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- Zidane na cabeça. E de cabeça
Quando naquele dia 12 de julho de 1998 o juiz apitou pela última vez no Stade de France, poucos brasileiros, até então, conheciam aquele francês de cabelos ralos que havia cabeceado a bola por duas vezes para o gol e que estava comemorando o primeiro título mundial de sua seleção depois de fazer uma Copa fantástica. Depois daquele dia, não haveria um brasileiro que tivesse acompanhado aquela final que não soubesse seu nome: Zinédine Zidane. No dia que o Joga de Terno se orgulha em poder publicar o seu texto de número 500, nós vamos resgatar o primeiro nome a ser publicado nesta página, que também durante um longo tempo estampou a nossa foto de perfil. Zidane é a representação máxima do que é jogar de terno. E por isso, hoje, ele retorna a este espaço, dessa vez como homenageado. Desde seu início no Cannes em 88, passando por Boudeax, Juventus e Real Madrid até se aposentar em 2006, não houve um time pelo qual ele não tenha deixado saudade. Por onde passasse envergando o terno número 7, 21 e, principalmente o 5, era aplaudido e reverenciado. Mesmo aqui no Brasil. Nos encontramos mais uma vez, em 2006 e com outra atuação de gala, ele nos eliminou das quartas-de-final daquela Copa. Mas era impossível odiar alguém que fazia tão bem aquilo que a gente sempre gostou de ver. Ainda que ele mesmo demonstrasse ter ódio, quando num súbito de raiva deu uma cabeçada em Materazzi na final contra a Itália e se despediu dos gramados expulso e sem aquele título. Mas Zidane é humano e afinal, o que fica mesmo são os lances geniais que só um ser humano com tamanha classe poderia fazer. Mas também era mágico. O seu domínio de bola era tão perfeito que era como se a bola parasse no ar, desafiando a Lei da Gravidade. Zidane também era artista. Sua delicadeza dos movimentos, o fino trato da bola, o drible desconcertante. Poderia estar exposto em qualquer galeria do Louvre, mas resolveu mostrar suas obras de arte pelos campos de futebol mundo afora. Talvez sua obra-prima tenha sido aquele gol na final da Liga dos Campeões de 2002, quando recebeu um lançamento de Roberto Carlos e sem tirar o pé direito do chão conseguir girar o corpo e chutar a bola que vinha da linha de fundo em meia altura no tempo certo para que ela fosse no ângulo do gol do goleiro do Bayer Leverkusen . Que golaço! Ou como a gente diz no futebol em lances assim: "que pintura". Não satisfeito em fazer história como jogador, agora quer mostrar ao mundo o que pode fazer na beira do gramado. Como técnico do Real Madrid desde 2016, já conquistou duas Ligas dos Campeões e um Mundial de Clubes e certamente não vai parar por aí. Mesmo que agora sua cabeça já esteja totalmente calva, aos 45 anos prova que sua visão de jogo ainda é acima da média e consegue comandar um elenco - também acima da média, diga-se - às mesmas glórias que conquistou como jogador. Por que Zidane jogava de terno? Zidane é um dos maiores jogadores que este mundo já viu. Domínio perfeito, bom no cabeceio, bom no drible e com uma visão de jogo impressionante. Não é máquina nem ET, é humano mesmo, em que um terno se encaixa bem melhor. Não poderíamos afinal, ter escolhido um nome mais adequado para personificar o que significa um jogador que Joga de Terno. 👤 Zinédine Yazid Zidane 👶 23 de junho de 1972 🏠 Argelino/Francês 👕 Cannes, Bourdeax FRA, Juventus ITA, Real Madrid ESP, Seleção Francesa 🏆 Como jogador: Copa Intercontinental 96, Campeonato Italiano 96/97, 97/98 (Juventus); Copa Intercontinental 02, Liga dos Campeões da UEFA 01/02, Campeonato Espanhol 02/03 (Real Madrid); Copa do Mundo 98 e Eurocopa 00 (Seleção Francesa); Como treinador: Campeonato Espanhol 16/17, Mundial de Clubes da FIFA 16 e Liga dos Campeões 15/16, 16/17 (Real Madrid) 👑 Melhor Jogador do Campeonato Francês 95/96; Bola de Ouro 98; Melhor Jogador do Mundo (World Soccer) 98; 100 Craques do Século (World Soccer) 99; Melhor jogador da Eurocopa 00; Jogador Francês do Ano 98, 02; Melhor jogador do Campeonato Italiano 01; Melhor jogador do mundo pela FIFA 98, 00, e 03; Seleção da Copa do Mundo 98, 06; Onze de Ouro (Onze Mondial) 98, 00, 01; Seleção da UEFA 01, 02, 03; UEFA Golden Jubilee Poll (melhor jogador europeu dos últimos cinquenta anos) 04; FIFA 100 04; FIFPro World XI 05, 06; Seleção da UEFA da década 09; Melhor treinador do Ano da FIFA 17 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (10)
- Roberto Carlos: A física talvez explique
Batizado com o nome do ídolo de seu Oscar, seu pai, em 10 de abril, em 1973, nascia Roberto Carlos da Silva Rocha. Com apenas 11 anos, jogava bola com os veteranos de uma fábrica de aguardente em Cordeirópolis junto de seu pai. Jogando mais avançado, Roberto foi chamado para jogar pelo time da cidade. Num determinado episódio, o lateral esquerdo do time se machucou e ele foi improvisado na posição. O primeiro passo para se tornar um dos maiores da história na posição. Foi o primeiro jogador jovem contratado pelo União São João de Araras. Em 1990, teve um excelente tutor para os característicos chutes fortes e cobranças de falta: Éder Aleixo, ídolo do Atlético-MG e da Seleção Brasileira, que teve uma curta passagem pelo União São João. Dois anos depois, Roberto foi emprestado ao Atlético-MG para um torneio amistoso na Europa. Lá despertou o interesse do Real Madrid pela primeira, mas o presidente disse que o jogador não tinha a estatura necessária para jogar no clube merengue, em alusão aos 1,68m de Roberto, e o negócio não avançou. Na volta ao Brasil, o Palmeiras, no início da era Parmalat, contratou o lateral por US$550 mil. Em janeiro de 1993, Roberto Carlos estreava no Palmeiras . Era o início de um time histórico. Vanderlei Luxemburgo conseguia extrair de cada jogador o seu máximo e lapidava seus jogadores como poucos treinadores fizeram na história do futebol brasileiro. Com a camisa alviverde, Roberto encantava com suas investidas, chegava até a linha de fundo com uma qualidade muito acima da média, muita habilidade com a bola nos pés e força física. No Parque Antártica, venceu dois Campeonatos Brasileiros, um Torneio Rio-São Paulo e dois Campeonatos Paulistas. Após vencer duas Bolas de Prata, Roberto começou a receber sondagens de clubes como Paris Saint-Germain, Aston Villa e Internazionale, que, em 1995, conseguiria contratar o jogador por cerca de US$7 milhões. A ida para a Itália acontece simultâneamente com sua consolidação na Seleção Brasileira . Em 1993 já havia disputado a Copa América, que tinha sido com um elenco alternativo, já que o Brasil estava mais focado nas Eliminatórias. Roberto tinha a expectativa de ser chamado para a Copa do Mundo de 1994, mas foi preterido por Carlos Alberto Parreira, que levou os experientes Branco e Leonardo. A Inter, na época, não tinha um elenco muito competitivo. Roberto agradou logo de cara com dois gols nos primeiros dois jogos com a camisa dos nerazzuri. Após a saída do técnico Otavio Bianchi e a chegada de Roy Hodgson, caiu muito de produção. O comandante inglês avançou Roberto para o meio de campo e até para as pontas, posições que não o agradavam. Em 1996, Fabio Capello pediu a contratação do lateral para o Real Madrid que, mesmo com a resistência do presidente da Inter, o levou por €3,5 milhões. Uma nova era na carreira de Roberto Carlos. Chegou no Real jogando na sua posição preferida sendo campeão da La Liga, com a segunda melhor defesa da competição e esbanjando bom futebol. Em 1997, foi com a Seleção para o Torneio da França, uma competição amistosa preparatória para a Copa. Contra os donos da casa, Romário e Ronaldo eram caçados em campo. Aos vinte do primeiro tempo, uma falta na intermediária. Roberto, já conhecido pela potência nas cobranças de falta, pegou a bola. Mas era muito longe, 35 metros. Tomou a famosa longa distância para sua corrida característica e soltou a bomba. A bola parecia ser teleguiada. Fez a curva por fora da barreira e foi morrer no fundo do gol defendido por Barthez. Até físicos franceses ficaram incrédulos e foram analisar o lance: “No caso do futebol, onde ℒ é duas vezes menor do que L, vale a pena ser comentado. A trajetória da bola pode desviar significamente do circular, desde que o chute tenha longa distância. Dessa forma, a trajetória se torna surpreendente e imprevisível para o goleiro. É assim que interpretamos o famoso gol do brasileiro Roberto Carlos contra a França, em 1997. A falta foi cobrada de uma distância de aproximadamente 35 metros, ou seja, uma distância a qual é possível esperar uma trajetória inesperada. Levando em conta que o chute é poderoso o suficiente, uma característica do Roberto Carlos, a trajetória da bola curva brutalmente em direção à rede, em uma velocidade ainda grande o suficiente para surpreender o goleiro”. Ainda sobre Seleção, a Copa de 1998 foi para esquecer. Após vitórias pouco convincentes na fase de grupos, o Brasil acordou na vitória por 4 a 1 contra o Chile. O jogo contra a Dinamarca expôs todos os problemas defensivos da equipe, que passou no sufoco. E depois do jogo épico contra a Holanda, a Seleção enfrentaria a França, dona da casa. A convulsão de Ronaldo abalou todo o elenco brasileiro e principalmente Roberto Carlos, que dividia quarto com o atacante, viu tudo de perto e foi o primeiro a chamar os médicos. A volta para o Real Madrid era para se tornar um recomeço. Até a Copa da Coreia e do Japão, conquistou o Mundial de Clubes por duas vezes, em 1998 e 2002, a Liga dos Campeões por três vezes, em 1997/1998, 1999/2000 e 2001/2002, a UEFA Super Cup, em 2002, o Campeonato Espanhol em 2000/2001, além de Supercopas da Espanha em 1997, 2001. Se solidificou como o melhor jogador da posição, um mix de técnica, solidez defensiva, força física e disciplina tática. A Seleção de Luiz Felipe Scolari chegava desacreditada. Após o fracasso na decisão, Ronaldo havia se lesionado gravemente e estava longe dos gramados há dois anos. Foi uma verdadeira história de superação. Na primeira partida, vitória sobre a Turquia por 2 a 1. No jogo seguinte, goleada de 4 a 0 sobre a China com um gol de falta de Roberto Carlos. Na sequência, o Brasil bateu a Costa Rica, e, na segunda fase, despachou Bélgica , Inglaterra e Turquia até chegar a mais uma final, contra a Alemanha. Atuação irretocável, vitória por 2 a 0 e o pentacampeonato mundial. Roberto foi escolhido para a Seleção da Copa e ficou em segundo lugar no Ballon d’Or, se consagrando de vez como um dos maiores laterais-esquerdo de todos os tempos do Brasil e do mundo. No Real Madrid, novamente um período de vacas magras. Após a Copa, o craque viveria um hiato de títulos após o ápice dos Galácticos e o crescimento do Barcelona, mas ele ainda tinha tempo para disputar mais uma Copa do Mundo, dessa vez na Alemanha, em 2006. Mais uma vez a Seleção chegava favorita. Um elenco recheado de craques, experientes e jovens. Uma campanha monstruosa nas Eliminatórias, goleada na decisão da Copa das Confederações contra a arquirrival Argentina. Tudo pronto para mais uma festa. Novamente a França no caminho. Roberto ficou marcado por não acompanhar a infiltração de Thierry Henry no gol que classificou a França nas quartas-de-final daquela Copa, por supostamente estar “arrumando o meião”. Ali Roberto dava adeus à Seleção. Era um fim melancólico e injusto para um jogador tão espetacular e importante em tantos jogos do Brasil. Roberto, ao fim da temporada 2006/07, com o título da La Liga, anunciou que não renovaria com o Real Madrid. Desgastado com a torcida, decidiu encerrar sua passagem irretocável pelo clube merengue e assinou com o Fenerbahçe, da Turquia. Venceu duas Supercopas, mas acabou não se adaptando ao futebol turco. Em 2010, recebeu uma proposta do Corinthians e voltou ao futebol brasileiro. Ao lado de Ronaldo, um ambiente caótico e pressionado, onde vencer a Libertadores era quase uma obrigação. Embora tenha feito bons jogos e até gol olímpico, Roberto Carlos foi um dos mais criticados pela torcida após a eliminação na pré-Libertadores na competição continental em 2011, para o Tolima – isso porque o lateral nem jogou o duelo vencido pelos colombianos por 2 a 0. Após receber ameaças por causa da eliminação, o jogador deixou o clube e foi jogar no, na época milionário, Anzhi Makhachkala, onde foi capitão e atuou muitas vezes como volante e até como técnico. Por lá, decidiu se aposentar em 2012, aos 39 anos. Por que Roberto Carlos jogava de terno? Roberto é considerado por muitos o maior da história de sua posição, ao lado de nomes como Nilton Santos e do expoente Marcelo, seu sucessor na lateral do Real Madrid. Velocidade, explosão física, habilidade e muito controle de bola marcaram sua carreira, além dos inúmeros gols de falta. 👤 Roberto Carlos da Silva Rocha 👶 10 de abril de 1973 🏠 Brasileiro 👕 União São João de Araras, Atlético-MG, Palmeiras, Internazionale ITA, Real Madrid ESP, Fenerbahçe TUR, Corinthians, Anzhi Makhachkala, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 93 e 94 (Palmeiras), Mundial Interclubes 98 e 02, Liga dos Campeões da UEFA 97/98, 99/00 e 01/02, Campeonato Espanhol 96/97, 00/01, 02/03 e 06/07 e (Real Madrid), Copa das Confederações 97, Copa América 97 e 99 Copa do Mundo da FIFA 02 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Prata 93, 94 e 10, Time do Ano da UEFA 02 e 03, Defensor do Ano da UEFA 02 e 03,Golden Foot 08, Eleito Melhor Lateral-Esquerdo da História do Real Madrid. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9,2) Foto: Reprodução/Marca
- Raúl: Rei de copas
Por ser um jogo tradicionalmente popular, o maior espetáculo da Terra revela diversas lendas do esporte mundial. Os grandes craques são imortalizados por seus adeptos espalhados por todo o mundo, e com o classudo de hoje não poderia ser diferente. O Joga de Terno vai falar de Raúl González Blanco, que por coincidência, entrou para a história dos Blancos de Madrid. No bairro de São Cristóbal de Los Ángeles, onde foi nascido e criado, Raúl deu seus primeiros passos para uma carreira de sucesso. Ele jogou em apenas dois clubes, São Cristóbal e Atlético de Madrid, até chegar às categorias de base do Real Madrid em 92, equipe em que atuou por 18 anos. Vestindo o Terno dos merengues, em 94, Raúl assinou seu primeiro contrato profissional e com 8 jogos realizados nas equipes C e B, ele marcou 16 gols e acabou promovido ao elenco principal ainda naquele ano. Em 16 anos como atacante da principal equipe dos Galáticos, além dos diversos títulos importantes como 2 Mundiais Interclubes, 3 Ligas dos Campeões, 6 Campeonatos Espanhóis, 1 Supercopa da UEFA e 4 Supercopas da Espanha, Raúl conquistou o apelido de “A Ferrari”, dado pelo seu companheiro de equipe Hierro, por suas performances e habilidades. Após ter ostentado a faixa de capitão durante 7 anos consecutivos se tornou uma lenda no clube da capital. Após uma lesão que o tirou do final da temporada de 2010, Raúl se transferiu para o Schalke 04 da Alemanha, marcando seu primeiro gol pelo clube já na sua estreia e colecionando mais dois “canecos” em apenas dois anos nos “Azuis Reais”. Após sua transferência para o Al-Sadd do Qatar em 2012, o Schalke passou uma temporada inteira sem utilizar a camisa 7 em respeito ao atacante espanhol. Em 2013, Max Meyer, o novo prodígio do clube alemão voltou a ostentar o número pelos gramados. No clube do Qatar, Raúl ganhou novamente a responsabilidade de ser o capitão. E como esperado, não tremeu. Em dois anos de atuação conquistou a Liga Nacional e a Copa do Qatar. Em março de 2014 anunciou que se aposentaria ao final do campeonato em que disputava pelo Al-Sadd, porém, em outubro do mesmo ano assinou um contrato com o New York Cosmos dos Estados Unidos, como já acostumado, conquistou mais dois títulos com o terno dos “The Mo’s”. O Cosmos terminou o campeonato com o melhor recorde da temporada regular. Em novembro de 2015 se despediu de vez dos gramados como jogador profissional. Raúl defendeu a Seleção Espanhola principal por 10 anos. De 96 a 06, disputou 3 Copas do Mundo FIFA e 2 Euros, além de amistosos pela seleção. É o segundo maior goleador espanhol com 44 gols em 102 jogos, fica atrás somente de David Villa que quebrou seu recorde em 2011. Por que Raúl jogava de terno? Considerado um dos maiores jogadores da Espanha e do Real Madrid, Raúl González além de ser um dos maiores artilheiros da Europa - terceiro maior artilheiro da história da Liga dos Campeões com 71 gols em 142 jogos - era conhecido por sua grande criatividade e poder de articular jogadas. Além de ser um canhoto veloz, com excelente técnica e habilidade, perigoso dentro e fora de área, Raúl era extremamente respeitado por sua liderança e disciplina (nunca recebeu um cartão vermelho em toda sua carreira). Foi um verdadeiro Rei de Copas, assim como é conhecido o clube que o revelou. 👤 Raúl González Blanco 👶 27 de Junho de 1977 🏠 Espanhol 👕 Real Madrid ESP, Schalke 04 ALE, Al-Sadd QAT, New York Cosmos USA, Seleção Espanhola. 🏆 (principais) Copa Intercontinental 98 e 02, Liga dos Campeões 97/98, 99/00 e 01/02, Supercopa da UEFA 02/03, Campeonato Espanhol 94/95, 96/97, 00/01, 02/03, 06/07 e 07/08 (Real Madrid); Copa da Alemanha 10/11 (Schalke 04); Liga Nacional do Qatar 12/13, Copa do Qatar 14 (Al-Sadd); Liga Norte-Americana de Futebol (NASL) 15/16, Copa da Liga Norte-Americana de Futebol (NASL) 15/16 (New York Cosmos). 👑 (principais) Artilheiro da Liga dos Campeões 00 e 01, Melhor Atacante da Liga dos Campeões 00, Artilheiro do Campeonato Espanhol 99 e 01, Melhor Jogador do Campeonato Espanhol 94/95, 96/97, 98/99, 99/00, 00/01 e 01/02, Melhor Atacante da UEFA 00, 01 e 02, Melhor Jogador do Campeonato Espanhol pelo Jornal Marca 07/08, Artilheiro do Campeonato Espanhol pelo Jornal Marca (Pichichi) 98/99 e 00/01. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 8,5 📷 Reprodução/Zimio #RealMadrid #Atacante #SeleçãoEspanhola #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006
- Pepe: Mais uma joia brasileira em terras lusitanas
Os semblantes fechados dos jogadores de Brasil e Portugal que iriam protagonizar um jogo sem brilho válido pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2010, mostrava ao mundo que este era um ludopédio tenso, mais por razão das relações históricas políticas do que propriamente de confrontos esportivos. No meio dos 22 atletas que iriam começar a partida, estava Képler Laveran de Lima Ferreira, classudo de hoje, com a camisa 15 lusa. O brasileiro de Alagoas teve que ser mais imposto psicologicamente do que os demais jogadores ali presentes, pois estava defendendo as cores da seleção europeia contra seu país natal, e que por tal escolha, foi alvo de críticas da imprensa brasileira. No jogo, o nosso personagem de hoje desempenhou seu papel em um estilo atípico dos demais jogadores portugueses, com carrinhos e jogadas duras que resultaram em um cartão amarelo. Um crítico que não tem conhecimento do estilo de jogo de Pepe poderia dizer que seu jogo foi de certa forma acintoso nas divididas, e que ele estava nervoso com todos os componentes do confronto, mas não, este jogo teve o selo "Pepe de qualidade"! O craque sempre destoou de atuações nesse estilo desde os tempos de Marítimo, clube português que lhe revelou. Em Portugal, terra que acolheu o brasileiro e lhe deu uma projeção mundial, o classudo vestiu além do terno do pequeno Marítimo, o do todo poderoso Porto, onde conquistou os prêmios mais importantes a nível nacional e um campeonato mundial de clubes comandado por Mourinho. Para um jovem alagoano, que teve seu futuro incerto ao sair da América direto para o campeonato português, assinar com o clube então dono de nove orelhudas era o estado máximo de glória da carreira do defensor! Era Pepe e Real Madrid! Nessa altura, os torcedores merengues não sabiam, mas a partir da contratação do destemido em questão, o Real Madrid tinha um classudo disposto a deixar sangue dentro do campo, independente de onde viesse o sangue. O resto da trajetória de Képler em Madrid terminou de forma gloriosa, bem ao estilo merengue! Foram mais de dez anos vestindo a camisa dos Blancos, mas no começo da temporada passada ele decidiu respirar ares novos e defender a camisa do Besiktas, clube turco. Na Turquia, como todos sabem, o campeonato não é uma exclusividade de apenas dois clubes e um terceiro que corre por fora, e talvez por isso, a primeira temporada do classudo na terra euro-asiática tenha sido diferente do que ele estava acostumado na Espanha, sem levantar taças! Aos 35 anos, Képler se mostra com muito tesão de jogo, e se depender do zagueiro luso, a amarga goleada sofrida pelo Bayern válida pela liga dos campeões e o quarto lugar do campeonato turco com quatro pontos a menos do que o campeão Galatasaray, serão fatos que ganhariam o título de "Azar de principiante". Por que Pepe jogava de terno? Um atleta que teve suas polêmicas sempre limitadas apenas às quatro linhas, Képler Laveran de Lima Ferreira sempre foi símbolo de segurança e entrega dentro de campo. Apesar das críticas da imprensa em relação a escolha da pátria e estilo de jogo, seu contato com as torcidas dos clubes e seleção em que defendeu sempre foi um contato harmonioso. 👤 Képler Laveran De Lima Ferreira 👶 16 de Fevereiro de 1983 🏠 Brasileiro/Português 👕 Marítimo POR, Porto POR, Real Madrid ESP, Besiktas TUR, Seleção Portuguesa. 🏆 (Principais) Campeonato português 05/06 e 06/07, Mundial de Clubes 04 (Porto); Liga dos Campeões 13/14, 15/16, 16/17; Campeonato espanhol 07/08, 11/12, 16/17; Mundial de Clubes 14 e 16 (Real Madrid); Euro 16 (Seleção portuguesa). 👑 (Principais) Time da Euro 08, 12 e 16; 8º Melhor jogador do mundo 16 (Marca). Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,4) 📷 Imagem: Denis Doyle/Getty Images
- O versátil Modrić
Luka Modrić, croata, nasceu em 1985 na antiga Iugoslávia. Seus primeiros passos no futebol foram no time local de sua cidade, o Zadar. Em 2002 chamou atenção do Dinamo Zagreb, o clube mais vitorioso de seu país. Para ganhar experiência foi emprestado a dois clubes croatas, retornando ao Dinamo em 2005, onde finalmente fez sua estreia e foi tri campeão nacional. A mudança para a Premier League envolveu um valor recorde para o futebol croata, em 2008 os Spurs desembolsaram 16,5 milhões de Libras para contar com a até então promessa Modrić. Com toda certeza o dinheiro foi bem investido, afinal o meia carregou o time até uma quarta de final de Champions League, campeonato que o time londrino não chegava a quase cinquenta anos. Em 2012, por trinta milhões, chegou a vez de vestir o terno dos galácticos, e ai sim a consagração. Em um time que pode contratar praticamente quem quiser, que nas últimas temporadas contou com meias como Xabi Alonso , Dí Maria e James Rodríguez. Luka Modrić não só se manteve no elenco como é o atual camisa 10 do Real Madrid. Independente do resultado que nos aguarda o embate entre Rússia e Croácia, Modrić é considerado junto a Davor Sucker os maiores futebolistas de seu país. Por que Modrić joga de terno? No futebol moderno, se destacam aqueles que podem exercer várias funções, nosso classudo poderia ser considerado uma espécie de terceiro volante. No início da carreira Luka atuava um pouco mais adiantado, no Real, pela excelência do poder ofensivo do elenco, fica um pouco mais recuado podendo desempenhar pelas laterais da meiuca também. Extremamente habilidoso com as duas pernas, são os passes e o controle de bola o carro chefe de seu vasto repertório. 👤 Luka Modrić 👶 9 de Setembro de 1985 🏠 Croata 👕 Dinamo Zagreb, Zrinjski, Inter Zaprešić Tottenham ING, Real Madrid ESP, Seleção Croata. 🏆 (Principais) Campeonato croata 05/06, 06/07, 07/08 (Dinamo) Campeonato espanhol 16/17 Liga dos Campeões 13/14, 15/16, 16/17, 17/18, Mundial de Clubes 14, 16 e 17 (Real Madrid) 👑 Jogador croata da decada: 2010, Melhor meia do Campeonato inglês 09/10, Time do ano UEFA 16, Melhor meia de La Liga 13/14, 15/16, 13° melhor jogador do ano 16 FIFA, 17° melhor jogador do ano 16 Ballon d'Or, 5° melhor jogador só ano 17 Ballon d'Or, Bola de Ouru do Mundial de Clubes da FIFA 17 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 👔 (8,2)
- Marcelo: Um novo ídolo brasileiro no Real Madrid
O classudo de hoje chegou ao Real Madrid com apenas 18 anos. Durante a apresentação no Santiago Bernabéu, transparecia em seu rosto uma mistura de euforia e timidez. Quando chegou, tinha a missão de substituir nada mais, nada menos que Roberto Carlos. Seu ídolo. Marcelo é o cara. Lá se vão 10 anos e hoje é um dos principais ídolos dos madridistas. Na lateral-esquerda madrilenha esbanja personalidade, ousadia, ímpeto e muito amor ao seu terno de número 12. Na ausência de Sérgio Ramos, é o capitão da equipe. Para atingir o status, Marcelo ralou muito. Revelado na base do Fluminense, tinha dificuldades para pagar as idas e vindas do treinamento nas Laranjeiras. Quase desistiu do futebol. Aos trancos e barrancos da vida, chegou ao time profissional e logo se destacou. Por isso foi para o gigante Real Madrid. E enquanto os jovens que chegavam atuavam no Real Madrid Castilla (Real B), nosso classudo já figurava entre os relacionados no elenco principal. Com a aposentadoria de Roberto Carlos , Marcelo era a grande esperança em Madrid. Contudo, a imaturidade o atrapalhou. Precisava melhorar a parte tática, principalmente defensivamente. Aos poucos, suas atuações mostravam que o desenvolvimento do jogador era iminente. Aos poucos, ia se tornando unanimidade na equipe de Madrid. Contudo, o mesmo não acontecia na Seleção Brasileira. Mesmo com o gol logo na sua estreia, em um amistoso em 2008 contra País de Gales. E também uma ótima atuação contra Portugal, onde marcou Cristiano Ronaldo, não deu espaço ao já astro mundial e ainda bateu boca com o gajo - hoje um grande amigo no Real. Marcelo teve problemas no relacionamento com Felipão, Mano e Dunga, por isso, às vezes, era “esquecido” nas convocações. Para nossa sorte Tite apagou o histórico e quer o melhor lateral-esquerdo do mundo com o terno canarinho. Nos seus primeiros jogos com o novo comandante, Marcelo dá mostras de que pode repetir o seu protagonismo de Real com o Brasil. Junto com Neymar, o lado esquerdo brasileiro talvez seja o mais forte do mundo. Aos 28 anos, a timidez ficou pra trás e agora Marcelo está mais para bad boy. Tem muita personalidade! Com o nome garantido na história do Real Madrid, já atuou 384 vezes pelo time. Está entre os três estrangeiros que mais atuaram por lá, atrás de Di Stéfano (396) e de seu ídolo Roberto Carlos (527). Dos 26 gols feitos, sem dúvidas o mais importante foi na final da Champions League 13/14, “La Decima”. Saiu do banco e marcou o gol de desempate sobre o Atlético de Madrid, a dois minutos do fim da prorrogação. Por essas e por outras, é uma referência no Real Madrid. Por que Marcelo jogava de terno? Melhor Roberto Carlos explicar: “O Marcelo é o melhor do mundo, faz um futebol mais real. Só espero que não seja melhor que eu, mas ele está jogando muito bem. No momento, ele é o melhor lateral-esquerdo que tem no mundo. Tecnicamente, o melhor é ele. Eu era mais potência e chute. Ele é completo.” 👤 Marcelo Vieira da Silva Júnior 👶 12/05/1988 🏠 Brasileiro 👕 Fluminense, Real Madrid, Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Carioca 2005 (Fluminense); Campeonato Espanhol 06/07, 07/08, 11/12, Copa do Rei 10/11 e 13/14, Champions League 13/14 e 15/16, Super Copa da Uefa 14 e 16, Mundial Interclubes 14 e 16 (Real Madrid); Copa das Confederações 13. 👑 Seleção do Campeoanto Brasileiro 06, Time do ano da Uefa 11 e 15, Time do ano da Fifa 12, 15 e 16 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔👔 👔 (9)* *nota reavaliada
- Alexi Lalas: um rockstar no palco do futebol
Aquele com uma memória melhor certamente se lembrará de um dos jogares que mais cativaram a torcida na Copa de 94. Cabelos longos ruivos com um cavanhaque chamativo. Não só pela aparência, Alexi Lalas foi um dos grandes jogadores a surgir na terra do Tio Sam. Classudo de impor medo no ataque adversário e que curte uma boa guitarra. Ainda que estivesse longe de ser um grande zagueiro (e de chamar atenção mais pelo visual que pelo futebol), Lalas tem sua uma significativa importância para o futebol norte americano. Se notabilizou, primeiro, pela boa dupla que formou com Marcelo Balboa, na copa em sua casa. O destaque aconteceu naquela oitava de final contra o Brasil de Romário e um jogo duro e de forte marcação dos americanos. Naquela época, o esporte nos EUA passava ainda por uma profissionalização, longe de ter o relativo holofote que tem hoje e também distante da projeção que ganhou à época do Cosmos de Pelé, Beckenbauer e Carlos Alberto Torres. Por isso, era difícil imaginar que a seleção local, com muitos jogadores que atuavam naquele cenário, pudessem fazer frente à seleção tri-campeã mundial. Mas fizeram, ainda que o resultado tenha sido negativo. Para Lalas, um modesto zagueiro, filho de uma poeta norte americana e de um professor grego, era ainda mais improvável que se notabilizasse além da aparência. Mas Alexi conseguiu virar uma referência – para não usar o termo lenda que muitos usam – quando se tornou o primeiro norte-americano a jogar na tradicional liga italiana, com o terno do Pandova. Injustiça, talvez, seria não contar que Lalas também estivera na surpreendente campanha dos Americanos em Havana, no Panamericano de 91, quando puderam ganhar o ouro. Mas vale lembrar também que naquela edição Brasil – defensor do título – Argentina, Uruguai e outras das principais seleções sul-americanas não participaram do torneio, restando apenas os modestos times da América Central (Cuba, Haiti, Nicarágua e Honduras), os três norte americanos e o Suriname. Lalas jogaria na Itália entre 94 e 96, regressando aos Estados Unidos para disputar a Major Soccer League pelo New England Revolution. Depois de aposentado, em 2003, tentou seguir também a carreira no rock lançando dois álbuns com sua banda Gypsies e mais um em carreira solo. Recentemente, esteve no Brasil para acompanhar a copa do mundo de 2014 como comentarista da ESPN. Por que Alexi Lalas jogava de terno? Forte, alto e a cara nem sempre simpática que mostrou aqui no Brasil durante a copa de 2014. Alexi Lalas tinha a estirpe de um zagueiro que sabia se impor, mesmo que só fisicamente. Apesar de não ser um dos mais belos zagueiros da história, tem seu nome gravado no Hall da Fama do futebol norte americano. Nada pouco significativo para um país que surge cada mais forte no cenário futebolístico. 👤 Panayotis Alexander Lalas 👶 1 de junho de 1970 🏠 Estadunidense 👕 Rutgers EUA, Pandova ITA, New England Revolution USA, Metro Stars EUA, Kansas City EUA, Los Angeles Galaxy EUA e Seleção Estadunidense. 🏆 US Open Cup: 01, MSL Cup: 02 (Los Angeles Galaxy). Ouro nos jogos panamericanos de 91 (Seleção Norte-americana). 👑 Jogador de Futebol do ano pela MLS: 95 Classômetro: 👔👔👔👔 (4,2)
- Alex Dias: o terror pantaneiro
Mais de 20 ternos na carreira, parceiro indefectível de Aloísio Chulapa, amigo próximo do cantor Leonardo, teve sua primeira lesão no futebol aos 33 anos, dois brasileiros no currículo, o primeiro gol marcado no estádio Engenhão: Hoje é aniversário do terror pantaneiro, Alex Dias. O atual atacante de Juventude, hoje completando 44 anos, tem a carreira cheia de histórias e gols icônicos. Brilhou no Remo , do Pará após chamar atenção de um amigo no time de sua cidade natal (Rio Brilhante, MS). Em duas temporadas no time paraense, foi convidado para jogar em Portugal, no Boavista, onde ficou menos de um ano. Voltou ao Brasil para jogar no Goiás, jogando por lá quatro anos. Depois, em 1999, fora jogar na França e teve passagens pelo Saint-Etienne e PSG. Essa época foi marcada pela sua parceria com Aloísio Chulapa, o “pai do Danone” nos dois times franceses. Voltou pro Brasil em 2003 e fez parte do elenco do Cruzeiro , campeão brasileiro naquele ano. Mas só estourou por aqui em 2004, atuando pelo seu ex-time Goiás. Foi vice artilheiro do campeonato nacional daquele ano. Daí, despertou interesse em diversos grandes clubes do Brasil e foi parar no Vasco, pra jogar ao lado do baixinho Romário . Foi em 2005 que Alex teve sua primeira lesão (somente com 33 anos!). Por isso, não levou a artilharia daquele ano, mas cativou a torcida vascaína. Teve uma rápida passagem pelo São Paulo, seu time de coração, mas viveu de altos e baixos e foi pouco aproveitado no time – contudo, ainda foi campeão nacional vestindo o terno do tricolor em 2006. No São Paulo, reencontrou seu indefectível parceiro Chulapa. Sua passagem pelo Fluminense foi de um início alegre, sendo um dos artilheiros da equipe na conquista da copa do Brasil de 2007. Marcou o primeiro gol do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, num jogo contra o Botafogo. Mas foi caindo seu prestígio com o técnico Renato Gaúcho. Deixou o tricolor e voltou ao Goiás, com status de craque e com grande respaldo do técnico Caio Júnior e um certo carinho da torcida. Depois de sua terceira passagem pelo Goiás, o “atacante pantaneiro” tentou retomar a sua carreira, mas voltou a rodar o Brasil com passagens em times pequenos até anunciar sua aposentadoria em 2012. Porém, em 2015, aos 43 anos, foi anunciado pelo Juventude do Rio Grande Sul onde hoje joga a série C do campeonato nacional. No período de aposentadoria do futebol, jogou futevôlei, discipulado pelo baixinho. Chegou a ser bicampeão nacional na modalidade. Por que Alex Dias jogava de terno? Alex Dias sempre teve faro de gol e chamou a atenção do Brasil quando foi vice artilheiro do Brasileirão em 2004 e em 2005 formou uma dupla de muitos gols com Romário, no Vasco (ao todo, os dois tiveram 41 gols no ano). Nunca se firmou numa equipe, mas seja qual fosse o terno que vestisse, a equipe adversária temia o “Pantaneiro”. 👤 Alex Dias de Almeida 👶 26 de maio de 1972 🏠 Brasileiro 👕 ARBA-MG, Águia Negra-MS, Comercial-MS, Remo, Boavista POR, Goiás, Saint-Etienne FRA, Paris Saint-Germain FRA, Cruzeiro, Vasco da Gama, São Paulo, Fluminense, Brasiliense, CRAC-GO, Mixto-MT, Vila Nova, Pelotas-RS, América-RJ, Aparecidense-GO e Juventude. 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro: 2003 (Cruzeiro) e 2006 (São Paulo), Copa do Brasil: 2007 (Fluminense). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔 (4,6)
- Alex: o meio-campo é o lugar dos craques
Alexsandro de Souza, mais conhecido como Alex Cabeção ou Alex10, fazendo jus à careca brilhante e, claro, ao número que estampou seu terno por todas as equipes onde jogou. Mas, se a cabeça chamava atenção, a habilidade com os pés era ainda mais óbvia, fazendo dele o titular absoluto da camisa dez em seus quase vinte anos de carreira no tapete da realeza verde. Embora revelado pelo Coritiba em 1995, foi no Palmeiras e no Cruzeiro que o meia Alex conquistou os principais títulos de seu reinado: Mercosul, Copa do Brasil e Libertadores 98/99, pelo alviverde, e o Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro 2003, pela Raposa. No entanto, dentre suas conquistas individuais, os prêmios pelo Coxa-Branca – seu time do coração – também têm lugar pra lá de cativo na estante do craque, com destaque para o troféu de melhor meia do campeonato paranaense de 1997, que ele fez questão de “restaurar” em 2013, quando voltou às origens para se despedir dos gramados e reeditar a conquista. Reconhecido como dono dos passes certeiros nos três clubes brasileiros onde jogou – consagrando-se como o jogador com o maior número de assistências do Brasileirão de 96, 98 e 2003 – Alex10 também esbanjava classe nas cobranças de falta com a potente canhota que quase sempre tinha endereço certo. E, se talvez injustiçado na nossa seleção canarinho, com a amarelinha do Fenerbahçe a história foi diferente: tornou-se ídolo incontestável e chegou até a receber oferta de contrato vitalício. Hoje com as chuteiras devidamente penduradas, Alex veste o terno de comentarista da ESPN, levanta a bandeira do movimento Bom Senso F.C. e, vez ou outra, dribla os craques do humor no canal Desimpedidos. Por que Alex jogava de terno? Seja no alviverde curitibano, no verdão paulista, no azul celeste, no amarelo do Fener, ou com todas essas cores juntas pela nossa Seleção, uma coisa é certa: Alex foi o titular absoluto da camisa dez. Portanto, haja talento, haja classe e haja terno. 🚹 Alexandro de Souza 👶 14 de setembro de 1977 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Coritiba, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Parma ITA, Fenerbahçe TUR, Seleção Brasileira 🏆 Copa Mercosul 98, Copa do Brasil 98 e Copa Libertadores da América 99 (Palmeiras); Tríplice Coroa 2003: Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro (Cruzeiro); Campeonato Turco 04/05, 06/07 e 10/11, Supercopa da Turquia 07 e 09 e Copa da Turquia 12 (Fenerbahçe); Copa América 99 e 04 (Seleção Brasileira) 👑 Terceiro maior artilheiro do mundo (IFFHS 99); Bola de Prata de melhor meia do Campeonato Brasileiro 03 (Revista Placar); Bola de Ouro de melhor jogador do Campeonato Brasileiro 03 (Revista Placar); Jogador Revelação da Seleção Brasileira 97 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,4) #Flamengo #Coritiba #Palmeiras #Cruzeiro #Fenerbahçe #Brasil #SeleçãoBrasileira #Meia
- "Capricha garotinho, capricha, rolou pra Cafu, pra Raí, pro gol... eeeee queeee gooooolaaaaaaço
Raí foi ídolo do São Paulo e PSG. Fez parte da seleção brasileira campeã mundial em 1994. A comparação com seu irmão mais velho é inevitável, mas nada muda o fato que ele ajudou a mudar a história do clube paulista. Com ele um time brasileiro foi capaz de parar esquadrões como Barcelona, Real Madrid e Milan. Para a grande maioria dos amantes do futebol só foi mais um dos diversos bons jogadores que nosso país. Mas para a torcida tricolor Raí foi o terror do Morumbi. Contratado junto ao Botafogo de Ribeirão Preto em 87, Raí demorou muito para engrenar na equipe do São Paulo. Com o início pouco empolgante as críticas não demoraram a surgir. Boa parte dos críticos usavam o argumento dele ser lento e pouco participativo em campo, além da comparação com Sócrates. Esses primeiros anos fez com que fosse cogitado sua saída para o Flamengo. Mas não foi isso que aconteceu. Em 89 foi campeão já como títular no campeonato paulista, e vice do Brasileiro. Mas mesmo assim não se destacava da maneira que a torcida esperava, o que mudaria com a chegada de Telê Santana em 1990. Com Telê veio a organização tática da equipe e a ascensão de Raí. O São Paulo chegou a final do brasileiro daquele ano contra o Corinthians e entrou em campo como favorito absoluto, perdeu. A fama de pé frio do chefe aumentava e a cobrança em cima do camisa 10 também. No ano seguinte uma nova oportunidade, agora sim se confirmando o título nacional, diante do Bragantino de Vanderlei Luxemburgo. Em 92 a Libertadores passava longe, mas muito longe do que é hoje em termos de glamour. A diretoria apostava em um projeto de internacionalização da marca mas Telê era contra. Para ele o clube deveria poupar jogadores e ir com força total nos campeonatos nacionais. Com a força do elenco o São Paulo durante a competição foi crescendo e chegou na final contra o Newell's Old Boys. Na primeira partida foi 1 a 0 pro Newell's fora, na segunda 1 a 0 pro São Paulo em casa com gol de Raí, o jogo seria levado aos penais o que resultaria na consagração da equipe. A partir desse momento só foi ascensão, Mundial diante o Barcelona com gol de falta de Raí de falta, depois veio o bi libertadores. Dando o fim a primeira passagem dele no São Paulo foi a Europa. No Paris Saint-Germain se consagrou no grande time patrocinado pelo Canal Plus. Campeão francês, bi campeão da copa da França, campeão da liga francesa e da Recopa Europeia. Nesse meio tempo ainda jogaria a Copa do Mundo de 1994, onde em má fase na carreira perdeu posição para Mazinho. Mas com o passar dos jogos entrava regularmente, chegando a anotar um gol contra a Rússia. Em sua volta para o São Paulo chegou para o jogo final do paulista de 1998. A equipe vinha em uma grande campanha e com ótimos nomes no elenco. Tomou a vaga de Aristizábal e vestiu a camisa 23 (23 devido a mania da época de usar o número do Jordan) anotou um gol no inicio da partida, foi um retorno triunfal para o craque. No ano seguinte sofreu uma grave lesão e ficou de fora dos campos nove meses. Voltou e foi novamente campeão paulista em 2000. Mas sem condições físicas devido a grave lesão do ano anterior acabou por encerrar sua carreira. Por que jogava de terno? Com o passar do tempo se tornou um jogador rápido, cadenciador, chute forte, cabeceador e principalmente organizador de jogadas. Jogava muito em prol do companheiro do que dele mesmo. Não foi gênio, mas foi importante para todos os elencos que teve a oportunidade de participar. 👤 Raí Souza Vieira de Oliveira 👶 15 de maio de 1965 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo - SP, Ponte Preta, São Paulo, PSG, São Paulo e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 91, Copa Libertadores da América 92 e 93, Mundial Interclubes 92 (São Paulo), Campeonato Francês 94, Copa da França 95 e 98, Copa da Liga Francesa 95 (PSG), Copa do Mundo 94 (Seleção Brasileira) 👑 Meio-campista da "equipe ideal" do Brasil (O Estado de S. Paulo) 92, Melhor jogador do Mundial Interclubes 92, Melhor jogador brasileiro (O Estado de S. Paulo) 92, Melhor jogador da América do Sul (El País) 92, Equipe da Europa (European Sports Media) 95-96, 5º Maior jogador do mundo 92 (RSSF), 3º Maior artilheiro do mundo 93 (IFFHS), 10º Maior jogador do mundo 93 (FIFA) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (8) #SãoPaulo #PSG #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #MeioCampo









