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  • Os limites no amor de jogar futebol

    Se você acompanha o futebol inglês há algum tempo, certamente ouviu falar de Daniel Agger. O dinamarquês compunha o lado esquerdo da defesa do Liverpool por oito anos. Sua carreira no futebol é repleta de altos e baixos, o principal motivo foram as lesões e as dificuldades físicas. As seguidas contusões tinham uma explicação: o dinamarquês sofria de síndrome de hipermobilidade articular, que aumenta o risco de distensões e luxações. Mesmo com o problema, Agger foi capitão da Seleção Dinamarquesa e referência no futebol do seu país. A história do nosso classudo com o futebol é curiosa e tem um final precoce. Agger era um defensor. Como zagueiro demonstrava bastante agilidade e segurança para atuar quando a redonda passava pelos seus pés. Logo foi transferido pro Liverpool, onde escreveu as mais importantes páginas de sua história. Apenas em sua primeira temporada, em 06/07, esteve inteiro fisicamente, tanto é que com o terno vermelho dos Reds foi titular absoluto neste. Chegou a disputar aquela final da Champions League, contra o Milan. Saiu do Liverpool na temporada 13/14 depois de disputar 232 partidas e marcar 14 gols. As lesões dificultavam cada vez mais a regularidade de jogos do nosso classudo e era hora de respirar novos ares. Chegou a ser especulado no Barcelona, que estava a procura de um defensor experiente, mas acabou voltando à sua terra natal, para o time que o revelou: o Brondby. No Campeonato Dinamarquês, que teoricamente exige menos que um Campeonato Inglês, Agger sofria com as lesões. Entretanto, sua vontade de estar em campo, defendendo as cores do seu time era muito grande, a ponto do classudo abusar dos antinflamatórios para atuar com menos dores. Em uma entrevista, o atleta conta que antes de um clássico contra o Compenhague, em 2015, estava com risco de não jogar e usou as medicações para atuar. Sonolento antes do jogo, tomou energéticos e pílulas de cafeína para acordar. O efeito colateral foi péssimo, ele conta que “era como se minha visão não estivesse sincronizada com o que estava acontecendo a minha volta”. Não durou nem o primeiro tempo em campo. Agger então percebeu que estava ultrapassando seus limites. E com 31 anos a melhor escolha era pendurar as chuteiras, para evitar problemas mais sérios na saúde. Pelo amor que demonstrou ao futebol, a aposentadoria veio com pesar, mas com a certeza que era necessária. Por que jogava de terno? Apesar das enormes dificuldades físicas que enfrentou na carreira, Agger conseguiu deixar sua marca no futebol. Um defensor que podia atuar no miolo de zaga ou fechando o lado esquerdo, deu sustentação defensiva ao Liverpool em momentos importantes. Além disso, seu amor por ser jogador de futebol o faz merecer esta homenagem. 👤 Daniel Munthe Agger 👶 12 de dezembro de 1984 (32 anos) 🏠 Dinamarquês 👕 Brondby (DIN), Liverpool e Seleção Dinamarquesa. 🏆 Campeonato Dinamarquês 04/05, Copa da Dinamarca 05 (Brondby); Copa da Inglaterra 05/06, Copa da Liga Inglesa 11/12 (Liverpool). 👑 Seleção do Campeonato Inglês: 06; Bola de Prata: 00, 04, 05 e 06. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #Liverpool #SeleçãoInglesa #CopadoMundo2010 #Zagueiro

  • Ensina, Romário

    O homenageado de hoje dispensa apresentações. Os mil gols falam por si. Hoje é aniversario de 10 anos do milésimo, e foram poucos que atingiram essa marca. Vai Romário, ensina pra esses atacantes como fazer gol de todos os jeitos possíveis. Desde cedo o instinto artilheiro já podia ser notado no jovem garoto que já em 1979 era artilheiro de e campeão carioca na categoria infantil jogando pelo Olaria. O Vasco não perdeu tempo e o contratou. Jogando pelo Vasco da Gama conseguiu logo reconhecimento nacional e internacional. Já em seu primeiro ano de profissional foi vice artilheiro do campeonato carioca de 85. No ano seguinte fez dupla de ataque com o maior ídolo do Vasco, Roberto Dinamite. Na europa jogou pelo PSV, onde fechou seu ciclo com média de quase um gol por partida. E no Barcelona, onde o sucesso se manteve, jogou por uma temporada e meia, até que a passagem foi interrompida pela vontade de voltar ao Brasil, que em uma ação de marketing realizada pelo Flamengo se tornou viável. Se hoje podemos dizer que a nossa seleção é a única a ter jogado todas as Copas do Mundo agradeça a Romário, que em 1993, no último jogo das eliminatórias pra Copa dos EUA, onde o Brasil precisava de um empate pra se classificar e estava pressionado, o Baixinho foi lá e marcou os 2 gols da vitória sobre o Uruguai e saiu do Maracanã ovacionado. No ano seguinte a seleção saiu da fila de 24 anos sem título mundial com Romário sendo eleito o melhor jogador da Copa. Sobre o gol mil? Foi no dia 20 de maio de 2007, em um jogo do Vasco contra o Sport, em São Januário, jogo foi válido pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro. E quis o destino que assim como o milésimo gol de Pelé, o 1000 do Romário também fosse de pênalti. E é claro que o Baixinho não desperdiçou. Por que jogava de terno? Gênio da grande área, fazia gols com a direita, com a esquerda, de cabeça, de bico, colocado. Para a revista argentina El Gráfico, é o maior goleador da história do futebol com 768 gols em jogos oficiais. É ainda o jogador com o maior número de artilharias na história do futebol, foi artilheiro em 27 das 83 competições oficiais que disputou. Romário está na historia e é um dos maiores centroavantes que o mundo já viu. 👤 Romário de Souza Faria 👶 29 de janeiro de 1966 (51 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Vasco da Gama, PSV Eindhoven, Barcelona, Flamengo, Valencia, Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Al-Sad, Vasco da Gama, Miami FC, Adelaide United, Vasco da Gama, America (RJ), Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Holandês 88/89, 90/91 e 91/92 (PSV Eindhoven); La Liga 93/94 (Barcelona); Copa Mercosul 99 (Flamengo); Campeonato Brasileiro e Copa Mercosul 00 (Vasco); Qatar Stars League 03/04 (Al Sadd); Copa do Mundo 94, Copa América 89 e 97 e Copa das Confederações 97 (Seleção Brasileira) 👑 Melhor Atacante da Liga dos Campeões da UEFA 90, 91 e 93; Melhor Jogador do Mundo FIFA 94; Melhor Atacante do Mundo FIFA 94; Melhor jogador da Copa do Mundo FIFA 94; Bola de Ouro Revista Placar 00, Bola de Prata Revista Placar 00, 01 e 05; Chuteira de Ouro Revista Placar 99, 00 e 02; FIFA 100 04; Maior Artilheiro em jogos oficiais de todos os tempos do futebol (Revista El Gráfico - 768 gols). Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9,6) #Vasco #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1994 #Brasil #Atacante

  • O goleador dos antípodas

    Wynton Rufer é sem duvida o jogador neozelandês mais conhecido do futebol mundial, jogador de topo na Suíça e na Alemanha, onde ao serviço do Werder Bremen brilhou e conquistou títulos. Na seleção esteve presente no mundial de 1982, a primeira presença dos "kiwis" numa fase final de um mundial. E foi considerado pela Federação de Futebol da Oceania como o melhor jogador da Oceania do século XX. Wynton Alan Whai Rufer nasceu em Wellington, capital da Nova Zelândia, filho de um emigrante suíço e de uma maori. Desde pequeno que descobriu a paixão pelo futebol, certamente incentivado pelo pai, coisa estranha num país que vive e respira Rugby. Jogou no Wellington Diamond United, Stop Out e nos Miramar Rangers, tendo sido votado como o melhor jogador de futebol do país em 1981 e 1982. Nesse ano, os all whites, nome pelo qual é conhecida a seleção neozelandesa de futebol conseguiu qualificar-se pela primeira vez para uma Copa do Mundo. Antes do mundial, o técnico do Norwich City ficou impressionado com as suas capacidades e convidou-o para treinar por experiência em Norfolk, tendo convencido os dirigentes do clube, que o convidaram a assinar o seu primeiro contrato profissional, o primeiro que algum jogador neozelandês de futebol assinava. Contudo não teria autorização de trabalho das autoridades britânicas e acabou por ter de esperar um ano antes, de assinar pelos suíços do FC Zürich. Durante sete temporadas Rufer fez nome na liga helvética. Em quatro anos jogou 100 vezes pelo FC Zürich, onde marcou 43 gols, passou duas temporadas no FC Aarau e uma no Grasshopper de Zurique, onde continuou a ser sinônimo de gol, tendo apontado mais de cem gols no Campeonato Nacional Suíço. No verão de 1989, foi contratado para o Werder Bremen, clube pelo qual foi artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA de 1993/94, o único jogador da Oceania com esta marca, e onde conquistou uma Copa da Alemanha e uma Recopa Europeia; e pelo Kaiserslautern. Votado como o melhor jogador da Oceania em 1989, 1990 e 1992, ao final da temporada 1994/95, já com 32 anos, fechou contrato com o JEF United, do Japão. Com 27 gols em 43 jogos, conseguiu retornar ao futebol europeu ao assinar com o Kaiserslautern em 1997. No FCK, marcou 4 gols em 14 jogos, colaborando na conquista do título da Bundesliga. No mesmo ano, retornou ao futebol neozelandês, onde atuaria por mais cinco temporadas com as camisas de Central United, North Shore e New Zealand Knights, clube no qual se aposentou em 2002, pouco antes de completar 40 anos. Por que jogava de terno? Se os habitantes das regiões antípodas caminhavam "ao contrário", o neozelandês Wynton Rufer mostrou que a sua direção certa era o gol. Único jogador da Oceania a se tornar artilheiro de uma liga dos campeões, Rufer ainda brilhou nas terras inglesas, alemãs e suíça, maior jogador de todos os tempos do futebol da Oceania ainda levou a Nova Zelândia para a sua primeira participação em Copa do Mundo. 👤 Wynton Alan Whai Rufer 👶 29 de dezembro de 1962 (54 anos) 🏠 Neozelandês 👕 Diamond ,Rangers, Central United North Shoore, Kings (NZL), Norwich (ING), FC Zurick, Aarau, Grasshoper (SUI), Werder Bremen, Kaiserslautern (ALE) e Seleção Neozelandesa 🏆 (Principais) Copa dos vencedores 92/93, Bundesliga 92/93 e Copa da Alemanha 90/91 e 93/94 (Werder Bremen) 👑 Melhor jogador da Oceania 1989,1990 e 1992 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,5) #WerderBremen #SeleçãoNeozelandesa #Atacante #CopadoMundo1982

  • Heroi de 2005

    Quando o São Paulo enfrentou o Liverpool na badalada final do Mundial Interclubes de 2005, um novo herói surgiria ao fim da partida. Era Carlos Luciano da Silva, o Mineiro, autor do gol da vitória que deu um banho de água fria na empolgação dos ingleses. E não, ele não era de Minas. Nascido em Porto Alegre, surgiu nas categorias de base do Internacional e despontou na base Rio Branco de Americana, de São Paulo. Dono de passes precisos e ótimo ladrão de bolas, foi logo sondado por times de maiores expressões no profissional. E foi no São Paulo que Mineiro apareceu para o Mundo. E não só pelo gol na final do mundial, o volante, sempre regular, começou a vestir o terno Canarinho com frequentes convocações pelo então técnico Dunga. E claro, que os times europeus "cresceram os olhos". em 2007 o Herta Berlin levou o jogador e ficou por lá por uma temporada. Até que o Chelsea, comandado por Luiz Felipe Scolari, surpreendentemente o contratou. Mas o técnico que o indicou caiu dois meses depois da chegada de Mineiro e a passagem do jogador em campos ingleses foi curta. Jogou apenas dois jogos na temporada e retornou para a Alemanha, dessa vez para o Schalke 04. Aposentou em 2012, jogando pelo TuS Koblenz, também alemão. Por que jogava de terno? Volante veloz, exímio ladrão de bola. Características que o fizeram ser contratado pelo São Paulo em 2005, onde foi um dos heróis do título mundial. 👤 Carlos Luciano da Silva 👶 2 de agosto de 1975 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Ponte Preta, São Caetano, São Paulo, Hertha Berlim, Chelsea, Schalke 04, TuS Koblez e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Paulista: 04 (São Caetano), 05 (São Paulo); Campeonato Brasileiro: 05 (São Paulo); Copa da Inglaterra: 09 (Chelsea); Copa Libertadores da América: 05; Mundial de Clubes da FIFA (São Paulo); Copa América: 07 (Seleção Brasileira). 👑 Seleção do Campeonato Brasileiro: 06; Bola de Prata: 00, 04, 05 e 06. Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,8) #SãoPaulo #Chelsea #SeleçãoBrasileira #Brasil #Volante #SãoCaetano #CopadoMundo2006

  • Um ídolo em Benfica

    Em Portugal a paixão pelo futebol é grande, quase parecida com o que vemos aqui no Brasil. É por isso que, vez ou outra, surgem bons jogadores da terrinha no cenário mundial. Um deles é Nuno Gomes, atacante que fez história pelo Benfica e na Seleção Portuguesa. Desde jovem, mais precisamente com 15 anos, o gajo defendeu as cores de seu país nas categorias de base. Uma promessa que se esperava muito, talvez por isso frustrou um pouco os portugueses. Nosso classudo foi revelado no Boa Vista e era o atacante titular da equipe com menos de 20 anos. Era eficiente no ataque, rápido com a bola nos pés e a pontaria apurada na hora de finalizar. Logo chamou a atenção do Benfica, clube por onde fez história. Em duas passagens pelo time da Luz, Nuno Gomes disputou 399 partidas e marcou 166 gols. Acostumado a vestir o terno da Seleção Portuguesa, Nuno Gomes foi um dos destaques da Euro 00 na campanha que levou a equipe nacional até as semifinais. Os gols decisivos do atacante enchiam os portugueses de esperança, que vislumbravam ser ele o substituto ideal para Pauleta que estava perto da aposentadoria. O que não aconteceu, porque com o passar dos anos o classudo foi perdendo espaço nas convocações, principalmente pela boa fase de Hugo Almeida e Liedson. Nuno Gomes que no começo da carreira dava amostras de um jogador histórico, mas acabou não marcando seu nome na história do futebol mundial. Em Portugal, tem o apreço dos torcedores, principalmente os do Benfica. Depois de pendurar as chuteiras, o classudo continua no meio futebolístico, atuando como dirigente do clube que é ídolo. Por que jogava de terno? Rápido, finalizador e decisivo. O começo da carreira de Nuno Gomes foi impressionante, principalmente pela sua maturidade para atuar bem em grandes jogos. Sua trajetória no futebol foi irregular, ainda assim ofereceu bem seus serviços nos clubes que passou. 👤 Nuno Miguel Soares Pereira Ribeiro 👶 5 de julho de 1976 (40 anos) 🏠 Português 👕 Boavista, Benfica, Fiorentina, Sporting, Blackburn Rovers e Seleção Portuguesa. 🏆 (principais) Copa de Portugal 97 (Boavista); Copa de Portugal 04, Taça da Liga de Portugal 08/09, 09/10, 10/11, Campeonato Português 04/05 e 09/10 (Benfica); Copa da Itália 00/01 (Fiorentina). 👑 sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (5,8) #Benfica #Fiorentina #SeleçãoPortuguesa

  • Falou e disse. Porém, não muito

    Biografias são sempre uma ótima forma de conhecer melhor sobre a vida de um artista. Mas quando ela é escrita pelo próprio artista temos geralmente duas situações: as autobiografias em que o artista diz tudo sobre sua vida e revela coisas que você nunca imaginou ou aquele livro raso, sem muita informação, feito mais para exaltar os feitos de si mesmo e aumentar o seu ego. No caso de Galvão Bueno não é preciso dizer que se trata da segunda opção. Escrito por ele e Ingo Ostrovsky, "Fala Galvão" conta toda a carreira do comunicador, desde seu começo no rádio até se tornar o narrador mais icônico da história do esporte brasileiro. O problema é que ele sabe disso e não faz questão de esconder. Durante o livro você vai ler diversas vezes como ele é bom no que faz e tudo que conquistou nesses mais de 40 anos de carreira. Mas ninguém chega ao topo sem cometer deslizes, como no caso em que ele dá uma bronca em Pelé na Copa de 94 ou a campanha "cala boca, Galvão", na Copa de 2010. Ele chega a mencionar essas histórias, mas sempre de uma forma que não arranhe a sua imagem, em uma clara demonstração de alguém que não lida bem com as críticas. Ele também conta suas experiências ao lado de alguns dos maiores esportistas do mundo como Ronaldo, Pelé e Ayrton Senna. Talvez o ponto alto do livro seja mesmo as histórias que ele viveu ao lado do piloto brasileiro morto em 94. Galvão conta como era sua relação íntima com Senna, inclusive detalhes de sua personalidade extremamente competitiva e perfeccionista com os resultados, coisa de quem só quem conheceu a intimidade do piloto poderia contar. Vale a pena a leitura? "Fala, Galvão" não surpreende, apenas ratifica a imagem que muitas pessoas têm de Galvão Bueno: competitivo, prepotente, e talvez até arrogante mas, sem dúvida alguma, vencedora. Talvez o melhor do livro seja, justamente, quando ele não fala de si, afinal de contas, ele pode se orgulhar de ter convivido com alguns dos maiores esportistas do mundo - e eles de terem conhecido Galvão Bueno. Mesmo assim não espere muito, todos ali são sempre tratados como bons amigos e ótimos profissionais. Nenhuma crítica, (a única página dedicada a falar de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, por exemplo, chega a ser constrangedora tamanho eufemismo) mesmo a pessoas com quem, publicamente, ele teve atritos. Portanto, o melhor momento mais revelador do livro fica mesmo com sua história íntima com o saudoso Ayrton Senna. A leitura vale a pena para quem realmente admira a carreira de Galvão e quer conhecer um pouco da vida dele. Mas só um pouco mesmo. De resto você só vai ler números que mostram como ele é bom no que faz (e de fato é), que está cercado de ótimos profissionais (e de fato está) e alguns nomes de vinhos que talvez você nunca chegue a experimentar. Avaliação: ✏✏✏✏✏✏✏ (7) 📖 Fala, Galvão (312 páginas) 📝 Galvão Bueno e Ingo Ostrovsky 📅 2015 📚 Editora Globo 💵 R$ 24,90 + frete (Ponto Frio)

  • O Drácula

    O lateral-esquerdo e zagueiro Cristian Chivu foi um dos últimos suspiros do futebol de alto nível da Romênia nos anos recentes. Após a geração de ouro do país balcânico na década de 90, com Hagi e companhia, coube a jogadores como Chivu e Mutu a missão de manter a seleção tricolor em um patamar respeitável. O defensor desempenhou bem o seu papel, participando de boas campanhas em torneios de selecionados. No âmbito de clubes, ganhou tudo o que podia com os ternos de Ajax, Roma e Internazionale, e é lembrado pela solidez defensiva e qualidade na cobrança de faltas. Chivu iniciou sua vitoriosa carreira muito jovem, no time da sua cidade. Profissionalizou-se pelo Resita com somente 16 anos em 1996, e por lá ficou apenas até fazer 18, quando foi para um dos maiores clubes da Romênia. No Universitatea Craiova, o futebol do defensor começou a ser notado e a atrair o interesse de grandes clubes da Europa. E Chivu foi em busca de maiores voos já no ano seguinte, em 1999, quando assinou pelo Ajax e fez sua estreia na seleção nacional. O começo da trajetória do zagueiro/lateral na tricolor, aliás, foi rapidíssimo. Jogou pela equipe principal apenas quatro vezes antes da Eurocopa de 2000. Ainda assim, foi titular nas quatro partidas do time e fez seu primeiro gol internacional no torneio, em vitória por 3 a 2 sobre a Inglaterra. Apesar disso, a Romênia seria eliminada pela vice-campeã Itália nas quartas. Também falharia nas tentativas de ir às Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010 e à Euro 2004, retornando a um torneio somente na Eurocopa de 2008. Voltando aos clubes, foi no Ajax que o mundo conheceu a segurança de Cristian Chivu e a sua crescente habilidade nas cobranças de falta. Em Amsterdam, o defensor também começou a mostrar sua capacidade de liderança. Com a braçadeira de capitão e a confiança do técnico Ronald Koeman, Chivu levou o gigante holandês ao domínio doméstico com a tríplice coroa local (campeonato, copa e supercopa). Naquela jovem equipe, que contava com promessas como van der Vaart, Chivu também conheceu jogadores com quem viria a celebrar outros títulos no futuro: Ibrahimovic, Sneijder e Maxwell. Depois de ótimo desempenho na temporada 2002-03 – que rendeu a Chivu um lugar na seleção da UEFA de 2002, além dos prêmios de melhor jogador do futebol holandês e melhor jogador romeno daquele ano –, o defensor deixou o Ajax. Por 18 milhões de euros, assinou com uma grande força do então campeonato mais disputado do mundo. Na Roma, seu futebol foi atrapalhado pelas lesões. Ainda assim, Chivu não deixou a capital italiana sem títulos: na sua última temporada pelos romanistas, 2006-07, levantou o caneco da Copa da Itália. A janela de transferências da intertemporada seguinte ventilou mais uma vez a ida do defensor para grandes clubes, como Real Madrid e Barcelona, mas o que mudou foi apenas a cidade. De Roma, Chivu foi para Milão defender a Internazionale por 16 milhões de euros. E foi com os nerazzurri que a carreira do romeno atingiu o seu ápice. Já na primeira temporada, conquistou o campeonato tão desejado no clube anterior. Em 2008-09, manteve o domínio doméstico e ensaiou boa campanha na Champions, com destaque para o jogo contra o Manchester United em que parou Rooney e Cristiano Ronaldo e faturou o prêmio de melhor da partida. Mas foi a temporada seguinte que consagrou aquela Inter. Em 2009-10, os comandados de José Mourinho perderam Ibrahimovic mas ganharam tudo o que poderiam desejar. A única desvantagem para Chivu foi a perda da titularidade absoluta, já que Lúcio e Samuel assumiram a zaga interista e o eterno capitão Zanetti foi para a lateral esquerda com a boa fase de Maicon. Além disso, o romeno sofreu uma lesão no crânio em janeiro e só voltou aos campos em março, com uma proteção na cabeça parecida com a de Petr Cech. Ainda assim, Chivu entrava com frequência no time, e colaborou bastante para a equipe no fim da temporada que consagrou a inédita conquista da tríplice coroa. Foi titular na final da Champions League contra o Bayern e levantou a terceira orelhuda da Inter, que voltou ao topo da Europa após seca de 45 anos. Na temporada seguinte, conquistou o Mundial de Clubes e a Copa da Itália, mas não voltou à titularidade. Também em 2011, anunciou a aposentadoria da seleção romena, a qual capitaneou sem sucesso nas eliminatórias para a Copa de 2010. A retirada definitiva não tardaria muito mais. Ao término do seu contrato com a Inter em 2014, Chivu pendurou as chuteiras aos 33 anos de idade após uma carreira recheada de títulos. Por que jogava de terno? Cristian Chivu foi, junto de Adrian Mutu, um dos melhores jogadores da Romênia nos últimos anos. Defensor seguro, Chivu não brincava em serviço, seja como lateral esquerdo ou zagueiro central. Era bom na marcação individual, tinha bom senso de posicionamento e qualidade técnica acima da média para um jogador de defesa. Não à toa, às vezes era utilizado como volante, dada a boa saída de bola. Além disso, a qualidade na bola parada sempre fez de Chivu uma preocupação para os adversários. O romeno era um especialista em faltas e de vez em quando anotava os seus gols com a precisão de seus remates. Foi membro importante da equipe multicampeã da Inter de Milão no fim da década passada. 👤 Cristian Eugen Chivu 👶 26 de outubro de 1980 (36 anos) 🏠 Romeno 👕 Reșița (ROM), Universitatea Craiova (ROM), Ajax (HOL), Roma (ITA), Internazionale (ITA) e Seleção Romena 🏆 Campeonato Holandês 01/02, Copa da Holanda 01/02, Copa da Itália 06/07 (Roma); Campeonato Italiano 07/08, 08/09 e 09/10, Copa da Itália 09/10 e 10/11, UEFA Champions League 09/10 e Mundial de Clubes 10 (Internazionale) 👑 Chuteira de Ouro do futebol holandês 2002, Seleção da UEFA 02/03, Jogador Romeno do ano 02, 08 e 2009 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,0) #Roma #Internazionale #SeleçãoRomena #Lateralesquerdo #Zagueiro

  • Ah, é Anaílson!

    Hoje trazemos a campo um classudo que não teve muita mídia em toda sua carreira, mas que fez parte de uma equipe que chamou bastante atenção no inicio dos anos 2000, o São Caetano. Anaílson era um dos principais jogadores do Azulão. Anaílson Brito Noleto é natural da cidade de Estreito-MA, e saiu de lá muito cedo em busca do seu sonho de se tornar um jogador de futebol, o destino? O estado de São Paulo. Jogando pelo Rio Branco-SP ele conseguiu destaque, e fez parte da Seleção sub-17 campeã do mundo em 1997, que tinha como destaque Ronaldinho Gaúcho. Em 2001 em seu primeiro ano de São Caetano foi eleito a revelação do Brasileirão, e foi um dos destaques na campanha do vice-campeonato do Azulão. No ano seguinte não foi diferente mais uma final, desta vez do principal campeonato da América do Sul, a Libertadores mas infelizmente o título não veio. Um período com constantes lesões dificultaram a vida de Anaílson, que não conseguiu manter as boas atuações e sonhar com um grande clube. No final de 2006 Anaílson foi contratado pela Federação Goiana de Futebol(FGF), isso mesmo por uma federação. Não entendeu? Calma que nós vamos explicar: a FGF fez uma ação que visava aumentar o público durante o estadual de 2007, cada equipe receberia um jogador com contrato até o final do campeonato. O Raking do clube foi feito através de ligações de torcedores, quem tivesse mais ligações tinha direito de escolher entre os 12 jogadores já selecionados pela FGF. O Atlético Goianiense foi o segundo colocado, e escolheu Anaílson. Tornou-se ídolo jogando pelo Dragão, e logo no primeiro ano justificou a escolha do time, Anaílson foi autor do gol do título goiano de 2007, vencendo na final o favorito Goiás. E continuou sendo destaques nas campanhas que levaram o Atlético Goianiense da modesta Série C de 2007 até a Série A em 2010. Por que jogava de terno? Era um meia atacante rápido, com as características de jogar aberto pelos lados do campo, habilidoso e mais passador do que finalizador de jogada. Suas passagens por São Caetano e pelo Atletico Goianiense o credenciam a receber o nosso terno de hoje. 👤 Anaílson Brito Noleto 👶 8 de março de 1978 (39 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Rio Branco-SP, São Caetano, Marília, Náutico, Tokyo Verdy, Santo André, Atlético Goianiense, XV de Piracicaba, Rio Verde-GO, Sobradinho, Anápolis, Interporto, União Rondonópolis, Tocantinópolis, Imperatriz 🏆 Campeonato Paulista 04 (São Caetano); Campeonato Goiano 07, 10 e 11. Campeonato Brasileiro Série C 08 (Atlético Goianiense) 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔 (4) #SãoCaetano #AtléticoGO #Meiaatacante #Brasil

  • Lenda polaca

    Não é porque a Polônia não tem uma significativa história no futebol que ela não tem nada para mostrar. Pelo contrário e enga-se terrivelmente quem falar que só Robert Lewandowski se sobressai ou se sobressaiu com o terno polaco. Entre Kazimierz Deyna ou o grande Zbigniew Boniek, podemos destacar Grzegorz Lato. Lato não passou despercebido. Deu nome a uma das maiores gerações da Polônia no esporte, na década de 70. Sua carreira deu-se quase por completo vestindo o terno do Stal Mielec. Foi lá onde começou e estourou. Sua velocidade era sua principal arma, mas não só. Seus gols fizeram com que aquela geração da polaca fosse sempre conhecida. A começar pela Medalha de Ouro nas Olimpíadas de 1972, em Munique. Naquela época, o esquadrão polaco contava ainda com nomes fortes, como o já citado Deyna. A força do time, que se resumiam quase sempre em gols de Lato fizeram o time conquistar um incrível terceiro lugar na Copa de 1974, com o ponta-direito sendo o artilheiro (7 gols) - o último marcado sobre o então campeão Brasil - e o melhor ataque da fase inicial, 12 gols. E não parou por ai. A Polônia ainda chegaria às finais das Olimpíadas de 78, mas agora alcançando a medalha de prata. Em solo polonês, Lato virou lenda. Além de dois títulos nacionais, era uma das referências do esporte. Ao final da sua carreira, foi o jogador que mais vestiu o terno polaco, além de ser, ainda hoje, um dos maiores artilheiros, com 45 gols. Depois de se aposentar, Lato além de treinador, foi uma importante figura política, dentro do esporte ou fora: foi presidente da PZPN, Federação Polonesa de Futebol e Senador no pais. Ajudou a organizar a Euro de 12, quando seu país co-organizou a competição com a Ucrânia. Por que jogava de terno? Um dos maiores artilheiros da Polônia, Lato marcou época com sua velocidade e pontaria. Ainda é um dos maiores vestindo a camisa polaca. 👤 Grzegorz Lato 👶 8 de abril de 1950 (67 anos) 🏠 Polônia 👕 Stal Mielec-POL, KSC Lokeren-BEL, CF Atalante-MEX e Seleção polonesa. 🏆 Campeonato polonês de Futebol: 73 e 76 (Stal Mielec); Medalha de Ouro nas Olimpíadas de 72 (Seleção Polonesa). 👑 Artilheiro da Copa do Mundo de 1974 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,3) #SeleçãoPolonesa #MeioCampo #CopadoMundo1974 #CopadoMundo1978 #CopadoMundo1982

  • Márcio Araújo: Por que ele é titular?

    O que dizer sobre Márcio Araújo? Titular em grandes equipes como Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo durante toda sua carreira, entretanto sempre contestado. Daqueles jogadores “invisíveis” que são os guardiões da faixa de campo em frente aos zagueiros. O maranhense de jeito simples é pouco midiático e em suas entrevistas tem a fala mansa e objetiva. Talvez por isso não é um querido das torcidas. De fato, não é um classudo propriamente dito, porque se destaca pelos desarmes e passes curtos na construção de jogo. Contudo, o JdT considera importante refletir o futebol para além de grandes craques. Acontece que o caso Márcio Araújo merece ser observado com mais afinco. Despontou para o futebol nacional em 04, quando chegou ao Galo. Foi bem na campanha do time mineiro em 06 e foi transferido ao Japão. Voltou a vestir o terno alvinegro em 08, ano do centenário do Galo e só não era titular quando estava suspenso ou contundido. A torcida do Galo discordava da titularidade e pegava no pé do atleta durante os jogos. Ao fim da temporada, foi contratado pelo Palmeiras e adivinhem? Foi titular desde sua chegada, durante quatro temporadas e com diferentes técnicos. A torcida alviverde não concordava sempre com a titularidade e o jogador era criticado jogo a jogo. Se atuava bem, pouco se falava. Uma má atuação, as críticas vinham de todos os lados e, por vezes, era motivo de chacota pela opinião pública. Chegou então ao Flamengo, em 14, já com a pressão de uma das maiores torcidas do Brasil. Não preciso contar no novo clube, foi titular na maioria dos jogos que esteve à disposição. Foi herói da conquista do Campeonato Carioca do mesmo ano, quando marcou o gol de empate sobre o Vasco, que deu o título ao Mengão. Na atual temporada, com a chegada de Rômulo, imaginou-se que ele iria enfim para o banco de reservas. Não foi o caso. Márcio Araújo vem colecionando boas atuações, especialmente na Libertadores e já é chamado pelos rubros-negros de Toni Kroos da Gávea. Para finalizar, seguem alguns números que comprovam que Márcio Araújo merece um pouquinho mais de respeito: no Galo são 224 jogos, no Palmeiras 252 partidas e no Flamengo, até então, são 172. Ninguém é titular absoluto em três grandes times por acaso, né? Por que joga de terno? Mais que responder esta pergunta, precisamos responder o questionamento do título deste texto. Sem dúvidas é um jogador raçudo e dedicado que sempre honra os ternos que veste. Se é leão de treino e cai nas graças do técnico, é também um leão em campo e auxilia seus companheiros, mesmo com suas limitações. 👤 Márcio Rodrigues Araújo 👶 11 de junho de 1984 (32 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Corinthians Alagoano, Atlético-MG, Guarani, Kashiwa Reysol (JAP), Palmeiras e Flamengo. 🏆 Campeonato Mineiro 07, Campeonato Brasileiro série B 06 (Atlético-MG); Copa do Brasil 12, Campeonato Brasileiro série B 13 (Palmeiras); Campeonato Carioca 14 e 17 (Flamengo). 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,1) #AtléticoMG #Palmeiras #Flamengo

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