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  • O carrasco

    A história do Ceará Sporting Club pode ser dividida em dois momentos: antes e depois da chegada de Sérgio Alves de Lima, mais conhecido como “o carrasco”. E o apelido não é atoa. Com o terno alvinegro o atacante anotou 150 gols, sendo 23 deles em clássicos contra o Fortaleza, maior rival do Vozão. O classudo marcou época entre os anos 90 e 2000 e hoje é quem desfila no tapete verde doJdT. A carreira de Sérgio Alves começou nas categorias de base do Sport, em Pernambuco, mas as primeiras atuações de destaque aconteceram alguns anos depois, quando defendeu as cores do Central de Caruaru. As boas aparições do atacante no Campeonato Pernambucano chamaram a atenção do Ceará e em julho de 1992 foi contratado pelo clube alvinegro. A história de Sérgio Alves com o Vozão é cheia de idas e vindas (ao todo foram cinco passagens), mas também cheia de momentos históricos. O classudo foi um dos responsáveis pela melhor campanha do Ceará na Copa do Brasil, quando a equipe chegou na final contra o Grêmio em 1994. Outro grande momento de Sérgio Alves foi durante a série B do Brasileirão em 2001. O atacante foi o artilheiro da competição e ainda alcançou um feito jamais esquecido: naquele ano ninguém marcou mais gols que ele no nosso país. Ao todo balançou as redes 41 vezes. Sérgio Alves tornou-se uma lenda do estádio Presidente Vargas e também fez parte da equipe alvinegra que garantiu o acesso à série A do Campeonato Brasileiro em 2009, quebrando um jejum de 16 anos. Sérgio Alves também fez sucesso em outras equipes do Nordeste. Durante suas passagens pelo ABC de Natal, consagrou-se o maior artilheiro da história do futebol do Rio Grande do Norte, além ter mantido sua fama de carrasco em clássicos, marcando gols em todos os jogos contra o rival América. Na Bahia também cravou o seu nome. Com o terno tricolor foi campeão da Copa do Nordeste em 2002, justamente contra o Vitória. Por que jogava de terno? O classudo foi um centroavante matador, daqueles com legítimo faro de gol. Era habilidoso com a bola nos pés e inteligente no seu posicionamento dentro da área. Grande ídolo das torcidas do Ceará e do ABC, virou lenda no futebol nordestino e foi o tipo de jogador capaz de fazer um estádio inteiro gritar o seu nome. 👤 Sérgio Alves de Lima 👶 23 de abril de 1970 (47 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Sport, Central de Caruaru, Ceará, Sion- SUI, Joinville, ABC, Fluminense, Santa Cruz, Bahia, Ponte Preta, Guarani, CRB, Ferroviário, Salgueiro e Gurany de Sobral. 🏆 Campeonato Cearense 93, 96, 97 e 2002 (Ceará), Campeonato Potiguar 98, 99 e 00 (ABC de Natal), Copa do Nordeste 02 (Bahia). 👑 Artilheiro do Brasileirão Série B 01, artilheiro da Copa do Nordeste 02. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,0) #Atacante #Bahia #ABC #Ceará #Brasil

  • O motorzinho sérvio

    Uma das maiores estrelas recentes da Sérvia, o perfilado de hoje do JdT desfilou seu futebol vistoso durante anos no Calcio. Com os ternos de Lazio e Inter de Milão, Dejan Stankovic conquistou a Itália, a Europa e o mundo. Polivalente e detentor de refinada técnica, ‘Deki’ foi protagonista de grandes honrarias laziales e nerazzurris. Marcado pela versatilidade, bons passes e poderoso chute de longa distância, Stankovic fez história no esporte. O início dessa carreira vitoriosa foi no Estrela Vermelha de Belgrado, um dos maiores times da Sérvia. A estreia profissional veio na temporada 1994/95, quando Dejan tinha apenas 16 anos. O resultado prenunciaria a regra da trajetória do sérvio: título nacional. Nos períodos seguintes, Deki se consolidou como titular e ídolo, tornando-se capitão da equipe com apenas 19 anos. O talento não foi ignorado pela então seleção da Iugoslávia, que o convocou pela primeira vez em 1998. Foi à Copa do Mundo daquele ano e, após mostrar seu futebol a espectadores de todos os cantos, transferiu-se para a Lazio. Na capital italiana, Stankovic experimentou seu primeiro período de sucesso estelar. Apesar da concorrência num ótimo elenco laziale, firmou-se como titular absoluto. Integrando um pesadíssimo meio-campo com Simeone, Verón e Nedved, reinou na Velha Bota e conquistou a Copa Itália e o campeonato italiano de 1999/00, entre outros títulos. A isso se seguiram mais quatro temporadas e meia de bom futebol pela Lazio, que renderam-no o apelido de ‘Il Dragone’ (o dragão). No começo de 2004, a iminente chegada de Roberto Mancini, ex-companheiro de Lazio, ao comando técnico da Internazionale, pesou na escolha de Dejan pelos nerazzurri, após muitas especulações naquela janela de transferências. A equipe azul de Roma passava por maus bocados e precisava fazer caixa, e assim Deki deu o maior passo de sua carreira em direção a Milão. Na capital mundial da moda, Stankovic ampliou exponencialmente sua sala de troféus e jogou o seu melhor futebol. O Giuseppe Meazza seria a casa do sérvio até o final de sua trajetória, em 2013. Durante esses nove anos, Il Dragone sempre foi importante. Nos primeiros anos foi titular incontestável e se firmou como ídolo. O primeiro troféu veio em 2005, a Copa Itália. Na temporada seguinte, Stankovic jogou muito, conquistando o prêmio de melhor jogador sérvio de 2006. Nesse ano, veio outra honraria, dessa vez coletiva: ainda que herdado pelo Calciopoli que rebaixou a Juventus, o campeonato italiano daquela temporada seria moralmente legitimado nos anos seguintes com um verdadeiro império interista. Antes disso, Dejan jogou sua segunda Copa do Mundo, dessa vez pela seleção da Sérvia e Montenegro. Nas quatro temporadas seguintes, vieram mais quatro títulos italianos, e outra infinidade de copas. A maior delas na mítica temporada de 2009/10. Foi nesse período que o sérvio perdeu a titularidade absoluta, mas continuou contribuindo à equipe, sempre entrando durante as partidas. Naquela mágica squadra interista, vista com desconfiança após a saída de nomes como Ibrahimovic, Figo e Adriano, Stankovic conquistou seu maior título: a Liga dos Campeões. Ao lado de Sneijder, Milito, Eto’o, Cambiasso, Maicon, Lucio e o eterno capitão Zanetti, Deki levantou a orelhuda que consagrou a temporada da tríplice coroa (campeonato e copa nacionais já tinham sido conquistados). Aquele 2010 ainda reservaria outro prazer a Stankovic: a disputa da sua terceira Copa do Mundo, dessa vez pela seleção da Sérvia. No ano seguinte, o capitão se aposentaria da equipe, pela qual ostenta o recorde de mais partidas disputadas, com 103 jogos. Naquela temporada vieram os últimos títulos por aquela já decadente Inter: o Mundial de Clubes e a Copa Itália. Stankovic ainda jogaria mais duas temporadas pelo time, pelo qual se aposentou em 2013, com direito a partida de despedida também pela seleção. Hoje, trabalha para a Inter, após temporada como auxiliar da Udinese. Por que jogava de terno? Meio-campista completo, o sérvio podia executar qualquer papel na meia cancha. Desde o primeiro volante à função de 10, passando pelas laterais, Stankovic fazia com sobra. Ao passo que era dedicado, com bom fôlego e competente marcação, o meia dominava todos os fundamentos e se destacava pela técnica. Passe preciso, seja longo ou curto, visão de jogo e excelente finalização de longe - que rendeu verdadeiras pinturas - eram marcas registradas. Deki era o legítimo líder polivalente que todo técnico pediu a Deus. 👤 Dejan Stankovic 👶 11 de setembro de 1978 (39 anos) 🏠 Sérvio 👕 Estrela Vermelha (SER), Lazio (ITA), Internazionale (ITA) e Seleções Iugoslava, da Sérvia e Montenegro e da Sérvia. 🏆 Campeonato Iugoslavo 1994/95, Copa da Iugoslávia 1994/95, 1995/95 e 1996/97 (Estrela Vermelha); Campeonato Italiano 1999/00 e Copa da Itália 1999/00 (Lazio); Copa da Itália 2004/05, 2005/06, 2009/10 e 2010/11, Campeonato Italiano 2005/06, 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2009/10, Liga dos Campeões 2009/10 e Mundial de Clubes 2011 (Inter). 👑 Jogador Sérvio do Ano 2006 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,2) #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #SeleçãoIugoslava #Internazionale #Lazio #EstrelaVermelha #Meia

  • Beckham Brasileiro

    Hoje em dia o futebol não se resume apenas à bola rolando dentro das quatro linhas. Jogadores não preocupam só em fazer o seu melhor quando vestem a camisa de seus clubes, o marketing faz parte do manual do boleiro atualmente. Mas muito antes das altas cifras tomarem o futebol e o marketing, um certo Beckham surgia nos gramados do Brasil. Rodrigo Juliano Lopes de Almeida, mais conhecido no mundo do futebol como Rodrigo Beckham, começou sua carreira como jogador na Portuguesa Santista. Mas em um curto período de tempo teve passagens pelo Guarani e pelo Gama. Rodrigo era um meia-esquerda, possuía até uma certa qualidade com os arremates fortes de fora da área, essas credenciais o levaram até o Botafogo, onde viveu um dos melhores momentos de sua carreira. Pelo Glorioso foi artilheiro do clube nas edições do Campeonato Brasileiro de 2000 e 2001, época que fora cogitado para a Seleção Brasileira. Pura cogitação. Os gols marcados nestas edições do Brasileirão o levaram ao Atlético Mineiro. Pelo Galo, Rodrigo começou a ser comparado com o inglês David Beckham, não pelo futebol e sim pela aparência. Quando estava embalando em Minas, esionou-se num clássico contra o Cruzeiro, lesão que praticamente minaria suas chances de deslanchar no futebol. Ainda assim teve uma rápida passagem pelo Everton da Inglaterra, infelizmente não conseguiu demonstrar o futebol de outrora graças a lesão em seu joelho, Rodrigo passou por cirurgia e tratamentos para curar a lesão, mas os médicos do clube inglês não sabiam como detectar o problema do atleta. Após a passagem frustrada pela Inglaterra, Rodrigo voltou ao Brasil para defender o Corinthians. No Parque São Jorge, começou a tirar proveito do apelido, e suas aparições em programas de TV e desfiles de moda já eram frequentes em São Paulo. Ainda passou por clubes Paraná, Atlético-PR, Boavista, Vasco da Gama e alguns outros, mas sem qualquer destaque. Rodrigo atualmente é treinador de futebol. Por que jogava de terno? Rodrigo era um bom jogador, tinha qualidade com a perna esquerda e sua principal qualidade era os chutes de fora da área. Infelizmente teve sua carreira prejudicada por uma grave lesão no joelho que o impediu de repetir as atuações que o projetaram para o cenário nacional. 👤 Rodrigo Juliano Lopes de Almeida 👶 8 de julho de 1976 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Portuguesa Santista, Guarani, Gama, Botafogo, Atlético Mineiro, Everton-ING, Corinthians, Juventude, Atlético Paranaense, Vasco da Gama, Boavista, Paraná, Boavista, Fortaleza e Red Bull Brasil. 🏆 Campeonato Brasileiro da Série B 98 (Gama). 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (4,8) #AtléticoMG #Botafogo #Meia

  • Terno de Linha #5 - Grêmio 97: O Grêmio que calou o Maracanã

    Todos sabem do poderoso esquadrão que o Grêmio montou na década de 90, uma das eras mais vitoriosas da história gremista. O elenco empilhou títulos, principalmente entre 94 e 97, quando venceu um Brasileiro, uma Libertadores e duas Copas do Brasil. Em maio de 2017 o Tri da copa completou 20 anos e é sobre este time campeão que falaremos hoje. No último dia 15, data em que o Grêmio completou 114 anos de história, o Joga de Terno falará do time que no longínquo ano de 1997 derrotou em uma final emocionante o Flamengo de Romário, Sávio e cia. e calou o Maracanã com mais de 95 mil pessoas. A campanha da equipe gremista na competição foi praticamente perfeita. Sagrou-se campeã de forma invicta, com 5 vitórias e 5 empates. A caminhada iniciou contra o Fortaleza, com duas vitórias na primeira fase. Ao avançar, o elenco tricolor fez uma reedição da final do brasileirão do ano anterior ao enfrentar a Portuguesa e vencer o primeiro jogo por 2 a 1 no Olímpico e depois empatar no Canindé por 1 a 1. A equipe ainda venceria, por duas vezes, o Vitória e avançaria para as semifinais, contra o Corinthians. Contra a equipe paulista foi uma vitória em São Paulo, por 2 a 1 e um empate em 1 a 1 em Porto Alegre. A final foi decidida em um intervalo de três dias com dois empates, zero a zero no Estádio Olímpico Monumental e 2 a 2 no Maracanã. O elenco, comandado pelo técnico Evaristo de Macedo, conquistava o seu quinto título de expressão em quatro anos. Após um empate sem gols no primeiro jogo, a equipe gaúcha entrou em campo precisando de um empate com gols para ser campeã. Contra o time gaúcho o repertório flamenguista de nunca ter perdido um título nacional jogando no maior estádio do mundo. O Grêmio não contava com Dinho, expulso na primeira partida. Mesmo não precisando correr atrás do placar, a equipe gaúcha inaugurou o marcador com o zagueiro Fabiano, logo aos 6 minutos de jogo. Os cariocas empataram a partida aos 30 minutos e, empurrados por sua torcida, viraram o jogo com Romário no final da primeira etapa. A festa rubro negra durou até os 34 minutos da etapa complementar, quando Carlos Miguel empatou a partida, calou o Maraca e deu o terceiro título para os gremistas. 👕 Time Base: Danrlei, Arce, Rivarola, Mauro Galvão, Roger, Dinho, Emerson, João Antônio, Carlos Miguel, Dauri e Paulo Nunes 🏆 Títulos conquistados: Copa do Brasil 1997 👤 Os principais classudos: Dinho, Emerson, Carlos Miguel e Paulo Nunes 📺 Jogos decisivos: Flamengo 2x2 Grêmio ⚽ Gol marcante: No segundo jogo da final Carlos Miguel, aos 34 minutos da etapa complementar, empata a partida e dá o título para os gaúchos #Grêmio

  • Terno de Linha #4 - São Paulo de 1942/43: Leônidas e a moeda que caiu em pé

    O São Paulo Futebol Clube foi fundado em 1930 em uma fusão do departamento de futebol do C.A Paulistano e o A.A Palmeiras (nada tem a ver com o atual Palmeiras). Ganhou seu primeiro título paulista logo em seguida no ano de 1931, e ficou no jejum durante dez anos. Nesse meio tempo e com o fim do C.A Paulistano que dominava o futebol paulista nos anos 10 e 20, surgiu como grandes forças no cenário estadual o Palestra Itália que se tornaria o atual Palmeiras em 1942 e o Corinthians. Esses dois clubes a partir de 1937 venceriam todos os campeonatos paulistas até 1943. Para desbancar as duas forças paulistas, em 1942 desembarcava na estação da Luz em São Paulo, o maior nome do futebol brasileiro daquele período, Leônidas da Silva. Vindo do Rio de Janeiro, onde atuava no Flamengo, Leônidas fora contratado pelo São Paulo por 200 mil contos de Réis na maior transação do futebol brasileiro até então. Segundo os jornais da época 10 mil pessoas acompanharam o craque brasileiro até a sede do clube que ficava na Rua Dom José de Barros, atrás do Teatro Municipal. Leônidas estrearia contra o Corinthians, no que é o maior público da história do Estádio do Pacaembu até os dias atuais, 72.078 pessoas presentes para um 3 x 3. Leônidas um pouco fora de forma e lento, seria chamado pelas torcidas rivais depois do jogo como o “Bonde de 200 contos”. Poucos dias depois, em jogo contra o ainda Palestra Itália, o narrador Geraldo José narraria assim: "De bicicleta!... De bicicleta meus amigos... Taí o bonde... O bonde de 200 contos fez o gol de bicicleta, o bonde de 200 contos fez o gol de bicicleta!". A famosa bicicleta de Leônidas jogava um balde de água fria nos críticos rivais e começava a mudar a história do São Paulo Futebol Clube. O título estadual bateu na trave aquele ano, em meio a uma arbitragem conturbada, processo político antes, durante e depois do jogo questionável dentro do clube e um jogo ruim do clube tricolor, o São Paulo perderia o título para o Palmeiras. (não se confunda, Palestra Itália mudou de nome durante o campeonato paulista de 42, devido a Decreto-Lei nacional que não permitia agremiações com nomes de países do eixo). Em 1943, antes do início do campeonato paulista, em reunião do conselho arbitral que definiria o regulamento da competição, surgiu o assunto de favoritismo entre os cartolas, quando um dos dirigentes afirmou que todo o campeonato não seria necessário ser feito. Para ele, o campeonato paulista poderia ser decidido pelo árbitro, somente jogando a moeda pra cima. Se desse cara, o campeão seria o Corinthians, coroa, seria o Palmeiras. - Mas e o São Paulo? - questionou Décio Pacheco, presidente do tricolor. - Só se a moeda cair em pé - responderam - E a Portuguesa? - questionou o dirigente da Lusa - Só se a moeda parar no ar. Foi o que bastava para o São Paulo correr atrás de reforços para o paulista. Trouxe Zezé Procópio, Noronha, Ruy, Zarzur e Sastre, que os rivais ironizavam de “Desastre” por sua idade avançada. Corinthians, Palmeiras e São Paulo disputaram ponto a ponto até as últimas rodadas do campeonato de pontos corridos. Em seus respectivos antepenúltimos jogos, Corinthians, líder, com trinta pontos, enfrentou o São Paulo, vice-líder, empatado com o Palmeiras, ambos com 28 pontos. O São Paulo venceu por 2 a 0, chegando aos mesmos trinta pontos do Corinthians e passando o Palmeiras. No jogo seguinte, venceu o Santos por 4 a 1, na Vila Belmiro, e ultrapassou o Corinthians, chegando aos 32 pontos. O Corinthians precisaria vencer seu penúltimo jogo para seguir acompanhando o São Paulo na liderança. Mas, perdeu por 3 a 1 o Derby Paulista, contra o Palmeiras, e estacionou nos trinta pontos. Na última rodada, o São Paulo é que enfrentaria o Palmeiras. Como o Corinthians venceu a sua última partida, se o Palmeiras vencesse, os três clubes ficariam empatados, com 32 pontos, e teriam de disputar o torneio-desempate. Aos seis minutos do Choque-Rei, Sastre contundiu-se e passou o resto do jogo fazendo número, pois à época não eram permitidas substituições. O São Paulo segurou o empate por 0 a 0 e ficou com a taça. Foi o ano em que "a moeda caiu em pé". Nos anos 40 o futebol não era o que é hoje, as equipes tradicionais atual começavam a ganhar dimensão fora de seus estados, o São Paulo era um recém nascido perto de todos outros clubes. Leônidas foi o craque que veio para estabilizar a marcar no cenário paulista e nacional, apesar do clube já ter uma grande torcida, herança do C.A Paulistano. A "moeda que caiu em pé" foi só um elemento que começou a dar áurea de 'clube da fé' a equipe do Morumbi, apelido que iria se estabilizar em histórias seguintes. O São Paulo comemorou sua vitória com uma passeata pela cidade, onde a frente tinha um carro alegórico com uma moeda gigante em pé. 🏆 Campeonato Paulista de 1943 👕 Time base: King; Piolim e Virgílio; Zezé Procópio, Zarzur e Noronha; Luizinho, Sastre, Leônidas da Silva, Remo Januzzi e Pardal. Técnico: Joreca. 👤 Os principais classudos: Zezé Procópio, Luizinho, Sastre e Leônidas da Silva 📺 Jogos decisivos: São Paulo 2 x 0 Corinthians, Santos 1 x 4 São Paulo e Palmeiras 0 x 0 São Paulo) ⚽ Gol de bicicleta do Leônidas em 1942 contra o Palestra Itália: #SãoPaulo

  • A promessa mais cara do mundo

    Em 1992, um ala se tornava o jogador mais caro do mundo ao assinar sua transferência para o AC Milan. A contratação de Gianluigi Lentini alavancou o negócio-futebol, gerou polêmica e se caracterizou por uma aposta em um talento que, por adversidades, acabou não se concretizando. Lentini chegou como celebridade ao Milan após atuações de destaque no Torino, com 16 gols em 81 jogos; e na Seleção Italiana. Despontou no futebol muito cedo e, na volta do Torino à séria A, já era uma das principais peças do time. Assim como nas primorosas campanhas do título da precursora da Liga dos Campeões, a Copa Mitropa; e ainda para chegar à final da extinta Copa da UEFA, depois de eliminar o Real Madrid nas semis em 92. Na sua primeira temporada pelo Diabo, participou de 30 jogos, marcando sete gols e tendo um papel preponderante na conquista do título italiano e da trajetória no campeonato e vice da Liga dos Campeões. A ala esquerda via o talento do jogador ambidestro despontar com facilidade, até que um acidente de carro provocou uma fratura no crânio e afastou Lentini dos gramados. O jogador ainda tentou se recuperar no clube milanês mas, sem atuações de destaques, foi transferido para o Atalanta na temporada de 96/97. Lá teve boa atuação que o levou de volta ao clube do coração, o Torino, onde ficou até 2000, com a estabilidade que permitiu seis gols em 93 jogos, sem sombra do brilho que fez dele um dia o mais caro do mundo. Atuou depois em equipes de menor expressão e amadoras até 2009, quando pendurou de fato as chuteiras. Por que jogava de terno? Lentini era a essência do futebol vistoso dos anos 80 para 90. Jogador de grande capacidade técnica e cruzamento, que poderia facilmente ter marcado uma era, se não fosse esse "se" que a vida possui. 👤 Gianluigi Lentini 👶 27 de março de 1969 (48 anos) 🏠 Italiano 👕 Torino, Ancona, Milan, Atalanta, Cosenza, Canelli, Saviglianese, Nicese e Seleção Italiana. 🏆 Copa Mitropa 91 (Torino); Campeonatos Italianos 92/93, 93/93, 95/96; Liga dos Campeões 93/94, Supercopa Uefa 94 (Milan). 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8,1) #Milan #SeleçãoItaliana #Meia

  • Estrela Solitária - Um brasileiro chamado Garrincha

    O livro "Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha" é tido como uma das melhores biografias já publicadas no Brasil. Através de 500 entrevistas com 170 pessoas, Ruy Castro destrincha a história de vida de Garrincha, um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, e o torna em um personagem de diversas faces e fases. Publicado em 1995, foi proibido de ser comercializado pela família de Garrincha durante mais de uma década por ser considerado muito "intenso". O livro venceu o Prêmio Jabuti, em 1996, na categoria de Livro do Ano de Não-Ficção e alcançou as principais colocações na classificação de vendas do mesmo ano. Engana-se quem pensa que a biografia se prende ao jogador Garrincha. Ele foi muito mais do que simplesmente um ídolo nacional. E Ruy Castro é bem hábil para tratar da narrativa de seu personagem: Garrincha é também o menino de pernas tortas e de infância pobre, é a criança com raízes indígenas e "incontrolável" perante aos olhos dos brancos, é também o desconhecido prodígio no meio de estrelas do mundo do futebol. Depois é o ídolo. E por fim, é o vilão que abandona toda sua família. As diversas mudanças na história da vida de Garrincha inquietam de tal forma que deixam a sensação de que ele fora personagem quase que folclórico de nosso país. É claro que o papel esportivo de Garrincha está bem evidente em todo o livro. Suas histórias cômicas de início de Botafogo, incluindo o suposto "baile" em Nilton Santos em seu primeiro treino, suas peripécias e também seu interminável talento estão presentes. Mais do que presentes. Em uma passagem do livro Ruy relata o quão Garrincha era desleixado com tudo (e principalmente com o futebol): em meio a Copa do Mundo de 1958 ele simplesmente chama o campeonato de "sem graça" e fala que a Taça Guanabara era muito mais "legal". Motivo? A Taça Guanabara tinha dois turnos. E a Copa do Mundo só uns "joguinhos". Vale a pena a leitura? "Estrela Solitária" é, sem dúvida alguma, uma das grandes biografias já escritas no Brasil. Para os admiradores do gênero, Ruy Castro é capaz de destrinchar a vida de Garrincha de ponta a ponta. Aos apaixonados pelo esporte e pelo próprio Garrincha, vale a sensação de conhecer o mito e o personagem rico de histórias grandiosas e de verdadeiros desastres. A leitura nos leva ao fascínio pelo grande jogador que foi e ao sentimento de impotência pelo que ocorreu depois de sua grande carreira. Ruy Castro e Garrincha formam uma verdadeira dupla dinâmica capaz de prender-nos na leitura do livro. Avaliação: ✏✏✏✏✏✏✏✏✏ (9,5) 📖 Estrela Solitária (536 páginas) 📝 Ruy Castro 📅 1995 📚 Companhia das Letras 💵 R$ 51,90 + frete (Saraiva) #Botafogo

  • Vermelho como sangue

    João Saldanha ou João Sem-Medo foi um personagem icônico no futebol brasileiro. Jornalista, escritor e treinador de futebol, fez história no Botafogo e na Seleção Brasileira. Mas ficou marcado nacionalmente por não aceitar ordens vindas diretas do governo militar na formação do seu elenco para a Copa do Mundo de 1970. Para ele era inaceitável a influência de Brasília dentro das quatro linhas. João não era para ser treinador, foi assessor do futebol do Botafogo e com a demissão de um técnico, foi convidado para assumir o time. Foi campeão carioca em 57. Nesse ano ele foi contra todas as previsões vindas das Laranjeiras, cujo presidente declarou ser inútil uma decisão, devida a superioridade de seu clube. Ledo engano, a estrela solitária aplicaria uma sonora goleada sobre o Fluminense por 6x2 no Maracanã, cinco gols de Paulo Valentim e um de Garrincha. No Botafogo Saldanha permaneceria até 1959. Saldanha voltaria às redações para se tornar comentarista esportivo. Não prosseguiu como técnico de futebol devido sua insatisfação com o controle do grupo, excursões e concentração. Sua personalidade não permitia estar em um lugar onde não tinha total liberdade para trabalho e isso iria lhe dar outros problemas no futuro. Em 1969 Saldanha voltaria a beira do gramado para ser técnico da seleção brasileira. No meio de uma crise de credibilidade devido a resultados desfavoráveis, João era o principal crítico da seleção como jornalista. Não demoraria muito para João Havelange jogar a responsabilidade para Saldanha e ao mesmo tempo calar um crítico. Conseguiu montar uma seleção com uma base de Santos, Botafogo e Cruzeiro, o melhor que tinha na época. Os resultados vieram, expressivos e marcantes para o mundo. Aquela seleção jogava por música. As eliminatórias prosseguiam e cada jogo que passava o Brasil se convencia que o Mundial poderia ser nosso. Treze meses se passaram e Saldanha se envolveu em uma briga com Médici, em especial após a insistência do presidente ao pedir para levar Dadá Maravilha a Copa do Mundo. Saldanha disse em Porto Alegre para a imprensa: “Quando ele formou o Ministério não me pediu opinião. Por isso não quero a opinião dele na hora de eu formar o meu time”. Afirmou depois que o General não aguentava mesmo é ver um comunista à frente da seleção. Saldanha assistiria sua seleção ser campeã no México em 1970 sob o comando de Zagallo. Mas não ficou calado, além de criticar técnicos e jogadores por esquemas táticos, falta de habilidade e confusões... Ainda conseguiria denunciar esquemas de corrupções nas federações e clubes, fazendo política a favor do futebol. Por que treinava de terno? João Sem-medo não tinha papa na língua. Caso tenha curiosidade, assista a entrevista dele ao programa Roda Viva da TV Cultura em 1987, um clássico da TV brasileira. Engraçado e rabugento, um homem de seu tempo que amava o futebol-arte e não aceitava de maneira alguma que seus times jogassem na defensiva. Nos anos 70 já criticava a europeização do nosso futebol. Sorte dele que não viu a Copa de 2010 e 2014 👤 João Alves Jobim Saldanha 👶 3 de julho de 1917, faleceu em 12 de julho de 1990, aos 73 anos 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo e Seleção Brasileira 🏆 (principal) Campeonato Carioca 57 (Botafogo) 👑 Sem premiações Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7) #Botafogo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Técnico

  • Homem gol é Peyroteo

    Hoje no Joga de Terno nós vamos conhecer o maior goleador em média de gols da história do futebol mundial. Não é Pelé, Messi ou qualquer outro que você ouse pensar. Esse jogador é português, da era pré-Eusébio. Para os brasileiros um desconhecido, mas para os portugueses é um ícone, sendo idolatrado pela torcida do Sporting. O nome dele é Fernando Baptista de Seixas de Vasconcelos Peyroteo, nascido na atual Angola, na época uma colônia portuguesa africana, a África Ocidental Portuguesa. Ora pois! Esse goleador chegou ao Sporting aos 19 anos de idade para criar uma história fantástica dentro do clube. Chamando atenção desde sua chegada por ter dispensado as negocições das bases salariais para sua atuação no clube. O motivo era que valia mais sua vontade e principalmente a honra de sua palavra. Fechou com o clube branco e verde da capital, deixando uma boa proposta do Porto de lado. Em sua primeira temporada pela equipe em setembro de 37, o Sporting venceria o Benfica por 5 a 3 com dois gols de sua autoria. Com a camisa leonina foi campeão português já no mesmo ano. Ganhar o Campeonato nacional passaria ser uma rotina para ele e seus companheiros. Foram 10 nacionais, repartido em taças e campeonatos durante toda sua curta carreira de somente 11 temporadas. Um dos jogos mais memóraveis de Peyroteo foi a decisão da Taça de Portugal de 1948. Em estado febril na noite anterior o jogador não tinha certeza se iria atuar naquela partida. Os leões precisavam de 3 gols de diferença na casa do time do Benfica. O clube da águia tinha total vantagem no confronto. Mas não contava com a grande atuação de Peyroteo, que recuperado da febre destruiu a partida. Marcou quatro gols e deu o título de 48 ao clube verde e branco. Peyroteo foi o jogador que mais fez gols na história do campeonato lusitano alcançando 332 tentos. Chegou a marcar 9 gols contra a equipe do Leça no ano de 42, um recorde de gols marcados por um só jogador em uma única partida em seu país. Contra os rivais do Sporting passeou, e até hoje é o maior goleador da história nos clássicos contra Benfica (64 gols em 55 jogos) e Porto (33 gols em 32 jogos). Por que jogou de terno? Olha esses números, imagine você ter um jogador com essa quantidade de gols em cima de um rival? Ou ser o maior goleador em média da história dos campeonatos nacionais? Mais que isso, ser o maior goleador em média da história do futebol mundial. Pois é, Peyroteo causa inveja em qualquer goleador que já se criou nesse mundo. Nosso português de hoje não foi só mais um, foi o cara de uma geração que é bem esquecida entre os fãs do futebol. Geração essa que fazemos questão de trazer para o Joga de terno. 👤 Fernando Baptista de Seixas de Vasconcelos Peyroteo 👶 10 de Março de 1918 🏠 Português (África Ocidental Portuguesa atual Angola) 👕 Sporting, Os Belenenses e Seleção Portuguesa 🏆 Campeonato Português 40/41, 43/44, 46/47, 47/48, 48/49; Taça de Portugal 37/38, 40/41, 44/45, 45/46, 47/48. 👑 Maior artilheiro da história do Campeonato Português: 331 gols em 197 jogos (média de 1,68 gols por jogo) Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9) #Sporting #SeleçãoPortuguesa #Atacante

  • A artilheira mil em uma

    A classuda de hoje tem em sua história a mistura que o futebol aprecia. Filha de pai camaronês e mãe francesa, Célia Sasic, que antes era Célia Okoyino da Mbabi, optou pela nacionalidade alemã para se tornar um símbolo do futebol feminino no país. Célia foi parte importante do desenvolvimento do esporte na Alemanha durante onze anos jogando em campeonatos nacionais e pela seleção principal. Ela atua desde 2010 como a embaixadora da integração e como assistente para o desenvolvimento do futebol feminino na Federação Alemã de Futebol, uma bandeira que a entidade tem utilizado: o esporte como forma de união entre os povos. Também não é para menos, ela foi a segunda jogadora mais jovem a entrar para a seleção principal, com 16 anos em 2005. Entre os títulos conquistados, estão a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 e duas Eurocopas, somados à Chuteira de Ouro da Copa do Mundo de 2015, quando levou a artilharia na edição disputada no Canadá depois ter ficado de fora do elenco campeão mundial em 2008 por conta de lesão. E 2015 foi mesmo o ano de Sasic. A meia atacante do Frankfurt que já era artilheira da Frauen Bundesliga na temporada 2013/14 com 21 gols, fechou a de 2014/15 como a maior marcadora com 20 gols. E foi também campeã da Uefa Women´s Champions League, marcando 14 gols no torneio. Ao todo, a jogadora registra 63 gols em 111 jogos pela seleção alemã e 139 gols em 176 partidas pelos clubes que atuou. Naquele mesmo ano, no auge de sua carreira, a jogadora resolveu se aposentar e se dedicar a outros projetos como os estudos, a família e a representação na Federação Alemã. Por que jogava de terno? Célia Sasic poderia ter acrescentado facilmente Artilharia em seu sobrenome quando o trocou. Sua agilidade e objetividade eram os combustíveis para as jogadas precisas e eficientes que protagonizava. 👤 Célia Šašić 👶 27 de junho de 1988 (28 anos) 🏠 Alemã 👕 SC Bad Neuenahr, FFC Frankfurt e Seleção Alemã 🏆 Mundial sub-20 04, Eurocopa 09 e 13 (seleção alemã), Uefa Women´s Champions League 14/15 (Frankfurt) 👑 Melhor jogadora alemã 12, Artilheira da Frauen Bundesliga 13/14 14/15, Artilheira da Uefa Women’s Champions League 14/15, Artilheira da Copa do Mundo Feminina 15, Melhor jogadora da Europa 15 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #SeleçãoAlemã #Atacante

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