Resultados de busca
Search this site
758 resultados encontrados com uma busca vazia
- O argentino italiano
No mundo do futebol, não se pode confundir vontade com violência. A linha que separa as duas coisas é tênue. Mauro Camoranesi transitou por essa linha tênue diversas vezes durante sua carreira. O ítalo-argentino que atuava como um ponta de lança marcador ou um meio-campista mordedor fez sucesso na Juventus e na Seleção Italiana. A raça e o amor à camisa que costumava apresentar lhe renderam vários títulos e um lugar especial na história do futebol mundial. O início da carreira de Camoranesi demorou para deslanchar. Inclusive, o seu começo ficou marcado por uma entrada violenta que custou a aposentadoria do adversário. Nosso classudo foi punido pela má conduta anos depois, quando já havia anunciado a aposentadoria. Aos 22 anos, ainda meio-campista, nosso classudo se destacava pelo Cruz Azul do México. De lá embarcou para a Itália, terra dos seus avós e fez duas boas temporadas pelo Hellas Verona. Foi quando chamou a atenção em Turim e desembarcou por lá para vestir o terno da Juventus. Chegou como uma boa contratação, porém sem holofotes de uma grande estrela. Não se tornou um craque, mas se tornou uma referência histórica na Velha Senhora. Foram oito anos, chegando a quase 300 jogos, a maioria destes como titular. Além das glórias, passou pela maior crise da história da Juventus, quando o time foi punido com o rebaixamento depois do escândalo de manipulação de resultados. Camoranesi permaneceu na Juve juntamente com Buffon, Del Piero, Nedved e Trezeguet. Todos com status de ídolo no clube de Turim. Com o destaque na Itália, Camoranesi foi convocado pela primeira vez para a Seleção Italiana em 2003. A identificação com o país já era muito grande para recusar a honraria. Com o terno da Azurra foram 55 aparições, as mais importantes durante o título da Copa do Mundo de 2006. Não era o grande protagonista, mas sem dúvida era engrenagem importante do lado direito italiano. Ficou marcado por ter deixado que os companheiros de seleção cortassem seu cabelo na comemoração dentro de campo. O fim da carreira de Camoranesi foi na Argentina, sua terra natal. Por problemas físicos despediu-se dos tapetes verdes em 2014. Agora tenta a sorte como treinador do Coras de Tepic do México. Se conseguir passar a energia que tinha em campo para os jogadores que comanda, pode se dar bem a beira do campo. Por que jogava de terno? Camoranesi aliava muito bem sua qualidade técnica com raça e vigor físico que impressionavam. Esta capacidade diferenciada de jogar futebol o tornava um jogador muito útil dentro do tapete verde. Por isso, marcou seu nome na história da Juventus e da Seleção Italiana. 👤 Mauro Germán Camoranesi Serra 👶 4 de outubro de 1976 (40 anos) 🏠 Argentino/Italiano 👕 Aldosivi, Santos Laguna, Montevideo Wanderers, Banfield, Cruz Azul, Hellas Verona, Juventus, Stuttgart, Lanus, Racing e Seleção Italiana. 🏆 (principais) Campeonato Mexicano 96 (Santos Laguna); Campeonato Italiano 01/02, 02/03, 04/05, 05/06 (Juventus); Copa do Mundo 06 (Seleção Italiana). 👑 sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,7) #Juventus #SeleçãoItaliana #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #Meia
- Uh, terror! Clodoaldo é matador!!
O baixinho artilheiro polêmico que não é o Romário. Francisco Clodoaldo Chagas Ferreira, o Clodoaldo Matador, é o JdT de hoje. Clodoaldo é considerado uma das maiores revelações do futebol cearense dos últimos anos e começou sua carreira profissional no Fortaleza, atuando também pelo Vitória e o clube português Beira-Mar. De volta ao Tricolor de Aço em 2002, foi protagonista de uma campanha que levou o time para a série A no ano seguinte. A famosa música, composta depois um drible desconcertante no jogador do Ceará em um jogo do Estadual, ganhou tanta projeção na mídia quanto a carreira do meia. Entre idas e vindas, o jogador marcou 126 gols pelo Fortaleza, tornando-se o segundo maior artilheiro da história do clube. Sua saída oficial direto para o principal adversário, o Ceará, dividiu a opinião dos torcedores. Atuou então por diversos clubes, como Potiguar, Icasa, Guarany de Sobral e o carioca Goytacaz. Mas o canhoto ganhava as graças das torcidas por onde passava pela potência dos chutes e explosão de jogadas. Protagonizou lances como o golaço contra o Fluminense no Maracanã em 2003 e o gol da vitória sobre o Atlético MG no mesmo ano, quando foi ovacionado no Castelão. E ainda a partida contra o Jundaí pelas semifinais da série B, quando Clodoaldo saiu do banco para marcar três na vitória de 6 a 1 do Fortaleza. Os gols foram tão presentes em sua carreira quanto as polêmicas. Chegou a ser dispensado do Treze de Campina Grande após fugir da concentração e aparecer embriagado alguns minutos antes do jogo. Sofreu acidente de carro saindo de um clube de forró e acabou preso ainda em campo após uma partida pelo Ituano por falta de pagamento de pensão alimentícia, fato que o levou de novo à prisão no último dia 8 deste mês (foi solto após os amigos realizarem uma 'vaquinha' para cobrir a dívida). Campeão estadual cinco vezes pelo Fortaleza e duas pelo Ceará, a última atuação de Clodoaldo foi pelo Santa Quitéria do Maranhão, em 2016. Por que jogava de terno? Clodoaldo é bom de bola/ O Baixinho é o cão/ Quando pega o Ceará / Deixa a zaga no chão/ Humilha o meio campo/ Ele é goleador/ Uh! Terror! Clodoaldo é matador! 👤 Francisco Clodoaldo Chagas Ferreira 👶 28 de dezembro de 1978 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Fortaleza, Beira-Mar (POR), União São João, Vitória, Treze de Campina Grande, Ituano, Ceará, Potiguar, Icasa, Guarany de Sobral, Juazeirense, River-PI, Fluminense de Feira, Guarany de Sobral, Horizonte, Goytacaz, Quixadá, Novas Russas, Santa Quitéria. 🏆 Campeonato Cearense 00, 01, 03, 04, 05 (Fortaleza) e 06, 11 (Ceará) 👑 sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 (3,5) #Fortaleza #Ceará #Atacante #Brasil
- O pequeno Mozart
Hoje, o JdT viaja até a República Checa, e traz para o nosso tapete sagrado, um dos jogadores símbolos de lá. O terceiro jogador que mais atuou pela seleção. O terno hoje é dele, Tomáš Rosický. Rosicky vestiu apenas três ternos ao longo de sua carreira. Começou sua carreira logo cedo no Sparta Praga, já aos 17 era era titular de um dos maiores clubes do seu pais. Time pelo qual provavelmente ele deve encerrar sua carreira. A sua segunda equipe foi o Borussia Dortmund, uma das principais contratações do pais na época. Fez parte da equipe campeã do Campeonato Alemão 01/02, e também da equipe finalista da Copa da UEFA que saiu derrotada por 3x2 contra o Feyenoord. O clube pelo qual ele mais fez partidas foi o Arsenal, foram 10 anos de clube, e ao longo desses anos 246 partidas. Poderiam ser muito mais partidas se o classudo não sofresse com constantes lesões que o tiravam de campo por longos tempos, por isso ele não chegou ao patamar de craque do time como a torcida esperava, mas ainda sim sua passagem pelo Arsenal marcou historia. Por que joga de terno? O pequeno Mozart é um jogador que todo torcedor adora ter no seu time, joga muita bola, mas adora dar carrinhos, não tem bola perdida pra ele. Rosicky ainda crescia em jogos importantes e clássicos. O apelido de Pequeno Mozart, veio por conta de sua facilidade em orquestrar o meio de campo. 👤 Tomáš Rosický 👶 4 de outubro de 1980 (36 anos) 🏠 Tcheco 👕 Sparta Praga, Borussia Dortmund, Arsenal e Seleção Tcheca. 🏆 (Principais): Campeonato Alemão 02 (Borussia Dortmund); Copa da Inglaterra 14 e 15 (Arsenal). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #SpartaPraga #BorussiaDortmund #Arsenal #Meia #SeleçãoTcheca #CopadoMundo2006
- Jogador tático tem seu valor
Quem nunca ouviu falar no jogador tático? Aquele que não é um primor técnico com a bola, mas sem ela é capaz de preencher bem os espaços em prol do jogo coletivo. Pois bem, nosso classudo de hoje pode ser considerado um deles. Dirk Kuyt, o holandês que já jogou como centroavante, ponta de lança, segundo volante e até na lateral. O que falta em qualidade, sobra em raça na cancha. Sempre foi um coringa nas quatro equipes que atuou em toda carreira. Geralmente, técnicos e dirigentes adoram jogador versáteis. Não é à toa que Kuyt vestiu por muito tempo os ternos dos poucos clubes que passou. A carreira começou no Utrecht, time da segunda prateleira na Holanda. Por lá, foram 184 jogos até chegar ao Feyenoord aos 23 anos. Ainda atuando como centroavante era um dos queridinhos do futebol holandês no início dos anos 2000. Por isso, em 2004, já desfilava com o belo terno laranja da Seleção Holandesa. Participou de três Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014), sendo que em uma delas, a de 2010, disputou a final contra Espanha. Kuyt formava o ataque da Laranja Mecânica com Robben e Van Persie. Contudo, o título ficou com a Fúria. Os grandes momentos da carreira do holandês, sem dúvidas, foi no Liverpool. Na passagem pela Inglaterra que o classudo mostrou sua versatilidade em campo. Jogando a acirrada Premiere League por quatro temporadas, Kuyt atuou a maior parte do tempo pelo lado do campo. Em qualquer dos dois lados, ele teve atuações consistentes e pode-se dizer que caiu nas graças da torcida dos Reds. Agora com 35 anos, Kuyt está de volta ao Feyenoord e atuando como centroavante. O início da sua volta em 2015 foi avassalador, marcando 10 gols em 10 jogos com direito a hat-trick e conquistando a Copa Holandesa. É um líder dentro de campo e tem ajudado a equipe holandesa a figurar entre as postulantes aos títulos. Por que joga de terno? Você nunca poderá dizer que faltou muita raça para Kuyt em campo. É daqueles jogadores que amam futebol e o que fazem, por isso nunca querem ficar sem jogar. Um centroavante de origem que atuou até como lateral-esquerdo merece muito valor. Além disso, atuando pelo lado do campo, não perdeu o faro de gol. 👤 Dirk Kuijt 👶 22 de julho de 1980 (36 anos) 🏠 Holandês 👕 Utrecht (HOL), Feyenoord, Liverpool, Fernerbahçe e Seleção Holandesa. 🏆 (Principais): Copa da Holanda 02/03 e 15/16 (Utretcht e Feyernoord); Copa da Liga Inglesa 11/12 (Liverpool); Copa da Turquia 12/13, Campeonato Turco 13/14 (Fernerbahçe). 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,3) #Feyenoord #Liverpool #Fenerbahçe #SeleçãoHolandesa #Atacante
- "Vestir rubro-negro nem pensar"
Volta e meia o JdT gosta de falar daqueles classudos que vestiram poucos ternos em suas carreiras. Por isso, suas carreiras ficaram marcadas vestindo algumas. É o caso do capixaba Carlos Germano, goleiro marcado com a camisa do Gigante da Colina. Tão marcado que ele salientou certa vez: Em todos os outros clubes que atuei (...) enfrentei o Vasco. Mas vestir rubro-negro nem pensar”. É claro que é ídolo! Não à toa ou só por isso. Carlos Germano vestiu o terno cruz-maltino entre 90 e 99, sem falar da categoria de base e de seu retorno em 2004. Foi depois de um ano que o goleiro assumiu a titularidade no Vasco, em 91, tendo revezado em 92 com Régis, já que era constantemente convocado para a Seleção Sub-20. Fora isso, o time do Vasco era Germano + 10. E era impossível ser diferente disso. O goleiro conseguiu a façanha, entre Novembro de 91 e setembro de 92, de ficar 933 minutos sem levar gol. Mesmo com a carreira estabilizada no Vasco, o arqueiro sofreu, ora ou outra, ter impasses em sua contratação de contrato. Num desses, antes do início do campeonato brasileiro de 97, o Flamengo se interessou e depositou parte do valor de Germano. Contudo, o goleiro renovou com e seguiu no Vasco, que foi campeão nacional naquele ano com o camisa 1 escolhido como o melhor em sua posição. Anos depois, em entrevista sobre o caso do depósito do Flamengo, ele soltou as palavras que dão título a esse texto. Germano deixou o Vasco em 99, às vésperas do campeonato mundial de 2000. Teve passagens com certo destaque por Santos, Portuguesa e Internacional. Em 2002, era o goleiro do Botafogo rebaixado naquele ano, ainda que fosse apontado como um dos melhores daquele time e com atuações seguras. Depois de se aposentar, ainda foi preparador do Vasco. Por que jogava de terno? Goleiro de bastante regularidade e seguro, Carlos Germano marcou época no futebol brasileiro, sobretudo com a camisa do Vasco. Suas habilidades puderam ser contatas em longos períodos de invencibilidade, a maior delas de 933 minutos sem levar gol. Além disso, era destaque nas principais conquistas do Vasco, como a libertadores de 98 e o brasileiro de 97. 👤 Carlos Germano Schwambach Neto 👶 14 de agosto de 1970 (46 anos) 🏠 Brasil 👕 Vasco, Santos, Portuguesa, Internacional, Botafogo, Payssandu, America-RJ, Madureira, Penafiel e Seleção brasileira. 🏆 Campeonato Carioca: 92, 93, 94 e 98; Campeonato Brasileiro: 97, Copa Libertadores: 98 (Vasco). Copa América: 99 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Prata da Revista Placar: 97 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,1) #Vasco #Santos #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1998 #Goleiro
- Ponha-se no seu lugar
Emily Lima foi oficializada em 2016 como treinadora da Seleção Feminina. Um anúncio que não teria tanta relevância se não fosse pelo fato de ela ser a primeira mulher a assumir o comanda da seleção brasileira... de mulheres. O anúncio foi feito pela CBF no mesmo dia em que anunciou as séries A e B do Campeonato Brasileiro de futebol feminino. Com a valorização do futebol jogado por elas -ainda que bem aquém do que acontece no masculino- nada mais que justo -e meio óbvio- ter uma mulher no comando da seleção principal. Emily Lima é a pioneira e por isso hoje, em homenagem ao Dia das Mulheres, vamos contar um pouco da carreira da agora treinadora da Seleção Brasileira. Como não poderia deixar de ser no universo do futebol feminino, marcado por pouco apoio e visibilidade e muita força de vontade para permanecer dentro do tapete verde, Emily é mais uma a rodar por diversos times em busca do sonho de jogar futebol profissionalmente. Se o apoio dos patrocinadores e da mídia ainda é pequeno, em casa ela nunca teve esse problema. Incentivada pela família, começou a jogar bola bem cedo. Aos 13 anos, chegou à equipe do Saad Esporte Clube e depois foi para o São Paulo. Atuando como volante na equipe paulista conquistou os títulos do Torneio Primavera, Paulistana, e o Brasileiro de 1997. Em 2000, porém, prestes a disputar o Campeonato Paulista daquele ano, o São Paulo resolveu encerrar as atividades de futebol feminino. Passou então por São Bernardo, Barra de Teresópolis e Veranópolis até ser convidada a jogar na Espanha. Permaneceu no Velho Continente por 8 anos -7 na Espanha e um na Itália- e devido à sua cidadania portuguesa defendeu também a Seleção Portuguesa. Apesar de todos os méritos que conseguiu na carreira, mesmo com as dificuldades típicas do futebol feminino, ela não conseguiu lidar com um adversário que a seguiu por toda a carreira: as lesões no joelho. Encerrou a carreira aos 29 anos. Depois de pendurar as chuteiras seguiu no futebol fazendo cursos na Europa e no Brasil até estrear no cargo de treinadora do Juventus, em 2011, onde ficou até o fim de 2012 pois no ano seguinte ela receberia o convite da CBF para ser a comandante da seleção Sub-17. Depois assumiu a função na equipe Sub-15 até pedir seu desligamento para comandar a equipe do São José dos Campos, tradicional na modalidade. Em 2016, enfim, veio o inédito convite de assumir a seleção principal. No primeiro desafio, o Torneio Internacional de Manaus, foram 4 jogos e 4 vitórias. Por que joga de terno? Apesar de estar à frente da Seleção Brasileira, Emily Lima não tem sequer uma fração do reconhecimento de Tite, que nem é preciso dizer se tratar do treinador da equipe masculina. Ainda que discreto, o feito conquistado por ela merece ser celebrado. Em uma sociedade onde a mulher poucos cargos de chefia se comparados ao homem, colocar Emily no comando da seleção feminina não é apenas reconhecimento, é dar a elas o que deveria ser comandado por elas. E ela já anunciou que deseja um dia treinar uma equipe masculina. Aí sim teríamos uma mulher em um papel de protagonista. Enquanto isso, elas seguem como coadjuvantes, com pouco reconhecimento e às margens das cifras milionárias que movem o futebol. O masculino, claro 👤 Emily Alves da Cunha Lima 👶 29 de setembro de 1980 (36 anos) 🏠 Brasileira/Portuguesa 👕 Como jogadora: São Paulo, São Bernardo, Barra de Teresópolis, Veranópolis, Baloncesto Estudiantes, Sporting Huelva, Lestartit, Napoli e Seleção Portuguesa. Como treinadora: Juventus, Seleção Brasileira Sub 17, Sub-15, São José e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Paulistana, e Campeonato Brasileiro 97 (São Paulo); Campeonato Paulista 15 (São José), Torneio Internacional de Manaus (Seleção Brasileira) 👑 (não há títulos individuais de destaque) ♀ Primeira mulher a assumir o cargo de treinadora da Seleção Brasileira Feminina #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #FutebolFeminino #Técnico
- O maior ídolo de São Januário
No dia 25 de novembro de 1971, os torcedores presentes no Maracanã viram um garoto alto e magro disparar um chutaço de fora da área e marcar um belíssimo gol contra o Internacional. No dia seguinte, o Jornal dos Sports estampou “Garoto Dinamite explode no Maracanã”. Nascia ali um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro. O classudo de hoje é Roberto Dinamite. Carlos Roberto de Oliveira nasceu em Duque de Caxias. Durante a infância passou por duas complicadas operações nas pernas que quase destruíram o sonho de ser um boleiro. Tudo isso passou e aos 14 anos chegou ao Vasco da Gama, clube que mais tarde o revelaria para o mundo. Aos 17 anos Dinamite já estava integrado ao time profissional. Daí pra frente, o craque só deu alegria aos torcedores vascaínos. No restante dos anos 70 comandou todas as conquistas do time de São Januário e escreveu seu nome na história da equipe. Foi protagonista do primeiro título Brasileiro do Vasco em 1974 e ainda colecionou canecos estaduais ao longo daquela década. Dinamite também se destacou pela Seleção Brasileira. Com a “Canarinho”, o atacante disputou duas Copas do Mundo. Em 1980 foi contratado a peso de ouro pelo Barcelona. Estreou bem, marcando dois gols, mas não conseguiu brilhar pelo time catalão. A vida na Espanha durou pouco e o atacante logo retornou ao Vasco. Dinamite ainda passou pela Portuguesa e pelo Campo Grande. Não permaneceu por muito tempo em nenhum dos dois clubes. Não tinha jeito, São Januário era a sua casa. Defendeu as cores do Gigante até depois do fim. Aposentou as chuteiras em 1993, mas seguiu carreira no clube, onde mais tarde se tornou presidente, em 2008. Por que jogava de terno? Dinamite foi um jogador raiz, como dizem hoje em dia. Camisa 10, chuteiras pretas e um pé direito forte e bem colocado que causava medo em qualquer goleiro. O centroavante tinha um excelente posicionamento dentro da área e muito senso de oportunismo, além de ser um exímio cobrador de faltas. O classudo é o maior artilheiro do Vasco de todos os tempos, maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro com 190 gols e do Campeonato Carioca com 279 gols. Foram mais de mil jogos com a camisa vascaína. Dinamite não entrava em campo, ele desfilava pelo tapete verde da Colina. 👤 Carlos Roberto de Oliveira 👶 13 de abril de 1954 (62 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Vasco da Gama, Barcelona, Portuguesa, Campo Grande e Seleção Brasileira 🏆 (Principais): Campeonato Brasileiro 74 (Vasco), Campeonato Carioca 77, 82, 87, 88 e 92 (Vasco). 👑 Bola de Prata 79, 81 e 84 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) #Vasco #Barcelona #SeleçãoBrasileira #Brasil #CopadoMundo1978 #CopadoMundo1982
- Da Vila para o mundo
Em 1996, aos 11 anos, Diego Ribas, o JDT de hoje, deu o passo mais importante de sua carreira: foi jogar no Santos, depois de uma frustrante passagem na base do São Paulo. Ali, o meia dava os pontapés iniciais da geração que todos conhecem como “Os Meninos da Vila”, que ele e Robinho, sua eterna dupla, iriam liderar. Em 2002, ainda com 16 anos, Diego foi integrado ao elenco profissional pelo treinador Celso Roth e lá se manteve mesmo com a chegada de Émerson Leão. O treinador ex-goleiro iniciou uma reformulação intensa na equipe e resolveu prestigiar os pratas da casa. E que importante decisão! O Santos, depois de 17 anos, se tornaria campeão brasileiro com a molecada e consagraria os Meninos da Vila. Diego, coincidentemente também com 17 anos, se tornou o campeão brasileiro mais novo da história. Eram muitas responsabilidades. Assumir a liderança de um grande time, vestir a camisa 10 de Pelé, lutar por títulos. Mas Diego não titubeava. Sempre mostrou muita personalidade e, mesmo com a irreverência de um ainda adolescente, apresentava bastante seriedade. Em campo, sua dinâmica de jogo sempre foi seu ponto forte. Ágil, bons passes, ocupação de vários espaços do campo, bom poderio de finalização e um repertório de dribles bastante elogiável. Em 2003, chegou à final da Libertadores da América, mas sucumbiu ao grande Boca de Delgado e Tévez. Nessa época, já era presença certa nas convocações da seleção, mesmo com grande concorrência. Alçou seu vôo já previsível à Europa em 2004, quando foi jogar no Porto. Teve uma boa passagem e chegou a ser eleito pela torcida como melhor jogador da temporada. Em 2006, foi para a Alemanha jogar no Werder Bremen, clube no qual talvez tenha vivido seu auge na Europa. Foi eleito o melhor jogador do primeiro turno da Bundesliga, venceu a Copa da Liga Alemã e, no fim, foi coroado como o melhor jogador do futebol alemão na temporada 06/07. Depois disso, passagens razoáveis e irregulares por Juventus, Wolfsburg, Atlético de Madrid e Fenerbahçe marcaram sua carreira. No dia 19 de Julho de 2016, o Flamengo anunciou a contratação do meia. Com status de craque, Diego foi recebido por cerca de 2 mil rubro-negros no aeroporto, numa manhã em que o próprio jogador chamou de ‘inesquecível’. Mesmo com dúvidas sobre o quanto ainda poderia render, Diego teve um ótimo desempenho no segundo semestre e liderou a equipe da Gávea na briga pelo título brasileiro, que acabaria ficando com o Palmeiras. Sua grande força de vontade em campo, liderança, determinação e seriedade logo conquistaram a torcida do Flamengo, que já tem nele um mais que candidato a ídolo. Resta saber se títulos serão conquistados para tornar isso realidade. Seu bom rendimento no Flamengo o fez voltar para a seleção brasileira. Na última sexta-feira, dia 03/03, Diego foi convocado para os jogos contra Uruguai e Paraguai pelas Eliminatórias, mesmo com Tite escolhendo o que tem de melhor. Essa convocação marca seu retorno efetivo à seleção brasileira após 7 anos, já que a convocação anterior para o jogo contra a Colômbia contava apenas com jogadores atuando no Brasil. Por que joga de terno? Diego é um jogador dinâmico, ágil, com bons passes e boas finalizações. Um legítimo camisa 10 que faz o time jogar e é decisivo, marcando gols e fazendo boas jogadas. Para completar, ainda se tornou referência de liderança, determinação e vontade em campo. 👤 Diego Ribas da Cunha 👶 28 de fevereiro de 1985 (32 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santos, Porto, Werder Bremen, Juventus, Wolfsburg, Atlético de Madrid, Fenerbahçe, Flamengo e Seleção Brasileira 🏆 (Principais títulos): Campeonato Brasileiro 02 e 04 (Santos); Copa Intercontinental 04, Campeonato Português 05/06 (Porto); Copa da Liga Alemã 06/07, Copa da Alemanha 08/09 (Werder Bremen); Liga Europa 11/12, Campeonato Espanhol 13/14 (Atlético de Madrid); Copa América 04 e 07, Bronze nos Jogos Olímpicos de 08 (Seleção Brasileira) 👑 Seleção do Brasileiro 02, Seleção das Américas 03, Jogador mais criativo da Libertadores 03, Melhor jogador do Campeonato Alemão 06/07, Melhor Assistente da Liga Europa 11/12, Craque do Brasileiro 16 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,9) #Santos #Porto #WerderBremen #Juventus #Wolfsburg #AtléticodeMadrid #Fenerbahçe #Flamengo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia
- D'alê do Inter
Alguns jogadores serão sempre imortalizados por marcar sua carreira com um determinado terno. E, certamente, temos de exemplo Andrés D’alessandro, que você não consegue pensar numa imagem dele com outra camisa senão a do Inter de Porto Alegre. Ou o River, vai... Fato é que D’alessandro é a liderança técnica e a grande referência do Internacional que tentará voltar a Série A neste ano. Foi assim de 2008 a 2015, em sua primeira passagem. Nesse hiato, em 2016, o time, mesmo tendo um considerável elenco, sucumbiu no principal certame nacional e foi rebaixado pra série B. Andrés retorna ao Inter em 2017 para tentar recuperar a estima dos gaúchos. Em 2016 ele voltou ao River Plate, time que o revelou em 2000. Nessa oportunidade, pode mostrar técnica e inteligência que chamaram a atenção de José Pekerman, técnico da seleção de base da Argentina. Com D’alê no elenco, a Argentina conquistou, em seu solo, o Campeonato Mundial Sub-20, com o meia sendo escolhido o segundo melhor da competição. Sua habilidade proporcionou ao River Plate fazer um bom caixa com a venda de Andrés para o Wolfsburg, da Alemanha, em 2003, por 9 milhões de euros. É claro, que D’alessandro não ficaria de fora das olimpíadas de 2004, quando pode contribuir para os "hermanos" a levarem a medalha de ouro. O argentino foi a salvação do Portsmouth, que brigava para não cair na Premiere League em 2006. D’Alessandro contribuiu significativamente para que o time se recuperasse e se garantisse na competição principal no ano seguinte. Depois por passagens pelo Zaragoza, da Espanha e San Lorenzo da Argentina, em 2008 iniciaria sua passagem mais marcante e longeva da sua carreira. O argentino desembarcou em Porto Alegre e já de cara encararia o Grêmio, principal rival do Inter, numa final de Gauchão. O Inter levaria a taça e começaria ai uma galeria de troféus do time com D’alê no elenco. Além de estaduais, pode contribuir com duas das principais conquistas do Inter em sua história: a Sul-Americana de 2008 e a Taça Libertadores da América em 2010. 2010, aliás, foi um dos anos de maior destaque para o argentino. Após a conquista foi considerado o melhor jogador da América. Seu empenho não teve só reconhecimento da Comnebol, como também da torcida colorada que passou a considera-lo ídolo a partir dali. No início da temporada passada D'alê retornou ao River, time que o revelou. Ajudou na conquista da Copa da Argentina e da Recopa. Em sua última partida foi substituído e aplaudido de pé pela torcida. Por que joga de terno? D'alessandro é um meio de campo inteligente, técnico e raçudo, como um bom argentino. Sua identidade com o terno colorado o põe em um status de idolatria que poucos jogadores no Brasil possuem hoje. Tanto que retorna ao Inter em 2017 para ajudar trazer de volta o time ao local de onde bem merece: a elite do Campeonato Brasileiro. 👤 Andrés Nicolás D'alessandro 👶 15 de abril de 1981 (35 anos) 🏠 Argentina 👕 River Plate, Wolfsburg, Portsmouth, Zaragoza, San Lorenzo, Internacional e Seleção argentina. 🏆 (Principais títulos): Campeonato Argentino: 00, 02 e 03, Copa da Argentina: 16 (River). Copa Sul-Americana: 08. Copa Libertadores da América: 10 (Inter). Medalha de Ouro nas Olimpíadas de Atenas 2004 (Seleção argentina). 👑 Bola de Prata da copa do mundo FIFA sub-20: 01, Melhor Jogador da América em 2010, Melhor jogador estrangeiro do Campeonato brasileiro: 13. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #RiverPlate #Internacional #Wolfsburg #Zaragoza #SeleçãoArgentina #Meia
- Johan em dose dupla
Quando pensamos num futebol bem jogado e prazeroso de se ver (ou ler), pensamos no Futebol Total de Johan Cruyff e da Laranja Mecânica, certo? Mas nem só de lances geniais era praticado o Futebol Total, alguém tinha de se encarregar de correr e sujar o uniforme para obter a posse de bola. Se Johan Cruyff era o coração daquele futebol vistoso, falaremos hoje do pulmão do Futebol Total, Johan Neeskens. Desde criança Neeskens já mostrava paixão por esportes, principalmente pelo Beisebol. Praticava o esporte com a mesma raça e a determinação que o faria ser notado anos depois no nosso amado esporte. Pelo Racing Club Heemstede chegou até a disputar campeonatos de Beisebol, mas foi no futebol que Neeskens se familiarizou e no mesmo RCH tornou-se profissional. Foi descoberto por Rinus Michels, técnico do Ajax à época que solicitou para o mais breve possível a contratação daquele jovem que tinha a raça como principal característica, porém não deixava a desejar com a bola nos pés e equilibrava estes dois aspectos de maneira impressionante. E então com apenas 19 anos, Neeskens já era jogador alvirrubro. No Ajax conheceu Johan Cruyff e formou uma espécie de “Santíssima Trindade” formada por seu xará e o professor Michels. Cruyff era quem organizava e concluía em gol as jogadas do Ajax, e Neeskens era uma espécie de carregador e tocador de piano, pois era ele quem fazia o trabalho da marcação e roubada de bola, mas também quem abria espaços na defesa com passes e lançamentos, e é claro sendo o elemento-surpresa na frente. Johan I e Johan II possuíam total entrosamento, quase que por telepatia! E como não poderia ser diferente, Johan Neeskens aprendeu a atuar em mais de uma posição, sendo escalado muitas vezes como lateral direito, volante e até zagueiro. Após a Copa de 1974 Neeskens transferiu-se para o Barcelona. Principalmente pelo fato de seu amigo Cruyff e o técnico Rinus Michels estarem no elenco blaugrana. Não demorou muito para que Neeskens conquistasse a torcida com a sua entrega e leitura tática que impressionava seja contra qualquer adversário. Na sua primeira temporada com título, acabou sofrendo com lesões porém esteve presente na final da Copa do Rei contra o Las Palmas, vencida por 3 a 1. Depois de quase 6 anos atuando pelo Barcelona, Neeskens rumou ao New York Cosmos para começar o seu pé de meia, e curiosamente ainda atuou com Cruyff que estava nos Estados Unidos há um ano. Atuou ainda com Franz Beckenbauer, Giorgio Chinaglia, Romerito e nosso eterno Capita. Por que jogava de terno? Johan Neeskens era o pulmão do então Futebol Total. Toda a beleza das jogadas iniciava-se em recuperação de bola e desarmes, até a transição ao ataque, e Neeskens em boa parte dos lances era quem começava o show. Apesar de não ter seu nome tão lembrado como o de seu xará, com toda certeza se não fosse Johan II, o futebol denominado Total seria apenas Parcial. 👤 Johannes Jacobus Neeskens 👶 15 de setembro de 1951 (65 anos) 🏠 Holandês 👕 Racing Club Heemstede, Ajax-HOL, Barcelona-ESP, New York Cosmos-EUA, Groningen-HOL, Minnesota Strikers, Fort Lauderdale Sun-EUA, Löwenbrau, Baar, Sug-SUI e Seleção Holandesa. 🏆 (principal) Campeonato Holandês 71/72 e 72/73, Copa da Holanda 70/71 e 71/72, Liga dos Campeões da UEFA 70/71, 71/72 e 72/73, Mundial Interclubes 72 (Ajax); Copa do Rei 77/78 (Barcelona); Campeonato Norte-Americano 80 e 82 (New York Cosmos). 👑 FIFA 100, Chuteira de Prata da Copa do Mundo da FIFA 1974 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,5) #Ajax #Barcelona #NewYorkCosmos #SeleçãoHolandesa #CopadoMundo1974 #CopadoMundo1978 #Meia









