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- Coração Valente Ianque
Problemas cardíacos sempre trazem preocupações. Principalmente para atletas de alto rendimento, que precisam estar sempre no auge de sua força física para ter bons desempenhos em suas modalidades. Poucos atletas podem dizer que tiveram arritmia cardíaca e voltaram a desempenhar suas atividades no mesmo nível de antes. Clint Dempsey é um deles. Apesar do título, a intenção não é comparar a arritmia cardíaca de Dempsey ao que aconteceu com o Washington, o verdadeiro Coração Valente (foi mal, Mel Gibson). O americano, nascido no Texas, atualmente defende as cores do Seattle Sounders, da MLS. Aos 34 anos, Dempsey retornou aos gramados após seis meses parado para recuperação do problema cardíaco. O jogador iniciou a carreira aos 17 anos em New England, mas logo chamou a atenção e foi para o velho continente, onde vestiu a camisa do Fulham. Pela equipe inglesa o jogador marcou 60 gols em 225 jogos e foi um dos destaques da Premier League de 2011/2012, feito que o levou para o Tottenham de Bale e cia., mas onde não teve o mesmo destaque, marcando 12 gols em 43 jogos. Pela seleção, Dempsey não demorou muito para ser lembrado pelo então técnico Bruce Arena. Em 2006 estreou em Copas do Mundo diante de Gana e marcou o único gol da equipe americana no mundial. De lá pra cá, o jogador esteve presente nas outras duas edições dos mundiais. Com a camisa dos EUA o jogador marcou 57 gols e, junto com Landon Donovan, ostenta o título de maior goleador da seleção. Por que joga de terno? Ser americano e conseguir destaque no ‘outro futebol’ não é tarefa fácil. Além disso, não é todo jogador que consegue vestir por 13 anos a camisa de sua seleção e ser o maior artilheiro. Um dos ídolos da modalidade na terra do Tio Sam, Dempsey ainda dá mostras que, apesar dos seus 34 anos, pode chegar muito bem para o mundial de 2018 da Rússia. 👤 Clint Drew Dempsey 👶 09 de março de 1983 (34 anos) 🏠 Estadunidense 👕 New England Revolution, Fulham, Tottenham, Seattle Sounders e Seleção Americana. 🏆 MLS CUP 15/16, MLS Supporters Shield 13/14, US Open Cup 13/14 (Seattle Sounders) e Copa Ouro 04/05 e 06/07 (Seleção Americana). 👑 Artilheiro da Copa Ouro 14/15, Bola de bronze Copa das Confederações 09, Melhor jogador norte americano 07, 11 e 12. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,7) #SeleçãoAmericana #Atacante #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Tottenham
- O titular da Copa de 58
O futebol, muitas vezes, produz enredos que duram para sempre. Quem nunca ouviu falar que o Pelé não seria titular da Copa de 58? Muitos, inclusive, agradecem que as circunstâncias tenham permitido que o maior jogador da história se apresentasse ao mundo daquela forma logo com 17 anos. Mas vocês sabem quem perdeu o posto? Quem seria o titular? Pois bem, hoje o JdT falará sobre Leo Briglia. Briglia nasceu no município baiano de Itabuna em 1928. Foi descoberto ainda adolescente pelo América Football Club - tradicional equipe do Rio de Janeiro e grandiosa naquela época -, quando atuava pela Federação Universitária Baiana de Esportes (FUBE). Fugiu para o Rio sem a permissão dos pais e só pôde jogar quando o então vice-presidente do América, que era também juiz, conseguiu colocar o menino sob sua responsabilidade jurídica. Em 1949, quando o América foi disputar uma partida na Bahia contra o Ilhéus, Briglia resolveu visitar sua família em Itabuna e de lá não mais retornou. Seu irmão, Eudes Briglia, lhe deu voz de prisão e ordenou sua permanência na cidade. Então, o jeito foi seguir jogando pelo Itabuna Esporte Clube e, posteriormente, no Colo Colo de Futebol e Regatas. Em 1956, recebeu a chance de jogar novamente no Rio de Janeiro, mas agora pelo Fluminense. No clube das Laranjeiras, onde ficou até o início de 1959, teve grande destaque, jogando 105 partidas e fazendo 57 gols. Na época, sofria a concorrência de nada mais nada menos que Waldo, o maior artilheiro da história do tricolor carioca. Suas grandes atuações o fizeram ser convocado para a Copa de 1958, pelo técnico Vicente Feola. Porém, foi cortado dezoito horas antes do embarque para a Suécia, porque seu ex-treinador do Fluminense havia declarado a um importante jornal da época que o joelho do atleta estava lesado e seus dentes tinham muitas cáries. Sobre seu corte, Leo Briglia disse certa vez: "Se eu fosse para a Suécia, o Pelé não iria brilhar porque não teria a oportunidade de jogar, pois a posição era minha e não lhe daria esta chance. Mas era pra ser Pelé e assim foi.” Em 1959, transferiu-se para o Bahia, onde viveu a melhor fase de sua carreira. Era o ano do primeiro campeonato nacional, antiga Taça Brasil, organizado pela também antiga CBD. O clube baiano brilhou e chegou a uma final “melhor de três” contra o Santos. Na primeira partida, em plena Vila Belmiro, o Bahia surpreendeu o Santos ao vencer por 3 a 2. No segundo confronto na Fonte Nova, perdeu por 2 a 0, mas venceu a partida decisiva em campo neutro e sagrou-se o primeiro campeão da Taça Brasil de 1959, derrotando o time de Pelé por 3 a 1 na final no Maracanã. Leó, que havia marcado gols em todas as partidas, fez um golaço na decisiva e consagrou-se artilheiro do campeonato. No dia 25 fevereiro de 2016, Briglia faleceu após internação hospitalar em Itabuna, aos 87 anos. Por que jogava de terno? Briglia era um atacante nato, que fazia gols importantes e jogava ainda melhor em momentos decisivos. Deu o primeiro título brasileiro ao Bahia e talvez, por conta dos enredos imprevisíveis e irremediáveis do futebol, poderia ter sido um dos destaques da campanha vitoriosa da seleção brasileira na Suécia em 1958. 👤 Leo Briglia 👶 29 de agosto de 1928 - faleceu em 25 de fevereiro de 2016, aos 87 anos 🏠 Brasileiro 👕 América Football Club, Itabuna Esporte Clube, Colo Colo de Futebol e Regatas, Fluminense e Bahia 🏆 Campeonato Brasileiro de 1959 👑 Artilheiro do Brasileiro de 1959 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔(7,5) #Fluminense #Bahia #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante
- O maestro colombiano
Um time de futebol, assim como uma orquestra, precisa ser harmônico coletivamente. Para que isso aconteça, alguém à beira do campo, dita o ritmo e mostra o caminho da vitória. Adepto de um estilo de jogo ofensivo e coletivo, com toque de bola rápido e certeiro, Reinaldo Rueda, um dos maiores técnicos da América do Sul, é quem desfila hoje no tapete verde do JdT. São seis títulos conquistados em sete finais. Agora, um novo desafio: levantar o primeiro caneco como treinador de uma equipe brasileira. Rueda, professor rubro-negro, chega à final da Copa do Brasil com status de copeiro, acostumado a vencer grandes desafios. A carreira, hoje consolidada, começou na seleção colombiana sub-23, onde foi treinador em 1992. Passou por outros times da Colômbia e também pela seleção sub-21, até finalmente em 2004, assumir a equipe principal de seu país. O objetivo de levar a Colômbia a Copa do Mundo na Alemanha não foi conquistado, mas Rueda conseguiu mostrar sua inteligência tática e capacidade de liderança, salvando a seleção colombiana de um vexame nas eliminatórias. Treinar seleções virou especialidade do professor colombiano. Rueda conseguiu classificar a seleção de Honduras para a Copa do Mundo da África do Sul, quebrando um jejum de 28 anos do país fora do mundial. Anos depois, o feito se repetiu com a seleção do Equador. Após uma boa campanha nas eliminatórias, a equipe equatoriana carimbou o passaporte para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A participação no torneio foi abaixo das expectativas, com uma eliminação precoce na primeira fase, no entanto, Rueda já tinha a fama de um dos melhores treinadores do continente. Com o prestígio conquistado ao longo dos anos, Rueda assumiu em 2015, o Clube Atlético Nacional de Medellín. À frente de um dos times mais populares de seu país, o professor mostrou várias habilidades imprescindíveis para o sucesso de uma equipe de futebol. Implantou um sistema de jogo rápido e ofensivo, mas disciplinado taticamente. Soube gerir o grupo, dando espaço para que os jogadores pudessem se destacar. O resultado? Uma lista de títulos, incluindo a tão desejada Taça Libertadores da América. Por que treina de terno? Profissional dedicado, Rueda busca constantemente atualizar-se. Recentemente participou de uma reciclagem no futebol alemão e, além disso, é pós-graduado pela Escola de Esportes da Alemanha e cursou a escola de treinadores da UEFA. O treinador prega um jogo coletivo, que valoriza a posse de bola, tendo como uma de suas principais influências o espanhol Vicente Del Bosque. O colombiano sabe gerir bem o time, impondo respeito, sem deixar de lado o companheirismo. Todas essas características consagraram Rueda como um dos técnicos mais vencedores do futebol sul-americano. 👤 Reinaldo Rueda Rivera 👶 16 de abril de 1957 (60 anos) 🏠 Colombiano 👕 Seleção Colombiana, Cortuluá-COL, Deportivo Cali-COL, Independiente Medellín-COL, Seleção de Honduras, Seleção do Equador, Atlético Nacional de Medellín-COL e Flamengo 🏆 (principais) Campeonato Colombiano 15, Copa Libertadores da América 16, Copa da Colômbia 16 e Recopa Sul-Americana 17 (Atlético Nacional de Medellín) 👑 Melhor treinador do Campeonato Colombiano 15 e 16, Melhor treinador da América em 2016 pela CONMEBOL, Seleção da Copa Libertadores da América 16. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,2) #Flamengo #AtléticoNacional #SeleçãoColombiana #Técnico
- O salvador vindo dos pampas
Você conhece Luiz Antônio Venker Menezes? Conhece, com certeza. Esse é o nome de Mano Menezes, atual técnico do Cruzeiro finalista da Copa do Brasil. Com seu estilo pragmático (ou retranqueiro?) e famoso pelos ferrolhos defensivo que arma em seus times, o técnico gaúcho está em mais uma decisão na sua carreira, dessa vez com o Cruzeiro. Já foi técnico da Seleção Brasileira e passou por grandes times brasileiros, apesar de ainda não ter muitas conquistas. Não usa terno à beira do gramado, mas merece a homenagem neste espaço. Antes de ser conhecido nacionalmente, Mano Menezes foi jogador de futebol amador e depois formou-se em Educação Física. Foi quando começou a carreira de técnico no Guarani de Venâncio Aires, sua cidade natal. Em 05, chegou na semi-final da Copa do Brasil com o 15 de Novembro e ficou reconhecido nacionalmente pelo feito. Chegou o convite para levar o Grêmio de volta à série A. Mas o técnico gaúcho conseguiu mais que isso. Logo após o acesso, em 06, classificou o time para a Libertadores da temporada seguinte e chegou até a final. Mas foi derrotado pelo temido Boca Jrs de Riquelme e cia. No final de 07, Mano recebeu, mais uma vez, a missão de colocar um gigante brasileiro - dessa vez o Corinthians - de volta na série A. Além de uma campanha histórica no Brasileiro da série B, o Corinthians chegou à final da Copa do Brasil, mas perdeu para o Sport. Em 09, comandou o Timão com Ronaldo Fenômeno e sagrou-se campeão Paulista invicto e, enfim, campeão da Copa do Brasil. No Corinthians, Mano fez um grande amigo no futebol: Andrés Sanchez. O dirigente - diretor de seleções, na ocasião - foi o principal responsável por contratá-lo como técnico da Seleção Brasileira. O técnico foi responsável pela estreia de Neymar com o terno verde-amarelo, mas demorou a encaixar o melhor time. Quando o time parecia tomar forma, após conquistar o título do Superclássico das Américas em cima da Argentina, Mano Menezes foi demitido. O motivo? Uma briga política interna na CBF. Sua passagem pelo Flamengo foi a mais conturbada da carreira. Após desavenças com a diretoria, Mano pediu demissão com apenas 3 meses no clube. A propósito, é contra o Flamengo que o Cruzeiro começa a decidir a Copa do Brasil amanhã (07/09), no Maracanã. Apesar de não ser unanimidade entre os cruzeirenses, Mano Menezes tem aproveitamento de 59,25%. O título ainda não veio, mas se vier o técnico deve cair nas graças da torcida celeste e incrementar ainda mais o seu currículo no futebol nacional. Por que treina de terno? Mano Menezes é um treinador da prateleira de cima no Brasil. Estudioso e com passagens em grandes clubes, é um estrategista que preza bastante pelo sistema defensivo de suas equipes. 👤 Luiz Antônio Venker Menezes 👶 11 de junho de 1962 (55 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Guarani-VA, 15 de Novembro, Caxias, Grêmio, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Shandong Luneng e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro série B 05 (Grêmio); Campeonato Brasileiro série B 08 e Copa do Brasil 09 (Corinthians); Superclássico das Américas 11 e 12 (Seleção Brasileira. 👑 sem prêmios individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5) #Cruzeiro #Grêmio #SeleçãoBrasileira #Brasil #Corinthians #Flamengo #Técnico
- Puros para sempre
"Forever Pure" conta uma história aviltante: um clube de futebol israelense, famoso por seus partidários radicais, assina com dois jogadores muçulmanos; e os torcedores boicotam o time. Eventualmente, aqueles associados com a assinatura avançam; e o jogador que mais se identifica com a causa dos fãs torna-se o novo capitão. Em última análise, o futebol é um negócio; sem outros incentivos, você não pode ganhar dinheiro perturbando seus clientes. O entendimento aqui é claro, é que, na sociedade israelense polarizada, a noção de pureza étnica pode ter um apelo que se estende muito além dos terraços. Como documentário, não há nada de extraordinário neste filme; seu poder vem na visão cruciante, mas clara da realidade que apresenta. A temporada 2012-13 foi um ano extraordinário para o time de futebol mais notório de Israel, que sempre representou a ala direita e se tornou um símbolo político para os mais desfavorecidos. Harush é apenas um personagem da história. O diretor Maya Zinshtein não poderia ter escolhido um ano melhor para entrar com sua câmera. Forever Pure refere-se a uma bandeira sustentada por La Familia, os ultras da equipe na posição leste. Eles significam livres de árabes, racialmente puros (Beitar é a única equipe em Israel a nunca ter assinado um jogador árabe). O documentário vai mostrando em uma linha tênue de acontecimentos o furor causado pela chegada de dois jogadores muçulmanos ao Beithar, revelando assim a dimensão da rivalidade histórica. Os ultras não gostam do dono russo-israelense, Arcadi Gaydamak, que comprou o clube como uma ferramenta de propaganda. "Arcadi ... você é um traidor, um criminoso de guerra", eles cantam. "Todos sabem que você é corrupto e você entrará na prisão na França”. E é justamente uma atitude do dono que desencadeia o hedionismo. Ele assina com os dois jogadores muçulmanos, da Chechênia, "para mostrar a sociedade como realmente é", diz ele. De qualquer forma, La Familia não os recebe de forma agradável a notícia. "Foda-se, Kadiyev", eles cantam, para o seu próprio jogador. E: "Sadayev, vá para a mesquita Al-Aqsa, o que diabos, temos árabes em nossa equipe". E os dois jogadores, perdidos e perplexos com a reação da torcida, são jogados em um caldeirão de ódio que não entendem, e pra agravar a situação, há milhares de quilômetros de casa. Kadiyev, de 19 anos, cuja mãe está na arquibancada, tem uma briga com um torcedor e é ferido. Sadayev até marca em sua estreia, no entanto a torcida continuar a não aceitá-los em sua equipe e saem no meio da partida. E não voltam para a próxima partida, deixando assim o Beitar jogar para um estádio vazio. É um documentário êmulo e rispído que deixa você se sentindo reflexivo sobre a humanidade. "As coisas que você vê no leste são uma versão concentrada, ampliada do comportamento em nossa sociedade", diz Korenfine, o ex-presidente do clube em um dos trechos. Claro, o ódio profundamente enraizado não é encontrado apenas de um lado. O jogo final de Beitar, que não deve perder para se manter na liga, é contra o clube árabe israelense Bnei Sakhnin. "Fãs de Beitar, todos estão doentes, com gripe suína, eles devem morrer jovens", cantam apoiantes de Bnei Sakhnin, usando máscaras médicas. "Morte aos árabes, morte aos árabes", vem à resposta inevitável da La Familia que voltou aos estádios exclusivamente para esse jogo. O jogo acaba com 0-0, graças a uma atuação heroica do goleiro Harush, não que ele seja agradecido por isso. "Harush, você é um filho da puta", eles gritam. Sadayev e Kadiyev voltam a Chechênia assim que o apito final sopra. Todo mundo envolvido na transação, ou quem aceitou quando chegaram lá - Gaydamak, Korenfine, Harush, Eli Cohen, o gerente - já não está mais no clube. Um afirmativo para a multidão e sua regra. "Aqui estamos, a equipe mais racista do país", eles cantam com orgulho ao final da temporada. Vale a pena assistir? Para todos aqueles que buscam o futebol como uma explicação para o mundo, o documentário é mais que válido para assistir, a mistura entre poder, dinheiro, política e tensão mundial, mostra mais uma vez que não se trata apenas de um jogo. E pra quem gosta de rivalidade, Forever Pure faz com que os derbys brasileiros pareçam um grande amor amuado. 🎥 Forever Pure 👤🎥 Maya Zinshtein 🗓️ 2016 💻 Netflix Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬🎬 (6,5)
- O touro que não levou olé
Na Copa do Mundo de 70, se tem uma coisa que se podia dizer da seleção brasileira, era que tinha preparo físico. Dos comandados por Zagallo, um se destacou no quesito: Hércules Brito Ruas, que foi eleito o jogador com o melhor preparo físico do planeta e hoje figura na página do JdT. Brito é um dos nomes exemplares da linhagem de grandes zagueiros do Vasco da Gama. Nascido na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, foi criado nas categorias de base da equipe cruzmaltina, onde jogou 10 anos. Entrou para ocupar o lugar de Bellini e representou. Na década de 60, quando o clube reestruturava a equipe, era ele o referencial do time, sendo o capitão e um dos nomes mais aclamados na conquista do título da Taça Rio - São Paulo de 1966. Além do Vasco, Brito atuou em outros clubes brasileiros como Internacional, Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, Corinthians e Atlético -PR. Seu temperamento explosivo foi protagonista de momentos peculiares, como a vez em que deu um soco no árbitro José Aldo Pereira após um pênalti marcado contra o Botafogo; e outra no Cruzeiro, quando deixou o gramado do Mineirão e jogou a camisa no rosto do técnico Yustrich. Mas, uma história mais inusitada também faz parte da trajetória do jogador. No carnaval de 1977, a escola de samba da União da Ilha teve um problema com o carro abre-alas e ele iria ficar no barracão. Brito se preparava para ir à Sapucaí tocar seu tamborim quando teve a ideia de rebocar o abre-alas no seu fusquinha verde. Na hora do desfile, o abre-alas que era um Sol funcionou e a escola garantiu o terceiro lugar. O fusca verde de Brito? Um presente polêmico do então prefeito de São Paulo Paulo Maluf aos jogadores da Copa de 70 pela conquista do tricampeonato mundial. Ao lado de Piazza, Brito formava a zaga no início contestada depois campeã daquela Copa do México. Era o segurança da seleção para que Pelé, Tostão, Rivelino, Jairzinho e Gérson fizessem seu trabalho com maestria. Foi eleito Bola de Prata e o jogador com maior preparo físico da competição. Ao todo, defendeu 61 jogos com a Amarelinha, entre 1964 e 1972. Além do Tri no México, conquistou também o Torneio da Independência, em 1972. Por que jogava de Terno? Não foi à toa que Brito foi chamado de Xerife nos anos 60. Todo jogo era sério e o zagueiro compensava sua limitação técnica com muita garra. Se chuteira preta é sinônimo de vigor físico e marcação implacável, pode entregá-la para o dono dela! 👤 Hércules Brito Ruas 👶 9 de agosto de 1939 (78) 🏠 Brasileiro 👕 Vasco da Gama, Internacional, Flamengo, Cruzeiro, Botafogo,Corinthians, Atlético-PR, Le Castor FC (Canadá), Deportivo Galícia (Venezuela), Democrata Gov. Valadares, River - PI e Seleção Brasileira. . 🏆 (principais) Taça Rio-São Paulo 66 (Vasco), Copa do Mundo 70 (Seleção). 👑 Bola de Prata 70 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,3) #Vasco #CopadoMundo1970 #Zagueiro
- Eu, Zlatan
Zlatan Ibrahimovic é daqueles craques que dividem opiniões. Muitos se rendem às habilidades do craque de 1,92m. Outros tantos acham ele arrogante e superestimado. Alguns nem acham um craque. Nós já escrevemos sobre ele aqui no JdT quando ainda estava prestes a vestir mais um terno de um grande clube, o Manchester United (clique aqui para ler). Mas quando começou a carreira, no modesto Malmö FF ainda nem sonhava em jogar em um grande clube europeu. Aliás, sonhava sim. Não era grande apenas na altura, mas na ambição. Por isso, desde ainda jovem, tinha cada passo registrado para caso se tornasse um grande craque um dia. O que de fato aconteceu. Do compilado desses primeiros registros surgiu o documentário "Becoming Zlatan" (algo como "se tornando Zlatan", em tradução livre) lançado em 2016 pela Auto Images. Em cerca de 1h40 a história de Ibra é contada em uma linha do tempo não linear que dura cerca de 3 anos, Desde o seu começo na Suécia até a ascensão no Ajax e a posterior venda para a Juventus. Os primeiros minutos são excelentes para quem gosta de conhecer os bastidores do futebol. Ibra chega ao aeroporto de Amsterdam como mais novo reforço do Ajax, contratado por 9 milhões de euros. Muito jovem, tímido e um pouco perdido, ele é auxiliado de perto por seu empresário, inclusive com dicas com relação a dinheiro e até ao uso da camisa 9. Algo inimaginável de se ver na chegada de Neymar ao PSG, por exemplo. Entre entrevistas sem qualquer modéstia - às vezes de forma exagerada e a prática de quem fala de si na 3ª pessoa - gols e algumas expulsões vai se formando o personagem Ibrahimovic que vai deixando de ser um jovem jogador desconhecido na Suécia para se tornar uma jovem promessa na Holanda. Nos depoimentos dos colegas de profissão (poucos, aliás), nada muito diferente disso. Às vezes arrogante, prepotente, individualista e com temperamento difícil de lidar. E goleador. Mas também tem o lado do jogador que vivia em uma pequena casa em Amsterdam com a namorada, fã de jogos no computador e que não saía muito de casa devido ao assédio dos fãs que sempre lhe pediam autógrafos. E ele sempre dava. Vale a pena assistir? Para um jogador tão vaidoso como Zlatan Ibrahimovic não é de se espantar que quisesse ter a sua história contada em vídeo. Mas sua história, afinal, não é muito diferente de muitos outros jogadores que começaram por baixo e se tornaram craque e ídolo. Surge em um pequeno clube do seu país natal, é contratado a peso de ouro por um grande clube europeu, começa timidamente na primeira temporada e começa a brilhar a partir da segunda. Histórias como essa a gente conta aqui quase que diariamente. A diferença é que estes não se tornaram Zlatan Ibrahimovic. Neste caso há ainda o (des)tempero das entrevistas cheias de marra e o temperamento difícil de lidar. Até hoje. Goste você ou não, o fato é que Ibrahimovic é um dos maiores centroavantes deste século. Aliás, em tempos de "falso 9", Ibrahimovic é um dos poucos a ainda fazer valer a mística da camisa 9 como um verdadeiro centroavante goleador. Portanto, se você é fã de fato vale a pena, sim. Mas não espere muito. É como se esse documentário tivesse sido feito mais para o próprio Zlatan do que para, de fato, os fãs. 🎥 Becoming Zlatan 👤🎥 Fredrik Gertten e Magnus Gertten 📅 2016 💻 Netflix Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬 (5,5)
- O Pelé do Piauí
No futebol do Piauí, durante muitos anos, houve uma certeza: para ser campeão estadual, o time deveria contar com Sima e +10. Sim, Simão Teles Bacelar, conhecido também como Pelé do Nordeste. E o apelido é justo: o atacante marcou 550 gols durante a carreira, sendo até hoje, o maior goleador do futebol do eixo norte-nordeste. Ao longo de sua trajetória como jogador de futebol, Sima vestiu o terno de vários clubes do Piauí, Sergipe, Ceará e da Bahia. Nascido no Piauí, foi no seu estado que conquistou os maiores feitos, balançando (e muito) as redes adversárias.Lá fez sucesso defendendo as cores do Piauí, Tiradentes e River Plate, seu clube do coração. Fora do estado, seu melhor momento foi vestindo a camisa do tricolor baiano. Em 1972, fez o gol que levou o Bahia as finais do campeonato estadual e ainda fez parte da equipe que disputou o Brasileirão naquele ano. Se faltaram oportunidades em outras grandes equipes do futebol nacional, sobrou reconhecimento do povo nordestino, que até hoje o considera como uma lenda viva do futebol. O atacante classudo foi um goleador sem limites. Entre 1996 e 1987, tempo que durou sua carreira, foi artilheiro do campeonato Piauiense dez vezes. Em 1977, se tornou o maior goleador dos campeonatos estaduais de todo o país, marcando 33 gols pelo River Plate. Naquele mesmo ano, quando o tricolor piauiense estreou na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, Sima marcou quatro vezes contra o América-RN. Depois dessa exibição de gala, o atacante permaneceu três semanas na liderança da artilharia da competição, a frente de Zico, Roberto Dinamite e Serginho Chulapa. Por que jogava de terno? Com grande habilidade e inquestionável faro de gol, Sima passou toda a sua carreira complicando a vida dos zagueiros e goleiros adversários. É o atacante máximo do estado do Piauí e seus recordes são perseguidos pelas novas gerações. Foi exímio em sua posição, sendo considerado um do 20 maiores artilheiros do mundo pela FIFA. Sima ainda é um dos maiores goleadores do futebol brasileiro: segundo as estatísticas, o piauiense marcou menos gols apenas que lendas como Pelé, Romário, Túlio, Zico e Roberto Dinamite. 👤 Simão Teles Bacelar 👶 07 de março de 1948 (69 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Piauí, Moto Clube, Bahia, Tiradentes, River-PI, Leôncio, Ferroviário-CE, Flamengo-PI, Sergipe e Auto Esporte. 🏆 (principais) Campeonato Piauiense 66, 67, 68 e 69 (Piauí), 74, 75 (Tiradentes), 77, 78 e 80 (River-PI) e 83 (Auto Esporte), Campeonato Sergipano 82 (Sergipe). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) #Brasil #Atacante
- "Hoje é o dia mais bonito"
Não é fácil para ninguém passar por uma tragédia e ter parte de seu corpo amputada. Mas talvez seja ainda mais traumático para um jogador de futebol. O classudo de hoje, vivia uma carreira consolidada em 2006, quando sofreu um acidente de carro e parte de sua perna direita teve que ser amputada. A carreira de Dario Silva se iniciou em 1991, no Defensor Sporting de Montevidéu. Mais tarde, jogaria no Peñarol antes de ir para Europa, brilhar no tapete verde italiano vestindo o terno do Cagliari. Desde cedo, já era observado pelos técnicos da Seleção Celeste. Por isso, teve uma passagem sólida com a camisa nacional ao longo de bons 11 anos. O acidente aconteceu em Montevidéu, quando Dario planejava sua volta ao futebol Uruguaio. Sua caminhonete bateu de frente a um poste numa rodovia marginal na capital uruguaia. O objeto caiu sobre sua perna. No hospital, o atacante beirou a morte e sua perna foi amputada do joelho para baixo. Na época, ele ainda jogava pelo Portsmouth, da Inglaterra, após ter passagem por Sevilla, Málaga e Espanyol. Quando internado, recebeu o apoio do povo uruguaio e a solidariedade do mundo, sobretudo o futebolístico. Ficou feliz com a visita de Diego Maradona e recebia com felicidade a imprensa e outras visitas oportunas. Em uma das entrevistas, ainda no hospital, chegou a dizer que nem pensava em tristeza e soltou a frase que dá título a esse texto. Já com a prótese, Dario afirmou que não abandonaria os gramados. E foi assim: dois anos depois, jogou um jogo beneficente em Punta del Leste. Com a prótese, marcou dois gols de pênaltis e ajudou as estrelas do Uruguai a vencerem as da Argentina. Por que jogava de terno? Dario Silva marcou época no ínicio dos anos 2000 até o acidente que lhe tirou a parte da perna. Aguerrido e marcador de gols, o jogador de cabelos amarelos era um dos símbolos daquele Uruguai, ainda que naquela década, o país não passasse por bons momentos no futebol. 👤 Darío Debray Silva Pereira 👶 2 de novembro de 1972 (44 anos) 🏠 Uruguai 👕 Defensor Sporting de Montevidéu, Peñarol, Cagliari, Espanyol, Málaga, Sevilla, Portsmouth-ING e Seleção Uruguaia 🏆 (sem títulos de destaque) 👑 (sem premiações de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (6) #Peñarol #Sevilla #CopadoMundo2002
- O goleador norueguês
Centroavante clássico, John Carew foi um dos principais suspiros dos últimos anos do futebol da Noruega. Alto, forte, bom na bola aérea e com notável presença de área, marcou seu nome na história do país nórdico com gols por seleção e clubes. Pela equipe nacional, anotou 24 tentos e conquistou a façanha de se tornar o primeiro negro a representar as cores vermelha e azul. No âmbito de clubes, teve boas passagens por ternos como Rosenborg, Valencia, Besiktas, Lyon e Aston Villa. Carew começou sua carreira em 1997, no Valerenga, após chamar a atenção por dois anos nas categorias de base do Lorenskog. Logo na primeira temporada como profissional, contribuiu para o acesso à primeira divisão e para a conquista da Copa da Noruega. Ficou mais um ano no clube, marcando 15 gols em 33 partidas na liga para desenvolver seu futebol e alçar maiores voos, indo para o maior clube do país. No Rosenborg, o centroavante se destacou definitivamente no cenário internacional. Na Champions League, a equipe fez boa campanha e liderou seu grupo, com destaque para a goleada de 3 a 0 sobre o então campeão Borussia Dortmund. Na liga, Carew fez 18 gols em 18 partidas, foi campeão e coroou a ótima temporada que o solidificou como um atacante desejado por clubes das maiores ligas da Europa. O próximo passo rendeu ao norueguês seu mais importante título: no Valencia, ajudou a equipe na conquista de um campeonato espanhol, além do vice da Champions League de 2001, em cuja campanha marcou importantes gols. Anotou o único tento na volta das quartas-de-final contra o Arsenal e não falhou na disputa de pênaltis na grande final, que acabou coroando o Bayern de Munique como grande campeão da Europa. A essa temporada se seguiram outras positivas, em que contribuiu com gols importantes para o Valencia, inclusive na Champions League. Sua qualidade acabou despertando o interesse da Roma, para onde partiu por empréstimo em 2003. Na capital italiana, teve passagem discreta. Rumou para o Besiktas, da Turquia, onde fez sólida temporada que o credenciou a uma volta às maiores ligas. Foi para o Lyon, fazendo temporada competente na França, conquistando o título nacional e atraindo a atenção de clubes da Premier League. Foi justamente a Grã-Bretanha o próximo destino de Carew. No começo de 2007, foi envolvido, junto a Milan Baros, em uma troca entre o time de Juninho Pernambucano e o Aston Villa. Ficou até 2011 no clube, onde fez bom trabalho quando teve oportunidades, mas não pôde desempenhar melhor ou mais continuamente por causa de lesões. De lá, teve duas curtas passagens por Stoke City e West Ham, também marcadas por bons jogos alternados com limitações físicas. Aposentou-se pelos Hammers em 2013. Por que jogava de terno? Apesar do bom nível técnico, Carew não fugia ao padrão do futebol nórdico. Executava com maestria a função de pivô e se destacava pela imponente presença na área adversária. Além do excelente cabeceio, era competente finalizador tanto com a canhota como com sua perna boa, a direita. Por conta da inteligência tática, Carew também podia dar assistências e abrir espaços para a penetração de companheiros. Centroavante perigoso que era certeza de bola na rede quando mal marcado. Marcou época no futebol norueguês. 👤 John Alieu Carew 👶 5 de setembro de 1979 (37 anos) 🏠 Norueguês 👕 Valerenga (NOR), Rosenborg (NOR), Valencia (ESP), Roma (ITA), Besiktas (TUR), Lyon (FRA), Aston Villa (ING), Stoke City (ING), West Ham (ING) e Seleção Norueguesa. 🏆 Copa da Noruega 1997 (Valerenga); Campeonato Norueguês 1999 (Rosenborg); Campeonato Espanhol 2001/02 (Valencia); Campeonato Francês 2005/06 (Lyon). 👑 Artilheiro da Copa da Inglaterra 2009/10 (Aston Villa) e melhor jogador norueguês dos anos 2005, 07 e 08. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,0) #Atacante #SeleçãoNorueguesa #Valencia #Roma #Besiktas #Lyon #AstonVilla #WestHam









