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  • Pita

    Em 1978 surgia na Vila Belmiro a primeira leva de 'Meninos da Vila'. Esses garotos apareceram devido a má fase financeira do clube e a solução vinda das categorias de base foi a salvação da equipe santista naquele ano. O maestro desse time tinha 19 anos e atendia por Pita, fazendo sua da classe seu ponto forte. Nesse mesmo ano regeu o clube praiano, ajudando a equipe marcar 80 gols em 56 jogos. O Santos seria campeão Paulista daquele ano, dando início a uma história de gerações de meninos campeões. Dos grandes feitos que um jogador aposentado pode destacar, uma delas certamente é indicar possíveis craques aos times. Pita pode se vangloriar de observar Kaká num jogo treino da base do São Paulo fazendo, assim, que o último melhor do mundo brasileiro pudesse ser revelado. Mas, claro, que Pita não é só o cara que revelou Kaká. O ex-meia tem uma trajetória sólida noSantos e no São Paulo. Da base da Portuguesa Santista, o jogador foi envolvido numa negociação com o Santos e surgiu no profissional do Peixe, numa boa safra de “meninos da vila”, que ainda reunia Juary, João Paulo e Níltoin Batista. Num time desacreditado do Santos, conquistaram o Paulista de 78. Permaneceu no time da Vila até 84, quando o negociou com o São Paulo, onde Pita colheu seus melhores títulos, entre 85 e 88. Apesar de ajudar o tricolor em dois títulos paulistas e um brasileirão. As glórias no São Paulo não duraram e logo o meia foi jogar no futebol francês, em 87, onde era comparado a Michel Platini. Mas o brasileiro nunca fez jus a comparação e retornou ao Brasil em 89, quando defendeu o Guarani de Campinas. Pita ainda passaria pelo futebol japonês antes de se aposentar em 94, jogando pela Inter de Limeira. Mesmo pendurando as chuteiras, Pita não abandonou o futebol e, além de técnico, trabalhou como observador. Além de Kaká, Pita ajudou a revelar Júlio Baptista. Por que jogava de terno? Pita tinha como característica o chute forte, bons lançamentos e a alta qualidade em encontrar espaços pouco prováveis dentro de campo. Ganso em 2010 foi taxado de maestro devido seu extremo refino com a bola, que para os torcedores santistas mais antigos lembrava e muito o futebol de Pita. O jogador não chegou a frequentar a seleção nas Copas devido a concorrência com Zico, Sócrates e Reinaldo que estavam um patamar acima em genialidade ao jogador de Santos e São Paulo. Mas Pita não devia em nada para outros jogadores da época. 👤 Edivaldo Oliveira Chaves 👶 4 de agosto de 1958 (58 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Santos, São Paulo, Racing Strasbourg-FRA, Gurani, Fujima-JAP, Nagoya Grampus, Inter de Limeira-SP e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Paulista: 78 (Santos), 85 e 87 (São Paulo). Campeonato Brasileiro: 86 (São Paulo). 👑 Sem prêmios individuais importantes Classômetro: 👔👔👔👔👔 (7,5) #Santos #SãoPaulo #Meia #Brasil #SeleçãoBrasileira

  • Um torcedor em campo

    Na arquibancada, com os olhos atentos aos movimentos em campo, o torcedor vibra, xinga e canta para o seu time do coração. Imagine se você pudesse ajudar o time em campo? O jogador torcedor é elemento cada vez mais raro nos clubes de futebol, mas existiram. Anderson Simas Luciano, o Tcheco, foi um desses quando jogou no Grêmio. Jogador de boa técnica e de passes precisos que quebravam as linhas adversárias, o classudo tem uma identificação não só com o tricolor gaúcho, mas também com o Coritiba. Nascido em Curitiba, Tcheco começou no futebol atuando pelo Paraná Clube, mas ainda jovem, pouco se destacou. A experiência que viria com os anos o tornaria um atleta de inteligência para jogar entre as linhas de volantes e zagueiros, mas também como terceiro homem de meio-campo. Em 02, chegou ao Coritiba e fez parte do elenco campeão paranaense invicto, além de se classificar para Libertadores 03 pelo Brasileiro. As boas atuações chamaram a atenção do mundo árabe, um eldorado do futebol no início dos anos 00, onde ele ficou até 05. É quando Tcheco realiza o sonho de vestir o terno tricolor do Grêmio, seu time de coração. Fez parte do elenco finalista da Libertadores 07, que acabou perdendo para o implacável Boca Juniors de Riquelme. Mesmo com a derrota, este time encheu o coração gremista de orgulho. O elenco comandado por Mano Menezes, jogava no limite e testou o coração dos tricolores gaúchos em cada partida de mata a mata da competição continental. Tcheco era o cérebro e também o coração. Com a faixa de capitão no braço, mostrava um empenho impressionante, parecia de fato ter saído das arquibancadas do Estádio Olímpico. Depois de uma boa campanha no Brasileirão 08 com seu time de coração, Tcheco foi contratado pelo Corinthians. Sem ter o mesmo protagonismo no Timão, voltou ao Coritiba na temporada seguinte. Esteve no time rebaixado e estava em campo no fatídico dia da batalha do Couto Pereira, depois do time ser rebaixado. Continuou no clube para voltar à elite, sendo Campeão Brasileiro da série B. Era no Coxa que Tcheco encerraria sua carreira dentro dos gramados e começaria um novo trabalho no futebol. Logo quando anunciou a aposentadoria, foi convidado pela diretoria do Coxa a assumir o comando técnico do time interinamente. Um pedido dos atletas do elenco que o respeitavam como líder. Tcheco agora continua nos bastidores do futebol, com um cargo de dirigente no Paraná Clube. Mas ele tem um sonho: voltar a trabalhar no Grêmio. Por que jogava de terno? Se faltava velocidade à Tcheco, sobrava técnica. Um jogador inteligente que dominava o meio-campo para distribuir a bola para os atletas. Além disso, nosso classudo tinha uma boa cobrança de falta. Foi um líder técnico no Grêmio e o Coritiba. Agora busca utilizar esta mesma experiência para ser destaque fora dos gramados. 👤 Anderson Simas Luciano 👶 11 de abril de 1976 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Paraná Clube, Coritiba, Al-Itihad, Santos, Grêmio e Corinthians. 🏆 Campeonato Paranaense 96 e 97 (Paraná Clube) 03, 11 e 12 e Campeonato Brasileiro série B 10 (Coritiba); Campeonato Gaúcho 06 e 07 (Grêmio). 👑 Bola de Prata 08. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,4) #Grêmio #Paraná #Meia

  • O artilheiro da Arena Condá

    Aos 15 anos, Bruno Rangel dava seus primeiros passos como artilheiro em um campinho lá em Campos dos Goytacazes. A partir daí Bruno Rangel, a bola e a rede se tornaram companheiros inseparáveis. No inicio da sua carreira Bruno Rangel passou por clubes de pouca expressão no cenário nacional. Até que em 2010 jogando pelo Paysandu ele conquistou a artilharia da Série C e começou a ganhar notoriedade pelo Brasil nas divisões inferiores. No ano seguinte após uma rápida passagem pelo Guarani ele assinou com o Joinville, onde se sagrou campeão da Série C. E dois anos depois Rangel começaria a escrever sua bela historia com a camisa da Chapecoense. Bruno é maior artilheiro de uma única edição da Série B do Brasileiro, com 31 gols em 34 jogos. Seus gols foram fundamentais para que a Chapecoense conseguisse o inédito acesso para a Série A. Ele é o maior artilheiro da história da Chapecoense, com 81 gols. Certamente um dos maiores ídolos da equipe, era um símbolo para a torcida juntamente com o Danilo e o Cléber Santanna. Por que jogava de terno? Podemos dizer que o Bruno Rangel “fedia gol”, é o maior artilheiro da história da Chapecoense. E por onde passou colecionou gols. 👤 Bruno Rangel Domingues 👶 11 de dezembro de 1981, falecido em 29 de novembro de 2016, aos 34 anos 🏠 Brasileiro 👕 Goytacaz, Americano, Ananindeua, Macaé, Boavista, Baraúnas, Águia de Marabá, Paysandu, Guarani, Joinville, Metropolitano, Al-Arabi, Chapecoense 🏆 Campeonato Paraense 10 (Paysandu); Campeonato Brasileiro Série C 11 (Joinville); Campeonato Catarinense 16, Copa Sul-Americana 16 (Chapecoense) 👑 Artilheiro do Campeonato Brasileiro - Série C 10 (9 gols), Artilheiro do Campeonato Brasileiro - Série B 13 (31 gols), Artilheiro do Campeonato Catarinense 16 (10 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (5,6) #Atacante #Brasil #Chapecoense

  • O lateral surpresa

    O futebol brasileiro e seus jogadores são aclamados no mundo todo. Na Noruega eles levam isso tão à sério que resolveram homenagear um lateral brasileiro colocando o seu nome em uma das revistas esportivas mais famosas do país. Josimar é o nome dele (e da revista). O classudo iniciou a carreira no Botafogo e despontou na equipe profissional em 1981. Ao lado do volante Alemão, o lateral foi peça importante da equipe que acabaria com o jejum de títulos do Glorioso. Antes disso, a estrela de Josimar brilharia em Guadalajara. Era 1986 a Seleção Brasileira foi para o México disputar a sua 13º Copa do Mundo. Craques consagrados como Zico e Sócrates estavam na lista de convocados do professor Telê Santana. Josimar, que mais tarde se tornaria uma das agradáveis surpresas do mundial, ainda não fazia parte do esquadrão. Mas um ato de indisciplina mudaria a história. O talentoso ponta-direita Renato Gaúcho foi cortado da seleção após uma noitada. O lateral Leandro, que também estava com Renato, resolveu abandonar a equipe em solidariedade ao companheiro. Telê convocou então a jovem estrela do Botafogo para completar o time. No lugar de Renato, foi inscrito Edivaldo, do Atlético Mineiro. Reserva nos dois primeiros jogos, Josimar entrou em campo pela primeira vez contra a Irlanda do Norte após Edson sair lesionado. O Brasil já vencia por 1x0 e aos 41 minutos, o desinibido lateral avançou com a bola, aproximou-se da área e acertou um tiro incrível no ângulo direito do goleiro irlandês. Foi um chute tão forte e preciso que não deu nenhuma chance para o adversário. Presente de grego para o goleiro Jennings que naquele 12 de junho completava 41 anos. Em todo o mundo comentavam sobre o belo gol feito por Josimar, mas seus feitos naquele mundial não terminariam por ali. Já nas oitavas de final, o Brasil enfrentou a Polônia. No segundo tempo, o lateral passou por dois zagueiros e entrou na área adversária. Quase sem ângulo, o classudo desferiu um foguete que passou pelo goleiro e entrou do outro lado. Mais um golaço. Em 1989 Josimar brilhou com o terno botafoguense. Foram 20 anos de jejum até o time conquistar novamente o Campeonato Carioca. Após a competição, o lateral foi vendido para o Sevilla da Espanha. Na volta ao Brasil Josimar jogou ainda no Flamengo e Internacional, onde teve passagens apagadas. Por que jogava de terno? Lateral incansável, o classudo não tinha medo de ir ao ataque e nem de arriscar de fora da área. O chute forte e preciso, que o consagrou na Copa do Mundo, tornou-se sua principal característica. Recentemente a BBC colocou Josimar na lista dos dez gols mais bonitos da história das Copas (8º lugar), em meio a escalação de craques como Pelé, Maradona Cruyff e outros. 👤 Josimar Higino Pereira 👶 19 de setembro de 1961 (55 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo, Sevilla (ESP), Flamengo, Internacional, Novo Hamburgo, Bangu, Fortaleza, Jorge Wilstermann (BOL), Mineros de Guayana (VEN) e Seleção Brasileira. 🏆 (principal) Campeonato Carioca 89 (Botafogo) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro 👔👔👔👔👔👔 (6,0) #Botafogo #SeleçãoBrasileira #Lateraldireito

  • O xerife de Manchester

    Se o Manchester United de Sir Alex Ferguson ganhou tudo, muito se deve ao equilíbrio e mentalidade dos times comandados pelo mítico treinador. Na base defensiva dos Red Devils, um dos nomes de maior destaque é Rio Ferdinand. Ao lado de Nemanja Vidic, o inglês formou uma dupla de zaga que foi considerada uma das melhores do mundo na década passada. Durante o seu período no United e no English Team, Ferdinand desfilou classe, liderança e eficiência, e se consolidou como um dos maiores defensores do futebol contemporâneo. O pontapé inicial de sua carreira foi no West Ham, celeiro de futuros craques da Premier League. Profissionalizou-se em 1996, aos 18, e rapidamente virou ídolo. Já no seu segundo ano nos Hammers foi eleito o jogador da equipe, após rápido empréstimo ao Bournemouth. Não à toa, veio a convocação à seleção inglesa, tornando-o o defensor mais jovem a atuar pelos Three Lions à época. Conquistou a Copa Intertoto em 1999 com o time de Londres e seu potencial não passou despercebido na janela de transferências de 2000, quando foi contratado pelo Leeds por 18 milhões de libras, recorde mundial para um zagueiro. Ficou no time branco por dois anos, mas as maiores conquistas foram a braçadeira de capitão em 2001 e o título de melhor jogador da equipe em 2002. Após sua segunda Copa do Mundo com a Inglaterra, sendo a primeira como titular, ficou claro que o futebol de Ferdinand estava além das possibilidades do Leeds. Foi aí, então, que Rio deu seu maior e mais importante passo: batendo outro recorde de transferências, foi para o Manchester United por 30 milhões de libras. Em Old Trafford, o defensor construiu sua extensa sala de troféus. Já na temporada de estreia, conquistou a Premier League e se firmou como líder do miolo de zaga dos Red Devils. Em 2005/06, faturou a Copa da Liga Inglesa. No ano seguinte, veio o segundo campeonato inglês. Mas Alex Ferguson já ansiava por maiores voos fora da Grã-Bretanha. Foi na temporada 2007/08 que o técnico escocês e seus comandados mataram a fome de títulos internacionais. Após assegurar outro campeonato doméstico, o United enfrentou o conterrâneo Chelsea na final da Champions League. Em jogo equilibrado, foi preciso decidir o campeão nos pênaltis após empate de 1 a 1. Melhor para o time vermelho, que conquistou sua terceira “Orelhuda” com Cristiano Ronaldo, Rooney, Tevez, Scholes, Giggs e van der Sar. E ainda melhor para Ferdinand, que pôde levantar o caneco como sucessor de Gary Neville como capitão. No Mundial Interclubes, dever de casa feito e troféu assegurado após vitória de 1 a 0 sobre a LDU. Depois dos títulos europeu e mundial em 2008, a sorte não sorriu para Rio e os Red Devils em torneios internacionais. O zagueiro perdeu a Copa do Mundo de 2010 por lesão e o United foi vice da Champions em 2009 e 2011, perdendo ambas para o Barcelona de Messi e Guardiola. Como consolo, a equipe conquistou mais três canecos da Premier League e duas Copas da Liga até 2013. No ano seguinte, o Manchester perdeu Alex Ferguson. Ferdinand, rendimento. A idade chegou e começou a afetar seu desempenho. Foi sua última temporada pela equipe, a qual deixou para encerrar a carreira numa passagem de um ano pelo Queens Park Rangers. Por que jogava de terno? Zagueiro clássico e completo, Ferdinand se destacava em todos os fundamentos exigidos para um beque de classe mundial. Alto e forte, era perigoso na bola aérea e raramente perdia uma dividida. Apesar do tamanho, era extremamente eficiente no um contra um e podia marcar individualmente até os mais habilidosos atacantes. Ótimo no desarme, Rio também sabia jogar com a bola no pé, tendo bom nível técnico e eficiente saída de bola. Um pilar e líder do United campeão de tudo. 👤 Rio Gavin Ferdinand 👶 7 de novembro de 1978 (38 anos) 🏠 Inglês 👕 West Ham, Bournemouth, Leeds United, Manchester United, Queens Park Rangers e Seleção Inglesa 🏆 Copa Intertoto da UEFA 1999 (West Ham); Campeonato Inglês 02/03, 06/07, 07/08, 08/09, 10/11, 12/13; Copa da Liga Inglesa 05/06, 08/09, 09/10; Liga dos Campeões da UEFA 07/08 e Mundial Interclubes 08 (Manchester United) 👑 Melhor Jogador do West Ham 97/98; Melhor Jogador do Leeds 01/02; Seleção da Temporada da Premier League 01/02, 04/05, 06/07, 07/08, 08/09, 12/13; Seleção da Temporada Revista ESM 07/08; Seleção da Temporada da FIFA 07/08. Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔 (7,6) #WestHam #LeedsUnited #ManchesterUnited #SeleçãoInglesa #Zagueiro #CopadoMundo #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006

  • Um gigante do Amazonas

    O que é, afinal, a paixão pelo futebol? Nos cabe responder como fã desse esporte tão aclamado pelo mundo ou como fieis torcedores de nosso time? Seja como for, temos que reconhecer que paixão é paixão. E tratando de futebol, saibamos que esse sentimento não é diferente em nenhum território fora do nosso. E no tão longínquo amazonas, impera um gigante artilheiro chamado Delmo, que contribuiu para esse amor por lá. O feito de Delmo não é pouco: é ídolo do tradicional São Raimundo. Além de seus mais de 200 gols pelo time - e dentro dessa contagem, os 24 gols que o fizeram ser o maior artilheiro do campeonato amazonense - Delmo fez história também com um dos maiores feitos do Tufão: ganhar do poderoso São Paulo de Kaká, Luis Fabiano e Rogério Ceni na Copa do Brasil de 2003. Bem verdade que o tricolor paulista não vivia um bom momento, mas era impossível que não fosse considerado favorito. Mas no Vivaldo Lima - hoje Arena da Amazônia, lotado com mais de 40 mil pessoas que foram, na maioria, ver o o time tricolor - o futebol baré não tomou conhecimento do paulista e aplicou um bom 2x0. Delmo fez um e praticamente se imortalizou. É certo, também, que a vantagem amazonense desapareceu após uma sonora goleada do São Paulo por 6x0 no Morumbi - 5 de Luis Fabiano. Mas só o fato do São Raimundo evitar a eliminação na primeira partida e ainda por cima ganhar, foi um feito que moveu paixões e emoções, e como protagonista, o meia-atacante, que ainda hoje é idolatrado no norte brasileiro. Por que jogava de terno? Delmo foi um meia-atacante rápido e finalizador. Até hoje, é lembrado pelos torcedores do tufão como o maior ídolo do time e o maior artilheiro do estado, com 24 gols ao todo no campeonato estadual 👤 Delmo Arcângelo Coelho Monteiro 👶 28 de março de 1973 (44 anos) 🏠 Brasileiro 👕 São Raimundo, Nacional de Manaus, Rio Negro, Fast Clube e Manaus Compensão. 🏆 Campeonato amazonense: 96 (Nacional), 04 e 06 (São Raimundo). Copa Norte: 99, 00 e 01 (São Raimundo). 👑 (Sem premiações individuais relevantes) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,5) #SãoRaimundo #Brasil #Meiaatacante

  • Terno de Linha #3 - Seleção Brasileira de 82: 35 anos do dia em que a Terra parou no Brasil

    A euforia que tomava conta dos brasileiros para Copa do Mundo de 82, disputada na Espanha, era legítima. Quem não estaria empolgado com um time tão técnico? Waldir Peres; Júnior, Luisinho, Oscar e Leandro; Cerezo e Falcão; Éder, Zico e Sócrates; Serginho, comandados por Telê Santana formavam o esquadrão que enchia o Brasil de esperança. Não vencer seria uma frustração. Aliás, foi. Entretanto, mesmo a derrota para a Itália eternizou uma geração de craques que não atingiram a glória máxima da conquista. Romantização e saudosismo? Existe, é claro. Como não sentir saudades e romantizar jogadores que atuavam como poetas e a cada lance pareciam escrever poesias? Inclusive, a não conquista do título mundial em 82 com requintes de crueldade, foi também uma ruptura de filosofia de jogo. A imprensa nacional e figuras importantes do esporte bretão questionavam o futebol-arte, de improviso e samba que a Seleção Brasileira era conhecida mundialmente. Faltava organização, diziam. Os pragmáticos do resultado não entendiam mais a poesia possível do futebol brasileiro. Depois da derrota para a Itália deveria ser escrito mais em prosa do que em versos. Para causar tanta discussão e se eternizar na história, a Seleção chegou à Espanha embalada pela música “Voa canarinho, voa”, na voz do lateral-direito Júnior. Estava no Grupo F ao lado de União Soviética, Escócia e Nova Zelândia. Um grupo relativamente tranquilo e, pela preparação um ano antes da Seleção Brasileira que venceu Inglaterra, França e Alemanha em amistosos, era tranquilo passar do grupo. Zico e cia não só venceram no grupo, mas deram um show aos espanhóis que assistiam com os olhos brilhando os recursos poéticos dos brasileiros. A Seleção Brasileira chega à segunda fase mais favorita do que nunca. Logo na estreia a Argentina de Maradona. Com boa atuação do goleiro Waldir Peres e precisão cirúrgica na hora de atacar, vitória verde amarela por 3 a 1. Com Dieguito sendo expulso, depois de uma entrada dura no volante gaúcho Batista. Para garantir a vaga na semifinal a Itália era adversária. O Brasil jogava pelo empate. É quando acontece que ficou conhecido como A Tragédia de Sarriá, nome do estádio palco daquela fatídica partida… A Azzurra era um freguês histórico da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Apesar de ter um bom time, bem organizado e com destaques individuais, a campanha italiana no Mundial não era das melhores. Mas naquela tarde de 5 de julho de 1982 Paolo Rossi, o craque italiano, despertou e foi fatal. Um jogo de gol pra lá e gol pra cá, decidido em detalhes. E o inferno mora no detalhe. Um passe errado, um mal posicionamento da defesa e uma defesa impressionante do goleiro adversário nos minutos finais do jogo. O futebol-pragmático vencia o futebol arte. A prosa vencia a poesia. A organização vencia o improviso. E a Terra parou no Brasil. O torcedor brasileiro questionava sua existência ali. Um país incrédulo e decepcionado com a derrota. Onde foi que erramos? O que faltou? E agora? Uma geração de ouro do futebol brasileiro que tinha seus defeitos. A defesa que não oferecia segurança, a ausência de um ponta-direita nato, a implacável marcação italiana sobre Zico. Lembrava-se também da lesão de Careca antes da Copa do Mundo, centroavante que vivia um ótimo momento no Guarani e foi bem nos amistosos de preparação. Enfim, existem inúmeras explicações no plano tático, emocional e organizacional da Seleção Brasileira de 82. Porém, de vez em quando, o futebol nos apresenta histórias que não são para ser explicadas. Somente sentidas. E o brasileiro sentiu, sentiu muito. 🏆 Sem títulos conquistados no período 👕 Time base: Time base: Waldir Peres; Leandro, Luisinho, Oscar e Júnior; Cerezo e Falcão; Éder, Zico e Sócrates; Serginho. Técnico: Telê Santana 👤 Os principais classudos: Júnior, Leandro, Éder Aleixo, Falcão, Sócrates e Zico 📺 Jogos decisivos: Brasil 0 x 2 Argentina, (https://www.youtube.com/watch?v=B8-XnT3KCNE ) / Brasil 2 x 1 Itália ( https://www.youtube.com/watch?v=rjNoEP_V8nM&spfreload=10 ) / Brasil 2x3 Itália (https://www.youtube.com/watch?v=rjNoEP_V8nM) ⚽ Gol marcante: Após avançar pela intermediária esquerda, Júnior se livra da marcação e toca para Falcão que de fora da área manda uma bomba e marca o 2º gol da seleção brasileira na derrota por 3x2 para a Itália (https://www.youtube.com/watch?v=FsDo4C4l1Bk) #CopadoMundo1982 #SeleçãoBrasileira #Brasil

  • Para botafoguenses e qualquer outro fã de futebol

    Seja você corintiano ou palmeirense, que torça pra Fla ou Flu mas que goste de histórias de futebol, não pode deixar de consumir trabalhos que fomentem causos e que contam mais sobre o esporte bretão. “O Botafogo de 95” é um desses. Mas vale ressaltar: sim, é feito por um botafoguense e sim, é um trabalho jornalístico documental e de pesquisa louvável. Debulhado pelo jornalista Thales Machado (que tem passagem pela ESPN e autor do ótimo texto “Só eu enxergo que esse Seerdof faz mal ao Botafogo?”, outrora publicado no site do Impedimento), o livro conta a saga botafoguense para a conquista do título de 1995 do Campeonato Brasileiro. A ideia do livro nasceu em 2015 depois da experiência em se contar como se fosse em tempo real, o dia a dia do Botafogo no twitter - já que, naquele ano, completaria 20 anos da conquista do Brasileirão. Mas o dia a dia em questão era em 1995 (no perfil @obotafogode95)! A coisa deu tão certa que Thales elaborou o livro, através de pesquisas em jornais da época, arquivos pessoais, entrevistas com pessoas envolvidas com aquele time (jogadores, jornalistas e comissão técnica) e reuniu tudo e contou todos os acontecimentos que levaram àquele improvável título. A obra foi realizada através de financiamento coletivo, em que mais de 380 pessoas contribuíram de monetariamente de alguma forma. Foi lançado exatamente no dia que se comemorou os 20 do empate contra o Santos em 1x1 no Pacaembu: 17 de dezembro. Não tem como dizer que todo esse trabalho e incentivo deu errado: o fruto é um perfeito detalhamento daquela campanha, que se iniciou antes mesmo de 1995, perpassando inclusive no título da CONMEBOL 2 anos antes (outro improvável resultado). Thales acerta na dosagem torcedor/jornalista, conseguindo transmitir a emoção de quem é botafoguense com a sobriedade de um trabalho de jornalismo de mera apuração e entrevista. Vale a pena a leitura? É claro, aqueles menos ligados a histórias de futebol que não envolve seu time, decerto receariam em ler o livro, que já na capa traz a ilustração de um torcedor rasgando a pele (nada menos que o uniforme icônico daquela conquista) e revelando ser o coração por dentro do peito a Estrela Solitária que conduz cada botafoguense. Mas, deixado de lado qualquer rivalismo, o leitor encontrará histórias interessantes e reveladoras não só do time, mas de uma época que deixou saudades a Botafoguense e qualquer amante desse imprevisível mundo do Futebol. Avaliação: ✏✏✏✏✏✏✏✏ (8) 📖 O Botafogo de 95 (292 páginas) 📝 Thales Machado 📅 2015 📚 Livro independente 💵 39,90 + frete (Livraria Travessa)

  • "Por onde passar deixe saudades"

    Nem uns dos mais melancólicos tangos argentinos entoariam o fim da carreira de Walter Damián Montillo. Jogar de terno nem sempre requer dribles desconcertantes ou jogadas excepcionais, apesar de ser um exímio meia habilidoso nos gramados, Montillo sempre se destacou pelo comprometimento e dedicação por qualquer camisa que tenha vestido. Infelizmente, os problemas pessoais e as lesões o impediram de dar sequência à sua carreira. Tendo iniciado a carreira no Defensores de Arena, de sua cidade natal, Lanús, Montillo ganhou destaque pelo San Lorenzo no Torneio Apertura mas, novamente, uma lesão iria o deixar de fora da principal competição disputada e vencida pela equipe naquele ano. Em 2008, um revés em sua carreira, como uma das transações mais caras do futebol chileno, Montillo desembarcou em Santiago, mais especificamente no Universidad do Chile. Após um mau começo, em que não rendeu o que era cobrado, Montillo desencantou em 2009, o craque que praticamente tem a resiliência como sobrenome, encantou a América do sul, com atuações de gala e gols decisivos na Copa Libertadores, e com direito a resquícios de crueldade, ganhou visibilidade no Brasil ao eliminar o rubro-negro carioca, em mais um dos jogos memoráveis de sua carreira. Ao Cruzeiro chegou em 2010 e não demorou para se tornar ídolo da torcida celeste. Contrariando a ideia de muitos, que para ser ídolo é necessário também ganhar títulos, o meia argentino conquistou apenas um Campeonato Mineiro, em 2011, e chegou ao vice-Campeonato Brasileiro no ano anterior. O argentino escreveu seu nome na história do time das cinco estrelas, se tornando o maior artilheiro estrangeiro do clube. Em 2013, transferiu-se para o Santos, mas não conseguiu repetir o mesmo nível que teve em Belo Horizonte. No ano seguinte, rumaria à China, antes de retornar ao Botafogo nesta temporada. Contratado como grande nome do Botafogo no início do ano, o argentino fez apenas 17 jogos. Ficou muito tempo afastado por causa das contusões. Chegou a ser criticado por torcedores nas redes sociais por estar “roubando o time”. Propôs ao clube ficar sem receber enquanto estivesse no departamento médico. O Botafogo não aceitou. Chateado com seu rendimento, corpo não deixará mais atuar tão bem. Depois da 5ª lesão consecutiva ficou difícil lutar. Não era só a dor muscular, a alma de jogador vencedor sentiu também o fato de não corresponder às mais altas expectativas criadas por ele próprio. Por que jogava de terno? Gols, jogadas e os momentos de alegria que o meia proporcionou a todos os times que passou ficarão na história. Seu espirito de guerreiro é o maior legado que pode ter dado para todo mundo que acompanha o futebol. Os títulos que conquistou viraram consequências, para um jogador que fez lembrar que o futebol também é sentimento. 👤 Walter Damián Montillo 👶 14 de abril de 1984 (33 anos) 🏠 Argentino 👕 Defensores de Arena e San Lorenzo (ARG), Morelia (MEX), Universidad do Chile (CHI), Shandong Luneng (CHN), Cruzeiro, Santos e Botafogo (BRA) e Seleção Argentina 🏆 (principais) Copa Sulamericana 02 (San Lorenzo), Torneio Apertura 09 (Universidad de Chile), Campeonato Mineiro 11 (Cruzeiro), Supercopa da China 14 e 15 (Shandong Luneng) 👑 Melhor jogador do campeonato mineiro 11, Bola de Prata da Revista Placar 10 e 11, Melhor jogador do Campeonato Brasileiro 10, e Seleção das Américas 12 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7) #Botafogo #Cruzeiro #Santos #UniversidaddeChile #SeleçãoArgentina #MeioCampo

  • Xerife marroquino

    O JdT entende que a classe nem sempre é prioridade, às vezes é preciso abdicá-la para assumir a responsabilidade de defender a área com firmeza. Por isso, Nouredine Naybet é o nome de hoje, doa a quem doer. A carreira de Naybet começou aos 19 anos no time de sua cidade natal, Wided Casablanca, sem categoria para ser uma peça de criação foi mandado para a defesa. Logo se destacou e, naquele mesmo ano de 1989, foi campeão do campeonato nacional e da Copa Marrocos, sendo ainda convocado para a seleção, onde ficou até 2006. Em 1994, desembarcava em Alvalade para cumprir a difícil missão de substituir o zagueiro Stan Valckx que tinha deixado o Sporting. Foram só dois anos na defesa leonina, mas bastaram para que fosse chamado de "xerife da área" por sua marcação pesada. Foram 5 gols em 54 jogos, uma Supertaça e um título da Taça de Portugal antes de ser vendido para o Deportivo. A ascensão do clube espanhol foi também a de Naybet, apelidado de "El Moro". O zagueiro não chegou como titular absoluto, mas conquistou seu posto e ficou ligado diretamente às maiores glórias da equipe. Ns oitos anos em Corunha, foram 211 jogos, oito gols, um campeonato espanhol, uma Copa do Rei e duas Supertaças. Chegou a ser altamente disputado por Manchester e Real Madrid no final dos anos 90, mas avaliações médicas o impediram de sair para a sorte do Deportivo, mas não para a do técnico Javier Irureta com quem teve atritos nos anos de clube. Em 2004, principalmente pelo desgaste financeiro do Depor, Naybet foi vendido por um valor muito baixo ao Tottenham, onde foi peça importante na temporada 2004/05, mas acabou não rendendo tanto e se aposentou um ano depois. Entrou para a galeria da Confederação Africana de Futebol, sendo considerado o 17º melhor futebolista africano dos últimos 50 anos, em um levantamento realizado pela entidade em 2007. Esteve em duas Copas do Mundo e nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, disputou também seis edições da Copa Africana das Nações e ainda teve participação como auxiliar técnico antes de sair de vez em 2008. Por que jogava de terno? Naybet era reconhecido pela marcação forte e pesada. Um verdadeiro comandante da defesa com sua força tática, mas obtuso o bastante para deixar hematoma nos adversários e entrar em atritos com companheiros de equipe. Para a torcida, o que importava mesmo eram os títulos que o marroquino defendia em campo. 👤 Noureddine Naybet 👶 10 de fevereiro de 1970 (47 anos) 🏠 Marrocos 👕 Wydad Casablanca, Nantes, Sporting, Deportivo, Tottenhan, Seleção marroquina. 🏆 Campeonato Marroquino 89/90, 90/91, 92/93 e Liga dos Campeões da África 92 (Casablanca); Taça de Portugal 94/95, Campeonato Espanhol 99/00, Copa do Rei 01/02 (Deportivo). 👑 Sem títulos individuais de destaques Classômetro: 👔👔👔👔👔(5,5 #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #Zagueiro #Sporting #SeleçãoMarroquina

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