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- Van der Sar: Um craque que deu a volta pro cima
Dos diversos clichês do futebol, um dos mais usados é o “todo grande time começa com um grande goleiro”. E o personagem de hoje do Joga de Terno é um dos responsáveis por não deixar essa frase morrer. Edwin Van der Sar era o grande goleiro do grande time do Ajax que encantou o mundo em meados da década de 90. Os três títulos holandeses foram “apenas” um aperitivo dos resultados da época. O título da Liga dos Campeões de 94/95 e do Mundial, em cima do Grêmio, fizeram o mundo voltar os olhos para o time de Amsterdã. Todos dizem que o grande responsável pela montagem daquele Ajax foi o técnico Louis Van Gaal. E ele levou fé na indicação de um amigo e contratou Van der Sar para as categorias de base do Ajax, em 1989. Aos poucos, o goleiro foi cavando seu espaço e, em 1993, ganhou a titularidade absoluta no time. Aí ele começou a se consagrar. No ano seguinte, já foi eleito o melhor goleiro da Holanda e, em 95, assumiu a titularidade da Seleção Holandesa, posto que ocupou por 13 anos. Chegou na Copa de 98 com status de melhor jogador holandês daquele ano. E quando o Ajax começou a se desmontar e os resultados não apareceram mais, o goleirão percebeu que era hora de procurar uma Liga mais atraente. Então em 1999 ele acertou a transferência para a Juventus, tornando-se o primeiro goleiro estrangeiro na história do clube. Mas a adaptação dele ao estilo do futebol italiano não foi das mais fáceis. Em sua biografia, lançada em 2011 pelo jornalista Jaap Visser, Van der Sar relatou que não conseguia usar uma das principais qualidades: o jogo com os pés. Começou a receber críticas, já que todos estavam acostumados com goleiros que davam o famoso chutão para frente. Mesmo com um time recheado de craques, a Juventus decepcionou. Foi eliminada da Copa da Uefa pelo Celta de Vigo e perdeu o título italiano para a Lazio na última rodada. Ele começou a se cobrar mais e focou na Euro 2000, disputada na Holanda e Bélgica, como a oportunidade de mostrar ao mundo que podia ser melhor. Mas a Laranja Mecânica perdeu a semifinal nos pênaltis para a Itália, com o protagonismo do italiano Toldo. Para piorar, ele cometeu algumas falhas na temporada seguinte na Juventus e começou a ser ainda mais questionado pela torcida. E com a chegada de Buffon à Juventus, vindo a peso de ouro, Van der Sar viu que seu caminho tinha chegado ao fim em Turim e, em julho de 2001, fechou com o modesto Fulham, de olho na Copa de 2002. Mas a Holanda não conseguiu a classificação ao Mundial. Mas Van de Sar sabia que poderia voltar a viver os grandes momentos da época do Ajax. E foi o que aconteceu quando chegou ao Manchester United, em 2005. A rotina de títulos voltou, com cinco troféus do campeonato inglês e mais uma Liga dos Campeões em 2008. No ano seguinte, aos 38 anos, foi escolhido o melhor goleiro da Europa. Aposentou-se em 2011 mostrando que todo grande goleiro também sabe se reinventar. Por que jogava de terno? Van der Sar era um monstro embaixo das traves. Mas não foi “só” por isso que ele ficou conhecido mundialmente. O goleiro tinha uma grande qualidade com os pés, podendo ser considerado um dos pioneiros da posição a usar essa ferramenta de trabalho. Além das qualidades, dos títulos e da idolatria no país natal, ele mostrou também que podia se reinventar e buscava motivação a cada temporada para mostrar que poderia ser ainda melhor. Para somar a todas essas qualidades, o espírito natural de liderança o acompanhou boa parte da carreira. 👤 Edwin Van der Saar 👶 29 de outubro1970 (47 anos) 🏠 Holandês 👕 Ajax, Juventus, Fulham, Manchester United e Seleção Holandesa. 🏆 Mundial de Cubes 95, Liga dos Campeões 95, Copa da UEFA 92, Campeonato Holandês 94, 95, 96 e 98 e Copa da Holanda 93, 98 e 99 (Ajax); Copa Intertoto 99 (Juventus); Copa Intertoto 02 (Fulham); Mundial de Clubes 08, Liga dos Campeões 08 e Campeonato Inglês 07, 08, 09 e 11. 👑 Melhor goleiro da Holanda 94, 95, 96 e 97, Melhor goleiro da Europa 95 e 09, Melhor jogador da Holanda 98, Terceiro melhor goleiro do mundo 98 e 08, Melhor jogador da final da Liga dos Campeões 08, Melhor goleiro da Euro 08, Goleiro do Ano na Uefa 09. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (8) 📷 Creative Commons #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #Goleiro #ManchesterUnited #SeleçãoHolandesa #Ajax
- "É goool! Que felicidade!"
Uma breve justificativa antes do texto em si: O título quebra um pouco do padrão dos demais "Botecos" porque achamos que dificilmente alguém conhece a música "Replay" do Trio Esperança. Mas aposto que agora você sabe exatamente de qual canção estamos falando justamente por causa do título e que ela tem esse nome, certo? Então Beleza! Esse refrão é entoado por muita gente em transmissões de rádio pelo Brasil afora, independentemente de qual time ou região que for a cobertura. Mas, dificilmente sabemos de que música se trata e de quem a canta. Ou ainda, qual sua letra completa. Bom o nome é esse mesmo: "Replay". E ela foi lançada em 1973 pelo Trio Esperança. Sua letra completa (na íntegra ao final do texto) conta a história de um gol que realmente existiu: um de falta de Paulo Cézar Caju, então jogador do Flamengo, contra o Vasco na final da Taça Guanabara de 1972. O jogo e o gol em si foram marcantes pra mais de 150 mil pessoas presentes no Maracanã naquele dia. O Trio Esperança foi um grupo musical formado por integrantes que de fato eram flamenguistas (Mário, Regina e Evinha). Surgiu no final da década de 50 misturando doo-wop e soul. Os vocais afiados tiveram seu auge em 63 com o álbum "Nós Somos Sucesso", especificamente com a música "Filme Triste". O relativo estrelato fez que o conjunto de irmãos se apresentasse no programa Jovem Guarda, da Record nos anos 60. Replay, lançada num compacto na década de 70, não foi um grande sucesso radiofônico na época. Aliás, seu refrão foi só ser usado em vinhetas dos gols pela Jovem Pan, na segunda metade dessa década. A emissora passava por uma reformulação e mudou muita coisa em sua forma de fazer rádio. Uma dessas mudanças era justamente nas transmissões de jogos. Para dar um toque mais de humor e leveza, optou-se em colocar o refrão da música (É Gol! Que Felicidade! O meu time é a alegria da cidade!) quando saísse um tento. Deu certo demais. Ainda hoje é possível ver o trecho sendo entoado entre um grito de gol e outro. Alguns narradores ficaram eternizados por elas, como José Silvério. Há relatos também que o trecho foi utilizado em rádios de Portugal! Já a música em si ajudou PC Caju a ser uma figura carimbada entre os boêmios da MPB. O Trio Esperança, que na época ja não vivia uma boa fase, não perdurou muito. Ainda que seus integrantes ainda vivam da música, mas sem muito glamour. A letra: Replay (João Lemos / Roberto Corrêa) Faltavam só cinco minutos pra terminar o jogo E o adversário fazia uma tremenda pressão Sofria como um louco com o rádio colado ao pé do ouvido Mas a nossa defesa é segura, é mesmo de seleção Meu time bem armado, tranquilo, era final, era uma decisão Até que o juíz apitou falta a favor do “mengão” Paulo César prepara o seu chute fatal Na barreira confusão é geral Atenção( thururu thururu thuthu) Preparou (thururu thururu thuthu) Correu (thururu thururu thuthu) E chutou É gol… Que felicidade! É gol o meu time é alegria da cidade… (e atenção que nós vamos repetir o gol…) Atenção( thururu thururu thuthu) Preparou (thururu thururu thuthu) Correu (thururu thururu thuthu) E chutou É gol… Que felicidade! É gol o meu time é alegria da cidade… 🎵🎵🎵🎵🎵🎵(6) 🎶 Replay 🎙Trio Esperança 📀 Compacto Trio Esperança (Odeon) 📅 1973 📷 Reprodução: www.toque-musicall.com
- Mancuso: brucutu ou maestro?
O Brasil é o país do futebol. Entretanto, historicamente importamos jogadores, principalmente os vizinhos sul-americanos, para formar grandes times. Foi assim que o argentino Alejandro Mancuso desembarcou no Brasil, depois de um início de carreira promissor no Vélez Sarsfield, vestiu o terno alviverde do Palmeiras e o rubro-negro do Flamengo. Volante de pegada, forte na marcação e que com a bola nos pés, surpreendia os adversários com forte chute de canhota e lançamentos precisos. Mas antes de chegar ao Flamengo, Mancuso foi um dos destaques do Boca Juniors na temporada do futebol argentino. Com suas boas atuações, foi convocado para a Seleção Argentina para jogar na Copa de 94. Depois disso, veio parar no Palmeiras para atuar no escrete repleto de craques patrocinado pela empresa Parmalat. Sua passagem foi consistente. Mas sem títulos. Em 96, entrou em colisão com a diretoria palmeirense e conseguiu a liberação para atuar no Flamengo. O time que, segundo ele, foi o maior e mais importante da carreira como atleta. Seu estilo aguerrido e "xerifão" no meio-campo era valorizado pela torcida. Chegou a ser considerado pela Placar o jogador mais violento do futebol brasileiro. Com as críticas pelo futebol duro, Mancuso alegou que era perseguido por ser gringo atuando no Brasil. A mesma reclamação que Romero - atleta do Corinthians - fez nas últimas semanas. Uma discussão ainda atual, não? Bom, dentro de campo Mancuso se mostrava mais que um jogador violento. Era um bom cobrador de faltas de média e longa distância! Caiu nas graças dos torcedores do Flamengo. Inclusive, o gringo ganhou até música especial dos flamenguistas. Ao final da carreira, o volante teve uma passagem rápida pela Europa e já veterano atuou também pelo Santa Cruz no Brasil. Logo após a aposentadoria, tornou-se braço direito e auxiliar técnico de Diego Maradona, inclusive na Seleção Argentina. A parceria terminou depois da declaração polêmica de Mancuso que afirmou que "El Pibe" estava "perdendo a memória por conta das drogas". Por que jogava de terno? Mancuso recebeu o selo de jogador violento no Brasil, mas sem dúvida foi bem mais que isso. Era encarregado de segurar o piano em frente da zaga e quando tinha a bola nos pés distribuía bem o jogo. Além disso, tinha um chute forte de esquerda que lhe rendeu alguns gols na carreira. Nem brucutu e nem maestro, digamos que nosso classudo aliava as duas formas de jogo. 👤 Alejandro Víctor Mancuso 👶 4 de setembro de 1968 (49 anos) 🏠 Argentino 👕 Ferro Carril Oeste, Vélez Sarsfield, Boca Juniors, Palmeiras, Flamengo, Independiente, Badajoz, Santa Cruz, Bella Vista e Seleção Argentina. 🏆 (principais) Campeonato Argentino (Clausura) 93 (Vélez Sarsfield); Campeonato Carioca 96 (Flamengo); Copa América 93 (Seleção Argentina) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,0) 📷 Reprodução #Volante #VelezSársfield #Flamengo #SeleçãoArgentina
- Super Mario Gomez
O perfilado de hoje do JdT é uma espécie que ruma para a extinção. Um típico camisa nove, Mario Gómez é um dos poucos centroavantes clássicos que restam na elite do futebol mundial. Alto, forte e imponente na grande área, o atacante alemão de ascendência espanhola é conhecido principalmente por fazer gols. E o faro de artilheiro rendeu boas passagens por grandes clubes do Velho Continente, além de fases prolíficas pela seleção. Agora de volta ao seu clube formador, o Stuttgart, Gómez colecionou títulos também por Bayern de Munique e Besiktas, e vestiu os ternos de Fiorentina e Wolfsburg. A carreira do grandalhão começou em março de 2004, quando fez sua estreia pelo Stuttgart. Aquela temporada reservaria apenas mais uma partida para Gómez, mas a seguinte representaria sua integração ao time principal. A época de 2005/06 trouxe a afirmação do jogador no elenco, quando atuou em mais de 30 jogos e guardou 16 gols. Foi um prenúncio para a próxima temporada, em que Gómez se tornou um dos pilares do time campeão nacional. Uma lesão acabou atrapalhando sua busca pela artilharia, mas o bom desempenho foi reconhecido com o prêmio de melhor jogador alemão de 2007. As duas épocas seguintes seriam marcadas pela continuidade da boa forma de Gómez, mas o Stuttgart não mais propiciava títulos. O quase ficou por conta da Eurocopa de 2008, em que foi vice-campeão derrotado pela Espanha. No verão europeu de 2009, o Bayern de Munique anunciou a contratação do artilheiro por 35 milhões de euros, valor consideravelmente alto até então. Após uma temporada de títulos (campeonato e copa da Alemanha) e adaptação, em que alternou o comando de ataque com Klose e Olic, Gómez se firmou de vez em 2010/11. Foi artilheiro da Bundesliga com 28 gols e marcou um total de 39 ao longo da temporada. Em 2011/12, o centroavante foi um dos destaques da campanha vice-campeã europeia do Bayern, com direito a quatro gols no jogo de volta contra o Basel nas oitavas. Ao todo, anotou 13 tentos em 14 jogos na competição. O time acabaria perdendo a decisão para o Chelsea nos pênaltis (dois anos antes a equipe também perdera a grande final, então para a Internazionale, por 2 a 0). Entretanto, a glória estava por vir. Na época 2012/13, o Bayern ganhou a tão sonhada tríplice coroa. Além de reconquistar a soberania nacional com a Bundesliga e a Copa da Alemanha, o torcedor bávaro pôde, enfim, comemorar a conquista da Champions League. Entretanto, Gómez não teve tanto brilho. Após se lesionar pela seleção na disputa da Eurocopa de 2012 (da qual, aliás, foi artilheiro), o atacante perdeu espaço para Mario Mandzukic. Ainda assim, foi utilizado pelo técnico Jupp Heynckes ao longo da temporada, contribuindo com gols importantes em todas as competições e preenchendo bem as lacunas deixadas por eventuais ausências de Mandzukic. Mas o titular era mesmo o croata, que comandou o ataque do Bayern da final da Liga dos Campeões contra o rival Borussia Dortmund. Gómez até ingressaria na grande decisão pouco antes do apito final, mas àquela altura o lugar do alemão era mesmo o banco de reservas. Em busca de mais espaço, Mario procurou novos ares e deixou o time bávaro no verão de 2013 com destino à Fiorentina por 20 milhões de euros. Na equipe Viola, a carreira de Gómez começou a entrar em declínio. O bom desempenho dos tempos de Stuttgart e Bayern não se repetiu na Itália, e as lesões não ajudaram o atacante, que ficou de fora do tetra da Alemanha na Copa de 2014. Em julho de 2015, foi emprestado ao Besiktas. Em sua única temporada na Turquia, Gómez voltou à sua melhor forma, trazendo de volta o título nacional ao clube após sete anos, com direito a artilharia do campeonato com 26 gols. Apesar do bom momento no Besiktas, o atacante optou por não permanecer no clube por causa da tensa situação política do país. Voltou à Alemanha, assinando em definitivo com o Wolfsburg. Em sua época inaugural nos Lobos, manteve o bom rendimento e ajudou sua equipe a escapar do rebaixamento com 16 gols no campeonato. Teve seu contrato renovado junho do ano passado e foi escolhido capitão, mas entrou em má fase na primeira metade da atual temporada, marcando apenas um gol em 15 partidas. Retornou, então, ao Stuttgart, onde tenta recuperar a boa forma. Por que joga de terno? Centroavante à moda antiga, Mario Gómez se notabiliza pelo poder de finalização. Eficiente com os dois pés e principalmente com a cabeça, o alemão é uma ameaça na grande área, onde se impõe com perigo. Sabe se antecipar aos defensores para arrematar a gol e tem ótimo posicionamento. Além disso, usa o corpo para proteger a bola e executar com competência a função de pivô, descolando algumas assistências de vez em quando. Ainda assim, não é um craque tecnicamente. Mas, com espaço, é certeza de bola na rede. 👤 Mario Gómez García 👶 10 de julho de 1985 (32 anos) 🏠 Alemanha 👕 Stuttgart (ALE), Bayern de Munique (ALE), Fiorentina (ITA), Besiktas (TUR), Wolfsburg (ALE) e Seleção Alemã 🏆 Campeonato Alemão 06/07 (Stuttgart); Campenato Alemão 09/10 e 12/13, Copa da Alemanha 09/10 e 12/13 e Liga dos Campeões da UEFA 12/13 (Bayern); Campeonato Turco 15/16 (Besiktas) 👑 Jogador Alemão do Ano 07; Artilheiro do Campeonato Alemão 10/11; Artilheiro da Eurocopa 2012; Artilheiro do Campeonato Turco 15/16 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) 📷 Agência EFE #CopadoMundo2010 #BayernMunique #Besiktas #SeleçãoAlemã #Atacante
- O Rei do Gatilho
Nos anos 90, a Colômbia nos presenteou com uma bela geração de jogadores que ganharam o mundo desfilando talento pelos gramados. Com grandes histórias de vida e, alguns deles, também com muitas polêmicas. É o caso do personagem de hoje do Joga de Terno. Faustino Hernán Asprilla Hinestroza foi um atacante rápido, com passagens de destaque na Europa, Brasil e na própria seleção colombiana, com quem disputou as Copas de 94 e 98. E também foi um jogador que conviveu lado a lado com polêmicas extracampo, como muito dos seus contemporâneos. Asprilla nasceu na cidade de Taluá e estreou no futebol profissional em 1988, no Cúcuta Deportivo. No ano seguinte, transferiu-se para o Atlético Nacional, onde começou a se destacar. Foi campeão colombiano em 91 e, em 92, assinou com o Parma. No futebol italiano, foi campeão da Copa da Uefa e da Recopa Europeia. Na Copa de 94, ele integrou o elenco que chegou carregado de expectativas de que seriam a grande surpresa da Copa. Mas infelizmente não corresponderam e acabaram eliminados ainda na primeira fase. Asprilla passou a não ser mais tão aproveitado no Parma e acabou indo por empréstimo para o Newcastle. Em sua segunda Copa, em 98, chegou com status de artilheiro da Seleção nas Eliminatórias, mas jogou apenas o primeiro jogo e acabou expulso da concentração por ter se desentendido com o treinador Hernan Goméz. Em 1999, desembarcou no Brasil para jogar no Palmeiras, onde foi campeão do Torneio Rio-São Paulo. Ainda defendeu o Fluminense antes de ir para o México. Encerrou a carreira em 2004, no Estudiantes. E foi nos últimos anos de carreira que ele se envolveu em situações mais polêmicas, especialmente envolvendo armas de fogo (daí surgiu a expressão “Rei do Gatilho”). Em 1993, já havia sido acusado de dar tiros para cima em Cartagena, porque queria que uma moça dançasse mais. Sete anos depois, chegou a ter a prisão decretada por dar tiros em uma balada na Colômbia. Quando estava no Universidad do Chile, em 2003, teria usado uma arma para dar disparos para o alto. Em entrevista ao UOL, em 2015, ele negou que tenha feito isso. Depois de aposentado, Asprilla resolveu criar um clube de futebol chamado de... Clube Atletico Faustino Asprilla. Trabalhou com muitos garotos e disse, na mesma entrevista citada antes, que passou a ser “um cara tranquilo”. Por que jogava de terno? Asprilla foi um atacante rápido, que jogava pelos lados e que também sempre deixava seu golzinho. Tem 57 jogos com o terno da Colômbia, com 20 gols marcados. Viveu grande fase no início dos anos 90, especialmente em 1993, quando defendia o Parma. Neste ano, foi o sexto colocado na premiação de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa. Ninguém alcança esse status por acaso. Tinha tudo para ser um dos maiores atacantes do futebol colombiano, mas os excessos fora de campo o atrapalharam. Chegou no Brasil carregado de expectativas e, apesar dos 13 gols em 51 jogos com o Palmeiras, não deixou tantas saudades assim. O mesmo ocorreu no Fluminense. E hoje é mais lembrado pelas confusões fora do campo do que pelas atuações dentro dele. 👤 Faustino Hernán Asprilla Hinestroza 👶 19/11/1969 (48 anos) 🏠 Colombiano 👕 Cúcuta Deportivo-COL, Atlético Nacional-COL, Parma, Newcastle-ING, Palmeiras, Fluminense, Atlante-MEX, Universidad de Chile, Estudiantes-ARG, Cortuluá-COL e Seleção Colombiana. 🏆 Copa da Uefa 95 e 99 e Copa da Itália 99 (Parma), Copa Interamericana 90 e Campeonato Colombiano 91 (Atlético Nacional), Torneio Rio-São Paulo 00 e Copa dos Campeões 00 (Palmeiras). 👑 Sexto melhor jogador do Mundo pela Fifa 93. 👔👔👔👔👔👔 Classômetro: 6,2 📷 Getty Images #AtléticoNacional #Parma #Palmeiras #SeleçãoColombiana #Atacante #CopadoMundo1994 #CopadoMundo1998 #SeleçãodaCostaRica
- Davide Astori
O classudo de hoje foi destaque dos noticiários esportivos dos últimos dias, mas, infelizmente não por algo bom. Davide Astori, jogador italiano que defendia o terno da Fiorentina faleceu no último fim de semana, enquanto estava concentrado para uma partida do Campeonato Italiano. Como forma de homenagem, o Joga de Terno hoje falará sobre o Capitano da Viola. Astori começou a carreira profissional no Milan, em 2006, mas nunca conseguiu se firmar na equipe rossonera, sendo emprestado a diversos clubes, até parar no Cagliari em 2008. Pela equipe Rossoblu o zagueiro atuou por oito anos, tendo participado de mais de 170 jogos. Foi quando defendia o Cagliari que Asto chegou a seleção nacional, onde disputou a Copa das Confederações de 2013, que a seleção italiana conquistou o bronze. Na competição o jogador chegou a marcar um gol, no jogo contra o Uruguai. Em 2015 o atleta chega a Florença para defender as cores da Fiorentina. Pela Viola o zagueiro se torna capitão e atua 67 partidas, até ter sua carreira interrompida pelo incidente do último domingo, dia 4. De acordo com informações divulgadas na imprensa italiana, Davide Astori foi vítima de uma parada cardiorrespiratória e faleceu enquanto dormia. O jogador estava concentrado com a equipe em Udine, onde enfrentaria a Udinese pelo Campeonato Italiano. O jogador morreu aos 31 anos e deixou esposa e filhas. Como forma de homenagem, Cagliari e Fiorentina, equipes que mais teve identificação, anunciaram que vão aposentar a camisa número 13, que foi vestida pelo jogador. “Para honrar sua memória e tornar indelével a lembrança de Davide Astori, Fiorentina e Cagliari decidiram aposentar a camisa com o número 13”, anunciaram os clubes em seus sites oficiais. Por que jogava de terno? Apesar de não ter conquistas no seu currículo, Astori sempre foi um zagueiro seguro e regular e tinha como principal característica a liderança dentro de campo. 👤 Davide Astori 👶 7 de Janeiro de 1987. Falecido em 4 de março de 2018 (31 anos) 🏠 Italiano 👕 Milan, Pizzighettone, Cremonese, Cagliari, Roma, Fiorentina e Seleção Italiana 🏆 Sem títulos de destaque 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,8) 📸 Getty Images #Fiorentina #SeleçãoItaliana #Zagueiro #SeleçãoFinlandesa
- Meus gols falam por mim
Se um dia alguém te perguntar o que significa a expressão feder a gol, explique usando o nome de Hugo Sánchez Márquez, ou apenas Hugo Sánchez. Dono de uma canhota invejável, um posicionamento soberbo e muita elasticidade, Hugol, como é conhecido, anotou 479 gols na carreira. Além dos gols, também gostava muito de dar algumas provocadas nos rivais, sempre com a resposta naponta da língua: “os meus gols falam por mim”. Ricardo La Volpe e Hugo são “inimigos” declarados, graças à essas provocações. Certa vez, o goleiro La Volpe disse que Hugo não faria mais gols contra ele e Hugo respondeu com um gol de bicicleta da entrada da área. Quando criança acompanhava e treinava ginástica olímpica com sua irmã porque tinha uma elasticidade acima da média para crianças de sua idade, o que o ajudou a conseguir fazer tantos gols com a plástica que apenas Sánchez podia fazer. Aos 15 anos, fez um teste na seleção amadora do México e foi chamado para jogar com a equipe que venceu o Campeonato Pan-Americano de 1975, anotando 7 gols (incluindo dois hattricks) e abriu as portas do futebol profissional para Hugo que assinaria com o Pumas UNAM. Com a camisa do clube mexicano, colocou a bola na rede 99 vezes. Conquistou a Copa dos Campeões da CONCACAF e duas vezes o Campeonato Mexicano, chamando a atenção do Atlético de Madrid. Foram quatro anos na equipe Colchonera, um título de Copa do Rey e o seu primeiro Troféu Pichichi, prêmio para o artilheiro do Campeonato Espanhol, com 19 gols na competição. E uma mudança amarga dentro da Espanha: negociado para o maior rival, o Real Madrid. Em sua primeira temporada meregue, venceu o Campeonato Espanhol, sendo o artilheiro com 22 gols, e a Copa da UEFA. Em sete anos, foram 289 jogos marcando 251 gols, vencendo o Troféu Pichichi cinco vezes, sendo quatro delas consecutivas, e disputando a artilharia com Hristo Stoichkov, com quem dividiu a Chuteira de Ouro da Europa em 89/90, quando fez 35 gols em 38 jogos. Em 1992 deixou o Real Madrid, voltando ao México, pelo América onde venceu mais uma Copa dos Campeões da CONCACAF, anotando o gol do título. Depois passou por Rayo Vallecano, da Espanha, Atlante, do México, Linz, da Áustria, Dallas Burn, dos Estados Unidos e por fim Atlético Celaya, do México, clube onde encerrou a carreira. Por que joga de terno? Hugol foi considerado não apenas o maior futebolista mexicano mas também o maior esportista mexicano do século XX. Dono de gols marcantes e acrobacias mirabolantes, inspirou o nome dos que nós chamamos no Brasil de bicicleta, no México são conhecidas como Huguinas. Também cobrava faltas com maestria e cabeceava como poucos. Ou seja, um jogador completo, um jogador que marcou a história. 👤 Hugo Sánchez Márquez 👶 11 de julho de 1958 (59 anos) 🏠 Mexicano 👕 Pumas UNAM, Atlético de Madrid, Real Madrid, América do México, Rayo Vallecano, Atlante, Linz, Dallas Burn, Atlético Celaya e Seleção Mexicana 🏆 Liga dos Campeões da CONCACAF 80 (Pumas) e 92 (América), Campeonato Mexicano 76/77 e 80/81 (Pumas), Copa do Rey 84/85 (Atlético de Madrid) e 88/89 (Real Madrid), Copa da UEFA 85/86 (Real Madrid), Campeonato Espanhol 85/86, 86/87, 87/88, 88/89 e 89/90 (Real Madrid), Campeonato Pan Americano 75 (México) 👑 Chuteira de Ouro da Europa 89/90, Troféu Pichichi 84/85, 85/86, 86/87, 87/88, 89/90, Artilheiro do Campeonato Mexicano 78/79, Prêmio Don Balón 86/87 e 89/90, Melhor Jogador Mexicano do Século XX, Melhor Esportiva Mexicano do Século XX, Melhor Jogador das Américas Central e Caribe no Século XX pela IFFHS. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,2) 📷 Foto: Lutz Bongarts #AtléticodeMadrid #RealMadrid #Pumas #SeleçãoMexicana #CopadoMundo1978 #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1994 #Atacante
- A lenda de Gandulla
"Uma mentira contada muitas vezes se torna verdade". Esse dito popular vem bem a calhar para o classudo de hoje. Porque acontece que no futebol, vemos surgir histórias que nem sempre refletem à realidade. Ainda mais se tratarmos de assuntos relacionados à fase mais romântica do esporte bretão. Caso fosse vivo, hoje seria o 102º aniversário de Bernardo Gandulla e é claro que você já ouviu falar dele. O ponta argentino é erroneamente dito como a pessoa que deu nome aos gandulas, essas pessoas que ficam repondo a bola durante o jogo. Acontece que não é bem assim. Gandulla viveu na época romântica do futebol, quando as histórias de jogos e torneios eram repassadas através de crônicas pelos jornais mundo afora. Nesse período, sobretudo o do auge do jogador, a humanidade vivia a segunda grande guerra mundial. E nesse tempo, não houve as copas de 42 e 46. As seleções nacionais, sem o seu principal torneio mundial, faziam vez ou outras excursões continentais e disputavam pequenas taças. Foi mais ou menos esse o contexto que o Vasco descobriu o atacante argentino. Na época, Gandulla jogava pelo Ferro Carill Oeste e em 39 desembarcou no time da Colina junto a outros dois compatriotas. No entanto, o jogador contratado com status de estrela teve problemas com seu passe, o caso foi parar na FIFA e ele ficou impossibilitado de jogar. Aqui que se começa algumas versões da lenda. Segundo alguns contam, o jogador não jogava e ficava à beira do campo repondo a bola, com certa agilidade. Dai teria surgido o gandula. Não é verdade. Fato é que quando o juiz deu a causa para o Gandulla e pro Vasco (aliás, um dos relatos mais antigos de um juiz fora do meio esportista que deu uma causa ganha a um jogador impossibilitado de exercer seu oficio), já existia a expressão "gandula" no Rio de Janeiro. O termo gandula significava menino vadio. Eram essas crianças que ficam às margens dos campos ajudando a repor a bola ao jogo. Acontece que em 40, um ano depois de Gandulla, o argentino, ter passado pelo vasco, a Liga Carioca de Futebol oficializou a função de gandula, com esse nome. Outra coisa que ajudou a proliferar essa lenda, foi o fato de Gandulla ser bom de bola, mas ser um pouco nervoso. Quando ia reclamar com o árbitro, pegava a bola com as mãos, colocava debaixo do braço e ia de dedo riste pra cima. Como naquela época a capital ainda era o Rio de Janeiro, os jornais davam certa importância aos jogos no estado, a fama do argentino correu, e a enorme coincidência da oficialização do oficio logo depois ajudou a romantizar a história. Depois que passou pelo Vasco, Gandulla voltou para Buenos Aires e ficou bom tempo jogando pelo Boca Juniors. Sua carreira na Seleção Argentina não foi longa, devido o contexto mundial e a falta de torneios mundiais, como dito. Ao se aposentar, na década de 50, treinou alguns times argentinos, como o próprio Boca. Faleceu em 99, aos 83 anos, carregando a fama de ter sido o precursor dos repositores de bola, ainda difundido até hoje. Por que joga de terno? É difícil falar de um jogador mais "mítico" e que tem poucos relatos de seus feitos realmente reais. Fato é que Gandulla foi contratado pelo Vasco para que o time pudesse competir com o Flamengo de Leônidas. Veio bem badalado, mas foi mesmo no Boca seu auge, conquistando dois títulos nacionais. Há ainda alguns relatos que ele deu nome a prêmios de melhor jogador argentino no país. 👤 Bernardo José Gandulla 👶 1 de março de 1916. Falecido em 7 de julho de 1999 (83 anos) 🏠 Argentina 👕Ferro Carril Oeste, Vasco da Gama, Boca Juniors, Atlanta e Seleção Argentina. 🏆 Campeonato Argentino: 40 e 43 (Boca Juniors) 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) 📸 Autor Desconhecido - El Gráfico sports magazine #1118 #BocaJuniors #SeleçãoArgentina #Atacante
- O tio Beppe
O perfilado de hoje do JdT é um daqueles poucos que dedicou toda sua carreira a somente um clube. A história de Giuseppe Bergomi se mistura à da Inter de Milão. Foram quase 20 anos de serviço à agremiação nerazzurra, com destaque para três títulos da antiga Copa da UEFA, atual Liga Europa. Pela Itália, o defensor conquistou a honraria máxima: a Copa do Mundo, em 1982. Ainda assim, os troféus colecionados talvez não traduzam a importância de Bergomi para o futebol italiano. Tido como um dos maiores zagueiros da Velha Bota, o Tio (apelido atribuído graças ao vistoso bigode ostentado desde jovem) está marcado na história no patamar de lendas como Baresi, Maldini, Scirea e Cannavaro. Nascido em Milão, Bergomi foi seduzido pelo lado azul e preto da força. Começou a treinar com a Internazionale aos 16 anos, estreando em 1981. No ano seguinte, veio a afirmação e o primeiro caneco: a Copa da Itália. Após o término da temporada no calcio, teve seu talento reconhecido por Enzo Bearzot e foi convocado pelo treinador da Azzurra para o mundial de 1982. Ao seu lado, estavam craques como Baresi, Cabrini, Scirea e Gentile. Mais à frente, o inspirado Paolo Rossi, para infelicidade dos brasileiros. Com três gols do artilheiro juventino, a squadra impôs ao Brasil de Telê Santana a Tragédia de Sarriá. Antes, a Argentina de Maradona fora parada pelo catenaccio italiano. A grande final coroaria a coletividade azzurra, que bateu a Alemanha para sagrar-se tricampeã do mundo. Foi o maior título da carreira de Bergomi, que tinha apenas 18 anos e foi responsável por parar o astro Rummenigge, um dos maiores atacantes da época. Beppe ainda jogaria mais quatro Copas do Mundo, inclusive como capitão em casa, em 1990, mas sem o sucesso de oito anos antes. De volta ao âmbito de clubes, o Tio não teve muita felicidade em torneios domésticos. Levantou apenas um título da Série A, na temporada 1988/89, e teve de assistir a sucessivas conquistas dos rivais rossoneros. Por outro lado, as empreitadas da Inter de Milão no cenário continental foram mais proveitosas. Ainda que não tenha levantado a orelhuda taça da Liga dos Campeões, as campanhas na Copa da UEFA renderam muitas alegrias à torcida. Foram três triunfos na competição, que deu origem à atual Liga Europa. Além disso, Bergomi é o jogador que mais vezes atuou no torneio (96 partidas), vencido por ele pela última vez em 1998. Na temporada seguinte, após a disputa de seu último mundial, o “Sr. Copa da UEFA” anunciaria sua aposentadoria. Seria o fim da vitoriosa carreira de um dos maiores defensores do futebol italiano e herói nerazzurro. Por que jogava de terno? Falar da importância de Bergomi para o calcio e de sua lealdade à Inter é redundância. Porém, há de se destacar: ele é o segundo com mais partidas pelo clube (756), atrás apenas de Javier Zanetti (858). Junto do argentino e de outras lendas como Fachetti, Mazzola e Meazza, é considerado um dos maiores ídolos interistas. Tudo isso conquistado não só pela fidelidade, mas também pela grande qualidade técnica. Versátil, Bergomi podia exercer qualquer função de defesa, em especial as de zagueiro central, lateral-direito e líbero. Era rápido, raçudo, incansável e competente com a bola no pé. Mas suas principais habilidades eram a marcação individual e o bom posicionamento, que faziam dele quase intransponível. Bergomi foi e ainda é uma verdadeira bandeira da Inter e do futebol italiano. 👤 Giuseppe Bergomi 👶 22 de dezembro de 1963 (54 anos) 🏠 Italiano 👕 Internazionale (ITA) e Seleção Italiana 🏆 Copa da Itália 81/82, Campeonato Italiano 88/89, Copa da UEFA 90/91, 93/94 e 97/98 (Internazionale); Copa do Mundo 82 (Seleção Italiana). 👑 Seleção da Eurocopa 88, Jogador do Ano da Internazionale 90, Prêmio Gaetano Scirea de Carreira Exemplar 97, FIFA 100 2004 e Hall da Fama do Futebol Italiano 2016. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 7,6 📷 Domínio Público #Internazionale #SeleçãoItaliana #Zagueiro #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1990 #CopadoMundo1998
- Jesus Christian
Revelado pelo Internacional, o classudo de hoje tem no apelido o nome do Salvador, vários gols na carreira e histórias curiosas para levar adiante a ideia de ser jogador de futebol. O JDT de hoje contará a história de Christian Dionísio, ou Jesus Christian. Christian começou a carreira profissional lá em 1992 pelo Internacional, mas sem se destacar, não demorou muito a sair do colorado. Aos 17 anos de idade, seu destino foi o velho continente. Desembarcou em Portugal para usar o terno do Marítimo. Porém, após a necessidade de abrir vagas de estrangeiros na equipe (que já contava com alguns atletas brasileiros), o jogador recebeu um pedido inusitado da diretoria: casar com uma portuguesa para obter dupla nacionalidade, o único problema é que o jovem jogador não tinha nenhuma namorada na época e, por isso, aceitou realizar um 'casamento de mentira'. Mas os problemas não para aí, a noiva não compareceu à cerimônia e ainda mandou uma representante legal para isto: um homem. Dentro dos campos gajos, a vida do atleta não foi de grande destaque. Christian ainda teve passagens por Estoril e Farense, antes de retornar ao Internacional, em 1996 e, daí sim, fazer história. Pelo clube colorado foram mais de 170 jogos e 96 gols, muitos em cima do maior rival. Pelo clube gaúcho jogou até 99, quando se transferiu para o, então modesto, Paris Saint-Germain. No clube parisiense foram pouco mais de 50 jogos e 20 gols. Após rodar por outras equipes, o atleta voltou à Porto Alegre em 2003, desta vez para defender as cores do tricolor gaúcho, ajudando a equipe gremista a escapar do rebaixamento de 2003. Passou pelo Japão e depois defendeu o São Paulo em 2005, quando venceu o Mundial de Clubes com o elenco paulista. No começo de 2007 teve um bom momento no Corinthians, marcando 5 gols em 5 jogos, mas a sequência promissora foi interrompida por uma proposta do seu time do coração: o Internacional. Mas, já com 32 anos o rendimento não foi o mesmo. O atleta ainda rodou algumas equipes, mas sem grandes atuações, até encerrar a carreira em 2010. Por que jogava de terno? Atacante camisa 9 clássico Christian sempre desempenhou bem a função para qual foi designado: marcar gols, tanto que chegou a defender a seleção brasileira e inclusive ganhar uma Copa América. Tinha como principal característica a bola aérea ofensiva. Os gols, muitas vezes salvadores, lhe renderam o apelido de Jesus Christian na época que defendia o Internacional e seguiu com ele durante todo o resto da carreira. 👤 Christian Côrrea Dionísio 👶 23 de abril de 1975 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Internacional, Marítimo, Estoril e Farense (POR), Paris Saint-Germain e Bordeaux (FRA), Palmeiras, Galatasaray (TUR), Grêmio, Omiya Ardija (JAP), São Paulo, Botafogo, Juventude, Corinthians, Portuguesa, Pachuca (MEX), Monte Azul, Pelotas, São Caetano e Seleção Brasileira. 🏆 Mundial de Clubes FIFA 05 (São Paulo), Recopa Sul-Americana 07 (Internacional) e Copa América 99 (Seleção Brasileira). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,1) 📷 Edison Vara #Internacional #Atacante #Brasil #SeleçãoBrasileira #SãoPaulo









