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  • Aristigol

    Víctor Aristizábal foi indiscutivelmente um dos melhores jogadores do futebol colombiano. E por isso hoje foi o selecionado para fazer parte da nossa lista de classudos. Iniciou sua carreira no Atlético Nacional, clube de Medellín, onde se tornou o maior artilheiro da história do futebol colombiano, com 350 gols marcados durante a carreira e o maior artilheiro da história do Atlético Nacional, clube da sua cidade natal e do seu coração, ele nunca escondeu que é o clube que mais ama. No Brasil teve passagens por São Paulo, Santos, Coritiba e Vitória. Mas foi no Cruzeiro a sua principal passagem. Ari fez parte da histórica equipe de 2003 que conquistou a tríplice coroa. Ele era um dos principais nomes do time, e foi decisivo em diversas partidas. Pela seleção foram dez anos de histórias, onde ele disputou duas Copas do Mundo, 94 e 98. Aristizábal conquistou apenas um título e ele foi conquistado em casa, a Copa América de 2001, ele foi o artilheiro da competição. Por que jogava de terno? Líder, matador e decisivo. Por onde ele passou não faltou entrega. Aristizábal em quase todas equipes que jogou se tornou ídolo, muito pelo que já foi dito e pelo seu carisma. 👤 Víctor Hugo Aristizábal Posada 👶 9 de dezembro de 1971 (44 anos) 🏠 colombiano 👕 Atlético Nacional, Valencia, São Paulos, Santos, Deportivo Cali, Vitória, Cruzeiro, Coritiba e Seleção Colombiana 🏆 Campeonato Colombiano 91, 94, 05 e 07 (Atlético Nacional); Copa Conmebol 98 (Santos); Campeonato Brasileiro 03 e Copa do Brasil 03 (Cruzeiro); Copa América 01 (Seleção Colombiana) 👑 Artilheiro da Copa América 01 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,5) #AtléticoNacional #SãoPaulo #Cruzeiro #Coritiba #SeleçãoColombiana #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #Atacante

  • Por dedicação a mais, Castillo não se importou em jogar com um dedo a menos

    Um goleiro que não pode usar as mãos é como um carro sem rodas: só serve pra ficar parado. E Castilho sabia disso ao sofrer constantemente com lesões nos dedos e decidir simplesmente amputar o dedo mínimo da mão. Carlos José Castilho começou a sua carreira de futebol sob as traves na década de 40 defendendo a meta do Olaria. Apesar de ser daltônico e ter escondido isso nos primeiros anos no clube, nunca teve problemas em lidar com a doença, ao contrário. O tom alaranjado, típico das bolas daquela época se destacava na visão dele, já que a doença, fazia com que ela a enxergasse como se ela fosse vermelha, o que melhorava o reconhecimento dela no gramado. Em 1946 ele se transferiu para o Fluminense e começou uma sólida relação de amor e de dedicação ao Tricolor das Laranjeiras. Além de ser habilidoso começou a se destacar também pela sorte. A trave se tornou sua amiga diversas vezes pois mesmo que ele não defendesse a bola simplesmente teimava em não entrar. Mas não foi apenas por sorte que ele foi parar a Seleção Brasileira. Tinha boa impulsão e reflexos e era capaz de defesas milagrosas. Aos poucos, se tornava a principal sombra do goleiro Barbosa, do Vasco, aquele que foi injustamente massacrado depois da derrota na Copa de 50. Castilho era seu reserva. Chegou a ser titular na Copa de 54 e voltou pro banco pra ser bicampeão do mundo, em 58 e 62. Em 57, em um treino pela Seleção, fraturou o dedo mínimo da mão. Os problemas de lesões com aquele dedos eram tão constantes que ele acabou ficando um pouco deformado. A deformação causava um atrito natural com o gramado que faziam Castilho atuar diversas vezes com fortes dores no local. O tempo de recuperação da fratura seria de dois meses mas Castilho não queria esperar todo esse tempo para voltar a atuar. Decidiu amputar parte do próprio dedo, o que não foi aprovado pelos médicos do clube e dirigentes. Determinado a isso, ele só fez a cirurgia de amputação ante a assinatura de um termo de responsabilidade. Em 15 dias já estava recuperado e de volta à meta da Seleção e a tempo de jogar a estreia do Campeonato Carioca daquele ano. Ao todo jogou mais de 700 jogos pelo Fluminense. Encerrou a carreira em 65, pelo Paysandu. Castilho morreu em 87, ao saltar do sétimo andar de um prédio no Rio de Janeiro, decorrente de surtos depressivos. Por que jogava de terno? Castilho enfrentou o daltonismo e foi capaz de amputar o próprio dedo em amor ao clube que defendia e para mostrar dentro de campo que não precisaria de todos os dedos na mão para continuar sendo um goleiro "milagreiro". Toda sua dedicação pela profissão e pelo clube não foi em vão. É considerado por muitos o maior ídolo da história do Fluminense e, sem dúvidas, o maior goleiro do clube e um dos melhores do Brasil, além de ser bicampeão mundial com a Seleção. Não era dos mais altos para a posição, media 1,81, mas sua grandeza como profissional não pode ser medida. Nem alcançada. 👤 Carlos José Castilho 👶27 de novembro de 1927, faleceu em 2 de fevereiro de 1987, aos 59 anos 🏠 Brasileiro 👕 Olaria, Fluminense, Paysandu e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa Rio 52, Torneio Rio-São Paulo 57 e 60, Campeonato Carioca 51, 59 e 64 (Fluminense); Campeonato Pan-americano 52, Copa do Mundo 58 e 62 (Seleção Brasileira) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8,8) #Fluminense #Brasil #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1958 #CopadoMundo1962 #Goleiro

  • O artilheiro que não sorria: gol era só mais uma obrigação

    Nada de mãos para o alto, cambalhota ou mesmo o eterno soco no ar. Bola estufada na rede, vira as costas e segue normalmente rumo ao centro do campo. Talvez um cumprimento a algum companheiro. Quarentinha não via qualquer motivo para comemorar seus gols. Ele simplesmente era pago para aquilo e ponto final. Comemoravam, claro a torcida com seus inúmeros gols. Hoje, o JdT se curva novamente a idolatria para celebrar o aniversário de 83 anos de Quarentinha. Talvez o leitor franza a testa a se perguntar? Quarentinha? Talvez nem um botafoguense qualquer saiba que se trata do maior artilheiro de seu time até hoje (313 gols). Talvez o fã do futebol não saiba que se trata do dono de uma das maiores médias gol por jogo da história da seleção brasileira (0,9 por jogo: 17 gols em 18 jogos). O paraense Quarentinha nunca foi um grande amigo da torcida, de fato. Era frio e por não comemorar os gols que marcava, criava uma má relação com torcida e cartolas. Não é uma mera curiosidade essa. Essa peculiaridade chamou atenção de Flavio Costa, então técnico do Vasco, num amistoso contra o Paysandu. O time da Colina aplicou uma sarrafada de 7x3 no papão, mas o técnico ficou impressionado com o autor dos três gols do time do Pará: Quarentinha. Ajudou a impressionar a frieza em marcar e a frieza na hora que voltava pro campo de defesa para o reinicio da partida. Flavio queria aquele menino em seu time, mas o Vitória da Bahia foi mais rápido e o levou. Na terra de todos os santos, marcou sem parar e em 54, depois de um ano, finalmente desembarcou no Rio de Janeiro. Só que no Botafogo – o Vasco, primeiro time a mostrar interesse no jogador nunca o viu vestindo seu terno. No Glorioso, irritou torcida e dirigentes por nunca comemorar os gols. Parecia antipatia. Foi emprestado, mesmo marcando à beça, para o Bonsucesso. Continuou marcando e foi vice artilheiro do carioca de 56. Voltou ao alvinegro e tanto torcida quanto dirigentes se contentaram em não vê-lo fazer festa com os gols. Menos mal. Quarentinha, hoje, é um dos grandes ídolos do time de General Severiano, mesmo sem o status de Nilton Santos e Garrincha, com os quais marcou aquele esquadrão da década de 60. Um semblante sério (muitos diziam até triste) em meio a alegria que Garrincha sempre tivera. Por problemas no menisco, foi cortado na lista final da Copa de 62. Ainda que não mostrasse nenhuma alegria naquilo que mais sabia, ficou bastante emocionado quando se despediu do futebol, por volta de 68. Em 1996, um médico assumiu ser botafoguense quando fora atender um paciente de nome Waldir. Um senhor, bem sereno que dizia ser ex-jogador do Botafogo, por isso a declaração – sincera – do médico. O assunto rendeu e o médico soltou que um de seus maiores ídolos era Quarentinha. Seu Waldir deve ter rido de canto de boca. Mais tarde, o médico descobriria ser seu Waldir, o Quarentinha, falecido alguns dias depois. Por que jogava de terno: Armando Nogueira, um dos maiores cronistas de futebol do Brasil assim definiu: “(...)Era um chutador temível, um atacante de respeito, que fazia tremer os goleiros, fossem quem fossem. Tinha na canhota o que, então, se chamava um canhão. Chutava muito forte, principalmente, bola parada. Era de meter medo. Nos jogos Botafogo-Santos, era ele, de um lado, o Pepe, do outro. Ai de quem ficasse na barreira. Quarentinha nasceu no Pará, filho de um atacante que lhe herdou, intactos, o chute poderoso e o apelido. Não sei se o pai era tão tímido quanto o filho. Quarentinha jamais celebrou um gol, fosse dele ou de quem fosse. Disparava um morteiro, via a rede estufar, dava as costas e tornava ao centro do campo, desanimado como se tivesse perdido o gol." 👤 Waldir Cardoso Lebrêgo 👶 15 de setembro de 1933 🏠 Brasileiro 👕 Paysandu, Vitória, Botafogo, Bonsucesso, Union Magdalena (COL), Desportivo Cali (COL), Junior Barranquilla (COL), América de Cali (COL), Almirante Barroso e seleção Brasileira. 🏆Campeonato Carioca: 57, 61 e 62, Torneio Rio São Paulo 62 e 64 (Botafogo) 👑 Maior artilheiro da história do Botafogo, artilheiro dos campeonatos carioca de 58, 59 e 60. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7) #Botafogo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante

  • A estrela que brilha mas quase nunca é admirada

    O maior artilheiro da Seleção Inglesa, o maior artilheiro da Premier League, um dos maiores artilheiros do Manchester United. Glórias incontestáveis? Não para Wayne Rooney. Mesmo com tantas conquistas, o maior jogador inglês dos últimos anos não é tão popular como deveria. Subestimado? Talvez. A carreira de Wayne Rooney começou no Éverton com apenas 9 anos de idade. Já destacava-se nas categorias de base do clube e a sua ascensão no futebol era tida como certa. Assim que começou nos profissionais, viu-se um jogador rápido, de força física e ótimo arrematador. Tão logo chamaria a atenção de Sir. Alex Fergunson, técnico do Manchester United a época. Logo na sua estreia pelo novo time, Rooney deu o cartão de visitas marcando um hat-trick, sobre o Fernebache, na Champions League 04/05. Era o início da história do atacante com o terno dos Reds. Mas nas primeiras temporadas algumas lesões o perseguiam e Rooney era irregular. Mesmo assim, cativava os torcedores em Old Trafford, principalmente pelas conquistas memoráveis, como a tríplice coroa. Sua melhor temporada pelo gigante de Manchester foi quando Cristiano Ronaldo foi vendido ao Real Madrid. Rooney precisou então assumir a responsabilidade de ser a principal estrela do time e conseguiu. Em 09/10, jogou 44 jogos e fez 34 gols, contribuindo e muito para a conquista da Premiere League nesta temporada. É quando a vida de Wayne Rooney começa a se complicar com os torcedores do Reds. No começo da temporada 10/11, o ídolo esteve muito perto de ir para o rival Manchester City. A insatisfação era com o elenco montado do United e as poucas chances de título. O problema foi resolvido com uma generosa promoção, já que o salário do atacante dobrou. Rooney ficou e conquistou mais uma Premier League, além de disputar a quarta final de Champions League em 5 temporadas. Era o fim da era Fergunson. E o começo de um novo imbróglio do atacante com a diretoria do Manchester. E por isso, mais pelo seu status do que pelo futebol apresentado, nosso classudo recebeu outro aumento de salário. Aumentava também a antipatia dos torcedores. O que refletia na sua popularidade na Seleção Inglesa. Sendo o principal jogador, nunca foi unanimidade entre os ingleses. Explica-se: ele é a principal figura do time mais odiado da Inglaterra. E agora já não tinha o mesmo carinho nem de quem deveria defendê-lo. A indiferença com Rooney é tanta que quando o atacante superou Sir Bobby Charlton como o maior artilheiro da Seleção Inglesa, houve muita gente dizendo que a marca histórica era injusta. Mas queiram ou não, a estrela do classudo está no hall dos grandes jogadores ingleses. Inclusive, a Copa de 2018 será sua última pela Inglaterra, como anunciou no fim do último mês. Por que joga de terno? Sua força e velocidade, contribuem para que tenha o espaço para arrematar a gol ou dar o último passe preciso no ataque. Com a idade e a experiência, aprendeu a ser um bom camisa 10, depois de se destacar como segundo atacante. 👤 Wayne Mark Rooney 👶 24 de outubro de 1985 (30 anos) 🏠 Inglês 👕 Everton, Manchester United e Seleção Inglesa 🏆 (principais) Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 08, Liga dos Campeões da UEFA: 07/08, Premier League: 06/07, 07/08, 08/09, 10/11, 12/13, FA Cup: 15/16. (Manchester United) 👑 Jogador inglês do ano 08, 09; Melhor jogador jovem da FIFPro: 04/05. Classômetro:👔👔👔👔👔👔👔 (7,0) #ManchesterUnited #SeleçãoInglesa #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Atacante

  • Rui Costa, o maestro leal

    O que seria do camisa 9 sem o camisa 10? O que seria do artilheiro sem aquele garçom que entrega a bola pronta para bater pro gol? Batistuta e Shevchenko que o digam, eles têm muito a agradecer a Rui Manuel César Costa, o escolhido de hoje para dar classe ao Joga de Terno. O meio-campista é português e começou a carreira bem cedo no clube do coração, o Benfica. Ali, Eusébio, o maior ídolo da história de Portugal estava presente para avaliar futuros craques e viu no pequeno Rui um garoto com muita habilidade e potencial. E assim, com o aval de Euzébio, Rui Costa ingressou nas categorias de base do Benfica e ficou até 1990, quando foi emprestado ao modesto Fafe, dando início à sua carreira profissional. Regressou ao Benfica no ano seguinte e vestiu o terno até 94. Ali, fez o primeiro grande negócio da carreira. Vendido por cerca de 6 milhões de euros para a Fiorentina. Além de sair do território lusitano e ir conhecer o futebol da "terra da bota", ainda ajudaria o clube a se reerguer que, àquela altura, passava por graves problemas financeiros. Na Fiorentina Rui Costa fez a primeira grande parceria da carreira, com Batistuta. Era muita habilidade em campo e um preço alto a se pagar por ambos. Mas a falta de planejamento para manter tantos craques (o goleiro Toldo também fazia parte da equipe) fez a Fiorentina declarar falência em 2000. O argentino foi parar na Roma e o português vendido ao Milan por quase 50 milhões de euros, ainda hoje a 22ª contratação mais cara da história do futebol. Curiosamente ele, mais uma vez, era vendido para ajudar o clube a pagar dívidas. No Milan Rui Costa continuou mostrando porque foi considerado alguma vezes o melhor meio-campo da Itália: técnica, visão de jogo e um passe preciso. Agora era a vez de Andriy Shevchenko se aproveitar de toda a habilidade de Rui. Mas em 2003, com a chegada de Kaka, bem mais novo, ele perdeu espaço e a camisa 10 para o brasileiro. Ficou até 2006, quando decidiu romper o contrato e então voltar ao time do coração, o Benfica. Ainda jogou por mais duas temporadas mas a dificuldade com lesões o fizeram encerrar a carreira em 2008. Por que jogava de terno? Um dos grandes "camisa 10'' da década de 90, Rui Costa jogou em apenas 4 times como profissional e marcou seu nome em todos eles. Porque além de ser bom de bola e servir muito bem os companheiros no ataque, nunca foi daqueles que vestem vários ternos em busca de fortuna ou fama. Saiu do Benfica para consolidar a carreira e ajudou o time do coração com o alto valor da negociação. Saiu da Fiorentina porque o time faliu. Saiu do Milan com contrato rescindido abrindo mão de uma parte do salário. E retornou ao Benfica. 👤 Rui Manuel César Costa 👶 29 de março de 1972 (44 anos) 🏠 Portugal 👕 Benfica, Fafe, Fiorentina, Milan e Seleção Portuguesa 🏆 (principais) Campeonato Português 93/94 e Taça de Portugal 92/93 (Benfica); Copa da Itália: 95/96, 00/01 (Fiorentina); Copa da Itália 02/03, UEFA Champions League: 02/03, Campeonato Italiano 03/04 e Copa do Mundo sub-20 (Seleção Portuguesa) 👑 Liga dos Campeões da UEFA: Time do torneio 96, 00; FIFA XI 98; líder de assistência da Liga dos Campeões da UEFA 02/03; FIFA 100; Hall da Fama do Milan, Hall da Fama da Fiorentina. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Benfica #Fiorentina #Milan #SeleçãoPortuguesa #CopadoMundo2002 #Meia

  • Um grande jogador, um grande erro

    Sempre lembramos dos classudos por seus feitos vitoriosos, glorias inesquecíveis. Mas o de hoje, considerado um dos maiores jogadores italianos de todos os tempos, um dos melhores jogadores do mundo na década de 90, acontece é o contrário. Roberto Baggio tem uma carreira singular, mas marcado pelo pênalti perdido na Copa de 94 que culminou no tetra campeonato Brasileiro. Baggio sempre jogou na Itália e mesmo com o erro de 94, continuou cultuado e idolatrado na Velha Bota. Sua carreira profissional iniciou no Vicenza, em 82. Nas três temporadas que ficou por lá, conquistou os títulos de acesso que o time disputava e chamou atenção do Fiorentina, pra onde foi jogar em 85. Fã de Zico, Baggio sofria com lesões no início de carreira. No Fiorentina, ainda era tido como revelação. Superada algumas difíceis operações, Il Codino Divino (ou “rabo de cavalo divino”) começou a marcar gols, ser um dos pilares do time de Florença e começou a vestir o terno da Azzura. A década de 90 iniciaria numa gangorra para Baggio. Primeiro porque sairia contra vontade da Fiorentina para jogar na Juventus. Demorou a se firmar na equipe e para ser amado pela torcida. Por outro lado, estrearia em Copa, na de 90, marcando golaços e se firmando na equipe. Alguns anos depois, seria oficialmente o melhor do mundo, escolhido pela FIFA e pela revista France Football. Era um craque absoluto e o principal jogador da Itália, que foi para os Estados Unidos em 94 pronta para ser a primeira tetra campeã mundial. De fato, a Itália veio forte, mas cambaleante sobretudo na primeira fase. Baggio, a estrela do time, despontaria só nas finais. Foi dele o gol que levou a Azzura para as semis. No jogo para decidir quem iria para a final, contra os búlgaros, Baggio foi decisivo, marcou os dois gols da vitória, mas saiu lesionado. Foi para a final contra o Brasil na dúvida se jogaria. Jogou. Jogo zero a zero, no tempo normal. Muito calor, jogo duro, prorrogação, zero a zero, pênaltis. Tensão, pênaltis perdidos para ambos os lados, e os craques de ambas as equipes para decidir na última cobrança. Baggio foi para a bola com o passo cansado de quem fizera seu melhor até então. À sua frente, a esperança brasileira em Taffarel. Se fizesse, iriam para as alternadas, se errasse, título brasileiro. Aquele chute isolado marcaria definitivamente a carreira de Baggio, que se aposentou em 2004, virou ídolo nos principais times da Itália mas carregou pra sempre aquela cobrança no Rose Bowl. Por que jogava de terno? Baggio era goleador, carismático e ídolo tanto no Milan, Firentina, Internazionale e Juventus, os principais times italianos. Um cara marcado por um erro, mas eternizado na mente do fã de futebol. 👤 Roberto Baggio 👶 18 de fevereiro de 1967 (49 anos) 🏠 Itália 👕 Vicenza, Fiorentina, Juventus, Milan, Bologna, Internazionale, Brescia e seleção Italiana 🏆 Copa da UEFA: 92/93, Campeonato Italiano: 94/95 (Juventus) e 95/96 (Milan); Copa da Itália: 94/95 (Juventus) 👑 Melhor jogador europeu do ano Sub-23: 90, Melhor Jogador do Mundo pela FIFA: 93, Bola de Prata da Copa do Mundo da FIFA: 94; Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 94 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8,1) #Juventus #Fiorentina #SeleçãoItaliana #Atacante #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1998

  • Daniel Alves: Um dos maiores "papa-títulos" do mundo

    Daniel Alves é mais um brasileiro que colocou seu nome na história do gigante Barcelona. E por consequência do futebol mundial. Em seu último título pelo clube catalão, ele chegou a incrível marca de 32 troféus na carreira, tornado-se assim o terceiro maior jogador “papa-títulos” do mundo. Ele perde agora para o português Vitor Baía (35 títulos) e Ryan Giggs galês e lenda do Manchester United (36 títulos). O nosso classudo de hoje ainda tem lenha para queimar. Nesta temporada, Dani Alves - como gosta de ser chamado - acertou sua transferência para a Juventus. Se o novo time do lateral repetir os feitos da última temporada, a chance de se tornar o maior vencedor do mundo é grande. Quem diria que o jovem baiano de 20 anos faria tanto sucesso? É certo que seu começo no Bahia foi empolgante, mas nem ele próprio imaginava chegar a ser um dos maiores jogadores do futebol mundial. Foi jovem jogar na Europa, primeiro por empréstimo no Sevilla e depois comprado em definitivo. Foram 5 temporadas com terno do Sevilla, para chegar ao Barcelona. No time catalão ficou por 8 anos. Dani Alves tornou-se o segundo estrangeiro com mais jogos com o terno do Barça, onde conquistou 23 títulos. Para além da importância de seus dados estatísticos, o brasileiro cativou fãs no time. Com seu estilo irreverente dentro e fora de campo, conquistou também o vestiário do Barcelona, sendo um dos líderes dos elencos recheados de estrelas que fez parte. O fato mais marcante nos bastidores do Barça é o que Abidal contou em 2013. O lateral francês jogava pelo gigante espanhol e enfrentava um câncer no fígado. Pela amizade e companheirismo, Dani ofereceu doar parte do seu fígado, o que poderia comprometer também sua carreira. Por fim, um primo de Abidal foi o doador, contudo depois de recuperado o atleta mostrou sua gratidão ao brasileiro: “Minha relação com Dani vai além da amizade. Ele me ofereceu seu fígado, mas não pôde doar por ser um atleta de elite. Foi um grande gesto, é uma grande pessoa.” Ao contrário de sua história no Barcelona, na Seleção Brasileira Daniel Alves nunca teve uma grande legião de fãs. Talvez por não repetir a regularidade de boas atuações em seu clube, com terno canarinho. Outro fator relevante, o distanciamento com o povo brasileiro. Em algumas entrevistas, Dani Alves mistura o espanhol com português e acaba sendo antipatizado. De qualquer maneira, no auge dos 33 anos continua sendo figura recorrente nas convocações brasileiras. Inclusive, ontem (6) foi o capitão do Brasil na vitória em cima da Colômbia. Fato que é fácil de se explicar, já que Daniel Alves é experiente, líder e diferenciado em sua posição. Por que joga de terno? É um lateral incisivo, determinado e com qualidade técnica acima da média. Sofre um pouco na marcação, mas por jogar há uma década na Europa, sempre demonstra consciência tática. Irreverente e polêmico, honra os ternos que veste e os amigos que o acompanha. 👤 Daniel Alves da Silva 👶 6 de maio de 1983 (33 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Bahia, Sevilla, Barcelona, Juventus e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Copa Nordeste: 01 e 02 (Bahia); Copa da Uefa: 05/06, 06/07, Copa do Rei da Espanha 06/07 (Sevilla); Campeonato Espanhol: 08/09, 09/10, 10/11, 12/13, 14/15 e 15/16, Copa do Rei da Espanha: 08/09, 11/12 e 14/15, 15/16, Liga dos Campeões da UEFA: 08/09, 10/11 e 14/15, Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 09, 11 e 15 (Barcelona); Copa América: 07, Copa das Confederações: 09 e 13 (Seleção Brasileira). 👑 FIFPro World XI: 09, 11, 12, 13, 15; Melhor jogador da Copa da UEFA: 05/06; Time do Ano da UEFA: 07, 09, 11, 15. Classômetro:👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #Sevilla #Bahia #Barcelona #Juventus #SeleçãoBrasileira #Brasil #Lateral #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014

  • Respeitem o vovô!

    A carreira de jogador de futebol é curta. Jogador com mais de 30 anos é velho. Essas, afirmações, presentes na imprensa especializada e em qualquer conversa de boleiros vem sendo, sistematicamente desmentidas pelo classudo de hoje. Estamos falando de Zé Roberto que, mesmo já tendo ultrapassado a barreira dos 40, continua desfilando pelos gramados, atualmente com o terno alviverde da Sociedade Esportiva Palmeiras. Há divergências de informações a respeito do início de sua trajetória no futebol amador, com fontes indicando passagens pelas divisões de base do Palestra de São Bernardo e outras relatando sua formação nas divisões inferiores do Pequeninos do Jóquey, dos sete aos 14 anos. Mas o que realmente importa é que suas qualidades despertaram a atenção da Portuguesa, equipe pela qual estreou profissionalmente em 1994. Apenas dois anos depois, na histórica campanha do vice-campeonato brasileiro, Zé Roberto já se projetava nacional e internacionalmente, tendo sido escolhido o melhor lateral esquerdo da competição. Assim, com 20 e poucos anos, Zé Roberto sai do Canindé para o Santiago Bernabeu onde produziu abaixo do esperado, foi pouco aproveitado, atuando em apenas 15 partidas durante uma temporada e meia. O retorno a futebol brasileiro, que poderia representar um fracasso para qualquer jovem, representou para Zé Roberto um recomeço e uma nova oportunidade. Emprestado, destacou-se com o terno rubro-negro do Flamengo durante o campeonato brasileiro de 98 e rumou para o Bayer Leverkusen da Alemanha. Começava aí, pra valer, a vitoriosa trajetória de um craque que, além da elegância no trato com a bola, sempre soube cuidar do aspecto físico, garantindo a longevidade de sua carreira coroada de títulos e reconhecimento. Só na Alemanha foram 4 títulos nacionais, 4 da Copa da Alemanha e 2 da Copa da Liga Alemã. Paralelamente à trajetória europeia, Zé Roberto teve 85 exibições pela seleção brasileira, incluindo participações em 2 Copas do Mundo (98 e 06), 2 Copas América (97 e 99) e 2 Copas das Confederações (97 e 05). Antes de ser contratado pelo Palmeiras, em 2015, Zé Roberto também desfilou com os ternos do Santos, Hamburgo, Al-Gharafa e Grêmio. Neste último, mostrou que o “vovô merece respeito”, ao receber sua 3ª Bola de Prata, já com 40 anos. Por que joga de terno? Belos dribles, passes geniais e visão de jogo foram e são características marcantes de Zé Roberto. Nos últimos anos, porém, a essas qualidades veio somar-se aquilo que os comentaristas esportivos chamam de “conhecimento dos atalhos dos campos”, possibilitando que o vovô Zé Roberto, exibindo um corpinho de garoto, continue a desfilar pelos gramados e também exercer uma sólida liderança entre seus companheiros de equipe. 👤 José Roberto da Silva Júnior 👶 06 de julho de 1974 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Portuguesa de Desportos, Real Madrid, Flamengo, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, Santos, Hamburgo, Al-Gharafa, Grêmio e Palmeiras. 🏆 (Principais) Copa América de 97 e 99; Copa das Confederações de 97 e 05 (Seleção Brasileira); Liga da Espanha e Supercopa da Espanha 96/97 (Real Madrid); Bundesliga e Copa da Alemanha de 02/03, 04/05, 05/06 e 07/08 (Bayern); Copa da Liga Alemã de 03/04 e 06/07 (Bayern); Copa do Brasil de 2015 (Palmeiras). 👑 Bola de Prata da Revista Placar (96, 12 e 14); Seleção da Fifa (06) Classômetro: 👔👔👔👔👔 👔 (6,8) #BayerLeverkusen #BayernMunique #Grêmio #Palmeiras #Lateral #Volante #Meia #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo2006

  • Afonsinho, o livre

    Afonsinho foi um símbolo na luta por direitos dos jogadores no futebol brasileiro, sendo o primeiro atleta a conseguir seu passe livre. Com a bola no pé também não passou por baixo, foi meia de ligação e capitão do Botafogo campeão da Taça Brasil, em 1968. Jogou ainda no Santos no início dos anos 70. Foi revelado pelo XV de Jaú e se transferiu para o Botafogo no ano de 65. Foi multicampeão pela estrela solitária, levantando canecos como o Rio - São Paulo, Taça Guanabara, Campeonato Carioca, além da já citada Taça Brasil (equivalente ao Campeonato Brasileiro atualmente). Em 1970 é emprestado ao Olaria por divergências com a diretoria, em sua volta do empréstimo o jogador ficou afastado da equipe durante oito meses. A diretoria do alvinegro decidiu impedi-lo treinar enquanto ele não retirasse a barba e o longo cabelo que passou a ter no Olária. Com isso, Afonsinho decidiu pedir a liberação do seu "passe", mas os cartolas do Botafogo negaram, fazendo com que o jogador recorresse ao STJD – Supremo Tribunal de Justiça Desportiva. Afonsinho iria conseguir seu passe junto ao STJD, mas não era só isso. Ali sem perceber (ou não) iria iniciar um movimento de consciêntização dos direitos de sua classe. Mas tudo isso não veio do nada, enquanto jogava futebol, estudou medicina e participou de movimentos estudantis. Era muito politizado, e foi monitorado pelo governo Médici devido suas atividades políticas dentro e fora do mundo do futebol. Foi uma luz de liberdade para jogadores profissionais. Por que jogava de terno? Além de ser um grande jogador com a bola no pé, era líder em campo, chutava bem e tinha um bom passe. Soube lidar com as adversidades da época para resolver seus problemas e iniciou um movimento de "passe livre". Onde o profissional do futebol era dono de si próprio. 👤 Afonso Celso de Garcia Reis 👶 3 de setembro de 1947 (69 anos) 🏠 Brasileiro 👕 XV de Jaú, Botafogo, Olária, Vasco da Gama, Santos, Flamengo, América-MG, Madureira e Fluminense. 🏆 (principais) Taça Brasil 68 (Botafogo) 👑 Sem premiações de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Botafogo #Santos #Meia

  • O príncipe dos gramados

    Hoje, o JdT aproveita a data para trazer a campo um classudo que desfilou pelos tapetes verdes do Brasil no passado e que hoje completa 70 anos. Dirceu Lopes Mendes, o Príncipe dos gramados. Dirceu fez história com a camisa celeste, mas o que pouca gente sabe é que por questão de dias ele não foi jogar pelo Atlético-MG. O Atlético, campeão Mineiro em 1963, iria receber a faixa num jogo contra o time de Pedro Leopoldo, que era profissional e disputava a primeira divisão estadual. Na partida preliminar, entre os times juvenis das duas equipes, e o jovem Dirceu Lopes foi convidado a defender o time de sua cidade. Ao final do primeiro tempo, o técnico do time de Pedro Leopoldo ia tirá-lo, mas o técnico da atleticano pediu para que Dirceu jogasse a segunda etapa para observá-lo melhor. Ao final do jogo, o técnico do Atlético perguntou se ele gostaria jogar no clube alvinegro, Dirceu então respondeu: “Acho que eu vou”. Cinco dias depois viria um convite de um dirigente do Cruzeiro, clube do seu coração, que foi logo aceita. Dirceu trilhou um caminho de muitas glórias no Cruzeiro foram 610 jogos com o terno azul e branco e 223 gols marcados. Tendo como um dos principais momentos a Taça Brasil de 1966. O time de jovens do cruzeiro tinha como adversário na final o time a ser batido da época, o Santos de Pelé, e na primeira partida no Mineirão a equipe mineira venceu por 6a2, tendo no primeiro tempo feito 5a0, Dirceu Lopes foi destaque da partida com os 3 gols marcados. Dirceu voltou a marcar no jogo de volta onde o Cruzeiro venceu por 3x2. Pelo Cruzeiro ainda conquistou 9 campeonatos mineiro, com um penta campeonato de 65 a 69, esteve presente também na campanha da Taça Libertadores de 76. Se tratando de seleção, Dirceu Lopes entra no grupo de grandes jogadores que não disputaram uma Copa do Mundo. Dirceu Lopes era nome certo para a Copa do Mundo de 1970, mas a troca no comando meses antes da competição fez com que a certeza virasse a maior decepção dele no futebol. João Saldanha era o técnico da seleção, e era um grande admirador do Dirceu Lopes, ele dizia ao atleta "Não se preocupa que você é o meu jogador mais importante". Mas infelizmente para Dirceu o técnico João Saldanha foi dispensado por não ceder à pressão do então presidente Médici pela convocação de Dadá Maravilha. Zagallo assumiu e Dirceu foi cortado da lista final para a Copa, o treinador alegou que havia muitos jogadores para a sua posição. “... era época da ditadura militar. E me calei, não briguei pelo espaço e acabei cortado.” completou Dirceu. Por que jogava de terno? Dirceu Lopes tinha alta velocidade, dribles desconcertantes e chutes colocados, era habilidoso, tinha muita facilidade em colocar os companheiros em condições de gol e finalizava muito bem. Conquistou logo a torcida do Cruzeiro e se tornou um dos maiores jogadores não só do clube como do Brasil. O apelido de Príncipe veio por causa dos constantes elogios e de sua amizade com Pelé. 👤 Dirceu Lopes Mendes 👶 02 de Setembro de 1946 (70 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, Fluminense, Uberlândia e Seleção Brasileira 🏆 (principais): Taça Brasil 66; Campeonato Mineiro 65, 66, 67, 68, 69, 72, 73, 74 e 75; Taça Libertadores de 76 (Cruzeiro) 👑 Bola de Ouro (Placar) 71, Bola de Prata (Placar) 70, 71 e 73 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9) #Cruzeiro #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia

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