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- Adhemar: ídolo no São Caetano
Durante muitos anos o São Caetano era apenas um pouco conhecido time do ABC paulista. Mas no começo dos anos 2000 a equipe surpreendeu o Brasil, derrubando gigantes do futebol e chegando a finais da Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro da época) e da Taça Libertadores. Um personagem é muito importante nessa trajetória inesquecível, o atacante Adhemar. O especialista em marcar gols foi um dos nomes que brilharam no Azulão daquela época e que hoje recordamos no JdT. Começou a carreira no Estrela de Porto Feliz, em 1991, mas ganhou notoriedade nacional no São Caetano, em 1996. Lá conquistou os títulos da terceira e segunda divisão paulista e foi vice-campeão da Copa João Havelange de 2000, em uma final cheia de polêmicas com o Vasco, em São Januário. No mesmo torneio, o atacante classudo marcou um dos seus gols mais lembrados. O tento foi anotado contra o Fluminense, pelas oitavas de final. O comandante do ataque marcou um belo gol de falta, em um chute forte e certeiro, sua maior característica. O gol deu a vitória por 1x0 e classificou a equipe paulista em pleno Maracanã. Após bem sucedida passagem pelo São Caetano, Adhemar foi contratado pelo Stuttgart da Alemanha. Apesar de ter ficado por pouco tempo na equipe, apenas a temporada de 2001/2002, o atacante classudo fez sucesso na Bundesliga e ainda ostenta o recorde de ser o primeiro estrangeiro a estrear na liga alemã com três gols. Adhemar jogou ainda na Coreia do Sul e no Japão. Em 2006, aos 34 anos, o atacante voltou a vestir a camisa do Azulão, onde encerrou a carreira no mesmo ano. A precisão e força dos chutes quase levaram Adhemar à NFL, Liga de Futebol Americano. O jogador chegou a realizar testes para atuar como kicker da equipe do Tampa Bay Buccaneers. Essa história aconteceu em 2006, mas o projeto acabou não se concretizando principalmente por questões burocráticas. Em 2016 Adhemar voltou ao São Caetano, mas dessa vez para realizar o sonho antigo de jogar futebol americano. Ele foi anunciado como o kicker do São Caetano Blue Birds, time criado pelo clube paulista em parceria com a Associação Desportiva Cougars, onde atuou até o ano passado. Por que Adhemar jogava de terno? No comando do ataque do São Caetano, o classudo fez história e se tornou o maior artilheiro da equipe, com 68 gols. Dono da camisa 18, Adhemar foi carrasco de grandes clubes brasileiros, com seus chutes fortes e indefensáveis. O atacante é, sem dúvidas, um dos maiores ídolos do São Caetano e um dos símbolos da época em que o time surpreendeu o futebol Sul-Americano. 👤 Adhemar Ferreira de Camargo Neto 👶 27 de abril de 1972 🏠 Brasileiro 👕 São Caetano, Stuttgart (Alemanha), Seongnan lhwa Chumnans (Coréia do Sul) e Yokohama Marinos (Japão). 🏆 (principais): Campeonato Paulista Série A3 98 e Campeonato Paulista Série A2 00 (São Caetano) 👑 Artilheiro da Copa João Havelange 00 (22 gols) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,4) 📷 Getty
- Jairzinho: O furacão de 70
Valente, forte e veloz, o classudo de hoje não tinha os dribles desconcertantes de Garrincha, mas também virou ídolo no Botafogo , com suas arrancadas e impressionante faro de gol. Honrou a camisa 7 alvinegra e perpetuou a sua magia, assim como fez com o terno da Seleção Brasileira. Quem desfila no tapete verde do JdT deste sábado é o único jogador a marcar gols em todas as partidas de uma Copa do Mundo. Prazer, Jairzinho! A ligação do cr aque com o Botafogo com eçou no final da década de 1950, quando a família de Jairzinho mudou-se para os arredores de General Severiano, território alvinegro. No início dos anos 1960, o garoto, já muito talentoso, iniciou os testes no Botafogo e logo já era destaque das categorias de base da equipe. Em 1965, recém chegado ao profissional, Jairzinho recebeu uma missão complicada: herdar a camisa 7 de Garrincha. Substituir o mestre era impossível, mas Jairzinho conseguiu honrar o manto alvinegro. Abusando da técnica, habilidade e força física, o craque prodígio logo conquistou a torcida e virou titular absoluto. Daí pra frente, o classudo tornou-se um dos maiores atacantes do país, terror das defesas adversárias. Com Jairzinho em campo, o Glorioso conquistou o Torneio Rio-SP de 1966 e a Taça Brasil de 1968, além de campeonatos cariocas. Brilhando intensamente, o craque era também presença constante nas convocações da Seleção Brasileira . Jairzinho disputou três Copas, em 1966, 1970 e 1974, com 16 partidas somando as três edições. Em 1966, com a camisa 17, assim como todo o esquadrão brasileiro, o atacante brilhou pouco e a Seleção acabou eliminada na primeira fase do Mundial na Inglaterra. Ainda em 1966, Jairzinho sofreu uma grave lesão, que ameaçou a sua carreira. Ele foi o primeiro atleta a se submeter a um enxerto ósseo no Brasil. Após longa recuperação, retornando aos gramados apenas no segundo semestre do ano seguinte, Jairzinho voltou absolutamente fenomenal, pronto para ir ao México na Copa do Mundo de 1970 e cravar o seu nome na história. Naquele Mundial, o time comandado por Zagallo tinha Pelé, Jairzinho, Rivellino, Tostão e Gérson. Nenhum problema para o treinador, que soube encaixar todos os craques juntos, cada um com sua função. Jairzinho foi para a ponta-esquerda, h erdando também na Seleção, a camisa 7 do genial Garrincha. E honrou o manto. O classudo marcou gols em todas as partidas daquela Copa, sete no total, sendo uma das principais peças da Seleção na conquista do tricampeonato. Já no pontapé inicial do Brasil no torneio, contra a Tchecoslováquia, Jairzinho anotou dois gols. E seguiu derrubando defensores. Marcou também contra Inglaterra, Romênia, Peru, Uruguai e contra a poderosa Itália, na grande final. Com atuações memoráveis, Jairzinho entrou de vez para o rol dos maiores craques do futebol mundial, recebendo um apelido consagrador: o furacão da Copa. Em 1974, depois de 13 anos no Botafogo, o craque transferiu-se para o Olympique de Marselha. Mas no clube francês Jairzinho não conseguiu repetir as boas atuações e logo decidiu voltar ao Brasil. Começava então uma nova era vitoriosa na carreira do atacante, dessa vez vestindo azul e branco. Jairzinho assinou com o Cruzeiro aos 31 anos. Chegou para integrar uma equipe que já contava com grandes estrelas como Palhinha, Nelinho, Joãozinho, Piazza e Raul e que buscava conquistar a América pela primeira vez. Assim fizeram, com uma campanha espetacular e emocionante. O furacão estava a favor do Cruzeiro. Jairzinho atuou em 12 jogos, com 11 gols, vice-artilheiro da equipe na competição. Depois de 1976, Jairzinho jogou em equipes de menor expressão no Brasil e na América do Sul, até retornar ao Botafogo em 1982 e encerrar a carreira aos 37 anos. Depois de pendurar as chuteiras, Jairzinho dedicou-se, principalmente, ao trabalho nas divisões de base do São Cristóvão, no Rio de Janeiro, onde foi o responsável por descobrir e ajudar a lapidar um dos grandes nomes do nosso futebol, o craque Ronaldo Fenômeno . Jairzinho ainda trabalha no futebol, com uma escolinha para crianças e jovens. Por que Jairzinho jogava de terno? Arrasador, marcante, forte. Faltavam forças para os zagueiros conseguirem parar tamanha energia, ímpeto e explosão. Jairzinho desfilou nos tapetes verdes pelo mundo esbanjando talento, habilidade e faro de gol. Em 413 partidas pelo Botafogo, marcou 186 gols. Pela Seleção Brasileira foram 42 gols em 102 jogos. Foi um furacão que passou pelo México e cravou o seu nome na história do futebol mundial. Até hoje, o primeiro e único atleta a marcar gols em todos os jogos de uma Copa do Mundo. 👤 Jair Ventura Filho 👶 25 de dezembro de 1944 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo, Olympique de Marselha FRA, Cruzeiro, Portuguesa, Noroeste, Fast Club, Jorge Wilstermann BOL, 9 de Outubro EQU e Seleção Brasileira 🏆 (Principais): Taça Brasil 68, Campeonato Carioca 67 e 68 (Botafogo), Copa Libertadores 76 (Cruzeiro), Campeonato Venezuelano 77 (Portuguesa), Campeonato Boliviano 79 e 80 (Jorge Wilstermann) e Copa do Mundo 70 (Seleção Brasileira). 👑 All-Star Team da Copa do Mundo de 1970; Melhor jogador do Campeonato Carioca 67 e 68; 27º Melhor Jogador do Século XX pela Revista World Soccer. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,7) 📷 Getty #Botafogo #Cruzeiro #SeleçãoBrasileira #Brasil #Pontadireita #CopadoMundo1974 #CopadoMundo1966 #CopadoMundo1970
- "E o Fábio Baiano vai atrás do Pedrinho"
23 de Abril de 2000. Um Maracanã com quase 60 mil pessoas assiste perplexo um verdadeiro passeio do Vasco sobre o Flamengo na final da Taça Guanabara. O time rubro-negro até sai na frente com um gol de Leandro Machado, mas Felipe e Romário , com três gols e atuação de gala, comandaram a virada vascaína. Mas seria Pedrinho que roubaria a cena. Aos 23 minutos do segundo tempo ele marcaria o quinto e último gol da goleada história e... sairia pedindo silêncio para a torcida adversária. Não satisfeito, Pedrinho recebe uma bola na lateral e ensaia embaixadinhas em frente ao zagueiro Juan, provocando a ira dos adversários. Juan tenta atingi-lo com uma voadora bem nos joelhos. Joelhos esses que impediram Pedrinho de ser mais do que foi. Em 1995, vindo do futsal do clube da Colina, Pedrinho foi promovido ao elenco principal juntamente com Felipe, seu grande amigo desde as categorias de base do clube. Começou a se destacar já em 1997, ajudando o Vasco a alcançar o tri campeonato Brasileiro formando um ótimo meio campo com Juninho Pernambucano e Ramon, capazes de fornecer inúmeras jogadas à dupla de ataque: Evair e Edmundo. Em 1998 talvez tenha vivido o grande momento da sua carreira ao participar da campanha vitoriosa do clube na Copa Libertadores. Nas quartas-de-final foi decisivo ao marcar dois gols frente ao Grêmio. Os bons jogos e o título trouxeram para Pedrinho a primeira convocação para a seleção Brasileira. Porém, 1998 não seria perfeito: em um jogo contra o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro sofreu uma forte entrada de Jean Elias, rompendo o ligamento cruzado anterior do joelho direito. Depois de sete meses de recuperação, voltou e não demorou a sentir o mesmo problema. Ficaria mais 11 meses fora do gramado. Fez parte também do título da Copa Mercosul de 2000 e da campanha que levou o Vasco às quartas da Libertadores de 2001. Ao se transferir para o Palmeiras ainda em 2001, onde estava tendo um ótimo Campeonato Brasileiro, Pedrinho se lesionou seriamente pela terceira vez em novembro, curiosamente contra o Vasco da Gama, seu antigo clube. Novamente o ligamento cruzado anterior, desta vez no joelho esquerdo. Ficou parado por oito meses. Em outubro de 2002, a CBF divulgou que ele havia sido flagrado no antidoping em partida do mês anterior, com a substância antidepressiva bupropiona. Porém, a entidade admitiu que o jogador consumia a medicação com a sua anuência. Já como titular em 2004, com gols decisivos e boas atuações, ajudou o alviverde a garantir vaga na Libertadores, um ano depois de disputar a segunda divisão. Depois de sua passagem pelo Palmeiras, Pedrinho rodou por clubes estrangeiros e por Fluminense e Santos, sem muito destaque em ambos e sempre perseguido pelas lesões. O que sempre despertou a pergunta aos apaixonados por futebol: Pedrinho poderia ser mais do que foi? Por que Pedrinho jogava de terno? Pedrinho fez parte de um dos maiores times da história do Vasco da Gama. Juntamente com seu amigo Felipe, conquistaram títulos inéditos e encheram os olhos da torcida vascaína. No linguajar futebolístico, Pedrinho era "liso", mas também tinha muita objetividade em direção ao gol e na criação de jogadas. 👤 Pedro Paulo de Oliveira 👶 29 de Junho de 1977 🏠 Brasileiro 👕 Vasco da Gama, Palmeiras, Al-Ittihad, Fluminense, Santos, Al Ain, Figueirense, Olaria e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Brasileiro 97 e 00, Copa Libertadores da América 98, Campeonato Carioca 98, Torneio Rio-São Paulo 99, Copa Mercosul 00 (Vasco da Gama); Campeonato Brasileiro série B 03 (Palmeiras); Campeonato Paulista 07 (Santos) 👑 Sem premiações de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,6)
- "Obrigado Quaresma, obrigado por este golo espetacular
Se o leitor conseguir assistir a esse gol com certeza arrancará algo parecido com o que o narrador daquela partida disse ao ver este gol. A trivela de Ricardo Quaresma contra a Bélgica percorreu o mundo, não só pela beleza do gol, mas também pela maneira executada, poucos toques na bola, um corte e um zagueiro pra trás, um tapa na bola e caixa. Ricardo Quaresma é um futebolista português famoso por suas firulas e trivelas, é da mesma geração de Cristiano Ronaldo e Nani e tido como um dos principais jogadores que Portugal revelou nos últimos anos. Iniciou sua carreira nas “camadas jovens” do Sporting, clube onde jogou com CR7 quando ambos eram apenas promessas recém chegados ao profissional, porém Quaresma se transferiu para o Barcelona após duas temporadas nos Leões. Estreou num amistoso contra o Milan, jogo onde Ronaldinho Gaúcho também faria sua estreia, sendo estes dois os marcadores do Barça no jogo. Sua passagem pelo clube catalão não durou muito, Quaresma acabou tendo problemas de relacionamento com Frank Rijkaard e foi negociado com o Porto, numa transferência que envolveu a vinda de Deco para o Barça. No seu retorno a Portugal viveu seus melhores momentos, mesmo sendo no clube rival do qual o revelou. Lá conquistou todos o campeonatos e copas nacionais, sendo o principal jogador do Porto nas 4 temporadas em que atuou pelos Dragões. Em agosto de 2008, a Internazionale anunciou a compra de Quaresma junto ao Porto , e apesar de fazer parte do elenco campeão da Serie A e da Liga dos Campeões da UEFA, não obteve o mesmo sucesso nos tempos de Porto e logo foi dispensado da Inter e foi contratado por empréstimo pelo Chelsea. Sem oportunidades, voltou à Itália apenas para acertar os detalhes da sua transferência para o Besiktas da Turquia, onde até ensaiou um retorno a sua melhor forma, porém os velhos problemas com treinador o fizeram ter o contrato rescindido 6 meses antes do término. Após a rescisão acertou com o Al Ahli, mas devido a uma grave lesão acabou atuando em apenas 10 jogos. Em janeiro de 2014 acertou a saída do clube e anunciou seu retorno ao Porto. Em seu regresso ao seu clube de coração, segundo o próprio jogador, voltou a ter destaque individual na equipe, trazendo ao presente os seus velhos lances de habilidade e os gols inacreditáveis que outrora o consagrou, porém mais uma vez os problemas internos de vestiário o fizeram ser dispensado, só que desta vez do clube onde mais obteve destaque. Atualmente, o “Cigano” defende as cores do Besiktas. Por que Quaresma joga de terno? Quaresma é um legítimo ponta-de-lança, ou extremo, como dizem em Portugal. Sua habilidade é inegável, tem como marca registrada as trivelas e os cruzamentos de letra. A fama de badboy o prejudicou durante sua carreira, porém é inquestionável que Quaresma é um dos melhores jogadores portugueses dos últimos anos. 👤 Ricardo Andrade Quaresma Bernardo 👶 26 de setembro de 1983 🏠 Português 👕 Sporting POR, Barcelona ESP, Porto POR, Internazionale ITA, Chelsea ING, Besiktas TUR, Al Ahli EAU e Seleção Portuguesa 🏆Campeonato Português 01/02, Taça de Portugal 02 (Sporting); Mundial de Clubes 04, Taça de Portugal 06, Campeonato Português 05/06, 06/07, 07/08 (Porto); Liga dos Campeões da UEFA 09-10, Campeonato Italiano 09/10 (Internazionale); Campeonato Turco 15/16 (Besiktas); Eurocopa 16 (Seleção Portuguesa). 👑 Futebolista Português do Ano: 05 e 06 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,6)
- "Ele não é loco à toa. Ele é o Abreu. El Loco Abreu!"
Personalidade. Não há característica melhor para definir o classudo de hoje, que completa 40 anos nesse dia 17. Característica que é confundida com “loucura”, que ainda se mistura com boas doses de sinceridade. Pensou num “louco”? Pensou no Loco!! Parabéns Sebástian “el Loco” Abreu, hoje o JdT dedica o dia a você! Loco é alto, 1,94m, cabelos geralmente longos, uma monocelha e nem sempre uma cara simpática. Cara de louco mesmo. Centroavante que aparentemente seria um “destrambelhado”. Mas sabe-se que não é bem assim. Ídolo no Nacional do Uruguai, seu time de coração, e mais recentemente no Botafogo , Abreu peregrinou a América (com algumas passagens pela Europa), se firmando no Cruz Azul do México e depois no Alvinegro Carioca, clube que mais vestiu o terno e onde mais marcou também. Mesmo com a andança, Sebastian era figurinha costumaz na seleção Celeste, com estreia em 96. É claro, com passagens marcantes. Na Copa de 2010 , Abreu estava na surpreendente e controversa campanha uruguaia na África do Sul. Foi dele o gol de pênalti que deu a classificação celeste para as semifinais, diante Gana, com gol de cavadinha. Não deixou de ser surpresa para milhares de espectadores que Abreu fizesse aquilo, mesmo sabendo que ele sempre fizera assim. Pela seleção uruguaia marcou tanto gols que hoje é o quarto maior artilheiro da equipe, perdendo apenas para Luiz Suárez, Edison Cavani e Diego Forlan (e ainda empata com Héctor Scarone). A andança de Abreu pela América teve sua pausa maior no Brasil, entre 2010 e 2012, El Loco foi dono do terno 13 do Botafogo , onde chegou com pompa de craque. Ainda que sua estreia não pudesse ter sido pior (num 6x0 pro Vasco no campeonato Carioca), Abreu foi o principal nome do time naquele Carioca, fazendo os principais gols da equipe que seria campeã carioca daquele ano. O mais marcante gol seria o de cavadinha diante o Flamengo, no Maracanã. Foi ali que Abreu definitivamente cairia nas graças da torcida. A personalidade seria o ponto forte, como sempre, de Abreu aqui no Brasil. Em 2011, já marcado como o rei das cavadinhas, foi para a cal do pênalti contra o Fluminense, também no Carioca daquele ano. O Bota perdia por 2x1 quando Abreu partiu pra bola e o goleiro Diego Cavalieri ficou parado no meio do gol, defendendo com tranquilidade a cavadinha do atacante. Três minutos depois, um novo pênalti. Novamente Abreu na bola e novamente cavadinha, dessa vez para o fundo das redes. Depois de dois anos no Glorioso, Abreu assumiu o status de ídolo mesmo sem ganhar nenhum título de expressão no time. Ainda mais quando, emprestado para o Figueirense, Abreu provocaria o Flamengo (num jogo entre as equipes pelo Brasileirão de 2012) beijando o escudo do Glorioso diante a torcida adversaria, na camisa que sempre joga por de baixo o uniforme (uma das inúmeras superstições do uruguaio). Após Botafogo e Figueirense, Abreu continuou sua andança pela América. Voltou ao Nacional do Uruguai, time que o formou, mas nunca se firmou. Já foi dada como certa também seu retorno ao Botafogo, mas nunca foi oficializado. Hoje, Abreu defende o Santa Tecla, de El Salvador e prometeu que de uma forma ou de outra voltará a trabalhar no Glorioso brasileiro. Por que Loco Abreu joga de terno? Loco Abreu é goleador: exímio cabeceador, centroavante com boa finalização e um batedor de pênalti abusado. Bola na área com ele em campo fatalmente terminaria com bola em rede. Recentemente, ficou imortalizado no “muro dos ídolos” em General Severiano, tendo a honraria de ser lembrado pela torcida botafoguense ao lado de nomes consagrados que já vestiram o terno do Botafogo. O JdT não poderia deixar passar essa data e não homenagear o maior Louco que essa América já viu! Parabéns, El Loco! 👤 Washington Sebastián Abreu Gallo 👶17 de outubro de 1976 🏠Uruguai 👕 Defensor-URU, San Lorenzo, La Coruña, Grêmio, Tecos-MEX, Nacional, Cruz Azul-MEX, América-MEX, Dorados-MEX, Monterey-MEX, San Luiz-MEX, Tigres, River Plate, Beitar Jerusalém-ISR, Real Sociedad, Aris Salônica-GRE, Botafogo, Figueirense, Rosário Central-ARG, Aucas-EQU, Sol da América-PAR, Santa Tecla-ESA e Seleção Uruguaia. 🏆Campeonato uruguaio: 01, 05 (Nacional), Campeonato Carioca: 10 (Botafogo), Copa América: 11 (Seleção Uruguaia). 👑 Melhor jogador do Futebol Uruguaio de 2001, 2º Melhor centroavante do Campeonato Brasileiro de 2010. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,2) #CopadoMundo2010 #Atacante
- Jacozinho: "Ele meio que forçou a barra, né?"
A frase é de Zico, após o apito final do jogo festivo que marcava seu retorno ao Flamengo , em 1985. A partida era entre o rubro-negro carioca e um selecionado de "amigos" do craque. "Amigos", ênfase na aspas. Entre os selecionados estava um baixinho, zombeiro e craque. Ele "forçou a barra" por que marcou um belo gol para os Amigos de Zico, com um primoroso passe de Maradona. Era Jacozinho, que não foi convidado para a festa, foi ovacionado no gol e tão assediado quanto o camisa 10. E não foi só pelo gol que Jacozinho foi tão festejado. O jogador nordestino (e que jamais jogou fora da região natal) era a personificação do brasileiro em campo: alegre, driblador e marcador de gols. Um craque que viveu longe dos grandes holofotes do cenário nacional, mas bem perto do coração do torcedor. O jogador fez história no CSA, sendo 5 vezes campeão alagoano. Um grande incentivador de Jacozinho foi o pitoresco repórter Márcio Canuto. Não era raro que o popularesco jornalista aparecesse nos programas esportivos pedindo o atacante na seleção: " - Sinceramente, você acha que pode melhorar o rendimento da seleção, Jacó?". " - Eu acho que sim, se seu Avaristo me convocar..." Nessa deliciosa conversa carregada de sotaque nordestino, Jacozinho errava o nome do então técnico da Seleção Evaristo de Macedo. Mas "Jacó" não fora convocado... Não para a seleção, mas por um convite desconhecido, foi parar na festa de Zico, que, além da frase citada acima, teria desprezado o jogador e o cumprimentado de maneira fria antes e depois do jogo. Segundo Canuto, anos depois, um outro ídolo flamenguista fez diferente ao falar de Jacozinho após aquele jogo: "Jacozinho não é uma piada. Jacozinho é um grande jogador!". Foi o maestro Júnior. Por que Jacozinho jogava de terno? "Jacozinho foi um atacante que marcou época com seus dribles rápidos e engraçados, misturando habilidade com velocidade. Dribles desmoralizantes que provocavam reações violentas dos zagueiros. Jacozinho era também capaz de fazer gols bonitos, de muita habilidade, todos comemorados de forma alegre e descontraída" Definiu Márcio Canuto em uma das inúmeras matérias que fez sobre o ponta do CSA. 👤 Givaldo Santos Vasconcelos 👶 2 de fevereiro de 1956 🏠 Brasil 👕 Vasco-SE, Sergipe, Jequié-BA, Leônico-BA, Galícia-BA, CSA, Santa Cruz e ABC. 🏆 Campeonato Alagoano: 81 e 82, 84, 85, 88 (CSA) 👑 (Sem títulos individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,5)
- Aboutrika: ídolo ou terrorista?
O que faz um grande ídolo? Títulos, identificação com o time, bom futebol e o carinho da torcida são elementos essenciais. Estas características reunidas formam figuras retratadas como heróis em seu time. É o caso do nosso classudo de hoje: Aboutrika. O meia-atacante egípcio que é símbolo do Al-Alhy e também o maior representante do futebol do seu país. Ele foi mais que um jogador, mas um filósofo - formado pela Universidade do Cairo - preocupado com questões sócio-políticas do Egito. Suas posições políticas o colocaram até em uma lista de terroristas e inimigos do governo no começo desse ano. É daquelas histórias do futebol que dá gosto em contar. Aboutrika é o maior ganhador de títulos da história do futebol do continente africano. Destaque na Seleção do Egito sendo campeão de duas Copa Africanas de Nações. Protagonista em 5 conquistas da Liga dos Campeões da África e mais 7 títulos do Campeonato Egípcio. O menino que viveu uma infância pobre, jogando nos terrões perto da sua casa, tornou-se um maestro em campo. Nosso classudo fez sua carreira toda em um futebol que não é o centro de grandes atenções. O talento que apresentava desfilando nos tapetes verdes até chamaram atenção dos times do mercado europeu e até sul-americano. Mas Aboutrika pensava ter uma missão e não abria mão de permanecer no Al-Ahly. Esta opção não diminui sua história no futebol, até porque foi assim que ele personificou o futebol do Egito. A formação em Filosofia é uma prova concreta de que Aboutrika não era só mais um jogador de futebol. Sua inteligência extrapolava as quatro linhas da cancha. Diversas vezes posicionou-se politicamente. Quase sempre em tudo que estivesse ao lado da sua torcida. O maior baque na sua carreira foi quando aconteceu o massacre de Port Said. Na ocasião, 72 torcedores do Al-Ahly morreram. Um deles em seus braços. Pensou em abandonar o futebol, entretanto foi mais forte o desejo de buscar alguma alegria em meio a tanta tristeza que pairava sobre o Egito. Anunciou sua aposentadoria em 2014, frustrado em não conseguir a classificação para a Copa do Mundo no Brasil. Ainda teve tempo de disputar também seu último Mundial Interclubes, contra o Guangzhou Evergrande. Agora, em meio o ainda conturbado contexto político do Egito, que vem desde a Primavera Árabe, nosso classudo sempre continua representativo. Dentro de toda a complexidade do tema, no começo desse ano Aboutrika esteve presente em uma lista de inimigos do governo e proibido de entrar em seu país. Sua maior luta é o melhor para o povo que lhe tem como ídolo dentro e fora de campo. Por que Aboutrika jogava de terno? Aboutrika é o maior jogador da história do Egito. Não mostrou seu futebol em grandes ligas, mas nas competições internacionais que disputou apresentava técnica e inteligência para definir jogadas. 👤 Mohammed Aboutrika 👶 7 de novembro de 1978 🏠 Egípcio 👕 Ah-Ahly e Seleção do Egito 🏆 Campeonato Egípcio 04/05, 05/06, 06/07, 07/08, 08/09, 09/10, 10/11, 13/14, 15/16; Copa do Egito 2005/2006, 2006/2007 (Ah-Ahly); Copa Africana das Nações 06 e 08 (Seleção Egípcia). 👑 Melhor jogador egípcio 04, 05 e 06; Artilheiro do Campeonato Egípcio 05; Jogador Africano do Ano pela BBC 08 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (6,4)
- Laudrup: "Faminto na frente de um prato de comida"
O melhor jogador na história da Dinamarca. Laudrup foi uma sensação por onde passou. Em toda sua carreira profissional entre o ano de 81 e 98 fez chover em campo. Campeão por Juventus, Barcelona, Real Madrid, Ajax e levando a sua seleção a um patamar nunca antes chegado. Logo aos treze anos jogando pelo Brøndby da Dinamarca, foi sondado pelo Ajax. Logo depois de virar profissional, jogou somente 52 jogos por clubes de país. Em 1983, desembarcaria em Turim para jogar na La Vecchia Signora. Devido ao limite de estrangeiros no clube, teve que ser emprestado para a Lazio. Passaria dois anos na equipe romana, sofrendo com ameaças de rebaixamento. Em 85, voltaria para Turim, onde sofreria com lesões, mas participou da campanha do título italiano em 86. A sua genialidade em campo no início da carreira foi marcada em jogos pela seleção. Em 86, na famosa "Dinamáquina", Laudrup embalou com a equipe goleadas durante a primeira fase da Copa do Mundo daquele ano. Até ali, era a equipe surpresa da competição, arrancando suspiros dos amantes do futebol. Mas da mesma forma que apareceu, a seleção dinamarquesa caiu. Já nas oitavas, tomou um sacode da Espanha, com 4 gols de Butragueño, e os nórdicos davam tchau à competição. Sua ascensão foi no Barcelona. Ao lado do técnico Cruyff, ajudou a equipe Catalã a voltar ao cenário Espanhol e Internacional. O renascimento do Barça se deu a partir de 90 com quatro títulos da Liga Espanhola seguidos e a conquista da Copa dos Campeões (atual Champions) em 92. Em 94, foi ao Real Madrid, conseguiu seu quinto título seguido da Liga Espanhola e ajudou na goleada sobre seu ex-time, um sonoro 5x0. Fato que criou um clima de amor e ódio entre ele e a torcida do Barcelona. No final de sua carreira, foi ao Japão jogar no Vissel Kobe, foi mais um dos grandes jogadores mundiais que ajudaram na consolidação do esporte naquele país. Foi contratado pelo Ajax, mesmo clube que o procurou ao 13 anos. No time holandês, encerrou sua carreira jogando apenas uma temporada, sendo campeão da Liga e da Copa nacional. Por que Laudrup jogava de terno? Jogo rápido, Laudrup se destacava pelo seu passe e visão de jogo. Além disso, tinha muita força física. Um craque dos anos 90, fez parte da história do Barcelona e do Real Madrid. Levou o futebol dinamarquês a um patamar superior. Influenciou gerações. 👤 Michael Laudrup 👶15 de junho de 1964 🏠Dinamarquês 👕Kjøbenhavns, Brøndby, Juventus, Lazio, Barcelona, Real Madrid, Vissel Kobe, Ajax e Seleção Dinamarquesa 🏆(principais) Mundial Interclubes 85, Campeonato Italiano (Juventus), Copa Del Rey 89/90, Campeonato Espanhol 90/91, 91/92, 92/93, 93/94, Copa da Europa 91/92 (Barcelona) Campeonato Espanhol 94/95 (Real Madrid), Campeonato Holandês 97/98, Copa da Holanda 97/98 (Ajax) 👑Jogador do ano da Dinamarca 82, 85, FIFA 100, Fifa XI 96, Time do Ano da Europa 94/95, Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8) #Juventus #Lazio #Barcelona #RealMadrid #Ajax #SeleçãoDinamarquesa #Dinamarca #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1998 #Meia
- Terno de Linha - Fluminense 2008: 10 anos do dia que nunca terminou
Antes de mais nada, é preciso deixar claro que esse texto foi escrito por um tricolor - o único da equipe do JdT - e ele será carregado de sentimentos pessoais e, claro, muito clubismo. *** O ano era 2008. O Fluminense, campeão da Copa do Brasil no ano anterior, voltava a disputar a Libertadores depois de 23 anos. O elenco era bom, contava com nomes como Washington "Coração Valente", Thiago Silva, umas das principais revelações do futebol naquele ano, e outras peças que começavam a despontar no cenário nacional como Thiago Neves e Conca, mas apontar o Fluminense como favorito para aquele torneio pareceria absurdo. Estar de volta à disputa de um torneio internacional já era comemorado e muito pela torcida carioca que prometia uma grande festa no Maracanã. O Fluminense entrou em campo no dia 20 de fevereiro, a 2850m de altitude de Quito, contra um time inexpressivo... a LDU... e voltou pra casa com um empate em 0x0. Com 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota, o Fluminense classificou não só em primeiro do grupo mas em primeiro na classificação geral. Nas oitavas-de-final, superou o Atlético Nacional. O desafio das quartas-de-final seria o São Paulo, que chegava como bicampeão brasileiro (seria tri naquele mesmo ano) e grande favorito. E, de fato, tudo se encaminhava para uma classificação do time paulista depois do 1x0 em casa. No jogo da volta, no Maracanã, 70 mil tricolores estiveram presentes para assistir ao melhor jogo daquela competição. A festa, que já estava maravilhosa, ficou ainda mais quando Washington marcou aos 13 minutos da etapa inicial e incendiou a torcida, que não parou de cantar e acreditar um minuto sequer. Nem mesmo o gol de empate de Adriano desanimou torcida e time, já que 2 minutos depois Dodô colocou o Fluminense à frente do placar novamente. Precisando de mais um gol, Fluminense pressionava enquanto São Paulo se protegia como dava. E foi assim até os 46 minutos do segundo tempo. Escanteio na área do São Paulo. Thiago Neves prepara a cobrança, respira fundo e lança na área. Washington sobe mais do que todo mundo e cabeceia no ângulo, sem qualquer chance para Rogério Ceni. Festa no Maracanã. Aquela torcida que comemorava estar de volta à Libertadores agora sonhava em conquistá-la. Na semifinal, outro gigante do futebol sul-americano: Boca Juniors. O time de Riquelme, Palácio e Palermo era o atual campeão da Libertadores e, até então, apenas o Santos de Pelé havia eliminado o Boca da competição. Mais uma vez, o Fluminense entrava sem o status de favorito. 2x2 no La Bombonera e 3x1 no jogo da volta colocaram o Fluminense pela primeira vez em sua história numa final de Libertadores. Na final, novamente a LDU, o primeiro adversário da competição. E, se ainda na primeira fase a equipe de Renato Gaúcho era considerada azarão, depois de eliminar equipes consideradas mais fortes e tradicionais da Libertadores, dessa vez era o Fluminense o grande favorito. A vitória por 4x2 da LDU no jogo de ida, em Quito, colocava uma pressão enorme para o jogo da volta, afinal, o Fluminense teria que vencer por 3x0, já que na final não valia a regra de gol fora de casa como critério de desempate para a classificação. 2 de julho de 2008. 80 mil pessoas pintavam o tricolor de verde, branco e grená, numa das festas mais bonitas já vistas naquele estádio. O desafio seria enorme mas não faltava incentivo das arquibancadas. Nem mesmo quando o Bolaños abriu o placar com apenas 5 minutos do primeiro tempo ela parou de cantar. Empurrado pela torcida e em um dia inspirado, Thiago Neves fez uma das melhores atuações de uma final de Libertadores, marcou 3 gols, o suficiente para levar a decisão para os pênaltis... Antes do início da competição, poucos se atreveriam a dizer que o Fluminense chegaria à final da Libertadores. Agora, diante de um Maracanã apreensivo e um iminente título inédito, começaria a disputa de pênaltis. ❌ Conca ❌ Thiago Neves ✅ Cícero ❌ Washington ✅ Urrutia ❌ Campos ✅ Salas ✅ Guerrón O Maracanã agora era silêncio. Incredulidade, lágrimas. Restaram o lamento, a dor e as indagações: "E se o Hector Baldassi tivesse marcado aquele pênalti claro naquele lance do Washington?". "Por que só na final não vale o gol qualificado?". "Como pudemos fazer uma campanha tão fantástica e perder nos pênaltis em casa depois de virar o jogo?". Enfim, pensamentos que até hoje passam pela cabeça do tricolor. Ainda mais quando, em 2012, o Corinthians conquistou o seu primeiro título e em 2013 foi a vez do Atlético Mineiro. A do Fluminense 2008 chegou e passou. Sabe-se lá quando ele terá uma nova oportunidade, até lá essa memória permanecerá viva não só na lembrança do torcedor do Fluminense como na de muitos times Brasil afora. Muito se encantaram quando Washington marcou de cabeça contra o São Paulo nas quartas, se renderam quando eliminou o Boca Juniors na semifinal e torceram quando conseguiu reverter um placar muito difícil na final e levar o jogo para os pênaltis. *** Para esse que vos escreve ainda é difícil lidar com aquele jogo, um trauma que só quem é apaixonado por futebol entende. Maior que o do 7x1. Muito maior, pergunte a um tricolor. Não foi fácil fazer a pesquisa para esse texto sem se emocionar. Os vídeos daquela final? Jamais verei novamente. Se passar na TV eu troco de canal. Prefiro ver o gol de Washington contra o São Paulo ou o lance sensacional que resultou no segundo gol contra o Boca Juniors (veja o vídeo nos comentários) que começa com um grande "balé de braços e mãos" como disse Luis Roberto em sua narração. 🏆 Vice-campeão da Libertadores 2008 👕 Time base: Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luis Alberto e Júnior César, Ygor, Arouca, Thiago Neves e Conca, Cícero (Dodô) e Washington 👤 Principais classudos: Thiago Silva, Conca, Thiago Neves e Washington. 📺 Fluminense 3x1 São Paulo pelas quartas-de-final. ⚽ Dodô, 4º gol na vitória por 6x0 sobre o Arsenal de Sarandi, na primeira fase/ Washington, aos 46 minutos do segundo tempo na vitória por 3x1 sobre o São Paulo, nas quartas/ Conca, segundo gol na vitória por 3x1 sobre o Boca Juniors nas semis 📷 Eduardo Naddar/Agif/Gazeta Press #Fluminense
- "Amoroso faz esquecer Bierhoff"
Matéria dos jornais italianos em 1998, o título faz jus a um campeão do Mundo com a Seleção Brasileira sub-20 e bicampeão japonês sem se quer estrear pelos profissionais do time que o revelara, o classudo de hoje é Márcio Amoroso dos Santos. Revelado nas categorias de base do Guarani, Amoroso então com apenas 18 anos de idade foi emprestado ao Verdy Kawasaki para obter mais rodagem e minutos de jogo. Quem diria que com tão pouca idade o garoto seria campeão nacional já em seu primeiro ano como profissional. Bicampeão para ser mais exato. Só após estes dois títulos que Amoroso veio a estrear pelo Bugre, em 1994 numa partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Ao lado de Luizão formou uma das melhores duplas de ataque dos anos 90, e ainda naquele ano levou o então desacreditado Guarani até as semifinais do Brasileirão. Apesar da eliminação, Amoroso encerrou a competição como artilheiro do campeonato ao lado de Túlio Maravilha , empatados com 19 gols. Ainda recebeu o prêmio do Melhor Jogador do Campeonato. Em 1996, transferiu-se para a Gávea, porém a passagem durou apenas 3 meses, mas foi tempo suficiente para garantir um Campeonato Carioca. No mesmo ano seguiu para a Europa para fazer história e construir uma idolatria que é reverenciada até hoje. Na Udinese atuou e ainda teve de substituir o jogador a quem considera o melhor companheiro com quem atuou, Oliver Bierhoff. Na Itália, ainda passou pelo Parma antes de transferir-se para o Borussia Dortmund. Em Dortmund sagrou-se campeão e artilheiro da Bundesliga na temporada 2001/02. Após esse feito, teve algumas temporadas instáveis no próprio Borussia e no Málaga da Espanha. Voltou ao Brasil para atuar no São Paulo , e reeditou com Luizão a famosa dupla de sucesso dos tempos de Guarani. Pelo Tricolor Paulista foi decisivo nos títulos da Libertadores da América e do Mundial de Clubes de 2005. Após a conquista do Mundial teve uma breve passagem pelo Milan e retornou ao Brasil em 2006 para defender o Corinthians. Ainda passou pelo futebol grego antes de voltar ao Guarani para encerrar a carreira. Por que Amoroso jogava de terno? Habilidade e velocidade eram as principais armas de Amoroso, porém engana-se quem pensa que era apenas um corredor. Por onde passou deixou a marca de artilheiro e deixou marcado seu nome na história e nos corações dos torcedores de Udinese, São Paulo e Guarani. 👤 Márcio Amoroso dos Santos 👶 5 de julho de 1974 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Verdy Kawasaki (JAP), Flamengo, Udinese (ITA), Borussia Dortmund (ALE), Málaga (ESP), São Paulo, Milan (ITA), Corinthians, Grêmio, Aris Salônica (GRE) e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Japonês 93 e 94 (Verdy Kawasaki); Copa da Itália 01 (Parma), Campeonato Alemão 01/02 (Borussia Dortmund); Libertadores da América 05, Mundial de Clubes 05 (São Paulo); Copa do Mundo Sub-20 93, Copa América 99 (Seleção Brasileira). 👑 Artilheiro do Campeonato Japonês (93); Campeonato Brasileiro (94); Campeonato Italiano (99); Campeonato Alemão (01/02); Mundial de Clubes (05); Bola de Ouro da Revista Placar (94); Melhor futebolista da Alemanha (02); Melhor jogador do Campeonato Alemão (01/02); Chuteira de Ouro do Mundial de Clubes (05). Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,9)









