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- "Ele não é loco à toa. Ele é o Abreu. El Loco Abreu!"
Personalidade. Não há característica melhor para definir o classudo de hoje, que completa 40 anos nesse dia 17. Característica que é confundida com “loucura”, que ainda se mistura com boas doses de sinceridade. Pensou num “louco”? Pensou no Loco!! Parabéns Sebástian “el Loco” Abreu, hoje o JdT dedica o dia a você! Loco é alto, 1,94m, cabelos geralmente longos, uma monocelha e nem sempre uma cara simpática. Cara de louco mesmo. Centroavante que aparentemente seria um “destrambelhado”. Mas sabe-se que não é bem assim. Ídolo no Nacional do Uruguai, seu time de coração, e mais recentemente no Botafogo , Abreu peregrinou a América (com algumas passagens pela Europa), se firmando no Cruz Azul do México e depois no Alvinegro Carioca, clube que mais vestiu o terno e onde mais marcou também. Mesmo com a andança, Sebastian era figurinha costumaz na seleção Celeste, com estreia em 96. É claro, com passagens marcantes. Na Copa de 2010 , Abreu estava na surpreendente e controversa campanha uruguaia na África do Sul. Foi dele o gol de pênalti que deu a classificação celeste para as semifinais, diante Gana, com gol de cavadinha. Não deixou de ser surpresa para milhares de espectadores que Abreu fizesse aquilo, mesmo sabendo que ele sempre fizera assim. Pela seleção uruguaia marcou tanto gols que hoje é o quarto maior artilheiro da equipe, perdendo apenas para Luiz Suárez, Edison Cavani e Diego Forlan (e ainda empata com Héctor Scarone). A andança de Abreu pela América teve sua pausa maior no Brasil, entre 2010 e 2012, El Loco foi dono do terno 13 do Botafogo , onde chegou com pompa de craque. Ainda que sua estreia não pudesse ter sido pior (num 6x0 pro Vasco no campeonato Carioca), Abreu foi o principal nome do time naquele Carioca, fazendo os principais gols da equipe que seria campeã carioca daquele ano. O mais marcante gol seria o de cavadinha diante o Flamengo, no Maracanã. Foi ali que Abreu definitivamente cairia nas graças da torcida. A personalidade seria o ponto forte, como sempre, de Abreu aqui no Brasil. Em 2011, já marcado como o rei das cavadinhas, foi para a cal do pênalti contra o Fluminense, também no Carioca daquele ano. O Bota perdia por 2x1 quando Abreu partiu pra bola e o goleiro Diego Cavalieri ficou parado no meio do gol, defendendo com tranquilidade a cavadinha do atacante. Três minutos depois, um novo pênalti. Novamente Abreu na bola e novamente cavadinha, dessa vez para o fundo das redes. Depois de dois anos no Glorioso, Abreu assumiu o status de ídolo mesmo sem ganhar nenhum título de expressão no time. Ainda mais quando, emprestado para o Figueirense, Abreu provocaria o Flamengo (num jogo entre as equipes pelo Brasileirão de 2012) beijando o escudo do Glorioso diante a torcida adversaria, na camisa que sempre joga por de baixo o uniforme (uma das inúmeras superstições do uruguaio). Após Botafogo e Figueirense, Abreu continuou sua andança pela América. Voltou ao Nacional do Uruguai, time que o formou, mas nunca se firmou. Já foi dada como certa também seu retorno ao Botafogo, mas nunca foi oficializado. Hoje, Abreu defende o Santa Tecla, de El Salvador e prometeu que de uma forma ou de outra voltará a trabalhar no Glorioso brasileiro. Por que Loco Abreu joga de terno? Loco Abreu é goleador: exímio cabeceador, centroavante com boa finalização e um batedor de pênalti abusado. Bola na área com ele em campo fatalmente terminaria com bola em rede. Recentemente, ficou imortalizado no “muro dos ídolos” em General Severiano, tendo a honraria de ser lembrado pela torcida botafoguense ao lado de nomes consagrados que já vestiram o terno do Botafogo. O JdT não poderia deixar passar essa data e não homenagear o maior Louco que essa América já viu! Parabéns, El Loco! 👤 Washington Sebastián Abreu Gallo 👶17 de outubro de 1976 🏠Uruguai 👕 Defensor-URU, San Lorenzo, La Coruña, Grêmio, Tecos-MEX, Nacional, Cruz Azul-MEX, América-MEX, Dorados-MEX, Monterey-MEX, San Luiz-MEX, Tigres, River Plate, Beitar Jerusalém-ISR, Real Sociedad, Aris Salônica-GRE, Botafogo, Figueirense, Rosário Central-ARG, Aucas-EQU, Sol da América-PAR, Santa Tecla-ESA e Seleção Uruguaia. 🏆Campeonato uruguaio: 01, 05 (Nacional), Campeonato Carioca: 10 (Botafogo), Copa América: 11 (Seleção Uruguaia). 👑 Melhor jogador do Futebol Uruguaio de 2001, 2º Melhor centroavante do Campeonato Brasileiro de 2010. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,2) #CopadoMundo2010 #Atacante
- Jacozinho: "Ele meio que forçou a barra, né?"
A frase é de Zico, após o apito final do jogo festivo que marcava seu retorno ao Flamengo , em 1985. A partida era entre o rubro-negro carioca e um selecionado de "amigos" do craque. "Amigos", ênfase na aspas. Entre os selecionados estava um baixinho, zombeiro e craque. Ele "forçou a barra" por que marcou um belo gol para os Amigos de Zico, com um primoroso passe de Maradona. Era Jacozinho, que não foi convidado para a festa, foi ovacionado no gol e tão assediado quanto o camisa 10. E não foi só pelo gol que Jacozinho foi tão festejado. O jogador nordestino (e que jamais jogou fora da região natal) era a personificação do brasileiro em campo: alegre, driblador e marcador de gols. Um craque que viveu longe dos grandes holofotes do cenário nacional, mas bem perto do coração do torcedor. O jogador fez história no CSA, sendo 5 vezes campeão alagoano. Um grande incentivador de Jacozinho foi o pitoresco repórter Márcio Canuto. Não era raro que o popularesco jornalista aparecesse nos programas esportivos pedindo o atacante na seleção: " - Sinceramente, você acha que pode melhorar o rendimento da seleção, Jacó?". " - Eu acho que sim, se seu Avaristo me convocar..." Nessa deliciosa conversa carregada de sotaque nordestino, Jacozinho errava o nome do então técnico da Seleção Evaristo de Macedo. Mas "Jacó" não fora convocado... Não para a seleção, mas por um convite desconhecido, foi parar na festa de Zico, que, além da frase citada acima, teria desprezado o jogador e o cumprimentado de maneira fria antes e depois do jogo. Segundo Canuto, anos depois, um outro ídolo flamenguista fez diferente ao falar de Jacozinho após aquele jogo: "Jacozinho não é uma piada. Jacozinho é um grande jogador!". Foi o maestro Júnior. Por que Jacozinho jogava de terno? "Jacozinho foi um atacante que marcou época com seus dribles rápidos e engraçados, misturando habilidade com velocidade. Dribles desmoralizantes que provocavam reações violentas dos zagueiros. Jacozinho era também capaz de fazer gols bonitos, de muita habilidade, todos comemorados de forma alegre e descontraída" Definiu Márcio Canuto em uma das inúmeras matérias que fez sobre o ponta do CSA. 👤 Givaldo Santos Vasconcelos 👶 2 de fevereiro de 1956 🏠 Brasil 👕 Vasco-SE, Sergipe, Jequié-BA, Leônico-BA, Galícia-BA, CSA, Santa Cruz e ABC. 🏆 Campeonato Alagoano: 81 e 82, 84, 85, 88 (CSA) 👑 (Sem títulos individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,5)
- Aboutrika: ídolo ou terrorista?
O que faz um grande ídolo? Títulos, identificação com o time, bom futebol e o carinho da torcida são elementos essenciais. Estas características reunidas formam figuras retratadas como heróis em seu time. É o caso do nosso classudo de hoje: Aboutrika. O meia-atacante egípcio que é símbolo do Al-Alhy e também o maior representante do futebol do seu país. Ele foi mais que um jogador, mas um filósofo - formado pela Universidade do Cairo - preocupado com questões sócio-políticas do Egito. Suas posições políticas o colocaram até em uma lista de terroristas e inimigos do governo no começo desse ano. É daquelas histórias do futebol que dá gosto em contar. Aboutrika é o maior ganhador de títulos da história do futebol do continente africano. Destaque na Seleção do Egito sendo campeão de duas Copa Africanas de Nações. Protagonista em 5 conquistas da Liga dos Campeões da África e mais 7 títulos do Campeonato Egípcio. O menino que viveu uma infância pobre, jogando nos terrões perto da sua casa, tornou-se um maestro em campo. Nosso classudo fez sua carreira toda em um futebol que não é o centro de grandes atenções. O talento que apresentava desfilando nos tapetes verdes até chamaram atenção dos times do mercado europeu e até sul-americano. Mas Aboutrika pensava ter uma missão e não abria mão de permanecer no Al-Ahly. Esta opção não diminui sua história no futebol, até porque foi assim que ele personificou o futebol do Egito. A formação em Filosofia é uma prova concreta de que Aboutrika não era só mais um jogador de futebol. Sua inteligência extrapolava as quatro linhas da cancha. Diversas vezes posicionou-se politicamente. Quase sempre em tudo que estivesse ao lado da sua torcida. O maior baque na sua carreira foi quando aconteceu o massacre de Port Said. Na ocasião, 72 torcedores do Al-Ahly morreram. Um deles em seus braços. Pensou em abandonar o futebol, entretanto foi mais forte o desejo de buscar alguma alegria em meio a tanta tristeza que pairava sobre o Egito. Anunciou sua aposentadoria em 2014, frustrado em não conseguir a classificação para a Copa do Mundo no Brasil. Ainda teve tempo de disputar também seu último Mundial Interclubes, contra o Guangzhou Evergrande. Agora, em meio o ainda conturbado contexto político do Egito, que vem desde a Primavera Árabe, nosso classudo sempre continua representativo. Dentro de toda a complexidade do tema, no começo desse ano Aboutrika esteve presente em uma lista de inimigos do governo e proibido de entrar em seu país. Sua maior luta é o melhor para o povo que lhe tem como ídolo dentro e fora de campo. Por que Aboutrika jogava de terno? Aboutrika é o maior jogador da história do Egito. Não mostrou seu futebol em grandes ligas, mas nas competições internacionais que disputou apresentava técnica e inteligência para definir jogadas. 👤 Mohammed Aboutrika 👶 7 de novembro de 1978 🏠 Egípcio 👕 Ah-Ahly e Seleção do Egito 🏆 Campeonato Egípcio 04/05, 05/06, 06/07, 07/08, 08/09, 09/10, 10/11, 13/14, 15/16; Copa do Egito 2005/2006, 2006/2007 (Ah-Ahly); Copa Africana das Nações 06 e 08 (Seleção Egípcia). 👑 Melhor jogador egípcio 04, 05 e 06; Artilheiro do Campeonato Egípcio 05; Jogador Africano do Ano pela BBC 08 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (6,4)
- Laudrup: "Faminto na frente de um prato de comida"
O melhor jogador na história da Dinamarca. Laudrup foi uma sensação por onde passou. Em toda sua carreira profissional entre o ano de 81 e 98 fez chover em campo. Campeão por Juventus, Barcelona, Real Madrid, Ajax e levando a sua seleção a um patamar nunca antes chegado. Logo aos treze anos jogando pelo Brøndby da Dinamarca, foi sondado pelo Ajax. Logo depois de virar profissional, jogou somente 52 jogos por clubes de país. Em 1983, desembarcaria em Turim para jogar na La Vecchia Signora. Devido ao limite de estrangeiros no clube, teve que ser emprestado para a Lazio. Passaria dois anos na equipe romana, sofrendo com ameaças de rebaixamento. Em 85, voltaria para Turim, onde sofreria com lesões, mas participou da campanha do título italiano em 86. A sua genialidade em campo no início da carreira foi marcada em jogos pela seleção. Em 86, na famosa "Dinamáquina", Laudrup embalou com a equipe goleadas durante a primeira fase da Copa do Mundo daquele ano. Até ali, era a equipe surpresa da competição, arrancando suspiros dos amantes do futebol. Mas da mesma forma que apareceu, a seleção dinamarquesa caiu. Já nas oitavas, tomou um sacode da Espanha, com 4 gols de Butragueño, e os nórdicos davam tchau à competição. Sua ascensão foi no Barcelona. Ao lado do técnico Cruyff, ajudou a equipe Catalã a voltar ao cenário Espanhol e Internacional. O renascimento do Barça se deu a partir de 90 com quatro títulos da Liga Espanhola seguidos e a conquista da Copa dos Campeões (atual Champions) em 92. Em 94, foi ao Real Madrid, conseguiu seu quinto título seguido da Liga Espanhola e ajudou na goleada sobre seu ex-time, um sonoro 5x0. Fato que criou um clima de amor e ódio entre ele e a torcida do Barcelona. No final de sua carreira, foi ao Japão jogar no Vissel Kobe, foi mais um dos grandes jogadores mundiais que ajudaram na consolidação do esporte naquele país. Foi contratado pelo Ajax, mesmo clube que o procurou ao 13 anos. No time holandês, encerrou sua carreira jogando apenas uma temporada, sendo campeão da Liga e da Copa nacional. Por que Laudrup jogava de terno? Jogo rápido, Laudrup se destacava pelo seu passe e visão de jogo. Além disso, tinha muita força física. Um craque dos anos 90, fez parte da história do Barcelona e do Real Madrid. Levou o futebol dinamarquês a um patamar superior. Influenciou gerações. 👤 Michael Laudrup 👶15 de junho de 1964 🏠Dinamarquês 👕Kjøbenhavns, Brøndby, Juventus, Lazio, Barcelona, Real Madrid, Vissel Kobe, Ajax e Seleção Dinamarquesa 🏆(principais) Mundial Interclubes 85, Campeonato Italiano (Juventus), Copa Del Rey 89/90, Campeonato Espanhol 90/91, 91/92, 92/93, 93/94, Copa da Europa 91/92 (Barcelona) Campeonato Espanhol 94/95 (Real Madrid), Campeonato Holandês 97/98, Copa da Holanda 97/98 (Ajax) 👑Jogador do ano da Dinamarca 82, 85, FIFA 100, Fifa XI 96, Time do Ano da Europa 94/95, Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8) #Juventus #Lazio #Barcelona #RealMadrid #Ajax #SeleçãoDinamarquesa #Dinamarca #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1998 #Meia
- Terno de Linha - Fluminense 2008: 10 anos do dia que nunca terminou
Antes de mais nada, é preciso deixar claro que esse texto foi escrito por um tricolor - o único da equipe do JdT - e ele será carregado de sentimentos pessoais e, claro, muito clubismo. *** O ano era 2008. O Fluminense, campeão da Copa do Brasil no ano anterior, voltava a disputar a Libertadores depois de 23 anos. O elenco era bom, contava com nomes como Washington "Coração Valente", Thiago Silva, umas das principais revelações do futebol naquele ano, e outras peças que começavam a despontar no cenário nacional como Thiago Neves e Conca, mas apontar o Fluminense como favorito para aquele torneio pareceria absurdo. Estar de volta à disputa de um torneio internacional já era comemorado e muito pela torcida carioca que prometia uma grande festa no Maracanã. O Fluminense entrou em campo no dia 20 de fevereiro, a 2850m de altitude de Quito, contra um time inexpressivo... a LDU... e voltou pra casa com um empate em 0x0. Com 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota, o Fluminense classificou não só em primeiro do grupo mas em primeiro na classificação geral. Nas oitavas-de-final, superou o Atlético Nacional. O desafio das quartas-de-final seria o São Paulo, que chegava como bicampeão brasileiro (seria tri naquele mesmo ano) e grande favorito. E, de fato, tudo se encaminhava para uma classificação do time paulista depois do 1x0 em casa. No jogo da volta, no Maracanã, 70 mil tricolores estiveram presentes para assistir ao melhor jogo daquela competição. A festa, que já estava maravilhosa, ficou ainda mais quando Washington marcou aos 13 minutos da etapa inicial e incendiou a torcida, que não parou de cantar e acreditar um minuto sequer. Nem mesmo o gol de empate de Adriano desanimou torcida e time, já que 2 minutos depois Dodô colocou o Fluminense à frente do placar novamente. Precisando de mais um gol, Fluminense pressionava enquanto São Paulo se protegia como dava. E foi assim até os 46 minutos do segundo tempo. Escanteio na área do São Paulo. Thiago Neves prepara a cobrança, respira fundo e lança na área. Washington sobe mais do que todo mundo e cabeceia no ângulo, sem qualquer chance para Rogério Ceni. Festa no Maracanã. Aquela torcida que comemorava estar de volta à Libertadores agora sonhava em conquistá-la. Na semifinal, outro gigante do futebol sul-americano: Boca Juniors. O time de Riquelme, Palácio e Palermo era o atual campeão da Libertadores e, até então, apenas o Santos de Pelé havia eliminado o Boca da competição. Mais uma vez, o Fluminense entrava sem o status de favorito. 2x2 no La Bombonera e 3x1 no jogo da volta colocaram o Fluminense pela primeira vez em sua história numa final de Libertadores. Na final, novamente a LDU, o primeiro adversário da competição. E, se ainda na primeira fase a equipe de Renato Gaúcho era considerada azarão, depois de eliminar equipes consideradas mais fortes e tradicionais da Libertadores, dessa vez era o Fluminense o grande favorito. A vitória por 4x2 da LDU no jogo de ida, em Quito, colocava uma pressão enorme para o jogo da volta, afinal, o Fluminense teria que vencer por 3x0, já que na final não valia a regra de gol fora de casa como critério de desempate para a classificação. 2 de julho de 2008. 80 mil pessoas pintavam o tricolor de verde, branco e grená, numa das festas mais bonitas já vistas naquele estádio. O desafio seria enorme mas não faltava incentivo das arquibancadas. Nem mesmo quando o Bolaños abriu o placar com apenas 5 minutos do primeiro tempo ela parou de cantar. Empurrado pela torcida e em um dia inspirado, Thiago Neves fez uma das melhores atuações de uma final de Libertadores, marcou 3 gols, o suficiente para levar a decisão para os pênaltis... Antes do início da competição, poucos se atreveriam a dizer que o Fluminense chegaria à final da Libertadores. Agora, diante de um Maracanã apreensivo e um iminente título inédito, começaria a disputa de pênaltis. ❌ Conca ❌ Thiago Neves ✅ Cícero ❌ Washington ✅ Urrutia ❌ Campos ✅ Salas ✅ Guerrón O Maracanã agora era silêncio. Incredulidade, lágrimas. Restaram o lamento, a dor e as indagações: "E se o Hector Baldassi tivesse marcado aquele pênalti claro naquele lance do Washington?". "Por que só na final não vale o gol qualificado?". "Como pudemos fazer uma campanha tão fantástica e perder nos pênaltis em casa depois de virar o jogo?". Enfim, pensamentos que até hoje passam pela cabeça do tricolor. Ainda mais quando, em 2012, o Corinthians conquistou o seu primeiro título e em 2013 foi a vez do Atlético Mineiro. A do Fluminense 2008 chegou e passou. Sabe-se lá quando ele terá uma nova oportunidade, até lá essa memória permanecerá viva não só na lembrança do torcedor do Fluminense como na de muitos times Brasil afora. Muito se encantaram quando Washington marcou de cabeça contra o São Paulo nas quartas, se renderam quando eliminou o Boca Juniors na semifinal e torceram quando conseguiu reverter um placar muito difícil na final e levar o jogo para os pênaltis. *** Para esse que vos escreve ainda é difícil lidar com aquele jogo, um trauma que só quem é apaixonado por futebol entende. Maior que o do 7x1. Muito maior, pergunte a um tricolor. Não foi fácil fazer a pesquisa para esse texto sem se emocionar. Os vídeos daquela final? Jamais verei novamente. Se passar na TV eu troco de canal. Prefiro ver o gol de Washington contra o São Paulo ou o lance sensacional que resultou no segundo gol contra o Boca Juniors (veja o vídeo nos comentários) que começa com um grande "balé de braços e mãos" como disse Luis Roberto em sua narração. 🏆 Vice-campeão da Libertadores 2008 👕 Time base: Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luis Alberto e Júnior César, Ygor, Arouca, Thiago Neves e Conca, Cícero (Dodô) e Washington 👤 Principais classudos: Thiago Silva, Conca, Thiago Neves e Washington. 📺 Fluminense 3x1 São Paulo pelas quartas-de-final. ⚽ Dodô, 4º gol na vitória por 6x0 sobre o Arsenal de Sarandi, na primeira fase/ Washington, aos 46 minutos do segundo tempo na vitória por 3x1 sobre o São Paulo, nas quartas/ Conca, segundo gol na vitória por 3x1 sobre o Boca Juniors nas semis 📷 Eduardo Naddar/Agif/Gazeta Press #Fluminense
- "Amoroso faz esquecer Bierhoff"
Matéria dos jornais italianos em 1998, o título faz jus a um campeão do Mundo com a Seleção Brasileira sub-20 e bicampeão japonês sem se quer estrear pelos profissionais do time que o revelara, o classudo de hoje é Márcio Amoroso dos Santos. Revelado nas categorias de base do Guarani, Amoroso então com apenas 18 anos de idade foi emprestado ao Verdy Kawasaki para obter mais rodagem e minutos de jogo. Quem diria que com tão pouca idade o garoto seria campeão nacional já em seu primeiro ano como profissional. Bicampeão para ser mais exato. Só após estes dois títulos que Amoroso veio a estrear pelo Bugre, em 1994 numa partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Ao lado de Luizão formou uma das melhores duplas de ataque dos anos 90, e ainda naquele ano levou o então desacreditado Guarani até as semifinais do Brasileirão. Apesar da eliminação, Amoroso encerrou a competição como artilheiro do campeonato ao lado de Túlio Maravilha , empatados com 19 gols. Ainda recebeu o prêmio do Melhor Jogador do Campeonato. Em 1996, transferiu-se para a Gávea, porém a passagem durou apenas 3 meses, mas foi tempo suficiente para garantir um Campeonato Carioca. No mesmo ano seguiu para a Europa para fazer história e construir uma idolatria que é reverenciada até hoje. Na Udinese atuou e ainda teve de substituir o jogador a quem considera o melhor companheiro com quem atuou, Oliver Bierhoff. Na Itália, ainda passou pelo Parma antes de transferir-se para o Borussia Dortmund. Em Dortmund sagrou-se campeão e artilheiro da Bundesliga na temporada 2001/02. Após esse feito, teve algumas temporadas instáveis no próprio Borussia e no Málaga da Espanha. Voltou ao Brasil para atuar no São Paulo , e reeditou com Luizão a famosa dupla de sucesso dos tempos de Guarani. Pelo Tricolor Paulista foi decisivo nos títulos da Libertadores da América e do Mundial de Clubes de 2005. Após a conquista do Mundial teve uma breve passagem pelo Milan e retornou ao Brasil em 2006 para defender o Corinthians. Ainda passou pelo futebol grego antes de voltar ao Guarani para encerrar a carreira. Por que Amoroso jogava de terno? Habilidade e velocidade eram as principais armas de Amoroso, porém engana-se quem pensa que era apenas um corredor. Por onde passou deixou a marca de artilheiro e deixou marcado seu nome na história e nos corações dos torcedores de Udinese, São Paulo e Guarani. 👤 Márcio Amoroso dos Santos 👶 5 de julho de 1974 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Verdy Kawasaki (JAP), Flamengo, Udinese (ITA), Borussia Dortmund (ALE), Málaga (ESP), São Paulo, Milan (ITA), Corinthians, Grêmio, Aris Salônica (GRE) e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Japonês 93 e 94 (Verdy Kawasaki); Copa da Itália 01 (Parma), Campeonato Alemão 01/02 (Borussia Dortmund); Libertadores da América 05, Mundial de Clubes 05 (São Paulo); Copa do Mundo Sub-20 93, Copa América 99 (Seleção Brasileira). 👑 Artilheiro do Campeonato Japonês (93); Campeonato Brasileiro (94); Campeonato Italiano (99); Campeonato Alemão (01/02); Mundial de Clubes (05); Bola de Ouro da Revista Placar (94); Melhor futebolista da Alemanha (02); Melhor jogador do Campeonato Alemão (01/02); Chuteira de Ouro do Mundial de Clubes (05). Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,9)
- Deschamps: "Allez Les Bleus"
Em função da final da Euro 2016 hoje o JdT traz os dois treinadores finalistas da competição. Didier Claude Deschamps não é um dos nomes mais adorados pelos brasileiros. É ele que, em 1998, levanta a taça da Copa do Mundo em um Stade de France tomado pelo azul dos Franceses após um sonoro 3 a 0 contra a seleção Brasileira. Deschamps foi um bom volante, sempre procurando tomar conta do meio campo e proteger sua defesa. Foi assim que em 1989 o Olympique de Marseille foi atrás de seu futebol depois de quatro anos se destacando pelo pequeno Nantes. Antes de explodir para o futebol no time de Marseille, foi emprestado ao Bourdeaux por um ano. E mais uma vez se destacando. Em seu retorno, foi decisivo nos dois títulos Franceses e o da Liga dos Campeões da Europa de 1992-93, maior título da história do clube. Em 1994 foi contratado pela gigante Juventus de Turim, onde se sagrou tricampeão Italiano e levantando outra Liga dos Campeões. Do seu lado no meio campo da Juve tinha um tal de Zidane que seria o maior responsável pelo grande título da carreira de Didier: a Copa do Mundo de 1998. Foi peça fundamental naquele time que seria considerado uma das maiores gerações francesas e que também levantaria o caneco da Eurocopa de 2000. Disputou 103 partidas com o terno francês e marcou 4 gols. Antes de se aposentar dos gramados, Deschamps ainda passou por Chelsea e Valencia. Mas não ficaria muito tempo longe deles. Já em 2004 assumiu o comando do pequeno Mônaco, da França. Surpreendeu a Europa e foi vice-campeão da Liga dos Campeões sendo derrotado pelo Porto. Em 2006, tornou-se técnico da Juventus após a saída de Fábio Capello após o rebaixamento por escândalos de resultados. Venceu a série B Italiana e se demitiu logo após o feito, voltando a treinar um clube somente em 2009 quando assumiu o Olympique de Marseille, sendo responsável pela volta dos títulos Franceses para o clube. Em 2012 assumiu a seleção Francesa, onde se encontra até hoje. E dezesseis anos depois tenta levantar a taça da Eurocopa assim como fez na Holanda em 2000, dessa vez com o terno de técnico. Por que Deschamps jogava de terno? Deschamps foi competente dentro de campo e continua sendo fora dele. Foi um ótimo jogador por onde passou e foi peça fundamental de uma das maiores seleções francesas de todos os tempos. Hoje comanda com brilhantismo uma outra geração disposta a cravar seu nome na história. 👤 Didier Claude Deschamps 👶 15 de outubro de 1968 🏠 Francês 👕 Como jogador: Nantes, Marseille, Bourdeaux, Juventus, Chelsea, Valencia e Seleção Francesa 🏆 Como jogador: Campeonato Francês 89/90 e 91/92 e Liga dos Campeões da Europa 92/93 (Marseille), Campeonato Italiano 94/95, 96/97 e 97/98, Copa da Itália 94/95, Liga dos Campeões da Europa 95/96 e Copa Intercontinental 96 (Juventus), Copa da Inglaterra 00 (Chelsea), Copa do Mundo 98 e Eurocopa 00 (Seleção Francesa) 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7,2)
- "Ah, é Edmundo!"
Edmundo Alves de Souza Neto nunca teve dúvidas de que iria brilhar no Vasco da Gama, do qual sempre se declarou torcedor. Talentoso, não levaria muito tempo para atingir seu sonho. E ele começou a se realizar em 1992: Edmundo é lançado como titular pelo técnico Nelsinho Rosa, fazendo dupla com o já consagrado Bebeto. Sua estreia pelo Vasco é marcante e, mesmo não marcando, é decisivo na vitória por 4 a 1 sobre o Corinthians em pleno Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. As grandes atuações com o terno vascaíno o levam a seleção Brasileira no mesmo ano. Em 1993, transfere-se para o Palmeiras num negócio envolvendo cerca de US$ 2 milhões. No time alviverde, não demorou a cair nas graças da torcida. Com muita raça, Edmundo ajudaria o Palmeiras a se livrar de um incômodo jejum de títulos ao conquistar o Paulista de 1993 sobre o arquirrival Corinthians. Ainda em 1993, é campeão do torneio Rio-SP e do Campeonato Brasileiro. Recebe a bola de Prata da Revista Placar como um dos melhores atacantes do país e começa a marcar seu nome na história. No ano seguinte é bi campeão paulista e brasileiro. Com nomes como Evair, Rivaldo, Zinho e Roberto Carlos é membro de um dos maiores esquadrões da história palmeirense. É em São Paulo, graças ao locutor Osmar Santos, que Edmundo ganha o apelido que levaria por toda a carreira: Animal. O apelido, graças aos seus dribles e gols, ganha também significado pejorativo graças ao seu temperamento. Após brigas com o técnico Vanderlei Luxemburgo e com companheiros de equipe, não aceita a proposta de renovação de contrato e desembarca no Rio de Janeiro para jogar pelo Flamengo. No clube carioca forma o "ataque dos sonhos" com seu amigo Romário e o jovem Sávio. Porém, não consegue repetir o sucesso com a camisa rubro-negra e declara tempos depois que "deu muito pouco para a torcida do Flamengo ". O " ataque dos sonhos" fracassa e Edmundo é emprestado no fim de 1995 para o Corinthians. Grande aposta para a Libertadores de 1996, ele não decepciona e coleciona 32 gols no primeiro semestre, mas não consegue evitar a eliminação na competição sul americana para o Grêmio nas quartas-de-final. Após mais desavenças com companheiros de equipe, volta ao Vasco para o grande ano de sua carreira. "Em 1997, Edmundo só faltou chover". No Carioca, o Vasco é derrotado pelo Botafogo na grande final, mas é no Campeonato Brasileiro que Edmundo se consagra: reedita dupla com Evair e ao lado de jovens estrelas como Pedrinho, Felipe e Juninho, marca 29 gols, superando o recorde do atleticano Reinaldo que já durava 20 anos. Marca seis vezes na vitória por 6 a 0 contra o União São João (outro recorde) e três no 4 a 1 sobre o rival Flamengo nas semifinais, jogos que marcam a campanha vascaína. É campeão e condecorado como o craque do campeonato. E há quem diga mais: Edmundo só faltou ganhar o de melhor jogador do mundo de 1997. Depois da estupenda temporada é vendido para a Fiorentina, onde também é destaque formando ataque com o argentino Batistuta. Mas também coleciona confusões fora de campo e em 1999, abandona o clube para curtir o carnaval carioca. É o fim da linha e a volta para o Vasco é anunciada por US$ 15 milhões, a maior transferência já paga por um clube brasileiro até então. Em 2000, reedita dupla com Romário, agora desafeto declarado. Inicialmente tolera seu antigo amigo, acreditando na promessa do presidente Eurico Miranda de que Romário só disputaria o Mundial de Clubes da FIFA. A promessa não é cumprida e Romário permanece no clube. Pior: a faixa de capitão vai para o Baixinho, que ainda dá a alcunha de "bobo da corte" para Edmundo, que é então emprestado a Santos e depois ao Napoli, da Itália. Em 2001 consegue o direito por seu passe e assina pelo Cruzeiro, mas é mandado embora após perder pênalti contra o Vasco e declarar que "esperava não fazer gol" contra o ex clube. Passa por times japoneses antes de voltar ao Vasco mais uma vez, em 2003. Depois de atrasos de salário, se transfere no início de 2004 para o rival Fluminense, onde reedita mais uma vez dupla com Romário , agora novamente seu amigo. Depois de um ano, é dispensado e passa por Nova Iguaçu e Figueirense, onde novamente se destaca no Campeonato Brasileiro de 2005. Suas atuações o levam de volta ao Palmeiras onde alterna bons e maus momentos, mas não perde a idolatria da torcida. Em 2008, volta ao Vasco da Gama para se despedir do futebol onde tudo começou: na Colina histórica. Edmundo é considerado a grande revelação do Vasco nos anos 90 e um dos maiores ídolos da história do clube. Por que Edmundo jogava de terno? Edmundo foi ídolo de duas das maiores torcidas do Brasil. Foi artilheiro, craque e um dos últimos resquícios do futebol da década de 90: falava muito, mas chegava em campo e fazia ainda mais. Sua técnica e seu faro de gol jamais serão esquecidos por palmeirenses e vascaínos, e nem pelos apaixonados por futebol. 🚹 Edmundo Alves de Souza Neto 👶 2 de Abril de 1971 🏠 Brasileiro 👕 Vasco da Gama, Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Fiorentina ITA, Santos, Napoli ITA, Cruzeiro, Tokyo Verdy JAP, Urawa Reds JAP, Fluminense, Nova Iguaçu-RJ, Figueirense e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 93 e 94 (Palmeiras), Campeonato Brasileiro 97 (Vasco da Gama), Copa América 97 e Copa das Confederações 97 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Ouro da Revista Placar 97; Bola de Prata da Revista Placar 93 e 97; Chuteira de Ouro 97 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8)
- Fernando Santos: "Acreditem, tentaremos dar a maior alegria de sempre"
Em função da final da Euro 2016 hoje o JdT traz os dois treinadores finalistas da competição. Em uma entrevista antes da final de hoje, questionado se ele tinha uma mensagem aos portugueses ele pediu que eles acreditassem. Portugal entra na partida de hoje como azarão, mas conta com CR7, e ele pode ser fator decisivo. Mas vamos falar sobre Fernando Santos, que levou a equipe portuguesa até a final. Em 24 de Setembro de 2014 foi apresentado pela Federação Portuguesa de Futebol como substituto de Paulo Bento como treinador da Seleção Portuguesa. Sua meta era obter a classificação a Eurocopa de 2016, e conseguiu de forma magistral com 7 vitórias em 7 jogos. Mas antes de assumir Portugal, Fernando dirigiu a seleção da Grécia durante a Copa de 2014, teve uma boa campanha até as oitavas de final, quando foram derrotados pela Costa Rica nas penalidades. Na Euro 2012, a seleção grega sob alcançou as quartas de final sendo eliminada pela Alemanha por 4-2. Em clubes, sua principal passagem foi pelo Porto, vale ressaltar que seus pais eram sócios cativos do Benfica, conquistou um campeonato português em 99, e outras duas taças de Portugal em 00 e 01. Fernando Santos tem a missão de parar o melhor ataque da competição, o artilheiro que ainda jogará em casa. Será que ele vai conseguir ir contra a toda a “lógica” e vencer esse torneio? Por que joga de terno? Fernando Santos tem um lado “paizão” que trouxe de volta alguns jogadores importantes para a seleção. Mesclou o time com nomes já consagrados e com algumas promessas. Alguns comentaristas criticam o seu estilo de jogo, de esperar o adversário no campo de defesa e jogar no erro. Portugal chegou a mais uma final de Euro, e ainda esta “invicta” (4 empates e 1 vitória), mas ainda não enfrentou nenhuma seleção tradicional. 👤 Fernando Manuel Fernandes da Costa Santos 👶 10 de outubro de 1954 (61 anos) 🏠 Português 👕 Treinador: Estoril, Estrela da Amadora(POR), FC Porto, AEK Atenas, Panathinaikos, Sporting, Benfica, PAOK, Grécia, Seleção Portuguesa 🏆 Treinador: Campeonato Português 99, Taça de Portugal 00 e 01 (Porto); Copa da Grécia 02 (AEK Atenas) 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) #Porto #SeleçãoPortuguesa #Técnico
- Figueroa: "A grande área é a minha casa, aqui só entra quem eu quero"
Esse era o lema de um dos melhores zagueiros de todos os tempos, Elias Figueroa, que também foi eleito o melhor zagueiro da Copa do Mundo de 1974. Títulos individuais e coletivos não faltaram em sua carreira. Mas vamos falar um pouco da sua história nos gramados. Durante sua infância, Figueroa teve alguns problemas de saúde que fizeram alguns médicos o proibissem de praticar esportes e chegaram a diagnosticar que ele não seria uma criança normal. Aos oito anos Figueroa entrou no Alto Florida, um clube de bairro, foi lá que ele descobriu sua capacidade e o gosto pelo futebol. Porém, uma poliomelite aos 11 anos de idade fez que ele ficasse de cama por quase um ano. Teve praticamente que reaprender a andar, com muletas e ajuda dos seus irmãos. Aos 14 anos, em 1961, foi chamado para defender o Deportivo Liceo, que era um clube da cidade. Um ano depois Elias passou a integrar o time juvenil do Santiago Wanderers de Valparaíso. Naquele ano o Chile foi sede da Copa do Mundo, e a seleção brasileira, sediou-se na cidade vizinha e chamou o time juvenil do Wanderers, para ser adversário em alguns treinamentos. Foi assim que, durante alguns dias, o jovem de 15 anos Elias Figueroa, teve que marcar Pelé, Garrincha e Didi, provocando mais de um comentário sobre o seu impressionante potencial de jogo. Já aos 17 anos ganhou o apelido de Don Elias, por causa do seu talento, considerado muito maduro mesmo sendo tão jovem, começou a ganhar espaço no futebol, e escrever sua belíssima história. Já formado e após uma belíssima passagem pelo Peñarol do Uruguai, onde foi bicampeão nacional, Elias Figueroa decidiu se transferir para o Brasil, onde tinha uma Liga muito competitiva, e onde estavam quase todos campeões do mundo de 70. O destino seria o Internacional, onde também se tornaria ídolo. O principal momento do zagueiro pelo colorado foi na final do campeonato brasileiro de 1975, onde o Figueroa marcou o gol da vitória e que deu o primeiro título nacional a equipe gaúcha. O gol ficou conhecido como “Gol Iluminado”, no momento em que Elias Figueiroa subiu sozinho para cabecear um facho de luz bateu sob o zagueiro colorado que finalizou para o gol do goleiro Raul que nada pode fazer. Por que Figueroa jogava de terno? Sua principal característica como jogador era a capacidade de antecipar os movimentos do adversário, desarmando sem fazer falta (nunca foi expulso durante sua carreira) e conduzindo a bola com elegância para o ataque. Tinha personalidade forte, era facilmente reconhecido por ser uma liderança dentro de campo. Era forte fisicamente, tinha excelente cabeceio. 👤 Elías Ricardo Figueroa Brander 👶 25 de outubro de 1946 🏠 Chileno 👕 Unión La Calera, Santiago Wanderers, Peñarol URU, Internacional, Palestino, Fort Lauderdale Strikers, Colo Colo CHI, Seleção Chilena 🏆 (principais) Campeonato Uruguaio 67 e 68 ( Peñarol); Campeonato Brasileiro 75 e 76 (Internacional); Campeonato Chileno 78 (Palestino); Campeonato Chileno 83 (Colo-Colo) 👑 (principais)FIFA World Player - Jogador Mundial do Anos 75 e 76; Melhor zagueiro da Copa do Mundo de 74; Bola de Prata (Placar) 72, 74, 75 e 76; Bola de Ouro (Placar) 72 e 76; Melhor jogador do campeonato uruguaio 67 e 68; Melhor jogador do campeonato chileno 81; Melhor esportista do ano no Chile 81; Melhor jogador chileno da história pela IFFHS; Membro da prestigiada lista FIFA 100; Eleito entre os melhores 50 jogadores da história para a revista "World Soccer"; Membro da Calçada da Fama do Maracanã. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,5)









