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  • Por liberdade e democracia

    Quando eu criei o Joga de Terno, sempre tive em mente dois pilares básicos que até hoje sustentam esse projeto: futebol e jornalismo. Por algumas vezes, nós fugimos do primeiro (falamos de outros esportes, videogame, séries, política etc) mas jamais do segundo. Nunca nos rendemos à tentação de ganhar seguidores de forma fácil e rápida com memes, "decretos" e outras aleatoriedades, nosso público é pequeno e seleto e hoje, com este manifesto, sabemos que ele pode diminuir. Tudo bem. Acontece que, pelo jornalismo que nos move, decidimos deixar o futebol de lado e falar do momento em que vivemos. Vivemos tempos em que o ódio, a intolerância, a censura e o medo têm dado as cartas na mesa e, nesse jogo, estamos todos perdendo. Mas nós não vamos aqui ficar apenas esperando que o pior aconteça e esse clima de caos anunciado diariamente na imprensa vire rotina. Não é exagero, não são casos isolados, é real. O tão temido fascismo de que tanto falamos não surge de uma hora para outra. Não o ignore, não o menospreze, não ache que isso nunca vai acontecer, pois é exatamente na incredulidade que ele cresce e se não agirmos antes de envolver todas as esferas da sociedade (e isso envolve nossas instituições) pode ser tarde demais. É por isso que estamos nos posicionando antes mesmo do resultado das urnas. Ficar em cima do muro nunca foi nossa intenção, afinal. Há duas propostas apresentadas e nenhuma delas parece ser a ideal, dados seus nomes (e partidos) por trás delas. Mas uma delas, em especial, e a que acreditamos ser mais perigosa a tudo que há de mais importante em uma sociedade: liberdade. Liberdade de ideologias, de opiniões, de ser quem você quiser ser e de decidir o nosso próprio futuro. É isso o que forma uma democracia, que agora estremece. E sem democracia, não existe liberdade de imprensa, e sem liberdade de imprensa, não existe jornalismo. Sem jornalismo, perdemos um de nossos pilares do Joga de Terno. Por tudo isso, o Joga de Terno não vota 17.

  • White, Blue and White

    Produções audiovisuais também contam histórias e são responsáveis por transmitir sensações diversas aos amantes do futebol. Quem nunca se emocionou ao rever aquele gol do título? Ou a entrevista com o ídolo do time do coração? O JdT de hoje é sobre um documentário que não tem o propósito de narrar momentos de um clube específico, mas relembra fatos importantes para a história do futebol. Esses acompanham a carreira de Osvaldo Ardiles, o classudo que ficou dividido entre dois ternos: o branco e o azul e branco. White, Blue and White foi produzido para a série ESPN 30 for 30: Soccer Storie e tem como foco principal o conflito interno do jogador diante da Guerra das Malvinas em 82. A narrativa conta com depoimentos que reconstroem a participação de Ardiles na Copa de 78. O título argentino é lembrado através de memoráveis imagens dos jogos, sobretudo a final, contra a Holanda. A Argentina enfrentava a ditadura militar no ano da conquista, a tensão entre futebol e política é constantemente colocada por profissionais e pelo próprio jogador. Após a conquista o meio-campista e seu companheiro de quarto Ricky Villa partem para o Tottenham Hotspur, da Inglaterra. O clube retornava à primeira divisão inglesa com atitude ousada: contratar jogadores sul-americanos com caraterísticas técnicas bem diferentes das dos volantes da equipe. Para alegria dos Spurs a mescla de futebol inglês e argentino deu certo e a equipe conquistou a Copa da Inglaterra sob o Manchester City em 81. A dupla caiu na graça dos torcedores. Com a eclosão do conflito entre Argentina e Inglaterra, imprensa e torcida pedem posicionamento dos jogadores. O desenvolvimento do documentário se concentra no drama vivido por Ardiles, a ambientação realizada permite ao público reviver seus momentos de aflição. É notável como sua relação com os Spurs é exaltada desde o início da produção. Narrações e imagens da época mostram que, apesar das tensões, a torcida do Tottenham adotou “Ossie” como sua pátria. Uma faixa com os dizeres “A Argentina que fique com as Ilhas Malvinas, nós ficamos com Ossie” aparece e reforça a relação entre time e jogador. O fato de ter pedido transferência do clube inglês não fez do classudo menos ídolo, pelo contrário, foi muito bem recebido em sua volta à Inglaterra. Osvaldo Ardiles não deixou de ser respeitado na Argentina. A construção de sua imagem nos dois países envolvidos evidencia isso. A qualidade técnica do jogador é destacada, seus passes trouxeram novidade para um Tottenham que buscava novo futebol, reconhecimento. É inegável como contribuiu para a junção entre o futebol argentino e inglês em um momento que as barreiras entre os dois países iam além das divisas territoriais. Vale a pena assistir? Sim. White, Blue and White representa mais que uma dúvida sobre com qual terno jogar. Mostra, de forma sensível, como as relações no futebol são condicionadas por fatores políticos e como atuam na carreira dos jogadores. Os românticos do esporte diriam que o documentário também é sobre amor à camisa e valores que ultrapassam fronteiras de países “inimigos”. A série ESPN 30 for 30: Soccer Storie conta com dois longas-metragens e outros cinco documentários sobre o cenário futebolístico internacional, lendas como Mané Garrincha e Diego Maradona aparecem neles. Vale a pena dar uma conferida. 🎥 White, Blue and White 👤🎥 Camilo Antolini 📅 2014 💻 Youtube 🎬🎬🎬🎬🎬🎬 (6,7) 📷 Divulgação #Tottenham #SeleçãoArgentina #MeioCampo #CopadoMundo1978

  • Pavão fez um passe e depois morreu

    O título parece manchete de jornal e é mesmo. Foi assim que um dos principais cadernos esportivos de Portugal noticiava a morte do um dia capitão do Porto Fernando Pascoal Neves, o Pavão. Sua morte aconteceu durante a parida do Porto diante o Vitória de Setúbal. Era a 13ª rodada do campeonato português de 1973/74. Coincidentemente, Pavão caiu no gramado no minuto 13 do jogo. Obviamente, Pavão não lembrado apenas pela sua morte durante a partida. O meio-campista dos dragões já tinha uma sólida história no cenário português, sobretudo portista e naquela temporada, era cotado no Manchester United. Antes disso, foi um promissor meia do G. D. Chaves, time de sua cidade natal. Com 17 anos, em 1964, integrou a equipe de juniores do Porto. Sua estreia no time principal foi em 1965, mesmo ano em que ganhou seu primeiro título como profissional, a Taça da Associação de Futebol do Porto. Desse dia até 73, anos de sua morte, Pavão participou de momentos históricos para os Dragões, como a inauguração do Estádio do Morumbi, na partida vencida pelo São Paulo em 1x0. Pavão não teve o tempo necessário para marcar definitivamente sua história no futebol graças à fatalidade ocorrida naquela tarde de dezembro no Estádio das Antas. Naquele dia, quando o jogador caiu desfalecido no gramado, foi levado para o hospital e assim que a partida terminou - com vitória dos dragões por 2x0 - o que se viu um tremendo silêncio nas Antas. Naquela altura, o Porto seguia bem no torneio e era a estreia do craque peruano Cubillas. Uma tragédia que acabou com uma bonita festa naquela tarde cinzenta. Sua morte nunca foi dada com certeza. Suas condições físicas eram impecáveis. Na época, dizia-se que uma veia perto do crânio se rompeu graças a alguma cabeçada na bola. Por que jogava de terno? Pavão foi um meia que atuava também na lateral direita. Suas façanhas sempre foram lembradas por seu brio dentro de campo e honradez em se vestir a camisa azul e branca do Porto. Há relatos que ele abdicou da braçadeira de capitão, que ostentou no braço por duas temporadas, depois de entrar em conflito com um árbitro e pegar um gancho de 6 partidas por isso. Seu apelido, veio ao fato de abrir os braços para poder driblar os adversários sem perder o equilíbrio. Uma classe mais de postura do que de desenvoltura com a bola. 👤 Fernando Pascoal Neves 👶 12 de julho de 1947 (falecido em 16 de dezembro de 1973 aos 26 anos) 🏠 Português 👕 Porto e Seleção portuguesa 🏆 Taça de Portugal: 67/68 👑 Sem prêmios individuais Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) 📷 MemoriaAzul.com #Porto #SeleçãoPortuguesa #MeioCampo #Lateralesquerdo

  • A democracia é a melhor forma de governo para 69% dos brasileiros

    Esse é resultado de uma pesquisa recente divulgada pelo Datafolha. Por mais incrível que pareça, esta é a maior aprovação em trinta anos do regime que tem o povo e a igualdade pelo voto como valor principal. Antes disso, enquanto os militares ainda comandavam o país, muitos movimentos surgiram justamente para lutar por esses direitos. Entre eles, aquele que ficou conhecido como a Democracia Corinthiana. O final de 1981 deixava um sentimento amargurado nos torcedores e jogadores corintianos. O clube se encontrava rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro depois de terminar em oitavo lugar no campeonato estadual e 26° no nacional. Mas a chegada de Waldemar Pires e a movimentação de jogadores mudou a gestão autocentrada para uma compartilhada e fez história no futebol brasileiro. O Corinthians ficou por muito tempo alternando entre dois comandos e Waldemar Pires a princípio seria um dirigente apenas para cumprir formalidades enquanto Vicente Mateus mantinha sua influência. Entretanto, resolveu assumir seu posto de fato e realizou ações como trazer o sociólogo Adílson Monteiro Alves para a diretoria. Ali, foi o encontro de pessoas certas na hora certa, como depois classificaria o jornalista Juca Kfouri. Encabeçados pelos jogadores Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, o clube iniciou uma autogestão onde os assuntos administrativos eram debatidos e a tomada de decisões no futebol era descentralizada e contava com a opinião de todos: jogadores, comissão, dirigentes, funcionários, todos tinham o direito ao voto e com peso igual. Estava instaurada a Democracia Corinthiana. Por dois anos, o lema “Ganhar ou perder, mas com democracia” deixava claro que, mais importante que títulos, era ter as decisões compartilhadas com igualdade. Para entender um pouco do impacto que essa atmosfera inédita causava não só no universo do futebol, é preciso lembrar que o país vivia nesta época sob ditadura militar e que o direito ao voto era negado aos brasileiros. Sendo assim, o time entrava em campo também pela redemocratização do país com dizeres nas camisas pedindo pelas Diretas Já, ganhando apoio da torcida. O clima no Parque São Jorge proporcionou as conquistas do Campeonato Paulista de 1982 e 1983, além da disputa das semifinais de um Brasileiro e a quitação das dividas do clube. E, ainda que se diga que não tenha gerado mudanças diretas na sociedade naquele momento (as eleições diretas só aconteceriam em 1989) e nem na gestão dos clubes de futebol como um todo (a chegada do clube dos 13 e um racha exposto no elenco em 1985 colocava fim no movimento), o Corinthians experimentou uma vivência que envolvia a todos e o colocava como uma força política e popular, que marcou época na luta pela igualdade e progresso ideológico, representando na prática que o futebol pode movimentar e contribuir para a evolução de um povo. 📷 Divulgação - Corinthians #Corinthians

  • El Vasco, o empatador olímpico

    Hoje tentaremos sair dos cânones brasileiros e argentinos que jogaram de terno pelos gramados sul-americanos. Já ouviu falar dos grandes feitos da Seleção Uruguaia em seus anos dourados? O primeiro grande esquadrão que o mundo conheceu? Recordaremos alguns deles, através do único jogador da geração celeste que atuou em todas as partidas do bicampeonato olímpico e da Copa do Mundo de 30: o ex-atacante, José Pedro Cea. El Vasco, como é conhecido por causa de suas origens bascas, iniciou a carreira no Club Atlético Lito em 22. Atuou por Bella Vista e Club Nacional Football, sendo a última a equipe em que jogou por grande parte da carreira. É válido destacar que durante a mesma usou somente ternos de clubes uruguaios, fato que reforça sua identificação com o país. Não negava a paixão incondicional pelo Nacional nem quando jogou por outros times, já afirmou que nunca colocaria os pés sob a sede de seu rival, o Peñarol. Outro apelido atribuído à Cea é o de “empatador olímpico”, o classudo foi o autor do gol de empate na semifinal dos Jogos Olímpicos de 24 numa partida contra os Países Baixos. Pela mesma competição empatou o jogo contra a Itália em 28, a celeste olímpica viraria o duelo com Campolo e Scarone. Na final da Copa do Mundo de 1930, contra a Argentina, o poder de empate do atacante entra em ação novamente. Deixou sua marca aos 13 minutos da etapa complementar após receber um passe do companheiro Héctor Scarone e chutar de carrinho. A partida terminou em 4 a 2 para os uruguaios, Pablo Dorado, Santos Iriarte e Héctor Castro foram os outros marcadores. El Vasco encerra uma década vitoriosa e a primeira campeã mundial também. Descrito como raçudo e valente, não tinha medo de encarar o adversário e se mandar para o ataque. O porte físico do atleta contribuía para que realizasse grandes deslocamentos em campo. Gostava de jogar pela esquerda e foi consagrado herói pela responsabilidade com que decidiu jogos importantes. Foram 27 gols em 13 jogos com a camisa celeste, foi o primeiro jogador a marcar gols em finais de Olimpíada e Copa do Mundo. Antes de se aposentar em 35 ganhou o Campeonato Uruguaio pelo Nacional. Como treinador, conquistou a Copa América de 42 pela Seleção Uruguaia e o vice-campeonato da competição no ano anterior. Por que jogava de terno? El Vasco é o tipo de jogador que agrada os amantes da raça e amor à camisa, a entrega dentro de campo somada à identificação com os clubes por quais jogou são dois dos fatores que o fazem ídolo no Uruguai. Apesar das conquistas modestas pelas equipes que atuou, seu legado para o futebol do país é inegável. Seu nome é idolatrado ao lado de craques uruguaios como Alcides Ghiggia, autor do gol do título da Copa do Mundo de 50 contra o Brasil em pleno Maracanã. 👤 José Pedro Cea 👶 1 de setembro de 1900 - 18 de setembro de 1970 🏠 Uruguaio 👕 Lito, Bella vista, Nacional e Seleção Uruguaia 🏆 (principais) Copa América 23 e 24, Futebol nos Jogos Olímpicos 24 e 28 e Copa do Mundo 30 👑 Nono melhor jogador uruguaio do século XX (IFFHS) Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 7,0 📷 Autor desconhecido #Nacional #SeleçãoUruguaia #Atacante #CopadoMundo1930

  • O substituto

    O classudo de hoje do Joga de Terno teve que lidar por muitos anos com o banco de reservas, entretanto, sempre que jogava se destacava por dominar um dos principais fundamentos do futebol, o passe. Michael Carrick se consolidou no Manchester United atuando como volante ao lado de Paul Scholes e será eternamente lembrado por ser o substituto de Roy Keane no Red Devils. Carrick deu início a sua carreira futebolística atuando no West Ham United e fez sua estreia no time profissional no ano de 1999 pela Taça Intertoto da UEFA, torneio que inclusive acabou tornando-se a primeira conquista de sua carreira. Como era muito novo, foi emprestado para o Swindon Town e logo depois ao Birmingham City, retornando ao West Ham na temporada de 00/01. Depois manter bons resultados na equipe, recebeu a proposta de prorrogar seu contrato até o ano de 2005, entretanto, na temporada de 02/03, o meio-campista, passou por uma série de lesões e o clube acabou sendo rebaixado para a segunda divisão. Joe Cole, Kanouté e Defoe, que eram seus companheiros de equipe na época, deixaram a equipe com o rebaixamento, porém, Carrick se manteve firma e participou da campanha de volta a primeira divisão, mas, com a má adaptação do clube na volta a série A da Inglaterra, Carrick foi transferido para o Tottenham Hotspur. Nos Lilywhites, Carrick novamente teve de enfrentar o banco de reservas. Com a saída de Jacques Santini do comando da equipe e a chegada de Martin Jol, o meio-campista começou a ganhar espaço e mostrar a sua boa forma, porém, a sua passagem no clube de Londres não foi tão vitoriosa. Na temporada 05/06, Carrick marcou seu primeiro gol para o Tottenham, e apesar de não ter conquistado nenhum título foi o destaque da equipe com o maior número de cruzamentos e passes certos, além de dividir a liderança de assistências para gol com Mido, seu companheiro de equipe. Em julho de 2006, depois de uma negociação complicada, Sir Alex Ferguson conseguiu um substituto para o recém-aposentado, Roy Keane. Com o terno do United, Carrick viveu a melhor fase de sua carreira, além de reencontrar seu antigo companheiro de West Ham, Rio Ferdinand, fez dupla com Paul Scholes formando uma das melhores “cabeças de área” do Red Devils. Carrick defendeu a camisa vermelha por 12 anos e tornou-se peça chave na equipe, atuando muitas vezes como capitão. Pelo Manchester United, Carrick conquistou 5 Campeonatos Ingleses, 1 Taça da Inglaterra, 3 Copas da Liga Inglesa, 6 Supercopas da Inglaterra, 1 Liga Europa da UEFA, 1 Liga dos Campeões e 1 Mundial Interclubes da FIFA. Depois de vencer a Copa da Inglaterra no ano de 2016, Carrick completou todos os troféus que um jogador pode conquistar atuando na principal Liga da Inglaterra. Depois de passar por um procedimento para corrigir o ritmo cardíaco em 2017, Carrick começou a pensar sua aposentadoria. No início de 2018, foi convidado para fazer parte da comissão técnica do Manchester United e acabou aceitando, sendo assim, jogou sua 464ª e última partida com o terno vermelho contra o Watford no Old Trafford em 13 de maio. Participando diretamente do único gol da partida que deu a vitória para o United, foi substituído no final do jogo arrancando inúmeros aplausos e homenagens dos torcedores. Pela Seleção Inglesa, Carrick recebeu sua primeira convocação em 2001. No time da Rainha não teve muito destaque, foi convocado para disputar duas copas do mundo em 06 e 10 e nas duas não foi muito utilizado. Na primeira, jogou apenas as oitavas de final contra o Equador, ganhando de 1 a 0, na fase seguinte o English Team foi eliminado por Portugal nos pênaltis. Na segunda copa, em 2010, não atuou em nenhuma partida e a Inglaterra foi eliminada pela Alemanha por 4 a 1. Por que jogava de Terno? Carrick jogou a maior parte de sua carreira como volante e algumas vezes foi improvisado de zagueiro. Era um jogador versátil, criativo, tinha uma excelente visão de jogo e se destacava pela qualidade nos passes, cruzamentos e lançamentos certos. Sua ótima leitura de jogo permitia se antecipar na maioria das jogadas, anulando de forma direta o ataque adversário. Sua parceria com Paul Scholes no Manchester United se tornou um marco para o futebol Inglês, no comando de Sir Alex Ferguson, os meio-campistas inovaram revezando entre passes e controle de bola, envolvendo os adversários. Carrick detém uma das melhores médias de acerto de passes de sua época. 👤 Michael Carrick 👶 28 de julho de 1981 🏠 Inglês 👕 West Ham United (ING), Swindon Town (ING), Birmingham City (ING), Tottenham Hotspur (ING), Manchester United (ING) e Seleção Inglesa. 🏆 (Principais) Campeonato Inglês 06/07, 07/08, 08/09, 10/11 e 12/13, Copa da Inglaterra 15/16, Liga Europa da UEFA 16/17, Liga dos Campeões da UEFA 07/08, Mundial de Clubes da FIFA 08 (Manchester United). 👑 Equipe do Ano do Campeonato Inglês 12/13, Melhor Jogador do Manchester United 12/13, Equipe do Ano da PFA 03/04. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,8) 📷 Mike Hewitt #WestHam #Tottenham #ManchesterUnited #SeleçãoInglesa #MeioCampo #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2006

  • Lahm - O Capitão do 7x1

    O cara de hoje jogou 3 Copas do Mundo e levantou a taça do mundial de 2014. Uma lenda da seleção alemã e o capitão no sádico 7x1. Ganhou Copa do Mundo de Clubes da FIFA, Liga dos Campeões da UEFA, Supercopa da UEFA e 9 Campeonatos Alemão. Com um currículo impecável, Phillip Lahm é um jogador que realmente joga de terno. O início da carreira foi conturbado e com muitas passagens pelo DM. O jovem e talentoso Lahm começou a jogar pelo time B do Bayern de Munique, mas logo foi emprestado ao VfB Stuttgart, para as temporadas 03/04 e 04/05, onde fraturou o pé direito e o ligamento cruzado. De volta ao Bayern, estreou no Campeonato Alemão contra o Arminia Bielefeld em novembro de 2005. Dos 11 até os 33 anos, quando aposentou, Lahm vestiu com orgulho o terno do time Bávaro, chegando a atuar por mais de 500 partidas e conquistar mais de 21 títulos. Sua primeira Copa do Mundo foi em 2006, aos 22 anos. Jogando como lateral, marcou um gol no primeiro jogo, e já virou uma grande promessa. Foram mais de 113 partidas, transformando-o no quinto jogador que mais vezes vestiu a blusa da Alemanha. Medindo 1,70cm, Lahm atuava como lateral esquerdo, mesmo sendo destro. Depois da sua perna direita realmente brilhar, ele começou a jogar como lateral direito –sua posição favorita. A capacidade de marcação e o perigo constante nas subidas ao ataque permitiram que fosse um dos melhores laterais da história. Com Pep Guardiola, começou a jogar como volante na temporada 13/14, quando conquistou mais um Campeonato Alemão. A 24ª do time alemão, conquistada 7 rodadas antes do fim do campeonato. Por que jogava de terno? Mais do que um ícone do Bayern, um jogador na mais pura essência. Nunca explorou sua imagem, nunca abusou da agressividade para vencer e nunca recebeu um cartão vermelho ao longo da carreira. Um atleta com visão de jogo, um dos mais talentosos laterais que já existiu e que aposentou enquanto ainda jogava muita bola. O alemão conquistou todos os títulos possíveis e nunca abandonou seu time de base. 👤 Philipp Lahm 👶 11 de novembro de 1983 🏠 Alemão 👕 Bayern de Munique (ALE), VfB Stuttgart e Seleção Alemã 🏆 (Principais) Campeonato Alemão: 05/06, 07/08, 09/10, 12/13, 13/14, 14/15 e 15/16, Liga dos Campeões da UEFA: 13, Mundial de Clubes da Fifa: 13 (Bayern de Munique) e Copa do Mundo FIFA: 14 (Seleção Alemã) 👑 (principais) Seleção da Copa do Mundo FIFA: 06, 10, 14, Equipe do Ano da UEFA: 06, 08, 12, 13, 14, Equipe do Ano de Sempre da UEFA, , Equipe da Euro: 08, 12, Bola de Prata da Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 13 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8.6) 📷fcbayern.com #BayernMunique #Lateral #CopadoMundo #SeleçãoAlemã

  • O Concorde

    Pouca gente vai conhecer nosso classudo de hoje pelo apelido, mas assim como o avião francês, o perfilado de hoje era conhecido por atingir grandes velocidades dentro de campo. Sérgio Cláudio dos Santos, o Serginho nasceu no estado do Rio de Janeiro e foi pelo Itaperuna que despontou para o mundo da bola. Sua primeira equipe de destaque foi o Bahia em 1993, de lá saiu para o Flamengo no meio da temporada seguinte mas não se firmou. Em 1995 foi vendido para o Cruzeiro e assim como no clube da gávea teve forte concorrência e pouco destaque até que em 1996 tudo mudou; a pedido do então técnico Telê Santana que estava preparando o terreno para seu pupilo, Muricy Ramalho, o time do Morumbi cedeu 5 jogadores já consagrados para o time Celeste, e em troca vieram uns tais de Belleti e Serginho, então promessas… No São Paulo foi onde nosso classudo finalmente começou a jogar em alto nível, após bater na trave por duas temporadas, em 1999 conquistou o Campeonato Paulista, único título com o terno tricolor e também ganhou seu único título com a amarelinha, a Copa América de 99. Se não fosse contemporâneo de Roberto Carlos, Serginho com certeza teria aparecido nas convocações tupiniquins com mais frequência. Na Copa de 2002 Felipão preferiu convocar Júnior para compor o elenco, mas não seria nenhum absurdo se ele tivesse optado pelo perfilado de hoje, tanto que após a Copa, em um amistoso comemorativo, ele foi enfim lembrado para a convocação, mas por se achar velho demais, recusou o convite, achando que não jogaria mais em alto nível por tanto tempo. Se durante seu tempo de seleção e clubes brasileiros Serginho não conseguiu se tornar ídolo, atuando pelo Milan foi justamente o contrário, após pendurar as chuteiras, o classudo passou a fazer parte da diretoria e se tornou uma espécie de olheiro do clube aqui na América do Sul. Por que jogava de terno? Nosso classudo era forte no ataque, tão forte que as vezes desempenhava como ponta, inclusive sempre marcando gols e assistências para seus companheiros. Com ótima velocidade e vigor físico, mesmo com idade avançada, Serginho era letal em cruzamentos. 👤 Sérgio Cláudio dos Santos 👶 27 de Junho de 1971 🏠 Brasileiro 👕 Itaperuna-RJ, Bahia, Flamengo, Cruzeiro, São Paulo, Milan e Seleção Brasileira 🏆 Campeonato Baiano 94 (Bahia), Campeonato Paulista 98 (São Paulo), Campeonato Italiano 03/04, Liga dos Campeões 02/03, 06/07, Mundial de Clubes 07 (Milan), Copa das Américas 99 (Seleção Brasileira) 👑 Sem prémios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7) 📷 Getty #Milan #SeleçãoBrasileira #Lateralesquerdo #SãoPaulo #Bahia #Flamengo #Cruzeiro #Pontaesquerda

  • Terninho Colombo

    Sim, você leu direito, aqui também tem espaço para produtos de menos grife. Assim como a marca que não vamos citar de novo, a não ser que estejam de olho e role um patrocínio 👀 o perfilado de hoje se destacou vestindo um terno, com todo respeito, do povão. Estamos falando do glorioso Papão, o Paysandu e o perfilado de hoje fez parte do elenco mais vitorioso da história do clube: Lecheva. Ricardo Mendes Nascimento nasceu em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. Seus passos iniciais na carreira foram dados em um clube local de sua cidade e assim como é corriqueiro na carreira de um atleta de time interior, peregrinou por diversos clubes. O Campeonato Brasileiro de 2001 foi carregado de controvérsias, em 2000 houve a famigerada Copa João Havelange e tudo levava a crer que os participantes das séries A, B e C seriam definidos pelo último campeonato brasileiro realizado em 1999 porém diversas influências externas mudaram a configuração das equipes a disputar o campeonato. A Série B de 2001 foi dividida primeiro em dois grupos regionais com turno e returno, onde o clube alviceleste conseguiu se classificar em primeiro lugar. Destes dois primeiros grupos quatro times se classificaram em cada um deles para jogar as quartas de finais e os vencedores desta fase formariam o quadrangular final, que também foi decidido em turno e retorno. Ascensão garantida, o clube de Belém não parou por aí. Em 2002 aconteceu a última Copa Norte e na final, o Paysandu conseguiu vencer o tricampeão (e clube para qual o Papão tinha perdido a final em 2001) São Raimundo do Amazonas. Naquele ano, nosso perfilado foi artilheiro da competição com 9 gols. Com a taça da Copa Norte veio o direito de disputar mais um campeonato: a Copa dos Campeões. A final foi disputada por Cruzeiro e Paysandu, a vitória do Lobo Mal veio nos pênaltis. Chegamos então finalmente a Liberta de 2003, ano histórico para a equipe de Lecheva. O começo não poderia ser mais empolgante e mais surpreso também. A equipe se classificou em primeiro lugar do grupo 2 e então o feito que ninguém esperava. Em plena Bombonera, o Papão conseguiu vencer por um a zero, infelizmente no jogo de volta, o time Xeineze mostrou por que seria o campeão daquele ano e aplicou um 4x2 selando até aqui a o fim da única Libertadores disputada pelo Paysandu. É importante lembrar que no segundo jogo Lecheva foi autor de um dos gols, ele ainda ganharia um título regional em 2005 e se tornou técnico de futebol, treinando o Paysandu e outros clubes de menor expressão. Por que jogava de terno? Uma rápida pesquisa na internet aponta que Lecheva era o típico jogador “polêmico”, daqueles da turma do “Didico” mas que não deixavam a desejar com a bola no pé. Meio campista, volante, tinha um excelente passe de bola, foi imprescindível para a história do clube bicolor e inesquecível para o coração dos torcedores. 👤 Ricardo Mendes Nascimento 👶 3 de Abril de 1974 🏠 Brasileiro 👕 União Mogi-SP, ECUS-SP, Tuna Luso-SP, São José-SP, Paysandu, Santa Cruz, Volta Redonda, Treze-PB, Santana-AP 🏆 Campeonato Paraense 01, 02 e 05, Série B 01, Copa Norte 02, Copa dos campeões 02 (Paysandu) 👑 Artilheiro da Copa Norte 02 (9 gols) Classômetro: 👔 👔 👔 👔 (4) 📷 Arquivo Facebook São Raimundo-AM #Paysandu #Volante

  • Transformando a lealdade em padrão

    Quem acompanhou o futebol brasileiro nos anos 90 lembra muito bem do volante Galeano, principalmente pela sua garra e até um excesso de vontade dentro de campo. Multicampeão pelo Palmeiras, se tornou uma das maiores idolatrias do clube, sua vontade dentro de campo era exaltada por rivais, que muitas vezes pensavam duas vezes antes de entrar na dividida com o palmeirense. Foi lançado para o futebol no próprio Palmeiras com o aval do treinador Leão. Demorou para se consolidar na equipe e até foi emprestado para o Rio Branco e Juventude (parceria Parmalat), onde foi campeão da série B. Durante seu contrato com o clube da rua Turiassú, se mostrou um jogador leal a seus princípios e na sua volta ao clube começou a cavar a vaga no time titular. Participou do histórico time dos 100 gols no paulista de 96. Ao lado de craques como Djalminha, Cafu, Muller, Rivaldo e Luizão, tinha seu espaço durante a segunda etapa dos jogos para dar aquela catimbada e segurada no jogo. Foi ganhando confiança e participou em campo dos mais importantes títulos da história do clube. Na Libertadores de 99 ganhou o apelido de “Senhor Palmeiras”, devido sua liderança em campo. Em 2002 devido uma reformulação do elenco promovida por Vanderlei Luxemburgo que culminaria na queda para a série B, faria com que Galeano se transferisse para o Botafogo. Onde iniciaria, até por sua idade mais avançada, o processo de itinerância pelo futebol. Logo depois foi para o Japão e Turquia, para voltar ao Brasil e passear por diversos clubes até se aposentar. Por que jogava de terno? Galeano nunca foi um jogador habilidoso. Mas compensava a falta de técnica com a raça. Mas uma raça útil, aquela que acordava o time em jogos mornos. Foi um dos principais jogadores da era Felipão, exatamente por ter características que o gaúcho adora. Um ídolo para o clube, para a torcida palestrina e um símbolo da raça brasileira. 👤 Marcos Aurélio Galeano 👶 28 de março de 1972 🏠 Brasileiro 👕 Palmeiras, Rio Branco, Juventude, Botafogo, Gamba Osaka, Ankaragücü, Bahia, Figueirense, Ponte Preta, Fortaleza, Goiás, Santo André, Joinville, Sertãozinho e Ituano 🏆 Copa do Brasil 1998, Copa Mercosul 1998, Libertadores da América 1999 (Palmeiras) 👑 (sem premiações individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔👔 5,8 📷 Revista Placar #Palmeiras #Juventude #Botafogo #PontePreta #Volante

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