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- Sheik, Sheik, Sheik
O classudo de hoje é um jogador polêmico e tricampeão nacional consecutivo. Marcio passos de Albuquerque completou 40 anos no último dia 6 de Setembro... Mas você não o reconhece por Márcio, mas sim como "Emerson Sheik". O jogador foi revelado pelo São Paulo. A mãe do jogador alterou a certidão de nascimento dele para que ele pudesse jogar nas categorias de base. Então, seu nome passou a ser Marcio Emerson Passos, nascido em 6 de Dezembro de 1981. Revelado pelo São Paulo no final dos anos 90, Sheik passou por alguns times do Japão: Consadole Sapporo, Urawa Reds e o Kawasaki Frontale. No Catar, conquistou 8 títulos pelo Al-Sadd e um pelo Al-Ain. Mas foi no seu retorno ao Brasil, em 2009, que Emerson realmente ficou conhecido pela torcida. Sheik e Adriano fizeram uma dupla inesquecível e conquistaram os títulos do Campeonato Carioca e do Campeonato Brasileiro de 2009 pelo Flamengo. Depois disso, o jogador atuou pelo Al-Ain, voltou ao Brasil e defendeu o Fluminense, foi campeão nacional,e fez o gol diante do Guarani, em 2010, que garantiu o título do time das Laranjeiras. Mas saiu do tricolor em 2011, após uma polêmica envolvendo a música Bonde do Mengão sem freio, quando o jogador foi acusado de cantar na concentração do Fluminense e teve seu contrato rescindido. Logo após essa passagem, Sheik conquistou tudo com o terno do Corinthians, e se transformou em símbolo de raça para este que vos escreve. O atacante chegou e logo já conquistou o Brasileiro de 2011, inclusive, deu o passe para o gol de Adriano, contra o Atlético Mineiro, no Pacaembu, em uma virada espetacular. Fez um dos gols mais importantes da história do Corinthians. DOIS contra o Boca Júniors, naquela final da Libertadores de 2012, além do golaço contra o Santos, na semifinal do torneio continental. Ao lado de Guerrero, Emerson também conquistou o título Mundial. Hoje, o camisa 47 entra esporadicamente, e até foi expulso em um jogo da Libertadores. Mas, são os últimos meses como jogador profissional de Sheik, que sempre será exaltado pelos 5 anos que defendeu a equipe de Parque São Jorge. Por que joga de terno? Sheik sempre foi um jogador de muita raça e também muito autêntico. Tri campeão Nacional.Aquele cara que morde o dedo do adversário na final da Libertadores, o que sai todo sujo de lama... O cara que o adversário odeia e torcida ama! Raça e personalidade sempre foram as grandes características dele em Campo... Um cara como ele fará falta dentro das quatro linhas. 👤 Emerson Passos de Albuquerque 👶 6 de Setembro de 1978 🏠 Brasileiro 👕 São Paulo, Consodale Sapporo (JAP), Kawasaki Frontale (JAP), Urawa Reds Diamonds (JAP), Al Sadd (CAT), Rennes (FRA), Flamengo, Al-Ain (EAU), Fluminense, Corinthians, Botafogo e Ponte Preta 🏆 (Principais) Copa do Japão 04 , Copa do Imperador 05 (Urawa), Campeonato do Catar 06, 07 (Sadd), Campeonato Brasileiro 09 (Flamengo), Campeonato Brasileiro 10 (Fluminense), Campeonato Brasileiro 11, Libertadores 12, Mundial de Clubes 12 (Corinthians) 👑 (principais) Jogador do Ano no Japão 03, Artilheiro do Campeonato Japonês 04, Seleção da Copa Libertadores 12 e Melhor jogador da Libertadores 12 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6.7) #Corinthians #Flamengo #Fluminense #Atacante
- O ídolo de Zico
O classudo de hoje é considerado um dos maiores jogadores da história do futebol alagoano, ídolo e artilheiro no Flamengo. Edvaldo Alves de Santa Rosa, o Dida, também foi o dono da camisa 10 da Seleção Brasileira antes de Pelé e Zico. A carreira do craque que hoje relembramos no JdT, foi inspiração para grandes nomes do nosso futebol. Dida iniciou sua trajetória no profissional pelo CSA de Maceió, sua cidade natal, no fim dos anos 40. Foi campeão alagoano e logo depois foi descoberto por dirigentes do Flamengo, que estavam na cidade. O físico franzino não atrapalhou e Dida passou no teste, indo para a Gávea. Passou a vestir o terno rubro-negro em 1953 e sagrou-se tricampeão carioca nos anos seguintes, sendo o último torneio conquistado sob a estrela de Dida, que integrava o poderoso ataque ao lado de Joel, Paulinho, Evaristo e Zagallo. Naquela oportunidade o meia novato foi o vice-artilheiro do time, com 15 gols, quatro deles anotados no segundo jogo da decisão, quando Dida comandou a goleada rubro-negra sobre o América por 4x1 e levou ao delírio a maioria dos 140 mil torcedores que estavam no Maracanã. O classudo era habilidoso, com ótima visão de jogo e faro de gols. Conseguiu encantar até mesmo os mais exigentes e destruiu defesas como poucos. Todo esse sucesso o levou à Seleção Brasileira. A primeira convocação foi em maio de 1958, às vésperas do mundial. Estreou já vestindo a 10 e marcando um gol de letra no amistoso contra o Paraguai. No segundo tempo deu lugar a um garoto chamado Pelé, que também marcou um dos gols na goleada por 5x1. Na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Dida estreou como titular na vitória sobre a Áustria mas não agradou muito nos jogos seguintes, sentindo a pressão. O vascaíno Vavá também usou a 10 naquele mundial, mas depois do jogo contra a União Soviética, Pelé assumiu de vez a posição e se consagrou como um dos protagonistas do time que conquistou a primeira Copa do Mundo de nossa história. Depois disso foram apenas mais duas convocações para a seleção, mas no Flamengo a estrela de Dida seguiu brilhando. Adorado pela torcida, conquistou o Torneio Rio-São Paulo e mais um carioca em 1963. Foram nove anos na Gávea, mais de 350 jogos e 264 gols. Em 1964, principalmente devido a algumas desavenças com o então treinador Flávio Costa, Dida transferiu-se para a Portuguesa. No Rio, deixou um fã chamado Zico, que oito anos depois estrearia pelo Flamengo. Na Lusa, foi vice-campeão paulista. Pouco tempo depois foi para o Atlético Júnior, da Colômbia, onde encerrou a carreira aos trinta e três anos. Por que jogava de terno? Na lista dos maiores camisas 10 da seleção brasileira, Pelé e Zico são presenças inquestionáveis. O que não podemos esquecer é que ambos tiveram forte influência de outro classudo que vestiu a amarelinha antes: Dida. Segundo maior artilheiro da história do Flamengo, atrás apenas de Zico. Há quase dezesseis anos o meia-atacante faleceu, mas a lenda do futebol alagoano continua viva. “Meu pai era apaixonado pelo Dida, os meus irmãos, o Antunes, o Edu, o Nando... era tudo Dida, lá em casa só se falava em Dida, e o meu grande sonho era vestir aquela camisa 10. Sempre vi o Dida como um cara totalmente diferente na minha história” – declarou Zico, em entrevista ao Globo Esporte, em 2014. 👤 Edvaldo Alves de Santa Rosa 👶 16 de março de 1934 Faleceu em 17 de setembro de 2002, aos 68 anos 🏠 Brasileiro 👕 CSA, Flamengo, Portuguesa, Atlético Júnior e Seleção Brasileira. 🏆 (principais): Campeonato Alagoano 49 (CSA), Campeonato Carioca 53, 54, 55 e 63 (Flamengo), Copa do Mundo 58 (Seleção Brasileira). 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,4) 📷 Arquivo Museu dos Esportes #Flamengo #SeleçãoBrasileira #Brasil #CSA #Portuguesa #Meiaatacante #CopadoMundo1958
- Terno de Linha - As últimas Glórias de um Glorioso: o Botafogo da década de 90
Atualmente a imagem não ajuda. O time do Botafogo passa por maus bocados, há tempos não conquista um título de expressão e sequer consegue bons resultados nas competições que atua: as últimas significativas foram as quartas de final da Libertadores e as semis da Copa do Brasil, ambas no ano passado. Há quem diga que o Botafogo foi um time que teve sua relevância na década de 60, misturando doses de rivalidade e certa ignorância. Bem verdade é que, depois da geração de Garrincha, Nilton Santos, Manga, Zagallo e Didi, o clube de General Severiano amargou absurdos 21 anos de jejum (sem conquistar sequer as clássicas Taça Guanabara ou mesmo a Taça Rio). De 68 a 89 o Botafogo bateu na trave em 71 no Campeonato Brasileiro e teve times de respeito nas décadas de 70 e 80, mas só. Já a década de 90 é sempre lembrada pela conquista do Campeonato Brasileiro de 95. Mas, mora ai o perigo de quem acha que foi só ai o único grande triunfo de um time com um terno pesado como o do Botafogo. Para entender melhor a década de 90 do Glorioso, é preciso entender a importância de um título conquistado ainda em 89, o Carioca vencido em cima do Flamengo, com o gol histórico de Maurício. Era o fim de um jejum ainda mais histórico. O clube, então, pode virar a década deixando para trás um estigma. E em 90 volta a conquistar o estadual e o vislumbre de glórias de outrora passa a permear o imaginário da torcida. Em 92, o Botafogo voltou a disputar um título de expressão nacional. A final do Brasileiro, disputada contra o Flamengo era, definitivamente, a marca de que o clube voltava ao holofotes do cenário principal do futebol. O título não veio. Mas, calma. Em 93 reveio uma espécie de renovação da equipe, que antes era liderada por Renato Gaúcho (mas que saiu pela porta dos fundos do clube por supostamente participar dos festejos do campeão Flamengo - tese já desmentida). Essa renovação não surtiu efeito de imediato com uma campanha discreta no Brasileiro e no Carioca. Mas havia uma certa Copa Conmebol. O Botafogo, comandado por Carlos Alberto Torres, tinha em seu escrete nomes como Willian Bacana (no gol), Perivaldo, Clei, Suélio e o craque Sinval. Certamente você jamais ouvira falar desses nomes antes de ler esse texto. Mas foram eles os responsáveis pelo primeiro título oficial que o Botafogo conquistou no continente, na final jogada contra o Peñarol. Já em 94, um grande marco acontece para o clube: o então presidente eleito Carlos Augusto Montenegro retoma a sede histórica de General Severiano, o que dá de volta a identidade do Botafogo perdida ao longo daqueles 21 anos. Montenegro também ficou responsável por remontar aquela equipe. O primeiro passo foi trazer um certo craque goiano, artilheiro do brasileiro de 89: Túlio Humberto. Sim, o Maravilha. Além de artilheiro, Túlio também era irreverente e carismático. Quando seus adversários disputavam o estadual de 95 com Romário (Flamengo), Renato Gaúcho (Fluminense) e Valdir (vasco), o Glorioso tinha Túlio, que desbancou os três na artilharia (do Carioca e do brasileirão), e entre um gol e outro, uma frase debochando dos rivais. Já em 95, Montenegro conseguiu trazer investimentos para o clube e montar uma equipe melhor para a disputa do Brasileiro daquele ano. Contava com o Túlio e trouxe ainda nomes como Donizete. No gol, Carlão era cotado para ser o titular, mas Wágner fizera partidas seguras quando acionado. A zaga tinha Wilson Gottardo e Gonçalves. No meio, a consistência de Sérgio Manuel garantia o ritmo do time e a solidez de Leandro Ávila a segurança pra defesa. Na frente, bola no Maravilha que ele matava. Para comandar a equipe, Montenegro trouxe de Portugal um então técnico brasileiro desconhecido por aqui. A falta de nomes mais conhecidos no elenco somados ao de Paulo Autuori renderam desconfianças de torcida e imprensa. Pra muitos, aquele time era um amontoados. Mas fato é que o Brasileiro de 95 mostrou que o Botafogo, assim como em 93, buscava na raça e na entrega o seu melhor. Com doses de carisma de Túlio, de qualidade de Sérgio Manuel e Gonçalves, de imprevisibilidade de Wágner o Botafogo se sagrou campeão nacional em cima do badalado Santos de Giovani. A final era o reencontro do Santos de Pelé e do Bota do Mané. A 10 do rei agora era ostentada pelo "messias". A 7 de Garrincha pelo Maravilha. Com polêmica no primeiro jogo que beneficiou o Santos e o Botafogo na segunda, o Glorioso levantava a taça de forma inédita e determinante: jamais há de se duvidar do Botafogo. Em 96 e agora com o elenco em voga, o time avançou até as oitavas da Libertadores (claro, com show de Túlio, que até gol de calcanhar fez). Mas aos poucos o time foi se esfarelando. Mesmo sem buscar por títulos ao longo daqueles anos, o Glorioso voltou a uma final em 99, na Copa do Brasil contra o Juventude. Mais de 100 mil pessoas no Maracanã para ver mais um título improvável. Mas dessa vez, para o adversário gaúcho. É fato que a década de 90 é vista de forma majestosa por muitos torcedores botafoguenses. E não é pra menos. É por causa dela que os supersticiosos alvinegros veem esperanças em time com Pimpão na Libertadores, por exemplo. E não é pra menos mesmo. Nunca há de se subestimar um terno tão de linho (e linha) como o do Botafogo de Futebol e Regatas. 🏆 Campeão Brasileiro de 95, Campeão da Copa Conmebol de 93 e Vice campeão do Brasileiro de 92 e da Copa do Brasil de 99 👕 Time base (95, campeão nacional):Wágner, Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva (Iranildo), Leandro Ávila, Jamir, Beto e Seérgio Manuel, Donizete e Túlio Maravilha. 👤 Principais classudos: Wágner, Gonçalves, Sérgio Manuel, Donizete e Tulio Maravilha. 📺 Santos 1x1 Botafogo pela última partida da final do Campeonato Brasileiro de 95 ⚽ Túlio, aos 24' do segundo jogo daquela final 📷 Agência O Globo/Arquivo #Botafogo
- Três vezes artilheiro: O último a conquistar essa façanha no Italiano
Gols. Essa era a especialidade do nosso classudo de hoje. Apesar de exímio nessa tarefa, ele não costuma figurar na lista dos grandes atacantes italianos da história. Mas não se engane, em tempos de grandes estrelas na Série A, Giuseppe Signori também conseguiu deixar seu legado. Sua carreira repleta de gols é a que relembramos hoje no JdT. Antes de se profissionalizar, Signori passou pela categoria juvenil da Inter de Milão, onde foi dispensado depois de três anos por ser considerado baixo. O atacante não desistiu e iniciou a sua carreira no AlbinoLeff, de Bérgamo. Ainda muito jovem, o italiano ajudou a equipe no acesso à Série C2 do campeonato nacional, marcando oito gols. Depois disso, se transferiu para o Piacenza, mas não conseguiu conquistar a titularidade e acabou sendo emprestado ao Trento. Depois de muitas idas e vindas e pouco sucesso, Signori foi negociado com o Foggia, que havia acabado de conquistar uma vaga na Série B do italiano. Ali sua vida mudou. Conheceu um treinador chamado Zdenek Zeman, um amante do jogo ofensivo que apostou no jovem atacante com fome de gols. Em sua primeira temporada com o Foggia, em 1989, marcou 14 gols. No ano seguinte, marcou 25 gols e foi crucial na campanha de acesso da equipe para Série A, que ficou conhecida como o “Milagre de Foggia”. Na temporada de estreia na principal divisão do futebol italiano, Signori marcou 11 gols. O bom desempenho rendeu a primeira convocação para a seleção italiana. Em 1992 seu sucesso o levou para a Lazio, que desembolsou oito milhões de libras na contratação do atacante. Na capital, Signori alcançou o seu ápice e mostrou todo o seu talento para balançar as redes. O classudo não tinha um porte físico avantajado, mas compensava com muita velocidade e visão de jogo. Além disso, era dono de uma das pernas esquerdas mais afiadas que o futebol italiano já viu, preciso nas cobranças de pênalti e nas faltas. Seus chutes cruzados eram problemas para os goleiros adversários. Naqueles anos Signori foi sinônimo de gol. Na primeira Série A com o terno da Lazio, marcou 26 tentos em 32 partidas, conquistando sua primeira artilharia e superando com sobras Roberto Baggio. Na campanha seguinte, a fome de gols continuou, com uma média ainda melhor do atacante: 23 gols em 24 partidas. Novamente foi o artilheiro da competição, com seis gols à frente do segundo colocado, Gianfranco Zola. Seguiu com moral para a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. No mundial, vestindo a camisa a 20, Signori participou de seis partidas, mas foi empregado como atacante pelo treinador Arrigo Sacchi apenas uma vez, tendo sido mais utilizado recuado, como meio-campista. Por não jogar bem fora de sua posição, acabou se desentendo com o treinador nas semifinais, contra a Bulgária e não entrou na final, contra o Brasil. Na Copa do Mundo não marcou nenhum gol, assim como nas convocações seguintes. Encerrou sua história com a Azzurra em 1995, com 28 jogos e sete gols. Depois disso, a vontade insaciável de balançar as redes foi retomada na temporada seguinte, em 1995. Signori marcou 24 e igualado com Igor Protti, foi novamente artilheiro do campeonato italiano. Nos anos seguintes, principalmente devido algumas trocas de treinador na Lazio, o atacante foi perdendo espaço. Foi emprestado para a Sampdoria, em passagem rápida e sem destaque. De lá foi para o Bologna, onde voltou a ser titular e marcar muitos gols. Anos mais tarde Signori ainda tentou a sorte no grego Iraklis e no húngaro Sopron, encerrando a carreira em 2006. Por que jogava de terno? Atacante de ofício, artilheiro de talento. Giuseppe Signori pode não ter conquistado grandes títulos e nem ter alcançado a glória de outros italianos que já passaram por essa página, mas provou que era especialista naquilo se propunha a fazer, superando, inclusive, atacantes memoráveis da mesma época. Ao todo, marcou 188 gols no campeonato italiano. A história que escreveu no futebol, principalmente com o terno da Lazio, está marcada para sempre e, com certeza, lembrada com gratidão pelos torcedores. 👤 Giuseppe Signori 👶 17 de fevereiro de 1968 🏠 Italiano 👕 Leffe, Piacenza, Trento, Foggia, Lazio, Sampdoria, Bologna, Iraklis Thessaloniki, Sopron e Seleção Italiana. 🏆 Campeonato italiano Série B 90/91 (Foggia), Copa Intertoto 98 (Bologna). 👑 Artilheiro do Campeonato Italiano 92/93, 93/94 e 95/96 Classômetro: 👔👔👔👔 (4,8) 📷 SS Lazio #Lazio #Sampdoria #Bologna #SeleçãoItaliana #Itália #Atacante #CopadoMundo1994
- Um goleiro no ataque ao racismo
O futebol, introduzido no Brasil por brancos de classe alta, como Charles Miller e Oscar Cox, durante um bom tempo resistiu à miscigenação racial. No início do século XX alguns clubes lutaram contra isso e duas das iniciativas mais simbólicas foram tomadas pelo Bangu e pelo Vasco, este último campeão carioca em 1923, com um time quase inteiramente integrado por negros e mulatos. Quase um século depois, infelizmente, a história do futebol ainda registra manifestações grotescas contra jogadores negros, como foi o emblemático caso do goleiro Aranha, chamado de “preto fedido” e “macaco” quando vestia o terno do Santos F. C., em partida válida pela Copa do Brasil de 2014, na Arena do Grêmio. Nascido em Pouso Alegre (MG), Aranha teria recebido o apelido, dado por um técnico da escolinha local, em referência ao lendário goleiro soviético Lev Yashin. Mas foi como Mário que ingressou nas categorias de base da Ponte Preta, em 1997, tornando-se profissional 3 anos depois, tendo sido considerado o melhor goleiro do campeonato paulista de 2008, quando a Ponte Preta disputou – e perdeu – a final com o Palmeiras. Antes disso, porém, nosso classudo já havia enfrentado uma situação extremamente difícil, e com fortes cores de racismo, quando foi interpelado, algemado, agredido e conduzido a uma delegacia de polícia em Campinas, confundido com um sequestrador. Contratado pelo Atlético-MG em 2009, sagrou-se campeão estadual no ano seguinte, mas fora dos planos para 2011, transferiu-se para o Santos, onde conseguiu seu título mais expressivo, a Copa Libertadores. E foi com o terno da equipe praiana que Aranha se viu envolvido em um grotesco episódio de racismo explícito, durante uma partida contra o Grêmio. Ao ouvir o coro preconceituoso, Aranha pediu a intervenção do árbitro Wilton Pereira Sampaio, mas nenhuma providência foi tomada no momento. Nem mesmo na primeira versão da súmula os insultos foram relatados. Somente depois que as imagens de TV comprovaram a denúncia, inclusive permitindo a identificação de alguns dos agressores, é que o juiz da partida enviou um adendo à CBF, o que possibilitou a aplicação de sanções à agremiação gaúcha, entre elas a eliminação do torneio. Mas, por incrível que pareça, a punição acirrou ainda mais os ânimos de parte da torcida que, 3 semanas depois, recepcionou Aranha com uma sonora e contínua vaia, em partida válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. As agressões não mais utilizaram expressões racistas, mas alternaram vaias e o coro “Aranha, veado”. Escondendo suas reações, a resposta de Aranha foi uma atuação impecável, garantindo o zero a zero que custou ao Grêmio a chance de ingressar na zona de classificação para a Libertadores. No intervalo, e também após o jogo, o goleiro ainda teve que passar pelo constrangimento de responder perguntas irônicas e até mesmo impertinentes, quando se queixou do comportamento da torcida. Por que joga de terno? Não se pode dizer que Aranha tenha construído uma carreira de feitos futebolísticos altamente expressivos, mas sim composta por grandes oscilações. Sem desprezar a conquista de 2 títulos significativos e mais de 100 atuações pela Ponte Preta (2 passagens) e pelo Santos, há que se destacar sua persistência e tranquilidade diante de uma situação extremamente desfavorável psicologicamente e, principalmente, a coragem de enfrentar e denunciar veementemente o racismo no futebol. 👤 Mário Lúcio Duarte Costa 👶17 de novembro de 1980 🏠 Brasileiro 👕 Ponte Preta, Atlético-MG, Santos, Palmeiras, Joinville, Avaí 🏆 (principais) Libertadores 11 (Santos); Copa do Brasil 15 (Palmeiras) 👑 Seleção do Campeonato Paulista 08 (Ponte Preta) e 15 (Santos) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5.4) 📷: Pedro H. Tesch (Brazil Photo Press/Estadão) #PontePreta #AtléticoMG #Santos #Palmeiras #Joinville #Avaí #Goleiro #Brasil
- O Rivellino das Arábias
Depois de fazer sucesso nos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro, o volante Leandro Ávila chamou a atenção do futebol árabe. Em 2003, ele se assustou ao desembarcar no aeroporto de Riad, na Arábia Saudita. Uma multidão esperava o novo reforço do Al Hilal. A primeira pergunta da imprensa foi: “Você é o novo Rivellino?”. Ele respondeu que era volante, mas mesmo assim não adiantou. “Você promete muitos gols?”, emendou outro repórter. “Quem me dera ser craque”, respondeu. E foi jogo a jogo que perceberam que ele era “apenas” um carregador de piano. O classudo de hoje estreou como profissional com o terno do Vasco, quando ainda era apenas Leandro, em 1991. Foi tricampeão carioca e, em 95, foi um dos responsáveis pelo título do Campeonato Brasileiro com o Botafogo, sendo um dos melhores da competição na posição. Tanto que foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou a Copa América. Teve ainda uma passagem pelo Palmeiras, antes de chegar no terceiro clube carioca – o Fluminense, em 97. No ano seguinte, já foi contratado pelo Flamengo, onde virou Leandro Ávila – para se diferenciar do xará Leandro Machado. No rubro-negro, foi tricampeão carioca e foi o capitão da Copa Mercosul 99, o último título internacional da equipe. Teve uma nova passagem pelo Botafogo e outra pelo Internacional (time de coração do gaúcho de Porto Alegre) antes de chegar em solo árabe. No retorno ao Brasil para defender o Marília, em 2004, começou a sentir o peso dos excessos de jogos e treinos, especialmente por causa do joelho direito. Foram três operações durante a carreira e ele não suportou mais a dor, aposentando-se apenas aos 33 anos. Por que jogava de terno? Leandro Ávila era um volante discreto, daqueles clássicos bem característicos dos anos 90. Desarmava muito bem, tanto que foi um dos principais ladrões de bola da sua geração. Se lhe faltava técnica para sair jogando, lhe sobrava raça e disciplina tática. Além disso, sempre demonstrou espírito de liderança por onde passou. 👤 Leandro Coronas Ávila 👶 6 de abril de 1971 🏠 Brasileiro 👕 Vasco, Botafogo, Palmeiras, Fluminense, Flamengo, Internacional, Al Hilal (ARA), Marília e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Carioca 92, 93 e 94 (Vasco), Campeonato Brasileiro 95 (Botafogo), Copa Mercosul 99 e Campeonato Carioca 99, 00 e 01 (Flamengo), Campeonato Gaúcho 02 (Internacional) 👑 Bola de Prata 95 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) 📷: Eduardo Monteiro/Placar #Vasco #Flamengo #Fluminense #Botafogo #Palmeiras #Internacional #SeleçãoBrasileira
- O décimo segundo jogador
O joga de terno de hoje é um jogador gaúcho, revelado pelo Internacional. Rafael Sóbis se destacou pelo colorado entre 2005 e 2006, quando a equipe gaúcha foi vice do Campeonato Brasileiro e depois foi Campeã da Libertadores. No jogo de ida da final, marcou duas vezes no Morumbi e encaminhou o primeiro título da América da equipe gaúcha, que empatou o jogo de volta por 2x2. Depois deste Auge, Sóbis passou pelo Betis e pelo Al-Jazera, sem repetir o protagonismo de outrora. Mas, na pausa da Copa de 2010, o atacante voltou ao clube que foi revelado e de novo foi decisivo. Desta vez no jogo de volta da Libertadores. Sóbis marcou o primeiro gol do Inter na final disputada no Beira-Rio, diante do Chivas. Na sequência, foi desfilar com o terno do Fluminense, onde foi Campeão Brasileiro ao lado de uma constelação de astros... Fred, Deco, Thiago Neves e Emerson Sheik faziam parte do elenco campeão nacional em 2012. O tricolor carioca foi a equipe que o jogador mais defendeu. Foram 180 partidas com a camisa do tricolor carioca e 42 gols. Titular ou saindo do banco, sempre foi um jogador muito decisivo. Ao sair do Fluminense, o jogador foi ao Tigres do México e por lá também conquistou o título Mexicano de 2015 e foi vice-campeão da Libertadores. Pela equipe mexicana foram 22 gols em 70 jogos. Desde 2016 no Cruzeiro, o Sóbis alterna entre o time titular e reserva. O atacante é uma espécie de 12º jogador de Mano Menezes. Pela equipe mineira, conquistou a Copa do Brasil de 2017, em uma final épica diante do Flamengo. Vale lembrar que Rafael Sóbis ainda conquistou um bronze olímpico pela Seleção Brasileira, em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, na China. Por que joga de terno? Jogador de velocidade, raça e habilidade, Sóbis se destacou por não desistir em momento algum das jogadas. Fez grandes duplas de ataque, como ao lado de Fernandão e Fred conquistou títulos e foi um jogador importante em todas as equipes que jogou. Marcava quando necessário, e tinha o faro de gols como poucos. Atleta de equipe, sempre sabia onde encontrar seus companheiros e para quem ia fazer a jogada. Rafael Sóbis pode até não ser um protagonista nato, mas é aquele cara que o torcedor quer no time no seu 11 inicial para decidir uma partida, como uma espécie de talismã. 👤Rafael Augusto Sóbis do Nascimento 👶17 de junho de 1985 🏠Brasileiro 👕Internacional, Betis (ESP), Al-Jazera (EAU), Fluminense, Tigres (MEX), Cruzeiro e Seleção Brasileira 🏆(principais) Libertadores 06 e 10 (Internacional), Campeonato Brasileiro 12 (Fluminense), Apertura 2015 (Tigres), Copa do Brasil 17 (Cruzeiro) 👑(principais) Craque do Brasileirão e Bola de Prata 05, Artilheiro da Copa do Brasil 17 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6.3) 📷: Getty Images 📷: Getty Images #Internacional #Fluminense #Cruzeiro #Atacante
- Trampolim da América
O futebol sul-americano é repleto de jogadores de terno, todo amante do esporte consegue citar um, geralmente nomes brasileiros e argentinos. Ambos os países possuem gigantes no cenário futebolístico, mas hoje desviaremos o foco de seus cânones. O classudo em questão é Arsenio Pastor Erico Martínez, aquele que recusou jogar a Copa do Mundo de 38 pela Seleção Argentina. Contexto? Era raro ver jogadores que atuavam no exterior vestirem o terno do país natal. Motivo da recusa? Não negava seu sangue paraguaio. Erico foi revelado pelo Nacional de Assunção, equipe que seus familiares também jogaram. Durante a Guerra do Chaco, em 32, vestiu a camisa do time da Cruz Vermelha, suas atuações atraíram olhares de Independiente e River Plate. O último, realizava a contratação mais cara do ano: Bernabé Ferreyra, uma máquina de fazer gols. A disputa pelo nosso classudo quase foi para as penalidades máximas. Independiente saiu na frente, o Ministério da Defesa do Paraguai e doze mil pesos participaram da negociação. Quando o jogador se deslocava para Buenos Aires, Los Millonarios tentaram inverter o placar enviando um funcionário para o porto, a fim de convencê-lo a assinar com o clube. A diretoria do time adversário descobriu, Arsenio chegou ao seu destino de trem. Vitória do Diablo Rojo! Em 37, o craque deslanchou com seu terno ao lado de Vicente de la Mata, autor dos dois gols da Argentina na final da Copa América contra o Brasil e Antonio Sastre, ídolo do São Paulo. A equipe do River Plate conquistou o Campeonato Argentino daquela temporada. Na seguinte, El Rojo celebra seu primeiro título profissional em goleada de 8 a 2 sob o Lanús. O artilheiro? Arsenio Erico com 43 gols. O Trampolim da América é hoje o maior goleador da competição: 295 gols em 325 partidas. No início da década de 40 voltou para o Nacional e teve complexo histórico de lesões, médicos afirmaram que o atacante jogava em condições físicas irregulares há anos. Os números de Erico diminuíram, encerrou a carreira em 49 pelo clube que o revelou. Já com chuteiras penduradas, deu uma volta olímpica antes de um amistoso entre Argentina e Paraguai em 70, fato que reforça sua importância para o futebol dos dois países. Em 75 entrega a taça de Campeão da Libertadores ao capitão Ricardo Pavoni, do Independiente. Sabe a famosa defesa escorpião praticada por René Higuita? Arsenio praticou um gol escorpião algumas décadas antes, encobrindo o goleiro do Boca Juniors. El Paraguayo de Oro é reconhecido por suas belas jogadas aéreas, para Eduardo Galeano suas pernas eram “molas secretas para pular mais alto e superar os goleiros de cabeça”. Por que jogava de terno? Maior ídolo estrangeiro da torcida roja e maior goleador do futebol argentino, o Trampolim da América não precisou disputar uma Copa do Mundo para se destacar. Inclusive, é admirado pelos próprios argentinos por recusar usar o terno albiceleste. Foi inspiração para o renomado Di Stéfano, o torcedor do River Plate que ia assistir o Independiente jogar por causa do ídolo. Stéfano já o colocou como um dos maiores futebolistas que viu jogar ao lado de nomes como Pelé. Apontado pela revista El Gráfico como “Aquele que encerrou a eterna discussão entre o drible e a ciência do gol (…)”, sua qualidade técnica é louvada entre os de sua posição. No Paraguai, o estádio do Club Nacional recebe seu nome. 👤 Arsenio Pastor Erico Martínez 👶 30 de março de 1915 - 23 de julho de 1977 🏠 Paraguaio 👕 Nacional, Independiente e Huracán 🏆 (principais) Campeonato Argentino 38 e 39 (Independiente) e Campeonato Paraguaio 42 (Nacional) 👑 Maior jogador paraguaio de todos os tempos (FIFA), Maior goleador da Primeira Divisão da Argentina 37-39 e Oitavo melhor jogador sul-americano do século XX (IFFHS) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 7,5 📷 El Gráfico Magazine #Independiente #Nacional #Paraguai #Atacante
- Um ídolo tímido, mas ídolo
Geralmente, ídolos traçam sua glória com a torcida dentro e fora de campo. Com Marcão, não é bem assim. Discreto, passa longe de qualquer esteriótipo boleiro e raramente se viu envolvido com causos fora dos tapetes verdes do futebol. Mas a admiração dos tricolores cariocas com o ex-volante não dá muita bola pra isso. A idolatria da torcida do Fluminense por Marcão começa em 1999, num dos piores anos da história do tricolor. Ele era sinônimo de raça e dedicação num time que amargava a série C, mas com a história de gigante no Futebol Brasileiro. A luta do Flu na divisão mais baixa do nosso nacional (na época) era vista no volante, que nada lembrava aquele sujeito simples, pacato e tímido fora de campo. Nascido Marco Aurélio de Oliveira, ele surgiu na base do Bangu e teve passagem apagada pelo Criciúma, pelo Vasco Campeão Brasileiro de 97 e zarpou nas Laranjeiras naquele melancólico ano de 99. Com 25 anos, era considerado velho para um volante com vontade de despontar para o futebol. Porém, sua entrega com a camisa tricolor não só conquistou a torcida, como fez chamar atenção da imprensa, que chegou a cogitar que ele pudesse ser chamado por Emerson Leão para a Copa das Confederações, alguns anos depois de se firmar no clube carioca. Marcão, sempre sincero, reconhece que passou por momentos ruins em sua carreira, não se enxerga como ídolo, mas é grato pelo Fluminense pela oportunidade que recebera, mesmo se achando "mais experiente" do que um jogador que poderia render mais na posição. E, ainda no Flu, depois de seis anos de clube, viu oportunidade de jogar no exterior, mais precisamente no mundo árabe. A curta passagem pelo Catar não foi esplendorosa e retornou ao tricolor no mesmo ano. Em 2006, foi dispensado pela diretoria do Fluminense e começou a peregrinar por outros clubes Brasil afora. Em 2011 anunciou sua aposentadoria e começou a carreira de treinador, com chances no Bangu, seu clube progenitor e o próprio Fluminense, mas sem muito sucesso. Por que jogava de terno? Os nomes de classudos nessa página sempre estão propensos a críticas: "Essa página força demais", dizem. Mas, quem discute a classe de Marcão naquele time do Fluminense que buscava a glória de outrora? A determinação e entrega de Marcão no setor defensivo do Flu fez o jogador ter a identificação necessária para se constatar um novo ídolo. Tímido e discreto dentro de campo, mas gigante com o terno do Flu. 👤 Marco Aurélio de Oliveira 👶 22 de julho de 1972 🏠 Brasileiro 👕 Bangu, Criciúma, Vasco, Bragantino, Fluminense, Al-Gharafa-CAT, Cabofriense, Juventude, Joinville e CFZ-RJ 🏆 Campeonato Carioca: 02 e 05 (Fluminense), Campeonato Brasileiro Série C: 99 (Fluminense), Campeonato Brasileiro: 97 (Vasco). 👑 sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔 (4,9) 📷 O Globo #Fluminense #Vasco #J #Cri #MeioCampo
- Um jogador à frente do seu tempo
Ídolo rubro-negro, alviverde e em todo time que passou, Crizam César de Oliveira Filho, mais conhecido como Zinho, ou enceradeira, foi um meia armador canhoto e muito inteligente.Iniciou sua carreira no Flamengo, em 1986, Tinha um passe preciso e ótimo arremate, além de ser campeão com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo dos EUA, em 1994. Jogador da seleta lista de pentacampeões do Brasileirão, Zinho tambem foi um dos maestros na conquista da Taça Libertadores da América, em 1999, pelo Palmeiras. Em 1993, foi figura decisiva na conquista palmeirense na final do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Corinthians. Marcou um gol, dos quatro marcados pelo Palestra, que levou a melhor sobre o Timão encerrando um jejum de 16 anos sem títulos. Na conquista da Copa do Mundo, mesmo fazendo uma grande atuação com o terno da seleção canarinha, o meia canhota foi muito criticado pela imprensa por não atuar como jogava pelo Palmeiras. Apelidado de enceradeira, Zinho foi o criador do tique-taque, quando o tique-taque não era conhecido, e nem aceito, e o apelido, veio pelo fato de prender demais a bola em algumas partidas. Sempre com um pensamento coletivo, ele chegou a afirmar em entrevistas que o sistema tático, criado por Parreira para a Copa de 94, não favorecia suas habilidades individuas, de uma meia com liberdade de movimentação, de chegada ele jogou como um meia mais guardado em um setor do campo, para acompanhar um lateral, para fechar como volante. Pelo Cruzeiro, atuou no time em 2003, quando o Celeste conquistou a Tríplice Coroa, ganhando o campeonato Mineiro, campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Por que jogava de terno? Zinho é um dos poucos atletas que ganharam cinco vezes o Campeonato Brasileiro. Figura decisiva para a conquista da Libertadores, pelo Palmeiras, e camisa 9 da seleção Brasileira campeão da Copa do Mundo de 94, o responsável por fazer o jogo girar. Com títulos que poucos jogadores possuem, ficou conhecido como um “jogador a frente de seu tempo” o que fez seu modo de jogar ser comparado com Xavi e Iniesta. 👤 Crizam César de Oliveira Filho, Zinho 👶 17 de junho de 1967 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Palmeiras, Yokohama FC (Japão), Gremio, Cruzeiro, Miami (EUA) e Seleção Brasileira. 🏆(principais) Campeonato Brasileiro 87 - Módulo Verde (Flamengo), Copa do Brasil 90 e Campeonato Brasileiro 92 (Flamengo), Campeonato Brasileiro 93 e 94, Copa do Brasil 98, Copa Mercosul 98, Libertadores 99 (Palmeiras); Copa do Brasil 01 (Grêmio); Copa do Brasil 03 e Campeonato Brasileiro 03 (Cruzeiro); Copa do Mundo 94 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Prata da Revista Placar: 88, 92, 94, 97 Classomêtro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,6) 📷 Arquivo/Lance #Palmeiras #Grêmio #Cruzeiro #Flamengo #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo #Meiaatacante #CopadoMundo1994









