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  • Pitbull com pedigree

    Como definir um bom volante? Haverá sempre discussão, uns priorizam mais o esforço e a entrega, para outros conta mais a classe e habilidade. Ainda assim, não da pra ser unânime. Justiça seja feita a todos pitbulls, um cão com ou sem pedigree não importa. Logo, o melhor amigo do homem também será indispensável como o melhor amigo da defesa. Ralf de Souza Teles iniciou sua carreira na várzea da zona sul de São Paulo, enquanto atleta da base rodou por clubes como o do Taboão da Serra, São Paulo e Imperatriz, onde conquistou seu primeiro campeonato estadual em 2005. Após passagens por XV de Jaú, Gama e Noroeste, despontou para o cenário nacional com o competitivo elenco do Grêmio Barueri na temporada de 2009. Seu trabalho despertou interesse do Corinthians que procurava um substituto para Cristian. Apesar do fiasco do time na pré libertadores, Ralf rapidamente alcançou a titularidade e desde o ano do centenário alvinegro é considerado o cão de guarda da fiel. Entre muito mais altos do que baixos e uma passagem de dois anos pelo futebol chinês, Ralf já soma mais de 350 aparições com o terno corinthiano e nenhum cartão vermelho. Por que joga de terno? Como dito no início deste texto, a função de primeiro volante sempre gerou um debate sadio, inclusive entre aqueles que escrevem essa página. Ralf se destaca pela regularidade, precisão nos desarmes e lealdade com seus adversários, evitando polêmicas ou jogadas ríspidas. Desde que assumiu a volância do timão sempre está figurando entre os melhores volantes de todos campeonatos que disputou. 👤 Ralf de Souza Teles 👶 09 de Junho de 1984 🏠 Brasileiro 👕 Taboão da Serra, São Paulo, Imperatriz, XV de Jaú, Gama, Noroeste, Grêmio Barueri, Corinthians, Beijing Guoan e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Paulista 13 e 18, Campeonato Brasileiro 11 e 15, Libertadores 12, Mundial de Clubes da FIFA 12 (Corinthians) Superclássico das Américas 11 e 12 (Seleção Brasileira) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,8) 📷 Getty Images #Corinthians #Gama #SeleçãoBrasileira #SãoPaulo

  • Made in Argentina

    Acento til na letra "N", rosto amedrontador, número 5 às costas, braçadeira e muita raça. Não tem como negar, Guiñazu é um defensor argentino a caráter! Caráter que vem se modificando com o passar dos anos, mas isso é outra história. O classudo não era um exímio no quesito qualidade técnica, talvez por isso os treinadores de base do Newell's Old Boys optaram pelo atleta na parte defensiva do campo. E foi por lá mesmo que o raçudo despontou como jogador profissional. Foram quase duzentas partidas, divididas em duas passagens, tornando-se um ídolo! Ídolo que nem é tão vistoso comparado aos outros jogadores que fizeram história no clube argentino. Afinal, competir com Batistuta, Heinze e dentre outras personalidades não é bem uma disputada equilibrada. Mas o que havia sido feito dentro de campo, foi feito com qualidade! Quer dizer...Com mais vontade do que qualidade. Outro fato indiscutível é que o volante é um dos estrangeiros mais queridos que já passaram pelo Brasil, principalmente pela torcida colorada. Desfilando seu futebol pelo Internacional, Guiñazu conquistou os títulos mais importantes da América e um amargo terceiro lugar no mundial de clubes de 2010, campanha na competição que contextualizou muitas críticas aos jogadores do time brasileiro. Caso que não cabia a Guiñazu, um dos poucos a serem "imunizados" pela torcida gaúcha. Guiñazu ainda teria vida no Inter por mais dois anos. Após o Brasil, o destino seria o Libertad do Paraguai, apenas um bate e volta. A volta para o Brasil, porém, não seria destinada ao Inter. Desta vez, o clube agraciado pela raça do argentino, seria o cruzmaltino. Uma pena não ter conquistado algo de muito expressivo no Vasco. Talvez, a época não era propícia para as glórias. Atualmente, a realidade de Pablo Guiñazu é mais modesta. O pequeno Talleres da Argentina é o escudo no qual ele defende com unhas e dentes. Diferente da "monotonia" (Muita raça, disposição e 'só') apresentada durante toda sua carreira, em Córdoba, Guiñazu tem um ingrediente a mais para coroar sua trajetória vitoriosa. O classudo pode se orgulhar em dizer que marcou um gol aos 45 minutos do segundo tempo, levando o Talleres para a primeira divisão após doze anos de fila. Esse é o maior feito dele e de qualquer outro atleta nos últimos anos em Córdoba. Por que joga de terno? Guiñazu é o clássico "Casca-grossa". Além de impor respeito com sua fisionomia, o classudo não poupava qualquer adversário de jogadas duras, que muitas vezes soavam desleais. Há quem diga que quem sofre mais não são nem os adversários, e sim os roupeiros. Afinal, não há gramado da maior qualidade que impeça o El Cholo de sujar o terno de jogo. 👤 Pablo Horácio Guiñazu 👶 26 de Agosto de 1978 (39 anos) 🏠 Argentino 👕 Newell's Old Boys-ARG, Perugia-ITA, Idepiendente-ARG, Saturn-RUS, Libertad-PAR, Internacional, Vasco da Gama, Talleres-ARG e Seleção Argentina. 🏆 (Principais) Campeonato argentino 02 (Idepiendente); Campeonato paraguaio 06 (Libertad); Copa Sul-Americana 08; Libertadores 10 (Internacional). 👑 Bola de prata 09 (Internacional). Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,9) 📷 Pinterest #Internacional #Vasco #NewellsOldBoys #Independiente #SeleçãoArgentina

  • O cangaceiro dos Pampas

    Existem jogadores que marcam época. Nem sempre por erguerem taças. Claro que títulos auxiliam muito no processo de se tornar ídolo em alguma equipe. Ou então a extrema qualidade técnica apresentada. Todo mundo gosta de ter um craque vestindo e defendendo as suas cores. Mas além disso, há algo que chamamos de sintonia entre o atleta e a torcida. Identificação. E isso é algo que, quando ocorre, deve ser celebrado. O Joga de Terno falará hoje de um jogador que dificilmente saía de uma partida com o uniforme limpo. Alguns pensam até que o termo classudo, termo tão reverenciado por nós aqui da página, não o cabe. E eles têm certa razão. Porém, contrariando esta parcela, falaremos hoje de Dinho, o cangaceiro. Dinho iniciou a carreira de jogador em 1985, no Confiança, clube sergipano. Não demorou muito e logo se transferiu para o Sport Club Recife. Por lá, o volante atuou mais de 150 vezes e fez parte do elenco que ganhou o polêmico Campeonato Brasileiro de 1987. Após breve passagem pela Europa, o jogador chegou ao São Paulo em 92 e iniciou a era vitoriosa de sua carreira. Foram mais de 110 partidas vestindo o terno tricolor e 7 títulos. Entre eles as duas Libertadores e os dois Mundiais Interclubes no poderoso time de Tele Santana. As conquistas pelo tricolor paulista ainda lhe renderam uma convocação para a Seleção Brasileira, em 93, mas Dinho não conseguiu garimpar espaço dentro da seleção (que viria a ser tetracampeã mundial) que já contava com nomes como os de Mauro Silva e Dunga. O volante teve rápida passagem pelo Santos até que chegou ao Grêmio de Felipão, em 94. Sobre a batuta de Luis Felipe Scolari, Dinho emendou uma nova sequência de títulos relevantes. Foram 7 títulos em três anos de clube, entre eles a Libertadores, duas Copas do Brasil e um Campeonato Brasileiro. Porém, mais que títulos, Dinho se torna um dos ídolos do esquadrão gremista e também um dos símbolos da equipe, que tinha como característica o futebol brigado, aguerrido e truculento. Não demorou muito para o jogador receber o apelido de Cangaceiro dos Pampas. O seu excesso de vontade (e de força em alguns casos) eram sempre muito exaltados pelos gremistas, acostumados com o estilo de jogo do futebol gaúcho. Como consequência, não é difícil de lembrar dos casos de briga envolvendo o volante gremista. O volante também passou por América-MG e Novo Hamburgo, antes de se aposentar, em 2002. Por sua postura em campo e por fazer parte de uma das eras mais vitoriosas da história do Grêmio, Dinho é lembrado até hoje por torcedores e, onde quer que vá, os gremistas o reconhecem e o exaltam. A identificação com o Rio Grande do Sul é tanta que, após se aposentar do futebol, Dinho decidiu viver no Rio Grande do Sul. Por que jogava de terno? Era um jogador brigador. Apesar do excesso de força em alguns lances, Dinho sempre foi muito combativo guardando os zagueiros. Apesar de atuar quase sempre como primeiro volante, a bola parada e os chutes de fora da área sempre preocuparam os times adversários. 👤 Edi Wilson José dos Santos 👶 15 de outubro de 1966 (51 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Confiança, Sport, La Coruña (ESP), São Paulo, Santos, Grêmio, América-MG, Novo Hamburgo e Seleção Brasileira. 🏆 (principais): Módulo Amarelo do Campeonato Brasileiro 87 (Sport), Copa Libertadores da América 92 e 93, Mundial Interclubes 92 e 93 (São Paulo), Copa do Brasil 94 e 97, Copa Libertadores da América 95 e Campeonato Brasileiro 96 (Grêmio). 👑 Nenhuma premiação de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,7) 📷 Getty Images #Grêmio #SãoPaulo #LaCoruña #Santos #Sport #AméricaMG

  • Lero-Lero?

    Quando se fala na Democracia Corinthiana alguns nomes já vêm a cabeça: Casagrande , Wladimir e Sócrates são exemplos. Mas outro grande nome dessa equipe era o folclórico Biro-Biro, que usou esse terno por 10 anos. O pernambucano foi revelado no Sport e em 1978, e ao chegar no Corinthians foi apresentado por Vicente Matheus, então presidente, como Lero-Lero. Ao ser alertado do erro, Matheus brincou... "O jogador está aí, é tudo a mesma coisa". Depois disso, o irmão de Biro-Biro foi jogar no juvenil do clube e Matheus relembrou a história. "Agora está aí, Biro-Biro e Lero-Lero." Pela equipe alvinegra, o volante desfilou sua classe por dez temporadas. Apesar de não ser o jogador mais técnico do time, Biro-Biro era peça chave por sua marcação e por sua disciplina tática. O volante fez 590 partidas com a camisa do Corinthians, o quinto jogador que mais atuou como jogador profissional do Corinthians, atrás de nomes como: Wladimir, Luizinho, Ronaldo e Zé Maria. Após sair do time do Parque São Jorge, passou pela Portuguesa, Coritiba e Guarani, mas só voltou a ser campeão em 93 quando atuava pelo Remo e foi bicampeão paraense. Em 1995, se aposentou quando jogava pelo Nacional- SP. Por que jogava de terno? Apesar de ser um coadjuvante na época em que atuava, Biro-Biro é reconhecido até hoje por sua raça e polivalência, algo muito importante hoje em dia. O jogador de cachos loiros atuou também como meia e até atacante durante sua época de Corinthians. Foi decisivo em alguns títulos da equipe alvinegra. Em 79, ele eliminou o rival Palmeiras na semifinal do campeonato estadual com um gol de canela. Já em 82, marcou dois gols no jogo de volta da final do Paulistão, diante do São Paulo e garantiu o título na ocasião. 👤 Antonio José da Silva Filho 👶 18 maio de 1959 (58 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Sport, Corinthians, Portuguesa, Coritiba, Guarani, Paulista, Remo, Botafogo -SP e Nacional - SP 🏆 (principais): Campeonato Paulista 79, 82, 83 e 88, Taça Governador do Estado de São Paulo 77 e 84, Copa do Campeões 84 (Corinthians); Campeonato Paraense 93 e 94 (Remo) 👑 Nenhuma premiação de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,8) #Corinthians #Sport #Portuguesa #Guarani #Remo

  • O Cisne de Utrecht

    No mundo do futebol, assim como em todas as profissões, existem pessoas que se esforçam durante toda a carreira para tornarem-se bons jogadores e outros, que já nascem com o dom. Hoje, o Joga de Terno vai contar a história de um desses classudos que nasceram para ostentar um clássico modelo de Alexander Amosu e mostrar que o seu talento veio do berço. Não foi à toa que Marco van Basten tornou-se um ícone do esporte, que desfila com a bola nos pés. Nascido na cidade de Utrecht na Holanda, van Basten foi batizado com o nome de Marcel e ficou conhecido mundialmente pelo apelido de Marco. Aos seis anos de idade, começou a jogar por uma equipe local chamada EDO, ainda pelas categorias de base. Continuou na cidade, passando pelas equipes UVV Utrecht e Elinkwijk. Na época, seu pai, que também foi jogador de futebol, operava como o seu empresário e assinou, quando Marco tinha 16 anos, com o Ajax Amsterdam. A estreia do jovem atacante já dava indícios do que os torcedores poderiam esperar. Em abril de 82, o menino substituiu Johan Cruijff, que tinha acabado de voltar ao clube para terminar a carreira, e marcou um dos gols da vitória por 5x0 do Ajax sobre a NEC. Na temporada de 82/83, disputou a titularidade do time com Win Kieft, também titular da seleção nacional, e ainda assim, marcou 9 gols em 20 jogos. No ano seguinte, Kieft transferiu-se para a Itália e van Basten consolidou-se como o principal atacante da equipe. Foi o artilheiro do Campeonato Holandês por quatro temporadas consecutivas, de 83 a 87. Em novembro de 86, marcou o seu gol mais bonito com a camisa do Ajax em cima do FC Den Bosch. Em 87, caiu nas graças de Silvio Berlusconi e transferiu-se para o Milan da Itália. Com o terno do rubro-negro de Milão, Marco elevou a sua carreira a um nível invejável. Conquistou dois Mundiais Interclubes, duas Liga dos Campeões, três Campeonatos Italianos, entre 87 e 95, época em que esteve no Milan. Foi três vezes o melhor jogador do mundo pela revista France Football (Ballon d’Or), o último em 92, tendo também o reconhecimento da FIFA. Com esse triunfo, tornou-se o terceiro jogador da história, atrás apenas de Johan Cruijff e Michel Platini, a ganhar o prêmio três vezes. Em maio de 1993, em um jogo contra o Ancona, van Basten sofreu uma entrada forte no tornozelo, que fez com que o atacante passasse por uma série de cirurgias. Ele retornou ainda para os jogos finais da temporada, mas fez o seu último jogo como profissional aos 28 anos, na derrota do Milan por 1 a 0 para o Olympique Marselha. Naquela época, van Basten ainda tinha esperanças de jogar a Copa do Mundo de 94 pela Holanda, mas o clube ordenou a ele que não participasse para não arruinar a sua recuperação. Em agosto de 95, anunciou a sua aposentadoria dos gramados. Pela Seleção Holandesa (ao lado de nomes como Ruud Gullit, Frank Rijkaard e Ronald Koeman), Marco, mesmo não tendo chegado a uma final de Copa do Mundo, foi memorável pelas suas atuações e gols. O seu maior feito foi a conquista da Eurocopa de 88, em que foi nomeado como artilheiro e melhor jogador da competição, tendo atingido a meta cinco vezes, a última delas, na final contra a União Soviética, em um voleio espetacular que ficou mundialmente conhecido. Por que jogava de terno? Apesar de ter encerrado a sua carreira cedo devido a uma lesão, van Basten é considerado um dos maiores atacantes de todos os tempos. Ficou conhecido pela sua ótima capacidade de finalização, inteligência e por marcar gols acrobáticos. Pela sua altura, força e habilidade com os dois pés, era considerado um jogador completo, anotando diversos gols de dentro e fora da área, além de gols de cabeça e assistências aos seus companheiros. Foi classificado por Maradona como um dos melhores jogadores que ele já viu, e serviu de inspiração para muitos jogadores que despontaram depois da sua aposentadoria. Depois de pendurar as chuteiras, Marco já atuou como treinador e gerente de clubes de futebol e até mesmo da Seleção Holandesa. Atualmente é o Diretor de Desenvolvimento Técnico da FIFA. 👤 Marcel “Marco” van Basten 👶 31 de Outubro de 1964 (53 anos) 🏠 Holandês 👕 Ajax (HOL), Milan (ITA), Seleção Holandesa. 🏆(principais) Campeonato Holandês 81/82, 82/83 e 84/85, Copa da Holanda 82/83, 85/86 e 86/87 (Ajax); Copa Intercontinental 89 e 90, Liga dos Campeões 88/89 e 89/90, Campeonato Italiano 87/88, 91/92 e 92/93 (Milan); Eurocopa 88 (Seleção Holandesa). 👑 (principais) Melhor jogador do mundo pela revista France Football 88, 89 e 92, Melhor jogador do mundo da FIFA 92, Melhor jogador do ano pela UEFA 89, 90 e 92, Melhor Jogador Holandês do ano 84/85, Chuteira de Ouro da Europa 85/86, Chuteira de Ouro do Mundo 85/86, Melhor jogador da Eurocopa 88, Artilheiro da Eurocopa 88, Artilheiro do Campeonato Holandês 83/84, 84/85, 85/86 e 86/87, Artilheiro do Campeonato Italiano 89/90 e 91/92. Classomêtro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 8,8. 📷 Bob Thomas/Getty Images #SeleçãoHolandesa #Ajax #Milan

  • O artilheiro da torcida

    Existem jogadores que por si só já remetem a lembrança de algum clube. Por motivo de fidelidade, boas atuações e dentre outros tantos motivos que fazem o jogador ficar identificado com determinado escudo. E Diego Tardelli pode dizer com autoridade que é mais um atleta que entra nesta lista. Independente de onde estiver desfilando seu futebol, ele sempre será o camisa nove do Clube Atlético Mineiro! Mas a carreira do classudo começaria muito antes do clube mineiro. Para ser mais exato, quatro anos antes de vestir a camisa alvinegra pela primeira vez, o jogador vestira o terno do São Paulo. Dentro de campo, indiscutível: artilheiro do campeonato paulista 2005 e gol na final da Libertadores do mesmo ano provavam a qualidade do garoto. Mas fora das quatro linhas, um jogador indisciplinado (Perfil que não é tão raro no futebol). Após o vitorioso ano de 2005, a jovem promessa teve a experiência de jogar em clubes europeus, mas nada que fosse o suficiente para, no mínimo, deixá-lo por mais tempo respirando ares gelados. No retorno ao Brasil, ainda iria passar pelo Flamengo, mas uma lesão no braço impediu que o mesmo tivesse uma sequência de jogos no rubro-negro. Agora sim! Era o início da trajetória de Tardelli no Atlético Mineiro. De 2009 a 2011, o amor entre torcida e atleta era como uma sinfonia de Beethoven. As boas atuações e gols eram tão constantes quanto as propostas de clubes do exterior. Todas recusadas pelo então presidente do Atlético, Alexandre Kalil. Até que em 2011, os russos do Anzhi Makhachkala conseguiram tirar o goleador do Brasil por 5 milhões de Euros. Jogando por lá repetiu a mesma dose de pouco futebol apresentado na primeira passagem pela Europa. O contrato que era de quatro anos durou apenas um e o jogador seguiria para o modesto futebol árabe. Depois de se aventurar novamente por outros tapetes verdes, o tão esperado retorno ao Galo (tanto por torcedores quanto pelo próprio Tardelli) aconteceu. Embalados com o quase mantra "Eu acredito" Tardelli, Jô, Ronaldinho, Bernard e Cia. fizeram o Horto estremecer nos anos de 2013 e 2014 conquistando títulos inéditos para o time de Minas. Os integrantes do quarteto atleticano viveram a mesma esperança de estarem na lista de Luís Felipe Scolari para a copa de 2014, mas apenas Jô e Bernard representaram o Galo na lista final (juntamente com o arqueiro Victor). Mas o nosso classudo ainda iria conseguir vestir a amarelinha pós Copa e anotar dois gols contra os Hermanos no Super Clássico das Américas. Em 2015, com a ascensão dos magnatas chineses no futebol, ficou difícil para o clube mineiro mantê-lo no Brasil. Mas jogando pelo Shandong Luneng, Tardelli manteve seu ritmo de jogo, conquistando algumas convocações na seleção da era Tite, porém, não conseguiu uma vaga na convocação final. Por que joga de terno? Centroavante que se movimenta muito, tem todas as características de um autêntico camisa nove. Prova não estar sentindo a idade e mostrou um amadurecimento no decorrer dos anos. 👤 Diego Tardelli Martins 👶 10 de Maio de 1985 (32 anos) 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Real Betis, São Caetano, PSV, Flamengo, Atlético Mineiro, Anzhi Makhachkala-RUS, Al-Gharafa-QAT, Shandong Luneng e Seleção Brasileira. 🏆 (Principais) Libertadores 05; Mundial de Clubes 05; Campeonato Brasileiro 07 (São Paulo); Campeonato Holandês 06/07 (PSV Eindhoven); Libertadores 13; Copa do Brasil 14 (Atlético Mineiro). 👑 Bola de prata 09,13 e 14; Seleção do Campeonato Brasileiro 09 (Atlético Mineiro). Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(6,8) 📷 Rodrigo Clemente/EM/D.A. Press #AtléticoMG #Flamengo #SãoPaulo

  • Sérgio Conceição

    De onde vos escrevo este texto, da cidade de Coimbra, em Portugal, há um estádio com o nome deste classudo. Para quem o conheceu como jogador, poderá confirmar que não era a elegância propriamente dita dentro do campo. Era sim, um jogador de uma vontade inesgotável com o propósito de se superar a cada meta que ia atingindo. A sua classe define-se pela maestria com que guiou a sua carreia, começando nas camadas jovens do clube da minha cidade (a Académica de Coimbra) e acabando o seu percurso nos melhores palcos do futebol europeu. Apesar de nas camadas jovens ser sempre o melhor jogador da sua equipa, demorou ainda três anos enquanto profissional para chegar a um grande clube português: O FC Porto em 1996. Rapidamente se percebeu que era um jogador que encaixava na perfeição com a identidade do clube pelo seu espírito lutador. Após excelentes exibições, o Calcio (Campeonato Italiano) piscou o olho a este jovem do futebol português, mais concretamente o técnico Sven Eriksson, treinador da Lazio naquela altura que constituiu um grupo fortíssimo com nomes como Christian Vieri, Fernando Couto, Marcelo Salas, Stankovic, Mihalovic, verón, Diego Simeone, Ravanelli. Lista extensa, não é? Pois é, só podia dar em título italiano.A Lazio nunca mais venceria o campeonato até o dia de hoje. Sérgio Conceição foi tão marcante no futebol italiano que por lá ficou até 2004, por passagens pelo Parma e Inter de Milão e de novo Lazio. Pela Seleção nacional fez 56 jogos e marcou 12 golos, três deles recordados até hoje por todos os portugueses num jogo em que o extremo não deu chances para Oliver Kahn com um hat-trick a contar para a Eurocopa 2000. Sérgio Conceição deixou de representar a seleção portuguesa em 2004, tendo o mesmo revelado que Scolari simplesmente deixou de contar com o ponta para as contas da equipa. Sérgio voltaria ao FCPorto em 2017, desta vez como treinador, onde acaba de se tornar vencedor do campeonato português. Por que jogava de terno? Era um ponta capaz de infernizar qualquer defesa, tanto pela sua capacidade técnica como também pelo seu espirito de lutador, nunca dando como perdido nenhum lance. Inteligente, bom executante e um jogador com habilidade para assistir os colegas, Sergio tornou-se um ponta de referencia no futebol europeu. 👤 Sérgio Paulo Marceneiro da Conceição 👶 15 de Novembro de 1974 (43 anos) 🏠 Português 👕 Académica de Coimbra, Penafiel, Leça, Felgueiras, Porto, Lazio, Parma, Inter Milão, Standard Liege, Al Qadsia, PAOK, Seleção Portuguesa 🏆 Campeonato Português 97, 98, 04 (Porto), Copa de Portugal 98 (Portugal), Campeonato Italiano 00 (Lazio), Taça Italiana 00, 04 (Lazio), Taça UEFA 99 (Lazio) 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,1) 📷 Tribuna Expresso #Meiaatacante #SeleçãoPortuguesa #Porto #CopadoMundo2002

  • Um imperador na Sampdoria

    Diego Maradona já classificou nosso classudo de hoje como o marcador mais chato contra o qual já jogara. Também não é para menos, Pietro Vierchwood vem da escola italiana de futebol e, por suas origens e trajetória na década de 80, ganhou a alcunha de Zar, palavra italiana para Czar. O filho de um ex-combatente do Exército Vermelho começou cedo sua carreira, nas categorias de base da Romanese e depois no Como, fazendo sua primeira partida na série A italiana em 1980. Em cinco temporadas, foram seis gols em 115 jogos, o suficiente para ser contratado pela Sampdoria. Mas, porque o time estava na segunda divisão e o contrato permitia que Vierchwood se recusasse a jogá-la, ele foi emprestado à Fiorentina e depois à Roma, onde conquistou um título nacional. De volta à Sampdoria em 1983, o zagueiro não só encontrou o melhor período em sua carreira como também fez parte da época mais vitoriosa da equipe doriana. Foram 358 partidas e 25 gols vestindo o terno blucerchiati e um série de títulos, entre eles quatro Copas Itália, uma Recopa e o campeonato italiano histórico de 1991, cravando seu nome no esquadrão imortal que registrou uma campanha sensacional de 20 vitórias, onze empates e apenas três derrotas nas 34 partidas. O Zar virou sinônimo de implacabilidade e força e, mesmo depois dos 30, já na era pós Samp, anotou passagens por Juventus, participando da equipe que levou a Liga dos Campeões 95/96; Milan e Piacenza, onde mesmo não levando títulos teve passagem memorável quebrando recordes. Pela seleção italiana, foram 45 jogos, dois gols e três participações em Copa do Mundo, estando na seleção campeã de 82, mas apenas como reserva. Uma expulsão em um jogo pela série A do campeonato italiano marcou o fim de sua carreira como jogador aos 41 anos. Arriscou ainda como técnico de alguns clubes. Por que jogava de terno? O império de Vierchwood vinha de sua força, impulsão e velocidade, impressionante para um jogador alto como ele. Como bom integrante da escola italiana, a técnica era predominante sobre a habilidade, mas era certeiro na defesa do terno que vestia. 👤 Pietro Vierchowod 👶 6 de abril de 1959 (59 anos) 🏠 Italiano 👕 Como, Fiorentina, Roma, Sampdoria, Juventus, Milan, Piacenza, Seleção Italiana 🏆 Campeonato Italiano 83 (Roma) e 91(Sampdoria), Copa Itália 85, 88, 89 e 94 (Sampdoria), Liga dos Campeões 95/96 (Juventus) e Copa do Mundo 82 (Seleção italiana - reserva) 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,2) 📷 Bob Thomas (Getty) #Sampdoria #SeleçãoItaliana #Zagueiro #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1990

  • Uma flor na lama

    Já falamos sobre Zinedine Zidane aqui no Joga de Terno, inclusive é uma das maiores bandeiras dessa gíria do futebol que cerca jogadores de grande qualidade. Zizou batizou o seu primeiro filho de Enzo (e ainda não era nos anos 2000 onde virou um nome comum nos cartórios). Você sabe o motivo? Enzo Francescoli Uriarte. Após a Copa de 1950, o Uruguai sofreu com um futebol feio, pobre e extremamente violento. Alguns dizem que Francescoli surgiu como “uma flor no meio da lama”. Com elegância e uma técnica muito apurada, desfilava em campo e encantava os torcedores. Começou sua carreira aos 19 anos no Montevideo Wanderers. Com a camisa dos bohemios, ganhou o apelido de El Príncipe em referência ao ex-jogador e também revelado pelo clube, Aníbal Ciocca. Foram 74 jogos em 2 anos, 20 gols e a convocação para a Copa América de 1983. A Copa América de 1983 foi a última edição sem sede fixa. O Uruguai foi líder do grupo A, com Chile e Venezuela. Nas semifinais, vitória sobre o Peru por 1 a 0 fora de casa e empate no Uruguai. Na decisão, enfrentaria o Brasil. No primeiro jogo, vitória por 2 a 0 e o único gol de Enzo na competição. No segundo jogo, empate em 1 a 1 e o título da Copa América para o Uruguai. As exibições de El Príncipe o renderam o interesse do River Plate, que o contratou por 310 mil dólares. O primeiro ano em Buenos Aires foi bastante irregular. Altos e baixos e, assim como a equipe, fez uma temporada ruim. A segunda já teve alto nível. Seu desempenho lhe rendeu a artilharia do Campeonato Argentino com 24 gols, o prêmio de melhor jogador sul-americano e o seu primeiro título argentino. Em 1985 e 86, mostrou que era realmente especial, foi artilheiro e campeão argentino mais uma vez e conquistou uma vaga na seleção uruguaia que disputaria a Copa do Mundo. Foi o capitão mais jovem de uma seleção em Copas em 1986. A estrela solitária de uma seleção que torcia para que sua tradição de bicampeã mundial pudesse dar forças para surpreender. Não rolou. Caiu nas oitavas-de-final para a Argentina de Maradona, que seria campeã mundial. Apesar do resultado, a Copa trouxe visibilidade para Francescoli que seria contratado pelo Racing Club de Paris. Enzo desembarcou na Cidade Luz para vestir o terno do clube mais tradicional de Paris, fundado em 1882 e que começava a rivalizar com o recém fundado Paris Saint-Germain. Foi eleito o melhor jogador estrangeiro da França em 1987. Graças a ele, o clube parisiense escapou de rebaixamento e até brigou por primeiras posições em alguns momentos. Em 1989, Francescoli foi negociado com o Olympique de Marseille e um ano depois o Racing de Paris declarou falência. Em Marseille, pode finalmente voltar a comemorar um título: o Campeonato Francês de 89/90. Lá conheceu um jovem jogador chamado Zinedine Zidane. Francescoli virou ídolo de Zizou, que batizou seu filho como Enzo. Após a Copa da Itália de 1990, onde cairia novamente nas oitavas, Francescoli decidiu ficar por lá mesmo. Assinou pelo Cagliari, onde novamente precisou se desdobrar para salvar a equipe do rebaixamento. Ficou três anos na Sardenha até assinar com o Torino em 1993. Lá, não repetiu as boas atuações. Aos 33 anos, estava de volta ao River Plate. Em 1994 foi artilheiro e campeão do Apertura. Em 1995, não venceu nada com o River, mas ajudou o Uruguai a levantar o seu terceiro caneco de Copa América na carreira e foi eleito o melhor jogador sul-americano. Em 1996, o ano perfeito. Ao lado de jovens como Sorín, Ortega, Crespo e Gallardo, foi maestro e líder do time que conquistaria a Copa Libertadores. No Intercontinental, a ironia. Enzo enfrentaria a Juventus, de Zinedine Zidane. No confronto entre mestre e aprendiz, o aprendiz levou a melhor. A Juventus venceu por 1 a 0. Por que jogava de terno? O Uruguai sempre revelou grandes jogadores. Enzo surgiu numa época onde o futebol uruguaio se preocupava mais em ganhar na pancadaria e na violência do que na bola jogada. Francescoli muda essa panorama ou pelo menos dá um alento e elegância ao jogo praticado. 👤 Enzo Francescoli Uriarte 👶 12 de novembro de 1961 (56 anos) 🏠 Uruguaio 👕 Montevideo Wanderers-URU, River Plate-ARG, Racing-FRA, Olympique de Marseille-FRA, Cagliari-ITA, Torino-ITA e Seleção Uruguaia. 🏆 Campeonato Argentino 85/86, Apertura 94, 96 e 97, Clausura 97, Libertadores 96 (River Plate); Campeonato Francês 89/90 pelo Olympique de Marseille, Copa América 83, 87 e 95 (Seleção Uruguaia). 👑Artilheiro do Campeonato Argentino: Metropolitano 84, 85/86 e Apertura 94; Melhor futebolista Sul-Americano do Ano 84 e 95; Melhor futebolista do Ano na Argentina 85 e 95; Melhor futebolista Estrangeiro do Ano na França: 1987 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,2) 📸 Divulgação/Wikipedia #SeleçãoUruguaia #RiverPlate #Meia #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1990

  • O patrão da América

    Não é difícil definir um volante, seja pela posição em si ou pela personalidade. Geralmente são aqueles jogadores duros, que protegem a zaga, cara de mau, número 5 nas costas do terno. E um bom volantão sempre se sobressaí pela eximia técnica. E é assim mesmo a melhor maneira de descrever o aniversariante de hoje. Melhor, põe a pesada faixa vermelha sobre a camisa branca para termos a vestimenta do River Plate. Esse é Nestor "Pipo" Rossi. Rossi foi daqueles argentinos que marcaram geração no país entre os anos 40 e 50. Daqueles, porque el Pipo surgiu na mesma safra de Di Stéfano e Amadeo Carizzo. Nestor, primeiramente, chamou mais atenção do então técnico da base do River, Carlos Peucelle, que o "sequestrou" em seu sítio, numa estádia para evitar que Rossi fosse para o Boca. De contrato assinado, estreou em 1945 pelos profissionais do River, junto a seus dois amigos de base, Di Stéfano e Carizzo. Pipo foi o primeiro entre eles a cativar a posição de titular e no ano seguinte era o dono absoluto da posição. Seu primeiro título veio em 47, mesmo ano de sua estreia pela seleção nacional. Nestor conseguiu bancar o consagrado Ángel Perucca da posição. Mas, mesmo jogando bem, Rossi só voltaria a vestir o terno dos Hermanos quase 9 anos depois... No River, as coisas começaram a dar errado no final da década de 40. Nestor encabeçou a greve de jogadores daquele ano, afim de melhores salários. Longe de sua meta, o jogador deixou o país rumo ao Millionários, da Colômbia, junto a Di Stéfano, Hugo Reyes e Adolfo Perdena. Obviamente, os argentinos se deram bem no país e chamavam atenção do mundo. O Real Madrid, em 53, queria levar todos para a Espanha. Conseguiu menos Pipo, que não via com bons olhos o time naquela época (em jejum de 20 anos sem conquistar La Liga). Ficou. Em 55, terminada sua "anistia" voltou pra casa e a vestir a camisa do River. E foi sensacional: tri campeão nacional e o retorno a seleção. A volta não poderia ser mais triunfante: uma sequência de três vitórias sobre o vizinho Brasil. Uma delas, marcada pela estreia de um jovem Pelé, que entrou e marcou o único tento brasileiro no jogo vencido pelos hermanos por 2x1. Curiosamente, o futuro rei do futebol passaria por dois antes de marcar. Um deles era o Rossi. Que já não vivia a áurea de seu vigor físico. Mesmo com a idade avançando, foi um dos líderes do selecionado na copa de 58, na Suécia. E nem el Pipo (já consagrado como o Patrão da América por ser reclamão e exercer de fato uma liderança nata por onde passou) nem a Argentina se recordam daquela Copa com boas lembranças. A seleção albiceleste deixaria o torneio num vexatório 6x1 contra a Tchecoslováquia ainda na fase de grupos. Mesmo sendo um símbolo da seleção, Rossi foi um dos mais perseguidos. Um ano depois, começou a preparar sua despedida: foi para o time de coração, Huracán onde pendurou as chuteiras em 61. A partir dai, tentou carreira de técnico, mas nada muito significativo. Foi interino na seleção na copa de 62 sem qualquer sucesso. Até a década de 80, treinou times como o próprio River, seu rival Boca (onde conseguiu seu único título no comando de um time). Rossi faleceu no seu próprio esquecimento. Em 91 foi diagnosticado com Alzhaimer e em 2007 faleceu em Buenos Aires. Por que jogava de terno? Nestor Rossi, que completaria 93 anos nesse 10 de maio, não era chamado de patrão à toa. Comandava o River enquanto estava em campo. Sua técnica saltou aos olhos antes mesmo da de Di Stéfano. Sua carreira é marcada por bancar jogadores consagrados tanto no River quanto na Seleção Argentina. Ainda que sua passagem pelo selecionado tenha terminado de maneira trágica, é lembrado como lenda, inclusive por Pelé, que a certa altura o definiu como um dos maiores jogadores Argentinos que já havia enfrentado. 👤 Nestor Raúl Rossi 👶 10 de maio de 1925. Faleceu em 13 de junho de 2007 (aos 82 anos) 🏠 Argentino 👕River Plate, Millionarios, Huracán e Seleção da Argentina 🏆 Campeonato Argentino: 45, 47, 55, 56 e 57 (River Plate); Campeonato Colombiano: 49, 51, 52 e 53 (Millionários); Copa América: 47 e 57 (Seleção Argentina) 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,25) #RiverPlate #Millonários #SeleçãoArgentina

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