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- Heroi de 2005
Quando o São Paulo enfrentou o Liverpool na badalada final do Mundial Interclubes de 2005, um novo herói surgiria ao fim da partida. Era Carlos Luciano da Silva, o Mineiro, autor do gol da vitória que deu um banho de água fria na empolgação dos ingleses. E não, ele não era de Minas. Nascido em Porto Alegre, surgiu nas categorias de base do Internacional e despontou na base Rio Branco de Americana, de São Paulo. Dono de passes precisos e ótimo ladrão de bolas, foi logo sondado por times de maiores expressões no profissional. E foi no São Paulo que Mineiro apareceu para o Mundo. E não só pelo gol na final do mundial, o volante, sempre regular, começou a vestir o terno Canarinho com frequentes convocações pelo então técnico Dunga. E claro, que os times europeus "cresceram os olhos". em 2007 o Herta Berlin levou o jogador e ficou por lá por uma temporada. Até que o Chelsea, comandado por Luiz Felipe Scolari, surpreendentemente o contratou. Mas o técnico que o indicou caiu dois meses depois da chegada de Mineiro e a passagem do jogador em campos ingleses foi curta. Jogou apenas dois jogos na temporada e retornou para a Alemanha, dessa vez para o Schalke 04. Aposentou em 2012, jogando pelo TuS Koblenz, também alemão. Por que jogava de terno? Volante veloz, exímio ladrão de bola. Características que o fizeram ser contratado pelo São Paulo em 2005, onde foi um dos heróis do título mundial. 👤 Carlos Luciano da Silva 👶 2 de agosto de 1975 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Ponte Preta, São Caetano, São Paulo, Hertha Berlim, Chelsea, Schalke 04, TuS Koblez e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Paulista: 04 (São Caetano), 05 (São Paulo); Campeonato Brasileiro: 05 (São Paulo); Copa da Inglaterra: 09 (Chelsea); Copa Libertadores da América: 05; Mundial de Clubes da FIFA (São Paulo); Copa América: 07 (Seleção Brasileira). 👑 Seleção do Campeonato Brasileiro: 06; Bola de Prata: 00, 04, 05 e 06. Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,8) #SãoPaulo #Chelsea #SeleçãoBrasileira #Brasil #Volante #SãoCaetano #CopadoMundo2006
- Um ídolo em Benfica
Em Portugal a paixão pelo futebol é grande, quase parecida com o que vemos aqui no Brasil. É por isso que, vez ou outra, surgem bons jogadores da terrinha no cenário mundial. Um deles é Nuno Gomes, atacante que fez história pelo Benfica e na Seleção Portuguesa. Desde jovem, mais precisamente com 15 anos, o gajo defendeu as cores de seu país nas categorias de base. Uma promessa que se esperava muito, talvez por isso frustrou um pouco os portugueses. Nosso classudo foi revelado no Boa Vista e era o atacante titular da equipe com menos de 20 anos. Era eficiente no ataque, rápido com a bola nos pés e a pontaria apurada na hora de finalizar. Logo chamou a atenção do Benfica, clube por onde fez história. Em duas passagens pelo time da Luz, Nuno Gomes disputou 399 partidas e marcou 166 gols. Acostumado a vestir o terno da Seleção Portuguesa, Nuno Gomes foi um dos destaques da Euro 00 na campanha que levou a equipe nacional até as semifinais. Os gols decisivos do atacante enchiam os portugueses de esperança, que vislumbravam ser ele o substituto ideal para Pauleta que estava perto da aposentadoria. O que não aconteceu, porque com o passar dos anos o classudo foi perdendo espaço nas convocações, principalmente pela boa fase de Hugo Almeida e Liedson. Nuno Gomes que no começo da carreira dava amostras de um jogador histórico, mas acabou não marcando seu nome na história do futebol mundial. Em Portugal, tem o apreço dos torcedores, principalmente os do Benfica. Depois de pendurar as chuteiras, o classudo continua no meio futebolístico, atuando como dirigente do clube que é ídolo. Por que jogava de terno? Rápido, finalizador e decisivo. O começo da carreira de Nuno Gomes foi impressionante, principalmente pela sua maturidade para atuar bem em grandes jogos. Sua trajetória no futebol foi irregular, ainda assim ofereceu bem seus serviços nos clubes que passou. 👤 Nuno Miguel Soares Pereira Ribeiro 👶 5 de julho de 1976 (40 anos) 🏠 Português 👕 Boavista, Benfica, Fiorentina, Sporting, Blackburn Rovers e Seleção Portuguesa. 🏆 (principais) Copa de Portugal 97 (Boavista); Copa de Portugal 04, Taça da Liga de Portugal 08/09, 09/10, 10/11, Campeonato Português 04/05 e 09/10 (Benfica); Copa da Itália 00/01 (Fiorentina). 👑 sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (5,8) #Benfica #Fiorentina #SeleçãoPortuguesa
- Falou e disse. Porém, não muito
Biografias são sempre uma ótima forma de conhecer melhor sobre a vida de um artista. Mas quando ela é escrita pelo próprio artista temos geralmente duas situações: as autobiografias em que o artista diz tudo sobre sua vida e revela coisas que você nunca imaginou ou aquele livro raso, sem muita informação, feito mais para exaltar os feitos de si mesmo e aumentar o seu ego. No caso de Galvão Bueno não é preciso dizer que se trata da segunda opção. Escrito por ele e Ingo Ostrovsky, "Fala Galvão" conta toda a carreira do comunicador, desde seu começo no rádio até se tornar o narrador mais icônico da história do esporte brasileiro. O problema é que ele sabe disso e não faz questão de esconder. Durante o livro você vai ler diversas vezes como ele é bom no que faz e tudo que conquistou nesses mais de 40 anos de carreira. Mas ninguém chega ao topo sem cometer deslizes, como no caso em que ele dá uma bronca em Pelé na Copa de 94 ou a campanha "cala boca, Galvão", na Copa de 2010. Ele chega a mencionar essas histórias, mas sempre de uma forma que não arranhe a sua imagem, em uma clara demonstração de alguém que não lida bem com as críticas. Ele também conta suas experiências ao lado de alguns dos maiores esportistas do mundo como Ronaldo, Pelé e Ayrton Senna. Talvez o ponto alto do livro seja mesmo as histórias que ele viveu ao lado do piloto brasileiro morto em 94. Galvão conta como era sua relação íntima com Senna, inclusive detalhes de sua personalidade extremamente competitiva e perfeccionista com os resultados, coisa de quem só quem conheceu a intimidade do piloto poderia contar. Vale a pena a leitura? "Fala, Galvão" não surpreende, apenas ratifica a imagem que muitas pessoas têm de Galvão Bueno: competitivo, prepotente, e talvez até arrogante mas, sem dúvida alguma, vencedora. Talvez o melhor do livro seja, justamente, quando ele não fala de si, afinal de contas, ele pode se orgulhar de ter convivido com alguns dos maiores esportistas do mundo - e eles de terem conhecido Galvão Bueno. Mesmo assim não espere muito, todos ali são sempre tratados como bons amigos e ótimos profissionais. Nenhuma crítica, (a única página dedicada a falar de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, por exemplo, chega a ser constrangedora tamanho eufemismo) mesmo a pessoas com quem, publicamente, ele teve atritos. Portanto, o melhor momento mais revelador do livro fica mesmo com sua história íntima com o saudoso Ayrton Senna. A leitura vale a pena para quem realmente admira a carreira de Galvão e quer conhecer um pouco da vida dele. Mas só um pouco mesmo. De resto você só vai ler números que mostram como ele é bom no que faz (e de fato é), que está cercado de ótimos profissionais (e de fato está) e alguns nomes de vinhos que talvez você nunca chegue a experimentar. Avaliação: ✏✏✏✏✏✏✏ (7) 📖 Fala, Galvão (312 páginas) 📝 Galvão Bueno e Ingo Ostrovsky 📅 2015 📚 Editora Globo 💵 R$ 24,90 + frete (Ponto Frio)
- O Drácula
O lateral-esquerdo e zagueiro Cristian Chivu foi um dos últimos suspiros do futebol de alto nível da Romênia nos anos recentes. Após a geração de ouro do país balcânico na década de 90, com Hagi e companhia, coube a jogadores como Chivu e Mutu a missão de manter a seleção tricolor em um patamar respeitável. O defensor desempenhou bem o seu papel, participando de boas campanhas em torneios de selecionados. No âmbito de clubes, ganhou tudo o que podia com os ternos de Ajax, Roma e Internazionale, e é lembrado pela solidez defensiva e qualidade na cobrança de faltas. Chivu iniciou sua vitoriosa carreira muito jovem, no time da sua cidade. Profissionalizou-se pelo Resita com somente 16 anos em 1996, e por lá ficou apenas até fazer 18, quando foi para um dos maiores clubes da Romênia. No Universitatea Craiova, o futebol do defensor começou a ser notado e a atrair o interesse de grandes clubes da Europa. E Chivu foi em busca de maiores voos já no ano seguinte, em 1999, quando assinou pelo Ajax e fez sua estreia na seleção nacional. O começo da trajetória do zagueiro/lateral na tricolor, aliás, foi rapidíssimo. Jogou pela equipe principal apenas quatro vezes antes da Eurocopa de 2000. Ainda assim, foi titular nas quatro partidas do time e fez seu primeiro gol internacional no torneio, em vitória por 3 a 2 sobre a Inglaterra. Apesar disso, a Romênia seria eliminada pela vice-campeã Itália nas quartas. Também falharia nas tentativas de ir às Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010 e à Euro 2004, retornando a um torneio somente na Eurocopa de 2008. Voltando aos clubes, foi no Ajax que o mundo conheceu a segurança de Cristian Chivu e a sua crescente habilidade nas cobranças de falta. Em Amsterdam, o defensor também começou a mostrar sua capacidade de liderança. Com a braçadeira de capitão e a confiança do técnico Ronald Koeman, Chivu levou o gigante holandês ao domínio doméstico com a tríplice coroa local (campeonato, copa e supercopa). Naquela jovem equipe, que contava com promessas como van der Vaart, Chivu também conheceu jogadores com quem viria a celebrar outros títulos no futuro: Ibrahimovic, Sneijder e Maxwell. Depois de ótimo desempenho na temporada 2002-03 – que rendeu a Chivu um lugar na seleção da UEFA de 2002, além dos prêmios de melhor jogador do futebol holandês e melhor jogador romeno daquele ano –, o defensor deixou o Ajax. Por 18 milhões de euros, assinou com uma grande força do então campeonato mais disputado do mundo. Na Roma, seu futebol foi atrapalhado pelas lesões. Ainda assim, Chivu não deixou a capital italiana sem títulos: na sua última temporada pelos romanistas, 2006-07, levantou o caneco da Copa da Itália. A janela de transferências da intertemporada seguinte ventilou mais uma vez a ida do defensor para grandes clubes, como Real Madrid e Barcelona, mas o que mudou foi apenas a cidade. De Roma, Chivu foi para Milão defender a Internazionale por 16 milhões de euros. E foi com os nerazzurri que a carreira do romeno atingiu o seu ápice. Já na primeira temporada, conquistou o campeonato tão desejado no clube anterior. Em 2008-09, manteve o domínio doméstico e ensaiou boa campanha na Champions, com destaque para o jogo contra o Manchester United em que parou Rooney e Cristiano Ronaldo e faturou o prêmio de melhor da partida. Mas foi a temporada seguinte que consagrou aquela Inter. Em 2009-10, os comandados de José Mourinho perderam Ibrahimovic mas ganharam tudo o que poderiam desejar. A única desvantagem para Chivu foi a perda da titularidade absoluta, já que Lúcio e Samuel assumiram a zaga interista e o eterno capitão Zanetti foi para a lateral esquerda com a boa fase de Maicon. Além disso, o romeno sofreu uma lesão no crânio em janeiro e só voltou aos campos em março, com uma proteção na cabeça parecida com a de Petr Cech. Ainda assim, Chivu entrava com frequência no time, e colaborou bastante para a equipe no fim da temporada que consagrou a inédita conquista da tríplice coroa. Foi titular na final da Champions League contra o Bayern e levantou a terceira orelhuda da Inter, que voltou ao topo da Europa após seca de 45 anos. Na temporada seguinte, conquistou o Mundial de Clubes e a Copa da Itália, mas não voltou à titularidade. Também em 2011, anunciou a aposentadoria da seleção romena, a qual capitaneou sem sucesso nas eliminatórias para a Copa de 2010. A retirada definitiva não tardaria muito mais. Ao término do seu contrato com a Inter em 2014, Chivu pendurou as chuteiras aos 33 anos de idade após uma carreira recheada de títulos. Por que jogava de terno? Cristian Chivu foi, junto de Adrian Mutu, um dos melhores jogadores da Romênia nos últimos anos. Defensor seguro, Chivu não brincava em serviço, seja como lateral esquerdo ou zagueiro central. Era bom na marcação individual, tinha bom senso de posicionamento e qualidade técnica acima da média para um jogador de defesa. Não à toa, às vezes era utilizado como volante, dada a boa saída de bola. Além disso, a qualidade na bola parada sempre fez de Chivu uma preocupação para os adversários. O romeno era um especialista em faltas e de vez em quando anotava os seus gols com a precisão de seus remates. Foi membro importante da equipe multicampeã da Inter de Milão no fim da década passada. 👤 Cristian Eugen Chivu 👶 26 de outubro de 1980 (36 anos) 🏠 Romeno 👕 Reșița (ROM), Universitatea Craiova (ROM), Ajax (HOL), Roma (ITA), Internazionale (ITA) e Seleção Romena 🏆 Campeonato Holandês 01/02, Copa da Holanda 01/02, Copa da Itália 06/07 (Roma); Campeonato Italiano 07/08, 08/09 e 09/10, Copa da Itália 09/10 e 10/11, UEFA Champions League 09/10 e Mundial de Clubes 10 (Internazionale) 👑 Chuteira de Ouro do futebol holandês 2002, Seleção da UEFA 02/03, Jogador Romeno do ano 02, 08 e 2009 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,0) #Roma #Internazionale #SeleçãoRomena #Lateralesquerdo #Zagueiro
- Ah, é Anaílson!
Hoje trazemos a campo um classudo que não teve muita mídia em toda sua carreira, mas que fez parte de uma equipe que chamou bastante atenção no inicio dos anos 2000, o São Caetano. Anaílson era um dos principais jogadores do Azulão. Anaílson Brito Noleto é natural da cidade de Estreito-MA, e saiu de lá muito cedo em busca do seu sonho de se tornar um jogador de futebol, o destino? O estado de São Paulo. Jogando pelo Rio Branco-SP ele conseguiu destaque, e fez parte da Seleção sub-17 campeã do mundo em 1997, que tinha como destaque Ronaldinho Gaúcho. Em 2001 em seu primeiro ano de São Caetano foi eleito a revelação do Brasileirão, e foi um dos destaques na campanha do vice-campeonato do Azulão. No ano seguinte não foi diferente mais uma final, desta vez do principal campeonato da América do Sul, a Libertadores mas infelizmente o título não veio. Um período com constantes lesões dificultaram a vida de Anaílson, que não conseguiu manter as boas atuações e sonhar com um grande clube. No final de 2006 Anaílson foi contratado pela Federação Goiana de Futebol(FGF), isso mesmo por uma federação. Não entendeu? Calma que nós vamos explicar: a FGF fez uma ação que visava aumentar o público durante o estadual de 2007, cada equipe receberia um jogador com contrato até o final do campeonato. O Raking do clube foi feito através de ligações de torcedores, quem tivesse mais ligações tinha direito de escolher entre os 12 jogadores já selecionados pela FGF. O Atlético Goianiense foi o segundo colocado, e escolheu Anaílson. Tornou-se ídolo jogando pelo Dragão, e logo no primeiro ano justificou a escolha do time, Anaílson foi autor do gol do título goiano de 2007, vencendo na final o favorito Goiás. E continuou sendo destaques nas campanhas que levaram o Atlético Goianiense da modesta Série C de 2007 até a Série A em 2010. Por que jogava de terno? Era um meia atacante rápido, com as características de jogar aberto pelos lados do campo, habilidoso e mais passador do que finalizador de jogada. Suas passagens por São Caetano e pelo Atletico Goianiense o credenciam a receber o nosso terno de hoje. 👤 Anaílson Brito Noleto 👶 8 de março de 1978 (39 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Rio Branco-SP, São Caetano, Marília, Náutico, Tokyo Verdy, Santo André, Atlético Goianiense, XV de Piracicaba, Rio Verde-GO, Sobradinho, Anápolis, Interporto, União Rondonópolis, Tocantinópolis, Imperatriz 🏆 Campeonato Paulista 04 (São Caetano); Campeonato Goiano 07, 10 e 11. Campeonato Brasileiro Série C 08 (Atlético Goianiense) 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔 (4) #SãoCaetano #AtléticoGO #Meiaatacante #Brasil
- Lenda polaca
Não é porque a Polônia não tem uma significativa história no futebol que ela não tem nada para mostrar. Pelo contrário e enga-se terrivelmente quem falar que só Robert Lewandowski se sobressai ou se sobressaiu com o terno polaco. Entre Kazimierz Deyna ou o grande Zbigniew Boniek, podemos destacar Grzegorz Lato. Lato não passou despercebido. Deu nome a uma das maiores gerações da Polônia no esporte, na década de 70. Sua carreira deu-se quase por completo vestindo o terno do Stal Mielec. Foi lá onde começou e estourou. Sua velocidade era sua principal arma, mas não só. Seus gols fizeram com que aquela geração da polaca fosse sempre conhecida. A começar pela Medalha de Ouro nas Olimpíadas de 1972, em Munique. Naquela época, o esquadrão polaco contava ainda com nomes fortes, como o já citado Deyna. A força do time, que se resumiam quase sempre em gols de Lato fizeram o time conquistar um incrível terceiro lugar na Copa de 1974, com o ponta-direito sendo o artilheiro (7 gols) - o último marcado sobre o então campeão Brasil - e o melhor ataque da fase inicial, 12 gols. E não parou por ai. A Polônia ainda chegaria às finais das Olimpíadas de 78, mas agora alcançando a medalha de prata. Em solo polonês, Lato virou lenda. Além de dois títulos nacionais, era uma das referências do esporte. Ao final da sua carreira, foi o jogador que mais vestiu o terno polaco, além de ser, ainda hoje, um dos maiores artilheiros, com 45 gols. Depois de se aposentar, Lato além de treinador, foi uma importante figura política, dentro do esporte ou fora: foi presidente da PZPN, Federação Polonesa de Futebol e Senador no pais. Ajudou a organizar a Euro de 12, quando seu país co-organizou a competição com a Ucrânia. Por que jogava de terno? Um dos maiores artilheiros da Polônia, Lato marcou época com sua velocidade e pontaria. Ainda é um dos maiores vestindo a camisa polaca. 👤 Grzegorz Lato 👶 8 de abril de 1950 (67 anos) 🏠 Polônia 👕 Stal Mielec-POL, KSC Lokeren-BEL, CF Atalante-MEX e Seleção polonesa. 🏆 Campeonato polonês de Futebol: 73 e 76 (Stal Mielec); Medalha de Ouro nas Olimpíadas de 72 (Seleção Polonesa). 👑 Artilheiro da Copa do Mundo de 1974 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,3) #SeleçãoPolonesa #MeioCampo #CopadoMundo1974 #CopadoMundo1978 #CopadoMundo1982
- Márcio Araújo: Por que ele é titular?
O que dizer sobre Márcio Araújo? Titular em grandes equipes como Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo durante toda sua carreira, entretanto sempre contestado. Daqueles jogadores “invisíveis” que são os guardiões da faixa de campo em frente aos zagueiros. O maranhense de jeito simples é pouco midiático e em suas entrevistas tem a fala mansa e objetiva. Talvez por isso não é um querido das torcidas. De fato, não é um classudo propriamente dito, porque se destaca pelos desarmes e passes curtos na construção de jogo. Contudo, o JdT considera importante refletir o futebol para além de grandes craques. Acontece que o caso Márcio Araújo merece ser observado com mais afinco. Despontou para o futebol nacional em 04, quando chegou ao Galo. Foi bem na campanha do time mineiro em 06 e foi transferido ao Japão. Voltou a vestir o terno alvinegro em 08, ano do centenário do Galo e só não era titular quando estava suspenso ou contundido. A torcida do Galo discordava da titularidade e pegava no pé do atleta durante os jogos. Ao fim da temporada, foi contratado pelo Palmeiras e adivinhem? Foi titular desde sua chegada, durante quatro temporadas e com diferentes técnicos. A torcida alviverde não concordava sempre com a titularidade e o jogador era criticado jogo a jogo. Se atuava bem, pouco se falava. Uma má atuação, as críticas vinham de todos os lados e, por vezes, era motivo de chacota pela opinião pública. Chegou então ao Flamengo, em 14, já com a pressão de uma das maiores torcidas do Brasil. Não preciso contar no novo clube, foi titular na maioria dos jogos que esteve à disposição. Foi herói da conquista do Campeonato Carioca do mesmo ano, quando marcou o gol de empate sobre o Vasco, que deu o título ao Mengão. Na atual temporada, com a chegada de Rômulo, imaginou-se que ele iria enfim para o banco de reservas. Não foi o caso. Márcio Araújo vem colecionando boas atuações, especialmente na Libertadores e já é chamado pelos rubros-negros de Toni Kroos da Gávea. Para finalizar, seguem alguns números que comprovam que Márcio Araújo merece um pouquinho mais de respeito: no Galo são 224 jogos, no Palmeiras 252 partidas e no Flamengo, até então, são 172. Ninguém é titular absoluto em três grandes times por acaso, né? Por que joga de terno? Mais que responder esta pergunta, precisamos responder o questionamento do título deste texto. Sem dúvidas é um jogador raçudo e dedicado que sempre honra os ternos que veste. Se é leão de treino e cai nas graças do técnico, é também um leão em campo e auxilia seus companheiros, mesmo com suas limitações. 👤 Márcio Rodrigues Araújo 👶 11 de junho de 1984 (32 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Corinthians Alagoano, Atlético-MG, Guarani, Kashiwa Reysol (JAP), Palmeiras e Flamengo. 🏆 Campeonato Mineiro 07, Campeonato Brasileiro série B 06 (Atlético-MG); Copa do Brasil 12, Campeonato Brasileiro série B 13 (Palmeiras); Campeonato Carioca 14 e 17 (Flamengo). 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,1) #AtléticoMG #Palmeiras #Flamengo
- O melhor daquele melhor time de Novo Hamburgo
O JdT traz hoje um classudo como homenagem ao campeão estadual gaúcho de 2017, o Novo Hamburgo. Raul Klein é considerado um dos melhores jogadores da história do clube em uma época que o Noia nem usava esse nome. O Novo Hamburgo, por questões políticas datadas da Segunda Guerra Mundial e a relação do clube com referência alemã, mudou de nome em 1944 para Esporte Clube Floriano em alusão ao segundo presidente do país, Marechal Floriano Peixoto. Como Floriano, o clube se projetou no futebol gaúcho. Em 1952, o melhor time da história para muitos torcedores anilados foi montado e Raul Klein atuava na famosa posição de ponteiro-esquerdo. O jogador era peça principal na equipe comandada por Carlos Froner e se destacava pela sua habilidade. Tanto que foi parar na Seleção Brasileira em 1956, que teve sua base formada por atletas gaúchos na disputa dos Jogos Pan-Americanos sendo campeã naquele ano. Raul Klein foi autor do segundo gol brasileiro na vitória sobre o Chile por 2 a 1 na estreia da competição e foi o primeiro e único jogador do Novo Hamburgo a ser convocado para a seleção principal até hoje. Jogou também pelo Fluminense e Portuguesa, com atuação destacada marcando 42 gols em 108 jogos pela equipe. E foi ainda um dos pioneiros no futebol europeu, quando saiu do Brasil para atuar no Rapid Viena, na Áustria. Por que jogava de terno? Raul Klein era habilidoso e encantava a torcida pelos gramados. Colocou seu nome na história do futebol projetando o Novo Hamburgo no cenário gaúcho e nacional. 👤 Raul Otávio Klein 👶 27 de setembro de 1932 🏠 Brasileiro 👕 Floriano/Novo Hamburgo, Fluminense, Portuguesa, Rapid Viena e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Pan-Americano 56 (Seleção) 👑 sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 (3) #SeleçãoBrasileira #Pontaesquerda #Brasil
- À sua frente apenas Diego Maradona
Ídolo de seu país e de um dos clubes mais tradicionais da Itália, o classudo de hoje está prestes a bater o recorde da artilharia de seu clube, o qual pertence a ninguém menos que El Pibe de Oro. O eslovaco Marek Hamšík iniciou sua carreira num modesto clube, o Jupie Podlavice. Sem muito alarde em seu país, fez sua carreira decolar de fato quando assinou pelo Brescia da Itália na temporada 04/05. O jovem meia chamou a atenção por ser um dos jogadores mais novos a atuar pela Serie A, com apenas 17 anos e 237 dias fez a sua estreia frente ao Chievo. Hamšík não pode fazer muita coisa para evitar a queda do Brescia para a segunda divisão logo em sua primeira temporada. A segunda divisão poderia lhe servir como amadurecimento, e Hamšík tirou proveito disso fazendo 24 jogos na Serie B pela temporada 05/06. E a temporada seguinte foi melhor ainda individualmente, marcando 10 gols em 40 jogos. O desempenho chamou a atenção do Napoli, recém-promovido Serie A, que via um futuro promissor no jovem. Quem diria que aquela aposta seria um tiro certeiro para o futuro do clube de Nápoles. Começou a temporada 07/08 como titular no meio de campo do Napoli. A facilidade para organizar jogadas e a recomposição defensiva faziam parte do cartão de visitas para os torcedores napolitanos, porém os gols trouxeram notoriedade para Hamšík, e por duas temporadas consecutivas foi o artilheiro do time com 9 gols em cada temporada, e ao fim da época 08/09 venceu o prêmio de Melhor Jogador Jovem atuando pela Serie A, sendo o primeiro estrangeiro a receber o prêmio, feito igualado pelo brasileiro Alexandre Pato na temporada seguinte. Os laços de Hamšík com o Napoli se fortaleciam cada vez mais, tanto que tornou-se o mais jovem capitão do time, envergando a faixa de capitão com apenas 22 anos. Terminou a temporada 09/10 como artilheiro pela terceira vez consecutiva, fato que apenas Diego Maradona conseguiu pelo clube napolitano. Formou um ataque de respeito junto de Pocho Lavezzi e Edinson Cavani, e fez o Napoli reviver os tempos áureos ao voltar a disputar uma UEFA Champions League. No dia 10 de setembro de 2011 entrou para a galeria dos 10 maiores artilheiros do Napoli ao atingir 42 gols, fato que o credenciava como futuro ídolo napolitano. Hamšík é o principal jogador do Napoli atualmente, além disso é o pilar da equipe de Maurizio Sarri. Tem papel fundamental no esquema de jogo de seu treinador, ajudando na saída de bola e chegando a frente para servir o rápido ataque da equipe italiana. Está há poucos gols de se igualar a Diego Maradona na artilharia do clube, fato que o credenciaria como um dos maiores ídolos da história no Napoli. Por que joga de terno? Hamšík é o típico arquiteto, jogador versátil que constrói jogadas, ataca e defende com a mesma qualidade, e ainda marca os seus gols, sendo o segundo maior artilheiro da história do Napoli com 112 gols, em breve irá ultrapassar Maradona que possui 115 gols com a camisa do clube napolitano. Além disso é considerado o maior jogador da história de seu país, algo para poucos classudos aqui do Joga de Terno. 👤 Marek Hamšík 👶 27 de julho de 1987 (29 anos) 🏠 Eslovaco 👕 Jupie Podlavice, Slovan Bratislava-ESL, Brescia, Napoli-ITA 🏆 Copa da Itália 11/12 e 13/14, Supercopa da Itália 14 (Napoli). 👑 Oscar del Calcio 08, Melhor Jogador Eslovaco do Ano: 2009, 2010 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,0) #Napoli #Atacante
- Terno de Linha #1 - Flamengo 2009: Um campeão inesperado
Muitos apaixonados por futebol discordam da fórmula dos pontos corridos para campeonatos de futebol, por alegarem que isso faz com que o campeonato perca emoção e se torne mais monótono. Porém, nem o mais saudosista dos famosos ‘mata-mata’ pode reclamar do campeonato brasileiro de 2009. O certame nacional daquele ano foi o Campeonato Brasileiro mais equilibrado da história dos pontos corridos: 6 times passaram pela liderança e 4 chegaram à última rodada podendo ser campeão, feito único para os campeonatos nacionais desse formato. Fora a intensa briga contra o rebaixamento, potencializada pela histórica arrancada do Fluminense para escapar da série B. Hoje, o Joga de Terno falará um pouco sobre a história daquele elenco que se consagraria campeão pelo Flamengo. Muitos flamenguistas defendem a tese de que o time de 2009 deu certo por acaso. E, em certa medida, isso faz sentido. Ainda durante o campeonato carioca de 2009, o Flamengo anunciava uma contratação inesperada: Dejan Petkovic. A contratação foi um desdobramento de um acordo judicial entre o clube e o jogador. Pet abriu mão de uma dívida antiga do Flamengo com ele e, em troca, pediu para ter a chance de atuar mais uma vez no rubro-negro carioca. A negociação aconteceu sob muita desconfiança da torcida, embora Petkovic fosse idolatrado por muitos por conta, principalmente, de seu histórico gol contra o Vasco em 2001. Mesmo assim, o fato do jogador já se encontrar com 37 anos e de estar vindo de três temporadas ruins ecoaram na torcida de forma negativa. Após a conquista do tricampeonato carioca, o Flamengo viu seu ídolo-capitão Fábio Luciano se aposentar, Ibson retornar à Europa e Emerson Sheik, depois de uma breve e boa passagem pelo clube, ir jogar nos Emirados Árabes. Três jogadores importantíssimos para o time. Entretanto, a chegada de antigo conhecido animava e muito a torcida: Adriano Imperador estava de volta ao Flamengo. Também chegaram para a disputa do Campeonato Nacional os zagueiros Álvaro e David Braz e o volante Maldonado. O treinador do Flamengo era Cuca, que ainda vivia sob a desconfiança da fama de ser um treinador desequilibrado e azarado na hora de decidir títulos. Mesmo com a conquista do campeonato carioca, a eliminação na Copa do Brasil para o Internacional e o mau início de Brasileiro fizeram Cuca ser demitido em Julho daquele ano. O mais que conhecido da torcida Andrade assumiu o time e, em seu primeiro jogo, participou de um feito histórico: o Flamengo ganhava pela primeira vez na história do Santos dentro da Vila Belmiro e de virada, com gol de Adriano. O resultado deu forças para Andrade continuar no cargo e ser efetivado. Algumas rodadas depois, ainda sob desconfiança, Pet começava a mostrar aos flamenguistas o quanto ainda poderia ajudar. Saindo do banco, fez seu primeiro gol do retorno contra o Goiás em Goiânia. Um golaço. E aí começa a história que todos os rubro-negros lembram bem. Surgia a implacável dupla Petkovic e Adriano. O Flamengo, nesse momento, era apenas o 7º colocado do campeonato e nem sonhava com o título, mas tudo começou a dar certo. Palmeiras, Internacional, Atlético Mineiro e São Paulo, os 4 times que disputavam a liderança jogo a jogo, encararam períodos de irregularidade. E o Flamengo, ainda sem muita badalação, ganhava seus jogos. O time não era um timaço, pelo contrário. A zaga, após a saída de Fábio Luciano, era limitada e criticada. O lateral esquerdo Juan acabou se machucando e, sem reservas imediatos, o clube buscou em Éverton (esse mesmo de 2017) uma saída para a lateral-esquerda. E deu certo. Tudo parecia dar certo. Se a zaga não era lá essas coisas, o trio de volantes Airton-Willians-Maldonado melhorava sua proteção e dava liberdade aos laterais Léo Moura e Éverton. Pet e Adriano já eram considerados destaques do campeonato, auxiliados e municiados pelo bom jogador Zé Roberto. O goleiro Bruno salvava lá trás e chegou a pegar dois pênaltis do então garoto Paulo Henrique Ganso na mesma partida. E assim o Flamengo chegou ao topo da tabela. Derrubou o Palmeiras no Parque Antártica com atuação magistral de Pet e o Atlético Mineiro no Mineirão com outra atuação magistral do sérvio, em conjunto com Adriano. Quando a torcida percebeu, o título já era possível. Na penúltima rodada do certame, após todos os resultados conspirarem a favor, o Flamengo venceu o Corinthians em São Paulo e chegou a liderança. Faltava somente o jogo contra o Grêmio, em pleno Maracanã. Mas não seria fácil. O Grêmio abriu o placar e o Flamengo precisava da vitória. Depois de muita tensão, os zagueiros David Braz e Ronaldo Angelim garantiram a virada e o título para a Gávea, 17 anos depois do último, em 1992. Os rubro-negros sabem que aquele Flamengo não era um grande time e que também contou com um pouco de sorte, em razão dos quatro rivais pela disputa do título desandarem na reta final, mas também sabem que a improvável dupla Petkovic e Adriano encantou a todos e marcou época. A superação de Petkovic e a identificação de Adriano Imperador são as marcas do Flamengo de 2009, junto com a simplicidade e seriedade de um nordestino, batizado pela torcida rubro-negra como “único Ronaldo possível” (pequena provocação ao Fenômeno): Ronaldo Angelim. Assim foi o clube da Gávea em 2009: um conjunto de coisas imprevisíveis que deram certo, graças, principalmente, ao talento do sérvio mais idolatrado do Brasil. 👕 Time Base: Bruno, Léo Moura, Ronaldo Angelim, David Braz (Álvaro), Juan (Éverton), Airton, Willians, Maldonado, Petkovic, Zé Roberto e Adriano 🏆 Títulos conquistados: Campeonato Brasileiro 2009 👤 Os principais classudos: Léo Moura, Petkovic e Adriano 📺 Jogos decisivos: Palmeiras 0 x 2 Flamengo, pela 30ª rodada / Flamengo 2 x 1 Grêmio, pela 38ª rodada ⚽ Gol marcante: Após assistência milimétrica de Petkovic, Adriano guardou de cobertura aos 11 do 1º tempo, contra o Coritiba, no Maracanã, pela 25ª rodada #Flamengo









