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  • Respeito ao torcedor online

    O Joga de Terno está prestes a completar 500 textos publicados. Há mais de um ano no ar a cada novo texto nos firmamos na internet como um dos maiores almanaques de futebol da internet brasileira. Nosso trabalho sempre foi pautado na qualidade do conteúdo e pesquisa para trazer para nosso site e redes sociais histórias de personagens e clubes que fazem parte do esporte predileto dos brasileiros. Guiamos nosso trabalho de uma maneira séria e sempre respeitando o torcedor. Essas páginas de humor, que fazem sucesso nas redes, também têm seu valor, afinal futebol é diversão e rir dele faz parte. Mas, muitas vezes, não trazem o debate necessário que precisamos no meio de "decretos" e "descubras". Por isso hoje, no Boteco JDT, vamos indicar 4 páginas do Facebook que fazem esse trabalho, cada uma à sua maneira. RESPEITO FUTEBOL CLUBE A identidade de um torcedor diz muito sobre a identidade de seu povo. Aquilo que é feito e dito dentro de campo, muitas vezes, é reflexo de como a sociedade se comporta fora dele. Por isso o RFC traz à tona assuntos que precisam ser debatidos e que muitas vezes são negligenciados por nós mesmos. Por que a mulher enfrenta tanta dificuldade no futebol? Por que ainda hoje os negros têm que ouvir insultos racistas da arquibancada? E o que dizer dos gays que se "arriscam" a jogar futebol profissionalmente? Como lidar com tudo isso? Existe solução para tanta intolerância? É isso que você vai encontrar na página que reúne o melhor da internet na busca por igualdade. SEM FIRULAS Como eles mesmos descrevem em seu site é um "coletivo formado por apaixonados pelo futebol. Abordamos o universo da bola com profundidade e relevância, a partir de conteúdos que buscam extrapolar o jogo e as quatro linhas." Aqui você vai encontrar fotos raras e o resgate do saudosismo saudável do futebol e a discussão inevitável que une futebol e política. ÚLTIMA DIVISÃO O nome já é autoexplicativo. A galera do UD se dedica a cobrir aqueles times que pouco aparecem na mídia convencional. Aqueles cuja folha salarial às vezes não ultrapassa o salário de um craque da série A, que não vão jogar na casa do adversário em voo fretado e chegando lá não encontram arenas modernas e vestiários climatizados. No último levantamento da CBF, feito este ano, existem 662 clubes profissionais registrados. Desses, quantos você conhece? IMORTAIS DO FUTEBOL O Imortais é uma das páginas que mais se assemelha ao conteúdo produzido pelo Joga de Terno. Mas eles não são nossos concorrentes, são nossos parceiros, afinal a ideia aqui é celebrar e valorizar quem produz conteúdo de qualidade na internet. E isso eles fazem bem. Craques do passado e do presente, clubes que fizeram histórias e levantaram títulos e outros conteúdos muito bem trabalhados com amplo material de pesquisa você encontra lá. Recentemente eles reformularam o site por completo, tá mais intuitivo e visualmente muito bonito. Vale a pena conferir E você, classudo? Conhece alguma outra página que você gosta com conteúdo de qualidade? Coloca aí nos comentários. Nesse mar de informação chamado internet ainda existem muitas outras páginas e sites que poderíamos citar aqui. Por isso pretendemos fazer em breve a parte 2.

  • I love this game

    Nos últimos meses o classudo de hoje vem chamando a atenção fora dos gramados, com sua carreira se encaminhando para o fim, Evra vem se destacando com publicações no Instagram. Com conteúdos além do futebol e incluindo alguns em português e dançando Funk. Mas não foi sua habilidade em dar “sarrada no ar” que o credenciou a estar aqui, e sim sua carreira repletas de títulos. Evra começou a carreira nas categorias de base como atacante jogando nas ruas, e foi levado para um clube por um amigo que disse para o técnico que estava levando para ele o “novo Romário”. A baixa estatura fez com que ele não passasse na maioria dos testes. Pouco tempo depois seguindo o conselho de alguns amigos, passou a jogar como lateral. Jogando pelo Manchester United Evra viveu bons momentos como um tricampeonato do Campeonato Inglês entre 2007 e 2009 e a Liga dos Campeões de 2008. E sofreu com alguns casos de ofensas racistas, o mais comentado foi com Luis Suárez, na época atacante do Liverpool. No entanto, antes das ofensas de Suárez, Evra teria o xingado também, dizendo: "Sou europeu. Sou francês. Sou melhor que você, seu sul-americano sujo!". Evra é um dos grandes ídolos da história recente do Manchester United. Saiu depois de 8 anos e quase 400 partidas. Patrick marcou uma época na seleção francesa também, uma boa passagem, apesar de ter sido sem um título. Um currículo com duas Copas do Mundo, e com três Euro’s merece todo respeito. Atualmente no Olympique de Marseille, o Evra vem chamando atenção também fora dos gramados, um Evra mais “solto”, diferente daquele jogador tímido e sério de outros anos. Com direito a sarrada ao som de MC Kevinho, e outro vídeo ao som de Embrazando, este é o Evra que vem conquistando os brasileiros nas redes sociais. Por que joga de terno? Evra era, hoje em final de carreira não tanto, muito bom no apoio e cumpria bem o papel defensivo, fazia o simples em campo, e sua regularidade chamava bastante atenção. 👤 Patrice Latyr Evra 👶 15 de maio de 1981 (36 anos) 🏠 Frânces 👕 Marsala, Monza, Nice, Monaco, Manchester United, Juventus, Olympique de Marseille, Seleção Francesa 🏆 Campeonato Inglês 07, 08, 09, 11, 13, Liga dos Campeões da UEFA 08, Mundial de Clubes 08 (Manchester United); Campeonato Italiano 15 e 16 (Juventus) 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,1) #ManchesterUnited #Juventus #Olympique #SeleçãoFrancesa #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014

  • Diguinho's

    Chegar na elite do futebol brasileiro é o sonho de qualquer jogador. Ganha fama, o salário aumenta e aí dá pra realizar aqueles sonhos de menino boleiro: dar sustento pra família e ainda comprar um carro importado, roupas de grife e relógios caros. Diguinho conseguiu esse feito - para poucos - e não poupa esforços - e dinheiro - quando o assunto é andar bem arrumado, mérito de seu esforço e competência em campo. Se pudesse entraria em campo de terno, literalmente. Mas o outro "terno", aquele com número nas costas que entorta o varal ele chegou a vestir mesmo. Mais de um. Por isso ele está aqui hoje. Diguinho ou Rodrigo Oliveira de Bittencourt é gaúcho de nascimento e começou a carreira em pequenos clubes do estado até se transferir para o Mogi Mirim, de São Paulo, ainda sem muito destaque. Ele só viu sua carreira deslanchar quando, em 2005, desembarcou no Rio de Janeiro para defender as cores do Botafogo. Ali sim viu sua vida mudar - e o guarda-roupas também. Teve um começo difícil no clube ao lidar com algumas contusões mas em 2006 conquistou o primeiro título de sua carreira ao vencer o Campeonato Carioca de 2006. Em 2007, com o ótimo time montado em General Severiano, Diguinho subiu de produção e se firmou ainda mais na titularidade do Fogão e nos cantos da torcida. Em 2009 assinou com o Fluminense como uma contratação de peso. Só que, desta vez, o time encontrado lá não era dos melhores. Lutando para não cair para a série B, Diguinho ainda enfrentava as críticas da torcida que o acusavam de ser visto frequentemente na "vida noturna", fato que ele nunca negou. O clima nas Laranjeiras ficou tão pesado que torcedores de uma torcida organizada chegaram a invadir o treino para cobrar os jogadores mais disposição em campo. Um deles chegou a agredir Diguinho. Sem se deixar abalar pelas críticas e se recuperando de uma forte tuberculose que quase o fez abandonar os gramados conseguiu ajudar a equipe evitar um rebaixamento quase certo, depois de ser apontado com 99% de chances de cair. Diguinho, inclusive, foi um dos pilares para a surpreendente arrancada tricolor. E ela continuou no ano seguinte. Depois de uma temporada para esquecer, com direito a um vice-campeonato da Sulamericana perdida para a LDU, Diguinho agora estava numa boa com a torcida, e ela com o time. Viveu ali o melhor momento de sua carreira quando viu o Fluminense, outrora fortíssimo candidato ao rebaixamento, ser campeão brasileiro. Diguinho, agora, vestia de verdade um terno a serviço do Fluminense na festa da CBF para celebrar o campeão brasileiro de 2010. Ainda permaneceu no clube por mais algumas temporadas, mas após a saída da Unimed, que pagava diretamente os salários de alguns jogadores - entre eles Diguinho - o clube teve que adotar uma nova filosofia de contratações, que impediram o jogador de permanecer no clube devido ao alto salário. Saiu em 2014. Para quem há 10 anos ainda ganhava o suficiente para se manter na profissão, agora o problema era justamente por ganhar demais. Particularidades de um esporte acostumado a altas cifras. Diguinho ainda chegou a vestir outro importante terno do futebol carioca. No Vasco não teve o mesmo destaque que nos rivais, mas dessa vez a idade já pesava (na época tinha 32 anos) e o ritmo dos treinamentos já não era mais o mesmo. Saiu em 2016 (sem deixar saudades) e atualmente está sem clube Por que joga de terno? Diguinho é um volante agressivo que sabe sair jogando para armar as jogadas, ainda que sem muitas técnica é valente e briga muito em campo. Jogador com passagens marcantes por Botafogo e Fluminense, também chamava atenção fora de campo, seja pelo histórico de confusões ou seu estilo baladeiro, vaidoso e extrovertido. Atualmente você não vai vê-lo em campo, está sem clube desde que rescindiu com o Vasco. Com 34 anos ainda tem idade para jogar por mais algumas temporadas. Por enquanto é mais fácil você encontrá-lo em alguma praia do Rio de Janeiro "combinando camisa com bermuda, tênis maneiro, bonezinho para dar uma diferenciada" palavras do próprio. 👤 Rodrigo Oliveira de Bittencourt 👶 20 de março de 1983 (34 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro-RS, Ulbra, Mogi-Mirim, Botafogo, Fluminense e Vasco 🏆Campeonato Carioca 06 (Botafogo); Campeonato Brasileiro 10 e 12, Campeonato Carioca 12 (Fluminense) e Campeonato Carioca 16 (Vasco) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) #Botafogo #Fluminense #Vasco #Brasil #Volante

  • O carrasco

    A história do Ceará Sporting Club pode ser dividida em dois momentos: antes e depois da chegada de Sérgio Alves de Lima, mais conhecido como “o carrasco”. E o apelido não é atoa. Com o terno alvinegro o atacante anotou 150 gols, sendo 23 deles em clássicos contra o Fortaleza, maior rival do Vozão. O classudo marcou época entre os anos 90 e 2000 e hoje é quem desfila no tapete verde doJdT. A carreira de Sérgio Alves começou nas categorias de base do Sport, em Pernambuco, mas as primeiras atuações de destaque aconteceram alguns anos depois, quando defendeu as cores do Central de Caruaru. As boas aparições do atacante no Campeonato Pernambucano chamaram a atenção do Ceará e em julho de 1992 foi contratado pelo clube alvinegro. A história de Sérgio Alves com o Vozão é cheia de idas e vindas (ao todo foram cinco passagens), mas também cheia de momentos históricos. O classudo foi um dos responsáveis pela melhor campanha do Ceará na Copa do Brasil, quando a equipe chegou na final contra o Grêmio em 1994. Outro grande momento de Sérgio Alves foi durante a série B do Brasileirão em 2001. O atacante foi o artilheiro da competição e ainda alcançou um feito jamais esquecido: naquele ano ninguém marcou mais gols que ele no nosso país. Ao todo balançou as redes 41 vezes. Sérgio Alves tornou-se uma lenda do estádio Presidente Vargas e também fez parte da equipe alvinegra que garantiu o acesso à série A do Campeonato Brasileiro em 2009, quebrando um jejum de 16 anos. Sérgio Alves também fez sucesso em outras equipes do Nordeste. Durante suas passagens pelo ABC de Natal, consagrou-se o maior artilheiro da história do futebol do Rio Grande do Norte, além ter mantido sua fama de carrasco em clássicos, marcando gols em todos os jogos contra o rival América. Na Bahia também cravou o seu nome. Com o terno tricolor foi campeão da Copa do Nordeste em 2002, justamente contra o Vitória. Por que jogava de terno? O classudo foi um centroavante matador, daqueles com legítimo faro de gol. Era habilidoso com a bola nos pés e inteligente no seu posicionamento dentro da área. Grande ídolo das torcidas do Ceará e do ABC, virou lenda no futebol nordestino e foi o tipo de jogador capaz de fazer um estádio inteiro gritar o seu nome. 👤 Sérgio Alves de Lima 👶 23 de abril de 1970 (47 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Sport, Central de Caruaru, Ceará, Sion- SUI, Joinville, ABC, Fluminense, Santa Cruz, Bahia, Ponte Preta, Guarani, CRB, Ferroviário, Salgueiro e Gurany de Sobral. 🏆 Campeonato Cearense 93, 96, 97 e 2002 (Ceará), Campeonato Potiguar 98, 99 e 00 (ABC de Natal), Copa do Nordeste 02 (Bahia). 👑 Artilheiro do Brasileirão Série B 01, artilheiro da Copa do Nordeste 02. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,0) #Atacante #Bahia #ABC #Ceará #Brasil

  • O motorzinho sérvio

    Uma das maiores estrelas recentes da Sérvia, o perfilado de hoje do JdT desfilou seu futebol vistoso durante anos no Calcio. Com os ternos de Lazio e Inter de Milão, Dejan Stankovic conquistou a Itália, a Europa e o mundo. Polivalente e detentor de refinada técnica, ‘Deki’ foi protagonista de grandes honrarias laziales e nerazzurris. Marcado pela versatilidade, bons passes e poderoso chute de longa distância, Stankovic fez história no esporte. O início dessa carreira vitoriosa foi no Estrela Vermelha de Belgrado, um dos maiores times da Sérvia. A estreia profissional veio na temporada 1994/95, quando Dejan tinha apenas 16 anos. O resultado prenunciaria a regra da trajetória do sérvio: título nacional. Nos períodos seguintes, Deki se consolidou como titular e ídolo, tornando-se capitão da equipe com apenas 19 anos. O talento não foi ignorado pela então seleção da Iugoslávia, que o convocou pela primeira vez em 1998. Foi à Copa do Mundo daquele ano e, após mostrar seu futebol a espectadores de todos os cantos, transferiu-se para a Lazio. Na capital italiana, Stankovic experimentou seu primeiro período de sucesso estelar. Apesar da concorrência num ótimo elenco laziale, firmou-se como titular absoluto. Integrando um pesadíssimo meio-campo com Simeone, Verón e Nedved, reinou na Velha Bota e conquistou a Copa Itália e o campeonato italiano de 1999/00, entre outros títulos. A isso se seguiram mais quatro temporadas e meia de bom futebol pela Lazio, que renderam-no o apelido de ‘Il Dragone’ (o dragão). No começo de 2004, a iminente chegada de Roberto Mancini, ex-companheiro de Lazio, ao comando técnico da Internazionale, pesou na escolha de Dejan pelos nerazzurri, após muitas especulações naquela janela de transferências. A equipe azul de Roma passava por maus bocados e precisava fazer caixa, e assim Deki deu o maior passo de sua carreira em direção a Milão. Na capital mundial da moda, Stankovic ampliou exponencialmente sua sala de troféus e jogou o seu melhor futebol. O Giuseppe Meazza seria a casa do sérvio até o final de sua trajetória, em 2013. Durante esses nove anos, Il Dragone sempre foi importante. Nos primeiros anos foi titular incontestável e se firmou como ídolo. O primeiro troféu veio em 2005, a Copa Itália. Na temporada seguinte, Stankovic jogou muito, conquistando o prêmio de melhor jogador sérvio de 2006. Nesse ano, veio outra honraria, dessa vez coletiva: ainda que herdado pelo Calciopoli que rebaixou a Juventus, o campeonato italiano daquela temporada seria moralmente legitimado nos anos seguintes com um verdadeiro império interista. Antes disso, Dejan jogou sua segunda Copa do Mundo, dessa vez pela seleção da Sérvia e Montenegro. Nas quatro temporadas seguintes, vieram mais quatro títulos italianos, e outra infinidade de copas. A maior delas na mítica temporada de 2009/10. Foi nesse período que o sérvio perdeu a titularidade absoluta, mas continuou contribuindo à equipe, sempre entrando durante as partidas. Naquela mágica squadra interista, vista com desconfiança após a saída de nomes como Ibrahimovic, Figo e Adriano, Stankovic conquistou seu maior título: a Liga dos Campeões. Ao lado de Sneijder, Milito, Eto’o, Cambiasso, Maicon, Lucio e o eterno capitão Zanetti, Deki levantou a orelhuda que consagrou a temporada da tríplice coroa (campeonato e copa nacionais já tinham sido conquistados). Aquele 2010 ainda reservaria outro prazer a Stankovic: a disputa da sua terceira Copa do Mundo, dessa vez pela seleção da Sérvia. No ano seguinte, o capitão se aposentaria da equipe, pela qual ostenta o recorde de mais partidas disputadas, com 103 jogos. Naquela temporada vieram os últimos títulos por aquela já decadente Inter: o Mundial de Clubes e a Copa Itália. Stankovic ainda jogaria mais duas temporadas pelo time, pelo qual se aposentou em 2013, com direito a partida de despedida também pela seleção. Hoje, trabalha para a Inter, após temporada como auxiliar da Udinese. Por que jogava de terno? Meio-campista completo, o sérvio podia executar qualquer papel na meia cancha. Desde o primeiro volante à função de 10, passando pelas laterais, Stankovic fazia com sobra. Ao passo que era dedicado, com bom fôlego e competente marcação, o meia dominava todos os fundamentos e se destacava pela técnica. Passe preciso, seja longo ou curto, visão de jogo e excelente finalização de longe - que rendeu verdadeiras pinturas - eram marcas registradas. Deki era o legítimo líder polivalente que todo técnico pediu a Deus. 👤 Dejan Stankovic 👶 11 de setembro de 1978 (39 anos) 🏠 Sérvio 👕 Estrela Vermelha (SER), Lazio (ITA), Internazionale (ITA) e Seleções Iugoslava, da Sérvia e Montenegro e da Sérvia. 🏆 Campeonato Iugoslavo 1994/95, Copa da Iugoslávia 1994/95, 1995/95 e 1996/97 (Estrela Vermelha); Campeonato Italiano 1999/00 e Copa da Itália 1999/00 (Lazio); Copa da Itália 2004/05, 2005/06, 2009/10 e 2010/11, Campeonato Italiano 2005/06, 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2009/10, Liga dos Campeões 2009/10 e Mundial de Clubes 2011 (Inter). 👑 Jogador Sérvio do Ano 2006 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,2) #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #SeleçãoIugoslava #Internazionale #Lazio #EstrelaVermelha #Meia

  • Beckham Brasileiro

    Hoje em dia o futebol não se resume apenas à bola rolando dentro das quatro linhas. Jogadores não preocupam só em fazer o seu melhor quando vestem a camisa de seus clubes, o marketing faz parte do manual do boleiro atualmente. Mas muito antes das altas cifras tomarem o futebol e o marketing, um certo Beckham surgia nos gramados do Brasil. Rodrigo Juliano Lopes de Almeida, mais conhecido no mundo do futebol como Rodrigo Beckham, começou sua carreira como jogador na Portuguesa Santista. Mas em um curto período de tempo teve passagens pelo Guarani e pelo Gama. Rodrigo era um meia-esquerda, possuía até uma certa qualidade com os arremates fortes de fora da área, essas credenciais o levaram até o Botafogo, onde viveu um dos melhores momentos de sua carreira. Pelo Glorioso foi artilheiro do clube nas edições do Campeonato Brasileiro de 2000 e 2001, época que fora cogitado para a Seleção Brasileira. Pura cogitação. Os gols marcados nestas edições do Brasileirão o levaram ao Atlético Mineiro. Pelo Galo, Rodrigo começou a ser comparado com o inglês David Beckham, não pelo futebol e sim pela aparência. Quando estava embalando em Minas, esionou-se num clássico contra o Cruzeiro, lesão que praticamente minaria suas chances de deslanchar no futebol. Ainda assim teve uma rápida passagem pelo Everton da Inglaterra, infelizmente não conseguiu demonstrar o futebol de outrora graças a lesão em seu joelho, Rodrigo passou por cirurgia e tratamentos para curar a lesão, mas os médicos do clube inglês não sabiam como detectar o problema do atleta. Após a passagem frustrada pela Inglaterra, Rodrigo voltou ao Brasil para defender o Corinthians. No Parque São Jorge, começou a tirar proveito do apelido, e suas aparições em programas de TV e desfiles de moda já eram frequentes em São Paulo. Ainda passou por clubes Paraná, Atlético-PR, Boavista, Vasco da Gama e alguns outros, mas sem qualquer destaque. Rodrigo atualmente é treinador de futebol. Por que jogava de terno? Rodrigo era um bom jogador, tinha qualidade com a perna esquerda e sua principal qualidade era os chutes de fora da área. Infelizmente teve sua carreira prejudicada por uma grave lesão no joelho que o impediu de repetir as atuações que o projetaram para o cenário nacional. 👤 Rodrigo Juliano Lopes de Almeida 👶 8 de julho de 1976 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Portuguesa Santista, Guarani, Gama, Botafogo, Atlético Mineiro, Everton-ING, Corinthians, Juventude, Atlético Paranaense, Vasco da Gama, Boavista, Paraná, Boavista, Fortaleza e Red Bull Brasil. 🏆 Campeonato Brasileiro da Série B 98 (Gama). 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (4,8) #AtléticoMG #Botafogo #Meia

  • Terno de Linha #5 - Grêmio 97: O Grêmio que calou o Maracanã

    Todos sabem do poderoso esquadrão que o Grêmio montou na década de 90, uma das eras mais vitoriosas da história gremista. O elenco empilhou títulos, principalmente entre 94 e 97, quando venceu um Brasileiro, uma Libertadores e duas Copas do Brasil. Em maio de 2017 o Tri da copa completou 20 anos e é sobre este time campeão que falaremos hoje. No último dia 15, data em que o Grêmio completou 114 anos de história, o Joga de Terno falará do time que no longínquo ano de 1997 derrotou em uma final emocionante o Flamengo de Romário, Sávio e cia. e calou o Maracanã com mais de 95 mil pessoas. A campanha da equipe gremista na competição foi praticamente perfeita. Sagrou-se campeã de forma invicta, com 5 vitórias e 5 empates. A caminhada iniciou contra o Fortaleza, com duas vitórias na primeira fase. Ao avançar, o elenco tricolor fez uma reedição da final do brasileirão do ano anterior ao enfrentar a Portuguesa e vencer o primeiro jogo por 2 a 1 no Olímpico e depois empatar no Canindé por 1 a 1. A equipe ainda venceria, por duas vezes, o Vitória e avançaria para as semifinais, contra o Corinthians. Contra a equipe paulista foi uma vitória em São Paulo, por 2 a 1 e um empate em 1 a 1 em Porto Alegre. A final foi decidida em um intervalo de três dias com dois empates, zero a zero no Estádio Olímpico Monumental e 2 a 2 no Maracanã. O elenco, comandado pelo técnico Evaristo de Macedo, conquistava o seu quinto título de expressão em quatro anos. Após um empate sem gols no primeiro jogo, a equipe gaúcha entrou em campo precisando de um empate com gols para ser campeã. Contra o time gaúcho o repertório flamenguista de nunca ter perdido um título nacional jogando no maior estádio do mundo. O Grêmio não contava com Dinho, expulso na primeira partida. Mesmo não precisando correr atrás do placar, a equipe gaúcha inaugurou o marcador com o zagueiro Fabiano, logo aos 6 minutos de jogo. Os cariocas empataram a partida aos 30 minutos e, empurrados por sua torcida, viraram o jogo com Romário no final da primeira etapa. A festa rubro negra durou até os 34 minutos da etapa complementar, quando Carlos Miguel empatou a partida, calou o Maraca e deu o terceiro título para os gremistas. 👕 Time Base: Danrlei, Arce, Rivarola, Mauro Galvão, Roger, Dinho, Emerson, João Antônio, Carlos Miguel, Dauri e Paulo Nunes 🏆 Títulos conquistados: Copa do Brasil 1997 👤 Os principais classudos: Dinho, Emerson, Carlos Miguel e Paulo Nunes 📺 Jogos decisivos: Flamengo 2x2 Grêmio ⚽ Gol marcante: No segundo jogo da final Carlos Miguel, aos 34 minutos da etapa complementar, empata a partida e dá o título para os gaúchos #Grêmio

  • Terno de Linha #4 - São Paulo de 1942/43: Leônidas e a moeda que caiu em pé

    O São Paulo Futebol Clube foi fundado em 1930 em uma fusão do departamento de futebol do C.A Paulistano e o A.A Palmeiras (nada tem a ver com o atual Palmeiras). Ganhou seu primeiro título paulista logo em seguida no ano de 1931, e ficou no jejum durante dez anos. Nesse meio tempo e com o fim do C.A Paulistano que dominava o futebol paulista nos anos 10 e 20, surgiu como grandes forças no cenário estadual o Palestra Itália que se tornaria o atual Palmeiras em 1942 e o Corinthians. Esses dois clubes a partir de 1937 venceriam todos os campeonatos paulistas até 1943. Para desbancar as duas forças paulistas, em 1942 desembarcava na estação da Luz em São Paulo, o maior nome do futebol brasileiro daquele período, Leônidas da Silva. Vindo do Rio de Janeiro, onde atuava no Flamengo, Leônidas fora contratado pelo São Paulo por 200 mil contos de Réis na maior transação do futebol brasileiro até então. Segundo os jornais da época 10 mil pessoas acompanharam o craque brasileiro até a sede do clube que ficava na Rua Dom José de Barros, atrás do Teatro Municipal. Leônidas estrearia contra o Corinthians, no que é o maior público da história do Estádio do Pacaembu até os dias atuais, 72.078 pessoas presentes para um 3 x 3. Leônidas um pouco fora de forma e lento, seria chamado pelas torcidas rivais depois do jogo como o “Bonde de 200 contos”. Poucos dias depois, em jogo contra o ainda Palestra Itália, o narrador Geraldo José narraria assim: "De bicicleta!... De bicicleta meus amigos... Taí o bonde... O bonde de 200 contos fez o gol de bicicleta, o bonde de 200 contos fez o gol de bicicleta!". A famosa bicicleta de Leônidas jogava um balde de água fria nos críticos rivais e começava a mudar a história do São Paulo Futebol Clube. O título estadual bateu na trave aquele ano, em meio a uma arbitragem conturbada, processo político antes, durante e depois do jogo questionável dentro do clube e um jogo ruim do clube tricolor, o São Paulo perderia o título para o Palmeiras. (não se confunda, Palestra Itália mudou de nome durante o campeonato paulista de 42, devido a Decreto-Lei nacional que não permitia agremiações com nomes de países do eixo). Em 1943, antes do início do campeonato paulista, em reunião do conselho arbitral que definiria o regulamento da competição, surgiu o assunto de favoritismo entre os cartolas, quando um dos dirigentes afirmou que todo o campeonato não seria necessário ser feito. Para ele, o campeonato paulista poderia ser decidido pelo árbitro, somente jogando a moeda pra cima. Se desse cara, o campeão seria o Corinthians, coroa, seria o Palmeiras. - Mas e o São Paulo? - questionou Décio Pacheco, presidente do tricolor. - Só se a moeda cair em pé - responderam - E a Portuguesa? - questionou o dirigente da Lusa - Só se a moeda parar no ar. Foi o que bastava para o São Paulo correr atrás de reforços para o paulista. Trouxe Zezé Procópio, Noronha, Ruy, Zarzur e Sastre, que os rivais ironizavam de “Desastre” por sua idade avançada. Corinthians, Palmeiras e São Paulo disputaram ponto a ponto até as últimas rodadas do campeonato de pontos corridos. Em seus respectivos antepenúltimos jogos, Corinthians, líder, com trinta pontos, enfrentou o São Paulo, vice-líder, empatado com o Palmeiras, ambos com 28 pontos. O São Paulo venceu por 2 a 0, chegando aos mesmos trinta pontos do Corinthians e passando o Palmeiras. No jogo seguinte, venceu o Santos por 4 a 1, na Vila Belmiro, e ultrapassou o Corinthians, chegando aos 32 pontos. O Corinthians precisaria vencer seu penúltimo jogo para seguir acompanhando o São Paulo na liderança. Mas, perdeu por 3 a 1 o Derby Paulista, contra o Palmeiras, e estacionou nos trinta pontos. Na última rodada, o São Paulo é que enfrentaria o Palmeiras. Como o Corinthians venceu a sua última partida, se o Palmeiras vencesse, os três clubes ficariam empatados, com 32 pontos, e teriam de disputar o torneio-desempate. Aos seis minutos do Choque-Rei, Sastre contundiu-se e passou o resto do jogo fazendo número, pois à época não eram permitidas substituições. O São Paulo segurou o empate por 0 a 0 e ficou com a taça. Foi o ano em que "a moeda caiu em pé". Nos anos 40 o futebol não era o que é hoje, as equipes tradicionais atual começavam a ganhar dimensão fora de seus estados, o São Paulo era um recém nascido perto de todos outros clubes. Leônidas foi o craque que veio para estabilizar a marcar no cenário paulista e nacional, apesar do clube já ter uma grande torcida, herança do C.A Paulistano. A "moeda que caiu em pé" foi só um elemento que começou a dar áurea de 'clube da fé' a equipe do Morumbi, apelido que iria se estabilizar em histórias seguintes. O São Paulo comemorou sua vitória com uma passeata pela cidade, onde a frente tinha um carro alegórico com uma moeda gigante em pé. 🏆 Campeonato Paulista de 1943 👕 Time base: King; Piolim e Virgílio; Zezé Procópio, Zarzur e Noronha; Luizinho, Sastre, Leônidas da Silva, Remo Januzzi e Pardal. Técnico: Joreca. 👤 Os principais classudos: Zezé Procópio, Luizinho, Sastre e Leônidas da Silva 📺 Jogos decisivos: São Paulo 2 x 0 Corinthians, Santos 1 x 4 São Paulo e Palmeiras 0 x 0 São Paulo) ⚽ Gol de bicicleta do Leônidas em 1942 contra o Palestra Itália: #SãoPaulo

  • A promessa mais cara do mundo

    Em 1992, um ala se tornava o jogador mais caro do mundo ao assinar sua transferência para o AC Milan. A contratação de Gianluigi Lentini alavancou o negócio-futebol, gerou polêmica e se caracterizou por uma aposta em um talento que, por adversidades, acabou não se concretizando. Lentini chegou como celebridade ao Milan após atuações de destaque no Torino, com 16 gols em 81 jogos; e na Seleção Italiana. Despontou no futebol muito cedo e, na volta do Torino à séria A, já era uma das principais peças do time. Assim como nas primorosas campanhas do título da precursora da Liga dos Campeões, a Copa Mitropa; e ainda para chegar à final da extinta Copa da UEFA, depois de eliminar o Real Madrid nas semis em 92. Na sua primeira temporada pelo Diabo, participou de 30 jogos, marcando sete gols e tendo um papel preponderante na conquista do título italiano e da trajetória no campeonato e vice da Liga dos Campeões. A ala esquerda via o talento do jogador ambidestro despontar com facilidade, até que um acidente de carro provocou uma fratura no crânio e afastou Lentini dos gramados. O jogador ainda tentou se recuperar no clube milanês mas, sem atuações de destaques, foi transferido para o Atalanta na temporada de 96/97. Lá teve boa atuação que o levou de volta ao clube do coração, o Torino, onde ficou até 2000, com a estabilidade que permitiu seis gols em 93 jogos, sem sombra do brilho que fez dele um dia o mais caro do mundo. Atuou depois em equipes de menor expressão e amadoras até 2009, quando pendurou de fato as chuteiras. Por que jogava de terno? Lentini era a essência do futebol vistoso dos anos 80 para 90. Jogador de grande capacidade técnica e cruzamento, que poderia facilmente ter marcado uma era, se não fosse esse "se" que a vida possui. 👤 Gianluigi Lentini 👶 27 de março de 1969 (48 anos) 🏠 Italiano 👕 Torino, Ancona, Milan, Atalanta, Cosenza, Canelli, Saviglianese, Nicese e Seleção Italiana. 🏆 Copa Mitropa 91 (Torino); Campeonatos Italianos 92/93, 93/93, 95/96; Liga dos Campeões 93/94, Supercopa Uefa 94 (Milan). 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8,1) #Milan #SeleçãoItaliana #Meia

  • Estrela Solitária - Um brasileiro chamado Garrincha

    O livro "Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha" é tido como uma das melhores biografias já publicadas no Brasil. Através de 500 entrevistas com 170 pessoas, Ruy Castro destrincha a história de vida de Garrincha, um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, e o torna em um personagem de diversas faces e fases. Publicado em 1995, foi proibido de ser comercializado pela família de Garrincha durante mais de uma década por ser considerado muito "intenso". O livro venceu o Prêmio Jabuti, em 1996, na categoria de Livro do Ano de Não-Ficção e alcançou as principais colocações na classificação de vendas do mesmo ano. Engana-se quem pensa que a biografia se prende ao jogador Garrincha. Ele foi muito mais do que simplesmente um ídolo nacional. E Ruy Castro é bem hábil para tratar da narrativa de seu personagem: Garrincha é também o menino de pernas tortas e de infância pobre, é a criança com raízes indígenas e "incontrolável" perante aos olhos dos brancos, é também o desconhecido prodígio no meio de estrelas do mundo do futebol. Depois é o ídolo. E por fim, é o vilão que abandona toda sua família. As diversas mudanças na história da vida de Garrincha inquietam de tal forma que deixam a sensação de que ele fora personagem quase que folclórico de nosso país. É claro que o papel esportivo de Garrincha está bem evidente em todo o livro. Suas histórias cômicas de início de Botafogo, incluindo o suposto "baile" em Nilton Santos em seu primeiro treino, suas peripécias e também seu interminável talento estão presentes. Mais do que presentes. Em uma passagem do livro Ruy relata o quão Garrincha era desleixado com tudo (e principalmente com o futebol): em meio a Copa do Mundo de 1958 ele simplesmente chama o campeonato de "sem graça" e fala que a Taça Guanabara era muito mais "legal". Motivo? A Taça Guanabara tinha dois turnos. E a Copa do Mundo só uns "joguinhos". Vale a pena a leitura? "Estrela Solitária" é, sem dúvida alguma, uma das grandes biografias já escritas no Brasil. Para os admiradores do gênero, Ruy Castro é capaz de destrinchar a vida de Garrincha de ponta a ponta. Aos apaixonados pelo esporte e pelo próprio Garrincha, vale a sensação de conhecer o mito e o personagem rico de histórias grandiosas e de verdadeiros desastres. A leitura nos leva ao fascínio pelo grande jogador que foi e ao sentimento de impotência pelo que ocorreu depois de sua grande carreira. Ruy Castro e Garrincha formam uma verdadeira dupla dinâmica capaz de prender-nos na leitura do livro. Avaliação: ✏✏✏✏✏✏✏✏✏ (9,5) 📖 Estrela Solitária (536 páginas) 📝 Ruy Castro 📅 1995 📚 Companhia das Letras 💵 R$ 51,90 + frete (Saraiva) #Botafogo

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