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  • O técnico copeiro

    O único técnico a disputar três finais consecutivas de Copa do Brasil. Nas últimas seis edições da competição, o professor disputou cinco. Marcelo Oliveira é o dono deste feito. Com tamanho sucesso no mata-mata nacional não há definição melhor para o nosso classudo de hoje que não seja: copeiro. O currículo não para nas copas e ainda tem várias conquistas. Entretanto, sempre quando se analisa MO na imprensa esportiva, surgem questionamentos sobre seu trabalho. Afinal: competência ou sorte? Bom, para buscarmos esta resposta, vale observar a carreira de Marcelo Oliveira no futebol. Ex-jogador foi um meio-campista de sucesso na década de 70, com grande identificação com o Atlético Mineiro. E foi no Galo que MO iniciou sua carreira como técnico nas categorias de base do clube. Quando o time principal estava em apuros e sem comandante, era dele também o papel de interino. Foi assim em 2008, ano do centenário do Atlético. A campanha no Brasileirão daquele ano era pífia e Geninho pedia demissão há 10 rodadas do final do campeonato, deixando o time perto da zona da degola. Marcelo Oliveira assumiu o time, promoveu jogadores da base e terminou o ano invicto no comando do alvinegro mineiro. Mesmo assim, a diretoria não o efetivou e o técnico decidiu sair do clube. Passou então pelo Ipatinga e pelo Paraná Clube, sem destaque. Foi no Coritiba que Marcelo Oliveira deslanchou sua carreira como técnico. Montou um time simples e vencedor. Por lá, nosso classudo professor chegou a duas finais consecutivas de Copa do Brasil. Foi campeão Paranaense invicto. Além disso, em 2011, bateu um recorde mundial com 24 vitórias seguidas no ano. Porém, o ápice da sua carreira seria em sua volta para Minas Gerais. O técnico mineiro não voltou as origens e foi treinar o Cruzeiro. Chegou na Toca da Raposa cercado de desconfiança dos cruzeirenses e precisou trabalhar muito para ser aprovado. E como trabalhou bem! Formou um time envolvente, dinâmico e sem grandes estrelas. Em casa atropelava o adversário, fora era pragmático. Na fórmula do 4-5-1 de MO - com três meias velozes e de chegada, mais o centroavante fixo - a Raposa sagrou-se bicampeã do Brasileirão. Foi com Cruzeiro também que Marcelo chegou à sua terceira final de Copa do Brasil. Perdendo para o Galo e sendo vice-campeão pela terceira vez. A hora do título teria que chegar e chegou no Palmeiras em 2015. Porém, o Verdão de MO não mostrava um futebol vistoso. Muitos espaços entre as linhas e chutões constantes. O 4-5-1 permanecia, mas não funcionava como antes. Aos trancos e barrancos, nosso técnico copeiro, enfim, venceu uma final do mata-mata nacional. O ano de 2016 começou e MO começava uma péssima campanha na Libertadores com o Palmeiras. Foi demitido e pouco depois foi contratado pelo Galo. O técnico inexperiente de antes, voltava para o Atlético com um currículo e encorpado. O elenco recheado de estrelas, chegou a mais uma final da Copa do Brasil. Será o campeão? A história irá contar. Sorte ou competência, deixo para o classudo que lê decidir. Fato é que Marcelo Oliveira já está no hall dos melhores técnicos do Brasil atualmente. Por que jogava de terno? Na beira do campo, Marcelo Oliveira não usa terno e nem tem grife de professor. Por ter sido um ótimo jogador, soube aprender muito sobre futebol e usa desta experiência ou dom, para treinar suas equipes. As vezes peca nas variações táticas, contudo seu jeito simples de formar suas equipes já deu muito certo. 👤 Marcelo de Oliveira Santos 👶 4 de março de 1955 (61 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Atlético Mineiro, CRB, Ipatinga, Paraná, Coritiba, Vasco, Cruzeiro e Palmeiras. 🏆 (principais títulos) Campeonato Brasileiro 2013 e 2014 (Cruzeiro), Copa do Brasil 2015 (Palmeiras). 👑 Melhor técnico do Brasileirão 2013 e 2014. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,2) #AtléticoMG #Cruzeiro #Palmeiras #Brasil #Técnico

  • El vinotinto de la Bundesliga

    Os gramados do JdT abrem espaço hoje para um jogador que passeou com suas habilidades pela América do Sul, Europa e agora América do Norte: o meia Juan Arango. No ano de 2005, Juan Arango, vestindo a camisa do Mallorca contra o Sevilla, levou uma cotovelada do zagueiro Javi Navarro e caiu inconsciente. Correu risco de vida, mas superou o acidente que fraturou um osso de sua face, depois de levar quarenta pontos no rosto, e continuou elevando os números de sua carreira. O Mallorca foi o primeiro time europeu de Arango, que registrou 45 gols em 183 partidas. Antes disso, ele tinha defendido as equipes mexicanas Monterrey, Pachuca e Puebla depois de quatro anos jogando em clubes de sua terra natal, a Venezuela. Com o Pachuca, foi campeão em 2002 da Liga dos Campeões da Concacaf. Mais do que sua regularidade em campo e muitas assistências, Arango se destacava pelos gols, quase sempre golaços. "É verdade que eu pareço fazer mais gols difíceis do que fáceis", disse certa vez o jogador. Cobrar faltas foi a habilidade que o levou para o Borussia Mönchengladbach, clube alemão onde também seria ídolo. Atuou pelos Potros por cinco temporadas e protagonizou um lance que foi considerado um dos feitos mais bonitos da Bundesliga 12-13. O canhoto balançou as redes numa improvável distância de 44 metros para a baliza. "Quando eu era jovem, havia muito poucos venezuelanos jogando no exterior. Tentei dar ao futebol venezuelano uma nova cara, e acho que consegui", disse em entrevista ao site oficial da Bundesliga, comprovando seu pioneirismo no futebol local. Arango atuou pela seleção da Venezuela durante os anos de 1999 a 2015, sendo considerado um dos maiores jogadores da história do futebol venezuelano, marcando 24 gols nos 128 jogos pela Vinotinto. Além disso, o meia participou de seis edições da Copa América (sendo a da Argentina de 2011 a melhor colocação da Venezuela no torneio, terminando em quarto lugar) e de quatro eliminatórias da Copa do Mundo, apesar de nunca ter disputado a competição. Um de suas últimas façanhas foi no futebol mexicano, quando mordeu um jogador adversário em plena partida, levando dois jogos de suspensão. Atualmente, está no New York Cosmos, sendo o principal jogador do elenco da equipe estadunidense. Por que joga de terno? Cobrador de falta, habilidoso e finalizador. Juan Arango tornou-se um dos nomes de referência na Bundesliga, quando sabemos bem que não é qualquer jogador que consegue o feito no futebol alemão, mesmo não sendo campeão. Para a Venezuela, então, nem se fala. 👤 Juan Fernando Arango Sáenz 👶 16/05/1980 (36 anos) 🏠 Venezuelano 👕 Zulianos, Caracas (VEN), Monterrey, Pachuca, Puebla (MEX), Mallorca (ESP), Borussia M´gladbach (GER), Club Tijuana (MEX), New York Comsos (EUA), Seleção Venzuela 🏆 Liga dos Campeões da Concacaf 2002 (Pachuca) 👑 Melhor marcador da Liga dos Campeões CONCACAF 02, EFE Trophy 3º melhor jogador latino-americano na Liga espanhola 06, Melhor jogador latino-americano da Bundesliga 11/12, Bola de Ouro da North American Soccer League 16. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,5) #Mallorca #SeleçãoVenezuelana #CopadoMundo2014

  • "Levezinho faro de golo"

    O baiano Liedson surgiu para o futebol jogando no Pações de seu estado. Destacou-se alta capacidade de fazer gols. Leve como uma pluma tinha na movimentação sua maior característica. Destacou-se na pífia campanha do Flamengo em 2002, mas em menos de oito meses pelo Corinthians alcançou a Europa. Após ter sido revelado pelo Poções, Liedson passou pelo Prudentópolis e o Inter de Santa Maria até chegar ao Coritiba. No clube paranaense fez em 29 jogos 21 gols, fazendo com que o jogador despertasse a atenção de outros clubes nacionais. Partiu para o Flamengo e no campeonato brasileiro de 2002 continuou com a média alta de gols. Por motivos de salários foi negociado com o Corinthians. No clube paulista ficou pouco tempo mas fez história, se sagrou campeão paulista de 2003 e no meio do campeonato brasileiro foi a Europa assinar com o Sporting de Lisboa. No Sporting ficou conhecido como “levezinho”, e para os torcedores locais foi um dos maiores atacantes da história do clube. Liedson foi bicampeão da Taça de Portugal e campeão da Supertaça. Reconhecido nacionalmente sofreu um processo de cidadania portuguesa. Resultando na participação dele nas Eliminatória da Copa de 2010 pela seleção portuguesa e posteriormente na Copa do Mundo da África. Voltou ao Corinthians em 2011 e participou da campanha da Libertadores em 2012 onde venceria o maior título de carreira. Após o título não renovou contrato com o clube e voltou ao Flamengo em uma passagem apagada de cinco meses. Voltou a Portugal por empréstimo para assinar com o Porto. Não fez nenhum gol pela equipe branca e azul, mas deu o passe que resultou no gol do título do campeonato português de 2013. Após o retorno de empréstimo para o Flamengo, decidiu em setembro de 2013 pendurar as chuteiras. Por que jogava de terno? Rápido, leve, bom posicionamento e faro de gol. A carreira de Liedson apesar de não ser uma das mais vitoriosas foi de respeito. Se sagrou ídolo em um grande clube Europeu e no Brasil é adorado pela torcida corintiana. 👤 Liedson da Silva Muniz 👶 17 de dezembro de 1977 (38 anos) 🏠 Brasileiro e Português 👕 Poções, Prudentópolis, Inter de Santa Maria, Coritiba, Flamengo, Corinthians, Sporting, Porto e Seleção Portuguesa 🏆 (principais) Taça de Portugal 06/07, 07/08, Super Taça de Portugal 06/07, 07/08 (Sporting), Campeonato Brasileiro 11, Taça Libertadores da América 12 (Corinthians), Campeonato Português 12/13 (Porto) 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) #Corinthians #Sporting #SeleçãoPortuguesa #CopadoMundo2010 #Atacante

  • Um gênio torto

    Quantas vezes nos perguntamos como seria a carreira de um jogador, de um time, de um campeonato, se não fosse algum percalço? O classudo de hoje tem alguns, nos faz pensar o que seria de sua carreira se não fossem alguns problemas disciplinares. Todas elas não apagaram o brilhantismo de Djalminha. Nome fácil numa lista de grandes jogadores brasileiros dos últimos anos, Djalminha nasceu predestinado ao sucesso: filho do também jogador Djalma Dias. Além disso, sua carreira iniciaria numa época vitoriosa do Flamengo. Na base venceu a Copa SP de 89 e em 90 subiu para ser campeão da Copa do Brasil daquele ano. Mesmo novo, o meia já demonstrava seu desequilíbrio técnico e temperamental. Depois de se firmar no profissional na Gávea, mostrando seu talento e apontando ser uma grande promessa (e que deu certo!), discutiu com Renato Gaúcho, em 93, em meio a um Fla-Flu. Os empurrões mútuos atingiram mais forte Djalminha, que se despedia ali do clube que o revelou. Passou por Guarani de Campinas antes de poder brilhar no poderoso Palmeiras da segunda metade da década de 90. O famoso esquadrão era repleto de craques e Djalminha era o grande armador do time. A grande fase do jogador foi logo reconhecida. Vestiria pela primeira vez o terno canarinho em 1997. Ganhou uma grande projeção e foi parar no La Coruña, onde foi um dos grandes responsáveis pela boa fase do time da Galícia. Sacramentou seu nome no hall de ídolos do time quando ajudou a equipe a conquistar seu primeiro campeonato espanhol, em 99/00. No Brasil, era quase que certeza que Djalminha seria um nome certo para a copa de 2002, na Ásia. E era certo mesmo. Felipão não tinha dúvidas em o colocar entre os 23 convocados a irem para o Japão e a Coreia no que seria a campanha do Penta. Mas... E se Djalminha estivesse naquele time? E se Djalminha tivesse jogado naquela copa? O que seria de Djalminha se fosse um dos Penta campeões? Restaram os “se” numa cabeçada que o jogador deu no técnico do La Coruña dias antes da convocação para a copa. A cabeçada foi num lance bobo durante o treinamento do time espanhol. Djalminha não foi para a copa e encerrou ali sua passagem pela seleção, em 14 jogos e 6 gols marcados. O armador ainda jogaria entre times da Áustria e México, até se aposentar em 2004. Hoje é sempre lembrado pela sua genialidade, torta pelo temperamento não muito genial. Por que jogava de terno? Domínio de bola que beirava a perfeição, passes precisos e dribles preciosos. É difícil apontar qual a melhor característica do meia. “Injustiçado” por não ir à Copa de 2002, mas sempre lembrado por sua genialidade durante boa parte de sua carreira. 👤 Djalma Feitosa Dias Azevedo 👶 9 de dezembro de 1970 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Guarani, Shimizu S-Pulse-JAP, Palmeiras, Deportivo La Coruña, Austria Wien, América-MEX e Seleção Brasileira 🏆 (principais títulos) Copa do Brasil: 90, Campeonato Brasileiro: 92 (Flamengo); Campeonato Espanhol: 99/00, Super Copa da Espanha: 00, 02 e Copa do Rei: 02 (La Coruña); Campeonato Austríaco: 03, Copa da Áustria: 03 (Austria Wien); Super Copa do México: 04/05 (América); Copa América: 97 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Prata da revista placar: 93 e bola de Ouro: 96. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,5) #Flamengo #Palmeiras #LaCoruña #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia #Guarani

  • Conhecem "El Matador"?

    O maior jogador de futebol de um país? Marcelo Salas foi. O maior artilheiro da sua seleção? Marcelo Salas foi. Campeão com todos os ternos que vestiu? Marcelo Salas foi. O nosso classudo de hoje, ostenta tudo isso em seu currículo. Salas cheirava a gol, fazia tremer todos os defensores que o enfrentavam. Enquanto jogou, foi um dos melhores jogadores sul-americanos da década de 90. Junto com seu compatriota Zamorano, colocou o Chile no mapa do futebol mundial. Tudo começou na Universidad de Chile, com apenas 17 anos. O jovem já era destaque das conquistas que a “La U” colecionava naquela época. Foi então que o River Plate, uma potência do futebol mundial na ocasião, fez uma proposta tentadora e tirou Salas de seu país. Na Argentina, foi eleito o melhor jogador da América do Sul em 97. Isto porque os gols continuaram a fazer parte da rotina da revelação chilena e o futuro parecia promissor na seleção. Não só parecia, como foi. Estreou pela Seleção Chilena com apenas 20 anos e por lá fez história até os 33 anos. O futebol do Chile vinha de uma crise, depois que Rojas fingiu ser atingido por um rojão. O episódio tirou o país da Copa do Mundo de 90 e o deixou de fora também das Eliminatórias para a Copa de 94. Neste contexto, Salas foi o protagonista do país nas eliminatórias o Mundial de 98. O esquadrão chileno comandado por “El Matador” e Ivan Zamorano chegaram a França para a disputa da Copa do Mundo e mostraram o motivo do sucesso. Salas continuava a guardar as bolas nas redes. Boa finalização, força e velocidade de fazer inveja em qualquer atacante. Era a retomada do orgulho do povo chileno com o futebol. O sucesso de Salas o levaram, enfim, para o futebol europeu. E na Lazio continuava a se destacar pelos gols e o espírito vencedor. Jogou ao lado de grandes feras no time italiano e fez parte de um time que deixa saudades nos torcedores da Lazio. Ao lado de Nedved, Stankovic e Vieri, "El Matador" foi campeão do Campeonato Italiano na temporada 99/00. Já nos anos 2000, Salas teve uma passagem apagada pela Juventus e voltou para o River Plate. Entre contusões e gols, durou pouco na Argentina e definitivamente voltou para casa. Aposentou-se nos tapetes verdes do Chile, honrando o terno da Universidad de Chile. E ainda teve fôlego para mais 37 gols, em 82 jogos. Encerrava a carreira, entrando para a história do futebol mundial. Por que jogava de terno? Marcelo Salas não foi "El Matador" atoa. Suas finalizações, seja com os pés ou com a cabeça, matavam o goleiro e o fazia colecionar gols importantes na carreira. Enquanto jogou, era rápido, habilidoso e preciso. Foi assim que Salas tornou-se o maior jogador do Chile. 👤 Jose Marcelo Salas Melinao 👶 24 de dezembro de 1974 (41 anos) 🏠 Chileno 👕 Universidad de Chile, River Plate, Lazio, Juventus e Seleção Chilena. 🏆 (principais) Campeonato Chileno 94 e 95 (Universidad de Chile); Copa Libertadores 96, Campeonato Argentino - Apertura 96, 97, Campeonato Argentino - Clausura 04 (River Plate); Super Copa Europeia 99, Campeonato Italiano 99/00 e Copa da Itália 00 (Lazio); Campeonato Italiano 01/02, 02/03 (Juventus). 👑 Melhor jogador sul-americano 97. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) #UniversidaddeChile #Lazio #SeleçãoChilena #CopadoMundo1998 #Atacante

  • O carregador de piano

    Hoje, a equipe do JdT traz para os tapetes verdes um jogador que nunca foi unanimidade por onde passou, mas que fez parte e era uma peça importante de um dos melhores times dos últimos 15 anos. Augusto de Oliveira da Silva, para os íntimos Augusto Recife. Augusto Recife é da cidade de Joaquim Nabuco, em Pernambuco, mas começou sua carreira em 2001 na equipe do Cruzeiro. Um começo tímido na equipe, sempre com muitas dúvidas da torcida. O melhor ano de sua carreira foi em 2003 depois de dois anos de desconfianças, sob o comando de Luxemburgo, Augusto Recife ganhou confiança e assumiu a titularidade daquele time que viria a ser um dos maiores da história. Ano da Tríplice Coroa(Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão) celeste Recife foi peça chave no esquema do Luxa, na trinca de volantes formada com Maldonado e Wendel, ele era o “carregador de piano” do time que cobria as subidas dos laterais, e dava liberdade ao restante do meio campo para apoiar. Mostrando em números a importância dele na equipe dos 46 jogos da equipe mineira no Brasileirão, ele esteve presente em 42 todos como titular. Ao todo naquele ano Recife participou de 56 partidas, sempre como titular. Depois desse grande ano ele ficou no Cruzeiro por mais uma temporada, e em 2005 teve rápidas passagens por Internacional e Flamengo. Em 2006 retornou ao Cruzeiro mas logo saiu e foi para o Santa Cruz. E começou a rodar o país em clubes de menor expressão. Hoje ele é um dos pilares do meio campo do Paysandu. Por que joga de terno? Apesar de não ser o principal jogador da equipe celeste de 2003 ele cumpria sua função tática muito bem. Nunca foi um excelente passador, tão pouco um grande craque. A falta de técnica, que muitas vezes deixava sua torcida com o coração na mão, era compensada com seu esforço em cumprir o seu papel na equipe. 👤 Augusto de Oliveira da Silva 👶 3 de agosto de 1983 (33 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, Internacional, Flamengo, Santa Cruz, Ipatinga, Náutico, Botafogo-SP, ABC-RN, São Caetano, Joinville, Paysandu. 🏆 (principais) Copa Sul Minas 02, Campeonato Mineiro 03, 04, 06, Copa do Brasil 03, Campeonato Brasileiro 03 (Cruzeiro); Campeonato Gaúcho 05 (Internacional); Campeonato Paraense 16, Copa Verde 16 (Paysandu) 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔 (4) #Cruzeiro #SãoCaetano #Volante #Brasil

  • Hernán Crespo: cifras, números e gols

    Não há nada melhor do que ver em campo aquele jogador que sabe tratar a bola com carinho. Aquele que não a maltrate nem a isole para fora de campo. Mas não importa como ela seja conduzida pelo tapete verde para fazer a alegria do torcedor ela sempre tem que ter o mesmo destino: a rede. E essa função cabe quase sempre ao atacante. Mesmo que nem sempre seja de forma majestosa e delicada, ele sabe que com um ou dois toques na bola ele tem que vencer o goleiro e fazer ela passar por debaixo do travessão. Era assim que Hernán Crespo fazia. Não importava com qual terno ele estivesse, se a bola chegasse até ele em poucos momentos ele já estava correndo para o abraço. Em 93, aos 18 anos, o classudo da vez estreava pelo River Plate e mostrava seu talento precoce para marcar gols ao ajudar o clube a conquistar o bicampeonato argentino em 93 e 94 e a Libertadores de 96. No mesmo ano da conquista continental ele é contratado pelo Parma. Ali o faro de gols do atacante só aumentou. Em 4 anos com o terno do Parma ele fez nada menos que 102 gols em 112 partidas. Média de quase 1 tento por jogo. O talento de sobra com a bola só aumentava e assim, a atenção de outros clubes pelo jovem goleador argentino. Foi assim que em 2000 a Lazio contratou Crespo pela quantia de €56 milhões. Dezesseis anos depois ainda é uma das 20 contratações mais caras da história. Assim como o valor pago, o time também esperava que o número de gols marcados por ele fosse alto. E foi. Já na temporada 01/02 se tornaria o artilheiro da série A, com 26 gols. Apesar de tudo não foi tão bem aproveitado quando se esperava e em 2002 foi contratado pela Inter de Milão. Sempre com um futebol de alto nível, Crespo fazia o investimento valer a pena seja por qual clube fosse. E assim, ainda jogaria por Milan, Chelsea e Genoa, até voltar para o Parma, o clube que o revelou para o futebol europeu, em 2012. Ainda teria uma breve passagem na Índia. Pela Seleção Argentina fez parte de uma das melhores gerações da história. Apesar da falta de títulos, participou de 3 Copas do Mundo: 98, 02 e 06. Ainda que nem sempre como titular - graças a Gabriel Batistuta - é o terceiro maior artilheiro da Albicelete, atrás apenas de Messi e do próprio Batistuta. Por que jogava de terno? Hernán Crespo pendurou a chuteira como um dos jogadores que mais movimentou dinheiro na história do futebol. Ao todo, os clubes, sobretudo os da Itália, movimentaram quase €120 milhões. Todos queriam ter Crespo na equipe pois era certo que ele faria gols. Muitos gols. Seja pelo clube que ele defendesse ou pela seleção, não decepcionava. Ainda que tivesse seus altos e baixos, normal para todo jogador, manteve a regularidade de artilheiro, o faro de gols, bom domínio e posicionamento, a capacidade de pensar e decidir rapidamente a jogada em poucos toques. Não há o que se lamentar sobre Hernán Crespo. Legítimo artilheiro matador. 👤 Hernán Jorge Crespo 👶 5 de julho de 1975 (41 anos) 🏠 Argentino 👕River Plate, Parma, Lazio, Internzionale, Chelsea, Genoa, Barasat (IND) e Seleção Argentina. 🏆 (principais) Torneio Apertura do futebol argentino 93, 94, Copa Libertadores 96 (River Plate), Copa Itália 99, Supercopa Itália 99, Copa UEFA 99, Supercopa Européia 99 (Parma), Supercopa Italiana 2000 (Lazio), Supercopa Italiana 04 (Milán), Liga Inglesa 05 (Chelsea), Supercopa Italiana 06, Liga Italiana 07, 08, 09, Supercopa Italiana 08 (Internazionale) 👑 Maior Goleador da História do Parma Football Club; FIFA 100 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,3) #Parma #SeleçãoArgentina #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #Atacante

  • A jornada de Justin Fashanu: um jogador negro e gay no truculento mundo do futebol

    Por mais que estejamos em pleno século XXI, não é raro vermos manifestações racistas nos tapetes verdes do mundo. Ainda mais raro, é um jogador profissional se assumir homoafetivo. Justin Fashanu sofreu das duras consequências de um mundo preconceituoso, machista e terrivelmente feroz. Pior ainda, em plena Inglaterra da década de 80. Justin nasceu na periferia de Londres, filho de nigeriano e de guianense. Entre o Boxe e o futebol, ficou com o segundo, graças a insistência de um técnico do Norwich. Em 78, estreou profissionalmente pelos “canários”, como atacante. Em 80 se notabilizou por conta de um golaço contra o Liverpool. Suas atuações regulares chamaram atenção do bicampeão europeu Brian Clough, treinador do Nottingham Forest. Sua transferência foi um marco: o primeiro jogador negro a ir para outra equipe do país por mais de 1 milhão de libras. Um marco, de fato, para um jogador acostumado às vaias e às cascas de bananas atiradas pelos truculentos torcedores ingleses. Foi no Nottingham Forest que a vida de Justin mudou: sua vida pessoal chamava a atenção do clube e da torcida. Fashanu era constantemente visto em boates de público gay. Além da atenção dada pela mídia, o incômodo do mítico técnico também atrapalhava a carreira do atacante. Num certo momento, Clough fez Justin treinar em separado do elenco. Emprestado depois de um mês de contratado, em 82, Justin se viu perambulando em outros times de menor expressão na Terra da Rainha. Sempre com a vida pessoal “conturbada”, o atacante sofreu ainda com uma grave lesão no joelho, o que atrapalhou ainda mais sua carreira. Mudou-se para os Estados Unidos para realizar a cirurgia. Recuperado, jogou pelo Los Angeles Heat e pelo canadense Edmonton Brickmen. Em 89, voltou para o Reino Unido com uma proposta do Manchester City, mas foi parar no West Ham, tornando-se definitivamente um peregrino do futebol. Em 22 de Agosto assumiu ao “The Sun” ser gay, numa capa sensacionalista que trazia “Estrela do futebol de 1 milhão de libras: Eu sou gay!” como principal manchete. A notícia gerou grande polêmica, dado ao caso inédito num mundo de um esporte predominantemente masculino e machista. Anos mais tarde, Justin disse que teria sido pago pelo jornal para assumir a homossexualidade e que teria sofrido outras ofertas para “ficar no armário”. Polêmico ou não, foi um episódio que abriu (ou tentou) os debates para a questão da sexualidade dos jogadores do mais popular esporte do mundo. Ainda hoje, é um tabu. A discussão que se estendeu a manchete fez com que Justin perdesse contratos e deixasse de jogar por um bom tempo. Justin sobreviveu de polêmicas, relações de fachadas com mulheres e boatos de relacionamentos com alguns notórios políticos europeus. Vivia sendo capa dos tabloides ingleses e após sua aposentadoria, em 97, teve relativa fama num programa de televisão. A última grande polêmica de Justin foi em 98, quando um garoto de 17 anos afirmou que havia sido molestado pelo ex-jogador, que o alcoolizou e o abusou. Fashanu prestou depoimento e um dia depois foi encontrado morto, num suicídio por enforcamento com fio em seu apartamento na Inglaterra. Ainda que de forma polêmica, controversa e cheia de versões mal contadas, Justin foi um dos precursores no que diz respeito a sexualidade nos campos de futebol. Ainda hoje, quase 20 anos de sua morte e há 26 da capa do The Sun, muitos jogadores escondem suas preferências para se encaixar no meio homofóbico do futebol, sem ainda mencionar a questão racial, outro fator a atrapalhar a carreira de Justin. Por que jogava de terno? Alto e com bom controle de bola, Justin teve um começo de carreira promissor. Ainda, era forte e com boa finalização, característica mais lembrada por conta de seu belo gol contra o Liverpool, em 1980. 👤 Justinus Soni Fashanu 👶 19 de fevereiro de 1961, falecido em 2 de maio de 1998 aos 37 anos 🏠 Inglês 👕 Norwich City, Adelaide City, Nottingham Forest, Southampton Notts County, Brighton & Hove, Los Angeles Heat, Edmonton Brickmen, Manchester City, West Ham, Leyton Orient, Southend, Hamilton Steelers, Toronto Blizzard, Leatherhead, Torquay United, Airdrieonians, Trelleborg, Hearts, Miramar Rangers, Atlanta Ruckus e seleção inglesa sub-20 🏆 Sem conquistas individuais de destaque 👑 Prêmio BBC Goal of the Season: 80 Classômetro: 👔👔👔👔 (4,5) #NottinghamForest #Atacante

  • Frank de Boer, o zagueiro elegante

    São poucos os zagueiros que se dão ao luxo de jogar com classe. Frank De Boer, sem dúvidas, tem este status: zagueiro classudo. O holandês enquanto desfilou pelos tapetes verdes, demonstrava uma capacidade rara de usar a técnica para marcar. Junto à qualidade, tinha a liderança que lhe rendeu a faixa de capitão da Holanda. Inclusive, nosso classudo de hoje é o segundo jogador que mais atuou na Seleção Holandesa (112 jogos), perdendo apenas para Van Der Sar. Comecemos, portanto, a história de Frank De Boer a partir de sua Seleção. A primeira convocação foi em 90, para um amistoso contra a Itália. Daí pra frente, tornou-se figura indispensável na Laranja Mecânica. Esteve presente no Brasil 3x2 Holanda nas quartas-de-final épica da Copa do Mundo de 94. Ainda foi capitão de uma geração holandesa talentosa e digna da Copa de 98. Era o líder de um time que contava: Edwin van der Sar, Bergkamp, Kluivert, Seedorf, Cocu, Overmars, Davids. E outra vez tiveram o Brasil no meio do caminho, desta vez na semi-final e perderam mais uma vez. Para ganhar o status de líder do futebol da Holanda, De Boer suou e conquistou muito nos 10 anos que dedicou seu futebol ao Ajax. Começando a carreira na lateral-esquerda, logo foi remanejado para o miolo de zaga. E por lá contribuiu muito para as glórias com o terno branco e vermelho do seu clube holandês. A geração do zagueiro classudo talvez seja a que mais expandiu os horizontes e as fronteiras de um time da Holanda, já que na temporada 94/95 foram campeões da Champions League. De Boer também resolveu extrapolar as fronteiras da Holanda e foi jogar na Espanha. Barcelona foi o destino e o zagueiro chegou com grandes expectativas dos torcedores catalães. Chegou lá no Barça e encontrou mais alguns holandeses, incluindo Ronald De Boer, seu irmão gêmeo. Aos 28 anos, viveu uma fase irregular no novo time e saiu sem as mesmas glórias que teve no Ajax. Se no clube não ia bem, na seleção continuava como líder. Mas uma grande conquista com a Holanda continuava batendo na trave. Na Eurocopa de 00 caiu na semi-final. Quatro anos mais tarde, outra eliminação na mesma fase. A falta de títulos com a Laranja Mecânica não diminui em nada a representatividade que De Boer teve no futebol de seu país. Depois de aposentado de dentro dos tapetes verdes, De Boer foi usar sua liderança como técnico e estreou muito bem treinando o Ajax. Nesta temporada, começou o trabalho na Internazionale - que vive momento conturbado - e já foi demitido. Por que jogava de terno? Frank De Boer foi um zagueiro elegante. Com rara técnica para posição, preenchia os espaços da defesa e intimidava o atacante que ousava lhe enfrentar. Respeitado, liderou grandes equipes e com a faixa de capitão, levantou vários troféus. 👤 Frank De Boer 👶 15 de maio de 1970 (46 anos) 🏠 Holandês 👕 Ajax, Barcelona, Galatasaray, Glasgow Rangers, Al Rayyan e Seleção Holandesa. 🏆 Campeonato Holandês: 89/90, 93/94, 94/95, 95/96, 97/98, Copa da Holanda: 92/93, 97/98, Champions League: 94/95 (Ajax); Campeonato Espanhol 98/99 (Barcelona). 👑 sem prêmios individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (7,4) #Ajax #Barcelona #SeleçãoHolandesa #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #Zagueiro

  • A lenda brasileira

    Friedenreich é uma lenda para o esporte bretão no Brasil. Introduziu no país diversas jogadas e tinha na sua capacidade de pensamento rápido sua maior característica de jogo. Em época de esporte amador, atuou até como árbitro em algumas partidas. É um dos ídolos que fizeram o futebol um esporte popular no Brasil. Sua posição de origem foi centroavante e se destacou em equipes da época que hoje não mais existem profissionalmente. Foi considerado pelos cronistas um jogador objetivo e corajoso para o padrão do momento. Onde se fazia parecer conhecer todos os atalhos do campo que o levava ao gol, sua maior marca como jogador. Em 1925 fez a primeira excursão de um time brasileiro a Europa. Foi com o Paulistano, que depois acabaria virando São Paulo, a primeira partida no velho continente. Contra a França os brasileiros aplicaram uma sonora goleada de 7 a 2. Marcando assim o início do futebol brasileiro em campos internacionais. Nessa época em uma série de amistosos ele foi chamado de "roi du football" (Rei do Futebol). Voltou da Europa como um dos melhores do mundo. Em 32 fez uma breve pausa no futebol para participar da guerra entre paulistas e o governo de Getúlio Vargas. Entrando como sargento e saindo como tenente. Comandou 800 desportistas, que tinha um clima segundo ele, tenso mas de camaradagem. Na seleção brasileira ganhou o primeiro título da história do país. A Copa Roca de 1914, taça amistosa para melhorar as relações diplomáticas entre Brasil e Argentina. Ainda ganharia o sul-americano em 22 com um gol seu na prorrogação contra os Uruguaios. Infelizmente ficaria de fora da primeira Copa de 30 devido a atitude do presidente da Liga Paulista de cortar todos os jogadores paulistas em represália a comissão técnica da Copa não ter nenhum membro do estado. Por que jogava de terno? Um jogador extremamente inteligente, que se sobressaia em relação aos companheiros de time. Foi o primeiro brasileiro a ser reconhecido internacionalmente por seu futebol. Além de tudo um extremo goleador. Não chegou a fazer mil gols como conta a lenda, mas tem em média quase um gol por partida em carreira. 👤 Arthur Friedenreich 👶 18 de julho de 1892, falecido em 6 de setembro de 1969 🏠 Brasileiro 👕 Gêrmânia, Ypiranga, Mackenzie, Americano, Payssandu, Paulistano, Flamengo, Internacional, Atlético Santista, Santos, São Paulo e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Paulista: 18, 19, 21, 26, 27 e 29 (Paulistano), Campeonato Paulista: 31 (São Paulo), Campeonato Sul-Americano: 19, 21 (Seleção Brasileira) 👑 5º Maior jogador Brasileiro do século XX pela IFFHS: 99, 13º Maior jogador Sulamericano do século XX pela IFFHS: 99, 54º Maior Jogador do Século XX pela IFFHS 99 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9,5) #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante

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