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- Um super-herói tricolor
Dizem que a cada década, revivemos a moda de 20 anos atrás. E depois dos anos 80, é a vez de saudar os 90. O futebol não é nada diferente. Pelo contrário, ajuda a propagar essa onda nostálgica. E é um desses classudos que fizeram história naquela década que o Joga de Terno vai falar hoje. Ézio Leal Moraes Filho era um atacante esforçado que até chegar ao Fluminense, em 1991, passou por clubes como Bangu, Olaria, Americano e Portuguesa-SP. Foi no tricolor das Laranjeiras que ele ganhou o Brasil. Especialmente porque o icônico narrador Januário de Oliveira o apelidou de Super-Ézio. Com o terno do Fluminense, soma 199 gols em 237 jogos, sendo um dos dez principais artilheiros da história do clube em jogos oficiais. Mesmo o time passando por um dos momentos mais conturbados da história, Ézio sempre se destacou pela raça e vontade que mostrou em campo. Um dos motivos que atrapalhou a carreira do jogador foram as lesões. Em 95, ele foi negociado com o Atlético-MG, chegou a marcar mais de 20 gols em 60 jogos, mas as dores o atrapalharam muito. Por isso, encerrou a carreira precocemente aos 32 anos, na Inter de Limeira. Em 2011, aos 45 anos, faleceu vítima de câncer. Por que jogava de terno? Os fãs de futebol sabem que Ézio nunca foi craque. Os torcedores do Fluminense também. Mas ele fez parte de um rol de atacantes “caneludos” que fizeram sucesso naquela década. Com uma raça empolgante e um faro de gol de dar inveja, Ézio marcou uma geração e ainda hoje provoca dores de cabeça nos torcedores do Flamengo – é o terceiro maior artilheiro da história do Fla-Flu. A relação dele com o tricolor era muito forte. Em entrevista, anos depois, chegou a dizer que assinou contrato em branco. 👤 Ézio Leal Moraes Filho 👶 15 de maio de 1966 Faleceu em 9 de novembro de 2011, aos 45 anos 🏠 Brasileiro 👕 Bangu, Olaria, Americano, Portuguesa, Fluminense, Atlético-MG, CFZ-RJ, Rio Branco-ES e Inter de Limeira 🏆 Campeonato Carioca 1995 (Fluminense) 👑 (sem premiações individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔👔 5,4 📷 Fluminense FC/Arquivo #Fluminense #AtléticoMG #Bangu #Portuguesa #Atacante
- Manoel Tobias: Comparação inevitável
Nos esportes, como em várias outras áreas, reis e rainhas são consagrados e posteriormente substituídos. Em alguns casos os reinados duram décadas, e em outros a entronização de novos “melhores” é feita em intervalos relativamente curtos. Em ambos os casos, porém, sempre é feita uma comparação entre o novo e o antigo, normalmente com o estabelecimento de uma grande diferença a favor de quem está na posição de perda de majestade. O classudo de hoje, Manoel Tobias, foi o primeiro brasileiro a ser considerado Rei do Futsal e viveu a situação de passar o cetro e a coroa para outro. Mas como se verá adiante, a comparação, embora inevitável, coloca-o quase no mesmo patamar do novo rei. Em 1989, com 18 anos, o pernambucano nascido na pequena cidade de Salgueiro já começava a se destacar, ao sagrar-se campeão paranaense e vice-campeão brasileiro na categoria juvenil e vice-campeão paranaense adulto pelo Candeias Clube de Turismo. Nos 6 anos seguintes acumula uma série de títulos regionais vestindo os ternos de equipes de Recife (PE), Fortaleza (CE), Arapoti (PR) e Caxias do Sul (RS), além de conquistas nacionais por seleções desses estados e, principalmente, o título da Copa do Mundo de Futsal de 1992. Mas foi com a criação da Liga Futsal em 1996 (rebatizada Liga Nacional de Futsal, em 2014) que efetivamente demonstrou suas excepcionais qualidades, sagrando-se campeão da Liga pelo Internacional/Ulbra (RS). No mesmo ano Manoel Tobias assombra o mundo, sendo escolhido melhor jogador do torneio e demonstrando sua excepcional habilidade, tornando-se artilheiro da Copa do Mundo com a marca recorde de 14 gols. Já tendo iniciado, em 1995, uma série espetacular de 6 conquistas da Copa América de Futsal, Manoel Tobias foi contratado pelo Atlético-MG/Pax de Minas em 1998 e conquistou, no ano seguinte, mais um título da Liga Futsal em 1998, estabelecendo a fantástica marca de 52 gols no torneio. Nessa ocasião integrou aquela que é reconhecida por muitos como a melhor equipe de futsal de todos os tempos, ao lado de Rogério, Lenísio, Euller, Índio e Cacau, além de Falcão, uma jovem promessa de apenas 22 anos, que mais tarde seria reconhecido internacionalmente como o novo Rei do Futsal Mundial. A campanha do título foi tão absurdamente fantástica, que Manoel Tobias, Falcão e Lenísio foram responsáveis por 101 dos 180 gols marcados pela equipe, em 27 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas. Ao longo dos 5 anos seguintes, Manoel Tobias consolidou sua carreira com 3 prêmios de melhor jogador do mundo e mais um de melhor jogador da Copa do Mundo em 2000, quando foi artilheiro do torneio pela segunda vez, estabelecendo um novo recorde ao marcar 19 gols. Durante esse período viu crescer aquele que viria a substituí-lo no trono de melhor jogador de futsal. Se Manoel Tobias foi suplantado por Falcão em títulos e premiações individuais, a comparação ainda é favorável a ele em pelo menos 2 aspectos, os recordes de artilharia em edições únicas da Liga Futsal e da Copa do Mundo, justificando a inevitabilidade da comparação, mas também resguardando seu lugar bem próximo ao sucessor. As trajetórias desses dois monstros do futsal também são semelhantes em termos de tentativa de se estabelecerem como jogadores de futebol. Manoel Tobias chegou a integrar o elenco do Grêmio por 4 meses e conquistou o título da Copa Renner, cuja final foi disputada contra o Sport (PE). Por que joga de terno? Liderança em quadra, raciocínio rápido, objetividade e espírito de equipe, além de um absurdo faro de gol, fizeram de Manoel Tobias um atleta completo, digno de figurar na galeria dos maiores do futsal de todos os tempos. 👤 Manoel Tobias da Cruz Júnior 👶 19 de abril de 1971 🏠 Brasileiro 👕 Futsal: Candeias Clube de Turismo (PR), Votorantim (PE), Banfort (CE), Inpacel (PR), Enxuta (RS), Inter/Ulbra (RS), Atlético/Pax de Minas (MG), Vasco (RJ), Malwee/Jaraguá (SC), Futsal Cartagena (Espanha) e SC Ulbra (RS); Futebol: Grêmio 🏆 (principais) Pela Seleção Brasileira: Copa do Mundo de Futsal 92 e 96; Copa América de Futsal 92, 95, 96, 97, 98, 99 e 00. Por clubes: Liga Futsal: 96, 99 e 00; Copa Intercontinental de Futsal: 96 e 98 👑 (principais) Melhor jogador de futsal do mundo 00, 01,02; Melhor jogador da Copa do Mundo de Futsal 96 e 00; Artilheiro da Copa do Mundo de Futsal 96 e 00 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9.8) 📷: Getty Images #Futsal #Brasil #SeleçãoBrasileira
- Brasileiro em terra baviera
Artilheiro, influente e leal são três das características do nosso classudo de hoje. Élber Giovane de Souza, ídolo do Bayern de Munique, jogou por 13 anos na Europa. Sua vitoriosa carreira o permitiu transitar entre o futebol brasileiro e europeu mesmo após pendurar as chuteiras. Revelado pelo Londrina, o atacante teve notável passagem pela Seleção Brasileira Juniores em 91, sendo vice-campeão mundial. Após o campeonato disputado em Portugal foi vendido para o AC Milan, maior contratação do futebol brasileiro envolvendo um jogador jovem da época. Na equipe não teve oportunidade de jogar, o regulamento só permitia três jogadores estrangeiros por time e os italianos já contavam com três holandeses: Van Basten, Ruud Gullit e Frank Rijkaard. Posteriormente foi para a Suíça, retornou à Alemanha com o terno do Stuttgart. Em 97 conquista a Copa da Alemanha e após o feito segue rumo ao poderoso Bayern de Munique. Em terra baviera alcançaria importantes títulos, entre eles a Liga dos Campeões da UEFA e a Copa Intercontinental. Consagra-se tetracampeão alemão e artilheiro em sua última temporada no clube. A final da Liga dos Campeões, contra o Valencia terminou em 1 a 1 no tempo regulamentar, 5 a 4 para os bávaros nas penalidades máximas. Élber não marcou no jogo, mas deixou sua marca registrada na competição. Recentemente relembrou suas atuações contra o Real Madrid, o atacante balançou a rede em jogos contra o clube na campanha do título. Só não disputou a Copa do Mundo de 98, na França, por causa de uma contusão no ombro. Foram 15 jogos e 7 gols com o terno amarelo. Marcou um dos gols mais bonitos de sua carreira pela Copa Ouro ao receber uma bola de Romário e emendar de calcanhar. O canhoto encerra a carreira em 06 com curta passagem pelo Cruzeiro, na equipe celeste conquista o Campeonato Mineiro daquele ano. Após aposentar seu terno foi contratado por uma emissora alemã como comentarista nos jogos da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo de 14. Também trabalhou como gerente do Londrina, realizando trabalhos com a base. Atualmente é embaixador do Bayern de Munique e busca novos nomes para a equipe pela América do Sul. Por que jogava de terno? Giovane Élber está entre os 11 melhores do centenário do Bayern de Munique, são 139 gols em 235 partidas pela equipe bávara. É o segundo maior artilheiro estrangeiro do clube, perde apenas para Robert Lewandowski. O classudo participou da festa do recente pentacampeonato dos alemães ao lado de lendas como Lahm, Alonso e Starke. Honra o Mia San Mia (nós somos o que somos), tem forte identificação com o clube e seus torcedores. Entre brasileiros com maior número de gols pela Liga dos Campeões só perde para Kaká, Rivaldo e Jardel, balançou a rede 24 vezes. 👤 Élber Giovane de Souza 👶 23 de Julho de 1972 🏠 Brasileiro 👕 Londrina, AC Milan, Grasshopper, Stuttgart, Bayern de Munique, Lyon, Borussia Mönchengladbach, Cruzeiro e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Alemão 99/00, 00/01, 01/02 e 03/04, Copa da Alemanha 96/97, 00/01 e 03/04, Liga dos Campeões da UEFA e Copa Intercontinental 01 👑 Artilheiro do Campeonato Alemão 03/04 (21 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 7,6 📷 Getty Images #BayernMunique #Milan #Cruzeiro #Brasil #SeleçãoBrasileira #Atacante
- O dono da camisa 8
Considerado por muitos um dos melhores meio campistas de seu tempo, o classudo de hoje do Joga de Terno detém a marca de maior artilheiro de todos os tempos do Chelsea Football Club e ficou marcado na história por ser o dono da camisa 8. Além de ter sido jogador, Frank James Lampard é técnico de futebol e escritor de livros infantis. A carreira de Lampard começou em 1994 nas divisões de base do West Ham, clube em que seu pai havia sido jogador e na época atuava como assistente técnico. Em Outubro de 1995 o jogador foi emprestado para o Swansea para adquirir experiência e malandragem de jogo, depois de atuar por nove vezes no clube, retornou ao West Ham em Janeiro de 1996. De volta ao The Hummers, Lampard fez sua estreia em janeiro de 96 contra o Coventry City. Em 99/00 foi um dos principais jogadores da conquista da Copa Intertoto da UEFA. Nos anos seguintes as coisas foram piorando, o clube terminou a temporada em 15º e seu pai acabou deixando o clube de uma forma não tão agradável. Como a pressão aumentou, Lampard acabou deixando o clube após uma proposta do Chelsea de 11 milhões de libras em 2001. Com o terno azul, Lampard viveu o auge de sua carreira. Assim que chegou ao clube, o Chelsea também acabou sendo comprado pelo russo Roman Abramovich, o que resultou na contratação de grandes jogadores da época. No Stamford Bridge, Lampard se tornou um dos maiores meio campistas do mundo e pelo The Blues conquistou três vezes o Campeonato Inglês, quatro vezes a Copa da Inglaterra, duas vezes a Copa da Liga Inglesa e viveu por anos sonhando com o que seria o maior título da história do clube, a Liga dos Campeões da UEFA. Lampard e o próprio Chelsea bateram na trave duas vezes, literalmente, em 2008, os Blues finalmente conseguiram eliminar o Liverpool nas semifinais, depois de perder duas edições do torneio pros Reds na mesma fase, a vitória, porém, veio com um gosto meio estranho. A mãe de Lampard tinha acabado de falecer poucos dias antes do duelo e depois de marcar um gol na disputa de pênaltis, o jogador se emocionou beijando uma faixa preta de luto que carregava no braço, homenageando a mãe naquela conquista. A final foi decidida contra o Manchester United, o Chelsea estava bem no jogo, Lampard já tinha metido uma bola no travessão, a disputa foi para os pênaltis e após os erros de John Terry e Anelka o United sagrou-se campeão apresentando um menino, que atendia pelo nome de Cristiano Ronaldo, para o mundo. Em 2009, o clube de Londres mais uma vez foi parado nas semifinais, e dessa vez, para o Barcelona de Lionel Messi e companhia, que por fim acabaram conquistando o torneio. Em 2012, veio a redenção, o sonho foi alcançado. A conquista da Liga dos campeões foi decidida nos pênaltis contra o Bayern de Munique, o meio-campista tinha entrado para a história. Frank Lampard conquistou seu último título pelo Chelsea em 2013, vencendo a Liga Europa em cima do Benfica de Portugal, com essa conquista Frank completou 13 títulos oficiais, mesmo número de anos em que atuou pelo clube. No mesmo ano, em uma partida realizada contra o Aston Villa pelo Campeonato Inglês, Lampard marcou o gol de número 203 pelo Chelsea, tornando-se o maior artilheiro da história do clube. Em 2014, Lampard foi emprestado ao Manchester City, o motivo do empréstimo foi para que estivesse pronto para integrar o elenco do New York City na edição de 2015 da MLS. O meio-campista marcou seu primeiro gol pelos Citizens contra o mesmo Chelsea em que ele se tornou uma lenda, e por respeito ao clube e pela torcida, não comemorou o gol. Em agosto de 2014 foi vendido ao New York City com contrato de dois anos, fez sua estreia em Março de 2015. Em 2 de fevereiro de 2017, Lampard se aposentou dos gramados, depois de 21 anos de carreira. Em 21 de Setembro do mesmo ano, o eterno camisa 8 do Chelsea entrou para o Hall da Fama do Futebol Inglês. Pela Seleção Inglesa, Lampard foi convocado pela primeira vez em 99, mas acabou não atuando ficando apenas no banco de reservas. Estreou em Outubro do mesmo ano contra a Bélgica aos 21 anos de idade, na partida deu assistência para o gol de Alan Shearer. Participou das eliminatórias e dos amistosos da copa de 2002, mas acabou não sendo relacionado para a disputa do torneio. Lampard ganhou notoriedade no elenco na mesma época em que Abramovich chegou ao Chelsea, seu primeiro torneio como peça chave do elenco foi a Eurocopa de 2004, em que acabou entrando para o time da competição. Lampard participou das Copas do Mundo de 06, 10 e 14, além da Eurocopa de 12, mas em nenhuma das competições o Time Inglês teve êxito. Após o fracasso na copa de 2014, sendo eliminado na fase de grupos, Lampard anunciou sua aposentadoria da seleção. Por que jogava de Terno? Frank James Lampard foi um ícone dentre os meio-campistas de todos os tempos, por ser um jogador versátil e extremamente adaptável conseguia atuar em qualquer setor do meio-campo, compondo os espaços e com alta qualidade na criação das jogadas. Era um jogador forte fisicamente, com grande qualidade na leitura de jogo, líder nato. Além de sua criatividade ofensiva, Lampard era respeitado defensivamente por cercar e marcar os adversários quando perdia a bola. Ficou conhecido por sua ótima habilidade com chutes, além de marcar muitos gols, era o homem das bolas paradas, tanto na cobrança de faltas como de pênaltis. Além da carreira futebolística Frank Lampard se descobriu escritor, além de publicar sua autobiografia, Tottaly Frank, ele escreveu uma série de romances infantis sobre um jogador de futebol "Frankie" e sua bola mágica. Atualmente ele é treinador do Derby County FC. 👤 Frank James Lampard 👶 20 de junho de 1978 🏠 Inglês 👕 West Ham (ING), Swansea City (WAL), Chelsea (ING), Manchester City (ING), New York City (EUA) e Seleção Inglesa. 🏆 (Principais) Campeonato Inglês 04/05, 05/06 e 09/10, Copa da Inglaterra 06/07, 08/09, 09/10 e 11/12, Liga Europa da UEFA 12/13, Liga dos Campeões da UEFA 11/12 (Chelsea). 👑 (Principais) Melhor Jogador do Campeonato Inglês 04/05 e 05/06, Melhor Jogador da Copa da Inglaterra 06/07, 08/09, 09/10, Hall da Fama do Futebol Inglês 17, Jogador do ano do Chelsea 04, 05 e 09, Equipe da Eurocopa 04, Líder de Assistências do Campeonato Inglês 04/05, 05/06 e 09/10, Jogador Inglês do Ano 04 e 05, Melhor Meia da UEFA 08, Bola de Prata da FIFA 05, Bola de Prata no Ballon d’Or 05, Artilheiro da Copa da Inglaterra 06/07, Artilheiro do Chelsea de Todos os Tempos 13. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (8) 📷 Ian Walton #WestHam #Chelsea #ManchesterCity #NewYorkCity #SeleçãoInglesa #MeioCampo #CopadoMundo2006 #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014
- Sheik, Sheik, Sheik
O classudo de hoje é um jogador polêmico e tricampeão nacional consecutivo. Marcio passos de Albuquerque completou 40 anos no último dia 6 de Setembro... Mas você não o reconhece por Márcio, mas sim como "Emerson Sheik". O jogador foi revelado pelo São Paulo. A mãe do jogador alterou a certidão de nascimento dele para que ele pudesse jogar nas categorias de base. Então, seu nome passou a ser Marcio Emerson Passos, nascido em 6 de Dezembro de 1981. Revelado pelo São Paulo no final dos anos 90, Sheik passou por alguns times do Japão: Consadole Sapporo, Urawa Reds e o Kawasaki Frontale. No Catar, conquistou 8 títulos pelo Al-Sadd e um pelo Al-Ain. Mas foi no seu retorno ao Brasil, em 2009, que Emerson realmente ficou conhecido pela torcida. Sheik e Adriano fizeram uma dupla inesquecível e conquistaram os títulos do Campeonato Carioca e do Campeonato Brasileiro de 2009 pelo Flamengo. Depois disso, o jogador atuou pelo Al-Ain, voltou ao Brasil e defendeu o Fluminense, foi campeão nacional,e fez o gol diante do Guarani, em 2010, que garantiu o título do time das Laranjeiras. Mas saiu do tricolor em 2011, após uma polêmica envolvendo a música Bonde do Mengão sem freio, quando o jogador foi acusado de cantar na concentração do Fluminense e teve seu contrato rescindido. Logo após essa passagem, Sheik conquistou tudo com o terno do Corinthians, e se transformou em símbolo de raça para este que vos escreve. O atacante chegou e logo já conquistou o Brasileiro de 2011, inclusive, deu o passe para o gol de Adriano, contra o Atlético Mineiro, no Pacaembu, em uma virada espetacular. Fez um dos gols mais importantes da história do Corinthians. DOIS contra o Boca Júniors, naquela final da Libertadores de 2012, além do golaço contra o Santos, na semifinal do torneio continental. Ao lado de Guerrero, Emerson também conquistou o título Mundial. Hoje, o camisa 47 entra esporadicamente, e até foi expulso em um jogo da Libertadores. Mas, são os últimos meses como jogador profissional de Sheik, que sempre será exaltado pelos 5 anos que defendeu a equipe de Parque São Jorge. Por que joga de terno? Sheik sempre foi um jogador de muita raça e também muito autêntico. Tri campeão Nacional.Aquele cara que morde o dedo do adversário na final da Libertadores, o que sai todo sujo de lama... O cara que o adversário odeia e torcida ama! Raça e personalidade sempre foram as grandes características dele em Campo... Um cara como ele fará falta dentro das quatro linhas. 👤 Emerson Passos de Albuquerque 👶 6 de Setembro de 1978 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Consodale Sapporo (JAP), Kawasaki Frontale (JAP), Urawa Reds Diamonds (JAP), Al Sadd (CAT), Rennes (FRA), Flamengo, Al-Ain (EAU), Fluminense, Corinthians, Botafogo e Ponte Preta 🏆 (Principais) Copa do Japão 04 , Copa do Imperador 05 (Urawa), Campeonato do Catar 06, 07 (Sadd), Campeonato Brasileiro 09 (Flamengo), Campeonato Brasileiro 10 (Fluminense), Campeonato Brasileiro 11, Libertadores 12, Mundial de Clubes 12 (Corinthians) 👑 (principais) Jogador do Ano no Japão 03, Artilheiro do Campeonato Japonês 04, Seleção da Copa Libertadores 12 e Melhor jogador da Libertadores 12 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6.7) #Corinthians #Flamengo #Fluminense #Atacante
- O ídolo de Zico
O classudo de hoje é considerado um dos maiores jogadores da história do futebol alagoano, ídolo e artilheiro no Flamengo. Edvaldo Alves de Santa Rosa, o Dida, também foi o dono da camisa 10 da Seleção Brasileira antes de Pelé e Zico. A carreira do craque que hoje relembramos no JdT, foi inspiração para grandes nomes do nosso futebol. Dida iniciou sua trajetória no profissional pelo CSA de Maceió, sua cidade natal, no fim dos anos 40. Foi campeão alagoano e logo depois foi descoberto por dirigentes do Flamengo, que estavam na cidade. O físico franzino não atrapalhou e Dida passou no teste, indo para a Gávea. Passou a vestir o terno rubro-negro em 1953 e sagrou-se tricampeão carioca nos anos seguintes, sendo o último torneio conquistado sob a estrela de Dida, que integrava o poderoso ataque ao lado de Joel, Paulinho, Evaristo e Zagallo. Naquela oportunidade o meia novato foi o vice-artilheiro do time, com 15 gols, quatro deles anotados no segundo jogo da decisão, quando Dida comandou a goleada rubro-negra sobre o América por 4x1 e levou ao delírio a maioria dos 140 mil torcedores que estavam no Maracanã. O classudo era habilidoso, com ótima visão de jogo e faro de gols. Conseguiu encantar até mesmo os mais exigentes e destruiu defesas como poucos. Todo esse sucesso o levou à Seleção Brasileira. A primeira convocação foi em maio de 1958, às vésperas do mundial. Estreou já vestindo a 10 e marcando um gol de letra no amistoso contra o Paraguai. No segundo tempo deu lugar a um garoto chamado Pelé, que também marcou um dos gols na goleada por 5x1. Na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Dida estreou como titular na vitória sobre a Áustria mas não agradou muito nos jogos seguintes, sentindo a pressão. O vascaíno Vavá também usou a 10 naquele mundial, mas depois do jogo contra a União Soviética, Pelé assumiu de vez a posição e se consagrou como um dos protagonistas do time que conquistou a primeira Copa do Mundo de nossa história. Depois disso foram apenas mais duas convocações para a seleção, mas no Flamengo a estrela de Dida seguiu brilhando. Adorado pela torcida, conquistou o Torneio Rio-São Paulo e mais um carioca em 1963. Foram nove anos na Gávea, mais de 350 jogos e 264 gols. Em 1964, principalmente devido a algumas desavenças com o então treinador Flávio Costa, Dida transferiu-se para a Portuguesa. No Rio, deixou um fã chamado Zico, que oito anos depois estrearia pelo Flamengo. Na Lusa, foi vice-campeão paulista. Pouco tempo depois foi para o Atlético Júnior, da Colômbia, onde encerrou a carreira aos trinta e três anos. Por que jogava de terno? Na lista dos maiores camisas 10 da seleção brasileira, Pelé e Zico são presenças inquestionáveis. O que não podemos esquecer é que ambos tiveram forte influência de outro classudo que vestiu a amarelinha antes: Dida. Segundo maior artilheiro da história do Flamengo, atrás apenas de Zico. Há quase dezesseis anos o meia-atacante faleceu, mas a lenda do futebol alagoano continua viva. “Meu pai era apaixonado pelo Dida, os meus irmãos, o Antunes, o Edu, o Nando... era tudo Dida, lá em casa só se falava em Dida, e o meu grande sonho era vestir aquela camisa 10. Sempre vi o Dida como um cara totalmente diferente na minha história” – declarou Zico, em entrevista ao Globo Esporte, em 2014. 👤 Edvaldo Alves de Santa Rosa 👶 16 de março de 1934 Faleceu em 17 de setembro de 2002, aos 68 anos 🏠 Brasileiro 👕 CSA, Flamengo, Portuguesa, Atlético Júnior e Seleção Brasileira. 🏆 (principais): Campeonato Alagoano 49 (CSA), Campeonato Carioca 53, 54, 55 e 63 (Flamengo), Copa do Mundo 58 (Seleção Brasileira). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,4) 📷 Arquivo Museu dos Esportes #Flamengo #SeleçãoBrasileira #Brasil #CSA #Portuguesa #Meiaatacante #CopadoMundo1958
- Terno de Linha - As últimas Glórias de um Glorioso: o Botafogo da década de 90
Atualmente a imagem não ajuda. O time do Botafogo passa por maus bocados, há tempos não conquista um título de expressão e sequer consegue bons resultados nas competições que atua: as últimas significativas foram as quartas de final da Libertadores e as semis da Copa do Brasil, ambas no ano passado. Há quem diga que o Botafogo foi um time que teve sua relevância na década de 60, misturando doses de rivalidade e certa ignorância. Bem verdade é que, depois da geração de Garrincha, Nilton Santos, Manga, Zagallo e Didi, o clube de General Severiano amargou absurdos 21 anos de jejum (sem conquistar sequer as clássicas Taça Guanabara ou mesmo a Taça Rio). De 68 a 89 o Botafogo bateu na trave em 71 no Campeonato Brasileiro e teve times de respeito nas décadas de 70 e 80, mas só. Já a década de 90 é sempre lembrada pela conquista do Campeonato Brasileiro de 95. Mas, mora ai o perigo de quem acha que foi só ai o único grande triunfo de um time com um terno pesado como o do Botafogo. Para entender melhor a década de 90 do Glorioso, é preciso entender a importância de um título conquistado ainda em 89, o Carioca vencido em cima do Flamengo, com o gol histórico de Maurício. Era o fim de um jejum ainda mais histórico. O clube, então, pode virar a década deixando para trás um estigma. E em 90 volta a conquistar o estadual e o vislumbre de glórias de outrora passa a permear o imaginário da torcida. Em 92, o Botafogo voltou a disputar um título de expressão nacional. A final do Brasileiro, disputada contra o Flamengo era, definitivamente, a marca de que o clube voltava ao holofotes do cenário principal do futebol. O título não veio. Mas, calma. Em 93 reveio uma espécie de renovação da equipe, que antes era liderada por Renato Gaúcho (mas que saiu pela porta dos fundos do clube por supostamente participar dos festejos do campeão Flamengo - tese já desmentida). Essa renovação não surtiu efeito de imediato com uma campanha discreta no Brasileiro e no Carioca. Mas havia uma certa Copa Conmebol. O Botafogo, comandado por Carlos Alberto Torres, tinha em seu escrete nomes como Willian Bacana (no gol), Perivaldo, Clei, Suélio e o craque Sinval. Certamente você jamais ouvira falar desses nomes antes de ler esse texto. Mas foram eles os responsáveis pelo primeiro título oficial que o Botafogo conquistou no continente, na final jogada contra o Peñarol. Já em 94, um grande marco acontece para o clube: o então presidente eleito Carlos Augusto Montenegro retoma a sede histórica de General Severiano, o que dá de volta a identidade do Botafogo perdida ao longo daqueles 21 anos. Montenegro também ficou responsável por remontar aquela equipe. O primeiro passo foi trazer um certo craque goiano, artilheiro do brasileiro de 89: Túlio Humberto. Sim, o Maravilha. Além de artilheiro, Túlio também era irreverente e carismático. Quando seus adversários disputavam o estadual de 95 com Romário (Flamengo), Renato Gaúcho (Fluminense) e Valdir (vasco), o Glorioso tinha Túlio, que desbancou os três na artilharia (do Carioca e do brasileirão), e entre um gol e outro, uma frase debochando dos rivais. Já em 95, Montenegro conseguiu trazer investimentos para o clube e montar uma equipe melhor para a disputa do Brasileiro daquele ano. Contava com o Túlio e trouxe ainda nomes como Donizete. No gol, Carlão era cotado para ser o titular, mas Wágner fizera partidas seguras quando acionado. A zaga tinha Wilson Gottardo e Gonçalves. No meio, a consistência de Sérgio Manuel garantia o ritmo do time e a solidez de Leandro Ávila a segurança pra defesa. Na frente, bola no Maravilha que ele matava. Para comandar a equipe, Montenegro trouxe de Portugal um então técnico brasileiro desconhecido por aqui. A falta de nomes mais conhecidos no elenco somados ao de Paulo Autuori renderam desconfianças de torcida e imprensa. Pra muitos, aquele time era um amontoados. Mas fato é que o Brasileiro de 95 mostrou que o Botafogo, assim como em 93, buscava na raça e na entrega o seu melhor. Com doses de carisma de Túlio, de qualidade de Sérgio Manuel e Gonçalves, de imprevisibilidade de Wágner o Botafogo se sagrou campeão nacional em cima do badalado Santos de Giovani. A final era o reencontro do Santos de Pelé e do Bota do Mané. A 10 do rei agora era ostentada pelo "messias". A 7 de Garrincha pelo Maravilha. Com polêmica no primeiro jogo que beneficiou o Santos e o Botafogo na segunda, o Glorioso levantava a taça de forma inédita e determinante: jamais há de se duvidar do Botafogo. Em 96 e agora com o elenco em voga, o time avançou até as oitavas da Libertadores (claro, com show de Túlio, que até gol de calcanhar fez). Mas aos poucos o time foi se esfarelando. Mesmo sem buscar por títulos ao longo daqueles anos, o Glorioso voltou a uma final em 99, na Copa do Brasil contra o Juventude. Mais de 100 mil pessoas no Maracanã para ver mais um título improvável. Mas dessa vez, para o adversário gaúcho. É fato que a década de 90 é vista de forma majestosa por muitos torcedores botafoguenses. E não é pra menos. É por causa dela que os supersticiosos alvinegros veem esperanças em time com Pimpão na Libertadores, por exemplo. E não é pra menos mesmo. Nunca há de se subestimar um terno tão de linho (e linha) como o do Botafogo de Futebol e Regatas. 🏆 Campeão Brasileiro de 95, Campeão da Copa Conmebol de 93 e Vice campeão do Brasileiro de 92 e da Copa do Brasil de 99 👕 Time base (95, campeão nacional):Wágner, Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva (Iranildo), Leandro Ávila, Jamir, Beto e Seérgio Manuel, Donizete e Túlio Maravilha. 👤 Principais classudos: Wágner, Gonçalves, Sérgio Manuel, Donizete e Tulio Maravilha. 📺 Santos 1x1 Botafogo pela última partida da final do Campeonato Brasileiro de 95 ⚽ Túlio, aos 24' do segundo jogo daquela final 📷 Agência O Globo/Arquivo #Botafogo
- Três vezes artilheiro: O último a conquistar essa façanha no Italiano
Gols. Essa era a especialidade do nosso classudo de hoje. Apesar de exímio nessa tarefa, ele não costuma figurar na lista dos grandes atacantes italianos da história. Mas não se engane, em tempos de grandes estrelas na Série A, Giuseppe Signori também conseguiu deixar seu legado. Sua carreira repleta de gols é a que relembramos hoje no JdT. Antes de se profissionalizar, Signori passou pela categoria juvenil da Inter de Milão, onde foi dispensado depois de três anos por ser considerado baixo. O atacante não desistiu e iniciou a sua carreira no AlbinoLeff, de Bérgamo. Ainda muito jovem, o italiano ajudou a equipe no acesso à Série C2 do campeonato nacional, marcando oito gols. Depois disso, se transferiu para o Piacenza, mas não conseguiu conquistar a titularidade e acabou sendo emprestado ao Trento. Depois de muitas idas e vindas e pouco sucesso, Signori foi negociado com o Foggia, que havia acabado de conquistar uma vaga na Série B do italiano. Ali sua vida mudou. Conheceu um treinador chamado Zdenek Zeman, um amante do jogo ofensivo que apostou no jovem atacante com fome de gols. Em sua primeira temporada com o Foggia, em 1989, marcou 14 gols. No ano seguinte, marcou 25 gols e foi crucial na campanha de acesso da equipe para Série A, que ficou conhecida como o “Milagre de Foggia”. Na temporada de estreia na principal divisão do futebol italiano, Signori marcou 11 gols. O bom desempenho rendeu a primeira convocação para a seleção italiana. Em 1992 seu sucesso o levou para a Lazio, que desembolsou oito milhões de libras na contratação do atacante. Na capital, Signori alcançou o seu ápice e mostrou todo o seu talento para balançar as redes. O classudo não tinha um porte físico avantajado, mas compensava com muita velocidade e visão de jogo. Além disso, era dono de uma das pernas esquerdas mais afiadas que o futebol italiano já viu, preciso nas cobranças de pênalti e nas faltas. Seus chutes cruzados eram problemas para os goleiros adversários. Naqueles anos Signori foi sinônimo de gol. Na primeira Série A com o terno da Lazio, marcou 26 tentos em 32 partidas, conquistando sua primeira artilharia e superando com sobras Roberto Baggio. Na campanha seguinte, a fome de gols continuou, com uma média ainda melhor do atacante: 23 gols em 24 partidas. Novamente foi o artilheiro da competição, com seis gols à frente do segundo colocado, Gianfranco Zola. Seguiu com moral para a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. No mundial, vestindo a camisa a 20, Signori participou de seis partidas, mas foi empregado como atacante pelo treinador Arrigo Sacchi apenas uma vez, tendo sido mais utilizado recuado, como meio-campista. Por não jogar bem fora de sua posição, acabou se desentendo com o treinador nas semifinais, contra a Bulgária e não entrou na final, contra o Brasil. Na Copa do Mundo não marcou nenhum gol, assim como nas convocações seguintes. Encerrou sua história com a Azzurra em 1995, com 28 jogos e sete gols. Depois disso, a vontade insaciável de balançar as redes foi retomada na temporada seguinte, em 1995. Signori marcou 24 e igualado com Igor Protti, foi novamente artilheiro do campeonato italiano. Nos anos seguintes, principalmente devido algumas trocas de treinador na Lazio, o atacante foi perdendo espaço. Foi emprestado para a Sampdoria, em passagem rápida e sem destaque. De lá foi para o Bologna, onde voltou a ser titular e marcar muitos gols. Anos mais tarde Signori ainda tentou a sorte no grego Iraklis e no húngaro Sopron, encerrando a carreira em 2006. Por que jogava de terno? Atacante de ofício, artilheiro de talento. Giuseppe Signori pode não ter conquistado grandes títulos e nem ter alcançado a glória de outros italianos que já passaram por essa página, mas provou que era especialista naquilo se propunha a fazer, superando, inclusive, atacantes memoráveis da mesma época. Ao todo, marcou 188 gols no campeonato italiano. A história que escreveu no futebol, principalmente com o terno da Lazio, está marcada para sempre e, com certeza, lembrada com gratidão pelos torcedores. 👤 Giuseppe Signori 👶 17 de fevereiro de 1968 🏠 Italiano 👕 Leffe, Piacenza, Trento, Foggia, Lazio, Sampdoria, Bologna, Iraklis Thessaloniki, Sopron e Seleção Italiana. 🏆 Campeonato italiano Série B 90/91 (Foggia), Copa Intertoto 98 (Bologna). 👑 Artilheiro do Campeonato Italiano 92/93, 93/94 e 95/96 Classômetro: 👔👔👔👔 (4,8) 📷 SS Lazio #Lazio #Sampdoria #Bologna #SeleçãoItaliana #Itália #Atacante #CopadoMundo1994
- Um goleiro no ataque ao racismo
O futebol, introduzido no Brasil por brancos de classe alta, como Charles Miller e Oscar Cox, durante um bom tempo resistiu à miscigenação racial. No início do século XX alguns clubes lutaram contra isso e duas das iniciativas mais simbólicas foram tomadas pelo Bangu e pelo Vasco, este último campeão carioca em 1923, com um time quase inteiramente integrado por negros e mulatos. Quase um século depois, infelizmente, a história do futebol ainda registra manifestações grotescas contra jogadores negros, como foi o emblemático caso do goleiro Aranha, chamado de “preto fedido” e “macaco” quando vestia o terno do Santos F. C., em partida válida pela Copa do Brasil de 2014, na Arena do Grêmio. Nascido em Pouso Alegre (MG), Aranha teria recebido o apelido, dado por um técnico da escolinha local, em referência ao lendário goleiro soviético Lev Yashin. Mas foi como Mário que ingressou nas categorias de base da Ponte Preta, em 1997, tornando-se profissional 3 anos depois, tendo sido considerado o melhor goleiro do campeonato paulista de 2008, quando a Ponte Preta disputou – e perdeu – a final com o Palmeiras. Antes disso, porém, nosso classudo já havia enfrentado uma situação extremamente difícil, e com fortes cores de racismo, quando foi interpelado, algemado, agredido e conduzido a uma delegacia de polícia em Campinas, confundido com um sequestrador. Contratado pelo Atlético-MG em 2009, sagrou-se campeão estadual no ano seguinte, mas fora dos planos para 2011, transferiu-se para o Santos, onde conseguiu seu título mais expressivo, a Copa Libertadores. E foi com o terno da equipe praiana que Aranha se viu envolvido em um grotesco episódio de racismo explícito, durante uma partida contra o Grêmio. Ao ouvir o coro preconceituoso, Aranha pediu a intervenção do árbitro Wilton Pereira Sampaio, mas nenhuma providência foi tomada no momento. Nem mesmo na primeira versão da súmula os insultos foram relatados. Somente depois que as imagens de TV comprovaram a denúncia, inclusive permitindo a identificação de alguns dos agressores, é que o juiz da partida enviou um adendo à CBF, o que possibilitou a aplicação de sanções à agremiação gaúcha, entre elas a eliminação do torneio. Mas, por incrível que pareça, a punição acirrou ainda mais os ânimos de parte da torcida que, 3 semanas depois, recepcionou Aranha com uma sonora e contínua vaia, em partida válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. As agressões não mais utilizaram expressões racistas, mas alternaram vaias e o coro “Aranha, veado”. Escondendo suas reações, a resposta de Aranha foi uma atuação impecável, garantindo o zero a zero que custou ao Grêmio a chance de ingressar na zona de classificação para a Libertadores. No intervalo, e também após o jogo, o goleiro ainda teve que passar pelo constrangimento de responder perguntas irônicas e até mesmo impertinentes, quando se queixou do comportamento da torcida. Por que joga de terno? Não se pode dizer que Aranha tenha construído uma carreira de feitos futebolísticos altamente expressivos, mas sim composta por grandes oscilações. Sem desprezar a conquista de 2 títulos significativos e mais de 100 atuações pela Ponte Preta (2 passagens) e pelo Santos, há que se destacar sua persistência e tranquilidade diante de uma situação extremamente desfavorável psicologicamente e, principalmente, a coragem de enfrentar e denunciar veementemente o racismo no futebol. 👤 Mário Lúcio Duarte Costa 👶17 de novembro de 1980 🏠 Brasileiro 👕 Ponte Preta, Atlético-MG, Santos, Palmeiras, Joinville, Avaí 🏆 (principais) Libertadores 11 (Santos); Copa do Brasil 15 (Palmeiras) 👑 Seleção do Campeonato Paulista 08 (Ponte Preta) e 15 (Santos) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5.4) 📷: Pedro H. Tesch (Brazil Photo Press/Estadão) #PontePreta #AtléticoMG #Santos #Palmeiras #Joinville #Avaí #Goleiro #Brasil
- O Rivellino das Arábias
Depois de fazer sucesso nos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro, o volante Leandro Ávila chamou a atenção do futebol árabe. Em 2003, ele se assustou ao desembarcar no aeroporto de Riad, na Arábia Saudita. Uma multidão esperava o novo reforço do Al Hilal. A primeira pergunta da imprensa foi: “Você é o novo Rivellino?”. Ele respondeu que era volante, mas mesmo assim não adiantou. “Você promete muitos gols?”, emendou outro repórter. “Quem me dera ser craque”, respondeu. E foi jogo a jogo que perceberam que ele era “apenas” um carregador de piano. O classudo de hoje estreou como profissional com o terno do Vasco, quando ainda era apenas Leandro, em 1991. Foi tricampeão carioca e, em 95, foi um dos responsáveis pelo título do Campeonato Brasileiro com o Botafogo, sendo um dos melhores da competição na posição. Tanto que foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou a Copa América. Teve ainda uma passagem pelo Palmeiras, antes de chegar no terceiro clube carioca – o Fluminense, em 97. No ano seguinte, já foi contratado pelo Flamengo, onde virou Leandro Ávila – para se diferenciar do xará Leandro Machado. No rubro-negro, foi tricampeão carioca e foi o capitão da Copa Mercosul 99, o último título internacional da equipe. Teve uma nova passagem pelo Botafogo e outra pelo Internacional (time de coração do gaúcho de Porto Alegre) antes de chegar em solo árabe. No retorno ao Brasil para defender o Marília, em 2004, começou a sentir o peso dos excessos de jogos e treinos, especialmente por causa do joelho direito. Foram três operações durante a carreira e ele não suportou mais a dor, aposentando-se apenas aos 33 anos. Por que jogava de terno? Leandro Ávila era um volante discreto, daqueles clássicos bem característicos dos anos 90. Desarmava muito bem, tanto que foi um dos principais ladrões de bola da sua geração. Se lhe faltava técnica para sair jogando, lhe sobrava raça e disciplina tática. Além disso, sempre demonstrou espírito de liderança por onde passou. 👤 Leandro Coronas Ávila 👶 6 de abril de 1971 🏠 Brasileiro 👕 Vasco, Botafogo, Palmeiras, Fluminense, Flamengo, Internacional, Al Hilal (ARA), Marília e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Carioca 92, 93 e 94 (Vasco), Campeonato Brasileiro 95 (Botafogo), Copa Mercosul 99 e Campeonato Carioca 99, 00 e 01 (Flamengo), Campeonato Gaúcho 02 (Internacional) 👑 Bola de Prata 95 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) 📷: Eduardo Monteiro/Placar #Vasco #Flamengo #Fluminense #Botafogo #Palmeiras #Internacional #SeleçãoBrasileira









