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- Especial Copa do Mundo - Colômbia 2014: La Cuarta Fuerza de America
Nosso último texto da série especial sobre histórias das seleções nas Copas do Mundo é sobre a Colômbia, do grupo H. A partir de agora vamos vivenciar novas histórias na Rússia! RUMO AO HEXA! LA CUARTA FUERZA DE AMÉRICA Era 4 de julho de 2014, quando o jornal "El Tiempo", da Colômbia, estampava em sua unidade virtual a frase "¡Grácias mi selección! La mejor de la historia!", que traduzida para o português significa "Obrigado minha seleção! A melhor da historia!". Esta era apenas uma das primeiras homenagens e demonstração de orgulho dos colombianos para com sua seleção após o mundial disputado aqui no Brasil. Hoje, na nossa série de textos sobre as principais seleções da copa, iremos falar da campanha da Colômbia em 2014! Todo esse sentimento de orgulho e felicidade dos colombianos era, antes da copa, uma tensão gigantesca, e essa tensão se atendia pelo nome de Radamel Falcão. Craque que ficaria fora da copa devido a um rompimento em um dos ligamentos do joelho esquerdo. Com isso, a nação colombiana se via muito mais fraca e receiosa. Quem poderia salvar a seleção aquela altura? Dado o pontapé inicial contra os gregos, o que se viu foi uma seleção forte, muito bem treinada e entrosada. Resultado: 3 a 0. No mesmo jogo, as atenções começaram a se voltar para o camisa 10 James Rodriguez, que fez valer a sucessão do posto de "Craque colombiano" herdado por Falcão. Do estádio Mineirão para o tapete do lendário Mané Garrincha, os sul-americanos mostraram sua raça típica e triunfaram sobre os Marfinenses Yaya Touré, Didier Drogba, Gervinho e Cia. O que mais encantou o mundo naquele jogo, foi a sintonia dos atletas "Cafeteiros" com a massa vestida de amarelo das arquibancadas (Que continha brasileiros também). Toda vez que lhes era oportuno, os jogadores clamavam a voz de sua torcida, que por sua vez, atendia a clama. Sensacional! Com uma classificação (surpreendente) encaminhada a seleção classuda encarou o Japão mostrando um futebol bonito e com James brilhando como nunca! Eram mais três pontos, passaporte para as oitavas e que visse o Uruguai!!! Nas oitavas a respiração dos torcedores ficou trancada por alguns instantes ao ver a poderosa seleção uruguaia entrando em campo! Não havia qualquer tipo de arrogância da parte do time celeste, porém, o pesado terno com 2 estrelas acima do escudo transmitia favoritismo, mesmo com a fraca campanha no grupo D. Com bola rolando, não se viu qualquer tipo de superioridade na cor azul. O jogo era da grande geração colombiana! Nada de Falcão-dependência. Cuadrado, Yepes, Zuñiga, James e Cia. mostraram que o seu futebol iria contextualizar perfeitamente a machete do "El Tiempo". Neste grande ludopédio, ainda teria o gol de James, que dispensa qualquer narração emotiva. Foi mágico por si só! Digno de Puskás! Chegando em uma terra desconhecida, vulgo, quartas-de-final da Copa do Mundo, a Colômbia sentiu o poder da tal defesa mais cara do mundo. Thiago Silva e David Luiz, com seus respectivos gols, trataram de interromper o sonho dos andinos, enquanto Zuñiga fazia o mesmo com Neymar. Por fim, sem dúvidas alguma, os Cafeteiros mostraram que a América do Sul, tinha agora, mais uma potência! 🏆 Quartas-de-final da Copa do Mundo de 2014 👕 Time base: Ospina; Zuñiga; Zapata; Yepes; Armero; Guarin; Carlos Sanches; Cuadrado; Ibarbo; Carlos Bacca e James Rodriguez. 👤 Os principais classudos: James Rodriguez, Cuadrado e Armero. 📺 Colômbia 2x0 Uruguai válido pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo 14 ⚽ James Rodriguez, aos 28' do 2° tempo na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, no Maracanã #CopadoMundo2014 #SeleçãoColombiana
- Especial Copa do Mundo - Inglaterra 1966: Uma Copa para inglês ver
É a Inglaterra a inventora do futebol que conhecemos hoje. Pelo menos, é o que se conta e o que se republica por ai. E é difícil imaginar que um país desse tenha apenas uma Copa. E uma copa jogada em casa e com alguns atributos polêmicos que perduram até hoje. Fato é que antes de 66 o English Team ostentava apenas o título de "Inventores do Futebol". E se orgulhavam disso. Junto a Escócia, é a confederação de futebol mais antiga do mundo, com surgimento na década de 60 do século XIX. Porém, a The Football Association vivia às rugas com a FIFA. Por isso, só foi disputar sua primeira copa em 50, no Brasil. Talvez para se fazer uma "justiça histórica" para o então time nacional mais velho, a Federação Máxima do Futebol mundial "deu de presente" a sede da copa de 66, para que Ingleses pudessem comemorar os 100 anos de sua Federação. E a equipe de casa preparou uma bela festa e um belo time, para que todos os ingleses pudessem ver. O time anfitrião tinha em seu escrete nomes como Gordon Banks, Bobby Moore e Bobby Charlton. Certamente nomes imortais para o esporte bretão e que tinha pela frente o desafio de desbancar a então bi-campeã seleção brasileira, que vinha empolgada (até demais) para levar definitivamente a Jules Rimet para casa. A Copa de 66 ficaria marcada por ser a mais polêmica das Copas. É indicustivel que aquele esquadrão teria forças para se sagrar campeão e vencer times mais fortes, como o Brasil e a grande surpresa daquela edição, Portugal. Porém, até hoje, se discute a "benevolência" da arbitragem para alguns episódios que envolveriam os donos da casa. A primeira delas, foi a vista grossa para as entradas mais fortes dos ingleses em Pelé, sensação da época e franco favorito para levar o caneco junto a seus conterrâneos. O english team não poupou os canarinhos e a arbitragem pouco fez para impedir algo, às vistas da Rainha. Outro caso acusado como favorecimento seria contra a Argentina, nas quartas. O arbitro Alemão Rudolf Kreitlein expulsou Antonio Rattin por "indisciplina e pelo olhar controverso". Esse episódio foi o estopim para que a FIFA visse a necessidade de um artificio melhor para explicar uma punição, haja vista que naquela época não existiam os cartões e o jogador argentino ficou mais de 10 minutos em campo exigindo uma explicação. A pior e talvez maior polêmica das Copas, foi na final. Disputada contra a Alemanha Ocidental da revelação daquela copa, Franz Beckenbauer, os ingleses fizeram jogo duro empatado em 2x2 no tempo normal. Eles saíram de campo reclamando um toque de mão no segundo gol Alemão. Como "compensação", o árbitro deu um duvidoso gol no segundo tento de Hurst, que bateu no travessão e teria quicado em cima da linha e voltado pra campo. Hoje, com ajuda da tecnologia, é possível dizer que ela não entrou por 6cm. Em todo caso, os ingleses fariam mais um (de novo com Hurst, o fazendo ser o único jogador a marcar três vezes numa final até hoje) e terminariam a final com 4x2. Polêmicas à parte, o plantel de terno inglês fez história com nomes imortalizados até hoje na história. É injusto falar que o time comandado Alf Ramsey não teve seu merecimento naquela Copa. Além de contar com jogadores sagrados, e equipe jogava de um jeito moderno, com devida marcação em adversários que poderiam fazer diferença (como Pelé pelo Brasil e Eusébio por Portugal). Além disso, seus pontas Ball e Peters, ficaram conhecidos pela versatilidade ao avançar dentro da área e recuar para o meio, variando o time de um 4-2-4 e 4-4-2 dependendo da situação da partida. 🏆 Copa do Mundo 1966 👕 Time base: Gordon Banks; Cohen, J. Charlton, Bobby Moore e Wilson; Stiles e Bobby Charlton; Ball, Hurst, Hunt e Peters 👤 Os principais classudos: Gordon Banks, Bobby Moore e Bobby Charlton 📺 Inglaterra 4x2 Alemanha Ocidental na final da Copa do Mundo de 1966 ⚽ Hurst, aos 11' do primeiro tempo da prorrogação na final de 66, o terceiro gol inglês na vitória por 4x2 na Alemanha Ocidental. #SeleçãoInglesa #CopadoMundo #CopadoMundo1966
- Especial Copa do Mundo - Brasil 1970: A taça do mundo é nossa
Todo mundo conhece o jingle e, apesar de ele ter sido escrito em 1958, foi em 1970 que ele passou a fazer mais sentido. Brasil tricampeão da Copa do Mundo e dono da Taça Jules Rimet. O sumiço do troféu deixamos para uma outra história... A 9° Copa do Mundo, disputada no México em 1970 foi uma Copa de novidades. A primeira a ser transmitida via satélite ao vivo e em cores, a primeira a permitir substituições, duas por partida e a primeira Copa em que os árbitros utilizaram cartões vermelhos e amarelos. O esquadrão brasileiro era comandado pelo velho lobo Zagallo e o elenco viria a se tornar o que muitos consideram o melhor time que nossa seleção já teve. Pelé, que até o início da Copa corria o risco de ser reserva, liderava um ataque fulminante composto por ele, Rivelino, Tostão e Jairzinho, o vice-artilheiro da Copa com 7 gols e uma curiosidade bem relevante, marcou gol em todos os 6 jogos disputados pelo Brasil no torneio. A defesa era comandada pelo grandioso Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção. Além dele, a parte defensiva era composta por Félix, Brito, Piazza, Everaldo, Clodoaldo e Gerson. O Brasil de 70 tinha uma afinidade que poucos times conseguem alcançar, com passes psicografados, eficiência letal e um repertório vasto que trouxeram um pouco de paz e alegria a uma nação que vivia momentos turbulentos com a intervenção militar. O grupo 3 era formado por Tchecoslováquia, Brasil, Romênia e a seleção a ser batida, a atual campeã do mundo da época, a Inglaterra de Gordon Banks, Booby Moore e Booby Charlton. Três jogos, três vitórias e menção honrosa a Gordon Banks que fez a defesa do século em uma cabeçada de Pelé. As partidas das quartas-de-finais e semifinais reservariam encontros sul-americanos com Peru e Uruguai, onde pudemos finalmente lavar a alma depois do Maracanaço. O adversário final viria da partida que foi considerada a mais emocionante do século. Após um empate de 1 a 1 no tempo regulamentar , Itália e Alemanha Ocidental alcançaram um feito até hoje jamais repetido em Copas do mundo, a bola chegou ao fundo das redes por cinco vezes na prorrogação, e entre empates e viradas, os italianos saíram vitoriosos com um placar de 4 a 3. Apesar do fracasso de 1966, o Brasil deu a volta por cima, vencendo todos os jogos desde as eliminatórias até a final do campeonato mundial e com um placar de 4 a 1 sobre os italianos escrevemos nosso nome na história como o pais do futebol. 🏆 Copa do Mundo de 1970 👕 Time base: Félix, Carlos Alberto, Brito, Piazza, Everaldo, Clodoaldo, Gérson, Rivelino, Tostão, Pelé e Jairzinho. Tecnico: Zagallo. 👤 Principais classudos: Carlos Alberto, Gérson, Rivelino, Tostão, Pelé e Jairzinho. 📺 Brasil 4x1 Itália, final da Copa do Mundo de 1970. ⚽ Carlos Alberto aos 41' do segundo tempo. #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1970
- Especial Copa do Mundo - Argentina 1986: Muito além de la mano de Dios
É sobre a Argentina de 1986 que damos sequência hoje a uma série especial de Ternos de Linha vão contar a história de uma seleção de cada grupo da Copa do Mundo , terminando no dia da estreia do torneio da Rússia, dia 14 de junho. A Copa de 1986, conquistada pela Argentina foi especial. Mas isso você já deve saber. Qualquer país que vence a maior competição de futebol do mundo tem um sentimento especial pela conquista. Porém, diferente de outras conquistas, o povo argentino carrega um sentimento que vai muito além do simples patriotismo representado em um evento esportivo. Lá, em 86, tinha muito mais que apenas a possível conquista da Copa. A Argentina, oito anos antes, havia conquistado o seu primeiro mundial. Mas a forma polêmica de como se tornou campeã em 78 deixou um sentimento de revolta nos Hermanos, que buscavam vencer novamente para mostrar que a Argentina era sim uma potência mundial do futebol. Além disso, também havia o gosto amargo da eliminação precoce da Copa de 82. Como se pode notar, o povo argentino queria provar muita coisa em 86 e tinha uma pessoa dentre todas obstinada a tornar esse desejo realidade: Diego Armando Maradona. Muitos dizem que o craque carregou a seleção sozinho e, em partes, eles têm razão. Maradona era a maior estrela daquela seleção, mas não fez todo o trabalho sozinho – apenas a maior parte dele. Comparada com outros anos, a seleção de 86 tinha muito equilíbrio entre a defesa forte e consistente, comandada por Ruggeri, Brown e Cucciufo, passando por um meio campo marcador, com Enrique e Batista, e chegando ao poderoso ataque com Burruchaga, Valdano e o craque Maradona. Jogando num inovador esquema para a época (3-5-2), a equipe dava total liberdade para El Pibe destruir os beques adversários. A campanha argentina encontrou rivais tradicionais pelo caminho. Na fase de grupos enfrentou a atual campeã Itália, já nas oitavas derrotou o tradicional rival Uruguai de Francescoli e cia. Porém, as quartas de final reservavam um inimigo especial e, durante os 90 minutos, a partida deixou de ser apenas de futebol. Do outro lado estava a Inglaterra que, anos antes havia vencido a Guerra das Malvinas contra a própria Argentina. O clima de tensão antes e durante o jogo foi inevitável. Fato que fez com que a polícia mexicana realizasse uma grande e complicada operação ao redor do Estádio Azteca, palco da partida. Esta foi a primeira vez que as seleções se enfrentavam depois da guerra. Os argentinos queriam vingança. Um argentino em especial estava disposto a tudo para vingar o seu país. E assim o fez. Maradona não apenas acabou com a Inglaterra naquela partida, como fez uma das maiores apresentações de um jogador na história das Copas. O início da vingança surgiu num gol que entrou pra história: a mão de Deus, de El Pibe colocou a Argentina à frente do placar e foi como uma estocada no adversário inglês que, anos antes, havia derrotado a tropa argentina e reconquistado o poder das Malvinas. O segundo gol foi para lavar a alma. Maradona, do alto de toda a sua genialidade, marcou um dos gols mais bonitos da história das Copas, ao arrancar do meio campo, passar por praticamente todo time inglês, driblar o goleiro e marcar o gol que decretou a vitória. Os ingleses ainda tentaram reagir, marcaram um gol com Lineker, mas não foi suficiente para diminuir o ímpeto argentino e, principalmente, de Dieguito. A vingança argentina ocorreu no futebol e da forma mais deliciosa possível para os Hermanos. Ao final da partida, ao ser questionado sobre o polêmico gol de mão, Maradona, meio que sem querer, deu nome ao seu gol ao declarar que “Se houve mão na bola, foi a mão de Deus”. A semifinal foi contra Bélgica e, novamente El Pibe, fez questão de despachar os rivais, dessa vez em uma espécie de vingança pessoal contra os belgas que, na Copa anterior, haviam “batido demais” no craque argentino. A final foi contra a poderosa seleção alemã, que havia eliminado somente a França de Platini. A partida foi equilibrada, mas mesmo a marcação individual que a Alemanha preparou para Maradona não foi suficiente para segurar a vontade da Argentina de vencer aquele Mundial. A Argentina abriu o 2 a 0 com Brown e Valdano, mas a Alemanha conseguiu empatar o jogo. Aí então foi a hora de Maradona fazer a diferença (mais uma vez) e, com um passe magistral, colocou Burruchaga em condições de fazer o terceiro gol e dar números finais à partida. Desta vez, de forma incontestável e legítima (diferente do que é dito de 78), a Argentina foi campeã mundial. Outra vez o México, tal qual 1970 de Pelé, viu uma Copa em sua terra consagrar um jogador, o elevando ao status de mito do futebol. 🏆 Copa do Mundo 1986 👕 Time base: Pumpido; Cuciuffo, Brown e Ruggeri; Giusti, Batista, Olarticoechea, Enrique e Burruchaga; Maradona e Valdano. 👤 O principal classudo: Maradona 📺 Argentina 2x1 Inglaterra válido pelas quartas-de-final da Copa do Mundo 86 ⚽ Maradona, aos 29' do primeiro tempo no primeiro gol da vitória por 2x1 contra a Inglaterra no Estádio Azteca, no México. #CopadoMundo1986 #SeleçãoArgentina
- Especial Copa do Mundo - França 1998: o mundo se vestiu de azul
É sobre a França de 1998 que damos sequência hoje a uma série especial de Ternos de Linha vão contar a história de uma seleção de cada grupo da Copa do Mundo, terminando no dia da estreia do torneio da Rússia, dia 14 de junho. No fim dos anos 90, a seleção que encantou o mundo foi a francesa. O curioso é que, ao chegar no Mundial em casa, em 98, os ‘bleus’ carregavam muita desconfiança por parte da torcida. Isso porque a seleção ficou de fora das Copas de 90 e 94 e nem precisou passar pelas Eliminatórias. Zidane, o grande astro da equipe, era contestado por não ter o mesmo desempenho na seleção em comparação com o clube que defendia, a Juventus. O craque, inclusive, foi expulso na primeira fase e ficou de fora das oitavas. Empurrados pela torcida, os franceses foram avançando, mesmo sofrendo com a ineficiência do ataque – o setor mais cobrado pela mídia local. E quando chegou na decisão, contra o atual campeão Brasil que tinha o primeiro e segundo melhores jogadores do mundo – Ronaldo e Roberto Carlos – a torcida sabia que uma derrota seria natural. Mesmo assim, o clima de confiança no título inédito era grande. A história daquela final começou em tons dramáticos e confusos. Especialmente para os adversários da França. Quando saiu a escalação, pouco mais de uma hora antes de o jogo começar, Ronaldo não estava entre os 11 do Brasil. Como assim o melhor jogador do mundo não iria entrar em campo? O mistério aumentou quando Ronaldo apareceu em uma segunda lista. O que teria acontecido? Os brasileiros estavam mais preocupados com a situação de Ronaldo e iniciaram o jogo com uma postura diferente. A torcida e a imprensa brasileira pareciam querer entender mais o que aconteceu com o craque do que com o próprio jogo. Os franceses, mais concentrados, conseguiram impor o ritmo e, se de outro lado a estrela não brilhou, do lado azul Zidane apareceu e marcou dois gols de cabeça, algo raro para um jogador acostumado a distribuir categoria com os pés. A França criou a primeira boa chance com Zidane partindo pro meio e deixando Guivarc’h na cara do gol, mas o atacante se atrapalhou e a bola sobrou para Taffarel. Na sequência, o Brasil teve uma grande chance em uma cobrança de escanteio, que Rivaldo cabeceou e Barthez voou para segurar. Mas aos 27, Roberto Carlos tentou sair jogando e acabou colocando a bola para escanteio. Na cobrança, Zidane cabeceou para fazer 1 a 0. Antes de ampliar, os franceses, que dominavam as ações, ainda perderam com Petit e Guivarc’h. O primeiro aproveitou o rebote e chutou para fora. O outro chutou fraco e Taffarel defendeu. No minuto final da primeira etapa, novo escanteio e Zidane, dessa vez, não precisou nem saltar para cabecear e fazer 2 a 0. Depois do intervalo, o Brasil até tentou esboçar uma reação. Ronaldo dominou na área e chutou cruzado em cima de Barthez, que segurou a bola. Aos 45, Denilson acertou o travessão, mas em um contra-ataque, Petit ganhou de Cafu e tocou rasteiro para sacramentar a vitória. O primeiro título mundial francês veio coroado com uma grande atuação diante de um time gigante, porém abatido. 🏆 Copa do Mundo 1998 👕 Time base: Barthez; Thuram, Desailly, Lebouef e Lizarazu; Deschamps, Petit, Karembeau e Zidane; Djorkaeff e Guivarc'h. Técnico: Aimé Jacquet. 👤 Os principais classudos: Zidane, Djorkaeff, Deschamps, Thuram e Desailly. 📺 França 3x0 Brasil pela final da Copa do Mundo de 1998 ⚽ Zidane, aos 27 minutos do primeiro tempo na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil. #SeleçãoFrancesa #CopadoMundo1998
- Esse Terno tem história
A cada quatro anos, um confronto entra em campo. Não apenas o das seleções duelando pelo status de quem melhor joga com a bola nos pés. Estamos falando do Quem ama a Copa do Mundo x Quem liga para a Copa do Mundo, do Aqueles que torcem pela Seleção x Aqueles que "como vocês ainda apoiam isso com o país desse jeito?". Um clássico. Foi-se um tempo em que as seleções de futebol pareciam representar as nações em combate, e vem daí o grande sucesso da Copa do Mundo. Nós éramos a Pátria de Chuteiras e cantávamos para a Canarinho voar de gol em gol com direito a replay. E esse sentido de união nacional em prol de uma seleção ultrapassou, muitas vezes, cenários políticos conflituosos e da própria confederação com suas gestões não tão transparentes. A relação hoje com a Seleção Brasileira se tornou mais distante, a torcida contra aumentou e a camisa acabou ganhando até outra conotação em manifestações recentes, dividindo muitos torcedores para uma torcida que em nada tinha a ver com futebol. E mesmo com os últimos resultados da equipe brasileira na competição, a Seleção e a amarelinha, o Brasil, ainda somos um dos maiores símbolos do futebol mundial. O futebol ainda é um dos nossos maiores trunfos. Entender isso e torcer por isso não quer dizer esquecer assuntos considerados mais urgentes como se uma coisa excluísse a outra, mas também valorizar nossa trajetória em torno desse esporte e do que nos torna referência. Alguns podem até dizer que é papo de publicidade, mas a Nike deu um chute certeiro com seu comercial para a Copa do Mundo, exaltando o que chamam de "Brasileiragem". Acertou na veia em que pulsa o futebol pelos campinhos e estádios do país. E na veia dos torcedores que já se preparam para, quem sabe, mais uma taça. Quem somos nós nesse confronto? Os entusiastas do futebol brasileiro, não só em Copas do Mundo mas aqueles que vão sim vestir amarelinha, seja no corpo ou na alma, porque é preciso respeitar esse terno que tem história. #CopadoMundo2018 #SeleçãoBrasileira
- Especial Copa do Mundo - Espanha 2010: eu odeio o tiki-taka
O tiki-taka é a troca de passes todo o tempo que, segundo Guardiola, é “sem propósito”. Sim, Pep Guardiola. Ele é o autor da frase que dá o título deste texto. Em seu livro, Pep Confidential, Guardiola disse após um empate contra o Nuremberg, quando estava no Bayern, “Eu odeio essa história de passar por passar, esse tiki-taka. Não tem propósito. Você precisa passar a bola com uma intenção clara, com o objetivo de chegar ao gol adversário. Não é passar a bola só por passar. Eu odeio o tiki-taka”. Mas por que começar um texto sobre a Espanha na Copa do Mundo 2010 falando de Pep? O treinador catalão é uma bandeira de um estilo de jogo próprio, baseada na posse de bola e na troca de passes que envolve o adversário. Em 2006, após a eliminação nas oitavas-de-final para a França, o técnico Luis Aragonés, já no fim de sua carreira como técnico, começaria a arrumar a casa com um toque de bola refinado e jogadores de extrema qualidade, como Xavi, Iniesta, Xabi Alonso, Fabregas, Mata, David Silva e Sergio Busquets formando o meio de campo. A Espanha sempre vinha como favorita, pelos bons jogadores, mas nunca correspondia. Luis Aragonés levaria a Fúria ao título da Eurocopa 2008. Começava a Era de Ouro Espanhola. Após a Euro, Don Aragonés decidiu entregar o cargo, que foi assumido por Vicente Del Bosque. Classificou a Espanha para a Copa do Mundo da África do Sul vencendo todos os jogos, num grupo com Bósnia, Turquia, Bélgica, Estônia e Armênia. No primeiro jogo da Copa do Mundo, um susto. A Espanha estreava contra a Suíça. Derrota por 1 a 0. O time que chegou embalado e favorito, começou tropeçando. “Agora a Espanha decepciona mais uma vez”, diziam. Contra Honduras, vitória por 2 a 0 com doblete de David Villa. E no último jogo, contra o Chile, vitória por 2 a 1, com gols de Villa e Iniesta. Liderança do Grupo H com 6 pontos, mesma pontuação do Chile, mas um gol a mais de saldo. Nas oitavas, clássico da Península Ibérica, Espanha e Portugal. Os espanhóis dominaram o jogo, mas tinham muita dificuldade para furar a meta do goleiro Eduardo. Xavi, num passe magistral, encontrou David Villa, mais uma vez sendo decisivo para a Fúria, anotou o tento que daria a classificação. Na fase seguinte, os comandados de Del Bosque enfrentariam o Paraguai. Jogo morno no primeiro tempo. O toque de bola tentando furar a defesa paraguaia. No segundo tempo, Casillas pega um pênalti de Óscar Cardoso, em seguida, Xabi Alonso marca de pênalti, o juiz manda voltar e, na segunda cobrança, Justo Villar defendeu a cobrança. O jogo se encaminhava para o drama da prorrogação. Mas ele apareceria mais uma vez. David Villa!! Pedro acertou a trave e, no rebote, Villa empurrou pra rede. Sessenta anos depois a Fúria chegava às semifinais da Copa. A Alemanha chegava embalada. Futebol envolvente, eficiente. Duas goleadas, contra Inglaterra e Argentina. A Espanha com o toque de bola característico mas poucos gols, anulou o ataque alemão. Um time que jogava apenas no campo de ataque, trocando passes, se fechou na defesa e não deixou a Alemanha jogar. Mas na frente não correspondia. Aos 31 do segundo tempo. Xavi Hernández cobrou escanteio e Carles Puyol abriu o placar, classificando a Fúria para a decisão, contra a Holanda. Um dos jogos mais violentos na história das Copas. Uma das imagens icônicas é a voadora de Nigel de Jong no peito de Xabi Alonso, que recebeu apenas um amarelo pelo lance. Arjen Robben, cara a cara com Casillas perdeu a melhor chance do jogo. Inclusive, Iker fez uma partida irretocável naquele dia no Soccer City, em Johannesburgo. Mas o 0 a 0 persistia. E a decisão ia para a prorrogação pela segunda vez consecutiva. No tempo extra, aos 116 minutos de jogo, faltando apenas quatro para acabar, Fàbregas encontrou Iniesta dentro da área. Don Andrés fuzilou Stekelenburg e deu o título tão sonhado para a Fúria. A Era de Ouro Espanhola ainda conquistaria mais uma Eurocopa, em 2012. Com o toque de bola e o tiki-taka, mantendo a posse de bola, não deixando o adversário jogar. 🏆 Copa do Mundo 2010 👕 Time base: Iker Casillas, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol e Capdevilla; Sergio Busquets, Xabi Alonso e Xavi Hernández; Andrés Iniesta, Pedro; David Villa. Técnico: Vicente Del Bosque 👤 Os principais classudos: Iker Casillas, Xavi Hernández e Andrés Iniesta. 📺 Espanha 1x0 Holanda pela final da Copa do Mundo de 2010 ⚽ Andrés Iniesta, aos 11' do segundo tempo da prorrogação dando a vitória contra a Holanda por 1 a 0. #CopadoMundo2010 #SeleçãoEspanhola #SeleçãoHolandesa
- Especial Copa do Mundo - Uruguai 1950: O Maracanazo
A partir de hoje, até o início da Copa do Mundo, o Joga de Terno vai contar a história de uma seleção de cada grupo da Copa do Mundo. Começaremos logo com um dos maiores traumas brasileiros no futebol: URUGUAI 1950: O MARACANAZO Em meio a um cenário pós II Guerra Mundial que devastou parte da Europa e Ásia, a Copa do Mundo de 1950 desembarcou pela primeira vez no Brasil. O que começou como uma grande festa no país, com direito ao novíssimo palco construído chamado de Estádio Mário Filho, vulgo Maracanã, terminou como uma grande tragédia. Para nós brasileiros, claro. Para os uruguaios, campeões naquele ano vencendo justamente o Brasil era mais um título mundial que eles levavam para casa. 12 anos se passaram desde a última Copa do Mundo, paralisada pelos conflitos. Também por causa dela, muitos países não tiveram condições de participar do torneio, outros desistiram no meio das eliminatórias. No fim das contas, 13 seleções se enfrentariam divididas em 4 grupos. Desses, Brasil, Espanha, Suécia e Uruguai se classificaram e fizeram um grupo final, onde todos novamente se enfrentariam. O Brasil passeou na fase final com goleadas sobre a Suécia por 7x1 (!) e a Espanha por 6x1 enquanto que o Uruguai havia empatado com a Espanha por 2x2 e vencido a Suécia por 3x2. Ao contrário do que muitos acreditam, o jogo entre Brasil x Uruguai não foi uma final oficial, de fato, mas sim o último jogo de um quadrangular final decisivo para saber quem seria o primeiro do grupo e obviamente o campeão. O Brasil, jogando em casa, com um time cheio de craques como Zizinho, Ademir e o goleiro Barbosa e depois de duas goleadas era obviamente o grande favorito. Já a Celeste, que contava com nomes como Ghiggia, Obdúlio Varela e Schiaffino, tinha outros planos para aquela taça. No jogo da final, o estádio do Maracaná nunca viu um público tão grande. A capacidade oficial do estádio era para 150 mil pessoas, o que já seria um absurdo para os números de hoje, mas a empolgação era tanta em ver o Brasil campeão que estima-se que mais de 200 mil pessoas estiveram presentes. O jogo começa com o Brasil partindo pra cima e criando oportunidades enquanto o Uruguai tentava segurar a pressão brasileira. E deu certo, o primeiro tempo terminou sem gols. Logo no início da etapa final, aos 2 minutos de partida, Friaça marca para o Brasil, o Maracanã explode de alegria e a confiança, que já era grande, se torna enorme afinal, até mesmo o empate daria o título para o Brasil. O que os jogadores brasileiros - e os 200 mil torcedores - não esperavam é que justamente esse gol, que traria confiança - até demais - fez nascer no Uruguai um desejo ainda maior de vencer aquela partida. Enquanto o brasileiros relaxaram, os uruguaios partiram pra cima, comandados pelo capitão Obdúlio Varela, um verdadeiro líder em campo, daqueles que não deixariam o time desistir jamais de tentar superar esse revés. Tudo começou a mudar quando Ghigghia partiu pela direita e lançou para Schiaffino marcar aos 21 minutos. Precisando de mais um gol, eles partiam a todo custo ao ataque. Aos 34 minutos, Ghigghia recebeu a bola nas costas do marcador Bigode e se lançou mais uma vez à linha de fundo. Foi quando o goleiro Barbosa tomou a pior decisão de sua vida que o marcaria para sempre até dia de sua morte. Prevendo um novo lançamento pra área, ele se adiantou e deixou seu canto esquerdo livre. E foi justamente ali que Ghigghia preferiu chutar ao invés de cruzar. Um dos poucos momentos que se tem registro daquela Copa e justamente um dos mais icônicos do futebol mundial (confira no vídeo abaixo). Uruguai 2x1 Brasil. 200 mil olhares atônitos e 200 mil vozes em silêncio. Quem esteve ao estádio garante que nunca houve um silêncio tão ensurdecedor. Tanto no estádio quanto no vestiário. Ninguém sabia explicar o o que havia acontecido. O fato é que o excesso de confiança e certeza do título só trouxeram ao pais uma grande decepção que até hoje é lembrada. Até mesmo jornais da época, antes mesmo do jogo, já estavam nas bancas com a manchete que apontavam o Brasil como campeão Para os uruguaios, foi a vitória da raça e da vontade de superação contra a técnica e a auto-confiança brasileiras. Schiaffino e Varela se tornaram lendas do futebol uruguaio, sendo que o último é considerado o melhor jogador daquele país em todos os tempos. Ghigghia passou a ser conhecido como o "carrasco brasileiro" e o Uruguai, que havia ali conquistado o seu segundo título em quatro edições de Copa do Mundo nunca mais foi campeão desde então. 🏆 Copa do Mundo 1950 👕 Time base: Máspoli; Matias González e Tejera; Gambetta, Obdulio Varela e Rodríguez Andrade; Ghigghia, Julio Perez, Míguez, Schiaffino e Vidal (Morán). Técnico Juan Lopez 👤 Os principais classudos: Obdulio Varela, Ghigghia e Schiaffino 📺 Brasil 1x2 Uruguai pelo último do quadrangular final da Copa do Mundo de 1950 ⚽ Ghigghia, aos 34' do segundo tempo no segundo gol na vitória por 2x1 no Brasil #SeleçãoUruguaia #CopadoMundo1950 #SeleçãoBrasileira
- Se acabar com o malandro, como vai ter o otário?
É isso ai, mesmo! O classudo de hoje mandou esse questionamento quando foi perguntado se a malandragem está exagerada hoje em dia. Dé Aranha nunca foi doce nas palavras. E nem dentro de campo. O ex-centroavante de Bangu, Vasco e Botafogo coleciona causos, opiniões fortes e muita bola na rede. Seu primeiro grande momento como profissional foi com o terno do Bangu, de onde foi formado. Dé era aqueles centroavantes chatos, que desestabilizava o zagueiro sem ter a bola. Com ela nos pés, tinha perdão não, "malandro". Além de ser uma marca na sua fala, o "malandro" era personificado pela figura de Dé. Catimbeiro, o jogador nunca se intimidou de usar alguns "subterfúgios" para conseguir meter a pelota pras redes: conta-se que num jogo entre Bangu e Flamengo, o time de Moça Bonita ganhava por um a zero. O Rubro Negro pressionava. Numa falta, o zagueiro da Gávea Reyes põe a bola no chão pra poder reiniciar a partida. Dé (não nos perguntem como) me aparece um uma pedra de gelo, atira na bola, Reyes que não entende nada, perde a bola, Dé a rouba, dribla quem tem que driblar e faz o gol. A arbitragem era outra que sofria com o Aranha. Depois de surgir no Bangu em 67, em 70 foi para o Vasco. Não perdeu seu ímpeto de goleador, malandro e turrão. Num determinado jogo, teve um gol anulado. Ficou irado e partiu pra cima do bandeira. Passou a mão no gramado e enfiou goela abaixo do juiz: "burro tem que comer capim!". Ele ainda se denomina como o primeiro jogador a tomar o cartão das mãos de um juiz (e rasgá-lo com os dentes) e o recordista mundial de pênaltis cavados. Ele conta que treinava sozinho para se calçar e cair na área. Mas orgulha-se que fazia isso sem machucar ninguém. "Eu gostava era de tirar a pessoa do sério. Desestabilizar e me aproveitar disso", conta. Mas Dé não era só malandragem, não! Foi considerado um dos centroavantes mais oportunista de sua época. Fez parceira com Roberto Dinamite no Time da Colina e participou de alguns jogos da campanha do time campeão Brasileiro em 74. Daí foi para Portugal jogar pelo Sporting Lisboa, a tempo de conquistar o campeonato nacional por lá. A irreverência de Dé ficou marcada por onde jogou (no Rio, atuou também pelo Botafogo). Hoje, é comentarista e conhecido por suas opiniões fortes, sem papas na língua e por nunca esconder uma discordância. Por que jogava de terno? Irreverências e malandragens a parte, Dé foi goleador por onde passou. Dentro da área era mortal e não se intimidava pela cara feia de um zagueiro brucutu: se precisasse, driblava todo mundo e só não entrava com bola e tudo porque era humilde, como bem afirma ele. 👤 Domingos Elias Alves Pedra 👶 16 de abril de 1948 (70 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Bangu, Vasco, Sporting Lisboa, Botafogo, Al Hilal, Bonsucesso, Rio Branco-ES, Desportiva-ES e Ferroviária-SP. 🏆 Campeonato Português: 74 (Sporting Lisboa) 👑 Melhor jogador do Vasco no ano de 1971 📷 Revista Placar (retirada do site Terceiro Tempo) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,7) #Vasco #Sporting #Atacante
- O Rei da cocada
"Vai estar escrito daqui a vinte anos que o Vasco da Gama conquistou o bicampeonato com gol do Cocada aos 44 minutos, que entrou em campo aos 41 e foi expulso aos 45". São 30 anos desde a final do Campeonato Carioca de 1988, disputada entre Vasco e Flamengo que registrou o feito improvável de Luiz Edmundo Lucas Correa, o Cocada, a figura do JdT de hoje. O jogo final entre Vasco e Flamengo contava com jovens Bebeto, Romário e Renato Gaúcho. Mas foi do banco de reservas, um nome nem tão visado assim, que saiu o definidor da partida e do campeonato. Aos 41 do segundo tempo, Cocada substituía Vivinho para alguns minutos depois protagonizar a jogada que ficou na memória do torcedor vascaíno. Bismarck efetuou uma roubada de bola seguida do lançamento para Cocada, que entrou em disparado pela ponta-direita, driblou Edinho e, na entrada da área, viu Romário sozinho mas preferiu chutar. Mas, o jogador acabou se empolgando na comemoração, tirou a camisa e foi punido pelo árbitro com um cartão vermelho. O lance ainda causou uma confusão generalizada entre os jogadores, resultando também nas expulsões de Renato Gaúcho e Romário. O Vasco sagrava-se bicampeão estadual e Cocada colocou seu nome no folclore da torcida vascaína, lembrado até hoje em canções na arquibancada. O irmão do ex jogador são-paulino Müller teve passagem por outros clubes, entre eles Flamengo e Fluminense, mas sem grandes ápices como o já descrito aqui. Especializou-se na área de Educação Física e toca projetos como escolinhas de futebol e já comandou algumas equipes de base de clubes também. Por que jogava de terno? O próprio Cocada já admitiu em algumas situações que craque mesmo era o irmão mais novo, Müller. Mas não deixava de ser um jogador muito rápido e, mesmo com carreira discreta por onde passou, o protagonismo daquele lance vestindo o terno cruzmaltino o colocou nas graças dos torcedores vascaínos. 👤 Luiz Edmundo Lucas Corrêa 👶 16 de abril de 1961 (57 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Operário, Flamengo, Guarani, Santa Cruz, Americano, Farense (Portugal), Vasco, Fluminense, São José e Londrina 🏆 Campeonato Carioca 1983 (Flamengo), Campeonato Carioca 1988 (Vasco) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔(3,9) 📸 Otávio Magalhães #Vasco #Flamengo #Guarani









