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  • Para botafoguenses e qualquer outro fã de futebol

    Seja você corintiano ou palmeirense, que torça pra Fla ou Flu mas que goste de histórias de futebol, não pode deixar de consumir trabalhos que fomentem causos e que contam mais sobre o esporte bretão. “O Botafogo de 95” é um desses. Mas vale ressaltar: sim, é feito por um botafoguense e sim, é um trabalho jornalístico documental e de pesquisa louvável. Debulhado pelo jornalista Thales Machado (que tem passagem pela ESPN e autor do ótimo texto “Só eu enxergo que esse Seerdof faz mal ao Botafogo?”, outrora publicado no site do Impedimento), o livro conta a saga botafoguense para a conquista do título de 1995 do Campeonato Brasileiro. A ideia do livro nasceu em 2015 depois da experiência em se contar como se fosse em tempo real, o dia a dia do Botafogo no twitter - já que, naquele ano, completaria 20 anos da conquista do Brasileirão. Mas o dia a dia em questão era em 1995 (no perfil @obotafogode95)! A coisa deu tão certa que Thales elaborou o livro, através de pesquisas em jornais da época, arquivos pessoais, entrevistas com pessoas envolvidas com aquele time (jogadores, jornalistas e comissão técnica) e reuniu tudo e contou todos os acontecimentos que levaram àquele improvável título. A obra foi realizada através de financiamento coletivo, em que mais de 380 pessoas contribuíram de monetariamente de alguma forma. Foi lançado exatamente no dia que se comemorou os 20 do empate contra o Santos em 1x1 no Pacaembu: 17 de dezembro. Não tem como dizer que todo esse trabalho e incentivo deu errado: o fruto é um perfeito detalhamento daquela campanha, que se iniciou antes mesmo de 1995, perpassando inclusive no título da CONMEBOL 2 anos antes (outro improvável resultado). Thales acerta na dosagem torcedor/jornalista, conseguindo transmitir a emoção de quem é botafoguense com a sobriedade de um trabalho de jornalismo de mera apuração e entrevista. Vale a pena a leitura? É claro, aqueles menos ligados a histórias de futebol que não envolve seu time, decerto receariam em ler o livro, que já na capa traz a ilustração de um torcedor rasgando a pele (nada menos que o uniforme icônico daquela conquista) e revelando ser o coração por dentro do peito a Estrela Solitária que conduz cada botafoguense. Mas, deixado de lado qualquer rivalismo, o leitor encontrará histórias interessantes e reveladoras não só do time, mas de uma época que deixou saudades a Botafoguense e qualquer amante desse imprevisível mundo do Futebol. Avaliação: ✏✏✏✏✏✏✏✏ (8) 📖 O Botafogo de 95 (292 páginas) 📝 Thales Machado 📅 2015 📚 Livro independente 💵 39,90 + frete (Livraria Travessa)

  • "Por onde passar deixe saudades"

    Nem uns dos mais melancólicos tangos argentinos entoariam o fim da carreira de Walter Damián Montillo. Jogar de terno nem sempre requer dribles desconcertantes ou jogadas excepcionais, apesar de ser um exímio meia habilidoso nos gramados, Montillo sempre se destacou pelo comprometimento e dedicação por qualquer camisa que tenha vestido. Infelizmente, os problemas pessoais e as lesões o impediram de dar sequência à sua carreira. Tendo iniciado a carreira no Defensores de Arena, de sua cidade natal, Lanús, Montillo ganhou destaque pelo San Lorenzo no Torneio Apertura mas, novamente, uma lesão iria o deixar de fora da principal competição disputada e vencida pela equipe naquele ano. Em 2008, um revés em sua carreira, como uma das transações mais caras do futebol chileno, Montillo desembarcou em Santiago, mais especificamente no Universidad do Chile. Após um mau começo, em que não rendeu o que era cobrado, Montillo desencantou em 2009, o craque que praticamente tem a resiliência como sobrenome, encantou a América do sul, com atuações de gala e gols decisivos na Copa Libertadores, e com direito a resquícios de crueldade, ganhou visibilidade no Brasil ao eliminar o rubro-negro carioca, em mais um dos jogos memoráveis de sua carreira. Ao Cruzeiro chegou em 2010 e não demorou para se tornar ídolo da torcida celeste. Contrariando a ideia de muitos, que para ser ídolo é necessário também ganhar títulos, o meia argentino conquistou apenas um Campeonato Mineiro, em 2011, e chegou ao vice-Campeonato Brasileiro no ano anterior. O argentino escreveu seu nome na história do time das cinco estrelas, se tornando o maior artilheiro estrangeiro do clube. Em 2013, transferiu-se para o Santos, mas não conseguiu repetir o mesmo nível que teve em Belo Horizonte. No ano seguinte, rumaria à China, antes de retornar ao Botafogo nesta temporada. Contratado como grande nome do Botafogo no início do ano, o argentino fez apenas 17 jogos. Ficou muito tempo afastado por causa das contusões. Chegou a ser criticado por torcedores nas redes sociais por estar “roubando o time”. Propôs ao clube ficar sem receber enquanto estivesse no departamento médico. O Botafogo não aceitou. Chateado com seu rendimento, corpo não deixará mais atuar tão bem. Depois da 5ª lesão consecutiva ficou difícil lutar. Não era só a dor muscular, a alma de jogador vencedor sentiu também o fato de não corresponder às mais altas expectativas criadas por ele próprio. Por que jogava de terno? Gols, jogadas e os momentos de alegria que o meia proporcionou a todos os times que passou ficarão na história. Seu espirito de guerreiro é o maior legado que pode ter dado para todo mundo que acompanha o futebol. Os títulos que conquistou viraram consequências, para um jogador que fez lembrar que o futebol também é sentimento. 👤 Walter Damián Montillo 👶 14 de abril de 1984 (33 anos) 🏠 Argentino 👕 Defensores de Arena e San Lorenzo (ARG), Morelia (MEX), Universidad do Chile (CHI), Shandong Luneng (CHN), Cruzeiro, Santos e Botafogo (BRA) e Seleção Argentina 🏆 (principais) Copa Sulamericana 02 (San Lorenzo), Torneio Apertura 09 (Universidad de Chile), Campeonato Mineiro 11 (Cruzeiro), Supercopa da China 14 e 15 (Shandong Luneng) 👑 Melhor jogador do campeonato mineiro 11, Bola de Prata da Revista Placar 10 e 11, Melhor jogador do Campeonato Brasileiro 10, e Seleção das Américas 12 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7) #Botafogo #Cruzeiro #Santos #UniversidaddeChile #SeleçãoArgentina #MeioCampo

  • Xerife marroquino

    O JdT entende que a classe nem sempre é prioridade, às vezes é preciso abdicá-la para assumir a responsabilidade de defender a área com firmeza. Por isso, Nouredine Naybet é o nome de hoje, doa a quem doer. A carreira de Naybet começou aos 19 anos no time de sua cidade natal, Wided Casablanca, sem categoria para ser uma peça de criação foi mandado para a defesa. Logo se destacou e, naquele mesmo ano de 1989, foi campeão do campeonato nacional e da Copa Marrocos, sendo ainda convocado para a seleção, onde ficou até 2006. Em 1994, desembarcava em Alvalade para cumprir a difícil missão de substituir o zagueiro Stan Valckx que tinha deixado o Sporting. Foram só dois anos na defesa leonina, mas bastaram para que fosse chamado de "xerife da área" por sua marcação pesada. Foram 5 gols em 54 jogos, uma Supertaça e um título da Taça de Portugal antes de ser vendido para o Deportivo. A ascensão do clube espanhol foi também a de Naybet, apelidado de "El Moro". O zagueiro não chegou como titular absoluto, mas conquistou seu posto e ficou ligado diretamente às maiores glórias da equipe. Ns oitos anos em Corunha, foram 211 jogos, oito gols, um campeonato espanhol, uma Copa do Rei e duas Supertaças. Chegou a ser altamente disputado por Manchester e Real Madrid no final dos anos 90, mas avaliações médicas o impediram de sair para a sorte do Deportivo, mas não para a do técnico Javier Irureta com quem teve atritos nos anos de clube. Em 2004, principalmente pelo desgaste financeiro do Depor, Naybet foi vendido por um valor muito baixo ao Tottenham, onde foi peça importante na temporada 2004/05, mas acabou não rendendo tanto e se aposentou um ano depois. Entrou para a galeria da Confederação Africana de Futebol, sendo considerado o 17º melhor futebolista africano dos últimos 50 anos, em um levantamento realizado pela entidade em 2007. Esteve em duas Copas do Mundo e nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, disputou também seis edições da Copa Africana das Nações e ainda teve participação como auxiliar técnico antes de sair de vez em 2008. Por que jogava de terno? Naybet era reconhecido pela marcação forte e pesada. Um verdadeiro comandante da defesa com sua força tática, mas obtuso o bastante para deixar hematoma nos adversários e entrar em atritos com companheiros de equipe. Para a torcida, o que importava mesmo eram os títulos que o marroquino defendia em campo. 👤 Noureddine Naybet 👶 10 de fevereiro de 1970 (47 anos) 🏠 Marrocos 👕 Wydad Casablanca, Nantes, Sporting, Deportivo, Tottenhan, Seleção marroquina. 🏆 Campeonato Marroquino 89/90, 90/91, 92/93 e Liga dos Campeões da África 92 (Casablanca); Taça de Portugal 94/95, Campeonato Espanhol 99/00, Copa do Rei 01/02 (Deportivo). 👑 Sem títulos individuais de destaques Classômetro: 👔👔👔👔👔(5,5 #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #Zagueiro #Sporting #SeleçãoMarroquina

  • Capitão América

    O perfilado de hoje do JdT é um grande campeão. Pode não ser o mais técnico dos zagueiros, mas seu currículo e liderança são dignos de craque. Não à toa, Edu Dracena foi importante por onde passou e uniu elencos na busca pelas conquistas. E não foram poucas... Depois de ser revelado pelo Guarani, o beque conquistou a Grécia, o Brasil, a Turquia e a América com os ternos de Olympiakos, Cruzeiro, Fenerbahçe, Santos, Corinthians e Palmeiras. O início dessa carreira vencedora foi em 1999, quando Dracena se profissionalizou pelo Bugre aos 17 anos. Em Campinas, começou a desenvolver seu futebol e chamou a atenção dos gregos do Olympiakos. Nos balcãs por empréstimo, Edu teve dificuldades com a língua e não despontou, mas conquistou o campeonato nacional da temporada 2002/03. De volta ao Guarani, o xerifão já partiu para o Cruzeiro a pedido de Vanderlei Luxemburgo. Em Belo Horizonte, o jogador se consolidou como grande zagueiro e campeão. Logo em 2003, conquistou a tríplice coroa (Brasileirão, Copa do Brasil e mineiro) com aquele grande esquadrão cruzeirense do craque Alex. As atuações do beque renderam até convocação pra Copa das Confederações. Nos anos que se seguiram, o desempenho do time não se manteve, mas ainda viriam mais dois estaduais. Em 2006, a qualidade de Dracena voltou a ser foco da atenção de estrangeiros, e quem levou seu futebol foi Fenerbahçe, por 5,7 milhões de euros. Na Turquia, também foi no começo da passagem que o xerife rendeu e venceu mais. Logo na temporada de estreia, conquistou o campeonato nacional, formando dupla de zaga com Diego Lugano. No ano seguinte, viria a Supercopa, mas o último período de Dracena no Fener marcou queda de rendimento, ocasionando a rescisão contratual que deixou o jogador livre para aceitar a melhor proposta. A escolha foi pela volta ao Brasil para defender o Santos no fim de 2009. Mas foi na temporada seguinte que Dracena e seus companheiros puderam mostrar trabalho. Naquele ano, o timaço que contava com Neymar, Ganso, Robinho e cia encantou o país com seu futebol ofensivo. A vocação para o ataque dificultava o trabalho de Dracena e Durval na retaguarda, mas isso não impediu os dois títulos conquistados em 2010. O primeiro foi o Paulistão, no qual Edu foi eleito o melhor zagueiro. Depois, a Copa do Brasil, com direito a gol do título na final contra o Vitória. Em 2011, a equipe mudou de perfil com a chegada de Muricy Ramalho, e Dracena virou capitão após a saída de Robinho. Com um time mais equilibrado, o Santos conquistou novamente o estadual, com Edu ganhando outra vez o prêmio de melhor zagueiro. Mas o título mais importante ainda estava por vir: o alvinegro fez valer a preparação para a Libertadores e levantou seu terceiro título do torneio após bater o Peñarol nas finais. Na final do Mundial, não deu pra segurar o Barcelona, que venceu por 4 a 0. Após mais três temporadas com o Santos e a conquista da Recopa Sul-Americana e do Paulistão em 2012 (pela terceira vez consecutiva, Dracena foi o melhor zagueiro do torneio), o Capitão América rescindiu seu contrato e foi para o Corinthians em 2015. No timão, conquistou o campeonato brasileiro, mas tinha pouco espaço e saiu ao fim do ano. Foi para o Palmeiras, no qual novamente venceu o Brasileirão. Em 2017, tenta o bi da Libertadores. Por que joga de terno? Zagueiro sério, Edu Dracena é um defensor de muita qualidade na bola aérea e no desarme. Contribui para suas equipes tanto impedindo gols quanto deixando seus tentos de cabeça. Tem bom senso tático e se posiciona com inteligência. Além disso, é um líder nato e um jogador de equipe. Contagia os companheiros com sua raça e comanda a retaguarda. 👤 Eduardo Luís Abonízio de Souza 👶 18 de maio de 1981 (36 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Olympiakos (GRE), Cruzeiro, Fenerbahçe (TUR), Santos, Corinthians, Palmeiras e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Grego 02/03, Campeonato Brasileiro 03, Copa do Brasil 03, Campeonato Mineiro 03, 04 e 06 (Cruzeiro); Campeonato Turco 06/07 e Supercopa da Turquia 07/08 (Fenerbahçe); Copa do Brasil 10, Copa Libertadores 11, Recopa Sul-Americana 13, Campeonato Paulista 10, 11, 12 (Santos); Campeonato Brasileiro 15 (Corinthians); Campeonato Brasileiro 16 (Palmeiras). 👑 Melhor zagueiro do Campeonato Mineiro 04, 05 e 06; Melhor zagueiro do Campeonato Paulista 10, 11, 12. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,3) #Palmeiras #Santos #Corinthians #Cruzeiro #Fenerbahçe #Brasil #Zagueiro #SeleçãoBrasileira

  • O lateral incontestável do Galo

    Pense rápido e sem pestanejar: qual jogador no “futebol moderno” é titular absoluto por dez temporadas em uma grande equipe? Você pode buscar na memória algum goleiro, mas dificilmente vai lembrar de um jogador de linha. Paulo Roberto Prestes foi dono da lateral-esquerda do Atlético Mineiro de 86 até 96. De boa chegada ao ataque e firme na recomposição na defesa, o gaúcho é ídolo da torcida alvinegra. Em uma época que as cifras do futebol não eram tão altas, a identificação com o terno que vestia tinha mais peso para os classudos. Se as cifras não eram altas, a midiatização em cima dos jogadores nem se compara aos dias de hoje. É por isso que os jovens torcedores atleticanos talvez pouco saibam da história de Paulo Roberto Prestes com a camisa do Galo. Estreou no dia 5 de fevereiro de 86, o atleta chegava a Minas Gerais após boa passagem pelo Palmeiras. O primeiro jogo foi com uma goleada por 8 a 1 em cima do Fabril, válido pelo Campeonato Mineiro. Era o primeiro jogo dos 504 que disputou com o terno preto e branco do Galo. Marcou 38 gols e participou de grandes campanhas do Atlético-MG nas competições nacionais. Sobre isto, Paulo Roberto lamenta a disputa por mata a mata da época em que jogava. “Nos meus 10 anos de Atlético, eu cheguei à semifinal do Brasileiro por diversas vezes. O Atlético chegava sempre, mas faltava coroar com o título. Em 1987, por exemplo, ganhamos os dois turnos da Copa União”, contou em entrevista para Superesportes em 2013. Em 97, o atleta pendurou as chuteiras mas continuou no meio esportivo. Atualmente, participa de um programa de esportes na TV Horizonte, de Belo Horizonte, ao lado de Ruy Cabeção. Por que jogava de terno? Nem só de conquistas vive o futebol, que por vezes oferece histórias de identificação com um clube que transcendem o pragmatismo por resultados. Paulo Roberto Prestes prova isso sendo um dos maiores jogadores da história do Atlético-MG, presente nas escalações dos melhores de todos os tempos do time mineiro. 👤 Paulo Roberto Araújo Prestes 👶 21 de abril de 1964 (53 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Internacional, Botafogo, Palmeiras e Atlético-MG 🏆 Campeonato Gaúcho 83 e 97 (Internacional); Campeonato Mineiro 86, 88, 89, 91 e 95; Copa Conmebol 92 (Atlético-MG) 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (6) #Lateralesquerdo #AtléticoMG #Brasil

  • Um goleiro odiado e amado por duas nações

    Considerado o maior goleiro da história da França, por ser tão obvio é amado por seu povo, é tido também como um dos maiores vilões que a Seleção Brasileira enfrentou na sua história. Famoso pelo choque envolvendo Ronaldo na Copa de 1998, o classudo de hoje é Fabien Barthez. Aos 15 anos de idade ingressou nas categorias de base do Toulouse, clube qual se tornara profissional 5 anos depois. Fez sua estreia pelo Campeonato Francês na temporada 91/92, após a lesão do goleiro titular e do reserva, teve sua chance diante do Nancy. E apesar de ter estreado com um empate, teve um bom desempenho e seguiu como titular até o final daquela temporada. Com o Toulouse terminando no 11º lugar no campeonato, seu clube nada pôde fazer quando o Olympique de Marselha, campeão francês daquela temporada, formalizaram uma proposta e ofereceram um ótimo salário ao goleiro, que então se transferira para o gigante francês para disputar uma edição de Liga dos Campeões da UEFA já aos 21 anos de idade. Fez parte da única equipe francesa campeã da Liga dos Campeões da temporada 92/93, e como se não bastasse a conquista coletiva, fez história de forma individual ao se tornar o goleiro mais jovem a ser campeão do torneio. Mas um escândalo de manipulação de árbitros e resultados no Campeonato Francês foi descoberto após a conquista da Liga dos Campeões, e o Olympique teve o título nacional retirado e foi rebaixado para a segunda divisão francesa além de ser suspenso de competições organizadas pela UEFA. O título francês de 92/93 ficou vago e o clube fora obrigado a disputar a segundona da temporada 94/95, pois a temporada 93/94 já estava em andamento, e ainda assim o Olympique disputou uma edição da Liga Europa na segunda divisão graças ao segundo lugar obtido na temporada seguinte ao escândalo. Campeão da segunda divisão com o Olympique, ajudou sua equipe no regresso à elite francesa, mas fora vendido ao Mônaco por conta da reconstrução de uma equipe competitiva, e então rumou ao time do Principado para continuar sua carreira. Após 5 anos no Mônaco, foi escolhido por Sir Alex Ferguson para substituir Peter Schmeichel. Tão logo se tornou ídolo nos Red Devils ao conquistar o Campeonato Inglês da temporada 00/01. Em 3 temporadas na terra da Rainha, Barthez faturou dois campeonatos nacionais antes de regressar ao seu país de origem, para voltar a defender as cores do Olympique de Marselha. Aposentou-se em abril de 2007 após rápida passagem pelo modesto Nantes. Por que jogava de terno? Barthez é conhecido no Brasil por ter se chocado com Ronaldo na final da Copa do Mundo de 1998. Mas nem só de ódio é conhecido, sua segurança e suas defesas o credenciaram como um dos maiores e mais vencedores goleiros da história da França. 👤 Fabien Alain Barthez 👶 28 de junho de 1971 (45 anos) 🏠 Francês 👕 Toulouse, Olympique de Marselha, Mônaco-FRA, Manchester United-ING, Nantes-FRA. 🏆 Liga dos Campeões da UEFA 93, Campeonato Francês 95, Copa Intertoto da UEFA 05 (Olympique de Marselha); Campeonato Francês 96/97, 99/00 (Mônaco); Premier League 01 e 03 (Manchester United); Copa do Mundo FIFA 98 e Eurocopa 00 (França) 👑 Troféu Yashin 98, Melhor Goleiro do Campeonato Francês 98. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,8) #Olympique #Mônaco #SeleçãoFrancesa #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006

  • O maior artilheiro humano da história do Santos

    O homenageado de hoje fez o que hoje é muito raro de se ver, vestiu apenas dois ternos ao longo de sua carreira, o do Santos e o da Seleção Brasileira. E o título do texto foi dado justamente por ele, pois Pepe alega que o Pelé, único na sua frente, veio de Saturno. Além de Pelé, apenas outros dois jogadores marcaram mais gols que Pepe com um único terno, são eles: Roberto Dinamite (Vasco da Gama) com 620 gols e Zico (Flamengo) que marcou 500 gols. Pepe é o jogador que mais venceu títulos com a camisa do Santos, ao todo foram 27 títulos oficiais. Mas nem só por títulos sua carreira foi marcada. Um episódio que repercutiu muito, em um clássico contra o São Paulo Pepe e mais outros dois jogadores do Santos simularam contusão a pedido do técnico Lula, o motivo? Coutinho e Pelé haviam sido expulsos no primeiro tempo. O juiz teve que encerrar o jogo aos 11min do segundo tempo pois o Santos tinha apenas sete jogadores em campo, o placar final foi de 4a1. Pela seleção Pepe venceu duas Copas do Mundo,58 e 62, teria sido titular nas duas campanhas, mas nas duas competições sofreu contusão pouco antes do campeonato. Com média de um gol a cada duas partidas Pepe está entre os 25 maiores artilheiros da seleção. Pepe após teve uma longa carreira como treinador, começando em 1969 nas categorias de base do Santos, treinou o time principal por um tempo também. No Brasil teve passagens por Atlético-MG, São Paulo e Ponte Preta(seu ultimo clube como treinador em 2006). Por que jogava de terno? Pepe marcou seu nome na história do Santos e da seleção Brasileira. Apesar de, ao longo da carreira, sempre correr o risco de passar despercebido com a sombra de Pelé ao lado, Pepe conseguiu seu próprio brilho através de umas centenas de gols e participações em outras centenas do Rei Pelé. É um dos grandes ídolos da equipe alvinegra e está no Hall dos grandes jogadores do futebol brasileiro. 👤 José Macia 👶 25 de fevereiro de 1935 (82 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santos e Seleção Brasileira 🏆 Copa Libertadores da América 62 e 63, Campeonato Brasileiro 61, 62, 63, 64, 65 e 68 (Santos); Copa do Mundo 58 e 62 (Seleção Brasileira) 👑 Maior vencedor do Campeonato Paulista com 13 títulos conquistados; Maior vencedor do Campeonato Brasileiro com 7 títulos conquistados; Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,7) #SeleçãoBrasileira #Santos #Brasil #Pontaesquerda #CopadoMundo1958 #CopadoMundo1962

  • O papão do Castelão

    Em 2003, tinha início a era dos pontos corridos do Brasileirão e chegava ao fim uma competição que um ano antes via o Paysandu alcançar o pódio e chegar à Libertadores. No ataque, o protagonista daquele feito e o perfilado de hoje: Vandick Lima. Na década de 80 e 90, o baiano Vandick passou por clubes como o Flamengo, Bahia e Juventude, mas foi como veterano no Paysandu, aos 32 anos, que sagrou seus gols mais importantes. A Copa dos Campeões foi uma competição nacional que reunia os campeões estaduais para definir quem ficaria com a quarta vaga brasileira na Libertadores. E o Papão daquele ano de 2002 estava com tudo. Na fase de grupos, o clube paraense deixou para trás Corinthians, Náutico e Fluminense, e bateu o Bahia e o Palmeiras até a final contra o Cruzeiro no Castelão. O placar do primeiro jogo foi uma derrota de 2 a 1, mas o jogo de volta contava com a vitória do Paysandu por 4 a 3, com três gols de Vandick. A agilidade no posicionamento colocou o camisa onze artilheiro da série B na cara do gol todas as vezes necessárias para se tornar um ídolo da torcida até hoje e levar o jogo para os pênaltis, garantindo o título de campeão ao Papão da Curuzu e a classificação para a Libertadores no ano seguinte, quando se aposentou após a sofrida derrota nas oitavas de final para o Boca Juniors. Por que jogava de terno? As estatísticas não apontam uma grande carreira de goleador, mas para o Paysandu, fez os gols mais relevantes. Vandick tinha agilidade e posicionamento certeiros, tornando-se um oportunista de gols, além de muita entrega no jogo. 👤 Vandick José de Oliveira Lima 👶 7 de abril de 1965 (52 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Catuense, Flamengo, Joinville, Bahia, Linhares, Juventude, Esportivo, Paysandu. 🏆 Copa dos Campeões 02 (Paysandu) 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 (4) #Paysandu #Atacante

  • "Fiz um gol cruel"

    Poderia ser um artilheiro se vangloriando de seu gol decisivo? Poderia. Poderia ser de um jogador que marcara contra a própria meta sacramentando a derrota de seu time? Poderia. Mas não. A frase não vem de nenhuma situação descrita acima. Ela é atribuída ao goleiro americano Tim Howard, então no Everton em 2012. Howard, da sua grande área, chutou forte pra frente, a bola ganhou força devido ao vento, quicou na frente do goleiro Adam Bogdan e morreu no gol adversário. Um golaço improvável. O feito tornou Tim a ser apenas o quarto goleiro a marcar na Premiere League. Nem por isso - e nem o placar já que a partida terminou 2x1 para o Bolton - fez com que o goleiro saísse feliz ao final do jogo. Howard sentiu compaixão ao companheiro de trabalho adversário e, durante a partida, sequer comemoraria o gol. Certamente, o americano lembraria de um episódio em 2005, quando era goleiro reserva do Manchester United. Tim levaria um gol similar numa partida entre os reservas do Manchester e os de Wigan. O goleiro adversário bateu forte, a bola voou por todo o campo, quicou e encobriu Howard. Um frangaço. Antes de ser titular absoluto no Everton e passar por esse constrangimento nos Reds, Tim Horward atraiu os olhos europeus jogando a Major Soccer League, pelo MetroStars e North Jersey Imperials, onde surgiu. Tim também era figurinha certa com a camisa da seleção Norte Americana. É convocado desde 2002 e é um dos lideres e craque do time. Atualmente, o goleiro voltou à terra do Tio San e joga pelo Colorado Rapids. Por que joga de Terno? Tim não é uma das bases do time norte-americano à toa. De saídas rápidas da meta, tem marca forte sua elasticidade e bons reflexos. Na Copa no Brasil, foi uma das estrelas dos EUA, junto a Clint Dempsey, já que o grande craque, Donovan, não embarcou aqui em 2014. 👤 Timothy Matthew Howard 👶 6 de março de 1979 (38 anos) 🏠 Estados Unidos 👕 North Jersey Imperials, New York Red Bull, Manchester United, Everton, Colorado Rapids e Seleção dos Estados Unidos. 🏆 Copa da Liga Inglesa: 06; Supercopa da Inglaterra: 03 (Manchester United). Copa Ouro da CONCACAF: 07, 13 (Seleção dos Estados Unidos) 👑 Melhor goleiro da Copa das Confederações de 09 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,9) #ManchesterUnited #SeleçãoEstadunidense #Goleiro #CopadoMundo2014

  • O único brasileiro tetracampeão da Libertadores

    O perfilado de hoje é um colecionador de títulos. Ao longo de sua carreira, desfilou com o terno de grandes clubes e tornou-se um dos jogadores mais vencedores do futebol brasileiro. O JdT desta terça-feira conta a história de superação e sucesso de Claudemir Vitor Marques, mais conhecido como o ex-lateral Vitor. Nascido na cidade de Mogi Guaçu, interior de São Paulo, Vitor teve uma adolescência difícil. Duas vezes por semana treinava nas categorias de base da Ponte Preta, superando uma viagem de quase duas horas até Campinas. Nos outros dias trabalhava em plantações de algodão e batata, fonte de renda fundamental para o sustento dos seus seis irmãos. Passou também pela base do Guarani, mas foi o São Paulo que o revelou para o mundo. Comandado por Telê Santana, o ex-lateral direito tinha a velocidade e o vigor físico como suas principais características. No tricolor paulista, dividiu a posição com Cafu, sua inspiração no futebol. Com dois jovens promissores para a mesma posição, Telê deslocou Cafu para o meio e Vitor tornou-se definitivamente o guardião da lateral. O ex-camisa 2 do São Paulo foi fundamental nos títulos da Libertadores de 92 e 93. Após uma passagem apagada pela Espanha, onde atuou no Real Madrid, o ex-lateral retornou ao Brasil e levantou a taça da Libertadores por mais duas vezes: 97 pelo Cruzeiro e em 98 pelo Vasco. Aliás, Vitor é o único jogador brasileiro a conquistar quatro títulos do torneio mais importante do continente. O Japão tornou-se destino recorrente para o classudo, que disputou três mundiais de clubes, um deles contra o ex-clube Real Madrid. Atuou ainda pelo Botafogo e por várias equipes menores do interior paulista, até pendurar as chuteiras, em 2008. Por que jogava de terno? Não era um jogador técnico, mas bastante voluntarioso. Em mais de 15 anos de carreira, Vitor ostenta um currículo recheado de conquistas nacionais e internacionais. Foi aquele jogador com estrela e, apesar de não ser mundialmente conhecido, faz parte das glórias conquistadas pelos times brasileiros, principalmente nos anos 90. 👤 Claudemir Vitor Marques 👶 28 de setembro de 1972 (44 anos) 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Real Madrid (ESP), Corinthians, Cruzeiro, Vasco, Botafogo, Kocaelispor (TUR), Inter de Limeira, Osasco, Juventus, Guaçuano e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 91, Campeonato Paulista 91 e 92, Copa Libertadores 92 e 93, Mundial de Clubes 92 (São Paulo), Campeonato Paulista 95 e Copa do Brasil 95 (Corinthians), Campeonato Mineiro 96 e 97, Copa do Brasil 96 e Copa Libertadores 97 (Cruzeiro), Campeonato Carioca 98 e Copa Libertadores 98 (Vasco). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,0) #Vasco #RealMadrid #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Lateraldireito

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