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- "Este rapaz será um pila fundamental da minha Inter"
Ídolo como jogador em seu clube e seleção, dirigente vitorioso e com seu número eternizado pela Internazionale, jogador de hoje é daqueles classudos de um terno só, Giacinto Facchetti. A frase citada no título foi dita por Helenio Herrera, logo após a estreia do classudo pela Inter e logo num clássico contra a Roma. Facchetti não correspondeu tão bem, mas seu treinador o deu este voto de confiança junto à imprensa. E que voto de confiança. Facchetti iniciou sua carreira jogando como atacante, com seus 1,91 de altura era soberano em jogadas aéreas. Mas Herrera viu que Facchetti poderia ser mais útil como beque central. Facchetti surpreendia com a facilidade de subir da defesa para o ataque conduzindo a bola, e então o técnico o mudou para a lateral-esquerda. Facchetti era um dos pilares da Internazionale, um hábil marcador como eram os defensores italianos e um ala presente nos ataques. Foi o primeiro defensor da história do Calcio a marcar 10 gols numa só temporada. Era um jogador diferenciado em sua posição à época, pois os laterais da Itália tinham como função apenas defender, e Facchetti executava com perfeição essa função, mas quando subia ao ataque a mesma perfeição era vista em passes e cruzamentos. Durante sua carreira atuou apenas na Internazionale, e chegando ao fim dela acabou sendo recuado para fazer a função de líbero por não ter a mesma explosão física exigida na lateral. Após a aposentadoria chegou a exercer funções administrativas na Internazionale, e em 2004 foi eleito presidente do clube, sendo o primeiro ex-jogador a assumir este posto. Por que jogava de terno? Jogador extremamente técnico, possuía uma elegância que não condizia com a posição de lateral-esquerdo. Era comum ver Facchetti desarmando com um carrinho e sair conduzindo a bola até o ataque com facilidade. Fato curioso é que em 634 partidas pela Inter, só recebeu um cartão vermelho, sendo este por reclamação ao árbitro. Teve o seu número 3 aposentado na Inter, tamanho é sua idolatria no único clube que defendeu durante sua trajetória no futebol. 👤 Giacinto Facchetti 👶 18 de julho de 1942, falecido em 4 de setembro de 2006 aos 64 anos 🏠 Italiano 👕 Internazionale de Milão-ITA e Seleção Italiana. 🏆 Campeonato Italiano 62/63, 64/65, 65/66, 70/71; Liga dos Campeões da UEFA 63/64 e 64/65; Mundial de Clubes 64 e 65 (Internazionale); Eurocopa 68 (Seleção Italiana). 👑 FIFA 100. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8,3) #Internazionale #SeleçãoItaliana #CopadoMundo1966 #CopadoMundo1970 #CopadoMundo1974 #Lateralesquerdo
- O diabo loiro
Arílson de Paula Nunes, para os íntimos: Paulo Bala, Paquita, Engenheiro Químico ou se preferirem Diabo Loiro. Hoje, nós do JdT, trazemos para o nosso tapete esse atacante que marcou história no futebol brasileiro durante a década de 90. No dia 30 de outubro de 1971 em Pontalina (GO), nascia Arílson de Paula Nunes, que 19 anos depois no Flamengo surgiria para o mundo do futebol como Paulo Nunes. Flamengo era seu clube do coração, e seu maior ídolo era o meia Zico. Nos poucos mais de 10 anos de carreira e depois de passagens por 8 clubes, Paulo Nunes revelou que “trocou de clube” por conta de tudo que o Grêmio fez e por todas as conquistas ele se tornou um Imortal Tricolor. O Diabo Loiro também é bastante identificado com o Palmeiras, onde além dos títulos acumulou algumas polêmicas, a maior delas na final do Paulistão de 99. O título já estava praticamente decidido a favor do Corinthians quando Edílson, o Capetinha, começou a fazer embaixadinhas no meio de campo, a partir daí começou uma confusão em campo, e após tudo se acalmar o juiz encerrou a partida. Por que jogava de terno? Mesmo sendo um pouco “baladeiro”, Paulo Nunes conseguiu conquistar muitos títulos e é reconhecido bem por três das torcidas mais apaixonadas do Brasil. Sua velocidade faro de gol fizeram dele um bom jogador. 👤 Arílson de Paula Nunes 👶 30 de Outubro de 1971 (45 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Grêmio, Benfica, Palmeiras, Corinthians, Gama, Al-Nassr, Mogi Mirim, Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 92 (Flamengo); Copa Libertadores da América 95, Recopa Sul-Americana 96, Campeonato Brasileiro 96, Copa do Brasil 97 (Grêmio); Copa do Brasil 98, Copa Libertadores da América 99 (Palmeiras); Copa América 97 (Brasil) 👑 Bola de Prata da Revista Placa 96, Artilheiro do Campeonato Brasileiro 96 (16 gols), Artilheiro da Copa do Brasil 97 (9 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Palmeiras #Grêmio #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante
- "Sem mim, nem em 100 anos o Benfica vai conquistar a Taça Europeia"
Um dos maiores técnicos da história do futebol tem nessa frase emblemática o resumo de sua importância para o esporte. Para contextualizar a situação precisamos voltar ao ano de 1962, quando a direção do Benfica se recusou a bonificar o técnico com uma quantia valida pela conquista das duas Taças Europeias (atual Champions League) seguidas. Após a recusa da cartolagem, Béla Guttmann se revoltou e pediu demissão, mas sem antes lançar a frase que intitula esse texto. Folclórico, Guttmann se recusava treinar um time por mais de três anos. Dizia que os jogadores perdia a motivação quando se era treinado por muito tempo por um só comandante. Passou por 25 clubes, repetindo alguns em oportunidades diferentes. No Brasil foi técnico do São Paulo e assim que chegou pediu a contratação do veterano e craque Zizinho, com o maestro em campo foi campeão paulista. Mas como nômade partiu novamente. É importante ressaltar que taticamente Béla Guttmann foi essencial para o futebol brasileiro. Ele que implementou por aqui o esquema 4-2-4. Que iria fazer sucesso nas mãos do seu supervisor no São Paulo, Vicente Feola. Feola que acompanhou de perto seu trabalho, implementou todo o esquema na Seleção Brasileira de 58. Lógico que o mérito do título foi todo daquele plantel de jogadores e equipe técnica. Mas o início de tudo se deu com o Béla Guttmann e sua passagem no Brasil. Béla Guttmann ainda seria responsável pela ascensão de Eusébio. Quando Eusébio despontava em campos Moçambicanos, Bauer ex-comandado de Guttmann no São Paulo descobriu o jogador e o enviou para o Benfica para Guttmann. Começando assim o grande legado que deixaria para a história do clube, com craques e títulos. Por que treinava de terno? Guttmann sempre foi um vencedor em sua vida. Não se contentava com pouco e nem se acomodava em clubes. Revolucionou a maneira de jogar futebol com sua tática. Apesar de ser uma pessoa difícil de se conviver, conseguia ser agradável para os jogadores. Para os torcedores do Benfica, um mito, mas ao mesmo tempo uma maldição que permeia até hoje. De 1962 até 2017 são 55 anos, apenas metade do tempo de sua praga jogada passou. 👤 Béla Guttmann 👶27 de janeiro de 1899, falecido em 28 de agosto de 1981, aos 82 anos 🏠Húngaro 👕 Hakoah Wien, Enschede, Wien, Újpest, Vasas, Ciocanul Bucureşti, Újpest, Kispest FC, Padova, Triestina, Quilmes, Nicosia, Milan, Vicenza, Honvéd, São Paulo, FC Porto, Benfica, Peñarol, Servette FC, Panathinaikos, Áustria Viena, FC Porto e Seleção da Áustria 🏆 Campeonato Húngaro 38/39, 46/47 (Újpest FC), Campeonato Paulista 57 (São Paulo), Campeonato Português 58/59 (FC Porto), Campeonato Português 59/60, 60/61, Taça de Portugal 61/62, Taça dos Campeões Europeus 60/61, 61/62 (Benfica) 👑 Sem informações Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8) #Benfica #SãoPaulo #Porto #SeleçãoHúngara #Técnico
- Van Goal
Por onde ele passou deixou sua marca, mas ele marcou história mesmo na Premier League jogando com a camisa dos “Red Devils” entre os anos de 2001 e 2006. Hoje o JdT traz para o nosso tapete sagrado o lendário Van Nisterooy. Ruud começou sua carreia aos 17 anos jogando a segunda divisão holandesa pelo modesto Den Bosch. Pouca gente sabe, mas ele começou no futebol atuando como zagueiro, seus 1,88m e seu porte físico indicariam que seria um bom zagueiro. Mas pra nossa sorte logo viram que ele sabia mesmo era fazer gols e logo ele foi para o ataque. Na Holanda ele também teve uma passagem rápida pelo Heerenveen, mas foi pelo PSV que obteve seus melhores números jogando a primeira divisão da Holanda(Eredivisie), em sua primeira temporada 98-99 obteve a marca de 31 gols em 34 jogos, foi o artilheiro do campeonato, e o segundo artilheiro da europa. Em sua segunda temporada superou a média de um gol por partida marcando de 29 gols em 23 jogos. Não demorou para que os grandes clubes da Europa demonstrassem interesse no jovem holandês. Em junho de 2000, o Manchester United, oficializou a compra dele por 18,5 milhões de libras. Porém, dias após sua contratação, Van Nistelrooy sofreu uma grave ruptura nos ligamentos do joelho durante um treinamento, com a grave lesão sua transferência foi concluída apenas em abril de 2001. Pelo Manchester foram cerca de 219 jogos e 150 gols, tendo como principal título a Premier League de 02-03. Quebrou alguns recordes de gol na época, e também conseguiu a artilharia da Champions League por três oportunidades. Em 2006, após ser deixado de lado no Manchester em algumas partidas, optou pela transferência para o poderoso Real Madrid. Chegou para assumir a vaga do brasileiro Ronaldo, que já não agradava mais a torcida. Apesar de algumas constantes lesões Nistelrooy foi importante em duas Ligas conquistadas pelo real (06-07 e 07-08) Por que jogava de terno? Era um ótimo finalizador e um exímio cobrador de pênaltis. Tinha boa visão de jogo e boa presença de área. Foi lembrado por vezes na lista de Melhor jogador do mundo pela FIFA, duas delas entre os 10 primeiros, em 2003 e 2004. 👤 Rutgerus Johannes Martinus van Nistelrooy 👶 1 de julho de 1976 (40 anos) 🏠 holandês 👕 Den Bosch, Heerenveen, PSV Eindhoven, Manchester United, Real Madrid, Hamburger SV, Málaga 🏆(principais) Eredivisie 00 e 01 (PSV Eindhoven); Premier League 03; La Liga 07 e 08 👑 Jogador do ano na Eredivisie 99 e 00; Chuteira de Ouro da Premier League 03; Atacante da temporada na UEFA Champions League 02; Atacante da temporada da UEFA 03; FIFA 100 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (6,9) #ManchesterUnited #RealMadrid #SeleçãoHolandesa #CopadoMundo2006 #Atacante
- O marcador incansável
Marcar com classe e lealdade o maior jogador de todos os tempos, não é tarefa para qualquer um. Somente um capitão de verdade conseguiria parar Pelé. E assim Piazza fez, em 1966, na histórica conquista da Taça Brasil contra o Santos. Além do talento e da raça, o volante mineiro tinha outra qualidade impecável: a capacidade de se reinventar. Na Copa do Mundo 70, Zagallo montou um dos times mais invejados de todos os tempos. Naquele ano, lendas como Carlos Alberto, Tostão, Pelé e Rivelino vestiram a amarelinha, e entre eles, estava Piazza, que apesar de ser volante de origem, atuou naquele mundial como quarto zagueiro. Um improviso cheio de brilho e segurança. Piazza nasceu na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais. Deu os primeiros passos no futebol profissional defendendo o Renascença, pequena equipe de Belo Horizonte. Chegou ao Cruzeiro no início dos anos 60, onde logo se firmou capitão do time celeste. Ao lado de Tostão e Dirceu Lopes formou a maior trinca que o Cruzeiro já teve. Por mais de uma década, defendeu a camisa cinco estrelas com lealdade e categoria. Durante toda a sua carreira, o futebolista vestiu apenas dois uniformes: o do seu clube e o de sua seleção. Em 1976, levantou a taça da Libertadores da América. O Cruzeiro venceu o River Plate com o memorável gol de falta do ponta-esquerda Joãozinho. Mais experiente, o classudo liderou o meio de campo da equipe junto com seu fiel companheiro Zé Carlos. É impossível relembrar essa conquista sem citar o capitão Piazza, um dos símbolos desse time que pintou a América de azul e branco pela primeira vez. Quando João Saldanha deixou o comando da Seleção Brasileira, dando lugar à Zagallo, Piazza deixou a “meia-cancha” e passou a atuar como zagueiro. O novo desafio foi consequência das lesões de jogadores daquela posição. O que antes foi visto como um improviso perigoso, logo se tornou uma excelente ideia. Piazza se firmou na zaga e jogou todo o mundial naquela posição. Wilson Piazza deixou os gramados em 1978. Ainda morando na capital Belo Horizonte, atualmente o campeão de 70 é presidente da Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP). Por que jogava de terno? Gigante na defesa, desarmava como poucos. Com muita técnica e raça, Piazza dominou por anos o meio de campo cruzeirense, sem dar chance aos seus adversários. Nem mesmo Pelé e o melhor time de todos os tempos conseguiu passar pelo camisa 5. O capitão deixou um legado quando o assunto é o meio de campo, sendo soberano em sua posição. 👤 Wilson da Silva Piazza 👶 25 de fevereiro de 1943 (73 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Renascença, Cruzeiro e Seleção Brasileira 🏆 (Títulos Principais) Copa do Mundo de 70 (Seleção Brasileira), Taça Brasil de 66 e Libertadores da América de 76 (Cruzeiro) 👑 Bola de Prata 72 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Cruzeiro #CopadoMundo1970 #CopadoMundo1974 #Volante #SeleçãoBrasileira #Brasil
- Aquele que fez surgir o silêncio mais tenebroso
Müller, Klose, Kross, Khedira e Schürrle. Esses cinco nomes foram os responsáveis pela maior vergonha do futebol nacional quando aplicaram os 7x1 na seleção canarinho em 2014 na Copa do Mundo aqui no Brasil. Antes do Mineiraço, o pior pesadelo de nosso selecionado era a da copa de 50, aqui também, o famigerado Maracanaço. Aquele 2x1 pro Uruguai na final teve no nome de Ghiggia sacramentado como o pior carrasco, por ter feito o segundo gol daquele jogo. Hoje, o uruguaio completaria 90 anos e o JdT relembra a carreira desse classudo “intragável”, mas deveras respeitado aqui no Brasil! Alcides Ghiggia começou sua carreira em 1946, no Atlante. Demorou dois anos para se firmar no Peñarol. Com uma campanha incrível, o time sagrou-se campeão em 49, de forma invicta. O feito fez com que a equipe servisse de base para a Seleção Celeste que viajaria para o Brasil jogar a copa do ano seguinte. Pela Celeste, Ghiggia só estreou mesmo 50, a tempo necessário para ganhar confiança do técnico Juan Lópes. O Uruguai chegou no Brasil num clima meio conturbado internamente e com fama de “freguês” dos donos da casa. Os celestes chegaram às finais com a vitória sobre a Bolívia por 8x0. O regulamento determinava, então, que o campeão surgisse por meio de um quadrangular, definido por apenas um jogo eliminatório. Junto à Suecia, Espanha e Brasil, franco favorito, nossos vizinhos chagaram ao jogo contra o Brasil com chances de ser campeão, diferentemente dos Europeus, o que fez esse jogo ser a grande final do Campeonato. Nosso Classudo, até então, havia marcado quatro gols no certame e um dos principais jogadores da Celeste. O episódio do Maracanaço todos conhecem: clima de já ganhou, Maraca cheio, mas virada uruguaia. Schiaffino marcou o primeiro dos nossos adversários e Ghiggia virou, aos 34 minutos do segundo tempo. Saiu como herói que derrotou a soberba brasileira. Ghiggia jogaria no Uruguai e pelo Uruguai até 52, quando se transferiu para a Roma. As dificuldades de translado aquela época impossibilitava alguns jogadores na Europa a jogarem pelas suas seleções. Foi o caso de Alcides. Ainda que, em 54, a federação uruguaia contasse com ponta-direita, mas acabou impedida pela Roma de o convocar. Mesmo na Itália, Ghiggia, com dupla-cidadania voltaria a jogar numa seleção, mas a Italiana. Ele e Schiaffino, seu ex-parceiro de Celeste, integrariam o elenco da Azzura depois de uma reformulação na seleção da Velha Bota. Pela Itália, Ghiggia viveria a dor de perder a vaga na Copa de 58, quando perdeu de 2x1 para a Irlanda do Norte. Foi a única copa que a Itália não participaria. Ghiggia se aposentaria em 68. Como a maioria dos jogadores da época, procurou exercer outros ofícios, longe do futebol, já que não lhe davam muita renda, à época. Mesmo sendo o maior carrasco brasileiro, até então, o uruguaio voltou ao Maracanã em 2009, para se imortalizar na calçada da fama. Na ocasião, muito emocionado, o ex-jogador declarou que: “Nunca pensei que seria homenageado no Maracanã, estou muito emocionado. Meus sinceros agradecimentos ao público. Agradeço profundamente. Viva o Brasil!”. Veio a falecer num mesmo dia 16 de julho, data de 65 anos do Marcanaço, em 2012. Por que jogava de terno? Rápido, oportunista e talentoso, era a principal arma de ataque do Uruguai naquele mundial de 50. De seus cinco gols pela Celeste, quatro foram no bicampeonato daquele ano. Seu talento despertou o interesse dos Italianos, que confiaram nele e em outros sulamericanos, a tarefa de reestruturar a Azzura, que acabou não dando certo. Apesar de ser lembrado pelo gol que deu o título Uruguaio em 50, sempre foi tratado com carinho pelos brasileiros, sendo reverenciado até hoje. 👤 Alcides Edgardo Ghiggia 👶 22 de dezembro de 1926 🏠 Uruguaio 👕 Atlante, Sud América, Peñarol, Roma, Milan, Danubio, Seleção Uruguaia e Seleção Italiana. 🏆 Campeonato Uruguaio: 49 e 51 (Peñarol), Copa do Mundo FIFA: 50 (Seleção Uruguaia) 👑 Sem registros de prêmios relevantes Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Peñarol #Roma #SeleçãoUruguaia #CopadoMundo1950 #Pontadireita
- O goleador mecânico
O futebol é imprevisível. Quem nunca ouviu este clichê? Em certas ocasiões esta máxima vale e muito. É o caso do começo da carreira de Patrick Kluivert, nosso classudo de hoje. O holandês foi parar no Ajax, depois do time não ter obtido êxito na contratação de Ronaldo. O jovem atacante surpreendeu logo no começo e já começou a mostrar suas características. Rápido, ágil, finalizador e decisivo. Seja como centroavante ou pelo lado do campo, a promessa virou realidade e um dos maiores artilheiros da Holanda. A ascensão de Kluivert foi meteórica. Aos 18 anos já marcava um gol na final da Champions League 94/95, se tornando o jogador mais jovem a fazer um gol na decisão de clubes europeia. A propósito, rendeu o título ao Ajax sobre o Milan e coroou uma geração de craques da holanda. Estavam naquele elenco: Van der Sar, os irmãos De Boer, Seedorf, Davids, Overmars e, claro, nosso classudo. Era a base da Seleção Holandesa que vinha forte para as disputas que entrava. Uma geração sem títulos, mas que bateu na trave algumas vezes. Na Copa do Mundo de 94 e 98, a pedra no sapato para os holandeses foi o Brasil. Em ambas Kluivert fazia parte da Laranja Mecânica. Inclusive, na semifinal contra a seleção canarinha, foi dele o gol de empate que levou a disputa para os pênaltis. Dois anos depois, o matador holandês chegava a mais uma semi-final, desta vez da Eurocopa. O algoz da vez foi a Itália, também nos pênaltis. A Holanda terminou em terceiro e Kluivert o artilheiro do torneio. A esta altura, Kluivert ostentava o terno do Barcelona e já trilhava um caminho de sucesso. Por lá fez 255 jogos e estufou as redes 120 vezes. É um dos principais artilheiros do time catalão em campeonatos espanhol. Na Espanha, portanto, viveu seus dias de glória. Tinha apenas 27 anos e já era ídolo no Ajax, no Barcelona e na Holanda. Até que uma lesão no joelho o tirou dos gramados por três meses e o retorno já não foi como antes. Daí por diante, rodou por alguns times sem se destacar até anunciar a aposentadoria em 2008. Entretanto, não abandonou o futebol. Na Copa do Mundo 2014, Kluivert foi o auxiliar técnico de Van Gaal, com quem trabalhou muito enquanto foi jogador. Antes chegou a comandar a seleção do país de Curaçao, um pequeno país da América Central. Atualmente, é o diretor de futebol do milionário clube francês: o PSG. Por que jogava de terno? Um artilheiro inteligente. Kluivert conhecia cada milímetro da área adversária e sempre estava bem posicionado para fazer o gol. Se a bola não chegasse sempre, tinha a capacidade de buscar o jogo e surpreender a zaga adversária. Seus gols lhe renderam fama de goleador. Um goleador mecânico. 👤 Patrick Stephan Kluivert 👶 01 de julho de 1976 (40 anos) 🏠 Holandês 👕 Ajax, Milan, Barcelona, Newcastle United, Valencia, PSV, Lile e Seleção Holandesa. 🏆 Campeonato Holandês 94/95, 95/96 e Champions League 94/95 (Ajax); Campeonato Espanhol 98/99 (Barcelona); Campeonato Holandês 06/07 (PSV). 👑 FIFA 100, Equipe da Euro 00, Artilheiro da Euro 00. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,2) #Ajax #Milan #Barcelona #PSV #SeleçãoHolandesa #CopadoMundo1998
- O polivalente Richarlyson
Filho de Lela, ídolo do Coritiba e irmão de Alecsandro recém campeão brasileiro pelo Palmeiras. Richarlyson fez por merecer a herança familiar como irmão mais novo de uma família de jogadores. Foi peça importante na composição do São Paulo durante o tri-campeonato brasileiro, além de ter ajudado o Atlético Mineiro com sua experiência na campanha da Libertadores de 2013. Foi revelado pelo Ituano, mas se destacou mesmo pelo Santo André, onde teve a compra dos seus direitos brigadas por São Paulo e Palmeiras no ano de 2005. Destaque na imprensa da época, o jogador quase se apresentou do lado verde do muro na Barra Funda. Mas foi comprado pelo São Paulo. Reserva no mundial de clubes daquele mesmo ano, começou a ter mais participações em campo a partir de 2006. Se tornando um coringa para o técnico Muricy Ramalho durante as campanhas vitoriosas dos três brasileiros consecutivos. Ao mesmo tempo sofreu com atitudes homofóbicas de torcidas rivais e sua própria torcida não tendo seu nome gritado antes dos jogos. Em 2010 já com seu futebol em queda, se viu em má fase pelo São Paulo e resolveu mudar de ares. Foi parar no Atlético Mineiro, onde também sofreu com a rejeição da torcida. Acabou mostrando seu valor só no final de seu contrato em 2012, tendo uma boa atuação contra o Cruzeiro, jogo esse que garantiu a vaga pra Libertadores do ano seguinte e a renovação com o clube mineiro. Em 2013 foi campeão da Copa Libertadores da América, mas não fez parte do elenco que seria derrotado pelo Raja Casablanca no Mundial. Em seguida assinou com o Vitória da Bahia onde atuou pouco, ainda passaria pela Chapecoense, Novo Horizontino e hoje se encontra no FC Goa da Índia. Por que joga de terno? Versatil e de bom passe, Richarlyson se destacou no seu auge por ser um bom cão de guarda. Sabe jogar no meio campo, sua posição de origem. Mas atuou muito como volante, lateral e até zagueiro em algumas oportunidades. Soube superar seus problemas com a arquibancada e foi multicampeão por São Paulo e Atlético Mineiro. 👤 Richarlyson Barbosa Felisbino 👶 27 de dezembro de 1982 (33 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Ituano, Fortaleza, Salzburg, Santo André, São Paulo, Atlético Mineiro, Vitória, Chapecoense, Grêmio Novorizontino, FC Goa e Seleção Brasileira 🏆 Mundial de Clubes 05, Campeonato Brasileiro 06, 07, 08 (São Paulo), Copa Libertadores da América 2013 (Atlético Mineiro) 👑 Bola de Prata 07, Seleção do Campeonato Brasileiro 07 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (4,9) #SãoPaulo #AtléticoMG #SeleçãoBrasileira #Brasil #Lateralesquerdo #Volante
- Diego Souza: De craque a pipoca. De pipoca a craque
A fraca campanha do Sport Recife no campeonato Brasileiro deste ano, parece ter seu ponto fora da curva num dos artilheiros do Campeonato: Diego Souza. Com 14 gols, o meia dividiu o título com mais dois jogadores. Apesar do baixo número de gols para uma artilharia do principal campeonato do Brasil, Diego foi o líder e principal jogador do Leão da Ilha nesse ano, que conseguiu se livrar do rebaixamento somente na derradeira rodada do certame. Inegavelmente, Diego Souza foi o grande destaque do time de Recife. Além dos 14 gols e da liderança técnica, DS87 também foi o principal garçom da equipe e o jogador que mais finalizou com a camisa rubro negra. A história de Diego em Recife se iniciou em 2014. Desde esse ano, o meia foi o grande nome da equipe, independentemente da fase. No Sport, aliás, Diego Souza criou sua maior identificação. Tudo de maneira intensa e rápida: em 2014 chegou vestindo o inusitado terno de número 87, numa alusão ao polêmico campeonato Brasileiro de 1987, que a CBF deu pro rubro-negro da ilha e não pro rubro-negro carioca, que também alega o título. Contra o Flamengo, inclusive, jogou lenha na fogueira quando, no intervalo, após marcar um gol, dizendo que “87 é nosso”. A torcida do Sport ganhou ainda mais empatia com o craque no começo deste ano. Acertado com o time que o revelou, o Fluminense, Diego Souza alegou questões particulares e voltou para o Sport, três meses depois de ser anunciado como principal reforço do tricolor. Antes disso, ainda, vazou um áudio em que o jogador diz “Amo o Sport e meu coração é rubro-negro”. As passagens de Diego Souza nas Laranjeiras geraram no torcedor tricolor um certo ressentimento. Revelado no Flu, Diego teve um bom começo no ano de 2003, tendo seu ápice em 2004, quando foi chamado, inclusive, para a Seleção Brasileira sub-20. No mesmo ano, foi vendido para o Benfica, de Portugal. Mal aproveitado na terrinha, o meia retornou ao Brasil, pelo Flamengo por empréstimo. A torcida tricolor ficou indignada e no primeiro encontro entre as duas equipes, em 2006. Foi hostilizado desde o primeiro momento que pisou no tapete verde sagrado do Maracanã. Mas não se intimidou e marcou o gol de empate que deu números finais no placar de 2x2. Numa nova ocasião, a torcida do Fluminense gritava “O Fluminense não precisa de você”, numa clara implicância com o ex-prata da casa. No Flamengo o craque passou por alguns problemas físicos nesse mesmo ano, chegando a ficar acima do peso. O Flamengo o devolveu para o Benfica que voltou a emprestar o meia, dessa vez pro Grêmio. Mais magro dessa vez, foi um dos destaques da equipe que viria a perder o título da Libertadores de 2007. Viveu momento de ascensão aqui no Brasil: passou a ser valorizado e teve seu passe vendido a uma empresa, que o comprou do Benfica. Em alta, foi para o Palmeiras onde viveu altos e baixos: foi responsável por uma pintura no Palestra Itália, num chute de primeira no meio de campo que encobriu o goleiro Carini, do Galo Mineiro. Mas, no mesmo ano, levou o “troféu pipoca” da torcida alviverde por “sumir” em campo nas principais partidas do time que, de líder, ficou sem vaga para a copa libertadores de 2010. Teve passagens regulares por Cruzeiro, Vasco e Atlético-MG antes de fechar com o Metalist Kharkiv da Ucrânia, que o emprestou ao Sport em 2014. Por que joga de terno? Não é artilheiro à toa. Bom finalizador, articulador e meia cerebral. Apesar de seus altos e baixos na carreira tem mais destaques do que decepções por onde passou. Diego, hoje, aos 31 anos, pode dizer que vive um dos melhores da carreira, mesmo se destacando num time que brigou pra não cair. 👤 Diego de Souza Andrade 👶 17 de junho de 1985 🏠 Brasileiro 👕 Fluminense, Benfica, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Atlético Mineiro, Vasco da Gama, Al-Ittihad, Cruzeiro, Metalist, Sport e Seleção Brasileira 🏆 (principais títulos) Campeonato Carioca: 05 (Fluminense), Campeonato Gaúcho: 07 (Grêmio), Campeonato Paulista: 08 (Palmeiras), Copa do Brasil: 11 (Vasco) 👑 Segundo Melhor Meia-direita do Brasileirão: 07, Seleção do Campeonato Brasileiro: 08, Prêmio Craque do Brasileirão: 09 e Bola de Prata: 16 (Artilheiro) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #Fluminense #Palmeiras #Vasco #Sport #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia
- O Diabo de Quintino
O jogador de hoje vem de uma família que tem a classe no sangue. Podia ser o irmão do Zico, mas é para muitos o maior jogador da história do América-RJ: Eduardo Antunes Coimbra. Em 1962, aos 15 anos, Edu Coimbra saía do Juventude de Quintino para compor a categoria de base do América carioca e ali o menino franzino encontrou o seu lugar. Armador completo, fazia o verdadeiro ponta de lança quando caía pela esquerda com ótimo domínio de bola e um farto repertório de dribles, além de chutar muito bem a gol. Mesmo sendo a Taça Guanabara de 74 a conquista mais expressiva com a camisa do Mecão, tornou-se ídolo incontestável com seus 212 gols pelo profissional e segunda artilharia da história do clube. Edu atuou em apenas dois jogos pela Seleção Brasileira campeã da Copa Rio Branco de 1967, e amargou o nome fora da lista do grupo que participaria da Copa Mundial de 70 quando era um dos principais atacantes do país e artilheiro do último campeonato nacional. Passando, talvez, pelo mesmo sentimento de Maneco, Ademir da Guia e Dirceu Lopes, que também ficaram de fora quando eram contemporâneos de tantos camisas 10 como Pelé, Rivelino e Gérson. Depois do América, o meia teve uma passagem rápida pelo Vasco da Gama em 1975 e foi defender o Bahia no mesmo ano. Lá, conquistou o campeonato estadual antes de ir para o Flamengo, mas não conseguiu repetir na Gávea as boas atuações que lhe deram o título de craque na equipe tricolor baiana e alvirrubra carioca. Ainda assim, foi um jogador bastante estimado pela torcida destes e dos outros clubes que atuou depois, encerrando sua carreira de jogador de qualidade e diferencial em 1981 para se tornar técnico. Chegou a dirigir grandes equipes do futebol brasileiro, entre elas o Botafogo. Também foi auxiliar-técnico de seu irmão Zico, na seleção japonesa. Por que jogava de terno? Edu Coimbra era o verdadeiro ponta de lança e um atacante de primeira. Meia habilidoso, foi um dos grandes jogadores de futebol brasileiro dos anos 60 e 70 e era referência por seus excelentes domínio de bola e dribles. Alguns (como podemos dizer... Audaciosos?) ousam dizer que jogava mais que o irmão Zico. 👤 Eduardo Antunes Coimbra 👶 5 de fevereiro de 1947 (69 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América RJ, Vasco da Gama, Bahia, Flamengo, Colorado, Joinville, Brasília, Campo Grande (RJ) e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Taça Guanabara 74 (América), Campeonato Baiano 75 (Bahia), Campeonato Catarinense 78/ jogador (Joinville), Copa Rio Branco 67 (Seleção Brasileira). Como técnico – Campeonato Catarinense 87 (Joinville), Campeonato Paranaense 89 (Coritiba), Campeonato Carioca 90 (Botafogo). 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,7) #AméricaRJ #SeleçãoBrasileira #Brasil #Pontaesquerda









