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- Zidanilo
O apelido do perfilado de hoje não deixa margem para dúvidas. Danilo é um meia elegante e técnico, e por isso a comparação com o jogador mais classudo do futebol mundial, Zidane. É claro que é um daqueles exageros que as torcidas do Brasil usam pra homenagear seus ídolos. Mas quando o assunto é títulos por clubes, o brasileiro não perde por muito. Com os ternos de Goiás, São Paulo, Kashima Antlers e Corinthians, Danilo construiu uma coleção de troféus de fazer inveja a qualquer craque. O pontapé inicial da trajetória do mineiro foi no Goiás, onde se profissionalizou em 1999. Logo no ano de estreia, conquistou a série B do Brasileirão. Até 2004, quando deixou o Esmeraldino, o meia desenvolveu seu futebol criativo, ganhando quatro estaduais e três copas centro-oeste. De Goiânia, Danilo foi para o São Paulo, onde começou a colecionar os principais títulos de sua carreira. Em 2005, o tricolor venceu quase tudo. Naquele ano, o timaço capitaneado por Rogério Ceni contou com jogadores do calibre de Lugano, Cicinho, Júnior, Mineiro, Josué, Amoroso, Grafite, Luizão e Aloísio Chulapa. O cérebro da equipe treinada por Paulo Autuori era o canhoto Danilo. O camisa 10 armava as jogadas, dava assistências e ainda guardava os seus golzinhos. O primeiro troféu daquela temporada chegou logo no começo do ano. Foi o campeonato paulista, mas o estadual seria só um aperitivo. Em julho, veio o tão sonhado tricampeonato da Libertadores. Na final, o São Paulo bateu o Atlético-PR por 5 a 1 no placar agregado. Com passagem garantida para o Mundial no Japão em dezembro, o tricolor se preparou para vencer o Liverpool de Gerrard na decisão. Dito e feito: vitória de 1 a 0 e terceiro título mundial para o clube. Em 2006, Danilo conquistaria o troféu que faltava: o campeonato brasileiro. Após três anos recheados de conquistas no São Paulo, o meia deixou o Brasil para jogar no Kashima Antlers. No Japão, o jogador deu continuidade à rotina de vitórias. Em três anos, ganhou três campeonatos nacionais. Com muita lenha pra queimar e qualidade de sobra para a liga nipônica, Danilo acertou sua volta ao futebol brasileiro em 2010, aos 31 anos, para defender o Corinthians. Pelo alvinegro, o meia reeditou o sucesso que fez no rival tricolor. Foi peça fundamental no esquema de Tite em 2011, quando o Corinthians conquistou o pentacampeonato brasileiro. Líder de assistências do torneio e jogador mais frequente da equipe, disputou mais de 100 jogos no ano e se firmou como pilar do time comandado pelo atual técnico da seleção brasileira. Em 2012, Danilo continuou protagonista. Na semifinal da Libertadores, fez o gol da classificação contra o Santos. Na decisão contra o Boca Juniors, o Corinthians venceu por 3 a 1 no agregado e conquistou sua primeira Libertadores, de forma invicta. Era o título que faltava ao grande clube paulista. Como se não bastasse, ainda veio o Mundial no fim do ano, sobre o Chelsea. Novamente, o meia foi importante, chutando a bola que seria completada por Guerrero para selar o 1 a 0. Nos anos seguintes, ainda brilharia e conquistaria mais troféus com a camisa do Corinthians. Em 2013, vieram o Paulistão e a Recopa Sul-Americana, vencida sobre o São Paulo. 2015 marcou outro título brasileiro. A partir daí, a importância de Danilo vem diminuindo com o passar do tempo. Aos 38 anos, o meia não tem mais o mesmo fôlego e joga menos pelo alvinegro. Ainda assim, é uma importante liderança dentro do vestiário e não decepciona quando entra em campo. Por que joga de terno? Frio e calculista, Danilo é um jogador decisivo. Seja com gols ou assistências, o canhoto costuma desequilibrar, especialmente em partidas importantes. Meia de muita técnica e criatividade, o mineiro também tem faro de gol e inteligência tática. Além dos bons passes, é um finalizador cirúrgico e bom cabeceador, podendo jogar como centroavante. Mas sua principal qualidade é deixar os companheiros em condições de marcar. Jogador completo, que no auge era muito perigoso e demandava cuidado. Ainda hoje, é importante pela experiência e espírito de equipe. 👤 Danilo Gabriel de Andrade 👶 11 de junho de 1979 (38 anos) 🏠 Brasil 👕 Goiás, São Paulo, Kashima Antlers (JAP) e Corinthians. 🏆 Campeonato Brasileiro Série B 99, Campeonato Goiano 99, 00, 01 e 03, Copa Centro-Oeste 00, 01 e 02 (Goiás); Campeonato Paulista 05, Copa Libertadores 05, Mundial Interclubes 05, Campeonato Brasileiro 06 (São Paulo); Campeonato Japonês 07, 08 e 09, Copa do Japão 07 (Kashima Antlers); Campeonato Brasileiro 11 e 15, Copa Libertadores 12, Mundial Interclubes 12, Campeonato Paulista 13 e Recopa Sul-Americana 13 (Corinthians). 👑 Líder de assistências do Campeonato Brasileiro 11, seleção do Campeonato Paulista 13 e melhor jogador da Recopa Sul-Americana 13. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,4) #Corinthians #SãoPaulo #Goiás #KashimaAntlers #Brasil #Meiaatacante
- O maior entre os equatorianos
Poucos são os jogadores que podem ter em sua imagem, a personificação do amor de uma população ao esporte. Se são poucos, Álex Aguinaga certamente figura entre eles. Contudo, a carreira do meio se solidificou mesmo no México, país em que atuou de 89 a 04, sendo apenas em 2003 e 2004 pelo Cruz Azul: todo o restante do tempo, Aguinaga atuou pelo Necaxa. Antes, porém, o jogador se notabilizou no Desportivo Quito. Por lá, se transformou em um dos principais jogadores e começou a figurar na seleção nacional e virar referência. O destaque o levou ao Necaxa, onde virou ídolo, participando de vários títulos. A boa fase, abriram os olhos dos gigantes europeus, como Real Madrid e Inter de Milão. As propostas não vingaram e Aguinaga seguiu fazendo história no México. Pela Seleção Equatoriana, Aguinaga encabeçou a equipe que, pela primeira vez na história, se classificaria para uma Copa do Mundo, em 2002, num incrível segundo lugar - à frente de Brasil e Uruguai. Foi muito para o jogador ficar imortalizado pela população equatoriana. Após quase 20 anos de México, Aguinaga retornou ao país natal, jogando pela LDU, onde ganhou o apertura do torneio, em 2005. Após a conquista, pendurou as chuteiras para virar treinador. Por que jogava de terno? Meio-campista de fino trato da bola: armava, driblava, marcava gols e sabia defender com extrema disciplina. Símbolo Necaxista e Equatoriano, marcou época em dois países, virando referência no país consagrando a seleção nacional a jogar pela primeira vez uma Copa do Mundo. 👤 Álex Darío Aguinaga Garzón 👶 9 de julho de 1968 (48 anos) 🏠 Equador 👕 Desportivo Quito, Necaxa-MEX, Cruz Azul-MEX, LDU e Seleção equatoriana. 🏆 Copa do México: 95; Campeonato Mexicano: 94/95, 95/96; Liga dos Campeões da CONCACAF: 99 (Necaxa); Campeonato Equatoriano: 05 (LDU) 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #LDU #SeleçãoEquatoriana #MeioCampo #CopadoMundo2002
- Mas é lateral ou atacante?
Sabe quando algum jogador do seu time é torcedor como você? Um torcedor, de fato, defendendo as cores do clube de coração em campo é uma das coisas mais legais do futebol. Alessandro Faiolhe Amantino, o Mancini, foi um desses quando defendeu o terno alvinegro Atlético Mineiro. Um lateral direito de muito ímpeto, bom chute e facilidade para atacar os flancos, que na sua passagem pela Europa virou um ponta de lança de respeito. É ele quem desfila no nosso tapete verde hoje. Mancini é cria das categorias de base do Galo e podemos dizer que vingou no futebol. Aos 22 anos se mostrava um lateral diferenciado dos demais, por fazer muitos gols. No Brasileirão 02, fez 15 gols. A maioria deles com torpedos de fora da área, inclusive alguns de falta. Depois de se destacar por aqui, chamou atenção dos europeus e foi parar no Venezia da Itália. Entretanto o destino reservava voos maiores para o jovem classudo. Porque foi na Roma que Mancini destacou-se e pode-se dizer que um ídolo. Durante 5 temporadas era titular absoluta e em sua nova função como os pontas de lança clássicos. Em um dérbi contra a Lazio, fez uma obra de arte primorosa. Em bola cruzada na área, o romanista antecipou aos zagueiros e fez o gol de letra, pulando de encontra à bola. Este foi um dos na coleção de golaços e jogadas plásticas do jogador pelo time italiano. Suas boas atuações no futebol italiano, lhe renderam a convocação para a Seleção Brasileira na Copa América de 04, quando o escrete foi campeão. Depois do sucesso na Roma, o classudo passou pela Internazionale e Milan, sem o mesmo destaque. Pouco jogou em ambos os times e queria retornar ao futebol brasileiro. Daí, foi contratado de volta pelo Atlético-MG para a disputa do Brasileirão 11. Demorou a se readaptar ao futebol brasileiro na primeira temporada, mas em seu segundo ano foi protagonista do Galo na conquista do Campeonato Mineiro de forma invicta. Ao fim da primeira metade da temporada de 12, Mancini era pouco aproveitado no time mineiro e foi emprestado ao Bahia. O rendimento do atleta foi caindo, até encerrar a carreira no Villa Nova-MG, após uma passagem regular pelo América Mineiro. Por que jogava de terno? Impetuoso, ofensivo e finalizador. Com estas características, Mancini não poderia ter sido apenas mais um lateral. Suas características ofensivas, o fizeram um jogador polivalente na Europa. Viveu grandes temporadas na Roma, sendo um ídolo na época, mas não conseguiu manter a carreira no topo. 👤 Alessandro Faiolhe Amantino 👶 1 de agosto de 1980 (36 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Atlético-MG, Portuguesa-SP, São Caetano, Venezia-ITA, Roma, Internazionale, Milan, Bahia, América-MG, Villa Nova-MG, Seleção Brasileira 🏆 Copa da Itália 06/07 e 07/08 (Roma); Campeonato Italiano 08/09 (Internazionale); Copa América de 04 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Prata 02 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (6,6) #Roma #AtléticoMG #AméricaMG #Internazionale #SeleçãoBrasileira #Brasil
- O cabeceio mitológico
O ano era 2004 e o Estádio da Luz em Portugal via a Grécia fazer história ao se sagrar campeã da Eurocopa. O cabeceador do título? Angelos Charisteas, nosso classudo de hoje. Charisteas iniciou sua carreira profissional atuando pelos clubes gregos Aris Salônicas e Athinaikos, onde seu aproveitamento estável chamou atenção dos olheiros das grandes ligas europeias. Estreando no Campeonato Alemão, marcou nove vezes em 31 jogos e duas vezes em quatro da Copa Uefa. Na temporada seguinte 2003-04, marcava 4 vezes e o Werder Bremen era campeão da Bundesliga e da Copa da Alemanha. De lá, foi para o Ajax com a difícil missão de substituir Ibrahimović, mas foi preterido no esquema tático da equipe e passou por outros clubes europeus que também não viram próximo o que foi o clímax daquele ano de 2004. Nenhum entendedor ou entendedora de futebol em sã consciência diria que a Grécia era favorita na chave em que se classificou juntamente com Portugal, deixando Rússia e Espanha para trás. A equipe comandada por Otto Rehhagel seguiu uma verdadeira epopeia na Eurocopa, desbancando a última campeã França nas quartas-de-final e a até então invicta República Tcheca antes de derrubar Portugal na final histórica. Curiosamente, os resultados da fase final foi 1 a 0. E todos com gol de cabeça. Aos 12 minutos do segundo tempo, a testa de Charisteas cravava a bola no gol português. Scolari, Figo, Deco e um Cristiano Ronaldo de 19 anos lamentavam o resultado da partida, enquanto Charisteas e a zebra tática aproveitavam a festa grega. Por que jogava de terno? Não adianta dizer ao torcedor grego que a carreira de Charisteas não era a de um artilheiro de pé cheio. Interessa a ele que o camisa 9 da seleção chamava a responsabilidade, se posicionava bem e cabeceava certeiro. E que fez aqueles três gols do título continental, é claro. 👤 Angelos Charisteas 👶 9 de fevereiro de 1980 (37 anos) 🏠 Grego 👕 Aris Salônica, Athinaikos, Werder Bremen, AFC Ajax, Feyenoord, FC Nürnberg, Bayer Leverkusen, AC Arles-Avignon, Schalke 04, Panetolikos, Al-Nasr e Seleção Grega 🏆 Campeonato Alemão e Copa da Alemanha 04 (Werder Bremen); Copa KNVB 06 (Ajax); Eurocopa 04 (Seleção Grega) 👑 Seleção Eurocopa 04 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,4) #SeleçãoGrega #Atacante #WerderBremen #Ajax #CopadoMundo2010
- Terno de Linha #2 - Arsenal 2003/2004: Os Invencíveis
É raro acontecer. Mas acontece. Os casos de títulos invictos ocorrem invariavelmente no futebol mundial. É bem verdade que, na maioria das vezes, em campeonatos considerados fracos e de curta duração. O que nada tem a ver com o título do Arsenal no Campeonato Inglês de 2003/2004. Os Gunners, que fariam história naquele ano, tinham a companhia de times como o Manchester United de Van Nisterooy e Sir. Alex Ferguson, do Liverpool de Gerrard e do recém milionário Chelsea. Hoje, o Joga de Terno fala do único campeão invicto na Inglaterra nos tempos modernos: o Arsenal de Henry e companhia. Mas essa história começou um pouco antes de 2004: ao fim da temporada 2001/2002, o Arsenal atingiu o feito de não perder um jogo sequer fora de casa durante a campanha de mais um título Inglês. Ao fim da jornada, o técnico Arsene Wenger declarou que acreditava que o seu time poderia sim ser campeão invicto. Várias pessoas riram do técnico Francês. Mas ele não demoraria a rir de volta. Depois de quatro vitórias e um empate frente ao Portsmouth nas cinco primeiras rodadas do campeonato, o Arsenal viajou até Manchester para enfrentar o poderoso United. Em um jogo alucinante, que depois ficaria conhecido como "A batalha de Old Trafford", os Gunners viram o grande artilheiro do United, Van Nistelrooy, perder um pênalti no último minuto de jogo e não tirar o zero do placar. Era apenas a primeira das muitas sortes que o Arsenal teria. Afinal, ela acompanha sim os competentes. Após a verdadeira batalha, o Arsenal conquistou vitórias importantes por 2 x 1 frente ao Chelsea em Highbury e contra o Liverpool, em Anfield. Ao fim da metade da temporada, o time alcançou incríveis 13 vitórias e 6 empates. Mas o melhor ainda estava por vir: no começo do ano de 2004, o Arsenal emplacou uma série de nove vitórias seguidas entre 10 de Janeiro e 20 de março. A série teve fim em mais um empate frente ao United, em casa. A sequência praticamente assegurou o título ao clube londrino e, após duas vitórias sobre Liverpool e Leeds em casa e um empate contra o Newcastle fora, o Arsenal chegava em White Hart Lane para enfrentar seu grande rival: o Tottenham. Com um detalhe: um simples empate garantiria o título. Em um primeiro tempo impecável, o Arsenal abriu 2 x 0 com gols de Vieira e Pirés, grandes destaques da campanha ao lado de Henry. Nem mesmo a reação do Tottenham, que alcançou o empate no último minuto, foi capaz de estragar a comemoração do lado vermelho de Londres. Era a cereja do bolo: celebrar o título na casa do adversário. Depois de muita festa, o time e Arsene Wenger ainda tinham uma missão: terminar o campeonato invictos. Nos quatro jogos finais foram mais dois empates: contra Birmingham e Portsmouth, e duas vitórias: frente a Fulham e Leicester, em um Highbury lotado e perplexo com o quê aquele time foi capaz de fazer. O gol derradeiro tinha de ser dele: Thiérry Henry. O Arsenal de 2003/2004 marcou seu nome na história do futebol não só por se tornar "Os invencíveis". Para todo apaixonado por futebol, aquele time era uma verdadeira obra prima. A zaga, com os sempre seguros Campbell e Touré, ainda contava com um frio alemão no gol: Lehmman. As laterais tinham bons marcadores, mas excelentes peças de complementação no ataque com Lauren e Cole. Gilberto Silva dava a segurança necessária para que Vieira subisse ao ataque como peça surpresa. Pirés e Ljunberg se completavam e eram um verdadeiro inferno para as defesas adversárias. Bergkamp, já em fim de carreira, ainda era um verdadeiro espetáculo. E Henry, bem, Henry era simplesmente Henry. E em sua melhor forma. O elenco ainda contava com jogadores como o brasileiro Edu e jogadores consagrados como Kanu e Wiltord. Além de jovens como Fábregas e Reyes. Nunca uma temporada na Inglaterra foi dominada de forma tão plena do início ao fim. Brian Clough, uma lenda inglesa como treinador, declarou: “O Arsenal acaricia a bola da mesma maneira que eu sonhava em acariciar a Marilyn Monroe”. 👕 Time Base: Lehmann, Lauren, Campbell, Kolo Touré e Ashley Cole; Gilberto Silva, Patrick Vieira, Ljunberg e Pirés; Bergkamp e Henry 🏆 Títulos conquistados: Campeonato Inglês 2003/2004 👤 Os principais classudos: Henry, Bergkamp e Vieira ⚽ Gol marcante: Após uma bola recuperada por Gilberto Silva, Henry puxa o ataque do Arsenal ainda na intermediária e, depois de passar por diversos marcadores, marca o gol da virada sobre o Liverpool, pela 31ª rodada 📺 Jogos decisivos: Chelsea 1 x 2 Arsenal, pela 26ª rodada/ Tottenham 2 x 2 Arsenal, pela 34ª rodada #Arsenal
- Müller, o vencedor
Luis Antônio Corrêa da Costa, este é o nome de Muller. O jogador que naquele 12 de dezembro de 1993 marcou o tento da vitória que consagrou o São Paulo bicampeão mundial. Com um toque de calcanhar, quase sem querer, a bola rolou mansamente para as redes guardadas pelo Milan. Um gol inesquecível para a carreira tão vitoriosa do nosso classudo de hoje. Um dos componentes dos “Menudos do Morumbi” que jogavam futebol como música, como arte. Um atacante que reinventou-se no decorrer da carreira, sendo veloz pela ponta-esquerda e um garçom generoso pelo centro do campo. A história de Muller no futebol começou no São Paulo, onde é ídolo eterno. Entre idas e vindas como jogador do tricolor paulista, marcou seu nome na história do clube. Impressionou entre 85 e 87, quando ainda jovem, era imprescindível para abrir as defesas adversárias pelos flancos. Impressionava a sinergia que ele, Careca e Silas tinham em campo, que resultava em belas jogadas e conquistas épicas. Depois de uma passagem pelo futebol italiano, Muller voltou ao Morumbi. Usando o terno de número 7, Muller fez parte de uma das gerações mais vencedoras do time com a conquista de mais um Campeonato Brasileiro e o bicampeonato da Libertadores e Mundial, em 92 e 93. Cada vez mais maduro e inteligente enquanto desfilava nos tapetes verdes, o currículo do nosso classudo ficava cada vez mais cheio de títulos, mas ainda viriam mais. Foi para o Japão, ficou pouco tempo e voltou ao Brasil. Agora no Palmeiras, Muller era um dos cérebros da equipe que contava também com Djamilnha, Rivaldo e Luizão. Nosso classudo que era imparável quando começava a correr, também fazia a bola correr. Toques refinados na bola, deixavam os companheiros de frente pro gol para marcar. Não continuou no Palmeiras por um imbróglio na renovação e voltou ao São Paulo. Desta vez sem o mesmo sucesso das passagens anteriores. Mas a carreira de Muller no futebol ainda estava longe de terminar. Voltou à Itália, jogou no Peruggia, mas sua praia mesmo era o Brasil. Melhor ainda se fosse em Santos. Segundo ele, a melhor temporada da sua carreira individualmente foi em 97 e 98 com o terno do peixe. Não vieram títulos, mas o futebol vistoso que apresentava enchia os santistas de orgulho. Agora quase um veterano, nosso classudo fechou contrato com o Cruzeiro. Em Minas continuou seu íma para as taças e é lembrado com carinho pela China Azul. Já com 35 anos, a carreira do nosso classudo enfim se declinava. Depois de aposentado, passou por um perrengue financeiro. Precisou da ajuda de parceiros que fez no futebol para voltar a vida pros trilhos. Foi comentarista do Campeonato Brasileiro da série B pelo Sportv até 2014. Atualmente, é gerente de futebol do Sete de Setembro, time de Mato Grosso do Sul. Por que jogava de terno? Aos 18 anos Muller foi convocado para a Copa de 86 por Telê Santana. A promessa de que seria um classudo se concretizou. Tanto que participou da Copa de 90 e 94 e poderia ter jogado também a de 98. Sua velocidade no início da carreira, aliado a inteligência em campo que a maturidade lhe ofereceu, o fizeram um jogador vitorioso e ídolo por onde passou. 👤 Luis Antônio Correa da Costa 👶 31 de janeiro de 1966 (51 anos) 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Torino, Kashiwa Reysol (JAP), Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Corinthians, São Caetano, Portuguesa e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 86 e 91, Libertadores 92 e 93, Mundial Interclubes 92 e 93 (São Paulo); Copa do Brasil 00, Copa Sul Minas 01 e Recopa 08 (Cruzeiro); Copa do Mundo 94. 👑 Bola de Prata 97 e Melhor atacante da América (El Pais) 94. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,5) #SãoPaulo #Cruzeiro #Atacante #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1994 #Brasil
- O capitão de 96 e a glória improvável
O Cruzeiro é um dos clubes brasileiros mais copeiros dos anos 90. A história vitoriosa, escrita em páginas heroicas e imortais, conta com personagens inesquecíveis. Entre eles está um dos maiores laterais que já vestiu a camisa celeste. O JdT de hoje relembra a carreira de Nonato, o eterno capitão de 96. Raimundo Nonato nasceu em Mossoró, no Rio Grande do Norte e iniciou sua carreira no Baraúnas, time da sua cidade natal. Apesar de destro, Nonato jogava pelo lado esquerdo do campo com muita facilidade. O lateral passou ainda pelo ABC de Natal e pelo Pouso Alegre (MG), até chegar à Toca da Raposa, em 1990. Foram sete anos defendendo a camisa celeste. No seu primeiro ano como titular da equipe já levantou o troféu da Supercopa de 91, quando o time mineiro bateu o River Plate por 3x0. A partir daí, o eterno camisa 6 emplacou uma série de conquistas, entre elas o tricampeonato da Copa do Brasil. O Palmeiras dos anos 90 era uma verdadeira máquina de jogar futebol. Nonato, Marcelo Ramos e cia, tinham a difícil missão de vencer o Verdão dentro do Palestra Itália depois do empate por 1x1 no Mineirão. O Cruzeiro tinha que vencer dentro de campo e ainda calar uma grande maioria que dava como certa a vitória palmeirense. E o fez. De virada, Marcelo Ramos garantiu o triunfo e o capitão Nonato levantou o caneco. O lateral foi peça fundamental desta conquista, sendo um verdadeiro líder dentro e fora dos gramados. O dono da lateral esquerda seria ainda campeão da Libertadores vestindo o terno da equipe mineira. Nonato era titular incontestável da equipe que venceu o Sporting Cristal e consagrou-se bicampeão do torneio continental. Após anos vitoriosos em Minas Gerais, o lateral seguiu para o Rio de Janeiro, onde atuou pelo Fluminense. O clube carioca enfrentava sérios problemas administrativos e financeiros e acabou sendo rebaixado. Teve ainda passagens pelo Etti (atual Paulista) e por clubes do interior mineiro, até retornar à sua terra natal. Nonato pendurou as chuteiras em 2002, no ABC. Por que jogava de terno? Colecionador de troféus com a camisa cruzeirense, foram quase 400 jogos e 23 gols marcados. Nonato dominava a lateral esquerda, com muita disciplina na marcação e facilidade para cadenciar as jogadas. Era um bom cobrador de faltas e exercia uma liderança impecável junto aos seus companheiros. O craque, que saiu do nordeste para alcançar o sonho de ser jogador de futebol, tornou-se referência na sua posição e ídolo da torcida celeste. 👤 Raimundo Nonato da Silva 👶 23 de fevereiro de 1967 (50 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Baraúnas, ABC, Pouso Alegre, Cruzeiro, Fluminense, Etti Jundiaí, Vila Nova, Ipatinga e América de Natal 🏆 (principais) Copa Libertadores da América 97, Copa do Brasil 93 e 96, Campeonato Mineiro 92, 94, 96 e 97 (Cruzeiro) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,9) #Cruzeiro #Lateralesquerdo #Brasil
- O único estrangeiro do Bayern
Mark van Bommel foi um dos mais condecorados jogadores da geração dos anos 2000 do futebol holandês. Tanto na seleção quanto nos clubes, o volante é lembrado pela raça, liderança e solidez defensiva. Além da Laranja Mecânica, van Bommel defendeu gigantes como PSV, Barcelona, Bayern de Munique e Milan. Vestindo o terno bávaro, alcançou a façanha de ser o primeiro e único capitão estrangeiro da equipe alemã. Ao longo da carreira, colecionou títulos nacionais, conquistou a Europa com o Barça de Ronaldinho e esteve a um passo de levantar a Copa do Mundo. O início de sua carreira profissional foi prematuro, em 1992, quando estreou pelo Fortuna Sittard com apenas 15 anos. Ficou no pequeno clube até 1999, quando assinou pelo PSV. No gigante holandês, van Bommel desenvolveu todo o seu potencial e dominou as competições domésticas. Em seis anos em Eindhoven, venceu quatro campeonatos e uma copa. Na sua última temporada pela equipe, levou o PSV às semis da Champions League em 2005. Foi eleito o jogador holandês daquele ano, feito também alcançado em 2001. O próximo passo foi rumo ao Barcelona de Ronaldinho, Eto’o, Puyol e cia. Comandado pelo conterrâneo Frank Rijkaard, o volante soube conquistar seu espaço em um elenco que contava com grandes meias. Foi titular em boa parte da temporada 2005-06, alternando com Xavi, Iniesta e Thiago Motta. No meio-campo do Barça, van Bommel usava suas habilidades defensivas para sustentar o futebol vistoso de jogadores como Deco. O equilíbrio daquele time de craques levou à Catalunha o campeonato espanhol e a Champions League, conquistada após 14 anos sobre o Arsenal de Henry. Na grande final, van Bommel foi titular. Apesar do sucesso e do bom desempenho no Barcelona, o holandês trocou de time após somente um ano e foi para Munique defender o Bayern. Contratado por 6 milhões de euros, o volante mostrou a que veio logo que chegou. Em 2006-07, jogou tão bem que foi eleito o jogador do ano da equipe. Os títulos vieram na temporada seguinte, quando o Bayern venceu tanto a liga quanto a copa nacional. Após as conquistas, Oliver Kahn se aposentou e van Bommel se tornou o primeiro e único capitão estrangeiro do clube alemão. Passou a braçadeira a Phillip Lahm em 2010, quando deixou o time após a Inter de Milão frustrar os planos bávaros para a tríplice coroa ao bater o Bayern na final da Champions. Depois da dolorida derrota para os italianos em Madrid, o volante ainda teve de amargar outro vice, dessa vez na Copa do Mundo. Em solo sul-africano, a Holanda treinada por Bert van Marwijk, sogro de van Bommel, chegou à grande final. Mas não foi naquela oportunidade que a Laranja Mecânica conquistou o tão sonhado título mundial. Assim como em 1974 e 1978, a seleção de Robben e Sneijder sucumbiu na decisão, perdida para a Espanha na prorrogação. Aquele foi o último jogo do então capitão van Bronckhorst, que passou a braçadeira a van Bommel. O volante liderou os holandeses por quase dois anos, quando se aposentou da seleção após a Euro 2012. Nesse meio tempo, o jogador também defendeu o Milan. Durante o seu período na Itália, o holandês foi titular absoluto, fazendo com que Pirlo fosse para a Juventus. Comandados pelo técnico Massimiliano Allegri, os rubro-negros foram campeões italianos logo na temporada de estreia de van Bommel. Depois do título, o volante renovou por mais um ano, mas a saída de Ibrahimovic e a superioridade da Juventus não permitiram mais conquistas. Na temporada seguinte, van Bommel retornou ao PSV para encerrar a carreira em 2013. Por que jogava de terno? Raçudo, líder contagiante e exímio marcador, van Bommel foi importantíssimo em todas as equipes que defendeu. Além da enorme capacidade de desarme, o holandês tinha ótimo senso de posicionamento e porte físico. Também era habilidoso e tinha bom nível técnico para um volante primordialmente defensivo. Destaque para a qualidade nos passes, essencial na saída de bola e construção de jogadas de seus times. As fortes finalizações de longa e média distância também eram uma especialidade que de vez em quando rendia gols, inclusive de falta. Excelente volante defensivo e competente com a bola no pé. 👤 Mark Peter Gertruda Andreas van Bommel 👶 22 de abril de 1977 (40 anos) 🏠 Holandês 👕 Fortuna Sittard (HOL), PSV (HOL), Barcelona (ESP), Bayern de Munique (ALE), Milan (ITA) e Seleção Holandesa 🏆 Campeonato Holandês 99/00, 00/01, 02/03, 04/05, Copa da Holanda 04/05; Campeonato Espanhol 05/06, UEFA Champions League 05/06 (Barcelona); Campeonato Alemão 07/08 e 09/10, Copa da Alemanha 07/08 e 09/10; Campeonato Italiano 10/11 👑 Jogador Holandês do Ano 01 e 05 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,0) #Barcelona #SeleçãoHolandesa #Volante
- Polêmicas Vazias. Cheias de conteúdo
Antigamente se informar sobre o futebol se resumia a aguardar a hora do almoço para assistir a programas como o Globo Esporte ou acompanhar a programação dos canais esportivos, para quem tinha TV por assinatura, ou mesmo o caderno de esportes dos jornais impressos e revistas como a PLACAR. Com a popularização da internet e a criação de canais no Youtube tudo mudou. Coincidência ou não, hoje a Placar não tem mais o brilho da revista que há décadas era referência de boas matérias e guias dos campeonatos nacionais e a ESPN, sinônimo de bons debates, hoje se resume praticamente a conversas rasas e repetitivas - e nem sempre sobre futebol - e piadinhas fora de hora. E à medida que os meios tradicionais perdem espaço, o Youtube é opção cada vez mais acessada pelos fãs de futebol. A Esporte Interativo, percebendo esse novo formato, investiu em programas em seu canal no Youtube com uma programação que conta com rankings, esquetes, entrevistas e polêmicas. Polêmicas Vazias. Este é o nome do canal que vai ao ar toda sexta-feira às 11h. Apresentado - muito bem, aliás - pelo jornalista Bruno formiga, o Polêmicas Vazias traz, como o nome diz, aquelas eternas polêmicas que sempre parecem nunca ter fim e fazem parte daquelas conversas de bar. Quem foi melhor, Romário ou Ronaldo, Marcos ou Rogério Ceni? Qual é o maior clássico brasileiro? É melhor o sistema de mata-mata ou pontos corridos? Tudo isso é analisado em vídeos de no máximo 15 minutos com dados, estatísticas e opinião. A ideia é nunca ficar em cima do muro. Justamente pelo curto tempo do vídeo (alguns temas levariam horas para explicar tudo e na internet o conteúdo ter que ser rápido) nem sempre dá pra concordar com os critérios e conclusões apresentadas. Mas é opinião, você pode concordar ou não mas não o direito de dizer que não uma ótima opção para quem não se limita ao "achismo" Vale a pena assistir? Vídeos curtos, apresentados de uma forma muito ágil e bem-humorada pelo jornalista com temas que realmente interessam ao torcedor. Em tempos de debates na TV que não dizem nada - ou dizem besteira - a opção dos canais do Youtube são um novo capítulo no jornalismo esportivo. Nem tudo que é apresentado no Youtube é bom, obviamente, mas Polêmicas Vazias não foge de sua proposta e deixa o torcedor aguardando um novo programa a cada sexta-feira Avaliação: ⌨⌨⌨⌨⌨⌨⌨⌨⌨ (9) 💻 Polêmicas Vazias (Esporte Interativo) 👨🏻💻 Bruno Formiga
- Contestado, porém artilheiro
Geralmente, nós aqui no Joga de Terno tentamos falar de classudos consagrados que ainda desfilam ou já desfilaram pelos tapetes verdes dessa bola chamada mundo. Mas, por vezes, por que não falar de jogadores novos e que podem ser, um dia, esses classudos que jamais esqueceremos? E não deixaremos de lembrar pelos mais diversos motivos, nem sempre positivos, claro. Assumimos o risco! E, claro, sabemos que nossa avaliação pode ficar demodê com o tempo, mas - novamente - por que não arriscar? E o nome do momento é Ángel Romero. O atacante paraguaio já faz parte do folclore do esporte nacional e, mais precisamente, do Corinthians. O jogador de 24 anos ainda parece ter uma longa carreira pela frente e já mostra que no Timão os desafios não serão fáceis. Com o terno da equipe paulista desde 2014, Romero pareceu engrenar sob o comando de Tite, quando era titular nas maiorias da partida. Não foi pra menos, já que marcava constantemente e ainda hoje é o artilheiro da Arena em Itaquera, com 18 gols. Antes do Timão, Romero vestiu a camisa do Cerro Porteño e foi a revelação do campeonato paraguaio em 2013. Após a copa do mundo, embarcou no Brasil cheio de expectativa em vestir a camisa de um dos times mais populares do país. E com o professor Adenor, o Corinthians foi o campeão nacional em 2015 e Romero apontado como um dos principais jogadores. Acontece que Tite foi comandar o escrete canarinho no ano seguinte e o rendimento do artilheiro caiu. Hoje, constantemente a hype do jogador tem relação com piadas e memes. Sem espaço, Romero ainda busca a vaga que outrora parecia sua na equipe. Ainda que prove que seu futebol tem futuro, a exigente torcida corintiana parece esperar mais. Por que joga de terno? Joga de terno mesmo? Esperemos o futuro dizer sobre isso. Fato é que Romero provou que sabe jogar um bom futebol e que ainda pode dar alegria com a camisa do Timão ou com a camisa da Seleção Paraguaia, terno que veste constantemente nas convocações de seu país. 👤 Ángel Rodrigo Romero Villamayor 👶 4 de julho de 1992 (24 anos) 🏠 Paraguai 👕 Cerro Porteño, Corinthians e seleção Paraguaia 🏆 Campeonato Paraguaio Apertura: 12 e Clausura: 13 (Cerro Porteño); Campeonato Brasileiro: 15 (Corinthians). 👑 Futebolista Paraguaio do ano de 2013 Classômetro: 👔👔👔👔 (4,8) #Corinthians #CerroPorteño #SeleçãoParaguaia #Atacante









