Resultados de busca
758 resultados encontrados com uma busca vazia
- Um brasileiro na terra da rainha
Os anos 90 ficaram marcados para os brasileiros pela quantidade de craques ou apostas que os clubes revelaram das suas divisões de base. Neste período de 10 anos, muitos jogadores deram os seus primeiros passos rumo ao sucesso. E para o classudo de hoje, Osvaldo Giroldo Júnior, mais conhecido como Juninho Paulista, não foi diferente. O pequeno Osvaldo começou no futebol de salão do clube Juventus, localizado no bairro da Mooca em São Paulo. Marcado pela sua habilidade e velocidade nos lances, chegou ao Ituano para jogar nas categorias de base e juvenil, permanecendo até o ano de 93, quando se tornou profissional e disputou a primeira divisão do campeonato paulista. Após o campeonato estadual, o meia chamou a atenção de Telê Santana, que pediu a sua contratação no tricolor do Morumbi. No São Paulo, Juninho se projetou para o futebol nacional e internacional. Em sua primeira temporada, tornou-se peça chave no elenco que conquistou a Taça Libertadores, a Supercopa da Libertadores e a Copa Intercontinental, antigo nome dado ao Mundial Interclubes. No ano seguinte, o São Paulo consagrou-se o primeiro time da história a disputar dois campeonatos oficiais no mesmo dia: a Copa Conmebol e o Campeonato Brasileiro, e Juninho, o primeiro jogador da história a estar nas duas partidas. O meia completou a sua passagem pelo clube paulista com a conquista da Recopa Sul-Americana e a Copa Conmebol, no mesmo ano de 94. Em 95, após disputar um amistoso pela Seleção Brasileira contra os britânicos, no Estádio de Wembley, Juninho chamou a atenção do Middlesbrough, tradicional clube inglês conhecido como “The Boro”, concretizando a sua primeira passagem pela terra da rainha. Em ótima forma e atraindo olhares do mundo inteiro, chegou ao Atlético de Madrid, mas sua passagem foi rápida devido a uma entrada forte do lateral Michel Salgado, no jogo contra o Celta de Vigo, que resultou em uma fratura em fevereiro de 98, deixando o meia de fora da Copa do Mundo vencida pela França. Com a queda do Atlético de Madrid em 99, para a segunda divisão espanhola, Juninho retornou ao Middlesbrough no início de 00, sendo emprestado rapidamente ao Vasco da Gama do Rio de Janeiro. Com o terno cruzmaltino, Juninho tornou-se o Juninho Paulista, apelido usado para diferenciar o meia do seu companheiro de equipe, o também Juninho, porém, Pernambucano. Atuando ao lado de Romário, Euller e Viola, o meia conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul em 00. Em 02, com salários atrasados no clube da colina, o meia passou a vestir a camisa do Flamengo. Embora a sua passagem pelo clube da Gávea não tenha sido emblemática, o jogador foi convocado por Luís Felipe Scolari a disputar a Copa do Mundo de 02, tendo conquistado o pentacampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Passada a Copa do Mundo, Juninho retornou ao Middlesbrough e participou do título da Copa da Liga Inglesa, o mais expressivo da história do clube, entrando para o quadro de lendas e ficando conhecido como um rei pelos adeptos do “The Boro”. Depois de duas temporadas, prejudicado por uma série de lesões, chegou ao Celtic da Escócia, em que conquistou a Copa da Escócia em 05. Com o prestígio desgastado no Reino Unido, Juninho se transferiu ao Palmeiras e logo após, teve passagens pouco importantes pelo Flamengo e pelo Sydney da Austrália, retornando em 09 ao Ituano, clube que o revelou ao futebol profissional. Em 10, Juninho revezou entre a administração do clube paulista e a carreira de atleta, pendurando as chuteiras em 7 de abril, aos 37 anos, livrando o Ituano do rebaixamento para a segunda divisão do campeonato paulista. Pela Seleção, além da Copa do Mundo de 02, Juninho Paulista também conquistou a Copa das Confederações em 97. Por que jogava de terno? Apesar das lesões e das breves passagens no fim da sua carreira por clubes brasileiros, Juninho Paulista foi um meia ofensivo extremamente habilidoso, rápido e objetivo, que conquistou diversos títulos nacionais e internacionais nas equipes em que jogou, na maioria das vezes, sendo peça chave. Na conquista da Copa da Liga Inglesa pelo Middlesbrough, foi coroado o melhor jogador da história do clube e é considerado por muitos como um dos jogadores mais talentosos produzidos pelo futebol brasileiro na memorável década de 90. 👤 Osvaldo Giroldo Júnior (Juninho Paulista) 👶 22 de fevereiro de 1973 (45 anos) 🏠 Brasileiro 👕Ituano (BRA), São Paulo (BRA), Middlesbrough (ING), Atlético de Madrid (ESP), Vasco da Gama (BRA), Flamengo (BRA), Celtic (ESC), Palmeiras (BRA), Sydney FC (AUS) e Seleção Brasileira. Títulos Principais: Copa Intercontinental 93, Taça Libertadores da América 93, Supercopa da Libertadores 93, Recopa Sul-Americana 94, Copa Conmebol 94 (São Paulo); Campeonato Brasileiro 00, Copa Mercosul 00 (Vasco da Gama); Copa da Liga Inglesa 04 (Middlesbrough); Copa da Escócia 05 (Celtic); Copa do Mundo 02, Copa das Confederações 97 (Seleção Brasileira). 👑 Melhor jogador da história do Middlesbrough , Melhor jogador brasileiro a atuar na Inglaterra – The Sun 08, Melhor jogador brasileiro da história do Campeonato Inglês – The Sun 08, Melhor jogador da temporada 95/96, 96/97 e 04 (Middlesbrough). Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,6) 📸 Autor desconhecido #SãoPaulo #Vasco #Middlesbrough #Brasil #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo2002 #Meia
- Recordista da Fiel
Na história da equipe do Parque São Jorge, se você pensar em um lateral-esquerdo, um dos nomes obrigatórios que você deve lembrar é Wladimir. Um dos maiores especialistas no setor, Wladimir tem como recorde ser o jogador que mais vestiu a camisa alvinegra. Em uma época de campeonatos estaduais valorizados no Brasil é importante ressaltar a importância do jogador para o Corinthians. Venceu quatro paulistas, com destaque para dois. O primeiro em 77 foi de longe o título mais importante para o clube em termos de emoção.Principalmente por ter tirando o clube paulista de uma longa fila de títulos. O segundo destaque é para o título de 82, em meio ao movimento da democracia corintiana. Movimento esse que Wladimir foi um dos idealizadores. Só jogou sete jogos pela seleção brasileira devido a grande concorrência que tinha na época. Mas foi importante na campanha de 83 da Copa América, onde a seleção canarinho levaria o vice-campeonato. Depois que saiu do Corinthians passou por Ponte Preta e Santo André. No Santo André fez seu primeiro jogo contra o time corintiano e venceu em uma ótima partida. Dois anos depois de sua saída, ele voltaria ao clube, mas sem grandes destaques. Tem como carinho e seu momento mais inesquecível no futebol a invasão corintiana no Maracanã. Em um placar de 1 a 1 no tempo normal, Fluminense x Corinthians decidiu a vaga para a final do Brasileiro de 76. Mas perderia o título diante do Internacional de Porto Alegre. Por que jogava de terno? Wladimir foi um lateral seguro e extremamente técnico. Para especialistas na área o melhor de sua posição da história do Corinthians. Com 805 jogos com a camisa corintiana, é um ídolo incontestável que marcou sua geração. 👤 Wladimir Rodrigues dos Santos 👶 29 de agosto de 1954 (63 anos) 🏠 Brasileiro 👕Corinthians (BRA), Santo André (BRA), Ponte Preta (BRA), Cruzeiro (BRA), Santos (BRA) Títulos Principais: Campeonato Paulista 77, 79, 82 e 83 👑 Nenhuma premiação de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,5) 📸 Autor Desconhecido #Corinthians #Lateralesquerdo #Brasil #SeleçãoBrasileira
- Um homem de muitos talentos
Se você viu o Manchester United do Sir Alex Ferguson jogar, você viu um cometa raro passar pelo futebol que não tem data de previsão de retorno. Diferente do atual plantel, que sofre pra recuperar sua identidade, os Diabos Vermelhos das décadas de 90 e 00 eram uma das maiores forças mundial fazendo frente a Real e Barça. Textos e mais textos são necessários para enaltecer todos os feitos, que não são poucos, conquistados pela equipe e o consagrado de hoje, Gary Neville. Um homem de um terno só, Neville fez sua estreia na temporada 94/95 e dedicou 17 anos de serviço ao time mais glorioso da cidade de Manchester. Somando mais de 600 aparições e 20 títulos, Gary, que não pode ser confundido com seu irmão gêmeo Phil Neville, é o 5 quinto jogador que mais vestiu a camisa da equipe. Pela esquadra da Rainha, Gary soma 85 partidas sendo o lateral-direito que mais disputou jogos pela seleção, e muito provavelmente o melhor que os britânicos já viram jogar. Seus talentos não se resumem apenas a jogar bola. Se destaca também no mundo dos negócios, sendo dono junto a outros ex atletas do Manchester United, de um clube de futebol, o Salford City. Foi assistente técnico de sua seleção e treinador, por uma temporada, comandou a equipe do Valência durante a temporada 15/16. Por fim, também escreve e comenta sobre futebol e seu jeito sincero e ríspido sempre gera polêmicas e atritos com outras figuras do mundo da bola. Por que jogava de terno? Se técnica e talento faltavam em seu repertório, Gary Neville compensava com entrega, vontade e disciplina. Seu estilo de jogo era seguro e mais eficiente na parte defensiva. Durante cinco anos ostentou a braçadeira de capitão e fez juz com sua forte liderança. 👤Gary Alexander Neville 👶18 de fevereiro de 1975 🏠Inglês 👕Manchester United e Seleção Inglesa 🏆Premier League 96, 97, 98, 99, 00, 01, 03, 07, 09. Copa da Inglaterra 96, 99, 04. Champions League 99 e 08. Mundial de clubes 99 e 08. 👑Hall da Fama do futebol inglês em 15 Classomêtro: 👔👔👔👔👔👔👔👔(8) 📸 Michael Regan/Getty Images #ManchesterUnited #SeleçãoInglesa #Lateraldireito #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2006
- O capitão do time das eternas promessas
Segundo o dicionário, a palavra decepção significa, dentre vários sinônimos, uma frustração. Uma palavra que cabe tão bem para este classudo, quanto a camisa do time de coração em nosso corpo. Balotelli é um jogador que sempre ouviu as opiniões serem divididas quando se tratavam dele, afinal, que personalidade tem este eterno garoto! Com pouca bagagem de futebol profissional, Mário já usava a camisa do Milan. Porém do jeito errado! Revelado na Inter de Milão, o jovem jogador havia vestido a camisa do maior rival em um programa de televisão, mesmo defendendo a equipe Nerazzurri! Esta seria a primeira polêmica, nas quais o classudo se envolveu. "Mas um jogador que resolve dentro de campo, pouco importa o que faz fora." Esta frase é uma espécie de escudo para jogadores de atitudes rebeldes. E servia muito bem para Mário. Dono de um chute potente, quem esquece os dois gols contra a Alemanha na Euro 2012? A cidade de Varsóvia se rendia ao jovem jogador! Cada vez mais a carreira dele crescia, cada vez mais o ego dele crescia! Promissor demais! Ballon d'Or era um objetivo e não um sonho. E para tentar ficar mais perto deste objetivo, o italiano trocou a liga natal para a poderosa Premier League, destino: Manchester City. E foi por lá mesmo em que Balotelli conquistou o prêmio Golden Boy! Que momento! Mas foi em alguns meses após a conquista do título de melhor jogador jovem do mundo que a carreira começou a balançar. Tudo o que era exclamação virou reticência seguida de um ponto de interrogação. Com Sérgio Aguero se sobressaindo, Balotelli foi perdendo espaço e ganhando o banco dos Cityzens, os cartões eram mais frequentes que boas atuações. Nessa ocasião, o craque ainda era craque! Pensaria a diretoria do Milan, que desembolsava 20 milhões de euros para tirar o nosso classudo da Inglaterra. O mesmo virou jogador de estalos... Um estalo no começo de sua trajetoria pelo clube rossoneri seria tudo o que faria por lá. A partir deste momento (Pós copa de 2014) foi onde Mário voltaria para a Inglaterra para sofrer com lesões atuando pelo Liverpool e não deixando saudade alguma na terra dos Beatles. A volta pra Itália era certa, afinal ele sempre voltava! E nesta foi pior, nem um estalo sequer no time de Beruscloni... Inglaterra de novo??? Não! O atleta preferiu se render a um clube de menor expressão mundial para se reerguer. O destino era Nice, França, onde se encontra até hoje fazendo uma dupla bacana de resenha com o baiano Dante. E como ele está lá? Retomando o bom futebol e bem disciplinado...até a página seguinte, afinal, este é o super Mário Balotelli! Por que joga de terno? Dono de uma perna direita potente, rápido e forte. Tem faro de gols e de confusões. Não se abate dentro de campo e corre os 90 minutos com intensidade invejável (Contrariando alguns episódios de "corpo mole" no treino como disse José Mourinho). 👤 Mário Barwuah Balotelli 👶 12 de Agosto de 1990 (27 anos) 🏠 Italiano 👕 Inter de Milão, Manchester City, Milan, Liverpool, Nice e Seleção Italiana 🏆 (Principais) Campeonato Italiano 06/07, 07/08, 08/09 e 09/10 (Inter de Milão); Copa da Itália 09/10 (Inter de Milão); Campeonato Inglês 11/12 (Manchester City); Copa da Inglaterra 10/11 (Manchester City). 👑 Golden Boy 2010 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) 📷IDaniele Mascolo/EFE #SeleçãoItaliana #Milan #Atacante #CopadoMundo2014
- O Rei David
O classudo de hoje se orgulha de dizer que é um dos ídolos de uma das maiores equipes de futebol do mundo, está no hall dos maiores artilheiros do clube e fez parte da esquadra de um dos elencos mais lembrados e falados do início do século 21: a Juventus de Turim. Além disso, o atleta pode dizer também que fez parte da seleção que deu o primeiro título mundial para o seu país, vencendo APENAS o maior campeão das Copas do Mundo. Já sabe quem é? Não? Aqui vai outra dica: Ele é francês de nascimento, argentino de coração e carrega um carinho imenso pela Itália. Adivinhou agora? O Joga de Terno fala hoje de ninguém mais, ninguém menos, que David Trezeguet, o Trezegol. Trezeguet carrega o sobrenome de seu pai, ex-jogador argentino que atuava na França quando o filho nasceu. Aos dois anos de idade Trezeguet volta com a família para a Argentina e é por lá que o jogador inicia sua carreira futebolística seguindo os passos do pai. Na Argentina Trezeguet vestiu as cores do modesto Platense, clube no qual se profissionalizou. Sua primeira partida profissional aconteceu quando Trezeguet tinha apenas 16 anos. Por dois anos atuou na principal divisão da Argentina, embora não tenha jogado com frequência. Em 95 o jogador ruma para Europa e chega ao Mônaco, time que atua por cinco anos. No Mônaco ganhou destaque atuando ao lado de um garoto chamado Thierry Henry. Em 124 jogos foram 62 gols, feito que lhe rendeu o apelido de Rei David. Ainda pela equipe do principado, Treze conseguiu o feito de gol em finalização mais potente da história da Liga dos Campeões, com 157km/h. As boas atuações no Campeonato Francês lhe renderam a convocação para a Copa do Mundo de 1998. Após a conquista do título inédito com a França, o jogador retorna ao Mônaco, mas não demora muito a ser negociado com a Juventus. Em 2000 o jogador desembarca na Itália. Com o terno da Vecchia Signora Trezeguet atua ao lado de nomes como Del Piero, Nedved, Thuram, Davids, Camoranesi, Ibrahimovic e tantos outros. Na equipe bianconera joga por 10 anos, conquista dois Campeonatos Italianos e duas Super Copas da Itália. A equipe ainda conquistou o título italiano de 05/06, mas a participação da diretoria na compra de árbitros no escândalo de manipulação de resultados revogou o título. Pela Juve Trezeguet faz 317 jogos e 170 gols, ficando na 5ª posição dos maiores artilheiros da Juve, sendo o maior artilheiro estrangeiro. Em 2010 o clube rescinde contrato com o atacante que ruma para o Hércules, mas fica apenas uma temporada na equipe espanhola. Em 2012 o jogador decide voltar ao futebol que o revelou para o mundo depois de 18 anos, assina contrato com o River Plate e faz parte da campanha do retorno do Millionários à primeira divisão do Campeonato Argentino. Após dois anos no clube, o jogador é negociado com o Newell's Old Boys onde atua por mais dois anos. Em 2015, aos 37 anos, o jogador anuncia a aposentadoria do futebol. Por que jogava de terno? Oportunista, finalizador nato e com um posicionamento invejável, Trezegol era considerado o craque da grande área. Ser artilheiro temporada após temporada, primeiro pelo Mônaco e depois pela Juventus, foi algo que aconteceu de forma natural e é por isso que o craque marcou época. 👤 David Sergio Trezeguet 👶 15 de outubro de 1977 (40 anos) 🏠 Francês 👕 Platense (ARG), Mônaco (FRA), Juventus (ITA), Hércules (ESP), Baniyas (EAU), River Plate (ARG), Newell's Old Boys (ARG), Pune City (IND) e Seleção Francesa. 🏆 Principais: Campeonato Francês 96/97, 99/00 (Mônaco), Campeonato Italiano 01/02 e 02/03 (Juventus), Copa do Mundo 98 e Eurocopa 00 (Seleção Francesa) 👑 Jogador Jovem do Ano do Campeonato Francês 98 e Artilheiro do Campeonato Italiano 02 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,6) #Atacante #Mônaco #SeleçãoFrancesa #Juventus #CopadoMundo1998 #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2006
- Gold Star: A História oficial das Copas do Mundo FIFA
Véspera da Copa do Mundo é a temporada ideal para lançamento de produtos que aquecem o clima para o maior evento do esporte bretão no mundo: quadros em programas esportivos relembrando algumas edições ou partidas, álbum de figurinha, lançamento das camisas das seleções... Tudo isso ajuda a agitar torcida e a criar o clima ideal para a Rússia 2018. E Gold Star: A história Oficial das Copas do Mundo FIFA é mais um desses elementos. Disponível na Netflix, é uma microssérie de três episódios com 1 hora cada. A produção é estadunidense e apenas é autorizada pela FIFA, ou seja, já cai por terra o "oficial" do nome. Bom, e o nome aliás pode causar uma certa frustração no telespectador. Acontece que o pretensioso título dá a entender que teremos realmente a história das copas contadas nessas três horas totais de série. Mas, o que temos, é um apanhado de dados, fatos, ícones e "top 10 coisas" ao longo da produção. O que não é ruim, claro. O tempo todo a microssérie se preocupa em ilustrar a narração com imagens primorosas de jogos que aconteceram nas 20 edições existentes. E isso se faz em divisão de quadros: uma delas é o "ícones" em que se fala dos grandes jogadores que marcaram a história das Copas, por exemplo. Há também os Top10, que são rankings (polêmicos!) de lances que vão de maiores golaços de faltas, passando por maiores gols de voleios (numa definição um tanto quanto estranha) e até grandes defesas. Há um outro quadro, chamado Fatos, que talvez seja um dos pontos mais bacanas da produção: é o momento em que se fala de outras modalidades e das categorias de base. Aqui, há espaço para a Copa do Mundo de bases, ao Futebol de Areia, ao Futsal, à Copa das Confederações e até mesmo ao E-Sport com o jogo oficial da FIFA no campeonato Mundial. O Futebol Feminino não é esquecido é tem um tempo respeitável na obra. Fala-se da Copa do Mundo do gênero, das categorias de base e de grandes nomes da modalidade. Mas, certamente, o grande ponto forte da obra é o resgate de histórias de rivalidades e de partidas. Neste momento, a narração possui uma linha de condução que permite afirmar que dois países possuem rivalidades se baseando em grandes partidas de copas, o que é magnífico. Quando há um contexto mais histórico, ele não se omite, como em Inglaterra x Argentina e a rixa por causa das Malvinas. O problema todo é a condução da edição em si. Os quadros aparecem de uma hora pra outra e de início você pode se perder e não entender exatamente o que está acontecendo ali. Há também uma leve preferência em se destacar Maradona no meio a tantos craques. Não é explicito, mas o expectador mais atento pode perceber isso, porque nomes como Ronaldo e Zidane, por exemplo, são pontualmente citados. Outros como Cruyff e Pelé tem seus justos e espaços e menções, mas nada como o craque eterno da Argentina. Vale a pena assistir? Como dito, o nome faz você ter uma expectativa acima do que realmente é a obra. Um apanhado de dados, gols memoráveis, nomes eternos ou mesmo as justas citações de outras modalidades de futebol não te contam a história oficial das Copas. Não precisava ser algo cronologicamente contado, mas algumas coisas ali são facilmente vistas em outros lugares, como o ranking de jogadores mais jovens a participar das copas, por exemplo. Essas informações a gente acha numa "googlada" fácil. Também faltou depoimentos de quem faz isso acontecer de verdade, os jogadores (sim, não tem um!). Ainda assim, é um bom passatempo se você estiver procurando alguma coisa interessante na Netflix. Mas a qualidade das imagens que você verá aqui, não serão encontradas tão facilmente no youtube! 🎥 Gold Star: a história oficial das Copas do Mundo FIFA 👤🎥 Richard Horne e Mark Harrowell 📅 2017 💻 Disponível na Netflix Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬 (7) 📷 Divulgação
- O maior artilheiro do Boca
O perfilado de hoje do JdT foi um goleador nato durante toda a carreira. Não à toa, pode gabar-se da artilharia máxima de um dos maiores times da Argentina. Em duas passagens que totalizaram 10 anos pelo Boca Juniors, Martín Palermo anotou 236 gols e conquistou tudo o que podia. Também teve a oportunidade de defender "la selección albiceleste" com considerável mérito, além de vestir importantes ternos como os de Estudiantes e Villarreal. E foi justamente na equipe de La Plata que Palermo deu o pontapé inicial em sua trajetória. Estreou pela equipe profissional do Estudiantes com apenas 18 anos em 1992. Ficou no clube até 1997. Foi o suficiente para Martín mostrar a que veio. Os primeiros anos foram difíceis, mas, após algumas temporadas, o atacante aproveitou a má fase do time à época para ganhar espaço. Foi campeão da segunda divisão argentina e obteve destaque, despertando interesse de clubes maiores. Quem levou seu futebol foi o Boca Juniors, para alegria da torcida xeneize. Recém chegado ao Boca em 1997 com a moral de ter sua contratação indicada por Maradona, Palermo se tornou ídolo rapidamente. Formando grande dupla de ataque com o antigo rival do Gimnasia y Esgrima de La Plata, Guillermo Barros Schelotto (hoje técnico do Boca), Martín foi um dos destaques daquele esquadrão multicampeão. Jogando com craques como Caniggia, Riquelme e Samuel, trouxe os títulos de volta à Bombonera depois de muitos anos, também por conta da chegada de Carlos Bianchi ao comando técnico. Os gols vieram em fartura, chamando a atenção do futebol europeu. Com os dois tentos contra o Real Madrid na vitoriosa final da Copa Intercontinental de 2000, o interesse chegou ao seu ápice e a saída parecia iminente. O destino seria o Villarreal. Palermo chegou à equipe espanhola por 7,6 milhões de euros com a expectativa de comandar o ataque amarelo. Infelizmente, o argentino não deslanchou. E pra piorar, teve alguns azares bem particulares. Na segunda temporada pelo clube, fez um gol e foi comemorar junto à torcida, mas a euforia dos adeptos derrubou um muro que caiu sobre a perna do atacante. Resultado: tíbia e fíbula quebrada. Depois disso, Martín não recuperou a forma na Espanha. Após duas breves passagens por Bétis e Alavés, voltou ao Boca em 2004. Uma vez mais em casa, na mítica Bombonera, Palermo voltou a ser o grande atacante que conquistou a Argentina. Jogou pelo Boca até 2011, quando se aposentou com mais e mais homenagens. A segunda passagem do ‘Loco’ foi vitoriosa como a primeira, com direito a mais um título de Libertadores, sem contar as conquistas nacionais. Gols obviamente não faltaram. As lesões novamente o atrapalharam e impediram voos maiores, mas Palermo deu a volta por cima como não fizera na Espanha. Tanto que teve a oportunidade, em 2010, de disputar a sua primeira e única Copa do Mundo. Martín pôde anotar um tento na partida contra a Grécia, superando Maradona como o goleador mais velho da Argentina em um Mundial. O gol também serviu como uma memória final positiva para Palermo, que tinha trajetória manchada na seleção por perder 3 pênaltis em um mesmo jogo contra a Colômbia. Fato é que em 15 partidas pelo time nacional, fez bons 9 gols. E a idolatria no Boca é, e sempre será, inquestionável. Por que jogava de terno? Um típico camisa nove, o canhoto Palermo era um centroavante completo que "fedia" a gol. Alto (1,88m) e forte, aproveitava-se de seu vigor físico para se impor frente aos zagueiros. Excelente na bola aérea, marcou de cabeça até de fora da área. Mas Palermo era igualmente capaz de arrematar de modo pouco convencional. Não foram poucos os seus tentos de voleio e bicicleta. Assim como não faltaram hat-tricks e jogos em que marcou quatro vezes. Não fossem algumas lesões e uns pênaltis perdidos, teria um reconhecimento ainda maior, com merecimento. 👤 Martín Palermo 👶 7 de novembro de 1973 (44 anos) 🏠 Argentino 👕 Estudiantes (ARG), Boca Juniors (ARG), Villarreal (ESP), Bétis (ESP), Alavés (ESP), Boca Juniors (ARG) e Seleção Argentina. 🏆 Campeonato Argentino - Segunda Divisão 94/95 (Estudiantes); Campeonato Argentino 98, 99, 00, 05, 06, 08, Copa Sulamericana 04 e 05, Copa Libertadores 00 e 07 e Copa Intercontinental 00 (Boca Juniors). 👑 Artilheiro do Campeonato Argentino 98 e 07, Jogador Sul-americano do Ano 98 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 7,2 #BocaJuniors #Estudiantes #Villareal #RealBetis #SeleçãoArgentina #Atacante #CopadoMundo2010
- Entre altos e baixos
Na carreira de jogador de futebol profissional, nenhuma tem tantos altos e baixos quanto a de um goleiro. Talvez porque seja difícil manter o nível de excelência por tanto tempo na posição mais exigida, mais cobrada e mais sujeita a falhas. Mas por outro lado, a grande fase de um goleiro nunca será esquecida. É o caso do nosso personagem de hoje. Jens Lehmann foi o arqueiro da Alemanha na Copa que o país disputou em casa em 2006. E também fez história com o terno do Arsenal, quase conquistando o tão sonhado título da Liga dos Campeões para os Gunners. Mesmo sendo expulso na decisão do título contra o Barcelona, Lehmann até hoje é idolatrado pela torcida. Mas vamos ao começo da carreira. Desde o primeiro clube, o Schalke 04, ele começou a mostrar a importância em jogos decisivos. Ele chegou ao clube em 1988 e teve o grande momento na final da então Copa da Uefa 1996-97, hoje Liga Europa, quando defendeu um pênalti de Zamorano, da Inter de Milão, e ajudou o time alemão a conquistar o título. O sucesso fez ele se transferir para o Milan, em 1998, mas na Itália ele não foi tão bem. Tanto que no ano seguinte, retornou à Alemanha para defender o Borussia Dortmund. Depois de um título alemão e um vice da Copa da Uefa, chegou ao clube onde viveu o melhor momento. Desembarcou no Arsenal em julho de 2003, para ter a difícil missão de substituir David Seaman, que estava em fim de carreira. O time do Arsenal era um dos mais fortes da Liga dos Campeões 2005-06, o que se comprovava com os resultados. Lehmann era um dos destaques daquele grupo, com grandes defesas, incluindo o pênalti de Riquelme, do Villareal, na semifinal. Só que na decisão contra o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, Lehmann foi expulso aos 18 minutos do primeiro tempo, ao cometer falta em Eto’o. Mesmo perdendo a partida por 2 a 1, ele foi eleito pela Uefa como o melhor goleiro da temporada. O resultado o garantiu como titular da Alemanha na Copa de 2006. Ele já vinha sendo convocado desde 98, mas ainda era o reserva de Oliver Kahn. Foi nesta temporada que ele assumiu o posto de principal goleiro do país. E nem mesmo os dois gols sofridos na estreia, na vitória por 4 a 2 sobre a Costa Rica, diminuíram seu prestígio. A principal atuação dele na competição foi nas quartas de final, contra a Argentina, quando defendeu as penalidades de Ayala e Cambiasso e garantiu a Alemanha na semifinal. O time da casa acabou perdendo a chance de ir à decisão ao ser derrotado para a Itália nos minutos finais da prorrogação e Lehmann nem jogou a disputa de terceiro lugar – Kahn assumiu o posto como último jogo com a camisa alemã. Lehmann foi ainda o goleiro da Alemanha vice-campeã da Euro 2008. Ele seguiu no Arsenal, mas em 2007, após sofrer uma lesão, perdeu a posição para Almunia. E acabou deixando os Gunners no ano seguinte, indo parar no Stuttgart. Em junho de 2010, aos 40 anos, anunciou a aposentadoria. Mas, a pedido do técnico do Arsenal, Arsene Wenger, retornou em 2011 para compor o elenco que sofria com constantes lesões. Fez uma última partida contra o Blackpool, em abril, e aposentou-se de vez ao fim da temporada. Por que jogava de terno? Lehmann foi um dos principais jogadores do Arsenal que encantou o mundo em meados dos anos 2000. Era tão adorado pelas grandes defesas que a torcida o apelidou de “Crazy Jens”. Ele foi decisivo na campanha do time que sonhava em conquistar o inédito título da Liga dos Campeões, mas acabou expulso na decisão. Mesmo sendo considerado culpado por alguns torcedores e até ter sua capacidade de recuperação posta em dúvida pela imprensa alemã, Lehmann não se abateu e foi um dos grandes nomes da Copa do Mundo daquele mesmo ano. Além de fazer grandes defesas e ser muito bom em bolas aéreas, destacou-se em cobranças de pênaltis de competições importantes. 👤 Jens Gerhard Lehmann 👶 10/11/1969 (48 anos) 🏠 alemão 👕 Schalke 04, Milan, Borussia Dortmund, Arsenal, Stuttgart e Seleção Alemã. 🏆 Copa da Uefa 97 (Schalke 04); Campeonato Alemão 02 (Borussia Dortmund); Campeão Inglês e da Copa da Inglaterra 04 (Arsenal). 👑 Goleiro do ano na Europa 97 e 06, Melhor goleiro da Uefa 06 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 7,9 📷 Ian Hodgson #Milan #BorussiaDortmund #Arsenal #SeleçãoAlemã #Goleiro
- De injustiçado à lenda
Palco de brigas, desentendimentos e semblantes de tristeza. Para muitos atletas e adeptos do futebol mundial, o banco de reservas é um lugar hostil e nada confortável. No entanto, de tempos em tempos, surgem jogadores extremamente profissionais, que mesmo “sofrendo” com o título de reserva, se tornam grandiosos e aproveitam ao máximo as chances que lhes são dadas. Este é ocaso do lendário goleiro polonês Jerzy Dudek que, de banco em banco, se tornou o herói do Liverpool em uma final da Liga dos Campeões, com uma das maiores viradas da história do futebol. Nascido em Rybnik, Dudek começou sua carreira no futebol profissional aos 18 anos de idade e fez a sua estreia pelo Concordia Knurów, time em que jogava na terceira divisão polonesa, no ano de 1991. Naquela época, já demonstrou que seria um grande goleiro. Em quatro temporadas no clube, ele se tornou um recordista, jogou 416 minutos sem sofrer um gol. Em 1995, Dudek se transferiu para o Sokól Tychy, disputando a primeira divisão polonesa por apenas uma temporada. A passagem por lá foi rápida e trivial, ele apareceu apenas em metade dos jogos e o clube terminou o campeonato no meio da tabela. Foi aí que começou a sua história com o banco de reservas. No ano seguinte, aos 23 anos, ele foi transferido a custo zero para o Feyenoord da Holanda. Porém, teve que aquecer o banco durante um ano até conseguir estrear pelo clube. Dudek foi reserva do grande goleiro holandês Ed de Goeij. Com a transferência de Ed para o Chelsea em 97, Dudek se tornou o titular absoluto da equipe de Rotterdam nas quatro temporadas seguintes, conquistando nesse tempo, o Campeonato Holandês em 98/99, seguido da Supercopa da Holanda em 99. Eleito duas vezes como o Goleiro do Futebol Holandês em 98/99 e 99/00, ele encerrou a sua passagem pelo Feyenoord em 2001, sendo vendido ao Liverpool por 7,4 milhões de euros. Foi vestindo o terno dos Reds, que Dudek conseguiu se consagrar uma lenda. Chegou como titular absoluto e ao final da sua primeira temporada pelo clube, foi indicado ao lado de Oliver Kahn e Gianluigi Buffon, ao prêmio de goleiro do ano da UEFA. Na temporada seguinte, conquistou a Copa da Liga Inglesa, sendo o homem da partida na final contra o Manchester United. Mas foi em 2005 que Dudek foi impecável. Titular absoluto do Liverpool, o goleiro foi imortalizado na história do clube na final da Liga dos Campeões, em que o Milan derrotava os Reds por 3x0 no primeiro tempo e o Liverpool conseguiu buscar o empate na segunda etapa e levar o resultado para os pênaltis. Usando sua famosa dancinha, semelhante a que o ex-goleiro do Liverpool Bruce Grobbelaar criou para distrair os cobradores adversários, na final da Copa dos Campeões de 1984. Dudek defendeu as cobranças de Andrea Pirlo e Andriy Shevchenko, levando a Taça para o Anfield. Após uma lesão no braço na temporada 05/06, que o tirou da disputa do Mundial Interclubes, Dudek foi injustiçado pelo técnico Rafael Benitez, que colocou o recém-chegado Pep Reina para guardar a rede dos Reds. Na ocasião, o goleiro polonês chegou a acusar o treinador de “tratá-lo como um escravo”. Sendo assim, nas duas temporadas após o episódio, Dudek só atuou doze vezes, encerrando assim, o melhor momento de toda a sua carreira. Em 2007, aos 34 anos, Dudek se transferiu para o Real Madrid. No clube merengue, o goleiro polonês ‘pegou banco’ para Iker Casillas, participando apenas de 12 partidas pelo clube da capital espanhola. No entanto, por seu caráter e profissionalismo, recebeu elogios e reconhecimento de todos os torcedores e dirigentes do Real, bem como de alguns jornalistas espanhóis. No clube de Madrid, Dudek conquistou o Campeonato Espanhol, a Supercopa da Espanha e a Copa do Rei. No dia 21 de maio de 2011, ele fez o último jogo da sua carreira por um clube profissional. O Real venceu o Almería por 8 a 1 e o goleiro polonês foi substituído aos 32 minutos do segundo tempo, sendo ovacionado por todo o Santiago Bernabéu, recebendo também os carinhos dos companheiros de equipe. Pela seleção, Dudek encerrou sua carreira tendo participado de 59 jogos com o terno da Polônia. Porém, em 2013, recebeu um convite da Federação Polonesa de Futebol para fazer um jogo de despedida e completar 60 jogos pela seleção. O goleiro atuou por 34 minutos na vitória por 2 a 0, no amistoso contra a seleção do Liechtenstein. Assim, Jerzy Dudek entrou para o quadro de honra da seleção polonesa e se tornou o jogador mais velho a disputar uma partida pela Polônia, tendo 40 anos e 73 dias. Por que jogava de terno? Jerzy Dudek foi um exemplo de atleta. Referência como goleiro, com ótima qualidade técnica, habilidades no gol e crescendo sempre em jogos importantes. Foi um ótimo profissional, ídolo por onde passou e, principalmente, com humildade suficiente para ficar no banco de reservas, respeitando sempre os seus companheiros titulares e, quando tinha chances, brilhava. 👤 Jerzy Dudek 👶 23 de março de 1973 (45 anos) 🏠 Polonês 👕Concordia Knurów (POL), Sokól Tychy (POL), Feyenoord (HOL), Liverpool (ENG), Real Madrid (ESP) e Seleção Polonesa. 🏆Campeonato Holandês 98/99, Supercopa da Holanda 99 (Feyenoord); Liga dos Campeões 04/05, Supercopa da UEFA 05/06, Copa da Inglaterra 05/06, Copa da Liga Inglesa 02/03, Supercopa da Inglaterra 06/07 (Liverpool); Campeonato Espanhol 07/08, Supercopa da Espanha 08, Copa da Espanha (Copa do Rei) 10/11 (Real Madrid). 👑 Melhor jogador da Copa da Liga Inglesa (Troféu Alan Hardaker) 03 (Liverpool), Melhor goleiro do futebol holandês do ano 98/99 e 99/00 (Feyenoord). Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,8) 📷 Getty Images #Liverpool #Feyenoord #RealMadrid #SeleçãoPolonesa
- Um autêntico camisa 9
No muro das lamentações do futebol, o que mais se ouve, especialmente dos saudosistas, é que “o Brasil não tem mais camisas 9 como antigamente”. E o personagem de hoje do Joga de Terno é um desses que deixou saudades. Luís Carlos Tóffoli, o Gaúcho, não tinha a técnica de Careca, Müller e outros da mesma geração. Mas compensava com muita vontade em campo e foi decisivo em vários jogos, especialmente com a camisa do Flamengo. Natural de Canoas (RS), Gaúcho foi revelado pelo rubro-negro carioca ainda em 1982, mas só brilhou mesmo entre 90 e 93, quando foi campeão da Copa do Brasil de 90, do Brasileiro de 92 e Carioca de 91. Foi artilheiro do estadual em 90 e 91, da Libertadores de 91 e da Supercopa Libertadores 91. É um dos exemplos de camisas 9 que, apesar de não serem craques, deram certo no Flamengo, caso do folclórico Nunes e de jogadores que vieram depois dele, como Obina e Hernane Brocador. O curioso é que o jogador já havia se destacado em 1988, quando Palmeiras e Flamengo se enfrentaram no Campeonato Brasileiro. Jogando pelo Verdão, o atacante acabou indo para o gol depois que Zetti se machucou. Como na época o regulamento dizia que, em caso de empate, todos os jogos iriam para os pênaltis, coube a ele se consagrar ao defender as cobranças de Zinho e Aldair. Gaúcho ainda tentou a carreira fora do Brasil, no Lecce e no Boca Juniors, mas acabou voltando ao Brasil em 1994, sendo campeão mineiro com o Atlético-MG no ano seguinte. Encerrou a carreira em 1996, no Anápolis. Em 2001, foi um dos fundadores do Cuiabá Esporte Clube, hoje um dos principais times do Mato Grosso. Tentou a carreira de treinador, comandando o Mixto e a Luverdense entre 2010 e 2011. Faleceu em 17 de março de 2016, aos 52 anos, vítima de câncer de próstata. Por que jogava de terno? Mesmo não sendo craque, Gaúcho era um atleta que demonstrava muita vontade. Exímio cabeceador, foi fundamental na campanha do Flamengo no título da Copa do Brasil de 90 e no Brasileiro de 92, marcando gols decisivos. Fez parte de uma geração onde a irreverência era uma marca registrada, especialmente nas comemorações. Com o terno do Flamengo, marcou 98 gols em 198 jogos e com o do Palmeiras, foram 31 em 79 partidas. 👤 Luís Carlos Toffoli 👶 7 de março de 1964, faleceu em 17 de março de 2016 (52 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, XV de Piracicaba, Grêmio, Verdy Kawasaki-JAP, Santo André, Palmeiras, Lecce-ITA, Boca Juniors-ARG, Atlético-MG, Ponte Preta, Fluminense e Anápolis. 🏆 Campeonato Gaúcho 85 (Grêmio); Campeonato Brasileiro 92, Copa do Brasil 90 e Campeonato Carioca 91 (Flamengo); Campeonato Mineiro 95 (Atlético-MG). 👑 Artilheiro do Campeonato Carioca em 90 e 91, da Libertadores 91 e da Supercopa Libertadores 91. CLASSÔMETRO: 👔👔👔👔👔👔(6,1) 📷 Carlos Chicarino/Estadão Conteúdo #Flamengo #Grêmio #Palmeiras #Fluminense #AtléticoMG #BocaJuniors #Atacante









