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  • O Filandês Voador

    Em 1995, a melodia dos violões tomava conta de Viena quando os gritos da torcida cortaram o ar em comemoração ao título do Ajax sobre o Milan na edição especial da 40ª Liga dos Campeões. Um dos nomes de destaque da equipe não era de um holandês, mas de um finlandês, que marcava sua história no clube: Jari Olavi Litmanen. A carreira de Litmanen já tinha predisposição genética: o pai e a mãe atuavam no futebol finlandês pelo Reipas, clube no qual também começou. Atuou também pelo HJK e MyPa até despertar atenção dos olheiros e chegar ao Ajax em 1992. Suas habilidades não encantaram de primeira o comandante Louis Van Gaal, que tinha ninguém menos que Bergkamp na titularidade. Com a transferência do craque holandês, o caminho ficou livre para que Litt, como era conhecido, conhecesse o seu auge. Já na temporada 93/94 marcou 26 gols, sendo o artilheiro da Liga Holandesa e levando o Ajax ao título. Na temporada seguinte, se tornaria o primeiro finlandês a levantar a Taça da Liga dos Campões, garantindo ainda uma Supercopa Holandesa e o Mundial Interclubes. Os setes anos em Amsterdã fizeram do atacante, que ganhou o apelido de Finlandês Voador, parte memorável da história do clube, com os dias de glória que ele não encontraria vestindo outros ternos. A sua passagem pelo Barcelona foi permeada por contusões e então seu contrato com o Liverpool foi anunciado como "um dos melhores jogadores que o Liverpool jamais contratou" pela gerência da época. De fato, fez um bom começo, mas quebrou o pulso jogando para a Finlândia contra a Inglaterra em 2001 e perdeu o resto da temporada. Embora fosse parte do time do Liverpool que ganhou o "copo triplo" da Copa Worthington, FA Cup e Taça UEFA em 2001, ele perdeu as três finais por lesão. Depois disso, fez uma nova passagem pelo Ajax e por outros clubes finlandeses, voltando como rei e registrando algumas atuações brilhantes em meio a operações e departamentos médicos. Pela seleção da Finlândia, Litmanen serviu como capitão de 1996 a 2008 e foi indiscutivelmente o seu principal jogador por mais de uma década, ajudando o time a muitas vitórias inesperadas. Em 2004, Litmanen foi eleito o melhor jogador da Finlândia dos 50 anos da UEFA, nos Prêmios do Jubileu da entidade. Em 2010, se tornou o jogador mais velho a marcar para a Finlândia em uma partida contra o São Marinho, que acabou sendo o seu último jogo internacional. Por que joga de terno? É famoso por sua visão de jogo, equilíbrio, técnica e, principalmente, pelas assistências aos seus companheiros de equipe, mas foi prejudicado pelas inúmeras contusões. Escrevendo sobre Litmanen em 2009, Paul Simpson, antigo editor do FourFourTwo, chegou a afirmar que "sua carreira não valeu o seu talento". 👤 Jari Olavi Litmanen 👶 20 de fevereiro de 1971 (46 anos) 🏠 Finlandês 👕 Reipas, HJK, MyPa, Ajax, Barcelona, Liverpool, FC Lahti, Hansa Rostock, Malmö FF, Fulham e Seleção finlandesa. 🏆(principais) Copa da Finlândia 92, 11; Copa dos Países Baixos 93, 98 e 99; Liga dos Campeões 94/95 e Mundial Interclubes 95 (Ajax). 👑 Futebolista finlandês do ano 90-98, Futebolista holandês do ano 93, Artilheiro da Liga dos Campeões 95/96; Terceiro lugar Bola de Ouro 95; Melhor jogador da Finlândia dos 50 anos da UEFA 04; Artilheiro seleção finlandesa. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6,7) #Ajax #Barcelona #Liverpool #Meia

  • O filho do vento

    Aos 22 anos um ponta esquerda chamava a atenção da imprensa esportiva de Minas Gerais. Franzino, mas muito rápido e inteligente, era um dos destaques do América-MG durante o Campeonato Mineiro de 1993. O atleta era Euller, mas nessa campanha ele seria mais que isso. Milton Naves, narrador mineiro da Rádio Itatiaia, foi cirúrgico ao chamá-lo de Euller, o Filho do Vento. Mais rápido que o vento? Poderia ser. Mas Euller não foi apenas mais um ponta ligeirinho. Foi garçom e fez duplas de ataques memoráveis, principalmente com Renaldo (no Atlético-MG) e Romário (no Vasco da Gama). A propósito, o baixinho dono da pequena área, chegou a dizer que o Filho do Vento foi o melhor companheiro de ataque que já teve em sua carreira. Ao lado de Romário, Euller foi campeão brasileiro de 2000 com o Vasco. Um ano antes, nosso classudo havia conquistado a América, sendo campeão da Libertadores com o terno alviverde do Palmeiras. Mesmo jogando em grandes clubes e com as conquistas importantes, Euller tem a sua história marcada no futebol mineiro. Foi querido pela torcida do Galo, durante suas duas passagens. Uma delas na campanha que acabou resultando no rebaixamento do clube alvinegro. Na ocasião, Euller era o líder e mais experiente em um time recheado de garotos. Mas Euller é mesmo ídolo no América-MG, clube que o revelou e que ele viveu os momentos felizes e difíceis na carreira. Um deles é marcante e histórico para o futebol mundial. Campeão da série C do Brasileirão 09 e principal jogador na volta do América à elite brasileira. Durante jogo decisivo na segunda divisão do Campeonato Mineiro, Euller tinha pênalti para bater. Mas ao invés de chutar ao gol, rolou a bola para frente e o atacante Douglas completou para o gol. Jogada que anos depois foi repetida por Messi e Suárez no Barcelona. Euller, o Filho do Vento, aposentou-se no time do coração e ídolo eterno. Após a aposentadoria tornou-se executivo de futebol do América-MG, participando dessa campanha do título da série B deste ano de 2017. Por que jogava de terno? Velocidade, inteligência e liderança. Foram com estas características que Euller se tornou um grande jogador do futebol brasileiro. O Filho do Vento cortava a zaga dos adversários e servia os companheiros de ataque com maestria. 👤 Euller Elias de Carvalho 👶 15 de março 1971 (46 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América-MG, São Paulo, Atlético-MG, Palmeiras, Verdy Kawasaki (JAP), Vasco da Gama, Kashyma Antlers e São Caetano. 🏆 Recopa Sul-Americana 94 (São Paulo); Copa Libertadores 99 (Palmeiras); Campeonato Brasileiro 00, Copa Mercosul 00 👑 sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6,6) #Vasco #Palmeiras #AméricaMG #SãoCaetano #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante

  • Chuta, Dicá

    Uns dizem que era porque preferia jogar no time de cá do que lá, outros porque perguntaram se ele era o irmão de cá em uma fotografia. Mas a certeza é a de que o perfilado de hoje tinha um pé direito certeiro e que esse sim vestia com classe o terno da Ponte Preta: JdT apresenta Oscar Sales Buenos Filho, o Dicá. O jogador iniciou sua jornada no futebol amador de Campinas, pelo Santo Odila, até que aos quatorze anos recebeu propostas para os dois clubes de destaque da cidade: Guarani e Ponte Preta. A paixão de seu pai pelo clube alvinegro o levou para o Moisés Lucarelli e, sete jogos depois, Dicá já atuava no time profissional. Em 69 foi destaque na campanha que deu o título da segunda divisão do estadual à Ponte Preta. No ano seguinte, a equipe foi vice-campeã do Campeonato Paulista, com Dicá eleito o melhor jogador revelação. O meia teve ainda uma passagem pelo Santos até chegar na Portuguesa, sendo parte do elenco que foi um dos campeões do polêmico Paulistão de 73, e vice do mesmo torneio em 75. Mas foi na Ponte Preta que Dicá se consagrou como um dos maiores ídolos. Mais experiente, formou o famoso trio ao lado de Vanderlei e Marco Aurélio e depois fez parte da histórica equipe de 77. Os mais saudosos torcedores da Macaca (e os mais fanáticos também) sabem da importância que teve o jogador que passou da camisa 8 para a 10. Foi eleito o melhor jogador da história do time, sendo o que mais vezes vestiu o terno da Ponte Preta e o maior artilheiro, com 154 gols em 164 jogos. Por que jogava de terno? Falar em Dicá era falar de lançamentos milimétricos, passes certeiros e chute forte, além de um exímio cobrador de faltas. Era considerado o cérebro do time e, mesmo com os constantes vice-campeonatos e de nunca ter recebido um convite para a seleção brasileira, Dicá pode ser considerado um jogador fora de série, ou melhor, de classe. 👤 Oscar Sales Bueno Filho 👶 13 de julho de 1947 (70 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Ponte Preta, Santos, Portuguesa 🏆 Sem títulos de destaque 👑 Revelação Campeonato Paulista 70 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6,5) #PontePreta #Atacante #Brasil

  • O guerreiro chileno

    O perfilado de hoje do JdT é um daqueles volantes aguerridos que não desistem de uma jogada sequer. Daqueles que deixam até a última gota de suor em campo e não prescindem de uma falta violenta quando necessário. Mas Arturo Vidal também sabe jogar com a bola no pé, e como! Não à toa, o chileno se consolidou cada vez mais como um meia completo e criativo pelos clubes que passou. Na seleção de seu país, é um dos principais nomes, ao lado de Alexis Sánchez. Ao longo da carreira, desfilou com ternos pesados e colecionou títulos importantes. E a expectativa é de um futuro ainda repleto de conquistas, já que Vidal é jovem e saudável. O começo de sua trajetória foi em um grande time do Chile, o Colo-Colo. E logo em confronto decisivo, que testa até mesmo os mais experientes: foi na ida da final do torneio Apertura de 2006: o Colo-Colo seria campeão. No torneio Clausura seguinte, Vidal se consolidou, e veio um novo título. A partir daí, veio outro Apertura e mais bons desempenhos, e o jogador chamou a atenção do mercado europeu. Já no ano seguinte, a equipe que ganhou a corrida pelo seu passe foi o Bayer Leverkusen, da Alemanha. O então técnico Rudi Voller observara seu talento no mundial sub-20 e bateu o recorde de vendas do futebol chileno contratando Vidal por 11 milhões de dólares. Na equipe germânica, o volante se firmou como um nome promissor do futebol europeu. Foram sucessivas temporadas de bom futebol pelo Leverkusen, mas os títulos não vieram por conta da fortíssima concorrência nos âmbitos doméstico e internacional. Ainda assim, o desempenho de Vidal continuou a crescer, e o Bayer já não comportava mais o patamar da sua bola. Foi aí que veio o próximo passo: a grande e então ascendente Juventus de Turim contratou os serviços do chileno por 10,5 milhões de euros em 2011. Com o elegante terno da Velha Senhora, o jogador se reencontrou com as conquistas. E foi, também, um grande responsável por elas. Ao lado de Claudio Marchisio, Paul Pogba e do grande Andrea Pirlo, Vidal integrou excelente meio-campo. Junto deles, estava a inquebrável defesa de Buffon, Barzagli, Bonucci e Chiellini, e o estrelado ataque que ora contava com Tevez, ora com Dybala. Esses setores compunham um equilibrado time que estabeleceu um verdadeiro império na Itália. Só faltou o título da Champions League, perdido em 2015 na final contra o Barcelona. Mas, ao todo, o chileno brilhou como nunca, e mais uma vez veio o assédio - e o dinheiro - do futebol alemão: o Bayern de Munique o contratou por 40 milhões de euros em julho daquele ano. Na Baviera, o futebol continuou e continua bom. Vidal se adaptou bem logo de cara, e imediatamente se tornou indispensável. Ainda assim, seu bom futebol e o poderoso elenco que integra ainda não foram suficientes para dar ao chileno o título que o falta: a Liga dos Campeões. Mas, por enquanto, o meia pode se vangloriar de monopólios na Itália e na Alemanha e de importantíssimas conquistas com a seleção: as Copas Américas de 2015 e 2016. Infelizmente, o jogador ficará de fora da próxima Copa da Mundo, de modo que a conquista do mundial ainda é uma realidade distante. Mas Vidal e cia agora vão à caça do título europeu sob a batuta de Jupp Heynckes, que levou a “Orelhuda” a Munique em 2014. Por que joga de terno? Meio-campista completo, Vidal pode exercer todas as posições da meia-cancha. Incansável, agressivo e ótimo na marcação, o chileno pode atuar mais perto da defesa, auxiliando a equipe na recuperação da posse de bola. Também pode jogar como segundo ou terceiro homem do meio, por conta de sua excelente qualidade no passe e boa visão de jogo. Como se não bastasse, ainda é capaz de atuar mais próximo do setor de ataque, já que tem bom drible e finalização excepcional, tanto de longa como de curta distância. Por isso, é um bom batedor de pênaltis e muitas vezes seu chute de longe é um desafogo contra retrancas. Além de tudo, é um bom cabeceador e um líder. Por tudo isso, Vidal é, hoje, um dos melhores meias centrais do mundo. 👤 Arturo Erasmo Vidal Pardo 👶 22 de maio de 1987 (30 anos) 🏠 Chileno 👕 Colo-Colo (CHI), Bayer Leverkusen (ALE), Juventus (ITA), Bayern de Munique (ALE) e Seleção Chilena 🏆 Torneio Apertura 06 e 07, Torneio Clausura 06 (Colo-Colo); Campeonato Italiano 11/12, 12/13, 13/14 e 14/15, Copa Itália 14/15 (Juventus); Campeonato Alemão 15/16 e 16/17, Copa da Alemanha 15/16 (Bayern de Munique); Copa América 15 e 16 (Chile) 👑 Time da Temporada do Campeonato Alemão 10/11; Jogador da Temporada da Juventus 12/13; Time da Temporada do Campeonato Italiano 12/13 e 13/14; Meio-campista da Temporada do site Goal 12/13; Time da Temporada da ESM 13/14; Seleção da Copa América 15 e 16 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,4) #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Meia #ColoColo #BayernMunique #BayerLeverkusen #SeleçãoChilena #Juventus

  • El Cholo Simeone

    Raça e força de vontade nunca faltaram ao atual técnico do Atlético de Madrid, mas nem só disso Simeone viveu durante seus tempos de jogador. Nosso jogador de hoje é o ex-volante argentino Diego Pablo Simeone. Nascido em Buenos Aires, Simeone iniciou nas categorias de base do Vélez Sarsfield. Com apenas 17 anos já foi integrado ao time profissonal e estreou como profissional em 1987 contra o Gimnasia La Plata numa derrota por 2x1. Seu primeiro gol saiu no ano seguinte, também numa derrota por 2x1 para o Deportivo Español. Em 1989 foi vendido ao Pisa da Itália. Permaneceu por lá por três temporadas até transferir-se para o Sevilla da Espanha. Em solo espanhol começou a ter destaque perante ao cenário europeu. No ano de 1994 dois fatos marcaram a carreira de Simeone, a Copa do Mundo daquele ano e a transferência para o Atlético de Madrid. Pelo Atleti foi campeão espanhol e campeão da Copa do Rei em 1995. Valorizado no futebol espanhol, acabou atraindo o interesse da Internazionale que anunciou sua contratação em 1997. Na Itália deu sequência aos títulos, tanto pela Internazionale quanto pela Lazio. Simeone jogou no país italiano por seis anos até acertar sua volta aos Colchoneros em 2003. Jogou duas temporadas pelo seu antigo clube até retornar à Argentina para defender as cores do Racing, seu clube do coração. E por lá encerrou a carreira de jogador e iniciou a de técnico, função a qual já exercia por muitos anos dentro do campo graças a seu espírito de liderança. Por que jogava de terno? Como bom volante argentino que era, Simeone tinha a marcação e a raça como principais características. Apesar das virtudes defensivas, marcou muitos gols durante sua carreira e em todos os clubes que jogou. Hoje é responsável por montar uma das melhores linhas defensivas dos últimos tempos treinando a equipe do Atlético de Madrid. 👤 Diego Pablo Simeone 👶 28 de abril de 1970 (47 anos) 🏠 Argentino 👕 Vélez Sarsfield-ARG, Pisa-ITA, Sevilla, Atlético de Madrid-ESP, Internazionale, Lazio-ITA, Racing-ARG, Seleção Argentina. 🏆 Campeonato Espanhol 95/96 (Atlético de Madrid); Copa da UEFA 97/98 (Internazionale); Supercopa da UEFA 99, Campeonato Italiano 99/00 (Lazio); Copa das Confederações FIFA 92, Copa América 91 e 93, Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos 96 (Seleção Argentina) 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,1) #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #SeleçãoArgentina #Volante #AtléticodeMadrid #Sevilla #VelezSársfield #Lazio

  • Milagrohe

    Todo bom time começa por um bom goleiro. Essa talvez seja uma das frases mais ditas no futebol. Grandes times ficam eternizados nas nossas memórias com títulos. E títulos são conquistados com gols, óbvio, mas também com defesas em momentos importantes. O título da Libertadores conquistado na noite de ontem pelo Grêmio tem uma parcela gigantesca de culpa do nosso homenageado de hoje. Com vocês, Marcelo Grohe. Não são todos os jogadores que conseguem atuar pelo clube que, em sua infância, eram torcedores. Agora, mais difícil ainda é conseguir conquistar um título de grande expressão tendo papel fundamental. Pois Grohe assim o fez. O gaúcho de Campo Bom (RS) vive no Grêmio desde os 13 anos. Porém, aos que chegaram agora e acham que, logo que subiu para o profissional, ele foi títular, estão enganados. Se teve algo que Marcelo Grohe teve que treinar além de suas defesas foi a paciência. Em 2005 o jogador subiu para a equipe profissional e naquela época já fez parte da histórica equipe que conquistou o acesso da Série B na chamada Batalha dos Aflitos. Porém, naquela ocasião o goleiro herói foi outro: Gallato. Os anos passaram e Grohe seguiu sendo reserva e vendo outros arqueiros desempenharem papéis importantes. Pelas traves gremista passaram Saja, Victor e Dida, até que em 2014, com o apoio da torcida, Grohe assumiu a titularidade para nunca mais largar. Mas nem sempre o goleiro teve vida fácil. Vestindo a camisa 1 gremista, Marcelo Grohe, viveu momentos bons e ruins, por vezes sendo questionado quanto à sua qualidade. E, para variar um pouco, foi paciente. A redenção e, por consequência, as pazes com a torcida gremista aconteceu no Equador. Na primeira partida da semifinal Grohe operou um verdadeiro milagre (digno do título de defesa do século) e calou a boca daqueles que tanto o criticavam. Não contente, na primeira partida da final, deu uma de Gordon Banks e defendeu uma cabeçada no puro reflexo, mantendo o Grêmio vivo na busca pela tão sonhada (e agora conquistada) Copa. Por que joga de terno? Marcelo Grohe sempre foi um goleiro seguro. Viveu maus momentos com a torcida, mas sempre que foi necessário, respondeu dentro do campo, com boas atuações. Nas duas últimas conquistas (Copa do Brasil e Libertadores) cresceu em momentos decisivos, acabando com a reclamação da torcida de que era um goleiro que não tinha estrela. 👤 Marcelo Grohe 👶 13 de janeiro de 1987 (30 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio e Seleção Brasileira 🏆 Copa do Brasil 16 e Copa Libertadores 17 👑 Prêmio bola de prata: goleiro 14 e 15. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7,2) #Grêmio #SeleçãoBrasileira #Brasil #Goleiro

  • O último Capitão América

    Não adianta negar, o futebol sulamericano pensa em apenas uma coisa: COPA LIBERTADORES. O primeiro jogo da final ocorreu na última quarta-feira e será decidido hoje. Pensando nisso, o Joga de Terno decidiu lembrar do classudo que ergueu a taça pela última vez no Grêmio: Adílson Batista. Nascido em Curitiba, Adílson iniciou a carreira como jogador em 1986, no Atlético Paranaense. Mesmo sendo zagueiro, tinha como características a boa técnica, além da liderança nata dentro e fora de campo. Adílson passou por outros grandes clubes do Brasil, mas foi no Grêmio que, como jogador, teve o melhor momento de sua carreira. Entre 1995 e 1996 o atleta fez parte do esquadrão imortal que foi campeão da Copa Libertadores de 95 e da Recopa de 96. Foram poucos jogos no tricolor gaúcho, mas a técnica e liderança mostradas pelo zagueiro o marcaram na história gremista. Por lá ficou conhecido como Capitão América. O Mundial, que na época do Grêmio literalmente bateu na trave, foi conquistado por Adílson com outro grande brasileiro: Corinthians. Em 2000 o jogador fazia dupla de zaga com Fábio Luciano e ajudou a equipe corintiana a conquistar o seu primeiro título mundial. Os problemas sérios no joelho impediram Adílson de seguir a carreira, que foi encerrada tecnicamente cedo, com 33 anos. Após vencer o Mundial de Clubes com o Corinthians, o jogador se especializou e virou técnico de futebol. Por que jogava de terno? Adílson Batista era um zagueiro bom de bola. Tanto que, por vezes atuava como volante, ajudando na saída de bola. A técnica e, principalmente, a liderança em campo, eram as características do jogador. Não fossem as lesões no joelho, poderia ter feito ainda mais história. 👤 Adílson Dias Batista 👶 16 de março de 1968 (49 anos) 🏠 Brasileiro 👕 (apenas como jogador) Atlético Paranaense, Cruzeiro, Internacional, Atlético Mineiro, Grêmio, Júbilo Iwata (JAP) e Corinthians 🏆 (Títulos principais como jogador) Copa Libertadores 95 e Recopa 96 (Grêmio), Mundial de Clubes 2000 (Corinthians) 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,0) #Grêmio #Corinthians #Zagueiro #Brasil

  • Muito prazer, meu nome é França

    Hoje no tapete sagrado do JdT, escalamos mais um atacante. O nome dele? Françoaldo Sena de Souza, ou simplesmente França. França surgiu no cenário nacional em 1996, contratado pelo São Paulo, o jovem do Maranhão era reserva de Muller e Almir no Paulistão, em que marcou oito gols. Foram seis anos de São Paulo que fizeram dele o quinto maior artilheiro da historia do tricolor paulista e lhe renderam também algumas convocações para a Seleção. Em sua primeira temporada no Bayer Leverkusen, França não repetiu o rápido sucesso, chegando a ser reserva grande parte da temporada. Porém, na temporada seguinte, França foi titular e peça importante levando o Bayer Leverkusen ao 3ºlugar da Bundesliga, sendo o líder de assistências ao final do campeonato com 14 passes para gol. França também foi ídolo no Japão, onde fez quase toda sua história vestindo o terno do Kashiwa Reysol e antes de encerrar sua carreira fez mais cinco partidas pelo Yokohama FC. Apesar de ter recebido a proposta de alguns clubes para voltar para sua terra natal, o Japão conquistou o coração de França, que mesmo após a sua aposentadoria continua morando lá. Por que jogava de terno? Com muita facilidade dentro da área, era bastante decisivo e habilidoso. Entre 99 e 2000 teve participações em alguns jogos da seleção brasileira em uma época de grande concorrência para vaga no ataque da amarelinha. Foi importante para o São Paulo de 97 a 99 sendo talvez o maior nome do clube naquele período. No Japão é ídolo e teve gols memoráveis na terra do sol nascente. 👤 Françoaldo Sena de Souza 👶 2 de março de 1976 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Nacional (AM), XV de Jaú, São Paulo, Bayer Leverkusen, Kashiwa Reysol, Yokohama FC 🏆 Torneio Rio-São Paulo 01, Campeonato Paulista 98 e 00 (São Paulo) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) #BayerLeverkusen #KashiwaReysol #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante

  • A nova história de Rafael Lima

    O zagueiro Rafael Lima virou destaque na imprensa no último sábado (25). Foi dele o gol da vitória do América sobre o CRB que decretou o título da série B. Mas esse destaque poderia ter acontecido um ano antes e de uma forma bem trágica. Não fosse o corte do então técnico da Chapecoense, Caio Júnior, devido a uma lesão, Rafael Lima estaria naquele avião que matou 71 pessoas e chocou o mundo do esporte. Aos 31 anos, está há mais de 10 anos atuando como profissional. Começou nas categorias de base do Figueirense e jogou até nos Emirados Árabes antes de ser contratado pela Chapecoense em 2012. Fez mais de 200 partidas pelo clube e viu do banco a equipe chegar à inédita final da Sul-Americana. Com uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, Caio Júnior optou por cortar o jogador da final. E o que seria uma frustração se tornou um recomeço. Com a renovação da equipe para 2017 Rafael Lima não teve o contrato renovado e assinou com o América Mineiro. Era a nova oportunidade que o futebol lhe dava meses após ver quase todos os antigos companheiros morrerem em um trágico acidente de avião. Voltou a jogar bola em meio às lembranças e noites difíceis de sono por tudo que viveu e poderia ter vivido. Após um ano de um bom trabalho no clube, garantiu a volta à série A, marcou o gol do título e não se esqueceu dos companheiros. “O acidente é inesquecível. Ninguém que convivia com as pessoas vai esquecer. Imagina eu, que estava com essas pessoas todos os dias. Foi um ano de dificuldade para minha cabeça, para minha mente, até para dormir”. Por que joga de terno? Não se trata de jogar de terno ou não, há poucas informações sobre o jogador na internet e ele poderia ter passado a carreira como apenas mais um jogador entre tantos que não são lembrados por seus feitos. Ou poderia ter se tornado mais um a ser homenageado em todos os jogos da Chapecoense no minuto 71 da partida. Mas quis o destino que mudasse de clube e se consagrasse novamente. Essa é uma daquelas histórias que só o esporte pode nos proporcionar. E como o Joga de Terno gosta de contar histórias hoje o espaço é de Rafael Lima para que possa ficar eternizado no nosso almanaque. 👤 Rafael Ramos de Lima 👶 8 de março de 1986 (31 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Figueirense, Sharjah (EAU), Inter de Santa Maria, Chapecoense, América Mineiro 🏆 Campeonato Catarinense 06 (Figueirense); Campeonato Catarinense 16, Copa Sul-Americana 16 (Chapecoense); Campeonato Brasileiro 17 América-MG 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔 (4) #Chapecoense #AméricaMG #Zagueiro #Brasil

  • Joga de terno ou de smoking?

    Zagueiros costumam ser conhecidos por sua força física, determinação e, na maioria das vezes, como os jogadores do “bola pro mato que o jogo é de campeonato”. Porém, como sempre, há outros exemplos na história: Juan Silveira dos Santos, com certeza, é um deles. Um zagueiro de terno e classudo. Juan chegou ao Flamengo com 10 anos e, aos 17, em 1996, já estreava no profissional e se tornava titular. Com experiências das seleções brasileiras de base, assumiu a posição com firmeza. Ainda jovem, Juan já mostrava ser um jogador diferente. Inteligente, bem posicionado, ótimo tempo de bola, bom jogo aéreo e grande capacidade de desarmar sem fazer falta. Ganhou mais notoriedade e importância no clube na conquista da Mercosul de 99, em pleno Palestra Itália lotado. Juan foi titular durante toda a campanha e ainda fez um gol importantíssimo no empate por 3x3. Em 2001, ano que foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, ganhou o título da Copa dos Campeões com mais um gol na final e, logo depois, se despediu do Flamengo reverenciado pela torcida e foi jogar no futebol alemão, no Bayer Leverkusen. Já no futebol europeu, Juan começou a ser convocado regularmente para a seleção brasileira e tornou-se titular absoluto em 2004. Formou com Lúcio uma das duplas de zagas mais simbólicas e importantes da história da seleção, apesar dos fracassos da Copa de 2006 e 2010. Porém, são a única dupla de zagueiros a jogar junta duas Copas pela Canarinho e conquistaram duas Copas Américas e duas Copas das Confederações. Após ótimas passagens por Leverkusen e Roma, Juan retornou ao futebol brasileiro em 2012, para jogar no Internacional. Ficou no time gaúcho até o fim de 2015, quando acertou sua volta para seu time de coração: o Flamengo. Hoje, Juan é uma das referências da equipe e exerce, apesar de sua timidez, um importantíssimo papel de liderança. Tornou-se um elo entre arquibancada e campo, um jogador reverenciado por sua seriedade e qualidade demonstrada dentro das quatro linhas. Por que joga de terno? Classudo, Juan é exemplo de qualidade técnica, bom posicionamento e capacidade para desarmar na bola. É considerado, por muitos, o melhor zagueiro brasileiro dos últimos tempos. 👤 Juan Silveira dos Santos 👶 1 de fevereiro de 1979 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Bayer Leverkusen, Roma, Internacional e Seleção Brasileira 🏆 Títulos Principais: Copa Mercosul 99, Copa dos Campeões 01 (Flamengo); Copa da Itália 07/08 (Roma); Copa América 04 e 07, Copa das Confederações 05 e 09 (Seleção Brasileira) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,9) #Flamengo #BayerLeverkusen #Roma #Internacional #Brasil #SeleçãoBrasileira #Zagueiro

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