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  • Um carrasco boa praça

    O gesto havia sido simples, porém, os mínimos tapinhas na própria cabeça fizeram da comemoração de Wesley Sneijder, o pior pesadelo brasileiro por quatro anos. Hoje, o carrasco de 2010 é quem recebe o título de classudo! O contexto do primeiro parágrafo é simples e negativamente inesquecível para os torcedores canarinho: duas bolas lançadas na área de Júlio César, duas falhas, duas participações de Sneijder e dois gols que sepultaram a participação do time brasileiro naquela copa! O então companheiro de Maicon, Lúcio e Júlio César na Internazionale teve como a copa da África apenas um dos seus grandes triunfos daquele ano, pois a conquista da "Orelhuda" e do mundial de clubes vestindo o terno italiano, também foram fundamentais para que o craque conquistasse o prêmio de quarto melhor jogador do planeta. Há quem diga que tal colocação no prêmio, foi pouco para o holandês. Jogador de uma temporada apenas? Jamais! Antes mesmo de se tornar um dos maiores do mundo desfilando em tapetes italianos, Sneijder havia vestido os pesadíssimos ternos de Ajax, onde foi revelado e de Real Madrid! Nos dois clubes em questão, o classudo mostrou toda sua qualidade com bola nos pés e não sentiu o peso das temporadas de estreia, fazendo valer o voto de confiança dado pelo então treinador do Ajax, Koeman e os 27 milhões de euros desembolsados por Florentino Pérez para ter o grande maestro da meiuca em terras madrilenhas! Para os que não recordam do holandês no time espanhol, vos digo que a camisa 10 lhe foi pertencente e que foi honrada com magia e grandes gols, como a falta magistral contra o Levante. Os olhos que contemplaram aquilo ao vivo, se deliciaram com a beleza do gol. Muita classe! Ao passar dos anos, toda disposição e vontade de correr pelo campo inteiro, foi substituída pela experiência e a necessidade de criar atalhos dentro das quatro linhas, contextualizando a mudança de postura do camisa dez nos ludopédios. Afinal, quando começou a atuar no Galatasaray, a personalidade de hoje já passava da famosa "Casa dos 30". Em seu fim de carreira, com tudo o que esteve ao seu alcance conquistado, Wesley Sneijder pode olhar para trás e ver que fez de muitos atacantes, goleadores! Que agradeçam Drogba, Balotelli, Ibrahimovic e dentre outros! De Utretch para o mundo, Sneijder tem a admiração dos amantes do esporte bretão por ter sido em seu auge e nos dias de hoje, um atleta transparente e de muita entrega ao escudo que defende! Um jogador da lista dos "Impossível de odiar", mesmo ele sucumbindo a segunda tentativa do hexa! Por que joga de terno? Um camisa dez clássico de boa chegada na frente, que fez dele artilheiro de competições como a Copa do Mundo. Muito habilidoso em situações de pouco espaço e calmo de um perfil de liderança, um grande capitão! 👤Wesley Beijamin Sneijder 👶 9 de Junho de 1984 🏠 Holandês 👕 Ajax-HOL, Real Madrid-ESP, Inter De Milão-ITA, Galatasaray-TUR, Nice-FRA, Al-Garrafa-EAU e seleção holandesa. 🏆(Principais) Campeonato holandês 01/02 e 03/04; Copa da Holanda 01/02, 05/06 e 06/07; Campeonato espanhol 07/08; Campeonato italiano 09/10; Copa da Itália 09/10 e 10/11; Liga dos Campeões 09/10; Mundial de Clubes 10; Campeonato turco 12/13 e 14/15. 👑 Melhor jogador holandês jovem 03/04; Seleção Euro 08; Bola de prata Copa do Mundo 10; Seleção da Copa do Mundo 10; Seleção da UEFA 09/10; Melhor meia da UEFA 09/10; Classometro: 👔👔👔👔👔👔👔(7,3) 📷 Dean Mouhtaropoulos/Getty Images Europa #SeleçãoHo #Inter #Gala #CopadoMundo20 #CopadoMundo #RealMadrid #Meiaatacante

  • Artilharia dinamarquesa

    Na Copa do Mundo de 2002, a França era eliminada na primeira fase após perder para a Dinamarca por 2 a 0. O Joga de Terno apresenta o classudo que foi considerado o carrasco daquele jogo: Jon Tomasson. A partida coroava o atacante, que deixou o zagueiro francês no chão e ficou livre na área para fechar a conta e mandar embora a seleção até então campeã mundial. Este foi o penúltimo gol de Tomasson vestindo o terno dinamarquês, tendo marcado mais um como capitão na Copa de 2010 em uma cobrança de pênalti contra o Japão. Foram cinco gols em Copas de um total de 52 em 112 jogos pela Dinamarca. O dinamarquês tem boas lembranças das ligas na Europa. Sua carreira passa pela Inglaterra e Holanda, onde conquistou uma Copa UEFA e outros títulos pelo Feyenoord. Em 2002, chegava ao Milan para uma passagem de sucesso. Participou da conquista de cinco títulos da equipe italiana, incluindo a Liga dos Campeões 2002/03, saindo da reserva e marcando três gols durante a competição. Dali, ainda representaria Stuttgart e Villareal, tornando-se o quinto jogador a ter atuado na Premier League, Serie A, Bundesliga e Primera División e ainda o terceiro dinamarquês com mais gols internacionais. Aos 34 anos, depois de 20 gols em 37 partidas de volta ao Feyenoord, lesões interromperam a carreira do jogador, que na Copa do Mundo de 2018 atuava na comissão técnica da seleção da Dinamarca. Por que jogava de terno? A falta de ritmo ou físico em sequência de partidas eram notáveis no dinamarquês, mas sem dúvidas, o que os torcedores apreciavam em Tomasson era a visão de jogo e posicionamento em campo. Além da precisão e acabamento dignos de um atacante com uma carreira produtiva, que o levou a equipes como Milan e Villareal, além de ser o principal artilheiro da seleção da Dinamarca. 👤 Jon Dahl Tomasson 👶 29 de agosto de 1976 🏠 Dinamarquês 👕 Kage, Herenveen (DIN), Newcastel United (ING), Feyenoord (HOL), Milan (ITA), Stuttgart (ALE), Vilarreal (ESP) e Seleção DInamarquesa 🏆 Campeonato Holandês 98/99, Copa da Uefa 01/02 (Feyenoord), Copa da Itália 02/03, Liga dos Campeões 02/03, Campeonato Italiano 03/04 (Milan) 👑 Futebolista Dinamarquês 02 e 04, Chuteira de Bronze Copa do Mundo 02 e Seleção da Uefa 04. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) 📸 Matthew Ashton #Atacante #SeleçãoDinamarquesa #Mil #Villareal #CopadoMundo #Dinamarca

  • Respeito é pra quem tem

    Liderança, dedicação e disposição. Estas são algumas palavras que resumem o classudo de hoje do Joga de Terno. Carles Puyol i Saforcada, o homem de um clube só, dos quinze anos que atuou pelo Barcelona, capitaneou a equipe por dez anos e tornou-se um nome respeitado na Catalunha e uma lenda viva para os adeptos de futebol de todo o mundo. Puyol nasceu na cidade de La Pobla de Ségur, que fica na Província de Lleida, na Catalunha, e se dependesse de seus pais, nunca teria estreado em um campo de futebol. Começou na equipe de sua cidade natal como goleiro, após uma lesão no ombro em um de seus treinos, mudou para o ataque tendo sido comparado até a Romário. Em 1995 se juntou ao Barcelona C, equipe jovem do time Catalão, onde foi colocado pra jogar de cabeça de área. Dois anos mais tarde Puyol foi promovido ao Barcelona B e mudou mais uma vez de posição, jogando de lateral direito e em algumas ocasiões, jogava também do lado esquerdo pelo fato de ser ambidestro. No ano de 1998, o Barcelona aceitou uma oferta do Málaga para vender Puyol, porém, depois de ver seu melhor amigo, Xavi Hernández, estrear na equipe principal, ele se recusou a sair. Depois desse dia, Puyol nunca mais deixou de jogar no Barcelona. No ano seguinte, Louis van Gaal, promoveu Puyol ao time principal e depois de sua estreia, sofreu sua última mudança de posição, sendo colocado para zagueiro. Vestindo o terno do time principal do Barcelona, Puyol tornou-se uma lenda. Na temporada 03/04, depois da aposentadoria de Luis Enrique, Carles tornou-se capitão da equipe Culé e liderou o time por dez anos consecutivos, ao lado de Xavi e Iniesta, tendo jogado com estrelas como Ronaldinho, Eto’o, Henry e até mesmo Lionel Messi, Puyol conquistou 6 Campeonatos Espanhóis, 2 Copas da Espanha, 5 Supercopas da Espanha, 3 Ligas dos Campeões, 2 Supertaças da UEFA e 2 Mundias de Clubes da FIFA. De 2012 à 2013, Puyol revezava entre jogos e recuperações pelo alto número de lesões. Em junho de 2013, o zagueiro passou por sua sexta operação da carreira, depois de ter sofrido uma lesão no joelho direito, seu contrato constava que iria atuar até 30 de junho de 2016, mas por conta das lesões, Puyol decidiu se aposentar. O anúncio veio em 15 de maio de 2014, com 36 anos de idade. Pelo Barcelona Puyol esteve em 593 jogos oficiais e conquistou 21 títulos. Com o Terno Espanhol, Puyol conseguiu sua primeira convocação em 2000, desde então, tornou-se a primeira opção para a zaga da Espanha. Com a camisa da Fúria, Puyol disputou 3 Copas do Mundo, 2 Eurocopas, 1 Copa das Confederações e 1 Jogos Olímpicos. O zagueiro foi importantíssimo na maior conquista Espanhola, a Copa do Mundo de 2010, na semifinal, fez o único gol da partida contra a Alemanha e colocou a Espanha na final disputada contra a Holanda em que a Roja sagrou-se campeã com um gol de Iniesta. O zagueiro disputou seu último jogo pela seleção em fevereiro de 2013, um amistoso contra o Uruguai que terminou em 3 a 1 para a Espanha. Por que jogava de terno? Considerado um dos melhores zagueiros da sua época e conhecido pelos torcedores do Barcelona como “A parede”, Puyol se destacou por sua força física, seus reflexos, domínio da bola, por sua liderança e dedicação. Puyol, sabia de suas limitações, por isso treinava e se dedicava sem parar, o que o fez chegar onde chegou. Apesar de sua raça e vontade insaciável de vencer, Puyol era um zagueiro de muito caráter, o que resultou no troféu Fair Play em 11/12. Depois de sua aposentadoria, o zagueiro se tornou auxiliar do diretor de futebol da época Andoni Zubizarreta, mas deixou o cargo em janeiro de 2015 com a demissão de Zubizarreta. Desde então, Puyol é uma das personalidades mais respeitadas no Barcelona. 👤 Carles Puyol i Saforcada 👶 13 de abril de 1978 🏠 Espanhol 👕 Barcelona (ESP) e Seleção Espanhola. 🏆 (Principais) Campeonato Espanhol 04/05, 05/06, 08/09, 09/10, 10/11 e 12/13, Copa da Espanha 08/09 e 09/12 (Copa do Rei), Liga dos Campeões da UEFA 05/06, 08/09 e 10/11, Mundial Interclubes da FIFA 09 e 11 (Barcelona); Eurocopa 08, Copa do Mundo 10 (Seleção Espanhola). 👑 (Principais) Melhor Jogador do Campeonato Espanhol 01, Seleção do Ano da UEFA 02, 05, 06, 08, 09 e 10, Melhor Defensor da UEFA 06, Seleção da Euro 08, Seleção da FIFA 08, 09 e 12, Seleção da Copa das Confederações 09, Seleção da Copa do Mundo 10, Prêmio Fair Play do Campeonato Espanhol 11/12, Seleção da Eurocopa de Todos os Tempos (publicado em 16), Pé de Ouro 16 (como Lenda do Futebol), Prêmio Homem de um só clube 18. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8,7) 📷 Luis Bagu #Barcelona #SeleçãoEspanhola #Espanha #Zag #CopadoMundo #CopadoMundo2010

  • Eu morri com o Parma e com ele quero renascer

    O futebol é repleto de histórias extraordinárias. Esse é um dos motivos de páginas como o Joga de Terno existirem. Porém, histórias de superação, devoção e lealdade são - na modéstia opinião deste escriba - as melhores. A do classudo de hoje certamente não será a melhor história do futebol que você verá, mas isso não a torna menos digna de estar aqui. O Joga de Terno hoje contará a história de Alessandro Lucarelli, o zagueiro que viu o seu clube afundar e não descansou enquanto não o ajudou a voltar ao seu lugar devido. Lucarelli iniciou sua caminhada no futebol no modesto Piacenza, da Itália. Ainda jogou por clubes como Palermo, Brescia, Fiorentina e Livorno antes de chegar ao Parma, em 2008. Participou da queda para a Série B e do retorno à elite do futebol italiano na temporada 2011/12. Conforme as temporadas avançavam, o zagueiro ganhava mais moral dentro do clube e junto à torcida, se tornando o capitano da equipe. Só que com o passar do tempo a situação do clube ficava cada vez mais delicada: jogadores e demais funcionários sem receber salários, dívidas acumuladas, falta de equipamento para os treinamentos. Assim, em 2015, um dos maiores símbolos do clube neste século vivenciou na pele a falência e o rebaixamento forçado para a 4ª divisão do campeonato nacional. Com uma ligação muito forte com o Parma, Lucarelli recusou ofertas de clubes da primeira divisão nacional e falou "Eu morri junto com o Parma e com o Parma eu quero renascer". E o já veterano jogador não descansou enquanto a promessa de devolver a equipe à primeira divisão nacional não foi cumprida. A equipe conquistou o acesso da Série D de forma tranquila. Porém, já na Lega Pro, a Série C, a história já foi um pouco diferente. Ficando em segundo na etapa regional (onde apenas o primeiro colocado era promovido), a equipe se viu obrigada a disputar os playoffs com outros 26 clubes onde somente o campeão subiría para a segundona. Lucarelli não apenas liderou os jogadores, como foi o responsável por cobrar e converter a penalidade que colocou a equipe na final - que posteriormente seria ganha contra Alessandria. O capitano ergueu a taça e faltava apenas mais um degrau. Lucarelli, já com 40 anos, via seu contrato encerrando e não garantia que jogaria pelos gialloblú a Série B. Porém, Alessandro Lucarelli não apenas jogou, como foi, novamente, um dos pilares centrais do Parma na disputa. Tendo o jogador participado de 32 dos 42 jogos. “Eu fiz uma promessa. Eu disse que traria o Parma de volta à Serie A. Eu cumpri a minha promessa”, declarou às lágrimas, à um veículo de imprensa italiano, “Agora eu posso parar”. Lucarelli, já batendo 41 anos, parou após 10 temporadas defendendo o Parma. Foram 350 jogos, 22 gols e alguns recordes: o jogador que por mais vezes vestiu a camisa do Parma em todas as categorias do Campeonato Italiano (311 vezes); o primeiro jogador a marcar gol pelo Parma em todas as divisões nacionais do futebol italiano. Como homenagem, no último dia 2 de agosto, o Parma decidou aposentar a camisa número 6, usada por Lucarelli. Após deixar de defender o terno do Parma em campo, Lucarelli assumiu a função de dirigente e passou a utilizar o terno e a gravata, literalmente, para representar o clube. Por que jogava de terno? Alessandro Lucarelli nunca foi conhecido por sua extrema qualidade técnica, até porque ele não é um desses jogadores. Porém a dedicação e, principalmente, a liderança dele em campo merecem ser exaltadas. São histórias como estas que gostamos de ver e por este motivo ele ganha o direito de estar neste espaço. 👤 Alessandro Lucarelli 👶 22 de julho de 1977 🏠 Italiano 👕 Piacenza, Leffe, Palermo, Brescia, Fiorentina, Livorno, Reggina, Genoa e Parma. 🏆 Campeonato Italiano Série D 2016 (Parma) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 5,3 📷 Valerio Pennicino/Getty Images Europe #Zagueiro #Parma #Fiorentina #Palermo #Itália

  • O multicampeão brasileiro

    O classudo de hoje é um jogador que jogou quatro Copas do Mundo, disputou três finais e conquistou duas. Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, foi campeão por onde passou. Pelo caminho que ele percorreu do Jardim Irene até Yokohama, em 2002, o lateral foi conquistando títulos e mais títulos. Pelo São Paulo jogou com Telê Santana, era dono da camisa 11 e jogava de meia e até atacante. Já bicampeão da Libertadores e Mundial pelo São Paulo, Cafu disputou a Copa do Mundo de 94 como reserva de Jorginho e entrou na final. Depois disso, rumou à Espanha, onde teve uma passagem curta pelo Real Zaragoza, mas conquistou o título da Recopa Européia de 1995. Um ano depois o lateral voltou ao Brasil para defender o Palmeiras, e ao lado de jogadores como Rivaldo, Luizão, Djalminha e Muller fez parte daquele esquadrão campeão Paulista que fez mais de 100 gols no torneio. Mas, o alviverde perdeu a Copa do Brasil e Cafu foi para a Roma. Até que, em 2001, jogando de terno ao lado de Antonio Carlos, Aldair, Samuel, Totti, Batistuta e comandado por Fábio Capello conquistou o terceiro título nacional da história da Roma. Em 2003, foi para o Milan e por lá conquistou a Uefa Champions League de 2007, além de um título do Campeonato Italiano, na temporada 2003. Jogou ao lado de Rivaldo, Kaká, Dida, Shevchenko, Inzaghi, Seedorf, entre outras estrelas e também foi campeão mundial de Clubes, diante do Boca Juniors. Pela seleção brasileira, Cafu desfilou sua categoria por 149 vezes, foram 20 jogos em Copas do Mundo. Ao todo, foram 91 vitórias, 38 empates e apenas 20 derrotas. O capitão fez 5 gols vestindo o terno canarinho. E até hoje é o jogador que mais vezes defendeu a amarelinha. Conquistou também duas Copa América e foi bicampeão Mundial, em 1994 e 2002... e no penta ficou marcado pelo: "Regina, eu te amo!". Se aposentou da seleção após a eliminação para a França, nas oitavas da Copa de 2006.. Por que jogava de terno? Cafu sempre foi um jogador de muito vigor físico, tanto que na Itália ficou conhecido como "Il Pindolino", ou trem expresso, devido a suas arrancas sempre muito efetivas que terminavam com cruzamentos e jogadas muito precisas. Além dos títulos conquistados, foi titular por onde passou e tomou conta da lateral direita da seleção por mais de uma década. E ao contrário do que acontece hoje, jamais foi um lateral contestado. Encerrou sua carreira com o título mais cobiçado da Europa, a Champions League. 👤Marcos Evangelista de Morais 👶 7 de junho de 1970 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo (BRA), Zaragoza (ESP), Palmeiras (BRA), Roma (ITA), Milan (ITA) e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 91, Libertadores 92 e 93, Mundial de Clubes 92 e 93 (São Paulo), Campeonato Paulista 96 (Palmeiras), Campeonato Italiano 00/01 (Roma), Campeonato Italiano 03/04, Champions League 07/08 (Milan), Copa América 97 e 99, Copa do Mundo 94 e 2002 (seleção Brasileira) 👑 (principais) Bola de Prata 92 e 93, Melhor lateral direito da Uefa 04 e 05 e melhor lateral do Mundo 2005 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔(8,9) 📷 Getty Images #Late #Brasil #SeleçãoBrasileira #Palmeiras #SãoPaulo #Roma #Milan #CopadoMundo #CopadoMundo2002

  • Gylmar, aquele com Y

    Dizem que todo grande time começa por um grande goleiro, essa afirmação se encaixa perfeitamente na histórica geração campeã do mundo pela seleção brasileira de 58. Enquanto Pelé, Garrincha, Zagallo e Vavá se destacavam na frente Gylmar dos Santos Neves, o classudo de hoje, trabalhava para que a seleção canarinho tivesse a defesa menos vazada da competição junto com o País de Gales – quatro gols sofridos. Sua carreira teve início no Jabaquara em 45, partindo para o Corinthians em 51. Foi colocado como principal responsável pela derrota por 7 a 3 para a Portuguesa de Desportos no Campeonato Paulista do mesmo ano. Quem diria que Gylmar jogaria pelo timão por 10 anos e entraria para sua história? Após sua morte foi homenageado por Cássio, o arqueiro jogou com o nome de Gylmar escrito em seu terno, “(…) foi um grande goleiro, o maior da história do Corinthians” afirmou. Em 62 foi para o eternizado Santos de Pelé, ao lado de um esquadrão conquistou o bicampeonato do Mundial de Clubes e Libertadores da América. O mundial de 63, decidido contra um Milan que começava a se afirmar no futebol italiano consagrou um elenco multicampeão comandado por Pelé, Pepe e Coutinho. Sabe a história de que todo grande time começa por um grande goleiro? Também se aplica ao Santos da década de 60. Coincidentemente Gylmar é o goleiro que tomou o lendário primeiro gol de Pelé numa partida entre Corinthians e Santos. O goleiro maior se fez bicampeão pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 62 no Chile, com moral de campeão o elenco ainda contava com nomes da conquista passada, inclusive os de jogadores com idade mais avançada como Nilton Santos, Didi e Zagallo. Por motivos de saúde o técnico Vicente Feola foi substituído por Aymoré Moreira. Após eliminar Chile e Inglaterra o terno verde e amarelo vence a Tchecoslováquia de virada e conquista o mundo pela segunda vez. Por que jogava de terno? Gylmar é considerado o melhor goleiro da história do futebol brasileiro, sendo chamado de “o goleiro maior". Foi inspiração para Lev Yashin, um dos maiores guarda-redes do futebol mundial. Gylmar, aquele com y, conquistou ao menos um título de cada campeonato que disputou. Jabaquara, Corinthians e Santos, os clubes pelo qual jogou, homenageiam sua história e eternizam seu legado para o cenário futebolístico. É o maior ídolo do primeiro, em seus testes iniciais já realizava grandes defesas. Para torcedores da equipe sempre teve postura de grande arqueiro. 👤 Gylmar dos Santos Neves 👶 22 de agosto de 1930, faleceu em 25 de agosto de 2013, aos 83 anos 🏠 Brasileiro 👕 Jabaquara, Corinthians, Santos e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Taça Libertadores da América e Mundial de Clubes 62/63 (Santos) e Copa do Mundo 58/62 (Seleção Brasileira) 👑 Segundo o IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol) é o décimo primeiro melhor goleiro do século XX e primeiro, entre os brasileiros. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 8,4 📷 Getty Images #Gole #Santo #Seleçãobra #Brasil #Corinthians

  • “Tenho mais talento como treinador do que como jogador”

    Um autêntico líder. Voluntarioso, técnico, vibrante e versátil. Antônio Conte surgiu nas categorias de base do Lecce, clube da região central da Itália, conhecida como Apúlia. Aos 17 anos, estreava na Série A. Com dificuldades de se manter no primeiro escalão, Conte se tornou um dos pilares do time na briga contra o rebaixamento durante 3 temporadas. Foram 89 jogos e apenas dois gols até ser contratado pela Juventus, em 1991, por 3 milhões de euros. Ali começava uma história de amor. Na Juventus, o técnico Giovanni Trapattoni buscava jovens jogadores para renovar a Juventus, que vinha de maus resultados nas temporadas anteriores. Não demorou muito para Conte se tornar xodó da torcida com suas exibições seguras e a liderança que demonstrava dentro de campo, consolidada com o título da Copa da UEFA em 1993. Após a saída de Trapattoni, com Marcello Lippi começou sua afirmação como vencedor: foram com ele as suas três primeiras conquistas nacionais, Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes. Com as saídas de Gianluca Vialli e Fabrizio Ravanelli em 1996, Conte assumiu a faixa de capitão da Juventus, que carregaria no braço até 2001, que seria passada a Alessandro Del Piero. Nesse tempo, liderou um meio de campo de respeito, com Zidane, Davids, Di Livio, Tacchinardi e Deschamps. As relações entre Lippi e Conte tiveram algumas divergências, mesmo que resolvidas internamente. Com a saída do treinador toscano e a chegada de Carlo Ancelotti à Juventus, Conte se tornou um líder insubstituível. Em 2001, com a volta de Marcello Lippi ao comando bianconero, Conte começa a perder espaço na equipe, mesmo sendo peça importante no esquema. Com a camisa da Azzurra bateu na trave por duas vezes. Fez parte do elenco vice-campeão do mundo em 1994 e do elenco vice-campeão da Eurocopa de 2000. Foram 20 jogos com a camisa da Seleção Italiana, anotando 2 gols. Ao fim da temporada 2003/04, Il Capitano pendurou as chuteiras e escreve o nome na história da Juventus, onde voltou anos mais tarde, como técnico e levantou o campeonato nacional por 3 vezes consecutivas. Por que jogava de terno? Antônio Conte é um dos símbolos de uma era vitoriosa na Juventus, onde o mundo se rendeu ao preto e branco. Liderança, raça, vontade e força, além da técnica, o levaram ao status de ídolo da maior torcida da Itália e de um dos maiores clubes do mundo. 👤 Antônio Conte 👶31 de julho de 1969 🏠 Italiano 👕 Lecce (ITA), Juventus (ITA) e Seleção Italiana 🏆 (principais) Copa Intercontinental 96, Liga dos Campeões 95/96, Copa da UEFA 92/93, Campeonato Italiano 94/95, 96/97, 97/98, 01/02 e 02/03 e Copa Itália 94/95 (Juventus) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,7) 📷 Getty Images #Lecce #Juventus #SeleçãoItaliana #Itália #MeioCampo

  • Convocação nunca foi sinônimo de justiça

    Fábio pode até ser considerado o “melhor goleiro do Brasil” apenas pelos cruzeirenses, mas algo é inegável: o defensor das traves da raposa é um dos mais regulares de sua posição e acumula títulos importantes com o terno de sua equipe, sendo crucial em várias campanhas vitoriosas do time mineiro. Na última quarta-feira, quando defendeu três pênaltis na disputa contra o Santos, pela Copa do Brasil, uma discussão antiga veio novamente à tona: Por que Fábio, com todas as qualidades já conhecidas, não teve espaço na seleção brasileira? Seria ele um injustiçado? Mas sejamos francos, convocação nunca foi sinônimo absoluto de justiça. Já são quase sete anos desde a última convocação de Fábio para a seleção brasileira (amistoso contra Gana, quando ficou no banco), feita justamente pelo seu atual treinador, Mano Menezes que, inclusive, poderia figurar a lista dos profissionais que já sofreram com a falta de critérios da CBF. Desde então, já foram quatro treinadores e 19 goleiros (contando com a convocação da última sexta-feira), mas nada de uma chance para Fábio. Neste mesmo período, o goleiro sagrou-se bicampeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil, sem citar os estaduais. Na Copa do Brasil, contra o Flamengo, foi considerado herói por defender o pênalti de Diego, na final. Ao todo, Fábio já defendeu vinte e quatro chutes de onze metros. São muitos os motivos especulados para a sua ausência na seleção. Talvez, assim como afirmou o preparador de goleiros Taffarel, houve goleiros em melhor momento que o cruzeirense em todas essas convocações. É difícil acreditar nesse papo, visto que nessas mesmas listas em que Fábio ficou de fora, havia goleiros mais jovens e menos experientes e até mesmo quem nunca houvesse atuado como profissional nos seus clubes. Pode ser por perfil, por idade, por sempre ter atuado no futebol nacional… cada um acredita naquilo que lhe convém. Há ainda aqueles que vão preferir citar todos os lances falhos do goleiro, principalmente o gol de costas. Mas bobo é quem acredita que os convocados na vaga que poderia ser de Fábio são perfeitos debaixo das traves. Antes da Copa da Rússia, Tite afirmou que estava monitorando todos os bons goleiros brasileiros, incluindo também Vanderlei, do Santos. Papo que nem mesmo Fábio e Vanderlei devem ter acreditado. Agora, com 37 anos, cabe ao cruzeirense aceitar a falta de coerência da CBF. #Cruzeiro #Gol #SeleçãoBrasileira #Brasil

  • O tapete mágico do Irã

    O classudo de hoje é um dos jogadores iranianos de referência que fez sua carreira no futebol alemão. O JdT apresenta Mehdi Mahdavikia. Mahdavikia saiu dos clubes de seu país natal para atuar no futebol europeu em 1999, quando foi contratado pelo Hamburgo, na Alemanha. Sua posição inicial no clube foi a de zagueiro, mas depois como lateral direito foi fundamental para acampanha do time na Bundesliga 1999/00 quando o terceiro lugar garantiu vaga nas preliminares da Liga dos Campeões. O jogador completou oito temporadas pelo clube e agradou a torcida, que o apelidou de "The Carpet", em alusão a um tapete mágico por sua habilidade de deslizar magicamente por seus adversários. Depois disso, passou ainda pelo Frankfurt, mas lesões impediram bons rendimentos e fechou seus anos no campeonato alemão com 26 gols e 55 assistência em 255 jogos. O jogador se tornou ídolo vestindo o terno da seleção iraniana, revezando entre o meio de campo e ala direita. Foi o protagonista nos poucos bons momentos do Irã na Copa do Mundo de 1998, fazendo um gol na única vitória na competição contra os Estados Unidos, sendo considerado pela FIFA o melhor jogador do seu país na competição. Outra de suas principais façanhas registradas pela seleção iraniana foi nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, quando o jogador garantiu a vitória por 1 a 0 sobre Bahrein definindo a classificação de sua equipe. Seu apelido para os torcedores iranianos era "O Foguete" pela rapidez de suas passadas em sua trajetória com quatro Copas Asiáticas e duas Copas do Mundo. Já capitão em 2010, teria sido obrigado a se aposentar após uma manifestação política quando usou um bracelete verde em oposição ao então presidente durante as eleições iranianas. Mesmo o governo negando a interferência, o jogador finalizou sua carreira pela seleção com 13 gols marcados. Por que joga de terno? Para o hall de classudos do JdT, embora os números na carreira de Mahdavikia não sejam tão expressivos, sem dúvidas as façanhas de um jogador iraniano no futebol europeu e por sua seleção devem ser consideradas. O versátil jogador veste o terno com velocidade e alto aproveitamento de passes, contribuindo com assistências e eficazes cruzamentos pelas laterais. 👤 Mehdi Mahdavikia 👶 24 de julho de 1977 🏠 Iraniano 👕 Persépolis, VFL Bochum, Hamburgo, E. FranckFurt, Steel Azin, SC Damash, Seleção Iraniana. 🏆 Terceiro lugar Copa da Ásia 96 e 04, Copa da Liga Alemã 04 👑 Melhor Jogador Iraniano FIFA 98, Jogador do Ano Hamburgo 02/03 e 03/04, Melhor Jogador Asiático 03 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,3) 📸 Friedemann Vogel #Hamburgo #SeleçãoIraniana

  • Sr. Dedicação

    Às vezes no futebol, alguns adjetivos soam genéricos, vazios e só mascaram a falta de qualidade do personagem: "jogador é voluntarioso", "fulano é esforçado", "sicrano é versátil" ou "ele é dedicado, né?". Mas, no time do Botafogo campeão de 95, a palavra DEDICAÇÃO já vem atrelada àquele elenco. E se um jogador podia personalizar essa palavra, esse jogador era o meia Sérgio Manuel. Dono absoluto do meio de campo daquela equipe comandada por Paulo Autuori, Sérgio Manuel não só ditava o ritmo da equipe, como também ocupava zonas de marcação na defesa. Não só por isso, mas por também ter um preparo físico digno e conseguir dar velocidade à equipe, era chamado de "motorzinho" do time campeão de 95. Mas antes de levantar a Taça do Brasileiro daquele ano, o meio-campista se profissionalizou no Santos, no final da década de 80, ainda que tenha origem também na base da Portuguesa Santista. Manuel permaneceu no Peixe de 89 a 93, quando teve uma passagem tão ligeira quanto marcante pelo clube das Laranjeiras. Retornando ao seu clube de origem, foi para o Alvinegro Carioca, para, ai sim, se destacar - chegando até a ser convocado para a seleção brasileira. O Botafogo nunca foi o time de se chamar atenção naquela temporada vitoriosa, mas, graças a entrega de jogadores como Gonçalves, Gottardo e Donizete, aliados aos gols e ao folclore de Túlio Maravilha, o time pode surpreender e vencer o torneio. Assim como os já citados, Sérgio caiu nas graças da torcida e até hoje é visto como um ídolo da geração de 95. Depois do título, Manuel foi se aventurar no Japão, mais precisamente no Cerezo Ozaka. Em 97, desembarcou de volta ao Brasil usando o terno do Grêmio. Sem muitos destaques, voltou ao Botafogo onde não conseguiu repetir as façanhas de alguns anos antes. Deu rumo para Minas Gerais, no recheado e bom elenco do Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil de 2000. Mas Sérgio Manuel conquistou apenas a Copa Sul-Minas e, depois, começou a peregrinar brasil afora. Por que jogava de terno? Sérgio Manuel não foi um dos símbolos do Campeão de 95 à toa. Além da dedicação e da forte marcação, o meio-campista era um exímio cobrador de falta. Absoluto naquele Botafogo, não conseguiu repetir boas passagens pelos clubes na qual defendeu posteriormente, mas é sempre lembrado pelo fã de futebol sobretudo pelo torcedor do Glorioso. 👤 Sérgio Manoel Júnior 👶 2 de março de 1972 🏠 Brasileiro 👕 Santos, Fluminense, Botafogo, Cerezo Ozaka-JAP, Grêmio, Cruzeiro, Coritiba, América-RJ, Portuguesa-SP, Madureira, Figueirense, Independiente-ARG, Marília, Volta Redonda, Náutico, Ceilândia, Ceará, Bacabal-MA, Bragantino, Botafogo-DF e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Brasileiro: 95 (Botafogo). 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,7) 📷 Patrícia Santos/Folhapress #Botafogo #SeleçãoBrasileira

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