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  • Gol de quem?

    Estádio Monumental de Nuñez, Argentina, 22 de julho 1998. O time do Vasco da Gama disputava contra o River Plate uma vaga para a final da Taça Libertadores da América. Aos 37 minutos do segundo tempo, a falta de longe e um gol que só poderia merecer o nome do estádio: monumental. O JdT abre espaço para o dono do feito: Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, o Juninho Pernambucano, ou só Juninho. O meia foi revelado pelas categorias de base do Sport Club do Recife e, já no seu segundo ano como profissional, fez parte da Geração de Ouro do clube, ajudando na conquista do título estadual e da Copa Nordeste. De lá, foi para o Vasco, onde protagonizou diversos momentos que o tornaram ídolo no clube. O jogador era peça importante no Esquadrão Imortal Vascaíno que, nos anos de 97 e 98, conquistou um disputado Campeonato Brasileiro, um estadual e a Taça Libertadores da América no centenário do clube. O Mundial daquele ano não veio, mas Juninho já caía nas graças da torcida por toda sua habilidade e principalmente técnica e precisão nas cobranças de faltas. Mas o Reizinho da Colina foi conquistar outros reinados. Após uma saída conturbada com direito a briga judicial, chegou no Olimpique de Lyon em 2001. E lá também se tornou ídolo, tornando-se o artilheiro da temporada 2002/03 com 13 gols e fazendo parte de todas as campanhas que levou o clube ao heptacampeonato francês. “Quando fui jogar na França, no Brasil só se conhecia o Paris Saint-Germain e Olympique de Marselha. Ninguém nem conhecia outro clube.” Ajudando a colocar o nome do Lyon no cenário internacional, Juninho também cravou o seu. Foi considerado pela revista France Football o terceiro maior estrangeiro a atuar na França; em seu livro How to Score: Science and Beautiful game, o físico Ken Bray elegeu o meia como o melhor batedor de faltas da história; fora os destaques e prêmios individuais. Não é para menos, oito anos atuando pelo Lyon, marcou cem gols em 344 partidas. Também marcou sete gols em 43 partidas pela seleção brasileira até encerrar a carreira com a camisa canarinho, após a Copa do Mundo de 2006. Antes disso, em 1999, tornou-se o primeiro jogador da história a disputar duas partidas em países diferentes no mesmo dia quando, após jogar o segundo tempo de Brasil x Argentina em Porto Alegre, embarcou para Montevidéu e conseguiu chegar ao Urugai a tempo de entrar também no segundo tempo da partida do Vasco contra o Nacional, pela Copa Mercosul. Após deixar o Lyon, Juninho foi para o clube do Qatar Al-Gharafa, onde também não passou desapercebido e foi eleito o melhor jogador do país. Em 2011, o ídolo retornou para seus súditos na Colina com a pretensão de encerrar sua carreira no Vasco, sendo essencial na melhor campanha do clube na história dos pontos corridos conquistando o segundo lugar do Campeonato. Mas complicações e desastres na administração e oposição acabaram levando o jogador para o New York Red Bulls, nos Estados Unidos. Após sete meses, o meia voltou e em 2014, perto de completar 400 jogos com a camisa do Vasco, clube que mais defendeu em campo (ao todo foram 393 partidas, com 76 gols), encerrou sua vitoriosa carreira. Por que jogava de terno? Habilidade, técnica e precisão fizeram do Juninho um dos melhores batedores de falta da história do futebol. Chamar a responsabilidade, ter atitude e posicionamento em campo, além do amor à camisa, fizeram dele ídolo. Rei que é rei tem que ter classe! 👤 Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior 👶 30 de janeiro de 1975 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Sport, Vasco da Gama, Lyon, Al-Gharafa, New York Red Bulls e Seleção Brasileira. 🏆 Copa Nordeste 94 (Sport); Campeonatos Brasileiro 97 e 00, Libertadores da América 98, Torneiro Rio-São Paulo 99, Mercosul 00 (Vasco); Campeonato Francês 02, 03, 04, 05, 06, 07 e 08, Copa da França 08 (Lyon); Qatari Stars Cup 10, Liga do Qatar 10, Qatar Crown Prince Cup 10 e 11 (Al-Gharafa); Copa das Confederações 05 (Seleção). 👑 Seleção do Campeonato Francês 04, 05 e 06 (Melhor centrocampista da França), Melhor Jogador da História do Lyon – Eurosport, Líder de assistência - Champions League 07. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8) #Vasco #Sport #Lyon #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo2006 #Brasil #Meia

  • Um lendário Leão

    Hoje, mais uma vez, o JdT vai falar de um classudo que muitos amam e outros tantos odeiam. Polêmico, agressivo e não faz questão de agradar ninguém. Emerson Leão talvez seja seu inimigo e você nem saiba. Fato é que Leão desfilou com alto estilo pelos tapetes verdes do Brasil. E ele sabia disso: em 69, aos 19 anos, recém contratado pelo Palmeiras, chegou botando banca e pedindo o mesmo salário das principais peças do elenco. E não demorou para Leão mostrar serviço e se fazer merecedor. Assumiu a posição de arqueiro quando Chicão se lesionou e teve a oportunidade de formar uma poderosa defesa no Palestra junto a Eurico, Luis Pereira, Alfredo e Zeca. Precoce também foi sua convocação para aquela copa de 70. Aos 20 anos assumia uma das suplências de Félix naquele esquadrão. Os primeiros anos da década de 70 serviram tanto para firmar o goleiro na seleção como na idolatria dos torcedores palmeirenses. Até 78 foram três estaduais e três brasileiros vestindo o terno do verdão. Em 78 foi pro Vasco, ficou dois anos e, depois, vestiu o terno tricolor gaúcho. No grêmio, mais uma vez, foi campeão brasileiro, em 81. Estava em seu auge em 82 e preparado para ir à copa, quando Telê não o chamou. Para muitos, era o melhor goleiro brasileiro naquele ano. No ano seguinte, foi sugerido pela “democracia corintiana” a assumir a meta do timão. A diretoria acatou, mas sempre foi pública a inimizade de Leão com Casagrande, Wladimir e sobretudo, Sócrates, que a certa altura confirmou: "Eu apoiei a contratação do Leão na época, pois achava um grande goleiro. Mas nunca gostei dele como pessoa". A passagem do goleiro pelo Corinthians ficou marcada pela final do paulista de 83, quando fez uma defesa que ainda está viva na memória do fã de futebol, num espetacular chute de Marcão, do São Paulo. Leão seguiu em alto nível até 86, quando fora a sua última copa. Em 87, ainda jogando, assumiu seu primeiro time como técnico, o Sport Recife, que ganharia aquele polêmico título brasileiro, dado a CBF ao time pernambucano. Como técnico, Leão tem um extenso currículo, cheio de glórias e polêmicas. Dentre as quais se destacam a própria conquista de 87 pelo Sport e a campanha santista de 2002. Em 2005, bate de frente com Tevez e Mascherano, no Corinthians. Foi acumulando polêmicas, já vindas do Palmeiras de 89 com Neto. Anos mais tarde, foi no São Paulo, envolvendo o astro do futsal Falcão: o técnico foi acusado de “queimá-lo” em campo. Também no São Paulo, se envolveu em briga com Juvenal Juvêncio, quando (em 2011/2012) Leão teria recomendado JJ a seguir os passos do Papa Bento XVI e “renunciar seu cargo por causa da idade”. Juvenal respondeu “Leão precisa arrumar um emprego.” Foi o último cargo de peso que assumiu. Por que jogava de terno? Leão é o segundo jogador que mais vestiu o terno do Palmeiras, atrás apenas do “Divino” Ademir da Guia. Foi um goleiro extremamente arrojado, seguro e decisivo. Sua cara fechada sempre lhe impunha respeito. É um dos grandes craques brasileiros debaixo da trave, sem dúvida. Mas inimigo público de muita gente... 👤 Emerson Leão 👶 11 de julho de 1949 (67 anos) 🏠 Brasileiro 👕 (como jogador): São José-SP, Palmeiras, Vasco, Grêmio, Corinthians, Sport e Seleção Brasileira. (Como treinador): Sport, Coritiba, Palmeiras, Portuguesa, São José-SP, XV de Piracicaba, Shimizu S-Pulse-JAP, Juventude, Atlético-PR, Verdy Kawasaki-JAP, Atlético-MG, Santos, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, São Paulo, Vissel Kobe-JAP, São Caetano, Al-Saad-CAT, Goiás e Seleção Brasileira. 🏆 (Principais: Jogador): Campeonato Brasileiro: 69, 72, 73 (Palmeiras), 81 (Grêmio). Como técnico (Principais): Copa Comnebol: 97 (Atlético-MG) e 98 (Santos); Campeonato Brasileiro: 87 (Sport), 02 (Santos). 👑 Bola de Prata da revista Placar: 72 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,8) #Palmeiras #Grêmio #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1970 #CopadoMundo1974 #CopadoMundo1978 #Goleiro

  • The invisible wall

    Meu amigo classudo, começamos hoje com a pergunta: carregador de piano também usa terno? Pois bem, nós acreditamos que sim. O carregador de piano é aquele que faz o trabalho duro de fazer a marcação no meio campo e entregar a bola limpinha aos meio-campistas. E hoje trazemos um jogador que cumpriu a função como poucos. Estamos falando dele: Gilberto Silva. O volante mineiro, natural de Lagoa da Prata, pendurou as chuteiras em dezembro do ano passado. Mas continua sua história no futebol, agora como diretor de futebol do Panatinaikos da Grécia. Inclusive, o clube grego foi um dos que Gilberto Silva fez história. Na lista ainda pode-se incluir: América-MG, Atlético-MG, Arsenal e, claro, na Seleção Brasileira. E pensar que o classudo chegou a abandonar o futebol aos 16 anos. Era o primogênito da família e atuava nas categorias de base do América-MG. No ano de 92, sua mãe adoeceu e ele resolveu abandonar as canchas para ajudar nos cuidados em sua casa. Voltou para a cidade e até trabalhou em uma fábrica de caramelos por lá. Para a sorte do time mineiro, Gilberto volta ao time em 96, depois de muita insistência dos amigos que o viam como um bom jogador. O jovem atuava como volante ou zagueiro com o terno do América. Por lá disputou 87 jogos, fez 8 gols e foi destaque do título do Brasileirão da série B conquistado pelo Coelho. Em 00 Gilberto Silva realizou o sonho de jogar no Atlético-MG, seu time de coração. No Galo ele precisou de menos de um ano para conquistar a torcida atleticana. Sendo peça imprescindível no meio-campo do time, destacava-se pelo alto número de desarmes e por fazer poucas faltas. As boas atuações chamaram a atenção de Luiz Felipe Scolari, que reformulava a Seleção Brasileira. O volante terminou a temporada de 01 sendo considerado o melhor jogador atuando em Minas Gerais e integrando o escrete canarinho de Felipão. Era só o começo, porque estava na lista de convocados do Brasil para a Copa do Mundo de 02, reserva imediato de Émerson, dono da camisa 5. Acontece que o titular contundiu-se no rachão durante a preparação do Brasil para o Mundial. Gilberto Silva ganhou a vaga e jogou todos os jogos, sem sair sequer um minuto, na campanha do pentacampeonato. Suas atuações chamaram a atenção de Arsene Wenger, manager do Arsenal, que o contratou para a temporada 02/03. Com o terno vermelho dos Gunners, o carregador de piano brasileiro, ficou conhecido como "The Invisible Wall" ou em bom português: "A muralha invisível". Era titular absoluto do último título inglês conquistado pelo Arsenal em 03/04, quando foram campeões invictos. Ostentando o terno 19 nos tapetes verdes da Inglaterra, Gilberto atuou por 7 temporadas, sendo o capitão boa parte deste tempo. Em seu livro “Invicible”, Wenger escreveu sobre Gilberto Silva: “Ele, para mim, é classe, modéstia, humildade, uma pessoa de primeira qualidade. Estava pronto para se sacrificar pelo time. Você precisa desse jogador em frente à defesa, que está pronto para fazer o trabalho sujo para outras pessoas”. Aos 32 anos se despediu do Arsenal e foi rumo ao Panatinaikos. No time grego, era respeitado e foi campeão nacional por duas vezes. Depois de três anos, o agora veterano volante volta ao futebol brasileiro. Desembarca no sul do Brasil, para atuar no Grêmio. Durante 18 meses no tricolor gaúcho, voltou ao Galo. Já veterano, com 36 anos, aumentou sua história com o terno alvinegro. Participou da campanha épica do título inédito da Libertadores 2013 do Atlético-MG. Era líder do elenco fora de campo e ainda jogou as duas partidas das semi-finais contra o Newell’s Old Boys. A conquista foi sua última como jogador profissional. Já que em 2014 não teve seu contrato renovado com o Galo e ficou longe dos gramados se recuperado de lesão. Apesar de não ter tido uma despedida do tamanho que merecia pela sua história no futebol, Gilberto Silva é lembrado com carinho em todos os clubes que passou. Quem o assistiu jogando pelo Arsenal, sabe que ele está na lista dos maiores volantes – carregadores de pianos – do Brasil nos anos 00. Por que jogava de terno? Porque era o carregador de piano que vestia terno. Roubava as bolas e passava para os companheiro do meio-campo ofensivo. Nos times que passou, era sempre um dos líderes.. Apesar de ser pouco badalado, ficou famoso pelo seu jeito simples e pragmático de jogar futebol. 👤 Gilberto Aparecido da Silva 👶 7 de outubro de 1976 🏠 Brasileiro 👕 América-MG, Atlético-MG, Arsenal, Pantinaikos, Grêmio e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Inglês 03/04, Copa da Inglaterra 03 e 05 (Arsenal), Campeonato Grego 09/10 (Panatinaikos); Copa Libertadores 13 (Atlético Mineiro); Copa do Mundo 02, Copa das Confederações 05 e 09, Copa América 07. 👑 Craque do ano 02 em Minas Gerais pelo Troféu Guará. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #AtléticoMG #AméricaMG #Arsenal #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #Volante

  • Valentin Ivanov: A peça chave da CCCP

    Quando a União Soviética surgiu para o futebol na década de 50 o mundo pós-guerra vivia o auge da Guerra Fria. Muito se falou sobre aquela seleção e seu emblemático uniforme com as letras CCCP. Por trás daquela Cortina de Ferro do bloco comunista, pouco se sabia sobre os jogadores. Falava-se até em uma preparação feita em laboratório por cientistas. Talvez por isso as informações sobre o jogador de hoje sejam escassas. Mas Valentin Ivanov, foi uma das principais peças dessa "máquina soviética". O jogador, assim como quase todo o time não era muito habilidoso. O treinamento rígido dos soviéticos era baseado na força e precisão, nada de dribles. Talvez por isso essa seleção tenha sido mais lembrada pelo coletivo do que por valores individuais. O grande destaque do time estava no gol e atendia pelo nome de Lev Yashin. O que torna Ivanov imortal nessa geração eram os gols. Foi o artilheiro da Copa de 62, com 4 gols (dividiu a artilharia com outros 5 jogadores). Foi também destaque nas outras competições que disputou pelo instinto artilheiro, além de poder desempenhar múltiplas funções em campo. Encerrou a carreira em 66, aos 32 anos, como o terceiro maior artilheiro da União Soviética, com 26 gols em 59 jogos. Em equipes dedicou toda sua carreira a defender o terno do Torpedo Moscou, time que hoje disputa a segunda divisão da Rússia. Por que jogava de terno? Ivanov fez parte de um escrete imortal: a da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS ou CCCP em russo) de 50 a 62 e foi parte importante nas históricas conquistas da medalha de ouro nas Olimpíadas de 56 e na Eurocopa de 60. A falta de informações mais precisas sobre aquela época não nos permite ser mais específicos sobre seu estilo de jogo. O que se sabe é que aquela seleção priorizava o trabalho coletivo, baseado em estudos e treinos rigorosos. E de Valentin Ivanov se esperava aquilo que, de fato ele soube fazer: gols 👤 Valentin Kozmich Ivanov 👶 19 de novembro de 1934, faleceu em 8 de novembro de 2011 (76 anos) 🏠 Soviético 👕 Torpedo Moscou e Seleção Soviética 🏆 Medalha de Ouro dos Jogos Olímpicos de 56 e Eurocopa de 60 👑 Artilheiro da Copa do Mundo de 62 (4 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,7) #SeleçãoSoviética #Meiaatacante #CopadoMundo1958 #CopadoMundo1962

  • O primeiro negro em campo

    A história nos mostra que nem tudo é exato, documentado e provado. O que podemos contar é o que nos chega até os dias de hoje como resquício ou fragmentos de documentos e memórias. Hoje no JdT temos o prazer de escrever sobre o primeiro negro a atuar com a camisa de um clube de futebol no Brasil, Francisco Carregal. Em 1905 o Bangu contava com cinco ingleses (Frederick Jacques, John Stark, William Hellowell, William Procter e James Hartley), três italianos (Cesar Bochialini, Dante Delocco e Segundo Maffeu), dois portugueses (Francisco de Barros e Justino Fortes) e um brasileiro. Operário tecelão da fábrica Bangu, Carregal nas horas vagas praticava o até então esporte elitista chamado futebol. Tinha como hábito se vestir muito bem, pois achava que assim diminuiria as chances de sofrer com o preconceito racial diante de seus colegas de equipe e torcida. Estreou em uma partida oficial contra o elitista Fluminense no dia 14 de maio de 1905. No placar final 5 a 3 para o time do Jardim da Fábrica Bangu. Carregal era uma referência para a população negra que só podia assistir aos jogos. O meio campo incontestável, se destacava na sua função diante os adversários. Mas não passou despercebido ao olhar da Liga Metropolitana de Futebol, determinando que o clube não registrasse "pessoas de cor" como atletas. O clube do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro optou em se afastar da entidade, mantendo o jogador. A atitude do clube começou a ser referência para um novo padrão, pouco a pouco começou a surgir negros em clubes do Rio e do Brasil. Em 1911 o clube voltou à Liga com 4 negros e conquistou o título da segunda divisão. Muito se falou, mas o que ocorreu foi uma maior aceitação de negros dentro de clubes de futebol. Por que jogava de terno? Apesar da falta de informações do jogador, pouco importa se ele era talentoso ou não. O que realmente importa é o pioneirismo dentro do futebol. Sua coragem para enfrentar uma sociedade racista é digna de respeito. Felizmente evoluímos, mas não o suficiente. O que temos hoje é graças a um primeiro passo, esse dado por Carregal e o Bangu. 👤 Francisco Carregal 👶 Sem informações 🏠 Brasileiro 👕 Bangu 🏆 Sem títulos de destaque 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (∞)* * Não é possível dar nota de Classômetro para Carregal #Bangu #Brasil

  • Você sabe quem foi Preguinho?

    14 de Julho de 1930. Uruguai. Estádio Parque Central. O relógio marcava 17 minutos do segundo tempo e o placar apontava Iugoslávia dois, Brasil zero, quando a bola sobrou limpa na frente do gol já sem o goleiro iugoslavo. Preguinho, ídolo do Fluminense, empurrou-a para as redes. Era o primeiro gol da seleção brasileira em uma Copa do Mundo, colocando João Coelho Netto na galeria dos grandes ídolos brasileiros na época. 86 anos depois daquele gol, a JdT presta homenagens a Preguinho. Antes de qualquer coisa, precisamos dizer que ele talvez tenha sido o maior desportista que o Brasil já viu. Motivo? Antes de ingressar no futebol, Preguinho já se destacava em outras modalidades. Durante sua vida, conquistou 387 medalhas e 55 títulos entre natação, remo, atletismo, basquete, vôlei e mais outras tantas. Sua estreia como jogador do Fluminense, inclusive, foi logo após Preguinho conquistar o tricampeonato estadual de natação. Ainda com a medalha no peito, pegou um táxi até o Estádio das Laranjeiras para ajudar o Fluminense a conquistar o Torneio Início do Rio de Janeiro contra o São Cristóvão. Preguinho era sócio do Fluminense antes mesmo de nascer. Sua família era toda tricolor e frequentava a sede do clube diariamente. Durante muito tempo, a família Coelho Netto foi uma das mais influentes no Fluminense. Pelo Flu, jogou de 1925 a 1939. Entrou em campo 174 vezes e marcou 153 gols, sendo o oitavo maior artilheiro da história. Era considerado um ponta esquerda veloz, ágil e goleador. É membro da galeria de ídolos tricolores e jamais recebeu um mísero centavo do Fluminense em toda a sua carreira. Mesmo após a profissionalização do futebol, se recusou a receber dinheiro do clube. Em 1930 foi capitão da seleção Brasileira na Copa do Mundo do Uruguai. Fez o primeiro gol da história da seleção em Copas e saiu como o artilheiro do time na competição. Pela seleção, atuou por 5 jogos e marcou 9 gols. Por que jogava de terno? Há quem diga que Preguinho foi o maior desportista que o Brasil já viu. E seu talento para os esportes também entrava em campo. Com o terno do seu amado Fluminense e da seleção Brasileira, Preguinho cravou seu nome na história do clube e do futebol brasileiro. 👤 João Coelho Netto 👶 8 de fevereiro de 1905, faleceu em 1° de outubro de 1979 (74 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Fluminense e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Carioca 33, 37 e 38 (Fluminense) 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Fluminense #CopadoMundo1930 #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante

  • "El Burrito" Ortega

    Quem tem mais de 20 anos deve se lembrar de Ariel Arnaldo Ortega, ou simplesmente Ortega jogando pelo River Plate ou pela Seleção Argentina. O meia-atacante fez parte de uma incrível geração argentina do final dos anos 90 e início dos anos 2000 que ainda contava com nomes como Riquelme, Verón, Batistuta, Crespo, Ayala, Zanetti, Simeoni, entre outros. Praticamente uma seleção inteira que tem espaço aqui no Joga de Terno. Hoje é a vez de Ortega. "El Burrito" como era chamado, surgiu para o futebol em 90, no River Plate, pelas mãos de Daniel Passarella, ainda com 17 anos. Ganhou destaque pela habilidade com a bola. Era rápido e destemido. Aos 19 já estava na Seleção Argentina usando vestindo a 10, que antes tinha sido de ninguém menos que Maradona. Em 96 foi campeão da Libertadores da América. No ano seguinte assinou pelo Valência da Espanha e depois foi para a Itália defender as cores da Sampdoria e Parma. Em todas essas passagens foram poucas partidas e gols. Voltou ao River Plate em 2000 e ainda tentou mais uma vez a carreira fora da Argentina, quando foi para o Fenerbahçe, da Turquia. Mais um vez de volta ao país de origem em 2004, dessa vez para nunca mais sair. Mas antes do River Plate ainda foi campeão do Torneio Clausura em 2004 pelo Newell's Old Boys. Nessa idas e vindas comuns no mundo do futebol, Ortega não se firmava em nenhuma equipe mas levava consigo um problema que o atrapalhou durante grande parte da carreira: o alcoolismo. Depois de ser reintegrado ao clube de coração e que o revelou para o futebol, o River Plate, jogou por 2 temporadas convivendo com isso até que os dirigentes se cansassem de ver Ortega com problemas de rendimento por causa das bebidas. Foi emprestado então para o Independiente Rivadavia, da segunda divisão da Argentina. O motivo era claro: ter mais comodidade para se tratar, já que o clube ficava próximo de Santiago, no Chile, onde fazia o tratamento contra a dependência. Não deu muito certo e em 2009, após mais uma recaída, foi impedido de reintegrar a equipe e emprestado em 2011 para o All Boys, mas não conseguiu uma grande sequência de partidas por estar fora de forma e acertou com o Defensores de Belgrano, da terceira divisão argentina. Depois de tantos problemas com o álcool e a dificuldade de manter a forma, encerrou a carreira em 2012. Por que jogava de terno? Jogou 3 Copas do Mundo (94, 98 e 02), é ídolo do River Plate e um dos grandes nomes da Argentina da década de 90. Aqui no JdT a gente preferiria engrandecer esses feitos, falar dos grandes lances ou dos belos gols. Mas quando você faz uma busca pelo nome Ortega e percebe que quase toda matéria liga o jogador a problemas com o álcool é difícil a gente se esquivar disso. Afinal, isso pode ser uma surpresa para muitos. Quem viu Ortega entortar os zagueiros no final da década de 90 com certeza vai preferir ficar com aquela lembrança daquele meia-atacante de rara habilidade e visão de jogo. 👤 Ariel Arnaldo Ortega 👶 4 de março de 1974 (42 anos) 🏠 Argentino 👕 River Plate, Valência, Sampdoria, Parma, Fenerbahçe, Newell's Old Boys, Independiente Rivadavia (ARG), Defensores de Belgrano (ARG) e Seleção Argentina 🏆 (principais) Copa Libertadores da América 96, Torneo Apertura 91, 93, 94 e 96 e Torneo Clausura 02 e 08 (River Plate), Torneo Apertura 04 (Newell's Old Boys) e Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos 95 (Seleção Argentina). 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #RiverPlate #Sampdoria #SeleçãoArgentina #CopadoMundo1998 #Meiaatacante #CopadoMundo2002

  • O caminho da volta por cima ele conhece

    O classudo de hoje é um cara de peso. Seja pelo que jogou ou passou. Ricardo Gomes poderia ter seu nome em letras douradas como aqueles que conquistaram uma Copa do Mundo para o Brasil. Mas não tem. Poderia estar afastado dos holofotes do futebol, depois de um AVC hemorrágico enquanto dirigia o Vasco numa partida contra o Flamengo. Mas não está. Vamos pelo começo. Ricardo Gomes é fruto das Laranjeiras. Estava na equipe tricampeã carioca entre 83 e 85 e ainda campeã brasileira de 84. Zagueiro muito técnico e inteligente, sua boa fase na década de 80 lhe rendeu convocações e lugar garantido na seleção que disputaria a copa de 90. A Copa foi um desastre para aquele time de Lazaroni, como sabemos (pior pra Ricardo, expulso no jogo da eliminação contra a Argentina). Mas a boa fase de Ricardo prosseguia nos anos 90. Já no Benfica, desde 88, ele virou referência da zaga Brasileira. Já ostentava a braçadeira de Capitão com a camisa canarinho e sua carreira deslanchava na Europa: do Benfica ao Paris Sant-Germain. Na França, a segurança e a sobriedade eram características natas. Contudo, em 94, já convocado para a Copa nos EUA, se lesionou no último amistoso preparatório para a competição. Foi cortado. Depois da Lesão, em 95, voltaria ao Benfica, onde mais uma vez, fizera ótima temporada. Aos 31 anos, se aposentava em terras lusitanas, em 96. Naquele mesmo ano, dava início a sua carreira de treinador, primeiro no PSG. Em 99, voltava ao Brasil, onde treinou times como Vitória, Coritiba e Guarani. Em 2002 assumia a seleção Olímpica do Brasi. Contudo, de 2005 a 2009 ficaria na Europa e retornaria em 2009, no São Paulo. A fase tanto no tricolor paulista como no Vasco, com títulos importantes e equipes organizadas, elevaram Ricardo ao cenário de grandes treinadores à época. Mas em 2011 sofreu um AVC durante um Vasco e Flamengo. Saiu do jogo direto pro hospital onde passaria três horas para drenar um coágulo no cérebro. A carreira como treinador já era dada como encerrada quando, surpreendentemente, foi anunciado no Botafogo, que jogava na série B em 2015. Quatro anos depois do incidente, um título de campeão no certame de acesso. Ricardo hoje segue no Glorioso, onde já foi sondado a treinar outras equipes. Por que jogava de terno? É considerado por muitos como um dos melhores zagueiros que já vestiram a camisa canarinho. Técnico, sério, não brincava em campo. Fez uma dupla muito contundente com Ricardo Rocha. Fez temporadas impecáveis com a camisa do Fluminense, PSG e Benfica. Hoje é lembrado como aquele “zagueiro-zagueiro”. Um ser-humano que não se abate com os reveses. 👤 Ricardo Gomes Raymundo 👶 13 de Dezembro de 1964 (51 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Como jogador: Fluminense, Benfica, Paris Saint-Germain e Seleção Brasileira. Como treinador: PSG, Vitória, Sport, Guarani, Coritiba, Juventude, Fluminense, Flamengo, Bordeaux, Monaco, São Paulo, Vasco e Botafogo 🏆 (principais) Como jogador: Campeonato Brasileiro: 84 (Fluminense), Campeonato Português: 88/89 e 90/91, Campeonato Francês: 93/94 (PSG), Copa América: 89 (Seleção Brasileira). Como treinador: Copa da França: 98 (PSG), Copa do Brasil: 11 (Vasco) e Campeonato Brasileiro série B: 2015 (Botafogo). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,6) #Fluminense #PSG #SeleçãoBrasileira #Brasil #Zagueiro

  • A cabeçada mais famosa do mundo

    9 de julho de 2006. Data da final da Copa do Mundo na Alemanha, com jogo entre Itália e França. O classudo deve se lembrar do jogão que foi. Porém, é impossível falar desta partida sem lembrar da cabeçada do maestro Zinédine Zidane no zagueirão Materazzi. E aqui no JdT, vamos relembrar a carreira do italiano. Já se passaram 10 anos da cabeçada de Zizou e, ainda se especulava o que Materazzi teria dito para a reação do francês. Eis que em entrevista ao L'Équipe na última semana, o zagueiro revelou: "Falei da irmã dele, mas não de sua mãe, como li em alguns jornais. Minha mãe morreu quando eu tinha 15 anos. Então, eu nunca seria baixo o suficiente para insultar a mãe dele." O que talvez poucos se lembram é que Materazzi foi destaque da desacreditada Seleção Italiana. Ao lado de Fábio Cannavaro, compôs uma defesa de respeito. E na final foi o protagonista italiano. Antes da cabeçada que tomou, foi ele quem cometeu o pênalti em Zizou, que bateu com sua categoria típica e fez um golaço. Materazzi, até então o vilão, logo tornou-se o herói quando marcou o gol que empatou. O tento levou a disputa para a prorrogação (quando aconteceu a cabeçada). Persistindo o empate, foi aos pênaltis que deram o tetra campeonato mundial para a Azzurra. O início da carreira de Marco Materazzi foi mais difícil que levar uma cabeçada. No começo, rodou nos tapetes de clubes pequenos da Itália, até se firmar no Peruggia. Na temporada 98/99 teve uma passagem apagada pelo futebol inglês, atuando pelo Everton e logo voltou para Itália. Vestindo o terno do Peruggia, Materazzi já mostrava ser um zagueiro-artilheiro. Por lá foram 98 jogos e 22 gols. O desempenho chamou a atenção dos executivos da Internazionale, que o contratou em 2001. No clube de Milão, a carreira do xerifão começava a deslanchar. Com o terno azul e preto da Inter, Materazzi tornou-se ídolo. Jogou por lá até 2011. Nestes 10 anos, entrou em 302 partidas e colecionou cinco scudettos da Serie A. Além disso, esteve no escrete campeão da Champions League com José Mourinho. Marco Materazzi foi um zagueiro com pinta de bad boy. É daqueles jogadores que quando faltava técnica, sobrava raça. O seu jeito irreverente e o amor pelo futebol, atraiu fãs no mundo inteiro e o colocou na história do mundo da bola. Por que jogava de terno? Materazzi nunca fez questão de ser um classudo. Era um beque-central sério que cumpria bem sua função e batia quando tinha que bater. Como diferencial, fez seus gols nos times que passou e merece até a alcunha de zagueiro-artilheiro. Com estas qualidades, tornou-se um dos principais personagem do tetracampeonato mundial da Itália. 👤 Marco Materazzi 👶 19 de agosto de 1973 (42 anos) 🏠 Italiano 👕 Marsalla, Trapani, Peruggia, Carpi, Everton, Internazionale, Seleção Italiana. 🏆 (principais) Campeonato Italiano 05/06, 06/07, 07/08, 08/09, 09/10; Copa da Itália 04/05, 05/06, 09/10, 10/11; Champions League 09/10; Mundial Interclubes (Internazionale); Copa do Mundo 2006 (Itália). 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Internazionale #SeleçãoItaliana #CopadoMundo2006 #Zagueiro

  • Zagueiro de terno ou zagueiro-zagueiro

    No dia 5 de julho de 1982, a seleção brasileira enfrentava a Itália, pela segunda fase da Copa do Mundo da Espanha, na condição de “favoritaço”. Depois de 3 vitórias na fase inicial e de despachar a Argentina, com direito a expulsão de Diego Maradona, a seleção de Telê encantava o mundo com um futebol cheio de classe, toques inteligentes e gols maravilhosos. Além de craques como Júnior, Cerezo, Falcão, Sócrates, Zico e Éder, a seleção titular contava com dois zagueiros de estilo clássico: Oscar (São Paulo) e Luisinho (Atlético-MG). Já nos primeiros minutos do jogo, uma bola cruzada sobre a área encontra Paolo Rossi no espaço entre Luisinho e o lateral-esquerdo Júnior. Depois do empate (Sócrates), uma bola mal recuada de Cerezo para Luisinho proporciona o segundo gol da Itália. Apontado por muitos como o sucessor do grande Domingos da Guia, “depois da tragédia do Sarriá” Luisinho foi considerado culpado pela derrota e estigmatizado (assim como Toninho Cerezo) por ter “amarelado”. Coincidentemente, na Copa do Mundo de 1938, disputada na França, Domingos da Guia deu adeus à sua pretensão de título ao ver a Itália vencer o Brasil por 2x1 na fase semifinal. Mineiro de Nova Lima, onde iniciou carreira no Vila Nova, titular absoluto do Atlético Mineiro desde 1978, Luisinho não foi mais convocado para a seleção brasileira, mas continuou com seu futebol clássico e vistoso, conquistando mais 5 títulos do Campeonato Mineiro (já detinha 4 anteriores), disputou ao todo 537 jogos e marcou 21 gols. Só recentemente foi superado pelos zagueiros Réver e Leonardo Silva, esses mais próximos da definição de “zagueiro-zagueiro”. Em 1989 foi cedido ao Sporting Lisboa, tendo retornado ao Brasil em 1992, devido a problemas familiares. Desprezado pelo Atlético Mineiro (segundo o próprio jogador) foi contratado pelo rival Cruzeiro, transferindo-se em 1995 para o Vila Nova, clube no qual encerrou a carreira no ano seguinte. Entrevistado pelo repórter Nivaldo de Cillo em 2015, o “zagueiro de terno” declarou que, em 1982, “faltou humildade para todos nós, jogadores e comissão técnica”, aludindo à possibilidade de chegar à final com um empate contra os italianos. Por que jogava de terno? Segundo a Enciclopédia Galo Digital, “Luizinho sempre deixava o campo com a expressão serena de quem está voltando de um agradável passeio, sem parecer ter corrido 90 minutos em campo atrás da bola e protegendo sua área”. Não era muito forte fisicamente, mas sabia antecipar e prever o desfecho das jogadas e, mesmo não sendo veloz, conseguia tomar a bola dos adversários antes mesmo que eles a dominassem. Enfim, sem demonstrar grande esforço, apresentava um estilo leve e solto de jogar. Ao mesmo tempo virtude e maldição. 👤Luiz Carlos Ferreira 👶 22 de outubro de 1958 (57 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Vila Nova, Atlético Mineiro, Sporting (Portugal) e Cruzeiro e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonatos Mineiros de 79-83, 85-86 e 89-90 👑 Bola de Prata da Revista Placar (80 e 87) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,17) #AtléticoMG #SeleçãoBrasileira #Brasil #Zagueiro #CopadoMundo1982

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