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  • O Foquinha

    Hoje no JdT trazemos um classudo que depois de uma carreira inteira lutando contra as lesões anunciou a sua aposentadoria precocemente aos 29 anos, o nome dele? Kerlon Souza, o Foquinha. Kerlon ganhou notoriedade em 2005, no Campeonato Sulamericano Sub-17 onde foi eleito melhor jogador da competição e artilheiro com oito gols em sete partidas. Mas além dos prêmios individuais e do título na competição, Kerlon se destacava por fazer uma jogada que não é muito comum de se ver por ai. O "drible da foca", que consiste em driblar os adversários conduzindo a bola com a cabeça. Por trás da “Foca” surgiu no elenco do Cruzeiro uma jovem promessa que quando começou a entrar nas partidas incendiava os jogos, e levantava a torcida. Foi o que ele fez em um clássico contra o Atlético válido pelo Brasileirão de 2007, já com o time vencendo por 4x3, Kerlon jogou a bola pro alto e foi em direção à área, onde não passou pelo lateral Coelho que fez uma falta forte e foi expulso. Mas logo no início da carreira ele sofreu uma grave lesão que o afastou dos gramados. Após longos períodos fora, ele voltava e quando parecia que enfim ia conseguir uma sequência de jogos, vinha outra lesão. Times como a Internazionale e o Ajax acreditaram no seu potencial e que poderiam recuperá-lo. Mas as lesões o acompanharam onde ele passou. Por que jogava de terno? Kerlon ganhou a fama por ter criado o drible da foca, um futebol ousado que teve sua trajetória interrompida por graves lesões. 👤 Kerlon Moura de Souza 👶 27 de janeiro de 1988 (29 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, Chievo, Internazionale, Ajax, Paraná, Nacional-MG, Fujieda MYFC, Weymouth Wales, Miami Dade, Sliema Wanderers, Villa Nova, Spartak Trnava 🏆 Campeonato Mineiro 06 (Cruzeiro); Campeonato Sul-americano Sub-17 05 (Seleção Brasileira) 👑 Melhor jogador e artilheiro do Campeonato Sul-americano Sub-17 Classômetro: 👔👔👔👔 (3,5) #Cruzeiro #Brasil #Meia

  • O matador alviverde

    Quais são os primeiros grandes atacantes da década de 90 que vem à sua cabeça? Paulo Nunes? Edmundo? Romário? Se você fizer essa pergunta a palmeirenses, provavelmente a resposta virá bem rápido: Evair. Evair Aparecido Paulino é um mineiro de Ouro Fino, Sul de Minas, região de muitas influências culturais paulistas, principalmente quando se trata de clubes de futebol. Durante sua infância, torcia para o Santos. Com o sonho de ser jogador de futebol, tentou a sorte no São Paulo em 1979, aos 14 anos. Rejeitado na peneira, tentou mais uma vez no Guarani, dessa vez com sucesso. Sua primeira chance nos profissionais veio com a chegada do treinador Lori Sandri ao time de Campinas. Evair, que jogava no meio campo, mostrava sua capacidade de definição nos treinos. E Lori – ao que parece, acertadamente – resolveu o colocar no ataque. Já no Brasileiro de 86, o jovem jogador disputava a artilharia do campeonato com nada menos do que o craque Careca. Em 87 estava no elenco que ganhou o ouro nos jogos pan-americanos e, em 88, foi artilheiro do paulista com 28 gols. Ali sua carreira começava a decolar. Transferiu-se para o italiano Atlanta, clube em que formou uma histórica dupla com Claudio Caniggia. Mas foi em 1991 que Evair tomou a decisão mais importante de sua carreira: a ida para o Palmeiras. No clube paulista, Evair marcou época. E desandou a fazer gols. O título paulista de 93, depois de 16 anos, e o bicampeonato brasileiro 93-94 o colocaram pra sempre na história do clube. Nessa época, também fez parte do elenco da seleção brasileira da Copa América de 93 e das eliminatórias para a Copa de 94. Os gols? Esses eram de muitos jeitos: cabeça, perna direita, perna esquerda. O faro de gol e inteligência de Evair são duas marcantes características do atacante. Após passagem pelo Japão, Evair retornou ao Brasil para jogar no Atlético Mineiro e, no segundo semestre, fez uma dupla marcante com Edmundo no Vasco campeão brasileiro. Retornou ao futebol paulista para jogar na Portuguesa e de lá foi de novo para o Palmeiras para ser nada mais nada menos campeão da Libertadores da América. Ali, Evair escreveu seu nome para sempre na história do time alviverde. Já com 35 anos, o futebol de Evair começou naturalmente a cair de nível e o jogador teve passagens por São Paulo, Goiás, Coritiba e Figueirense. Mas o que importa mesmo é ser lembrado como um dos maiores - senão o maior – atacantes que passaram pelo Palmeiras. Por que jogava de terno? Evair é um dos maiores e melhores atacantes brasileiros da mítica década de 90. Atacante nato com muito faro de gol e inteligência, possui 3 Brasileiros e 1 Libertadores no currículo. Fez história com o terno palmeirense, marcando 123 gols e se tornando o 6º maior artilheiro da história do clube. 👤 Evair Aparecido Paulino 👶 21 de fevereiro de 1965 (52 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Atalanta, Palmeiras, Yokohama Flugels, Atlético Mineiro, Vasco da Gama, Portuguesa, São Paulo, Goiás, Coritiba, Figueirense e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonatos Brasileiros 1993 e 1994, Libertadores da América 1999 (Palmeiras); Campeonato Brasileiro 1997 (Vasco) 👑 Artilheiro do Campeonato Paulista de 1988 (28 gols) e Artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1994 (23 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,3) #Palmeiras #Vasco #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante

  • Esteban Cambiasso

    Quantos jogadores você se lembra de terem atuado metade da carreira em apenas um clube? Não são muitos, não é mesmo?! Mas certamente, entre os nomes que lhe saltaram à mente, está Esteban Cambiasso, o nosso classudo de hoje. Cambiasso, ou El Cuchu, nasceu em Buenos Aires, em agosto de 1980 e iniciou sua carreira futebolística no Argentino Juniors. Ainda nas categorias de base foi para o Real Madrid, no qual atuou dois anos no Real Castilla (ou Real Madri B). Para ganhar experiência, o volante foi emprestado para o Indepiendente onde iniciou sua caminhada no profissional, em 1998. O jogador ainda passou pelo River Plate antes de retornar à Espanha e debutar com o terno galático. Apesar de ter conquistado títulos pelo Real Madrid, não foi no clube espanhol que Cuchu viveu a sua melhor fase no futebol. Em 2004, após ter perdido espaço no time galático, Cambiasso desembarcou em Milão para iniciar a época mais vitoriosa de sua carreira. Pela Internazionale foram 431 jogos, 51 gols e 15 títulos em 10 anos. Feito que o tornou uma referência dentro e um ídolo fora de campo. Suas atuações, sempre seguras fizeram que Cambiasso vestisse o terno argentino por mais de 10 anos, porém, com a seleção o jogador não teve a mesma carreira vitoriosa. Antes de encerrar a carreira, o argentino ainda teve passagens pelo Leicester (Ing) e Olympiakos (Gre), clube que defendeu até setembro deste ano. Por que jogava de terno? Cambiasso em grande parte de sua carreira jogou postado à frente dos zagueiros , tendo como principal característica a boa marcação. Além disso o atleta mostrava muita técnica com a bola, capacidade no passe e projeção ofensiva, fatores que o colocam como uma referência na posição em seu tempo. 👤 Esteban Matías Cambiasso 👶 18 de agosto de 1980 (37 anos) 🏠 Argentino 👕 Indepiendente, River Plate, Real Madrid, Internazionale, Leicester City, Olympiakos e Seleção Argentina. 🏆 Clausura 02 (River Plate), Campeonato Espanhol 03/04, Copa Intercontinental 02 (Real Madrid), Campeonato Italiano 05/06, 06/07, 07/08, 08/09 e 09/10, Copa da Itália 05/06, 06/07, 09/10 e 10/11, Liga dos Campeões 09/10, Mundial de Clubes 10 (Internazionale), Campeonato Grego 15/16 e 16/17 (Olympiakos) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,4) #Internazionale #RiverPlate #RealMadrid #Olympiakos #SeleçãoArgentina #Volante #CopadoMundo2006

  • Le Président

    Trocar de posição durante a carreira e exercer com classe funções bastante diferentes em campo é algo reservado apenas para os melhores. O craque francês Laurent Blanc, campeão mundial em 1998, é um deles. Provavelmente você o recorda como zagueiro, peça sólida na defesa. Mas é importante dizer que Blanc também já se aventurou no ataque. No início da carreira atuava como meia-atacante e a experiência adquirida nessa fase o tornou um zagueiro artilheiro. Foram 146 gols ao longo de sua trajetória no futebol. Por toda essa classe e habilidade, hoje é Blanc quem desfila no tapete verde do JdT, mas apenas como jogador. Nascido no sul da França, Laurent Blanc começou a jogar profissionalmente no Montpellier, equipe da mesma região. Ele estreou em 1983, com apenas 18 anos e alguns anos depois participou do título mais importante da história do clube, a Copa da França em 1991. Antes disso, em 1988, Blanc foi convocado pela primeira vez para defender as cores do seu país. Disputou a Eurocopa sub-21, conquistou o caneco e ainda foi eleito o melhor jogador do torneio. O francês não era rápido, mas tinha uma excelente visão de jogo. Além disso, tinha um bom posicionamento e sabia utilizar o seu porte físico (1,91m e 82kg na época) para fechar bem os espaços, sendo efetivo também quando sua equipe defendia. Percebendo essas características, o então técnico do Montpellier Michel Mezý, treinou Blanc como zagueiro e deu certo. A partir daí o classudo assumiu de vez o posto de homem de confiança na defesa, título que lhe acompanhou por toda a carreira. Em 1991 o zagueiro se transferiu para o Napoli, da Itália. Lá ficou apenas um ano, apesar das boas atuações defensivas e dos seis gols marcados em 34 partidas. Nos anos seguintes voltou a França, atuando por clubes que brigavam somente na parte de baixo da tabela, como Nîmes e Saint-Étienne. Na seleção principal não conseguiu levar a França a disputar o mundial de 1994, o que até hoje é considerado um vexame dos Bleus. Em 1995 transferiu para o Auxerre, onde a sua sorte mudou. Foi campeão do Campeonato Francês e voltou a atuar pela seleção. Suas boas atuações chamaram a atenção do Barcelona. Mudou-se para a Espanha mas sofreu com lesões e quase não jogou. Voltou à França logo depois, onde vestiu o terno do Olympique de Marseille. Seu espírito de liderança logo deram a ele a braçadeira de capitão e o apelido de Le Président. Em 1998, o classudo ajudou a França a se tornar campeã do mundo. Não jogou a final contra o Brasil, por estar suspenso, mas foi fundamental durante a competição. Marcou o primeiro "gol de ouro" de uma prorrogação da história das Copas, nas oitavas de final contra o Paraguai e marcou o pênalti decisivo contra a Itália nas quartas. Blanc ainda participou da campanha vitoriosa da França na Euro de 2000. Ao todo foram 97 jogos e 16 gols com o terno azul. O zagueiro ainda jogou pela Internazionale de Milão e pelo Manchester United. Sua carreira como jogador terminou em 2002 e anos depois Blanc iniciou a carreira de treinador. Por que jogava de terno? Laurent Blanc foi eleito pelos leitores da revista France Football como o quarto maior jogador francês da história, atrás apenas de lendas como Michel Platini, Zidane e Raymond Kopa. A posição nesse ranking ajuda a explicar a grandeza do classudo para o futebol do seu país. Blanc foi um dos melhores na sua posição, com técnica, visão de jogo apurada, classe nos passes e espírito de liderança. Além disso era goleador, principalmente em jogadas de bola parada, sendo excelente cobrador de faltas e pênaltis. 👤 Laurent Robert Blanc 👶 19 de novembro de 1965 (51 anos) 🏠 Francês 👕 Montpellier, Napoli, Nîmes, Saint-Étienne, Auxerre, Barcelona, Olympique de Marseille, Internazionale de Milão, Manchester United e Seleção francesa 🏆 (principais) Copa da França 91 (Montpellier), Campeonato Francês 96 (Auxerre), Copa do Rei 97 (Barcelona), Campeonato Inglês 03 (Manchester United) Copa do Mundo 98, Eurocopa 00, Eurocopa sub-21 88 (Seleção Francesa) 👑Melhor jogador da Eurocopa sub-21 88, Seleção Eurocopa 96 e 00 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,1) #Zagueiro #CopadoMundo1998 #SeleçãoFrancesa #ManchesterUnited #Auxerre

  • Aquele baixinho bom de bola

    Jenílson Ângelo de Souza, campeão mundial em 2002 pela sua seleção e em 2005 pelo São Paulo, foi um dos melhores laterais que surgiram no nosso país nos últimos anos. Mas espera, quem é esse classudo? Mais conhecido como Júnior, o simpático baixinho iniciou sua carreira no Vitória. Estreou no ano de 1994 numa partida válida pelo Campeonato Baiano daquele ano e ainda fora campeão estadual já no seu primeiro ano como profissional. Não demorou muito para que viesse a vestir ternos de mais peso, e em 1996 foi contratado pelo Palmeiras como uma promessa e com a responsabilidade de substituir ninguém menos que Roberto Carlos. Júnior foi peça fundamental na conquista da Libertadores de 1999. Com Júnior de um lado e Arce na lateral contrária, cruzamentos e ultrapassagens eram quase que perfeitos naquele time chefiado por Felipão. Após o término da parceria entre Palmeiras e Parmalat alguns jogadores deixaram o clube. Júnior rumou ao Parma, clube que possuía os direitos do jogador. Na Itália destacou-se pela velocidade e a habilidade de chegar à frente com facilidade, o que não era comum nos laterais italianos. Ainda atuou no Siena antes de rescindir o contrato com o Parma. Em 2005 assinou com o São Paulo Futebol Clube, permaneceu por três temporadas e venceu quase tudo que foi possível. Trazia consigo toda a bagagem e experiência de um jogador campeão do mundo, feito repetido no final daquele ano com o São Paulo. Vestiu ainda os ternos de Atlético Mineiro e Goiás antes de pendurar as chuteiras. Por que jogava de terno? Júnior era um lateral com todas as qualidades da função. Marcava, saía pro jogo e era ótimo nos cruzamentos e na bola parada. Multicampeão em clubes, ainda fez parte da Família Scolari que trouxe o pentacampeonato para o Brasil. 👤 Jenílson Ângelo de Souza 👶 20 de junho de 1973 (44 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Vitória, Palmeiras, Parma-ITA, Siena-ITA, São Paulo, Atlético Mineiro e Goiás. 🏆 Copa do Brasil 98, Taça Libertadores da América 99 (Palmeiras); Taça Libertadores da América 05, Mundial de Clubes 05, Campeonato Brasileiro 06, 07 e 08 (São Paulo); Copa do Mundo 02 (Seleção Brasileira). 👑 Bola de Prata 98. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,6) #SãoPaulo #Palmeiras #SeleçãoBrasileira #Lateralesquerdo #Brasil #CopadoMundo2002

  • Terno de Linha #6 - Internacional 1975/76: glória do desporto nacional

    Nossa gloriosa história de hoje começa um pouco antes de 1975. Em 1969 o Internacional de Porto Alegre inaugura seu tão sonhado estádio: o Beira Rio. Com a nova casa é também iniciada uma nova era que jamais seria esquecida pelo lado vermelho da capital gaúcha. Explica-se: entre 1962 e 1968 o Inter viu seu principal rival, o Grêmio, ser hepta campeão estadual. Só que a partir de 1969, o Inter empilharia oito títulos seguidos, superando a marca do rival. Mas engana-se que a história acaba aqui em nível estadual. Aquele time iniciado ainda na década de 60 ganharia o grande reforço de um jovem chamado Falcão, em 1973, e iria se preparar para amedrontar e conquistas o Brasil. Em 1975 o Rio Grande do Sul era mais uma vez pintado de vermelho. Era a vez de conquistar o Brasil pela primeira vez e o Inter não decepcionou a montar um verdadeiro esquadrão: uma zaga extremamente técnica e ao mesmo tempo raçuda composta por Figueroa e Hermínio, um meio campo para lá de classudo com o já ídolo Falcão ao lado de Paulo César Carpegiani e Caçapava e um ataque goleador formado por Lula e Flávio. O técnico Rubens Minelli, um dos maiores do futebol brasileiro, fazia seu time jogar sempre com eficiência e para frente, nunca com preciosismos desnecessários ou firulas. A fórmula deu certo e o Inter foi avançando no campeonato sendo o primeiro colocado em seu grupo na primeira e na segunda fase. Já na terceira, ficou em segundo atrás do Santa Cruz, o que forçou um confronto contra a temida Máquina Tricolor de Rivellino e companhia pela semifinal. Dono de melhor campanha, o Fluminense levou 97 mil pessoas para o único jogo daquela fase com a convicção de que iria para a final. Mas eles não contavam com uma partida monstruosa de Falcão, que orquestrou a vitória colorada por 2 a 0, com gols de Lula e Carpegiani. Na final, o Inter enfrentou o Cruzeiro também em jogo único, dessa vez no estádio Beira Rio. Em um jogo disputado, foi necessária a sempre presença marcante do zagueiro Figueroa: o craque marcou, de cabeça, o gol do título colorado em um lance emblemático, em que um único feixe de luz do sol iluminou exatamente a cabeça do zagueiro, fazendo com que o gol ficasse conhecido como o “gol iluminado”. O Inter, pela primeira vez em sua história, era campeão nacional. Era, também, o primeiro clube gaúcho campeão brasileiro, deixando o rival Grêmio ainda mais raivoso. Em 1976 a diretoria colorada faz algumas contratações pontuais, entre elas a de Dario, o Dadá Maravilha. É dele o segundo gol na final do Campeonato Gaúcho contra o Grêmio, o que deu o octacampeonato. O Inter superava a façanha tricolor no quesito de conquistas consecutivas. O que poderia ser melhor para o torcedor colorado? Claro, um bicampeonato nacional. Já considerado um dos grandes favoritos ao título, ao lado de Cruzeiro e Fluminense, o Inter dominou todas as primeiras fases do campeonato sempre liderando seus respectivos grupos. Na semifinal, recebeu o Atlético-MG no Beira Rio para um jogo de tirar o fôlego: sob um calor de 39º, o clube mineiro saiu na frente e obrigou o Inter a buscar a virada. Batista empatou para o colorado. Já no fim da partida, quando todos esperavam por uma prorrogação, Falcão e Escurinho fizeram uma tabelinha de cabeça extraordinária na entrada da área do Galo. Resultado: Falcão completou o lance para o gol no último lance do jogo. Mais uma vez o Internacional alcançava a final do Campeonato Brasileiro. Na final o surpreendente Corinthians, que derrotara a segunda versão da Máquina Tricolor em pleno Maracanã, não foi páreo para o Internacional. O time alvinegro não conseguiu ser valente como no jogo anterior e foi derrotado por 2 a 0, gols de Dario e Valdomiro.O Internacional era bicampeão brasileiro, e coroava seu futebol eficiente, brilhante e técnico, além de colocar Falcão, Figueroa, Manga e Carpegiani no mais alto patamar dos grandes do futebol brasileiro. 🏆 Bicampeão Brasileiro 1975 e 1976; Bicampeão Gaúcho em 1975 e 1976. 👕 Time base: Manga; Cláudio, Figueroa, Hermínio (Marinho Perez) e Vacaría; Caçapava, Falcão e Paulo César Carpegiani (Batista); Valdomiro (Jair), Flávio (Dario) e Lula (Escurinho). Técnico: Rubens Minelli. 👤 Os principais classudos: Falcão, Paulo César Carpegiani, Manga e Figueroa. 📺 Jogos decisivos: Fluminense 0 x 2 Internacional - Semifinal do Brasileiro de 1975, Internacional 1 x 0 Cruzeiro - Final do Campeonato Brasileiro de 1975 e Internacional 2 x 0 Corinthians - Final do Campeonato Brasileiro de 1976. ⚽ Figueroa, aos 11' do 2º tempo da vitória de 1x0 contra o Cruzeiro pela final do Campeonato Brasileiro de 1975 #Internacional

  • O mago da Catalunha

    Andrés Iniesta chegou ao Barcelona em 1996 quando tinha 12 anos. Como uma promessa nas divisões de base da Espanha e do clube catalão, Andrés foi se desenvolvendo e demonstrando uma capacidade de jogo incrível,foi promovido ao Barcelona B na temporada 2002/2003 até que na temporada 2005/2006 foi promovido ao time principal e apesar de não ser titular absoluto, foi peça principal na conquista da Liga dos Campeões da mesma temporada. Com a chegada de Pep Guardiola, Iniesta se tornou um dos melhores jogadores da história. Com situações impecáveis e jogadas incríveis que agregava simplicidade e habilidade fora do comum, conseguiu praticamente todos os títulos disputados em uma equipe que ainda contava com jogadores igualmente geniais como Messi, Xavi, Daniel Alves e Puyol. Na seleção, repetindo as atuações no clube catalão, Iniesta conseguiu conquistar quase tudo que disputou, além de ser o homem decisivo na final da Copa do Mundo, quando fez o gol contra o Holanda, nos acréscimos, que decidiu o jogo, assim o tornando um dos maiores jogadores espanhóis de todos os tenpos. Junto a Xavi, fez uma das maiores duplas de meio-campo do século, e são os maiores espanhóis com títulos conquistados na história. Por que joga de terno? Ídolo da geração vitoriosa da Espanha, o classudo do Barcelona, mesmo fora do alvo dos holofotes, consegue orquestrar lances improváveis que encantam todos que assistem. Além disso, sua simplicidade fantástica, visão de jogo e passe refinado o tornou o mago catalão e exemplo de futebol clássico. 👤 Andrés Iniesta Luján 👶 11 de maio de 1984 (33 anos) 🏠 Espanhol 👕 Albacate, Barcelona, Seleção da Espanha 🏆 Campeonato Espanhol : 04/05, 06/07, 08/09, 09/10, 10/11, 12/13, 14/15 e 15/16; Copa do Rei: 08/09, 11/12, 14/15, 15/16 e 16/17; Liga dos Campeões: 05/06, 08/09, 10/11 e 14/15; Mundial de Clubes FIFA: 09, 11 e 15 (Barcelona); Eurocopa: 08 e 12 (Seleção Espanhola) 👑 Melhor Jogador Espanhol 08/09; Time do Ano da UEFA 09, 10, 11, 12, 15 e 16; Jogador de ouro 2007; Homem do Jogo da final da Copa de 2010; Equipe ideal da Copa do Mundo 2010; Equipe ideal da Copa das Confederações 2013; Melhor Jogador da UEFA 11/12; Melhor Jogador da Euro 2012, Melhor Jogador do Campeonato Espanhol 12/13 e 13/14; Golden Foot 2014 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,7) #Barcelona #SeleçãoEspanhola #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Meia

  • Terno de Linha #5 - Seleção Chilena 2015-17: a geração que conquista o continente mas não conhece o

    Oitavas de final da copa de 2014. Os donos da casa sofrem pra vencer, nos pênaltis, seus companheiros de continente. Brasil e Chile fizeram um jogo duro que por pouco não teve um placar - e um classificado - diferente: o chute de Pinilla no travessão aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, poderia ter tirado o pais anfitrião e ter dado mais um momento de glória aos chilenos. Momentos de glória que vieram, nos dois anos seguintes. Após a eliminação no mundial de 14, o Chile receberia a Copa América, em 2015. Jogando em casa, era a oportunidade perfeita da seleção anfitriã mostrar valor do time comandado por Sampaolli. E o bom futebol, mostrado desde antes da eliminação pro Brasil na Copa, surtiu efeito: comandada por Vidal e Vargas, com boas atuações do goleiro Bravo, o elenco cheio de outros bons nomes chegou à final contra a poderosa Argentina de Messi. Um 0x0 no tempo normal, aflorou a emoção de ambos os times naquela final no Estádio Nacional. De um lado, o time da casa que busca seu primeiro título em sua história. Do outro, uma potência mundial, com o maior jogador do mundo vestindo a 10, querendo quebrar um incrível jejum de 23 anos sem título. Deu Chile! O título da Copa América de 2015 já gabaritava aquele time a aparecer na história do pais. Festa regada a muito vinho e mais uma competição uma ano depois, nos EUA, pra defender o título: a Copa América Centenário. Sim, a edição posterior àquela do Chile viria apenas um ano depois (e não os quatro habituais), para se comemorar os 100 anos da primeira edição do torneio continental. E pela primeira vez fora da América do Sul e com um campeão inédito, essa edição prometia forte emoção: Argentina sedenta de títulos, Brasil em busca de recuperação após péssimos resultados na Copa do Mundo em casa e na Copa América. Colômbia também vinha forte e ainda poderia ter surpresas vindo de países convidados. Mas o Chile de Sampaolli definitivamente se fez valer como o melhor futebol sulamericano: Brasil em crise sairia ainda na primeira fase. O Chile passaria em segundo no grupo que tinha ainda Argentina, Panamá e Bolívia. A única derrota viria justamente contra os hermanos, Contudo, mesmo não tendo a melhor das campanhas, o Chile "passeou" contra o México nas quartas, num sonoro 7x0. Depois, contra Colômbia um seguro 2x0. Na final, a velha conhecida Argentina de Messi. No que poderia ser a redenção do camisa 10 argentino, deu Chile novamente, sagrando-se Bicampeão do torneio e consagrando de vez a geração mais vitoriosa do país. Dois títulos, boa fase nas eliminatórias e toda a esperança do mundo num futuro que prometia para o selecionado chileno. em 2017, mais uma final, dessa vez na Copa das Confederações na Rússia (a primeira final intercontinental do país), contra a campeã mundial Alemã. Mas o título de 1x0 para os alemães não tirou a esperança chilena de um grande mundial em 18. A campanha nas eliminatórias foi caindo, e a seleção duas vezes campeã da América, dependia da última rodada, contra o Brasil, para carimbar a passagem a Rússia. A campanha, que vinha irregular de 2016 para 2017 contava com uma derrota em casa contra o Paraguai, por exemplo. Além disso, para não se classificar, o Chile dependeria de outros resultados, como uma vitória da Argentina, mau das pernas e que Peru ou Colômbia não pontuassem no jogo entre eles. Ainda, tinha o saldo de gols que aliviava em prol dos Chilenos. Mas, o Brasil, já classificado para o mundial de 2018, aplicou um bom 3x0, Argentina ganhou, e Colômbia e Peru empataram, fazendo que, no saldo, o Chile fosse eliminado. A promissora geração chilena ruiu, ficando definitivamente na história, pelo sucesso e fracasso de uma geração de talento. 🏆 Campeão Copa América 2015 e Copa América Centenário 2016 👕 Time base: Claudio Bravo, Isla, Medel, Gonzalo Jara, Beausejour, Marcelo Diaz, Aránguiz, Vidal, Jorge Valdívia, Eduardo Vargas e Alexis Sanchez. Técnico: Jorge Sampaolli e Juan Antonio Pizzi 👤 Os principais classudos: Claudio Bravo, Eduardo Vargas e Aléxis Sanchez. 📺 Jogos decisivos: Chile 0 (4) x (1) 0 Argentina - Final da Copa América de 2015 e Chile 0 (4) x (2) 0 Argentina - Final da Copa América Centenário de 2016. ⚽ Isla, aos 35' do 2º tempo da vitória de 1x0 contra o Uruguai pelas quartas-de-final da Copa América de 2015 #SeleçãoChilena

  • O punk sueco

    Quem tem classe, tem classe e Fredrick Ljungberg, ou Freddie, chega com ela ao JdT hoje. E, se falarmos que chega desfilando pelo tapete verde, não é nenhuma mentira, porque além de ter feito parte do esquadrão imortal do Arsenal, o meio-campista ainda arrumou um tempo para ser modelo de grife. O sueco construiu sua carreira no Arsenal, atuando em 328 partidas durante quase dez anos no clube. Quando chegou em 1998, muito pouco se sabia sobre ele no Reino Unido, mas seu desempenho no jogo de eliminatórias para a Europa foi decisivo para leva-lo a vestir o terno dos Gunners e depois compor uma das, se não a melhor, equipe da história do clube. A temporada 2001/02 foi um ponto alto de sua trajetória, quando Ljungberg marcou 17 gols em todas as competições, sendo muitos deles decisivos. O Arsenal levava a Premier League, a Copa e a Supercopa da Inglaterra, preparando o campo para aquela equipe que ficou conhecida como Invencíveis; e o meia era nomeado o melhor sueco do ano, superando Ibrahimovic na premiação. Freddie levantou sua segunda taça da Premiere League ao lado de Anelka, Bergkamp, Thierry Henry, Campbell, Kolo, Touré, Ashley Cole, Lauren, Lehmann, Vieira, Gilberto Silva e Robert Pirès, cravando seu nome como parte do time que entrou para a história do campeonato, da Inglaterra e do futebol. Pela Suécia, seu futebol rápido e imponente já tinha lugar desde as equipes de base até se tornar capitão em 2006, registrando 14 gols em 75 jogos em dez anos. Depois de deixar o Arsenal em 2007, teve curtas passagens em vários clubes na Inglaterra, Escócia, Estados Unidos, Japão e Índia, sem o brilho tamanho que encontrou naquele time. Hoje é assistente técnico no Wolfsburg, depois de ter passado uma temporada treinando as categorias de base do Arsenal. Por que jogava de terno? Ljungberg entrava em campo com fome de jogo, e buscava sempre explorar ao máximo suas capacidades de força, agilidade e velocidade no meio campo, não à toa levava o apelido de punk sueco. Coloque ainda uma carreira paralela como modelo nessa lista, aí sim, é muita elegância. 👤 Karl Fredrik Ljungberg 👶 16 de abril de 1977 (40 anos) 🏠 Sueco 👕 Halmstads BK, Arsenal, West Ham United; Seatle Sounders, Chicago Fire SC, Celtic, Shimizu S-Pulse, Mumbay Cit e Seleção Sueca. 🏆 Campeonato Sueco 97, Copa da Suécia 95 (Halmstads); Premier League 01/02 e 03/04, Copa da Inglaterra 02, 03 e 05 (Arsenal); Us Open Cup 09 (Seattle) e Copa da Escócia (Celtic). 👑 Jogador Sueco do Ano 02 Classômetro: 👔👔👔👔 👔👔👔 (7,4) #Arsenal #Meia #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006 #SeleçãoSueca

  • Dai algum o que é de Gum

    O juiz apita e ali, do banco de reservas, ele vê todo o jogo acontecer. Ninguém grita seu nomes nas arquibancadas, não é o mais procurado pela imprensa. Ele poderia ser apenas mais um jogador reserva mas não é, nem para o time nem para a história do Fluminense. Estamos falando de um bicampeão brasileiro, vice-campeão da Sulamericana e um dos jogadores com mais jogos com a camisa tricolor mas que hoje não goza do mesmo prestígio de quando da sua chegada às Laranjeiras. Hoje nós vamos contar uma história de mais de 8 anos com o mesmo terno. Desde seu auge à decadência e um quase anonimato. Hoje é dia de Gum! Em agosto de 2009 o Fluminense anunciava a chegada do zagueiro Welington Pereira Rodrigues, mais conhecido apenas como Gum, uma aposta tricolor depois de um período de destaque na Ponte Preta. O momento não poderia ser pior para o clube. Em um péssimo momento no Campeonato Brasileiro, tudo que eles mais precisavam era de um zagueiro que evitasse tomar gols. E... não foi isso que aconteceu. O começo do jogador no clube não foi dos melhores e o que já estava ruim se tornava ainda pior e o Fluminense via o fantasma do rebaixamento cada vez mais assustador. Mas com a chegada de Cuca o clube começou uma arrancada poucas vezes vistas no futebol. Venceu 10 jogos seguidos até o fim da competição, inclusive com gols decisivos daquele que deveria apenas evitá-los. Gum também foi decisivo para o Fluminense na campanha da Sulamericana de 2009, tanto na defesa, quanto no ataque. Seja na bola área ou na hora de partir pra cima dos jogadores do Cerro Porteño em um briga após o jogo que deu a vaga na final para o Flu. Gum, afinal, se mostrava um jogador lutador. Em mais de uma maneira... Agora o ano é 2010 e as atuações melhoravam. O time também. Formando zaga com Leandro Euzébio, outro jogador bastante contestado, foram campeões brasileiros já naquele ano, repetindo o feito em 2012, com direito a ser a zaga menos vazada naquele ano. Em 2013 a montanha-russa do Fluminense trouxe novas emoções ao torcedor. O atual campeão brasileiro novamente brigava para não cair. E se o time perde é porque tomou gols, e se tomou gols naturalmente a zaga será contestada. Agora a dupla Gum & Leandro Euzébio já não era vista com os mesmos olhos. A torcida queria novas contratações, o fim de ambos com a camisa tricolor. O rebaixamento não se confirmou naquele ano, nem o fim da história de Gum com o Fluminense. Leandro Euzébio se foi. Ele ficou. E permanece até hoje. Por que joga de terno? Atualmente se recuperando de uma lesão no pé que rendeu duas cirurgias e o impede de atuar desde fevereiro deste ano, Gum vive uma relação de amor e ódio com a torcida nesses mais de 350 jogos. É a mesma relação vivida com o clube. Se ele vai bem, Gum serve, se está mal, Gum é horrível. Se está no time titular "precisamos de zagueiro". Se está na reserva "volta Gum". Em seu auge, um zagueiro com boa noção de desarme e excelente no jogo aéreo. Hoje um pedaço da história do Fluminense sentado ali no banco de reservas personificada como zagueiro. Gum. Guerreiro. 👤 Welington Pereira Rodrigues 👶 4 de janeiro de 1986 (31 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Marília, Internacional, Ponte Preta e Fluminense 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 10 e 12 e Primeira Liga 16 (Fluminense) 👑 Não há títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,3) #Fluminense #Brasil #Zagueiro

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