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  • Mestre Jonas

    O classudo de hoje vive fora dos holofotes. Não joga nas principais ligas do mundo e não é figurinha carimbada na seleção brasileira. Porém, nada disso impede que ele, ano após ano, brigue pela artilharia do ano no velho continente e isso até gera discussões envolvendo o seu nome e suas chances em ligas maiores e/ou seleção. Hoje, o Joga de Terno falará sobre o brasileiro que se tornou ídolo de um dos maiores clubes (se não o maior) de Portugal, mas que muito antes disso também foi eleito o pior atacante do mundo, Mestre Jonas. Esse é um dos raros casos hoje em dia que o jogador não participou de categorias de base em algum clube. Por um detalhe, Jonas hoje não é uma pessoa comum, com uma profissão comum, vivendo numa cidade do interior de São Paulo. O jogador estava no segundo ano do curso de farmácia, quando decidiu aceitar fazer um teste final no Guarani. Com 20 anos se profissionalizou e logo chamou a atenção de equipes maiores do cenário nacional. Com 'apenas' dois anos no futebol profissional, Jonas chegou ao Santos, onde ficou por mais dois anos até se transferir para o Grêmio, onde jogou por 4 temporadas. No clube gaúcho, porém, Jonas demorou para engrenar e chegou a ser emprestado para Portuguesa, onde teve uma passagem curta, mas importante para o seu retorno ao Grêmio. Com o terno tricolor o jogador viveu seu pior e seu melhor momento no futebol brasileiro. O pior momento aconteceu após uma partida válida pela fase de grupos da Libertadores de 2009, contra o modesto Boyacá Chicó - quando perdeu três gols no mesmo lance. Após o ocorrido, o jogador foi taxado de O PIOR DELANTERO DEL MUNDO, pelo jornal Mundo Desportivo da Espanha. O melhor momento veio na temporada seguinte, com título e recordes pessoais. O jogador foi campeão gaúcho com o Grêmio, título que não era conquistado desde 2007, ultrapassou a marca de 100 partidas pela equipe tricolor, se tornou o quinto maior artilheiro da história do clube e, de quebra, conquistou a artilharia do Campeonato Brasileiro (com 23 gols) e a artilharia do Brasil, com 40 gols no ano, empatando 'apenas' com Neymar. A boa fase rendeu o apelido de Mestre Jonas por parte da torcida e da imprensa gaúcha. Após um ano mágico em 2010, Mestre Jonas viveu um início de temporada conturbado em 2011, quando brigou com a torcida durante um jogo do Campeonato Gaúcho. O episódio foi a gota d'água para sacramentar a saída do atleta, que pagou a multa rescisória e se transferiu para o Valencia, da Espanha. Pela equipe espanhola foram quatro temporadas, mas sem muito destaque. Em 2014, o jogador acabou chegando ao Benfica e por lá pensa em ficar até o final da carreira. Na equipe portuguesa Jonas encontrou a boa fase vivida outrora pelo clube gaúcho. Até o momento foram 4 temporadas, 6 títulos nacionais, maior artilharia brasileira da equipe, diversos prêmios pessoais e disputa da artilharia da Europa, perdendo para o uruguaio Suárez. Em Portugal Jonas é o camisa 10 referência do ataque e ídolo da torcida benfiquista. Por que joga de terno? O faro de gol e as constantes artilharias dos campeonatos que disputa fazem de Jonas um jogador que volta e meia é lembrado nas mesas de bar quando a discussão é convocação para a seleção. Apesar de não ter feito categoria de base o jogador se mostra completo quando o quesito é fazer gol, sendo um bom finalizador de perna esquerda, direita e de cabeça. 👤 Jonas Gonçalves Oliveira 👶 01 de abril de 1984 (33 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Santos, Portuguesa, Grêmio, Valencia, Benfica e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Português 14/15, 15/16 e 16/17, Taça de Portugal 16/17, Taça da Liga 14/15 e 15/16 (Benfica) 👑 (principais) Bola de Prata Campeonato Brasileiro: 10, Prêmio Arthur Friedenreich (artilheiro do ano): 10, Chuteira de Ouro das Américas: 11, Bola de prata Campeonato Português: 16, Jogador do ano do Campeonato Português: 14/15 e 15/16. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,1) 📷 Getty Images #Atacante #Benfica #Grêmio #Brasil

  • O galgo que nunca desiste

    A vida é repleta de histórias. O futebol, que faz parte da vida de milhões de pessoas, também as trazem. Momentos de tristeza, de alegria, de luta, de superação sempre vêm à tona. Superação. É a palavra que marca a história de Jonás Gutierrez, o Galgo para os compatriotas argentinos, no futebol. O meio-campista viu sua vida mudar em três anos: 2010 era titular da Argentina na Copa do Mundo e em 2013 era diagnosticado com um câncer. Mas ele não desistiu. Aliás, não desiste e esse ano jogará a Libertadores pelo Independiente, o famoso Rei das Copas. A história no futebol do nosso classudo de hoje começou no Vélez Sarsfield. Aos 20 anos ele estreava no Campeonato Argentino mostrando-se um meio-campista impetuoso, que podia atuar tanto pelo lado de campo, mas também como terceiro homem no meio-campo. As boas atuações o levaram para a Europa, para vestir o terno do Real Mallorca. Mas foi no Newcastle que Jónas Guierrez viveu os melhores e os piores momentos da carreira. O Galgo chegou ao tradicional clube inglês na temporada 08/09 e logo caiu nas graças da torcida. As boas atuações com terno preto e branco do time, o levaram para a Seleção Argentina comandada por Diego Maradona. Na preparação para a Copa do Mundo, Dieguito chegou a declarar que a seleção seria "Messi, Mascherano, Jonas Gutierrez e mais oito". Após a Copa do Mundo, o Galgo retornou ao Newcastle com ainda mais moral e chegou a ser capitão em alguns jogos do time. Era o auge de sua carreira! Mas a vida é imprevisível, e em 2013 Gutierrez foi diagnosticado com o câncer no testículo. Recebeu pouca ajuda do time que ele tanto honrou a camisa e foi se recuperar na Argentina, perto da família. Em dois anos, o atleta estava pronto para voltar a jogar e queria honrar o carinho que nunca faltaram dos torcedores do Newcastle. Mais imprevisível que a sua doença, foi a volta aos gramados. Na rodada final do Campeonato Inglês 14/15, com o time correndo riscos de rebaixamento, Jonás Gutierrez entrou na partida. Com a vibração e raça de sempre ajudou na vitória com um gol e uma assistência. Explodiu os torcedores de alegria, se emocionou e jurou amor ao futebol e ao Newcastle. Mas a demonstração de carinho não comoveram os frios magnatas e dirigentes donos do time. Na temporada seguinte, Jonás Gutierrez teve o contrato rescindido e o clube que ele salvou, virou-lhe as costas. Mas o Galgo nunca desiste! Voltou à Argentina e está pronto para escrever mais algumas páginas em sua história pelo Independiente. Por que joga de terno? Para além da bela história que Jonás Gutierrez tem no futebol, dentro das quatro linhas ele sempre foi um jogador de boas atuações. Disciplinado taticamente e de uma raça gigante, é tarimbado como um dos grandes jogadores da Argentina. Ao se despedir do Newcastle, ele publicou no Twtter: “Duas coisas que aprendi com a minha doença: como apoiar um jogador (torcedores do Newcastle) e como deixar um jogador sozinho (dono do Newcastle)”. 👤 Jonás Manuel Gutiérrez 👶 5 de julho de 1983 (34 anos) 🏠 Argentino 👕 Vélez Sarsfield, Real Mallorca, Newcastle, Deportivo La Coruña, Defensa y Justicia, Indepediente, Seleção Argentina. 🏆 Copa Sul-Americana 17 (Indepediente) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) 📷Michael Regan/Getty Images Europe #Meia #CopadoMundo2010 #Newcastle #VelezSársfield #SeleçãoArgentina #Indepediente

  • O esporte não é ficção

    Os prisioneiros soviéticos que venceram os soldados nazistas em uma partida de futebol em 1942, mesmo sob ameaças de consequências fatais. Tommie Smith e John Carlos, atletas responsáveis por um dos momentos mais marcantes da história esportiva, quando levantaram seus braços na entrega das medalhas do atletismo nas Olimpíadas do México em 1968, em referência à luta dos Panteras Negras pelos direitos civis dos negros nos EUA. O Santos de Pelé que parou uma guerra na Nigéria em 1969. A união respeitosa de atletas das duas Coreias nas Olímpiadas de Inverno em 2018. A luta do início do século XX para integrar os negros ao futebol. Como se percebe, o esporte não é ficção. Ele não acontece em Marte ou na Lua. É um elemento da realidade concreta, produto de relações sociais complexas e fator de integração e união para a sociedade. Não, não é mero entretenimento. Todo apaixonado por algum esporte e torcedor de algum time/atleta sabe e reconhece que há mil coisas entre o céu e a terra quando se fala de esporte. Envolve representação, projeção social, identidades históricas, sentimentos coletivos e também aprendizados. O esporte pode dar ressaca, tanto a da vitória quanto a da derrota. O esporte estende as problemáticas da sociedade, não fica imune a nada. Queira ou não queira, ele é produzido também politicamente, por instituições capazes de reconfigurar o cotidiano de uma cidade e um país. Não é controlado pelos políticos de um Congresso Nacional – apesar da possibilidade de interferências –, mas é feito por pessoas de carne e osso que, simplesmente, não estão ali somente para entreter o público. O esporte tem potencial transformador, agregador. Num país como o Brasil, muitas vezes preenche um pouco do vazio de um frágil sistema educacional. Ensina valores a crianças, jovens, adultos e idosos. Não, o esporte não precisa ficar imune a nada. O esporte tem que simplesmente existir. Pra nos divertir, pra nos entristecer, pra escancarar nossos problemas e também para nos ajudar a resolvê-los. Por isso, o Joga de Terno discorda do texto “Evento esportivo não é lugar de manifestação política” – assinado pelo jornalista Tiago Leifert –, que hoje circula e repercute nas redes sociais. Foto: Acervo O Globo

  • O recordista colombiano

    Nossa postagem de hoje falará de um classudo que gosta de conquistar marcas históricas. Considerado um jogador pra lá de histórico em seu país, vestiu o terno da seleção nacional por mais de 20 anos e disputou três Copas do Mundo. Se isso já não fosse o bastante, o cara ainda se tornou, em 2014, o jogador mais velho a atuar em um mundial, com 43 anos e 3 dias. Além disso, o cidadão ainda tem o recorde de jogador com maior período de intervalo entre copas do mundo disputadas, com 16 anos e, pra finalizar disputou CINCO eliminatórias para Copas. Sim, só podíamos estar falando de Fary Mondragón. O goleiro colombiano iniciou e, após rodar o mundo, encerrou sua carreira no Deportivo Cali. El Turco, como era conhecido, ainda passou por clubes da Argentina, Espanha, Turquia, França, Alemanha e Estados Unidos, mas foi no Independiente da Argentina que o jogador teve mais sucesso, conquistando os títulos da Recopa Sul-Americana e da Supercopa Sul-Americana. Por que jogava de terno? Só o fato de vestir a camisa da seleção nacional por mais de 20 anos já explica o motivo de Mondragón estar aqui hoje. O arqueiro sempre passou segurança em suas atuações, fazendo defesas importantes. 👤 Faryd Camilo Mondragón Alí 👶 21 de junho de 1971 (46 anos) 🏠 Colombiano 👕 Deportivo Cali, Real Cartagena, Independiente Santa Fé (COL), Cerro Porteño (PAR), Argentino Júniors, Independiente (ARG), Real Zaragoza (ESP), Metz (FRA), Galatasaray (TUR), Colonia (ALE), Philadelphia Union (EUA) e Seleção Colombiana 🏆 Supercopa Sul-Americana 95 (Independiente), Campeonato Turco 02 e 06, Copa da Turquia 05 (Galatasaray) e Campeonato Colombiano 14 (Deportivo Cali) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2014 #Goleiro #Indepediente #Galatasaray #SeleçãoColombiana

  • E se o Vasco tivesse sido campeão?

    No nosso último texto, trouxemos a história do Vasco de 1923, campeão carioca do ano e que, no ano seguinte, se recusaria a tirar jogadores da equipe que seriam proibidos de jogar pela associação esportiva estadual da época. E o motivo era por serem negros e pobres. O Vasco deu um passo importante ao não aceitar que condições sociais e de raça fossem um impedimento para que os atletas atuassem em seus clubes. Nos dias de hoje, a maioria dos jogadores vem das camadas mais pobres da sociedade e grande parte é negra. É também nos dias de hoje que vemos o Clube de Regatas Vasco da Gama ter o seu histórico de lutas e conquistas sendo jogado no lixo. Coronéis que já deveriam ter sumido do futebol (e da sociedade) há muito tempo ainda mandam e desmandam no clube a bel-prazer, mesmo que para isso tenha que aplicar um golpe e desrespeitar a vontade de maioria da sua imensa torcida, insatisfeita com o que via ser feito no comando do clube. E é aí que entra a pergunta feita no início desse texto. E se o Vasco tivesse sido campeão brasileiro em 2017? Essa reação à pessoa de Eurico Miranda e seus correligionários teria sido a mesma se o Vasco tivesse conquistado títulos importantes nos últimos anos? Se desde sua primeira passagem pelo clube ele já mostrava sinais de que faria tudo para tirar vantagem do clube, por que o trouxeram de volta? Na busca por título, é o que se imagina. E se isso, de fato, tivesse acontecido esse episódio lamentável da escolha de um novo presidente teria tomado a mesma proporção? A crítica que fica aqui não vai apenas aos torcedores do Vasco, mas a de todas as torcidas. Em geral não estamos preocupados com a saúde das finanças do clube, e nem nos importamos se isso, no futuro, comprometer o planejamento do clube para a temporada. No fim das contas, só o que nos importa mesmo é: títulos. Esse episódio deveria nos fazer refletir sobre como somos egoístas e lenientes como torcedores (e cidadãos) e aceitamos falcatruas e bravatas desde que isso nos traga algum benefício. Se isso não fosse verdade, muitos dos políticos que colocamos no poder jamais seriam eleitos novamente. Mas é só a eleição começar que eles aparecem de novo na urna e se elegem. Pior do que isso são torcedores rivais que não conseguem deixar a paixão futebolística de lado e comemoram o que acontece pros lados da Colina. Quando, na verdade, deveríamos sentir vergonha de ver como somos vulneráveis àqueles que têm o poder na mão. As piadas, as ironias, isso faz parte. Mas torcer para que um clube da grandeza do Vasco, que lutou para fazer valer o direito da democracia que nos anos 20 ainda era tão fragilizada, passe por isso, nos remete a outra pergunta: E se fosse no seu clube? Aliás, quem garante que no seu clube não há dirigentes que agem da mesma forma que o "Coronel" Eurico, só que sem alarde e sem fumar charuto? Na eleição do Vasco, perdeu o Júlio Brant, perdeu o torcedor vascaíno que acreditou que era hora de mudança. Perdemos todos nós, apaixonados pelo futebol. O futebol pode e merece mais do que isso. Nós também. Joga de Terno

  • Terno de Linha #8 - Vasco da Gama 1923: Os Camisas Negras

    Em abril de 1924, o Club de Regatas Vasco da Gama enviava uma carta comunicando seu desligamento da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), equivalente a atual Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. O documento formalizava a recusa da exigência de tirar da sua equipe 12 atletas em condições duvidosas, sendo eles pobres, negros, subempregados e analfabetos. Naquele ano de 1923, o clube suburbano vinha em franca ascensão e conquistou o primeiro título na elite carioca com uma campanha arrasadora. Foram 11 vitórias, dois empates e uma derrota protagonizada pelos Camisas Negras, como o time ficou conhecido pois o uniforme era todo preto ainda sem a faixa diagonal. A equipe histórica contava com Nélson, Leitão e Mingote; Nicolino, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito, e ainda uma novidade trazida pelo técnico uruguai Ramón Platero: a preparação física. Enquanto os rivais se divertiam nas noites cariocas, o Vasco fazia treinos físicos e se concentrava. O clube também fornecia gratificações aos jogadores, muitos deles contratados como fachada em estabelecimentos, o que na época era proibido, pois a regra previa o amadorismo. Quanto mais o time vencia, mais os estádios enchiam, em resposta ao futebol elitizado. Na trajetória, o dia 8 de julho se tornaria uma data histórica. Na terceira rodada do returno, o time perdia por 3 a 2 para o Flamengo, que contava com a torcida também de outro clubes derrotados pelo Vasco como Fluminense, Botafogo e América. O lateral Paschoal empatou o jogo, mas o gol, que para muitos foi legítimo, foi anulado. Isso não impediu os Camisas Negras de se sagrarem campeões, na vitória alcançada de virada no segundo tempo (uma característica da equipe) com o placar de 3 a 2 sobre o São Cristóvão. A conquista do título foi considerada pelo jornalista Mário Filho "uma verdadeira revolução que se operava no futebol brasileiro". O final do campeonato culminou em um racha entre aqueles que comandavam o futebol até então aristocrático e os ditos populares e pequenos clubes. O episódio de recusa dos dirigentes cruzmaltinos em participar da nova liga que estabelecia exigências baseadas em condições sociais e raciais ficou conhecido como Resposta Histórica e mostrava que o Vasco não chegava apenas para se tornar um dos grandes nomes do esporte no país, mas sobretudo para romper preconceitos e possibilitar a abertura do futebol às camadas mais populares, ajudando na sua projeção nacional. 🏆 Campeonato Carioca 1923 👕 Time base: Nélson, Leitão e Mingote; Nicolino, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito. Técnico: Ramón Platero 👤 Os principais classudos: Nélson, Paschoal, Cecy e Negrito. 📺 Jogos relevantes: Vasco 3 x 1 Botafogo (22/04/23), Vasco 2 x 3 Flamengo (08/07/23) e Vasco 3 x 2 São Cristóvão (12/08/23) ⚽ Gol de Cecy no 2º tempo de Vasco 3 x 2 São Cristóvão #Vasco #Brasil

  • São Victor do Horto

    Às vezes, pode parecer piegas taxar alguém que opera um milagre debaixo das balizas de santo: todas essas vezes são embriagadas pelo fanatismo e clubismo que move nossa torcida Brasil e mundo afora. Mas não é o caso hoje. Victor Leandro Bagy não operou só um milagre. Não foi de frente pra qualquer torcida. E não foi em qualquer campeonato. O goleiro do Atlético Mineiro fez com que sua canela esquerda se transformasse quase num artefato religioso e ele próprio se santificou ao pegar aquele pênalti aos 48 minutos do segundo tempo da última partida das quartas-de-final da Libertadores de 2013. Aquela que o título foi pro Galão da massa nesse mesmo ano. Antes dessa santificação, Victor já estava consolidado como um dos melhores goleiros do país. Da base do São Paulo, Victor viu que não teria muito espaço no time que tinha Rogério Ceni no elenco. Atitude correta, aliás. Em 1997, foi para Jundiaí, à caça de uma oportunidade que ele certamente não teria no tricolor da capital. E a escolha deu seu primeiro título em 2005. A zebra daquele ano na Copa do Brasil com a conquista do Paulista, alçava seu nome ao país inteiro. Já em 2008, Victor vestiu o terno do tricolor gaúcho. Mesmo com ressalvas da torcida, dividiu a titularidade do Gauchão com Marcelo Grohe. Mesmo com algumas lesões, o futuro santo não teve problemas para assumir definitivamente a camisa 1 do time. Ir para o time gaúcho rendeu bons frutos. Ao longo do tempo, foi se firmando como um bom goleiro e na virada da década começou a chamar atenção da Seleção Brasileira. Começou a ser convocado para as eliminatórias de 2010 e foi um dos nomes cotados para ir a Copa. Mas não foi daquela vez. Superada a não ida para a África do Sul, Victor continuou com boas campanhas no Grêmio e foi se consolidando na seleção, ainda que poucas vezes como titular. Cada vez mais tinha seu nome associado ao Imortal gaúcho, mas em 2012 foi anunciado em Minas Gerais, pelo Galo, que passava por um jejum de bons nomes em sua meta. Demorou apenas um ano para Victor se imortalizar e pegar aquele pênalti de Riascos. A defesa é sempre lembrada como um dos momentos mais marcantes do futebol nos últimos tempos. Ainda que tenha caído para o lado e a bola batida no meio à meia altura, foi perspicaz ao esticar a perna esquerda e isolar aquela bola e garantir que o Galão da massa disputasse a semifinal. O título veio e com ele outras defesas de pênaltis de Victor, na grande final do Mineirão, principalmente. Hoje, é ídolo da torcida e altamente identificado como o time. Não é por menos. O goleiro já ganhou romaria por Belo Horizonte para santificar de vez aquele milagre e seu nome. Por que joga de terno? Victor mantém a forma e é um dos melhores goleiros do país há alguns anos. Foi um dos três goleiros levados por Scolari para a copa de 14 e certamente poderia ser uma das opções ainda hoje. A defesa, os títulos pelo Galo, as atuações o deixam certamente como ídolo para a torcida e o consagraram como SANTO. 👤 Victor Leandro Bagy 👶 21 de janeiro de 1983 (34 anos) 🏠 Brasileiro 👕Paulista, Ituano, Grêmio, Atlético-MG e Seleção Brasileira 🏆 Copa do Brasil: 05 (Paulista), 14 (Atlético-MG), Copa Libertadores da América: 13 (Atlético-MG), Copa das Confederações: 09 (seleção Brasileira) 👑 Prêmio de Melhor goleiro do Brasileirão: 08 e 09; Prêmio bola de prata: 09; Melhor goleiro da Copa Libertadores da América: 13; Melhor Goleiro da Copa do Brasil: 14 e 16 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,4) #Goleiro #Grêmio #AtléticoMG #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo2014 #Brasil

  • Quando a história acontece nos rivais

    Um jovem meio-campo espanhol que no início dos anos 90 foi disputado por Barcelona e Real Madrid? Sabe quem é? Se não sabe, nós te contamos. Hoje quem desfila por aqui é Luís Enrique, o meio-campista que fez história no futebol como jogador e também como treinador. Na disputa que ocorreu em 92 pelo jogador, o Real Madrid levou a melhor e acertou a contratação. Com 22 anos, o atleta chegava à capital espanhola sendo considerado a principal promessa do futebol do país. Foi neste mesmo ano que Luís Enrique fez parte do elenco da Seleção Espanhola pré-olímpica que disputou as Olimpíadas de Barcelona, conquistando a medalha de ouro. Entretanto, no Real Madrid, o ainda jovem Luís Enrique tinha atuações irregulares. Em um jogo se destacava com suas virtudes, no outro parecia perdido em campo. Mesmo com uma certa irregularidade, o meio-campo chegou a realizar 213 jogos com o terno madrilenho. Até que em 96, o Barcelona acertou com o arquirrival e contratou Luís Enrique. Nosso classudo, portanto, está no hall de jogadores como Ronaldo e Figo que atuaram por Barcelona e Real Madrid. A expectativa do Barça era de fazer com que Luís Enrique voltasse a se consolidar como meio-campista inteligente que se mostrava ser. E deu certo! Com o terno azul e vermelho do Barcelona, Luis Enrique se mostrou decisivo em vários jogos. Com assistências e gols, tornou-se ídolo na Catalunha. Por lá foram 300 jogos e 109 gols marcados. Até se aposentar dos tapetes verdes em 2004, aos 34 anos. Mas Luís Enrique ainda escreveria mais linhas na sua história no futebol espanhol. Quem não se lembra do Barcelona pós-Guardiola com o comando do nosso classudo. É ele o responsável por fazer o trio MSN ser um dos melhores ataques do mundo. Por que jogava de terno? Luís Enrique era um meio-campista completo. Inteligente taticamente, buscava a bola perto dos volantes para levar com qualidade ao ataque. Era o encarregado de municiar os atacantes e o fazia. Sempre com técnica e classe, dominou o meio-campo dos dois maiores times da Espanha e também da Seleção Espanhola. 👤 Luís Enrique Martínez García 👶 8 de maio de 1970 (47 anos) 🏠 Espanho 👕 Sporting Gijón, Real Madrid, Barcelona e Seleção Espanhola. 🏆 (principais) Copa do Rei 92/93 e Campeonato Espanhol 94/95 (Real Madrid); Copa do Rei 97/98, Campeonato Espanhol 97/98 e 98/99 (Barcelona). 👑 (sem títulos individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #RealMadrid #Barcelona #SeleçãoEspanhola #Meia #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002

  • Il bello de notte

    Juventinos e romanistas, torcedores da década de 80 e os mais saudosos do futebol italiano, guardam com carinho o nome de um polonês considerado por muitos o maior jogador de futebol de seu país e que chega hoje no hall de classudos do JdT: Zbigniew Boniek. Boniek saiu do Zawisza Bydgoszcz, time da segunda divisão da Polônia, para o Widzew Lodz, um time médio do país. A equipe que nunca havia ganhado nada teve suas maiores glórias com a chegada do jogador, bem como a equipe nacional polonesa. A seleção pouco tradicional viveu seus melhores momentos em Copas do Mundo, chegando às quartas-de-final em 78 e ao terceiro lugar em 82. Atuação grandiosa o suficiente para levá-lo à Juventus no mesmo ano. A adaptação do polonês no meio de campo da Juve foi extremamente rápida. Destacou-se mais do que Platini em sua primeira temporada na Itália, tanto é que tornou-se o único polaco a estar entre os três finalistas de uma Bola de Ouro, ficando em terceiro lugar em 1982 (Paulo Rossi foi o vencedor do prêmio neste ano). Com a Juventus, ele venceu a Copa Itália em sua primeira temporada, também conseguindo um segundo lugar no campeonato e alcançando a final da Copa da Europa de 1983 na mesma temporada. Boniek jogava como meia, segundo atacante e também centroavante se fosse necessário. O auge na Velha Senhora ainda seria completo pelas conquistas da Copa dos Campeões (atual Liga dos Campeões), sofrendo o pênalti que resultou no gol de Platini do título sobre o Liverpool. Dali, "O Belo da noite" (apelido que recebera por causa de suas ilustres exibições nos jogos que ocorriam à noite) se transferiu para a capital, onde vestiu o terno da Roma por três outras temporadas. O jogador teve a dura responsabilidade de comandar o meio de campo do time da capital, e deu conta do recado, agradando a torcida e triunfando na Copa da Itália 1986. Dizia-se na época que a cidade de Roma era comandada por dois poloneses: Karol Józef Wojtyła, o papa João Paulo II, e Zbigniew Boniek. Foi pela Roma que encerrou sua carreira nos gramados. Decidiu ser treinador nos início dos anos noventa, comandando o Lecce, o Bari e outras pequenas equipes da Itália. Seu último trabalho foi em 2002, quando foi o técnico da Polônia na Copa do Mundo. Atualmente, é o presidente da Associação Polonesa de Futebol. Por que jogava de terno? Boniek era um jogador versátil, capaz de atuar em várias posições ofensivas e intermediárias em ambos os lados ou pelo centro. Excelente peça para o contra-ataque, altamente considerado pela sua capacidade de súbitas corridas para vencer a linha defensiva adversária e chegar ao fim dos longos passes de seus companheiros, além do excelente estilo e inteligência hábil. 👤 Zbigniew Kazimierz Boniek 👶 3 de março de 1956 (61 anos) 🏠 Polonês 👕 (jogador) Widzew Łódź (POL), Juventus, Roma (ITA) e Seleção Polonesa. 🏆 Campeonatos Polonês 80/81 e 81/82, Campeonato Italiano 83/84, Copa Itália 82/83 e 85/86, Liga dos Campeões 84/85. 👑 Terceiro Lugar Bola de Ouro 82, All-Star Team da Copa do Mundo FIFA 82 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8) #Meiaatacante #SeleçãoPolonesa #CopadoMundo1978 #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1986 #Juventus #Roma

  • O polivalente de Turim

    O perfilado de hoje é um daqueles jogadores versáteis que podem executar inúmeras funções em campo. O tipo de atleta que convém a todo técnico e que sempre ajuda o time por conta da capacidade de atacar e defender com qualidade. E no caso de Claudio Marchisio, bota qualidade nisso. O meio-campista da Juventus vem se mostrando um excelente box-to-box ao longo dos anos e coleciona títulos com o terno da Velha Senhora. Cria da equipe de Turim, Marchisio não teve vida fácil para se firmar como ídolo alvinegro. Depois de capitanear a Juventus Primavera nas categorias de base com direito a título, Claudio foi promovido para o time principal na temporada 2006/07. Nessa época, a Juve jogava a segunda divisão após ser rebaixada devido ao escândalo do Calciopoli. O meia soube aproveitar as oportunidades e foi utilizado com frequência na campanha que culminou no acesso à Série A. Porém, na temporada seguinte, com a volta à elite do Calcio, a Velha Senhora decidiu priorizar a experiência em detrimento de jovens talentos. Com isso, Marchisio foi emprestado ao Empoli, junto de Sebastian Giovinco. Aquele seria o único ano do meio-campista longe da Juventus até hoje. Marchisio não marcou gols, mas foi bem e se firmou como titular na campanha do Empoli. Infelizmente, não foi o suficiente para evitar o rebaixamento da equipe. Ao término do período de empréstimo, o meia voltou para Turim a pedido do então novo treinador, Claudio Ranieri. Daí em diante, Marchisio se firmou de vez pelos bianconeri e caiu nas graças da torcida. Suas primeiras performances na temporada renderam elogios da imprensa e comparações com Marco Tardelli. No fim das contas, o meio-campista aproveitou a boa fase e as chances dadas por Ranieri para cavar a titularidade. Depois de assegurar o vice-campeonato italiano, Marchisio foi especulado em diversos clubes, mas a diretoria da Juve foi esperta e estendeu seu contrato por cinco anos, classificando-o como um dos “intocáveis” de seu elenco. Foi nessa época que veio, também, a primeira convocação para a Azzurra, então comandada por Marcello Lippi. Em 2009, seus problemas com lesões começaram a ficar aparentes, quando Marchisio teve de ficar de fora da equipe por um mês e meio. Ainda assim, o meia fez uma grande temporada e foi eleito o melhor jogador da Juve naquele ano. Já em 2010, veio a primeira partida como capitão do time principal. Também disputou a Copa do Mundo daquele ano, ainda que a campanha da Nazionale tenha sido um grande fiasco. Mas isso não o impediu de seguir brilhando pela Velha Senhora, na qual se manteve titular absoluto e teve contrato renovado. Seu tento de meia bicicleta contra a Udinese em maio de 2011 foi eleito o gol da temporada pelos torcedores. A partir da época 2011/12, Marchisio experimentaria um período de sucesso como nunca antes. Sob o comando do novo treinador Antonio Conte, a Juve voltou aos tempos de glória. E um dos principais motivos foi seu excelente meio-campo. Ao lado de Marchisio, estava Arturo Vidal e ninguém menos que Andrea Pirlo. O trio “MVP” foi fundamental para a campanha da Juventus no campeonato italiano. Ao final da temporada, Marchisio foi eleito para a seleção do ano no Calcio e conquistou seu primeiro Scudetto, o primeiro de muitos que a Velha Senhora ganharia nos anos seguintes. Pela seleção, o meia ficou no quase na Eurocopa de 2012, perdida para a Espanha na final. Na temporada seguinte, Marchisio continuou a excelente forma. Ganhou outro italiano e se manteve na seleção do campeonato. Também integrou o rol dos melhores da UEFA em 2012. Já a época de 2013/14 não foi tão boa quanto as anteriores. As lesões prejudicaram a continuidade de Marchisio, e quem aproveitou a chance de se firmar como titular foi o jovem francês Paul Pogba. Ainda assim, o italiano entrava frequentemente na equipe e colaborou com mais um título doméstico, com o recorde de 102 pontos. Em 2014/15, a Juventus trocou de comando técnico. Saiu Antonio Conte e veio Massimiliano Allegri, que está à frente do clube até hoje. A troca fez bem a Marchisio e ao clube. O meia foi um dos que mais jogou ao longo da temporada e a Juve manteve o domínio doméstico. Quase veio a glória europeia, mas o Barcelona de Messi, Suárez e Neymar impediu o título da UEFA Champions League (na última temporada, a Juventus voltaria a ser vice da UCL, após perder para o Real Madrid). Ao menos, Marchisio foi selecionado para a seleção do torneio. Entretanto, aquela seria a última época de pleno futebol para o meia italiano: nas últimas duas temporadas, Marchisio tem sofrido com lesões e não pôde atuar de maneira contínua pela Juve. Mas o jogador tem apenas 31 anos e um bom tempo pela frente para mostrar o alto nível de seu futebol. Por que joga de terno? Meia de extrema versatilidade, Marchisio seria uma adição de peso ao plantel de qualquer equipe. Na Juventus, seu papel é ainda mais importante. Há anos no clube e identificado com os bianconeri, o italiano cresce em partidas decisivas. Apesar da polivalência, Marchisio não é daqueles que joga em vários lugares por não ser bom demais para atuar em uma função específica. Dotado de grande qualidade técnica e ótima visão de jogo, o meia desempenha com maestria qualquer posição da faixa central do gramado. Também não falta vontade e marcação. Todas essas qualidades tornam Marchisio um dos melhores meias centrais do futebol italiano. Não fossem as lesões, talvez do mundo. 👤 Claudio Marchisio 👶 19 de janeiro de 1986 (31 anos) 🏠 Italiano 👕 Juventus, Empoli e Seleção Italiana 🏆 Campeonato Italiano 11/12, 12/13, 13/14,14/15, 15/16 e 16/17; Campeonato Italiano Série B 06/07; Copa da Itália 14/15, 15/16 e 16/17 (Juventus) 👑 Time do Ano no Campeonato Italiano 10/11 e 11/12; Time do Ano da UEFA Champions League 14/15 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,3) #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #Volante #SeleçãoItaliana #Juventus

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