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  • Respeita o capitão

    Na derrota de 2 a 1 para a Arábia Saudita, o goleiro El-Hadary do Egito se tornou o jogador mais velho a atuar em Copas do Mundo, superando Faryd Mondragon da Colômbia. Exatamente por isso o Joga de Terno apresenta a história desse jogador que para nós brasileiros é um completo desconhecido. Nascido em Kafr al-Battikh no Egito, El-Hadary surgiu para o futebol na segunda divisão do campeonato nacional egípcio. Atuando pela equipe de sua cidade, o Damietta, com apenas 17 anos. Atuando em duas temporadas com destaque na equipe da “Barragem”, o jovem goleiro teve a oportunidade de assinar contrato com o Al Ahly, gigante do futebol egípcio. No Al Ahly fez uma bonita carreira, atuando doze anos pelo clube do Cairo. Ganhando no total de vinte e seis títulos e fazendo um gol pelos vermelhos. Apesar de todo reconhecimento do clube, entrou em uma polêmica devido um contrato assinado previamente com o FC Sion da Suíça. Al Ahly multaria e daria uma geladeira no jogador, mas logo depois liberaria para seguir no clube Suíço. A partir daí virou um andarilho do futebol, passando pela Suíça, Sudão, Arábia Saudita e voltando ao Egito. Sempre passando por clubes que tinham problemas salariais e polêmicas de contratos. Mas sempre mantendo seu bom nível dentro de campo, inclusive com premiações pelos clubes e pela seleção do Egito. Na seleção de seu país disputou 150 jogos e foi quatro vezes campeão da Copa Africana de Nações. Eleito melhor goleiro na edição de 2006, onde teve seu auge no futebol. Anunciou aposentadoria da seleção no ano de 2013, mas agora em 2018 foi convocado entre os 23 selecionáveis egípcios. Contra a Arábia Saudita foi homenageado, ganhando a chance de ser titular. Por que joga de terno? Pode não ser um goleiro com destaque internacional, mas tem um significado especial para sua nação e devemos respeito. El-Hadary mostra, como seu conterrâneo Salah, que o futebol e a paixão vai muito além do mundo europeu ou dos campos brasileiros. 👤 Essam Kamal Tawfiq El-Hadary 👶 15 de janeiro de 1973 (45 anos) 🏠 Egípcio 👕 Damietta - EGI, Al Ahly SC - EGI, Sion - SUI, Ismaily - EGI, Zamalek - EGI, Al Merreikh - SUD, Al-Ittihad Alexandria - EGI, Wadi Degla - EGI, Al Taawoun - ASD 🏆 (Principais) Campeonato Egípcio 97, 98, 99, 00, 05, 06 e 07, Copa do Egito 01, 03, 06 e 07, Liga dos Campeões da CAF 01, 05 e 06 (Al-Ahly) Copa da Suiça 09 (Sion) Copa das Nações Egípcias 98, 06, 08 e 10 (Seleção Egito) 👑 Melhor goleiro da Taça das Nações Africanas 06. 50 maiores jogadores africanos de todos os tempos 13 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,0) Foto: Kevin C. Cox/Getty Images #SeleçãoEgípcia #CopadoMundo #CopadoMundo2018

  • Craque sem mídia

    Hoje, vamos falar de Diego Godín, classudo que é pilar para as estrelas tanto da seleção Celeste quanto do Atlético de Madrid de Simeone. O zagueiro Uruguaio tem uma carreira sólida. No currículo apenas quatro clubes, o pequeno Atlético Cerro, o poderoso Nacional (ambos do Uruguai), Villareal e Atlético de Madrid, da liga espanhola. Do início no Cerro até o fim da sua trajetória no Uruguai pelo Nacional, Godín colecionou grandes atuações e ficou marcado principalmente pela quantidade de roubadas de bola e por sua qualidade no ar (tanto ofensivamente quanto defensivamente), e isso chamou a atenção dos espanhois do Villareal em 2007. Seu estilo de jogo ofensivo, no ano em que fora para o futebol espanhol, não era uma exclusividade, porém, o classudo era um dos poucos zagueiros a irem para a área em quase todos os "Chuveirinhos", hoje, dificilmente algum time não conta com um zagueiro artilheiro. Como dito no primeiro parágrafo, Godín é um jogador essencial, mas sem mídia. Por exemplo, o classudo já atuou junto com defensores como Lugano, Miranda e Capdevilla, e toda vez em que formou defesa com os mesmo, sempre foi (usando um termo bruto), o coadjuvante. Depois do aniversário de trinta anos de vida, Godín teve que se acostumar com a responsabilidade de ser o principal defensor, passando toda sua experiência para o também zagueiro uruguaio José Gimenez, de apenas 23 anos. Usando o terno da seleção, Diego já disputou três Copas, venceu uma Copa América, herdou a braçadeira do Ídolo Lugano e vem fazendo uma dobradinha com o mesmo companheiro de clube, Gimenez. Por fim, alguém tem alguma dúvida de que Godín é a melhor representação do título "Craque sem mídia"? Por que joga de terno? Diego Godín, é um grande defensor moderno. Improvisa na lateral e volância com grande êxito. Pelo alto é impecável e mesmo sendo jogador de times que exigem raça, Godín é um zagueiro de poucos cartões. 👤 Diego Roberto Godín Leal 👶 16 de fevereiro de 1985 (33 anos) 🏠 Uruguaio 👕 Atlético Cerro-URU, Nacional-URU, Villareal-ESP, Atlético de Madrid-ESP e seleção uruguaia 🏆 (Principais) Liga Europa 11/12 e 17/18, Campeonato espanhol 13/14 (Atlético de Madrid); Copa América 11 (Uruguai). 👑 Time do ano da UEFA 14. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,8) #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #CopadoMundo2018

  • O Guardião Russo

    Goleiro, capitão e sinônimo de fidelidade. Este é Igor Akinfeev, goleiro e líder dos anfitriões da Copa do Mundo de 2018, a segunda em seu currículo. Além de defender a seleção da casa, o arqueiro soma mais de 500 jogos com o estiloso terno do CSKA Moscou, clube ao qual se dedicou por toda a carreira. Com a equipe, conquistou uma montanha de troféus domésticos, a Copa da UEFA e uma invejável marca: é o goleiro que mais terminou partidas sem ser vazado no futebol russo. Logo em sua estreia profissional, com 16 anos, Akinfeev mostrou a que veio: pênalti defendido e redes intocadas por todo o jogo. Um ano depois, em 2003, ele já era titular e campeão russo, pela primeira de muitas vezes. Duas temporadas mais tarde, conquistou a tríplice coroa, batendo o Sporting na final da então Copa da UEFA. Daí em diante, já se firmara como um goleiro de alto nível. Em 2006, foi eleito o melhor jogador entre os nascidos nos países que integravam a antiga União Soviética. A qualidade se manteve ao longo dos tempos e Akinfeev foi escolhido o melhor futebolista russo de 2012. Pela seleção, sua trajetória também é marcante, embora carente de troféus. A estreia foi em 2004, quando se tornou o mais jovem atleta da história da Rússia independente. Foi convocado para a Euro daquele ano, ainda como reserva. Tornou-se titular nas eliminatórias para o mundial de 2006, mas a sonhada classificação não veio. Como consolo, a grande campanha na Euro 2008, em que os russos chegaram à semifinal, perdida para a futura campeã Espanha. Nas eliminatórias para a Copa de 2010, a Rússia falhou novamente. Já na eliminação na primeira fase da Euro 2012, Akinfeev foi reserva. Restabeleceu-se como titular e veio ao mundial de 2014 no Brasil, porém falhou em duas das três partidas e não teve oportunidade de se redimir naquele torneio. Nada que manchasse sua trajetória sob as balizas russas. Foi titular na Euro 2016, mas não pôde fazer muito pela classificação de um fraco elenco, que seria lanterna do grupo B. Um ano depois, sucedeu Vasili Berezutski como capitão na Copa das Confederações, mas não avançou de fase num grupo que tinha México e Portugal. Na Copa de 2018, tenta mudar o histórico recente de eliminações e reeditar campanha semelhante à da Eurocopa de 2008, dessa vez com o apoio do torcedor em casa. Por que joga de terno? Goleiro do CSKA desde os 4 anos de idade, Akinfeev é um talento precoce embaixo das traves. Desde cedo, foi comparado a lendas como Yashin e Dasayev. O decorrer de sua carreira deixou clara a empolgação de torcida e imprensa, mas a qualidade e a liderança são indiscutíveis. Com reflexo, boa saída da baliza, frieza e regularidade, Akinfeev se posta como um goleiro difícil de vazar. Não à toa, é titular absoluto e incontestável de seleção e clube há muitos anos. E ainda há muitos por vir para o guardião russo. 👤 Igor Vladimirovich Akinfeev 👶 8 de abril de 1986 (32 anos) 🏠 Russo 👕 CSKA e Seleção Russa 🏆 Campeonato Russo 03, 05, 06, 12/13, 13/14, 15/16; Copa da Rússia 04/05, 05/06, 07/08, 08/09, 10/11, 12/13 e Copa da UEFA 04/05. 👑 Jogador do ano na liga russa 11/12; Jogador do ano entre os países da antiga União Soviética 06. 📸 Svetlana Beketova Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) #CSKAMoscou #SeleçãoRussa #CopadoMundo2018 #CopadoMundo2014

  • Canhota poderosa

    Aleksandar Kolarov marcou o terceiro gol de falta desta Copa do Mundo, diante da Costa Rica e garantiu a vitória da Sérvia na primeira rodada da fase de grupos da Copa. O lateral sérvio nasceu em Belgrado, na antiga Iugoslávia. Entre 2007 e 2010, o jogador defendeu a Lazio, mas foi no Manchester City que ele realmente se destacou. Pelos Citizens viveu um momento de transição da equipe e saboreou uma conquista heroica do Campeonato Inglês. Kun Aguero fez o gol aos 49 do segundo tempo, diante do Queens Park Rangers, e a equipe de Manchester levou o caneco justamente contra o rival United, na temporada 2011/12, quando o título foi decidido no saldo de gols. Depois de sete anos vestindo azul, o jogador voltou à Itália agora do outro lado do clássiso della Capitalle, vestindo a camisa da Roma. Em seu primeiro ano foram 31 jogos e 3 gols, entre eles, um belíssimo gol de falta diante da Atalanta. Por que joga de terno? Kolarov pode não ser dos jogadores mais habilidosos da seleção sérvia, mas com o terno de várias equipes desfilou sua garra e polivalência, já que pode atuar também como zagueiro. Vale ressaltar também que ele é o capitão de sua equipe nesta Copa do Mundo e foi considerado o melhor jogador de seu país em 2011. Exímio cobrador de faltas que possui um chute potente na perna esquerda, que muitas vezes surpreende os goleiros, já que tem a qualidade de bater várias maneiras, seja colocada ou pancada. Pelos City, foram 244 jogos e 21 gols, 7 anos de dedicação e seis títulos... Tá fraca essa média de títulos pelo clube inglês? Na Lazio também foi um jogador vitorioso, onde conquistou mais dois canecos. Vale lembrar que o Brasil encara a Sérvia na última rodada da Copa do Mundo, na próxima quarta-feira. Será que o jogador pode aprontar alguma com a seleção canarinho? 👤 Aleksandar Kolarov 👶 10 novembro de 1985 (32 anos) 🏠 Sérvio 👕 Čukarički, OFK Belgrado, Lazio, Manchester City, Roma e Seleção Sérvia 🏆 Campeonato Inglês 11/12, 13/14; Copa da Inglaterra 10/11; Super Copa da Inglaterra 2012, Copa da Liga Inglesa 13/14, 15/16 (Manchester City) Coppa Itália e Super Copa da Itália (Lazio) 👑 Jogador do ano da Sérvia em 2011 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5) 📷 Imagem: Zimbio #ManchesterCity #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2018

  • Especial Copa do Mundo - Colômbia 2014: La Cuarta Fuerza de America

    Nosso último texto da série especial sobre histórias das seleções nas Copas do Mundo é sobre a Colômbia, do grupo H. A partir de agora vamos vivenciar novas histórias na Rússia! RUMO AO HEXA! LA CUARTA FUERZA DE AMÉRICA Era 4 de julho de 2014, quando o jornal "El Tiempo", da Colômbia, estampava em sua unidade virtual a frase "¡Grácias mi selección! La mejor de la historia!", que traduzida para o português significa "Obrigado minha seleção! A melhor da historia!". Esta era apenas uma das primeiras homenagens e demonstração de orgulho dos colombianos para com sua seleção após o mundial disputado aqui no Brasil. Hoje, na nossa série de textos sobre as principais seleções da copa, iremos falar da campanha da Colômbia em 2014! Todo esse sentimento de orgulho e felicidade dos colombianos era, antes da copa, uma tensão gigantesca, e essa tensão se atendia pelo nome de Radamel Falcão. Craque que ficaria fora da copa devido a um rompimento em um dos ligamentos do joelho esquerdo. Com isso, a nação colombiana se via muito mais fraca e receiosa. Quem poderia salvar a seleção aquela altura? Dado o pontapé inicial contra os gregos, o que se viu foi uma seleção forte, muito bem treinada e entrosada. Resultado: 3 a 0. No mesmo jogo, as atenções começaram a se voltar para o camisa 10 James Rodriguez, que fez valer a sucessão do posto de "Craque colombiano" herdado por Falcão. Do estádio Mineirão para o tapete do lendário Mané Garrincha, os sul-americanos mostraram sua raça típica e triunfaram sobre os Marfinenses Yaya Touré, Didier Drogba, Gervinho e Cia. O que mais encantou o mundo naquele jogo, foi a sintonia dos atletas "Cafeteiros" com a massa vestida de amarelo das arquibancadas (Que continha brasileiros também). Toda vez que lhes era oportuno, os jogadores clamavam a voz de sua torcida, que por sua vez, atendia a clama. Sensacional! Com uma classificação (surpreendente) encaminhada a seleção classuda encarou o Japão mostrando um futebol bonito e com James brilhando como nunca! Eram mais três pontos, passaporte para as oitavas e que visse o Uruguai!!! Nas oitavas a respiração dos torcedores ficou trancada por alguns instantes ao ver a poderosa seleção uruguaia entrando em campo! Não havia qualquer tipo de arrogância da parte do time celeste, porém, o pesado terno com 2 estrelas acima do escudo transmitia favoritismo, mesmo com a fraca campanha no grupo D. Com bola rolando, não se viu qualquer tipo de superioridade na cor azul. O jogo era da grande geração colombiana! Nada de Falcão-dependência. Cuadrado, Yepes, Zuñiga, James e Cia. mostraram que o seu futebol iria contextualizar perfeitamente a machete do "El Tiempo". Neste grande ludopédio, ainda teria o gol de James, que dispensa qualquer narração emotiva. Foi mágico por si só! Digno de Puskás! Chegando em uma terra desconhecida, vulgo, quartas-de-final da Copa do Mundo, a Colômbia sentiu o poder da tal defesa mais cara do mundo. Thiago Silva e David Luiz, com seus respectivos gols, trataram de interromper o sonho dos andinos, enquanto Zuñiga fazia o mesmo com Neymar. Por fim, sem dúvidas alguma, os Cafeteiros mostraram que a América do Sul, tinha agora, mais uma potência! 🏆 Quartas-de-final da Copa do Mundo de 2014 👕 Time base: Ospina; Zuñiga; Zapata; Yepes; Armero; Guarin; Carlos Sanches; Cuadrado; Ibarbo; Carlos Bacca e James Rodriguez. 👤 Os principais classudos: James Rodriguez, Cuadrado e Armero. 📺 Colômbia 2x0 Uruguai válido pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo 14 ⚽ James Rodriguez, aos 28' do 2° tempo na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, no Maracanã #CopadoMundo2014 #SeleçãoColombiana

  • Especial Copa do Mundo - Inglaterra 1966: Uma Copa para inglês ver

    É a Inglaterra a inventora do futebol que conhecemos hoje. Pelo menos, é o que se conta e o que se republica por ai. E é difícil imaginar que um país desse tenha apenas uma Copa. E uma copa jogada em casa e com alguns atributos polêmicos que perduram até hoje. Fato é que antes de 66 o English Team ostentava apenas o título de "Inventores do Futebol". E se orgulhavam disso. Junto a Escócia, é a confederação de futebol mais antiga do mundo, com surgimento na década de 60 do século XIX. Porém, a The Football Association vivia às rugas com a FIFA. Por isso, só foi disputar sua primeira copa em 50, no Brasil. Talvez para se fazer uma "justiça histórica" para o então time nacional mais velho, a Federação Máxima do Futebol mundial "deu de presente" a sede da copa de 66, para que Ingleses pudessem comemorar os 100 anos de sua Federação. E a equipe de casa preparou uma bela festa e um belo time, para que todos os ingleses pudessem ver. O time anfitrião tinha em seu escrete nomes como Gordon Banks, Bobby Moore e Bobby Charlton. Certamente nomes imortais para o esporte bretão e que tinha pela frente o desafio de desbancar a então bi-campeã seleção brasileira, que vinha empolgada (até demais) para levar definitivamente a Jules Rimet para casa. A Copa de 66 ficaria marcada por ser a mais polêmica das Copas. É indicustivel que aquele esquadrão teria forças para se sagrar campeão e vencer times mais fortes, como o Brasil e a grande surpresa daquela edição, Portugal. Porém, até hoje, se discute a "benevolência" da arbitragem para alguns episódios que envolveriam os donos da casa. A primeira delas, foi a vista grossa para as entradas mais fortes dos ingleses em Pelé, sensação da época e franco favorito para levar o caneco junto a seus conterrâneos. O english team não poupou os canarinhos e a arbitragem pouco fez para impedir algo, às vistas da Rainha. Outro caso acusado como favorecimento seria contra a Argentina, nas quartas. O arbitro Alemão Rudolf Kreitlein expulsou Antonio Rattin por "indisciplina e pelo olhar controverso". Esse episódio foi o estopim para que a FIFA visse a necessidade de um artificio melhor para explicar uma punição, haja vista que naquela época não existiam os cartões e o jogador argentino ficou mais de 10 minutos em campo exigindo uma explicação. A pior e talvez maior polêmica das Copas, foi na final. Disputada contra a Alemanha Ocidental da revelação daquela copa, Franz Beckenbauer, os ingleses fizeram jogo duro empatado em 2x2 no tempo normal. Eles saíram de campo reclamando um toque de mão no segundo gol Alemão. Como "compensação", o árbitro deu um duvidoso gol no segundo tento de Hurst, que bateu no travessão e teria quicado em cima da linha e voltado pra campo. Hoje, com ajuda da tecnologia, é possível dizer que ela não entrou por 6cm. Em todo caso, os ingleses fariam mais um (de novo com Hurst, o fazendo ser o único jogador a marcar três vezes numa final até hoje) e terminariam a final com 4x2. Polêmicas à parte, o plantel de terno inglês fez história com nomes imortalizados até hoje na história. É injusto falar que o time comandado Alf Ramsey não teve seu merecimento naquela Copa. Além de contar com jogadores sagrados, e equipe jogava de um jeito moderno, com devida marcação em adversários que poderiam fazer diferença (como Pelé pelo Brasil e Eusébio por Portugal). Além disso, seus pontas Ball e Peters, ficaram conhecidos pela versatilidade ao avançar dentro da área e recuar para o meio, variando o time de um 4-2-4 e 4-4-2 dependendo da situação da partida. 🏆 Copa do Mundo 1966 👕 Time base: Gordon Banks; Cohen, J. Charlton, Bobby Moore e Wilson; Stiles e Bobby Charlton; Ball, Hurst, Hunt e Peters 👤 Os principais classudos: Gordon Banks, Bobby Moore e Bobby Charlton 📺 Inglaterra 4x2 Alemanha Ocidental na final da Copa do Mundo de 1966 ⚽ Hurst, aos 11' do primeiro tempo da prorrogação na final de 66, o terceiro gol inglês na vitória por 4x2 na Alemanha Ocidental. #SeleçãoInglesa #CopadoMundo #CopadoMundo1966

  • Especial Copa do Mundo - Brasil 1970: A taça do mundo é nossa

    Todo mundo conhece o jingle e, apesar de ele ter sido escrito em 1958, foi em 1970 que ele passou a fazer mais sentido. Brasil tricampeão da Copa do Mundo e dono da Taça Jules Rimet. O sumiço do troféu deixamos para uma outra história... A 9° Copa do Mundo, disputada no México em 1970 foi uma Copa de novidades. A primeira a ser transmitida via satélite ao vivo e em cores, a primeira a permitir substituições, duas por partida e a primeira Copa em que os árbitros utilizaram cartões vermelhos e amarelos. O esquadrão brasileiro era comandado pelo velho lobo Zagallo e o elenco viria a se tornar o que muitos consideram o melhor time que nossa seleção já teve. Pelé, que até o início da Copa corria o risco de ser reserva, liderava um ataque fulminante composto por ele, Rivelino, Tostão e Jairzinho, o vice-artilheiro da Copa com 7 gols e uma curiosidade bem relevante, marcou gol em todos os 6 jogos disputados pelo Brasil no torneio. A defesa era comandada pelo grandioso Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção. Além dele, a parte defensiva era composta por Félix, Brito, Piazza, Everaldo, Clodoaldo e Gerson. O Brasil de 70 tinha uma afinidade que poucos times conseguem alcançar, com passes psicografados, eficiência letal e um repertório vasto que trouxeram um pouco de paz e alegria a uma nação que vivia momentos turbulentos com a intervenção militar. O grupo 3 era formado por Tchecoslováquia, Brasil, Romênia e a seleção a ser batida, a atual campeã do mundo da época, a Inglaterra de Gordon Banks, Booby Moore e Booby Charlton. Três jogos, três vitórias e menção honrosa a Gordon Banks que fez a defesa do século em uma cabeçada de Pelé. As partidas das quartas-de-finais e semifinais reservariam encontros sul-americanos com Peru e Uruguai, onde pudemos finalmente lavar a alma depois do Maracanaço. O adversário final viria da partida que foi considerada a mais emocionante do século. Após um empate de 1 a 1 no tempo regulamentar , Itália e Alemanha Ocidental alcançaram um feito até hoje jamais repetido em Copas do mundo, a bola chegou ao fundo das redes por cinco vezes na prorrogação, e entre empates e viradas, os italianos saíram vitoriosos com um placar de 4 a 3. Apesar do fracasso de 1966, o Brasil deu a volta por cima, vencendo todos os jogos desde as eliminatórias até a final do campeonato mundial e com um placar de 4 a 1 sobre os italianos escrevemos nosso nome na história como o pais do futebol. 🏆 Copa do Mundo de 1970 👕 Time base: Félix, Carlos Alberto, Brito, Piazza, Everaldo, Clodoaldo, Gérson, Rivelino, Tostão, Pelé e Jairzinho. Tecnico: Zagallo. 👤 Principais classudos: Carlos Alberto, Gérson, Rivelino, Tostão, Pelé e Jairzinho. 📺 Brasil 4x1 Itália, final da Copa do Mundo de 1970. ⚽ Carlos Alberto aos 41' do segundo tempo. #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo1970

  • Especial Copa do Mundo - Argentina 1986: Muito além de la mano de Dios

    É sobre a Argentina de 1986 que damos sequência hoje a uma série especial de Ternos de Linha vão contar a história de uma seleção de cada grupo da Copa do Mundo , terminando no dia da estreia do torneio da Rússia, dia 14 de junho. A Copa de 1986, conquistada pela Argentina foi especial. Mas isso você já deve saber. Qualquer país que vence a maior competição de futebol do mundo tem um sentimento especial pela conquista. Porém, diferente de outras conquistas, o povo argentino carrega um sentimento que vai muito além do simples patriotismo representado em um evento esportivo. Lá, em 86, tinha muito mais que apenas a possível conquista da Copa. A Argentina, oito anos antes, havia conquistado o seu primeiro mundial. Mas a forma polêmica de como se tornou campeã em 78 deixou um sentimento de revolta nos Hermanos, que buscavam vencer novamente para mostrar que a Argentina era sim uma potência mundial do futebol. Além disso, também havia o gosto amargo da eliminação precoce da Copa de 82. Como se pode notar, o povo argentino queria provar muita coisa em 86 e tinha uma pessoa dentre todas obstinada a tornar esse desejo realidade: Diego Armando Maradona. Muitos dizem que o craque carregou a seleção sozinho e, em partes, eles têm razão. Maradona era a maior estrela daquela seleção, mas não fez todo o trabalho sozinho – apenas a maior parte dele. Comparada com outros anos, a seleção de 86 tinha muito equilíbrio entre a defesa forte e consistente, comandada por Ruggeri, Brown e Cucciufo, passando por um meio campo marcador, com Enrique e Batista, e chegando ao poderoso ataque com Burruchaga, Valdano e o craque Maradona. Jogando num inovador esquema para a época (3-5-2), a equipe dava total liberdade para El Pibe destruir os beques adversários. A campanha argentina encontrou rivais tradicionais pelo caminho. Na fase de grupos enfrentou a atual campeã Itália, já nas oitavas derrotou o tradicional rival Uruguai de Francescoli e cia. Porém, as quartas de final reservavam um inimigo especial e, durante os 90 minutos, a partida deixou de ser apenas de futebol. Do outro lado estava a Inglaterra que, anos antes havia vencido a Guerra das Malvinas contra a própria Argentina. O clima de tensão antes e durante o jogo foi inevitável. Fato que fez com que a polícia mexicana realizasse uma grande e complicada operação ao redor do Estádio Azteca, palco da partida. Esta foi a primeira vez que as seleções se enfrentavam depois da guerra. Os argentinos queriam vingança. Um argentino em especial estava disposto a tudo para vingar o seu país. E assim o fez. Maradona não apenas acabou com a Inglaterra naquela partida, como fez uma das maiores apresentações de um jogador na história das Copas. O início da vingança surgiu num gol que entrou pra história: a mão de Deus, de El Pibe colocou a Argentina à frente do placar e foi como uma estocada no adversário inglês que, anos antes, havia derrotado a tropa argentina e reconquistado o poder das Malvinas. O segundo gol foi para lavar a alma. Maradona, do alto de toda a sua genialidade, marcou um dos gols mais bonitos da história das Copas, ao arrancar do meio campo, passar por praticamente todo time inglês, driblar o goleiro e marcar o gol que decretou a vitória. Os ingleses ainda tentaram reagir, marcaram um gol com Lineker, mas não foi suficiente para diminuir o ímpeto argentino e, principalmente, de Dieguito. A vingança argentina ocorreu no futebol e da forma mais deliciosa possível para os Hermanos. Ao final da partida, ao ser questionado sobre o polêmico gol de mão, Maradona, meio que sem querer, deu nome ao seu gol ao declarar que “Se houve mão na bola, foi a mão de Deus”. A semifinal foi contra Bélgica e, novamente El Pibe, fez questão de despachar os rivais, dessa vez em uma espécie de vingança pessoal contra os belgas que, na Copa anterior, haviam “batido demais” no craque argentino. A final foi contra a poderosa seleção alemã, que havia eliminado somente a França de Platini. A partida foi equilibrada, mas mesmo a marcação individual que a Alemanha preparou para Maradona não foi suficiente para segurar a vontade da Argentina de vencer aquele Mundial. A Argentina abriu o 2 a 0 com Brown e Valdano, mas a Alemanha conseguiu empatar o jogo. Aí então foi a hora de Maradona fazer a diferença (mais uma vez) e, com um passe magistral, colocou Burruchaga em condições de fazer o terceiro gol e dar números finais à partida. Desta vez, de forma incontestável e legítima (diferente do que é dito de 78), a Argentina foi campeã mundial. Outra vez o México, tal qual 1970 de Pelé, viu uma Copa em sua terra consagrar um jogador, o elevando ao status de mito do futebol. 🏆 Copa do Mundo 1986 👕 Time base: Pumpido; Cuciuffo, Brown e Ruggeri; Giusti, Batista, Olarticoechea, Enrique e Burruchaga; Maradona e Valdano. 👤 O principal classudo: Maradona 📺 Argentina 2x1 Inglaterra válido pelas quartas-de-final da Copa do Mundo 86 ⚽ Maradona, aos 29' do primeiro tempo no primeiro gol da vitória por 2x1 contra a Inglaterra no Estádio Azteca, no México. #CopadoMundo1986 #SeleçãoArgentina

  • Especial Copa do Mundo - França 1998: o mundo se vestiu de azul

    É sobre a França de 1998 que damos sequência hoje a uma série especial de Ternos de Linha vão contar a história de uma seleção de cada grupo da Copa do Mundo, terminando no dia da estreia do torneio da Rússia, dia 14 de junho. No fim dos anos 90, a seleção que encantou o mundo foi a francesa. O curioso é que, ao chegar no Mundial em casa, em 98, os ‘bleus’ carregavam muita desconfiança por parte da torcida. Isso porque a seleção ficou de fora das Copas de 90 e 94 e nem precisou passar pelas Eliminatórias. Zidane, o grande astro da equipe, era contestado por não ter o mesmo desempenho na seleção em comparação com o clube que defendia, a Juventus. O craque, inclusive, foi expulso na primeira fase e ficou de fora das oitavas. Empurrados pela torcida, os franceses foram avançando, mesmo sofrendo com a ineficiência do ataque – o setor mais cobrado pela mídia local. E quando chegou na decisão, contra o atual campeão Brasil que tinha o primeiro e segundo melhores jogadores do mundo – Ronaldo e Roberto Carlos – a torcida sabia que uma derrota seria natural. Mesmo assim, o clima de confiança no título inédito era grande. A história daquela final começou em tons dramáticos e confusos. Especialmente para os adversários da França. Quando saiu a escalação, pouco mais de uma hora antes de o jogo começar, Ronaldo não estava entre os 11 do Brasil. Como assim o melhor jogador do mundo não iria entrar em campo? O mistério aumentou quando Ronaldo apareceu em uma segunda lista. O que teria acontecido? Os brasileiros estavam mais preocupados com a situação de Ronaldo e iniciaram o jogo com uma postura diferente. A torcida e a imprensa brasileira pareciam querer entender mais o que aconteceu com o craque do que com o próprio jogo. Os franceses, mais concentrados, conseguiram impor o ritmo e, se de outro lado a estrela não brilhou, do lado azul Zidane apareceu e marcou dois gols de cabeça, algo raro para um jogador acostumado a distribuir categoria com os pés. A França criou a primeira boa chance com Zidane partindo pro meio e deixando Guivarc’h na cara do gol, mas o atacante se atrapalhou e a bola sobrou para Taffarel. Na sequência, o Brasil teve uma grande chance em uma cobrança de escanteio, que Rivaldo cabeceou e Barthez voou para segurar. Mas aos 27, Roberto Carlos tentou sair jogando e acabou colocando a bola para escanteio. Na cobrança, Zidane cabeceou para fazer 1 a 0. Antes de ampliar, os franceses, que dominavam as ações, ainda perderam com Petit e Guivarc’h. O primeiro aproveitou o rebote e chutou para fora. O outro chutou fraco e Taffarel defendeu. No minuto final da primeira etapa, novo escanteio e Zidane, dessa vez, não precisou nem saltar para cabecear e fazer 2 a 0. Depois do intervalo, o Brasil até tentou esboçar uma reação. Ronaldo dominou na área e chutou cruzado em cima de Barthez, que segurou a bola. Aos 45, Denilson acertou o travessão, mas em um contra-ataque, Petit ganhou de Cafu e tocou rasteiro para sacramentar a vitória. O primeiro título mundial francês veio coroado com uma grande atuação diante de um time gigante, porém abatido. 🏆 Copa do Mundo 1998 👕 Time base: Barthez; Thuram, Desailly, Lebouef e Lizarazu; Deschamps, Petit, Karembeau e Zidane; Djorkaeff e Guivarc'h. Técnico: Aimé Jacquet. 👤 Os principais classudos: Zidane, Djorkaeff, Deschamps, Thuram e Desailly. 📺 França 3x0 Brasil pela final da Copa do Mundo de 1998 ⚽ Zidane, aos 27 minutos do primeiro tempo na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil. #SeleçãoFrancesa #CopadoMundo1998

  • Esse Terno tem história

    A cada quatro anos, um confronto entra em campo. Não apenas o das seleções duelando pelo status de quem melhor joga com a bola nos pés. Estamos falando do Quem ama a Copa do Mundo x Quem liga para a Copa do Mundo, do Aqueles que torcem pela Seleção x Aqueles que "como vocês ainda apoiam isso com o país desse jeito?". Um clássico. Foi-se um tempo em que as seleções de futebol pareciam representar as nações em combate, e vem daí o grande sucesso da Copa do Mundo. Nós éramos a Pátria de Chuteiras e cantávamos para a Canarinho voar de gol em gol com direito a replay. E esse sentido de união nacional em prol de uma seleção ultrapassou, muitas vezes, cenários políticos conflituosos e da própria confederação com suas gestões não tão transparentes. A relação hoje com a Seleção Brasileira se tornou mais distante, a torcida contra aumentou e a camisa acabou ganhando até outra conotação em manifestações recentes, dividindo muitos torcedores para uma torcida que em nada tinha a ver com futebol. E mesmo com os últimos resultados da equipe brasileira na competição, a Seleção e a amarelinha, o Brasil, ainda somos um dos maiores símbolos do futebol mundial. O futebol ainda é um dos nossos maiores trunfos. Entender isso e torcer por isso não quer dizer esquecer assuntos considerados mais urgentes como se uma coisa excluísse a outra, mas também valorizar nossa trajetória em torno desse esporte e do que nos torna referência. Alguns podem até dizer que é papo de publicidade, mas a Nike deu um chute certeiro com seu comercial para a Copa do Mundo, exaltando o que chamam de "Brasileiragem". Acertou na veia em que pulsa o futebol pelos campinhos e estádios do país. E na veia dos torcedores que já se preparam para, quem sabe, mais uma taça. Quem somos nós nesse confronto? Os entusiastas do futebol brasileiro, não só em Copas do Mundo mas aqueles que vão sim vestir amarelinha, seja no corpo ou na alma, porque é preciso respeitar esse terno que tem história. #CopadoMundo2018 #SeleçãoBrasileira

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