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  • Capitão América

    O perfilado de hoje do JdT é um grande campeão. Pode não ser o mais técnico dos zagueiros, mas seu currículo e liderança são dignos de craque. Não à toa, Edu Dracena foi importante por onde passou e uniu elencos na busca pelas conquistas. E não foram poucas... Depois de ser revelado pelo Guarani, o beque conquistou a Grécia, o Brasil, a Turquia e a América com os ternos de Olympiakos, Cruzeiro, Fenerbahçe, Santos, Corinthians e Palmeiras. O início dessa carreira vencedora foi em 1999, quando Dracena se profissionalizou pelo Bugre aos 17 anos. Em Campinas, começou a desenvolver seu futebol e chamou a atenção dos gregos do Olympiakos. Nos balcãs por empréstimo, Edu teve dificuldades com a língua e não despontou, mas conquistou o campeonato nacional da temporada 2002/03. De volta ao Guarani, o xerifão já partiu para o Cruzeiro a pedido de Vanderlei Luxemburgo. Em Belo Horizonte, o jogador se consolidou como grande zagueiro e campeão. Logo em 2003, conquistou a tríplice coroa (Brasileirão, Copa do Brasil e mineiro) com aquele grande esquadrão cruzeirense do craque Alex. As atuações do beque renderam até convocação pra Copa das Confederações. Nos anos que se seguiram, o desempenho do time não se manteve, mas ainda viriam mais dois estaduais. Em 2006, a qualidade de Dracena voltou a ser foco da atenção de estrangeiros, e quem levou seu futebol foi Fenerbahçe, por 5,7 milhões de euros. Na Turquia, também foi no começo da passagem que o xerife rendeu e venceu mais. Logo na temporada de estreia, conquistou o campeonato nacional, formando dupla de zaga com Diego Lugano. No ano seguinte, viria a Supercopa, mas o último período de Dracena no Fener marcou queda de rendimento, ocasionando a rescisão contratual que deixou o jogador livre para aceitar a melhor proposta. A escolha foi pela volta ao Brasil para defender o Santos no fim de 2009. Mas foi na temporada seguinte que Dracena e seus companheiros puderam mostrar trabalho. Naquele ano, o timaço que contava com Neymar, Ganso, Robinho e cia encantou o país com seu futebol ofensivo. A vocação para o ataque dificultava o trabalho de Dracena e Durval na retaguarda, mas isso não impediu os dois títulos conquistados em 2010. O primeiro foi o Paulistão, no qual Edu foi eleito o melhor zagueiro. Depois, a Copa do Brasil, com direito a gol do título na final contra o Vitória. Em 2011, a equipe mudou de perfil com a chegada de Muricy Ramalho, e Dracena virou capitão após a saída de Robinho. Com um time mais equilibrado, o Santos conquistou novamente o estadual, com Edu ganhando outra vez o prêmio de melhor zagueiro. Mas o título mais importante ainda estava por vir: o alvinegro fez valer a preparação para a Libertadores e levantou seu terceiro título do torneio após bater o Peñarol nas finais. Na final do Mundial, não deu pra segurar o Barcelona, que venceu por 4 a 0. Após mais três temporadas com o Santos e a conquista da Recopa Sul-Americana e do Paulistão em 2012 (pela terceira vez consecutiva, Dracena foi o melhor zagueiro do torneio), o Capitão América rescindiu seu contrato e foi para o Corinthians em 2015. No timão, conquistou o campeonato brasileiro, mas tinha pouco espaço e saiu ao fim do ano. Foi para o Palmeiras, no qual novamente venceu o Brasileirão. Em 2017, tenta o bi da Libertadores. Por que joga de terno? Zagueiro sério, Edu Dracena é um defensor de muita qualidade na bola aérea e no desarme. Contribui para suas equipes tanto impedindo gols quanto deixando seus tentos de cabeça. Tem bom senso tático e se posiciona com inteligência. Além disso, é um líder nato e um jogador de equipe. Contagia os companheiros com sua raça e comanda a retaguarda. 👤 Eduardo Luís Abonízio de Souza 👶 18 de maio de 1981 (36 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Olympiakos (GRE), Cruzeiro, Fenerbahçe (TUR), Santos, Corinthians, Palmeiras e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Grego 02/03, Campeonato Brasileiro 03, Copa do Brasil 03, Campeonato Mineiro 03, 04 e 06 (Cruzeiro); Campeonato Turco 06/07 e Supercopa da Turquia 07/08 (Fenerbahçe); Copa do Brasil 10, Copa Libertadores 11, Recopa Sul-Americana 13, Campeonato Paulista 10, 11, 12 (Santos); Campeonato Brasileiro 15 (Corinthians); Campeonato Brasileiro 16 (Palmeiras). 👑 Melhor zagueiro do Campeonato Mineiro 04, 05 e 06; Melhor zagueiro do Campeonato Paulista 10, 11, 12. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,3) #Palmeiras #Santos #Corinthians #Cruzeiro #Fenerbahçe #Brasil #Zagueiro #SeleçãoBrasileira

  • O lateral incontestável do Galo

    Pense rápido e sem pestanejar: qual jogador no “futebol moderno” é titular absoluto por dez temporadas em uma grande equipe? Você pode buscar na memória algum goleiro, mas dificilmente vai lembrar de um jogador de linha. Paulo Roberto Prestes foi dono da lateral-esquerda do Atlético Mineiro de 86 até 96. De boa chegada ao ataque e firme na recomposição na defesa, o gaúcho é ídolo da torcida alvinegra. Em uma época que as cifras do futebol não eram tão altas, a identificação com o terno que vestia tinha mais peso para os classudos. Se as cifras não eram altas, a midiatização em cima dos jogadores nem se compara aos dias de hoje. É por isso que os jovens torcedores atleticanos talvez pouco saibam da história de Paulo Roberto Prestes com a camisa do Galo. Estreou no dia 5 de fevereiro de 86, o atleta chegava a Minas Gerais após boa passagem pelo Palmeiras. O primeiro jogo foi com uma goleada por 8 a 1 em cima do Fabril, válido pelo Campeonato Mineiro. Era o primeiro jogo dos 504 que disputou com o terno preto e branco do Galo. Marcou 38 gols e participou de grandes campanhas do Atlético-MG nas competições nacionais. Sobre isto, Paulo Roberto lamenta a disputa por mata a mata da época em que jogava. “Nos meus 10 anos de Atlético, eu cheguei à semifinal do Brasileiro por diversas vezes. O Atlético chegava sempre, mas faltava coroar com o título. Em 1987, por exemplo, ganhamos os dois turnos da Copa União”, contou em entrevista para Superesportes em 2013. Em 97, o atleta pendurou as chuteiras mas continuou no meio esportivo. Atualmente, participa de um programa de esportes na TV Horizonte, de Belo Horizonte, ao lado de Ruy Cabeção. Por que jogava de terno? Nem só de conquistas vive o futebol, que por vezes oferece histórias de identificação com um clube que transcendem o pragmatismo por resultados. Paulo Roberto Prestes prova isso sendo um dos maiores jogadores da história do Atlético-MG, presente nas escalações dos melhores de todos os tempos do time mineiro. 👤 Paulo Roberto Araújo Prestes 👶 21 de abril de 1964 (53 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Internacional, Botafogo, Palmeiras e Atlético-MG 🏆 Campeonato Gaúcho 83 e 97 (Internacional); Campeonato Mineiro 86, 88, 89, 91 e 95; Copa Conmebol 92 (Atlético-MG) 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (6) #Lateralesquerdo #AtléticoMG #Brasil

  • Um goleiro odiado e amado por duas nações

    Considerado o maior goleiro da história da França, por ser tão obvio é amado por seu povo, é tido também como um dos maiores vilões que a Seleção Brasileira enfrentou na sua história. Famoso pelo choque envolvendo Ronaldo na Copa de 1998, o classudo de hoje é Fabien Barthez. Aos 15 anos de idade ingressou nas categorias de base do Toulouse, clube qual se tornara profissional 5 anos depois. Fez sua estreia pelo Campeonato Francês na temporada 91/92, após a lesão do goleiro titular e do reserva, teve sua chance diante do Nancy. E apesar de ter estreado com um empate, teve um bom desempenho e seguiu como titular até o final daquela temporada. Com o Toulouse terminando no 11º lugar no campeonato, seu clube nada pôde fazer quando o Olympique de Marselha, campeão francês daquela temporada, formalizaram uma proposta e ofereceram um ótimo salário ao goleiro, que então se transferira para o gigante francês para disputar uma edição de Liga dos Campeões da UEFA já aos 21 anos de idade. Fez parte da única equipe francesa campeã da Liga dos Campeões da temporada 92/93, e como se não bastasse a conquista coletiva, fez história de forma individual ao se tornar o goleiro mais jovem a ser campeão do torneio. Mas um escândalo de manipulação de árbitros e resultados no Campeonato Francês foi descoberto após a conquista da Liga dos Campeões, e o Olympique teve o título nacional retirado e foi rebaixado para a segunda divisão francesa além de ser suspenso de competições organizadas pela UEFA. O título francês de 92/93 ficou vago e o clube fora obrigado a disputar a segundona da temporada 94/95, pois a temporada 93/94 já estava em andamento, e ainda assim o Olympique disputou uma edição da Liga Europa na segunda divisão graças ao segundo lugar obtido na temporada seguinte ao escândalo. Campeão da segunda divisão com o Olympique, ajudou sua equipe no regresso à elite francesa, mas fora vendido ao Mônaco por conta da reconstrução de uma equipe competitiva, e então rumou ao time do Principado para continuar sua carreira. Após 5 anos no Mônaco, foi escolhido por Sir Alex Ferguson para substituir Peter Schmeichel. Tão logo se tornou ídolo nos Red Devils ao conquistar o Campeonato Inglês da temporada 00/01. Em 3 temporadas na terra da Rainha, Barthez faturou dois campeonatos nacionais antes de regressar ao seu país de origem, para voltar a defender as cores do Olympique de Marselha. Aposentou-se em abril de 2007 após rápida passagem pelo modesto Nantes. Por que jogava de terno? Barthez é conhecido no Brasil por ter se chocado com Ronaldo na final da Copa do Mundo de 1998. Mas nem só de ódio é conhecido, sua segurança e suas defesas o credenciaram como um dos maiores e mais vencedores goleiros da história da França. 👤 Fabien Alain Barthez 👶 28 de junho de 1971 (45 anos) 🏠 Francês 👕 Toulouse, Olympique de Marselha, Mônaco-FRA, Manchester United-ING, Nantes-FRA. 🏆 Liga dos Campeões da UEFA 93, Campeonato Francês 95, Copa Intertoto da UEFA 05 (Olympique de Marselha); Campeonato Francês 96/97, 99/00 (Mônaco); Premier League 01 e 03 (Manchester United); Copa do Mundo FIFA 98 e Eurocopa 00 (França) 👑 Troféu Yashin 98, Melhor Goleiro do Campeonato Francês 98. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,8) #Olympique #Mônaco #SeleçãoFrancesa #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006

  • O maior artilheiro humano da história do Santos

    O homenageado de hoje fez o que hoje é muito raro de se ver, vestiu apenas dois ternos ao longo de sua carreira, o do Santos e o da Seleção Brasileira. E o título do texto foi dado justamente por ele, pois Pepe alega que o Pelé, único na sua frente, veio de Saturno. Além de Pelé, apenas outros dois jogadores marcaram mais gols que Pepe com um único terno, são eles: Roberto Dinamite (Vasco da Gama) com 620 gols e Zico (Flamengo) que marcou 500 gols. Pepe é o jogador que mais venceu títulos com a camisa do Santos, ao todo foram 27 títulos oficiais. Mas nem só por títulos sua carreira foi marcada. Um episódio que repercutiu muito, em um clássico contra o São Paulo Pepe e mais outros dois jogadores do Santos simularam contusão a pedido do técnico Lula, o motivo? Coutinho e Pelé haviam sido expulsos no primeiro tempo. O juiz teve que encerrar o jogo aos 11min do segundo tempo pois o Santos tinha apenas sete jogadores em campo, o placar final foi de 4a1. Pela seleção Pepe venceu duas Copas do Mundo,58 e 62, teria sido titular nas duas campanhas, mas nas duas competições sofreu contusão pouco antes do campeonato. Com média de um gol a cada duas partidas Pepe está entre os 25 maiores artilheiros da seleção. Pepe após teve uma longa carreira como treinador, começando em 1969 nas categorias de base do Santos, treinou o time principal por um tempo também. No Brasil teve passagens por Atlético-MG, São Paulo e Ponte Preta(seu ultimo clube como treinador em 2006). Por que jogava de terno? Pepe marcou seu nome na história do Santos e da seleção Brasileira. Apesar de, ao longo da carreira, sempre correr o risco de passar despercebido com a sombra de Pelé ao lado, Pepe conseguiu seu próprio brilho através de umas centenas de gols e participações em outras centenas do Rei Pelé. É um dos grandes ídolos da equipe alvinegra e está no Hall dos grandes jogadores do futebol brasileiro. 👤 José Macia 👶 25 de fevereiro de 1935 (82 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santos e Seleção Brasileira 🏆 Copa Libertadores da América 62 e 63, Campeonato Brasileiro 61, 62, 63, 64, 65 e 68 (Santos); Copa do Mundo 58 e 62 (Seleção Brasileira) 👑 Maior vencedor do Campeonato Paulista com 13 títulos conquistados; Maior vencedor do Campeonato Brasileiro com 7 títulos conquistados; Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,7) #SeleçãoBrasileira #Santos #Brasil #Pontaesquerda #CopadoMundo1958 #CopadoMundo1962

  • O papão do Castelão

    Em 2003, tinha início a era dos pontos corridos do Brasileirão e chegava ao fim uma competição que um ano antes via o Paysandu alcançar o pódio e chegar à Libertadores. No ataque, o protagonista daquele feito e o perfilado de hoje: Vandick Lima. Na década de 80 e 90, o baiano Vandick passou por clubes como o Flamengo, Bahia e Juventude, mas foi como veterano no Paysandu, aos 32 anos, que sagrou seus gols mais importantes. A Copa dos Campeões foi uma competição nacional que reunia os campeões estaduais para definir quem ficaria com a quarta vaga brasileira na Libertadores. E o Papão daquele ano de 2002 estava com tudo. Na fase de grupos, o clube paraense deixou para trás Corinthians, Náutico e Fluminense, e bateu o Bahia e o Palmeiras até a final contra o Cruzeiro no Castelão. O placar do primeiro jogo foi uma derrota de 2 a 1, mas o jogo de volta contava com a vitória do Paysandu por 4 a 3, com três gols de Vandick. A agilidade no posicionamento colocou o camisa onze artilheiro da série B na cara do gol todas as vezes necessárias para se tornar um ídolo da torcida até hoje e levar o jogo para os pênaltis, garantindo o título de campeão ao Papão da Curuzu e a classificação para a Libertadores no ano seguinte, quando se aposentou após a sofrida derrota nas oitavas de final para o Boca Juniors. Por que jogava de terno? As estatísticas não apontam uma grande carreira de goleador, mas para o Paysandu, fez os gols mais relevantes. Vandick tinha agilidade e posicionamento certeiros, tornando-se um oportunista de gols, além de muita entrega no jogo. 👤 Vandick José de Oliveira Lima 👶 7 de abril de 1965 (52 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Catuense, Flamengo, Joinville, Bahia, Linhares, Juventude, Esportivo, Paysandu. 🏆 Copa dos Campeões 02 (Paysandu) 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 (4) #Paysandu #Atacante

  • "Fiz um gol cruel"

    Poderia ser um artilheiro se vangloriando de seu gol decisivo? Poderia. Poderia ser de um jogador que marcara contra a própria meta sacramentando a derrota de seu time? Poderia. Mas não. A frase não vem de nenhuma situação descrita acima. Ela é atribuída ao goleiro americano Tim Howard, então no Everton em 2012. Howard, da sua grande área, chutou forte pra frente, a bola ganhou força devido ao vento, quicou na frente do goleiro Adam Bogdan e morreu no gol adversário. Um golaço improvável. O feito tornou Tim a ser apenas o quarto goleiro a marcar na Premiere League. Nem por isso - e nem o placar já que a partida terminou 2x1 para o Bolton - fez com que o goleiro saísse feliz ao final do jogo. Howard sentiu compaixão ao companheiro de trabalho adversário e, durante a partida, sequer comemoraria o gol. Certamente, o americano lembraria de um episódio em 2005, quando era goleiro reserva do Manchester United. Tim levaria um gol similar numa partida entre os reservas do Manchester e os de Wigan. O goleiro adversário bateu forte, a bola voou por todo o campo, quicou e encobriu Howard. Um frangaço. Antes de ser titular absoluto no Everton e passar por esse constrangimento nos Reds, Tim Horward atraiu os olhos europeus jogando a Major Soccer League, pelo MetroStars e North Jersey Imperials, onde surgiu. Tim também era figurinha certa com a camisa da seleção Norte Americana. É convocado desde 2002 e é um dos lideres e craque do time. Atualmente, o goleiro voltou à terra do Tio San e joga pelo Colorado Rapids. Por que joga de Terno? Tim não é uma das bases do time norte-americano à toa. De saídas rápidas da meta, tem marca forte sua elasticidade e bons reflexos. Na Copa no Brasil, foi uma das estrelas dos EUA, junto a Clint Dempsey, já que o grande craque, Donovan, não embarcou aqui em 2014. 👤 Timothy Matthew Howard 👶 6 de março de 1979 (38 anos) 🏠 Estados Unidos 👕 North Jersey Imperials, New York Red Bull, Manchester United, Everton, Colorado Rapids e Seleção dos Estados Unidos. 🏆 Copa da Liga Inglesa: 06; Supercopa da Inglaterra: 03 (Manchester United). Copa Ouro da CONCACAF: 07, 13 (Seleção dos Estados Unidos) 👑 Melhor goleiro da Copa das Confederações de 09 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,9) #ManchesterUnited #SeleçãoEstadunidense #Goleiro #CopadoMundo2014

  • O único brasileiro tetracampeão da Libertadores

    O perfilado de hoje é um colecionador de títulos. Ao longo de sua carreira, desfilou com o terno de grandes clubes e tornou-se um dos jogadores mais vencedores do futebol brasileiro. O JdT desta terça-feira conta a história de superação e sucesso de Claudemir Vitor Marques, mais conhecido como o ex-lateral Vitor. Nascido na cidade de Mogi Guaçu, interior de São Paulo, Vitor teve uma adolescência difícil. Duas vezes por semana treinava nas categorias de base da Ponte Preta, superando uma viagem de quase duas horas até Campinas. Nos outros dias trabalhava em plantações de algodão e batata, fonte de renda fundamental para o sustento dos seus seis irmãos. Passou também pela base do Guarani, mas foi o São Paulo que o revelou para o mundo. Comandado por Telê Santana, o ex-lateral direito tinha a velocidade e o vigor físico como suas principais características. No tricolor paulista, dividiu a posição com Cafu, sua inspiração no futebol. Com dois jovens promissores para a mesma posição, Telê deslocou Cafu para o meio e Vitor tornou-se definitivamente o guardião da lateral. O ex-camisa 2 do São Paulo foi fundamental nos títulos da Libertadores de 92 e 93. Após uma passagem apagada pela Espanha, onde atuou no Real Madrid, o ex-lateral retornou ao Brasil e levantou a taça da Libertadores por mais duas vezes: 97 pelo Cruzeiro e em 98 pelo Vasco. Aliás, Vitor é o único jogador brasileiro a conquistar quatro títulos do torneio mais importante do continente. O Japão tornou-se destino recorrente para o classudo, que disputou três mundiais de clubes, um deles contra o ex-clube Real Madrid. Atuou ainda pelo Botafogo e por várias equipes menores do interior paulista, até pendurar as chuteiras, em 2008. Por que jogava de terno? Não era um jogador técnico, mas bastante voluntarioso. Em mais de 15 anos de carreira, Vitor ostenta um currículo recheado de conquistas nacionais e internacionais. Foi aquele jogador com estrela e, apesar de não ser mundialmente conhecido, faz parte das glórias conquistadas pelos times brasileiros, principalmente nos anos 90. 👤 Claudemir Vitor Marques 👶 28 de setembro de 1972 (44 anos) 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Real Madrid (ESP), Corinthians, Cruzeiro, Vasco, Botafogo, Kocaelispor (TUR), Inter de Limeira, Osasco, Juventus, Guaçuano e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 91, Campeonato Paulista 91 e 92, Copa Libertadores 92 e 93, Mundial de Clubes 92 (São Paulo), Campeonato Paulista 95 e Copa do Brasil 95 (Corinthians), Campeonato Mineiro 96 e 97, Copa do Brasil 96 e Copa Libertadores 97 (Cruzeiro), Campeonato Carioca 98 e Copa Libertadores 98 (Vasco). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,0) #Vasco #RealMadrid #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Lateraldireito

  • Zidanilo

    O apelido do perfilado de hoje não deixa margem para dúvidas. Danilo é um meia elegante e técnico, e por isso a comparação com o jogador mais classudo do futebol mundial, Zidane. É claro que é um daqueles exageros que as torcidas do Brasil usam pra homenagear seus ídolos. Mas quando o assunto é títulos por clubes, o brasileiro não perde por muito. Com os ternos de Goiás, São Paulo, Kashima Antlers e Corinthians, Danilo construiu uma coleção de troféus de fazer inveja a qualquer craque. O pontapé inicial da trajetória do mineiro foi no Goiás, onde se profissionalizou em 1999. Logo no ano de estreia, conquistou a série B do Brasileirão. Até 2004, quando deixou o Esmeraldino, o meia desenvolveu seu futebol criativo, ganhando quatro estaduais e três copas centro-oeste. De Goiânia, Danilo foi para o São Paulo, onde começou a colecionar os principais títulos de sua carreira. Em 2005, o tricolor venceu quase tudo. Naquele ano, o timaço capitaneado por Rogério Ceni contou com jogadores do calibre de Lugano, Cicinho, Júnior, Mineiro, Josué, Amoroso, Grafite, Luizão e Aloísio Chulapa. O cérebro da equipe treinada por Paulo Autuori era o canhoto Danilo. O camisa 10 armava as jogadas, dava assistências e ainda guardava os seus golzinhos. O primeiro troféu daquela temporada chegou logo no começo do ano. Foi o campeonato paulista, mas o estadual seria só um aperitivo. Em julho, veio o tão sonhado tricampeonato da Libertadores. Na final, o São Paulo bateu o Atlético-PR por 5 a 1 no placar agregado. Com passagem garantida para o Mundial no Japão em dezembro, o tricolor se preparou para vencer o Liverpool de Gerrard na decisão. Dito e feito: vitória de 1 a 0 e terceiro título mundial para o clube. Em 2006, Danilo conquistaria o troféu que faltava: o campeonato brasileiro. Após três anos recheados de conquistas no São Paulo, o meia deixou o Brasil para jogar no Kashima Antlers. No Japão, o jogador deu continuidade à rotina de vitórias. Em três anos, ganhou três campeonatos nacionais. Com muita lenha pra queimar e qualidade de sobra para a liga nipônica, Danilo acertou sua volta ao futebol brasileiro em 2010, aos 31 anos, para defender o Corinthians. Pelo alvinegro, o meia reeditou o sucesso que fez no rival tricolor. Foi peça fundamental no esquema de Tite em 2011, quando o Corinthians conquistou o pentacampeonato brasileiro. Líder de assistências do torneio e jogador mais frequente da equipe, disputou mais de 100 jogos no ano e se firmou como pilar do time comandado pelo atual técnico da seleção brasileira. Em 2012, Danilo continuou protagonista. Na semifinal da Libertadores, fez o gol da classificação contra o Santos. Na decisão contra o Boca Juniors, o Corinthians venceu por 3 a 1 no agregado e conquistou sua primeira Libertadores, de forma invicta. Era o título que faltava ao grande clube paulista. Como se não bastasse, ainda veio o Mundial no fim do ano, sobre o Chelsea. Novamente, o meia foi importante, chutando a bola que seria completada por Guerrero para selar o 1 a 0. Nos anos seguintes, ainda brilharia e conquistaria mais troféus com a camisa do Corinthians. Em 2013, vieram o Paulistão e a Recopa Sul-Americana, vencida sobre o São Paulo. 2015 marcou outro título brasileiro. A partir daí, a importância de Danilo vem diminuindo com o passar do tempo. Aos 38 anos, o meia não tem mais o mesmo fôlego e joga menos pelo alvinegro. Ainda assim, é uma importante liderança dentro do vestiário e não decepciona quando entra em campo. Por que joga de terno? Frio e calculista, Danilo é um jogador decisivo. Seja com gols ou assistências, o canhoto costuma desequilibrar, especialmente em partidas importantes. Meia de muita técnica e criatividade, o mineiro também tem faro de gol e inteligência tática. Além dos bons passes, é um finalizador cirúrgico e bom cabeceador, podendo jogar como centroavante. Mas sua principal qualidade é deixar os companheiros em condições de marcar. Jogador completo, que no auge era muito perigoso e demandava cuidado. Ainda hoje, é importante pela experiência e espírito de equipe. 👤 Danilo Gabriel de Andrade 👶 11 de junho de 1979 (38 anos) 🏠 Brasil 👕 Goiás, São Paulo, Kashima Antlers (JAP) e Corinthians. 🏆 Campeonato Brasileiro Série B 99, Campeonato Goiano 99, 00, 01 e 03, Copa Centro-Oeste 00, 01 e 02 (Goiás); Campeonato Paulista 05, Copa Libertadores 05, Mundial Interclubes 05, Campeonato Brasileiro 06 (São Paulo); Campeonato Japonês 07, 08 e 09, Copa do Japão 07 (Kashima Antlers); Campeonato Brasileiro 11 e 15, Copa Libertadores 12, Mundial Interclubes 12, Campeonato Paulista 13 e Recopa Sul-Americana 13 (Corinthians). 👑 Líder de assistências do Campeonato Brasileiro 11, seleção do Campeonato Paulista 13 e melhor jogador da Recopa Sul-Americana 13. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,4) #Corinthians #SãoPaulo #Goiás #KashimaAntlers #Brasil #Meiaatacante

  • O maior entre os equatorianos

    Poucos são os jogadores que podem ter em sua imagem, a personificação do amor de uma população ao esporte. Se são poucos, Álex Aguinaga certamente figura entre eles. Contudo, a carreira do meio se solidificou mesmo no México, país em que atuou de 89 a 04, sendo apenas em 2003 e 2004 pelo Cruz Azul: todo o restante do tempo, Aguinaga atuou pelo Necaxa. Antes, porém, o jogador se notabilizou no Desportivo Quito. Por lá, se transformou em um dos principais jogadores e começou a figurar na seleção nacional e virar referência. O destaque o levou ao Necaxa, onde virou ídolo, participando de vários títulos. A boa fase, abriram os olhos dos gigantes europeus, como Real Madrid e Inter de Milão. As propostas não vingaram e Aguinaga seguiu fazendo história no México. Pela Seleção Equatoriana, Aguinaga encabeçou a equipe que, pela primeira vez na história, se classificaria para uma Copa do Mundo, em 2002, num incrível segundo lugar - à frente de Brasil e Uruguai. Foi muito para o jogador ficar imortalizado pela população equatoriana. Após quase 20 anos de México, Aguinaga retornou ao país natal, jogando pela LDU, onde ganhou o apertura do torneio, em 2005. Após a conquista, pendurou as chuteiras para virar treinador. Por que jogava de terno? Meio-campista de fino trato da bola: armava, driblava, marcava gols e sabia defender com extrema disciplina. Símbolo Necaxista e Equatoriano, marcou época em dois países, virando referência no país consagrando a seleção nacional a jogar pela primeira vez uma Copa do Mundo. 👤 Álex Darío Aguinaga Garzón 👶 9 de julho de 1968 (48 anos) 🏠 Equador 👕 Desportivo Quito, Necaxa-MEX, Cruz Azul-MEX, LDU e Seleção equatoriana. 🏆 Copa do México: 95; Campeonato Mexicano: 94/95, 95/96; Liga dos Campeões da CONCACAF: 99 (Necaxa); Campeonato Equatoriano: 05 (LDU) 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) #LDU #SeleçãoEquatoriana #MeioCampo #CopadoMundo2002

  • Mas é lateral ou atacante?

    Sabe quando algum jogador do seu time é torcedor como você? Um torcedor, de fato, defendendo as cores do clube de coração em campo é uma das coisas mais legais do futebol. Alessandro Faiolhe Amantino, o Mancini, foi um desses quando defendeu o terno alvinegro Atlético Mineiro. Um lateral direito de muito ímpeto, bom chute e facilidade para atacar os flancos, que na sua passagem pela Europa virou um ponta de lança de respeito. É ele quem desfila no nosso tapete verde hoje. Mancini é cria das categorias de base do Galo e podemos dizer que vingou no futebol. Aos 22 anos se mostrava um lateral diferenciado dos demais, por fazer muitos gols. No Brasileirão 02, fez 15 gols. A maioria deles com torpedos de fora da área, inclusive alguns de falta. Depois de se destacar por aqui, chamou atenção dos europeus e foi parar no Venezia da Itália. Entretanto o destino reservava voos maiores para o jovem classudo. Porque foi na Roma que Mancini destacou-se e pode-se dizer que um ídolo. Durante 5 temporadas era titular absoluta e em sua nova função como os pontas de lança clássicos. Em um dérbi contra a Lazio, fez uma obra de arte primorosa. Em bola cruzada na área, o romanista antecipou aos zagueiros e fez o gol de letra, pulando de encontra à bola. Este foi um dos na coleção de golaços e jogadas plásticas do jogador pelo time italiano. Suas boas atuações no futebol italiano, lhe renderam a convocação para a Seleção Brasileira na Copa América de 04, quando o escrete foi campeão. Depois do sucesso na Roma, o classudo passou pela Internazionale e Milan, sem o mesmo destaque. Pouco jogou em ambos os times e queria retornar ao futebol brasileiro. Daí, foi contratado de volta pelo Atlético-MG para a disputa do Brasileirão 11. Demorou a se readaptar ao futebol brasileiro na primeira temporada, mas em seu segundo ano foi protagonista do Galo na conquista do Campeonato Mineiro de forma invicta. Ao fim da primeira metade da temporada de 12, Mancini era pouco aproveitado no time mineiro e foi emprestado ao Bahia. O rendimento do atleta foi caindo, até encerrar a carreira no Villa Nova-MG, após uma passagem regular pelo América Mineiro. Por que jogava de terno? Impetuoso, ofensivo e finalizador. Com estas características, Mancini não poderia ter sido apenas mais um lateral. Suas características ofensivas, o fizeram um jogador polivalente na Europa. Viveu grandes temporadas na Roma, sendo um ídolo na época, mas não conseguiu manter a carreira no topo. 👤 Alessandro Faiolhe Amantino 👶 1 de agosto de 1980 (36 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Atlético-MG, Portuguesa-SP, São Caetano, Venezia-ITA, Roma, Internazionale, Milan, Bahia, América-MG, Villa Nova-MG, Seleção Brasileira 🏆 Copa da Itália 06/07 e 07/08 (Roma); Campeonato Italiano 08/09 (Internazionale); Copa América de 04 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Prata 02 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (6,6) #Roma #AtléticoMG #AméricaMG #Internazionale #SeleçãoBrasileira #Brasil

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