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  • Entra lá e faz!

    Quantos são os reservas nesse Brasil que são tão importantes quanto um titular? Sabe, aquele que vai entrar nos 45 minutos finais e mudar o jogo ou ampliar a vantagem. O aniversariante de hoje é um deles. Tupãzinho (hoje completando 48 anos) ganhou a alcunha de Talismã da Fiel justamente por fazer gols importantes com o terno do Timão depois de sair do banco de reservas. Contudo, seu gol mais famoso foi mesmo como titular, na final do Campeonato Brasileiro de 90, na final contra o São Paulo. Antes de se consagrar com a fanática torcida, Pedro Francisco Garcia começou na base do São Bento-SP. A equipe do interior paulista emprestou o meia-atacante num “pacote” ao Timão, já que a equipe da capital precisava mesmo era de um zagueiro. Fato é que Tupãzinho caiu como uma luva no time que tinha como referência o craque Neto. A agilidade, rapidez e movimentação do camisa 9 deu muita oportunidade para o Craque marcar seus gols. Foi mais ou menos assim que saiu o gol descrito há pouco. Ainda que a jogada envolvesse Fabinho, outro bom jogador daquele Corinthians campeão. Mesmo o craque daquele esquadrão fosse Neto, a torcida considera justa aquele gol ter saído dos pés de Tupãzinho, dada sua entrega e importância no time. Depois de 90, Tupãzinho perdeu a titularidade, mas nunca a importância. Foi assim que ajudou o Timão a conquistar um paulista e a Copa do Brasil em 95. Participou do lance que consagrou outro ídolo do Corinthians, Marcelinho Carioca: foi de Tupã o passe pro Pé de Anjo marcar aquele golaço contra o Santos em plena Vila Belmiro, que rendeu ao artilheiro uma placa oferecida por Pelé em pessoa. Em 96 saiu do Corinthians e foi jogar no Fluminense, sem muito destaque. A partir daí, foi de clube em clube atrás de uma regularidade, que nunca conseguiu. Somente um breve destaque no América Mineiro. Ainda assim, no Meca, era chamado de “Tupãzinho do Corinthians”. Hoje é técnico do Vocem-SP e consagrado como um dos grandes ídolos do Timão. Por que jogava de terno? A agilidade de Tupãzinho foi fundamental para o Corinthians na primeira metade da década de 90. Sua movimentação confundia a defesa adversária, sofria muita falta na entrada da área – o que era primordial para um time que tinha como cobrador alguém como Neto. Sempre foi muito dedicado e quando entrava em campo, conseguia, grande parte das vezes, mudar a partida a favor do Timão. 👤 Pedro Francisco Garcia 👶 07 de julho de 1968 🏠 Brasileiro 👕 São Bento-SP, Corinthians, Fluminense, América-MG, XV de Piracicaba, Matonense-SP, Caldense-MG, Jaboticabal-SP, União Rondonópolis-MT, CENE-MS, Paranavaí-PR, Real Intubiara-GO 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro: 90, Copa do Brasil: 95 (Corinthians); Campeonato Brasileiro série B 97 (América-MG) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) #Corinthians #Brasil #Meiaatacante

  • O foguete molhado da Inglaterra

    Joe Cole, apelido de Joseph John Cole, é um daqueles jogadores que foram postulantes a craques no começo da carreira. Principalmente na Inglaterra do começo do século XXI que buscava reestruturar sua seleção, em busca de novas conquistas. É certo que o nosso classudo de hoje, teve algum sucesso na carreira, entretanto os ingleses esperavam mais de Cole. Revelado no West Ham em 98, era o destaque e a surpresa dos Hammers na Premiere League, durante as cinco temporadas que jogou por lá. As boas atuações renderam a Cole a convocação para Seleção Inglesa para disputar a Copa do Mundo de 02. Na ocasião, o escrete inglês foi eliminado nas quartas-de-final pelo Brasil. Depois da passagem com o terno branco da Inglaterra e disputar 150 jogos pelo West Ham, foi contratado pelo Chelsea em 03. Pouco tempo após a contratação de Joe Cole, Roman Abramovich torna-se dono do clube londrino e injeta alguns milhões nos cofres. Nos Blues, do lado de estrelas como Lampard, Terry e Drogba, foi tricampeão da Premiere League. Aos 29 anos, a "eterna promessa" inglesa encerra seu ciclo com o terno do Chelsea e começa sua trajetória no Liverpool. As lesões começam a perseguir Cole e as boas atuações vão desaparecendo. Com passagem pouco empolgante nos Reds, é emprestado ao Lille e assim inicia a derrocada de uma carreira que parecia mais promissora. Da França, volta ao clube que o mostrou para o futebol. No West Ham teria a chance de encerrar sua carreira jogando grandes competições. Não foi o que aconteceu. Na segunda passagem com o terno dos Hammers, foram apenas 37 jogos e logo foi cedido ao Aston Villa. Por lá, só 16 jogos e aí se aventurou no soccer dos Estados Unidos no Tampa Bay Rowdies. Como percebem, depois da saída do Chelsea, a carreia de Joe Cole não deslanchou. Pouca regularidade e muitas lesões. Com todas as glórias e bons contratos de outrora, poderia ter encerrado sua carreira. Mas Cole é apaixonado por jogar futebol e em 15/16 desfila nos tapetes da terceira divisão inglesa, pelo Coventry City. Por lá é o principal jogador, líder em campo e tem achado seus golaços de falta. Na temporada que passou, terminou na 8ª colocação, mas chegou a vislumbrar o acesso à segundona inglesa. Depois de promessa, Joe Cole talvez não tenha se tornado um craque, mas é daqueles jogadores que logo se vê ser um apaixonado por futebol. Por que joga de terno? Porque teve grandes conquistas na Inglaterra. Além de sua velocidade e habilidade, exercia diferentes funções no campo de ataque dos times em que jogou. Apesar de eterna promessa, teve suas glórias e contribuiu também com a Seleção Inglesa. 👤 Joseph John Cole 👶 8 de novembro de 1981 (34 anos) 🏠 Inglês 👕 West Ham, Chelsea, Liverpool, Lille, Aston Villa, Coventry Club e Seleção Inglesa. 🏆 (principais) Campeonato Inglês: 04/05, 05/06, 09/10; Copa da Inglaterra: 06/07, 08/09, 09/10, Copa da Liga Inglesa: 04/05, 06/07 (Chelsea). 👑 Jogador do ano do Chelsea 08 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,2) #Chelsea #WestHam #SeleçãoInglesa #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #Meiaatacante

  • O artilheiro que voltou

    Primeira fase da Copa Libertadores de 2005 e o zagueiro argentino Desábato sai da partida entre São Paulo e Quilmes algemado sob acusação de racismo contra um atacante brasileiro. De classe, o caso não teve nada, mas ficou marcado na trajetória do jogador que sairia campeão do torneio naquele ano e que hoje é figura na página do JdT. Estamos falando de Edinaldo Batista Libânio, o Grafite. Grafite chegou ao Santa Cruz em 2001 sem ter passado por categorias de base, segundo ele. "Controle de bola, passe, cabeceio, eu não tive nada disso. Aprendi na várzea, aprendi a jogar futebol na vida. Não tive essa divisão de base que falam no futebol". Teve identificação imediata com o tricolor do Arruda e sua torcida, principalmente pelos gols (tanto os marcados quanto os perdidos). Foram 16 gols em 22 jogos, o que não evitou o rebaixamento da equipe para a série B de 2002. Depois dali, teve rápidas passagens pelo Grêmio e Anyang Cheetahs, da Coréia do Sul. Já pelo São Paulo, viu seu nome explodir no cenário nacional, não apenas pelo caso citado aqui, mas também pelas conquistas. O atacante viveu uma relação de amor e ódio com a torcida tricolor. Em 2004, foram dele os dois gols na vitória de 2 a 1 contra o Juventus, rebaixando a equipe da Mooca e salvando o rival Corinthians do rebaixamento no Campeonato Paulista, o que deixou boa parte dos torcedores irritada. Porém, em 2005, a redenção viria melhor que o esperado. Mesmo com lesão, foi peça importante em um ano glorioso para a equipe, sagrando-se campeão paulista, da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa. O auge da carreira internacional ainda estava por vir. Pelo Wolfsburg, da Alemanha, Grafite foi um dos destaques, ajudando os lobos a conquistarem o primeiro título alemão de sua história, na temporada 08/09, sendo também o artilheiro da competição com 28 gols. Formando dupla com Edin Džeko, bateu a meta de cinquenta e três gols marcados por Gerd Müller e Uli Hoeneß (atuando pelo Bayern de Munique, na temporada 72/73), registrando cinquenta e quatro. Na temporada seguinte, ainda foi responsável pela primeira vitória da equipe alemã na Liga dos Campeões da UEFA, quando fez um hat-trick contra o CSKA, de Moscou, na partida de abertura do evento. Ainda em 2010, o centroavante faria parte da polêmica seleção de Dunga, quando seu nome foi cotado no lugar de Neymar ou Ganso. Mas em campo mesmo, foram apenas seis minutos, sem contar os acréscimos. Em 2015, Grafite volta para solo brasileiro e para o time de coração, Santa Cruz. O reencontro do camisa 23 com a torcida coral foi de muita comemoração. Participou do elenco que levou a equipe pernambucana de volta à elite do futebol brasileiro, também ajudou a levantar a taça da Copa Nordeste e do campeonato estadual, sendo o artilheiro nas duas competições, e ainda o estadual de 2016. Apesar da campanha irregular do Santa Cruz no Brasileirão deste ano, Grafite tem a vice artilharia, com oito gols até o momento. Mas o atacante já disse que abriria mão de sua marca para ver o clube em melhor posição. “Não adianta nada estar na fase boa e não estar vencendo. Eu preferia não estar brigando pela artilharia e a equipe brigando, pelo menos, na parte intermediária da tabela”, falou o craque! Por que joga de terno? Só perde gol quem tenta fazer, e esse faz muitos! Grafite veste o terno porque joga com a bola e sem, sabe se posicionar e tem postura de quem resolve em campo, faz o que tem que ser feito. 👤 Edinaldo Batista Libânio 👶 2 de abril de 1979 (37 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Matonense, Ferroviária, Santa Cruz, Grêmio, Anyang Cheetahs (KOR) , Goiás, São Paulo, Le Mans (FRA), Wolfsburg (ALE), Al-Ahli (UEA), Al-Saad (QAT) e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Copa Libertadores da América 05, Mundial de Clubes da FIFA 05 (São Paulo), Campeonato Alemão 08/09 (Wolfsburg), Campeonato Emiratense (Al-Ahli), Copa do Nordeste (Santa Cruz). 👑 Bola de Prata 03, Jogador do Ano do Campeonato Alemão 09, Futebolista Alemão do Ano 09, Craque da Copa Nordeste 16. Classômetro: 👔👔👔👔👔(5,5) #SantaCruz #Wolfsburg #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo2010 #Atacante

  • O carrapato colombiano

    Freddy Rincón fez parte da maior geração de jogadores da Colômbia. Conquistou grandes títulos em equipes do Brasil e teve breve passagem pela Europa. O colombiano conhecido por seu temperamento explosivo é o destaque de hoje do Joga de Terno. O volante surgiu para o futebol na metade dos anos oitenta, quando se destacou em equipes interioranas da Colômbia. Conhecido por sua garra dentro de campo, Rincón sofreu por impulsos acontecido em horas erradas. Foi chamado de "Ruincon" pela torcida do Palmeiras quando chegou ao Brasil. Mas por outro lado, nessa mesma época, já era estrela da Seleção Colombiana. Na seleção atuou ao lado de Valderrama, Valencia e Asprilla. Esteve em campo em 84 nas partidas com a camisa amarela tendo se destacado no 5 x 0 diante a Argentina dentro do Monumental de Nuñes. No Corinthians viveu dias de glórias fazendo parte de uma das maiores gerações da equipe. Foi bi campeão brasileiro e campeão do mundo (segundo a FIFA) ao lado de Marcelinho, Ricardinho, Luizão e Dida. Rincón faz parte do imaginário corinthiano até hoje, sinônimo de raça e sangue dentro de campo. Deixou saudades na fiel torcida! Após o Corinthians passou por Santos, Cruzeiro e retornou ao Parque São Jorge, em uma breve passagem, onde encerrou sua carreira como jogador. Logo após a “aposentadoria” virou técnico de futebol e perambulou por alguns times brasileiros de pequena expressão. Por que jogava de terno? Não era um jogador habilidoso, mas sabia muito bem o que fazer com a bola. Tinha certa qualidade na saída de jogo e marcava como poucos, um verdadeiro tanque no meio de campo. 👤 Freddy Eusebio Rincón Valencia 👶 14 de agosto de 1966 (49 anos) 🏠 Colômbiano 👕 Atlético Boenaventura, Tolima, Independiente Santa Fé, América (COL), Palmeiras, Napoli, Real Madrid, Palmeiras, Corinthians, Santos, Cruzeiro, Corinthians, América de Cali (COL) e Seleção Colombiana 🏆 (principais) Copa Colombia 89 (Independiente Santa Fé), Campeonato Colombiano 90, 92 (América) Campeonato Brasileiro 98, 99, Campeonato Mundial de Clubes da FIFA 2000 (Corinthians) 👑 Bola de Prata 99 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Corinthians #AméricadeCali #SeleçãoColombiana #CopadoMundo1994 #Volante

  • O pé de anjo

    Subúrbio carioca, 1985: um menino franzino com então 14 anos de idade chama a atenção nos campeonatos juvenis da cidade vestindo a camisa do Madureira. Os olhos dos grandes clubes do Rio de Janeiro se voltam para Marcelo Pereira Surcin que, em breve, se tornaria o Marcelinho Carioca. O jovem Marcelo acabou desembarcando no Flamengo e, na Gávea, encontrou os também jovens Djalminha, Júnior Baiano e Paulo Nunes. Com eles, formou uma das maiores gerações formadas dentro do clube e que, com o tempo, não seria tão bem aproveitada. Em 1990 conquistou a primeira Copa São Paulo da história do clube Carioca e ascendeu de vez ao elenco profissional. Fato que não seria problema para Marcelinho: já havia substituído um tal de Zico em um Fla-Flu abarrotado de gente no Maracanã em 1988. Detalhe: com apenas 17 anos. Com o terno rubro-negro conquistou títulos expressivos como a Copa do Brasil de 1990 e o Campeonato Brasileiro de 1992. Porém, sua imagem ficaria marcada pela perda de um pênalti na final da Copa dos Super Campeões da Libertadores em 1993 contra o São Paulo. Mal sabia ele que aquele seria apenas o primeiro pênalti que lhe traria dores de cabeça. Ainda em 1993 a diretoria do Flamengo negociou o jogador, contra a sua vontade, com o Corinthians. Foi em São Paulo onde incorporou o apelido Carioca ao nome. No dia de sua apresentação disse: "Quero marcar minha passagem aqui. Vim para o Corinthians para ser campeão!". A identificação com a torcida é imediata e uma passagem gloriosa estava começando. É bem verdade que podemos dividi-la em duas partes. A primeira tem seu auge no título da Copa do Brasil de 1995. Em 1997 é vendido ao Valencia, da Espanha, por 7 milhões de dólares. Porém não se adapta e amarga a reserva. Fato que o levou a querer voltar para o Brasil. Ao saber da vontade do jogador, Eduardo José Farah, presidente da Federação Paulista de Futebol na época, comprou o passe de Marcelinho junto ao Valencia e depois criou o "Disque Marcelinho" para o qual, ao custo de três reais por ligação, os torcedores de São Paulo, Palmeiras, Santos e Corinthians deveriam ligar e escolher o futuro do jogador. Com 62,5% das ligações, Marcelinho voltou ao Corinthians nos braços da massa para fazer história. De 1998 a 2001 foi o ídolo maior de um time recheado de estrelas. Ao lado de Rincón, Vampeta e Ricardinho, formou um dos meio campos mais temidos do futebol brasileiro no fim da década de 90 e começou a colecionar títulos: os Paulistas de 1999 e 2001, os Brasileiros de 1998 e 1999 e a Copa do Mundo de Clubes de 2000. Mas falha seguidamente na luta pelo título dos sonhos dos corintianos: a Copa Libertadores da América. Pior: em 1999 e 2000 as eliminações são para o maior rival Palmeiras. Ainda pior: Marcelinho para no goleiro Marcos na última cobrança nas disputas de pênaltis da semifinal de 2000. Após briga com Ricardinho em 2001, deixa o clube do Parque São Jorge e passa por Santos, Gamba Osaka do Japão, Vasco da Gama (onde é Campeão Carioca em 2003), Al Nasr da Arábia Saudita, Ajaccio da França e Brasiliense. Volta ao Corinthians em 2006, mas já sem o brilho de antes. Joga pouco jogos durante o ano e tem seu contrato rescindido a pedido do então técnico Emerson Leão. Em 2007, o Santo André oficializou sua contratação para a disputa do Campeonato Brasileiro da série B, onde Marcelinho foi peça fundamental para o acesso. No dia 13 de Janeiro de 2010, se retirou do futebol na vitória do Corinthians sobre o Huracán da Argentina por 3 a 0 em amistoso realizado no estádio do Pacaembu. Por que jogava de terno? Marcelinho foi o grande ídolo de um dos maiores times da história do Corinthians. Colecionou títulos e a admiração dos corintianos. Foi um meia de ligação criador de jogadas, artilheiro e um exímio batedor de faltas, que certamente deixa saudades no futebol brasileiro. 👤 Marcelo Pereira Surcin 👶 1 de fevereiro de 1971 (45 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Corinthians, Valencia, Santos, Gamba Osaka (JAP), Vasco da Gama, Al-Nasr (EAU), Ajaccio (FRA), Brasiliense, Santo André e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa do Brasil 90 e Campeonato Brasileiro 92 (Flamengo), Copa do Brasil 95, Campeonato Brasileiro 98 e 99 e Copa do Mundo de Clubes 00 (Corinthians) 👑 Bola de Ouro: 99, Bola de Prata 94, 99 e 03 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Flamengo #Corinthians #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia

  • Luca Toni e seu terno fora de moda

    Luca Toni nunca foi uma unanimidade com a camisa 9, mas uma coisa ninguém discute, o italiano sabia como fazer gol. Não tinha muita técnica, nem saía tanto da área para buscar o jogo, ficava lá dentro esperando a bola chegar pra empurrar pra dentro da rede. Características de um centroavante clássico, mas em extinção. Segundo o próprio teria dito “Hoje em dia, os centroavantes não estão mais na moda”. Revelado pelo Modena, em 94, Toni rodou por diversos clubes italianos mas só foi se destacar no futebol 10 anos depois, quando foi artilheiro da série B com o terno do Palermo. A melhor fase da carreira viria em 2006, quando marcou 33 gols e recebeu a Chuteira de Prata. 31 pela Fiorentina e 2 pela Seleção Italiana na Copa do Mundo, quando a Azzurri foi campeã. A despedida dos gramados veio pela penúltima rodada dessa temporada. Jogando pelo Hellas Verona, ele entrou e marcou, de pênalti e com direito a cavadinha, o primeiro gol da vitória por 2x1 contra a campeã Juventus. A escolha foi proposital, Toni queria agradecer a torcida que o acolheu já em fim de carreira. Ao fim da partida aplaudiu e foi aplaudido de pé pelos torcedores que viram também o time ser rebaixado nesta temporada. A despedida de Toni é também a de mais um centroavante clássico da Itália, que já revelou nomes como Paolo Rossi e Giuseppe Meazza. O 4-4-2, muito comum na época que Toni começou a jogar futebol deu lugar ao 4-2-3-1 e um tal de "falso 9" no ataque. "Quando eu estava na seleção, todos os atacantes estavam marcando 20, 25 gols por temporada. Agora não temos mais um centrovante que seja titular em um grande time”, disse Toni. Por que jogava de terno? Infelizmente essa declaração do Toni também se aplica ao resto do mundo do futebol. Quantos centroavantes matadores -como era Luca Toni- ainda existem aqui no Brasil? Quantos fazem mais de 20 gols por temporada? E nas seleções? Toni, de fato, não foi um grande craque, mas sabia fazer gol. Jogou por 15 clubes e fez gol em todos eles. E por mais que a gente goste sempre de um futebol bem jogado, o momento máximo do jogo é mesmo quando a bola balança as redes, né? 👤 Luca Toni 👶 26 de maio de 1977 (39 anos) 🏠 Italiano 👕 Modena (ITA), Empoli (ITA), Fiorenzuol (ITA), Lodigiani (ITA), Treviso Vicenza (ITA), Brescia (ITA), Palermo (ITA), Fiorentina (ITA), Bayern de Munique (ALE), Roma (ITA), Genoa (ITA), Juventus (ITA), Al-Nasr (EAU), Hellas Verona (ITA) e Seleção Italiana 🏆 (principais) Serie B 04 (Palermo), Campeonato Alemão: 07/08 e Copa da Alemanha: 07/08 (Bayern de Munique) e Copa do Mundo 06 (Seleção Italiana) 👑 Chuteira de Ouro: 05/06, Seleção da Copa do Mundo 06 Artilheiro da Serie B 03/04 (29 gols), Artilheiro da Serie A 05/06 (31 gols) Artilheiro da Bundesliga 07/08 (24 gols) Artilheiro da Copa da UEFA 07/08 (10 gols), Artilheiro Serie A TIM 14/15 (22 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,3) #Palermo #Fiorentina #SeleçãoItaliana #CopadoMundo2006 #Atacante

  • Precisamos falar sobre Gilmar Rinaldi

    Quando as entrevistas coletivas do, agora então, ex-técnico Dunga começavam, os presentes já sabiam que uma pergunta poderia ser respondida não pelo comandante da seleção, mas sim pelo seu braço direito, o coordenador-geral Gilmar Rinaldi. Assim como Dunga, Gilmar fora anunciado logo após a trágica copa de 2014, a fim de reestruturar a seleção e cicatrizar as feridas do 7x1. Não deu certo. O envolvimento do ex-goleiro gerou polêmicas por conta de seu passado como empresário de jogadores. Muito apontaram que alguns jogadores selecionados em algumas convocações teriam envolvimento com Rinaldi. Contudo, sabemos desse passado recente do, agora, cartola. Mas poucos sabem que há não muito tempo, Gilmar fora um goleiro de respeito e que fizera parte daquela grande seleção de 94. Seu primeiro ano como profissional já foi na temporada de 1979, de cara, campeão brasileiro pelo Internacional, mesmo sendo um dos suplentes de Manga. Ainda ficou no colorado pra ser tetra-campeão gaúcho entre 81 e 84. Sua regularidade como titular o levou para o São Paulo, onde conquistou seu primeiro título brasileiro como titular, em 86. No final da década de 80, entre um título e outro pelo tricolor paulista, viu sua titularidade abalada com a chegada de Rojas e, posteriormente, Zetti. Já aos 32 anos, viu sua chance de voltar ao terno número 1 com o Flamengo, em 91. A boa forma o fez ser, mais uma vez, campeão brasileiro em 92. A regularidade prosseguiu até 94, o levando a ser um dos três goleiros convocados para a copa dos Estados Unidos. Campeão, viu uma oportunidade para jogar no Japão, onde encerrou carreira em 1999. Penduradas as chuteiras, Gilmar voltou a usar terno, mas dessa vez terno de fato. Ainda em 99, retornou ao rubro-negro carioca como superintendente de futebol. A passagem de Rinaldi pelo Flamengo foi marcada pela discussão, pela imprensa, com o craque Romário. O baixinho negava as multas aplicadas pelo superintendente, que exigia ainda que o camisa 11 comparecesse a todos os treinos durante o dia. O que sabemos que o baixinho sempre se negava. Com razão ou não no caso contra Romário, fato é que Gilmar se tornou um dos retratos do fracasso que foi a segunda era-Dunga. Sempre rebatendo opiniões de jornalistas e comentaristas na imprensa, resultando polêmicas. Hoje, fica impossível não falar do Gilmar três vezes campeão brasileiro sem nos lembramos do cartola, vestindo ternos de dúvidas quanto a sua capacidade. Uma pena! Por que jogava de terno? Gilmar sempre fizera parte de escretes campeões: seja jovem no Inter de 79 como veterano na Seleção de 94. Sempre se postou bem sob a meta, imprimindo respeito a quem o encarece dentro da área. Mereceria sempre ser lembrado por suas conquistas dentro de campo. Talvez não seja. 👤 Gilmar Luis Rinaldi 👶 13 de janeiro de 59 (57 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Internacional, São Paulo, Flamengo, Cerezo Ozaca-JAP e Seleção Brasileira 🏆Campeão Brasileiro: 79 (Internacional), 86 (São Paulo), 92 (Flamengo). Copa do Mundo de 94 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Prata Revista Placar: 86 e 89 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #Internacional #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1994 #Goleiro

  • O maior viking de todos

    A Eurocopa 16, que está sendo disputada na França, já está nas quartas-de-final e repleta de histórias curiosas. São vários os causos da competição europeia, um dos mais emblemáticos: a Islândia. Fazendo sua estreia na Euro, os islandeses estão surpreendendo. Como se não bastasse a classificação como primeiro no seu grupo, os Vikings - como estão sendo chamados - eliminaram a Inglaterra nas oitavas-de-final e enfrentam a Seleção Francesa, no domingo. Entre os islandeses do elenco da seleção, está o veterano Eidur Gudjohnsen. O atacante fez sua estreia na seleção do país em 96, com 17 anos, em um amistoso contra Estônia. E a ocasião não poderia ser mais especial, entrou na cancha substituindo seu pai Arnór Gudjohnsen. A partir daí, foram 86 jogos e 25 gols marcados, sendo o maior artilheiro com o terno da Islândia. Por esta história, o craque (pelo menos para os islandeses) de 37 anos, ganhou a chance de assistir do banco a epopéia de sua seleção nesta Euro. Se o pequeno país europeu, com 320 mil islandeses, tem Gudjohnsen como craque e o maior jogador de todos, nos tapetes verdes por onde passou em times europeus, não pode-se dizer o mesmo. Gudjonhsen até desfilou seu futebol em grandes times, mas foi tido mais como um jogador folclórico e quase sempre estava na reserva. Sua carreira começou no Valur, nos campos frios da Islândia. Em 95, o jovem Gudjohnsen foi contratado pelo PSV e partiu rumo a Holanda. Não deu certo. Voltou para seu país e defendeu o KR. Daí para ganhar uma nova oportunidade com o terno de um grande europeu, teve de esperar por 4 anos no futebol local do seu país. Então, em 99 surgiu mais uma chance. Jogou a Premiere League pelo Bolton em 99-00. Foi então que o Chelsea, antes de ser milionário e badalado, contratrou a promessa islandesa. E mesmo depois que o milionário russo, Roman Abramovich, comprou o clube e recheou o elenco de estrelas, Gudjohnsen se manteve seis anos vestindo o terno dos Blues. Apesar de contestado desde o começo, participou de 186 jogos, marcou 54 gols e conquistou 5 títulos na Inglaterra, sendo duas Premiere League. Dispensado do Chelsea, o sonho do islandês parecia chegar ao fim. Mas ainda não. Porque em 06 foi parar no Barcelona, ao lado de Ronaldinho Gaúcho e Messi. Inclusive, chegou a jogar partidas como titular enquanto o ainda garoto Messi assistia do banco. No clube catalão chegava ao ápice da sua carreira, já que participou da campanha da Tríplica Coroa 08/09, conquistando Campeonato Espanhol, Copa do Rei e Champions League. Aí Pep Guardiola chegou e não quis contar com o futebol de Gudjonhsen. Aos 31 anos começou uma peregrinação por vários times na Europa: Mônaco, Tottenham, Stoke City, Fulham, AEK Atenas, Cercle Brugge e Club Brugge. Atualmente, joga pelo Molde FK da Noruega e está próximo de encerrar sua carreira. Antes disso, vai marcando um pouco mais seu nome no futebol islandês vivendo o sonho da Eurocopa. Por que joga de terno? Porque é o maior jogador islandês de todos os tempos. Apesar de não ser um primor técnico, foi disciplinado taticamente e mesmo contestado, honrou os ternos que vestiu. É certo que Gudjohnsen nunca foi um classudo, mas sempre será um daqueles jogadores folclóricos. E isso é legal demais no futebol! 👤 Eidur Smári Gudjohnsen 👶 15 de setembro de 1978 🏠 Islandês 👕 Valur Reykjavik (ISL), PSV Eindhoven, KR Reykjavik (ISL), Bolton, Chelsea, Barcelona, Mônaco, Totteham, Stoke City, Fulham, AEK Atenas, Cercle Brugge, Club Brugge, Bolton e Molde FK (NOR) e Seleção Islandesa. 🏆 (principais) Campeonato Holandês 97/98 (PSV); Campeonato Inglês 05/06, 06/07, Copa da Liga Inglesa 05/06 (Chelsea); Campeonato Espanhol 08/09, Copa do Rei 08/09, Liga dos Campeões 08/09 (Barcelona). 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,7) #Chelsea #Barcelona #SeleçãoIslandesa #Meia

  • O melhor piloto de avião do mundo

    Garoto pobre da Parada Inglesa (São Paulo, Capital), Dejalma dos Santos – assim registrado por erro do escrivão – sonhava ser piloto de avião. Seu sonho de chegar às alturas, porém, viria de outra forma, totalmente diferente. As dificuldades financeiras de sua família levaram-no a aprendiz de sapateiro e um acidente com uma prensa, impossibilitou-o de dobrar a mão direita, o que previa um destino simplório e apagado. Depois de insucessos nas peneiras do Ypiranga e do Corinthians, em 1948 foi aprovado na Portuguesa de Desportos e passou a conjugar as carreiras de jogador e sapateiro, compensando nesta última, à noite, as horas dispendidas no futebol. Em 1949, com a contratação de Brandãozinho, Santos, como era então chamado, foi deslocado da posição de centro médio para a lateral direita e deu início a uma trajetória completamente inimaginável de glórias, títulos e conquistas pessoais. Ao lado de excelentes jogadores, transformou a Lusa em uma das maiores equipes de São Paulo e do Brasil, conquistando títulos e chegando à Seleção Brasileira em 1952. Passou a ser chamado de Djalma Santos. Foi titular na Copa de 54 e, embora vítima da Hungria e da pancadaria naquele jogo, foi eleito para o “time dos sonhos” daquele mundial. Em 1958, novamente convocado, amargou a reserva de De Sordi até a semifinal mas, contra a Suécia, fez uma das melhores e maiores atuações de sua carreira. O resultado, além do título, foi sua segunda eleição como melhor lateral direito da competição. Em 1959 transferiu-se para o Palmeiras e a partir do ano seguinte, ajudou a equipe a se transformar na famosa e inesquecível Academia de Futebol. Na Copa de 62, tornou-se bicampeão mundial jogando todas as partidas e, pela terceira vez seguida, integrou a lista de melhores do certame, fato só igualado posteriormente por Franz Beckenbauer em 1974. Não se tornou o melhor piloto de avião do mundo, mas eternizou-se como o melhor lateral direito do Brasil e do mundo. Por que jogava de terno? Djalma Santos antecipou a ideia de lateral-ala. Marcação total, fôlego quase sem limites, colocação impecável em campo, classe com a bola nos pés e cruzamentos precisos eram suas características. E ainda aproveitou sua deficiência nos movimentos da mão direita para aprimorar a firmeza e força de suas cobranças de arremessos laterais em direção à área adversária. 👤 Dejalma dos Santos 👶 27 de fevereiro de 1929 (Faleceu em 23 de julho de 2013) 🏠 Brasileiro 👕 Portuguesa de Desportos, Palmeiras e Atlético Paranaense e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa do Brasil 58 e 62, Taça Oswaldo Cruz 55, 56, 58, 61 e 62, Taça Bernardo O´Higgins 55, 59 e 61, Taça do Atlântico 56 e 60 (Seleção Brasileira); Torneio Rio-São Paulo 52 e 55 (Portuguesa de Desportos); Taça Brasil 60 e 67, Torneio Rio-São Paulo 65 (Palmeiras) 👑 Três vezes eleito o melhor lateral direito do mundo (Copas de 54, 58 e 62), 1º jogador brasileiro a jogar pela Seleção da Fifa (1963), eleito um dos 1000 Maiores Esportistas do Século XX pelo jornal The Sunday Times, o 51º dos 100 Craques do Século e o 66º Melhor Jogador da História das Copas pela revista Placar. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,5) #Palmeiras #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1954 #Lateral

  • O Flecha Azul

    Hoje a equipe do JdT aproveita dois motivos para homenagear o atacante Marcelo da Silva Ramos, ou apenas Marcelo Ramos. O primeiro dos motivos é o aniversário do atacante na data de hoje. O segundo é que no ultimo domingo a conquista da Copa do Brasil 1996 completou 20 anos, e coube ao Marcelo Ramos naquela oportunidade fazer o gol do titulo. O artilheiro começou sua carreira no Bahia, tendo passagem marcando sendo um dos maiores artilheiros da equipe em toda a história foram 128 gols em 193 partidas pela equipe. Após a primeira passagem de sucesso entre 90 e 94 o jogador despertou o interesse do Cruzeiro. Em sua primeira passagem pela equipe mineira ficou marcado pelo gol que derrubou toda a opinião publica que dava como certo o titulo do Palmeiras, que tinha muitos jogadores de seleção e que tinha encantado o país com mais de 100 gols no campeonato paulista. Na época o apenas Marcelo, aproveitou falha do goleiro Velloso para marcar o gol que decretou a virada celeste e o titulo mineiro no Parque Antártica. Após o titulo, Marcelo Ramos foi para uma rápida passagem pelo PSG, mas voltaria no ano seguinte a tempo de ser campeão da Libertadores pelo Cruzeiro. Em sua terceira passagem pela equipe mineira, 01-03, alcançaria os 162 gols marcando seu nome na história do clube mineiro entre os maiores goleadores. Por que jogava de terno? Marcelo Ramos tinha um bom posicionamento dentro da área, um bom poder de finalização, e era decisivo quando tinha que ser. 👤 Marcelo da Silva Ramos 👶 25 de Junho de 1973 🏠 Brasileiro 👕 Bahia, Cruzeiro, PSV, Nagoya Grampus Eight, São Paulo, Palmeiras, Sanfrecce, Corinthians, Vitória, Nacional-COL, Santa Cruz, Atlético-PR, Ipatinga, Madureira, Paysandu, Araxá, Itumbiara, Ypiranga. 🏆 (principais) Copa do Brasil 96 e 03, Copa Libertadores 97, Copa Sul Minas 01 e 02 (Cruzeiro); Campeonato Holandês 97 (PSV); Campeonato Colombiano 05 (Nacional-COL). 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,1) #Cruzeiro #Brasil #Atacante #Bahia

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