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  • Controvérsia, polêmica e um futebol manchado - para todos

    Difícil imaginar que algum fã de futebol, aqui no Brasil, não tenha ouvido falar desse nome: Sandro Hiroshi. Também é difícil discorrer sobre sua carreira e dizer somente que o atacante teve passagem de destaque no São Paulo, depois de ser revelado pelo Tocantinópolis, quando esse jogador batiza um dos mais controversos capítulos do Campeonato Brasileiro - o famigerado "Caso Sandro Hiroshi". Sim, o atacante fez uma dupla de respeito no São Paulo, ao lado de França, no final da década de 90. Ele despontou interesse do tricolor depois de um bom campeonato paulista pelo Rio Branco, time que o tirou de Tocantins. Aos 18 anos, ao lado de um dos mais promissores atacantes à época, Sandro poderia ter uma carreira de alto nível, mas tudo mudou no Campeonato Brasileiro de 99: no início do certame, Tocantinópolis e Rio Branco estavam em um imbróglio judicial pelo jogador. Na teoria, o jogador estaria impossibilitado de se transferir enquanto não se resolvesse o problema. Porém, Hiroshi participou da goleada do São Paulo contra o Botafogo (6x1), na terceira rodada do brasileirão. O Bota percebeu essa brecha e recorreu à justiça os pontos da partida. Dois meses depois, o TJD deu causa ao time carioca. O Internacional também percebeu isso e foi outro a recorrer os pontos do empate contra o São Paulo. Também ganhou. Outros times recorreram, mas somente os dois conseguiram os pontos. A confusão, por fim, livrou o Botafogo do rebaixamento naquele ano - num critério bizarro de médias de pontos. O Gama assumiu o posto do Glorioso no descenso e recorreu à justiça. Tudo complicou quando se descobriu que Sandro Hiroshi jogava com documentos adulterados desde 1994, o famoso "gato". Toda essa situação fez com que a justiça julgasse que a CBF estava inapta a organizar o Brasileirão do ano seguinte. Assumiu a organização o Clube dos 13 e tivemos então a polêmica Copa João Havelange em 2000 e seus 116 times. Assumimos: o episódio é complexo e longe de ser explicado em nosso pequeno espaço. Voltemos a Sandro. Com a descoberta do "gato", a CBF suspendeu Hiroshi por 180 dias. Depois disso, marcado por ser o pivô de uma das maiores confusões do Brasileirão, o atacante nunca teve o mesmo rendimento de antes: passou por Flamengo, Figueirense, além de times do Emirados Árabes e Coreia do Sul. Pendurou a chuteira em 2013, pelo mesmo Rio Branco que ajudou a começar esse emblemático episódio do Futebol Brasileiro. Por que jogava de terno? Poderia ter jogado de terno. Ou, jogou por um tempo. Era um atacante rápido e certeiro. Sua pouca idade e visível bom futebol, despertou o interesse do São Paulo que viu surgir a oportunidade de ter um grande jogador em seu elenco. Depois da confusão, Sandro nunca mais rendeu o mesmo e apenas é lembrado pela grande confusão que ajudou a causar no final dos anos 90. 👤 Sandro Hiroshi Parreão Oi 👶 19 de novembro de 1979 (37 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Tocantinópolis, Rio Branco, São Paulo, Flamengo, Figueirense, Al-Jhazira, Guarani, Daegu-COR, Chunnam Dragons-COR, América-RN, Suwon Bluewings-COR, Santo André, Red Bull Brasil. 🏆 Campeonato Paulista: 00; Torneio Rio São Paulo: 01 (São Paulo); Campeonato Catarinense: 03 (Figueirense); Copa da Coreia do Sul: 06, 07 (Chunnam Dragons), 09 e 10 (Suwon Bluewings). 👑 Sem premiações individuais. Classômetro: 👔👔👔👔 (4,5) #SãoPaulo #Atacante #Brasil

  • Olê, Marques

    Nós, apaixonados pelo futebol, buscamos sempre eleger ídolos e heróis em nossos times do coração. Os títulos, via de regra, são pré-requisitos para um jogador se tornar referência histórica de um grande clube. Contudo, a imprevisibilidade do esporte oferece estórias de identificação e paixão mútua entre um grande jogador, um clube e sua torcida, para além de títulos. É o caso de Marques, o xodó da torcida do Atlético-MG. Está entre os 10 maiores artilheiros do Galo e o seu último gol com o terno alvinegro foi emocionante. Ele sacramentou o título do Campeonato Mineiro de 2010 e comemorou fazendo de sua camisa alvinegra uma bandeira. As primeiras partidas de Marques com o terno alvinegro já entusiasmaram a torcida. Fez duplas de ataque memoráveis. Primeiramente, com Valdir Bigode para a conquista da Conmebol de 97. Anos depois, em 99, seu parceiro de ataque era Guilherme - outro ídolo da torcida atleticana. Esta dupla era uma sintonia perfeita e rendia muitas vitórias ao clube. Graças às assistências e aos gols do nosso classudo, o Galo chegou a final do Brasileirão de 99, perdendo para o Corinthians depois de jogos emocionantes. Em 02, Marques encerrou sua primeira passagem no Atlético-MG e foi jogar no Japão. Voltou na temporada de 05, para tentar salvar o time da queda para a série B. Mesmo atuando bem, o ídolo não salvou a péssima campanha daquele ano e o Galo acabou rebaixado. A torcida ficou triste não só pelo rebaixamento, mas também por ver o xodó retornar para Ásia. Lá do Japão, a saudade de estar com o terno preto e branco apertava no peito de Marques e, por isso, voltou mais uma vez para sua casa. Era ano do centenário do Atlético-MG e o atacante foi um dos presentes para aquela temporada especial. Foi neste ano que o classudo entrou no top 10 de artilheiros da história do clube mineiro. São 386 jogos e 133 gols feitos, sendo o jogador que mais jogou pelo Galo em Campeonatos Brasileiro. Curiosamente, foi o dele o 1000º gol do clube mineiro em Brasileirões. É indiscutível que a história de Marques no futebol é no Atlético Mineiro. Porém, vale o registro que o atacante revelado no Corinthians, com passagens pelo São Paulo, Flamengo e Vasco, também teve a honra de vestir a camisa da Seleção Brasileira, em alguns amistosos e jogos das Eliminatórias. Mas nenhum outro terno lhe serviu tão bem quanto a camisa listrada em preto e branco do Galo. Por que jogava de terno? Marques foi um atacante veloz e habilidoso, com uma capacidade de servir os companheiros que impressionava. Pela ponta esquerda, nosso classudo aterrorizava seus marcadores com dribles curtos e o famoso corta-luz que fazia a torcida vibrar. Tem uma identificação ímpar com o Galo e é ídolo dos torcedores alvinegros. 👤 Marques Batista de Abreu 👶 12 de fevereiro de 1973 (44 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Corinthians, Flamengo, São Paulo, Vasco, Nagoya Grampus (JAP), Yokohama Marinos, Atlético-MG e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa do Brasil 95 (Corinthians); Campeonato Carioca 96 e 03 (Flamengo e Vasco, respectivamente), Campeonato Mineiro 99, 00 e 10, Copa Conmebol 97 (Atlético-MG). 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,5) #AtléticoMG #Brasil #Atacante #SeleçãoBrasileira

  • A lenda blanca e roja

    A seleção espanhola, campeã do Mundo pela primeira vez em 2010 era genial, tida por muitos como a melhor geração do país. Mas ao lado do campo, no banco de reservas, uma mente brilhante e experiente ditava o futebol que encantou o mundo. Nesta terça, quem desfila no tapete verde do JdT é o multi campeão Vicente Del Bosque. Foi na cidade natal, Salamanca, que Del Bosque escreveu os primeiros capítulos de uma bela história no futebol mundial. Lá, em 1966 atuou pelas categorias de base do Unión Deportiva Salamanca, seu primeiro time de expressão. Apesar de não ter participado da equipe profissional, as atuações do meio campista chamaram a atenção do gigante Real Madrid. Defendendo primeiro o time B, Del Bosque se profissionalizou em 1969. Após dois anos jogando no segundo time do Real, Del Bosque foi emprestado para o Córdoba e para o Castéllon, chegando a equipe principal do time Merengue em 1973. Foram onze anos defendendo a equipe madrilenha como jogador, tendo conquistado títulos importantes como o Campeonato Espanhol. Durante esse tempo também foi convocado várias vezes para defender sua seleção. Mas a história do classudo com o Real Madrid não se resumiria ao meio de campo do Santiago Bernabéu. Ela iria além das quatro linhas. Em 1994 foi efetivado como técnico da equipe principal, depois de assim como jogador, ter passado pelo time B. Durante seis anos esteve à frente do Real Madrid. Como treinador, sua estante recebeu troféus inéditos, como a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes. Del Bosque também treinou o Besiktas, da Turquia, em 2004. Em 2008, todo o talento e experiência do classudo o levaram ao comando da Seleção Espanhola. Com uma campanha sólida nas eliminatórias para o mundial, Del Bosque alcançou o recorde de vitórias consecutivas como treinador estreante, treze no total. A Fúria chegou à África do Sul como uma das favoritas e Del Bosque tinha a missão de comandar a equipe rumo ao feito inédito. Ao lado de Iniesta, Villa, Puyol e companhia conseguiu levantar a taça de campeão do Mundo após um jogo duríssimo contra a Holanda na grande final. Por que jogava/treinava de terno? O craque foi um meio campista ofensivo, com boa visão de jogo e um vigor físico primoroso. Como treinador mostrou que para ganhar títulos é necessário não só um elenco de qualidade, mas também a capacidade de explorar o que de melhor tem cada jogador. Com um currículo invejável, Del Bosque mostrou ser classudo dentro e fora do campo. 👤 Vicente Del Bosque González 👶 23 de dezembro de 1950 (66 anos) 🏠 Espanhol 👕 Jogador: Unión Deportiva Salamanca, Real Madrid, Córdoba e Castéllon. Treinador: Real Madrid, Besiktas e Seleção Espanhola. 🏆 (Principais) Jogador: Campeonato Espanhol 75, 76, 77, 78, 79 e 80 (Real Madrid). Treinador: Liga dos Campeões 00 e 02, Campeonato Espanhol 01 e 03, Mundial de Clubes 02 (Real Madrid), Copa do Mundo de 2010 e Eurocopa 2012 (Seleção Espanhola) 👑 Melhor treinador de 2012 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #RealMadrid #Besiktas #SeleçãoEspanhola #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Técnico #Zagueiro

  • Trocaria todos meus títulos por igualdade

    Hoje nos tapetes sagrados do JdT escalamos Paulo César Fonseca do Nascimento, não sabe quem é? Pode ser que talvez por Paulo César Tinga, ou simplesmente Tinga, você o conheça. Agora se você ainda não conhece esse homão... Nós do JdT te apresentamos ele agora. Não podemos falar de Tinga sem citar o polêmico lance em 2005. Internacional e Corinthians disputavam rodada por rodada o brasileiro daquele ano, e no confronto direto dos dois clubes no Pacaembu em uma jogada em que Tinga foi lançado na área e dividiu com o goleiro Fábio Costa, um lance escandaloso em que o juiz considerou simulação do atleta colorado deu um amarelo, como era o segundo resultou na expulsão. O polêmico campeonato daquele ano terminou com o Corinthians campeão com três pontos a frente do Inter. A segunda colocação garantiu a participação na Libertadores do outro ano, que foi vencida pelo colorado, na final venceu o forte time do São Paulo. Tinga fez um dos gols do segundo jogo da decisão e na comemoração ele tirou a camisa, recebendo o segundo amarelo, jogo que marcou seu ultimo jogo pelo Inter. Em 2012 Tinga chegou ao Cruzeiro, clube pelo qual encerrou a carreira. Se identificou rapidamente com o clube e com a torcida. Seu espirito guerreiro fez com que a torcida logo o abraçasse. Mesmo perdendo espaço no time titular nos anos de 2013 e 2014 onde o time celeste conquistou o bicampeonato brasileiro, tinga era um dos líderes daquele time. A frase do título foi dita por ele vestindo a camisa do Cruzeiro pela libertadores contra o Real Garcilaso, em uma atitude deplorável da torcida peruana que nos momentos em que Tinga tocava na bola ela imitava o som de um macaco, mais um episódio que reforçou a luta contra o racismo. Sua liderança e sua vontade de aprender fizeram com que Tinga ficasse fora dos gramados por um ano estudando, para que depois de muitas tentativas ele enfim aceitasse a proposta da diretoria do Cruzeiro para ser gerente de futebol. Por que jogava de terno? Tinga era um guerreiro em campo, podia atuar tanto como volante e como meia. Um líder nato dentro e fora dos gramados. 👤 Paulo César Fonseca do Nascimento 👶 13 de janeiro de 1978 (39 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio, Kawasaki Frontale, Botafogo, Sporting, Internacional, Borussia Dortmund, Cruzeiro 🏆 Copa do Brasil 97 e 01 (Grêmio); Copa Libertadores da América 06 e 10 (Internacional); Campeonato Brasileiro 13 e 14 (Cruzeiro) 👑 Sem premiações importantes Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (5,7) #Internacional #Grêmio #Cruzeiro #Volante

  • No lugar certo, na hora certa, no time certo

    "Estar no lugar certo e na hora certa". Essa é uma máxima que vale para qualquer atacante goleador. Entre eles Filippo Inzaghi. Para Pippo, como é conhecido, porém, essa máxima vai além. Ele estava no lugar certo, na hora certa e no time certo. E hoje o lugar dele é aqui no Joga de Terno. Inzaghi fez parte de um geração de ouro do Milan. A "Era Berlusconi" nome dado a seu antigo dono, Sílvio Berlusconi, ficou marcada por times montados com absoluta criatividade técnica, capacidade tática e muita, muita classe. Se hoje o clube é um mero coadjuvante na Itália, entre 2000 e 2012 era protagonista na Europa. Entre a saída de jogo no campo de defesa até chegar aos pés do atacante (e invariavelmente morrer no fundo da rede) ela passava pelos pés de Dida, Nesta, Maldini, Cafu, Gattuso, Pirlo, Seedorf, Kaká. Isso para citar apenas aqueles que fizeram parte do time por um longo tempo. Ainda poderíamos destacar aqui também Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Rui Costa, Rivaldo, Redondo, enfim. O Milan tinha dinheiro e Inzaghi muita sorte por ter jogado com tantos craques. Sorte? De fato ele nunca foi um jogador muito habilidoso, mas foi artilheiro por onde passou. Começou pelo Piacenza em 1991 e nunca saiu da Itália. Antes de se consagrar no Milan, vestiu o terno da rival Juventus e marcou 57 gols em 120 partidas. Há que se diga que a Juventus também era outro bom time (Zidane, Del Piero, Davids) mas a média de quase 1 gol a cada 2 partidas não pode ser atribuída apenas aos "garçons" do time. Quando chegou ao clube rossonero, em 2001, até sua saída em 2012, alternou entre bons e maus momentos, críticas e consagrações. Nunca foi unanimidade entre a torcida, e muitas vezes começava o jogo do banco de reservas. Isso nunca foi problema para ele. Ele sabia que a concorrência era forte. Shevchenko estava na melhor fase da carreira. Mas sempre que precisa entrava e resolvia. Além dele, vários outros jogadores dedicaram boa parte da carreira ao clube, como Nesta, Maldini, Gattuso e Pirlo. O entrosamento era tanto que ajudava a Inzaghi a adivinhar a jogada e a se antecipar ao marcador. Grande parte de seus gols era resolvido com poucos toques na bola ou de cabeça (veja o vídeo nos comentários). Quando enfim saiu do Milan já era com o status de ex-jogador e de 6º maior artilheiro do clube, com 126 gols. Começou a carreira de treinador e chegou a comandar o próprio Milan, em 2014. Bem distante de ser o Milan dos tempos de jogador, Inzaghi não conseguiu ter sucesso com um time muito limitado e não chegou a durar 1 ano à frente do cargo. Atualmente é técnico do Venezia. Por que jogava de terno? Como diria Nando Reis "É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer". Filippo Inzaghi tem muito o que admirar e se orgulhar. Quando estava em campo, era só olhar pra trás (no sentido literal mesmo) e ele iria ver uma constelação de craques jogando com a mesma camisa que a dele. Ao olhar para trás na carreira, agora em sentido figurado, vai se lembrar de todos os títulos e conquistas. Não era um jogador dotado de muita técnica e era constantemente flagrado em impedimento, sobretudo nos últimos anos da carreira mas nunca perdeu o faro de gol. Resolvia tudo em poucos e toques e já saía correndo pra comemorar. E vibrava muito. Poucos dizem que era craque. Alguns dizem que tinha apenas sorte. O Joga de Terno diz que é classudo 👤 Filippo Inzaghi 👶 9 de agosto de 1973 (43 anos) 🏠 Italiano 👕 PIacenza, Albino Leffe, Verona, Parma, Atalanta, Juventus, Milan e Seleção Italiana 🏆 Campeonato Italiano Série B 94/95 (Piacenza); Campeonato Italiano 97/98 (Juventus); Campeonato Italiano 03/04 e 10/11, Copa da Itália 02/03, Liga dos Campeões 02/03 e 06/07, Mundial Interclubes 07 (Milan); Copa do Mundo FIFA 06 (Seleção Italiana) 👑 Artilheiro do Campeonato Italiano 96/97 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7,1) #Juventus #Milan #Parma #SeleçãoItaliana #CopadoMundo2006 #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002

  • Dida, o homem de gelo

    Hoje é o Dia do Goleiro e o JdT quer fazer reverência a todos que atuam ou atuaram nesta ingrata posição do futebol. Mais que isso, abrimos nosso tapete verde para homenagear um dos goleiros mais vencedores do mundo: Nelson de Jesus Silva, o Dida. Conhecido por sua frieza debaixo das traves, nosso classudo de hoje era especialista em defender pênaltis. Ídolo incontestável de Cruzeiro, Corinthians e do Milan, sua concentração impressionava porque durante a partida sua fisionomia não mudava. Entrava em campo somente para uma coisa: fazer de tudo pro adversário não marcar. Dida começou a se destacar logo cedo no Vitória, quando participou da melhor campanha do clube no Brasileirão. Foi um milagreiro no Cruzeiro para a conquista da Libertadores de 97. No Corinthians foi o protagonista da conquista do primeiro Mundial Interclubes. Está na história do Milan depois de defender o terno rubro-negro por oito anos e conquistar a Champions League duas vezes. Defendeu a Seleção Brasileira por quase 20 anos, disputando três Copas do Mundo. Impressionante, não? O incrível é que com mesmo todos seus milagres e títulos, Dida nem sempre tem sua grandiosidade lembrada. Talvez por sua personalidade mais reservada, sua história quase sempre é contada apenas como um grande pegador de pênaltis. Não é tão divulgado, por exemplo, que nosso classudo é o terceiro goleiro que mais defendeu o terno verde-amarelo do Brasil, atrás apenas de Taffarel e Gilmar. Deve ser lembrado ainda por ser o primeiro goleiro brasileiro a fazer história em um grande clube na Europa. A primeira passagem pelo velho continente foi conturbada, quando foi emprestado ao Lugano da Suíça depois de uma confusão na justiça entre Dida e o Cruzeiro. O pivô do problema: o Milan. Exatamente o time que o goleiro tornou-se ídolo alguns anos depois. Nos seus 302 jogos na equipe rossoneri, chegou a ser eleito o melhor goleiro do mundo pela FIFPro. A vitalidade de Dida foi impressionante durante a sua carreira. Aos 40 anos ainda defendeu o terno tricolor do Grêmio e teve grandes atuações. Inclusive defendendo três pênaltis em jogo de mata a mata da Copa do Brasil contra o Corinthians. Por que jogava de terno? Na hora da cobrança de pênalti, na marca do cal, o batedor que via Dida no gol já aumentava a tensão. Com ele na meta, o espaço entre as traves pareceria menor. Fruto da sua frieza que aguardava até o último segundo antes da cobrança para escolher qual lado pular. Mais que isso, venceu os maiores títulos do futebol mundial. Sem dúvida será classudo eterno e inesquecível debaixo das traves. 👤 Nelson de Jesus Silva (Dida) 👶 7 de outubro de 1973 (43 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Vitória, Cruzeiro, Lugano, Corinthians, Milan, Portuguesa, Grêmio, Internacional e Seleção Brasileira. 🏆 Copa do Brasil 96, Copa Libertadores 97 (Cruzeiro); Campeonato Brasileiro 99, Copa do Brasil 02, Mundial Interclubes 00 (Corinthians); Campeonato Italiano 03/04, Copa da Itália 02/03, Champions League 02/03, 06/07; Copa das Confederações 97 e 05, Copa América 99 e Copa do Mundo 02 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Prata 93, 96, 98 e 99; Melhor goleiro do Campeonato Italiano 04; Melhor goleiro do mundo 05. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8,7) #Vitória #Cruzeiro #Corinthians #SeleçãoBrasileira #Brasil #Goleiro #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006

  • O artilheiro de Deus

    Os saudosistas do futebol da década de 80 certamente vão se lembrar do classudo de hoje levantando as mãos para o céu depois do gol: Baltazar, o Artilheiro de Deus. E dos vários clubes por onde passou. Revelado pelo Atlético-GO, Baltazar entrou na história do time como o artilheiro absoluto do campeonato goiano: foram 31 gols pelo Dragão no ano de 1978, marca que persiste até os dias atuais. Dali foi para o Grêmio, conquistando a artilharia do Gaúcho por dois anos consecutivos e o primeiro campeonato brasileiro em 1981. Foi dele o gol do título em cima do São Paulo no Morumbi, quando ficou conhecido como “Artilheiro de Deus”, sendo um dos primeiros a se declarar como Atleta de Cristo. Depois de uma passagem pelo Palmeiras, o atacante sagrava-se campeão brasileiro novamente, mas desta vez pelo Flamengo, compondo o time de 1983 ao lado de Zico, Adílio e Leandro. Jogou também pelo Botafogo antes de marcar seu nome no futebol europeu. Dos brasileiros que atuaram na Liga Espanhola, Baltazar é o maior marcador em uma única temporada, com 35 gols pelo Atlético de Madrid em 88/89. Na lista geral, circula em oitavo, atrás de alguns como Ronaldinho, Ronaldo Fenômeno, Bebeto e Rivaldo. De volta ao Brasil, virou ídolo no clube adversário daquele que o lançou. Foi um dos principais jogadores do Goiás de 1994, ajudando a equipe alviverde a voltar à elite do futebol brasileiro, e também artilheiro no estadual no mesmo ano. Pela Seleção brasileira, nunca participou de uma Copa do Mundo, mas foi campão da Copa América em 1989. Encerrou sua carreira em 1996, jogando no Japão e atualmente é empresário de futebol. Por que jogava de terno? Predestinado a fazer gols, Baltazar enchia a rede sempre que podia. Tinha presença em campo e era peça essencial para o sistema ofensivo funcionar. 👤 Baltazar Maria de Morais Júnior 👶 17 de julho de 1959 (57 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Atlético-GO, Grêmio, Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Celta de Vigo, Atlético de Madrid (ESP), Porto (POR), Rennes (FRA), Goiás, Kyoto (JAP) e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Gaúcho 79 e 80, Campeonato Brasileiro 81 (Grêmio); Campeonato Brasileiro 83 (Flamengo); Taça Portugal (Porto), Campeonato Goiano 94 (Goiás), Copa América 89 (Seleção) 👑 Artilharias Campeonato Goiano 78 (31 gols) e 94 (25), Campeonato Gaúcho 80 (28) e 81(20); Campeonato Carioca 84 (12) e Campeonato Espanhol 88/89 (35) Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,2) #AtléticoGO #Grêmio #Palmeiras #CeltadeVigo #AtléticodeMadrid #Goiás

  • O mago de Osijek

    Quando se fala em magia relacionada ao futebol logo se pensa em dribles e lances geniais. Mas hoje o Joga de Terno abre espaço para um mago um pouco fora do comum, notado e reconhecido por seus gols e por uma campanha supreendente com a Seleção da Croácia em uma Copa. Davor Šuker é conhecido por ser artilheiro da Copa do Mundo de 1998 disputada na França. Uma conquista realmente saudosa se for equiparada ao calibre dos atacantes das seleções daquele Mundial. Mas não só de uma Copa viveu Davor Šuker. O início da carreira de Šuker se deu no modesto Osijek, clube da então Iugoslávia. Foi artilheiro do Campeonato Iugoslavo de 1988, fato que chamou a atenção do croata Dínamo Zagreb. Por lá foi vice-campeão nacional em duas temporadas, suas únicas no Dínamo. À época o campeonato se encerrou no período em que os croatas declararam o desmembramento da Iugoslávia. Nesse período turbulento que seu país vivia, Šuker foi um dos primeiros atletas a partir para outros ares e logo foi contratado pelo Sevilla. Mas foi a partir da temporada 93/94 que seu futebol começou a despontar, e neste campeonato só ficou atrás de ninguém menos que Romário na artilharia da La Liga. No clube andaluz ainda foi companheiro de Diego Maradona, uma inspiração como o próprio Šuker resumia sempre que era questionado sobre El Pibe. Os gols de Šuker novamente chamaram a atenção de um grande do futebol, desta vez o Real Madrid. No decorrer da temporada 95/96 os clubes fecharam uma negociação que levou sérvio Dejan Petkovic ao Sevilla e trouxe Šuker para Madri. Na temporada seguinte Šuker foi artilheiro dos Blancos no Campeonato Espanhol, numa disputa acirrada com Ronaldo do Barcelona. Mas apesar dos esforços ficou em terceiro lugar na artilharia geral. Na temporada que seguiu viu do banco de reservas o Real Madrid ser campeão da Liga dos Campeões e Mundial, e ainda foi colocado na lista de dispensa do clube. O ótimo desempenho de Šuker na Copa de 98 fez clube merengue mudar de ideia, mas o croata ainda ficou no banco boa parte da temporada. Cansado de ser reserva em Madri, na temporada 99/00 Šuker rumou à terra da Rainha para defender as cores do Arsenal. Mas não viu sua situação mudar pelos Gunners e pouco jogou com o terno do clube londrino. Para ajudar ainda investiu alguns milhares de dólares em ações na Bolsa de Londres, sendo essas ações do Manchester United, rival do Arsenal nas disputas na Inglaterra. A gota d´água foi a final da Copa da UEFA contra o Galatasaray, onde Šuker entrou apenas para a disputa de pênaltis e acabou por desperdiçar sua cobrança. Sem clima para continuar no Arsenal, transferiu-se para o West Ham na temporada seguinte e também não obteve o sucesso que esperava. Passou ainda pelo Munique 1860 antes de se aposentar. Por que jogava de terno? Šuker é o maior artilheiro da história da Seleção Croata. Era daqueles atacantes que precisava apenas de uma única oportunidade para guardar a bola na rede. Tanto que a artilharia na Copa de 98 lhe rendeu ainda um terceiro lugar no prêmio de Melhor Jogador do Mundo da FIFA daquele ano. Esses são fatos que classificam Davor Šuker um legítimo classudo que jogava de terno. 👤 Davor Šuker 👶 1 de janeiro de 1968 (49 anos) 🏠 Croata 👕 Osijek, Dínamo Zagreb-CRO, Sevilla, Real Madrid-ESP, Arsenal, West Ham United-ING, Munique 1860-ALE e Seleção Croata. 🏆 Campeonato Espanhol 97, Supercopa da Espanha 97, Liga dos Campeões 98, Mundial Interclubes 98 (Real Madrid). 👑 FIFA 100, Artilheiro do Campeonato Iugoslavo (89), Chuteira de Ouro da Copa do Mundo FIFA (98) Prêmio Jubileu da UEFA (03). Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,2) #RealMadrid #Sevilla #SeleçãoCroata #WestHam #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002

  • Melhor que Eto'o

    O jogador folclórico é aquele cara que traz na sua aparência, personalidade e jeito de jogar futebol uma irreverência singular em comparação com os demais. Obina é um deles. O centroavante baiano, com seu corpanzil avantajado, amante do acarajé e fazedor de gols - seja de canela ou de cabeça. Passou por grandes times brasileiros, caiu nas graças de torcidas e desgraçou-se também, quando trocou socos com o companheiro de time. Nem tão classudo assim, mas um homem-gol em suma. Obina começou a fazer seus gols no Vitória, lá na Bahia. Mas ficou famoso mesmo quando foi jogar no Flamengo. A carência de atacantes na Gávea deram oportunidade para Obina atuar com certa frequência, mesmo estando um tanto quanto fora de forma. Foi no Brasileirão de 06 que o jogador folclórico destacou-se de fato. Fez gols em momentos importantes com o terno do Flamengo, como os três gols nas finais do Carioca de 08. Por isso, dar arquibancadas os rubros-negros entoavam o cântico: “Ôôô, Obina é melhor que Eto’o”. O romance com a torcida do Flamengo terminou na temporada de 09, quando Obina começou a perder gols importantes. Perdeu espaço na Gávea e foi emprestado ao Palmeiras. O time alviverde vinha bem no Brasileiro daquele ano, sob o comando de Muricy Ramalho e com os gols do nosso classudo folclórico. Contudo, uma discussão com o zagueiro Maurício na saída pro vestiário ao fim do primeiro tempo, virou uma briga de socos e empurrões. Resultado: os dois jogadores foram expulsos do jogo e posteriormente afastados do Palmeiras. Mesmo com esta mancha no currículo, Obina despertou o interesse do Atlético-MG. Com o terno do Galo, conseguiu uma média impressionante de 0,69 gols por partida. Era adorado pela massa atleticana, que via o time em péssima fase. Ficou ainda mais querido quando fez um hat-trick em cima do Cruzeiro, em um jogo eletrizante que terminou 4 a 3 para o alvinegro. Ao sair do Galo, Obina foi um dos primeiros brasileiros a se aventurarem na China. Quando as cifras não eram tão astronômicas como atualmente. Ainda voltou para seu estado natal, desta vez para defender as cores do Bahia, com uma passagem apagada. No América-MG foi um dos destaques da campanha da série B, mas o acesso do time ficou no quase. Obina, com seus 34 anos, ainda não se aposentou. Contudo, teve uma grave lesão na última temporada defendendo o Matsumoto do Japão e está em tratamento no Brasil, sem contrato com nenhum clube. Será que ainda tem espaço em algum time brasileiro? Por que joga de terno? “O importante é fazer gol e deixar os torcedores felizes”, foi o que disse Obina em entrevista recente ao Estado de Minas. Sua simpatia, porte físico e gols fizeram dele um jogador folclórico no futebol brasileiro. Este tipo de figura merece ser valorizada no esporte. Definitivamente não é melhor que Eto’o, mas é um artilheiro singular. 👤Manuel de Brito Filho 👶 31 de janeiro de 1983 (34 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Vitória, CRB, Fluminense de Feira, Al-Ittihad, Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG, Shandong Luneng, Bahia, América-MG, Matsumoto Yamaga. 🏆 Campeonato Carioca 07, 08 e 09; Copa do Brasil 06 (Flamengo). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 (4,4) #Flamengo #Palmeiras #AméricaMG #AtléticoMG

  • Estrela dinamarquesa

    Um dos jogadores mais bem sucedidos da história do futebol dinamarquês não era apenas o “irmão de Michael Laudrup”, ele tinha brilho próprio. Atacante veloz e impiedoso, participou das grandes conquistas da seleção de seu país. O classudo de hoje é o camisa 11 Brian Laudrup. Assim como o irmão, iniciou a carreira no Brøndby da Dinamarca, aos 17 anos. Não demorou muito para mostrar que também tinha talento. Um ano depois estreou pela seleção. Curiosamente, em sua primeira convocação foi chamado para substituir Michael Laudrup, o primogênito da família. Poucos anos depois já tinha seu lugar garantido na equipe dinamarquesa. Nessa mesma época atuou também pela seleção de futsal do seu país. Laudrup faz parte do seleto grupo de jogadores que disputou a Copa do Mundo de futsal e de futebol, além de ser um dos três únicos jogadores a fazer gols em ambas as competições. Com seu bom futebol, transferiu-se para o Bayer Uerdingen, da Alemanha, em 1989. Apesar da pouca expressividade da equipe e da péssima campanha na Bundesliga daquele ano, o classudo conseguiu se destacar, sendo o maior responsável pela permanência do clube na primeira divisão. No ano seguinte foi contratado pelo gigante Bayern de Munique. Logo em sua temporada de estreia foi eleito o melhor atacante do certame nacional. O ano de 1992 foi a confirmação do talento e importância do craque para o futebol mundial. Foi convocado para a disputa da Eurocopa e consagrou-se um dos melhores jogadores do torneio, principal responsável pelo título inédito da Dinamarca, conquistado sobre a então campeã mundial, Alemanha. Laudrup chegou ao top Five da FIFA naquele ano. Mesmo vivendo um ótimo momento na carreira, a passagem pela Itália não foi tão vitoriosa. Foi rebaixado com a Fiorentina e teve pouquíssimas chances no Milan. Em 1998 o atacante finalmente disputou sua primeira Copa do Mundo. Ao lado do irmão já veterano, fez boas atuações, figurando na seleção do torneio. Os dinamarqueses só foram eliminados nas quartas de final, quando perderam para o Brasil. O atacante ainda teve boa passagem pelo futebol escocês, atuando pelo Rangers. Passou também pelo Chelsea e pelo Copenhague. Encerrou a carreira no Ajax, aos 31 anos. Por que jogava de terno? Com velocidade pelas pontas do gramado, bom passe e precisão nas jogadas, Brian Laudrup provou que o talento realmente era de família. Elevou o nível do futebol dinamarquês, influenciando gerações. Faz parte dos grandes craques dos anos 90 e mostrou seu bom futebol defendendo as cores de grandes clubes europeus. 👤 Brian Laudrup 👶 22 de fevereiro de 1969 (48 anos) 🏠 Dinamarquês 👕 Brøndby, Bayer Uerdingen, Bayern de Munique, Fiorentina, Milan, Rangers, Chelsea, Copenhague, Ajax e Seleção Dinamarquesa. 🏆(principais) Eurocopa 92 e Copa Rei Fahd - atual Copa das Confederações 95 (Seleção Dinamarquesa), Liga dos Campeões 94 e Campeonato Italiano 94 (Milan), Campeonato Escocês 95, 96 e 97 (Rangers). 👑 Seleção da Euro 92, Seleção da Copa do Mundo 98, FIFA 100, Jogador do ano da Dinamarca 91, 92, 95 e 98. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) #SeleçãoDinamarquesa #Milan #Rangers #BayernMunique #Atacante #CopadoMundo1998

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