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  • O anjo loiro

    Talvez hoje, os fãs mais modernos não se recordem desse nome, mas sobre os pés de Sávio repousavam as esperanças dos torcedores brasileiros, sobretudo dos flamenguistas, para guiar a geração pós 94. Não é pra menos. Surgido na Desportiva Ferroviária no Espírito Santo, Sávio foi para a Gávea em 1988, ainda aos 14 anos. Com o tempo, foi ganhando ainda mais habilidade e com dribles desconcertantes, vestindo o terno do Flamengo num corpo franzino, não demorou para receber o apelido de “Novo Zico” (talvez o primeiro de uma geração a ganhar esse título). Sávio alcançou o auge de sua carreira no Flamengo em 95 quando formou, junto com Romário e Edmundo, o “melhor ataque do Mundo”. Mesmo que, esse auge e esse trio, fosse o derradeiro ato em sua passagem pelo clube carioca. Ainda que a mídia e a torcida idolatrassem esse ataque, não foram poucos os problemas vividos por eles, sobretudo por Sávio, o menos badalado dos três. Foram algumas brigas por causa de ego. Por exemplo, Sávio cedeu a camisa 11 à estrela maior do elenco, o que o deixou contrariado. Romário, por sua vez, não estava contente em dividir a atenção no elenco com Sávio. Para o jogador capixaba, foram dois anos de convivência com a maior estrela do futebol nacional para ser esquecidos. Em 1997 “perdeu” a disputa com Romário no Flamengo e foi transferido para o Real Madrid, onde talvez tenha ganhado suas maiores conquistas, mesmo não fazendo parte dos times titulares nesses títulos: Sávio, sempre franzino, frequentemente se via em contusão, o que não lhe rendia uma boa sequência no time merengue. Ainda assim, Sávio foi, até sua passagem, o segundo brasileiro que mais vestiu a camisa do time de Madrid, perdendo apenas para Roberto Carlos – futuramente ainda seria superado por Marcelo. Em 2002 foi emprestado ao Bordeaux, da França. Depois de cinco temporadas pertencendo ao Real Madrid, foi vendido para o Real Zaragoza, onde recuperou sua forma física e encheu a torcida de esperança quando liderou o time nas conquistas da Copa do Rei e da Supercopa em 2004, o que lhe rendeu o apelido de “Galáctico de Zaragoza”. Sua despedida do time em 2006 foi histórica, com a torcida o ovacionando. Foi imortalizado no time com a sua entrada para o Hall de ídolos do clube. “Iniciou o fim” de sua carreira logo depois, voltando para o time de coração, o Flamengo. Mas numa passagem pífia: 10 jogos e nenhum gol. Voltou à Espanha no ano seguinte, mas se viu forçado a voltar para a terra natal. Por motivos familiares esteve em Vila Velha, no Espírito Santo e por lá voltou a jogar no seu primeiro time de base, o Desportiva. Resolvido suas questões, voltou à Europa, para jogar no Chipre, num time chamado Anorthosis, que disputaria a Champions de 2008-2009. Fez boas partidas, mas claro, sem muito destaque internacional. Encerrou sua carreira em 2011, depois de uma breve passagem pelo Avaí. Por que jogava de terno? Bom, na década de 90 eram poucos os que poderiam ser comparados a Zico. Atacante rápido, driblador, que jogava o fino do futebol. Despertou uma certa idolatria numa das maiores torcidas do país não à toa. Formou um trio invejável no Flamengo com Romário e Edmundo, mesmo que a parceria tenha se mostrado fracassada anos depois. Sávio foi um dos protagonistas do futebol nacional na década de 90 e sabemos, isso significava muito! 🚹 Sávio Bortolini Pimentel 👶 9 de janeiro de 1974 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Real Madrid, Bordeaux, Real Zaragoza, Real Sociedad, Levante, Desportiva Ferroviária, Anorthosis Famagusta-Chipre, Avaí, Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro 92 (Flamengo); Champions League 97/98, 99/00, 01/02 e Supercopa Europeia 02 (Real Madrid); Copa del Rey 03/04 (Real Zaragoza); Torneio pré-olímpico 96 e Medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta 96 (Seleção Brasileira) 👑 Artilheiro da Copa do Brasil 95 (Flamengo) e da Copa del Rey 99 (Real Madrid) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #RealMadrid #SeleçãoBrasileira #Brasil

  • "Ei, você aí! Avisa pro Romário que o artilheiro é o Valdir!"

    Valdir Bigode foi um grande goleador e ídolo das torcidas de Vasco e Atlético-MG. Iniciou sua formação no futebol pelo Campo Grande do Rio de Janeiro e se transferiu para as divisões de base do Vasco da Gama logo em seguida. Bigode se destacou por onde passou pela sua capacidade de ser um jogador com faro de gol apurado aliado a sua velocidade. Com boa técnica, chegou a fazer 75 gols e foi tri campeão carioca em sua primeira passagem pelo clube da colina. Logo em seguida, passou por São Paulo e Benfica até seu desembarque no galo mineiro, ajudando o alvinegro a ser campeão da Copa Conmebol em 97. Sairia do clube mineiro e voltaria depois de um ano. Entre esse meio tempo teve insucessos por Botafogo e Santos com duas passagens bem medianas pelos dois clubes. Voltou ao Vasco em 2002, sendo campeão e artilheiro do Campeonato Carioca novamente em 2003, repetindo o feito de dez anos antes no carioca. Pendurou a chuteira em 2006. Mas não sem antes fazer história nos Emirados Árabes Unidos, onde jogou 61 partidas pelo Al-Nars e marcou 60 gols.Hoje é auxiliar técnico no seu clube de coração, o grande Vasco da Gama. Por que jogava de terno? Não foi um centroavante de primeira linha nos anos noventa. Mas a sua função ele executava muito bem. Chutava com a direita, mas se precisasse arrematava com a esquerda. Saía da área pra ajudar os companheiros e tinha um corte seco que fazia qualquer zagueiro ir ao chão. Fora suas tabelas e toques de primeira. 🚹 Valdir de Morais Filho 👶 15 de março de 1972 (44 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Campo Grande, Vasco da Gama, São Paulo, Benfica, Atlético-MG, Botafogo, Santos, Al-Nars, Dubai Club 🏆 (principais) Copa São Paulo de Futebol Júnior (Vasco da Gama) 92; Copa Conmebol 97 (Atlético-MG) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6)* *Nota reavaliada #Vasco #AtléticoMG #Brasil

  • Dino Zoff: portiere à italiana

    Foi na desacreditada Squadra Azzurra 82 que o capitão Dino Zoff fez a proeza de conquistar uma Copa do Mundo aos 40 anos de idade, tornando-se o jogador mais velho a ganhar o Mundial e consagrando-se também como o segundo goleiro a erguer a taça, atrás apenas de outro guarda-metas italiano: Giampiero Combi, da Copa de 34. Mas o lugar cativo de Zoff nas cadeiras de alta classe do JdT pouco tem a ver com os “assentos reservados aos mais velhos”: Dino Zoff é presença vip na nossa linha de fundo especialmente por sua habilidade técnica imensurável, honrando a defesa como ponto forte das seleções italianas e jogando a pá de cal no futebol-arte canarinho, naquela bola em cima da linha no último minuto das quartas de final de 82. Porém, para assumir o posto de capitão italiano e sagrar-se como o quarto jogador que mais defendeu a Azzurra, atrás apenas de Buffon, Maldini e Cannavaro, a caminhada no tapete verde foi longa: aos dezenove anos, Zoff estreava pela Udinesse; em 63 foi transferido para o Mantova, onde ficou por quatro temporadas, e depois para o Napoli, em mais cinco temporadas – todas elas sem qualquer título de expressão. Em 68, ele estava no elenco que conquistou a Copa da UEFA, embora só tenha estreado oficialmente pela Seleção em 70, tomando a titularidade de Enrico Albertosi em 72. Nesse mesmo ano e já aos trinta, Zoffi foi contratado pela Juventus, onde logo de cara atingiu a incrível marca de 903 minutos sem tomar gol e onde conquistou praticamente todos os títulos de sua carreira. O “minuto de glória” veio na Copa de 82. Classificando-se no saldo de gols depois de uma primeira fase amarga, a Itália pegaria a favoritíssima Seleção Brasileira de Leandro, Júnior, Cerezo, Falcão, Zico, Sócrates, Éder... naquele que fora o último expoente do futebol arte de todos os tempos. A Espanha, palco do espetáculo, foi em peso assistir ao que a princípio seria um jogo de ataque contra defesa, já certa de que o Brasil daria show outra vez, com o futebol envolvente e as goleadas irretocáveis das últimas partidas. Mas ali a postos no Estadi de Sarrià, a história foi bem diferente: seria sim ataque contra defesa. Mas não era qualquer defesa. O esquadrão do Telê Santana enfrentaria pela primeira vez uma seleção que marcava homem a homem, com uma aplicação tática perfeita, sem deixar qualquer espaço para os brasileiros fazerem arte. Apenas Paolo Rossi não tinha a função de marcar. A não ser que fossem gols. E assim ele fez: o bambino de ouro assinou os três tentos da partida que terminou em 3 x 2, ainda com tempo para o minuto de glória de Dino Zoff, que operou um verdadeiro milagre na cabeçada do zagueiro Oscar pela última bola do jogo, encerrando de vez a passagem da Seleção favorita naquela Copa. A partir dali só deu Itália Campeã de 82 que, para renascer, precisou matar o futebol-arte brasileiro. Anos depois, o Estádio Sarriá também morreria, apagando as lembranças daquela partida história e dando lugar a um condomínio residencial. Em 83, um ano após o Mundial, o capitão do tri encerrou a carreira na Juve, vestindo o terno de treinador de goleiros da equipe para conquistar, mesmo que dos bastidores, mais uma Copa da UEFA e da Itália pela temporada 89-90 da Velha Senhora. Em 2014, Dino Zoff ainda lançou a autobiografia “Dura solo un attimo, la gloria” (“Dura só um instante, a glória”). No livro, escrito em parceria com o jornalista Marco Mensurati, Zoff relembra o fatídico mundial e o famoso minuto de glória, admitindo em compaixão: “o Brasil era melhor”. Tanto que, depois do Desastre de Sarriá, a Squadra Azzurra nunca mais venceu a Seleção Brasileira. Por que jogava de terno? Porque esbanjou classe para erguer a taça da Copa do Mundo já aos 40 anos de idade. Ou porque fez a defesa que tirou o favorito Brasil da Copa de 82. Ou por ser o guardião das metas à melhor moda italiana, assumindo o recorde de maior invencibilidade em jogos pela Seleção: 1143 minutos sem tomar gol, dentre 20 de setembro de 1972 e 15 de junho de 1974. Ou simplesmente porque, como ele mesmo diz, nasceu pra ser goleiro. 🚹 Dino Zoff 👶 28 de fevereiro de 1942 (74 anos) 🏠 Italiano 👕 Udinesse, Mantova, Napoli, Juventus, Seleção Italiana 🏆 (principais) Campeonato Italiano 72/73, 74/75, 76/77, 77/78, 80/81 e 81/82; Copa da UEFA 76/77 e Copa da Itália 78/79 e 82/83 (Juventus); Eurocopa 68 e Copa do Mundo 82 (Seleção Italiana) 👑 Melhor jogador da Itália no Jubileu dos 50 anos da UEFA; Melhor goleiro italiano do século XX (IFFHS 99); Luva de Ouro 82 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) #Juventus #SeleçãoItaliana #CopadoMundo1982

  • Joga de óculos

    "Por que o Davids joga de óculos?" Você com certeza já fez essa pergunta ao ver Edgar Davids entrando em campo com um óculos estiloso e cabelo rastafari. O estilo dele em campo talvez tenha chamado mais atenção do que o futebol em si, mas foi um dos grandes jogadores do Ajax e Juventus nos anos 90 e início dos anos 2000 e por isso é dele o perfil de hoje do Joga de Terno. Com 17 anos ele estreava no Ajax, em 1991, onde surgiriam também jogadores como Van der Sar, Rijkaard, Frank de Boer, Seedorf, Ronald de Boer, e Overmars. Pela equipe holandesa formaria um dos melhores times da década culminando na conquista da UEFA Champions League de 94/95 e o tricampeonato holandês de 93/94, 94/95 e 95/96, além de outros títulos. Sabia sair jogando com velocidade e chutava bem com a perna esquerda, além de marcar como ninguém, não deixava espaço para os adversários. Isso lhe rendeu o apelido de Pitbull e um contrato com o Milan, onde não teve muitas oportunidades e foi logo negociado com a rival Juventus, em 97. Em Turim ele recuperou o prestígio como jogador e conquistou os campeonatos italianos de 97/98, 01/02 e 02/03. Foram mais de 200 jogos com o terno da "Vecchia Signora". A partir daí, Davids teve uma passagem rápida pelo Barcelona, a convite de Frank Rijkaard. Se juntou a outros seis holandeses (incluindo Rijkaard, treinador do time) numa equipe que foi a base do elenco campeão europeu em 2006. Davids até foi bem no Camp Nou com o mesmo papel dos tempos de Juventus. Mas não ficou muito tempo e se transferiu para a Internazionale, sendo um dos poucos jogadores a conseguir jogar nos 3 maiores times da Itália. Depois passou pelo Tottenham até retornar ao Ajax, em 2007, já sem a mesma vitalidade da primeira passagem, devido à idade avançada. E como é normal em jogadores veteranos, foi para times de menor expressão até encerrar a longeva carreira no Barnet, que joga na League Two, referente à quarta divisão inglesa, aos 40 anos. Pela seleção da Holanda também teve certo destaque. Apesar de não ter conquistado nenhum título, conseguiu levar a Laranja Mecânica à semifinal da Copa de 98 atuando muito bem, sendo eliminado pelo Brasil nos pênaltis. Por que jogava de terno? Davids conquistou tudo na Europa e atuou por alguns dos maiores clubes do mundo. Não era um grande craque, mas tê-lo em campo era sinônimo de velocidade, garra e bons dribles. Participou de comerciais lendários da Nike e Pepsi e, graças a ele, os óculos se tornaram um item para você pode editar seus jogadores no saudoso Winning Eleven. E se até hoje você não sabe por que afinal Davids usava aqueles óculos, o JdT explica: em 1999 ele foi diagnosticado com glaucoma, uma doença que causa a perda progressiva da visão, por isso usava aqueles óculos estilosos feitos para aguentar os impactos sofridos em campo. 🚹 Edgar Steven Davids 👶 13 de março de 1973 (43 anos) 🏠 Surinameso 👕 Ajax, Milan, Juventus, Barcelona, Internazionale, Tottenham Hotspur, Crystal Palace, Barnet e Seleção Holandesa 🏆 (principais) Copa da UEFA 91/92, Copa da Holanda 92/93 e 06/07, Campeonato Holandês 93/94, 94/95 e 95/96 e Mundial 95 (Ajax); Campeonato Italiano 97/98, 01/02 e 02/03 (Juventus); Copa da Itália 04/05 (Internazionale) 👑 All-Star Team da Euro 00, All-Star Team da Copa do Mundo de 98, FIFA 100, um dos 100 maiores jogadores de todos os tempos (World Soccer) Classômetro: : 👔👔👔👔👔👔👔 (7,1) #Ajax #Juventus #SeleçãoHolandesa

  • No Totti, no party

    Ao falarmos de Roma, não serão poucos os que terão em suas cabeças a imagem de Francesco Totti, e com justiça. O jogador é o que mais atuou pela Roma, com 750 partidas no currículo. Antes de discorrermos sobre a classe (que não é pouca) do capitão romanista, é bom que se entenda que a relação de Totti com o terno Giallorossi não é algo que se construiu apenas enquanto profissional do time. Totti, antes de adentrar às bases da Roma, recusou proposta do maior rival, Lazio. Para uma criança que ainda não era ninguém no esporte, isso conta muito. E, claramente, tudo isso foi recompensado, afinal Totti se tornou o maior artilheiro da Roma com 300 gols marcados, além de ter alcançado a histórica marca de ser o jogador mais velho a marcar um tento na Liga dos Campeões. Totti estreou pelo profissional aos 16 anos no dia 28 de março de 93, no final da temporada, em uma vitória sobre o Brescia. Após isso, foi alternando entre ser relacionado vezes sim, vezes não entre os profissionais. Foi o técnico Carlo Mazzone que o tornou regular na equipe principal na temporada de 93/94. Nessa jornada, a Roma iniciou uma luta contra o rebaixamento, e um Totti, com apenas 17 anos e muita personalidade, entrou na fogueira e correspondeu, ajudando o time a escapar do descenso naquele campeonato. Em 97 explodiria como jogador, fazendo a transição de promessa para realidade. Com a chegada de Zdenek Zeman ao comando da Roma, o jovem de 21 anos recebeu a faixa de capitão do time. Também foi Zeman o responsável pela mudança de posição de Totti, que ao jogar mais adiantado, deslanchou. Na temporada de 00/01, já com Fábio Capello ao comando, Totti formaria uma dobradinha histórica com Batistuta, em um elenco que também contava com Cafu, Emerson e o argentino Samuel. Essa forte equipe conquistou o primeiro e único Scudetto da carreira de Francesco. “Il capitano” estava presente na esquadra azurra, campeã do mundo em 2006, após viver um drama. Em fevereiro daquele ano, lesionou-se e quase ficou de fora. Recuperado a tempo e com a lendária camisa 10, honrou o número e terminou a competição com quatro assistências e um gol, sendo inserido pela FIFA no elenco dos melhores do torneio. Totti, verdade seja dita, conquistou pelo Roma apenas um título de verdadeira expressão, mas isso não diminui a classe do rapaz. Em 2004, após uma sequência de 4 temporadas brilhantes do camisa 10, o assédio dos gigantes veio, e junto veio o que talvez foi o maior ato de amor do italiano pela Roma. Com proposta milionária do Real Madrid em mãos, Totti se sentiu tentado a entrar para os galácticos, mas no final: “meu coração pediu para que eu ficasse”. One team player. Por que joga de terno? Habilidoso com as duas pernas, Totti possui uma variada lista de recursos. Passe refinado, chutes fortes ou colocados, batedor de faltas e detentor de lançamentos precisos. Junto com todas essas qualidades técnicas, o italiano ainda era dotado (hoje ao fim de carreira não mais) de uma força física assustadora. E com todas essas qualidades, talvez a sua marca seja os gols de cavadinha, que se repetiram constantemente ao longo de sua classuda carreira. Um dos atestados de classe da lenda italiana se deu quando a torcida madridista o reverenciou e o aplaudiu de pé no Bernabeu, quando a Roma enfrentou o Real Madrid pela Liga dos Campeões 15/16. Francesco Totti é, de fato, o último gladiador romano. 🚹 Francesco Totti. 👶 27 de Setembro de 1976 (39 anos). 🏠 Italiano. 👕 Roma (ITA) e Seleção Italiana 🏆 Campeonato Italiano 00/01; Copa da Itália: 06/07, 07/08; Copa do mundo 06 (Seleção Italiana). 👑 All-Star Team da Copa do Mundo FIFA de 06 Chuteira de Ouro de 07; Eleito melhor jogador italiano de 00, 01, 03, 04 e 07 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,9) #Roma #SeleçãoItaliana #CopadoMundo2006

  • Bola pro mato que o jogo é de campeonato!

    Júnior Baiano não pensava duas vezes antes de dar uma botinada. Na época foi muito criticado por ser agressivo, mas hoje sentimos saudades de ver jogadores como ele em campo. Nos clubes foi grande vencedor e se tornou zagueiro artilheiro, na seleção jogou a Copa do Mundo de 98, até então nossa maior vergonha em mundiais. Tudo começou no Clube de Regatas Flamengo, lugar onde Raimundo Ferreira Ramos Júnior, mais conhecido como Júnior Baiano iniciou sua carreira nos tapetes verdes. Em 1989, o zagueirão de 1,95m, ganhou destaque na equipe rubro negra devido à quantidade de gols que fazia, tanto de cabeça quanto em bolas paradas. Mas ao mesmo tempo se envolvia em polêmicas ficando conhecido como bad boy dentro e fora das quatro linhas. Um pouco mais maduro foi emprestado ao São Paulo vindo a ser titular na equipe de Telê Santana. Pouco tempo depois foi negociado para o futebol europeu. Seu destino era o Werder Bremen. Sua volta ao Brasil foi em 1996, ano em que vestiu pela segunda vez o terno rubro negro. Em 97, devido sua grande fase no clube ao lado do já consagrado Romário, foi convocado por Zagallo para disputar a Copa das Confederações aonde foi campeão. Na Copa do Mundo de 98, logo na primeira fase fez um pênalti na derrota de 2x1 contra a Noruega. Pênalti que ficou marcado em seu currículo como um fiasco pela imprensa brasileira. (Mal sabia o que estava por vir dezesseis anos depois) Mesmo assim a equipe brasileira chegou a final da Copa, perdendo para a França por 3x0 em pleno Stade de France. Voltou a São Paulo no mesmo ano, vestiu a camisa do Palmeiras na conquista do maior título de sua carreira, a Libertadores de 99, sendo o artilheiro da competição. Com a saída da Parmalat da equipe palestrina, voltou ao Rio para jogar no Vasco, onde foi vice-campeão do mundo em 2000. Venceu alguns títulos importantes com a cruz de malta no peito, sendo um deles a Copa João Havelange. O Vasco foi o último clube que teve destaque. Depois passou a perambular pelo futebol. Foi para a China, voltou ao Internacional e iniciou seu fim de carreira em clubes brasileiros menores, dando fim a carreira no Miami F.C, no ano de 2009. Por que jogava de terno? Um verdadeiro lenhador dos gramados. O estilo de jogo do Junior Baiano é raro hoje no futebol brasileiro, fazendo até algumas pessoas sentir saudades. Era bom cabeceador e fazia bem o feijão com arroz na zaga. O nosso querido Vera Verão fez a diferença por onde passou. 🚹 Raimundo Ferreira Ramos Júnior 👶 14 de março de 1970 (46 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, São Paulo, Werder Bremen, Flamengo, Palmeiras, Vasco, Shangai Shenhua, Internacional, Flamengo, América-RJ, Brasiliense, Volta Redonda, Macapá, Miami F.C 🏆 (principais) Copa São Paulo de Futebol Junior: 90, Copa do Brasil: 90, Campeonato Brasileiro: 92 (Flamengo), Copa Mercosul: 98, Copa Libertadores da América: 99 (Palmeiras), Copa Mercosul: 2000, Copa João Havelange: 2000 (Vasco) e Copa das Confederações 97 (Seleção Brasileira) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔(4,1) #Flamengo #Palmeiras #Vasco #Brasil #SeleçãoBrasileira

  • O Rei dos Cárpatos

    Representar seleções da periferia europeia é uma tarefa difícil e ingrata. Muitos jogadores acabam sendo deixados de lado nas narrativas que contam as histórias das Copas por não defenderem seleções do primeiro escalão mundial. Um deles, com certeza, é Gheorghe Hagi, o maior e melhor jogador da história da Romênia. Hagi iniciou sua carreira no modesto Farul Constanta em 1982; depois transferiu-se para o outro modesto Sportul Studentesc, onde começou a fazer sucesso com sua habilidosíssima perna esquerda, que rapidamente o levou para a seleção. Em 1987, foi jogar no Steua Bucareste, clube romeno que acabava de faturar o título da Liga dos Campeões da Europa com uma vitória sobre o Barcelona na final. No Steua, Hagi começou a se consolidar como um dos melhores jogadores do mundo, ganhando vários títulos com grandiosas atuações. Gheorghe levou o clube romeno para mais uma final da Liga dos Campeões na temporada 88/89, mas sucumbiu em um impiedoso 4x0 do poderoso Milan de Marco Van Basten e Ruud Gullit. Hagi jogou sua primeira Copa do Mundo em 1990 e liderava o meio-campo talentoso da Romênia, uma promissora seleção. Em um jogo contra a Argentina ainda na primeira fase, Hagi se destacou por fortes disputas de bolas com Maradona e fez um belíssimo jogo. Sua habilidade era tanta que o rendeu o apelido de “Maradona dos Cárpatos”, uma referência ao craque argentino e à região onde a Romênia fica situada. Após a Copa, Hagi foi jogar no Real Madrid, mas sofreu muitas lesões e não teve uma grande sequência. Além disso, o clube espanhol estava em declínio e assistia o Dream Team do Barcelona de Cruyff dominar o futebol espanhol e europeu. Foi jogar no italiano Brescia, onde jogou até a Copa de 1994, que ficaria marcada para sua carreira. Aos 29 anos, Hagi era um líder nato e era destaque total da seleção romena para a Copa. A Romênia havia feito uma grande campanha nas eliminatórias europeias e não foi para os Estados Unidos ser coadjuvante. Após uma belíssima primeira fase com impecáveis atuações de Hagi, a seleção europeia tinha a Argentina de Simeone, Ortega, Redondo e Batistuta pela frente. E Hagi brilhou: 3x2 nos sul-americanos, com um gol e uma primorosa assistência. Hagi, naquele momento, não deixava dúvidas: era um jogador fora de série. Nas quartas de final, a decepção: derrota nos pênaltis para a Suécia. Há quem diga que o motivo é a Romênia não ter usado seu tradicional terno amarelo naquela partida. De qualquer forma, Hagi se consolidava como um dos maiores do mundo e fez parte do “All-Star Team da Copa.” Depois, foi jogar no Barcelona de Cruyff, mas também não obteve tanto sucesso. Cruyff cobrava muito que Hagi tivesse mais disciplina defensiva e marcasse. E Hagi não se adaptou. Em 96, foi jogar no Galatasaray, clube turco que começava a construir uma hegemonia no país. Na Turquia, Hagi tornou-se líder rapidamente e faturou nada menos que dez títulos. Dois deles foram as histórias conquistas da Copa da UEFA 99/00 em cima do Arsenal e da Supercopa Europeia com uma heróica vitória sobre o todo poderoso Real Madrid. O romeno permaneceu na Turquia até 2001, quando encerrou sua carreira sob os gritos de “I love you, Hagi” da torcida do Galatasaray. Por que jogava de terno? Hagi fazia o possível e o impossível com sua perna esquerda e é sempre lembrado em listas dos maiores jogadores do século XX. Destacava-se pelo seu enorme espírito de liderança e pela beleza de seu futebol. O romeno sempre desfilou elegância nos ternos que vestiu. 🚹 Gheorghe Hagi 👶 05 de fevereiro de 1965 (51 anos) 🏠 Romeno 👕 Farul Constanta (ROM), Sportul Studentesc (ROM), Steua Bucareste (ROM), Real Madrid (ESP), Brescia (ITA), Barcelona (ESPN), Galatasaray (TUR) e Seleção Romena 🏆 (principais) Campeonato Romeno 86/87, 87/88 e 88/89; Copa da Romênia 86/87, 88/89 (Steaua Bucareste); Campeonato turco 96/97, 97/98, 98/99, 99/00; Copa da Turquia 98/99, 99/00; Copa da UEFA 99/00 (Galatasaray) 👑 All-Star Team da Copa do Mundo de 1994; 25º melhor jogador do século XX (World Soccer); 46º melhor jogador da história das Copas (Placar); FIFA 100 04; Artilheiro dos Campeonatos Romenos de 85 e 86; Artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA 87/88 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,8) #SteuaBucareste #Galatasaray #SeleçãoRomena #CopadoMundo1994 #Meia

  • Lá vai Iarley, tocou no Gabiru, vai marcar... é goool!!!

    Aniversariante do dia, quem hoje comanda o tapete verde da JdT é o cearense Pedro Iarley Lima Dantas, dono da bola de norte a sul do Brasil e também na Bombonera argentina. Revelado pelo Ferroviário – equipe precursora do futebol profissional no Ceará – o ainda garoto Iarley chegou a desfilar sua classe até mesmo pelo Real Madrid B em meados dos anos 90, mas não se firmou na Europa. De volta ao nordeste em 2001, fez parte do famoso “trio artilheiro” do Ceará Sporting Club ao lado de Mota e Sérgio Alves, naquele que foi o melhor ataque da história do Vozão em campeonatos brasileiros. Dois anos depois, hora de fazer história outra vez: vestiu o terno do Paysandu e marcou o gol da vitória do Papão (com dois jogadores a menos) contra o Boca Juniors em plena La Bombonera – façanha que até então apenas o Santos de Pelé e o Cruzeiro de Ronaldo haviam conseguido. E que rendeu a Iarley o terno número 10 no vestiário do próprio Boca, conquistando nada menos que um Mundial de Clubes pela equipe. “Pouca gente sabe disso, mas na verdade o empresário estava me negociando com o River. Só que o cara torcia pro Boca, então me desviou no meio do caminho. Chegando lá, me disseram que eu ia vestir a dez e eu respondi apenas ‘beleza’. ‘Mas como assim você não vai vibrar?!’. É que eu não tinha noção da grandeza daquilo. Nem sabia que o Maradona tinha vestido a 10 do Boca”. Por incrível que pareça, a temporada mais vitoriosa ainda estava por vir: no Internacional de Porto Alegre, Iarley conquistou a Libertadores de 2006 e seu segundo Mundial, dividindo o protagonismo da vitória com o classudo Adriano Gabiru. “A gente passou a semana inteira estudando o Barcelona. Na véspera da decisão, fomos dormir às cinco da manhã. Seguramos o jogo inteiro mas, já no final, o (saudoso) Fernandão teve cãibra e precisou ser substituído. Aí a gente pensou: ‘agora f****, perdemos o capitão!”. Porém, o desespero ficou só no pensamento. Nos pés, a classe e a frieza falaram mais alto. Em uma espetacular arrancada, Iarley poderia até ter tentado o gol, mas esperou Gabiru ficar livre para dar o passe certeiro: gol do Inter, Campeão Mundial! Entre 2008 e 2012, Pedro Iarley ainda teve tempo de acertar com o Corinthians e de disputar mais de cem jogos pelo Goiás. Inclusive, na conquista da Série B 2012 pela equipe esmeraldina, não é difícil adivinhar quem fez o gol do titulo. Com a carreira já nos acréscimos, voltou ao Paysandu para faturar o campeonato paraense de 2013 e também ao Ferroviário, dependurando as chuteiras no time que lhe abriu as portas. Por que jogava de terno? Porque chamava a responsa em todas as decisões. Além disso, jogar de terno é pré-requisito para ser bicampeão mundial. 🚹 Pedro Iarley Lima Dantas 👶 29 de março de 1974 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Ferroviário, Real Madrid B, Celta, Melilla, Ceará, Paysandu, Boca Juniors, Dorados, Internacional, Goiás, Corinthians 🏆 Torneio Apertura 03 e Mundial de Clubes 03 (Boca Juniors); Copa Libertadores da América 06, Mundial de Clubes 06 e Recopa 07 (Internacional); Campeonato Brasileiro Série B 12 (Goiás) 👑 Bola de Prata do Mundial de Clubes 06; Troféu de Bronze como craque do Brasileirão 06; Troféu de Prata como craque do Brasileirão 09 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (5,6) #Internacional #BocaJuniors #Goiás #Brasil

  • Leônidas, na boca do povo virou Diamante Negro

    Imagine ser um jogador de futebol de sucesso, campeão, recordista, ídolo em grandes clubes. Imaginou? Agora pense que, além disso tudo, ficar imortalizado fora das quatro linhas, em um campo bem improvável. Teve um cara que conseguiu isso tudo, Leônidas das Silva ou Diamante Negro. Carioca, começou sua carreira no Bonsucesso. Lá executou com maestria a bicicleta - que muitos atribuem a ele, de maneira equivocada, sua criação - no estádio que mais tarde ganharia seu nome. Além da perfeição desse lance plástico, Leônidas era um goleador incansável. Teve passagens por Vasco, Botafogo antes de desembarcar na gávea. Venceu um Campeonato Carioca por cada um dos três grandes. Também teve atuações brilhantes com o terno amarelinho e pelo São Paulo. Talvez tivesse tido números ainda mais impressionantes em Copas do Mundo, porém com a segunda grande guerra as copas que seriam realizadas em 1942 e 46 (auge da carreira do Diamante) foram canceladas. Popularizado pela bicicleta e pelo chocolate que foi batizado com seu apelido, não podemos esquecer que o Diamante deixou marcas pessoais impressionantes. Em seis anos de Flamengo, o atacante marcou incríveis 153 gols em 149 partidas, o que o faz o jogador com a maior média de gols da história do clube rubro-negro. Pela seleção brasileira tem a impressionante média de um gol por jogo, em um total de 37. Pelo São Paulo, jogou 211 partidas e marcou 144 gols. Por que jogava de terno? Leônidas tinha o faro de gol no seu DNA. Durante toda a carreira foi um goleador nato. Doce e saboroso como o chocolate era assistir ao desfile desse craque de bola nos gramados. 🚹 Leônidas da Silva 👶 6 de setembro de 1913. Faleceu em 24 de janeiro de 2004 (90 anos). 🏠 Brasileiro 👕 São Cristóvão, Syrio Libanez, Bonsucesso, Peñarol, Vasco da Gama, SC Brasil, Botafogo, Flamengo, São Paulo. 🏆 Campeonato Carioca 34 (Vasco), 35 (Botafogo) e 39 (Flamengo); Campeonato Paulista 43, 45, 46, 48 e 49 (São Paulo). Copa Rocca 45 e Copa Rio Branco 32 (Seleção brasileira) 👑Chuteira de Ouro da Copa do Mundo 38 (8 gols em 7 jogos), Bola de Ouro da Copa do Mundo da FIFA 38; Artilheiro da Copa do Mundo da FIFA 38 (7 gols), 8º Melhor Jogador Brasileiro do Século XX - IFFHS, 28º Melhor Jogador Mundial do Século XX - Revista Placar - 99, 100 Melhores Jogadores de Todos os Tempos - Revista World Soccer - 99, Seleção Ideal da história do São Paulo, Seleção Ideal da história do Flamengo Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1938 #Brasil

  • Levava meses para errar um passe

    Romeu Pellicciari é uma lenda para torcedores de Palmeiras e Fluminense. Hoje, quando completaria 105 anos, o JdT presta homenagem a um dos grandes craques de sua época. Romeu começou sua carreira em times amadores de sua cidade natal até ser contratado pela Sociedade Esportiva Palestra Itália (atual Sociedade Esportiva Palmeiras) em 1930. No então Palestra, foi tri-campeão Paulista entre 1932 e 1934, além de ser campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1933. Foram 106 gols em 165 jogos. A reverência dos Palmeirenses por Romeu deve-se principalmente a um desses 165 jogos: ele foi autor de quatro gols na maior goleada já registrada no clássico com o Corinthians, um impiedoso 8 a 0. O craque de dribles curtos e lançamentos precisos despertou a cobiça do futebol europeu, mas preferiu se transferir para o Fluminense em 1936, formando uma verdadeira máquina que seria a grande sensação do futebol Carioca nos anos que se seguiram. Calvo, Romeu jogava de toca para disfarçar sua falta de cabelos e fazia dela sua principal marca. Ao lado de Tim e Hércules formou um dos trios mais temidos da história do futebol Brasileiro. Sua classe irretocável lhe deu o direito de defender a Seleção Brasileira na Copa de 1938. Já no posto de ídolo nacional, foi o grande destaque na derrota por 2 a 1 para a Itália, que acabaria campeã mundial naquele ano. Pelo Brasil, foram 13 jogos e 3 gols marcados. Voltou ao Brasil ainda mais cobiçado por clubes do mundo inteiro, mas Romeu preferiu ser fiel ao terno das três cores que traduzem tradição. Pelo tricolor das Laranjeiras atuou 202 vezes e marcou 91 gols. Em seis anos venceu cinco campeonatos Cariocas. Há quem garanta que foi ele o inventor da "pedalada", drible batizado à época de " passo de ganso". Inventou também o "drible do canguru", batizado por Mário Filho. Uma invenção que deve ter inspirado Mané Garrincha, afinal consistia em fingir partir com a bola para um lado e iludir o adversário ao escapar pelo outro. Por que jogava de terno? Mesmo com um típico físico incomum para um atleta, Romeu era um jogador extraordinário. Para muitos, o melhor meia-direita do Brasil em seu tempo. Desmontava a defesa adversária com sua inteligência, seus passes e lançamentos precisos, além de fazer muitos gols. Também foi uma máquina de ganhar títulos. 🚹 Romeu Pellicciari 👶 26 de março de 1911 faleceu em 15 de julho de 1971 (60 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Palestra Itália-SP, Fluminense, Palmeiras, Comercial-SP e Seleção Brasileira 🏆 Tricampeão Paulista 32, 33, 34 e Torneio Rio-São Paulo 33 (Palestra Itália), Campeonato Carioca 36, 37, 38, 40 e 41 (Fluminense), Campeonato Paulista 42 (Palmeiras) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,5) #Fluminense #Palmeiras #SeleçãoBrasileira #Brasil

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