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  • O melhor daquele melhor time de Novo Hamburgo

    O JdT traz hoje um classudo como homenagem ao campeão estadual gaúcho de 2017, o Novo Hamburgo. Raul Klein é considerado um dos melhores jogadores da história do clube em uma época que o Noia nem usava esse nome. O Novo Hamburgo, por questões políticas datadas da Segunda Guerra Mundial e a relação do clube com referência alemã, mudou de nome em 1944 para Esporte Clube Floriano em alusão ao segundo presidente do país, Marechal Floriano Peixoto. Como Floriano, o clube se projetou no futebol gaúcho. Em 1952, o melhor time da história para muitos torcedores anilados foi montado e Raul Klein atuava na famosa posição de ponteiro-esquerdo. O jogador era peça principal na equipe comandada por Carlos Froner e se destacava pela sua habilidade. Tanto que foi parar na Seleção Brasileira em 1956, que teve sua base formada por atletas gaúchos na disputa dos Jogos Pan-Americanos sendo campeã naquele ano. Raul Klein foi autor do segundo gol brasileiro na vitória sobre o Chile por 2 a 1 na estreia da competição e foi o primeiro e único jogador do Novo Hamburgo a ser convocado para a seleção principal até hoje. Jogou também pelo Fluminense e Portuguesa, com atuação destacada marcando 42 gols em 108 jogos pela equipe. E foi ainda um dos pioneiros no futebol europeu, quando saiu do Brasil para atuar no Rapid Viena, na Áustria. Por que jogava de terno? Raul Klein era habilidoso e encantava a torcida pelos gramados. Colocou seu nome na história do futebol projetando o Novo Hamburgo no cenário gaúcho e nacional. 👤 Raul Otávio Klein 👶 27 de setembro de 1932 🏠 Brasileiro 👕 Floriano/Novo Hamburgo, Fluminense, Portuguesa, Rapid Viena e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Pan-Americano 56 (Seleção) 👑 sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 (3) #SeleçãoBrasileira #Pontaesquerda #Brasil

  • À sua frente apenas Diego Maradona

    Ídolo de seu país e de um dos clubes mais tradicionais da Itália, o classudo de hoje está prestes a bater o recorde da artilharia de seu clube, o qual pertence a ninguém menos que El Pibe de Oro. O eslovaco Marek Hamšík iniciou sua carreira num modesto clube, o Jupie Podlavice. Sem muito alarde em seu país, fez sua carreira decolar de fato quando assinou pelo Brescia da Itália na temporada 04/05. O jovem meia chamou a atenção por ser um dos jogadores mais novos a atuar pela Serie A, com apenas 17 anos e 237 dias fez a sua estreia frente ao Chievo. Hamšík não pode fazer muita coisa para evitar a queda do Brescia para a segunda divisão logo em sua primeira temporada. A segunda divisão poderia lhe servir como amadurecimento, e Hamšík tirou proveito disso fazendo 24 jogos na Serie B pela temporada 05/06. E a temporada seguinte foi melhor ainda individualmente, marcando 10 gols em 40 jogos. O desempenho chamou a atenção do Napoli, recém-promovido Serie A, que via um futuro promissor no jovem. Quem diria que aquela aposta seria um tiro certeiro para o futuro do clube de Nápoles. Começou a temporada 07/08 como titular no meio de campo do Napoli. A facilidade para organizar jogadas e a recomposição defensiva faziam parte do cartão de visitas para os torcedores napolitanos, porém os gols trouxeram notoriedade para Hamšík, e por duas temporadas consecutivas foi o artilheiro do time com 9 gols em cada temporada, e ao fim da época 08/09 venceu o prêmio de Melhor Jogador Jovem atuando pela Serie A, sendo o primeiro estrangeiro a receber o prêmio, feito igualado pelo brasileiro Alexandre Pato na temporada seguinte. Os laços de Hamšík com o Napoli se fortaleciam cada vez mais, tanto que tornou-se o mais jovem capitão do time, envergando a faixa de capitão com apenas 22 anos. Terminou a temporada 09/10 como artilheiro pela terceira vez consecutiva, fato que apenas Diego Maradona conseguiu pelo clube napolitano. Formou um ataque de respeito junto de Pocho Lavezzi e Edinson Cavani, e fez o Napoli reviver os tempos áureos ao voltar a disputar uma UEFA Champions League. No dia 10 de setembro de 2011 entrou para a galeria dos 10 maiores artilheiros do Napoli ao atingir 42 gols, fato que o credenciava como futuro ídolo napolitano. Hamšík é o principal jogador do Napoli atualmente, além disso é o pilar da equipe de Maurizio Sarri. Tem papel fundamental no esquema de jogo de seu treinador, ajudando na saída de bola e chegando a frente para servir o rápido ataque da equipe italiana. Está há poucos gols de se igualar a Diego Maradona na artilharia do clube, fato que o credenciaria como um dos maiores ídolos da história no Napoli. Por que joga de terno? Hamšík é o típico arquiteto, jogador versátil que constrói jogadas, ataca e defende com a mesma qualidade, e ainda marca os seus gols, sendo o segundo maior artilheiro da história do Napoli com 112 gols, em breve irá ultrapassar Maradona que possui 115 gols com a camisa do clube napolitano. Além disso é considerado o maior jogador da história de seu país, algo para poucos classudos aqui do Joga de Terno. 👤 Marek Hamšík 👶 27 de julho de 1987 (29 anos) 🏠 Eslovaco 👕 Jupie Podlavice, Slovan Bratislava-ESL, Brescia, Napoli-ITA 🏆 Copa da Itália 11/12 e 13/14, Supercopa da Itália 14 (Napoli). 👑 Oscar del Calcio 08, Melhor Jogador Eslovaco do Ano: 2009, 2010 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,0) #Napoli #Atacante

  • Terno de Linha #1 - Flamengo 2009: Um campeão inesperado

    Muitos apaixonados por futebol discordam da fórmula dos pontos corridos para campeonatos de futebol, por alegarem que isso faz com que o campeonato perca emoção e se torne mais monótono. Porém, nem o mais saudosista dos famosos ‘mata-mata’ pode reclamar do campeonato brasileiro de 2009. O certame nacional daquele ano foi o Campeonato Brasileiro mais equilibrado da história dos pontos corridos: 6 times passaram pela liderança e 4 chegaram à última rodada podendo ser campeão, feito único para os campeonatos nacionais desse formato. Fora a intensa briga contra o rebaixamento, potencializada pela histórica arrancada do Fluminense para escapar da série B. Hoje, o Joga de Terno falará um pouco sobre a história daquele elenco que se consagraria campeão pelo Flamengo. Muitos flamenguistas defendem a tese de que o time de 2009 deu certo por acaso. E, em certa medida, isso faz sentido. Ainda durante o campeonato carioca de 2009, o Flamengo anunciava uma contratação inesperada: Dejan Petkovic. A contratação foi um desdobramento de um acordo judicial entre o clube e o jogador. Pet abriu mão de uma dívida antiga do Flamengo com ele e, em troca, pediu para ter a chance de atuar mais uma vez no rubro-negro carioca. A negociação aconteceu sob muita desconfiança da torcida, embora Petkovic fosse idolatrado por muitos por conta, principalmente, de seu histórico gol contra o Vasco em 2001. Mesmo assim, o fato do jogador já se encontrar com 37 anos e de estar vindo de três temporadas ruins ecoaram na torcida de forma negativa. Após a conquista do tricampeonato carioca, o Flamengo viu seu ídolo-capitão Fábio Luciano se aposentar, Ibson retornar à Europa e Emerson Sheik, depois de uma breve e boa passagem pelo clube, ir jogar nos Emirados Árabes. Três jogadores importantíssimos para o time. Entretanto, a chegada de antigo conhecido animava e muito a torcida: Adriano Imperador estava de volta ao Flamengo. Também chegaram para a disputa do Campeonato Nacional os zagueiros Álvaro e David Braz e o volante Maldonado. O treinador do Flamengo era Cuca, que ainda vivia sob a desconfiança da fama de ser um treinador desequilibrado e azarado na hora de decidir títulos. Mesmo com a conquista do campeonato carioca, a eliminação na Copa do Brasil para o Internacional e o mau início de Brasileiro fizeram Cuca ser demitido em Julho daquele ano. O mais que conhecido da torcida Andrade assumiu o time e, em seu primeiro jogo, participou de um feito histórico: o Flamengo ganhava pela primeira vez na história do Santos dentro da Vila Belmiro e de virada, com gol de Adriano. O resultado deu forças para Andrade continuar no cargo e ser efetivado. Algumas rodadas depois, ainda sob desconfiança, Pet começava a mostrar aos flamenguistas o quanto ainda poderia ajudar. Saindo do banco, fez seu primeiro gol do retorno contra o Goiás em Goiânia. Um golaço. E aí começa a história que todos os rubro-negros lembram bem. Surgia a implacável dupla Petkovic e Adriano. O Flamengo, nesse momento, era apenas o 7º colocado do campeonato e nem sonhava com o título, mas tudo começou a dar certo. Palmeiras, Internacional, Atlético Mineiro e São Paulo, os 4 times que disputavam a liderança jogo a jogo, encararam períodos de irregularidade. E o Flamengo, ainda sem muita badalação, ganhava seus jogos. O time não era um timaço, pelo contrário. A zaga, após a saída de Fábio Luciano, era limitada e criticada. O lateral esquerdo Juan acabou se machucando e, sem reservas imediatos, o clube buscou em Éverton (esse mesmo de 2017) uma saída para a lateral-esquerda. E deu certo. Tudo parecia dar certo. Se a zaga não era lá essas coisas, o trio de volantes Airton-Willians-Maldonado melhorava sua proteção e dava liberdade aos laterais Léo Moura e Éverton. Pet e Adriano já eram considerados destaques do campeonato, auxiliados e municiados pelo bom jogador Zé Roberto. O goleiro Bruno salvava lá trás e chegou a pegar dois pênaltis do então garoto Paulo Henrique Ganso na mesma partida. E assim o Flamengo chegou ao topo da tabela. Derrubou o Palmeiras no Parque Antártica com atuação magistral de Pet e o Atlético Mineiro no Mineirão com outra atuação magistral do sérvio, em conjunto com Adriano. Quando a torcida percebeu, o título já era possível. Na penúltima rodada do certame, após todos os resultados conspirarem a favor, o Flamengo venceu o Corinthians em São Paulo e chegou a liderança. Faltava somente o jogo contra o Grêmio, em pleno Maracanã. Mas não seria fácil. O Grêmio abriu o placar e o Flamengo precisava da vitória. Depois de muita tensão, os zagueiros David Braz e Ronaldo Angelim garantiram a virada e o título para a Gávea, 17 anos depois do último, em 1992. Os rubro-negros sabem que aquele Flamengo não era um grande time e que também contou com um pouco de sorte, em razão dos quatro rivais pela disputa do título desandarem na reta final, mas também sabem que a improvável dupla Petkovic e Adriano encantou a todos e marcou época. A superação de Petkovic e a identificação de Adriano Imperador são as marcas do Flamengo de 2009, junto com a simplicidade e seriedade de um nordestino, batizado pela torcida rubro-negra como “único Ronaldo possível” (pequena provocação ao Fenômeno): Ronaldo Angelim. Assim foi o clube da Gávea em 2009: um conjunto de coisas imprevisíveis que deram certo, graças, principalmente, ao talento do sérvio mais idolatrado do Brasil. 👕 Time Base: Bruno, Léo Moura, Ronaldo Angelim, David Braz (Álvaro), Juan (Éverton), Airton, Willians, Maldonado, Petkovic, Zé Roberto e Adriano 🏆 Títulos conquistados: Campeonato Brasileiro 2009 👤 Os principais classudos: Léo Moura, Petkovic e Adriano 📺 Jogos decisivos: Palmeiras 0 x 2 Flamengo, pela 30ª rodada / Flamengo 2 x 1 Grêmio, pela 38ª rodada ⚽ Gol marcante: Após assistência milimétrica de Petkovic, Adriano guardou de cobertura aos 11 do 1º tempo, contra o Coritiba, no Maracanã, pela 25ª rodada #Flamengo

  • Controvérsia, polêmica e um futebol manchado - para todos

    Difícil imaginar que algum fã de futebol, aqui no Brasil, não tenha ouvido falar desse nome: Sandro Hiroshi. Também é difícil discorrer sobre sua carreira e dizer somente que o atacante teve passagem de destaque no São Paulo, depois de ser revelado pelo Tocantinópolis, quando esse jogador batiza um dos mais controversos capítulos do Campeonato Brasileiro - o famigerado "Caso Sandro Hiroshi". Sim, o atacante fez uma dupla de respeito no São Paulo, ao lado de França, no final da década de 90. Ele despontou interesse do tricolor depois de um bom campeonato paulista pelo Rio Branco, time que o tirou de Tocantins. Aos 18 anos, ao lado de um dos mais promissores atacantes à época, Sandro poderia ter uma carreira de alto nível, mas tudo mudou no Campeonato Brasileiro de 99: no início do certame, Tocantinópolis e Rio Branco estavam em um imbróglio judicial pelo jogador. Na teoria, o jogador estaria impossibilitado de se transferir enquanto não se resolvesse o problema. Porém, Hiroshi participou da goleada do São Paulo contra o Botafogo (6x1), na terceira rodada do brasileirão. O Bota percebeu essa brecha e recorreu à justiça os pontos da partida. Dois meses depois, o TJD deu causa ao time carioca. O Internacional também percebeu isso e foi outro a recorrer os pontos do empate contra o São Paulo. Também ganhou. Outros times recorreram, mas somente os dois conseguiram os pontos. A confusão, por fim, livrou o Botafogo do rebaixamento naquele ano - num critério bizarro de médias de pontos. O Gama assumiu o posto do Glorioso no descenso e recorreu à justiça. Tudo complicou quando se descobriu que Sandro Hiroshi jogava com documentos adulterados desde 1994, o famoso "gato". Toda essa situação fez com que a justiça julgasse que a CBF estava inapta a organizar o Brasileirão do ano seguinte. Assumiu a organização o Clube dos 13 e tivemos então a polêmica Copa João Havelange em 2000 e seus 116 times. Assumimos: o episódio é complexo e longe de ser explicado em nosso pequeno espaço. Voltemos a Sandro. Com a descoberta do "gato", a CBF suspendeu Hiroshi por 180 dias. Depois disso, marcado por ser o pivô de uma das maiores confusões do Brasileirão, o atacante nunca teve o mesmo rendimento de antes: passou por Flamengo, Figueirense, além de times do Emirados Árabes e Coreia do Sul. Pendurou a chuteira em 2013, pelo mesmo Rio Branco que ajudou a começar esse emblemático episódio do Futebol Brasileiro. Por que jogava de terno? Poderia ter jogado de terno. Ou, jogou por um tempo. Era um atacante rápido e certeiro. Sua pouca idade e visível bom futebol, despertou o interesse do São Paulo que viu surgir a oportunidade de ter um grande jogador em seu elenco. Depois da confusão, Sandro nunca mais rendeu o mesmo e apenas é lembrado pela grande confusão que ajudou a causar no final dos anos 90. 👤 Sandro Hiroshi Parreão Oi 👶 19 de novembro de 1979 (37 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Tocantinópolis, Rio Branco, São Paulo, Flamengo, Figueirense, Al-Jhazira, Guarani, Daegu-COR, Chunnam Dragons-COR, América-RN, Suwon Bluewings-COR, Santo André, Red Bull Brasil. 🏆 Campeonato Paulista: 00; Torneio Rio São Paulo: 01 (São Paulo); Campeonato Catarinense: 03 (Figueirense); Copa da Coreia do Sul: 06, 07 (Chunnam Dragons), 09 e 10 (Suwon Bluewings). 👑 Sem premiações individuais. Classômetro: 👔👔👔👔 (4,5) #SãoPaulo #Atacante #Brasil

  • Olê, Marques

    Nós, apaixonados pelo futebol, buscamos sempre eleger ídolos e heróis em nossos times do coração. Os títulos, via de regra, são pré-requisitos para um jogador se tornar referência histórica de um grande clube. Contudo, a imprevisibilidade do esporte oferece estórias de identificação e paixão mútua entre um grande jogador, um clube e sua torcida, para além de títulos. É o caso de Marques, o xodó da torcida do Atlético-MG. Está entre os 10 maiores artilheiros do Galo e o seu último gol com o terno alvinegro foi emocionante. Ele sacramentou o título do Campeonato Mineiro de 2010 e comemorou fazendo de sua camisa alvinegra uma bandeira. As primeiras partidas de Marques com o terno alvinegro já entusiasmaram a torcida. Fez duplas de ataque memoráveis. Primeiramente, com Valdir Bigode para a conquista da Conmebol de 97. Anos depois, em 99, seu parceiro de ataque era Guilherme - outro ídolo da torcida atleticana. Esta dupla era uma sintonia perfeita e rendia muitas vitórias ao clube. Graças às assistências e aos gols do nosso classudo, o Galo chegou a final do Brasileirão de 99, perdendo para o Corinthians depois de jogos emocionantes. Em 02, Marques encerrou sua primeira passagem no Atlético-MG e foi jogar no Japão. Voltou na temporada de 05, para tentar salvar o time da queda para a série B. Mesmo atuando bem, o ídolo não salvou a péssima campanha daquele ano e o Galo acabou rebaixado. A torcida ficou triste não só pelo rebaixamento, mas também por ver o xodó retornar para Ásia. Lá do Japão, a saudade de estar com o terno preto e branco apertava no peito de Marques e, por isso, voltou mais uma vez para sua casa. Era ano do centenário do Atlético-MG e o atacante foi um dos presentes para aquela temporada especial. Foi neste ano que o classudo entrou no top 10 de artilheiros da história do clube mineiro. São 386 jogos e 133 gols feitos, sendo o jogador que mais jogou pelo Galo em Campeonatos Brasileiro. Curiosamente, foi o dele o 1000º gol do clube mineiro em Brasileirões. É indiscutível que a história de Marques no futebol é no Atlético Mineiro. Porém, vale o registro que o atacante revelado no Corinthians, com passagens pelo São Paulo, Flamengo e Vasco, também teve a honra de vestir a camisa da Seleção Brasileira, em alguns amistosos e jogos das Eliminatórias. Mas nenhum outro terno lhe serviu tão bem quanto a camisa listrada em preto e branco do Galo. Por que jogava de terno? Marques foi um atacante veloz e habilidoso, com uma capacidade de servir os companheiros que impressionava. Pela ponta esquerda, nosso classudo aterrorizava seus marcadores com dribles curtos e o famoso corta-luz que fazia a torcida vibrar. Tem uma identificação ímpar com o Galo e é ídolo dos torcedores alvinegros. 👤 Marques Batista de Abreu 👶 12 de fevereiro de 1973 (44 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Corinthians, Flamengo, São Paulo, Vasco, Nagoya Grampus (JAP), Yokohama Marinos, Atlético-MG e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa do Brasil 95 (Corinthians); Campeonato Carioca 96 e 03 (Flamengo e Vasco, respectivamente), Campeonato Mineiro 99, 00 e 10, Copa Conmebol 97 (Atlético-MG). 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,5) #AtléticoMG #Brasil #Atacante #SeleçãoBrasileira

  • A lenda blanca e roja

    A seleção espanhola, campeã do Mundo pela primeira vez em 2010 era genial, tida por muitos como a melhor geração do país. Mas ao lado do campo, no banco de reservas, uma mente brilhante e experiente ditava o futebol que encantou o mundo. Nesta terça, quem desfila no tapete verde do JdT é o multi campeão Vicente Del Bosque. Foi na cidade natal, Salamanca, que Del Bosque escreveu os primeiros capítulos de uma bela história no futebol mundial. Lá, em 1966 atuou pelas categorias de base do Unión Deportiva Salamanca, seu primeiro time de expressão. Apesar de não ter participado da equipe profissional, as atuações do meio campista chamaram a atenção do gigante Real Madrid. Defendendo primeiro o time B, Del Bosque se profissionalizou em 1969. Após dois anos jogando no segundo time do Real, Del Bosque foi emprestado para o Córdoba e para o Castéllon, chegando a equipe principal do time Merengue em 1973. Foram onze anos defendendo a equipe madrilenha como jogador, tendo conquistado títulos importantes como o Campeonato Espanhol. Durante esse tempo também foi convocado várias vezes para defender sua seleção. Mas a história do classudo com o Real Madrid não se resumiria ao meio de campo do Santiago Bernabéu. Ela iria além das quatro linhas. Em 1994 foi efetivado como técnico da equipe principal, depois de assim como jogador, ter passado pelo time B. Durante seis anos esteve à frente do Real Madrid. Como treinador, sua estante recebeu troféus inéditos, como a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes. Del Bosque também treinou o Besiktas, da Turquia, em 2004. Em 2008, todo o talento e experiência do classudo o levaram ao comando da Seleção Espanhola. Com uma campanha sólida nas eliminatórias para o mundial, Del Bosque alcançou o recorde de vitórias consecutivas como treinador estreante, treze no total. A Fúria chegou à África do Sul como uma das favoritas e Del Bosque tinha a missão de comandar a equipe rumo ao feito inédito. Ao lado de Iniesta, Villa, Puyol e companhia conseguiu levantar a taça de campeão do Mundo após um jogo duríssimo contra a Holanda na grande final. Por que jogava/treinava de terno? O craque foi um meio campista ofensivo, com boa visão de jogo e um vigor físico primoroso. Como treinador mostrou que para ganhar títulos é necessário não só um elenco de qualidade, mas também a capacidade de explorar o que de melhor tem cada jogador. Com um currículo invejável, Del Bosque mostrou ser classudo dentro e fora do campo. 👤 Vicente Del Bosque González 👶 23 de dezembro de 1950 (66 anos) 🏠 Espanhol 👕 Jogador: Unión Deportiva Salamanca, Real Madrid, Córdoba e Castéllon. Treinador: Real Madrid, Besiktas e Seleção Espanhola. 🏆 (Principais) Jogador: Campeonato Espanhol 75, 76, 77, 78, 79 e 80 (Real Madrid). Treinador: Liga dos Campeões 00 e 02, Campeonato Espanhol 01 e 03, Mundial de Clubes 02 (Real Madrid), Copa do Mundo de 2010 e Eurocopa 2012 (Seleção Espanhola) 👑 Melhor treinador de 2012 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #RealMadrid #Besiktas #SeleçãoEspanhola #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Técnico #Zagueiro

  • Trocaria todos meus títulos por igualdade

    Hoje nos tapetes sagrados do JdT escalamos Paulo César Fonseca do Nascimento, não sabe quem é? Pode ser que talvez por Paulo César Tinga, ou simplesmente Tinga, você o conheça. Agora se você ainda não conhece esse homão... Nós do JdT te apresentamos ele agora. Não podemos falar de Tinga sem citar o polêmico lance em 2005. Internacional e Corinthians disputavam rodada por rodada o brasileiro daquele ano, e no confronto direto dos dois clubes no Pacaembu em uma jogada em que Tinga foi lançado na área e dividiu com o goleiro Fábio Costa, um lance escandaloso em que o juiz considerou simulação do atleta colorado deu um amarelo, como era o segundo resultou na expulsão. O polêmico campeonato daquele ano terminou com o Corinthians campeão com três pontos a frente do Inter. A segunda colocação garantiu a participação na Libertadores do outro ano, que foi vencida pelo colorado, na final venceu o forte time do São Paulo. Tinga fez um dos gols do segundo jogo da decisão e na comemoração ele tirou a camisa, recebendo o segundo amarelo, jogo que marcou seu ultimo jogo pelo Inter. Em 2012 Tinga chegou ao Cruzeiro, clube pelo qual encerrou a carreira. Se identificou rapidamente com o clube e com a torcida. Seu espirito guerreiro fez com que a torcida logo o abraçasse. Mesmo perdendo espaço no time titular nos anos de 2013 e 2014 onde o time celeste conquistou o bicampeonato brasileiro, tinga era um dos líderes daquele time. A frase do título foi dita por ele vestindo a camisa do Cruzeiro pela libertadores contra o Real Garcilaso, em uma atitude deplorável da torcida peruana que nos momentos em que Tinga tocava na bola ela imitava o som de um macaco, mais um episódio que reforçou a luta contra o racismo. Sua liderança e sua vontade de aprender fizeram com que Tinga ficasse fora dos gramados por um ano estudando, para que depois de muitas tentativas ele enfim aceitasse a proposta da diretoria do Cruzeiro para ser gerente de futebol. Por que jogava de terno? Tinga era um guerreiro em campo, podia atuar tanto como volante e como meia. Um líder nato dentro e fora dos gramados. 👤 Paulo César Fonseca do Nascimento 👶 13 de janeiro de 1978 (39 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio, Kawasaki Frontale, Botafogo, Sporting, Internacional, Borussia Dortmund, Cruzeiro 🏆 Copa do Brasil 97 e 01 (Grêmio); Copa Libertadores da América 06 e 10 (Internacional); Campeonato Brasileiro 13 e 14 (Cruzeiro) 👑 Sem premiações importantes Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (5,7) #Internacional #Grêmio #Cruzeiro #Volante

  • No lugar certo, na hora certa, no time certo

    "Estar no lugar certo e na hora certa". Essa é uma máxima que vale para qualquer atacante goleador. Entre eles Filippo Inzaghi. Para Pippo, como é conhecido, porém, essa máxima vai além. Ele estava no lugar certo, na hora certa e no time certo. E hoje o lugar dele é aqui no Joga de Terno. Inzaghi fez parte de um geração de ouro do Milan. A "Era Berlusconi" nome dado a seu antigo dono, Sílvio Berlusconi, ficou marcada por times montados com absoluta criatividade técnica, capacidade tática e muita, muita classe. Se hoje o clube é um mero coadjuvante na Itália, entre 2000 e 2012 era protagonista na Europa. Entre a saída de jogo no campo de defesa até chegar aos pés do atacante (e invariavelmente morrer no fundo da rede) ela passava pelos pés de Dida, Nesta, Maldini, Cafu, Gattuso, Pirlo, Seedorf, Kaká. Isso para citar apenas aqueles que fizeram parte do time por um longo tempo. Ainda poderíamos destacar aqui também Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Rui Costa, Rivaldo, Redondo, enfim. O Milan tinha dinheiro e Inzaghi muita sorte por ter jogado com tantos craques. Sorte? De fato ele nunca foi um jogador muito habilidoso, mas foi artilheiro por onde passou. Começou pelo Piacenza em 1991 e nunca saiu da Itália. Antes de se consagrar no Milan, vestiu o terno da rival Juventus e marcou 57 gols em 120 partidas. Há que se diga que a Juventus também era outro bom time (Zidane, Del Piero, Davids) mas a média de quase 1 gol a cada 2 partidas não pode ser atribuída apenas aos "garçons" do time. Quando chegou ao clube rossonero, em 2001, até sua saída em 2012, alternou entre bons e maus momentos, críticas e consagrações. Nunca foi unanimidade entre a torcida, e muitas vezes começava o jogo do banco de reservas. Isso nunca foi problema para ele. Ele sabia que a concorrência era forte. Shevchenko estava na melhor fase da carreira. Mas sempre que precisa entrava e resolvia. Além dele, vários outros jogadores dedicaram boa parte da carreira ao clube, como Nesta, Maldini, Gattuso e Pirlo. O entrosamento era tanto que ajudava a Inzaghi a adivinhar a jogada e a se antecipar ao marcador. Grande parte de seus gols era resolvido com poucos toques na bola ou de cabeça (veja o vídeo nos comentários). Quando enfim saiu do Milan já era com o status de ex-jogador e de 6º maior artilheiro do clube, com 126 gols. Começou a carreira de treinador e chegou a comandar o próprio Milan, em 2014. Bem distante de ser o Milan dos tempos de jogador, Inzaghi não conseguiu ter sucesso com um time muito limitado e não chegou a durar 1 ano à frente do cargo. Atualmente é técnico do Venezia. Por que jogava de terno? Como diria Nando Reis "É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer". Filippo Inzaghi tem muito o que admirar e se orgulhar. Quando estava em campo, era só olhar pra trás (no sentido literal mesmo) e ele iria ver uma constelação de craques jogando com a mesma camisa que a dele. Ao olhar para trás na carreira, agora em sentido figurado, vai se lembrar de todos os títulos e conquistas. Não era um jogador dotado de muita técnica e era constantemente flagrado em impedimento, sobretudo nos últimos anos da carreira mas nunca perdeu o faro de gol. Resolvia tudo em poucos e toques e já saía correndo pra comemorar. E vibrava muito. Poucos dizem que era craque. Alguns dizem que tinha apenas sorte. O Joga de Terno diz que é classudo 👤 Filippo Inzaghi 👶 9 de agosto de 1973 (43 anos) 🏠 Italiano 👕 PIacenza, Albino Leffe, Verona, Parma, Atalanta, Juventus, Milan e Seleção Italiana 🏆 Campeonato Italiano Série B 94/95 (Piacenza); Campeonato Italiano 97/98 (Juventus); Campeonato Italiano 03/04 e 10/11, Copa da Itália 02/03, Liga dos Campeões 02/03 e 06/07, Mundial Interclubes 07 (Milan); Copa do Mundo FIFA 06 (Seleção Italiana) 👑 Artilheiro do Campeonato Italiano 96/97 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7,1) #Juventus #Milan #Parma #SeleçãoItaliana #CopadoMundo2006 #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002

  • Dida, o homem de gelo

    Hoje é o Dia do Goleiro e o JdT quer fazer reverência a todos que atuam ou atuaram nesta ingrata posição do futebol. Mais que isso, abrimos nosso tapete verde para homenagear um dos goleiros mais vencedores do mundo: Nelson de Jesus Silva, o Dida. Conhecido por sua frieza debaixo das traves, nosso classudo de hoje era especialista em defender pênaltis. Ídolo incontestável de Cruzeiro, Corinthians e do Milan, sua concentração impressionava porque durante a partida sua fisionomia não mudava. Entrava em campo somente para uma coisa: fazer de tudo pro adversário não marcar. Dida começou a se destacar logo cedo no Vitória, quando participou da melhor campanha do clube no Brasileirão. Foi um milagreiro no Cruzeiro para a conquista da Libertadores de 97. No Corinthians foi o protagonista da conquista do primeiro Mundial Interclubes. Está na história do Milan depois de defender o terno rubro-negro por oito anos e conquistar a Champions League duas vezes. Defendeu a Seleção Brasileira por quase 20 anos, disputando três Copas do Mundo. Impressionante, não? O incrível é que com mesmo todos seus milagres e títulos, Dida nem sempre tem sua grandiosidade lembrada. Talvez por sua personalidade mais reservada, sua história quase sempre é contada apenas como um grande pegador de pênaltis. Não é tão divulgado, por exemplo, que nosso classudo é o terceiro goleiro que mais defendeu o terno verde-amarelo do Brasil, atrás apenas de Taffarel e Gilmar. Deve ser lembrado ainda por ser o primeiro goleiro brasileiro a fazer história em um grande clube na Europa. A primeira passagem pelo velho continente foi conturbada, quando foi emprestado ao Lugano da Suíça depois de uma confusão na justiça entre Dida e o Cruzeiro. O pivô do problema: o Milan. Exatamente o time que o goleiro tornou-se ídolo alguns anos depois. Nos seus 302 jogos na equipe rossoneri, chegou a ser eleito o melhor goleiro do mundo pela FIFPro. A vitalidade de Dida foi impressionante durante a sua carreira. Aos 40 anos ainda defendeu o terno tricolor do Grêmio e teve grandes atuações. Inclusive defendendo três pênaltis em jogo de mata a mata da Copa do Brasil contra o Corinthians. Por que jogava de terno? Na hora da cobrança de pênalti, na marca do cal, o batedor que via Dida no gol já aumentava a tensão. Com ele na meta, o espaço entre as traves pareceria menor. Fruto da sua frieza que aguardava até o último segundo antes da cobrança para escolher qual lado pular. Mais que isso, venceu os maiores títulos do futebol mundial. Sem dúvida será classudo eterno e inesquecível debaixo das traves. 👤 Nelson de Jesus Silva (Dida) 👶 7 de outubro de 1973 (43 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Vitória, Cruzeiro, Lugano, Corinthians, Milan, Portuguesa, Grêmio, Internacional e Seleção Brasileira. 🏆 Copa do Brasil 96, Copa Libertadores 97 (Cruzeiro); Campeonato Brasileiro 99, Copa do Brasil 02, Mundial Interclubes 00 (Corinthians); Campeonato Italiano 03/04, Copa da Itália 02/03, Champions League 02/03, 06/07; Copa das Confederações 97 e 05, Copa América 99 e Copa do Mundo 02 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Prata 93, 96, 98 e 99; Melhor goleiro do Campeonato Italiano 04; Melhor goleiro do mundo 05. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8,7) #Vitória #Cruzeiro #Corinthians #SeleçãoBrasileira #Brasil #Goleiro #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006

  • O artilheiro de Deus

    Os saudosistas do futebol da década de 80 certamente vão se lembrar do classudo de hoje levantando as mãos para o céu depois do gol: Baltazar, o Artilheiro de Deus. E dos vários clubes por onde passou. Revelado pelo Atlético-GO, Baltazar entrou na história do time como o artilheiro absoluto do campeonato goiano: foram 31 gols pelo Dragão no ano de 1978, marca que persiste até os dias atuais. Dali foi para o Grêmio, conquistando a artilharia do Gaúcho por dois anos consecutivos e o primeiro campeonato brasileiro em 1981. Foi dele o gol do título em cima do São Paulo no Morumbi, quando ficou conhecido como “Artilheiro de Deus”, sendo um dos primeiros a se declarar como Atleta de Cristo. Depois de uma passagem pelo Palmeiras, o atacante sagrava-se campeão brasileiro novamente, mas desta vez pelo Flamengo, compondo o time de 1983 ao lado de Zico, Adílio e Leandro. Jogou também pelo Botafogo antes de marcar seu nome no futebol europeu. Dos brasileiros que atuaram na Liga Espanhola, Baltazar é o maior marcador em uma única temporada, com 35 gols pelo Atlético de Madrid em 88/89. Na lista geral, circula em oitavo, atrás de alguns como Ronaldinho, Ronaldo Fenômeno, Bebeto e Rivaldo. De volta ao Brasil, virou ídolo no clube adversário daquele que o lançou. Foi um dos principais jogadores do Goiás de 1994, ajudando a equipe alviverde a voltar à elite do futebol brasileiro, e também artilheiro no estadual no mesmo ano. Pela Seleção brasileira, nunca participou de uma Copa do Mundo, mas foi campão da Copa América em 1989. Encerrou sua carreira em 1996, jogando no Japão e atualmente é empresário de futebol. Por que jogava de terno? Predestinado a fazer gols, Baltazar enchia a rede sempre que podia. Tinha presença em campo e era peça essencial para o sistema ofensivo funcionar. 👤 Baltazar Maria de Morais Júnior 👶 17 de julho de 1959 (57 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Atlético-GO, Grêmio, Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Celta de Vigo, Atlético de Madrid (ESP), Porto (POR), Rennes (FRA), Goiás, Kyoto (JAP) e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Gaúcho 79 e 80, Campeonato Brasileiro 81 (Grêmio); Campeonato Brasileiro 83 (Flamengo); Taça Portugal (Porto), Campeonato Goiano 94 (Goiás), Copa América 89 (Seleção) 👑 Artilharias Campeonato Goiano 78 (31 gols) e 94 (25), Campeonato Gaúcho 80 (28) e 81(20); Campeonato Carioca 84 (12) e Campeonato Espanhol 88/89 (35) Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,2) #AtléticoGO #Grêmio #Palmeiras #CeltadeVigo #AtléticodeMadrid #Goiás

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