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- O Rei do Gatilho
Nos anos 90, a Colômbia nos presenteou com uma bela geração de jogadores que ganharam o mundo desfilando talento pelos gramados. Com grandes histórias de vida e, alguns deles, também com muitas polêmicas. É o caso do personagem de hoje do Joga de Terno. Faustino Hernán Asprilla Hinestroza foi um atacante rápido, com passagens de destaque na Europa, Brasil e na própria seleção colombiana, com quem disputou as Copas de 94 e 98. E também foi um jogador que conviveu lado a lado com polêmicas extracampo, como muito dos seus contemporâneos. Asprilla nasceu na cidade de Taluá e estreou no futebol profissional em 1988, no Cúcuta Deportivo. No ano seguinte, transferiu-se para o Atlético Nacional, onde começou a se destacar. Foi campeão colombiano em 91 e, em 92, assinou com o Parma. No futebol italiano, foi campeão da Copa da Uefa e da Recopa Europeia. Na Copa de 94, ele integrou o elenco que chegou carregado de expectativas de que seriam a grande surpresa da Copa. Mas infelizmente não corresponderam e acabaram eliminados ainda na primeira fase. Asprilla passou a não ser mais tão aproveitado no Parma e acabou indo por empréstimo para o Newcastle. Em sua segunda Copa, em 98, chegou com status de artilheiro da Seleção nas Eliminatórias, mas jogou apenas o primeiro jogo e acabou expulso da concentração por ter se desentendido com o treinador Hernan Goméz. Em 1999, desembarcou no Brasil para jogar no Palmeiras, onde foi campeão do Torneio Rio-São Paulo. Ainda defendeu o Fluminense antes de ir para o México. Encerrou a carreira em 2004, no Estudiantes. E foi nos últimos anos de carreira que ele se envolveu em situações mais polêmicas, especialmente envolvendo armas de fogo (daí surgiu a expressão “Rei do Gatilho”). Em 1993, já havia sido acusado de dar tiros para cima em Cartagena, porque queria que uma moça dançasse mais. Sete anos depois, chegou a ter a prisão decretada por dar tiros em uma balada na Colômbia. Quando estava no Universidad do Chile, em 2003, teria usado uma arma para dar disparos para o alto. Em entrevista ao UOL, em 2015, ele negou que tenha feito isso. Depois de aposentado, Asprilla resolveu criar um clube de futebol chamado de... Clube Atletico Faustino Asprilla. Trabalhou com muitos garotos e disse, na mesma entrevista citada antes, que passou a ser “um cara tranquilo”. Por que jogava de terno? Asprilla foi um atacante rápido, que jogava pelos lados e que também sempre deixava seu golzinho. Tem 57 jogos com o terno da Colômbia, com 20 gols marcados. Viveu grande fase no início dos anos 90, especialmente em 1993, quando defendia o Parma. Neste ano, foi o sexto colocado na premiação de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa. Ninguém alcança esse status por acaso. Tinha tudo para ser um dos maiores atacantes do futebol colombiano, mas os excessos fora de campo o atrapalharam. Chegou no Brasil carregado de expectativas e, apesar dos 13 gols em 51 jogos com o Palmeiras, não deixou tantas saudades assim. O mesmo ocorreu no Fluminense. E hoje é mais lembrado pelas confusões fora do campo do que pelas atuações dentro dele. 👤 Faustino Hernán Asprilla Hinestroza 👶 19/11/1969 (48 anos) 🏠 Colombiano 👕 Cúcuta Deportivo-COL, Atlético Nacional-COL, Parma, Newcastle-ING, Palmeiras, Fluminense, Atlante-MEX, Universidad de Chile, Estudiantes-ARG, Cortuluá-COL e Seleção Colombiana. 🏆 Copa da Uefa 95 e 99 e Copa da Itália 99 (Parma), Copa Interamericana 90 e Campeonato Colombiano 91 (Atlético Nacional), Torneio Rio-São Paulo 00 e Copa dos Campeões 00 (Palmeiras). 👑 Sexto melhor jogador do Mundo pela Fifa 93. 👔👔👔👔👔👔 Classômetro: 6,2 📷 Getty Images #AtléticoNacional #Parma #Palmeiras #SeleçãoColombiana #Atacante #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #SeleçãodaCostaRica
- Davide Astori
O classudo de hoje foi destaque dos noticiários esportivos dos últimos dias, mas, infelizmente não por algo bom. Davide Astori, jogador italiano que defendia o terno da Fiorentina faleceu no último fim de semana, enquanto estava concentrado para uma partida do Campeonato Italiano. Como forma de homenagem, o Joga de Terno hoje falará sobre o Capitano da Viola. Astori começou a carreira profissional no Milan, em 2006, mas nunca conseguiu se firmar na equipe rossonera, sendo emprestado a diversos clubes, até parar no Cagliari em 2008. Pela equipe Rossoblu o zagueiro atuou por oito anos, tendo participado de mais de 170 jogos. Foi quando defendia o Cagliari que Asto chegou a seleção nacional, onde disputou a Copa das Confederações de 2013, que a seleção italiana conquistou o bronze. Na competição o jogador chegou a marcar um gol, no jogo contra o Uruguai. Em 2015 o atleta chega a Florença para defender as cores da Fiorentina. Pela Viola o zagueiro se torna capitão e atua 67 partidas, até ter sua carreira interrompida pelo incidente do último domingo, dia 4. De acordo com informações divulgadas na imprensa italiana, Davide Astori foi vítima de uma parada cardiorrespiratória e faleceu enquanto dormia. O jogador estava concentrado com a equipe em Udine, onde enfrentaria a Udinese pelo Campeonato Italiano. O jogador morreu aos 31 anos e deixou esposa e filhas. Como forma de homenagem, Cagliari e Fiorentina, equipes que mais teve identificação, anunciaram que vão aposentar a camisa número 13, que foi vestida pelo jogador. “Para honrar sua memória e tornar indelével a lembrança de Davide Astori, Fiorentina e Cagliari decidiram aposentar a camisa com o número 13”, anunciaram os clubes em seus sites oficiais. Por que jogava de terno? Apesar de não ter conquistas no seu currículo, Astori sempre foi um zagueiro seguro e regular e tinha como principal característica a liderança dentro de campo. 👤 Davide Astori 👶 7 de Janeiro de 1987. Falecido em 4 de março de 2018 (31 anos) 🏠 Italiano 👕 Milan, Pizzighettone, Cremonese, Cagliari, Roma, Fiorentina e Seleção Italiana 🏆 Sem títulos de destaque 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,8) 📸 Getty Images #Fiorentina #SeleçãoItaliana #Zagueiro #SeleçãoFinlandesa
- Meus gols falam por mim
Se um dia alguém te perguntar o que significa a expressão feder a gol, explique usando o nome de Hugo Sánchez Márquez, ou apenas Hugo Sánchez. Dono de uma canhota invejável, um posicionamento soberbo e muita elasticidade, Hugol, como é conhecido, anotou 479 gols na carreira. Além dos gols, também gostava muito de dar algumas provocadas nos rivais, sempre com a resposta naponta da língua: “os meus gols falam por mim”. Ricardo La Volpe e Hugo são “inimigos” declarados, graças à essas provocações. Certa vez, o goleiro La Volpe disse que Hugo não faria mais gols contra ele e Hugo respondeu com um gol de bicicleta da entrada da área. Quando criança acompanhava e treinava ginástica olímpica com sua irmã porque tinha uma elasticidade acima da média para crianças de sua idade, o que o ajudou a conseguir fazer tantos gols com a plástica que apenas Sánchez podia fazer. Aos 15 anos, fez um teste na seleção amadora do México e foi chamado para jogar com a equipe que venceu o Campeonato Pan-Americano de 1975, anotando 7 gols (incluindo dois hattricks) e abriu as portas do futebol profissional para Hugo que assinaria com o Pumas UNAM. Com a camisa do clube mexicano, colocou a bola na rede 99 vezes. Conquistou a Copa dos Campeões da CONCACAF e duas vezes o Campeonato Mexicano, chamando a atenção do Atlético de Madrid. Foram quatro anos na equipe Colchonera, um título de Copa do Rey e o seu primeiro Troféu Pichichi, prêmio para o artilheiro do Campeonato Espanhol, com 19 gols na competição. E uma mudança amarga dentro da Espanha: negociado para o maior rival, o Real Madrid. Em sua primeira temporada meregue, venceu o Campeonato Espanhol, sendo o artilheiro com 22 gols, e a Copa da UEFA. Em sete anos, foram 289 jogos marcando 251 gols, vencendo o Troféu Pichichi cinco vezes, sendo quatro delas consecutivas, e disputando a artilharia com Hristo Stoichkov, com quem dividiu a Chuteira de Ouro da Europa em 89/90, quando fez 35 gols em 38 jogos. Em 1992 deixou o Real Madrid, voltando ao México, pelo América onde venceu mais uma Copa dos Campeões da CONCACAF, anotando o gol do título. Depois passou por Rayo Vallecano, da Espanha, Atlante, do México, Linz, da Áustria, Dallas Burn, dos Estados Unidos e por fim Atlético Celaya, do México, clube onde encerrou a carreira. Por que joga de terno? Hugol foi considerado não apenas o maior futebolista mexicano mas também o maior esportista mexicano do século XX. Dono de gols marcantes e acrobacias mirabolantes, inspirou o nome dos que nós chamamos no Brasil de bicicleta, no México são conhecidas como Huguinas. Também cobrava faltas com maestria e cabeceava como poucos. Ou seja, um jogador completo, um jogador que marcou a história. 👤 Hugo Sánchez Márquez 👶 11 de julho de 1958 (59 anos) 🏠 Mexicano 👕 Pumas UNAM, Atlético de Madrid, Real Madrid, América do México, Rayo Vallecano, Atlante, Linz, Dallas Burn, Atlético Celaya e Seleção Mexicana 🏆 Liga dos Campeões da CONCACAF 80 (Pumas) e 92 (América), Campeonato Mexicano 76/77 e 80/81 (Pumas), Copa do Rey 84/85 (Atlético de Madrid) e 88/89 (Real Madrid), Copa da UEFA 85/86 (Real Madrid), Campeonato Espanhol 85/86, 86/87, 87/88, 88/89 e 89/90 (Real Madrid), Campeonato Pan Americano 75 (México) 👑 Chuteira de Ouro da Europa 89/90, Troféu Pichichi 84/85, 85/86, 86/87, 87/88, 89/90, Artilheiro do Campeonato Mexicano 78/79, Prêmio Don Balón 86/87 e 89/90, Melhor Jogador Mexicano do Século XX, Melhor Esportiva Mexicano do Século XX, Melhor Jogador das Américas Central e Caribe no Século XX pela IFFHS. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,2) 📷 Foto: Lutz Bongarts #AtléticodeMadrid #RealMadrid #Pumas #SeleçãoMexicana #CopadoMundo1978 #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1994 #Atacante
- A lenda de Gandulla
"Uma mentira contada muitas vezes se torna verdade". Esse dito popular vem bem a calhar para o classudo de hoje. Porque acontece que no futebol, vemos surgir histórias que nem sempre refletem à realidade. Ainda mais se tratarmos de assuntos relacionados à fase mais romântica do esporte bretão. Caso fosse vivo, hoje seria o 102º aniversário de Bernardo Gandulla e é claro que você já ouviu falar dele. O ponta argentino é erroneamente dito como a pessoa que deu nome aos gandulas, essas pessoas que ficam repondo a bola durante o jogo. Acontece que não é bem assim. Gandulla viveu na época romântica do futebol, quando as histórias de jogos e torneios eram repassadas através de crônicas pelos jornais mundo afora. Nesse período, sobretudo o do auge do jogador, a humanidade vivia a segunda grande guerra mundial. E nesse tempo, não houve as copas de 42 e 46. As seleções nacionais, sem o seu principal torneio mundial, faziam vez ou outras excursões continentais e disputavam pequenas taças. Foi mais ou menos esse o contexto que o Vasco descobriu o atacante argentino. Na época, Gandulla jogava pelo Ferro Carill Oeste e em 39 desembarcou no time da Colina junto a outros dois compatriotas. No entanto, o jogador contratado com status de estrela teve problemas com seu passe, o caso foi parar na FIFA e ele ficou impossibilitado de jogar. Aqui que se começa algumas versões da lenda. Segundo alguns contam, o jogador não jogava e ficava à beira do campo repondo a bola, com certa agilidade. Dai teria surgido o gandula. Não é verdade. Fato é que quando o juiz deu a causa para o Gandulla e pro Vasco (aliás, um dos relatos mais antigos de um juiz fora do meio esportista que deu uma causa ganha a um jogador impossibilitado de exercer seu oficio), já existia a expressão "gandula" no Rio de Janeiro. O termo gandula significava menino vadio. Eram essas crianças que ficam às margens dos campos ajudando a repor a bola ao jogo. Acontece que em 40, um ano depois de Gandulla, o argentino, ter passado pelo vasco, a Liga Carioca de Futebol oficializou a função de gandula, com esse nome. Outra coisa que ajudou a proliferar essa lenda, foi o fato de Gandulla ser bom de bola, mas ser um pouco nervoso. Quando ia reclamar com o árbitro, pegava a bola com as mãos, colocava debaixo do braço e ia de dedo riste pra cima. Como naquela época a capital ainda era o Rio de Janeiro, os jornais davam certa importância aos jogos no estado, a fama do argentino correu, e a enorme coincidência da oficialização do oficio logo depois ajudou a romantizar a história. Depois que passou pelo Vasco, Gandulla voltou para Buenos Aires e ficou bom tempo jogando pelo Boca Juniors. Sua carreira na Seleção Argentina não foi longa, devido o contexto mundial e a falta de torneios mundiais, como dito. Ao se aposentar, na década de 50, treinou alguns times argentinos, como o próprio Boca. Faleceu em 99, aos 83 anos, carregando a fama de ter sido o precursor dos repositores de bola, ainda difundido até hoje. Por que joga de terno? É difícil falar de um jogador mais "mítico" e que tem poucos relatos de seus feitos realmente reais. Fato é que Gandulla foi contratado pelo Vasco para que o time pudesse competir com o Flamengo de Leônidas. Veio bem badalado, mas foi mesmo no Boca seu auge, conquistando dois títulos nacionais. Há ainda alguns relatos que ele deu nome a prêmios de melhor jogador argentino no país. 👤 Bernardo José Gandulla 👶 1 de março de 1916. Falecido em 7 de julho de 1999 (83 anos) 🏠 Argentina 👕Ferro Carril Oeste, Vasco da Gama, Boca Juniors, Atlanta e Seleção Argentina. 🏆 Campeonato Argentino: 40 e 43 (Boca Juniors) 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) 📸 Autor Desconhecido - El Gráfico sports magazine #1118 #BocaJuniors #SeleçãoArgentina #Atacante
- O tio Beppe
O perfilado de hoje do JdT é um daqueles poucos que dedicou toda sua carreira a somente um clube. A história de Giuseppe Bergomi se mistura à da Inter de Milão. Foram quase 20 anos de serviço à agremiação nerazzurra, com destaque para três títulos da antiga Copa da UEFA, atual Liga Europa. Pela Itália, o defensor conquistou a honraria máxima: a Copa do Mundo, em 1982. Ainda assim, os troféus colecionados talvez não traduzam a importância de Bergomi para o futebol italiano. Tido como um dos maiores zagueiros da Velha Bota, o Tio (apelido atribuído graças ao vistoso bigode ostentado desde jovem) está marcado na história no patamar de lendas como Baresi, Maldini, Scirea e Cannavaro. Nascido em Milão, Bergomi foi seduzido pelo lado azul e preto da força. Começou a treinar com a Internazionale aos 16 anos, estreando em 1981. No ano seguinte, veio a afirmação e o primeiro caneco: a Copa da Itália. Após o término da temporada no calcio, teve seu talento reconhecido por Enzo Bearzot e foi convocado pelo treinador da Azzurra para o mundial de 1982. Ao seu lado, estavam craques como Baresi, Cabrini, Scirea e Gentile. Mais à frente, o inspirado Paolo Rossi, para infelicidade dos brasileiros. Com três gols do artilheiro juventino, a squadra impôs ao Brasil de Telê Santana a Tragédia de Sarriá. Antes, a Argentina de Maradona fora parada pelo catenaccio italiano. A grande final coroaria a coletividade azzurra, que bateu a Alemanha para sagrar-se tricampeã do mundo. Foi o maior título da carreira de Bergomi, que tinha apenas 18 anos e foi responsável por parar o astro Rummenigge, um dos maiores atacantes da época. Beppe ainda jogaria mais quatro Copas do Mundo, inclusive como capitão em casa, em 1990, mas sem o sucesso de oito anos antes. De volta ao âmbito de clubes, o Tio não teve muita felicidade em torneios domésticos. Levantou apenas um título da Série A, na temporada 1988/89, e teve de assistir a sucessivas conquistas dos rivais rossoneros. Por outro lado, as empreitadas da Inter de Milão no cenário continental foram mais proveitosas. Ainda que não tenha levantado a orelhuda taça da Liga dos Campeões, as campanhas na Copa da UEFA renderam muitas alegrias à torcida. Foram três triunfos na competição, que deu origem à atual Liga Europa. Além disso, Bergomi é o jogador que mais vezes atuou no torneio (96 partidas), vencido por ele pela última vez em 1998. Na temporada seguinte, após a disputa de seu último mundial, o “Sr. Copa da UEFA” anunciaria sua aposentadoria. Seria o fim da vitoriosa carreira de um dos maiores defensores do futebol italiano e herói nerazzurro. Por que jogava de terno? Falar da importância de Bergomi para o calcio e de sua lealdade à Inter é redundância. Porém, há de se destacar: ele é o segundo com mais partidas pelo clube (756), atrás apenas de Javier Zanetti (858). Junto do argentino e de outras lendas como Fachetti, Mazzola e Meazza, é considerado um dos maiores ídolos interistas. Tudo isso conquistado não só pela fidelidade, mas também pela grande qualidade técnica. Versátil, Bergomi podia exercer qualquer função de defesa, em especial as de zagueiro central, lateral-direito e líbero. Era rápido, raçudo, incansável e competente com a bola no pé. Mas suas principais habilidades eram a marcação individual e o bom posicionamento, que faziam dele quase intransponível. Bergomi foi e ainda é uma verdadeira bandeira da Inter e do futebol italiano. 👤 Giuseppe Bergomi 👶 22 de dezembro de 1963 (54 anos) 🏠 Italiano 👕 Internazionale (ITA) e Seleção Italiana 🏆 Copa da Itália 81/82, Campeonato Italiano 88/89, Copa da UEFA 90/91, 93/94 e 97/98 (Internazionale); Copa do Mundo 82 (Seleção Italiana). 👑 Seleção da Eurocopa 88, Jogador do Ano da Internazionale 90, Prêmio Gaetano Scirea de Carreira Exemplar 97, FIFA 100 2004 e Hall da Fama do Futebol Italiano 2016. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 7,6 📷 Domínio Público #Internazionale #SeleçãoItaliana #Zagueiro #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1998
- Jesus Christian
Revelado pelo Internacional, o classudo de hoje tem no apelido o nome do Salvador, vários gols na carreira e histórias curiosas para levar adiante a ideia de ser jogador de futebol. O JDT de hoje contará a história de Christian Dionísio, ou Jesus Christian. Christian começou a carreira profissional lá em 1992 pelo Internacional, mas sem se destacar, não demorou muito a sair do colorado. Aos 17 anos de idade, seu destino foi o velho continente. Desembarcou em Portugal para usar o terno do Marítimo. Porém, após a necessidade de abrir vagas de estrangeiros na equipe (que já contava com alguns atletas brasileiros), o jogador recebeu um pedido inusitado da diretoria: casar com uma portuguesa para obter dupla nacionalidade, o único problema é que o jovem jogador não tinha nenhuma namorada na época e, por isso, aceitou realizar um 'casamento de mentira'. Mas os problemas não para aí, a noiva não compareceu à cerimônia e ainda mandou uma representante legal para isto: um homem. Dentro dos campos gajos, a vida do atleta não foi de grande destaque. Christian ainda teve passagens por Estoril e Farense, antes de retornar ao Internacional, em 1996 e, daí sim, fazer história. Pelo clube colorado foram mais de 170 jogos e 96 gols, muitos em cima do maior rival. Pelo clube gaúcho jogou até 99, quando se transferiu para o, então modesto, Paris Saint-Germain. No clube parisiense foram pouco mais de 50 jogos e 20 gols. Após rodar por outras equipes, o atleta voltou à Porto Alegre em 2003, desta vez para defender as cores do tricolor gaúcho, ajudando a equipe gremista a escapar do rebaixamento de 2003. Passou pelo Japão e depois defendeu o São Paulo em 2005, quando venceu o Mundial de Clubes com o elenco paulista. No começo de 2007 teve um bom momento no Corinthians, marcando 5 gols em 5 jogos, mas a sequência promissora foi interrompida por uma proposta do seu time do coração: o Internacional. Mas, já com 32 anos o rendimento não foi o mesmo. O atleta ainda rodou algumas equipes, mas sem grandes atuações, até encerrar a carreira em 2010. Por que jogava de terno? Atacante camisa 9 clássico Christian sempre desempenhou bem a função para qual foi designado: marcar gols, tanto que chegou a defender a seleção brasileira e inclusive ganhar uma Copa América. Tinha como principal característica a bola aérea ofensiva. Os gols, muitas vezes salvadores, lhe renderam o apelido de Jesus Christian na época que defendia o Internacional e seguiu com ele durante todo o resto da carreira. 👤 Christian Côrrea Dionísio 👶 23 de abril de 1975 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Internacional, Marítimo, Estoril e Farense (POR), Paris Saint-Germain e Bordeaux (FRA), Palmeiras, Galatasaray (TUR), Grêmio, Omiya Ardija (JAP), São Paulo, Botafogo, Juventude, Corinthians, Portuguesa, Pachuca (MEX), Monte Azul, Pelotas, São Caetano e Seleção Brasileira. 🏆 Mundial de Clubes FIFA 05 (São Paulo), Recopa Sul-Americana 07 (Internacional) e Copa América 99 (Seleção Brasileira). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,1) 📷 Edison Vara #Internacional #Atacante #Brasil #SeleçãoBrasileira #SãoPaulo
- O glorioso destino de Gonçalves
Marcelo Gonçalves, ou apenas Gonçalves, é o capitão que fez sua história no Botafogo de Futebol e Regatas e que comanda o JdT de hoje. A torcida do Botafogo dizia que Gonçalves já era ídolo antes de chegar no clube. Revelado nas categorias de base do Flamengo, o zagueiro ainda rubro negro fez um gol contra e ajudou o Botafogo a alcançar o empate em 1989. Mas, cair nas graças mesmo foi no ano seguinte, quando chegou ao Glorioso e conquistou um Campeonato Carioca logo de cara. No mesmo ano, partiu para o futebol mexicano, carimbando o nome no campeonato nacional. Na temporada seguinte, o jogador voltava para General Severiano para cumprir um feito histórico ao lado de Túlio Maravilha, Donizette e Gottardo: o Botafogo de 95 conquistava um campeonato Brasileiro com uma emocionante campanha e, vestindo o terno alvinegro, Gonçalves colocava seu nome no muro da fama do clube. Em 1997, o zagueiro seria o alvo da famosa reboladinha de Edmundo na partida entre Vasco e Botafogo pelo Campeonato Carioca, mas era Gonçalves quem acabaria levantando a taça do estadual naquele ano. As bolas rasteiras e os desarmes que definiam o bom desempenho do zagueiro rendeu a ele chances na Seleção Brasileira , sendo um dos nomes selecionados pelo técnico Zagallo. Gonçalves esteve nos títulos da Copa América e da Copa das Confederações de 1997 e entre os selecionados da Copa de 98, participando de dois jogos da campanha que resultou na derrota final para a França. Além do posicionamento em campo, sua marca registrada era uma longa cabeleira, que ficou para trás após uma promessa da equipe inteira de raspar a cabeça na Copa das Confederações. A carreira de jogador teve fim no Internacional em 1999, não sem antes jogar a final do Mundial Interclubes pelo Cruzeiro , quando Borussia Dortmund levou a melhor. Mas, quem tem tanta identificação com os gramados não se distancia assim tão facilmente e o ex-jogador ainda registrou participações como comentarista de programas esportivos e ainda atuação como diretor executivo de clube de futebol. Por que jogava de terno? A gente sabe que nem sempre os títulos correspondem ao tamanho dos craques, e Gonçalves se portava como tal. O zagueiro era peça decisiva e com muita postura em campo, suas bolas rasteiras rendiam tanto entusiasmo quanto seus desarmes. Capitão faz assim, não é? 👤 Marcelo Gonçalves Costa Lopes 👶 22 de fevereiro de 1966 (51 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Santa Cruz, Botafogo, Estudiantes Tecos, Cruzeiro, Internacional e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Brasileiro 87 (Flamengo) e 95 (Botafogo), Campeonato Mexicano 93/94 (UAG Tecos), Copa América e Copa das Confederações 97 (Seleção Brasileira) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,4) 📷 Patricia Santos/Folhapress #CopadoMundo1998 #Brasil #SeleçãoBrasileira #Botafogo #Zagueiro
- O rei da toca
O Brasil é cheio dos peregrinos do futebol. Aqueles jogadores que marcam passagens em diversos clubes. Passagens apagadas ou não. E Ramon é desses jogadores: em seu curriculo, cerca de vinte times. Incluindo times rivais. O Mineiro Ramon Menezes foi surgiu na categoria da Toca da Raposa. Por isso seu apelido, né? Não. O apelido "reizinho da toca" surgiu no Vitória, um dos clubes com mais identificação no jogador. Mas dizer que o Vitória da Bahia seja o clube que mais marcou o jogador é injusto. Ramon também tem destaque no Vasco, onde conquistou um dos títulos mais importantes de sua longa carreira: a Libertadores de 1998. Colecionador de ternos pesados, o fato de ter jogado pelo Cruzeiro, Vitória e Vasco, não o impediu de ter passagens também por Atlético Mineiro, Bahia e outros grandes do Rio. E no Vasco, apesar de ser personagem importante em 98, foi em sua segunda passagem pelo Clube da Colina que lhe rendeu mais protagonismo. Em 2002, ajudou o clube a fugir do rebaixamento com 15 gols ao longo do Campeonato Brasileiro e levou o prêmio Bola de Prata de melhor meio-campista. E não foi só de ternos de clubes que Ramon se vestiu. Ainda que por pouco tempo, o jogador também ostentou a camisa canarinho. Em sua temporada no Galo mineiro em 2001, foi convocado para a Copa das Confederações daquele ano. A longa vida de jogador de futebol durou tempo suficiente para passar em outros grandes clubes do Brasil e alguns fora. Em 2013, decide parar de jogar e dedicar-se como técnico, cargo que ocupa hoje no Tombense, clube de Minas que disputa a série C do Brasileirão. Por que jogava de terno? Ramon marcou época em grandes clubes brasileiros, principalmente por suas bolas paradas. Foi jogador decisivo para títulos ou para fugir de rebaixamentos, mesmo que tenha um em seu currículo, com o Vitória em 2009. 👤 Ramon Menezes Hubner 👶 30 de junho de 1972 (45 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, Bahia, Vitória, Bayer Leverkusen, Vasco, Atlético Mineiro, Fluminense, Tokio Verdy, Botafogo, Al-Gharafa-Qatar, Atlético Paranaense,Joinville, Caxias, Cabofriense e Seleção Brasileira. 🏆 Copa do Brasil: 93 (Cruzeiro), Campeonato Brasileiro: 97 (Vasco), Campeonato Brasileiro Série C: 11 (Joinville), Copa Libertadores da América: 98 (Vasco). 👑 Bola de Prata: Melhor meio campista de 2002 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6) #SeleçãoBrasileira #Brasil #Vasco #Fluminense #AtléticoMG #Meia
- Veloz como um "vento minuano"
O homenageado de hoje não teve muitos holofotes voltados para ele na sua época, mas é considerado um dos maiores centroavantes do Brasil na década de 60. Flávio Almeida da Fonseca ganhou o apelido de Flávio Minuano do locutor Geraldo José de Almeida, na época que jogava pelo Corinthians, em alusão ao vento minuano, característico do Rio Grande do Sul, origem de Flávio. Antes de começar no futebol Flávio tocava saxofone e entregava jornais em Porto Alegre. Aos 15 anos fez um teste nas equipes infantis do Internacional, marcou três gols em 35 minutos. Dois anos depois ele já estreava pelo time profissional do Inter, sendo campeão gaúcho no seu primeiro ano como profissional. No Corinthians o atacante viveria mais uma grande fase de sua carreira, apesar de não ter conquistado grandes títulos, Flávio figura entre os 10 maiores artilheiros do clube tendo marcado 172 gols, o gol mais importante dele foi o segundo na vitória de 2x0 sobre o Santos, que colocou fim ao tabu de quase 11 anos sem vitórias do Timão no clássico pelo campeonato paulista. Flávio Minuano teve uma passagem importante pelo Fluminense, foi um dos principais nomes na conquista do campeonato carioca de 1969, foi o artilheiro da competição com 15 gols. No ano seguinte conquistaria novamente a artilharia do estadual com 18 gols, e foi um dos principais nomes na conquista do título do Campeonato Brasileiro. O centroavante afirma ter feito passado dos mil gols em toda sua carreira. Sobre o milésimo gol, ele conta: "Foi quando eu jogava pelo Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, em uma partida contra o Caxias no Alfredo Jaconi. Acho que foi empate de 3 a 3. O pessoal lá comemorou, teve um oba-oba, mas foi uma coisa superficial. O Brasil não ficou sabendo”. Por que jogava de terno? Por onde passou Flávio conquistou artilharias, tinha faro de gols e velocidade. É considerado um dos melhores centroavantes da década de 60. O jogador esteve na lista de 47 convocados, pelo técnico Vicente Feola, para o período de treinamento que visava conquistar a Copa da Inglaterra em 1966. 👤 Flávio Almeida da Fonseca 👶 9 de julho de 1944 (73 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Internacional, Corinthians, Fluminense, Porto, Pelotas, Santos, Figueirense, Brasília e Jorge Wilstermann 🏆 Campeonato Gaúcho 61, 75 e 76, Campeonato Brasileiro 75 (Internacional); Campeonato Brasileiro 70, Campeonato Carioca 69 e 71 (Fluminense) 👑 Artilheiro Torneio Rio-São Paulo: 65 (13 gols); Artilheiro Campeonato Paulista 67 (21 gols); Artilheiro Campeonato Carioca 69 (15 gols) e 70 (18 gols); Artilheiro Campeonato Brasileiro 75 (16 gols); Artilheiro Campeonato Gaúcho 77 (13 gols). Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,8) #Internacional #Atacante #Brasil #Fluminense
- Confesso que perdi
No mundo atual, as consequências de quem toma posição em determinado assunto podem ser desgastantes. Mas muito antes do advento e popularização da internet, Juca Kfouri já apanhava. Mas batia também! E por direito, você pode discordar dele e de suas opiniões: por ser corintiano, por ser de esquerda e principalmente por não se atentar apenas ao que acontece dentro das quatro linhas para falar de futebol - e de outros esportes. E seu livro de memórias, lançado no ano passado, é um amaranhado de textos que remetem e justificam as escolhas que Juca fez ao longo de sua carreira. E a maioria delas são episódios importantes para o esporte nacional. O livro passa longe de ser uma mera biografia. Aliás, ele deixa claro que não é. Ele não te conta sobre seus casamentos, sobre a criação de seus filhos ou aquelas férias no interior do Brasil no verão de mil-novecentos-e-bolinha. Pelo contrário: do início ao fim o texto é sobre trabalho. Juca vagareia nas copas e olimpíadas que cobriu, conta sobre o contato que tinha com alguns atletas (sobretudo com Sócrates) e suas experiencias nos principais meios de comunicação esportiva do país, de Placar lá pelos idos dos anos 70 ao seu blog no UOL. Juca não tem medo de colocar mais uma vez o dedo na ferida de dirigentes esportivos - seus principais desafetos - a políticos nacionais. Entre suas memórias, destacam-se a da Copa de 82 e o episódio em que ele indicou Pelé a fazer parte do Governo de FHC. Tudo recheado por causos que beiram o pitoresco. Talvez o jornalista não seja unanimidade hoje entre os fãs de futebol, mas indelevelmente é personagem importante dentro da história de uma das maiores paixões nacionais, o futebol. É a figura que não se cala perante os poderosos cartolas brasileiros e que sempre busca um meio de questionar. E ser questionador é ser quase sempre aquela pessoa não bem quista em muitas rodas. Vale a pena a leitura? Pela importância histórica de Juca Kfouri, vale sim. Ler as memórias do cientista político é ficar por dentro de alguns bastidores de episódios importantes no cenário nacional - às vezes, fora do âmbito esportivo. Quem conhece a figura de Juca dentro apenas da ESPN hoje, pode não saber que ali está um dos mais determinantes personagens do meio esportivo brasileiro. Leia e descubra como ele perdeu. ✏✏✏✏✏✏✏✏ ✏ (9) 📖 Confesso que perdi (248 páginas) 📝 Juca Kfouri 📅 2017 📚 Companhia das letras 💵 39,90 + frete (site Companhia das Letras)









