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- Rodrigo América
O nosso homenageado de hoje já foi artilheiro de libertadores, já decidiu campeonato estadual, já ganhou título nacional, mas era contestado também na maioria dos clubes que passou. Hoje o terno vai para o Rodrigo Mendes. Começou sua carreira no Flamengo, onde estreou pelo time titular em 93 aos 17 anos. Teve algumas chances no Rio-São Paulo, Brasileirão e outros torneios amistosos, mas não conseguiu se firmar na equipe principal. Depois de rodar por Gremio, Atletico-PR e Kashima Antlers, ele voltou ao flamengo em 99, onde foi peça importante no estadual, foi dele o gol na grande final contra o Vasco. Rodrigo Mendes também teve participação importante na Copa Mercosul do mesmo ano. Emprestado mais uma vez ao Grêmio no segundo semestre de 2000 teve que buscar seu espaço num time que tinha como principal estrela um tal de Ronaldinho Gaúcho, além de classudos como Zinho, Paulo Nunes, Danrlei, Tinga, Anderson Polga, Anderson Lima. A estrela dele voltou a brilhar no ano seguinte. Foi um dos destaques no estadual e importantíssimo na conquista da Copa do Brasil. Rodrigo Mendes entrou para a história do tricolor gaúcho se tornando artilheiro da Libertadores da América 2002(10 jogos e 10 gols). Terminou a temporada como semifinalista da Libertadores e do Campeonato Brasileiro e como um dos artilheiros da equipe gaúcha na temporada, feito que alcançado também em 2001. Em 2003 Rodrigo Mendes se transferiu para o Oita Trinita do Japão, onde fez história também jogando pelo Kashima No mesmo ano, se transferiu para o Al Ain dos Emirados Árabes Unidos, e conquistou o título inédito da Liga dos Campeões da Ásia 02/03. Por que jogava de terno? Rodrigo batia falta bem, driblava, era canhoto, mas também deixava sua marca com a perna direita. Artilheiro e decisivo. 👤 Rodrigo Fabiano Mendes 👶 9 de agosto de 1975 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Grêmio, Kashima Antlers, Atlético Paranaense, Oita Trinita, Al Ain, Al-Gharrafa, Sharjah FC, Fortaleza, Internacional, Novo Hamburgo 🏆 (principais) Copa Mercosul 99 (Flamengo); Copa do Brasil 01 (Grêmio); Campeonato Japonês 96 (Kashima Antlers); Campeonato dos Emirados Árabe 04 e Liga dos Campeões da Ásia 03 (Al Ain); Liga do Qatar 05 (Al-Gharafa) 👑 Artilheiro da Copa Libertadores da América 2002 (10 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #Grêmio #Atacante #Brasil
- Edu Gaspar
O nome do classudo de hoje, junto com o Adenor, é um dos responsáveis pela recuperação da auto-estima do brasileiro pela Seleção Nacional. Mas o que nem todos se lembram é que ele já desfilou seu charme pelos gramados mundo a fora. A postagem de hoje vai falar da carreira, não tão extensa, do jogador Edu Gaspar. Eduardo nasceu e se criou na cidade de São Paulo e no Corinthians, clube que iniciou e, posteriormente, encerrou a carreira. Após três temporadas o jogador foi vendido ao time do Arsenal, do qual fez parte da época vitoriosa dos Gunners e pode jogar ao lado de Henry e cia. No clube inglês foram 4 temporadas e inúmeros títulos, entre eles o de campeão inglês invicto de 2003/2004. No auge de sua carreira, Eduardo ainda pode disputar e vencer uma Copa América e uma Copa das Confederações pela seleção brasileira. Porém, o sonho de jogar a Copa do Mundo foi deixado de lado quando uma contusão o atrapalhou. Da Inglaterra o jogador foi para a Espanha. Apesar de ter propostas de Real Madrid e Barcelona, o atleta decidiu jogar pelo Valência. Por lá também sofreu com uma série de lesões, que o impediram de conseguir a sequência desejada como titular. Apesar disso, foram 4 temporadas e uma taça. Ao encerrar o contrato na Espanha, Edu retornou ao Corinthians, onde permaneceu por dois anos, até encerrar a carreira de jogador e iniciar a de dirigente. Por que jogava de terno? Apesar de sofrer com as lesões para a segunda metade de sua carreira de jogador, Edu Gaspar foi um volante técnico e tinha como características a boa saída de bola. O atleta que, não por acaso, fez parte do poderoso esquadrão londrino do Arsenal era cotado como um dos selecionados de Carlos Alberto Parreira para a Copa de 2006, na Alemanha. As diversas lesões o impediram de progredir ainda mais na carreira, que durou 'apenas' 12 anos. Apesar de curta, foi vitoriosa por onde ele passou. 👤 Eduardo César Daud Gaspar 👶 16 de maio de 1978 (39 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Corinthians, Arsenal, Valência e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro 98 e 99, Mundial de Clubes 00 e Copa do Brasil 09 (Corinthians), Campeonato Inglês 01/02 e 03/04, Copa da Inglaterra 01/02, 02/03 e 04/05 (Arsenal), Copa da Espanha 07/08 (Valência), Copa América 04 e Copa das Confederações 05 (Seleção Brasileira) 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) #Corinthians #Arsenal #Brasil #SeleçãoBrasileira #Volante
- A chuteira de ouro do Timbu
O Campeonato Pernambucano é uma fonte de futebol acalorado, de partidas e torcidas inflamadas e, com certeza, de ídolos. O classudo de hoje vem de chuteira dourada e é conhecido como Baiano, mas na verdade é um capixaba que marcou a história do futebol pernambucano. Na função de meia atacante, Baiano foi revelado na equipe capixaba Rio Branco e com 21 anos chegava ao Náutico, onde brilhou de 1983 a 1987. Antes disso, tinha passado por duas temporadas pelo Santa Cruz, quando chegou dizendo para o que veio e já disputando a artilharia do Campeonato Pernambucano com veteranos como Sena e Dadá Maravilha, sagrando-se artilheiro absoluto em 81, marcando 38 gols. Mas foi vestindo o terno do Timbu que o jogador encontrou seu auge. Foram 183 gols em cinco anos e conquistou bi-campeonato estadual, sagrando-se como artilheiro em mais uma oportunidade. Em 1982, depois de uma breve passagem pelo Fluminense, voltou ao alvirrubro e no mesmo ano levou o troféu de artilheiro do Brasil, com 40 gols, recebendo a chuteira de ouro da Adidas. Na ocasião, Zico (Flamengo) ficou com a de prata e Casagrande (Corinthians) com a de bronze. O jogador registrou ainda passagem no Central e no Sport Recife, onde encerrou a carreira sem o tamanho brilho que encontrou no Náutico. Mas sua carreira com seus contabilizados 318 gols o consagrou como um dos ídolos pernambucanos, sendo o maior goleador da história do campeonato com 206 gols. Por que jogava de terno? Além do faro de gol, "chuta com qualquer um dos pés sabe cabecear e não foge do pau" foi o que disse o técnico do Náutico na época, Pepe. Mesmo que não tenha se repetido nos outros clubes, o brilho de Baiano no Náutico garante o terno ao classudo. 👤 Valmeci José Margon 👶 14 de maio de 1952 (65 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Rio Branco, Santa Cruz, Náutico, Fluminense, Central e Sport. 🏆 Campeonato Pernambucano 84 e 85 👑 Chuteira de Ouro Adidas 82 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #Atacante #Náutico #Brasil
- O prefeito dinamarquês
Este jogador foi a antítese do típico jogador nórdico europeu. Preben era veloz, ágil e extremamente técnico com a bola no pé. Nasceu na capital dinamarquesa Copenhague e começou a sua carreira em alguns clubes regionais como o Frederiksberg e o KB mas no escalão de júnior foi contratado pelo Vanlose. Foi neste pequeno clube do país, que se estreou na equipa principal em 1976 (o seu primeiro ano como sênior) e rapidamente chamou a atenção de outros clubes. Uma época de boas exibições e sete golos foi suficiente para que fosse contratado pelo clube alemão do Colónia FC. Outra coisa que devem saber sobre este jogador é que ele não gostava de cumprir regras, o que não facilitava o seu convívio com os treinadores. Foi o que aconteceu no clube alemão. Depois de surgirem alguns boatos sobre a sua vida noturna atribulada e demasiado frequente, o seu treinador Hennes Weiswieller confrontou-o e questionou-o se aquela história de uma noite antes do jogo com uma mulher e muito uísque era verdade. O dinamarquês sem muitas reservas respondeu: “Não é verdade. Eram duas miúdas e vodca”. Preben acabou por ser dispensado nessa época. Na verdade, Preben tinha uma conduta pouco profissional, o que o levava a hábitos muito pouco saudáveis para quem queria ser um atleta de alta competição. Corre a lenda que ele era tão viciado em cigarros que fumava no início, no fim, no intervalo dos jogos… E até durante. Numa sessão de penalties, depois de cobrar o seu com sucesso, os sortudos que estavam no estádio a assistir o jogo dizem que Preben foi até ao banco, acendeu um cigarro e ficou a assistir os seus colegas. Depois do tal incidente com o treinador alemão, rumou a Lokeren, clube belga, e foi aí que explodiu, futebolisticamente falando. Engane-se quem pensa que o comportamento desviante e pouco profissional condicionava a sua disponibilidade física ou a qualidade do seu jogo. Foram seis épocas de muito bom futebol temperadas com mais 100 golos marcados pelo craque dinamarquês. O futebol belga era pequeno demais para o seu futebol cheio de classe. Rumou ao campeonato italiano para jogar no Hellas Verona, na época de Platini, Rummenigge, Maradona, Sócrates, Falcão, Zico. E lá estava ele, a principal figura do Verona, um clube com pouco relevo histórico, a lutar contra os gigantes. E ganhou. Preben foi o símbolo máximo desta equipa que surpreendeu a Itália ao vencer o scudetto, o único título nacional do Verona da sua história, em 1984/85. Apesar dos poucos golos marcados nas quatro épocas, o seu impacto foi maior do que qualquer estatística. Todo adepto do Hellas Verona ainda hoje se lembra daquele segundo golo marcado à Juventus na época de 1984-85. A jogada começa de um tiro de meta marcado pelo zagueiro, fazendo a bola sobrevoar todo o meio campo do Verona até chegar aos pés de Preben. O centro campista, deixa a bola bater no chão e dá meia volta no caminho da baliza da Juve, tirando do caminho o seu marcador direto. Neste preciso momento, acontece o momento inesquecível. A chuteira de Preben sai-lhe do pé, ficando no meio campo, e obriga o craque a percorrer meio campo descalço de um pé com o objetivo de fazer o segundo golo do jogo. Com a sua velocidade e técnica na melhor forma, Preben deixa dois defesas da Juventus no chão e bate o guarda redes da equipa comandada por Giovanni Trappatoni. Em 1984 a Dinamarca chegou às meias finais do campeonato da Europa, perdendo nos pênalties para a Espanha. Ficou na retina dos europeus e deixou água na boca para a competição internacional dois anos depois em 1986, no México. Preben comandava a seleção que muito prometeu na fase de grupos, mas acabou nos pés da Espanha nos oitavos de final com uma derrota pesada de cinco bolas contra uma. Depois disso, a sua carreira foi-se apagando, como se um dos seus cigarros se tratasse. Em 1988 terminou a experiência em Itália e rumou ao seu país para representar o Vejle. Com os torcedores do Vejle em êxtase por receber no seu plantel um dos melhores jogadores do mundo, todas as atenções e expectativas estavam assentes nele. Infelizmente, Preben nunca conseguiu oferecer o título nacional ao Vejle e em duas épocas de baixo rendimento, Preben decidiu pendurar as botas. Em 1984 foi o segundo colocado na premiação da Bola de Ouro da France Football só atrás de Platini. Em 1987 ficou no terceiro posto desta mesma premiação. Em 1986, foi considerado o terceiro melhor jogador do Campeonato do Mundo no México, só atrás de Maradona e do guarda redes Harald Schumacher. Porque é que jogava de terno? Com uma assombrosa qualidade técnica, visão de jogo e velocidade com bola. Preben foi fundamental em todas as equipas por onde passou, apesar do seu espirito rockeiro que muitas vezes abrandou o ritmo do sucesso. Vestindo o terno da Dinamarca, foi fundamental para grandes campanhas do pais e ate hoje e considerado dos melhores jogadores de sempre. 👤 Preben Elkjær Larsen 👶 11 de Setembro de 1957 (60 anos) 🏠 Dinamarquês 👕 Vanlose (DEN), Colônia (ALE), Lokeren (BEL), Hellas Verona (IT), Vejle (DEN) e Seleção da Dinamarca 🏆 Campeonato Alemão 77/78, Campeonato Italiano 83/84 👑 Melhor jogador dinamarquês 84, 3o Lugar da Bola de Ouro (84) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,2) #CopadoMundo1998 #Atacante #Dinamarca #SeleçãoDinamarquesa
- O Bombardeiro dos Andes
Um dos maiores futebolistas da história do Peru, Claudio Pizarro é um centroavante de muito sucesso internacional. Teve sua carreira consolidada no Campeonato Alemão e é ídolo no Werder Bremen e no Bayern de Munique. Pizarro iniciou sua carreira em seu país natal no modesto Deportivo Pesquero. Após certo destaque, foi contratado pelo Alianza Lima. Marcou 25 gols em 44 jogos vestindo o terno do Alianza no campeonato nacional. Não demorou para que seu futebol fosse notado em solo europeu, tão logo fora contratado pelo Werder Bremen. Pizarro anotou 38 gols em sua primeira passagem no Werder. Em 2001, o Bayern de Munique contratou Pizarro para reforçar o ataque. A estreia pelos bávaros não poderia ser melhor, marcou o seu primeiro gol com apenas 4 minutos de jogo numa partida contra o Schalke 04. Encerrou a temporada 01/02 com 15 gols no Campeonato Alemão e 4 gols na Liga dos Campeões. Na temporada seguinte Pizarro conquistou seu primeiro título nacional e ainda ficou em terceiro lugar na artilharia do campeonato. Na temporada 04/05 chegou a incrível marca de 100 gols no campeonato alemão. Fato que apenas 3 jogadores estrangeiros conseguiram: Giovane Élber, Ailton e Stéphane Chapuisat. Passadas duas temporadas, Pizarro chegou ao término de seu contrato com o Bayern, e após algumas desavenças com Franz Beckenbauer, presidente do clube à época, decidiu encerrar sua passagem no clube da Baviera. Em julho de 2007 assinou com o Chelsea. Numa passagem sem brilho e que deixou pouca saudade nos torcedores ingleses. Um ano após a sua contratação, Pizarro foi emprestado ao Werder Bremen. O futebol visto em outros tempos voltou a brilhar ao ponto de o Werder buscar a sua contratação em definitivo no ano de 2009. Pizarro ainda jogou duas temporadas pelo Bayern de Munique antes de retornar pela terceira vez ao Werder, que anunciou o final de seu vínculo com Pizarro em julho de 2017. Aos 39 anos, Pizarro defende atualmente as cores do Colônia. Por que joga de terno? Claudio Pizarro é um dos maiores jogadores estrangeiros do campeonato alemão, sendo também o maior marcador estrangeiro com 191 gols em 434 jogos, fazendo jus ao apelido de Bombardeiro dos Andes. 👤 Claudio Miguel Pizarro Bosio 👶 3 de outubro de 1978 (39 anos) 🏠 Peruano 👕 Deportivo Pesquero, Alianza Lima-PER, Werder Bremen, Bayern de Munique-ALE, Chelsea-ING, Colônia-ALE, Seleção Peruana. 🏆 Campeonato Alemão 02/03, 04/05, 05/06, 12/13, 13/14 e 14/15, Liga dos Campeões 12/13 (Bayern de Munique) 👑 Maior artilheiro estrangeiro da história do futebol alemão. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,8) #BayernMunique #WerderBremen #SeleçãoPeruana #Atacante
- Joga de Terno, mas descalço
Verão: praia, sol, férias. Três palavras que certamente vêm no imaginário brasileiro logo que entramos na estação mais quente do ano. No mundo do futebol elas se aplicam melhor ainda: os classudos deixam os tapetes verdes de lado e degustam de um merecido deleite desse período sabático (muito embora alguns times já estejam se reapresentando nessa primeira semana de janeiro). É nesse clima veraneio que vamos buscar nosso classudo de hoje. E digamos que classudo é até pouco para designar nosso personagem. Mas desapegamos um pouco dos gramados e mudamos rapidamente de terreno: Saem os refletores, entra o sol; saem as gramas, entra a areia; o grito da torcida se mistura ao barulho do mar e da forte brisa praieira. Nosso craque surge e brilha nesse ambiente: Jorginho! Sim! Nosso homenageado de hoje é um craque das arenas do Futebol de Areia. Apesar de que hoje, a prática do “beach soccer” não se restringe somente à costa litorânea. Graças ao reconhecimento do esporte junto à FIFA, o Futebol de Areia foi conquistando não só o interior brasileiro como o mundo. Há não muito tempo, era só mais um passatempo de boleiros entre uma cerveja e outra, ou entre um mergulho no mar e outro. Essa profissionalização começou em 1992 – note: a profissionalização começou aí. Muito antes, o esporte já era praticado principalmente nas praias cariocas e santistas. Em 93 foi organizado o primeiro campeonato mundial, em Miami, vencido pelo Brasil. O Brasil, aliás, era um poder absoluto naquela época: o time base tinha grandes nomes que outrora jogaram nos gramados: Paulo Sérgio, Claudio Adão, Junior Negrão, Edinho e Júnior. Esses talvez fossem os grandes nomes do esporte até então. Mas, formados mesmo na praia, ainda eram poucos. E um deles era Jorginho. Nascido em Belém do Pará, o nosso classudo já vivia do Beach Soccer quando o ex-lateral do Flamengo o vira jogar. O levou para a seleção nacional para conquistar o mundo. Literalmente. Ao lado de nomes como os já citados e mais Benjamim e Neném, Jorginho virou sinônimo fácil do então novo esporte: objetivo, mas plástico, de pura beleza e arte. O terreno formado pelas deformidades da areia fofa da praia reserva muitos lances pelo alto, permitindo que os jogadores possam desfrutar de “acrobacias” muitas vezes amortecidas pelo próprio terreno. E Jorginho era exímio nesse quesito! Apesar da plasticidade – que no “futebol de grama” pode ser confundido com falta de objetividade – Jorginho é até hoje o quarto maior artilheiro da Seleção Brasileira. Além disso, é Octacampeão mundial pelo Brasil e foi eleito três vezes melhor jogador do mundo na modalidade. Jorginho marcou época na seleção e até hoje é lembrado pelo fã do esporte como um dos nomes maiores na modalidade. Ah, e ainda continua na ativa! Por que joga de terno? Jorginho fez parte da primeira geração da Seleção Brasileira de Futebol de Areia que, por mais de uma década, dominou o esporte. Seu talento era nato com forte poder de finalização, jogadas aéreas incríveis e os mais belos gols que a torcida se encantava em ver. Cracaço! 👤 Jorge Augusto da Cunha Gabriel 👶 17 de outubro de 1974 (43 anos) 🏠 Brasil 👕 Vasco, Cantazaro-ITA, Kristall-RUS e Seleção Brasileira de Futebol de Areia. 🏆 (principais): Campeonato Brasileiro de Futebol de Areia: 17; Copa Libertadores da América de Futebol de Areia: 16 e 17 (Vasco). Campeão da Copa América de Areia: 94, 95, 96, 97, 98, 99, 03, 12 e 13; Mundialito de Futebol de Areia: 96, 97, 98, 99, 00, 01, 04 e 11; Copa do Mundo de Futebol de Areia: 96, 97, 98, 99, 00, 02, 03 e 04. (Seleção Brasileira) 👑 Melhor jogador de futebol de areia do mundo: 99, 00 e 04; Bola de Ouro da Copa do Mundo FIFA de Beach Soccer: 99 e 04. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (10) #Vasco #SeleçãoBrasileira #FuteboldeAreia
- O pequeno Buda
Iván de la Peña foi o primeiro sinal de que o meio campo do Barcelona do futuro iria ter pequenos (literalmente) gênios a comandar, organizar, comandar e pautar o jogo do famoso Tiki Taka. Ele nasceu em Santander, Espanha, em 1976. Foi no clube da sua cidade natal, o Racing Santander, que Iván começou a dar os primeiros passes num campo de futebol. Aos 14 anos foi recrutado pela La Masia e cumpriu os últimos anos de formação futebolística na cantera do Barça. Perito na forma como recebia e reencaminhava a bola para o melhor colocado colega de equipa, rapidamente chamou a atenção do treinador da primeira equipa do Barcelona. Como se ser escolhido para representar o Barcelona não bastasse, quem o chamou foi nada mais nada menos do que Johan Cruyff. Decorria a época de 1995 quando Iván fez a sua estreia com o terno do Barcelona, num jogo frente ao Valladolid. Resumindo o seu primeiro jogo: entrou, marcou e ganhou. O jovem, na altura com 19 anos, tentava marcar posição num meio campo com Guardiola, Hagi, Amor e Bakero mas, como podem imaginar, não era fácil. Apesar da pesada concorrência, De la Peña sempre foi uma constante no jogo do Barça, tanto sob o comando de Johan Cruyff como, mais tarde, de Bobby Robson. As vitórias na Recopa Europeia, Copa do Rei e Supercopa Europeia fizeram do meia o melhor jogador jovem nesses dois anos, de acordo com votação do El País. Porém, em 1998, o general Louis Van Gaal fechou as portas do plantel ao Pequeno Buda. Assim, aos 22 anos Iván arrumou as malas e viajou para Roma para representar a Lazio. Pouco utilizado, foi emprestado ao Marseille, clube que também não lhe concedeu o espaço que Iván procurava para se afirmar definitivamente como um grande centro campista. Retornou a Barcelona, mas desta vez, para o RCD Espanyol de Barcelona. No meio de tantos emblemas representados num curto espaço de tempo, parecia que Ivan já estava no fim da carreira. Mas não. O menino estava com 25 anos e estava pronto para oferecer o seu melhor futebol. E assim foi. No Espanyol entrou em 2002 e só saiu em 2011 para pendurar as botas. Num clube como o Espanhol, com ambições mais modestas, Iván foi uma das grandes figuras do elenco durante os vários anos que representou aquele terno. Fez com Tamudo uma das melhores duplas alguma vez vistas pelos adeptos do Espanyol. Conseguiu levar o Espanyol a uma final da Copa da Europa e venceu uma Copa do Rei, algo grandioso para um clube da dimensão do Espanyol. "Nos clubes grandes ganhar é uma obrigação e ficar em segunda é um fracasso. Aqui, as alegrias se desfrutam muito mais e nos momentos difíceis sentes muito mais o apoio e isso vale muito mais do que um título". Por que joga de terno? Exímio nos gestos técnicos mais importantes para se jogar bom futebol: passe e receção. Recebia a bola com a classe suficiente para a deixar feliz, mas essencialmente, obediente. A sua velocidade de raciocínio, intensidade de jogo e facilidade na cobrança de faltas faziam deste pequeno Buda um verdadeiro Jogador de Terno. 👤 Iván de la Peña López 👶 6 de maio de 1976 (41 anos) 🏠 Espanhol 👕 Barcelona B, Barcelona, Lazio, Marseille, Espanyol e Seleção de Espanha 🏆 Campeonato Espanhol 97/98 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6) #SeleçãoEspanhola #Espanyol #Lazio #Meia
- Um roteiro escrito a 22 pernas: um dia pro Galo!
Você se lembra do que fazia no dia do jogo que deu a seu time o título mais importante que você já viu? Talvez não seja tão difícil, mas dez torcedores do Clube Atlético Mineiro lembram exatamente do dia 24 de julho de 2013. Eles são os protagonistas/espectadores em "O Dia do Galo", documentário que conta como foi o dia de cada quando o Galão da Massa conquistou seu maior título. O vídeo tem seu início com cada um deles acordando e termina no grito de "É Campeão". Chama atenção pela peculiaridade das diferentes maneiras que cada um passa o dia tão esperado. E o vídeo não se esforça muito para criar o clima tenso de quem estava prestes a decidir a Copa Libertadores da América. Tirando a fotografia um pouco fria e a falta de trilha, o clima quem faz mesmo são os protagonistas. Seja uma senhora de idade avançada, um pai que aparentemente cuida do filho sozinho, uma jovem atleticana. Também há um padre, que sereno inicia o dia celebrando uma missa e termina com a tensão que a final dá. Mas, dos dez, se destacam dois: Lucas Flainbat, que vai trabalhar cedo e não consegue pensar em outra coisa senão na final de mais tarde. Durante o jogo, tem suas reações filmadas o tempo todo na arquibancada, o que representa a torcida presente no Mineirão aquele dia. Outro é Mário Henrique Caixa. Deputado Estadual e locutor de uma das principais emissoras de Rádio de Minas Gerais. Atleticano, ele repassa a emoção da partida em sua narração. O documentário é simples e todo o roteiro se baseia mesmo na partida: o início dramático, os reveses que fez parecer que o título não viria (só com o gol aos 41 do segundo tempo isso se desfaz) o clímax com as decisões do pênaltis e a redenção com o final feliz junto ao título de Campeão da América de 2013. Talvez os pontos fracos seja algumas passagens dos personagens. Há um que o tempo todo filma a si próprio de baixo pra cima (talvez com a câmera presa a cintura) sem que qualquer reação seja transmitida. Totalmente dispensável. Mas é interessante ver como cada um torceu naquele jogo e suas maneiras tão diferentes: narrando a partida para milhões de pessoas, no meio da torcida no Mineirão, junto a família no sofá de casa ou num aparente churrasco com os amigos, em meio a multidão da rua, sozinho em casa com o computador, cuidando de seu bar (o famoso Bar do Orlando), transformado em reduto de atleticano naquela noite ou... fumando cigarro... Vale a pena assistir? Se você for um torcedor atleticano, vai se sentir representado de alguma forma nesse filme. Se for qualquer de qualquer outro time, você terá a sensação de como uma torcida, sedenta de título importante, que atravessava um jejum incrível, se livrou desses tabus e soltou o grito de "Campeão" numa das finais mais sofridas da Libertadores da América. Assista! 🎥 Dia do Galo 👤🎥 Cris Azzi, Felipe Fernandes 📅 2015 💻 Alicate, Delícia Filmes, Nitro Imagens Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬 (8) #AtléticoMG
- Nem adianta trazer o milho pois essa não pipoca!
Tem craque que a gente sabe que é craque por fazer presença nas horas mais difíceis. Falou em decidir partidas importantes? Basta chamar a nossa classuda de hoje, Carli Lloyd. Lloyd começou cedo sua relação com o futebol. Aos cinco anos já jogava nas categorias de bases em Nova Jersey sua cidade natal, se tornando depois a maior goleadora do time feminino da Rutgers University. Lloyd foi ainda membro da equipe nacional Júnior dos Estados Unidos que venceu a copa nórdica de 02-05, mas considerou abandonar o esporte quando foi cortada e, na ocasião, seu técnico determinou que ela precisava desenvolver seu temperamento e aptidões mentais a nível de seu futebol. As atividades deram certo e já em 2005 registrava sua primeira participação na seleção oficial dos Estados Unidos. Tendo se estabelecido como parte principal do meio de campo, foi protagonista nos Jogos Olímpicos de 2008, marcando contra o Japão na fase de grupos e o único gol da final já na prorrogação, tirando das brasileiras a medalha de ouro. E assim também o foi na conquista de 2012 e na Copa do Mundo de 2015, sendo eleita a melhor jogadora da competição muito devido ao hat-trick na final contra as japonesas. Após marcar pela 46ª vez pela seleção, em jogo contra a Nova Zelândia, em outubro de 2013, tornou-se a meio-campista com mais gols na história da equipe, superando os 45 de Julie Foudy. Em sua carreira, passou ainda pelas equipes feminina de Chicago Red, Dash Houston e Manchester City, quando garantiu o título inglês ao marcar na final deste ano. Além de ser importante em partidas decisivas, a eleita por duas vezes melhor do mundo também é parte importante do crescimento do futebol feminino em seu país. No ano de 2016, ela estava entre as jogadoras que entraram com uma queixa contra a Federação Americana por discriminação salarial, alegando que no ano anterior as mulheres haviam recebido o valor quatro vezes menor que o dos homens mesmo tendo gerado muito mais receita no futebol do país. Neste ano, assinaram um acordo vigente até 2021, garantindo aumento nos salários e bônus por objetivos alcançados, além de melhores condições de viagens e acomodações. Por que joga de terno? Se tem uma palavra que não entra no dicionário de nossa classuda, essa palavra é pop corn. Embora tenha sido criticada por sua inconsistência e temperamento no início da carreira, Lloyd evoluiu para uma das melhores jogadoras do mundo, sendo destaque suas determinação, energia e versatilidade técnica. E claro, os gols decisivos! 👤 Carli Anne Lloyd 👶 16 de julho de 1982 (35 anos) 🏠 Estadunidense 👕 Central Jersey Splash, New Brunswick Power, South Jersey Banshees, New Jersey Wildcats, Chicago Red Stars, Sky Blue FC, Atlanta Beat, Western New York Flash, Houston Dash, Manchester City e Seleção Norte-americana. 🏆 Atleta EUA do ano 12, Jogadora do ano Concacaf 15, Gol da Copa do Mundo FIFA 15, Melhor jogadora do mundo FIFA 15 e 16, Prêmio Puskás 16, 👑 Jogos Olímpicos 08 e 12, Copa do Mundo Feminina 15, Copa da Inglaterra Feminina 16/17 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,5) #FutebolFeminino #SeleçãoEstadunidense #Atacante
- O brilho da Costa Rica
A Costa Rica disputou a sua primeira Copa do Mundo em 1990. Naquele ano, os estreantes não fizeram feio e chegaram às oitavas de final com grandes atuações do goleiro Luis Gabelo Conejo, que fechou o gol costarriquenho e terminou o mundial como o melhor de sua posição. Mas nosso perfilado não é o goleiro lendário dos anos 80 e 90, mas o seu principal herdeiro: Keylor Navas, goleiro do Real Madrid e que hoje levantou mais um caneco, seu 10º com a camisa merengue. Revelado pelo Saprissa, Navas profissionalizou-se em 2005, aos 18 anos e jogou pela equipe do seu país por cinco anos. Em 2010, foi contratado pelo Albacete, uma equipe da segunda divisão espanhola. Curiosamente, Keylor Navas repetiu os passos de Conejo, que também jogou pelo Albacete entre 1991 e 1994. O goleiro permaneceu no time até 2012, quando foi emprestado ao Levante, que havia acabado de subir para a primeira divisão da La Liga. Inicialmente reserva, Navas provou o seu talento e garantiu a titularidade no jogo contra o Athletic Bilbao, na vitória por 3x0, sua estréia na primeira divisão espanhola, de onde até hoje, não saiu mais. A Copa do Mundo no Brasil, em 2014, foi a grande oportunidade da carreira de Keylor Navas e ele não desperdiçou. A Costa Rica já tinha um desafio enorme logo na primeira fase. Em seu grupo, três seleções campeãs mundiais: Inglaterra, Uruguai e Itália. A Costa Rica surpreendeu e logo tornou-se a sensação do torneio, se classificando em primeiro lugar. Nas oitavas, naquele 29 de junho, Navas mostrou toda a sua elasticidade ao defender o pênalti decisivo contra a Grécia. Uma classificação inédita às quartas-de-final nas luvas do goleiro herói. A Costa Rica foi eliminada na fase seguinte, pela Holanda, mas as grandes atuações de Navas o levaram ao Real Madrid. Keylor Navas foi apresentado em Madri logo após o torneio, em agosto. Inicialmente reserva de Ilker Casillas, o costa-riquenho ganhou a titularidade em 2015. Grande parte da imprensa e da torcida não acreditavam no potencial de Navas para defender a meta do Real Madrid tão cedo. Mas as grandes atuações do goleiro na Liga dos Campeões e no Campeonato Espanhol, logo em sua primeira temporada, provaram que Navas não era um craque de momento. Apesar disso, Navas recebe críticas recorrentes, principalmente por não ser muito alto e por ser considerado lento em algumas jogadas. Apesar dos títulos na Liga dos Campeões, no Campeonato Mundial e no Mundial de Clubes, David De Gea e Thibaut Courtois parecem sempre estar a sombra do gol defendido por Navas. Por que joga de terno? Navas é um goleiro que possui excelentes qualidades técnicas: elasticidade, reflexo e ótimo senso de posicionamento, além de boa impulsão. Todas essas características passam segurança à defesa e colocam Keylor Navas entre os melhores. O goleiro tem sido fundamental para a equipe do Real Madrid e para a sua seleção nacional, que agora se prepara para enfrentar o Brasil na Copa do Mundo de 2018. 👤 Keylor Antonio Navas Gamboa 👶 15 de dezembro de 1986 (31 anos) 🏠 Costa-riqueno 👕 Saprissa, Albacete, Levante, Real Madrid e Seleção da Costa Rica 🏆 Campeonato Costarriquenho 05,06,07,08 e 10 (Saprissa), Liga dos Campeões 15/16 e 16/17, Campeonato Espanhol 17, Mundial de Clubes 14,16 e 17 (Real Madrid) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7) #RealMadrid #Goleiro #SeleçãodaCostaRica #CopadoMundo2014









