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  • E desde quando a Portuguesa é inocente?

    AVISO: esse texto foi escrito por um membro da equipe e não representa necessariamente a opinião do JdT Todo ano, próximo da data em que estamos, o 'Caso Héverton' em 2013 ressurge na imprensa, seja pela falta da conclusão da investigação que apontaria o verdadeiro culpado por pagar a Portuguesa para escalar o jogador em situação irregular propositalmente, ou mesmo da própria situação da Lusa, que a cada ano acumula rebaixamentos, afunda em dívidas, e vê sua história cada vez mais escrever capítulos tenebrosos de um clube outrora importante no cenário nacional. Mesmo 5 anos depois, os comentários sobre isso permanecem os mesmos. Acusam Flamengo e Fluminense (os principais suspeitos), CBF, STJD e dizem que eles são os responsáveis pelo atual momento da Portuguesa. Dizem que eles acabaram com a Lusa, mostram pena, raiva, compaixão... Mas peraí, a Portuguesa foi obrigada a escalar um jogador de forma irregular? Ela é inocente nessa história? Não e não! Ela se tornou CORRUPTA a partir do momento que aceitou uma vantagem qualquer que a beneficiaria de forma ilícita. PAUSA Obviamente o CLUBE Portuguesa não é o culpado, a torcida não é, a diretoria daquela época sim. Mas e aí? Ela foi punida, perdeu os pontos e foi rebaixada. E tá errado? O que aconteceu a partir daí foi resultado de um processo natural de um clube que não soube lidar com uma crise institucional. Não torço contra a Portuguesa, mas também não passo pano como fazem esses torcedores. Ela foi punida porque assim era necessário. É assim que as coisas funcionam. Lembram da morte do jogador Serginho em 2004? O São Caetano foi punido com a perda de pontos, rebaixado, e nunca mais foi visto por aí. Pela lógica de alguns então apenas o departamento médico deveria ser punido não o clube... Em um país marcado por corrupção na política e nós tão acostumados a apontar os dedos para quem abre mão de sua honra por dinheiro, aqui parece que esquecemos disso, baseado apenas em um ódio cego a dois clubes do Rio de Janeiro já acostumados a receber críticas vindas de toda parte e por todo motivo. Muitas delas, aliás, de pessoas que não fazem a menor ideia do que dizem, apenas replicam o que ouvem por aí, não pesquisam, não se informam. E em dezembro de 2019 vai fazer tudo isso novamente, até que se apontem os verdadeiros culpados. Eu gostaria muito que isso acontecesse mas, como disse, em um país marcado por corrupção na política... 📷 Futura Press #Portuguesa

  • Boteco JDT: As obras sobre Heleno

    O Joga de Terno já teve a oportunidade de falar sobre Heleno de Freitas. Um dos primeiros nomes que a página propôs a falar sobre foi o grande ídolo botafoguense antes da era Garrincha. Heleno não só chamava atenção pelo futebol. Foi também pelo seu charme, a vida de bon vivant e o temperamento que o classifica como um dos primeiros jogadores-problema do Brasil. Por ser uma grande personalidade da então capital federal na década de 40, Heleno ganhou homenagens póstumas baseadas em sua vida. Talvez a primeira delas foi a peça "Um homem chamado Gilda" que ficou em cartaz pelo Brasil na década de 90. Mas as duas principais obras sobre o galante goleador certamente foram "Nunca houve um homem como Heleno", livro do escritor Marcos Eduardo Neves e o filme "Heleno: o príncipe maldito" de José Henrique Fonseca e com Rodrigo Santoro na pele do craque. É dessas duas obras que falaremos. O livro, lançado em 2006, é o primeiro registro bibliográfico de Heleno. E talvez por isso é a literatura mais completa que existe sobre o craque. Segue a linha básica que podemos ler em biografias gerais: de forma cronológica. Eduardo Neves se preocupa em ambientar seu leitor tanto sobre a pacata São João Nepomuceno, onde Heleno nasceu, quanto o Rio de Janeiro, onde se destacou e ainda Barbacena, onde morreu. Cada uma dessas cidades tem fundamental importância para a vida do artilheiro e não é pra menos. Já o filme não se preocupa tanto com isso. Heleno surge em tela moribundo e logo em seguida temos o vigor do jovem em plena carreira. A película vai alterando assim a histórica do craque, uma hora no futuro, no pesado ambiente do manicômio mineiro onde Heleno morreu e no passado, aquela quando o jogador viveu seu auge. Algumas liberdades foram tomadas no filme: a primeira delas é a esposa de Heleno, vivida por Aline Morais. A personagem Silvia não existiu. No livro sabemos que se trata de Ilma, real esposa e mãe de seu único filho. Ilma na verdade é meio que inspiração para Silvia, mas nem tudo ali é realidade, como, por exemplo, as visitas a Heleno em Barbacena, que na verdade, nunca aconteceram. Entre o real e as liberdades, temos duas obras que tentam retratar o que foi um dia o personagem máximo do futebol brasileiro. Heleno foi complexo: um cavaleiro das noites cariocas da década de 40 e um arrogante dentro de campo, mas fortemente ligado ao seu clube de coração e onde mais se promoveu: o Botafogo. Vale a pena ler e assistir? "Nunca Houve um homem como Heleno" é certamente uma das frases mais marcantes e bonitas da literatura futebolística. Não só pelas palavras, mas por traduzir de forma tão solene uma personalidade complexa quanto Heleno de Freitas. O leitor vai não só ter um emaranhado de informações sobre o ídolo botafoguense como também conhecer um pouco mais da vida carioca e o retrato daquele futebol brasileiro que se viu sem disputar copas em 40. Já o filme se esforça ao máximo para ambientar seu espectador - utilizando inclusive filmagens inteiramente preto e branco. Consegue, mas talvez, pelo recort #Helenodefreitas #Garrincha #NiltonSantos #Botafogo #RodrigoSantoro

  • FUTEBOL & MÚSICA: 3ª PARTE

    Na terceira e última parte desta série, o JdT presta homenagem ao Anjo de Pernas Tortas, com duas músicas compostas nos anos 1960/1970, ambas recheadas de nostalgia e com histórias muito interessantes. Em seguida duas músicas que fazem referência ao futebol: a primeira de modo genérico, cheia de lirismo, e a segunda relacionada a um episódio interessante da história da seleção brasileira, mas numa pegada de humor. Garrincha é considerado o mais habilidoso jogador de toda a história do futebol e, na maior parte de sua carreira, vestiu o terno do Botafogo enquanto simultaneamente deslumbrava o mundo inteiro com a camisa da seleção brasileira. Já em fase decadente, sofreu a primeira derrota pela equipe nacional, quando perdemos por 3x1 para a Hungria, na Copa do Mundo de 1966. Um ano depois, Sérgio Ricardo inscreveu e classificou a música “Beto bom de bola” para a final do 3º Festival de Música Popular Brasileira, organizado pela TV Record. Nem todo mundo sabe que a música foi composta em homenagem a Garrincha, até porque a associação mais imediata é feita com a épica vaia que a canção recebeu e, mais ainda, com a reação do cantor/compositor que, irritado por não ter conseguido apresentar a música, quebrou seu violão e atirou os destroços sobre a plateia, sendo desclassificado da competição musical. E foi pra Copa, buscar a glória, E fez feliz a nação no maior lance da história. Atenção, Beto com a bola, avança o furacão Zero a zero no placar, é grande a confusão Vai levando a Leonor, rompendo a marcação Driblou dois e agora invade a zona do agrião Leva um chute na canela e vai parar no chão Se levanta ainda com a bola, domina o balão Capengando dribla o beque, que petardo, pimba! Gooooool !! E foi beijar o véu da noiva, o Brasil campeão! É, é, é, ou não é? Brasil bicampeão! É, é, é, ou não é? Brasil bicampeão! A alusão é direta ao protagonismo de Garrincha na Copa de 1962, mas em seguida aborda criticamente a memória nacional daqueles que um dia endeusam seus ídolos para relegá-los ao esquecimento em pouco tempo. Além disso, retrata a solidão daqueles que, de alguma forma, não souberam (ou não conseguiram) lidar com a fama e a glória. E foi-se a Copa, e foi-se a glória, E a nação se esqueceu do maior craque da história Quando bate a nostalgia, bate noite escura Mãos no bolso e a cabeça baixa, sem procura Beto vai chutando pedra Cheio de amargura Num terreno tão baldio o quanto a vida é dura Onde outrora foi seu campo de uma aurora pura Chão batido, pé descalço, mas sem desventura Contusão, esquecimento, glória não perdura Mas, se por um lado o bem se acaba O mal também tem cura É, é, é, ou não é? O mal também tem cura É, é, é, ou não é? O mal também tem cura Homem não chora por fim de glória Dá seu recado enquanto durar sua história Homem não chora por fim de glória Dá seu recado enquanto durar sua história Garrincha cercado por adversários na Copa de 1962 (Reprodução: Arquivo Nacional) A outra música dedicada a Garrincha é “Balada Número 7”, composta por Alberto Luiz e lançada por Moacyr Franco, em 1971, época em que, já sentindo os efeitos do alcoolismo, Garrincha tinha praticamente encerrado sua carreira profissional. A história dessa composição, entretanto, tem uma curiosidade narrada por Moacyr Franco em algumas entrevistas. Originalmente a música foi feita como uma homenagem a Ipojucã, meia-atacante e 5º maior artilheiro da história do Vasco da Gama, clube que defendeu de 1945 a 1954, e que também vestiu o terno da Portuguesa entre 1955 e 1958. Imaginada como um hino ao jogador de futebol, teve sua letra modificada por sugestão de Moacyr Franco, de modo a homenagear a “Alegria do Povo”, como Mané Garrincha era conhecido. Sua ilusão entra em campo no estádio vazio, Uma torcida de sonhos aplaude talvez, O velho atleta recorda as jogadas felizes, Mata a saudade no peito driblando a emoção. Hoje outros craques repetem as suas jogadas, Ainda na rede balança seu último gol, Mas pela vida impedido parou, E para sempre o jogo acabou, Suas pernas cansadas correram pro nada, E o time do tempo ganhou. O tom nostálgico da letra, junto com a melodia, transformou a música em uma bela e emocionante homenagem, que retrata também a transitoriedade da fama e do sucesso de um jogador de futebol, quase sempre acompanhada pela solidão após o encerramento da carreira. Ergue seus braços e corre outra vez no gramado, Vai tabelando o seu sonho e lembrando o passado, No campeonato da recordação faz distintivo do seu coração, Que as jornadas da vida, são bolas de sonho Que o craque do tempo, chutou. Cadê você, cadê você, você passou, O que era doce, o que não era se acabou, Cadê você, cadê você, você passou, No vídeo tape do sonho, a história gravou. Garrincha, o "Anjo de Pernas Tortas" (Reprodução: Blog Terceiro Tempo) Saindo das músicas compostas em homenagem a jogadores específicos, esta série não poderia deixar de mencionar uma música que tem como inspiração a magia do futebol, de uma maneira geral, mas que também presta homenagem a alguns grandes artistas da bola. Para estufar esse filó, como eu sonhei Só se eu fosse o Rei Para tirar efeito igual ao jogador Qual Compositor Para aplicar uma firula exata Que pintor para emplacar em que pinacoteca, nega Pintura mais fundamental que um chute a gol Com precisão de flecha e folha seca Chico adota imagens poéticas para estabelecer comparação de jogadas com obras de arte de outras áreas e termina citando Mané Garrincha, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro. Para avançar na vaga geometria O corredor na paralela do impossível, minha nega No sentimento diagonal do homem-gol Rasgando o chão e costurando a linha Parábola do homem comum roçando o céu Um senhor chapéu Para delírio das gerais no coliseu Mas, que rei sou eu Para anular a natural catimba do cantor Paralisando esta canção capenga, nega Para captar o visual de um chute a gol E a emoção da ideia quando ginga Para Mané para Didi, para Mané, Mané para Didi, para Mané para Didi, Para Pagão, para Pelé e Canhoteiro Encontro: Música & Futebol, Chico Buarque & Pelé (Reprodução Bem Blogado) Dois anos depois da despedida de Pelé da seleção (18/07/1971) – e exatos 12 meses antes do início da Copa de 1974, a seleção brasileira ainda não havia definido seu substituto. Na preparação para o mundial, o Brasil disputou 9 partidas na Europa e África do Norte, com 6 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. O retrospecto positivo, entretanto, foi ofuscado pelo fraco futebol apresentado e, principalmente, pelas duras críticas ao técnico Zagallo, que relacionou muitos jogadores do Botafogo e também deu oportunidade a outros que não corresponderam em campo. Desculpe seu Zagallo Mexe nesse time que tá muito fraco Levaram uma flecha, esqueceram o arco Botaram muito fogo e sopraram o furacão Que nem saiu do chão Desculpe seu Zagalo Puseram uma palhinha na sua fogueira E se não fosse a força desse pau pereira Comiam um frango assado lá na jaula do leão Com muito humor, a música “Camisa 10”, de Hélio Matheus e Luís Vagner, gravada por Luiz Américo, criticava a convocação feita pelo treinador, fazendo trocadilhos com os nomes dos jogadores, como Flecha (Grêmio), Palhinha (Cruzeiro) e Leão (Palmeiras), salvando a pele somente de Luiz Pereira (Palmeiras) e criticando as atuações de Jairzinho (Botafogo), escalado como centroavante. Mas o principal mote da canção era a indefinição sobre quem vestiria a camisa que havia sido de Pelé por quase duas décadas, destinada a Paulo Cesar Caju (então jogador do Flamengo) em 7 das partidas, enquanto Leivinha (Palmeiras) e Palhinha foram escalados uma vez cada com a mítica camisa 10. A letra faz referência à contrariedade de Rivellino (Corinthians), a quem foi destinada a 8 em todas as partidas da excursão. Cuidado seu Zagalo O garoto do parque está muito nervoso E nesse meio campo fica perigoso Parece que desliza nesse vai não vai Quando não cai É camisa dez da seleção, laiá, laiá, laiá É camisa dez da seleção, laiá, laiá, laiá Dez é a camisa dele, quem é que vai no lugar dele? Dez é a camisa dele, quem é que vai no lugar dele? Despedida de Pelé - Maracanã - 18/07/1971 (Reprodução: Acervo O Globo) Por que ouvir? As músicas comentadas nesta postagem servem a múltiplos propósitos: relembrar canções que exaltaram a genialidade de um dos mais brilhantes jogadores brasileiros, Mané Garrincha, que foi do céu ao inferno em pequeno espaço de tempo; ressaltar as possibilidades de lirismo em uma inspiração futebolística e, para suavizar, mostrar que o humor também pode ser adequadamente utilizado, principalmente em uma época que ainda estamos órfãos de Pelé, com nossos “camisa 10” não conseguindo a afirmação e o protagonismo esperado, pelo menos nas 4 últimas edições da copa do mundo. 🎶 Beto bom de bola 🎼 Sérgio Ricardo 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵(8,0) 🎧 encurtador.com.br/gGP27 🎶 Balada número 7 🎼 Alberto Luiz 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵 (7,5) 🎧encurtador.com.br/aAEI5 🎶 O futebol 🎼 Chico Buarque 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵(9,0) 🎧 encurtador.com.br/koOS2 🎶 Camisa 10 🎼 Hélio Matheus e Luís Vagner 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵 (7,0) 🎧 encurtador.com.br/jlALO 📷 Arte: Rafael Camara; Reprodução: Arquivo Nacional; Reprodução:Blog Terceiro Tempo; Reprodução Blog Bemblogado; Reprodução Blog do Otávio (respectivamente) #SeleçãoBrasileira #Botafogo #Corinthians #Vasco #CopadoMundo1962 #CopadoMundo1966 #CopadoMundo1974 #Palmeiras #Grêmio #Cruzeiro

  • Boteco JdT: Futebol & Música (2ª parte)

    Na primeira parte desta série, abordamos algumas músicas compostas em homenagem (ou para promover) a seleção brasileira de futebol. Hoje o destaque vai para músicas feitas especificamente para alguns classudos como Tostão, Zico, Afonsinho e um suposto ponta de lança africano, comprovando que o futebol é uma fonte inesgotável de inspiração para alguns músicos que, em sua área de atuação, também jogam de terno. Durante as eliminatórias para a Copa de 70, os estreantes Paulo Laender e Ricardo Gomes Leite dirigiram o filme “Tostão – A Fera de Ouro”, planejado inicialmente para ser um curta metragem de 15 minutos, mas que se transformou em um longa, com caráter de documentário jornalístico, acompanhando a trajetória do classudo que foi responsável por 10 dos 23 gols marcados pela seleção, em apenas 6 jogos. A trilha sonora, composta pelos geniais Milton Nascimento e Fernando Brandt, incluiu a música “Aqui é o País do Futebol”, lançada por Nascimento em compacto, no ano de 1970, ainda antes da conquista do tricampeonato mundial. Brasil está vazio na tarde de domingo, né? Olha o sambão aqui é o país do futebol Adotada euforicamente, junto com “Pra frente Brasil”, como trilha sonora da seleção na Copa do México, inclusive com uma gravação de Simonal, em novembro do mesmo ano, a letra de Fernando Brandt tem versos intencionalmente dúbios, com crítica velada ao comportamento dos brasileiros, que deixam de lado todas as amarguras e dificuldades em nome da paixão nacional. Nos campos de terra e grama Brasil é só futebol Nesses noventa minutos De emoção e alegria Esqueço a casa e o trabalho E a vida fica lá fora Ainda em 1970, o cantor lançou o álbum “Milton”, no qual o carro chefe era a música “Para Lennon e McCartney”, em parceria com Fernando Brandt e Lô Borges. Na remasterização do álbum, realizada em 1994, o álbum ganhou como bônus as músicas “Tema de Tostão”, “O Homem da Sucursal”, “Aqui é o País do Futebol” e “O Jogo” (Pacífico Mascarenhas), todas da trilha sonora do filme sobre Tostão. Em 1976, Jorge Ben Jor, que à época assinava apenas Jorge Ben, lançou um dos mais importantes álbuns da música brasileira. “África Brasil” foi eleito o 22º da lista dos 50 mais legais pela revista Rolling Stone e ocupa a posição 67 na lista dos 100 melhores discos nacionais, segundo a sucursal brasileira da revista. A 3ª faixa do lado B do álbum é a música “Camisa 10 da Gávea” que exalta as excepcionais qualidades do maior classudo da história do Flamengo, em especial os reflexos, lançamentos, dribles e a incrível habilidade na bola parada. É falta na entrada da área Adivinha quem vai bater? É o camisa 10 da Gávea, É o camisa 10 da Gávea. Incluída em um álbum reverenciado por suas inovações melódicas e classificado como marco de afirmação da cultura afro-brasileira, inclusive pela utilização de instrumentos de matriz africana como o atabaque, é forçoso reconhecer que a música tem letra não tão inspirada, tema ironicamente utilizado para falar do homenageado. Pode não ser um jogador perfeito Mas sua malícia o faz com que seja lembrado Pois mesmo quando não está inspirado Ele procura a inspiração E cada gol, cada toque, cada jogada, É um deleite para os apaixonados pelo esporte bretão. De qualquer forma, a música nasceu a partir da espetacular atuação de Zico no “Fla x Flu das Trocas", realizado em 1976, ocasião em que os rubro-negros venceram com 4 gols do camisa 10 da Gávea, sendo o segundo em cobrança de falta da entrada da área. Zico, aliás, talvez seja um dos jogadores mais homenageados ou citados na relação futebol e música, como em “Flamengão” (Bebeto, o cantor, não o classudo de origem baiana), “Saudades do Galinho” (Moraes Moreira), Gol Anulado (João Bosco e Aldir Blanc), “Uma vez Flamengo...” (Samba enredo da Estácio de Sá, em 1995) e “Zico é o nosso Rei” (Alexandre Pires), entre outras. Os anos 1970, auge da ditadura civil-militar brasileira, foram marcados por movimentos de rebeldia também no futebol. Retornando ao Botafogo depois de um empréstimo ao Olaria, o meio-campista Afonsinho ficou oito meses impedido de treinar. Cursando medicina mesmo enquanto atuava profissionalmente no futebol, o classudo era politizado, participava do contestador movimento estudantil da época e, sinal daqueles tempos, passou a cultivar uma vasta cabeleira e deixou a barba crescer, irritando os conservadores da época, entre os quais o técnico Zagallo. Gilberto Gil, em 1973, lançou o álbum “Cidade do Salvador”, cuja música de abertura, “Meio de Campo”, é uma inspirada homenagem ao jogador, cuja luta pelo direito de exercer sua profissão resultou na conquista judicial do passe livre, transformando Afonsinho em precursor da Lei do Passe, editada em 2001. Prezado amigo Afonsinho Eu continuo aqui mesmo Aperfeiçoando o imperfeito Dando um tempo, dando um jeito, Desprezando a perfeição. Que a perfeição é uma meta Defendida pelo goleiro Que joga na seleção. Mesmo não sendo um jogador que tenha alcançado brilhantes feitos futebolísticos, como Pelé e Tostão, Afonsinho, sem dúvida, marcou um golaço na árdua e difícil luta abolicionista na relação entre jogadores e clubes. E eu não sou Pelé nem nada Se muito for, sou um Tostão. Fazer um gol nessa partida não é fácil, meu irmão. A relação entre o futebol e o aclamado álbum “África Brasil” não se restringe à homenagem a Zico. A faixa de abertura do lado A é “Ponta de Lança Africano”, também conhecida como “Umbabarauma”, é mais uma das incursões de Jorge Ben Jjor no universo do futebol, depois de já ter feito a conhecida “Fio Maravilha”, vencedora da fase nacional do VII Festival Internacional da Canção (FIC) em 1972, interpretada por Maria Alcina. A história de Umbabarauma é interessante porque Jorge Benjor alega ter sido inspirado por um jogador africano que jogava com a camisa 10 de um time na França, quando o cantor excursionava pelo país em 1976, juntamente com sua banda Admiral Jorge V. Consta que o jogador em questão, na realidade, chamava-se Babaraum, mas não se tem notícia se ele atuava em um time profissional ou não, ou mesmo que fosse africano. Umbabarauma, homem gol Joga bola, joga bola Corocondô Joga bola, joga bola Jogador Pula pula, cai, levanta Sobe desce Corre, chuta, abre espaço Vibra e agradece É meio estranho que, com tantos craques em evidência na época, Jorge Ben Jor tenha escolhido homenagear um obscuro (e talvez até inexistente) jogador africano, mas a referência faz todo o sentido em termos de celebração da cultura afro, como já foi mencionado acima. Fato é que, com muita percussão e vocais femininos de apoio, o artista eternizou uma referência músico-futebolística de grande impacto, embora a letra – e me perdoem aqui os apaixonados jorgebenjornianos –, não seja lá essas coisas, mas celebra a paixão pelo futebol de uma maneira gostosa e dançante. Olha que a cidade Toda ficou vazia Nessa tarde bonita Só pra lhe ver jogar Umbabarauma, homem gol Por que ouvir? Musicalmente as composições relacionadas nesta segunda parte de nossa série são excepcionais, embora em pelo menos duas delas as letras não sejam das mais inspiradas. Mas nosso propósito foi destacar as histórias que originaram esses sucessos musicais, relembrando a época em que futebol e música viviam momentos de inspiração e talento. 🎶 Aqui é o país do futebol 🎼 Milton Nascimento e Fernando Brandt 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵 (9,5) 🎧 Clique aqui para ouvir 🎶 Camisa 10 da Gávea 🎼 Jorge Ben Jor 🎵🎵🎵🎵🎵🎵 (6,0) 🎧 Clique aqui para ouvir 🎶 Meio de campo 🎼 Gilberto Gil 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵 (8,5) 🎧 Clique aqui para ouvir 🎶 Ponta de lança africano (Umbabarauma) 🎼 Jorge Ben Jor 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵 (8,5) 🎧 Clique aqui para ouvir

  • Futebol & Música (1ª parte)

    Nos estádios de futebol, a cada dia é maior a presença da música, com cantos das torcidas para incentivar suas equipes, ou para provocar os adversários. Canções como “You’ll never walk alone” e “Brasil, decime qué se siente”, entre outras, são entoadas ou adaptadas por diferentes torcedores, tornando as partidas ainda mais interessantes. Mas esta nova série do JdT não vai tratar desse tipo de ligação entre o futebol e a música, mas sim de várias ocasiões em que o esporte serviu de inspiração para a composição de músicas. Inaugurando a série, vamos relacionar e comentar algumas que foram compostas em homenagem à seleção brasileira ao longo dos tempos. Em 1919 o Brasil sediou pela primeira vez uma competição internacional, recebendo as delegações da Argentina, Chile e Uruguai para a disputa do Campeonato Sul-Americano de Futebol. As partidas aconteceram no Estádio das Laranjeiras, construído especialmente para a competição. Tendo vencido Chile e Argentina, Brasil e Uruguai chegaram à última partida em igualdade de condições. Mas o jogo terminou empatado, forçando a realização de um confronto desempate, que não teve gols, tanto no tempo normal quanto na prorrogação. A solução encontrada foi disputar um segundo tempo extra, mesmo com os jogadores completamente extenuados. Com um gol de Friedenreich, aos 3 minutos da etapa inicial da segunda prorrogação, o Brasil tornou-se campeão continental pela primeira vez, o que serviu de inspiração a Pixinguinha e Benedito Lacerda para a composição do chorinho “Um a Zero”, considerada a primeira música brasileira dedicada ao futebol. Muito tempo depois, a música ganhou letra, escrita por Nélson Ângelo, integrante do famoso Clube da Esquina. Terno da Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano de 1919 (Foto: Arquivo Globoesporte) Com a criação da Copa do Mundo em 1930, o Campeonato Sul-Americano perdeu um pouco de sua importância e a seleção brasileira passou a perseguir o título mundial, alcançando o 2º lugar na derrota para o Uruguai, em 1950, no episódio conhecido como “Maracanazzo”. Foi a partir desse desastre futebolístico que, anos mais tarde, o escritor Nelson Rodrigues cunhou a expressão “complexo de vira-lata” A forra veio em 1958, com a primeira conquista do Mundial, na vitória por 5 x2 sobre a anfitriã Suécia. Em homenagem ao título, Wagner Maugeri, Maugeri Sobrinho, Victor Dagô e Lauro Muller compuseram a música “A Taça do Mundo é Nossa”, retratando o ufanismo instaurado e sepultando, pelo menos no futebol, o sentimento de inferioridade citado pelo genial jornalista e escritor. A taça do mundo é nossa Com brasileiro não há quem possa Êh eta esquadrão de ouro É bom no samba, é bom no couro Bellini ergue a taça Jules Rimet na Suécia, em 1958 (Foto: Arquivo CBF) Depois do bicampeonato no Chile em 1962 e do fracasso na Inglaterra quatro anos depois, o Brasil se preparava para a disputa no México, em plena ditadura civil-militar. E a oportunidade de faturar prestígio internacional para o regime foi aproveitada com a realização de um concurso realizado pela Rede Globo e patrocinado por anunciantes – segundo a pesquisadora Nara Damante – ou por uma cervejaria, de acordo com Ricardo Cravo Albin. A música vencedora foi “Pra frente Brasil”, atribuída ao radialista e compositor de jingles Miguel Gustavo. Entretanto, em entrevista concedida em 2002, o compositor e trombonista Raul de Souza reclamou para si a autoria da melodia, revelando que Miguel Gustavo teria sido autor somente da letra. Divergências autorais à parte, a música superou a expectativa original de ser um jingle para a primeira transmissão ao vivo de uma Copa do Mundo para o Brasil, tornando-se símbolo da seleção canarinho. De repente é aquela corrente pra frente Parece que todo o Brasil deu a mão Todos ligados na mesma emoção Tudo é um só coração Todos juntos vamos, pra frente Brasil Salve a seleção! O capitão Carlos Alberto Torres e o Presidente Médice erguem a taça Jules Rimet (Foto: Agência O Globo) Os insucessos nas Copas de 74 e 78 foram esquecidos na preparação para a edição seguinte, a ser disputada na Espanha. Sob o comando de Telê Santana, a seleção brasileira classificou-se no grupo 1 das eliminatórias sul-americanas, eliminando a Bolívia e a Venezuela com 4 vitórias, nas quais marcou 11 gols e sofreu apenas 2. O entusiasmo com a geração de Sócrates, Falcão, Cerezo, Júnior, Oscar e Zico rendeu a música “Povo Feliz”, mais conhecida por “Voa, Canarinho Voa”, composta por Memeco e Nonô do Jacarezinho, gravada pelo lateral esquerdo Júnior em um compacto simples, que tinha no labo B a música “Pagode da Seleção", composta pelo próprio jogador e por Alceu Maia. Voa, canarinho voa Mostra pra esse povo que és um rei Voa, canarinho voa Mostra lá na França o que eu já sei A música era utilizada como trilha sonora das reportagens sobre a seleção no Mundial da Espanha e o compacto da gravadora RCA-Victor vendeu mais de 700 mil cópias. Seleção Brasileira na Copa de 1982 (Foto: Arquivo CBF) Por que ouvir? As músicas aqui relacionadas retratam épocas distintas, com resultados diferentes em termos de sucesso/fracasso do futebol brasileiro no cenário mundial, além de mostrarem a forte ligação entre duas paixões nacionais: o futebol e a música. A pouco conhecida “Pagode da Seleção” faz, inclusive, uma divertida descrição da participação “musical” dos integrantes da seleção que apresentou o futebol considerado por muitos como o mais bonito do mundo, embora tenha sucumbido diante do pragmatismo da seleção italiana, no episódio que ficou conhecido como a Tragédia de Sarriá”. 🎶 Um a zero 🎼 Pixinguinha e Benedito Lacerda 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵 (9,0) 🎧 Clique aqui para ouvir 🎶 A taça do mundo é nossa 🎼 Wagner Maugeri, Maugeri Sobrinho, Victor Dagô e Lauro Muller 🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵 (7,0) 🎧 Clique aqui para ouvir 🎶 Pra frente Brasil (90 milhões em ação) 🎼 Miguel Gustavo e Raul de Souza 🎵🎵🎵🎵🎵 (5,0) 🎧 Clique aqui para ouvir 🎶 Povo feliz (Voa, canarinho, voa) / Pagode da seleção 🎼 Memeco e Nonô do Jacarezinho / Alceu Maia e Júnior 🎵🎵🎵🎵 (4,0) 🎧 Clique aqui para ouvir Futebol & Música (2ª parte) Futebol & Música (3ª parte) #SeleçãoBrasileira #CopadoMundo #CopadoMundo1950 #CopadoMundo1970 #CopadoMundo1982

  • O Negro no Futebol Brasileiro, a série

    Entender a trajetória do negro no futebol brasileiro é também entender a dinâmica de nossa sociedade ao longo da história e nos dias atuais. Este é o ponto chave para a série documental O Negro no Futebol Brasileiro, exibida pela HBO. Baseada no livro homônimo do jornalista Mário Filho, aproveita-se do esporte para trazer olhares também sobre a cultura, sociologia e história. Em quatro capítulos, a obra contextualiza as questões raciais no Brasil e seus reflexos que perduram até hoje, trazendo o potencial que o futebol teve de quebrar os estigmas da época e ainda tem promover estas pautas. Uma história de ascensão social e afirmação do povo negro através do futebol. O resultado é um documentário bem dinâmico e atual, com imagens de arquivos e contribuição de especialistas que traçam o caminho que levou o futebol elitista e segregador a ter um jogador negro brasileiro como o melhor do mundo, bem como as questões de preconceitos raciais ainda latentes e o impacto que o futebol tem na história de nosso país e nossa cultura. A série também abre espaço para a construção dos craques brasileiros e as dificuldades envolvidas em alcançar o reconhecimento e prestígio no futebol. E ainda apresenta depoimentos de jogadores como Cláudio Adão, Romário, Dadá Maravilha, Júnior e Adriano nos aproximam de suas vivências e ajudam a entender a relevância do futebol no país e no mundo. Vale a pena assistir? Aos amantes do futebol e sua história, é claro que vale! E até mesmo aqueles que não costumam acompanhar o esporte, mas se interessam pela história do Brasil, também vão aproveitar este material que é enriquecedor em termos de imagens, acervos, depoimentos e contextualização. A invenção do estilo brasileiro de jogar futebol é uma história de lutas, a trajetória dos jogadores negros é parte essencial do nosso futebol e o futebol é parte essencial da formação da cultura e sociedade brasileira. 📽 O negro no futebol brasileiro 👤📽 Gustavo Acioli 🗓 2018 💻 HBO Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬 (9)

  • Fair Play pra quem?

    30' do segundo tempo e o placar aponta Fluminense 0x1 Vasco. O Fluminense se lança ao ataque quando um jogador do Vasco senta no gramado (veja bem, ele não cai, ele senta) sentindo dores, supostamente câimbra. O árbitro não se manifesta, os jogadores do Fluminense seguem com a bola mas os jogadores do Vasco querem que ela seja jogada para fora para que o jogador caído possa ser atendido, o famoso 'fair play'. Isso não acontece, o lance termina em tiro de meta e uma pequena discussão acontece. Tudo isso aconteceu no jogo da 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Agora vamos voltar um pouco no lance e analisar alguns detalhes. Câimbra, de fato, é algo desagradável, mas não grave. O jogador em questão poderia muito bem ter esperado o lance terminar para pedir atendimento, mas não, resolveu fazer isso justamente quando o Fluminense estava atacando. Por que, então, o time adversário deveria colocar a bola pra fora? Nao estou dizendo aqui que não devemos nos preocupar com a segurança e a saúde dos jogadores, mas quem acompanha futebol sabe muito bem quando o lance exige atenção e quando não, salvo exceções. E se nós, vendo da arquibancada ou da TV sabemos, eles em campo também sabem. E sabem que qualquer lance que envolva um choque de cabeça, por exemplo, precisa de cuidado, um lance que envolva uma simples pancada na perna, nem sempre. É simples. Quando ele realmente estiver sentido dor e precisar ser atendido você pode ter certeza que ele vai pedir ajuda rapidamente, fora isso só vai ficar rolando pelo gramado dissimuladamente com a mão na perna enquanto a bola rola. E ai do adversário se não a colocar para fora. É preciso rever isso pois já está fora de controle e perdeu o seu propósito original. O Fair Play deixou de ser sinônimo de jogo limpo e que preze pelo respeito, como pede a FIFA, para se tornar mais uma artimanha dos jogadores para ganharem tempo. A diferença disso para a "cera" é que um é feito enquanto a bola rola, o outro não. A foto escolhida para este texto foi de um desses casos emblemáticos de "falta de fair play", registrado em 2011. Após o atendimento do jogador do Palmeiras o juiz, como diz a regra, coloca a bola ao chão para que o time, como cortesia, devolva a bola ao adversário, uma vez que o jogo foi paralisado. Não foi isso que aconteceu. Com a bola ao chão Kléber então parte para o ataque pegando todos da defesa do Flamengo desprevenidos e chuta pra fora. Obviamente, todos foram para cima do atacante do Palmeiras. Após o jogo, em coletiva, Kléber disse que "fair play é hipocrisia, só é bom pra tua equipe, pra equipe dos outros não é boa" e depois cita diversos outras situações que os jogadores usam para ganhar tempo mas que não é considerada falta de fair play e vemos cotidianamente no futebol. E ele tem razão. Mandou a real quando poucos têm coragem de dizer. De lá pra cá, pouco foi discutido de fato, afinal ninguém que ser taxado de desleal e contra o "jogo limpo", como se ele fosse... Não é apenas para marcar faltas e aplicar cartões que o árbitro está em campo. É ele também que determina quando o jogo precisa ser paralisado, seja pela circunstância que for, não os jogadores. Se achar que é apenas manha segue o jogo mesmo e dane-se, é só reparar que quase sempre isso é feito quando o adversário estiver com a bola. Corre-se o risco de, de fato, ignorar uma situação que exige atenção e atendimento médicos, mas é o preço que se paga por termos desde sempre um futebol pautado pela malandragem e a catimba O Fair Play tem que acabar. Na verdade eu acho que ele nunca existiu.

  • Censo JdT

    O Joga de Terno quer entender melhor a audiência que acompanha a página no Facebook, Instagram e no site, por isto pela primeira vez realiza o Censo JdT. Para participar, basta acessar o link abaixo e responder as perguntas. https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSer2ZEb-IuOPuTnNGODYfI0D_M_2HcroMMCjS4SoC9dmeSewg/viewform?usp=sf_link Nos ajude a deixar o Joga de Terno ainda melhor!

  • Fábio Luciano: Xerife da nação

    O classudo de hoje do Joga de Terno, apesar de não ser um jogador midiático, veio para quebrar os padrões e mostrar que a classe se faz com um bom futebol. Fábio Luciano jogou em muitos clubes e conquistou alguns títulos importantes na carreira, mas tornou-se um ícone pelo bom futebol apresentado. O torcedor rubro negro sempre vai se lembrar do zagueiro pelo carinhoso apelido de Xerife. Revelado em 1996 pela Ponte Preta, o paulista nascido na cidade de Vinhedo começou a carreira como centroavante, o que lhe rendeu qualidade ofensiva e faro de gol, mas logo percebeu que tinha nascido para defender. Com ótima presença de área e força física, formou a dupla de zaga da Macaca com Ronaldão e por suas boas atuações chamou a atenção do Corinthians, clube que se transferiu em 2000. Sua primeira passagem pelo timão foi um tanto quanto tímida, apesar de ter estado no elenco campeão mundial que venceu o Vasco da Gama em janeiro de 2000, fez parte de uma lista de dispensa feita pelo então técnico Vanderlei Luxemburgo e acabou sendo emprestado ao Internacional no ano de 2001, logo após a conquista do Corinthians no campeonato paulista. Fábio Luciano chegou ao clube gaúcho com o objetivo de mostrar o seu valor e sob o comando de Carlos Alberto Parreira deu a volta por cima. Parreira foi contratado pelo timão e o zagueiro voltou com o técnico para o Parque São Jorge. A redenção veio em 2002, relacionado como titular ganhou o apelido de Xerife, e conquistou o Torneio Rio-São Paulo, a Copa do Brasil e foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro. Em 2003, o zagueiro sagrou-se campeão paulista e após a eliminação do Corinthians na Libertadores da América foi novamente emprestado, mas dessa vez o destino foi à Turquia. No Fenerbahçe tornou-se bicampeão do Campeonato Turco. Durante a sua passagem atingiu a maior marca da carreira marcando 25 gols. Retornou em 2006 ao Corinthians com uma lesão no púbis, recuperando-se só no ano de 2007 quando acabou vendido ao Köln da Alemanha, onde fez apenas 12 jogos, sendo vendido rapidamente ao Clube de Regatas do Flamengo. Com o terno Rubro-Negro virou lenda. Fábio Luciano ganhou a confiança do técnico e caiu nas graças da torcida, chegou na metade do Campeonato Brasileiro de 2007, e foi um dos destaques do elenco que tirou o Flamengo do rebaixamento e terminou o campeonato em terceiro lugar. Capitão e xerife do time carioca se manteve em ação com um futebol de alto nível até o ano de 2009. Se aposentou após o título do carioca em cima do Botafogo e até hoje é considerado um dos melhores zagueiros da história do Flamengo. Por que jogava de terno? Ficou marcado na história do Flamengo pela liderança, raça e força física, um zagueiro que errava poucos botes. Seu ótimo posicionamento e presença de área tornaram-se qualidades tanto na defesa quanto no ataque. Em toda a carreira o zagueiro atingiu a marca de 51 gols. Pela seleção Fábio Luciano atuou apenas duas vezes e ainda conquistou a bola de prata da Revista Placar no ano de 2002. No clube da Gávea ele ainda é carinhosamente chamado de Xerife. O Xerife da Nação. 👤 Fábio Luciano 👶 29 de abril de 1975 🏠 Brasileiro 👕 Ponte Preta (BRA), Corinthians (BRA), Internacional (BRA), Fenerbahçe (TUR), Köln (ALE), Flamengo (BRA) e Seleção Brasileira. 🏆 (Principais) Mundial de Clubes da FIFA 00, Copa do Brasil 02 (Corinthians), Campeonato Turco 03/04 e 04/05 (Fenerbahçe). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,7) 📷 André Mourão/Gazeta #PontePreta #Corinthians #Internacional #Fenerbahçe #Flamengo #SeleçãoBrasileira #Brasil #Zagueiro

  • Boteco JDT - A memória do futebol eternizada no Instagram

    Hoje vamos usar nosso espaço para divulgar outros 4 trabalhos feitos no Instagram. São páginas que fazem um trabalho bacana de resgate à memória do futebol e também de informar e, por que não, divertir? São todas páginas parceiras do Joga de Terno e que recomendamos que sigam @declassebr Vamos começar em grande estilo com um trabalho muito criativo e original que envolve muitas cores e poucas palavras. Jogadores e cenas marcantes do nosso esporte predileto são feitas com muito zelo como se fossem pintados à mão. @timeshistoricos Esse é auto-explicativo. Diariamente times que marcaram época, conquistaram títulos ou não. Daquele esquadrão que ganhou tudo àquele time que poucos se lembram, todos eles estarão aqui. @omundodosboleiros Criado por dois irmãos apaixonados por futebol, o Mundo dos Boleiros aborda o futebol de uma maneira diferente em seu conteúdo. Dribles, gols e lances bonitos são publicados diariamente no Instagram da página. Sempre com humor e descontração, trazem o lado boleiro (aquele que joga futebol) em seus conteúdos, mas deixam de lado o tom descontraído quando se trata das crônicas escritas pelos irmãos. @eternizoufc O Eternizou FC surgiu com a proposta de eternizar momentos do futebol. A página busca também trazer a tona histórias que não são tão divulgadas no meio futebolístico, além de dados e curiosidades que envolvem os times e pessoas que fazem parte desse esporte tão amado. E você, conhece outros trabalhos que sejam interessantes e criativos na internet? Marque aí nos comentários pra gente conhecer e compartilhar com mais gente

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