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- Uma carreira precoce
Dizem que tudo o que vem rápido vai rápido. Se isso é verdade ou não é difícil dizer, mas o que podemos afirmar é que essa frase define a carreira do classudo de hoje, Tomas Brolin. O menino-prodígio sueco virou profissional muito cedo e atingiu o ápice no Parma, mas decidiu se aposentar antes mesmo de completar 30 anos. Tomas Brolin encantou plateias nos Estados Unidos e contribuiu para o sensacional terceiro lugar da Suécia no Campeonato do Mundo de 1994. Com gols e várias assistências, bem como, a versatilidade de atuar como atacante e meio-campista, Brolin foi a principal arma sueca na competição. A seleção nórdica só foi travada pelo Brasil, futuro campeão. No jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares, a Suécia goleou a Bulgária por 4-0. Considerado um jogador moderno e versátil, Brolin iniciou sua carreira com apenas 14 anos, em 1984, atuando pelo Näsvikens IK, que disputava a quarta divisão nacional. Em seu país, defendeu ainda o GIF Sundsvall e o IFK Norrköping, vivendo seu auge defendendo o Parma entre 1990 e 1995, conquistando uma Copa da Itália, uma Supercopa Europeia, uma Recopa Europeia (ambos em 1993) e a Copa da UEFA de 1994-95. Durante um jogo das Eliminatórias para a Eurocopa de 1996 contra a Hungria, Brolin fraturou o pé e ausentou-se dos gramados por 6 meses. Depois da lesão, a carreira do meia-atacante não foi a mesma e ele passou a ganhar peso com frequência. Mas, foi na Copa do Mundo dos EUA que Brolin mostrou para o mundo o que já se sabia na Escandinávia: sua qualidade técnica, criatividade e bom poder de finalização, com chutes potentes. A fase do jogador era boa (marcara sete gols em nove partidas da Allsvenskan) e ele confirmou isso no Mundial, competição em que marcou um gol na fase de grupos, contra o Brasil. Apesar de a Suécia ter sido eliminada na primeira fase, Brolin continuou na Itália: eleito melhor jogador sueco do ano, o detentor da Guldbollen fechou com o Parma. A circunstância ingrata e injusta de sua fratura no pé, em novembro de 1994, frente à Hungria, pelas eliminatórias da Eurocopa de 1996, era o prenúncio para o encerramento de sua carreira. Recuperado, jogou no Leeds United entre 1995 e 1997, porém desentendimentos com o técnico Howard Wilkinson e os problemas físicos minaram o espaço de Brolin no time, que chegou a listá-lo para transferência, e após ninguém se interessar, uma proposta do FC Zürich o levou para a Suíça, mas a passagem dele pela equipe durou apenas 3 partidas. De volta ao Leeds, o meia-atacante brigou com Graham e foi afastado do elenco. Não tendo conseguido empréstimos para Real Zaragoza e Hearts, ele assinou de graça com o Crystal Palace, porém, após 15 jogos e o rebaixamento da equipe à Segunda Divisão inglesa, terminaria dispensado. Sem clube, Brolin voltou à Suécia para repensar a carreira, chegando a encerrá-la em agosto de 1998, com apenas 28 anos. Porém, ele voltou a jogar pelo Hudiksvalls ABK, atuando como goleiro durante 15 minutos, na partida contra o Kiruna FF. Após o jogo, encerrou definitivamente sua carreira. Com a lesão sofrida no jogo das Eliminatórias da Eurocopa 1996 contra a Hungria, Brolin perdeu espaço na Seleção, encerrando sua carreira internacional em 1995, com 47 partidas disputadas e 27 gols. Por que jogava de terno? Duas décadas se passaram após sua aposentadoria e Tomas Brolin ainda é lembrado como um dos maiores jogadores da história da Suécia no futebol. Com classe marcou gols, deu assistências e elevou o patamar do futebol em seu país, tendo abrilhantado uma das principais gerações da equipe Nórdica. Praticante de um futebol rápido, envolvente e criativo, Brolin tinha em seus pés a marca de um JDT. 👤 Per Tomas Brolin 👶 29 de novembro de 1969 (47 anos) 🏠 Sueco 👕 Näsvikens IK, GIF Sundsvall, IFK Norrköping-SUE, Parma, Leeds United-ING, FC Zürich-SUI, Crystal Palace, Hudiksvalls ABK-SUE e Seleção Sueca 🏆 Copa Italia: 92, Recopa Uefa: 93, Supercopa Uefa: 93 e Copa Uefa: 95 (Parma) 👑 Seleção da Copa do Mundo e Melhor jogador sueco do ano: 94 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,7) #Parma #SeleçãoSueca #Meiaatacante #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1994
- Jogador que escreveu poesia no futebol
Foi assim que o jornalista Joseph Solomon descreveu o classudo de hoje. Considerado um dos maiores defensores da história, Gaetano Scirea foi e ainda é um expoente da elegância defensiva italiana. Referência para as seguintes gerações do calcio , o líbero dominava com sobra todos os fundamentos da arte da defesa e tinha extrema inteligência tática. Além de tudo, era um exemplo de conduta desportiva dentro de campo. A conjunção dessas qualidades o tornou uma verdadeira entidade do futebol. Com os ternos da Juventus e da Azzurra, o italiano se tornou um dos cinco jogadores da Europa a conquistar todos os torneios de clubes reconhecidos pela UEFA e pela FIFA. Sem contar a Copa do Mundo de 1982... E isso tudo sem nunca ter recebido um cartão vermelho. Ainda que tenha feito sua fama como jogador da Juve e da Itália, foi na Atalanta que Scirea começou sua carreira. Estreou pelos nerazzurri na Série A em 1972, com 19 anos. Defendeu o clube por duas temporadas, antes de ser pincelado pela Juventus, que buscava um substituto para Sandro Salvadore. Apesar de jovem, com apenas 21 anos, o defensor se adaptou rapidamente à equipe bianconera . Jogou 28 das 30 partidas da temporada, virou titular absoluto e já conquistou o campeonato italiano. Ao título nacional no ano de estreia, Scirea somou uma infinidade à sua sala de troféus ao longo dos 14 anos defendendo a Velha Senhora. Jogando ao lado do lendário Dino Zoff, do ótimo Antonio Cabrini e do implacável Claudio Gentile, o líbero colecionou mais seis campeonatos italianos, duas copas da Itália, uma Copa da UEFA, uma Copa Europeia e um Intercontinental. Títulos e mais títulos, mas ainda nem falamos da trajetória de Scirea na Squadra Azzurra. Com a Itália, o líbero não conseguiu se destacar pela quantidade de conquistas, como o fez na Juventus, mas foi com a seleção que veio sua maior e mais importante honraria. Após estrear pela equipe em 1975 e ficar em quarto nas disputas da Copa do Mundo de 78 e da Euro de 80 - essa mais dolorosa, por ter sido em solo italiano -, o momento de glória finalmente chegou em 82, na Espanha. Foi nessa Copa do Mundo que a Azzurra chegou ao ápice e reconquistou o mundo após 44 anos de jejum. Mais uma vez ao lado de Zoff, Cabrini e Gentile, mas dessa vez com a companhia de Paolo Rossi, Giuseppe Bergomi, Marco Tardelli e Bruno Conti, Scirea coroou sua estrada na Azzurra. Os comandados de Enzo Bearzot superaram as críticas e o início ruim na fase de grupos e cresceram na parte final do torneio, para a infelicidade do Brasil. Depois de vencer a Argentina de Maradona, a Itália protagonizou, contra a magnífica seleção brasileira de Telê Santana, a tragédia de Sarriá. Júnior, Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates, Zico e cia sucumbiram diante do inspirado Paolo Rossi. O Brasil tentou, mas os gols de Sócrates e Falcão não foram suficientes para superar o hat-trick de Rossi, e assim a Azzurra rumou para as semis. Depois da Polônia, foi a vez da Alemanha de Rummenigge ser batida pela seleção italiana, que conquistou seu terceiro título mundial. Scirea ainda jogaria a Copa de 86, depois da qual se aposentaria da equipe nacional para dar lugar a ninguém menos que Franco Baresi. Dois anos depois, se retiraria também da Juventus, e, assim, do futebol. Com 35 anos, já não tinha o mesmo fôlego, e jogava como zagueiro de ofício. Após a aposentadoria definitiva, trabalharia como auxiliar de seu antigo capitão, Zoff. Numa das viagens para observar talentos, em 89, na Polônia, se envolveu em um acidente de trânsito e morreu prematuramente aos 36 anos. Tinha potencial para virar um grande técnico e foi uma perda inestimável para o mundo de futebol. Mas fica o seu legado. Há um prêmio no futebol italiano que leva o seu nome, assim como a arquibancada dos ultras do Juventus Stadium. Enzo Bearzot inclusive chegou a propor que sua mítica camisa 6 fosse aposentada da Itália e da Juventus. O pedido não foi aceito, mas isso não diminui em nada o reconhecimento merecido que recebe o lendário Gaetano Scirea. Por que jogava de terno? Um verdadeiro mestre da função de líbero, Scirea era tão bom na marcação quanto com a bola no pé. Talvez por ter começado a jogar como meia, sua técnica era muito acima da média para um jogador de defesa. Não à toa, começava com ele a saída de bola de suas equipes. Sempre contribuía na armação de jogadas e de vez em quando guardava seus golzinhos, aproveitando sua leitura de jogo e os espaços adversários. Extremamente elegante, Scirea também era limpo no combate aos atacantes e um exímio comandante das esquadras da Itália e da Juve. Capitaneou tanto a seleção quanto a Velha Senhora, sendo um líder com classe, fair play e companheirismo. Impecável na defesa, incansável durante todo o jogo, técnico e inteligente, Scirea é uma instituição do calcio . 👤 Gaetano Scirea 👶 25 de maio de 1953 🏠 Italiano 👕 Atalanta, Juventus e Seleção Italiana. 🏆 Campeonato Italiano 1974/75, 1976/77, 1977/78, 1980/81, 1981/82, 1983/84, 1985/86; Copa da Itália 1978/79, 1982/83; Copa da UEFA 1976/77; Copa Europeia 1984/85; Copa Intercontinental 1985 (Juventus); Copa do Mundo 1982 (Seleção Italiana). 👑 Seleção da Eurocopa 1980 e Hall da Fama do futebol italiano. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔(8,6) #Atalanta #Juventus #SeleçãoItaliana #CopadoMundo #CopadoMundo1982
- O tiziu
Ter o apelido de um pássaro já faz o fã de futebol ter boas sacadas na cabeça. O classudo de hoje, além de ter o apelido de passarinho também era craque. Craque de ternos pesados. Paulo Isidoro marcou época no Atlético Mineiro, Santo, Grêmio e na Seleção Brasileira. Nascido no interior das Gerais, Paulo Isidoro surgiu jovem nos profissionais do Galo. Como centroavante, empolgou alguns, mas não gerou resultado. Num acordo com o Nacional do Amazonas, foi emprestado e jogou o Brasileirão no time do Norte brasileiro em 1974. Apesar de nunca ter sido titular no escrete, a campanha da equipe foi considerável e o jovem mineiro voltava à sua terra natal algumas temporadas depois. Na época, a equipe mineira era treinada por Telê Santana, que recou o jogador para o meio e o fez despontar. Paulo Isidoro logo se firmou como o principal garçom de Reinaldo, craque do alvinegro de Minas. Na grande final do brasileiro de 1977, os dois, junto a Marcelo, eram os grandes craques do time que enfrentaria e perderia para o São Paulo naquele ano. O meia já despontava no cenário nacional e vinha de méritos a usar o terno canarinho no início dos anos 80. Em seu apogeu, deixou o Galo para ir às terras gaúchas, mais precisamente ao Grêmio, numa troca por Éder Aleixo. Também fez parte daquele esquadrão nacional de 82, sendo, um ano antes, escolhido o melhor jogador do campeonato brasileiro. Ele ainda pode ostentar no peito o brasão do Santos, do Guarani, Cruzeiro e Internacional, sempre reconhecido pela técnica e entrega. Seu condicionamento físico o fez prolongar a carreira até os 40 anos jogados em alto nível. Por que jogava de terno? O Tiziu sempre foi reconhecido pelo talento e pelo fôlego, além da versatilidade: jogou pela ponta direita e como volante. Além de ajudar seus times em conquistas importantes por onde passou, sendo um exímio garçom. 👤 Paulo Isidoro de Jesus 👶 03 de agosto de 1953 (63 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Atlético-MG, Nacional-AM, Grêmio, Santos, Guarani, XV de Jaú, Cruzeiro, Internacional e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Amazonense: 74 (Nacional), Campeonato Mineiro: 76, 78, 79, 85 e 86 (Atlético Mineiro), Campeonato Paulista: 84 (Santos), Campeonato Brasileiro: 81 (Grêmio). 👑 Bola de Prata: 76, 81 e 83. Bola de Ouro do Campeonato Brasileiro de 1981. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5)
- O auto-herói
"Fórmula 1 é dinheiro. Fórmula 1 é política" em poucas palavras Ayrton Senna mostra que o que move de fato a principal categoria do automobilismo não são os pneus. "Senna: O Brasileiro. O Herói. O Campeão" foi produzido pela Working Title em parceria com a ESPN distribuído pela poderosa Universal Pictures e mostra toda a trajetória entre 1987 e 1994 com corridas, entrevistas e imagens de bastidores, muitas delas desconhecidas da maioria. Logo na primeira corrida mostrada, o charmoso circuito de Mônaco, assistimos a Ayrton, ainda pela Toleman, em sua temporada de estreia, saltar de 13º para 2º em plena chuva. Quando estava se aproximando do líder Alain Proist a corrida é interrompida e termina na segunda colocação - sob protestos de Senna e de Galvão Bueno, que acreditavam que a corrida tinha totais condições de ser concluída. Ter esse desempenho em um circuito com curvas tão fechadas como Mônaco e ainda sob chuva mostram o talento e a coragem que ele sempre demonstrou ter. Só que isso apenas não bastava, ele sabia que teria que lidar com algo bem mais difícil que andar a mais de 300km/h. A frase que ele disse no começo desse texto, logo após a corrida, mostravam as dificuldades que o brasileiro teria que enfrentar ao lidar com a ganância e soberba dos chefões da Fórmula 1. E isso é mostrada de forma bem clara nas várias vezes em que ele foi prejudicado por alguma decisão dos diretores de prova. Pouco a pouco, temporada após temporada, é possível ver um Ayrton mais maduro, sobretudo em suas entrevistas. Tudo é registrado como se soubessem que ali estava surgindo um dos maiores pilotos de todos os tempos. Mesmo nos bastidores, conversando com os engenheiros ou em momentos de descontração com a família, bem longe das pistas, há uma câmera lá. Exceto algum ou outro momento da vida íntima do piloto, como o namoro com Xuxa e com Adriane Galisteu, praticamente todo o documentário é feito para mostrar suas conquistas e feitos como piloto. Tudo baseado em registros apenas feitos na época. Em caso de depoimentos, como de Reginaldo Leme, ele não aparece, apenas sua voz. Um presente para os saudosos fãs não só de Senna mas de uma F1 mais romantizada, onde o acesso aos boxes era bem mais fácil e as rivalidade entre pilotos bem evidentes, com provocações sendo feitas em entrevistas para que todos vissem e ouvissem. Outro ponto bastante explorado é sua relação conturbada com Alain Proist. À medida que o brasileiro vai sendo mostrado como um cara capaz de superar as adversidades dentro e fora das pistas a figura do francês, por outro lado, é mostrada como a do vilão, influente e capaz de qualquer coisa para vencer, como jogar o carro do companheiro de equipe pra fora da corrida na primeira curva para evitar que ele seja o campeão, em 89. Curiosamente a mesma coisa é feita no ano seguinte, mas agora em situações opostas. Ayrton colide com Proist, ambos saem da pista e Senna se consagra como campeão, o segundo título àquela altura. Senna então mostra que havia aprendido a "jogar o jogo" da Fórmula 1, mesmo que para isso ele tenha que cometer os mesmos erros que havia criticado um ano antes. E quando chegamos na temporada de 1994 já com o piloto consagrado que viria a ser, vem o momento que todos esperavam - no documentário, obviamente. A última volta feita por Ayrton Senna é mostrada por completo na câmera colocada no capacete do piloto. E nós vamos, a bordo da Willians, curva após curva no GP de San Marino aflitos pelo momento em que ele fatalmente se chocaria no muro da curva Tamburello. É difícil não segurar a respiração ali, é como se de alguma forma torcêssemos para que ele daquele vez conseguisse escapar e não tivesse tido o final trágico que chocou o mundo. Vale a pena assistir? Mais que apenas um documentário sobre um piloto, "Senna: O Brasileiro. O Herói. O Campeão" é um recorte do que vivia o Brasil em um período pós-ditadura. Em meio a tantas mazelas deixadas por décadas de atraso político e econômico, os brasileiros ansiavam por um novo herói alguém para admirar. Se isso não vinha do futebol jogador por 11 que carecia de conquistas viria sozinho na figura de Ayrton Senna. Toda semana milhões de brasileiros se reuniam em frente à TV para assistir à Senna chegar em primeiro após a bandeirada final sob a voz de Galvão Bueno. E isso para os brasileiros significava muito, pois a cada nova conquista não hesitava em levantar a bandeira verde e amarela e falar com orgulho de seu país. Tudo isso é visto - e sentido - em 1h45m de filme. Ainda hoje, para muita gente, a lacuna deixada por ele ainda não foi preenchida. E esse documentário foi feito à altura da grandeza que teve para mostrar às gerações futuras que seu legado será eterno Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬 (10) 👤🎥 Senna: O Brasileiro. O Herói. O Campeão 👤🎥 Asif Kapadia 📅 2010 💻 Netflix
- Max na memória
Na decisão entre Botafogo e Atlético Mineiro na noite de quarta-feira, 26, no estádio Nilton Santos, pela vaga às semifinais da Copa do Brasil, chamou atenção do mais atento um nome às costas de um dos craques da noite. O terno do goleiro Jefferson ostentava o nome Max abaixo do número 1. Foi uma homenagem do clube ao seu ex-goleiro, que faleceu no mesmo dia. Max passou por General Severiano entre as passagens do hoje ídolo Jefferson. Elel foi titular do alvinegro carioca em 2003, na campanha da série B até que Jefferson se firmou no time, um ano depois. O goleiro ficou no alvinegro até 2007, época em que justamente o time passou por uma fase não muito gloriosa abaixo de suas traves, variando entre ele, Júlio César, Roger, Lopes, posteriormente Renan, até que o uruguaio Castillo se firmasse no gol. O arqueiro carioca surgiu na base da Portuguesa da Ilha, passou por Bangu, retornando a lusa carioca e outros times do interior fluminense até chegar no Bota, em 2002, pra ser reserva de Carlos Germano. Depois de sua longa passagem de 85 jogos com o terno glorioso, o goleiro passou discretamente por times menores no Brasil, alcançando a gloria de uma conquista apenas no Joinville, o Brasileirão da Série C em 2011. Sua morte foi confirmada na tarde desse mesmo dia 26, por conta de um edema cerebral resultado de acidente causado numa tentativa de assalto, em Duque de Caxias. Após dias internado, foi confirmado a inatividade no cérebro e confirmada a morte cerebral. Por que jogava de terno? Apesar de uma carreira sem muito brilho, o Botafogo lamentou a perda frisando o bom profissional e a pessoa de índole singular. Max teve oportunidade de jogar em 85 partidas, destacando as contra o Flamengo no returno do Campeonato Brasileiro de 2007 - defendendo pênalti de Souza – e no primeiro jogo das oitavas de final da Sul-americana do mesmo ano, contra o River. 👤 Maxlei dos Santos Luzia 👶 27 de fevereiro de 1975 (Falecido em 26 de julho de 2017) 🏠 Brasileiro 👕 Portuguesa da Ilha-RJ, Bangu, Friburguense, América-RJ, Botafogo, Vila Nova-GO, Itumbiara, Joinville, Boa Esporte e Gama. 🏆 Campeonato Carioca: 06 (Botafogo) e Campeonato Brasileiro Série C: 11 (Joinville). 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔 (4,2) #Botafogo #Goleiro #Brasil
- "Um pequeno gigante"
Foi assim que Lugano definiu nosso classudo de hoje, o Josué. Com 1,69 m, ele atuou como cão de guarda do meio-campo em tradicionais clubes do Brasil e do mundo. Foram 20 anos como profissional e apenas quatro clubes na carreira. Um dos fatores por ser lembrado por carinho pelos torcedores dos times em que ele vestiu o terno. Mas além disso, foi um volante impetuoso, vencedor e inteligente, que o fazem merecer uma homenagem por aqui. Josué começou a jogar futebol em Caruaru, no Pernambuco. Como a maioria das crianças, sonhava um dia em se consagrar desfilando pelos tapetes verdes. Resiliente para conquistar seu sonho, ele surgiu para o futebol nacional no Goiás. No time esmeraldino, esteve no elenco para conquistar o Campeonato Brasileiro série B em 99 e o tetracampeonato Goiano 97 a 00. Um começo de carreira tão vencedor chamou a atenção dos dirigentes do São Paulo. Uma oportunidade de encher o seu currículo com conquistas ainda mais grandiosas. Josué, de fato, tinha estrela para participar de times vitoriosos. É lembrado com carinho pelos torcedores tricolores até hoje pelos títulos da Libertadores, Mundial Interclubes e Campeonato Brasileiro. Como não gostar de um gigante desses heim? A idolatria por Josué extrapolou fronteiras e foi chegar na Alemanha. Contratado pelo Wolfsburg tornou-se referência de liderança. Foi o capitão em um dos maiores momentos dos Lobos, o título do Campeonato Alemão de 08/09. Nosso classudo era o pilar da equipe que tinha um ataque fulminante com Grafite e Dzeko. Foi nesta época que Josué esteve entre os convocados de Dunga para a Seleção Brasileira Copa do Mundo 10. Mesmo contestado por boa parte da torcida brasileira que sentiam falta de jogadores mais técnicos e jovens como Neymar e Paulo Henrique Ganso. Entretanto, nosso classudo marcou presença pela vontade de jogar futebol e amor a camisa que vestia, características muito valorizadas pelo técnico da Seleção naquele ano. Não venceu o mundial, mas sagrou-se campeão da Copa América 07 e Copa das Confederações 09. Josué ainda teve tempo de ser contratado pelo Galo, para disputar a Libertadores 13. E sabe no que deu? Acertou quem respondeu título. O “pequeno gigante” chegou como opção no banco de reservas, mas teve papel importante na fase final da Libertadores com a lesão do titular Leandro Donizete. Em apenas dois anos com o terno alvinegro, Josué foi ainda campeão da Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana. Atualmente, nosso classudo não conquista mais títulos. Foi embaixador do Wolfsburg durante a Flórida Cup no começo do ano, mas é empresário em Goiás na maior parte do tempo. Ainda não pendurou de vez as chuteiras, mesmo sem atuar profissionalmente há algum tempo. Por que jogava de terno? Quem conquista tantos títulos, tem que entrar de terno nas cerimônias de premiação, certo? Josué foi um volante que protegia bem o meio-campo, com boa distribuição de jogo e chegadas inteligentes ao ataque. Sua liderança e experiência, com certeza foram benéficas para se tornar ídolo pelos times em que passou. 👤 Josué Anunciado de Oliveira 👶 19 de julho de 1979 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Goiás, São Paulo, Wolfsburg, Atlético-MG e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Brasileiro série B 99 (Goiás); Campeonato Brasileiro 06 e 07, Libertadores 05 e Mundial de Clubes 05 (São Paulo); Campeonato Alemão 08/09 (Wolfsburg); Libertadores 13, Copa do Brasil 14 e Recopa 14 (Atlético Mineiro); Copa América 07 e Copa das Confederações 09 (Seleção Brasileira). 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (6,5) #Wolfsburg #Volante #SãoPaulo #CopadoMundo2010 #SeleçãoBrasileira #Brasil
- Um ícone do futebol mineiro
Exímio centroavante, artilheiro, ídolo. Com a camisa verde e preta tornou-se inesquecível. Um dia Jairzinho, eternamente Jair Bala. “Se Jair fosse simplesmente Jair, estaria apodrecendo na obscuridade. A toda hora, em toda parte, nós esbarramos, nós tropeçamos num Jair qualquer. (…) Desde o primeiro minuto do jogo, foi uma arma apontada para o peito do inimigo. E todos percebemos que nunca um Jair fora tão bala. É a autenticidade dos apelidos, que nunca existe nos nomes”. (Nelson Rodrigues) Em 1963 o cronista Nelson Rodrigues também se rendeu ao talento do classudo. Mas o apelido veio antes do sucesso. A história curiosa aconteceu em 1960, quando o atacante jogava pelas categorias de base Flamengo. Certo dia, foi ao escritório do clube cobrar o “bicho”. Um funcionário, empunhou uma arma para, numa brincadeira, fazer o garoto mudar de ideia. Porém, ao abaixar o revólver, houve um disparo acidental e a bala acertou a coxa esquerda do jovem jogador. Sem riscos, os médicos optaram por não retirar o projétil. Foi aí que o Jairzinho virou Jair Bala. Antes de chegar em Minas Gerais e se tornar um dos jogadores mais respeitados do estado, o atacante nascido em Cachoeiro do Itapemirim vestiu o terno de grandes clubes brasileiros, sendo companheiro de craques inesquecíveis. Na base rubro-negra jogou ao lado de Gérson. Pouco tempo depois transferiu-se para o Botafogo e atuou com Garrincha, Nilton Santos e Zagallo. Quando chegou ao Palmeiras fez dupla com Ademir da Guia. No Santos substituiu Pelé após o rei marcar o seu milésimo gol. Mas foi no América- MG que o classudo cravou o seu nome na história. Jair Bala teve duas passagens pelo Coelho, a primeira entre 1964 e 1965 e a segunda entre 1970 e 1971. Nas duas oportunidades conquistou a artilharia do Campeonato Mineiro e na segunda sagrou-se campeão invicto. Ao todo, marcou 78 gols em 144 jogos com o manto americano. Habilidoso, Jair Bala aterrorizava as defesas adversárias com seus gols de bicicleta. Após o primeiro ano no América-MG, o classudo foi vendido ao Comercial de Ribeirão Preto por 50 milhões de cruzeiros, protagonizando na época, uma das maiores transações do futebol brasileiro. Por que jogava de terno? Jair Bala driblava com velocidade, esbanjava técnica e era um ótimo finalizador. Excelente atacante, dava dor de cabeça aos goleiros adversários. Até hoje é um dos jogadores mais queridos do futebol mineiro e é considerado o maior jogador da história do América. Além disso é o artilheiro do estádio Independência com 25 gols. Um craque que marcou gerações. 👤 Jair Félix da Silva 👶 10 de maio de 1943 (74 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Botafogo, América-MG, Comercial de Ribeirão Preto, Palmeiras, XV de Piracicaba, Santos e Paysandu 🏆 (principal) Campeonato Mineiro 71 (América-MG) 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,0) #AméricaMG #Atacante #Botafogo #Brasil
- Waldir Peres
O segundo jogador que mais vestiu a camisa do São Paulo Futebol Clube faleceu nesse domingo dia 23/07. Hoje o Joga de Terno presta uma homenagem a esse jogador que marcou uma geração tricolor, além de ser titular em uma das melhores seleções brasileira de todos os tempos. Waldir faz parte de dois grandes recordes da história do São Paulo. Com ele em campo, entre 74 e 75 o Tricolor do Morumbi alcançou sua maior marca de invencibilidade da história do clube: 47 partidas. Na temporada de 75 o São Paulo alcançou outro recorde marcante, a menor média de gols tomados pela equipe até os dias de hoje, menos de 0,56 gols por jogo. Sua história vai muito além do São Paulo, na seleção brasileira participou de três Copas do Mundo, sendo em 74 e 78 banco de reservas de Leão e em 82 titular no esquadrão que viria ser eliminado para a Itália de Paolo Rossi em um jogo que ficaria marcado para sempre na memória de todo brasileiro que viveu aquela época. Esse jogo contra a Itália foi sua única derrota com a camisa da seleção canarinho sendo titular da equipe. Waldir Peres surgiu para o profissional na Ponte Preta em 1970 e ficou lá até 73. Foi contratado pelo São Paulo e na sua apresentação o diretor Dallora, falando a imprensa, disse que o jogador era tímido e meio assustado com a cidade grande. Mas ao contrário do que disse o diretor, já na primeira entrevista Waldir Peres se mostrou um homem firme em suas opiniões e muito humilde, característica que sempre o marcou. Seus dois primeiros títulos pelo São Paulo foi decidido em decisões por pênalti. O primeiro no Paulista de 75 o goleiro são-paulino espalmou as cobranças de Dicá e Tatá para longe do gol já nas duas primeiras cobranças. Com Wilsinho isolando a bola na cobrança seguinte e o tricolor convertendo as suas três cobranças, o São Paulo sairia campeão daquele ano. Em 1977 a decisão do campeonato brasileiro foi no Mineirão contra o favorito Atlético-MG. Jogo com campo pesado ajudou o São Paulo a segurar o time mineiro que tinha melhor qualidade na hora do passe. Nos pênaltis Waldir Peres se destacou por um motivo peculiar, a catimba. Waldir catimbou tanto que em fotos famosas do jogo você pode ver o goleiro zombando e até dando uma apalpadinha na bunda do jogador adversário na hora de arrumar a bola na cal. O goleiro nascido no interior de São Paulo ainda ficaria no clube do Morumbi longos anos, até se transferir para o América do Rio de Janeiro em 84, e nos anos seguintes mudando de clube praticamente todos os anos até se aposentar em 89 no seu clube formador. Por que jogava de terno? Goleiro extremamente técnico e seguro. Não era dos mais elásticos como Manga ou Leão, mas foi muito importante e é referência até hoje na formação de goleiros. Foi detentor do recorde de mais jogos com a camisa do São Paulo, tendo entrado em campo 615 vezes. Esse recorde foi superado somente em 2005 por Rogério Ceni. Outro detalhe importante na carreira de Waldir é ser um dos poucos goleiros no Brasil a ganhar um prêmio de bola de ouro na premiação da revista Placar. Esse fato ocorreu no ano de 1975, época de grandes craques no futebol brasileiro. 👤 Waldir Peres de Arruda 👶 2 de janeiro de 1951 🏠 Brasileiro 👕 Ponte Preta, São Paulo, América-RJ, Guarani, Corinthians, Portuguesa, Santa Cruz, Ponte Preta e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro 77 (São Paulo), Copa Roca 76 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Prata 75 (Placar), Bola de Ouro 75 (Placar) Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,2) #Goleiro #CopadoMundo1978 #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1974 #SeleçãoBrasileira #Brasil
- Canhoto igual ao Roberto Carlos
Lateral com passagens por grandes clubes brasileiros e europeus, o classudo que dá o ar da graça no Joga de Terno deste domingo é André Luiz. Revelado no São Paulo Futebol Clube no início dos anos 90, André Luiz ganhou destaque e se tornou titular no bom time Tricolor antes mesmo de completar 20 anos de idade. Fez sua estreia no Paulistão de 1993 contra o Bragantino. Fez parte do elenco vitorioso de 93 e 94, e seguiu no clube até 1997 quando foi comprado pelo Banco Excel e repassado ao Corinthians, clube parceiro do Banco àquela época. Pelo Timão o jogador pouco atuou por conta das lesões, ainda assim marcou o gol que deu o título do Campeonato Paulista de 97 justamente contra o clube que o revelara. Naquele mesmo ano André Luiz foi vendido ao modesto Tenerife da Espanha, onde atuou por duas temporadas até ser emprestado ao Cruzeiro no começo do ano de 1999 num empréstimo de uma temporada. Passou por um curto período pelo Albacete da Espanha e voltou ao Corinthians em 2000. Conquistou mais um Paulista na sua segunda passagem e retornou ao futebol europeu onde defendeu as cores do Olympique de Marselha e Paris Saint-Germain. Voltou ao Corinthians para uma terceira passagem, porém atuou pouco e trocou o Timão pelo Fluminense. Sem tanto destaque nas Laranjeiras, André retornou à França para atuar pelo Ajaccio, onde ficou por quase duas temporadas até ser contratado pelo Santos por uma temporada. No final de 2006, após o término do seu contrato com o Peixe, rumou ao futebol mexicano para jogar pelo Jaguares, ainda atuou no futebol americano no San Jose Earthquakes, sendo este o último clube de sua carreira. Também atuou como treinador das categorias de base do clube norte-americano, porém encerrou sua breve carreira como técnico por conta de um câncer na cabeça. Curado, hoje vive com sua família em São Paulo. Por que jogava de terno? André Luiz possuía um potente chute de perna esquerda, a sia vocação ofensiva garantiu destaque em seu início de carreira, acabou atuando no meio de campo em muitos momentos em sua carreira por conta disso. Vencedor no futebol, recentemente conquistou talvez o maior título da sua carreira ao ganhar a batalha contra um câncer, sendo este mais um feliz capítulo em sua vida. 👤 André Luiz Moreira 👶 14 de novembro de 1974 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Corinthians, Tenerife-ESP, Cruzeiro, Albacete-ESP, Olympique de Marselha, Paris Saint-Germain-FRA, Fluminense, Ajaccio-FRA, Santos, Jaguares-MEX, San Jose Earthquakes-EUA. 🏆 Libertadores da América 93, Supercopa Libertadores da América 93, Mundial de Clubes 93, Recopa Sul-Americana 93 e 94, Copa Conmebol 94 (São Paulo); Campeonato Paulista 97 e 01 (Corinthians); Medalha de Bronze nas Olimpíadas de 96 (Seleção Brasileira). 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,2) #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Lateralesquerdo
- Para os amantes da escrita, do futebol e do estádio com alma
Para os amantes da escrita, da Copa e do estádio com alma Há quem diga que a bibliografia esportiva não é comparável aos feitos épicos produzidos pelo futebol. As palavras nem sempre são compatíveis com toda a emoção que há na realidade, mas não para Teixeira Heizer. “Maracanazo - tragédias e epopeias de um estádio com alma” é um livro que transporta o leitor para o ano de 1950 e todo o clima daquela e de outras Copas. E é ainda mais especial por envolver o que ficou na história: o Maracanã com toda sua personalidade singular, a desventura da final de 50 que deu lugar ao 7 a 1, e Teixeira Heizer. Teixeira Heizer foi um jornalista e escritor cuja história é intrínseca a do jornalismo. Ajudou a inaugurar a Rede Globo, tendo o crachá “número 1”, atuou como chefe de redação em diversos impressos, era o homem da rádio e ainda professor e cronista esportivo. Faleceu em 2016, mas suas palavras aprimoradas ainda contam e recontam diversas histórias futebolísticas de maneira única, que dão ares de ficção e poesia ao que é real de fato, como foi o episódio do Maracanazo. A obra traz relatos dele, que viveu o dia a dia de 14 Copas do Mundo, tabela dos jogos e ainda escritos de outros grandes nomes como Villas-Boas Côrrea, Eduardo Galeano, Ferreira Gullar e Zico. O Mundial de 50 é transformado em verso, prosa e poesia, é possível sentir a atmosfera que pairava no momento da final entre Brasil e Uruguai, as visões de Obdulio Varela e Zizinho, Barbosa e Ghiggia e ainda o vazio que sobrou depois da derrota brasileira no Maracanã, que também ganha alma no livro. Vale a pena a leitura? “Gente de todos os quadrantes do mundo ainda tremia de medo quando o Brasil legitimou seu direito de patrocinar o Mundial de 1950. O Rio engalanou-se. O Maracanã foi erguido, desafiando todos os moldes da arquitetura moderna. Ele treme, é verdade, até hoje, sobre seus pilares flexíveis. Mas resiste aos tempos como o templo do futebol mundial. Em suas paredes de cimento, ferro e flor (com a licença dos lindos versos do grande poeta Ferreira Gullar) está embutida uma grande história, a epopeia do futebol brasileiro. E é dela que este Maracanazo trata.” Aos amantes da história do futebol e da literatura, é um livro necessário. Avaliação: ✏ ✏ ✏ ✏ ✏ ✏ ✏ ✏ ✏ (9) 📖 Maracanazo – tragédias e epopeias de um estádio com alma (264 páginas) 📝 Teixeira Heizer 📅 2010 📚 Mauad X 💵 47,34 + frete (Americanas)









