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- Um escudo no meio de campo
O bloco do JdT abre alas hoje para Claudé Makélélé. A trajetória de Makélélé começou após sua família largar a situação de extrema pobreza e perseguições políticas no Zaire, atual República do Congo, e se instalar em uma pequena cidade da França, onde o futuro meia aprendeu a gostar do futebol jogando na rua. Seus primeiros clubes foram o Nantes e Olympique de Marseille, e depois o Celta de Vigo, uma preparação até garantir um lugar no Real Madrid. Lá se instalou facilmente na equipe comandada por Vicente Del Bosque, praticava com Zidane muitas vezes após os treinos e ganhou prestígio com os merengues quando se destacou e foi peça importante na conquista de títulos como a Liga dos Campões e Mundial de Clubes em 2002. Mas, Makélélé não concordava com seu baixo salário comparado aos galácticos e, após uma divergência com a diretoria, partiu para Londres. No Chelsea, teve papel fundamental como volante e ajudou a equipe a conquistar o primeiro título na Premier League da Era Abramovich. Virou ídolo, chegou a ser capitão dos blues por algumas partidas e alcançou boas marcas. Segure aí: em cinco temporadas, foram dois Campeonatos Ingleses, duas vezes a Premiere League e uma FA Cup. Em 2008, preparou-se para encerrar sua carreira no Paris Saint Germain, onde atuou por mais três temporadas e, como bom conquistador de títulos que era, levou uma Copa da França. Naturalizado francês,fez história pela seleção do país. Teve uma atuação memorável na Copa do Mundo de 2006 ao lado do africano também naturalizado Patrick Vieira, com quem formou uma das melhores duplas no meio de campo. Disputou também os Jogos Olímpicos de 1996, a Copa do Mundo de 2002 e as Eurocopas de 2004 e 2008. Após pendurada as chuteiras, iniciou sua carreira como técnico. Por que jogava de terno? Gols podiam não ser o seu ponto forte, mas títulos eram. Makélélé era peça importante no time que gostasse de trabalhar com seriedade e força. Sustentava qualquer equipe com precisão nas defesas e armação de jogadas no meio de campo. 👤 Claude Makélélé 👶 18 de fevereiro de 1973 (44 anos) 🏠 Congolês e Francês 👕 Nantes, Olympique de Marseille (FRA), Celta Vigo, Real Madrid (ESP), Chelsea (ING), Paris Saint-Germain (FRA) e Seleção francesa. 🏆 (principais) Campeonato Francês 94/95 (Nantes), Campeonato Espanhol 00/01 e 02/03, Liga dos Campeões 01/02 e Copa Intercontinental 02 (Real Madrid); Campeonato Inglês 04/05 e 05/06, Taça da Liga Inglesa 04/05 e 06/07, Copa da Inglaterra 06/07 (Chelsea); Copa da França 09/10 (PSG). 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,8) #Nantes #CeltadeVigo #RealMadrid #Chelsea #PSG #SeleçãoFrancesa #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #Volante
- "Nem parecia alemão"
"Ele é rápido, muito técnico, cerebral e um artilheiro nato. Nem parece alemão!" A definição do técnico Giovanni Trapattoni mostra bem o espanto que representava o futebol de Rummenigge. Dez anos no Bayern de Munique, outros dez ao serviço da toda poderosa seleção nacional da Alemanha ocidental tornaram Karl-Heinz "Kalle" Rummenigge num dos mais famosos jogadores do seu tempo. A sua classe e os gols, ajudaram a cimentar a lenda. Com ele em campo a sua equipa ganhava uma dimensão superlativa. Rummenigge era garantia de qualidade e gols. Com a idade foi aperfeiçoando a capacidade goleadora, mas foi entre 1980 e 1984, que Kalle se confirmou como um dos melhores jogadores da história, confirmado pela conquista do prêmio de melhor jogador europeu em 1980 e 1981. Nascido em Lippstadt, centro-norte da antiga Alemanha Ocidental, Rummenigge se inspirou em ninguém mais ninguém menos que Pelé quando decidiu seguir na carreira futebolística, a mesma que seus irmãos, Wolfgang e Michael, também seguiram. Rummenigge chegou ao Bayern quando já tinha 19 anos, trazido de um clube amador de sua região, o Borussia Lippstadt. No entanto, mesmo garoto já se tornou nome importante no time mais vencedor da história do Bayern de Munique, tanto que ergueu a Champions em 1975 e 1976. Combinando qualidade técnica e ótima capacidade física, acabou deslanchando a partir de 1979, quando foi artilheiro da Bundesliga em dois anos seguidos, e também foi a razão do bicampeonato nacional do Bayern em 1980 e 1981. Vivia uma fase tão fantástica que faturou a Bola de Ouro no biênio, e bateu na trave na Champions, vice-campeão contra o Aston Villa em 1982. Para ir além, Rummenigge ainda terminou a Copa de 1982 entre os melhores da competição. Jogando no sacrifício, teve uma atuação decisiva na lendária semifinal contra a França. Então, em 1984, surgiu a proposta da Internazionale por Rummenigge, em tempos nos quais o futebol italiano nadava em dinheiro, a venda do craque era tudo o que o Bayern precisava para se equilibrar. Os nerazzurri ofereceram cerca de 11 milhões de marcos (o equivalente, atualmente, a €6 milhões), o que tornava o atacante a segunda contratação mais cara da história, perdendo apenas para Maradona no Napoli. Em Milão, Rummenigge não conquistou títulos, mas viveu bons momentos com a Inter. O problema é que suas lesões não permitiram que seu impacto fosse ainda maior nas três temporadas em que atuou no Giuseppe Meazza, encerrando sua carreira no modesto Servette da Suiça, aos 33 anos e como artilheiro do Campeonato Suíço de 1989 com 24 gols. Fora dos gramados, muitos pensaram que Rummenigge seguiria a carreira de técnico de futebol, mas o alemão negou ao dizer que “não é desse tipo de banco que eu gosto”, fazendo referência a seus tempos de bancário. O astro do Bayern seguiu no mundo esportivo como comentarista de TV, dirigente e até CEO do clube bávaro. Por que jogava de terno? Craque e Artilheiro, Karl-Heinz Rummenigge foi um dos maiores mitos do futebol alemão e mundial em todos os tempos, ídolo de uma geração de esportistas de seu país e um ícone que quebrou o paradigma de que atacante alemão bom era aquele trombador e apenas fazedor de gols. Rummenigge foi muito mais que isso. Ele foi arisco, driblador, técnico, rompedor de zagas e um artista de seu tempo, que conduziu praticamente sozinho sua Alemanha até duas finais de Copa do Mundo, além de carregar nas costas um Bayern carente de seus ídolos no final dos anos 70. 👤 Karl-Heinz Rummenigge 👶 25 de setembro de 1955 (61 anos) 🏠 Alemão 👕 Lippstadt, Bayern de Munique, Inter de Milão, Servette e Seleção Alemã 🏆 (principais): Campeonato Alemão: 79/80 e 80/81, Copa da Alemanha: 81/82 e 83/84, Liga dos Campeões da UEFA: 74/75 e 75/76, Mundial Interclubes: 76 (Bayern de Munique), Eurocopa: 80 (Seleção Alemã) 👑 Melhor jogador alemão do ano: 80, Artilheiro da Bundesliga: 80, 81 e 84, Bola de Ouro: 80 e 81, Chuteira de Prata da Copa do Mundo da FIFA: 82, FIFA 100: 2004 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #BayernMunique #Internazionale #SeleçãoAlemã #CopadoMundo1978 #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1986 #Atacante
- O homem do gol fantasma
São muitos os jogadores que são incontestáveis por onde passaram. Mas no meio do futebol também é comum aqueles que vivem de alguns lampejos na carreira. É o caso do nosso classudo de hoje: Luís Garcia. O espanhol peregrinou por mais de dez times durante sua carreira, mas fez algum sucesso mesmo no Liverpool. Principalmente porque foi um dos destaques e o artilheiro do time na Champions League 04/05. Sim, era ele o camisa 10 dos Reds na ocasião. Um camisa 10 que foi decisivo naquela temporada. No mata-mata da Champions fez 5 gols até a final. O mais famoso contra o Chelsea, único gol nos dois embates da semifinal entre os times ingleses. A fama é pela controvérsia gerada pelo tento. No lance, depois de uma confusão entre atacante e goleiro, a bola sobrou na pequena área e Luis Garcia empurrou para o gol. Gallas, zagueiro dos Blues, salvou em cima da linha, mas o bandeirinha validou o lance. Na Inglaterra, o episódio ficou conhecido como “Ghost Goal”, o gol fantasma. Nosso classudo saiu comemorando, com o polegar na boca; como era de costume para homenagear o filho. Esta temporada foi o apogeu da carreira do catalão, que iniciou-se justamente nas categorias de base do Barcelona. Rodou por times de menor expressão da Espanha, até chegar ao Atlético de Madrid e formar dupla no campo ofensivo com Fernando Torres. A canhotinha habilidosa e a pouca idade, fizeram com que ele fosse repatriado pelo Barcelona. Era o reserva imediato de Ronaldinho Gaúcho, àquela altura ídolo na Catalunha. Os bons momentos de Luis Garcia no futebol renderam convocações para a Seleção da Espanha. Foram 20 convocações, inclusive para a Copa do Mundo 2006, na maioria dos jogos era opção no banco. Mesmo assim, marcou 5 gols com o terno da Fúria. Já no fim da carreira, a peregrinação pelo mundo do futebol extrapolou as fronteiras da Europa. Nosso classudo jogou pelo Puebla e o Pumas do México. Antes de pendurar de vez as chuteiras, ainda fez exibições no futebol indiano e australiano. Por que jogava de terno? Luís Garcia foi um canhoto, habilidoso e bom finalizador. Franzino, tinha dificuldades na disputa de bola aérea com seus defensores. Viveu de lampejos na carreira, é verdade. Contudo, foi decisivo para o Liverpool na vitoriosa campanha da Champions League. Não é qualquer lampejo, né? 👤 Luiz Javier García Sanz 👶 24 de junho de 1978 (38 anos) 🏠 Espanhol 👕 Barcelona, Valladolid, Toledo, Tenerife, Atlético de Madrid, Liverpool, Totteham, Racing Santander, Panathinaikos, Puebla (MEX), Pumas (MEX), Atletico de Kolkata (IND), Central Coast Mariners (AUS) e Seleção Espanhola. 🏆 (principais) Copa da Inglaterra 05/06 e Liga dos Campeões 04/05 (Liverpool) 👑 Time do ano da UEFA 05. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #Liverpool #AtléticodeMadrid #SeleçãoEspanhola #CopadoMundo2006 #Atacante
- Um legítimo representante do English Team
Uma das revelações mais promissoras do futebol britânico e dono de um dos gols mais bonitos da Copa do Mundo de 1998, o classudo de hoje é Michael Owen. Revelado no Liverpool, Owen estreou em 1996 ainda com 17 anos. Para a Copa do Mundo na França, em 1998, o técnico Glenn Hoddle convocou o jovem atacante, que logo tomou a posição de titular. Owen não desperdiçou a oportunidade e deixou o seu nome cravado na história, ao marcar o gol de empate da Inglaterra contra a Argentina, em um dos jogos mais eletrizantes da história dos mundiais. Após nove anos defendendo as cores do Liverpool, marcando mais de cento e cinquenta gols, Owen mudou-se para a Espanha, para atuar no Real Madrid. O atacante fez parte dos “Galacticos” e jogou ao lado de astros como Zidane, Ronaldo Fenômeno e Figo. Após uma temporada, sem conseguir se firmar, Owen voltou para a Inglaterra, dessa vez para jogar no Newcastle. Com a camisa dos Magpies, o atacante não conseguiu repetir o bom desempenho de sua carreira. Foi nesse período também que Owen começou a enfrentar graves lesões, que mais tarde seriam cruciais para a aposentadoria do craque. Em 2009, Owen foi contratado pelo Manchester United. O atacante permaneceu no Old Trafford por três temporadas, marcando 17 gols, entre eles o da vitória sobre o Manchester City no dérbi inglês. O “golden boy” como era conhecido, transferiu-se para o Stoke City em 2012, onde aposentou as chuteiras. Por que jogava de terno? Owen marcou mais 250 gols na Premier League, um dos campeonatos nacionais mais equilibrados do mundo, o que é uma marca importante. Além disso, o atacante tinha uma excelente visão de jogo e velocidade. O menino prodígio cravou o seu nome na história da seleção inglesa e no coração dos torcedores. 👤 Michael James Owen Gallate 👶 14 de dezembro de 1979 (37 anos) 🏠 Inglês 👕 Liverpool, Real Madrid, Newcastle, Manchester United, Stoke City e Seleção Inglesa 🏆 (principais) Europa League 01, Copa da Liga Inglesa 01 e 02 (Liverpool), Campeonato Inglês 10 (Manchester United) 👑 Bola de Ouro 01, Melhor jogador inglês do ano 99, Artilheiro da Campeonato Inglês 98, Fifa 100 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #Liverpool #Newcastle #ManchesterUnited #SeleçãoInglesa #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #Atacante
- Homem Grenal
Hoje ele é político, é deputado federal do Rio Grande do Sul, mas se destacou mesmo nos tapetes verdes no Sul. Danrlei de Deus Hinterholz, ou apenas Danrlei. Apesar de algumas polemicas que o cercaram durante a carreira o jogador é sim digno de uma homenagem. Danrlei fez quase toda sua carreira no Grêmio, onde foi um dos grandes ídolos do clube e conquistou muitos títulos. Ele chegou ao clube nas categorias de base em 87, ficou lá até 2003. Pelo Grêmio foram 3 Copas do Brasil, 1 Libertadores e 1 Brasileirão. Sua personalidade forte e, claro, sua habilidade embaixo das traves, fizeram com que ele assumisse a titularidade de vez no tricolor gaúcho já aos 21 anos. Titular absoluto, Danrlei foi um dos destaques da equipe campeã da Copa do Brasil de 1994. Nem só de glórias viveu Danrlei. Durante sua carreira o jogador acumulou algumas polêmicas com árbitros, adversários e companheiros de time. Em 2002, jogando pela Libertadores, ele chegou a agredir um bandeirinha, e ficou suspenso de competições internacionais durante um longo tempo. Mas suas boas atuações na meta gremista renderam ao jogador algumas passagens pela seleção, foi reserva na seleção olímpica de 1996. E teve outras duas oportunidades na seleção principal. Após sua saída do Grêmio ele atuou por mais seis anos, passando por clubes como Atlético-MG, Fluminense e outros. Encerrou sua carreira em 2009 jogando pelo Brasil de Pelotas, e no mesmo ano os gremistas tiveram a chance de vê-lo pela ultima vez vestindo as cores do clube, em uma partida em homenagem a ele, com outros ídolos que fizeram parte da campanha vitoriosa da Libertadores de 1995. Por que jogava de terno? Reflexo apurado e boas defesas fizeram de Danrlei um grande ídolo gremista, além da sua identificação com o time. 👤 Danrlei de Deus Hinterholz 👶 18 de abril de 1973 (43 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio, Fluminense, Atlético Mineiro, Beira-Mar, São José-RS, Remo, Brasil de Pelotas e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa do Brasil 94, 97 e 01, Campeonato Brasileiro 96, Libertadores 95 (Grêmio) 👑 Sem premiações individuais Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (5,6) #Grêmio #SeleçãoBrasileira #Brasil #Goleiro
- O Napoleão
Baixinho, genioso, inteligente e conquistador. Poderíamos usar essas características ao líder político francês, mas essa não é lá nossa área. Nossa área, a do futebol, foi conquistada pela França e um dos seus gênios da bola. Nosso classudo de hoje tem todas essas características e algumas outras, que o fez ser apelidado como Napoleão. Raymond Kopa marcou época no futebol mundial e talvez você nem saiba. Trata-se de um dos principais parceiros de Just Fontaine, um os maiores artilheiros de Copas do Mundo. Just deve alguns gols aos precisos passes de Kopa. Antes de ser referência da França, terceira colocada da copa de 58, cabe contar que Kopa foi para o futebol devido a uma fatalidade: seu pai, mineiro, o fazia ajudar em uma das minas de carvão da família. Aos seis anos, um acidente amassou seu dedo indicador esquerdo, o fazendo ser amputado. Devido a isso, Kopa teve que se afastar das atividades da família e se aproximar ao futebol. Depois de um concurso de jovens jogadores (que só não ganhou por ser muito baixo e ter descendência polonesa), Kopa teve seu primeiro contrato profissional no Angers. Depois de dois anos, em 51, assinou com o Stade de Reims, time em que, com seu talento acima da média, ajudaria a chegar ao patamar de grandes times da Europa. Com 13 gols, Kopa foi o artilheiro do time campeão francês de 52/53. Era um tapa na cara da imprensa francesa que constantemente dizia que Kopa driblava sem objetivo e prendia demais a bola. Com tamanha habilidade e faro de gol, ficou difícil não ser chamado para a seleção francesa. Jamais largaria o terno dos Bleus até aposentar. Em sua primeira copa, em 54, não conseguiu evitar a desclassificação ainda na primeira fase. Em território francês, sua unanimidade como craque se confirmava. Na temporada 55/56 o Reims disputaria sua primeira Liga dos Campeões e, de cara, chegaria a final. No jogo decisivo, o já poderoso Real Madrid, de Di Stéfano. Kopa e os franceses já ficariam na história pelo feito. O jogo poderia render ainda mais glória a essa história: os franceses abriram 2x0 em Paris. Mas os espanhóis chegaram ao empate, o Raims desempatou, mas os madrilenos viraram e sagraram-se campeões. Se para os franceses a derrota foi ingrata, para Kopa, nem tanto. Os espanhóis ficaram impressionados com o talento de Raymond e o contrataram para a temporada seguinte. Contudo, tinha a tarefa de conseguir uma vaga num time com Di Stéfano, que jogava na mesma posição que Kopa. O técnico José Llorente deslocou Kopa para o outro lado e deu certo: nascia uma dupla que infernizou a defesa adversária Europa afora. Pelos bleus, Kopa teve outro grande parceiro, Fontaine, como já dissemos, e na Copa de 58 a dupla fez a França alcançar a terceira colocação. Graças aos passes de Kopa, Fontaine marcou boa parte de seus 13 gols naquela copa, recorde em uma única edição e até 2006 recorde em todas as copas. Por que jogava de terno? Rápido, driblador, cerebral e extremante técnico. Kopa marcou época na Europa e no mundo mesmo tendo que repartir a fama com nomes de peso como Fontaine e Di Stéfano. Na França, o Napoleão do Futebol é reconhecido como o segundo maior jogador francês do século XX (dados do IFFHS), perdendo apenas para Platini. Um classudo de peso: Terno completo! 👤 Raymond Kopaszewski 👶13 de outubro de 1931 (85 anos) 🏠 França 👕 Angers-FRA, Stade de Reims-FRA, Real Madrid e Seleção Francesa. 🏆 (principais) Campeonato Francês: 53, 55, 60 e 62 (Reims), Campeonato Espanhol: 57 e 58; Liga dos Campeões: 56, 57, 58 e 59 (Real Madrid). 👑 Bola de Ouro de Melhor Jogador da Europa: 58, Bola de Prata de Melhor Jogador da Europa: 59, Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 58, Eleito o 21º Melhor Jogador do Século XX pela revista France Football, Eleito um dos 50 Melhores Jogadores do Século XX pela Planète Foot: 96, Eleito o 2º Melhor Jogador Francês do Século XX pela IFFHS. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,5) #RealMadrid #SeleçãoFrancesa #CopadoMundo1954 #CopadoMundo1958 #Meiaatacante
- "Nove e meio"
Não, essa não é a nota do classudo do hoje. "Nove e meio" foi o apelido dado por Michel Platini a Youri Raffi Djorkaeff, um dos grandes nomes da gloriosa geração francesa que venceu a Copa do Mundo em 98, Eurocopa em 2000 e Copa das Confederações em 2001, sendo peça importante nas três conquistas. Atuando no meio de campo, além de armar as jogadas, costumeiramente marcava gols, mais até que muitos companheiros de ataque. Daí, o apelido. Djorkaeff surgiu para o futebol em 84, com 16 anos, com o terno do Grenoble. Depois passou pelo Strasbourg até ser contratado pelo Mônaco, em 90, e enfim surgiu como um dos grandes nomes do futebol francês daquela década. No clube do principado francês marcou 66 gols em 177 jogos. Seu auge foi na temporada 93/94, quando foi o artilheiro do Campeonato Francês, com 20 gols. E lembrem-se, ele jogava no meio-de-campo. Em 95, foi contratado pelo Paris Saint-Germain, o que não pode ser considerando um grande avanço na carreira, já que naquela época o PSG ainda não tinha a dimensão (e o dinheiro de investidores árabes) que possui hoje no cenário do futebol europeu. O auge da carreira foi quando, enfim, saiu da França para assinar com a Internazionale de Milão. Foram 3 temporadas junto aos Nerazzurri e um dos grandes nomes daquela equipe que viria a conquistar a Copa da UEFA de 98, o principal título por clubes. Foi neste mesmo ano que Djorkaeff integrou a seleção da França que venceu a inédita Copa do Mundo em casa. Naquela final, contra o Brasil, que consagrou Zidane, ele estava lá, compondo o meio campo na armação das jogadas ao lado de Zizou. Na final da Eurocopa de 2000, contra a Itália, e na final da Copa das Confederações de 2001 contra o Japão, idem. O agora craque francês sairia da Internazionale, ainda em 99, para jogar no futebol alemão pelo Kaiserslautern, uma das grandes potências daquele país na época. Mas já na virada do milênio e na casa dos 30 anos, a velocidade e habilidade do meia já não eram a mesma. Aí vieram Bolton, Blackburn e New York MetroStars (atual New York Red Bull) na carreira do jogador até pendurar as chuteiras, em 2005. Por que jogava de terno? Enquanto o mundo se encantava com Zinédine Zidane, Djorkaeff fazia a sua parte -e gols- sem o mesmo destaque. Ambos jogavam na mesma porção do campo e na mesma época pelos "Le Bleus", mas ele não pode lamentar por ter sido ofuscado pelo brilho do companheiro. Afinal, ainda que Djorkaeff tenha sido muito habilidoso com a bola, veloz e goleador, ele não chegou nem aos pés de Zidane. O JdT, aliás, não pretende fazer essa injusta comparação. É que, enquanto o Brasil todo assistia ao show de Zidane, e isso inclui os jogadores em campo, Djorkaeff estava lá, ajudando a equipe a levantar aquela taça. 👤 Youri Raffi Djorkaeff 👶 9 de março de 1968 (48 anos) 🏠 Francês 👕 Grenoble, Strasbourg, Mônaco, PSG, Internazionale, Kaiserslautern, Bolton, Blackburn, New York Red Bull e Seleção Francesa 🏆 (principais) Copa da França 91 (Mônaco); Copa da UEFA 98 (Internazionale); Copa do Mundo 98, Eurocopa 00 e Copa das Confederações 01 (Seleção Francesa). 👑 Artilheiro do Campeonato Francês 93/94 (20 gols), time ideal da Copa da UEFA 98, e FIFA XI 97. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,3) #Mônaco #PSG #Internazionale #SeleçãoFrancesa #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #Meia
- O trovão coreano
Na década de 80 “o melhor jogador que a Coreia do Sul produziu” ganhava destaque na Alemanha Ocidental pelo seu futebol de estilo rápido e avançado. Cha Bum-Kun leva na sua história uma carreira no futebol alemão, com direito a duas Copas Uefa por duas equipes diferentes, e o protagonismo na evolução do esporte de seu país, quando voltou para aplicar os ensinamentos de tantos anos de Bundesliga. Aos 25 anos, o atacante já era ídolo na Coreia do Sul quando decidiu que uma experiência no futebol europeu o faria crescer como jogador. Em 1978, transferiu-se para o Darmstrad 98 e um ano depois chegava ao Eintracht Frankfurt, onde se tornaria uma das referências da equipe. Durante os quatro anos atuando lá, alcançou a marca de 46 gols em 122 jogos e conquistou uma Copa da UEFA e uma Taça da Alemanha. Ficou conhecido como Tscha Bum, o trovão coreano. Sua versatilidade e imprevisibilidade o levaram ao Bayern Leverkusen, clube pelo qual também levantou uma taça UEFA, após marcar um gol decisivo na final contra o Espanyol empatando o jogo em 3 a 3 e levando a disputa para os pênaltis, vencida pelos leões em 88. Quando encerrou a carreira um ano depois, era até então o estrangeiro com mais gols marcados na Bundesliga, 98 tentos em 308 jogos. Pela Coreia do Sul, Cha é o maior artilheiro de todos os tempos, com 55 gols marcados em 127 aparições. Chegou a marcar três gols em sete minutos em uma disputa contra a Malásia e levou a seleção à Copa do Mundo em 1986 (a única que ele jogou, mas uma sequência de cinco participações que colocariam os jogadores como ídolos do futebol asiático), sendo técnico da mesma em 1998 (foi demitido durante o torneio). Sua carreira como técnico começou quando pendurou as chuteiras, voltou ao seu país e abriu várias escolas para ensinar tudo o que aprendeu. Não por menos é pai de Cha Du-Ri, presente na seleção que alcançou o inédito 4º lugar em 2002. Por que jogava de terno? O estilo rápido, criativo e imprevisível de Cha Bum-Kun logo o tornou destaque no rígido e disciplinado futebol alemão. E, além de ídolo sul-coreano, foi uma peça importante na evolução do futebol do país, sendo indicado como o asiático do século XX pela Federação de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). 👤 Cha Bum-Kun 👶 22 de maio de 1953 (63 anos) 🏠 Sul- Coreano 👕 Korea Trust Bank, Korean Air Force, SV Darmstadt 98, Eintracht Frankfurt, Bayer 04 Leverkusen e Seleção Sul-Coreana. 🏆 Jogos Asiáticos de Bangcoc 78 (Seleção); Copa da UEFA 80 (Frankfurt) e 88 (Bayer Leverkusen) 👑 60° futebolista do século XX (IFFHS) Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6) #BayerLeverkusen #CopadoMundo1986 #SeleçãoSulcoreana #Atacante
- O pequeno Kaiser
Um dos grandes meias da Seleção Alemã e presente na galeria de ídolos de grandes clubes europeus, o classudo de hoje é Michael Ballack. Não muito diferente da maioria das histórias de jogadores de futebol, Ballack iniciou sua carreira num pequeno clube da Alemanha. Ganhou certo destaque na sua primeira temporada como profissional atuando pelo modesto Chemnitzer, porém não evitou com que seu clube fosse rebaixado para terceira divisão. Na temporada 96/97 transferiu-se para o Kaiserslautern. Em sua primeira temporada atuando na elite, participou da metade dos jogos na campanha que levou o Kaiserslautern ao título da primeira divisão. Ballack participou de um feito inédito no futebol alemão, seu clube foi o primeiro a ser campeão nacional na temporada seguinte em que fora vencedor da segunda divisão. Também fez parte do elenco que foi vice-campeão da Copa do Mundo de 2002, e voltou do Mundial praticamente negociado com o Bayern de Munique, onde viveu a sua melhor fase da carreira, tanto individual como coletivamente. Em 2006 foi anunciado como reforço do Chelsea. Na Inglaterra viveu talvez o pior momento de sua carreira, contra o Portsmouth, teve seu tornozelo lesionado por Kevin-Prince Boateng em um revide, pois Ballack o agrediu poucos minutos antes com um tapa no rosto. O resultado disso foi a sua ausência na Copa do Mundo de 2010, onde seria o líder de uma nova geração de jogadores que seria apresentada ao mundo naquele Mundial. Retornou para o Bayer Leverkusen após não ter o contrato renovado com o Chelsea, atuou por duas temporadas antes de anunciar a sua aposentadoria em outubro de 2012. Por que jogava de terno? Ballack era um jogador de muita qualidade técnica. Possuía uma inteligência tática e um vigor físico que faziam um meio-campista raro em seus tempos de jogador. 👤 Michael Ballack 👶 4 de abril de 1976 (40 anos) 🏠 Alemão 👕 Chemnitzer, Kaiserslautern, Leverkusen, Bayern-ALE, Chelsea-ING e Seleção Alemã 🏆 Campeonato Alemão 97/98 (Kaiserslautern); Campeonato Alemão 02/03, 03/04, 05/06, Copa da Alemanha 02/03, 03/04, 05/06 (Bayern de Munique); Campeonato Inglês 09/10, Copa da Inglaterra 06/07, 08/09, 09/10 (Chelsea). 👑 FIFA 100, Futebolista Alemão do Ano: 02, 03, 05. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,2) #BayerLeverkusen #BayernMunique #Chelsea #SeleçãoAlemã #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #Meia
- O anjo loiro da Ressacada
Hoje trazemos para o tapete sagrado do JdT, um jogador que fez história com o terno do Avaí. Já são mais de 300 partidas pelo time da ressacada, um dos ídolos atuais do clube. Estamos falando dele mesmo, Marquinhos Santos, ou apenas Marquinhos. Começou sua carreira no Avaí em 1999, e logo o jovem meia esquerda despertou o interesse de grandes equipes. Já na temporada de 2000 ele assinou com o Bayer Leverkusen, mas não teve oportunidades pela equipe principal, e foi realocado para a equipe de reservas. A experiência fora do país não foi boa para ele. Voltou ao Brasil, de onde não sairia mais, e começou a rodar por grandes clubes como Flamengo e São Paulo e Atlético Mineiro. Até que já na sua terceira passagem ele acertasse o retorno para o Avaí, para viver quem sabe o seu melhor momento da carreira. Em 2009 foi um dos principais responsáveis pela campanha no campeonato brasileiro, o Avaí foi sexto colocado e conquistando uma vaga na Sulamericana. As grandes atuações fizeram com que ninguém menos do que Carlos Alberto Parreira falasse em uma entrevista que o Marquinhos era um dos melhores meias daquela temporada, falando que o Marquinhos era o cara. Em 2010 fez parte do elenco recheado de craques do Santos que ganhou a Copa do Brasil daquele ano, que contava com Neymar, Robinho e Ganso. E atualmente continua sua caminhada na Ressacada, onde daqui a alguns anos ele deve encerrar sua carreira depois de tantas alegrias. Por que joga de terno? Camisa 10, bons passes, precisão em faltas e decisivo com gols e assistências, essas características fizeram de Marquinhos um ídolo no Avaí, e de ser merecedor de um espaço nos tapetes do JdT. 👤 Marcos Vicente dos Santos 👶 29 de setembro de 1981 (35 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Avaí, Bayer Leverkusen II, Flamengo, Paraná, São Paulo, Coritiba, Santa Cruz, Atlético Mineiro, Santos, Grêmio 🏆 Campeonato Catarinense 09 (Avaí); Campeonato Paulista 10, Copa do Brasil 10 (Santos) 👑 Craque do Campeonato Catarinense 09 e 13 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (5,5) #Avaí #Santos #Brasil #Meia









