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  • Quando a história acontece nos rivais

    Um jovem meio-campo espanhol que no início dos anos 90 foi disputado por Barcelona e Real Madrid? Sabe quem é? Se não sabe, nós te contamos. Hoje quem desfila por aqui é Luís Enrique, o meio-campista que fez história no futebol como jogador e também como treinador. Na disputa que ocorreu em 92 pelo jogador, o Real Madrid levou a melhor e acertou a contratação. Com 22 anos, o atleta chegava à capital espanhola sendo considerado a principal promessa do futebol do país. Foi neste mesmo ano que Luís Enrique fez parte do elenco da Seleção Espanhola pré-olímpica que disputou as Olimpíadas de Barcelona, conquistando a medalha de ouro. Entretanto, no Real Madrid, o ainda jovem Luís Enrique tinha atuações irregulares. Em um jogo se destacava com suas virtudes, no outro parecia perdido em campo. Mesmo com uma certa irregularidade, o meio-campo chegou a realizar 213 jogos com o terno madrilenho. Até que em 96, o Barcelona acertou com o arquirrival e contratou Luís Enrique. Nosso classudo, portanto, está no hall de jogadores como Ronaldo e Figo que atuaram por Barcelona e Real Madrid. A expectativa do Barça era de fazer com que Luís Enrique voltasse a se consolidar como meio-campista inteligente que se mostrava ser. E deu certo! Com o terno azul e vermelho do Barcelona, Luis Enrique se mostrou decisivo em vários jogos. Com assistências e gols, tornou-se ídolo na Catalunha. Por lá foram 300 jogos e 109 gols marcados. Até se aposentar dos tapetes verdes em 2004, aos 34 anos. Mas Luís Enrique ainda escreveria mais linhas na sua história no futebol espanhol. Quem não se lembra do Barcelona pós-Guardiola com o comando do nosso classudo. É ele o responsável por fazer o trio MSN ser um dos melhores ataques do mundo. Por que jogava de terno? Luís Enrique era um meio-campista completo. Inteligente taticamente, buscava a bola perto dos volantes para levar com qualidade ao ataque. Era o encarregado de municiar os atacantes e o fazia. Sempre com técnica e classe, dominou o meio-campo dos dois maiores times da Espanha e também da Seleção Espanhola. 👤 Luís Enrique Martínez García 👶 8 de maio de 1970 (47 anos) 🏠 Espanho 👕 Sporting Gijón, Real Madrid, Barcelona e Seleção Espanhola. 🏆 (principais) Copa do Rei 92/93 e Campeonato Espanhol 94/95 (Real Madrid); Copa do Rei 97/98, Campeonato Espanhol 97/98 e 98/99 (Barcelona). 👑 (sem títulos individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #RealMadrid #Barcelona #SeleçãoEspanhola #Meia #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002

  • Il bello de notte

    Juventinos e romanistas, torcedores da década de 80 e os mais saudosos do futebol italiano, guardam com carinho o nome de um polonês considerado por muitos o maior jogador de futebol de seu país e que chega hoje no hall de classudos do JdT: Zbigniew Boniek. Boniek saiu do Zawisza Bydgoszcz, time da segunda divisão da Polônia, para o Widzew Lodz, um time médio do país. A equipe que nunca havia ganhado nada teve suas maiores glórias com a chegada do jogador, bem como a equipe nacional polonesa. A seleção pouco tradicional viveu seus melhores momentos em Copas do Mundo, chegando às quartas-de-final em 78 e ao terceiro lugar em 82. Atuação grandiosa o suficiente para levá-lo à Juventus no mesmo ano. A adaptação do polonês no meio de campo da Juve foi extremamente rápida. Destacou-se mais do que Platini em sua primeira temporada na Itália, tanto é que tornou-se o único polaco a estar entre os três finalistas de uma Bola de Ouro, ficando em terceiro lugar em 1982 (Paulo Rossi foi o vencedor do prêmio neste ano). Com a Juventus, ele venceu a Copa Itália em sua primeira temporada, também conseguindo um segundo lugar no campeonato e alcançando a final da Copa da Europa de 1983 na mesma temporada. Boniek jogava como meia, segundo atacante e também centroavante se fosse necessário. O auge na Velha Senhora ainda seria completo pelas conquistas da Copa dos Campeões (atual Liga dos Campeões), sofrendo o pênalti que resultou no gol de Platini do título sobre o Liverpool. Dali, "O Belo da noite" (apelido que recebera por causa de suas ilustres exibições nos jogos que ocorriam à noite) se transferiu para a capital, onde vestiu o terno da Roma por três outras temporadas. O jogador teve a dura responsabilidade de comandar o meio de campo do time da capital, e deu conta do recado, agradando a torcida e triunfando na Copa da Itália 1986. Dizia-se na época que a cidade de Roma era comandada por dois poloneses: Karol Józef Wojtyła, o papa João Paulo II, e Zbigniew Boniek. Foi pela Roma que encerrou sua carreira nos gramados. Decidiu ser treinador nos início dos anos noventa, comandando o Lecce, o Bari e outras pequenas equipes da Itália. Seu último trabalho foi em 2002, quando foi o técnico da Polônia na Copa do Mundo. Atualmente, é o presidente da Associação Polonesa de Futebol. Por que jogava de terno? Boniek era um jogador versátil, capaz de atuar em várias posições ofensivas e intermediárias em ambos os lados ou pelo centro. Excelente peça para o contra-ataque, altamente considerado pela sua capacidade de súbitas corridas para vencer a linha defensiva adversária e chegar ao fim dos longos passes de seus companheiros, além do excelente estilo e inteligência hábil. 👤 Zbigniew Kazimierz Boniek 👶 3 de março de 1956 (61 anos) 🏠 Polonês 👕 (jogador) Widzew Łódź (POL), Juventus, Roma (ITA) e Seleção Polonesa. 🏆 Campeonatos Polonês 80/81 e 81/82, Campeonato Italiano 83/84, Copa Itália 82/83 e 85/86, Liga dos Campeões 84/85. 👑 Terceiro Lugar Bola de Ouro 82, All-Star Team da Copa do Mundo FIFA 82 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8) #Meiaatacante #SeleçãoPolonesa #CopadoMundo1978 #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1986 #Juventus #Roma

  • O polivalente de Turim

    O perfilado de hoje é um daqueles jogadores versáteis que podem executar inúmeras funções em campo. O tipo de atleta que convém a todo técnico e que sempre ajuda o time por conta da capacidade de atacar e defender com qualidade. E no caso de Claudio Marchisio, bota qualidade nisso. O meio-campista da Juventus vem se mostrando um excelente box-to-box ao longo dos anos e coleciona títulos com o terno da Velha Senhora. Cria da equipe de Turim, Marchisio não teve vida fácil para se firmar como ídolo alvinegro. Depois de capitanear a Juventus Primavera nas categorias de base com direito a título, Claudio foi promovido para o time principal na temporada 2006/07. Nessa época, a Juve jogava a segunda divisão após ser rebaixada devido ao escândalo do Calciopoli. O meia soube aproveitar as oportunidades e foi utilizado com frequência na campanha que culminou no acesso à Série A. Porém, na temporada seguinte, com a volta à elite do Calcio, a Velha Senhora decidiu priorizar a experiência em detrimento de jovens talentos. Com isso, Marchisio foi emprestado ao Empoli, junto de Sebastian Giovinco. Aquele seria o único ano do meio-campista longe da Juventus até hoje. Marchisio não marcou gols, mas foi bem e se firmou como titular na campanha do Empoli. Infelizmente, não foi o suficiente para evitar o rebaixamento da equipe. Ao término do período de empréstimo, o meia voltou para Turim a pedido do então novo treinador, Claudio Ranieri. Daí em diante, Marchisio se firmou de vez pelos bianconeri e caiu nas graças da torcida. Suas primeiras performances na temporada renderam elogios da imprensa e comparações com Marco Tardelli. No fim das contas, o meio-campista aproveitou a boa fase e as chances dadas por Ranieri para cavar a titularidade. Depois de assegurar o vice-campeonato italiano, Marchisio foi especulado em diversos clubes, mas a diretoria da Juve foi esperta e estendeu seu contrato por cinco anos, classificando-o como um dos “intocáveis” de seu elenco. Foi nessa época que veio, também, a primeira convocação para a Azzurra, então comandada por Marcello Lippi. Em 2009, seus problemas com lesões começaram a ficar aparentes, quando Marchisio teve de ficar de fora da equipe por um mês e meio. Ainda assim, o meia fez uma grande temporada e foi eleito o melhor jogador da Juve naquele ano. Já em 2010, veio a primeira partida como capitão do time principal. Também disputou a Copa do Mundo daquele ano, ainda que a campanha da Nazionale tenha sido um grande fiasco. Mas isso não o impediu de seguir brilhando pela Velha Senhora, na qual se manteve titular absoluto e teve contrato renovado. Seu tento de meia bicicleta contra a Udinese em maio de 2011 foi eleito o gol da temporada pelos torcedores. A partir da época 2011/12, Marchisio experimentaria um período de sucesso como nunca antes. Sob o comando do novo treinador Antonio Conte, a Juve voltou aos tempos de glória. E um dos principais motivos foi seu excelente meio-campo. Ao lado de Marchisio, estava Arturo Vidal e ninguém menos que Andrea Pirlo. O trio “MVP” foi fundamental para a campanha da Juventus no campeonato italiano. Ao final da temporada, Marchisio foi eleito para a seleção do ano no Calcio e conquistou seu primeiro Scudetto, o primeiro de muitos que a Velha Senhora ganharia nos anos seguintes. Pela seleção, o meia ficou no quase na Eurocopa de 2012, perdida para a Espanha na final. Na temporada seguinte, Marchisio continuou a excelente forma. Ganhou outro italiano e se manteve na seleção do campeonato. Também integrou o rol dos melhores da UEFA em 2012. Já a época de 2013/14 não foi tão boa quanto as anteriores. As lesões prejudicaram a continuidade de Marchisio, e quem aproveitou a chance de se firmar como titular foi o jovem francês Paul Pogba. Ainda assim, o italiano entrava frequentemente na equipe e colaborou com mais um título doméstico, com o recorde de 102 pontos. Em 2014/15, a Juventus trocou de comando técnico. Saiu Antonio Conte e veio Massimiliano Allegri, que está à frente do clube até hoje. A troca fez bem a Marchisio e ao clube. O meia foi um dos que mais jogou ao longo da temporada e a Juve manteve o domínio doméstico. Quase veio a glória europeia, mas o Barcelona de Messi, Suárez e Neymar impediu o título da UEFA Champions League (na última temporada, a Juventus voltaria a ser vice da UCL, após perder para o Real Madrid). Ao menos, Marchisio foi selecionado para a seleção do torneio. Entretanto, aquela seria a última época de pleno futebol para o meia italiano: nas últimas duas temporadas, Marchisio tem sofrido com lesões e não pôde atuar de maneira contínua pela Juve. Mas o jogador tem apenas 31 anos e um bom tempo pela frente para mostrar o alto nível de seu futebol. Por que joga de terno? Meia de extrema versatilidade, Marchisio seria uma adição de peso ao plantel de qualquer equipe. Na Juventus, seu papel é ainda mais importante. Há anos no clube e identificado com os bianconeri, o italiano cresce em partidas decisivas. Apesar da polivalência, Marchisio não é daqueles que joga em vários lugares por não ser bom demais para atuar em uma função específica. Dotado de grande qualidade técnica e ótima visão de jogo, o meia desempenha com maestria qualquer posição da faixa central do gramado. Também não falta vontade e marcação. Todas essas qualidades tornam Marchisio um dos melhores meias centrais do futebol italiano. Não fossem as lesões, talvez do mundo. 👤 Claudio Marchisio 👶 19 de janeiro de 1986 (31 anos) 🏠 Italiano 👕 Juventus, Empoli e Seleção Italiana 🏆 Campeonato Italiano 11/12, 12/13, 13/14,14/15, 15/16 e 16/17; Campeonato Italiano Série B 06/07; Copa da Itália 14/15, 15/16 e 16/17 (Juventus) 👑 Time do Ano no Campeonato Italiano 10/11 e 11/12; Time do Ano da UEFA Champions League 14/15 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,3) #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Volante #SeleçãoItaliana #Juventus

  • Rodrigo América

    O nosso homenageado de hoje já foi artilheiro de libertadores, já decidiu campeonato estadual, já ganhou título nacional, mas era contestado também na maioria dos clubes que passou. Hoje o terno vai para o Rodrigo Mendes. Começou sua carreira no Flamengo, onde estreou pelo time titular em 93 aos 17 anos. Teve algumas chances no Rio-São Paulo, Brasileirão e outros torneios amistosos, mas não conseguiu se firmar na equipe principal. Depois de rodar por Gremio, Atletico-PR e Kashima Antlers, ele voltou ao flamengo em 99, onde foi peça importante no estadual, foi dele o gol na grande final contra o Vasco. Rodrigo Mendes também teve participação importante na Copa Mercosul do mesmo ano. Emprestado mais uma vez ao Grêmio no segundo semestre de 2000 teve que buscar seu espaço num time que tinha como principal estrela um tal de Ronaldinho Gaúcho, além de classudos como Zinho, Paulo Nunes, Danrlei, Tinga, Anderson Polga, Anderson Lima. A estrela dele voltou a brilhar no ano seguinte. Foi um dos destaques no estadual e importantíssimo na conquista da Copa do Brasil. Rodrigo Mendes entrou para a história do tricolor gaúcho se tornando artilheiro da Libertadores da América 2002(10 jogos e 10 gols). Terminou a temporada como semifinalista da Libertadores e do Campeonato Brasileiro e como um dos artilheiros da equipe gaúcha na temporada, feito que alcançado também em 2001. Em 2003 Rodrigo Mendes se transferiu para o Oita Trinita do Japão, onde fez história também jogando pelo Kashima No mesmo ano, se transferiu para o Al Ain dos Emirados Árabes Unidos, e conquistou o título inédito da Liga dos Campeões da Ásia 02/03. Por que jogava de terno? Rodrigo batia falta bem, driblava, era canhoto, mas também deixava sua marca com a perna direita. Artilheiro e decisivo. 👤 Rodrigo Fabiano Mendes 👶 9 de agosto de 1975 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Grêmio, Kashima Antlers, Atlético Paranaense, Oita Trinita, Al Ain, Al-Gharrafa, Sharjah FC, Fortaleza, Internacional, Novo Hamburgo 🏆 (principais) Copa Mercosul 99 (Flamengo); Copa do Brasil 01 (Grêmio); Campeonato Japonês 96 (Kashima Antlers); Campeonato dos Emirados Árabe 04 e Liga dos Campeões da Ásia 03 (Al Ain); Liga do Qatar 05 (Al-Gharafa) 👑 Artilheiro da Copa Libertadores da América 2002 (10 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #Grêmio #Atacante #Brasil

  • Edu Gaspar

    O nome do classudo de hoje, junto com o Adenor, é um dos responsáveis pela recuperação da auto-estima do brasileiro pela Seleção Nacional. Mas o que nem todos se lembram é que ele já desfilou seu charme pelos gramados mundo a fora. A postagem de hoje vai falar da carreira, não tão extensa, do jogador Edu Gaspar. Eduardo nasceu e se criou na cidade de São Paulo e no Corinthians, clube que iniciou e, posteriormente, encerrou a carreira. Após três temporadas o jogador foi vendido ao time do Arsenal, do qual fez parte da época vitoriosa dos Gunners e pode jogar ao lado de Henry e cia. No clube inglês foram 4 temporadas e inúmeros títulos, entre eles o de campeão inglês invicto de 2003/2004. No auge de sua carreira, Eduardo ainda pode disputar e vencer uma Copa América e uma Copa das Confederações pela seleção brasileira. Porém, o sonho de jogar a Copa do Mundo foi deixado de lado quando uma contusão o atrapalhou. Da Inglaterra o jogador foi para a Espanha. Apesar de ter propostas de Real Madrid e Barcelona, o atleta decidiu jogar pelo Valência. Por lá também sofreu com uma série de lesões, que o impediram de conseguir a sequência desejada como titular. Apesar disso, foram 4 temporadas e uma taça. Ao encerrar o contrato na Espanha, Edu retornou ao Corinthians, onde permaneceu por dois anos, até encerrar a carreira de jogador e iniciar a de dirigente. Por que jogava de terno? Apesar de sofrer com as lesões para a segunda metade de sua carreira de jogador, Edu Gaspar foi um volante técnico e tinha como características a boa saída de bola. O atleta que, não por acaso, fez parte do poderoso esquadrão londrino do Arsenal era cotado como um dos selecionados de Carlos Alberto Parreira para a Copa de 2006, na Alemanha. As diversas lesões o impediram de progredir ainda mais na carreira, que durou 'apenas' 12 anos. Apesar de curta, foi vitoriosa por onde ele passou. 👤 Eduardo César Daud Gaspar 👶 16 de maio de 1978 (39 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Corinthians, Arsenal, Valência e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro 98 e 99, Mundial de Clubes 00 e Copa do Brasil 09 (Corinthians), Campeonato Inglês 01/02 e 03/04, Copa da Inglaterra 01/02, 02/03 e 04/05 (Arsenal), Copa da Espanha 07/08 (Valência), Copa América 04 e Copa das Confederações 05 (Seleção Brasileira) 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) #Corinthians #Arsenal #Brasil #SeleçãoBrasileira #Volante

  • A chuteira de ouro do Timbu

    O Campeonato Pernambucano é uma fonte de futebol acalorado, de partidas e torcidas inflamadas e, com certeza, de ídolos. O classudo de hoje vem de chuteira dourada e é conhecido como Baiano, mas na verdade é um capixaba que marcou a história do futebol pernambucano. Na função de meia atacante, Baiano foi revelado na equipe capixaba Rio Branco e com 21 anos chegava ao Náutico, onde brilhou de 1983 a 1987. Antes disso, tinha passado por duas temporadas pelo Santa Cruz, quando chegou dizendo para o que veio e já disputando a artilharia do Campeonato Pernambucano com veteranos como Sena e Dadá Maravilha, sagrando-se artilheiro absoluto em 81, marcando 38 gols. Mas foi vestindo o terno do Timbu que o jogador encontrou seu auge. Foram 183 gols em cinco anos e conquistou bi-campeonato estadual, sagrando-se como artilheiro em mais uma oportunidade. Em 1982, depois de uma breve passagem pelo Fluminense, voltou ao alvirrubro e no mesmo ano levou o troféu de artilheiro do Brasil, com 40 gols, recebendo a chuteira de ouro da Adidas. Na ocasião, Zico (Flamengo) ficou com a de prata e Casagrande (Corinthians) com a de bronze. O jogador registrou ainda passagem no Central e no Sport Recife, onde encerrou a carreira sem o tamanho brilho que encontrou no Náutico. Mas sua carreira com seus contabilizados 318 gols o consagrou como um dos ídolos pernambucanos, sendo o maior goleador da história do campeonato com 206 gols. Por que jogava de terno? Além do faro de gol, "chuta com qualquer um dos pés sabe cabecear e não foge do pau" foi o que disse o técnico do Náutico na época, Pepe. Mesmo que não tenha se repetido nos outros clubes, o brilho de Baiano no Náutico garante o terno ao classudo. 👤 Valmeci José Margon 👶 14 de maio de 1952 (65 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Rio Branco, Santa Cruz, Náutico, Fluminense, Central e Sport. 🏆 Campeonato Pernambucano 84 e 85 👑 Chuteira de Ouro Adidas 82 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #Atacante #Náutico #Brasil

  • O prefeito dinamarquês

    Este jogador foi a antítese do típico jogador nórdico europeu. Preben era veloz, ágil e extremamente técnico com a bola no pé. Nasceu na capital dinamarquesa Copenhague e começou a sua carreira em alguns clubes regionais como o Frederiksberg e o KB mas no escalão de júnior foi contratado pelo Vanlose. Foi neste pequeno clube do país, que se estreou na equipa principal em 1976 (o seu primeiro ano como sênior) e rapidamente chamou a atenção de outros clubes. Uma época de boas exibições e sete golos foi suficiente para que fosse contratado pelo clube alemão do Colónia FC. Outra coisa que devem saber sobre este jogador é que ele não gostava de cumprir regras, o que não facilitava o seu convívio com os treinadores. Foi o que aconteceu no clube alemão. Depois de surgirem alguns boatos sobre a sua vida noturna atribulada e demasiado frequente, o seu treinador Hennes Weiswieller confrontou-o e questionou-o se aquela história de uma noite antes do jogo com uma mulher e muito uísque era verdade. O dinamarquês sem muitas reservas respondeu: “Não é verdade. Eram duas miúdas e vodca”. Preben acabou por ser dispensado nessa época. Na verdade, Preben tinha uma conduta pouco profissional, o que o levava a hábitos muito pouco saudáveis para quem queria ser um atleta de alta competição. Corre a lenda que ele era tão viciado em cigarros que fumava no início, no fim, no intervalo dos jogos… E até durante. Numa sessão de penalties, depois de cobrar o seu com sucesso, os sortudos que estavam no estádio a assistir o jogo dizem que Preben foi até ao banco, acendeu um cigarro e ficou a assistir os seus colegas. Depois do tal incidente com o treinador alemão, rumou a Lokeren, clube belga, e foi aí que explodiu, futebolisticamente falando. Engane-se quem pensa que o comportamento desviante e pouco profissional condicionava a sua disponibilidade física ou a qualidade do seu jogo. Foram seis épocas de muito bom futebol temperadas com mais 100 golos marcados pelo craque dinamarquês. O futebol belga era pequeno demais para o seu futebol cheio de classe. Rumou ao campeonato italiano para jogar no Hellas Verona, na época de Platini, Rummenigge, Maradona, Sócrates, Falcão, Zico. E lá estava ele, a principal figura do Verona, um clube com pouco relevo histórico, a lutar contra os gigantes. E ganhou. Preben foi o símbolo máximo desta equipa que surpreendeu a Itália ao vencer o scudetto, o único título nacional do Verona da sua história, em 1984/85. Apesar dos poucos golos marcados nas quatro épocas, o seu impacto foi maior do que qualquer estatística. Todo adepto do Hellas Verona ainda hoje se lembra daquele segundo golo marcado à Juventus na época de 1984-85. A jogada começa de um tiro de meta marcado pelo zagueiro, fazendo a bola sobrevoar todo o meio campo do Verona até chegar aos pés de Preben. O centro campista, deixa a bola bater no chão e dá meia volta no caminho da baliza da Juve, tirando do caminho o seu marcador direto. Neste preciso momento, acontece o momento inesquecível. A chuteira de Preben sai-lhe do pé, ficando no meio campo, e obriga o craque a percorrer meio campo descalço de um pé com o objetivo de fazer o segundo golo do jogo. Com a sua velocidade e técnica na melhor forma, Preben deixa dois defesas da Juventus no chão e bate o guarda redes da equipa comandada por Giovanni Trappatoni. Em 1984 a Dinamarca chegou às meias finais do campeonato da Europa, perdendo nos pênalties para a Espanha. Ficou na retina dos europeus e deixou água na boca para a competição internacional dois anos depois em 1986, no México. Preben comandava a seleção que muito prometeu na fase de grupos, mas acabou nos pés da Espanha nos oitavos de final com uma derrota pesada de cinco bolas contra uma. Depois disso, a sua carreira foi-se apagando, como se um dos seus cigarros se tratasse. Em 1988 terminou a experiência em Itália e rumou ao seu país para representar o Vejle. Com os torcedores do Vejle em êxtase por receber no seu plantel um dos melhores jogadores do mundo, todas as atenções e expectativas estavam assentes nele. Infelizmente, Preben nunca conseguiu oferecer o título nacional ao Vejle e em duas épocas de baixo rendimento, Preben decidiu pendurar as botas. Em 1984 foi o segundo colocado na premiação da Bola de Ouro da France Football só atrás de Platini. Em 1987 ficou no terceiro posto desta mesma premiação. Em 1986, foi considerado o terceiro melhor jogador do Campeonato do Mundo no México, só atrás de Maradona e do guarda redes Harald Schumacher. Porque é que jogava de terno? Com uma assombrosa qualidade técnica, visão de jogo e velocidade com bola. Preben foi fundamental em todas as equipas por onde passou, apesar do seu espirito rockeiro que muitas vezes abrandou o ritmo do sucesso. Vestindo o terno da Dinamarca, foi fundamental para grandes campanhas do pais e ate hoje e considerado dos melhores jogadores de sempre. 👤 Preben Elkjær Larsen 👶 11 de Setembro de 1957 (60 anos) 🏠 Dinamarquês 👕 Vanlose (DEN), Colônia (ALE), Lokeren (BEL), Hellas Verona (IT), Vejle (DEN) e Seleção da Dinamarca 🏆 Campeonato Alemão 77/78, Campeonato Italiano 83/84 👑 Melhor jogador dinamarquês 84, 3o Lugar da Bola de Ouro (84) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,2) #CopadoMundo1998 #Atacante #Dinamarca #SeleçãoDinamarquesa

  • O Bombardeiro dos Andes

    Um dos maiores futebolistas da história do Peru, Claudio Pizarro é um centroavante de muito sucesso internacional. Teve sua carreira consolidada no Campeonato Alemão e é ídolo no Werder Bremen e no Bayern de Munique. Pizarro iniciou sua carreira em seu país natal no modesto Deportivo Pesquero. Após certo destaque, foi contratado pelo Alianza Lima. Marcou 25 gols em 44 jogos vestindo o terno do Alianza no campeonato nacional. Não demorou para que seu futebol fosse notado em solo europeu, tão logo fora contratado pelo Werder Bremen. Pizarro anotou 38 gols em sua primeira passagem no Werder. Em 2001, o Bayern de Munique contratou Pizarro para reforçar o ataque. A estreia pelos bávaros não poderia ser melhor, marcou o seu primeiro gol com apenas 4 minutos de jogo numa partida contra o Schalke 04. Encerrou a temporada 01/02 com 15 gols no Campeonato Alemão e 4 gols na Liga dos Campeões. Na temporada seguinte Pizarro conquistou seu primeiro título nacional e ainda ficou em terceiro lugar na artilharia do campeonato. Na temporada 04/05 chegou a incrível marca de 100 gols no campeonato alemão. Fato que apenas 3 jogadores estrangeiros conseguiram: Giovane Élber, Ailton e Stéphane Chapuisat. Passadas duas temporadas, Pizarro chegou ao término de seu contrato com o Bayern, e após algumas desavenças com Franz Beckenbauer, presidente do clube à época, decidiu encerrar sua passagem no clube da Baviera. Em julho de 2007 assinou com o Chelsea. Numa passagem sem brilho e que deixou pouca saudade nos torcedores ingleses. Um ano após a sua contratação, Pizarro foi emprestado ao Werder Bremen. O futebol visto em outros tempos voltou a brilhar ao ponto de o Werder buscar a sua contratação em definitivo no ano de 2009. Pizarro ainda jogou duas temporadas pelo Bayern de Munique antes de retornar pela terceira vez ao Werder, que anunciou o final de seu vínculo com Pizarro em julho de 2017. Aos 39 anos, Pizarro defende atualmente as cores do Colônia. Por que joga de terno? Claudio Pizarro é um dos maiores jogadores estrangeiros do campeonato alemão, sendo também o maior marcador estrangeiro com 191 gols em 434 jogos, fazendo jus ao apelido de Bombardeiro dos Andes. 👤 Claudio Miguel Pizarro Bosio 👶 3 de outubro de 1978 (39 anos) 🏠 Peruano 👕 Deportivo Pesquero, Alianza Lima-PER, Werder Bremen, Bayern de Munique-ALE, Chelsea-ING, Colônia-ALE, Seleção Peruana. 🏆 Campeonato Alemão 02/03, 04/05, 05/06, 12/13, 13/14 e 14/15, Liga dos Campeões 12/13 (Bayern de Munique) 👑 Maior artilheiro estrangeiro da história do futebol alemão. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,8) #BayernMunique #WerderBremen #SeleçãoPeruana #Atacante

  • Joga de Terno, mas descalço

    Verão: praia, sol, férias. Três palavras que certamente vêm no imaginário brasileiro logo que entramos na estação mais quente do ano. No mundo do futebol elas se aplicam melhor ainda: os classudos deixam os tapetes verdes de lado e degustam de um merecido deleite desse período sabático (muito embora alguns times já estejam se reapresentando nessa primeira semana de janeiro). É nesse clima veraneio que vamos buscar nosso classudo de hoje. E digamos que classudo é até pouco para designar nosso personagem. Mas desapegamos um pouco dos gramados e mudamos rapidamente de terreno: Saem os refletores, entra o sol; saem as gramas, entra a areia; o grito da torcida se mistura ao barulho do mar e da forte brisa praieira. Nosso craque surge e brilha nesse ambiente: Jorginho! Sim! Nosso homenageado de hoje é um craque das arenas do Futebol de Areia. Apesar de que hoje, a prática do “beach soccer” não se restringe somente à costa litorânea. Graças ao reconhecimento do esporte junto à FIFA, o Futebol de Areia foi conquistando não só o interior brasileiro como o mundo. Há não muito tempo, era só mais um passatempo de boleiros entre uma cerveja e outra, ou entre um mergulho no mar e outro. Essa profissionalização começou em 1992 – note: a profissionalização começou aí. Muito antes, o esporte já era praticado principalmente nas praias cariocas e santistas. Em 93 foi organizado o primeiro campeonato mundial, em Miami, vencido pelo Brasil. O Brasil, aliás, era um poder absoluto naquela época: o time base tinha grandes nomes que outrora jogaram nos gramados: Paulo Sérgio, Claudio Adão, Junior Negrão, Edinho e Júnior. Esses talvez fossem os grandes nomes do esporte até então. Mas, formados mesmo na praia, ainda eram poucos. E um deles era Jorginho. Nascido em Belém do Pará, o nosso classudo já vivia do Beach Soccer quando o ex-lateral do Flamengo o vira jogar. O levou para a seleção nacional para conquistar o mundo. Literalmente. Ao lado de nomes como os já citados e mais Benjamim e Neném, Jorginho virou sinônimo fácil do então novo esporte: objetivo, mas plástico, de pura beleza e arte. O terreno formado pelas deformidades da areia fofa da praia reserva muitos lances pelo alto, permitindo que os jogadores possam desfrutar de “acrobacias” muitas vezes amortecidas pelo próprio terreno. E Jorginho era exímio nesse quesito! Apesar da plasticidade – que no “futebol de grama” pode ser confundido com falta de objetividade – Jorginho é até hoje o quarto maior artilheiro da Seleção Brasileira. Além disso, é Octacampeão mundial pelo Brasil e foi eleito três vezes melhor jogador do mundo na modalidade. Jorginho marcou época na seleção e até hoje é lembrado pelo fã do esporte como um dos nomes maiores na modalidade. Ah, e ainda continua na ativa! Por que joga de terno? Jorginho fez parte da primeira geração da Seleção Brasileira de Futebol de Areia que, por mais de uma década, dominou o esporte. Seu talento era nato com forte poder de finalização, jogadas aéreas incríveis e os mais belos gols que a torcida se encantava em ver. Cracaço! 👤 Jorge Augusto da Cunha Gabriel 👶 17 de outubro de 1974 (43 anos) 🏠 Brasil 👕 Vasco, Cantazaro-ITA, Kristall-RUS e Seleção Brasileira de Futebol de Areia. 🏆 (principais): Campeonato Brasileiro de Futebol de Areia: 17; Copa Libertadores da América de Futebol de Areia: 16 e 17 (Vasco). Campeão da Copa América de Areia: 94, 95, 96, 97, 98, 99, 03, 12 e 13; Mundialito de Futebol de Areia: 96, 97, 98, 99, 00, 01, 04 e 11; Copa do Mundo de Futebol de Areia: 96, 97, 98, 99, 00, 02, 03 e 04. (Seleção Brasileira) 👑 Melhor jogador de futebol de areia do mundo: 99, 00 e 04; Bola de Ouro da Copa do Mundo FIFA de Beach Soccer: 99 e 04. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (10) #Vasco #SeleçãoBrasileira #FuteboldeAreia

  • O pequeno Buda

    Iván de la Peña foi o primeiro sinal de que o meio campo do Barcelona do futuro iria ter pequenos (literalmente) gênios a comandar, organizar, comandar e pautar o jogo do famoso Tiki Taka. Ele nasceu em Santander, Espanha, em 1976. Foi no clube da sua cidade natal, o Racing Santander, que Iván começou a dar os primeiros passes num campo de futebol. Aos 14 anos foi recrutado pela La Masia e cumpriu os últimos anos de formação futebolística na cantera do Barça. Perito na forma como recebia e reencaminhava a bola para o melhor colocado colega de equipa, rapidamente chamou a atenção do treinador da primeira equipa do Barcelona. Como se ser escolhido para representar o Barcelona não bastasse, quem o chamou foi nada mais nada menos do que Johan Cruyff. Decorria a época de 1995 quando Iván fez a sua estreia com o terno do Barcelona, num jogo frente ao Valladolid. Resumindo o seu primeiro jogo: entrou, marcou e ganhou. O jovem, na altura com 19 anos, tentava marcar posição num meio campo com Guardiola, Hagi, Amor e Bakero mas, como podem imaginar, não era fácil. Apesar da pesada concorrência, De la Peña sempre foi uma constante no jogo do Barça, tanto sob o comando de Johan Cruyff como, mais tarde, de Bobby Robson. As vitórias na Recopa Europeia, Copa do Rei e Supercopa Europeia fizeram do meia o melhor jogador jovem nesses dois anos, de acordo com votação do El País. Porém, em 1998, o general Louis Van Gaal fechou as portas do plantel ao Pequeno Buda. Assim, aos 22 anos Iván arrumou as malas e viajou para Roma para representar a Lazio. Pouco utilizado, foi emprestado ao Marseille, clube que também não lhe concedeu o espaço que Iván procurava para se afirmar definitivamente como um grande centro campista. Retornou a Barcelona, mas desta vez, para o RCD Espanyol de Barcelona. No meio de tantos emblemas representados num curto espaço de tempo, parecia que Ivan já estava no fim da carreira. Mas não. O menino estava com 25 anos e estava pronto para oferecer o seu melhor futebol. E assim foi. No Espanyol entrou em 2002 e só saiu em 2011 para pendurar as botas. Num clube como o Espanhol, com ambições mais modestas, Iván foi uma das grandes figuras do elenco durante os vários anos que representou aquele terno. Fez com Tamudo uma das melhores duplas alguma vez vistas pelos adeptos do Espanyol. Conseguiu levar o Espanyol a uma final da Copa da Europa e venceu uma Copa do Rei, algo grandioso para um clube da dimensão do Espanyol. "Nos clubes grandes ganhar é uma obrigação e ficar em segunda é um fracasso. Aqui, as alegrias se desfrutam muito mais e nos momentos difíceis sentes muito mais o apoio e isso vale muito mais do que um título". Por que joga de terno? Exímio nos gestos técnicos mais importantes para se jogar bom futebol: passe e receção. Recebia a bola com a classe suficiente para a deixar feliz, mas essencialmente, obediente. A sua velocidade de raciocínio, intensidade de jogo e facilidade na cobrança de faltas faziam deste pequeno Buda um verdadeiro Jogador de Terno. 👤 Iván de la Peña López 👶 6 de maio de 1976 (41 anos) 🏠 Espanhol 👕 Barcelona B, Barcelona, Lazio, Marseille, Espanyol e Seleção de Espanha 🏆 Campeonato Espanhol 97/98 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6) #SeleçãoEspanhola #Espanyol #Lazio #Meia

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