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  • O maior artilheiro do Boca

    O perfilado de hoje do JdT foi um goleador nato durante toda a carreira. Não à toa, pode gabar-se da artilharia máxima de um dos maiores times da Argentina. Em duas passagens que totalizaram 10 anos pelo Boca Juniors, Martín Palermo anotou 236 gols e conquistou tudo o que podia. Também teve a oportunidade de defender "la selección albiceleste" com considerável mérito, além de vestir importantes ternos como os de Estudiantes e Villarreal. E foi justamente na equipe de La Plata que Palermo deu o pontapé inicial em sua trajetória. Estreou pela equipe profissional do Estudiantes com apenas 18 anos em 1992. Ficou no clube até 1997. Foi o suficiente para Martín mostrar a que veio. Os primeiros anos foram difíceis, mas, após algumas temporadas, o atacante aproveitou a má fase do time à época para ganhar espaço. Foi campeão da segunda divisão argentina e obteve destaque, despertando interesse de clubes maiores. Quem levou seu futebol foi o Boca Juniors, para alegria da torcida xeneize. Recém chegado ao Boca em 1997 com a moral de ter sua contratação indicada por Maradona, Palermo se tornou ídolo rapidamente. Formando grande dupla de ataque com o antigo rival do Gimnasia y Esgrima de La Plata, Guillermo Barros Schelotto (hoje técnico do Boca), Martín foi um dos destaques daquele esquadrão multicampeão. Jogando com craques como Caniggia, Riquelme e Samuel, trouxe os títulos de volta à Bombonera depois de muitos anos, também por conta da chegada de Carlos Bianchi ao comando técnico. Os gols vieram em fartura, chamando a atenção do futebol europeu. Com os dois tentos contra o Real Madrid na vitoriosa final da Copa Intercontinental de 2000, o interesse chegou ao seu ápice e a saída parecia iminente. O destino seria o Villarreal. Palermo chegou à equipe espanhola por 7,6 milhões de euros com a expectativa de comandar o ataque amarelo. Infelizmente, o argentino não deslanchou. E pra piorar, teve alguns azares bem particulares. Na segunda temporada pelo clube, fez um gol e foi comemorar junto à torcida, mas a euforia dos adeptos derrubou um muro que caiu sobre a perna do atacante. Resultado: tíbia e fíbula quebrada. Depois disso, Martín não recuperou a forma na Espanha. Após duas breves passagens por Bétis e Alavés, voltou ao Boca em 2004. Uma vez mais em casa, na mítica Bombonera, Palermo voltou a ser o grande atacante que conquistou a Argentina. Jogou pelo Boca até 2011, quando se aposentou com mais e mais homenagens. A segunda passagem do ‘Loco’ foi vitoriosa como a primeira, com direito a mais um título de Libertadores, sem contar as conquistas nacionais. Gols obviamente não faltaram. As lesões novamente o atrapalharam e impediram voos maiores, mas Palermo deu a volta por cima como não fizera na Espanha. Tanto que teve a oportunidade, em 2010, de disputar a sua primeira e única Copa do Mundo. Martín pôde anotar um tento na partida contra a Grécia, superando Maradona como o goleador mais velho da Argentina em um Mundial. O gol também serviu como uma memória final positiva para Palermo, que tinha trajetória manchada na seleção por perder 3 pênaltis em um mesmo jogo contra a Colômbia. Fato é que em 15 partidas pelo time nacional, fez bons 9 gols. E a idolatria no Boca é, e sempre será, inquestionável. Por que jogava de terno? Um típico camisa nove, o canhoto Palermo era um centroavante completo que "fedia" a gol. Alto (1,88m) e forte, aproveitava-se de seu vigor físico para se impor frente aos zagueiros. Excelente na bola aérea, marcou de cabeça até de fora da área. Mas Palermo era igualmente capaz de arrematar de modo pouco convencional. Não foram poucos os seus tentos de voleio e bicicleta. Assim como não faltaram hat-tricks e jogos em que marcou quatro vezes. Não fossem algumas lesões e uns pênaltis perdidos, teria um reconhecimento ainda maior, com merecimento. 👤 Martín Palermo 👶 7 de novembro de 1973 (44 anos) 🏠 Argentino 👕 Estudiantes (ARG), Boca Juniors (ARG), Villarreal (ESP), Bétis (ESP), Alavés (ESP), Boca Juniors (ARG) e Seleção Argentina. 🏆 Campeonato Argentino - Segunda Divisão 94/95 (Estudiantes); Campeonato Argentino 98, 99, 00, 05, 06, 08, Copa Sulamericana 04 e 05, Copa Libertadores 00 e 07 e Copa Intercontinental 00 (Boca Juniors). 👑 Artilheiro do Campeonato Argentino 98 e 07, Jogador Sul-americano do Ano 98 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 7,2 #BocaJuniors #Estudiantes #Villareal #RealBetis #SeleçãoArgentina #Atacante #CopadoMundo2010

  • Entre altos e baixos

    Na carreira de jogador de futebol profissional, nenhuma tem tantos altos e baixos quanto a de um goleiro. Talvez porque seja difícil manter o nível de excelência por tanto tempo na posição mais exigida, mais cobrada e mais sujeita a falhas. Mas por outro lado, a grande fase de um goleiro nunca será esquecida. É o caso do nosso personagem de hoje. Jens Lehmann foi o arqueiro da Alemanha na Copa que o país disputou em casa em 2006. E também fez história com o terno do Arsenal, quase conquistando o tão sonhado título da Liga dos Campeões para os Gunners. Mesmo sendo expulso na decisão do título contra o Barcelona, Lehmann até hoje é idolatrado pela torcida. Mas vamos ao começo da carreira. Desde o primeiro clube, o Schalke 04, ele começou a mostrar a importância em jogos decisivos. Ele chegou ao clube em 1988 e teve o grande momento na final da então Copa da Uefa 1996-97, hoje Liga Europa, quando defendeu um pênalti de Zamorano, da Inter de Milão, e ajudou o time alemão a conquistar o título. O sucesso fez ele se transferir para o Milan, em 1998, mas na Itália ele não foi tão bem. Tanto que no ano seguinte, retornou à Alemanha para defender o Borussia Dortmund. Depois de um título alemão e um vice da Copa da Uefa, chegou ao clube onde viveu o melhor momento. Desembarcou no Arsenal em julho de 2003, para ter a difícil missão de substituir David Seaman, que estava em fim de carreira. O time do Arsenal era um dos mais fortes da Liga dos Campeões 2005-06, o que se comprovava com os resultados. Lehmann era um dos destaques daquele grupo, com grandes defesas, incluindo o pênalti de Riquelme, do Villareal, na semifinal. Só que na decisão contra o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, Lehmann foi expulso aos 18 minutos do primeiro tempo, ao cometer falta em Eto’o. Mesmo perdendo a partida por 2 a 1, ele foi eleito pela Uefa como o melhor goleiro da temporada. O resultado o garantiu como titular da Alemanha na Copa de 2006. Ele já vinha sendo convocado desde 98, mas ainda era o reserva de Oliver Kahn. Foi nesta temporada que ele assumiu o posto de principal goleiro do país. E nem mesmo os dois gols sofridos na estreia, na vitória por 4 a 2 sobre a Costa Rica, diminuíram seu prestígio. A principal atuação dele na competição foi nas quartas de final, contra a Argentina, quando defendeu as penalidades de Ayala e Cambiasso e garantiu a Alemanha na semifinal. O time da casa acabou perdendo a chance de ir à decisão ao ser derrotado para a Itália nos minutos finais da prorrogação e Lehmann nem jogou a disputa de terceiro lugar – Kahn assumiu o posto como último jogo com a camisa alemã. Lehmann foi ainda o goleiro da Alemanha vice-campeã da Euro 2008. Ele seguiu no Arsenal, mas em 2007, após sofrer uma lesão, perdeu a posição para Almunia. E acabou deixando os Gunners no ano seguinte, indo parar no Stuttgart. Em junho de 2010, aos 40 anos, anunciou a aposentadoria. Mas, a pedido do técnico do Arsenal, Arsene Wenger, retornou em 2011 para compor o elenco que sofria com constantes lesões. Fez uma última partida contra o Blackpool, em abril, e aposentou-se de vez ao fim da temporada. Por que jogava de terno? Lehmann foi um dos principais jogadores do Arsenal que encantou o mundo em meados dos anos 2000. Era tão adorado pelas grandes defesas que a torcida o apelidou de “Crazy Jens”. Ele foi decisivo na campanha do time que sonhava em conquistar o inédito título da Liga dos Campeões, mas acabou expulso na decisão. Mesmo sendo considerado culpado por alguns torcedores e até ter sua capacidade de recuperação posta em dúvida pela imprensa alemã, Lehmann não se abateu e foi um dos grandes nomes da Copa do Mundo daquele mesmo ano. Além de fazer grandes defesas e ser muito bom em bolas aéreas, destacou-se em cobranças de pênaltis de competições importantes. 👤 Jens Gerhard Lehmann 👶 10/11/1969 (48 anos) 🏠 alemão 👕 Schalke 04, Milan, Borussia Dortmund, Arsenal, Stuttgart e Seleção Alemã. 🏆 Copa da Uefa 97 (Schalke 04); Campeonato Alemão 02 (Borussia Dortmund); Campeão Inglês e da Copa da Inglaterra 04 (Arsenal). 👑 Goleiro do ano na Europa 97 e 06, Melhor goleiro da Uefa 06 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 7,9 📷 Ian Hodgson #Milan #BorussiaDortmund #Arsenal #SeleçãoAlemã #Goleiro

  • De injustiçado à lenda

    Palco de brigas, desentendimentos e semblantes de tristeza. Para muitos atletas e adeptos do futebol mundial, o banco de reservas é um lugar hostil e nada confortável. No entanto, de tempos em tempos, surgem jogadores extremamente profissionais, que mesmo “sofrendo” com o título de reserva, se tornam grandiosos e aproveitam ao máximo as chances que lhes são dadas. Este é ocaso do lendário goleiro polonês Jerzy Dudek que, de banco em banco, se tornou o herói do Liverpool em uma final da Liga dos Campeões, com uma das maiores viradas da história do futebol. Nascido em Rybnik, Dudek começou sua carreira no futebol profissional aos 18 anos de idade e fez a sua estreia pelo Concordia Knurów, time em que jogava na terceira divisão polonesa, no ano de 1991. Naquela época, já demonstrou que seria um grande goleiro. Em quatro temporadas no clube, ele se tornou um recordista, jogou 416 minutos sem sofrer um gol. Em 1995, Dudek se transferiu para o Sokól Tychy, disputando a primeira divisão polonesa por apenas uma temporada. A passagem por lá foi rápida e trivial, ele apareceu apenas em metade dos jogos e o clube terminou o campeonato no meio da tabela. Foi aí que começou a sua história com o banco de reservas. No ano seguinte, aos 23 anos, ele foi transferido a custo zero para o Feyenoord da Holanda. Porém, teve que aquecer o banco durante um ano até conseguir estrear pelo clube. Dudek foi reserva do grande goleiro holandês Ed de Goeij. Com a transferência de Ed para o Chelsea em 97, Dudek se tornou o titular absoluto da equipe de Rotterdam nas quatro temporadas seguintes, conquistando nesse tempo, o Campeonato Holandês em 98/99, seguido da Supercopa da Holanda em 99. Eleito duas vezes como o Goleiro do Futebol Holandês em 98/99 e 99/00, ele encerrou a sua passagem pelo Feyenoord em 2001, sendo vendido ao Liverpool por 7,4 milhões de euros. Foi vestindo o terno dos Reds, que Dudek conseguiu se consagrar uma lenda. Chegou como titular absoluto e ao final da sua primeira temporada pelo clube, foi indicado ao lado de Oliver Kahn e Gianluigi Buffon, ao prêmio de goleiro do ano da UEFA. Na temporada seguinte, conquistou a Copa da Liga Inglesa, sendo o homem da partida na final contra o Manchester United. Mas foi em 2005 que Dudek foi impecável. Titular absoluto do Liverpool, o goleiro foi imortalizado na história do clube na final da Liga dos Campeões, em que o Milan derrotava os Reds por 3x0 no primeiro tempo e o Liverpool conseguiu buscar o empate na segunda etapa e levar o resultado para os pênaltis. Usando sua famosa dancinha, semelhante a que o ex-goleiro do Liverpool Bruce Grobbelaar criou para distrair os cobradores adversários, na final da Copa dos Campeões de 1984. Dudek defendeu as cobranças de Andrea Pirlo e Andriy Shevchenko, levando a Taça para o Anfield. Após uma lesão no braço na temporada 05/06, que o tirou da disputa do Mundial Interclubes, Dudek foi injustiçado pelo técnico Rafael Benitez, que colocou o recém-chegado Pep Reina para guardar a rede dos Reds. Na ocasião, o goleiro polonês chegou a acusar o treinador de “tratá-lo como um escravo”. Sendo assim, nas duas temporadas após o episódio, Dudek só atuou doze vezes, encerrando assim, o melhor momento de toda a sua carreira. Em 2007, aos 34 anos, Dudek se transferiu para o Real Madrid. No clube merengue, o goleiro polonês ‘pegou banco’ para Iker Casillas, participando apenas de 12 partidas pelo clube da capital espanhola. No entanto, por seu caráter e profissionalismo, recebeu elogios e reconhecimento de todos os torcedores e dirigentes do Real, bem como de alguns jornalistas espanhóis. No clube de Madrid, Dudek conquistou o Campeonato Espanhol, a Supercopa da Espanha e a Copa do Rei. No dia 21 de maio de 2011, ele fez o último jogo da sua carreira por um clube profissional. O Real venceu o Almería por 8 a 1 e o goleiro polonês foi substituído aos 32 minutos do segundo tempo, sendo ovacionado por todo o Santiago Bernabéu, recebendo também os carinhos dos companheiros de equipe. Pela seleção, Dudek encerrou sua carreira tendo participado de 59 jogos com o terno da Polônia. Porém, em 2013, recebeu um convite da Federação Polonesa de Futebol para fazer um jogo de despedida e completar 60 jogos pela seleção. O goleiro atuou por 34 minutos na vitória por 2 a 0, no amistoso contra a seleção do Liechtenstein. Assim, Jerzy Dudek entrou para o quadro de honra da seleção polonesa e se tornou o jogador mais velho a disputar uma partida pela Polônia, tendo 40 anos e 73 dias. Por que jogava de terno? Jerzy Dudek foi um exemplo de atleta. Referência como goleiro, com ótima qualidade técnica, habilidades no gol e crescendo sempre em jogos importantes. Foi um ótimo profissional, ídolo por onde passou e, principalmente, com humildade suficiente para ficar no banco de reservas, respeitando sempre os seus companheiros titulares e, quando tinha chances, brilhava. 👤 Jerzy Dudek 👶 23 de março de 1973 (45 anos) 🏠 Polonês 👕Concordia Knurów (POL), Sokól Tychy (POL), Feyenoord (HOL), Liverpool (ENG), Real Madrid (ESP) e Seleção Polonesa. 🏆Campeonato Holandês 98/99, Supercopa da Holanda 99 (Feyenoord); Liga dos Campeões 04/05, Supercopa da UEFA 05/06, Copa da Inglaterra 05/06, Copa da Liga Inglesa 02/03, Supercopa da Inglaterra 06/07 (Liverpool); Campeonato Espanhol 07/08, Supercopa da Espanha 08, Copa da Espanha (Copa do Rei) 10/11 (Real Madrid). 👑 Melhor jogador da Copa da Liga Inglesa (Troféu Alan Hardaker) 03 (Liverpool), Melhor goleiro do futebol holandês do ano 98/99 e 99/00 (Feyenoord). Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,8) 📷 Getty Images #Liverpool #Feyenoord #RealMadrid #SeleçãoPolonesa

  • Um autêntico camisa 9

    No muro das lamentações do futebol, o que mais se ouve, especialmente dos saudosistas, é que “o Brasil não tem mais camisas 9 como antigamente”. E o personagem de hoje do Joga de Terno é um desses que deixou saudades. Luís Carlos Tóffoli, o Gaúcho, não tinha a técnica de Careca, Müller e outros da mesma geração. Mas compensava com muita vontade em campo e foi decisivo em vários jogos, especialmente com a camisa do Flamengo. Natural de Canoas (RS), Gaúcho foi revelado pelo rubro-negro carioca ainda em 1982, mas só brilhou mesmo entre 90 e 93, quando foi campeão da Copa do Brasil de 90, do Brasileiro de 92 e Carioca de 91. Foi artilheiro do estadual em 90 e 91, da Libertadores de 91 e da Supercopa Libertadores 91. É um dos exemplos de camisas 9 que, apesar de não serem craques, deram certo no Flamengo, caso do folclórico Nunes e de jogadores que vieram depois dele, como Obina e Hernane Brocador. O curioso é que o jogador já havia se destacado em 1988, quando Palmeiras e Flamengo se enfrentaram no Campeonato Brasileiro. Jogando pelo Verdão, o atacante acabou indo para o gol depois que Zetti se machucou. Como na época o regulamento dizia que, em caso de empate, todos os jogos iriam para os pênaltis, coube a ele se consagrar ao defender as cobranças de Zinho e Aldair. Gaúcho ainda tentou a carreira fora do Brasil, no Lecce e no Boca Juniors, mas acabou voltando ao Brasil em 1994, sendo campeão mineiro com o Atlético-MG no ano seguinte. Encerrou a carreira em 1996, no Anápolis. Em 2001, foi um dos fundadores do Cuiabá Esporte Clube, hoje um dos principais times do Mato Grosso. Tentou a carreira de treinador, comandando o Mixto e a Luverdense entre 2010 e 2011. Faleceu em 17 de março de 2016, aos 52 anos, vítima de câncer de próstata. Por que jogava de terno? Mesmo não sendo craque, Gaúcho era um atleta que demonstrava muita vontade. Exímio cabeceador, foi fundamental na campanha do Flamengo no título da Copa do Brasil de 90 e no Brasileiro de 92, marcando gols decisivos. Fez parte de uma geração onde a irreverência era uma marca registrada, especialmente nas comemorações. Com o terno do Flamengo, marcou 98 gols em 198 jogos e com o do Palmeiras, foram 31 em 79 partidas. 👤 Luís Carlos Toffoli 👶 7 de março de 1964, faleceu em 17 de março de 2016 (52 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, XV de Piracicaba, Grêmio, Verdy Kawasaki-JAP, Santo André, Palmeiras, Lecce-ITA, Boca Juniors-ARG, Atlético-MG, Ponte Preta, Fluminense e Anápolis. 🏆 Campeonato Gaúcho 85 (Grêmio); Campeonato Brasileiro 92, Copa do Brasil 90 e Campeonato Carioca 91 (Flamengo); Campeonato Mineiro 95 (Atlético-MG). 👑 Artilheiro do Campeonato Carioca em 90 e 91, da Libertadores 91 e da Supercopa Libertadores 91. CLASSÔMETRO: 👔👔👔👔👔👔(6,1) 📷 Carlos Chicarino/Estadão Conteúdo #Flamengo #Grêmio #Palmeiras #Fluminense #AtléticoMG #BocaJuniors #Atacante

  • O Legislador

    O jogador que irá receber o terno hoje já vestiu uma toga, a Lei de Gil é para muitos inviolável e só não será repetida não por que todos já a conhecem mas por que talvez o horário que você esteja lendo isto não permita tal palavreado. Natural de Andradina, interior de São Paulo, em 1995 Gil começou a jogar nas categorias de base do Corinthians, sendo campeão da Copa São Paulo de juniores em 1999 e promovido ao time principal em 2000. Seu auge no futebol foi com a camisa do Timão. Com duas curtas passagens por times do exterior; uma no Japão e outra na Espanha, não conseguiu obter êxito com as camisas do Internacional, Botafogo e Flamengo. Encerrou a carreira de forma precoce no ano de 2010 aos 30 anos de idade e alguns anos após voltou a jogar bola atuando por União Mogi, ABC e Juventus onde aposentou pela segunda vez em 2016. Por que jogava de terno? Apesar de ter se destacado em apenas uma equipe, para alguns torcedores saudosistas o lado esquerdo do Corinthians composto por Kleber, Ricardinho e Gil era um dos mais letais da época e com certeza deixou saudade nas lembranças dos torcedores. Extremamente veloz e dedicado, Gil jogava com uma elegância que o levou a ser bola de prata em 2002 e convocado a seleção em 2003. 👤Gilberto Ribeiro Gonçalves 👶13 de Setembro de 1980 (37 anos) 🏠Brasileiro 👕Corinthians, Tokyo Verde, Cruzeiro, Gimnàstic, Internacional, Botafogo, Flamengo, União Mogi, ABC, Juventus e Seleção Brasileira. 🏆Copa SP de juniores 99; Campeonato Paulista 01 e 03; Torneio Rio-SP 02; Copa do Brasil 02 (Corinthians), Campeonato Mineiro 06 (cruzeiro), Campeonato Gaúcho 08 (Internacional), Campeonato Brasileiro 09 (Flamengo). 👑Bola de Prata 02 (Revista Placar) CLASSOMÊTRO: 👔👔👔👔👔👔6 #Atacante #Brasil #Corinthians #Cruzeiro

  • Quem mesmo?

    Essa provavelmente é a pergunta que você se faz quando ouve o nome de Anderson Polga. E essa indagação é até plausível quando se trata do classudo de hoje. Longe de qualquer holofote, Polga fez parte do elenco pentacampeão mundial em 2002. Sim! Você não leu errado. Gaúcho de Santiago, o zagueiro de origem que também atuava como volante, estava no meio de jogadores que dispensam apresentações como Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho. No Japão, Anderson teve a oportunidade de desfilar no tapete verde contra a seleção da Costa Rica. Chance perfeita para o quase anônimo mostrar que estava a altura de Roque Júnior, poupado naquele 13 de junho de 2002. Porem, a única participação do classudo em copas não saiu com êxito total. Apesar de golear a seleção da América Central, as manchetes do dia seguinte diziam: "Brasil goleia, mas defesa joga mal". Para piorar a atuação do camisa 14 canarinho, Winston Parks lhe daria uma caneta desconcertante. Uma atuação que não chega a ser nomeada como desastrosa, mas que por se tratar de Copa do Mundo, muitos duvidariam da escolha de Luís Felipe Scolari. Anderson Polga e a seleção tiveram um divórcio no ano seguinte. Mas o jogador que só aparecia em fotos se estivesse junto com algum colega badalado, também havia sido penta! Está na história e ninguém o tira do seleto grupo campeão. Já no Grêmio comandado por Tite, Polga era outro atleta! Usava o terno de número 8, marcava gols e ainda vestia casualmente a braçadeira do imortal. Resultado? Europa! Desembarcou no ano de 2003 em Portugal para vestir a pesada camisa do Sporting, aliás, Polga sabia muito bem como vestir camisas que entortavam varais! E o fim de sua carreira terminaria do jeito que começara. Tite sendo seu comandante, agora no Corinthians, discreto e campeão mundial no Japão. Por que jogava de terno? Zagueiro tradicional e volante que fazia infiltrações no melhor estilo Adenor. Disciplinado e com boa saída de bola, jeito europeu de jogar. Sabia suportar a pressão de jogar em times de massa sem perder o equilíbrio emocional. 👤 Anderson Corrêa Polga 👶 9 de fevereiro de 1979 (39 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio, Sporting-POR, Corinthians e Seleção Brasileira 🏆 Copa do Brasil 01 (Grêmio); Copa do mundo FIFA 02 (Seleção Brasileira); Taça de Portugal 07 e 08 (Sporting) e Mundial Interclubes 12 (Corinthians) 👑 Sem prêmios individuais de destaque. CLASSÔMETRO: 👔👔👔👔👔👔(6) #Zagueiro #Grêmio #Brasil #SeleçãoBrasileira #Sporting #Corinthians #CopadoMundo2002

  • O Itinerante

    Candinho é um verdadeiro operário do futebol. Em sua vida profissional como jogador aposentou cedo aos 27 anos e teve pouco destaque no cenário nacional. Já como treinador teve como grandes feitos a grande campanha com a Portuguesa em 96, onde foi vice-campeão brasileiro diante do Grêmio. Dois anos depois foi nomeado auxíliar técnico da seleção brasileira e comandou a equipe em doisamistosos. Apesar de uma carreira singela de títulos, Candinho acumula trinta e uma passagens diferentes pelos mais diversos clubes brasileiros e árabes. Comandou a seleção da Árabia Saudita no ano de 1993, mas nunca deu continuidade em um trabalho por mais de dois anos. Sempre um aventureiro do futebol. O título mais importante de sua carreira foi com o Juventus da Móoca. A Taça de Prata de 1983 também é o maior título conquistado pelo clube em sua história. Vindo de um descenço da Taça de Ouro, o Juventus eliminou Itumbiara, Galícia da Bahia e o Joinville. Na final enfrentaria o CSA de Alagoas no Parque São Jorge e venceu por 1 x 0 com gol de Paulo Martins. Em 96 por pouco não foi campeão brasileiro com a Portuguesa. Comandando uma das melhores equipes da história da Lusa, cheia de grandes revelações como Zé Roberto, Rodrigo Fabri e grandes nomes como Alex Alves, Clemer e Gallo . Levaria a equipe do Canindé até as finais do campeonato. Classificado em oitavo, a equipe comandada por Candinho eliminou o Cruzeiro nas quartas e o Atlético-MG nas semis para ter o direito de chegar a final. Mas com uma vitória em São Paulo por dois a zero e um placar igual para o Grêmio no Rio Grande do Sul deu a equipe de Porto Alegre o título nacional. Candinho encerraria sua carreira como treinador em 2007 no Al-Ittihad. Mas em 2010 voltou ao futebol para ser coordenador técnico da equipe do Palmeiras e dois anos depois foi coordenador da Portuguesa. Por que treinava de terno? Apesar dos poucos títulos, foi importante na história de dois clubes da capital paulista. Fez o trabalho duro que sobra para milhares de profissionais do futebol e não são todos que têm o prazer de trabalhar nos grandes clubes e serem vencedores. Talvez esteja entre o top 20 treinadores brasileiros nos anos 90, não é muito, mas tem seu significado. 👤 José Candido Sotto Maior 👶18 de janeiro de 1945 🏠 Brasileiro 👕 Palmeiras, Taubaté, Catanduvense, XV de Jaú, XV de Piracicaba, São Bento, Juventus, América, Al-Hilal, Grêmio, Santos, Flamengo, Fluminense, Bahia, Bragantino, Guarani, Portuguesa, Vitória, Corinthians, Goiás, Al-Ittihad, Seleção da Arábia Saudita e Seleção Brasileira 🏆Taça de Prata de 83 (Juventus - SP) 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) 📷Imagem: Fernando Santos/Folha Imagem #Técnico #Portuguesa

  • Gato Pai

    O relativo sucesso do goleiro Roberto Júnior Fernández - o Gatito - em 2017, fez o Brasil se recordar de seu pai, Gato Fernández, um dos principais nomes da posição da história do Paraguai. Nem sempre Gato carregou essa alcunha e muito menos agradava dela. Na época que ganhou esse apelido da imprensa espanhola, Roberto defendia o Espanyol. Fazia-se alusão a grandes defesas que o paraguaio realizava na meta do time, sobretudo num jogo contra o Atlético de Madrid, quando o arqueiro pegou o que pode e estampou as manchetes de Barcelona no dia seguinte. Mesmo a contragosto no início, ele acabou carregando o apelido. Gato ostentou o terno do Espanyol depois de ter surgido em seu pais natal como uma eventual promessa. Ficou na Espanha de 76 a 83. Foi nesse período que começou a usar o manto da seleção nacional, tendo conquistado a Copa América de 79. Depois de sua passagem na Europa, o goleiro retornou para a América, dessa vez defendendo o Desportivo Cali, da Colômbia. A passagem durou 5 anos. Em 89, Gato realizou o sonho de defender o time de coração, o Cerro Porteño. Sua passagem de volta ao Paraguai durou dois anos. Em 91, Gato Fernández desembarcou no Rio Grande do Sul para ser o dono da meta do Internacional. Mesmo que veterano, o goleiro não desapontou e continuou em alto nível. Com o terno colorado, ganhou a Copa do Brasil de 92. No Brasil jogou pelo Palmeiras, durante a temporada de 94, quando foi reserva de Veloso na conquista do nacional desse ano. Em 95, voltou para o Cerro, onde pendurou as luvas em 97. Depois disso, virou agente de jogador. Por que jogava de terno? Roberto Fernández marcou época no Paraguai e é reconhecido como um dos maiores da meta em seu país. Seu apelido explica o porquê de ter jogado de terno: era elástico, cheio de reflexo e frio. Características primordiais de um grande goleito. E de gatos! 👤 Roberto Eladio Fernández Roa 👶 9 de julho de 1954 (63 anos) 🏠 Paraguai 👕 River Plate-PAR, Espanyol, Desportivo Cali, Cerro Porteño, Internacional, Palmeiras e Seleção Paraguaia 🏆(principais) Campeonato Paraguaio: 90 e 96 (Cerro Porteño), Campeonato Brasileiro: 94 (Palmeiras); Copa do Brasil: 92 (Internacional); Copa América: 79 (Seleção paraguaia) 👑 Sem prêmios individuais de destaque 📷 Foto: Paulo Franken (Zero Hora) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,7) #Goleiro #SeleçãoParaguaia #CopadoMundo1986 #CerroPorteño

  • O comandante da meiuca

    É quase impossível formar um time com os melhores jogadores que atuaram do final dos anos 90 até meados de 2000 sem Patrick Donalé Vieira na escalação. Para muitos, Vieira foi um jogador completo que, vestindo os ternos de diversos clubes de linha, serviu de exemplo para muitos atletas que viriam a ocupar a posição de volante pelos campos de futebol em todo o mundo. Aos oito anos de idade, o senegalês chegou ao sul da França para defender as cores do Cannes, clube que anos mais tarde o revelaria no futebol profissional europeu. Após uma fama repentina e uma breve passagem pelo Milan, da Itália, Vieira chegou a Londres para desfilar com o terno do Arsenal feito sob medida, e brilhou. Os gunners montaram seu exército e conquistaram a Inglaterra sete vezes. 4 Quatro pela Copa da Inglaterra e três pelo Campeonato Inglês, com seu ápice na temporada de 03/04. Vieira comandou a equipe com a faixa de capitão, com a formação que hoje conhecemos como "Invencibles", ganhando o campeonato de forma invicta. Após a brilhante passagem pelo Arsenal, era a hora de mudar. Vieira se juntou aos bianconeros de Turim, tendo uma passagem não tão marcante, ficando com o quase título do campeonato italiano. Com um pouco menos de gás, porém mais experiente, Vieira trocou a Juventus pelos Nerazzurri, de Milão. Na multicampeã Internazionale conseguiu sua redenção conquistando três títulos nacionais, duas Supercopas e a Liga dos Campeões, título em que, por ser reserva, participou pouco. Após sua passagem pela Itália, Vieira retorna à Inglaterra, defendendo agora o terno do Manchester City. A passagem foi curta, mas rendeu a ele mais uma Copa da Inglaterra, até que pendurou as chuteiras. Pela Seleção Francesa Patrick Vieira também obteve destaque. Reserva na Copa de 1998, entrou na final contra o Brasil e deu o passe para Petit sacramentar a vitória dos Bleus e levar a taça para a França. Além do mundial, levantou os canecos da Eurocopa em 2000 e da Copa das Confederações em 2001 e 2003. Sua última passagem de destaque foi na fraca campanha da Euro 2008, em que ostentava a braçadeira de capitão. Desde 2016 atua como Técnico do New York City nos Estados Unidos. Por que jogava de terno? Patrick Vieira atuou em grandes clubes europeus conseguindo diversos títulos importantes. Chamava a atenção por seu poder de liderança, ostentando diversas vezes a faixa de capitão. Era um volante completo com força física, qualidade técnica, bom passe e chute forte, além de ser referência em desarmes e também na articulação de jogadas ofensivas. Por ser um jogador alto, fazia diferença nas jogadas áreas e dominava boa parte do campo. 👤 Patrick Donalé Vieira 👶 23 de Junho de 1976 (41 anos) 🏠 Senegalês 👕 Cannes (FRA), Milan (ITA), Arsenal (ING), Juventus (ITA), Internazionale (ITA), Manchester City (ENG) e Seleção Francesa. 🏆 Campeonato Inglês 97/98, 01/02 e 03/04, Copa da Inglaterra 97/98, 01/02, 02/03 e 04/05 (Arsenal); Liga dos Campeões 09/10, Campeonato Italiano 06/07, 07/08 e 08/09, Supercopa da Itália 06 e 08 (Internazionale); Copa da Inglaterra 10/11 (Manchester City); Copa do Mundo 98, Eurocopa 00, Copa das Confederações 01 e 03 (Seleção Francesa). 👑 Seleção da Eurocopa 00, Bola de Prata da Copa das Confederações 01, Artilheiro da Copa das Confederações 01, Seleção da Copa do Mundo FIFA 06, Melhor Jogador do Campeonato Inglês 00/01, Seleção do ano do Campeonato Inglês 98/99, 99/00, 00/01, 01/02, 02/03, 03/04, Time do ano da UEFA 00, Jogador Francês do Ano 00 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔(8) 📷 Getty Images #Volante #Arsenal #Internazionale #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006

  • Gilberto

    O classudo de hoje é aquele jogador que muitas vezes passa despercebido em nossas memórias e em conversas saudosistas sobre equipes campeãs ou que marcaram época. Porém, o atleta está longe de ser apenas mais um jogador em um elenco campeão. O Joga de Terno de hoje falará sobre o lateral esquerdo Gilberto. Gilberto, assim como grande parte dos jogadores, iniciou no futsal e, ainda na base, migrou para o campo. Em 1993 o jogador se profissionalizou pelo América do Rio de Janeiro e fez algumas partidas pelo clube carioca. Em 1995 o jogador chegou ao Flamengo e chegou a ocupar a vaga titular da equipe até meados de 96, quando perdeu espaço para um tal de Athirson. Sua passagem pela Gávea foi até 98, quando foi negociado com o Cruzeiro, mas logo se transferiu para a Europa. A passagem pela Itália, vestindo o terno da Internazionale, foi rápida e, após um ano no velho continente, o jogador volta ao Brasil, desta vez para defender as cores do Vasco. No cruzmaltino, Gilberto atuou ao lado de Romário, Juninho Paulista e Juninho Pernambucano e fez parte do elenco que foi campeão das Copas João Havelange e Mercosul, porém as lesões o impediram de atuar nas duas competições. O lateral teve passagens por outros clubes brasileiros e do exterior até voltar pro Cruzeiro, em 2009. Em sua segunda passagem pelo clube mineiro, desta vez já atuando como meio-campo, o jogador fez 80 partidas e marcou mais de 20 gols, em pouco mais de dois anos. Gilberto encerrou a carreira em 2014 no América-MG, mas segue atuando no meio futebolístico. Por que jogava de terno? Lateral seguro, de boa marcação e chegada à frente, Gilberto sempre teve o reconhecimento da torcida. Estas boas atuações o levaram para a Seleção Brasileira, em que o jogador atuou em duas Copas do Mundo (06 e 10), além de fazer parte dos grupos que venceram as Copas das Confederações de 2005 e América de 2007. 👤 Gilberto da Silva Melo 👶 25 de abril de 1976 (41 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América-RJ, Flamengo, Cruzeiro, Internazionale (ITA), Vasco da Gama, Grêmio, São Caetano, Hertha Berlim (ALE), Tottenham (ING), Vitória, América-MG e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Copa das Confederações 05 e Copa América 07 (Seleção Brasileira) 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,4) #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #Lateralesquerdo #Tottenham #Vasco #Brasil #SeleçãoBrasileira

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