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  • Até a pé o Douglas vai...

    ...para o bar, comemorar o título da Copa do Brasil. Amante daquele danone gelado, Douglas, (Doga 10 ou Maestro Pifador, como queira), foge do lugar comum nas entrevistas com seu estilo boêmio e boleiro. Ao ser perguntado pelo repórter "como se comemora um título agora?" a resposta veio de prontidão "bebendo". Motivos para isso ele tem de sobra. O Grêmio passa a ser agora o maior vencedor da competição, com 5 títulos. Pela primeira vez levantou a taça na Arena Grêmio e encerrou um jejum de 15 anos sem um título nacional. E Douglas ainda foi considerado o melhor jogador da Copa do Brasil e também da final. Portanto, hoje, Douglas dos Santos é o nome escolhido pela equipe do Joga de Terno para homenagear todo o time do Grêmio que, enfim, voltou a estar no lugar mais alto do pódio de um torneio nacional. Antes de ser esse jogador fanfarrão, Douglas era mais discreto, não usava barba e não vestia o terno do Grêmio. A estreia como profissional foi pelo Criciúma, em 2002. A sua visão de jogo e liderança para comandar o meio de campo do Tigre lhe renderam ali um apelido que também é usado atualmente pela torcida gremista: "maestro". Pelo clube catarinense ajudou na conquista na série B daquele ano. Continuou se destacando nos anos seguintes. Mas o crescimento na carreira do jogador não foi acompanhado pelo do time, que após cair novamente para a série B, chegou à serie C, em 2005. Mesmo assim Douglas teve um bom rendimento no clube e passou a chamar a atenção da Europa. Saiu do Criciúma rumo ao Rizespor da Turquia com o status de ídolo da torcida. Depois do empréstimo na Turquia, onde pouco jogou, voltou ao Brasil, negociado junto ao São Caetano e também mostrou bom futebol e, mais uma vez, se tornou ídolo da torcida. Saiu dali para vestir o terno de um grande clube da Série A do Brasileirão. O Corinthians trouxe Douglas para o elenco em 2008 para suprir a falta de criatividade no meio de campo e disputar a série B do Brasileiro. E correspondeu, foi um dos destaques da equipe no retorno à elite do futebol brasileiro. Depois foi para o Al Wasl dos Emirados Árabes, teve sua primeira passagem pelo Grêmio em 2010 antes de voltar ao Corinthians e ser campeão da Libertadores e do mundo em 2012. Depois, Vasco. E aí sim, em 2015, assinaria com o Grêmio onde hoje, comemora com os companheiros o título da Copa do Brasil de 2016. Por que joga de terno? Agora, aos 34 anos, barba grisalha e a barriga não tão definida para um atleta, mostra que ainda tem lenha pra queimar e muitas cervejas pra tomar. Usa sua experiência adquirida ao longo da carreira para comandar a equipe do Grêmio em campo. A perna esquerda ele usa para dar passes precisos e organizar o jogo com sabedoria. Apesar de não chegar a ser um jogador brilhante, é um dos ídolos das torcidas do Criciúma e São Caetano e agora, Grêmio. E também é admirado pelos amantes do futebol sem frescura, sem frases prontas. Não faz o estilo "bom moço", não nega que gosta de tomar uma cerveja e não faz questão de esconder, "vou acabar com a cerveja de Porto Alegre" disse. Mas também não é polêmico, não se envolve em confusão. Ou seja, é aquele cara que você queria ter no seu time, ou no seu churrasco. Ou nos dois. 👤 Douglas dos Santos 👶 18 de fevereiro de 1982 (34 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Criciúma, Rizespor (TUR), São Caetano, Al Wasl (EAU), Corinthians, Vasco, Grêmio e Seleção Brasileira 🏆 (títulos principais) Copa do Brasil 09, Libertadores da América e Mundial 12 (Corinthians); Copa do Brasil 16 (Grêmio) 👑 Melhor jogador da Copa do Brasil 16 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #Criciúma #SãoCaetano #Corinthians #Grêmio #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia

  • Pirès, o garçom francês

    Grandes restaurantes funcionam como uma equipe, certo? Chefs de cozinha e cozinheiros são o coração deste funcionamento, mas precisam contar com a ajuda dos garçons. Aqueles que servem aos clientes e os deixam prontos para degustar os melhores pratos, com os melhores sabores. No futebol também existem os garçons. Jogadores de classe que preparam o jogo e deixam os companheiros de equipe prontos para fazer o gol. Robert Pires foi um destes! Seja na Seleção da França ou no Arsenal, sempre serviu muito bem os atacantes. Nascido na França, mas filho de pai português e mãe espanhola, Pires começou antes dos 15 anos no futebol. Nas categorias de base do Stade Reims, pequeno clube francês. Logo cedo, mostrava uma incrível visão de jogo. Por isso, não demorou muito para se profissionalizar nos Metz. E já como um garçom de primeira! Em seu país, Pires teve destaque no Metz e também na Olympique de Marselha. Mas foi na Inglaterra, com o terno do Arsenal, que o maestro ganhou status de ídolo no futebol. Comandado por Wenger e junto aos compatriotas Henry, Vieira e Wiltord, foi campeão invicto naquele Campeonato Inglês 03/04. Neste timaço, nosso classudo de hoje era o encarregado de dar as assistências. Era rara a jogada que não passava pelos seus pés. O status de ídolo nos Gunners aconteceu muito pelo seu destaque na Seleção Francesa. Pires fez parte de uma geração vencedora dos "Les Bleus". Além de ser campeão da Copa do Mundo de 98, Pires teve participação importante nos títulos da Eurocopa 00 e do bicampeonato da Copa das Confederações 01 e 03. O lance mais importante dele com o terno azul francês, é servindo Trezeguet para marcar o gol do título da Euro. Pires adorava jogar futebol e enquanto esteve nos tapetes verdes, atuou com maestria. Ele gostava tanto que anunciou a aposentadoria de fato aos 42 anos, depois de quase dois anos sem atuar. Antes atuou com certo destaque no Villareal. Contudo, o fim da carreira foi confuso, com breves passagens pelo Aston Villa e uma aventura na Índia. Por que jogava de terno? Pires foi um meia-atacante clássico. Jogando entre as linhas dos volantes e dos zagueiros, tinha sempre o controle da bola para armar jogadas. Até por isso, não fez tantos gols. Com uma visão de jogo apurada, o garçom nasceu para servir e assim foi um jogador vencedor com os ternos que vestiu. 👤 Robert Emmanuel Pirès 👶 29 de outubro de 1973 (43 anos) 🏠 Francês 👕 Metz, Olympique de Marselha, Arsenal, Villareal, Aston Villa, FC Goa, Seleção Francesa. 🏆 (principais) Copa da Liga Francesa 95/96 (Metz); Campeonato Inglês 01/02 e 03/04, Copa da Inglaterra 02, 03 e 05 (Arsenal); Copa do Mundo 98, Eurocopa 00 e Copa das Confederações 01 e 03 (Seleção Francesa). 👑 (sem títulos individuais de destaque.) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Olympique #Arsenal #Villareal #SeleçãoFrancesa #CopadoMundo1998 #Meia

  • "Zenon chutou pra fora... é goooool!!

    Das bases do Hercílio Luz, clube de Tubarão, Santa Catarina, para o sucesso na década de 80. Ídolo no Guarani e no Corinthians, passando também por Avaí, Atlético-MG e seleção brasileira. O currículo classudo de hoje é de Zenon de Sousa Farias. Apenas uma vez um clube do interior sagrou-se campeão brasileiro: em 1978, o Guarani que levantava a taça era comandado por Carlos Alberto Silva e contava com o matador Careca. Mas o cérebro da equipe era Zenon, um armador franzino que virava um gigante do meio campo. Foi ele o responsável pelo baile do bugre no Beira Rio contra o Internacional e depois no Maracanã, contra o Vasco da Gama nas semifinais, quando marcou dois gols. E também é dele a autoria do gol de pênalti na final contra o Palmeiras, quando balançou a rede defendida por Escurinho, ocupando provisoriamente o lugar do goleiro expulso Leão. Depois de uma passagem pelos Emirados Árabes, Zenon chegava no Corinthians para fazer parte da equipe bicampeã paulista em 82 e 83 e famosa pela Democracia Corintiana. A responsabilidade era de ocupar um lugar cujo a referência era Rivelino e Zenon cumpriu o papel. Para muitos, foi o mais talentoso a atuar ao lado de Sócrates. Não era para menos, o camisa 10 tinha visão de jogo privilegiada e uma destreza nos passes e cobranças de falta. E a bola não enganava apenas os goleiros, mas também os narradores. É famosa a narração de José Silvério pela Jovem Pan que, enganado pelo efeito repentino da bola de um golaço que Zenon fez no Morumbi contra o Flamengo, descreveu assim: “Zenon chutou pra fora... é gooolll"! O Corinthians venceu o Flamengo por 4 a 1!”. Em 1986, o Atlético Mineiro de João Leite, Nelinho, Renato “Pé Murcho”, Éder Aleixo e Sérgio Araújo, recebia Zenon. A equipe foi campeã mineira e chegou às semifinais do Brasileirão nos dois anos, um deles comandado por Telê Santana, com quem o santo de Zenon não batia muito. Talvez isso explique o nome fora da lista da seleção para a Copa de 86. Isso e o fato de que era uma época recheada de grandes nomes para a posição. Acabou atuando apenas sete vezes com a Amarelinha tradicional, mas no time Master conquistou os campeonatos de 89, 91 e 95. Antes disso, teve passagem pela Portuguesa e São Bento de Sorocaba, onde encerrou sua carreira profissional. Atualmente é comentarista esportivo, tem uma escolinha de futebol e ainda promove e atua nos amistosos de Corinthians e Seleção Brasileira Masters. Por que jogava de terno? Zenon era dono de um futebol refinado, um clássico do meio de campo brasileiro da década de 80: franzino, podia não ser dos mais velozes mas era habilidoso e talentoso. Tinha ótimo posicionamento e destreza para bater faltas. 👤 Zenon de Sousa Farias 👶 31 de março de 1954 (62 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Hercílio Luz, Avaí, Guarani, Al-Ahli, Corinthians, Atlético MG, Portuguesa, Grêmio Maringá, São Bento, Seleção Brasileira e Seleção Brasileira Masters. 🏆 (principais) Campeonato Catarinense 73 e 75 (Avaí); Campeonato Brasileiro 78 (Guarani); Campeonato Paulista 82 e 83 (Corinthians); Campeonato Mineiro 86 (Atlético MG); Campeonato Mundial de Masters 89, 91 e 95 (Seleção Brasileira Masters) 👑 (sem títulos individuais de destaque) Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,7) #Guarani #Corinthians #AtléticoMG #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia

  • O açucareiro

    Nascido em Santos, Joel foi revelado pela Portuguesa Santista. Logo aos 17 anos seria contratado pelo Santos, se tornando assim um dos jogadores mais jovens a jogar com a camisa do alvinegro praiano. Foi multicampeão pela equipe santista e participou das eliminatórias da Copa de 70 como titular na seleção de João Saldanha, mas com a troca de comandante perdeu sua titularidade para Piazza improvisado. Seu apelido "açucareiro" veio devido ao hábito de jogar de braços abertos ao correr e sua forma elegante de ser portar em campo. Participou de todas grandes conquistas do Santos pós 63, e esteve no elenco do clube campeão mundial no mesmo ano. Teve em sua vida o grande mérito de ser um dos primeiros negros a lutar contra o racismo de forma política na imprensa. Infelizmente ao meio de sua carreira, sofreu um grave acidente de carro, ficando seis meses internado no hospital. Quando recuperado se transferiu para o Paris Saint-Germain onde atuou só dois jogos. Com uma perna mais fina que a outra e outros problemas físicos via sua carreira em queda. Voltou ao Brasil ainda para atuar pelo CRB, Londrina e Saad de São Caetano, jogando muito pouco por esses clubes. Se aposentou aos 29 anos do futebol para trabalhar no Porto de Santos por mais duas décadas. Por que jogava de terno? Zagueiro de jogo simples mas com muita categoria. Joel Camargo foi titular em uma geração de ouro do futebol brasileiro. Seguro e classudo, mas de carreira breve. 🚹 Joel Camargo 👶 18 de setembro de 1946 🏠 Brasileiro 👕 Portuguesa Santista, Santos, PSG, CRB, Londrina, SAAD e Seleção Brasileira 🏆 Mundial Interclube 63, Taça Brasil 64, 65, 68, Recopa Sulamericana 68, Recopa Mundial 68 (Santos), Copa do Mundo de 1970 (Seleção Brasileira) 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,3) #Santos #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1970 #Zagueiro

  • Mário Sérgio, o Vesgo

    Ainda falando sobre a tragédia do voo que matou jogadores e dirigentes da Chapecoense e jornalistas que estavam no mesmo avião para cobrir a final da Copa Sul-Americana, traremos hoje um pouco da história de Mário Sérgio, que construiu toda a sua carreira voltada ao futebol. Depois de ser jogador e técnico, era comentarista da Fox Sports. Mário Sérgio Pontes de Paiva foi um meia armador -que também jogava como ponta-esquerda- de grande habilidade. Sua capacidade de jogar em um curto espaço do campo ele aprendeu jogando futsal no Fluminense. Sua primeira oportunidade como profissional de futebol foi no Flamengo, em 1969. Seu temperamento, muitas vezes, impedia que ele continuasse em um clube por muito tempo. No Flamengo, por exemplo, era visto como um jogador fominha, herança trazida dos tempos de futsal, o que desagradava jogadores e o técnico da época Yustrich. Foi transferido ao Vitória depois de abandonar um treino em meio a discussões com o técnico. Apesar dos problemas fora de campo, quando calçava a chuteira e vestia o terno impressionava com sua visão de jogo. Passou a ser chamado de "vesgo" por conseguir olhar para um lado e tocar para o outro, o que confundia o adversário. Ronaldinho Gaúcho, que também era conhecido por esse tipo de jogada, aprendeu assistindo a jogos de Mário Sérgio. Em 79, ao passar pelo Internacional e jogar ao lado de Falcão, ergueu a taça de campeão brasileiro. Segundo o "Rei de Roma". Mário Sérgio "tecnicamente foi o melhor jogador que vi jogar. Era um absurdo o que ele fazia com a bola". Em meio a títulos e Bolas de Prata da Revista Placar (ganharia 4 ao longo da carreira) colecionava também histórias que aumentavam a fama de "bad-boy" do jogador. Depois de sair do Inter e vestir o terno do São Paulo, Mário Sérgio ficou conhecido como o "Rei do Gatilho" depois de descarregar uma arma calibre 38 dando tiros para o alto para afastar torcedores do São José que atacavam com pedradas o ônibus da delegação sãopaulina na saída do estádio. Por isso, antes de contratar o jogador, era preciso saber dos riscos de ter alguém capaz de decidir dentro de campo e discutir fora dele. O Grêmio, mesmo sabendo que além de polêmico Mário Sérgio também tinha se tornado um ídolo no maior rival, atendeu ao pedido do técnico Valdir Espinosa e contou com o jogador para a disputa do Copa Intercontinental de 83. "Ninguém queria o Mário Sérgio no Grêmio. Eu que insisti. Na primeira vez que falei, todo mundo pipocou: 'Ah, ele é isso, aquilo, é bagunceiro...'. Mas eu conhecia ele. Joguei com ele, morei com ele. Eu reconhecia nele a sua qualidade extraordinária." disse Valdir. Outra polêmica marcaria a carreira do meia, ao ser pego em um exame anti-doping, no Palmeiras, em 84. Foi encontrada cocaína na urina. Na época, houve a história da soda limonada que lhe teria sido oferecida na partida contra o São Paulo, mas nada ficou provado. Além dos diversos times da carreira, jogou também na seleção brasileira, mas em uma época com tantos craques no meio de campo, não conseguiu mais do que jogar apenas em amistosos. Aposentou como jogador do Bahia, em 87 e se lançou como treinador mas sem grandes feitos como na época de jogador. “Eles não entendem o que eu falo nos treinos, vou virar comentarista”. Cobriu as Copas do Mundo de 90 e 94 na Band e depois de um tempo na carreira e novas tentativas como técnico, foi contratado em 2012 pela Fox Sports para e equipe de comentaristas do canal, função que exerceu até o último dia de sua vida sem nunca abrir mão do jeito polêmico, chegando até a discutir ao vivo com colegas de profissão. Por que jogava de terno? A carreira de Mário Sérgio no futebol brasileiro é grande e grandiosa. Era ágil e hábil. Craque dentro de campo e complicado fora dele. Jogou por diversos clubes do Brasil em uma época que não era muito comum trocar tantas vezes de clube. Em alguns deles jogou por desejo da diretoria em contar com um exímio meio de campo. Em outros, saiu por divergências graças ao que dizia e fazia. Foi Mário Sérgio. E se foi. 👤 Mário Sérgio Pontes de Paiva 👶 7 de setembro de 1950, falecido em 28 de novembro de 2016 ao 66 anos. 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Vitória, Fluminense, Botafogo, Rosário Central, Internacional, São Paulo, Ponte Preta, Grêmio, Palmeiras, Botafogo-SP, Bellinzona (SUI), Bahia e Seleção Brasileira. 🏆 (Títulos principais) Como jogador: Campeonato Brasileiro 79 (Internacional), Copa Intercontinental 83 (Grêmio). 👑 Bola de Prata da Placar 73, 74, 80 e 81. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,3) #Vitória #Internacional #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia #Grêmio

  • De Luiz Carlos para Caio

    Jogador vitorioso e um técnico reconhecido no futebol brasileiro, Caio Júnior é o classudo de hoje. Luiz Carlos iniciou sua história no futebol nas categorias de base do Cascavel, clube de sua cidade natal. Contudo foi no Grêmio onde passou a ter destaque e foi onde sua carreira começou a decolar, e também onde adotou o nome de Caio Júnior, o abandando o “Luiz Carlos” por Caio, e “Júnior” foi adicionado por haver outro jogador com este nome na sua categoria. Lá foi tri-campeão gaúcho entre 1985 e 1987, Caio ainda sagrou-se artilheiro do Gauchão em 1985 com 15 gols. Ao fim dessa temporada rumou à Europa quando foi contratado pelo Vitória de Guimarães. Sua passagem pelo Guimarães lhe rendeu um único título, a Supertaça de Portugal na temporada 87/88. Na temporada 92/93 trocou o Guimarães pelo Estrela Amadora e fez parte do time campeão da II Liga, a segunda divisão portuguesa. Caio regressou ao Brasil em 1994 para ser campeão gaúcho novamente, desta vez pelo Internacional. Porém no ano seguinte retornou à Portugal para vestir a camisa do Belenenses, clube onde jogou apenas por uma temporada. Retornou novamente ao Brasil, jogou por clubes de menor expressão até aposentar-se em 1999 pelo Rio Branco-SP. Após encerrar a carreira, Caio se formou em Educação Física. E então recebeu o convite para ser treinador do Paraná Clube. Porém foi no comando do Cianorte que Caio ganhou o primeiro destaque no cenário nacional, quando sua equipe venceu o Corinthians, de Tevez e companhia, no jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil. Mesmo sendo eliminado no jogo seguinte, o feito do Cianorte foi muito valorizado por conta de ter vencido um clube que fez grandes investimentos. No ano seguinte retornou ao Paraná Clube e realizou um grande campanha no Brasileirão, onde levou o Paraná ao 6º lugar e ainda conquistando uma vaga para a Libertadores na temporada seguinte. Ao fim da temporada acertou sua ida ao Palmeiras, no Brasileirão seguinte levou a equipe paulista a disputa pela vaga do torneio continental, mas nas rodadas finais o feito não foi alcançado e acabou sendo demitido. Caio passou por grandes equipes no Brasil além de clubes no Oriente Médio, seu último clube foi a Chapecoense. Por que treinava de terno? Apesar de ter sido jogador de futebol, Caio Júnior ganhou destaque no cenário nacional como treinador. Suas campanhas com os times menores trouxeram os holofotes para si, graças a isso elevou o seu patamar na escala dos treinadores brasileiros. Seu auge seria a final da Copa Sul-Americana de 2016, porém o trágico acidente envolvendo o corpo técnico da Chapecoense colocou um fim na sua carreira. Por que jogava de terno? 👤 Luiz Carlos Sarioli 👶 8 de março de 1965, falecido em 29 de novembro de 2016 (51 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Como jogador: Grêmio, Vitória de Guimarães, Estrela Amadora-POR, Internacional, Belenenses-POR, Novo Hamburgo, Paraná, XV de Piracicaba, Paulista, Iraty e Rio Branco. 👕 Como técnico: Paraná, Cianorte, Londrina, Gama, Palmeiras, Goiás, Flamengo, Vissel Kobe-JAP, Al Gharafa-QAT, Botafogo, Grêmio, Al Jazira-EAU, Bahia,Vitória, Criciúma, Al Shabab-EAU, Chapecoense. 🏆 Como jogador: Campeonato Gaúcho 85, 86, 87 (Grêmio), Supertaça de Portugal 87-88 (Vitória de Gumarães), Campeonato Gaúcho 94 (Internacional), Campeonato Paranaense 97 (Paraná Clube). 🏆 Como treinador: Campeonato do Qatar 09-10, Stars Cup 2009 (Al Gharafa – QAT), Campeonato Baiano 2013 (Vitória), Copa do Golfo Árabe 14/15 (Al Shabab-EAU). 👑 Artilheiro do Campeonato Gaúcho 85 – 15 gols. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,0) #Vitória #Botafogo #Palmeiras #Brasil #Técnico

  • Terno de Linha #0 - Chapecoense 2009-2016

    Começamos hoje uma nova série aqui no JdT, em que não contaremos a história apenas de um jogador, mas sim de um time inteiro, e assim como fizemos com os mais de 250 nomes que já passaram pela nossa página, estes times também trouxeram a sua contribuição ao nosso futebol e fizeram história. O número 0 dessa série vai ser não apenas o início desse novo projeto, mas também uma homenagem de toda a equipe JdT para a Associação Chapecoense de Futebol. Mesmo que hoje não estivéssemos lamentando tamanha tragédia que chocou não só o esporte mas o mundo, a Chapecoense fez o suficiente para que pudesse ter a história dela contada aqui. Afinal de contas, aquele time que embarcou para Medelin iria em busca de um feito inédito: conquistar a Copa Sulamericana. Era o momento mais marcante da história do clube fundado em 1973. O "Verdão do Oeste" como é conhecido na pequena Chapecó - município de Santa Catarina com pouco mais de 160 mil habitantes - ascendeu à elite do futebol Brasileiro em 2014 e de lá nunca mais saiu. Até 2009, ainda disputava a série D do certame. Por isso, hoje, o Joga de Terno, ainda de luto, veste o Terno de Linha verde e branco e conta como foi essa ascensão que conquistou a simpatia a torcida de todo Brasil. Desde o começo, o time de Chapecó conseguiu suas glórias superando grandes batalhas, como tem sido toda sua ascensão. Seja dentro do tapete verde ou fora dele, a Chapecoense traz consigo histórias curiosas que enchem de orgulho seus torcedores. O primeiro título foi assim: com apenas quatro anos de fundação, sagrou-se campeão catarinense. Surgia então uma força futebolística no interior de Santa Catarina para fazer frente aos times do litoral. Começava também ali, o envolvimento do seu povo, já que há relatos que a festa da primeira conquista durou por 3 dias. Contudo, a ascensão nacional começou mesmo em 2009 com o acesso para a série C do Campeonato Brasileiro. A esta altura, a Chapecoense iniciava uma organização administrativa impressionante. Além disso, a união da cidade em torno do time, com a ajuda de empresários e, claro, dos torcedores. A propósito, esta sempre foi uma marca do time, que em outros tempos angariou fundos através de bingos. Na série C, o time do Índio Condá ficou durante três temporadas. Aparecia vez ou outra como azarão da Copa do Brasil, mas caía nas fases iniciais da competição. Até que em 2012 chegou à série B e em um pulo já estava na série A do Brasileirão no outro ano. Surgia então, os grandes ídolos da torcida. O primeiro deles, o goleiro Nivaldo que jogou pela Chape por mais de 10 anos. Lá no ataque, Bruno Rangel contribuía com seus gols que o tornaram o maior artilheiro da história do time com 81 gols. Em 2014, a Chapecoense estreava na série A do Brasileirão! Como zebra da vez, a grande conquista seria permanecer por ali. O elenco era formado, basicamente, por jogadores que não emplacavam nos grandes times do Brasil. Mas as rodadas passavam e o novo time se mostrava indigesto. Sob a proteção do Índio Condá e o apoio dos torcedores, jogar contra a equipe em Chapecó era difícil. Nesta temporada, por exemplo, goleou o Inter por 5 a 0. Camilo, hoje no Botafogo, era o maestro da equipe. A Chapecoense cumpriu o objetivo de seguir na série A. Mais que isso, conquistou a vaga na Sul-Americana 2015, o que já era mais que suficiente para lotar as ruas de Chapecó com camisas verde e branco. Na primeira competição internacional de sua história foi batido pelo poderoso River Plate, sem que isso desanimasse a torcida. Ao contrário, começava ali uma mobilização dos brasileiros com o time. Era a menina dos olhos do futebol nacional. Em 2016, após ser eliminado na terceira fase da Copa do Brasil, a Chapecoense teria nova oportunidade de disputar a Copa Sul-Americana. Na primeira fase passou pela equipe do Cuiabá, se classificando para as oitavas de final. Enfrentou então o temido Independiente da Argentina, conquistando a vaga nos pênaltis. Nas quartas de final, a Chapecoense passou pelo Junior de Barranquilla, da Colômbia. Na semifinal, a equipe catarinense passou pelos também argentinos do San Lorenzo, time do Papa Francisco em uma decisão onde o que não faltou foi emoção. No último minuto o goleiro Danilo defendeu com o pé uma bola chutada na pequena área pela equipe argentina e consolidou a sua vaga para a tão sonhada final. O adversário seria o Atlético Nacional, atual campeão da Copa Libertadores da América. E hoje? Em meio a tanta rivalidade no futebol, é difícil encontrar algum torcedor que torça contra aAssociação Chapecoense de Futebol. Sempre ali no meio da tabela desde que chegou à série A em 2014, enfrentar a Chapecoense na Arena Condá não era nada fácil. Ainda que o time fosse montado sem muitos recursos e usando jogadores pouco aproveitado em outros clubes, ele contava com o apoio maciço de seus torcedores no estádio. Com capacidade para 22 mil pessoas, a Arena se tornava um caldeirão fervendo em verde e branco e empurrando o time. Se no Campeonato Brasileiro não era visto como favorito ao título ou mesmo a uma vaga pra Libertadores, na Sul-Americana ela surpreendeu ao ficar muito perto de garantir as duas coisas: o título e a vaga. Algo que talvez seria inimaginável mesmo ao torcedor mais fanático em 2009, quando ainda estava na série D. Se ela teria vencido caso a final viesse a ser disputada contra o Atlético Nacional nós nunca saberemos. O que era certo é que Chapecó iria parar para ver o time jogar,o estádio que ainda havia sido escolhido para a final estaria lotado, e que o time teria também o apoio de torcedores de times de diversos cantos do país. A união das torcidas que hoje demonstram solidariedade, naquele jogo mostrariam respeito e simpatia por um clube que, mesmo sem grandes investimentos, almejava conquistar a América. Conquistou o mundo. "Ó glorioso verde que se expande Entre os estados, tu és sempre um esplendor Nas alegrias e nas horas mais difíceis Meu furacão, tu és sempre um vencedor" (Hino Oficial da Chapecoense) 👔 Time Base:* Danilo, Caramelo, Neto, Tiego, Dener Assunção; Josimar, Gil (Sérgio Manoel), Cléber Santana, Tiaguinho (Lucas Gomes); Ananias e Kempes (Bruno Rangel). Técnico: Caio Júnior. 🏆 Títulos conquistados: Campeonato Catarinense 11 e 16; Copa Sul-Americana 16 👤Os principais classudos: Josimar, Danilo, Cléber Santana e Bruno Rangel. *O JdT considerou o time que jogou a partida épica contra o San Lorenzo na semi-final da Sul-Americana. #Chapecoense #Brasil

  • "Paulo Cézar prepara o seu chute fatal na barreira. Confusão é geral. Atenção, preparou, correu

    Você pode não conhecer essa música toda, mas certamente o refrão (“é gol, que felicidade...”) você já ouviu em alguma transmissão de rádio. O personagem de “Replay” do Trio Esperança é Paulo Cézar (ou César mesmo), o Caju. Foi homenageado com a música quando jogava no Flamengo, mesmo que o gol seja fictício. Carismático, polêmico, controverso e gênio. Querido nos quatro grandes times do Rio de Janeiro e também na França. E cheio de ideologias que incomodou muita gente. O garoto pobre da favela de Cachoeira teve oportunidade de mostrar seu talento nos tapetes verdes do Brasil pelo Botafogo. Impressionou a comissão técnica que o elevaram ao time profissional em 67. Como ponta esquerda, marcou época no Glorioso até 72. Nesse meio tempo, era uma das peças principais do time de Zagallo na Seleção Brasileira. A rapidez que Paulo Cezar subiu pro profissional e não muito tempo depois chegou a Seleção demostra que ele não jogava pouco. Pelo contrário. Na seleção, apesar de ser figura certa, não foi titular no tri-campeonato no México. O esquema de Zagallo beneficiava mais Rivelino. Ainda assim, para muitos, era o 12º jogador daquele time. No Botafogo, teve a infeliz ideia de provocar os adversários por causa do bom time de 71. Primeiro no Carioca: com larga vantagem na tabela, Caju começou a fazer embaixadinhas contra o Fluminense. Ninguém gostou. Cada adversário enfrentava o Glorioso com o desejo insaciável de vitória por causa da soberba de Caju. Por isso, não deu outra: o Bota perdeu o título, logo pro Flu e Caju foi dito como responsável. A equipe se desestabilizou e terminou o ano batendo na trave no primeiro Campeonato Brasileiro (com esse nome), terminando em 3º. Com o clima pesado em General Severiano, foi para o Flamengo. Caju já era um “bom Vivant” naquela época e chamava a atenção pela sua extravagância extra-campo. Foi mais ou menos nessa época que o nome Caju pegou: certa vez seu black power apresentou uma coloração avermelhada, tom “acaju”. Pegou. Essa história, alias, se confunde com sua ida aos Estados Unidos, onde teve contato com os Panteras Negras. Conheceu suas ideias e fez com que Caju simpatizasse com elas. Contam que a revolta de PC fizesse ele deixar o cabelo crescer e pintasse naquele tom. Ainda foi um defensor dos diretos da população negra em plena ditadura militar. Muitos torceram o nariz. Na seleção, era titular absoluto em 74. Mas havia uma divisão nítida entre os paulistas e os cariocas. Caju não era querido por nenhum lado. Isso porque estava certa sua contratação para jogar no Olympique de Marseille e, por isso, os outros jogadores o acusavam de "evitar divididas" e não se entregar por inteiro nos jogos. Após relativo sucesso na França, PC voltou ao Brasil, e passou por Fluminense, Botafogo novamente, Vasco, Grêmio e Corinthians. Durante toda sua vida profissional, Caju foi um bom vivant mas nunca teve vícios. Era dotado de um físico que impressionava e de uma saúde de ferro. Contudo, depois da aposentadoria, se envolveu com bebidas e drogas à regalia. Viveu à beira da decadência: vendeu sua medalha de 70 e alguns apartamentos em troca de drogas. Mas hoje, aos 67 anos, Caju esbanja energia e vida. Carismático, ainda gosta de uma boa polêmica e não tem papas na língua. Se assume como alguém que caiu na tentação das drogas, mas que superou os momentos difíceis que a fama e o dinheiro podem oferecer a alguém que veio da pobreza. Por que jogava de terno? Era um ponta esquerda acima da média. Só não foi titular do esquadrão de 70 porque Zagallo achou melhor não montar um esquema com essa função, e, por isso, acabou preterido por Rivelino. Irreverente, polêmico mas sempre querido, PC Caju ainda ajudou o futebol pelo direito dos negros, ainda na ditadura militar. Um gênio, que ainda hoje faz muito pelo esporte com suas opiniões e posicionamentos firmes. 👤 Paulo Cézar de Lima 👶 16 de junho de 1949 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo, Flamengo, Olympique de Marseille, Fluminense, Grêmio, Vasco, Corinthians, California Surf, AS Aix-EUA. 🏆 (títulos principais) Campeonato Carioca: 67 (Botafogo), 72, 74 (Flamengo), 75 e 76 (Fluminense); Campeonato Gaúcho: 79 e 80 e Copa intercontinental: 83 (Grêmio), Copa da França: 75 (Olympique de Marseille), Campeonato Brasileiro: 68 (Botafogo) e Copa do Mundo FIFA: 70. 👑 Bola de Prata da Revista Placar: 70, 72, 76 e 77 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,6) #Botafogo #Flamengo #Fluminense #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1970 #CopadoMundo1974 #Meia #Pontaesquerda

  • O coringa da Vila

    Um jogador com toda possibilidade de virar astro mas que não rendeu. E que, nessa semana, divulgou sua aposentadoria. Resumidamente, esse é o classudo de hoje! Elano apareceu nos tapetes verdes do país brilhando ao lado de Robinho, Diego e CIA naquele Santos repleto de garotos e ganharia o campeonato brasileiro de 02 e 04. Apontado como “o curinga da Vila”, Elano chamava atenção por sua versatilidade em campo e, mesmo novo, já demonstrava liderança, fosse no comportamento, fosse na técnica. O alto nível do jogador chamou atenção do técnico Parreira, da Seleção Brasileira, e começou a frequentar, mesmo que não constantemente, as listas de convocação, em 2004. No mesmo ano, foi contratado pelo Shakhtar Donestsk, da Ucrânia. Foi um dos pilares da equipe que conquistaria o bi-ucraniano entre as temporadas 04/05 e 05/06. Seu contrato era de cinco anos, o que pode fazer com que o time do leste europeu realizasse sua venda, em 07, para o poderoso Manchester City. Na Inglaterra, causou ira em alguns torcedores quando teve seu nome relacionado a uma polêmica blogueira local. Ela teria divulgado imagens dos dois praticando sexo virtual. Da terra da rainha, foi para a Turquia, onde foi recebido pela torcida do Galatasaray no aeroporto. Mas, sua passagem por lá não durou. Deixou claro que queria retornar ao Brasil e desejava novamente vestir o terno do alvinegro praiano. Por isso, em 2011 retornou à equipe que o revelou numa época em que o time vivia boa fase por causa de mais uma leva de garotos. Agora, Neymar e Ganso, que junto com Elano, foram um dos responsáveis pela conquista do paulista de 2011 e da Libertadores do mesmo ano. Elano, inclusive, foi um dos artilheiros do certame estadual ao lado de Liédson, do Corinthians. Mas parece que o Coringa estava fadado a passagens curtas pelas equipes que era contratado. Em 2012 foi para o Grêmio, ficou até 2014, quando foi para o Flamengo e até chegou a jogar na Índia, onde também se envolveu em polêmica, dessa vez, foi detido por agredir o técnico de uma equipe adversária. Antes disso, ainda no Brasil, Elano teve problemas extra-campo por causa de sua ex-namorada, Nívea Stelmann. Elano estava em sua terceira passagem pelo Peixe. Bem longe de atuar um bom futebol com regularidade, bem longe de ser aquele jogador que se esperou que fosse. Por que jogou de terno? Elano foi um dos principais jogadores do Santos de 02-04 e 2011. Conquistou a torcida Santista com uma boa movimentação e uma versatilidade que chamava atenção da crítica. Também foi uma peça importante para a Seleção Brasileira, sobretudo na primeira era-Dunga e na Copa de 2010. 👤 Elano Ralph Blumer 👶 14 de junho de 1981 🏠 Brasileiro 👕 Santos, Shakhtar Donetsk, Manchester City, Galatasaray, Grêmio, Flamengo, Chennaiyin FC - IND, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro: 02 e 04; Copa Libertadores da América: 11 (Santos); Campeonato Ucraniano: 04/05 e 05/06 (Shakhtar); Copa América: 07 e Copa das Confederações: 09 (seleção Brasileira) 👑 Artilheiro do Campeonato Indiano de 11 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #Santos #ShakhtarDonetsk #ManchesterCity #Grêmio #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo2010 #Meia

  • Créu!

    Em 2008 a Dança do Créu do MC Créu (!) era o hit do carnaval daquele ano. A música, consagrada pela dançarina Mulher Melancia em 5 velocidades estourou em todo país e chegou até o futebol. Em uma época que não havia tanta problematização desnecessária com comemorações após os gols, muitos jogadores repetiam a coreografia no tapete verde. E Thiago Neves, após marcar 3 gols em pleno Fla-Flu no Maracanã, reuniu os companheiros e foi até a torcida rubro-negra provocar o rival. E hoje vamos contar essa relação de Thiago Neves com a torcida do Fluminense, do Flamengo e suas indas e vindas. Thiago Neves Augusto foi revelado no Paraná, no clube de mesmo nome em 2005. Naquele ano, tanto o jogador como o time surpreenderam com um ótimo Campeonato Brasileiro (o Paraná terminaria em 7º). Mas problemas disciplinares do jogadore fizeram com que ele fosse emprestado ao Vegalta Sendai, da segunda divisão japonesa. Em 2007 o Fluminense fui buscar o jogador para compor o elenco. Por conta da boa fase que vivia Carlos Alberto, passou boa parte da temporada no banco. Mas com a saída de Carlos Alberto para o Werder Bremen, Thiago Neves passou a ser o principal nome do meio campo do Fluminense ao aliar boas exibições e mostrar potência no chute e precisão na bola parada. Sob o comando de Renato Gaúcho, conseguiu o primeiro título de expressão, a Copa do Brasil de 2007. No ano seguinte continuou brilhando com o terno tricolor, como no Fla-Flu que marcou 3 gols e nós contamos na abertura desse artigo. Outro hat-trick, esse ainda mais importante, marcaria ainda mais a carreira do meio-campista. Em uma campanha surpreendente na Libertadores, o Fluminense chegava à final inédita da competição, contando sempre com as boas atuações dele. Depois de perder por 4x2 no jogo de ida contra a LDU, O Fluminense conseguiu fazer 3x1 com todos os gols de Thiago Neves. Na decisão por pênaltis porém, o jogador, que sempre se destacou na bola parada, perdeu um dos pênaltis e, consequentemente, o título. E o hat-trick inédito em uma final de Libertadores perdeu o brilho com o título que não veio. Partiu então para uma rápida passagem pelo Hamburgo, da Alemanha, onde não se adaptou, chegando até a jogar como volante. Sem o mesmo brilhantismo de antes foi negociado ao Al-Hilal dos Emirados Árabes. Antes disso, voltou ao Fluminense por empréstimo de 5 meses. Dessa vez foi o Flamengo que o trouxe de volta. No rubro-negro conseguiu boas exibições, com a companhia em campo de Ronaldinho Gaúcho. Mas a presença dele na Gávea não durou muito quando, pela terceira vez, vestiu a camisa do Fluminense. Em 2012, agora com a companhia de Deco, foi campeão brasileiro. E em 2013 partiu mais uma vez para o mundo árabe. Atualmente está sem contrato e é sondado por diversos clubes brasileiros, inclusive, claro, pelo Fluminense. Por que joga de terno? Longe dos holofotes desde que saiu do Fluminense pela última vez, não é fácil dizer se Thiago Neves ainda é aquele jogador decisivo dos tempos de Fluminense e Flamengo. Com 31 anos e sem contrato, ainda tem mercado no Brasil. Mesmo que não tenha sido considerado um craque, ainda assim foi (ou ainda é) um excelente jogador, e considerando a escassez de camisa 10 no cenário do futebol brasileiro, não é exagero dizer que ele poderia vestir qualquer terno de qualquer clube da série A. 👤 Thiago Neves Augusto 👶 27 de fevereiro de 1985 (31 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Paraná, Fluminense, Hamburgo (ALE), Al Hilal (ARA), Flamengo, Al-Jazira (EAU) e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Copa do Brasil 2007 e Campeonato Brasileiro 2012 (Fluminense); Campeonato Saudita: 09/10 e Copa do Rei Árabe (Al-Hilal); e medalha de bronze dos Jogos Olímpicos de 2008 (Seleção Brasileiro). 👑 Chuteira de Ouro da Revista Placar 05; Troféu Telê Santana 04 e 05; Bola de Prata da Revista Placar 07 e 11 e Bola de Ouro 07; Melhor jogador do Campeonato Saudista 13. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6) #Paraná #Fluminense #Flamengo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia

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