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  • Um roteiro escrito a 22 pernas: um dia pro Galo!

    Você se lembra do que fazia no dia do jogo que deu a seu time o título mais importante que você já viu? Talvez não seja tão difícil, mas dez torcedores do Clube Atlético Mineiro lembram exatamente do dia 24 de julho de 2013. Eles são os protagonistas/espectadores em "O Dia do Galo", documentário que conta como foi o dia de cada quando o Galão da Massa conquistou seu maior título. O vídeo tem seu início com cada um deles acordando e termina no grito de "É Campeão". Chama atenção pela peculiaridade das diferentes maneiras que cada um passa o dia tão esperado. E o vídeo não se esforça muito para criar o clima tenso de quem estava prestes a decidir a Copa Libertadores da América. Tirando a fotografia um pouco fria e a falta de trilha, o clima quem faz mesmo são os protagonistas. Seja uma senhora de idade avançada, um pai que aparentemente cuida do filho sozinho, uma jovem atleticana. Também há um padre, que sereno inicia o dia celebrando uma missa e termina com a tensão que a final dá. Mas, dos dez, se destacam dois: Lucas Flainbat, que vai trabalhar cedo e não consegue pensar em outra coisa senão na final de mais tarde. Durante o jogo, tem suas reações filmadas o tempo todo na arquibancada, o que representa a torcida presente no Mineirão aquele dia. Outro é Mário Henrique Caixa. Deputado Estadual e locutor de uma das principais emissoras de Rádio de Minas Gerais. Atleticano, ele repassa a emoção da partida em sua narração. O documentário é simples e todo o roteiro se baseia mesmo na partida: o início dramático, os reveses que fez parecer que o título não viria (só com o gol aos 41 do segundo tempo isso se desfaz) o clímax com as decisões do pênaltis e a redenção com o final feliz junto ao título de Campeão da América de 2013. Talvez os pontos fracos seja algumas passagens dos personagens. Há um que o tempo todo filma a si próprio de baixo pra cima (talvez com a câmera presa a cintura) sem que qualquer reação seja transmitida. Totalmente dispensável. Mas é interessante ver como cada um torceu naquele jogo e suas maneiras tão diferentes: narrando a partida para milhões de pessoas, no meio da torcida no Mineirão, junto a família no sofá de casa ou num aparente churrasco com os amigos, em meio a multidão da rua, sozinho em casa com o computador, cuidando de seu bar (o famoso Bar do Orlando), transformado em reduto de atleticano naquela noite ou... fumando cigarro... Vale a pena assistir? Se você for um torcedor atleticano, vai se sentir representado de alguma forma nesse filme. Se for qualquer de qualquer outro time, você terá a sensação de como uma torcida, sedenta de título importante, que atravessava um jejum incrível, se livrou desses tabus e soltou o grito de "Campeão" numa das finais mais sofridas da Libertadores da América. Assista! 🎥 Dia do Galo 👤🎥 Cris Azzi, Felipe Fernandes 📅 2015 💻 Alicate, Delícia Filmes, Nitro Imagens Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬 (8) #AtléticoMG

  • Nem adianta trazer o milho pois essa não pipoca!

    Tem craque que a gente sabe que é craque por fazer presença nas horas mais difíceis. Falou em decidir partidas importantes? Basta chamar a nossa classuda de hoje, Carli Lloyd. Lloyd começou cedo sua relação com o futebol. Aos cinco anos já jogava nas categorias de bases em Nova Jersey sua cidade natal, se tornando depois a maior goleadora do time feminino da Rutgers University. Lloyd foi ainda membro da equipe nacional Júnior dos Estados Unidos que venceu a copa nórdica de 02-05, mas considerou abandonar o esporte quando foi cortada e, na ocasião, seu técnico determinou que ela precisava desenvolver seu temperamento e aptidões mentais a nível de seu futebol. As atividades deram certo e já em 2005 registrava sua primeira participação na seleção oficial dos Estados Unidos. Tendo se estabelecido como parte principal do meio de campo, foi protagonista nos Jogos Olímpicos de 2008, marcando contra o Japão na fase de grupos e o único gol da final já na prorrogação, tirando das brasileiras a medalha de ouro. E assim também o foi na conquista de 2012 e na Copa do Mundo de 2015, sendo eleita a melhor jogadora da competição muito devido ao hat-trick na final contra as japonesas. Após marcar pela 46ª vez pela seleção, em jogo contra a Nova Zelândia, em outubro de 2013, tornou-se a meio-campista com mais gols na história da equipe, superando os 45 de Julie Foudy. Em sua carreira, passou ainda pelas equipes feminina de Chicago Red, Dash Houston e Manchester City, quando garantiu o título inglês ao marcar na final deste ano. Além de ser importante em partidas decisivas, a eleita por duas vezes melhor do mundo também é parte importante do crescimento do futebol feminino em seu país. No ano de 2016, ela estava entre as jogadoras que entraram com uma queixa contra a Federação Americana por discriminação salarial, alegando que no ano anterior as mulheres haviam recebido o valor quatro vezes menor que o dos homens mesmo tendo gerado muito mais receita no futebol do país. Neste ano, assinaram um acordo vigente até 2021, garantindo aumento nos salários e bônus por objetivos alcançados, além de melhores condições de viagens e acomodações. Por que joga de terno? Se tem uma palavra que não entra no dicionário de nossa classuda, essa palavra é pop corn. Embora tenha sido criticada por sua inconsistência e temperamento no início da carreira, Lloyd evoluiu para uma das melhores jogadoras do mundo, sendo destaque suas determinação, energia e versatilidade técnica. E claro, os gols decisivos! 👤 Carli Anne Lloyd 👶 16 de julho de 1982 (35 anos) 🏠 Estadunidense 👕 Central Jersey Splash, New Brunswick Power, South Jersey Banshees, New Jersey Wildcats, Chicago Red Stars, Sky Blue FC, Atlanta Beat, Western New York Flash, Houston Dash, Manchester City e Seleção Norte-americana. 🏆 Atleta EUA do ano 12, Jogadora do ano Concacaf 15, Gol da Copa do Mundo FIFA 15, Melhor jogadora do mundo FIFA 15 e 16, Prêmio Puskás 16, 👑 Jogos Olímpicos 08 e 12, Copa do Mundo Feminina 15, Copa da Inglaterra Feminina 16/17 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,5) #FutebolFeminino #SeleçãoEstadunidense #Atacante

  • O brilho da Costa Rica

    A Costa Rica disputou a sua primeira Copa do Mundo em 1990. Naquele ano, os estreantes não fizeram feio e chegaram às oitavas de final com grandes atuações do goleiro Luis Gabelo Conejo, que fechou o gol costarriquenho e terminou o mundial como o melhor de sua posição. Mas nosso perfilado não é o goleiro lendário dos anos 80 e 90, mas o seu principal herdeiro: Keylor Navas, goleiro do Real Madrid e que hoje levantou mais um caneco, seu 10º com a camisa merengue. Revelado pelo Saprissa, Navas profissionalizou-se em 2005, aos 18 anos e jogou pela equipe do seu país por cinco anos. Em 2010, foi contratado pelo Albacete, uma equipe da segunda divisão espanhola. Curiosamente, Keylor Navas repetiu os passos de Conejo, que também jogou pelo Albacete entre 1991 e 1994. O goleiro permaneceu no time até 2012, quando foi emprestado ao Levante, que havia acabado de subir para a primeira divisão da La Liga. Inicialmente reserva, Navas provou o seu talento e garantiu a titularidade no jogo contra o Athletic Bilbao, na vitória por 3x0, sua estréia na primeira divisão espanhola, de onde até hoje, não saiu mais. A Copa do Mundo no Brasil, em 2014, foi a grande oportunidade da carreira de Keylor Navas e ele não desperdiçou. A Costa Rica já tinha um desafio enorme logo na primeira fase. Em seu grupo, três seleções campeãs mundiais: Inglaterra, Uruguai e Itália. A Costa Rica surpreendeu e logo tornou-se a sensação do torneio, se classificando em primeiro lugar. Nas oitavas, naquele 29 de junho, Navas mostrou toda a sua elasticidade ao defender o pênalti decisivo contra a Grécia. Uma classificação inédita às quartas-de-final nas luvas do goleiro herói. A Costa Rica foi eliminada na fase seguinte, pela Holanda, mas as grandes atuações de Navas o levaram ao Real Madrid. Keylor Navas foi apresentado em Madri logo após o torneio, em agosto. Inicialmente reserva de Ilker Casillas, o costa-riquenho ganhou a titularidade em 2015. Grande parte da imprensa e da torcida não acreditavam no potencial de Navas para defender a meta do Real Madrid tão cedo. Mas as grandes atuações do goleiro na Liga dos Campeões e no Campeonato Espanhol, logo em sua primeira temporada, provaram que Navas não era um craque de momento. Apesar disso, Navas recebe críticas recorrentes, principalmente por não ser muito alto e por ser considerado lento em algumas jogadas. Apesar dos títulos na Liga dos Campeões, no Campeonato Mundial e no Mundial de Clubes, David De Gea e Thibaut Courtois parecem sempre estar a sombra do gol defendido por Navas. Por que joga de terno? Navas é um goleiro que possui excelentes qualidades técnicas: elasticidade, reflexo e ótimo senso de posicionamento, além de boa impulsão. Todas essas características passam segurança à defesa e colocam Keylor Navas entre os melhores. O goleiro tem sido fundamental para a equipe do Real Madrid e para a sua seleção nacional, que agora se prepara para enfrentar o Brasil na Copa do Mundo de 2018. 👤 Keylor Antonio Navas Gamboa 👶 15 de dezembro de 1986 (31 anos) 🏠 Costa-riqueno 👕 Saprissa, Albacete, Levante, Real Madrid e Seleção da Costa Rica 🏆 Campeonato Costarriquenho 05,06,07,08 e 10 (Saprissa), Liga dos Campeões 15/16 e 16/17, Campeonato Espanhol 17, Mundial de Clubes 14,16 e 17 (Real Madrid) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7) #RealMadrid #Goleiro #SeleçãodaCostaRica #CopadoMundo2014

  • Kazu ou Tsubasa?

    Você já ouviu falar da história daquele japonês que iniciou a sua carreira como jogador de futebol no Brasil e foi um dos responsáveis por levar o Japão a disputar a sua primeira Copa do Mundo, né? Sim, estamos falando de Oliver Tsubasa, o personagem do anime Supercampeões. Mas e se te contarem que existiu realmente um jogador japonês que fez isso? Pois é, este é o classudo de hoje: Kazuyoshi Miura, ou melhor, Kazu. Nascido em Shizuoka, Kazu iniciou jogando bola na base de alguns clubes do Japão até seus 15 anos, quando decidiu sozinho tentar a vida no Brasil em 1982, quando chegou ao Juventus (SP). Pelo Moleque Travesso, Kazu jogou até 1986, quando se transferiu para o Santos e estreou para o futebol profissional, se tornando o primeiro japonês a jogar no Brasil. O atleta ainda conquistou a marca de ser o primeiro japonês a marcar um gol no futebol brasileiro. Em 1988 Kazu balançou as redes jogando pelo XV de Jaú, em um Campeonato Paulista contra o Corinthians. O jovem jogador japonês ainda rodou por algumas equipes do Brasil antes de retornar ao Japão, em 1990. Por lá o atleta se tornou um dos principais jogadores da seleção japonesa, ajudando a equipe a conquistar a Copa da Ásia de 1992. Apesar de nunca ter disputado uma Copa do Mundo, o jogador foi um dos pilares da seleção japonesa que conquistou a vaga para a disputa da primeira Copa do Mundo da história do país, a Copa de 98, na França, sendo deixado de fora pelo então treinador Takeshi Okada, que optou por um jogador mais novo para compor o elenco. Após ser destaque nos gramados, Kazu decidiu se arriscar no futsal. Em 2012, com 45 anos, se tornou o jogador mais velho a atuar em uma partida da Copa do Mundo da modalidade. Por que jogava de terno? Kazu não é um grande craque mundial, mas historicamente representou muito para o Japão. Foi um dos principais jogadores na conquista da Copa da Ásia de 92, ajudou a equipe a fazer boas eliminatórias para a Copa de 1994 e 1998 (quando foi destaque da seleção que fez a estreia em mundiais), apesar de não ter sido convocado para a disputa. Ainda é o maior artilheiro da Seleção Japonesa, com 56 gols 👤 Kazuyoshi Miura 👶 26 de fevereiro de 1967 (50 anos) 🏠 Japonês 👕 Santos, Palmeiras, Matsubara, CRB, XV de Jaú, Coritiba, Tokyo Verdy (JAP), Genoa (ITA), Dinamo Zagreb (CRO), Kyoto Purple Sanga (JAP), Vissel Kobe (JAP), Yokohama FC e Seleção Japonesa. 🏆 Campeonato Alagoano 87 (CRB), Campeonato Paranaense 89 (Coritiba), Campeonato Japonês 90/91, 91/92, 93 e 94 (Tokyo Verdy), Copa do Japão 91, 92, 93 e 94 (Tokyo Verdy) e Copa da Ásia 92 (Japão). 👑 Artilheiro das eliminatórias asiáticas 94 e 98. Classômetro: 👔👔👔👔 (4,5) #Coritiba #SeleçãoJaponesa #Atacante

  • Ministro Costinha

    *Via @caderneta.de.cromos A minha primeira participação no JdT não poderia começar de outra forma não sendo a escrever sobre um português que vive e jogava de terno. Costinha para além de usar o terno dentro de campo, fora dele também só usa terno e gravata. Um jogador que usavas as pernas para carregar o potente cérebro que fazia do seu jogo uma preciosidade para qualquer treinador que o comandasse. Mas engana-se quem pense que com isto quis dizer que tecnicamente era limitado. Longe disso. Ele tinha capacidades de passe e recepção evoluídas que permitiam fazer dele o primeiro homem de construção de jogo. Fez toda a sua formação no Oriental, clube de Lisboa. Magro e de estatura média, o Francisco Costa passou a chamar-se Costinha. E assim ficou até hoje. Talvez pela sua estrutura física, durante a sua formação juvenil e nos primeiros anos de profissional, Costinha não chamou a atenção dos maiores clubes portugueses. Nos primeiros três anos, não passou da segunda divisão portuguesa. Mas o rapaz tinha qualidade, e por mais debilidades físicas que ele tivesse, o seu jogo não enganava: era craque. Em 1997, sem nunca ter jogador na primeira liga portuguesa, transfere-se para o Mónaco. De um momento para o outro, vê-se a dividir o vestiário com Henry, Trezeguet, Barthez e Sagnol. As suas capacidades começaram a dar nas vistas. No jogo de despedida de Raí do Parque dos Príncipes, num jogo entre Mónaco e PSG, o brasileiro disse a Costinha: “nem no meu jogo de despedida me deixaste tocar na bola. Que jogaço”. E em jeito de admiração e reconhecimento, ofereceu a sua camisa ao português. Campeão no Mónaco em 1999, transfere-se para o Porto e foi lá, com esse terno vestido, que escreveu os melhores capítulos da sua carreira. Sob o comando de José Mourinho, Costinha foi peça chave da conquista da Taca UEFA, Champions e Taca Intercontinental. O ponto alto individual da carreira deste classudo foi em 2004, no estádio de Old Trafford. No último minuto de jogo, Costinha aproveita a defesa incompleta de Tim Howard e faz o golo que carimbou o acesso do F.C.Porto à fase seguinte da Champions League, Depois desse golo, veio a mítica e inesquecível corrida de festejo de Mourinho pela linha lateral. Nesse mesmo ano, o Porto acabaria por vencer a competição. Também na seleção portuguesa conseguiu brilhar, fazendo parte da mágica mas inglória seleção de 2004, de Scolari. Formou um dos mais saudosos meios campos da história do futebol português com um triângulo poderoso - Costinha, Maniche e Deco. Ao todo, foram 53 internacionalizações de quinas ao peito. Depois do Porto passou pelo Dinamo de Moscovo, Atlético de Madrid e Atalanta, porém, nunca no nível que prometera no início da sua carreira. Por que jogava de terno? Um puro 6 difícil de voltar a encontrar nos dias de hoje, Costinha era o pendulo perfeito para balancear uma equipa. A sua Inteligencia táctica, perfeito no posicionamento, exímio no roubo bolas, elegante na forma como tratava a bola e com jeito para marcar golos no final do jogo, fazem de Costinha um Jogador de Terno. 👤 Francisco José Rodrigues da Costa 👶 1 de Dezembro de 1974 (43 anos) 🏠 Português 👕 Oriental (PT), Machico (PT), Nacional (PT), Mónaco (FR), Porto (PT), Dínamo Moscovo (RUS), Atlético Madrid (ES), Atalanta (IT) e Seleção Portuguesa. 🏆(principais) Campeonato Francês 99/00 (Mónaco); Campeonato Português 02/03 e 03/04, Taça de Portugal 02/03, Copa da UEFA 02/03, Liga dos Campeões da UEFA 03/04 e Mundial de Clubes 2004 (Porto). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,6) #Mônaco #Porto #SeleçãoPortuguesa #CopadoMundo2006 #Volante

  • O cigano marroquino

    Em 2010, começava mais uma Copa do Mundo, na África do Sul. Um dos embaixadores da competição eleitos pela Fifa e destaque do continente africano é também o classudo de hoje: o marroquino Mustapha Hadji. Mustapha Hadji saiu do Marrocos ainda criança para morar na França, país onde iniciou sua carreira no futebol. Em 1991, aos 20 anos, estreava como profissional pelo Nancy, atuando por cinco temporadas e ajudando a levar o time para a primeira divisão francesa. Sua atuação chamou atenção o suficiente para receber um convite da seleção francesa para um amistoso, recusado pelo meia pois pretendia representar a seleção de Marrocos. E assim o fez na Copa de 94, declarando posteriormente "Marrocos sempre esteve perto do meu coração, apesar de ter feito minha carreira na França". Na volta, enfrentou problemas com o clube francês e foi transferido para o Sporting Lisboa, tendo a oportunidade de atuar na Liga dos Campeões. De lá, partiu para o futebol espanhol recebendo a missão de orquestrar o meio de campo do Deportivo La Coruña ao lado de nomes do futebol brasileiro como Bebeto, Donato, Rivaldo e Mauro Silva. Foi vestindo o terno dos blanquiazules que recebeu, em 1998, o prêmio de melhor jogador africano da temporada, desbancando o nigeriano Okocha na votação. Seu caminho cigano seguiu ainda pelo futebol inglês com Coventry City e Aston Villa, e ainda pelo árabe, alemão antes de encerrar a carreira em Luxemburgo, no ano de 2010. Mesmo sem ter atuado em clubes do Marrocos, Hadji é sem dúvida o melhor jogador do seu país, por sua qualidade técnica refinada e pelo seu orgulho em defender as cores da pátria. Pela seleção marroquina, foram 54 jogos e 13 gols, e, além da Copa de 94, atuou também na de 98, quando marcou seu único gol em competições mundiais. Por que jogava de terno? A falta de títulos pode não refletir de fato suas habilidades. Hadji tinha visão de jogo diferenciada, qualidade técnica e potência nos chutes. Mistura para marroquino nenhum botar defeito. 👤 Mustapha Hadji 👶 16 de novembro de 1971 (46 anos) 🏠 Marroquino 👕 Nancy (FRA), Sporting CP (POR), Deportivo La Coruña (ESP), Conventry City, Aston Villa (ING), Espanyol (ESP), Emirates Club (EAU), Saarbrücken (ALE), Fola ESch (LUX). 🏆 Nenhum título de destaque 👑 Jogador africano do ano 98 - CAF Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,1) #CopadoMundo1998 #CopadoMundo1994

  • Billy Costacurta

    A alcunha utilizada pelo classudo é algo incomum no futebol, ainda mais por se tratar por um jogador italiano. Seu apelido se deve à paixão pelo basquete americano, mas falando do nosso esporte, Costacurta é o cara a ser falado hoje. Alessandro Costacurta chegou ao Milan em 1979 com apenas 13 anos e deixou o clube rossonero aos 41. Uma carreira inteira dedicada praticamente ao Milan. Para não dizer que só viveu no clube rossonero, Billy passou um período emprestado Monza que disputava a antiga Serie C1. Em seu retorno ao Milan, levou uma certa dificuldade para fazer parte da defesa titular dos Rossoneri. Costacurta só começou a cavar seu espaço no plantel na temporada 88/89. Aos 23 anos, Billy já era campeão italiano e da Supercopa Italiana, e, ao fim daquela temporada ainda ergueu o caneco da antiga Copa dos Campeões, após vencer o Steua Bucareste. Costacurta ainda fez parte do lendário quarteto defensivo milanista, ao lado de Mauro Tassotti, Franco Baresi e Paolo Maldini, que juntos, conquistaram quatro títulos nacionais e sendo três deles de forma consecutiva. Com a qualidade que possuía, atuou em muitos jogos como lateral-direito em toda sua passagem no Milan. Alessandro Costacurta jogou até os 41 anos, tornando-se o jogador de linha mais velho a atuar pela primeira divisão do Campeonato Italiano, sendo também o jogador mais velho a marcar um gol pela Serie A. Costacurta é o terceiro jogador com mais jogos com a camisa do Milan, ficando atrás apenas dos lendários Paolo Maldini e Franco Baresi. Por que jogava de terno? Como bom zagueiro italiano da velha guarda, Costacurta tinha como principais características a inteligência tática e a técnica. Apesar de ter apenas 1,82 cm de altura, Billy compensava a baixa estatura com ótimo tempo de bola e leitura de jogo. Com praticamente um clube em toda sua carreira, Costacurta foi um jogador que não veremos tão cedo no futebol atual. 👤 Alessandro Costacurta 👶 24 de abril de 1966 (51 anos) 🏠 Italiano 👕 Milan, Monza-ITA, Seleção Italiana. 🏆(principais) Campeonato Italiano 87/88, 91/92, 92/93, 93/94, 95/96, 98/99, 03/04; Liga dos Campeoões 88/89, 89/90, 93/94, 02/03, 06/07; Mundial de Clubes FIFA 89 e 90 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,9) #Zagueiro #CopadoMundo1998 #Milan #SeleçãoItaliana

  • A torre finlandesa

    Você pode conhecer pouco ou quase nada do futebol finlandês, mas se acompanhou o Liverpool na década passada, certamente já ouviu falar do perfilado de hoje do JdT. Sami Hyypia defendeu o terno dos Reds por 10 anos e é o último grande jogador da Finlândia a desfilar seu futebol pelos grandes estádios da Europa. O zagueiro defendeu a seleção nórdica por incríveis 18 anos e ainda passou pelo Bayer Leverkusen antes de encerrar sua vitoriosa carreira. Essa trajetória começou nos gélidos campos finlandeses, claro. Hyypia fez sua estreia profissional com apenas 16 anos, no pequeno PaPe. Por lá, ele ficou pouco tempo, indo ao Kumu no ano seguinte. No novo clube, também ficou apenas uma temporada. Seu desempenho era bom, e em 1992 foi ao MyPa, de maior projeção. Foram três anos de dedicação ao time, que renderam títulos e visibilidade. No ano de estreia, já veio a primeira Copa da Finlândia, junto de Jari Litmanen, e a primeira convocação à seleção. Em 1995, outro título da copa. A partir daí, a liga finlandesa já era pequena demais para Hyypia. Veio então a transferência ao Willem II, da Holanda. Foram quatro anos nos Países Baixos, todos bem jogados. Sami virou ídolo rapidamente e levou o modesto clube à Champions League em seu último ano, quando também foi considerado o jogador da temporada da equipe. A tristeza para os torcedores do Willem II foi a partida de Hyypia antes mesmo de o time disputar a competição, já que o zagueiro já atraira a atenção de clubes ainda maiores. Em maio de 1999, assinou com o gigante inglês Liverpool, pelo qual torcia quando criança. E foi uma bagatela: apenas 2,6 milhões de libras. Vindo de um pequeno time holandês e nascido em um país com pouca tradição no futebol, Hyypia enfrentou desconfiança da torcida quando chegou. Mas isso logo viria a mudar. Já nas primeiras partidas pelos Reds, conquistou a titularidade. Na temporada seguinte, foi um dos capitães do time ao lado de Robbie Fowler na ausência de Jamie Redknapp. A parceria se mostrou um sucesso: ganharam a tríplice coroa da FA Cup, Copa da Liga e Copa da UEFA. Outra trinca viria no período de 2001 até 2003, quando ganhou o prêmio de jogador finlandês do ano consecutivamente. Em 2005, já com Rafa Benítez no comando técnico e Steven Gerrard como capitão, Hyypia foi acompanhado de Jamie Carragher no miolo de zaga que deu a solidez defensiva para o título da Champions League. Foi o momento máximo da carreira de todos eles, após a emocionante final contra o Milan que ficou conhecida como o Milagre de Istambul. Dois anos depois, os Reds voltariam a disputar o título contra os milanistas, mas na revanche os italianos levaram a melhor. 2009 marcou sua última temporada com o time inglês, do qual saiu como grande ídolo para jogar na Alemanha pelo Bayer Leverkusen. Pela equipe germânica, Hyypia mostrou que ainda tinha lenha para queimar mesmo no final da carreira. Na concorrida Bundesliga, foi um dos destaques de um Leverkusen que terminou o campeonato na quarta colocação, ficando de fora da Champions League por apenas um lugar. Ainda assim, Sami foi eleito o zagueiro do campeonato pela revista kicker e integrou a seleção daquela temporada. A época seguinte foi a última de Hyypia como jogador de futebol. Recém aposentado, o finlandês com o segundo maior número de jogos pela selação viria a se tornar auxiliar do próprio Leverkusen e treinaria a equipe anos mais tarde. Hoje, está sem clube. Por que jogava de terno? Defensor alto e forte, Hyypia aliava bons atributos físicos a uma habilidade pouco comum para alguém da posição. Tinha bom controle de bola e era competente na saída de jogo, embora não seja um daqueles zagueiros que assombram com a bola no pé. Sua principal qualidade ofensiva era mesmo o cabeceio, que rendeu alguns gols ao longo dos anos. Defensivamente, era igualmente intransponível pelo alto, mas também bom na marcação individual. Além disso, tinha excelente senso de posicionamento e grande liderança, que fez dele capitão e referência por onde passou. 👤 Sami Tuomas Hyypiä 👶 7 de outubro de 1973 (44 anos) 🏠 Finlandês 👕 PaPe (FIN), Kumu (FIN), MyPa (FIN), Willem II (HOL), Liverpool (ING), Bayer Leverkusen (ALE) e Seleção Finlandesa. 🏆(principais) Copa da Finlândia 92 e 95 (MyPa); FA Cup 00/01 e 05/06, Copa da Liga Inglesa 00/01 e 02/03, Copa da UEFA 00/01 e Liga dos Campeões da UEFA 04/05 (Liverpool) 👑 Seleção do ano da UEFA 01; Esportista Finlandês do ano 01; Seleção do Ano do Campeonato Inglês 99/00 e 01/02; Futebolista Finlandês do ano 99, 00, 01, 02, 03, 05, 06, 08, 09, e 10. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,5) #Liverpool #BayerLeverkusen #SeleçãoFinlandesa #Zagueiro

  • General

    Para muita gente, o nome Bolívar vai remeter ao Conquistador da América que, no século XIX, ajudou na descolonização de parte da América Hispânica. É herói em países como Venezuela, Colômbia, Bolívia, Equador e Peru. Chamado por muitos de Libertador da América. Esse é Simón Bolívar. Mas muita gente vai associar o nome ao zagueiro que, por sua raça, disposição e liderança ficou conhecido como General. Visto como um dos principais nome das conquistas do Internacional em 06 e 10, a Libertadores da América. Alguns o consideram herói colorado. Esse é Fabian Guedes. O Bolívar, nosso classudo de hoje. Coincidências à parte, Bolívar, o zagueiro, começou como lateral direito. E vejam só, no Grêmio. Na verdade, sua passagem por lá foi breve. Ele chamou atenção de gremistas e colorados atuando pelo Guarani-RS. Chegou a jogar pelo tricolor, mas foi convencido a ir para o Beira Rio. E a história de Bolívar - ainda o jogador - se passou muito por lá. Firmou-se na zaga e se deu melhor que na lateral. Criou grande identificação com a torcida colorada, a partir dali. Já titular em 2006, fez boa Libertadores e chamou atenção da Europa. Com o título conquistado em cima do São Paulo naquele ano, Bolívar se transferiu para Mônaco, onde jogou por 3 temporadas. A sina de conquistar a América estava no destino de Bolívar. Nesse caso, de ambos Bolívar. Se o "Libertador" participou da independência de alguns países pelo continente, ganhando essa alcunha pela sua história, o outro conquistador da América, que viveria anos depois, retornou ao Inter em 2010, e já levantando, de novo, a principal taça do Continente, tão almejada pela América Latina. Sua história - a de Bolívar, o Fabian Guedes - já maiúscula com o terno colorado, ganhava ainda mais louros com a conquista de 2010, já que ele foi o responsável por erguê-la, como capitão. Mas, ao que parece, sua carreira começou a desengrenar no Inter a partir de 2011. Não teve mais as mesmas atuações, foi apontado como responsável em algumas falhas. Resistiu por lá até 2012. Na temporada posterior desembarcou no Rio de Janeiro, ostentando a estrela solitária no peito. Formou a boa equipe daquele ano, mas não era ele o líder na vez. Naquela ocasião, o Botafogo era comandado por um holandês: Clarense Seedorf. Mas, no melhor estilo de xerife, era firme na zaga e foi dado como um dos responsáveis por levar a equipe alvinegra a libertadores de 2014 - 16 anos depois. Bolívar caiu por causa da tuberculose. A figura histórica. Entrou para os anais da histórica da América Latina e é reverenciado em países onde sequer participou da emancipação. Já Bolívar, zagueiro, caiu por ser considerado líder de um insurreição no Botafogo: após a fracassada participação na Libertadores daquele ano, foi apontado pela então diretoria por ser um dos que promoviam a discórdia entre o vestiário e os cartolas do Clube. Ele, Emerson Sheik, Julio Cesar e Edilson foram demitidos no decorrer do Campeonato Brasileiro de 2014, ano que o Glorioso conheceu seu segundo rebaixamento. Por que jogava de terno? Zagueiro firme, raçudo e de ótimo aproveitamento dentro da área adversária. Bolívar conquistou a alcunha de General em reverência a seu homônimo histórico. Marcou época tanto no Inter quanto no Botafogo, mesmo que de forma controversa nesse último. Ainda passou recentemente pelo Novo Hamburgo e Portuguesa. 👤 Fabian Guedes 👶 16 de agosto de 1980 (37 anos) 🏠 Brasil 👕 Guarani-RS, Brasil de Pelotas, Grêmio, Joinvile, Internacional, Monaco, Botafogo, Novo Hamburgo, Portuguesa-SP. 🏆 (principais): Copa Sul-Americana: 08; Libertadores da América: 06 e 10 (Internacional). 👑 Sem premiações individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,8) #Internacional #Botafogo #Zagueiro #Brasil

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