemáticas), mas também pelo classudo que a ostentava. Impossível não saber de quem estamos falando. Talvez se refrescarmos a memoria e falar ainda de ser um dos precursores a sair da meta e aventurar-se numa cobrança de falta. Quase sempre mortal. Antes mesmo de Rogério Ceni se imortalizar como o maior goleiro-artilheiro até então, devemos nos curvar a Chilavert! A fama de Chila o precede. Antes mesmo de se consagrar como o lendário goleiro, jogou por empréstimo no San Lorenzo da Argentina. Por lá, brigou com árbitros, com jogadores adversários e com a própria torcida. Mesmo assim, no final do empréstimo, fez com que todo o clube (incluindo a torcida) se mobilizasse para juntar o montante de U$120 mil para comprar em definitivo o goleiro, isso ainda em 1984, tamanha era a segurança que o jovem arqueiro transmitia. Mas seria mais tarde que o mito surgiria, no Velez Sarsfield, também argentino, depois de uma passagem na Espanha. Engraçado dizer que, já em 1991 a silhueta com uma considerável barriga já chamava a atenção. O que não atrapalhou a atuação heroica do Bulldog na Libertadores em 94, quando, na final, parou Palhinha, do então bi-campeão São Paulo, nas cobranças de pênaltis. No ano seguinte, 95, já com Libertadores e Mundial na bagagem, conquistaria o título de melhor goleiro do mundo, fato que repetiria outras duas vezes. Aposentou-se com 62 gols marcados, o que seria um recorde para goleiros (que seria superado anos mais tarde por Ceni). Ainda assim, afastou-se dos gramados aquém de sua história com uma forma física chamando (sempre) atenção e algumas atuações desastrosas pela seleção. Por que jogava de terno? Tal como o ex-goleiro são-paulino, o paraguaio ficou marcado na memória dos fãs do esporte por seu arrojo debaixo da meta e inúmeros gols. Foi um dos mais lendários jogadores da América do Sul na década de 90: seguro, arrojado, exímio batedor de faltas e não deixava uma briga de lado, encarando cada adversário com um olhar que explicava seu apelido El Bulldog. 👤 José Luis Félix Chilavert González 👶 27 de julho de 1965 (50 anos) 🏠 Paraguaio 👕 Sportivo Luqueño, Guaraní (PAR), San Lorenzo (ARG), Real Zaragoza (ESP), Vélez Sarsfield (ARG), Racing de Strasbourg (FRA), Peñarol (URU) e Seleção Paraguaia. 🏆 (principais) Campeonato Paraguaio: 84 (Guarani); Copa Libertadores da América: 94, Copa Intercontinental 94, Campeonato Argentino: 93, 95, 96 e 98 (Vélez Sarsfield); Copa da França: 01 (Racing de Strasbourg); Campeonato Uruguaio: 03 (Peñarol). 👑 Melhor jogador do campeonato argentino: 96; Melhor goleiro da Copa do Mundo de 98; Melhor goleiro do mundo: 95, 97 e 98; Melhor Jogador da América: 96. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,8) #Peñarol #SeleçãoParaguaia #CopadoMundo1998
- Clebão
O personagem de hoje é mais um da década de 90. Mas, desta vez, não é um artilheiro, ao contrário. Cléber Américo da Conceição foi responsável por impedir muitos dos gols desses artilheiros. Mais conhecido como "Clebão" por seu porte físico avantajado, não possuía muita velocidade, mas compensava com um bom posicionamento, marcação apertada, raça e determinação em campo, mas sem ser desleal. Ah, e também jogava de cara fechada. Enfim, possuía todas as características de um legítimo zagueiro. Ao menos dos anos 90... Quando a gente fala do Clebão muita gente se lembra dele com o terno do Palmeiras. Não é pra menos, foi lá que ele teve a melhor fase da carreira. Mas o que muita gente não lembra é que o primeiro clube profissional dele foi o Atlético-MG, em 1989, onde anos mais tarde seria até convocado para a Seleção Brasileira. Ele só chegou na Academia em 93, depois de uma aventura de dois anos no Logronés, da Espanha. Até então ele ainda era pouco conhecido no futebol, ainda mais depois de jogar em um time tão inexpressivo do Velho Continente. Mas quando assinou o contrato para jogar no Palmeiras, mal sabia ele que viria a fazer parte de uma das maiores esquadras do futebol brasileiro. Era a "Era Parmalat"- nome dado ao patrocinador da época, principal responsável pelas contratações do time e que anos mais tarde viria à falência. Com a camisa do Verdão ele conquistou quase tudo ao lado de craques como Edmundo, Rivaldo, Djalminha e Roberto Carlos, só pra citar alguns. Na zaga fez duplas bem-sucedidas com Antônio Carlos, o Zago e Roque Júnior. Ficou no Palestra até 99, ano da inédita conquista da Libertadores. Clébão era a partir daí, um dos zagueiros mais respeitados do futebol brasileiro. Trocou o Palestra Itália de São Paulo pelo de Minas gerais (antigo nome do Cruzeiro) e foi campeão da Copa do Brasil, aos 31 anos. Pórém, o peso da idade (e o próprio peso) já não podiam mais suportar o futebol em alto nível. Sem conseguir repetir o brilho dos tempos de Palmeiras, rodou por alguns clubes até se aposentar no São Caetano, em 2006. Depois de pendurar as chuteiras voltou para a terra do pão de queijo para começar sua carreira como treinador. Seu último trabalho foi em 2013, pelo Poços de Caldas Futebol Clube. Por que jogava de terno? Quando se diz que um zagueiro é respeitado, sobretudo pelos adversários, é um bom sinal. Zagueiro que impõe respeito não costuma deixar o atacante passar por ele facilmente. Faça um paralelo com o nosso futebol atual e tente se lembrar de um nome da nossa safra que tenha esse status. O Palmeiras conquistou praticamente tudo nos anos 90 e de nada adiantariam Edmundo e Evair marcarem muitos gols se não houvesse uma zaga eficiente para evitar os gols dos adversários. Não foi apenas pelo respeito que ele fez 372 jogos e 21 gols com a camisa alviverde. Por toda a sua carreira já encomendamos um terno GG para o Clebão. 👤 Cléber Américo da Conceição 👶 26 de julho de 1969 (46 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Atlético-MG, Logronés (ESP), Palmeiras, Cruzeiro, Santos, Yverdon (SUI), Figueirense, São Caetano e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 93 e 94, Copa do Brasil e Copa Mercosul 98 e Copa Libertadores da América 99 (Palmeiras); Copa do Brasil 00 (Cruzeiro) 👑 Bola de Prata da Revista Placar 94 Classômetro: 👔👔👔👔👔(5) #Palmeiras #Cruzeiro #SeleçãoBrasileira #Brasil
- O ídolo da raça
Hoje, o JdT faz uma justa homenagem para um classudo que completa nesta data 40 anos, Juan Pablo Sorín, ou simplesmente Juampi. Apesar de ser defensor, o jogador colecionou durante sua carreira gols importantes. E hoje veste o terno da ESPN, sendo comentarista em alguns jogos e participando de programas como o Resenha. Logo no inicio de sua carreira Juampi já demonstrava ser um líder em campo, foi o capitão da Argentina no Campeonato Mundial Sub-20 de 1995. Posição que ele também ocupou na seleção principal durante a Copa do Mundo de 2006. Podemos dizer que o Sorin foi o primeiro jogador a ganhar a Liga dos Campeões e a Libertadores, e na mesma temporada. Mas você pode estar se perguntando, como foi isso? Sorin durante o ano de 1995 era atleta da Juventus, e uma das poucas partidas que fez pela equipe de Turin foi válida pela primeira fase da Liga dos Campeões, onde entrou no segundo tempo da partida contra o Borussia Dortmund. Antes do fim da competição europeia Sorín se transferiu para o River Plate no ano de 1996, fazendo parte daquele que viria a ser considerado um dos melhores times da historia do River. Sorin fez parte do elenco campeão da Libertadores de 1996, e o jogador disputou a final do campeonato entrando no decorrer da partida. E já na final do Mundial contra a Juventus, seu antigo clube, Sorín foi titular do time argentino, mas não conseguiu parar a forte equipe italiana, que venceu por 1 a 0. Quando entrava em campo não faltava entrega em nenhum dos 9 clubes que ele defendeu, mas sua história no Cruzeiro não se resumiu apenas a sua entrega. Sorín tornou-se ídolo no time mineiro. E segundo o próprio jogador, se tornou seu clube de coração, certa vez o jogador marcou presença no meio da torcida nas arquibancadas do Mineirão. Sua despedida, da primeira passagem, foi marcante por ser uma final de campeonato e por Sorin ter continuado em campo mesmo após um corte no supercílio, e coube ao destino que ele fosse coroado com o gol do titulo. Após o apito final ele foi o maestro da festa no Mineirão, e foi surpreendido ao ver que entre os 60mil presentes, estava a sua mãe, que havia saído da Argentina para ver a despedida. Em 2009 ele voltou ao Cruzeiro, mas para a tristeza da torcida e do próprio jogador não teve muitas oportunidades por opção do técnico Adilson Batista, para muitos a falta de oportunidades fez com que o jogador terminasse a carreira cedo demais naquele ano. Por que jogava de terno? Sorin não jogava de terno por conta da sua vasta e conhecida cabeleira, mas jogava de terno nos tapetes sagrados do futebol, por causa da sua entrega em campo, sua raça, e por chegar sempre com qualidade ao ataque. Considerado por isso um dos maiores defensores da história da Argentina. Hoje ainda joga de terno, mas com o terno da ESPN, e divertindo os "Amicos fãdesportes". 👤Juan Pablo Sorín 👶 5 de maio de 1976 (40 anos) 🏠 Argentina 👕 Argentinos Juniors, Juventus, River Plate, Cruzeiro, Lazio, Barcelona, PSG, Villareal, Hamburgo e Seleção Argentina 🏆 (principais) Champions League 96 (Juventus); Campeonato Argentino 96, 97, 99 (Apertura); 97 (Clausura), Libertadores da América 96 (River Plate); Copa do Brasil 00, Copa Sul-Minas 01 e 02 (Cruzeiro) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,6) #Cruzeiro #RiverPlate #SeleçãoArgentina
- A bomba de Vespasiano
Em busca de nomes que desfilaram de terno pelos gramados brasileiros, uma rápida olhada na esquadra brasileira da copa de 82 resolve a equação. Hoje o JdT homenageia Éder Aleixo, “O Canhão”, um dos grandes destaques de uma geração que deixa saudades. Éder foi revelado pelo Coelho. Aos 16 anos já era titular e começava a se destacar nos gramados mineiros. As atuações incisivas do ponta esquerda chamaram a atenção do mestre Telê Santana que na época comandava o Grêmio, e pediu a contratação do, então, garoto. Com a camisa do tricolor gaúcho se consolidou entre os profissionais, fazendo parte do time responsável por desbancar, regionalmente, a hegemonia instaurada pelo Internacional de Falcão. Atleticano descarado, em 79 se transferiu para o alvinegro mineiro, por lá atingiu seu auge e alçou voos surpreendentes. Em uma geração que possuía nomes como Reinaldo, Cerezo, Luizinho e João leite, Éder conseguiu ser um dos protagonistas, e logo conquistou a torcida alvinegra com os seus potentes petardos de canhota. Chegou a ser colocado acima de Reinaldo e Cerezo pela massa. Telê, aquele que bancou a contratação do jovem mineiro na época do grêmio, tornou o mesmo uma peça importante de uma geração imponente da seleção brasileira. A bomba de Vespasiano é o jogador com maior número de convocações dentre os componentes da equipe de 82. Na fatídica copa da Espanha, apesar do fracasso contra a Itália, o Canhão teve destaque. Será sempre lembrado pelo seu belíssimo gol contra a União Soviética, gol este que o rendeu novo apelido: Exocet, um míssil que fora utilizado nas Guerras Malvinas. “Exocet” possuía um defeito de tamanho comparável ao de sua habilidade. Era temperamental. Isso o marcou durante a carreira tanto quanto a potência de sua perna esquerda, acumulou expulsões e polêmicas, dentro e fora de campo. No ano de 86 em um jogo contra o Peru, o mineiro perdeu a cabeça e agrediu o lateral peruano Castro, foi cortado da esquadra que disputaria a copa no mesmo ano no México, esse fato culminou também no desencorajamento de muitos clubes europeus de adquirir o jogador. Éder rodou por vários clubes após sua saída do galo em 85, com relativo sucesso em alguns e fracassos em outros. Sua terceira passagem pelo atlético mineiro se deu após O Canhão ficar parado cerca de 2 anos devido a uma descrença quase que total de que Éder conseguiria manter a cabeça fria. Encerrou a carreira em 97 no modesto Montes Claros. Por que jogava de terno? Versátil, o ponta esquerda chegou a atuar de lateral esquerdo em algumas ocasiões. Era também um especialista em bolas paradas, durante sua carreira acumulou gols de falta, pênalti e até mesmo de escanteio. Sua potente perna esquerda gerava tremeliques nos goleiros. É até hoje considerado um dos maiores pontas esquerda da história do futebol. 👤 Éder Aleixo de Assis 👶 25 de maio de 1957 (58 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América Mineiro, Grêmio, Atlético Mineiro, Inter de Limeira, Palmeiras, Santos, Sport, Botafogo, Atletico Paranaense, Cerro Porteño (PAR), Malatyaspor (TUR), Fenerbahçe (TUR), União São João, Conquista, Cruzeiro, Gama e Guará, Montes Claros, Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Copa do Brasil 1993 (Cruzeiro) 👑 Bola de Prata do Campeonato brasileiro de 1983 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,6) #AtléticoMG #Cruzeiro #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1982
- Marinho Chagas: O boêmio diabo louro
O ano era 1967, época em que ter cabelo grande, abusar de colares e pulseiras, trocar o terno pela bermuda floral e estacionar o carango no calçadão de Copacabana ao som do Bob Marley para realçar o bronzeado era sinônimo máximo de status e total pinta de playboy. E assim foi Francisco das Chagas Marinho, a “Bruxa” Marinho Chagas, lateral esquerdo destro mais potente – e incoerente – de todos os tempos. Sua função em campo era marcar, mas ele não queria nem saber, pois sabia mesmo era “marcar” gols. Por vezes foi até apelidado de “Avenida Marinho Chagas” devido aos buracos que deixava na defesa enquanto corria feito louco pela ponta no melhor estilo artilheiro e com destino pra lá de (in)certo, já que nem sempre a bola terminava nas redes, embora ele tenha anotado incríveis 39 gols um uma única temporada pelo Fluminense, algo raríssimo para a posição. Nascido no Rio Grande do Norte, Marinho começou a carreira no pequeno Riachuelo, despontando em seguida pelos tradicionais ABC e Náutico. Trocou as dunas de Natal pela brisa leve do Rio de Janeiro, soprando o que seria o ponto-auge da profissão boleira: o destaque pelo Botafogo na temporada mais longa de sua carreira, entre 72 e 76, que lhe garantiria um terno cativo na Seleção Arte de 74. Inclusive foi dele o erro que tirou do Brasil o terceiro lugar contra a Polônia, em mais uma de suas inúmeras irresponsabilidades táticas. Ainda assim, ele foi o único jogador daquele elenco canarinho a figurar dentre os relacionados à Seleção da Copa, como melhor lateral esquerdo do Mundial. Do Botafogo, Marinho acertou com o rival Fluminense para fazer parte da Máquina Tricolor de 77. Não ganhou muita coisa, mas também não passaria em branco: tratou logo de inventar uma nova cobrança de pênalti. Exímio cobrador, o “jogador show” patenteou a paradinha giratória, onde dava um giro 360 antes de bater na bola, estufando as redes no mais puro gingado e levando à loucura o presidente Francisco Horta que, a essas alturas, já se arrependera de ter feito de tudo para trazer Marinho ao Flu. Antes de seguir viagem para o New York Cosmos, de Pelé e companhia nos Estados Unidos, o diabo louro ainda acompanhou o tricolor das Laranjeiras numa festa no Castelo de Mônaco e tentou se engraçar com ninguém menos que a princesa Grace Kelly: “Cheguei nela dançando, com uma taça de champanhe na mão. Encostei, esperando que ela pulasse fora, mas ela riu. Aí eu tremi na base. Era demais pra mim. Não tinha cacife pra fazer sexo com uma princesa, jamais”. De volta ao Brasil entre 81 e 86, Marinho desfilaria sua classe e malemolência também na ala esquerda do tricolor paulista, Bangu, Fortaleza e América de Natal, retornando às origens potiguares mesmo que só por um ano, já que em 87 partiria novamente para os EUA e depois para a Alemanha, em passagens menos honrosas. Após dependurar o terno pela equipe alemã BC Harlekin Augsburg, tentou seguir carreira de treinador no natalense Alecrim Futebol Clube e depois como comentarista esportivo da Band Natal mas, infelizmente, já havia sido driblado pelo alcoolismo. Marinho Chagas morreu vítima de uma hemorragia hepática em 1º de junho de 2014, um dia depois de participar do Globo Esporte paraibano e doze dias antes de a seleção brasileira estrear no Mundial em casa. Ele havia prometido parar de beber para estar vivo e poder ver a Seleção jogar a Copa no Brasil. No entanto, ficou devendo. Foi velado com a camisa amarelinha no Estádio Frasqueirão, do ABC Futebol Clube, seu time de juventude e coração. Por que jogava de terno? Por sua incoerência, irreverência e exuberância. Destacou-se não só pelo chute forte e preciso, mas por ser um dos últimos românticos do futebol-arte brasileiro, ainda mais considerando sua posição em campo. De ídolo do Botafogo e melhor ala-esquerda do mundo a amigo de Bob Marley e paquerador da Grace Kelly, só não conseguiu vencer um único adversário em toda a sua trajetória de classe e boemia: o álcool. 👤 Francisco das Chagas Marinho 👶 8 de dezembro de 1952, faleceu em 1º de junho de 2014 (62 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Riachuelo AC, ABC, Náutico, Botafogo, Fluminense, New York Cosmos, Fort Lauderdale Strikers, São Paulo, Bangu, Fortaleza, América de Natal, Los Angeles Heat, BC Harlekin Augsburg, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Potiguar 70 (ABC); Torneio Bicentenário dos Estados Unidos 76 (Seleção Brasileira); Troféu Teresa Herrera 77 (Fluminense); Campeonato Paulista 81 (São Paulo) 👑 Melhor lateral-esquerdo da Copa de 74; 2º Maior Jogador Sul-Americano do Ano 74 (El País); Bola de Prata (Placar) 72, 73 e 81 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,66) #Fluminense #Botafogo #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil









