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- O gajo artilheiro
Você conhece Pedro Miguel Carreiros Resende? Imagino que não. Este é o nome de Pauleta, atacante português que tem em seu currículo muitos gols. O gajo destacou-se por sua passagem no PSG, onde foi eleito pelos torcedores, em 2010, o maior jogador de todos os tempos do jovem time francês. Era também o maior artilheiro da história da Seleção Portuguesa até 2014, quando teve sua marca superada por Cristiano Ronaldo. O começo da carreira de Pauleta é curiosa e diferente do que se costuma ver no futebol. Jogava nas categorias de base do Santa Clara, pequeno time de Portugal e chamou a atenção de olheiros do Porto e Benfica. Chegou a atuar por alguns meses em ambos os times, mas segundo consta em seu site, a saudade de sua terra natal o faziam voltar ao Santa Clara. Com isso, ele demorou a aparecer na elite do futebol. Inclusive, Pauleta é o único jogador que atuou pela Seleção Portuguesa sem atuar pela primeira divisão do Campeonato Português. Acontece que o atacante apareceu de fato em clube tradicional na sua passagem pelo La Coruña, já com 25 anos de idade. Mesmo assim, já figurava nas listas de convocação do selecionado de Portugal. Jogou 88 vezes com o terno da sua seleção e foi um dos líderes do elenco vice-campeão da Euro em 04. Sua passagem mais importante no futebol começou em 00, na França. Primeiro pelo Bordeaux e depois pelo PSG, Pauleta foi artilheiro letal. Sua média de gols por partida era altíssima nos torneios da França e por lá viveu o ápice da sua carreira até a aposentadoria. Hoje Pauleta é um dos dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol. Por que jogava de terno? Pauleta foi artilheiro importante da Seleção Portuguesa enquanto atuou. Era inteligente e buscava sempre o melhor espaço do campo para chegar mais rápido ao caminho do gol. Um craque? Talvez não. Mas goleador com certeza. 👤 Pedro Miguel Carreiro Resendes 👶 28 de outubro de 1973 (43 anos) 🏠 Português 👕 Estoril, Salamanca, La Coruña, Bordeaux, PSG e Seleção Portuguesa. 🏆 (principais) Campeonato Espanhol 99/00 (La Coruña), Copa da França 03/04 e 05/06 (PSG) 👑 Melhor jogador do Campeonato Francês 01/02 e 02/03 (PSG); Melhor jogador de todos os tempos do PSG 10. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5) #LaCoruña #PSG #SeleçãoPortuguesa #Atacante
- Dr. Colorado
Se você acha que pra jogar de terno tem que estar do meio campo pra frente, reveja seus conceitos. Hoje o JdT traz ao nosso tapete sagrado mais um goleiro, e seu currículo e seus títulos o credenciam a estar aqui. Clemer o terno de número 1 hoje é seu! Nos primeiros anos de carreira Clemer não se firmou de fato em nenhuma equipe, foram 6 em 7 anos. Mas por onde passou demonstrava segurança defendendo a meta da sua equipe. Seu desempenho na equipe do Remo fez com que ele despertasse interesse de algumas equipes. De lá ele foi para a equipe do Goiás e logo depois para a Portuguesa. A Lusa foi a virada da sua carreira, fez parte do elenco que apesar de não conquistar nenhum título de expressão, estava entre as melhores do país e conquistou o vice-campeonato do Brasileirão de 96. Após o bom desempenho ele acertou com o Flamengo. A responsabilidade de defender o time de maior torcida do Brasil não foi problema. Sua segurança em quase todos os jogos fez com que ele fizesse mais de 200 partidas ao longo dos cinco anos no clube. O aparecimento de Júlio César fez com que ele perdesse espaço e buscasse outro clube. Em 2002 chegou ao Inter, onde teve suas maiores conquistas e teve muita identificação com a torcida. Só faltou um título nacional jogando pelo colorado, bateu na trave em 2005. No ano seguinte participou da campanha do primeiro título da Libertadores do Inter e no fim do ano venceu o Mundial de Clubes em cima badalado Barcelona do Ronaldinho. Ídolo incontestável no clube, após aposentadoria, em 2009, ele começou sua carreira fora dos gramados, primeiro como preparador de goleiros e depois assumindo as equipes de base do time. Em 2015 assumiu sua primeira equipe profissionalmente, o Glória-RS. E em 2016 veio seu primeiro título como treinador, pelo Sergipe, o campeonato Sergipano. Por que jogava de terno? Seguro no gol, e um líder dentro e fora dos campos, fez com que Clemer se tornasse ídolo da torcida colorada, e um atleta muito respeitado dentro do meio do futebol. 👤 Clemer Melo da Silva 👶 20 de outubro de 1968 (48 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Moto Club, Guaratinguetá, Santo André, Catanduvense, Maranhão, Ferroviário, Remo, Goiás, Portuguesa, Flamengo e Internacional 🏆 (principais) Copa Mercosul 99 (Flamengo); Copa Libertadores da América de 06, Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 06, Recopa Sul-Americana 07, Copa Sul-Americana 08 (Internacional) 👑 Sem premiações individuais de expressão Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) #Portuguesa #Flamengo #Internacional #Brasil #Goleiro
- O Artista
A camisa branca da Seleção Alemã de Futebol, com o número 7, o cabelo grande como ícone à lá MacGyver, o rosto imberbe, o ar franzino, a velocidade e o primoroso domínio da bola, eis as imagens de marca de Pierre Littbarski, grande estrela do futebol alemão e do Köln, clube que representou ao longo de 14 temporadas, com um interregno de pouco mais de um ano em Paris, ao serviço do Matra Racing. "Acho que tenho um pouco daquilo que os brasileiros possuem. Sempre joguei muito mais com o coração do que propriamente com a razão”. Coração que o ajudou a levar a Alemanha às finais das Copas de 1982, 1986 e 1990. Pelo estilo diferenciado de encarar a vida - a conquista do título mundial de 1990 não lhe marcou tanto quanto o vice-campeonato de 1982. Poeta do futebol, amante da arte e guerreiro subjugado do impossível, Littbarsk atuou no torneio da Espanha com o amor explícito de sua camisa, um ideal entoado contra a certeza da realidade que mesmo em um jogo aparentemente perdido, contra a França, sagrou-se vencedor através de um espírito de superação fora do convencional, naquela que considera o melhor duelo de sua carreira. Pierre Michael Littbarski nasceu em Berlim Ocidental, Litti, como era conhecido, é um dos grandes símbolos do futebol germânico nos anos 80, estrela do Köln, campeão do Mundo em 1990, o seu futebol de filigrana, a arte de driblar os adversários, o seu conhecido sentido de humor, tudo ajudou a criar a sua fama, que fizeram com que se tornasse num dos mais adorados jogadores alemães do seu tempo. Atleta de 1,68 metros, pernas tortas e uma capacidade incrível de fazer gols, iniciou a carreira na categoria de base do VfL Schöneberg, durante os dois anos seguintes atuou pelo FC Hertha 03 Zehlendorf e em 1978 se transferiu, como profissional, para o FC Köln. Foram oito anos de história. Neste pelo menos, disputou 234 jogos e marcou 89 gols. Atuou, ainda, pelo RC Paris, às margens do Sena sob a melodia romântica de Aux Champs Elysées. Depois disso, retornou ao FC Köln por onde jogou de 1987 a 1993 e marcou 27 gols. Vestiu, ainda, a indumentária do JEF United Chiba e Brummell. Em 1999 passou a se dedicar como treinador de futebol. Desde, então, foi visto no banco do Yokohama, Bayer Leverkusen, MSV, Sydney FC, Avispa, Saipa, FC Vaduz e Wolfsburg. Na função de diretor técnico, ganhou experiência para enxergar o esporte fora do campo. Por que jogava de terno? Tinha seu próprio estilo de encarar a vida e a bola, fez da redonda sua maior companheira com classe e amor, a arte de driblar os adversários, e marcar gols decisivos, além de ter defendido por 14 anos as cores do mesmo clube, fizeram com que o nosso “artista” garantisse seu lugar no JdT. 👤 Pierre Michael Littbarski 👶 16 de abril de 1960 (56 anos) 🏠 Alemão 👕 Köln, Racing Paris, JEF Chiba, Brumell Sendai e Seleção Ocidental da Alemanha. 🏆 (principais): Copa da Alemanha 82/83 (Köln), Copa do Mundo 90 (Seleção Alemã) 👑 Sem prêmios individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,0) #SeleçãoAlemã #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1990 #Meiaatacante
- De jogador a consultor de atores
O sorriso sempre aberto no rosto é marca não só de carisma, mas também da felicidade em saber que, de todos os times em que passou, a torcida se recorda com carinho dele. A simplicidade no semblante, confunde com seu modo de jogar outrora. Claudio Adão personificou como poucos a pureza do futebol, que lhe rendeu gols e mais gols. Após passar por várzeas tanto do estado do Rio quando de São Paulo, Adão estreitou no profissional nada mais nada menos do que no Santos de Pelé, em 72. O peso do terno foi ainda maior para o centroavante que tinha o imenso desafio de ajudar na reformulação do time, que passaria a ser dele graças a ida de Pelé aos Estados Unidos. Em quatro anos no Peixe, Adão levou apenas o Paulista de 73, mas já começou ali a rechear seu vasto repertório de gols. Depois, voltou ao Rio de Janeiro, seu estado natal, para jogar na Gávea.Contando as outras passagens que Adão teve no rubro-negro, foram 80 gols em 153 partidas. Também jogou pelo Corinthians, onde pode balançar as redes por 13 vezes em seus 32 jogos. Adão ainda colecionou ternos pelos times que jogou. Além do Brasil, passou pela Áustria, Portugal, Peru e Emirados Árabes. Na seleção, participou da medalha de ouro no Pan-Americano de 75, na Cidade do México. Depois de sua vasta carreira como jogador - foram quase 20 anos - Adão treinou times nem sempre expressivos. Além do futebol, esse nosso velho conhecido, Adão foi um dos precursores da profissionalização de uma modalidade velha conhecida de quem frequentava as praias cariocas: o futebol de areia. Fez parte de uma turma que tinha Zico, Júnior, Júnior Negão, Paulo Cesár e entre outros que puderam imortalizar também essa modalidade. Hoje, Adão, além de desfilar seu futebol, ainda dá consultoria a atores que fazem personagem de jogadores de futebol, como Murílo Benício, o Tufão de Avenida Brasil e Rodrigo Santoro, em Heleno. Por que jogava de terno? Cláudio Adão era centroavante nato, finalizador que raramente errava. Veloz e oportunista sempre deixou sua marca nos inúmeros times que jogou. 👤 Cláudio Adalberto Adão 👶 2 de julho de 1955 (61 anos) 🏠 Brasileiro 👕Santos, Flamengo, Botafogo, Austria Viena, Fluminense, Vasco, Al Ain, Benfica, Bangu, Bahia, Cruzeiro, Portuguesa, Corinthians, Sport Boys-PER, Campo Grande, Ceará, Santa Cruz, Volta Redonda, Desportiva e Seleção Brasileira Olímpica. 🏆 Principais: Campeonato Paulista: 73 (Santos); Campeonato Carioca: 78, 79 (Flamengo), 80 (Fluminense), 82, 87 (Vasco), 89 (Botafogo). Campeonato Português: 83/84 (Benfica), Campeonato Brasileiro: 90 (Corinthians); Medalha de Ouro: Jogos Panamericanos de 75 (Seleção Brasileira olímpica) 👑 Sem prêmios individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,1) #Santos #Flamengo #Fluminense #Benfica #Corinthians #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante
- "Na minha idade, tudo aquilo parecia um conto de fadas"
O título do texto é a frase do atacante sueco Henrik Larsson sobre fazer parte da equipe do Barcelona campeã da Champions League 05/06. Aos 36 anos, nosso classudo atingia o ápice da sua carreira sendo um herói improvável na final contra o Arsenal. Saiu do banco e deu duas assistências para a virada épica. O artilheiro implacável na época de Celtic, ídolo na Escócia por isso, usou de sua experiência para abrir os espaços na defesa adversária. A carreira do atacante começou na Suécia e em seus dois primeiros clubes já mostrava uma facilidade para encontrar o caminho do gol. Quando desembarcou na Escócia, Larsson contribuiu muito com os títulos nacionais do Celtic. Foi artilheiro por cinco vezes do Campeonato Escocês, quatro delas de forma consecutivas. E em uma delas foi o artilheiro da temporada europeia que lhe rendeu a chuteira de ouro. Os números impressionam: foram 313 jogos, em sete temporadas e marcando 242 gols. Nem precisa falar que suas atuações o tornaram um jogador de destaque para a Seleção da Suécia, né? Disputou as Copas do Mundo de 94, 02 e 06, além das Eurocopas 00, 04 e 08. Durante a sua fase de matador no Celtics, tinha o jovem Ibrahimovic como seu reserva. Deixar o Ibra no banco não é pra qualquer um. No Barça, onde viveu o seu conto de fados, Larsson chegou para ser opção no elenco e levar mais experiência aos jovens atletas da ocasião. Aceitou o desafio e, segundo ele, se preparava todos os dias para corresponder dentro de campo. Uma grave lesão o atrapalhou no começo, mas sua determinação de ser um atleta útil, lhe rendeu mais algumas temporadas no contrato mesmo lesionado. Sorte do clube catalão, já que o classudo foi fundamental na final da Champions League que consagrou a geração de Ronaldinho Gaúcho e cia. Por que jogava de terno? Larsson foi um artilheiro implacável durante sua carreira. Tem status de ídolo na torcida do Celtics, é lembrado com carinho pelos barcelonistas e é um dos principais jogadores do futebol sueco. Além disso, soube ser um jogador inteligente e versátil no ataque quando já passava dos 30 anos de idade. 👤 Henrik Edward Larsson 👶 20 de setembro de 1971 (45 anos) 🏠 Sueco 👕 Hogaborgs (SUE), Helsingborgs IF (SUE), Feyenoord, Celtic, Barcelona, Helsingborgs (SUE), Manchester United e Seleção Sueca. 🏆 (Principais): Copa da Holanda 93/94, 94/95 (Feyenoord); Campeonato Escocês 97/98, 00/01, 01/02, 03/04; Copa da Escócia 00/01 e 03/04 (Celtic); Campeonato Espanhol 04/05 e 05/06 e Liga dos Campeões 05/06. 👑 Chuteira de Ouro da Europa 01. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,3) #Feyenoord #Celtic #Barcelona #SeleçãoSueca #CopadoMundo1994 #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2002 #Atacante #ManchesterUnited
- O capitão de Chapecó
Com passagem por grandes clubes do futebol brasileiro e da Europa, o classudo de hoje levava no braço a faixa de capitão. Experiente, o meio campista teve a missão de liderar uma jovem equipe rumo ao título mais importante de sua história. Hoje vamos relembrar a carreira de Cléber Santana. Nascido em Abreu de Lima, no Pernambuco, Cléber iniciou sua trajetória como jogador profissional no Sport. Depois de duas temporadas defendendo o Leão da Ilha, o meio campista atuou também pelo Vitória, da Bahia, antes de se aventurar pela primeira vez fora do país. Em 2005, Cléber Santana transferiu-se para o Kashiwa Reysol, do Japão. A experiência na Ásia não durou muito. Em 2006 voltou ao Brasil e passou a defender o Santos. O meio campista se destacou na equipe alvinegra que conquistou os campeonatos Paulistas de 2006 e 2007. Ali o jogador ganhou notoriedade no cenário nacional e logo chamou a atenção de um gigante europeu, o Atlético de Madrid. Contratado em 2007, Cléber Santana atuou ao lado de astros do futebol sul-americano como Agüero e Forlán. Não teve uma temporada de destaque, mas ajudou a equipe a voltar a Liga dos Campeões depois de 12 anos. Enquanto esteve na Espanha o jogador foi emprestado ao Mallorca. Em 32 jogos marcou cinco gols, dois deles em vitórias contra os gigantes Barcelona e Real Madrid. Depois que retornou ao Brasil, Cléber Santana também passou por grandes clubes de São Paulo e do Rio, até finalmente chegar a cidade de Chapecó. Após 65 jogos e quase duas temporadas na equipe da Chapecoense, o classudo poderia ter levantado a taça da Copa Sul- Americana. Infelizmente Cléber Santana foi umas das 71 vítimas da queda do avião na Colômbia, no dia 29 de novembro de 2016, dois dias antes da grande final contra o Atlético Nacional. Por que jogava de terno? Atuando como volante ou meia, Cléber Santana era capaz de administrar o meio de campo, cadenciando as jogadas e distribuindo passes para seus companheiros. Com uma ampla bagagem, o classudo foi referência nos clubes onde atuou, sendo um dos jogadores mais importantes que já vestiram a camisa da Chapecoense. Na Arena Condá, liderou uma equipe rumo à feitos históricos e deixou pra sempre o seu nome marcado na história do clube. 👤 Cléber Santana Loureiro 👶 27 de junho de 1981 🏠 Brasileiro 👕 Sport, Vitória, Kashiwa Reysol (JAP), Santos, Atlético de Madrid (ESP), Mallorca (ESP), São Paulo, Flamengo, Atlético PR, Avaí, Criciúma e Chapecoense. 🏆 (Principais): Liga Europa 09 (Atlético de Madri), Copa Sul-Americana 16 (Chapecoense), Campeonato Paulista 06 e 07 (Santos) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) #Sport #AtléticodeMadrid #Santos #Avaí #Chapecoense #Brasil #Meia
- O coração rossonero
O futebol italiano é marcado pela atenção à defesa, pelo apreço à tática, e, em alguns casos simbólicos, pela entrega em campo até a última gota de suor. O perfilado de hoje do JdT faz jus a todas essas características, e com sobras. Gennaro Ivan "Rino" Gattuso é a mais recente representação de sucesso dos carregadores de piano do futebol da Velha Bota. Com liderança, força, paixão, e um fôlego de dar inveja, o volante calabrês conquistou quase tudo o que podia com os ternos do Milan e da Seleção Italiana. Mas a carreira de Gennaro começou difícil, num clube modesto, distante dos maiores títulos e honrarias: o Perugia. Ali, o meio-campista ficou pouco tempo. Subiu para o profissional em 1995 e era presença constante na base azzurra, mas atuou apenas 10 vezes até julho de 1997 e foi de graça para o Rangers, gigante do futebol escocês, a pedido do então técnico Walter Smith. No ano seguinte, o treinador deixou a equipe, dando lugar ao holandês Dick Advocaat. Com o novo comandante, Gattuso não teve sorte, e, após jogar fora de posição na lateral direita, foi vendido para o pequeno Salernitana, da Itália, por 4,7 milhões de euros. De volta ao Calcio, o volante fez boa temporada, mas não deu para evitar a queda de seu clube para a série B. Apesar do rebaixamento, Gattuso fez o suficiente para dar o passo que mudaria definitivamente a sua carreira: a ida para o Milan. A equipe rossonera desembolsou 9 milhões de euros pelo futebol voluntarioso da então promessa, que logo mostrou a que veio. Já na temporada de estreia (1999-2000), o volante vingou, conquistando a titularidade com apenas 21 anos. Rino caiu nas graças da torcida em um derby contra a Inter, no qual demonstrou aplicação e competência ao fazer boa marcação sobre Ronaldo, considerado o melhor jogador do mundo à época. A partir daí, a trajetória de Gattuso deslanchou. O futebol raçudo, incansável e coletivo do volante permitiu que o técnico Carlo Ancelotti montasse uma dupla ideal para o meio campo milanista: Gennaro Gattuso e Andrea Pirlo. Juntos, os amigos conquistaram o mundo, tanto no clube quanto na seleção. Enquanto Gattuso guardava posição, preenchia espaços, desarmava os adversários e contagiava os companheiros com sua raça e dedicação, o magistral Pirlo tinha liberdade para controlar o jogo e armar as jogadas com a serenidade e precisão de seus passes criativos. Assim, a dupla se consolidou no futebol mundial e Gennaro fez sua fama como um dos melhores volantes defensivos do seu tempo. As recompensas chegaram na temporada 2002-03, quando superaram a rival Juventus nos pênaltis após 0 a 0 na final da UEFA Champions League. Faltou o Mundial, perdido para o Boca Juniors. Mas isso seria remediado no futuro... Em 2003-04, venceram a Série A, mas a temporada seguinte trouxe uma das maiores frustrações da história do Milan: a inexplicável derrota para o Liverpool na final da Champions. Após sair vencendo por 3 a 0 na primeira etapa, a equipe rossonera permitiu o empate no segundo tempo e deixou a "orelhuda" escapar nos pênaltis, no que ficaria conhecido como Milagre de Istambul. Para compensar, veio a taça da Copa do Mundo de 2006. Gattuso foi, junto de Pirlo, um dos destaques do time de Marcello Lippi: enquanto o regista foi um dos principais assistentes do torneio, Rino ganhou 31 divididas, completou 351 passes de 392 tentativas e deu assistência para o gol de Inzaghi contra a República Tcheca de Nedved. Também foi eleito o melhor em campo contra a Ucrânia de Shevchenko nas quartas-de-finais, e, de quebra, foi escolhido para a seleção do campeonato. O ano seguinte foi de vingança. Gennaro e cia bateram o Liverpool por 2 a 1 para reconquistar a Europa. Teve mais: na final do Mundial Interclubes, a equipe italiana bateu o Boca Juniors, algoz de 2003, por 4 a 2. A temporada de 2011-12 foi a última do Rino pelo Milan depois de mais 10 anos a serviço do clube, mas uma lesão no olho atrapalhou seu rendimento. Em 2012-13, ele jogou pelo suiço Sion, terminando como jogador-técnico. Ao fim da temporada, se aposentou, dando início ao trabalho como treinador, que segue até hoje. Promoveu o Pisa à Série B no ano passado e continua no comando do time. Por que jogava de terno? Apesar de não ser muito habilidoso, Gattuso era um leão em campo. Extremamente raçudo e apaixonado pelo Milan e pela Itália, o volante fazia o que fosse preciso pra dar a vitória às suas equipes. Às vezes até exagerava, como quando lesionou um ligamento do joelho no começo de uma vitória por 1 a 0 contra o Catania em 2008 mas permaneceu até o fim do jogo. Teve de ficar de molho por 5 meses. O fato era que vontade não faltava para o jogador. Era um líder, tinha grande estamina, ritmo alucinante na marcação, agressividade e ótimos desarmes e antecipações. Era forte, versátil, inteligente taticamente e tinha mentalidade vencedora e espírito de equipe. No seu auge, foi um dos melhores volantes defensivos do mundo e representava o coração daquele Milan vencedor da década passada. 👤 Gennaro Ivan Gattuso 👶 9 de janeiro de 1979 (39 anos) 🏠 Italiano 👕 Perugia, Rangers (SCO), Salernitana, Milan, Sion (SUI) e Seleção Italiana 🏆 (Principais): Copa da Itália 02/03; Liga dos Campeões 02/03 e 06/07; Campeonato Italiano 03/04 e 10/11; Mundial de Clubes 07 (Milan); Copa do Mundo 06 (Itália) 👑 Seleção da Copa do Mundo 06 (Itália) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,3) #Milan #SeleçãoItaliana #Rangers #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #Volante
- Zagueiro de chuteira preta e bigode
Além do terno, alguns outros aspectos fazem parte de um legítimo classudo à moda antiga. A chuteira preta se fazia essencial, já o bigode é a marca registrada do classudo de hoje. Ricardo Rocha ou simplesmente Xerife, iniciou sua carreira futebolística no modesto Santo Amaro de Pernambuco. À época ainda era lateral direito, tornou-se zagueiro quando transferiu-se para o Santa Cruz. Mudança feita por quem realmente entendia de futebol, Carlos Alberto Silva afirmou que o deslocou para a zaga pois era lá que Ricardo Rocha chegaria a seleção. Chegou ao Guarani em 1985 e não demorou para que tomasse conta da zaga do time de Campinas. Já na temporada seguinte recebeu a Bola de Prata e formou a dupla de defensores ao lado de Dario Pereyra. Após passagem pelo Sporting de Portugal, retornou ao Brasil para defender as cores do São Paulo em 1991, sagrou-se campeão nacional neste mesmo ano e transferiu-se para o Real Madrid. No Brasil ainda vestiu as camisas de Santos, Vasco da Gama, Fluminense e Flamengo. Participou de duas Copas do Mundo, a de 1990 e a de 1994. Titular em 90, chegou no Mundial de 94 na sua melhor forma, porém logo no primeiro jogo lesionou-se e não voltou mais a campo na Copa. Seria cortado, porém a pedido do grupo permaneceu integrado à Seleção. Sua presença foi de extrema importância, seja pelo papel de liderança ou para descontrair o elenco com seu bom humor. Aposentou-se dos gramados em 1998 após passagem pelo Flamengo. Por que jogava de terno? Ricardo Rocha era um jogador de técnica apuradíssima e possuía alta noção de posicionamento, que acabava compensando sua baixa estatura comparada a de outros defensores. Recebeu a alcunha de Xerife graças à liderança que demonstrou durante toda sua carreira. 👤 Ricardo Roberto Barreto Rocha 👶 11 de Setembro de 1962 (54 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santo Amaro, Santa Cruz, Guarani, Sporting-POR, São Paulo, Real Madrid-ESP, Santos, Vasco da Gama, Fluminense, Newell’s Old Boys-ARG, Flamengo. 🏆 (principais) Campeonato Pernambucano 83 (Santa Cruz); Campeonato Paulista 89 e 91, Campeonato Brasileiro 91 (São Paulo); Copa da Espanha 93 (Real Madrid); Campeonato Carioca 94 (Vasco); Jogos Pan-Americanos 87 e Copa do Mundo 94 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Prata do Campeonato Brasileiro 86, 89, 91 e 93. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,8) #Guarani #SãoPaulo #RealMadrid #SeleçãoBrasileira #Brasil #Vasco #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1994 #Zagueiro
- O Carrasco
A década de 80 marcou seu nome no futebol Carioca: O Flamengo, da "Era Zico", conquistou o Brasil, a América e o Mundo. O Vasco da Gama de Roberto e, posteriormente, também de Romário, conquistou títulos estaduais e também o Brasil em 1989. O Botafogo, de Maurício, saiu de uma fila de 21 anos sem títulos até conquistar o Bi Carioca em 1989 e 1990. E o Fluminense? Bem, o Fluminense montou um verdadeiro esquadrão na metade da década. E em meio a Paulo Victor, Branco, Romerito e Washington, havia um Santo. Santo Benedito de Assis. Benedito de Assis da Silva começou sua carreira no interior de São Paulo, apesar de ter nascido em Curitiba, no Paraná. Depois de marcar 17 gols pelo Francana no Paulista de 1979 foi contratado pelo São Paulo. No tricolor Paulista fez parte dos elencos campeões estaduais em 1980 e 1981. Depois acabou rumando para vestir o terno do Internacional de Porto Alegre, em negociação que levou o meia Mário Sérgio ao Morumbi. No Inter não obteve muito destaque, embora tenha levantado outra taça estadual. Em 1982, foi para o Atlético-PR, junto com o centroavante Washington. E lá, a dupla que ficaria junta por muito tempo começou a chamar a atenção: conquistaram o estadual de 1982 e levaram o clube paranaense à semifinal do Brasileiro de 1983. Foi quando sua carreira explodiu: logo após o Campeonato Brasileiro foi negociado com o Fluminense. Juntamente com Washington. Em seu primeiro semestre nas Laranjeiras conquistou o título Carioca de 1983. Com um detalhe: marcou o gol decisivo no Fla-Flu do triangular final aos 44 do segundo tempo, Fluminense um, Flamengo zero. E dias depois, com a vitória rubro-negra sobre o Bangu, o Fluminense começava uma dinastia. Em 1984, com o reforço do craque Paraguaio Romerito, o Fluminense encantou o Brasil com um futebol vistoso e objetivo, Nas semifinais do Brasileiro, enfrentando o Corinthians de Sócrates e Casagrande em pleno o Morumbi, o tricolor venceu por 2a0 e levou Carlos Alberto Parreira, seu atual treinador, a declarar que aquela era a maior atuação tática que já havia visto. O Brasileiro de 84 foi a grande conquista de Assis em sua carreira e ele já figurava como grande ídolo da torcida. Até que o dia 12 de dezembro daquele mesmo ano veio pra exterminar qualquer dúvida quanto a isso: de novo Assis decidia um Fla-Flu no triangular final. Dessa vez com uma cabeçada certeira, uma de suas especialidades, no ângulo do goleiro Fillol. Assis, agora, ganhava a alcunha de Carrasco do Flamengo. O Carrasco continuou colecionando títulos nas Laranjeiras e, ao lado de seu grande amigo Washington, formou o famoso "casal 20". Ainda conquistaram o tricampeonato Carioca em 1985 e títulos como o Torneio de Seul e o Torneio de Paris. Assis disputou 177 partidas pelo Fluminense e fez 54 gols, entre 1983 e 1987. Faleceu no ano de 2014, aos 61 anos de idade, poucas semanas depois da morte de Washington. Até nisso parece que os dois combinaram. Porém sempre foi e será lembrado nas arquibancadas do Maracanã com o refrão "Recordar é viver, Assis acabou com você!". Por que jogava de terno? Assis é quase que uma divindade para os torcedores do Fluminense. Para além dos gols decisivos em Fla-Flus, Assis era um jogador para lá de classudo em campo. Sempre com a cabeça erguida e com um faro de gol impressionante, encantou o Brasil em seus anos nas Laranjeiras. 👤 Benedito de Assis da Silva 👶 12 de novembro de 1952 🏠 Brasil 👕 Francana, São José, Inter de Limeira, São Paulo, Internacional, Atlético-PR, Fluminense, Pinheiros-PR, Paysandu, Paraná e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Paulista: 80 e 81 (São Paulo), Campeonato Gaúcho: 81 (Internacional), Campeonato Paranaense: 82 (Atlético-PR) e 91 (Paraná), Campeonato Carioca 83, 84 e 85 e Campeonato Brasileiro 84 (Fluminense) 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,4) #Fluminense #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante
- "Muito prazer, eu sou Edílson, o Capeta"
Se você não conhece o classudo de hoje então muito cuidado, pois ele pode dar uma "caneta" em você. Ele também é capaz de fazer embaixadinhas no meio do jogo contra o maior rival e dar início a uma confusão generalizada. De jogador abusado nós gostamos, se essa ousadia for feita dentro de campo então, melhor ainda. É com satisfação -e uma certa dose de nostalgia- que anunciamos Edílson, o "Capetinha" e sua carreira vitoriosa, polêmica e folclórica. Quando Edílson chegou no Corinthians, em 97, ele já não era nenhum desconhecido do futebol. Ele já havia conquistado títulos e feito história no poderoso time do Palmeiras da "Era Parmalat". Agora no maior rival e novamente sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, Edílson consolidou ainda mais sua carreira com os títulos brasileiros de 98 e 99. Neste último, inclusive, foi considerado o melhor jogador do campeonato. Em 99 os torcedores mais saudosos vão se lembrar de Edílson por outro motivo. Era final do Campeonato Paulista em uma semana cheia de provocações, já que o adversário era o Palmeiras que àquela altura se preparava pra disputar a final da Libertadores e havia eliminado o próprio Corinthians nas quartas-de-final. Com o time reserva, o Palmeiras perdeu por 3x0. No jogo da volta já como campeão da Libertadores, o Palmeiras fez de tudo para não deixar o rival "jogar água no chopp" da conquista. O jogo foi muito disputado até Edílson empatar a partida para o Corinthians em 2x2 aos 30' do 2º tempo. Com o título paulista já garantido, Edílson resolver responder às provocações palmeirenses. Pegou a bola, deu duas embaixadinhas e colocou nas costas. Foi o suficiente para dar início a uma grande confusão. Socos, pontapés, gente correndo pra todo lado e até se jogando na entrada do vestiário e tudo isso transmitido ao vivo por Galvão Bueno. Virou destaque na mídia. Se naquela altura do campeonato alguém que viveu nos anos 90 ainda não sabia quem era Edílson Capetinha provavelmente não assistia televisão nem lia jornais. No ano seguinte o Corinthians foi disputa o primeiro Mundial interclubes realizado pela FIFA, e pelo caminho o poderoso Real Madrid. Durante os treinamentos, em uma conversa com o companheiro e amigo Vampeta, ele disse que não achava Karembeu, volante do time merengue, um jogador à altura para jogar no Real Madrid. O então presidente do Real, Lorenzo Sans, respondeu dizendo que não sabia quem era Edílson e que o brasileiro precisaria nascer de novo para ser reconhecido. Esqueceram de avisar pra ele. Além de marcar os dois gols do empate em 2x2, Edílson ainda deu uma caneta incrível em Karembeu, um verdadeiro cartão de visitas. O título desse texto foi dito por Luciano do Valle após o segundo gol marcado. O Corinthians acabou conquistando aquele título. Eram 3 títulos importantes em 3 anos seguidos. O que poderia ter se tornado a consolidação do status de ídolo da Fiel acabou se tornando uma saída melancólica do clube. Após ser eliminado mais um vez pelo Palmeiras na Libertadores, a torcida invadiu o Centro de Treinamento cobrando da diretoria e dos jogadores. Foi o suficiente para Edílson deixar o time. De lá foi para o Flamengo onde até conseguiu jogar bem, apesar dos problemas internos com Petkovic. O fato é que não durou muito tempo na Gávea e a partir daí não conseguiu mais se firmar em nenhum time. Encerrou a carreira em 2010, depois de passagem pelo Vitória, mas em 2016 anunciou que voltaria aos gramados para jogar pelo Taboão da Serra, pela 4ª divisão do Paulista. Pela Seleção Edílson fez parte do elenco campeão do mundo em 2002, inclusive atuando como titular em algumas partidas. Poderia também ter sido campeão da Copa América em 99, mas graças àquelas embaixadinhas ele teve o nome cortado pelo técnico da época, Vanderlei Luxemburgo. Por que jogava de terno? Irreverente, provocador e goleador. Edílson é daqueles jogadores que fala e faz. Suas entrevistas são sempre cheias de bom humor e histórias de uma época onde o que não faltava eram jogadores com esses características. Baixinho e veloz, o atacante se destacava pela agilidade nas decisões de jogadas e o bom posicionamento na hora de marcar. 👤 Edílson da Silva Ferreira 👶 17 de setembro de 1970 (46 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Industrial, Tanabi, Guarani, Palmeiras, Benfica, Palmeiras, Kashiwa Reysol, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Vitória, Al Ain (EAU), São Caetano, Vasco, Bahia, Taboão da Serra e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 93 (Palmeiras); Campeonato Brasileiro 98 e 99 e Mundial 00 (Corinthians); Copa dos Campeões 01 (Flamengo); Copa dos Emirados Árabes Unidos 05 (Al Ain) e Copa do Mundo 02 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Prata e de Ouro da Revista Placar 98 e Melhor jogador do Mundial 00 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Guarani #Palmeiras #Corinthians #Flamengo #Vitória #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo2002 #Brasil #Atacante









