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  • Obdulio Varela: El Negro Jefe

    "Se você olha friamente, como jogador, Obdulio Varela não foi um dos melhores, nem um dos piores. Mas era como esses atores que quando entram em cena, têm presença. Estava e quando estava, o campo era distinto. E isso foi decisivo no Maracanã, para que o Uruguai ganhasse contra essa besta de 200 mil cabeças que rugia. Ele levou adiante a luta, e depois teve a dignidade e a nobreza de escapar da comemoração dos uruguaios no hotel, para ir beber com os vencidos.” O escritor uruguaio Eduardo Galeano, assim descreve um dos maiores jogadores de todos os tempos da Celeste Olímpica e Peñarol , aquele pediu aos companheiros mais raça, mais alma e principalmente que não olhassem para as arquibancadas, tomando a bola para si e esfriando o jogo, após o gol de Friaça; aquele que fez seus brados ecoarem em meio a uma multidão emudecida após o gol de Ghiggia, conduzindo o Uruguai ao segundo título mundial, em 1950. Culpar Barbosa pelo fracasso brasileiro é leviano, já que do outro lado, havia o capitão Obdulio Varela, a besta fera que amarrava suas chuteiras com as veias e não com cadarços, como dissera Nelson Rodrigues, testemunha ocular do Maracanazo. De origem pobre e humilde, Obdulio trabalhava desde criança e já demonstrava, não somente capacidade e talento em clubes locais e torneios de bairro, mas também a consciência sobre as condições sociais e o racismo estrutural que o cercava. Nessa época, Obdulio vivia num casebre que anos depois serviria de morada para Luizito Suárez. Vendo que o futebol poderia lhe dar melhores condições de vida, inicia a carreira em 1936 no modesto Deportivo Juventud, tomando o posto de capitão com apenas 18 anos. Em 1938 o Montevideo Wanderers compra seu passe e Varela enfrenta o Peñarol pela primeira vez no Estádio Centenário, vencendo por 2 a 1. Após seis temporadas jogando no time considerado na época como a terceira força, transfere-se para o Peñarol em 1943, veste o terno aurinegro e torna-se capitão e ídolo carbonero, conquistando seis títulos nacionais, sendo eleito o melhor jogador uruguaio cinco vezes, em seis edições. Jogou pela última vez pelo Peñarol num amistoso contra o América-RJ , no Rio de Janeiro. Debutou na Seleção Uruguaia na Copa América de 1939 realizada no Peru, porém não conseguiu levar a Celeste Olímpica ao título, perdendo na final para a seleção anfitriã. Entretanto, sua primeira conquista com a seleção não tardaria, vindo a ser campeão e eleito o melhor jogador da Copa América de 1942, onde as sete seleções participantes jogaram entre si em turno único, vencendo o Uruguai com doze pontos. O ápice na seleção veio com a conquista da Copa do Mundo 1950 , escrevendo seu nome na história como um dos capitães mais imponentes e respeitados de todas as Copas do Mundo. Junto à Schiaffino e Ghiggia, foi protagonista do Maracanazo, onde seu posicionamento, lançamentos e frieza psicológica foram fundamentais para a conquista do segundo título mundial do Uruguai. O classudo dispensaria o terno, da mesma forma que se recusou a usar camisas com patrocínio, a ganhar mais que seus companheiros por ser capitão, e a aceitar subornos e presentes. Líder sindical, El Negro Jefe encabeçou uma greve pelo reconhecimento do sindicato e contra os baixos salários dos jogadores, além da lei do passe, que mantinha os mesmos, atados aos clubes, sem poder de negociação. Se Godín e companhia apoiaram uma paralisação do campeonato uruguaio em 2017, por melhor distribuição de direitos de imagem, tenham certeza que o ato de Obdulio em 1948 serviu como inspiração e referência para tal. Ainda que tenha conquistado títulos e reconhecimento mundial, faleceu pobre, sem usufruir de boas condições que o futebol poderia ter lhe propiciado. Em entrevista dada a certa emissora, Diego Lugano resumiu em poucas palavras a importância de Obdulio para o futebol e para o povo uruguaio. Ao ser questionado se brincava de ser Obdulio Varela na infância, o zagueiro apenas disse “que não se poderia brincar de ser deus”. Por que Obdulio Varela jogava de terno? Volante central destro, aguerrido e imortalizado com a camisa 5, Obdulio Varela possuía forte poder de marcação e senso de localização, sendo um exímio distribuidor de bolas e dono de potentes chutes à longa distância. Não era considerado um jogador excepcional, refinado, mas compensava pela liderança, forte personalidade dentro de campo e pelo controle psicológico que possuía e exercia como capitão, orientando os demais companheiros de time a não temerem o adversário, qualquer que fosse. Características que também demonstraria fora das quatro linhas, posicionando-se politicamente e socialmente diante de desigualdade sociais. 👤 Obdulio Jacinto Muiños Varela 👶 20 de setembro de 1917, faleceu em 2 de agosto de 1996, aos 78 anos. 🏠 Uruguaio 👕 Deportivo Juventud, Montevideo Wanderers, Peñarol e Seleção Uruguaia 🏆Campeonato Uruguaio 44, 45, 49, 51, 53 e 54 (Peñarol); Copa América 42, Copa do Mundo FIFA 50 (Seleção Uruguaia). 👑 Ordem de Mérito da FIFA 94. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,3) 📷 Popperfoto/Getty Images

  • Franco Baresi: O líbero implacável

    Um jogador que está no hall de craques do futebol mundial não pelos seus gols, dribles plásticos ou passes geniais. Baresi, nosso classudo de hoje, marcou época no futebol italiano por sua inteligência tática e precisão cirúrgica nos desarmes. Fazia roubadas de bola parecerem jogadas plásticas! Com sua frieza foi comandante da defesa do Milan por 20 anos, ídolo incontestável que encheu a sala de troféus do time. Um líbero notável que dificilmente será igualado no futebol. Aliás, a posição de líbero já está em desuso nos esquemas táticos atuais. O jogador que jogava na sobra, com certa liberdade para partir ao ataque, já não aparece com tanta frequência. Baresi tinha habilidades que o tornavam excepcional na posição. Porque é necessário uma qualidade para distribuir o jogo, aliado a entendimento tático e até finalização quando pintasse a oportunidade de aparecer no campo de ataque. Foi jogando assim pelo Milan, com o terno de número 6, que Baresi tornou-se um ídolo. Chegou ao clube com 14 anos e só saiu dele na aposentadoria, aos 37 anos. Os números do classudo no clube impressionam: são duas décadas de serviços prestados, 719 partidas disputadas e 21 títulos conquistados. A idolatria com o defensor foi tanta que em sua despedida, no ano de 97, o clube rubro negro de Milão aposentou o número 6 junto. Na Azzurra, Baresi foi campeão do mundo aos 22 anos, quando ainda era uma promessa da Itália. Nas outras Copas do Mundo que disputou, já era protagonista e líder nas temidas defesas italianas em 90 e 94. Porém, faltou sorte ao líbero para conquistar novamente o mundo com sua seleção. Em 90, a zaga da Seleção Italiana era quase intransponível, só foi derrotada pela Argentina na semifinal e em uma disputa de pênaltis. Em 94 chegou a final, contra o Brasil. Baresi entrou em campo mesmo contundido com a missão de parar Bebeto e Romário. Até conseguiu, porque Romário disse após o jogo que fora a marcação mais implacável que sofrera na carreira. Mas novamente nas penalidades a Itália foi derrotada. E desta vez, nosso classudo errou uma das cobranças. Por que Baresi jogava de terno? Baresi foi um gênio tático. Não é exagero nenhum dizer isso. Assim como não é dizer que foi um dos maiores zagueiros da história do futebol mundial. Era baixo para sua posição, mais um gigante na marcação. Além de tudo isso, colecionou títulos e glórias; tanto no Milan quanto na Seleção Italiana. Por isso o "Senhor Milan" - como é chamado pelos rossoneros -, tem seu nome imortalizado no futebol da Itália. 👤 Franchino Baresi 👶 8 de maio de 1960 🏠 Italiano 👕 Milan ITA e Seleção Italiana 🏆 (principais) Campeonato Italiano 78/79, 87/88, 91/92, 92/93, 93/94 e 95/96; Champions League 88/89, 89/90 e 93/94; Mundial Interclubes 89 e 90 (Milan); Copa do Mundo 82 (Seleção Italiana). 👑 Bola de Prata da France Football 89, Melhor jogador do Campeonato Italiano 90, Jogador do século do Milan 99, FIFA 100 04. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,8)

  • Di Stéfano: a flecha loira

    O nosso classudo de hoje é uma lenda argentina. Mas esqueça Messi e Maradona - ao menos por enquanto. Vamos falar de Alfredo Estéfano Di Stéfano Laulhé. A ''Flecha Loira'' não conquistou 8 Bolas de Ouro ou liderou a Argentina em um título da Copa do Mundo, mas Alfredo entortava os zagueiros com a facilidade de Lionel e percorria o campo inteiro com a velocidade de Diego. Antes de ser eternizado como um dos maiores da história, é preciso lembrar que ele não queria ser jogador. Queria ser aviador, mas o incentivo do pai o fez começar vitoriosa carreira no tapete verde do River Plate. Mesmo com a habilidade em marcar gols e sua incrível velocidade já evidentes como ponta-esquerda, não teve espaço no time e foi emprestado ao Huracán, onde recebeu o apelido que o marcara por suas características já notadas no River. Na volta ao time que o revelou, já sem alguns craques, foi integrado ao elenco principal e conquistou de vez a torcida dos "Millonários", como é conhecido o time da capital argentina. Mas uma greve no futebol argentino em 1948 paralisou o campeonato e fez vários jogarem irem para o exterior. Di Stéfano optou por um outro Millonários, da Colômbia. E aí os gols se tornaram cada vez mais recorrentes. Como se não bastasse, aprimorou sua capacidade em dar passes, marcar e chutar com as duas pernas, se tornando cada vez mais completo. Seu esforço foi recompensado. Em uma excursão pela Europa, o Millonários venceu o Real Madrid por 4x2 com dois gols dele. E se você conhece um pouco da história de Di Stéfano sabe que é impossível falar do Real Madrid sem falar do craque argentino e vice-versa. Começam então os anos que o marcariam para sempre como um dos maiores da história. O Real Madrid o contrata em 1953 e ele deixa o Millonários como o maior artilheiro da história do clube com 267 gols em 292 partidas. No time madrilenho pode, enfim, realizar o sonho de aviador e alçar voos mais altos e levar o Real Madrid ao topo. O time, que até então não era nem a maior força de Madrid, se tornara uma pedra no sapato dos times espanhóis, sobretudo o Barcelona, começando ali a rivalidade que segue até hoje. Com o terno do Real Madrid, Di Stéfano foi nada menos que 5 vezes artilheiro da La Liga e ajudou o time a ser campeão 5 VEZES CONSECUTIVAS da Copa dos Campeões da Europa (atual Liga dos Campeões). Nas duas últimas conquistas, atuou ao lado de Ferenc Puskás , outro mito do futebol, de quem era amigo pessoal. Já sentindo o peso da idade e insatisfeito com o banco de reservas, deixou o time após 11 temporadas já com o status de maior jogador que havia passado por lá e permanece até hoje. Terminou a carreira no Español, em 66, com mais de 800 gols marcados na carreira. Ainda foi treinador de diversos clubes sem muito sucesso e presidente honorário do Real Madrid de 2000 a 2014, ano em que faleceu, aos 88 anos. Agora sim, você já pode voltar a falar de Messi e Maradona como grandes nomes do futebol argentino, mas jamais se esqueça de Di Stefano, que nunca teve a mesma mídia. Nunca disputou uma Copa do Mundo, aliás, foi a Copa do Mundo que nunca recebeu Di Stéfano e, mesmo assim, foi o maior jogador da era pré-Pelé, para alguns foi até o maior de todos, como disse Joaquín Peiró, que jogou pelo Atlético de Madrid "para mim, o número 1 é Di Stéfano. Aqueles que o viram, viram. Aqueles que não o viram, perderam". Por que Di Stéfano jogava de terno? "Se Pelé foi o violinista principal, Di Stéfano foi a orquestra inteira". (Helenio Herrera, ex-técnico do Barcelona). 🚹 Alfredo Estéfano Di Stéfano Laulhé 👶 4 de julho de 1926. Faleceu em 7 de julho de 2014, aos 88 anos 🏠 argentino/colombiano/espanhol 👕 River Plate ARG, Huracán, Millonarios, Real Madrid ESP e Espanyol ESP. 🏆 Campeonato Argentino 45 e 47 (River Plate); Campeonato Colombiano 49, 51 e 52; Copa da Colômbia 53 e Pequena Taça do Mundo 53 (Millonarios); Mundial Interclubes 60, Liga dos Campeões da UEFA 55/56, 56/57, 57/58, 58/59 e 59/60, Pequena Taça do Mundo 56, Campeonato Espanhol 54, 55, 57, 58, 61, 62, 63 e 64 e Copa do Rei 62 (Real Madrid). 👑 Bola de Ouro da Revista France Football 57 e 59; Jogador espanhol do ano 57, 59, 60 e 64; 2º Maior Jogador do Século XX pelo Grande Júri FIFA 00; FIFA 100 04. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9)

  • Casillas: "Campeão do mundo não pode acabar no Porto"

    A declaração é polêmica. Dita pela mãe de Iker Casillas após o filho concretizar sua transferência para o Porto. E também injusta, é verdade. De fato, Casillas sofria com más atuações e a impaciência da torcida e não é tão raro assim vermos campeões do mundo jogando em times de menor expressão. O Porto, aliás, foi escolha dele, mas mãe é mãe. Afinal, por que foram perguntar a opinião da mãe dele sobre isso? Porque essa foi uma transferência bastante turbulenta, que envolveu guerra de egos, problemas com o presidente, com a torcida e uma saída pela porta dos fundos depois de mais de 25 anos dedicados ao Real Madrid . Iker Casillas Fernández chegou ao Real com 9 anos de idade. Depois de crescer e se desenvolver por 8 temporadas nas categorias de base do clube, foi promovido ao time principal, em 1998, então com 17 anos e no mesmo ano já teve as primeiras oportunidades sob as traves. Mas a titularidade mesmo só veio anos depois. Aos 23 minutos do 2º tempo da final da Liga dos Campeões 01/02 o então goleiro César Sánchez sofreu uma lesão na mão e coube a Casillas garantir o título para o time merengue com defesas importantes. A partir daí e durante 10 temporadas a meta do Real Madrid nunca foi de outra pessoa senão dele. Sua importância para o time era tão vital que além das luvas começou a usar também a braçadeira de capitão na temporada 10/11. Àquela altura ele já era um dos maiores ídolos do clube, com diversos títulos de equipe e individuais. Além da liderança dentro de campo, também possuía influência fora dele. Mas toda essa sólida relação começou a desmoronar em 2013. As lesões, as más atuações ( e os desentendimentos com o treinador José Mourinho) fizeram Casillas assistir novamente a partida do banco reservas, algo que ele parecia ter esquecido, depois de tantos anos dentro de campo. Em 2014 a marca de 700 jogos foi ofuscada por mais uma série de falhas, atuações muito aquém do esperado e mais vaias da torcida, que parecia não ter mais paciência para ele. E a diretoria também, que entendia que o tempo para ele já havia acabado. Sem espaço no clube, foi vendido ao Porto em 2015. Saiu sem jogo de despedida, ou qualquer outra devida homenagem à história do jogador. Apenas uma coletiva emocionada de adeus. Para a mãe de Casillas e parte da torcida e imprensa, a situação poderia ter sido evitada pelo presidente Florentino Perez que parecia claramente querer se livrar dele. Já a outra parte acredita que, além das péssimas últimas temporadas no Real Madrid, o jogador também possuía poder demais dentro do clube e que isso estaria desgastando a relação entre os jogadores. Por que Casillas jogava de terno? É um dos maiores ídolos de um dos maiores times do mundo. No auge, Casillas chegou até a desbancar a lenda Gianluigi Buffon. Mas enquanto o italiano ainda se mantém intacto na Juventus, o espanhol não conseguiu manter o alto nível e em uma vertiginosa queda na carreira, perdeu espaço, status, apoio e também o time que defendeu por mais de duas décadas. Talvez essa história pudesse ter tido um outro desfecho, se houvesse um presidente mais disposto a conversar e um goleiro mais disposto a ceder. Ou o contrário. Não dá pra dizer quem está certo nessa história, as versões são muitas, você decide em quem quer acreditar. Mas o que ninguém discorda é que Casillas será pra sempre um dos maiores goleiros do Real Madrid. 🚹 Iker Casillas Fernández 👶 20 de maio de 1981 🏠 Espanhol 👕 Real Madrid ESP, Porto POR e Seleção Espanhola 🏆 (títulos principais) Campeonato Espanhol 00/01, 02/03, 06/07, 07/08 e 11/12; Copa do Rei 10/11 e 13/14; Liga dos Campeões da UEFA 99/00, 01/02 e 13/14; Copa Intercontinental 02 e Copa do Mundo de Clubes FIFA 14 (Real Madrid); Eurocopa 08 e 12 Copa do Mundo FIFA 10 (Seleção Espanhola). 👑 Jogador revelação do Campeonato Espanhol 99/00, Time do Ano da UEFA 07, 08, 09, 10, 11 e 12; Melhor Goleiro do Mundo 08, 09, 10, 11 e 12; Melhor Goleiro do mundo pela FIFA 08, 09, 10, 11, 12; Melhor Goleiro do Campeonato Espanhol 09 e 12; Equipe da Copa do Mundo 10; Real Ordem de Mérito Esportivo 09; Luva de Ouro 10; Equipe da Euro 08, 12. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8)

  • Um nome, uma lenda, um fenômeno: Ronaldo

    40 Anos daquele moleque brincando de jogar bola no São Cristóvão. 40 anos daquele sorriso aberto perguntando ao repórter se havia gravado seu gol no Cruzeiro depois de uma distração do goleiro adversário. 40 anos daquele desconhecido do tetra. 40 anos do Galáctico, daquele joelho estourado, da carreira perdida, da volta por cima, do penteado bizarro, dos dois gols contra a Alemanha, do penta, do chapéu do Zidane, do craque gordo. Você pode ser torcedor de Fla ou do Flu. Corinthians ou Palmeiras. Do Cruzeiro ou do Galo. Mas você, sem sombra de dúvidas, já foi fã de Ronaldo Fenômeno. A equipe do JdT tenta sempre se desvencilhar dos clichês em se homenagear os aniversariantes do dia. Mas, hoje, não tem como. Hoje é o R9. Por mais que possamos torcer o nariz para sua carreira depois de aposentado dos campos, é inevitável não se render ao clamor de uma idolatria quando se lembrando de um dos maiores ídolos do futebol mundial, talvez o maior pós Pelé. E a carreira do fenômeno é conhecida de cor e salteado pelo mundo inteiro. E talvez esteja nela um dos currículos mais vitoriosos do futebol. E claro, com altos e baixos. Ronaldo foi monstro em seu auge, protagonista com qualquer terno que usou. Ainda que não fosse a estrela que foi, no tetra de 94 estava, garoto, vestindo a 20 amarelinha no banco de reservas e viu de camarote um dos títulos mais emocionantes do Brasil. Quatro anos depois, repousaram em seus ombros as responsabilidades de levar o penta para o Brasil, na França. Naquela época, Ronaldo já estava no Internazionale, e vinha de dois prêmios de Melhor do Mundo seguidos. E já era o Fenômeno. Mas na final, passou mal minutos antes da final. Edmundo, seu reserva imediato e em grande fase, esperava ser confirmado como titular mas, com a confirmação de Ronaldo que estava em condições de jogo e a autorização de Zagallo, ele foi a campo e teve uma atuação desastrosa assim como toda a equipe. A história até hoje levanta dúvidas e teorias do que de fato aconteceu. Se entre as copas de 94 e 98 Ronaldo teve sua maior ascensão, a de 98 e 2002 foi bastante diferente. em 2001, uma lesão séria no joelho o tirava de fora dos gramados por cinco meses e logo na sua reestreia uma nova lesão lesão, no mesmo joelho, ainda mais grave. E talvez a imagem mais forte na carreira do Fenômeno que chorava desesperadamente em campo com a mãos sobre o joelho. Isso tudo às vésperas da Copa do Mundo de 2002 e a desconfiança que ele se recuperaria a tempo. Mas Ronaldo volta e é um dos principais nomes daquele time e daquele título, fazendo uma das recuperações mais incríveis e uma das histórias mais impressionantes se superação do futebol. Depois Ronaldo foi para ao Real Madrid onde conquistou o terceiro prêmio de melhor do mundo naquele ano formou um esquadrão de craques conhecidos como os "Galácticos", ao lado de Zidane , Beckham, Roberto Carlos , Figo entre outros e sairia, em 2007, como um dos grandes ídolos madrilenhos. O Fenômeno ainda passaria pelo Milan e Corinthians . No time italiano sem muito sucesso, devido à idade avançada e o sobrepeso. No Timão, ainda mais gordo virou ídolo e se imortalizou quando assumiu a aposentadoria. Depois... Bom, preferimos parar por aqui. Por que Ronaldo Fenômeno jogava de terno? Um dos maiores jogadores de futebol que esse mundo já viu. Por isso. Se for pouco, podemos dizer de sua explosão, precisão em passe, precisão na finalização, driblador... Ronaldo eternizou o terno 9 de qualquer time que passou. Uma lenda, um fenômeno! Parabéns, fenômeno. 👤 Ronaldo Luiz Nazário de Lima 👶 22 de setembro de 1976 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, PSV Eindhoven HOL, Barcelona ESP, Internazionale ITA, Real Madrid ESP, Milan ITA, Corinthians, Seleção Brasileira 🏆 (principais): Copa do Brasil: 93 (Cruzeiro) e 09 (Corinthians), Copa dos Países Baixos 96 (PSV Heindoven); Copa da Espanha 97 (Barcelona); Copa da UEFA 98 (Internazionale); Campeonato Espanhol: 03 e 07, Mundial de Clubes: 02 (Real Madrid); Copa das Confederações 97, Copa América 97 e 99 e Copa do Mundo FIFA 94 e 02 (Seleção Brasileira). 👑 (principais): Chuteira de Ouro da UEFA: 97, Onze d’Or: 97 e 02, Balloon d’Or: 97 e 02, Melhor jogador do Mundo pela FIFA: 96, 97 e 02; Melhor jogador do mundo pela revista World Soccer 96, 97 e 02; FIFA XI 97 e 98; Jogador do ano da UEFA 97/98, Bola de Ouro da Copa do Mundo 98; Chuteira de Ouro da Copa do Mundo 02; Time do Ano FIFA 02; Jogador da década do Campeonato Italiano 97-07; FIFA 100 04; Chuteira de Ouro 06, Time do Século do Real Madrid; 11 inicial de todos os tempos da revista France Football; Um dos maiores jogadores do século XX de todos os tempos da revista World Soccer. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (9,5)

  • Redondo: "El Principe" de Madrid

    Carregador de piano. Quem ama futebol sabe quem é essa figura em campo né? É aquele jogador que fica entre as linhas de defesa e ataque, dando o combate e protegendo sua grande área. É o responsável por roubar a bola do adversário e entregá-la para os meio-campistas distribuírem o jogo no ataque. Fernando Redondo era assim. Mas ele não só carregava o piano, como também podia tocá-lo, com toda sua classe nos tapetes verdes. Isto porque o argentino Redondo tinha uma classe e uma visão de jogo fora de série. Combatente e raçudo como costumam ser os volantes hermanos; técnico e habilidoso como costumam ser seus compatriotas com a camisa 10. A união do que de melhor há no futebol da Argentina fez do nosso classudo de hoje, um dos maiores volantes da história do futebol. E seguindo a história de outros craques argentinos, Redondo começou sua carreira no futebol profissional no Argentinos Juniors. Por lá já era destaque e ainda jovem foi convocado para amistosos da Seleção Argentina. Mas ele negou, alegando que queria concluir seus estudos em Direito. Uma verdade. Porém, o maior motivo era por discordar do estilo de jogo defensivo do técnico na ocasião, Carlos Bilardo. Suas atuações com o terno do Argentino Juniors, logo despertaram o interesse da Europa e a primeira parada foi em Tenerife, na Espanha. Apesar de algumas lesões no começo, suas atuações eram de encher os olhos. Há quem diga que lembrava o brasileiro Falcão. Por isso que a esta altura já era figura certa nas convocações da alviceleste. Formando dupla na volância com Simeone , conquistou já em 92 seu primeiro título com a seleção: a Copa das Confederações. Disputou em 94 sua única Copa do Mundo, que apesar do início arrasador da Argentina, não passou das oitavas de final, depois de Maradona cair no doping e ser expulso da competição. Mas as glórias de Redondo ainda estavam por vir... Depois da decepção no Mundial, o argentino desembarcou em Madrid. Era o novo meio-campo do Real Madrid e foi quando encheu seu currículo de grandes glórias e, claro, atuações dignas de um craque. Por seu estilo clássico no futebol, tornou-se "El Principe" para os torcedores merengues. Tornou-se ídolo e figura entre 11 maiores da história do time madrilenho em quase todas as listas. O tempo foi passando e Redondo era o capitão do Real Madrid. Com sua personalidade forte, recusou, ao lado de Caniggia, a ordem de Daniel Passarela (técnico da Argentina na Copa do Mundo de 98) de cortar seus cabelos compridos para ser convocado. A idade foi chegando e o corpo passou a não aguentar mais o peso do piano. Depois da lesão grave no joelho, quando acabara de ser contratado pelo Milan , não conseguiu voltar a jogar regularmente. Por que Redondo jogava de terno? Fernando Redondo foi um maestro nos tapetes de verdes que jogou. Desarmes precisos, ampla visão de jogo e técnica apurada. Era aquele que protegia o meio-campo e distribuía o jogo como poucos. Inteligente dentro e fora das quatro linhas, marcou - e muito! - seu nome na história do futebol mundial. 👤 Fernando Carlos Neri Redondo 👶 6 de junho de 1969 🏠 Argentino 👕 Argentinos Juniors ARG, Tenerife ESP, Real Madrid ESP, Milan ITA, Seleção Argentina. 🏆 Mundial Interclubes (98), Liga dos Campeões da UEFA 97/98 e 99/00, Campeonato Espanhol 94/95 e 96/97, Supercopa da Espanha 97 (Real Madrid); Liga dos Campeões da UEFA 02/03, Supercopa da UEFA 03, Campeonato Italiano 03/04, Copa da Itália 02/03 (Milan); Copa das Confederações 92 e Copa América 93 (Argentina). 👑 Bola de Ouro da Copa das Confederações: 92; Jogador do Ano do Tenerife: 92/93 e 93/94; Jogador do Ano do Real Madrid: 96/97 e 99/00; Eleito para o Time do Ano do European Sports Media: 97/98; Melhor Jogador Latino da Década pela EFE: 99/00, Melhor Jogador de Clube do Ano pela UEFA: 99/00. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (7,8)

  • Guti: um coadjuvante em meio às estrelas madrilenhas

    Quando se fala de Real Madrid , logo lembramos dos galáticos que vestiram o terno merengue. São vários! Entretanto, a categoria de base do clube também rende alguns bons jogadores para o time de cima. Um deles, nos anos 2000, é José Maria Gutiérrez Hernandes. O popular Guti. Um meio-campista que fez parte de grandes equipes do time de Madrid. Nunca foi craque, há até quem diga que foi um “bagre com sorte”. Guti estreou na equipe principal do Real com apenas 17 anos. Já tinha o status de maior promessa do futebol espanhol. Não era pra menos. O jogador fez parte de importantes conquistas como o tricampeonato da Champions League (97/98, 99/00 e 00/01) e um Campeonato Espanhol. Um tricampeonato do maior torneio entre clubes do mundo não é para qualquer um. Ainda mais depois de 32 anos de jejum sem levar a orelhuda para Madrid. Guti, o nosso classudo de hoje, foi coadjuvante no elenco no início. Chegou ao ápice da carreira em 2000, quando fez uma temporada regular e conseguiu ser o líder de assistências da Europa naquele ano. Depois da empolgação como a promessa madrilenha, Guti assumiu de vez o papel de só mais um no elenco vencedor do Real. Disputava posição no meio-campo com Raúl , Seedorf e Karembeu. Por aí já entendemos o porquê de quase sempre estar no banco, certo? Mas Madrid era a casa do nosso classudo, ele gostava do tapete verde do Bernabeu e ficou por lá por 15 anos. Disputando 387 partidas, grande parte delas vindo do banco de reservas ou em times alternativos. O ano de 2010 foi quando Guti resolveu respirar novos ares. Fechou contrato com o Besikitas da Turquia e na primeira temporada no novo time, foi o protagonista. Capitão e líder técnico do time, sagrou-se campeão da Copa da Turquia. Parecia encontrar o lugar para ser o grande jogador que todos esperavam. Mas não foi o caso. Uma confusão de manipulação de resultados no futebol turco levou Tayfur Havutçu - técnico que contratou Guti e o colocou como capitão - a ser preso. Foi substituído por Carvalhal, persona non grata do meio-campo espanhol. Resultado? Foi colocado no banco, entrou em atrito com o novo técnico e teve o contrato rescindido no meio da temporada que se iniciava em 2011. Guti, então, foi de vez para o ostracismo da sua carreira. Vitoriosa, é claro. Contudo, nunca sendo o cara dos principais títulos que conquistou. Hoje é técnico das categorias de base do Real Madrid e quando aparece no noticiário é com algum comentário polêmico. Em fevereiro deste ano, criticou Neymar por ser cai-cai: “Se tivesse que dar o ‘Oscar’, seria para Neymar. Merecido por muitos filmes.” Por que Guti jogava de terno? Guti apareceu como grande promessa. Não correspondeu às expectativas. Sendo sempre o jogador para compor o elenco galático do Real Madrid, honrou sempre que pode o terno branco do seu time. Canhoto, com boa visão de jogo e muito amor a camisa. Assim, Guti escreveu sua enorme história em Madrid. 👤 José María Gutiérrez Hernandez 👶 31 de outubro de 1977 🏠 Espanhol 👕 Real Madrid ESP, Besiktas TUR, Seleção Espanhola. 🏆 Mundial Interclubes 98 e 02, Liga dos Campeões da UEFA 97/98 e 99/00 e 00/01, Campeonato Espanhol 96/97, 00/01, 02/03, 06/07 e 07/08 (Real Madrid); Copa da Turquia 10/11 (Besikitas). 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (5,6)

  • Figo: o garçom lusitano

    No banquete do futebol, ele sempre oferecia passes cheios de tempero aos seus companheiros. Com habilidade, visão de jogo, dribles e carisma, o currículo classudo desta sexta-feira é do português Luís Figo. O meio campista esbanjou classe por onde passou e foi um dos maiores futebolistas portugueses de todos os tempos. A carreira do craque teve início no Sporting Lisboa, passando por todas as categorias da equipe. Em 1991, o meia foi convocado para defender sua seleção na Copa do Mundo sub-20. Naquela ocasião, Figo foi um dos destaques e ajudou seus companheiros a faturar o torneio da FIFA com uma campanha impecável. Anos depois, Figo chegou à Espanha com a missão de comandar o meio campo do Barcelona . Ao lado de Rivaldo conquistou títulos, foi capitão e ídolo. Cinco anos depois Figo protagonizou uma polêmica troca. Em 2000, o craque foi contratado justamente pelo maior rival, o Real Madrid. Formou ao lado de Zidane , Ronaldo Fenômeno , Beckham e Roberto Carlos , um dos maiores times de todos os tempos: os Galácticos. Antes ícone, agora “Judas”. Em 2002, a torcida blaugrana deu um exemplo de sua fúria contra Figo: uma macabra cabeça de porco foi arremessada contra o camisa 10 dentro do Camp Nou. Depois da Espanha, o classudo seguiu para a Itália, onde defendeu com muita categoria a Internazionale. Em Milão foi maestro, deixando seus atacantes inúmeras vezes na cara do gol. E assim como em toda a sua carreira, o jogador também colecionou títulos defendendo o clube italiano. Por que Figo jogava de terno? De persona non grata na Catalunha, à estrela incontestável no Real Madrid, Figo marcou época e deixou fãs por todas as partes do mundo. Habilidoso, artista com a perna direita, o português foi um exemplo de meio campista. Seja em Portugal, na Espanha ou na Itália, Figo é um craque imortal, e disso nem mesmo a torcida do Barcelona discorda. 👤 Luís Filipe Madeira Caeiro Figo 👶 04 de novembro de 1972 🏠 Português 👕 Sporting POR, Barcelona ESP, Real Madrid ESP, Internazionale ITA, Seleção Portuguesa 🏆 Taça de Portugal 94/95 (Sporting), Campeonato Espanhol 97/98 e 98/99, Copa do Rei 96/97 e 97/98 (Barcelona), Liga dos Campeões 01/02, Mundial de Clubes 02, Campeonato Espanhol 2000/01 e 02/03 (Real Madrid), Campeonato Italiano 05, 06, 07 e 08, Copa da Itália 05/06 e (Internazionale), Copa do Mundo sub-20 da FIFA 91 (Seleção Portuguesa). 👑 Jogador Português do ano: 95,96,97,98,99 e 2000, Melhor jogador estrangeiro do Campeonato Espanhol 99, 2000 e 2001, Jogador do ano pela revista World Soccer 2000, Ballon d’Or 2000, Melhor jogador do Mundo pela FIFA 01, Time do ano FIFA 03, FIFA 100 04, All-Star Team da Copa do Mundo FIFA 06. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8)

  • Hierro, "El Jefe" de Madrid

    Quando falamos de zagueiros sempre lembramos de grandes marcadores, fortes, com cara de mau... Enfim, são os vigilantes da grande área que não devem deixar que os atacantes cheguem perto do gol. Fernando Hierro era um destes. Sempre bem posicionado, veloz e seguro, está na história como um dos maiores zagueiros da história do Real Madrid . "El Jefe" tinha mais um dote: ostentava um status de zagueiro-artilheiro. Colecionou gols sendo fatal no jogo aéreo e também em cobrança de faltas precisas. A alcunha de “El Jefe” é mais do que justa. O zagueiro esteve durante 14 anos defendendo o terno do Real Madrid e grande parte deste tempo como capitão. Com o perdão do clichê, um líder nato. Sua referência técnica em campo era crucial para sustentar um time vitorioso. Seu passe refinado aliado à visão de jogo eram a primeira engrenagem a fazer funcionar as jogadas que construíam as vitórias e glórias do time de Madrid na década de 90. O currículo é de um jogador multicampeão, campeão de tudo no Real Madrid. Além disso, Hierro era também um coringa e sabia atuar na cabeça-de-área fazendo a cobertura dos laterais como ninguém. Foi assim, inclusive, que o classudo começou na Seleção Espanhola. Sua primeira convocação foi em 89 e daí pra frente colecionou boas atuações e gols. Nosso classudo levou a sério a história de zagueiro-artilheiro e chegou a ser o maior goleador da história da seleção durante algum tempo. Com o terno da “Fúria” participou de quatro Copas do Mundo: 90, 94, 98 e 02 - a última como capitão, aos 34 anos. “El Jefe” encerrou a carreira em 2005 no futebol inglês, jogando pelo Bolt Wanderers. Antes disso, chegou a atuar no Al Rayyan (Catar) com um salário milionário e o status de craque. Depois de pendurar as chuteiras, continua no mundo do futebol. Chegou a ser dirigente da Federação Espanhola de Futebol e do Málaga. Em 2014, voltou ao Real Madrid para ser auxiliar-técnico enquanto Carlo Ancelloti esteve por lá. Por que Hierro jogava de terno? Hierro dominava a entrada da área que defendia como ninguém. Era o cara que dava combate nos adversários, orientava os companheiros e saía jogando com segurança quando tinha a posse da bola. Um grande líder que ainda arrumava um tempinho para se aventurar na área adversária com seu ótimo jogo aéreo. Fez também alguns gols de falta. Um ótimo zagueiro. Zagueiro e artilheiro. 👤 Fernando Ruiz Hierro 👶 23 de março de 1968 🏠 Espanhol 👕 Valladolid ESP, Real Madrid ESP, Al-Rayyan EAU, Bolton ING, Seleção Espanhola. 🏆 Campeonato Espanhol 89/90, 94/95, 96/97, 00/01, 02/03; Copa do Rei 92/93, Champions League 97/98, 99/00, 01/02, Mundial Interclubes 98 e 02 (Real Madrid) 👑 Sem informações. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔👔 👔 (8,0)

  • Sérgio Ramos: Nome: Sérgio. Sobrenome: Decisivo

    47min do segundo tempo. Final do principal torneio interclubes do mundo. 1x0 para o time que muitos chamavam de azarão naquele final de temporada 2013/2014. O Real Madrid, de Cristiano Ronaldo , perdia pro rival madrilenho Atlético. O resultado final, daquele histórico 4x1 de virada pro Real, que levaria “la décima” Liga dos Campeões, começou a ser escrita no cruzamento de escanteio que Sergio Ramos cabeceou mortal. O zagueiro que se habituou a fazer gols decisivos completa hoje seus 31 anos! Referência absoluta na zaga dos Galáticos e da “la Roja”, Sérgio apareceu em Madrid numa transição recorde de € 30 milhões. Era 2004 e o jovem de 19 havia tido boas e promissoras temporadas no Sevilla, time que o revelou nas categorias de base. Sérgio Ramos não demorou a se firmar no time e honrar o terno 4 que herdou de Hierro. E não só na zaga: quando precisava, supria vagas em ambas as laterais, no meio e em qualquer zona na defesa, fazendo jus ao investimento do Real . Hoje, Ramos coleciona gols decisivos com o terno do Real. Além do já citado gol na final de 14, Ramos repetiria a dose algumas outras vezes. Como na nova final entre os times de Madrid na Champions de 16, quando o zagueiro repetiu a dose de 14, mas dessa vez aos 15. E, desta vez, quem empatou no fim foi o Atlético, que perderia nos pênaltis aquele título. Em sua carreira vitória, Ramos não possui só como figurino o terno do Real. Com o terno Rojo da Espanha, ajudou nas principais conquistas da história de sua seleção natal: as Euros de 08 e 12 e a copa do mundo de 10, na África do Sul. Por que Sérgio Ramos jogava de terno? Sérgio Ramos é daqueles zagueiros seguros, volátil e que é arma mortal em cruzamentos na área. Demonstra sua importância tanto na área de defesa quanto na de ataque. Terno de fina estirpe, da última moda. 👤 Sergio Ramos García 👶 30 de março de 1986 🏠 Espanha 👕 Sevilha ESP, Real Madrid ESP, Seleção Espanhola 🏆 (principais): Campeonato Espanhol: 06/07, 07/08, 11/12; Copa del Rey: 10/11, 13/14; Liga dos Campeões: 14 e 16; Copa do Mundo interclubes: 14 e 16 (Real Madrid); Eurocopa: 08 e 12; Copa do Mundo FIFA: 10 (Seleção da Espanhola). 👑 Melhor defensor defensor de La Liga: 11/12, 12/13, 13/14 e 14/15; Time do Ano da UEFA: 08, 12, 13,14, 15 e 16. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔(7,4)

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