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  • O guerreiro chileno

    O perfilado de hoje do JdT é um daqueles volantes aguerridos que não desistem de uma jogada sequer. Daqueles que deixam até a última gota de suor em campo e não prescindem de uma falta violenta quando necessário. Mas Arturo Vidal também sabe jogar com a bola no pé, e como! Não à toa, o chileno se consolidou cada vez mais como um meia completo e criativo pelos clubes que passou. Na seleção de seu país, é um dos principais nomes, ao lado de Alexis Sánchez. Ao longo da carreira, desfilou com ternos pesados e colecionou títulos importantes. E a expectativa é de um futuro ainda repleto de conquistas, já que Vidal é jovem e saudável. O começo de sua trajetória foi em um grande time do Chile, o Colo-Colo. E logo em confronto decisivo, que testa até mesmo os mais experientes: foi na ida da final do torneio Apertura de 2006: o Colo-Colo seria campeão. No torneio Clausura seguinte, Vidal se consolidou, e veio um novo título. A partir daí, veio outro Apertura e mais bons desempenhos, e o jogador chamou a atenção do mercado europeu. Já no ano seguinte, a equipe que ganhou a corrida pelo seu passe foi o Bayer Leverkusen, da Alemanha. O então técnico Rudi Voller observara seu talento no mundial sub-20 e bateu o recorde de vendas do futebol chileno contratando Vidal por 11 milhões de dólares. Na equipe germânica, o volante se firmou como um nome promissor do futebol europeu. Foram sucessivas temporadas de bom futebol pelo Leverkusen, mas os títulos não vieram por conta da fortíssima concorrência nos âmbitos doméstico e internacional. Ainda assim, o desempenho de Vidal continuou a crescer, e o Bayer já não comportava mais o patamar da sua bola. Foi aí que veio o próximo passo: a grande e então ascendente Juventus de Turim contratou os serviços do chileno por 10,5 milhões de euros em 2011. Com o elegante terno da Velha Senhora, o jogador se reencontrou com as conquistas. E foi, também, um grande responsável por elas. Ao lado de Claudio Marchisio, Paul Pogba e do grande Andrea Pirlo, Vidal integrou excelente meio-campo. Junto deles, estava a inquebrável defesa de Buffon, Barzagli, Bonucci e Chiellini, e o estrelado ataque que ora contava com Tevez, ora com Dybala. Esses setores compunham um equilibrado time que estabeleceu um verdadeiro império na Itália. Só faltou o título da Champions League, perdido em 2015 na final contra o Barcelona. Mas, ao todo, o chileno brilhou como nunca, e mais uma vez veio o assédio - e o dinheiro - do futebol alemão: o Bayern de Munique o contratou por 40 milhões de euros em julho daquele ano. Na Baviera, o futebol continuou e continua bom. Vidal se adaptou bem logo de cara, e imediatamente se tornou indispensável. Ainda assim, seu bom futebol e o poderoso elenco que integra ainda não foram suficientes para dar ao chileno o título que o falta: a Liga dos Campeões. Mas, por enquanto, o meia pode se vangloriar de monopólios na Itália e na Alemanha e de importantíssimas conquistas com a seleção: as Copas Américas de 2015 e 2016. Infelizmente, o jogador ficará de fora da próxima Copa da Mundo, de modo que a conquista do mundial ainda é uma realidade distante. Mas Vidal e cia agora vão à caça do título europeu sob a batuta de Jupp Heynckes, que levou a “Orelhuda” a Munique em 2014. Por que joga de terno? Meio-campista completo, Vidal pode exercer todas as posições da meia-cancha. Incansável, agressivo e ótimo na marcação, o chileno pode atuar mais perto da defesa, auxiliando a equipe na recuperação da posse de bola. Também pode jogar como segundo ou terceiro homem do meio, por conta de sua excelente qualidade no passe e boa visão de jogo. Como se não bastasse, ainda é capaz de atuar mais próximo do setor de ataque, já que tem bom drible e finalização excepcional, tanto de longa como de curta distância. Por isso, é um bom batedor de pênaltis e muitas vezes seu chute de longe é um desafogo contra retrancas. Além de tudo, é um bom cabeceador e um líder. Por tudo isso, Vidal é, hoje, um dos melhores meias centrais do mundo. 👤 Arturo Erasmo Vidal Pardo 👶 22 de maio de 1987 (30 anos) 🏠 Chileno 👕 Colo-Colo (CHI), Bayer Leverkusen (ALE), Juventus (ITA), Bayern de Munique (ALE) e Seleção Chilena 🏆 Torneio Apertura 06 e 07, Torneio Clausura 06 (Colo-Colo); Campeonato Italiano 11/12, 12/13, 13/14 e 14/15, Copa Itália 14/15 (Juventus); Campeonato Alemão 15/16 e 16/17, Copa da Alemanha 15/16 (Bayern de Munique); Copa América 15 e 16 (Chile) 👑 Time da Temporada do Campeonato Alemão 10/11; Jogador da Temporada da Juventus 12/13; Time da Temporada do Campeonato Italiano 12/13 e 13/14; Meio-campista da Temporada do site Goal 12/13; Time da Temporada da ESM 13/14; Seleção da Copa América 15 e 16 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,4) #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Meia #ColoColo #BayernMunique #BayerLeverkusen #SeleçãoChilena #Juventus

  • El Cholo Simeone

    Raça e força de vontade nunca faltaram ao atual técnico do Atlético de Madrid, mas nem só disso Simeone viveu durante seus tempos de jogador. Nosso jogador de hoje é o ex-volante argentino Diego Pablo Simeone. Nascido em Buenos Aires, Simeone iniciou nas categorias de base do Vélez Sarsfield. Com apenas 17 anos já foi integrado ao time profissonal e estreou como profissional em 1987 contra o Gimnasia La Plata numa derrota por 2x1. Seu primeiro gol saiu no ano seguinte, também numa derrota por 2x1 para o Deportivo Español. Em 1989 foi vendido ao Pisa da Itália. Permaneceu por lá por três temporadas até transferir-se para o Sevilla da Espanha. Em solo espanhol começou a ter destaque perante ao cenário europeu. No ano de 1994 dois fatos marcaram a carreira de Simeone, a Copa do Mundo daquele ano e a transferência para o Atlético de Madrid. Pelo Atleti foi campeão espanhol e campeão da Copa do Rei em 1995. Valorizado no futebol espanhol, acabou atraindo o interesse da Internazionale que anunciou sua contratação em 1997. Na Itália deu sequência aos títulos, tanto pela Internazionale quanto pela Lazio. Simeone jogou no país italiano por seis anos até acertar sua volta aos Colchoneros em 2003. Jogou duas temporadas pelo seu antigo clube até retornar à Argentina para defender as cores do Racing, seu clube do coração. E por lá encerrou a carreira de jogador e iniciou a de técnico, função a qual já exercia por muitos anos dentro do campo graças a seu espírito de liderança. Por que jogava de terno? Como bom volante argentino que era, Simeone tinha a marcação e a raça como principais características. Apesar das virtudes defensivas, marcou muitos gols durante sua carreira e em todos os clubes que jogou. Hoje é responsável por montar uma das melhores linhas defensivas dos últimos tempos treinando a equipe do Atlético de Madrid. 👤 Diego Pablo Simeone 👶 28 de abril de 1970 (47 anos) 🏠 Argentino 👕 Vélez Sarsfield-ARG, Pisa-ITA, Sevilla, Atlético de Madrid-ESP, Internazionale, Lazio-ITA, Racing-ARG, Seleção Argentina. 🏆 Campeonato Espanhol 95/96 (Atlético de Madrid); Copa da UEFA 97/98 (Internazionale); Supercopa da UEFA 99, Campeonato Italiano 99/00 (Lazio); Copa das Confederações FIFA 92, Copa América 91 e 93, Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos 96 (Seleção Argentina) 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,1) #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #SeleçãoArgentina #Volante #AtléticodeMadrid #Sevilla #VelezSársfield #Lazio

  • Milagrohe

    Todo bom time começa por um bom goleiro. Essa talvez seja uma das frases mais ditas no futebol. Grandes times ficam eternizados nas nossas memórias com títulos. E títulos são conquistados com gols, óbvio, mas também com defesas em momentos importantes. O título da Libertadores conquistado na noite de ontem pelo Grêmio tem uma parcela gigantesca de culpa do nosso homenageado de hoje. Com vocês, Marcelo Grohe. Não são todos os jogadores que conseguem atuar pelo clube que, em sua infância, eram torcedores. Agora, mais difícil ainda é conseguir conquistar um título de grande expressão tendo papel fundamental. Pois Grohe assim o fez. O gaúcho de Campo Bom (RS) vive no Grêmio desde os 13 anos. Porém, aos que chegaram agora e acham que, logo que subiu para o profissional, ele foi títular, estão enganados. Se teve algo que Marcelo Grohe teve que treinar além de suas defesas foi a paciência. Em 2005 o jogador subiu para a equipe profissional e naquela época já fez parte da histórica equipe que conquistou o acesso da Série B na chamada Batalha dos Aflitos. Porém, naquela ocasião o goleiro herói foi outro: Gallato. Os anos passaram e Grohe seguiu sendo reserva e vendo outros arqueiros desempenharem papéis importantes. Pelas traves gremista passaram Saja, Victor e Dida, até que em 2014, com o apoio da torcida, Grohe assumiu a titularidade para nunca mais largar. Mas nem sempre o goleiro teve vida fácil. Vestindo a camisa 1 gremista, Marcelo Grohe, viveu momentos bons e ruins, por vezes sendo questionado quanto à sua qualidade. E, para variar um pouco, foi paciente. A redenção e, por consequência, as pazes com a torcida gremista aconteceu no Equador. Na primeira partida da semifinal Grohe operou um verdadeiro milagre (digno do título de defesa do século) e calou a boca daqueles que tanto o criticavam. Não contente, na primeira partida da final, deu uma de Gordon Banks e defendeu uma cabeçada no puro reflexo, mantendo o Grêmio vivo na busca pela tão sonhada (e agora conquistada) Copa. Por que joga de terno? Marcelo Grohe sempre foi um goleiro seguro. Viveu maus momentos com a torcida, mas sempre que foi necessário, respondeu dentro do campo, com boas atuações. Nas duas últimas conquistas (Copa do Brasil e Libertadores) cresceu em momentos decisivos, acabando com a reclamação da torcida de que era um goleiro que não tinha estrela. 👤 Marcelo Grohe 👶 13 de janeiro de 1987 (30 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio e Seleção Brasileira 🏆 Copa do Brasil 16 e Copa Libertadores 17 👑 Prêmio bola de prata: goleiro 14 e 15. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7,2) #Grêmio #SeleçãoBrasileira #Brasil #Goleiro

  • O último Capitão América

    Não adianta negar, o futebol sulamericano pensa em apenas uma coisa: COPA LIBERTADORES. O primeiro jogo da final ocorreu na última quarta-feira e será decidido hoje. Pensando nisso, o Joga de Terno decidiu lembrar do classudo que ergueu a taça pela última vez no Grêmio: Adílson Batista. Nascido em Curitiba, Adílson iniciou a carreira como jogador em 1986, no Atlético Paranaense. Mesmo sendo zagueiro, tinha como características a boa técnica, além da liderança nata dentro e fora de campo. Adílson passou por outros grandes clubes do Brasil, mas foi no Grêmio que, como jogador, teve o melhor momento de sua carreira. Entre 1995 e 1996 o atleta fez parte do esquadrão imortal que foi campeão da Copa Libertadores de 95 e da Recopa de 96. Foram poucos jogos no tricolor gaúcho, mas a técnica e liderança mostradas pelo zagueiro o marcaram na história gremista. Por lá ficou conhecido como Capitão América. O Mundial, que na época do Grêmio literalmente bateu na trave, foi conquistado por Adílson com outro grande brasileiro: Corinthians. Em 2000 o jogador fazia dupla de zaga com Fábio Luciano e ajudou a equipe corintiana a conquistar o seu primeiro título mundial. Os problemas sérios no joelho impediram Adílson de seguir a carreira, que foi encerrada tecnicamente cedo, com 33 anos. Após vencer o Mundial de Clubes com o Corinthians, o jogador se especializou e virou técnico de futebol. Por que jogava de terno? Adílson Batista era um zagueiro bom de bola. Tanto que, por vezes atuava como volante, ajudando na saída de bola. A técnica e, principalmente, a liderança em campo, eram as características do jogador. Não fossem as lesões no joelho, poderia ter feito ainda mais história. 👤 Adílson Dias Batista 👶 16 de março de 1968 (49 anos) 🏠 Brasileiro 👕 (apenas como jogador) Atlético Paranaense, Cruzeiro, Internacional, Atlético Mineiro, Grêmio, Júbilo Iwata (JAP) e Corinthians 🏆 (Títulos principais como jogador) Copa Libertadores 95 e Recopa 96 (Grêmio), Mundial de Clubes 2000 (Corinthians) 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,0) #Grêmio #Corinthians #Zagueiro #Brasil

  • Muito prazer, meu nome é França

    Hoje no tapete sagrado do JdT, escalamos mais um atacante. O nome dele? Françoaldo Sena de Souza, ou simplesmente França. França surgiu no cenário nacional em 1996, contratado pelo São Paulo, o jovem do Maranhão era reserva de Muller e Almir no Paulistão, em que marcou oito gols. Foram seis anos de São Paulo que fizeram dele o quinto maior artilheiro da historia do tricolor paulista e lhe renderam também algumas convocações para a Seleção. Em sua primeira temporada no Bayer Leverkusen, França não repetiu o rápido sucesso, chegando a ser reserva grande parte da temporada. Porém, na temporada seguinte, França foi titular e peça importante levando o Bayer Leverkusen ao 3ºlugar da Bundesliga, sendo o líder de assistências ao final do campeonato com 14 passes para gol. França também foi ídolo no Japão, onde fez quase toda sua história vestindo o terno do Kashiwa Reysol e antes de encerrar sua carreira fez mais cinco partidas pelo Yokohama FC. Apesar de ter recebido a proposta de alguns clubes para voltar para sua terra natal, o Japão conquistou o coração de França, que mesmo após a sua aposentadoria continua morando lá. Por que jogava de terno? Com muita facilidade dentro da área, era bastante decisivo e habilidoso. Entre 99 e 2000 teve participações em alguns jogos da seleção brasileira em uma época de grande concorrência para vaga no ataque da amarelinha. Foi importante para o São Paulo de 97 a 99 sendo talvez o maior nome do clube naquele período. No Japão é ídolo e teve gols memoráveis na terra do sol nascente. 👤 Françoaldo Sena de Souza 👶 2 de março de 1976 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Nacional (AM), XV de Jaú, São Paulo, Bayer Leverkusen, Kashiwa Reysol, Yokohama FC 🏆 Torneio Rio-São Paulo 01, Campeonato Paulista 98 e 00 (São Paulo) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) #BayerLeverkusen #KashiwaReysol #SeleçãoBrasileira #Brasil #Atacante

  • A nova história de Rafael Lima

    O zagueiro Rafael Lima virou destaque na imprensa no último sábado (25). Foi dele o gol da vitória do América sobre o CRB que decretou o título da série B. Mas esse destaque poderia ter acontecido um ano antes e de uma forma bem trágica. Não fosse o corte do então técnico da Chapecoense, Caio Júnior, devido a uma lesão, Rafael Lima estaria naquele avião que matou 71 pessoas e chocou o mundo do esporte. Aos 31 anos, está há mais de 10 anos atuando como profissional. Começou nas categorias de base do Figueirense e jogou até nos Emirados Árabes antes de ser contratado pela Chapecoense em 2012. Fez mais de 200 partidas pelo clube e viu do banco a equipe chegar à inédita final da Sul-Americana. Com uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, Caio Júnior optou por cortar o jogador da final. E o que seria uma frustração se tornou um recomeço. Com a renovação da equipe para 2017 Rafael Lima não teve o contrato renovado e assinou com o América Mineiro. Era a nova oportunidade que o futebol lhe dava meses após ver quase todos os antigos companheiros morrerem em um trágico acidente de avião. Voltou a jogar bola em meio às lembranças e noites difíceis de sono por tudo que viveu e poderia ter vivido. Após um ano de um bom trabalho no clube, garantiu a volta à série A, marcou o gol do título e não se esqueceu dos companheiros. “O acidente é inesquecível. Ninguém que convivia com as pessoas vai esquecer. Imagina eu, que estava com essas pessoas todos os dias. Foi um ano de dificuldade para minha cabeça, para minha mente, até para dormir”. Por que joga de terno? Não se trata de jogar de terno ou não, há poucas informações sobre o jogador na internet e ele poderia ter passado a carreira como apenas mais um jogador entre tantos que não são lembrados por seus feitos. Ou poderia ter se tornado mais um a ser homenageado em todos os jogos da Chapecoense no minuto 71 da partida. Mas quis o destino que mudasse de clube e se consagrasse novamente. Essa é uma daquelas histórias que só o esporte pode nos proporcionar. E como o Joga de Terno gosta de contar histórias hoje o espaço é de Rafael Lima para que possa ficar eternizado no nosso almanaque. 👤 Rafael Ramos de Lima 👶 8 de março de 1986 (31 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Figueirense, Sharjah (EAU), Inter de Santa Maria, Chapecoense, América Mineiro 🏆 Campeonato Catarinense 06 (Figueirense); Campeonato Catarinense 16, Copa Sul-Americana 16 (Chapecoense); Campeonato Brasileiro 17 América-MG 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔 (4) #Chapecoense #AméricaMG #Zagueiro #Brasil

  • Joga de terno ou de smoking?

    Zagueiros costumam ser conhecidos por sua força física, determinação e, na maioria das vezes, como os jogadores do “bola pro mato que o jogo é de campeonato”. Porém, como sempre, há outros exemplos na história: Juan Silveira dos Santos, com certeza, é um deles. Um zagueiro de terno e classudo. Juan chegou ao Flamengo com 10 anos e, aos 17, em 1996, já estreava no profissional e se tornava titular. Com experiências das seleções brasileiras de base, assumiu a posição com firmeza. Ainda jovem, Juan já mostrava ser um jogador diferente. Inteligente, bem posicionado, ótimo tempo de bola, bom jogo aéreo e grande capacidade de desarmar sem fazer falta. Ganhou mais notoriedade e importância no clube na conquista da Mercosul de 99, em pleno Palestra Itália lotado. Juan foi titular durante toda a campanha e ainda fez um gol importantíssimo no empate por 3x3. Em 2001, ano que foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, ganhou o título da Copa dos Campeões com mais um gol na final e, logo depois, se despediu do Flamengo reverenciado pela torcida e foi jogar no futebol alemão, no Bayer Leverkusen. Já no futebol europeu, Juan começou a ser convocado regularmente para a seleção brasileira e tornou-se titular absoluto em 2004. Formou com Lúcio uma das duplas de zagas mais simbólicas e importantes da história da seleção, apesar dos fracassos da Copa de 2006 e 2010. Porém, são a única dupla de zagueiros a jogar junta duas Copas pela Canarinho e conquistaram duas Copas Américas e duas Copas das Confederações. Após ótimas passagens por Leverkusen e Roma, Juan retornou ao futebol brasileiro em 2012, para jogar no Internacional. Ficou no time gaúcho até o fim de 2015, quando acertou sua volta para seu time de coração: o Flamengo. Hoje, Juan é uma das referências da equipe e exerce, apesar de sua timidez, um importantíssimo papel de liderança. Tornou-se um elo entre arquibancada e campo, um jogador reverenciado por sua seriedade e qualidade demonstrada dentro das quatro linhas. Por que joga de terno? Classudo, Juan é exemplo de qualidade técnica, bom posicionamento e capacidade para desarmar na bola. É considerado, por muitos, o melhor zagueiro brasileiro dos últimos tempos. 👤 Juan Silveira dos Santos 👶 1 de fevereiro de 1979 (38 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Bayer Leverkusen, Roma, Internacional e Seleção Brasileira 🏆 Títulos Principais: Copa Mercosul 99, Copa dos Campeões 01 (Flamengo); Copa da Itália 07/08 (Roma); Copa América 04 e 07, Copa das Confederações 05 e 09 (Seleção Brasileira) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,9) #Flamengo #BayerLeverkusen #Roma #Internacional #Brasil #SeleçãoBrasileira #Zagueiro

  • O gol do hepta

    O jogo entre Corinthians e Fluminense que decretou o sétimo título no Campeonato Brasileiro para o time paulista, tinha um toque especial para um dos comandados de Fábio Carile. Para Jadson. Era seu 150º jogo com o terno do Timão. As chances de título deram ainda mais sabor a comemoração do meia, mas, melhor ainda, foi sair com o gol que sacramentou a conquista. O número soma as duas passagens de Jadson no time. Revelado no Atlético Paranaense, o meia jogou por sete anos no Shakthar Donetsk. A regularidade na Ucrânia chamou a atenção do São Paulo, em 2012. E depois de sete temporadas longe das terras tupiniquins, o meia retornou pelo tricolor, com a responsabilidade de jogar com o terno número 10, recebido das mãos do ídolo Raí. Desfilando pelos tapetes verdes no Brasil, foi por bom tempo o destaque do São Paulo, ao lado de Lucas. E o reconhecimento de seu futebol ainda era dado na Ucrânia. Jadson foi o primeiro estrangeiro a estar na calçada da fama do antigo time. Ainda que fosse um meia de qualidade, o momento do São Paulo começou a piorar. Coincidência ou não, foi na mesma época em que Lucas foi vendido ao PSG, da França. Deslocado a fazer a função da joia tricolor, Jadson perdeu suas características e caiu de rendimento. Foi ai que, em 2014, foi envolvido numa troca entre São Paulo e Corinthians. Jadson vestiria o terno do Timão, enquanto o Corinthians enviava Alexandre Pato, contestado por lá. Deu certo, Jadson voltou a brilhar e foi um dos responsáveis pelo título brasileiro do timão em 2015. Em alta, constantemente convocado a Seleção, o meia foi um dos muitos vendidos ao mercado Chinês, responsável pelo desmanche do campeão brasileiro. Depois de uma temporada no Oriente, Jadson retornou ao Timão no começo de 2017. O time ainda tentava se reerguer e não lembrava em nada aquele campeão de duas temporadas atrás. Visto como a "Quarta força de São Paulo" no inicio do ano, o Timão não se abalou e conquistou o Estadual. Longe dos holofotes, que ainda iluminavam times como Flamengo, Atlético-MG e o então campeão nacional Palmeiras, o Corinthians surpreendeu no primeiro turno, quebrando recordes e garantindo o torneio. Mesmo com a queda de rendimento, no dia 15-11-2017 o Corinthians sacramentou o título. o terceiro gol da virada diante o Fluminense saiu dos pés de Jadson, que estava em baixa, talvez reflexo do segundo turno que o time tinha até então. Por que joga de terno? Tem passagens de destaque pelo São Paulo, Shakthar e Corinthians. Por muito tempo, era cotado para seleção Brasileira. Talvez Jadson não viva bom momento hoje no Corinthians, mas, se precisasse consagrar ainda mais a carreira, esse momento foi na noite de conquista do 7º título brasileiro do Timão, quando entrou no intervalo, melhorou o time e participou da virada, sacramentando o resultado com o terceiro gol. 👤 Jadson Rodrigues da Silva 👶 5 de outubro de 1983 (34 anos) 🏠 Brasil 👕 Atlético Paranaense, Shakthar Donetsk, São Paulo, Corinthians, Tianjin Quanjian e Seleção Brasileira. 🏆 (principais): Campeonato Ucraniano: 04/05, 05/06, 07/08; Copa da UEFA 08/09 (Shakthar Donetsk); Copa Sul-Americana: 2012 (São Paulo); Campeonato Brasileiro: 15 e 17 (Corinthians); Copa das Confederações: 2013 (Seleção Brasileira). 👑 Prêmio Craque do Brasileirão: 2015; Bola de Prata de melhor meia-direita do Brasileirão de 2015. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6,6) #ShakhtarDonetsk #AtléticoPR #Corinthians #SãoPaulo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Meia

  • El Cobra

    Muitos dos que nos acompanham no JdT são entusiastas da década de 90 no futebol. Sem dúvida, foi uma período de muito talento, técnica e irreverência. E também de muitas promessas que acabaram por não se concretizar. Este é o caso do romeno Adrian Ilie. O estádio de Mestalla recebia Adrian Ilie em 98, depois do jogador revelado nas planícies da Romênia registrar breve atuação no Galatasaray e uma participação na Copa do Mundo que chamou a atenção ao seu futebol considerado promissor. Já na temporada 97/98 vestindo o terno do Valência, ILie ficou conhecido como "O Cobra", apelido colocado pelo técnico Cláudio Ranieri descrevendo-o como "letal como uma cobra, que pica e mata você". E seu início não deixou a desejar, marcando 12 gols jogando a segunda rodada do campeonato espanhol e ajudando a equipe a cravar a Copa do Rei. A trajetória do Valência ao vice-campeonato da Liga dos Campeões em 2000 não viu muito o esperado brilho do centroavante. Uma série de lesões complicou seu desempenho no clube e, depois das duas últimas fracas temporadas e esgotado fisicamente, chegou ao Alavés de 02/03. Marcou seis gols em 25 jogos, mas novamente as lesões o impediram de contribuir com a equipe que caiu para a segunda divisão. Entre 1993 e 2005, defendeu as cores da seleção romena por 55 jogos, marcando 13 gols. Entre os episódios de destaque, a classificação para a segunda fase na Copa de 98 quando todos os jogadores pintaram o cabelo de amarelo, menos o goleiro que era careca. Mas, suas habilidades para o futebol não foram totalmente exploradas e isso o levou a passar sem dor ou glória para Alavés, Besiktas, FC Zürich e o russo Terek Grozny depois de três anos aposentado em 2009, até deixar de vez a carreira como jogador. Por que jogava de terno? Adrian Ilie tinha muita velocidade e objetividade, um atacante não muito espetacular, mas bastante eficaz, com muita garra e mobilidade, para o qual as lesões não permitiram avançar completamente. 👤 Adrian Bucurel Ilie 👶 20 de abril de 1974 (43 anos) 🏠 Romeno 👕 Electroputere Craiova, Steaua Bucareste, Galatasaray, Valencia, Deportivo Alavés, Besiktas, Zürich e Seleção Romena 🏆 Liga Romena 93/94, 94/95 e 95/96; Copa do Rei 99 (Valencia) ; Campeonato Espanhol 02 (Valência) 👑 Jogador romeno do ano 98 (Gazeta Sporturilor) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #SteuaBucareste #Besiktas #Valencia #Galatasaray #CopadoMundo1998 #Atacante #SeleçãoRomena

  • Brian Clough e o desejo de chegar ao topo... e permanecer nele

    Histórias de superação são sempre bem vistas como sugestão de roteiro para um filme. Afinal, quem não deseja ver a história de alguém que saiu de baixo e conquistou o topo? No futebol, pelo menos aqui no Brasil, quando falamos de superação sempre lembramos de Ronaldo "Fenômeno". Por isso hoje o Joga de Terno vem sugerir uma outra história, menos famosa e em outra época. Estamos falando de Brian Clough, treinador inglês e o documentário Maldito Futebol Clube (The Damned United) dirigido por Tom Hooper e gravado na Inglaterra em 1998. A história segue um roteiro não-linear e conta como Clough saiu da condição de treinador desconhecido na segunda divisão, com o Derby County, ao cargo de técnico de técnico do Leeds United, um dos maiores clubes da Inglaterra da época, e sua queda apenas 44 dias depois de assumir o cargo. O filme começa quando assumira o cargo de Don Revie, seu desafeto e recém-nomeado técnico da Seleção Inglesa. Depois, entre indas e vindas na linha do tempo, vamos aos poucos entendendo como Clough se tornou um técnico vitorioso pelo Derby County - com a ajuda do assistente técnico e amigo pessoal Peter Taylor - e como surgiu essa desavença com o antigo técnico do Leeds. A dupla Clough e Taylor se notabilizou por conseguir trazer jogadores bons e baratos ao elenco e assim, levar o Derby ao título do Campeonato Inglês da 2ª divisão, na temporada 68/69 e em 71/72 Campeão Inglês. Enquanto ainda estava na 2ª divisão e bem antes de imaginar se tornar campeão, o Derby de Clough jogaria em casa pela FA Cup (Copa da Inglaterra) contra o poderoso Leeds de Don Revie. Ao chegar ao estádio, Don Revie teria se recusado a cumprimentar o seu ex-admirador e agora desafeto Brian Clough. Depois de se tornar um célebre treinador à frente do Derby County, foi chamado, anos mais tarde, para assumir o cargo deixado pelo desafeto Don Revie no Leeds. Sua arrogância e duras críticas ao estilo de jogo do antigo treinador minaram a equipe e sua passagem por lá durou incríveis 44 dias (nada surpreendente se fosse no Brasil). O filme foi muito bem aceito, com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, um dos maiores sites especializado em críticas, que classificou como "melhor que a maioria dos filmes sobre futebol" e destaca ainda a atuação de Michael Sheen como Clough. Mas nem todo mundo gostou. A família do treinador simplesmente boicotou o filme, protestando por mostrarem um treinador egoísta, agressivo e fumante inveterado, além de fatos que não aconteceram. Por exemplo, Clough chegou a assumir o comando do Brighton por uma temporada antes de aceitar o convite do Leeds. No filme, porém, mostra que ele não cumpre o contrato, o que pode passar a imagem de uma pessoa ambiciosa e que não cumpre seus compromissos, o que vai de encontro às críticas da família. Johnny Gilles, célebre jogador irlandês, inclusive, reclamou da forma como foi retratado enquanto jogador do Leeds e chegou a receber um pedido de desculpas dos produtores e a promessa de ter cenas excluídas. Vale a pena assistir? Por tudo isso, o filme acaba se tornando mais uma produção baseada em fatos reais do que propriamente um documentário, feito para romantizar a história de superação de um treinador que tinha como meta se superar e superar ao seu rival - o que de fato conseguiu - mas fica a dúvida até que ponto esse estilo irônico, agressivo e tão obstinado do treinador é, de fato, verdade. Contudo, as atuações são excelentes e a ambientação de um futebol em uma época bem distante do que se vê hoje nas arenas modernas da Inglaterra também, o que tornam Maldito Futebol Clube uma ótima experiência para quem deseja saber mais sobre a carreira de uma dos maiores treinadores da Inglaterra - que curiosamente nunca assumiu a seleção - com um pouquinho de pesquisa para auxiliar. 🎥 Maldito Futebol Clube (The Damned United) 👤🎥 Tom Hooper 📅 1998 💻 Youtube 🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬 (8)

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